É a dualidade que nos vai moldando e ensinando que existe sempre o outro lado de tudo. Das experiências, dos sentimentos, dos objetos, do bom, do mau, do feio, do belo, do breu e da luz.
O verão que tende a ser repleto de luz, calor e alegria, tem, de igual modo, o frio e uma sensação de tristeza melancólica. As dualidades e os opostos revelam-nos que pode ser tudo mais emocionante e menos aborrecido.
No fundo Blood & Honey é, em paralelo com a banda, a dualidade de sons, o lado negro e o lado meigo do ser humano, a beleza e a melancolia que nos envolvem num sentimento volátil e, por vezes, agressivo de se sentir.
Os Summer of Hate pretendem expandir o seu som, tornar-se uma banda mais pesada e abrir o circle pit com este seu segundo álbum. Nele, fazem explorações sonoras contrastantes que alargam o leque musical da banda e o seu espectro de emoções, ao mesmo tempo em que moldam as músicas ao estilo típico dos Summer of Hate: épicas e maiores que a própria vida.
Trata-se de duas faces da mesma vida, uma amarga e uma doce. Numa, temos o noise rock dos anos 80 e na outra o psicadelismo vincado dos anos 60 e alguma pop.
Em Blood encontramos uma exploração da linguagem do shoegaze através da música "global", punk e ritmos dançantes. Uma mistura com vários ingredientes da música sufi, dabke, escalas frígias e indianas, raga e drone que expande a linguagem psicadélica e o impressionismo do shoegaze. O seu objetivo é a fusão da música ocidental à estética musical do Sul da Ásia e Norte de África e expandir ambas através da energia do punk e do noise rock. Este lado foi gravado no Haus e misturado por Thomas Attar (AlQasar).
Já Honey apresenta uma expansão e elevação do som shoegazing do álbum de estreia, ampliando o léxico da música pop portuguesa e pegando o método de trabalho da banda de pastiche e revivalismo tímbrico dos anos 60 e misturando twee pop, jangle pop, pós-punk, britpop e slowcore, em três músicas, mantendo suas tendências psicadélicas e criando belas melodias cujo objetivo é derreter corações enquanto se divertem a brincar com as suas referências dos anos 80 (compilação C86 da NME) e 90 (Spiritualized, Brian Jonestown Massacre). Este lado foi gravado e misturado por Rafael Silva (Fugly, Miami Flu) nos Estúdios Cisma (CCStop).
Blood & Honey foi masterizado por Steve Kitch e tem o apoio da GDA. Sai hoje com o selo da editora americana Tee Pee Records.
Datas de apresentação de Blood & Honey:
27/02 - Maus Hábitos, Porto
- 28/02 - CAAA, Guimarães
- 06/03 - Mavy, Braga
- 07/03 - Ceira Rock, Coimbra
- 13/03 - Xapas, Paredes de Coura
- 14/03 - Café Lanzos, Coruña (ES)
- 09/04 - (TBA) - Guimarães
- 11/04 - Casa do Capitão, Lisboa
mais datas em breve

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