1 - Eden Synthetic Corps - Soothe
2 - Moonspell - Far from good
3 - DRKNSS - Looking for mercy
4 - Wolf X - Abyss
5 - Phantom Vision - Global worning
6 - Mekong - Danse danse
7 - A Trouxa Mouxa - Fai como o José Maria
8 - Sétima Legião - O baile (das sete partidas)
9 - emmy Curl - Senhora do Almortão
10 - Luta Livre - Fado imperfeito
11 - Romeu Bairos - Jacinta
12 - Lituo - Assim assim
13 - João Afonso - Matope
14 - Lavoisier - Portugal não me respeita
15 - Cara de Espelho - D de denúncia
Todos os dias às 19h, o mais antigo programa de rádio pela música portuguesa
está na RUC em 107.9FM ou em emissao.ruc.pt
material para audição/divulgação, donativos, reclamações e outros para:
Fausto Barros da Silva - Apartado 4053 - 3031-901 COIMBRA
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
PROGRAMA DE 26/08/26
MIGUEL CARMONA ANUNCIA PRIMEIRO CONCERTO EM NOME PRÓPRIO EM LISBOA
Miguel Carmona acaba de anunciar o seu primeiro concerto em nome próprio em Lisboa. A 16 de março de 2027, o artista sobe ao palco do Teatro Maria Matos para um espetáculo que reúne, pela primeira vez, as canções que têm marcado o seu percurso e o segundo álbum de originais, com edição prevista para o início do ano.
Desde os covers e medleys com que começou a conquistar o público às primeiras canções originais, Miguel Carmona tem crescido à vista de quem o acompanha. Em 2024 editou Fora de Horas, o álbum de estreia, e desde então tem vindo a mostrar-se cada vez mais seguro naquilo que quer dizer e, sobretudo, na forma como o quer dizer.
No Teatro Maria Matos, esse universo ganha finalmente dimensão de espetáculo. Fora de Horas encontra-se com as canções mais recentes, entre elas “nada do que eu disse” e "mão dada (versão live acústica)", num concerto pensado de raiz para esta estreia em nome próprio e para apresentar, pela primeira vez ao vivo, o próximo disco.
CAFÉ CURTO REGRESSA AO CONVENTO SÃO FRANCISCO EM COIMBRA
Depois de uma primeira metade do ano com programação regular e de nove sessões do Café Longo integradas no Verão a 2 Tempos, o Café Curto regressa ao Café Concerto do Convento São Francisco no dia 8 de setembro, retomando a sua programação semanal, com direito a uma surpresa no final do ano.
O Café Curto está de regresso ao Café Concerto do Convento São Francisco no dia 8 de setembro, dando início à segunda etapa da programação de 2026. Com curadoria da Blue House, coprodução do Convento São Francisco e financiamento da Câmara Municipal de Coimbra, o ciclo retoma a programação regular que se prolonga até ao final do ano, mantendo a aposta na música emergente e no apoio à criação artística.
Programação Café Curto e Café Duplo
O Café Curto regressa após a pausa de verão no dia 8 de setembro com Dela Marmy, seguido de Sara Cruz no dia 15. A 22 de setembro, a Curadoria Emergentes apresenta Beatriz Madruga, e o mês termina com o Café Duplo de Carlos Raposo e de Mariana Camacho (29 de setembro).
Em outubro, Bernardo Couto atua no dia 6, numa sessão associada ao Festival Correntes de Um Só Rio, seguindo-se a Mafalda no dia 13 de outubro. Já o MIC regressa a 20 de outubro com o Xanfana e o mês encerra, no dia 27, com o Café Duplo protagonizado por Inês Condeço e a italiana Giulia Gallina.
Em novembro, Catarina Branco atua no dia 3 e RUJO sobe ao palco a 10 de novembro. O ciclo prossegue com o Combo Jazz da Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra, a 17 de novembro, e o mês encerra com o Café Duplo de Rita Silva e Pedro Melo Alves, no dia 24.
Já em dezembro, a programação inicia-se no dia 1 com um concerto Clara Maio, o último MIC do ano; segue-se, a 8 de dezembro, um Café Curto com Polar Opposites; a 15 de dezembro, um último momento do Tour Emergente com LIKA; e o ano encerra-se a 22 de dezembro com o último e muito especial Café Duplo de 2026, que será uma espécie de presente de Natal. O projeto vai encerrar a programação de 2026 com uma surpresa, mantendo em segredo os artistas convidados até ao momento da apresentação. A sessão vai ser, simultaneamente, uma forma de fechar o ano do Café Curto e um presente para assinalar o oitavo aniversário da Blue House, que se celebra em dezembro.
ÁGORA REVELA PROGRAMAÇÃO
Durante três dias, o Castelo transforma-se num espaço de encontro entre artistas, público e património. Entre muralhas, cisternas, varandas e outros lugares do monumento, o ÁGORA propõe uma programação que convida a abrandar e a olhar de outra forma para aquilo que nos rodeia.
Mais do que ocupar o Castelo, o ÁGORA procura ativar o espaço através da criação artística. Um lugar que durante séculos foi pensado para proteger e separar pode hoje tornar-se um território de proximidade, partilha e imaginação. A música, a palavra, o corpo e a matéria tornam-se formas de criar novas relações com este património.
Novos artistas e novas criações
A programação recebe agora Djali Binto Kanuté, nascida na Guiné-Bissau, que traz consigo uma herança musical profundamente ligada aos djidius, os cantores tradicionais da sua terra. Entre tradição e contemporaneidade, a sua voz estabelece uma ligação com a memória e a força da música da África Ocidental, numa presença que leva ao Castelo de Leiria uma cultura musical marcada pela oralidade e pela transmissão entre gerações.
O ciclo Antiprincesas chega também ao ÁGORA com a história de Juana Azurduy, mulher-mãe-guerreira de origem indígena que participou nas lutas pela independência da Bolívia. O espetáculo recupera a figura de uma mulher valente, determinada e gentil, que enfrentou batalhas e desafiou as convenções do seu tempo. Uma história que questiona as figuras femininas que a História escolheu recordar e aquelas que ficaram esquecidas.
Nas cisternas do Castelo será apresentada Until Nothing Falls, Gravity Waits, uma instalação de Carincur + João Pedro Fonseca. Partindo de uma pedra suspensa, a obra explora as relações entre matéria, gravidade e perceção. A pedra, tradicionalmente associada à construção e ao limite, é retirada da sua função habitual e colocada num estado de suspensão, criando um diálogo entre peso e leveza, matéria e vazio.
Estas novas propostas juntam-se aos artistas já anunciados, entre os quais Asmâa Hamzaoui & Bnat Timbouktou, Israa Shalaby, Margaret Hermant, PAUS, Rita Silva & Mbye Ebrima, Manto Azul e el djinn الجن. Um conjunto de projetos que atravessa diferentes geografias, linguagens e formas de criação, mantendo como ponto comum a relação entre música, memória, corpo, território e comunidade.
Um programa para estar, ouvir e partilhar
Para além da programação artística, o ÁGORA propõe momentos de encontro que convidam o público a participar de forma mais direta.
É o caso de Partir Pão, Partir Pedra, um piquenique comunitário que acontece nas Varandas do Castelo de Leiria e que abre o primeiro dia do festival. A proposta é simples: cada pessoa traz pão, petiscos, fruta, bebidas ou qualquer outro alimento para partilhar numa mesa comum. Um gesto quotidiano que ganha outra dimensão dentro das muralhas. Partilhar comida é também partilhar tempo, histórias e espaço. É uma forma de criar comunidade e de transformar o património num lugar vivido, onde todos podem deixar uma marca.
Ao longo dos três dias, o ÁGORA propõe assim diferentes ritmos e formas de participação. Há espaço para a contemplação e para a celebração, para a escuta e para o movimento, para a experiência individual e para o encontro coletivo.
Se durante séculos as muralhas foram construídas para definir fronteiras, o ÁGORA propõe olhar para elas de outra maneira: como lugares onde é possível construir pontes. Talvez seja essa uma das funções da cultura: criar condições para estarmos juntos, para escutarmos outras vozes e para imaginarmos futuros diferentes.
Tal como nas edições anteriores, o bilhete habitual do Castelo de Leiria garante o acesso às atividades do ÁGORA, estando a entrada condicionada à lotação dos diferentes espaços. O acesso ao Castelo é gratuito para residentes no concelho de Leiria, mediante apresentação de comprovativo de morada e identificação.
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terça-feira, 25 de agosto de 2026
PROGRAMA DE 25/08/26
1 - Wolfskin - Despojos do sol-posto
2 - Urze de Lume - Liturgia da caruma
3 - Drusuna - Drumming wood
4 - Karnos - In the harrowing distance
5 - Her G meets Fuel 2 Fight - Às vezes lá no meu monte
6 - Orquestra Popular de Paio Pires - Da Alemanha e do Japão
7 - Sétima Legião - Sete Mares
8 - A Trouxa Mouxa - Fai como o José Maria
9 - O Mau Olhado - Dança d'o mau olhado
10 - Tó Trips e Fake Latinos - Rua escura
11 - Expresso Transatlântico - Não pares povo
12 - Miramar - Fado marado
13 - Orlando Cohen - Lullaby
14 - Estaca Zero - Gracinda
PECULIAR APRESENTA “HINO DO ALGARVE”, UMA CELEBRAÇÃO POP E IRREVERENTE DA IDENTIDADE ALGARVIA
Depois de afirmar a sua ligação ao Algarve através de “MOSS MOÇA”, Peculiar regressa às suas raízes com “HINO DO ALGARVE”, um novo single que cruza o corridinho e a música tradicional algarvia com uma sonoridade pop contemporânea, numa celebração tão afetiva quanto irreverente da região e de quem nela vive.
“HINO DO ALGARVE” nasceu da vontade de Peculiar criar uma música que representasse a sua região e os algarvios, a partir da forma como conhece, vive e sente o Algarve. Mais do que uma simples canção sobre o sul de Portugal, o tema parte de uma pergunta: “o que é, afinal, ser algarvio?”
A questão ganha particular relevância numa região que, durante os meses de verão, recebe uma enorme afluência de pessoas vindas de todo o país e do estrangeiro, enquanto muitos algarvios passam parte do ano fora da região, entre estudos, trabalho e novas oportunidades. Entre quem chega, quem parte e quem fica, “HINO DO ALGARVE” questiona aquilo que culturalmente define o Algarve e quem constrói essa identidade.
Com humor, ironia e expressões características da região, a música constrói um retrato feito de pequenas imagens do quotidiano algarvio: o sal no sangue, a areia na pele, o chinelo, as noites na açoteia, o mar, as tascas, os falares e a forma muito própria de estar de quem é “cá de baixo”.
Ao mesmo tempo, Peculiar aborda uma das questões mais presentes na identidade contemporânea do Algarve: a transformação da região durante os meses de verão e a chegada massiva de pessoas de fora. A música brinca com a fronteira entre quem é e quem não é algarvio, entre quem regressa e quem chega, e com a própria dificuldade de definir uma identidade que está em constante transformação.
Um dos elementos centrais de “HINO DO ALGARVE” é a enumeração dos 16 municípios algarvios, integrada na própria letra. De Tavira, Faro e Lagos a Alcoutim, Vila Real de Santo António e Castro Marim, a canção percorre musicalmente toda a região, transformando a sua geografia numa celebração da diversidade e da identidade algarvias.
Musicalmente, o tema parte do “corridinho e do folclore tradicional algarvio”, cruzando estes elementos com uma produção pop mais moderna e atual. O resultado é uma canção energética, dançável e acessível, que procura aproximar a tradição musical da região de uma nova geração e apresentar o Algarve através de uma linguagem contemporânea.
Essa vontade de representar a região estende-se também ao videoclipe. Filmado com uma equipa composta por algarvios, o vídeo procura colocar a própria comunidade no centro da narrativa, contando com a participação de bailarinos de folclore tradicional e de diferentes figuras ligadas à cultura algarvia.
O videoclipe conta ainda com a participação especial do comediante Moçê dum Cabréste, cuja presença assume um significado particular pelo impacto que tem enquanto figura algarvia e pela forma como mantém e divulga os falares, dizeres, tradições e cultura da região. Na componente musical, “HINO DO ALGARVE” conta também com a participação de mais um algarvio, David Mendonça, dos Vizinhos, no acordeão, reforçando a ligação do tema à sonoridade tradicional da região.
“HINO DO ALGARVE” é, assim, uma música sobre o Algarve feita a partir de dentro: com orgulho, humor, crítica e sentido de comunidade. Um hino sem pretensão de definir sozinho o que é ser algarvio, mas que procura juntar diferentes elementos de uma identidade comum e transformá-los numa canção que possa ser cantada, dançada e reconhecida por quem é de lá.
Entre tradição e modernidade, Peculiar apresenta uma nova forma de cantar o Algarve, um Algarve que se reinventa, mas que continua a reconhecer-se nas suas palavras, nos seus lugares e na sua gente.
BENJAMIM EDITA NOVO ÁLBUM “CRÓNICAS DO MONTE ZEUS” A 18 DE SETEMBRO
Benjamim edita no próximo dia 18 de Setembro o seu novo álbum, "Crónicas do Monte Zeus", o seu quinto álbum de estúdio, composto por oito canções originais que marcam o regresso assumido à palavra e à forma-canção de um dos mais singulares e surpreendentes escritores de canções da música portuguesa contemporânea.
Depois do percurso distinto de As Berlengas, Benjamim regressa aqui a um território mais depurado, onde a escrita, a melodia e a clareza da composição ocupam o centro. Os singles de antecipação, "Recursos Humanos" e "Os Dias do Nada", deram desde logo a medida deste novo ciclo, que se revela num conjunto de canções onde a actualidade, o amor e o trabalho se entrelaçam em histórias de transformação, desgaste, resistência e sobrevivência.
Um álbum que se revela, no seu todo, como um disco de amor. Um trabalho onde o amor surge menos como ideal abstracto e mais como prática quotidiana de construção, esforço, reparação e permanência. Ao longo destas oito canções, Benjamim desenha uma geografia afectiva feita de falhas, recomeços, medo, devoção, desgaste e desejo de permanecer.
Essa dimensão é também sublinhada no texto editorial* assinado por Hugo Van der Ding, que acompanha o lançamento e lê o disco como um lugar onde música, trabalho e amor se cruzam de forma íntima e profundamente humana. Essa leitura ajuda a iluminar o centro de "Crónicas do Monte Zeus": um conjunto de canções onde o amor não surge desligado do mundo, mas inscrito nas suas rotinas, tensões, fragilidades e formas de resistência.
Nas próprias letras, esse universo afirma-se com clareza. Em "Amor Operário", faixa que acompanha o lançamento do álbum, o amor aparece como prontidão, empenho, labor e liberdade, tornando-se uma chave evidente para a leitura de todo o disco. Em "O Fim da Greve", esse mesmo campo semântico ganha uma dimensão ainda mais concreta num dueto com Lena d'Água, onde a linguagem laboral se transforma em matéria íntima e afectiva. Em "Viver, Viver e Amar", a resistência abre-se a uma forma de entrega mais luminosa, onde amar é também insistir, aceitar e partilhar o tempo. Mesmo nas canções em que o desencanto, a ansiedade ou a desorientação surgem com maior nitidez, há sempre qualquer coisa que procura recompor-se, reparar-se, salvar-se.
Benjamim constrói assim um mapa sentimental em que aquilo que destrói e aquilo que conserta muitas vezes coincide. É nesse ponto de tensão entre lucidez e ternura, entre observação do presente e pulsação íntima, que o disco encontra a sua maior força.
Se As Berlengas era um disco marcado por um trabalho quase solitário e por uma construção fortemente apoiada em máquinas, sintetizadores e artifícios de estúdio, "Crónicas do Monte Zeus" faz o movimento inverso: traz as pessoas para dentro das canções. Também aí a ideia de trabalho ganha novo sentido. Este é um disco de recursos humanos no sentido mais literal e mais afectivo da expressão - um disco povoado por músicos, vozes, amigos e cumplicidades, onde a presença física de quem toca se torna parte essencial da sua identidade.
Produzido por João Correia e Benjamim, este é também o primeiro disco em que Benjamim convida alguém a partilhar consigo a produção, o que torna particularmente relevante o papel de João Correia na definição do som do álbum. Gravado e misturado por ambos no Submarino, com gravações adicionais em Alvito, e masterizado por Nelson Carvalho, o disco assume um processo de construção deliberadamente mais directo, mais próximo e menos polido. As bases foram gravadas ao vivo com um gravador de fita de 8 pistas, e essa opção técnica faz parte da própria identidade do álbum: ouve-se a fita, ouve-se a respiração da sala, ouve-se até o gravador a parar. Num tempo dominado pela eficiência, pela velocidade e por formas cada vez mais artificiais de produção, "Crónicas do Monte Zeus" escolhe uma espécie de intimidade imperfeita, humana e frontal, em absoluta sintonia com a escrita das canções.
À autoria de Benjamim juntam-se contributos que alargam e adensam o universo do disco, entre os quais o dueto com Lena d'Água em "O Fim da Greve", um solo de guitarra de Bruno Pernadas em "Os Dias do Nada", e a participação de José Soares no saxofone em "Recursos Humanos", "O Fim da Greve" e "Cola Quente". Nuno Lucas e Manuel Pinheiro assumem o comando do baixo e das percussões, respectivamente. Ao longo do álbum, várias canções contam ainda com a participação, nos coros, de artistas e amigos que reforçam a dimensão colectiva deste trabalho: António Vasconcelos Dias, Raquel Pimpão, Rita Cortezão, Inês Sousa, Joana Campelo, Margarida Campelo, Tipo e Francisca Cortesão.
Editado pelos Discos Submarinos, "Crónicas do Monte Zeus" confirma Benjamim como um autor único, capaz de transformar a experiência quotidiana em canções de grande densidade humana. Mais do que um novo capítulo na sua discografia, este é um disco que reafirma o amadurecimento inequívoco da sua escrita e uma capacidade rara de encontrar, no meio do ruído do mundo, uma forma clara, directa e profundamente comovente de cantar o amor.
*Desliguei-me das coisas que nos enchem os dias para ouvir o novo trabalho do Benjamim. E escolho escrever 'trabalho' e não álbum, ou disco ou canções, porque nelas ouve-se justamente o trabalho. O trabalho de compor música e o ofício de escrever palavras que a sustentem. O trabalho de insistir quando o mundo nos empurra para uma velocidade incompatível com aquilo que demora, ou quando só nos apetece puxar o lençol para cima da cabeça e dizer: hoje não vou trabalhar. E depois há outra construção. Há operários no amor, há andaimes, há quedas que podiam ter sido fatais. E há uma espécie de redenção nestas coisas, a Música, o Trabalho, o Amor. Coisas maiúsculas que nestas canções também podem ser minúsculas, a música, o trabalho, o amor. Porque o amor de que aqui se fala não é diferente do amor pelas outras coisas que fazemos, que tentamos, que repetimos. Dêem mais ou menos trabalho.
Há palavras concretas nestas canções, entre greves e recursos humanos, saídas de um mundo de esforço e de desgaste, mas que vão revelando que o amor se constrói aí, nesse território onde se insiste, onde se falha e onde se recomeça. Há o medo de perder e há também esse gesto mais simples e mais raro de viver, viver e amar. E depois, cola quente, para remendar o que se vai partindo. No fundo, uma viagem entre aquilo que nos destrói e o que nos conserta que, muitas vezes, é exactamente a mesma coisa. Volto às coisas que nos enchem os dias. O mundo não está melhor. Mas que bom quando a música nos lembra que sim, é sempre o amor que nos salva. E o amor, claro, dá muito trabalho.
- Hugo Van der Ding
OS MUSICOS DO TEJO REVELAM "MIO BEL TESORO"
Evento de lançamento:
4 de setembro às 18h no Museu do Teatro Romano, Lisboa
Os Músicos do Tejo (dirigidos por Marcos Magalhães e Marta Araújo) têm desenvolvido um percurso assinalável no panorama europeu da música antiga, dando a conhecer obras do património musical português inéditas ou pouco acessíveis. Este novo registo editado pela Artway é dedicado a Francisco António de Almeida (1702-1755), um dos nomes mais importantes da música barroca portuguesa e na corte de D. João V. O concerto foi gravado pela RTP/Antena 2 no Museu do Dinheiro, em Lisboa, a 22 de novembro de 2024.
O programa do disco é fruto da descoberta de excertos das partituras manuscritas do “dramma per musica” Gl’Incanti d’Alcina (1730) e da serenata Il Vaticinio di Pallade e di Mercurio (1730-31). As respectivas árias tiveram a sua estreia moderna pelos Músicos do Tejo e por quatro cantores com profunda experiência e conhecimento sobre o período barroco: dois dos mais reputados cantores portugueses – a soprano Sandra Medeiros e o tenor Marco Alves dos Santos – e duas jovens estrelas em ascensão no panorama internacional – a soprano austríaca Johanna Falkinger e a mezzo-soprano espanhola Lucía Caihuela.
Com lançamento agendado para 4 de setembro, em CD e nas plataformas de streaming, Mio Bel Tesoro é um mergulho na música que marcou o rico ambiente artístico da Capela Real e da Patriarcal na Lisboa setecentista. Os Músicos do Tejo reafirmam o seu papel pioneiro na redescoberta do património musical português, oferecendo ao público e à comunidade internacional um contributo essencial para o conhecimento da música barroca europeia.
BLAYA LANÇA SINGLE COM MANGA LIMÃO
"Pau Santo" - um tema que junta Portugal e Brasil através dos ritmos tropicais, boas energias e muita dança.
Blaya junta-se aos Manga Limão em “Pau Santo”, o quarto single do próximo álbum Gingado Misturado, depois de “No Meu Tempo de Escola”, “Biri Bam Bam” e “Bate o Pé no Chão”. O novo tema cruza o universo provocador da artista com o groove tropical afro-pop da banda Manga Limão, num ritual de música, movimento e boas energias, e integra um álbum que reúne diferentes fases, memórias e experiências de Blaya numa espécie de autobiografia cantada.
O nome do tema inspira-se no pau santo, conhecido como “madeira sagrada”, tradicionalmente usado em rituais de purificação e associado à limpeza energética, tranquilidade e bem-estar — um imaginário de renovação que Blaya transporta para a música.
UM ENCONTRO NATURAL ENTRE BLAYA E MANGA LIMÃO
A colaboração com os Manga Limão surge de forma particularmente natural. A banda portuguesa, formada por Pedro Baptista, Yuri Dias, Henrique Hauzer e Tommaso Antico, tem vindo a construir uma identidade assente na fusão entre disco, hip-hop e ritmos tropicais, criando uma sonoridade vibrante, luminosa e feita para o movimento.
É precisamente nesse território de cruzamento que os universos de Blaya e Manga Limão se encontram.
HORTUS MUSICALLIS EM SETEMBRO NO JARDIM BOTÂNICO DE COIMBRA
Hortus Musicalis regressa ao Jardim Botânico da Universidade de Coimbra nos dias 4, 5 e 6 de setembro para a segunda parte da edição de 2026. Fish Dish, Lantana e Made of Bones encerram um programa dedicado à música improvisada e à criação contemporânea, sob o tema “Plantar Liberdade”. Os três concertos têm início às 18h00 e entrada livre.
Depois do primeiro fim de semana de programação, realizado em julho, o Hortus Musicalis regressa ao Jardim Botânico da Universidade de Coimbra nos dias 4, 5 e 6 de setembro, sempre às 18h00, para a segunda parte da edição de 2026. Promovido pelo Jardim Botânico da Universidade de Coimbra em parceria com o Jazz ao Centro Clube (JACC), com curadoria de Marcelo dos Reis, o ciclo mantém o mote “Plantar Liberdade” e volta a aproximar música, natureza e criação contemporânea. Todos os concertos têm entrada livre.
A programação de setembro começa a 4 de setembro, com Fish Dish, seguindo-se, no dia 5, Lantana. O ciclo encerra a 6 de setembro com Made of Bones. Três propostas que dão continuidade a um programa dedicado à experimentação, à improvisação e à exploração de novas linguagens sonoras, reunindo diferentes percursos e abordagens à criação musical contemporânea.
Ao longo de dois fins de semana, o Hortus Musicalis propõe o Jardim Botânico como espaço de escuta e encontro, onde a música dialoga com a paisagem e com as características singulares deste património natural. Sob o tema “Plantar Liberdade”, o ciclo parte da improvisação e da música livre enquanto práticas de criação, partilha e transformação, abrindo espaço para a descoberta de diferentes formas de construir e experimentar a música.
Com esta segunda parte, o Hortus Musicalis conclui a sua edição de 2026, reafirmando a vontade de apresentar no Jardim Botânico projetos que exploram os limites da criação musical e que encontram na liberdade artística um território de experimentação e diálogo.
Programa
HORTUS MUSICALIS
4, 5 e 6 de setembro
18h00
Jardim Botânico da Universidade de Coimbra
Capela de São Bento
4 de setembro | 18h00
Fish Dish
5 de setembro | 18h00
Lantana
6 de setembro | 18h00
Made of Bones
ELA JAGUAR PREPARAM NOVIDADES
Os Ela Jaguar iniciam um novo capítulo no seu percurso. Depois da edição do álbum de estreia homónimo em 2025, e pela passagem pelo Jardins do Marquês, o coletivo prepara atualmente novas novidades para os próximos meses e confirma também a sua presença no Indie Music Fest.
A nova etapa surge na sequência de um período de consolidação para o projeto nascido em Oeiras em 2019, inicialmente fundado por Pedro Sacchetti, na guitarra, e Nuno Henriques, no baixo, a partir de uma filosofia assente na independência e numa abordagem Do It Yourself. A entrada de Filipe Ferreira, na bateria, João Fonseca, na percussão, e João Gil, nas teclas, viria posteriormente a consolidar o núcleo criativo responsável pela identidade atual dos Ela Jaguar.
Com músicos que acumulam experiências em projetos como For Pete Sake, LOT, Cais Sodré Funk Connection, Suzie and The Boys, Diabo na Cruz e You Can't Win, Charlie Brown, a banda desenvolveu ao longo dos últimos anos uma linguagem própria a partir do cruzamento de diferentes referências e percursos musicais.
Depois do EP “Ela Jaguar Vol. 1”, editado em 2023, os Ela Jaguar deram um novo passo em maio de 2025 com a edição do primeiro longa-duração, também intitulado “Ela Jaguar”. O disco aprofundou uma linguagem de fusão onde o groove associado à Motown e à Daptone Records se cruza com elementos de R&B, hip-hop e influências de world music, num universo marcado pela dimensão rítmica e por uma abordagem simultaneamente contemporânea e orgânica.
Essa identidade ganha uma dimensão distinta em palco. Ao vivo, os Ela Jaguar apresentam-se num formato alargado que junta ao núcleo da banda João Cabrita, no saxofone, e as vozes de Tiago Cardoso (NOMI) e Concha Sacchetti. Entre secções rítmicas vincadas, arranjos construídos para o formato ao vivo e uma forte componente de groove, os concertos assumem-se como uma extensão natural da linguagem desenvolvida em estúdio, privilegiando a energia coletiva, o movimento e a relação direta com o público.
É precisamente nesse contexto que surge a presença no Indie Music Fest, onde os Ela Jaguar voltam a apresentar ao vivo o repertório construído ao longo dos últimos anos, num momento em que a banda começa simultaneamente a preparar o próximo capítulo do projeto.
A entrada para a BarTrender, com Catarina Monteiro enquanto manager, acompanha agora essa nova fase e a vontade de ampliar o percurso ao vivo da banda. Depois de um caminho desenvolvido de forma independente desde a sua formação, o novo agenciamento representa um passo na estruturação e crescimento do projeto, mantendo a identidade artística construída pelos músicos desde 2019.
Paralelamente, os Ela Jaguar encontram-se a trabalhar em novidades que serão reveladas em breve, dando continuidade ao universo apresentado no álbum de estreia e abrindo caminho para uma nova etapa criativa.
Com seis anos de percurso, dois trabalhos editados e uma identidade construída entre diferentes linguagens da música de fusão contemporânea, os Ela Jaguar entram assim numa nova fase, entre o regresso aos palcos, o novo
agenciamento e aquilo que se prepara para chegar nos próximos meses
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
PROGRAMA DE 24/08/26
2 - Devil of a Woman - Heaven needs a sinner
MÚSICOS UNEM-SE PARA HOMENAGEAREM O FORMATO MTV UNPLUGGED
As icónicas sessões acústicas que definiram a cultura musical dos anos 90 estão de regresso aos palcos, reinventadas pelas vozes e instrumentos de um novo power trio.
Os músicos, autores e compositores Bruno Celta, Tatiana e Peter Strange uniram forças num projeto intimista que presta uma sentida homenagem ao lendário formato MTV Unplugged.
O projeto nasce da paixão partilhada pelos três artistas pelas atuações despojadas que marcaram uma geração. Em palco, o trio revisita os arranjos acústicos de cortar a respiração que imortalizaram bandas e artistas como Nirvana, Pearl Jam, Alice in Chains, Eric Clapton ou Alanis Morissette, devolvendo ao público a crueza, a emoção e a proximidade que caracterizaram as míticas gravações em estúdio da estação televisiva.
O GAJO AO VIVO
Obrigado a todos os que participaram nesta noite e parabéns à Biblioteca Municipal pelo seu 21º aniversário.
PRÓXIMAS DATAS:
28 Agosto - Castelo de Vide
5 Setembro - Tavira
19 Setembro - Salvaterra de Magos
20 Setembro - Aveiro
25 Setembro - Castelo Branco
17 Outubro - Mafra
20 Novembro - Cine-Concerto - Castelo de Vide
FALTAM MENOS DE DUAS SEMANAS PARA A 11.ª EDIÇÃO DO FESTIVAL F
A menos de duas semanas do arranque, o Festival F prepara-se para regressar à Vila Adentro, em Faro, entre 3 e 5 de setembro. A 11.ª edição volta a juntar alguns dos nomes mais relevantes da música portuguesa, novos projetos, propostas internacionais e uma programação que se estende muito para lá dos concertos. Entre palcos, ruas, exposições, encontros e diferentes formas de descobrir a cidade, destacamos 10 razões para não perder esta edição:
1. Carminho e Ricardo Ribeiro com Orquestras do Algarve
O Festival F volta a criar encontros únicos pensados especialmente para Faro. Nesta edição, Carminho junta-se à Orquestra do Algarve, enquanto Ricardo Ribeiro atua acompanhado pela Orquestra de Jazz do Algarve, em dois concertos que aproximam duas grandes vozes do fado a formações profundamente ligadas à região.
2. Artists & Fleas leva uma comunidade criativa à Rua Galp
A Rua Galp recebe este ano o Artists & Fleas, uma plataforma dedicada a criadores, artistas e pequenos produtores independentes. Artesanato, design, ilustração, moda, joalharia, cosmética natural e outros projetos autorais encontram aqui um espaço de encontro com o público. O Artists & Fleas procura criar comunidade em torno da criatividade e dar visibilidade a projetos independentes, muitos deles ligados ao Algarve.
3. Tz da Coronel traz o rap brasileiro a Faro
O rapper brasileiro Tz da Coronel é um dos nomes internacionais da 11.ª edição do Festival F e reforça a presença da música lusófona no cartaz. Ao lado de Nelson Freitas, um dos nomes de referência da música cabo-verdiana contemporânea, contribui para uma programação que cruza diferentes geografias e linguagens.
4. O regresso da Silent Party by Citroën
A Silent Party by Citroën está de volta ao Festival F, desta vez no Palco Castelo, onde todos os dias o público poderá escolher entre dois DJ’s através dos auscultadores disponibilizados pelo festival. Uma pista onde cada pessoa dança ao seu próprio som e onde, para quem está de fora, o silêncio também faz parte da experiência.
5. A estreia dos Mind da Gap e uma história incontornável do hip hop português
Com mais de três décadas de percurso e um lugar incontornável na história do hip hop nacional,
os Mind da Gap atuam este ano pela primeira vez no Festival F. O grupo do Porto leva a Faro um repertório que atravessa diferentes gerações e ajuda a contar a evolução do rap português.
6. Espaço Fagar Kids F
No Largo de São Francisco, junto ao Palco Ria, o Fagar Kids é o espaço dedicado às crianças entre os 6 e os 10 anos. Entre as 20h00 e as 24h00, os mais novos poderão participar em diferentes atividades e experiências lúdico-pedagógicas, reforçando uma programação pensada para que o festival possa ser vivido por diferentes gerações.
7. Chico da Tina de regresso ao Festival F
Com uma identidade imediatamente reconhecível e uma abordagem que cruza rap, portugalidade e humor, Chico da Tina tornou-se uma das figuras mais singulares da sua geração. Este ano regressa ao Festival F, depois de um concerto memorável em 2022 e traz a Faro o seu universo muito próprio, construído entre tradição e códigos da cultura contemporânea.
8. Arte contemporânea e exposições por descobrir
A música não é a única forma de criação presente no Festival F. O Museu Municipal de Faro recebe as exposições “Olhar a Paisagem: A partir das coleções do MNAA” e “Arte Portuguesa Século XIX-XX: Coleção Miguel Duarte”, enquanto a Galeria Municipal Trem “Manuel Baptista” apresenta “Manuel Baptista — Arquivos (in)visíveis”.
A estas propostas junta-se ainda um espaço dedicado à arte contemporânea desenvolvido pela associação algarvia 289, reforçando a presença das artes visuais ao longo do festival.
9. Dança, poesia e animação percorrem a Vila Adentro
Entre concertos, a programação continua pelas ruas. Arruadas, poesia, dança, animação de rua e a presença do Grupo Coral Ossónoba fazem parte das artes performativas previstas para esta edição.
10. Videomapping no Palco Fábrica Idealista
Durante os três dias do Festival F, o Palco Fábrica Idealista recebe projeções de videomapping que cruzam imagem, luz e som. Os trabalhos, apresentados pela Fuse - design lab, são uma forma de levar a criação visual para o espaço público e acrescentar uma nova dimensão ao percurso pelo centro histórico durante o festival.
11. Ver Faro a partir do Festival F
Assistir a um concerto junto à Fábrica da Cerveja, perder-se pelas ruas e recantos da Vila Adentro, visitar o Museu Municipal, antigo Convento de Nossa Senhora da Assunção, ou ver o pôr do sol sobre a Ria Formosa enquanto decorre um concerto no Palco Arco. Ao longo de três dias, o Festival F volta a convidar o público a descobrir não apenas a programação, mas também Faro e alguns dos lugares que fazem parte da identidade da cidade.
Organizado pela Câmara Municipal de Faro, Ambifaro e o Teatro das Figuras, o Festival F continua a crescer e a reforçar a sua missão: valorizar a música portuguesa, apoiar novos talentos e contribuir para o desenvolvimento cultural e social da cidade de Faro.
A 11.ª edição do Festival F decorre entre 3 e 5 de setembro, na Vila Adentro, em Faro.
Bilhetes e programação em festivalf.pt.
ESTÃO A CHEGAR AS TAGUSPARK MUSIC SESSIONS
O Auditório do Taguspark recebe, entre os dias 30 de setembro e 18 de novembro, a primeira edição do Taguspark Music Sessions, um novo ciclo de concertos promovido pela Luckyman Music e dedicado à música portuguesa contemporânea. Carlos Bica, Cabrita e Ricardo Reis Soares são os artistas confirmados para uma programação que cruza canção de autor, jazz e composição original, reforçando a oferta cultural da Cidade do Conhecimento. Os bilhetes já se encontram disponíveis na BOL.
Ao longo de três datas, o ciclo reúne propostas artísticas de diferentes gerações e percursos, afirmando uma programação assente na diversidade estética, na proximidade entre artistas e público e na valorização da criação musical portuguesa. Mais do que um conjunto de concertos, o Taguspark Music Sessions nasce com a intenção de se afirmar como uma proposta de programação cultural regular, criando um espaço de encontro entre diferentes linguagens musicais num contexto pensado para a escuta atenta e para a experiência ao vivo.
A abertura acontece a 30 de setembro, com Carlos Bica, um dos nomes maiores do jazz europeu e figura incontornável da música portuguesa contemporânea. Com um percurso internacional consolidado e uma linguagem que atravessa jazz, música improvisada e composição autoral, o contrabaixista leva ao Auditório do Taguspark uma abordagem marcada pela subtileza, pela liberdade criativa e pela expressividade da interpretação.
O segundo concerto realiza-se a 21 de outubro, com Cabrita, músico e compositor que tem vindo a construir um percurso singular entre o jazz, a experimentação e a fusão contemporânea. Depois da edição do EP “Afterlife” e da preparação do seu terceiro longa-duração, “#partytime”, Cabrita apresenta uma proposta onde o saxofone convive com eletrónica, groove e exploração sonora, afirmando uma identidade artística em permanente transformação.
O ciclo encerra a 18 de novembro com Ricardo Reis Soares, singer-songwriter que se tem destacado por uma escrita intimista e centrada na palavra. Depois da edição do EP “contra tempo”, em novembro de 2025, o músico leva ao Taguspark um repertório onde as canções surgem como observações do quotidiano, desenvolvidas através de uma abordagem influenciada pela formação em jazz e pela procura de uma escuta mais demorada do mundo que o rodeia.
Com esta primeira edição, o Taguspark Music Sessions inaugura um novo espaço dedicado à música ao vivo na Cidade do Conhecimento, reunindo artistas com percursos distintos num ciclo que privilegia a qualidade artística, a diversidade das propostas e a criação de uma relação próxima com o público.
SOMA PLEASE AO VIVO
Os Soma Please, projecto luso-britânico formado por Nuno Bracourt e Rob Williamson, levam aos palcos “ballet”, o EP de estreia editado em maio e que tem vindo a conquistar o público e a crítica dentro e fora de Portugal.
A 30 de agosto, o duo apresenta-se pela primeira vez em Lisboa, na Casa Capitão, num concerto com entrada livre. Já em setembro, no dia 4, passam pelo Indie Music Fest, em Baltar, Paredes, e no dia 24, pelo Festival Gliding Barnacles, na Figueira da Foz.
Além das canções do EP, os próximos concertos serão também uma oportunidade para ouvir, em primeira mão, uma série de canções inéditas, que chegarão ao público nos próximos meses.
Sobre SOMA PLEASE:
Soma Please é um projecto formado pela dupla de produtores Nuno Bracourt e Rob Williamson. O duo luso-britânico conheceu-se em Manchester e, desde então, tem desenvolvido uma colaboração moldada por viagens entre Inglaterra e Portugal, acompanhadas de longas videochamadas. Em novembro de 2025, marcaram o início do seu percurso com o lançamento de ‘Pockets On My Sleeves’, single que estreou na BBC Radio, no Reino Unido, e que desde então tem mantido lugar cativo no Top A3.30 da Antena 3.
Em maio, a dupla lançou o seu EP de estreia, ‘ballet’, que tem vindo a conquistar o público e a crítica dentro e fora de Portugal. Os mais recentes singles, 'Love' e 'I’m a Fan', evidenciam a diversidade sonora do EP, sendo este último marcado pela participação especial de Julien Barbagallo, baterista que integra a formação ao vivo de Tame Impala.
domingo, 23 de agosto de 2026
9ª EDIÇÃO DO VIALONGA FEST A 19 DE SETEMBRO
Com entrada livre, o festival apresenta um cartaz diversificado e vibrante, dedicado sobretudo à música alternativa e independente, com atuações de Lesados, Endless 2.0, Dalai Lume, Last Piss Before Death, Faemine, Cobra ao Pescoço, Chaos Addiction e Vasco Rodrigues.
Mais do que um encontro musical, o Vialonga Fest afirma-se, ano após ano, como um espaço de convívio, expressão artística e participação da comunidade. Durante o evento, o público poderá também visitar diversas bancas de merchandising e conhecer projetos ligados à cultura e à comunidade.
A solidariedade volta igualmente a ter um papel de destaque nesta edição. Cada visitante é convidado a contribuir com um alimento para apoiar a associação Kausa Animal, numa iniciativa que pretende reforçar os valores de entreajuda e responsabilidade social que fazem parte da identidade do festival.
Ao longo das suas nove edições, o Vialonga Fest tem vindo a consolidar-se como uma marca identitária da freguesia de Vialonga. Mais do que um evento musical, o Vialonga Fest pretende ser um espaço de encontro e participação da comunidade, onde a cultura e a música se cruzam com valores como a partilha e a solidariedade. Através da valorização de artistas independentes, do envolvimento da comunidade e da recolha de alimentos para apoiar a Kausa Animal, o festival procura transformar a celebração cultural num momento de convívio, mparticipação e entreajuda.
A 9.ª edição promete, assim, mais um dia de música e convívio, aberto a todos.
9.ª edição do Vialonga Fest — música, cultura e solidariedade em Vialonga!
Data: 19 de setembro, 17h
Local: Vialonga – Sociedade Recreativa da Granja
Entrada: Gratuita
A organização convida todos a participar e, se possível, a trazer um alimento para apoiar a Kausa Animal.
sábado, 22 de agosto de 2026
NOVO EP DE ORANGE 3
Os Orange 3 revelam uma nova dimensão da sua identidade criativa com “A Metade”, o segundo EP de estúdio da banda micaelense, já disponível em todas as plataformas de streaming.
A acompanhar este novo trabalho surge “(A)mar”, tema escolhido como cartão de visita desta nova fase e que chega também com videoclipe já disponível no YouTube oficial da banda.
Com cinco faixas, “A Metade” representa uma nova etapa no percurso dos Orange 3, marcada por uma maior maturidade e por uma exploração mais diversa da sua identidade sonora. O EP mostra ao público uma outra metade da matriz criativa da banda, mantendo a energia e atitude que fazem parte da sua essência, mas abrindo espaço a novas texturas, emoções e formas de expressão.
Quem são os Orange 3
Formada em março de 2024 em Ponta Delgada, ilha de São Miguel nos Açores, Orange 3 é uma banda de música original que combina a energia do Funk com o puro do Rock, cantado em português.
Como o próprio nome sugere, “Orange 3” é um trocadilho que remete à árvore Laranjeira. Essa escolha simboliza as raízes criativas do grupo, já que os primeiros ensaios aconteceram enquanto eram um
trio durante vários meses nas Laranjeiras. Em outubro de 2024 a banda fica completa com a entrada de Fábio Cerqueira.
A banda é formada por Fipos - Filipe Martins do Vale (Voz), Mimi - David Melo (Guitarra), Alex - Alexandre Moniz (Bateria) e Fabini - Fábio Cerqueira (Baixo).
Black Orange Studio é a “nossa casa” onde inspiramo-nos nas expe- riências do dia a dia em que a banda transforma vivências, emoções e pensamentos em canções cheias de energia, carregadas de mensagens poderosas, emocionais e reflexivas. Com uma identidade marcante e vibrante, Orange 3 cultiva um som autêntico que continua a alimentar e a desenvolver na alma e no coração de quem a ouve.
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
PROGRAMA DE 21/08/26
2 - Aragão - Ser feliz é tão simples













