sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

JOÃO MAIA FEREIRA DE REGRESSO

 



















A estreia pela 10k Projects, o novo projeto da Warner Music Group em Portugal, é assinalada pelo lançamento de um single que marca o regresso do artista à sua essência.

Depois do seu último projeto editado em 2024, João Maia Ferreira volta a colocar o rap com barras no centro da sua proposta artística. “Waridu?” surge como um reflexo claro dessa escolha: uma sonoridade atual e moderna, mas profundamente enraizada na sua identidade musical.

O tema é marcado pelo domínio das palavras, pela força da lírica e pela forma como João Maia Ferreira se afirma com naturalidade e segurança. Este lançamento revela um artista mais autêntico, mais fresco e mais maduro, consciente do seu percurso e confortável em regressar às bases que o formaram, destacando-se pelo domínio das palavras, pela força da lírica e pela forma natural e segura com que o artista se afirma. 

O videoclipe de “Waridu?”, realizado por Billy Verdasca, acompanha essa mesma estética: direta e crua, ampliando a mensagem do tema e sublinhando a maturidade artística do artista nesta nova etapa, numa estética que ecoa à estética visual que acompanhou o amadurecimento de toda uma geração.

Num momento em que o rap se volta a afastar do mainstream, “Waridu?” assume-se como um regresso ao mais importante, às origens. A música fala principalmente para os verdadeiros fãs do género, pela sua forma, mas a sua mensagem forte e impactante não tem um público-alvo. É com um instrumental inspirado em sonoridades como G Funk que acompanha o wordplay do artista, que João Maia Ferreira quer que a sua visão chegue ao máximo de pessoas possivel, num momento como o que vivemos.

Mais do que acompanhar tendências, João Maia Ferreira escolhe a essência e reforça a sua identidade artística, agora enquadrada numa estrutura internacional como a 10K Projects.

Este single representa não só o início da sua ligação à editora, mas também a afirmação de uma nova etapa criativa, onde o foco está na verdade artística, na palavra e na liberdade de expressão. Com “Waridu?”, João Maia Ferreira reafirma o seu lugar e prepara o terreno para o que se segue.

O tema já se encontra disponível em todas as plataformas e o videoclipe no canal de YouTube do artista.

RITA BRAGA COM NOVO SINGLE NA COMPANHOIA DE JP SIMÕES

 


















“Chão de Estrelas” é a segunda revelação de Fado Tropical, apresentando um dueto inédito com as vozes de Rita Braga e JP Simões, naquele que é talvez o tema mais lírico e sonhador do disco que será lançado no início de abril.

Existe uma teoria, cada vez mais debatida, de que o fado terá nascido no Brasil, regressando depois a Lisboa transformado. É em tom de homenagem a essa ponte luso-brasileira que surge esta versão de um tema clássico de Sílvio Caldas, composto em 1937. Caldas foi uma das figuras centrais da chamada era da rádio, associado a um estilo marcado pelo dramatismo e pela melancolia. Não se tratando de um fado, “the resemblance is uncanny”. A própria dicção dessa geração de cantores, hoje percecionada no Brasil como antiga, soa surpreendentemente próxima do português europeu.

“Chão de Estrelas” conta com um belíssimo acompanhamento de Ryoko Imai na marimba e de Bruna Moura no violoncelo, que se juntam ao ukulele de Rita. A mistura é de Suse Ribeiro e a masterização de Tó Pinheiro da Silva.

A acompanhar a música surge um vídeo, concebido por Rita Braga, que recorre a animações produzidas para brinquedos ópticos do século XIX - os primórdios da animação em diálogo com o poema de Orestes Barbosa, autor da letra.

Em março, Rita segue com concertos em França, começando com o evento Soirée Portugal com Amor! no Bordeaux Rock Festival, em que irá dividir o palco com Ana Lua Caiano.

De sublinhar que nos últimos anos Rita Braga mantém uma agenda internacional intensa, com atuações recentes em países como Alemanha, Bélgica, Polónia, Itália, Irlanda, Brasil, Reino Unido e Balcãs. Tem sido artista convidada de festivais dedicados ao ukulele, instrumento que a levou a atuar enquanto “headliner” em países como a Finlândia e Austrália.

https://ritabraga.bandcamp.com/

EMA ANTECIPA EP





















“Olho Gordo”
é o último single antes da chegada do EP de estreia de EMA, e vem com toda a energia para pôr toda a gente a dançar. 

Com uma sonoridade que cruza o pop e o funk, esta é a faixa mais dançante do projeto — uma celebração do empoderamento real, de quem vive livre do olhar dos outros e com vontade de aproveitar a vida sem filtros.

Depois de mostrar o seu lado mais emocional em “Adamastor” e a doçura introspetiva de “Principezinho”, EMA revela agora uma faceta mais descontraída e confiante. 

“Quis criar uma canção que nos fizesse sentir as pessoas mais fixes dos metros e comboios de Lisboa e arredores. Dançar é uma forma de libertação — e esta música é isso mesmo”. – EMA.

Esta canção “Olho Gordo” é uma lufada de energia — pronta para fazer qualquer um dançar, sorrir e celebrar o simples prazer de ser quem é.

GOGO COM NOVIDADES





















“Memories”
afirma a identidade da banda enquanto projeto

criativo e eclético, capaz de se reinventar musicalmente sem nunca perder a sua essência rock.

O tema mergulha no que fica depois da noite passar, fragmentos de momentos, excessos, emoções e pessoas que insistem em permanecer na memória. Uma canção marcada por imagens fortes e sentimentos difusos, onde passado e presente se cruzam de forma intensa.

Com música de Joel Cabeleira Costa e letra de Joel Cabeleira Costa e Gogodomal, “Memories” reforça a parceria que define o ADN criativo dos GoGo.

Musicalmente, a banda apresenta mais uma roupagem distinta, sublinhando a sua liberdade artística e ecletismo.

Ao nível vocal, este tema assinala a estreia de Joel Cabeleira em gravação, assumindo os versos, com Vasco Boucinha a dar vida a refrões intensos e memoráveis. Na base instrumental, mantém-se a força que sustenta o projeto: o baixo poderoso de Gogodomal, as guitarras expressivas e envolventes de Joel Cabeleira Costa e a bateria firme e pulsante de David Sequeira, a equipa que tem dado voz à parte instrumental tão necessária ao universo GoGo. 

“Memories” é um convite à reflexão sobre aquilo que não desaparece, mesmo quando tudo parece seguir em frente.

HIPOTS NAS PLATAFORMAS DIGITAIS





















Hipots
apresenta “Sempre”, um retrato honesto do amor que resiste à incerteza.

“Sempre” funde Hip-Hop e eletro pop num registo contemporâneo, emotivo e acessível a diferentes públicos.

“Sempre” parte de um momento íntimo e frágil:

a inquietação da madrugada, quando o silêncio traz dúvidas e o medo de perder quem se ama. Ao longo da letra, Hipots constrói uma narrativa de vulnerabilidade, entrega e compromisso, onde o amor é apresentado não como uma aventura passageira, mas como uma escolha consciente “promete-me que é para sempre”.

“Com versos diretos e uma produção moderna de forte componente eletrónica, o tema destaca-se pela forma como transforma sentimentos universais em linguagem simples e próxima. A canção aborda o desejo de estabilidade emocional, a necessidade de comunicação honesta e a ideia de que, mesmo “na escuridão”, o outro pode ser “sempre a minha salvação”. – diz o artista. 

“Sempre” afirma também uma dimensão de lealdade e futuro — simbolizada na referência à união e à promessa de permanecer — reforçando a mensagem central do single: quando o amor é verdadeiro, nada separa. – acrescenta Hipots.

O lançamento reforça a identidade artística de Hipots, aliando emoção lírica a uma sonoridade contemporânea.

CHEGOU O DISCO DE DOIS, POIS!

 



















O duo dois,pois (Sónia Sobral e Gonçalo Garcia) acaba de lançar o seu primeiro álbum - disaccordion pulse - com produção de João Barradas e masterização de Mário Barreiros. Esta edição d'Eurídice em vinil está disponível na Lojinha d’Orfeu, bem como nas principais plataformas digitais.

Sobre o álbum

disaccordion pulse apresenta um impulso elétrico contemporâneo em "disacordo" com a linguagem tradicional, explorando zonas de contacto entre universos sonoros distintos.

Com este 1º disco, dois,pois atrevem-se à interpretação de ideias de jovens compositores portugueses como Vasco Miranda e António Silva, num diálogo ou conflito rítmico entre acordeão (Sónia Sobral) e bateria (Gonçalo Garcia).

dois,pois é uma criação d'Orfeu AC, que estreou em 2020, tendo já percorrido várias salas e espaços de música ao vivo entre Portugal e Espanha.

Interpretação

dois,pois
Gonçalo Garcia — bateria
Sónia Sobral — acordeão e acordina

Alinhamento

Lado A

1. SEVEN — dois,pois _ Vasco Miranda
2. PROMONTÓRIO — dois,pois _ António Silva
3. CELEBRAZIONE — dois,pois & Pedro Vidal _ António Silva

Lado B

4. MI## — dois,pois _ Gonçalo Garcia
5. VALSA DO SOL — dois,pois _ Gonçalo Garcia
6. FIRTH OF FIFTH — reimagined by dois,pois _ Genesis

Ficha técnica

Produção: João Barradas
Gravação e mistura: Pedro Vidal — O Templo Estúdio
Masterização: Mário Barreiros
Editora: d’Eurídice
Booking: d’Orfeu AC

Apoios

República Portuguesa / Direção-Geral das Artes
Fundação GDA
Câmara Municipal de Águeda

dois,pois nas redes:

dorfeu.pt/doispois
instagram.com/dois.pois
facebook.com/doispoismusic

EXPRESSO TRASATLÂNTICO LANÇA NOVO DISCO

 



















©Miguel Marquês

O Expresso Transatlântico acaba de lançar o seu segundo longa-duração, a dois meses dos dois concertos da sua apresentação. Trópico Paranóia está, a partir de hoje, disponível em formato vinil, cd e em todas as plataformas digitais.

Combinando influências da tradição portuguesa com sonoridades contemporâneas de alcance global, o projeto de Gaspar Varela, Sebastião Varela e Rafael Matos é um dos novos grupos mais aclamados da cena musical atual. O Expresso Transatlântico tem conquistado, desde 2021, prestigiados palcos e festivais nacionais e internacionais em centenas de espectáculos, esgotando salas por onde passa e conquistando fãs em cada concerto.

Ressaca Bailada foi o seu álbum de estreia, editado em 2023, e considerado um dos “Melhores Álbuns Nacionais” nesse ano pelos principais media nacionais. Em 2024, a banda lançou Ressaca Bailada - Filme Concerto, escrito e realizado por Sebastião Varela e apresentado nos principais festivais de cinema documental portugueses.

Trópico Paranóia é o aguardado segundo longa-duração, conta com a produção de Paulo Furtado (The Legendary Tigerman) e promete marcar um ponto de viragem na travessia musical do Expresso Transatlântico, sem perder a alma e a fusão de sonoridades que o caracteriza.

Deste novo álbum, já conhecemos os singles “Flor Trovão”, “Avalanche”, “Tigre da Serra" e "Nikita Punk", temas que foram desbravando caminho rumo a novas paisagens sonoras e abrindo um novo capítulo desta viagem transatlântica.

Segundo os próprios Expresso Transatlântico:

“Este disco nasce de um período de criação vivido entre a Serra da Estrela, a Foz do Arelho e Brotas - três lugares muito diferentes entre si, mas que acabaram por moldar o som e o universo deste trabalho. Sentimos que os lugares onde trabalhámos este disco entraram de forma natural nas canções: no ritmo, nas texturas, e na forma como as músicas se movem.

O Trópico Paranóia é o reflexo de tudo o que estamos a viver enquanto banda e do que fomos absorvendo ao longo do caminho, dos lugares, das pessoas e do tempo. Para além disso, é também um exercício sobre a nossa relação e enquadramento individual dentro de uma sociedade em decadência.”

Sobre a colaboração com Paulo Furtado, acrescentam:

“Nunca tínhamos trabalhado com um produtor antes e a escolha do Paulo foi muito importante para nós, pela pessoa que é e pela sua visão artística para este disco. Às vezes chega-se a um ponto em que é difícil ver para além daquilo que já está feito, e é aí que o trabalho de um produtor é crucial, e o Paulo entendeu na perfeição aquilo que queríamos e para onde estávamos a levar este disco. A sua escuta, visão e cumplicidade tiveram um impacto muito forte na forma como as canções cresceram.”

Os espectáculos especiais de apresentação de “Trópico Paranóia” são:

- Porto - Casa da Música - 13 de Março - à venda aqui
- Lisboa - Capitólio - 14 de Março - à venda aqui

GABRIEL GOMES REVELA TEMA DE NOVO DISCO





















Disponível a partir desta sexta-feira nas plataformas digitais, “O Roubo” é o primeiro avanço de “Uma História Assim”, o álbum de estreia a solo do músico e compositor Gabriel Gomes –acordeonista e membro fundador de projectos marcantes da música portuguesa como Sétima Legião, Madredeus, Os Poetas e Fandango e músico de artistas como Tim, Jorge Palma e Rodrigo Leão.

Com edição marcada para 27 de fevereiro, foi produzido por Gabriel Gomes, em parceria com Rodrigo Leão e João Eleutério. Um álbum instrumental que nasce da relação profunda que o músico mantém com o acordeão. A solo – com exceção do tema-título, onde se junta Rodrigo Leão ao piano –, o músico e compositor apresenta um conjunto de temas que dão voz a uma história que atribui ao instrumento, mas que é, inevitavelmente, também a sua. No estúdio, e ao longo do disco, a respiração do artista confunde-se com a do próprio acordeão, fundindo intérprete e instrumento numa só identidade musical.

Ao lançamento do disco seguem-se concertos de apresentação em Lisboa, dia 3 de março, no Coliseu Club; e no Porto, dia 11 de março, na Casa da Música. Tem também já marcada presença no Teatro Municipal da Guarda, dia 6 de março.

“Este disco é um verdadeiro ato de entrega. Apesar de ter composto música para vários dos projetos de que fiz parte ao longo dos anos, é a primeira vez que componho, ao acordeão, assumidamente para mim – sem filtros, sem intermediários, sem outra voz que não a minha. Desde o início que afirmo que esta história, sendo minha, é também a do acordeão que aqui escutam. Não me acompanhasse ele – o mesmo instrumento – desde 1994. São mais de 30 anos nas minhas mãos, a inspirar comigo sempre que o fole se abre e a expirar sempre que se fecha. Uma respiração partilhada, construída no tempo”, explica Gabriel Gomes que, deixa o desejo: “Espero que consigam ouvir essa simbiose entre homem e instrumento. Que sintam, o amadurecimento tímbrico, mas também as oscilações, variações e imperfeições naturais de uma relação longa, vivida e verdadeira.”

Com uma carreira iniciada no final dos anos 80, Gabriel Gomes integrou a Sétima Legião e foi membro fundador dos Madredeus, contribuindo para alguns dos discos mais marcantes de ambos os projetos. Paralelamente, explorou os caminhos da música eletrónica em trabalhos como Projecto Om e Tjak, e criou com Rodrigo Leão o grupo Os Poetas. Mantém-se, desde então, como presença ativa em palco e estúdio, colaborando com artistas como Tim e Jorge Palma, sem nunca se afastar do acordeão – o seu instrumento de eleição.

Em 2015 cofundou o projeto Fandango, que unia acordeão, guitarra portuguesa e eletrónica. Agora, em 2026, cumpre finalmente a promessa antiga de assinar música em nome próprio. “Uma História Assim” é a celebração dessa viagem: um regresso íntimo ao acordeão e ao lugar onde tudo começou.

Os bilhetes para os concertos encontram-se à venda nos locais habituais e on-line.

STEREOSSAURO LANÇA NOVO DISCO





















Fotografias de Sara Hawk.

O novo álbum de Stereossauro é apresentado hoje e traz-nos uma Tristana mais luminosa, afirmativa e entregue à noite.

Stereossauro edita hoje em vinil, TRISTANA II, o novo capítulo de um dos percursos mais singulares e coerentes da música portuguesa contemporânea. O primeiro single de avanço, “Martelo de Porcelana”, assinala uma viragem clara no universo de Tristana: se no primeiro disco predominava a melancolia e a introspecção, agora a personagem ergue a cabeça, sacode os ombros e sai para a noite sem olhar para trás. A dar-lhe voz, corpo e alma está novamente Ana Magalhães, cuja presença é central na construção desta narrativa renovada.

Em “Martelo de Porcelana”, Tristana abandona o refúgio e entrega-se ao risco. É noite do diabo, noite em que tudo pode acontecer — dançar, arriscar, talvez até casar. A viagem e a aventura são mais importantes do que o destino. Mantendo o seu espírito livre e indomável, Tristana avança sem medo, de mãos dadas com a incerteza, num registo que ganha ainda maior densidade emocional através da interpretação intensa e crua de Ana Magalhães, fadista autodidata, com um percurso enraizado nas casas de fado e nos encontros de Fado Vadio, Ana Magalhães aprendeu a cantar e a sentir o fado no seu estado mais puro, onde a tradição acontece de forma orgânica. Natural da região do Porto, traz na voz grave e rugosa um registo de verdade marcado por vivências de adversidade e resistência. Radicada há vários anos nas Caldas da Rainha, reencontra-se com Stereossauro para dar continuidade à personagem Tristana.

A sonoridade deste disco é mais uptempo e dançável, antecipando um disco que atravessa territórios como o house, o techno e o drum’n’bass, linguagens que dialogam diretamente com a experiência de pista de dança que Stereossauro tão bem conhece. A palavra mantém-se no centro, mas agora em movimento, em confronto direto com o corpo e com a noite.

O videoclipe de “Martelo de Porcelana” transporta esta energia para uma narrativa visual com referências ao universo de Stranger Things. Numa noite de Halloween, um grupo de crianças aventura-se numa casa assombrada no meio de um bosque e descobre que não está sozinho. Porque é noite do diabo e nessa noite, tudo é possível. A identidade visual do projeto volta a estar a cargo de Tamara Alves, artista visual e ilustradora, responsável também pela capa do primeiro Tristana. Tamara Alves volta a captar com precisão o universo sonoro do disco, dando-lhe forma numa imagem que revela uma nova Tristana: uma nova mulher, de olhar penetrante, envolta nas cores sombrias da noite rasgadas pelo néon da rave, enquanto ostenta um coração de Viana.

Ao longo do seu percurso, Stereossauro afirmou-se como um criador capaz de captar a alma musical portuguesa e traduzi-la numa linguagem contemporânea, livre de fronteiras estéticas. Como escreve Rui Miguel Abreu, “Stereossauro soube, como poucos artistas da sua geração, captar a alma musical portuguesa e traduzi-la numa linguagem contemporânea, livre de fronteiras e de preconceitos estéticos”, sublinhando um caminho marcado por um estudo profundo, rigoroso e apaixonado do fado e da música portuguesa. Um percurso que lhe permitiu estabelecer “pontes improváveis entre universos aparentemente distantes” e colaborar com artistas como Capicua, Carlos do Carmo, Ana Moura, Camané ou a própria Ana Magalhães, afirmando uma identidade artística única no panorama nacional.

Produzido, composto e gravado integralmente por Stereossauro nas Caldas da Rainha, TRISTANA II assume um carácter profundamente pessoal e artesanal. Todas as letras são da sua autoria e o disco afirma um gesto claro de renovação estética, deixando de fora a guitarra portuguesa, instrumento central em trabalhos anteriores, para abrir espaço a novas texturas, atmosferas e abordagens sonoras, sem nunca cristalizar a tradição. Como escreve Rui Miguel Abreu, trata-se de um disco mais luminoso, mais afirmativo, “um disco de cabeça levantada”.

Para já, as apresentações ao vivo de TRISTANA II estão marcadas para o dia 20 de Fevereiro, no Festival Impulso, nas Caldas da Rainha e no dia 7 de Março, no Texas Bar, em Leiria.

O disco conta com o apoio da GDA.

quem é Stereossauro 

Com uma carreira consolidada que se divide entre o DJing e a produção musical, iniciada no início dos anos 2000, Stereossauro construiu um percurso singular, marcado por uma discografia extensa e por um palmarés ímpar no universo do DJing competitivo.

Apresentou DJ sets e concertos com as suas próprias produções nos principais festivais em Portugal, tendo também atuado internacionalmente em países como os Estados Unidos, Alemanha, França, China e Macau.

Na cena das batalhas de DJ, é quatro vezes campeão mundial. Em 2024, venceu tanto o DMC Open Online como a batalha mundial DMC Open, em Paris. Enquanto membro dos Beatbombers, ao lado de DJ Ride, conquistou ainda a categoria Show/IDA em 2011 e 2016, consolidando uma reputação de excelência técnica e criatividade performativa à escala global.

Enquanto produtor, Stereossauro tem desenvolvido um trabalho profundamente ligado ao sampling da guitarra portuguesa e à herança do fado, dando-lhe nova vida através da música electrónica. É considerado um dos pioneiros do movimento “novo fado” surgido em Lisboa, tendo a sua expressão mais marcante no aclamado álbum Bairro da Ponte (2019). Nesse disco, cruzou batidas electrónicas com vozes e obras de referências maiores da música portuguesa, como Carlos do Carmo, Amália Rodrigues, Carlos Paredes e Ana Moura, contribuindo para a criação de uma nova linguagem musical no contexto nacional.

Com mais de 50 mil ouvintes mensais no Spotify, a sua música tem registado um crescimento consistente a nível internacional. Paralelamente, Stereossauro conta com um vasto catálogo de produções para outros artistas e com vários placements em publicidade e televisão, incluindo o tema de abertura do Festival Eurovisão da Canção 2018 e o hino oficial do Campeonato Português de Futebol de 2021.

MANEL STELL APRESENTA "CANTO PARA ESPANTAR"





















Depois de nos dar a conhecer “Canto Para Espantar” e “Folhas Da Canção”, os dois primeiros singles do projeto, Manel Steel lança agora o seu álbum de estreia, um disco que nasce de vários anos de escrita, silêncio e vida vivida com intensidade.

Todas as canções, letras e melodia, são da sua autoria e refletem experiências profundamente humanas: relações que se transformam, amizades que se afastam, laços que permanecem, o peso da perda, a presença da família, a consciência da morte e a passagem inevitável do tempo. São canções sobre crescer, falhar, cair e aprender a levantar-se, sobre tentar viver sem endurecer.

Para Manel Steel, escrever canções é uma forma de atravessar a experiência humana. Muitas destas músicas surgem como um gesto de regulação emocional, cantar para espantar o que pesa, o que prende, o que fere, mas também como uma forma de guardar o que importa: as histórias partilhadas, a memória, os afetos e o caminho feito com os outros. Há nelas uma procura constante de permanecer inteiro, mesmo quando a vida pede o contrário.

Desde o início, o artista nunca quis fazer este álbum sozinho. Sentia que estas canções precisavam de ser mais do que ele, que só fariam sentido se fossem enriquecidas por outras pessoas, sensibilidades e formas de pensar. Embora as músicas sejam suas, os arranjos e a produção nasceram de uma colaboração muito próxima com Sebastião Macedo, também conhecido como Príncipe, músico e produtor com vários discos editados em nome próprio e com os Ciclo Preparatório.

O álbum foi gravado em dois momentos e dois lugares: no Namouche Studios, com assistência de gravação de Miguel Peixoto e Khiaro e engenharia de gravação de Joaquim Monte; e no Bela Flor Recording Studios, com Alexandre Bandola como assistente de gravação e Miguel Nicolau como assistente de mistura, sob a engenharia de gravação e mistura de Nuno Monteiro. A mistura final foi realizada por Nuno Monteiro e a masterização ficou a cargo de Artur David.

Este disco é, acima de tudo, o resultado de um encontro entre: canções íntimas e um trabalho coletivo profundo. Um álbum feito de partilha, confiança e tempo, onde a complexidade dos arranjos está sempre ao serviço da emoção e da história que cada canção quer contar.

O álbum de estreia do artista encontra-se agora disponível em todas as plataformas digitais.

SAI HOJE NOVO DISCO DE SUMMER OF HATE

 













É a dualidade que nos vai moldando e ensinando que existe sempre o outro lado de tudo. Das experiências, dos sentimentos, dos objetos, do bom, do mau, do feio, do belo, do breu e da luz. 

O verão que tende a ser repleto de luz, calor e alegria, tem, de igual modo, o frio e uma sensação de tristeza melancólica. As dualidades e os opostos revelam-nos que pode ser tudo mais emocionante e menos aborrecido.

No fundo Blood & Honey é, em paralelo com a banda, a dualidade de sons, o lado negro e o lado meigo do ser humano, a beleza e a melancolia que nos envolvem num sentimento volátil e, por vezes, agressivo de se sentir. 

Os Summer of Hate pretendem expandir o seu som, tornar-se uma banda mais pesada e abrir o circle pit com este seu segundo álbum. Nele, fazem explorações sonoras contrastantes que alargam o leque musical da banda e o seu espectro de emoções, ao mesmo tempo em que moldam as músicas ao estilo típico dos Summer of Hate: épicas e maiores que a própria vida.

Trata-se de duas faces da mesma vida, uma amarga e uma doce. Numa, temos o noise rock dos anos 80 e na outra o psicadelismo vincado dos anos 60 e alguma pop. 

Em Blood encontramos uma exploração da linguagem do shoegaze através da música "global", punk e ritmos dançantes. Uma mistura com vários ingredientes da música sufi, dabke, escalas frígias e indianas, raga e drone que expande a linguagem psicadélica e o impressionismo do shoegaze. O seu objetivo é a fusão da música ocidental à estética musical do Sul da Ásia e Norte de África e expandir ambas através da energia do punk e do noise rock. Este lado foi gravado no Haus e misturado por Thomas Attar (AlQasar).

Já Honey apresenta uma expansão e elevação do som shoegazing do álbum de estreia, ampliando o léxico da música pop portuguesa e pegando o método de trabalho da banda de pastiche e revivalismo tímbrico dos anos 60 e misturando twee pop, jangle pop, pós-punk, britpop e slowcore, em três músicas, mantendo suas tendências psicadélicas e criando belas melodias cujo objetivo é derreter corações enquanto se divertem a brincar com as suas referências dos anos 80 (compilação C86 da NME) e 90 (Spiritualized, Brian Jonestown Massacre). Este lado foi gravado e misturado por Rafael Silva (Fugly, Miami Flu) nos Estúdios Cisma (CCStop).

Blood & Honey foi masterizado por Steve Kitch e tem o apoio da GDA. Sai hoje com o selo da editora americana Tee Pee Records.

Datas de apresentação de Blood & Honey:

27/02 - Maus Hábitos, Porto
- 28/02 - CAAA, Guimarães
- 06/03 - Mavy, Braga
- 07/03 - Ceira Rock, Coimbra
- 13/03 - Xapas, Paredes de Coura
- 14/03 - Café Lanzos, Coruña (ES)
- 09/04 - (TBA) - Guimarães
- 11/04 - Casa do Capitão, Lisboa
mais datas em breve

JOANA ALEGRE APRESENTA PODCAST LUAS

 



















EP.1 | 1 de Fevereiro
nas principais plataformas de streaming

LUAS é um podcast ao ritmo da Lua. Nasce do álbum homónimo de Joana Alegre e da vontade de escutar outras mulheres a falar da Lua nas suas vidas — das fases que atravessam, da perspetiva feminina em diferentes áreas profissionais, das suas novidades e dos projetos que estão a ganhar forma, a mudar de pele ou a pedir tempo.

Seguindo um ciclo lunar de oito episódios, tal como no álbum, LUAS celebra a inevitabilidade das fases: os altos e os baixos, os momentos de expansão e de recolhimento, convidando à integração desses ciclos com poesia, charme feminino e a naturalidade das marés.

Uma realizadora de cinema, uma poetisa, uma campeã mundial de bodyboard, uma designer de moda ou canto-autoras de diferentes géneros musicais: as vozes que se cruzam nestas LUAS são diversas, mas encontram-se num ponto comum — a consciência de que tudo se move em diferentes ritmos de criação, pausa, transformação e recomeço. Um coro plural e intersetorial que partilha uma relação viva com a natureza cíclica e revela como a integra no quotidiano, na ética, no trabalho criativo e nas decisões profissionais.

Mais do que um podcast de entrevistas, LUAS é um espaço de diálogo sobre ser mulher em movimento, escutar o tempo entre trabalho, criação e ligação à terra.

Ao longo do mês de fevereiro, conhecemos as primeiras quatro convidadas internacionais, vindas de geografias tão diversas como a Finlândia, o Brasil ou a Ucrânia. O podcast será lançado nas principais plataformas de streaming, com destaque para o Spotify, estará disponível em formato vídeo legendado no YouTube e, para quem estiver em território norte-americano, poderá ainda ser ouvido na Pandora.

Em março, o ciclo fecha-se por terras lusas com mais quatro convidadas, num mês que celebra a Mulher, a Poesia e o aniversário do álbum LUAS. A apresentação do podcast acontece no dia 3 de março, às 18h, no espaço Atmosfera da Associação Mutualista do Montepio.

Através da sensibilidade e da força criativa das mulheres que fundam e reconstroem o mundo todos os dias, LUAS lembra-nos que, tal como a Lua afeta as marés e muda de forma, também nós somos afetados — mas sempre capazes de nos reinventar.

MAR EDITA "SEM CARTA"

 



















Sem pedir licença e sem mapa traçado, MAR entra em 2026 de pé no acelerador. “SEM CARTA” é o novo single da cantora, compositora e produtora, a nona revelação de um percurso que se vem desenhando canção a canção ao longo do último ano e que culminará no seu álbum de estreia, com edição marcada para março.

Este tema surge como peça-chave de um disco que está cada vez mais próximo de se revelar por inteiro. “SEM CARTA” não é apenas mais um avanço: é um manifesto. Desde os primeiros versos, a analogia impõe-se com clareza, a condução agressiva, o risco assumido, o desvio constante, espelhando um caminho artístico feito de curvas apertadas, insistência e autonomia. MAR derrapa com intenção sobre batidas da sua autoria, ziguezagueando por versos afiados e acelerados, numa faixa que segue deliberadamente em contramão face ao que até aqui nos mostrou.

A imprevisibilidade afirma-se, assim, como uma das grandes forças de CUÍCA, título agora revelado do álbum de estreia. Com lançamento marcado para 11 de março, o disco contará com um total de 23 temas, às nove canções já conhecidas somam-se ainda catorze inéditos. Um corpo de trabalho extenso e ambicioso que promete fixar de forma definitiva a identidade musical de MAR no panorama nacional, ao mesmo tempo que expande o alcance das suas múltiplas valências artísticas.

Num baralho ainda por baralhar, “SEM CARTA” é, para já, a única certeza: MAR escolheu o risco, a velocidade e a liberdade como bússola. E é precisamente aí que a sua voz ganha mais força.

JOÃO MESQUITA APRESENTA “OLHEIRAS”, O SEU ÁLBUM DE ESTREIA





















© Dolores

“Olheiras” é o álbum de estreia de João Mesquita, mais do que um conjunto de canções, o disco assume-se como um retrato emocional direto, sem filtros. Aqui, a música nasce da urgência de sentir, uma tradução imediata de estados de espírito que ligam o presente a reflexões sobre o passado.

Ao contrário de uma escrita assente em metáforas ou histórias lineares, João Mesquita aborda a composição como um exercício de honestidade. As letras não procuram explicar nem organizar o que se sente, procuram, antes, capturar a intensidade do momento, mesmo quando essa intensidade é contraditória, autocentrada ou desconfortável. É nessa vulnerabilidade que “Olheiras” encontra a sua força.

O nome “Olheiras” surge por três razões centrais: por serem uma característica física sua, cada vez mais evidente, por simbolizarem maturidade, e por representarem a soma de todo o trabalho, desgaste e carga emocional investidos neste disco. São marca, consequência e memória.

Musicalmente, estamos perante um álbum de rock, no seu núcleo mais emocional e expressivo. João Mesquita procurou criar um disco envolvente e imediato, sem abdicar da sofisticação, das nuances e da complexidade que lhe trazem satisfação artística. O tom geral é mais sombrio, mas equilibrado por momentos de leveza e calor, que surgem de forma orgânica, quase como respiração entre tensões.

As canções percorrem emoções como solidão, saudade, raiva e ciúme, mas também êxtase, amizade, alegria e esperança. O objetivo não é conduzir o ouvinte, mas convidá-lo a permanecer nesse espaço emocional ambíguo, vulnerável, mas nunca desprovido de luz.

As influências que atravessam o disco são vastas e assumidas, organizando-se em três grandes universos: música clássica e bandas sonoras, pop mainstream e MPB. Instrumentalmente, “Olheiras” assenta numa formação clássica de guitarras, teclados, baixo, bateria e voz. Algumas faixas expandem-se para instrumentação orquestral, enquanto outras recorrem apenas a secções de metais ou cordas, criando diferentes densidades ao longo do disco. À medida que o processo criativo avançou, os sintetizadores foram ganhando um papel cada vez mais relevante, especialmente nas faixas finais.

Este foi o primeiro projeto produzido por João Mesquita, uma verdadeira jornada de autodescoberta artística. O processo permitiu-lhe aprofundar conhecimentos de produção musical, gravação e orquestração, contando com a participação de mais de 20 músicos, coprodução de João Borsch e o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores.

“Olheiras” será apresentado ao vivo em dois concertos, com estreia marcada para o dia 13 de março, na B.O.T.A., em Lisboa, seguindo depois para o Porto, no dia 14 de março, com um concerto no RCA, onde o artista levará ao palco o universo emocional e sonoro do seu álbum de estreia. Bilhetes disponíveis em BOTAANJOS.PT e BOL.PT.

CAPITAL DA BULGÁRIA REVELA HOJE NOVO SINGLE

 



















Capital da Bulgária lança hoje o single “nao me apetece”, já disponível em todas as plataformas digitais. O tema volta a sublinhar a singularidade da artista no panorama musical português, enquanto criadora independente, produtora e autora de um universo sonoro difícil de enquadrar em etiquetas.

Produzida pela própria, em conjunto com Tomás Bassu, “nao me apetece” afasta-se de estruturas convencionais. A canção constrói-se por repetição, insistência e acumulação, sem procurar clímax nem resolução. O foco está no gesto musical, na permanência de uma ideia e na recusa de variação fácil, numa abordagem pouco habitual na música nacional.

A identidade artística da Capital da Bulgária nasce de um processo totalmente do it yourself. A artista escreve, produz e define a linguagem das suas canções, cruzando referências pouco evidentes e soluções sonoras que não seguem fórmulas reconhecíveis. Cada tema afirma-se como um objeto autónomo, sem comparação direta com outros projetos da cena atual.

Só num plano final surge o conteúdo da canção. “nao me apetece” parte de uma experiência física e emocional associada à ansiedade, descrita pela artista como “peito desfocado”. A letra repete a recusa, o cansaço e a vontade de ser ninguém, não como dramatização, mas como constatação direta e sem adornos.

Este lançamento sucede a “sozinha”, “morrer na praia” e “morangos”, que farão parte de um novo trabalho de originais, e consolida um percurso artístico marcado pela autonomia, pela recusa de convenções e por uma linguagem própria que se afirma precisamente por não tentar agradar nem simplificar.

DUQUES DO PRECARIADO LANÇAM HOJE NOVO DISCO

 



















Os Duques do Precariado apresentam hoje, 30 de janeiro, o seu novo disco, Encarnação, num concerto no Salão Brazil, em Coimbra. O álbum sucede a Antropocenas e celebra a presença coletiva, tendo sido antecipado pelo single “Falho”, lançado a 14 de novembro.

O disco nasceu da decisão de fazer um trabalho do tamanho da banda. O que poderia ter sido um projeto sofisticado com loops, camadas intrincadas e produção complexa — inicialmente pensado como Artes do Mato — transformou-se em Encarnação, um álbum honesto, anti-Máquina e pró-Carne, visceral e que celebra a presença física e o compromisso mútuo entre os músicos.

“Descobrimos que uma das formas de lidar com a precariedade é abraçá-la. O que dá muito mau activismo. Mas pode criar uma coisa mais perigosa que o activismo, e a música pode ser a liturgia dessa ideia”, explicam os Duques do Precariado. O disco canta o que aflige a carne: a morte, o amor e os renascimentos que a vida permite, mas também a possibilidade de tocar fora de lógicas comerciais ou artísticas. 

Encarnação foi tocado por Pedro Mendonça (voz, guitarras, percussão), João Neves (guitarras, viola Braguesa, teclados, voz), João Fragoso (baixo, guitarras, viola Braguesa, voz), Hugo Oliveira (Flautas, Gaita, Gralha), Zé Stark (percussão), e também com a colaboração de Teresa Costa (flautas).

Os Duques do Precariado nasceram em Lisboa em 2014, quando o Pedro mostrou ao Fragoso as canções que tinha "no lixo". Depois de muitas conversas e algumas gravações numa cave da Graça, deram-se a conhecer a 1 de maio de 2017 com o tema “Vou Considerar”, produzido com Bernardo Fachada, que levou a canção a uma forma decente. Em Outubro de 2018, despejaram na internet o primeiro álbum, a que chamaram “Antropocenas”, grupo de 7 canções que retratam um encontro demorado com a certeza do colapso. No ano de 2023, este disco foi recuperado do esquecimento com a edição física pela Lux Records e foram tocá-lo a quem o quis ouvir, às vezes em quinteto e muitas vezes só os dois. No fim de 2024, já fora de Lisboa, e com o Neves que se juntou no caminho, decidiram que queriam fazer um disco novo, a celebrar as coisas que descobriram entretanto. Chamaram-lhe Encarnação.

 

"ORAÇÃO AO TEMPO" UNTA ANTÓNIO ZAMBUJO E CAETANO VELOSO

 


















António Zambujo lança “Oração ao Tempo” com Caetano Veloso e anuncia nova data no Coliseu de Lisboa, no dia 16 de abril

Bilhetes já à venda

Ainda assim, acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo, tempo, tempo, tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo, tempo, tempo, tempo

“Oração ao Tempo”, a canção que dá título ao novo álbum de originais de António Zambujo, é um dueto gravado com Caetano Veloso, autor do tema original, e já pode ser escutada em todas as plataformas de streaming. É o primeiro single que antecipa o lançamento do disco homónimo, com edição prevista para a primavera de 2026, coincidindo com a sua apresentação ao vivo nos Coliseus, do Porto AGEAS dia 11 de abril, e de Lisboa, no dia 17 de abril, a que se junta agora uma nova data no Coliseu de Lisboa, no dia 16 de abril. Os bilhetes já estão disponíveis.

“Oração ao Tempo” é uma das canções mais emblemáticas de Caetano Veloso, lançada em 1979 no álbum Cinema Transcendental. Escrita como um diálogo com o tempo, personificado como “um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho”, a canção reflete sobre as diferentes etapas da vida, da infância à velhice. Gravada originalmente com Caetano Veloso na voz e violão, Dominguinhos no acordeão e Vinícius Cantuária no violão de aço, a composição desenvolve-se em ritmo andantino, propício à introspeção, com uma harmonia contida, frequentemente associada à música sacra e que favorece a atenção à letra. A leveza, a suavidade e o caráter contemplativo da canção inspiraram interpretações de Maria Bethânia, Maria Gadú e Djavan, bem como uma “resposta” de Gilberto Gil na canção “Tempo-Rei”, em que duas visões distintas, a original mais filosófica, a outra mais religiosa, dialogam em torno da mesma matéria essencial: o tempo.

“Oração ao Tempo” marca o encontro entre António Zambujo e aquele que considera ser “o melhor cantor do mundo”. Com letra e música de Caetano Veloso, o tema é interpretado por António Zambujo e Caetano Veloso, e conta com arranjo e produção de André Santos. Em estúdio participaram ainda João Salcedo no piano, Bernardo Couto na guitarra portuguesa, João Moreira no trompete, Francisco Brito no contrabaixo, José Conde no clarinete baixo e André Santos na guitarra.

Realizado por Ernani Novo, o vídeo oficial, já disponível no YouTube, acompanha as gravações de “Oração ao Tempo” no estúdio de Caetano Veloso, no Rio de Janeiro, testemunhando a cumplicidade entre os dois músicos.

Os subscritores que se inscreveram previamente beneficiaram de acesso antecipado à escuta de “Oração ao Tempo” e à compra de bilhetes para a nova data no Coliseu de Lisboa. A partir de hoje, está aberta a venda ao público em geral, a partir das 14h00,mantendo-se a possibilidade de inscrição aqui para garantir o acesso à pré-escuta do álbum “Oração ao Tempo”, antes do seu lançamento oficial.

11 de abril Coliseu do Porto Ageas

Cadeiras de Orquestra 60€
1ª Plateia 50€
2ª Plateia 45€
Tribuna 45€
Camarote de 1ª 40€
Frisas 35€
Balcão Popular 35€
Galeria 30€
Geral 25€
Camarote de 2ª 20€

Abertura de Portas 20h30
Início do Espetáculo 21h30 

16 (nova data) e 17 de abril Coliseu dos Recreios, Lisboa

Cadeiras Orquestra 65€
1ª Plateia 55€
2ª Plateia 50€
Balcão Central Com Marcação 45€
Balcão Lateral Sem Marcação (Vis.
Reduzida) 40€
Camarotes 1ª Frente 45€
Camarotes 1ª Lado – Vis. Reduzida 40€
Camarotes 2ª Frente 35€
Camarotes 2ª Lado – Vis. Reduzida 30€
Galeria de Pé 25€

Abertura de Portas 20h30
Início do Espetáculo 21h30

NOVO SIONGLE DE MIKE EL NITE

 



















@ Jopão Monteirão

Mike El Nite tem vindo a reinventar-se constantemente. É um dos artistas mais versáteis e singulares da música portuguesa e tem-se afirmado pelo seu trabalho como rapper, autor, DJ ou produtor ao longo dos anos.

“Simplesmente Miguel” é o alter ego que marca o início de uma nova fase na sua carreira que celebra, este ano, uma década de percurso.

Deste novo capítulo, já conhecemos o primeiro single Existencisensual (É complicado) e O Prazer é Meu, o segundo tema de avanço do novo álbum Existencisensual que será lançado a 6 de Fevereiro.

Mike El Nite irá revelar, a 30 de Janeiro, o terceiro single em que volta a mostrar as várias facetas da música romântica: próxima, emocional, exagerada q.b. e assumidamente popular. “A Próxima” é uma balada romântica que cristaliza um sentimento universal após o fim de uma relação: a convicção - por vezestóxica - de que nunca será possível encontrar alguém como a pessoa que se acabou de perder.

O tema assume-se como uma homenagem às grandes baladas da música popular portuguesa, com referências claras a nomes como Tony Carreira, Ágata, Toy ou Ricardo Landum. Poderia facilmente integrar o genérico de uma novela - ou ser, em si, uma pequena narrativa melodramática. Musicalmente, “A Próxima” constrói-se a partir de melodias familiares do universo popular português,solos de guitarra que cruzam a pop romântica nacional com o rock clássico (e que podiam pertencer a Toy ou a Scorpions), coros expansivos e emotivos, característicos do género, bateria enérgica e a inevitávelsubida de tom no final da canção. O resultado é uma balada clássica, pensada para um público amplo, com forte potencial de identificação e difusão mediática. Não seria estranho ouvir esta canção num programa da manhã, pelo contrário, encaixaria como se sempre tivesse estado lá.

O novo disco Existencissensual nasce de uma definição simples mas poderosa: ao pensar na vida, apaixona-se por ela. É nessa dualidade - entre a reflexão existencial e o romantismo sensorial - que Miguel encontra a sua nova linguagem. As canções fundem sensualidade e filosofia, como se estivéssemos num café-concerto de atmosfera íntima e sedutora, mas onde as palavras, em vez de efémeras, carregam peso existencial.

PULLMAO LANÇAM SINGLE















Depois da estreia com “De Camino al Mar”, lançada em setembro de 2025, Pullmao regressam com “Acid Dreams”, o segundo single que antecipa o álbum de estreia. O novo tema já se encontra disponível em todas as plataformas digitais. “Acid Dreams” expande o universo instrumental delineado no primeiro lançamento, reforçando a estética psicadélica, cinematográfica e exploratória que caracteriza o grupo liderado por Pedro Galhoz.

Em “Acid Dreams”, Pullmao constroem uma paisagem sonora simultaneamente poderosa e subtil. O tema nasce num território suspenso entre sonho e deriva cósmica, como se a música fosse um corredor de luzes em movimento, onde a pulsação rítmica e a textura melódica se cruzam para criar um ambiente hipnótico. A bateria de Nico Guedes - intensa, precisa e orgânica - estabelece o eixo rítmico que sustenta uma guitarra que oscila entre o lirismo atmosférico e a energia crua: ora “pinkfloydesca”, ora “zeppeliana”, desenhando linhas que se expandem como trilhos celestes num sonho ácido.

A presença de Theo Pascal no contrabaixo introduz uma nova dimensão ao espectro sonoro. A sua interpretação, marcada por um toque jazzístico e world, preenche a base harmónica com subtileza, permitindo que o tema respire e se desdobre em camadas. Esta colaboração acrescenta densidade, cor e movimento, reforçando a identidade orgânica e transnacional de Pullmao.

Mantendo a coerência com o imaginário visual e conceptual já explorado em “De Camino al Mar”, “Acid Dreams” aprofunda a vertente psicadélica do projeto, recorrendo a texturas que alternam entre o expansivo e o minimal. A produção de Pedro Galhoz sublinha essa organicidade, enquanto a mistura de João Martins (estúdio Ponto Zurca) amplifica a tridimensionalidade do tema. A masterização, a cargo de Rui Dias no estúdio Mister Master, confere unidade e brilho ao conjunto. A arte gráfica volta a ser assinada por Miguel Fonseca, reforçando o diálogo entre som e imagem que atravessa todo o projeto.

Pullmao nasceu da vontade de Pedro Galhoz - conhecido pelo seu percurso em Pedro e os Lobos, Plástica, LovedStone e pelo trabalho na Luckyman Music - de explorar territórios instrumentais onde a guitarra, a psicadelia e o ambiente cinematográfico se fundem com liberdade total. A aventura iniciou-se com “De Camino al Mar”, descrita como uma jornada meditativa que atravessava um deserto imaginário rumo ao mar, cruzando influências de Prince, Morphine e Pink Floyd. Agora, com “Acid Dreams”, o projeto descola para uma dimensão mais expansiva, explorando cor, textura e movimento num registo que oscila entre introspeção, viagem e libertação.

“Acid Dreams” já se encontra disponível em todas as plataformas digitais, sucedendo ao single de estreia “De Camino al Mar” e antecipando o álbum de Pullmao.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

PROGRAMA DE 29/01/26

1 - Glockenwise - Vai dar
2 - Dela Marmy - E se for
3 - Miguel Araújo - As vidas que esta volta dá
4 - Janeiro x Kyle Quest - demasia
5 - Pedro de Tróia - Salvadora
6 - Mateus Verde - Saudades
entrevista com Duques do Precariado
7 - Duques do Precariado - Falho (ao vivo no estúdio)
entrevista com Duques do Precariado
8 - Duques do Precariado - Cobarde (ao vivo no estúdio)
9 - Universos Dissonantes - Cais do Sodré