segunda-feira, 10 de agosto de 2026

SÈRGIO GODINHO AO VIVO

 


















A sul com o piano de Júlio Resende, a norte com os amigos festivaleiros

"Diálogos Musicais" em Faro e o Vodafone Paredes de Coura confirmam a versatilidade do escritor de canções

Mesmo no final do mês, a 31 de Agosto, Sérgio Godinho celebrará o seu 81º aniversário, com mais de cinco décadas de actividade criativa. Mas desenganem-se, as celebrações acontecerão um pouco antes, a meio do mês, altura em que se juntará aos seus Assessores e a alguns amigos para um espectáculo exclusivo no Vodafone Paredes de Coura, naquela que será sua estreia no evento nortenho.

Os milhares que comporão a audiência do anfiteatro natural junto ao rio terão a oportunidade de assistir a algo que, adivinhamos, juntará emoção e história à experiência já de si única, de escutar e ver Sérgio Godinho. Adjectivar as suas canções seria um esforço inglório já que a sua grande maioria habita o nosso subconsciente colectivo, já escutá-las quando em palco se reunem alguns dos talentos mais destacados da música produzida em Portugal, será algo que antecipamos de memorável.

Com Sérgio & Os Assessores, as presenças anunciadas de Ana Lua Caiano, A Garota Não, Manuela Azevedo, Milhanas e de Samuel Úria antecipam grande intensidade interpretativa de algumas das canções que fazem da carreira de Sérgio Godinho algo de absolutamente sui generis e de referência para as gerações que a sua música teima em atravessar.

E dois dias antes, a 12 de Agosto, mais uma debutância: a colaboração com o pianista e arranjador Júlio Resende que terá em Sérgio Godinho o seu convidado para o evento anual "Diálogos Musicais".

Num tête à tête, os dois músicos prometem uma viagem pelo repertório godineano sob o cenário único do Largo da Sé de Faro, em que a par dos seus maiores êxitos, subirão a palco canções menos habituais nas apresentações ao vivo de Sérgio Godinho mas que esta inédita colaboração com o pianista algarvio irá recuperar.

Os bilhetes para este espectáculo estão disponíveis em BOL.PT e nos locais habituais.

(foto de Paulo Martins)

GUIMARÃES RECEBE O VAIME´À BANDA





















Vai-m'à Banda está de volta a 29 de agosto. Como sempre, é gratuito e itinerante, e os palcos não são bem palcos — são as tascas mais emblemáticas de Guimarães; sítios de bancos corridos e vinho de malga onde se guarda boa parte da memória da cidade. Foi daí que o festival nasceu: da vontade de juntar a cultura gastronómica local à música que se faz agora.

Este ano, a romaria arranca no no centro da cidade com Plaka, no Largo Condessa do Juncal, antes de subir à Penha. Lá em cima, na Adega do Ermitão teremos o folk luminoso de Lau Ro; nos Amigos da Penha vamos ouvir Filipe Sambado a tocar o "Vida Salgada" que recentemente celebrou 10 anos com uma reedição Revolve/Maternidade. O dia fecha no Tas'co Pio, com José Pinhal Post-Mortem Experience a encerrar a edição com o que será uma grande festa.

Entre um concerto e outro há petiscos, há malgas, conversa, e amigos. O Vai-m'à Banda é organizado pela Revolve, com o apoio do Município de Guimarães, e continua a ser aquilo que sempre foi: celebração da cultura gastronómica local, onde o comes e bebes se mistura com o ouves e curtes.

O evento tem início pelas 14:30 no Largo do Juncal onde se distribuirão gratuitamente as pulseiras que dão acesso à viagem de teleférico pelo preço especial de 1,50€. Com esta viagem chega-se à Penha, para ver concertos na Adega do Ermitão, Amigos da Penha, e Tas'co Pio.

Mais info no instagram.
 
Horários

14:30 Largo do Juncal — Plaka
16:30 Adega do Ermitão — Lau Ro
17:30 Amigos da Penha — Filipe Sambado toca "Vida Salgada"
18:30 Tas'co Pio — José Pinhal Post-Mortem Experience

O Vai-m’à Banda é um evento Revolve apoiado pelo Município de Guimarães.

O GAJO AO VIVO



















Mais uma semana com dose dupla do GAJO!

Desta vez, O GAJO estará a solo no dia 14 de Agosto no Festival Calçadas em São Brás de Alportel, e no dia 20 de Agosto, estará em quinteto no CAS-Auditório de SINES.

Ambos os concerto são de entrada livre!

PRÓXIMAS DATAS:
14 Agosto - São Brás de Alportel (solo)
20 Agosto - Sines
5 Setembro - Tavira
19 Setembro - Salvaterra de Magos (solo)
23 Setembro - Castelo Branco (Duo)
17 Outubro - Mafra
20 Novembro - Castelo de Vide (Cine-concerto)

SINGLE NOVO DE DU NOTHING





















Du Nothin
apresenta “SEXO ROCK'N ROLL & ECSTASY”, novo single que antecipa o lançamento de “MUNDO DO POP”, o álbum de estreia do artista, com edição prevista para outubro. O tema surge como uma reflexão sobre a intensidade, a impulsividade e a urgência de viver que marcam os primeiros anos da vida adulta.

Assinado por Duarte Appleton, sob o alter ego Du Nothin, “SEXO ROCK'N ROLL & ECSTASY” parte da sensação de que o tempo corre mais depressa do que a capacidade de o acompanhar. A canção observa uma fase da vida marcada pela vontade de experimentar tudo, pela dificuldade em aceitar limites e pela convicção quase inabalável de que o mundo continua aberto a todas as possibilidades. É precisamente essa energia que serve de ponto de partida para uma composição que transforma a ideia de urgência numa celebração da experiência e da descoberta.

Segundo o artista, o tema nasce da observação dessa fase em que “queremos fazer um pouco de tudo e nos é impossível conceber que não é possível fazer tudo”. Entre a força dessa crença e os inevitáveis erros que a acompanham, Du Nothin encontra um território simultaneamente vulnerável e libertador, onde convivem entusiasmo, ambição, medo e desejo de afirmação.

A canção aborda também os receios e preconceitos frequentemente associados à entrada na vida adulta e, em particular, ao universo da música. Ao longo do tema, surge uma reflexão sobre a imagem da indústria musical como um espaço de constante vigilância e competição, alimentada por ideias transmitidas de geração em geração. Contudo, mais do que uma crítica direta, “SEXO ROCK'N ROLL & ECSTASY” procura questionar esses medos e enquadrá-los numa realidade mais ampla. Para o artista, essa tensão não é exclusiva do meio musical, mas antes uma característica transversal a muitos contextos da vida contemporânea, onde cada pessoa procura encontrar equilíbrio dentro das circunstâncias que escolhe habitar.

No centro da canção está também a apropriação de um dos mais conhecidos clichés da cultura popular - a ideia de que “amanhã podemos morrer”. Em vez de a abordar numa perspetiva fatalista, Du Nothin transforma-a num impulso de liberdade. O resultado é uma canção que assume a intensidade como valor, celebrando a vontade de viver sem pedir licença, de experimentar sem garantias e de avançar sem a necessidade constante de validação exterior.

Produzido por Chico Chique, com mistura de Daniel Constantino e masterização de Guilherme Franco, “SEXO ROCK'N ROLL & ECSTASY” constitui mais um capítulo na construção de “MUNDO DO POP”, álbum de estreia que chegará em outubro. O disco é descrito pelo artista como uma brincadeira entre nostalgia e que promete aprofundar o universo criativo de um dos artistas mais imprevisíveis da sua geração.

necessidade de atualização, explorando o encontro entre referências clássicas e texturas contemporâneas, irreverentes e inesperadas. Um trabalho que procura refletir a identidade artística de Du Nothin: inquieta, emocional e permanentemente disponível para explorar novas formas de habitar o universo da pop.

Du Nothin afirmou-se nos últimos anos como uma das propostas mais singulares da nova música portuguesa. Depois da edição do EP “Du Somethin” em 2023, destacou-se junto da crítica especializada, integrando diversas listas de melhores lançamentos nacionais do ano, artistas revelação e concertos de destaque. Em palco, tem vindo a consolidar uma reputação marcada pela espontaneidade e proximidade com o público, com atuações em eventos e salas como Vodafone Paredes de Coura, Casa da Música, Festas do Mar, Festival da Canção e Freequency, em Milão.

Paralelamente ao percurso musical, desenvolveu também uma linguagem visual própria que o levou a colaborar com marcas internacionais como Dior, Levi’s e Scalper, expandindo a sua presença para territórios que cruzam música, moda e identidade visual.

Com “SEXO ROCK'N ROLL & ECSTASY”, Du Nothin continua a revelar as várias camadas de “MUNDO DO POP”, um disco

XICO DA TINA COM NOVO SINGLE

 



















Chico da Tina
PEGA OU LARGA

Depois de conquistar o público com o teaser de “PEGA OU LARGA”, que já soma mais de meio milhão de visualizações no TikTok, Chico da Tina apresenta agora o quinto single de SOU GRANDE NO AMOR.

"PEGA OU LARGA" funde sonoridades lusófonas com o universo “brega tuga”, reforça o momento de afirmação do artista, que este ano acumulou sucessos como “SOU GRANDE NO AMOR” e “VÍCIOS”, chegou ao topo do Spotify Portugal e viu a sua música ganhar dimensão dentro e fora do país.

JASMIM EDITA NOVO SINGLE





















Nas palavras de Jasmim:

“Era uma vez um caracol que vivia na Serra da Arrábida. Um dia encontrou uma casa e apaixonou-se pela paz que aquele lugar lhe trazia. Desde então, sonha mudar-se para lá. A inspiração desta história surgiu de um azulejo à entrada da casa da minha avó, onde se lê um verso do poeta Pedro Tamen: "Baba-se o caracol de gozo e vida." Nos últimos anos, comecei a refugiar-me nessa casa para escrever e compor. É um lugar rodeado de silêncio e natureza. Convidei a Madalena Tamen, neta do Pedro, para cantar comigo os coros desta canção” ^

Conta com a produção e mistura de Diogo “Horse” Rodrigues e masterização de Diego Reis. Na bateria toca Francisco Santos, no baixo Pedro Castilho, nos coros Madalena Tamen e os restantes instrumentos são tocados pelo próprio. 

Jasmim continua em digressão apresentando esta e outras canções, num ano que culminará em dois concertos especiais de despedida do Dias em Branco, em Lisboa (Casa Capitão) e no Porto (RCA).

 

BAPCAT JUNTA-SE A CAROLINA DESLANDES EM “OURO”





















Depois de receber Carolina Deslandes na Bapcave, bapcat transforma o encontro criativo entre os dois artistas num novo lançamento. “OURO” já está disponível nas plataformas digitais, com letra de Carolina Deslandes e produção, mistura e masterização de bapcat.

Mais do que uma colaboração, “OURO” representa o cruzamento de duas identidades artísticas muito vincadas. De um lado, a escrita direta e emocional de Carolina Deslandes. Do outro, a assinatura de bapcat, que encontra na produção uma forma de construir narrativas, criar universos e aproximar artistas que dificilmente se encontrariam noutro contexto.

A canção fala sobre a coragem de intervir, defender aquilo em que se acredita e assumir uma posição perante o futuro. Uma mensagem que Carolina Deslandes relaciona diretamente com um dos princípios que orientam a sua vida, a vontade de construir um futuro para os filhos.

“Quando recebi este convite fiquei tão feliz que tive vontade de contar a toda a gente. O bapcat e a equipa dele construíram um dos meus projetos preferidos dos últimos tempos, e fazer parte foi uma honra. Esta canção fala sobre intervir, não ter medo de dizer aquilo que pensamos e sobre o mantra da minha vida, construir um futuro para os meus filhos”, afirma Carolina Deslandes.

“OURO” reforça o percurso de bapcat para lá dos bastidores e consolida-o como artista, produtor e curador de encontros criativos. Na Bapcave, o estúdio deixa de ser apenas o lugar onde as canções se gravam e torna-se parte da própria narrativa, um espaço onde diferentes linguagens se cruzam e dão origem a música nova.

Com Carolina Deslandes, bapcat acrescenta um novo capítulo a esse universo e apresenta uma canção que parte de uma inquietação pessoal para falar de algo coletivo, a responsabilidade de não permanecer em silêncio e de participar na construção do futuro.

NDIE MUSIC FEST REGRESSA COM MAIS DE 40 NOMES EM CARTAZ E APOSTA, PELA PRIMEIRA VEZ, EM NOMES INTERNACIONAIS











Pela primeira vez na sua história, o festival inclui artistas internacionais na programação. Entre os destaques estão os londrinos Sports Team, nomeados para um Mercury Prize, são uma das bandas mais irreverentes da nova geração do indie rock britânico, e vêm apresentar o seu mais recente álbum “Boys These Days”. Constam também no cartaz os belgas Lander & Adriaan, duo que cruza jazz com música de dança underground dos anos 90 e que se tem afirmado como um dos projetos mais entusiasmantes da nova cena eletrónica europeia. Nomes que se juntam aos belgas Lézard, que atuam pela primeira vez em Portugal, e os sintetizadores etéreos dos luso-britânicos Soma Please.

A programação reforça igualmente a presença da música nacional, com o regresso dos PAUS, numa das datas da digressão de despedida da banda, e ainda, nomes como Expresso Transatlântico, X-Tinto, Them Flying Monkeys, Vaiapraia, Femme Falafel e Capital da Bulgária, que celebram a missão primordial do Indie Music Fest de dar voz à música independente portuguesa.

A edição de 2026 arranca a 3 de setembro com um dia de entrada gratuita dedicado ao projeto Indie Talents. Depois de encerradas as candidaturas, sete artistas emergentes foram selecionados para atuar e disputar um prémio de 500 euros, bem como a gravação de um tema nos Stone Sound Studios.

Além da programação musical, o Indie Music Fest volta a apostar numa experiência alargada, com zonas de lazer como a Piscina e o Fúria; aulas gratuitas de skate e BMX, no novo Skate Park de Paredes; um novo palco dedicado a projetos emergentes; e ainda, o regresso do Mercado Indie e do espaço Mini-Indie, ambos com uma oferta reforçada.

Após o regresso em 2025, na sequência do interregno provocado pela pandemia e da mudança de recinto, o festival recebeu cerca de 8 mil visitantes. Para a edição de 2026, a organização pretende aumentar a capacidade para 9.500 pessoas, consolidando o crescimento do evento.

Os passes gerais dão acesso ao camping e encontram-se disponíveis por 35 euros. Conhecida a distribuição do cartaz pelos três dias do festival ficam agora disponíveis os bilhetes diários a 25 euros. O primeiro dia do festival mantém entrada gratuita.

3 setembro

JUG
Luís Contrário
Mariska
Marta Lima
Sem Tarola
Silly Boy Blue
The Carpets
Warout
Youth Yard

4 setembro

Lander & Adriaan (BE)
Lézard (BE)
Xtinto
Bardino
Beatriz Pessoa
Celso
Femme Falafel
IBSXJAUR
Nunca Mates o Mandarim
Soma Please (PT/UK)
Ben & GJepards
Monstro
The Green Bin
Tiago Carvalho

5 setembro

Sports Team (UK)
Paus
Expresso Transatlântico
Them Flying Monkeys
Vaiapraia
Capital da Bulgária
Ela Jaguar
Elias
Puro L
Rapaz Ego
Evols
Gusta-Vo
Dani
Samuel Mor
Santos Carneiro
Tendency
Trouble Trouble

D.A.M.A E ÁTOA JUNTAM-SE PELA PRIMEIRA VEZ EM "112"





















D.A.M.A marcam o Verão com a participação em “112”, da banda ÁTOA. Já disponível em todas as plataformas digitais, o tema assinala a primeira colaboração entre duas bandas que nunca tinham gravado uma música em conjunto.
Com uma sonoridade pop envolvente e uma produção que cruza as identidades musicais de ambos os projetos, "112" ganha uma dimensão ainda mais especial com a participação de músicos de roda de samba (Viva o Samba), acrescentando uma energia descontraída e festiva ao tema. "112" retrata o impacto da ausência de alguém e a forma como uma perda é capaz de transformar a realidade. Através da metáfora de "chover em pleno agosto", a canção descreve o contraste entre a luminosidade do verão e a tempestade emocional provocada pela saudade, uma imagem que atravessa todo o tema e ganha especial destaque no refrão.

Os D.A.M.A continuam a afirmar-se como referência da pop portuguesa contemporânea juntando-se a ÁTOA, ambos somam êxitos e galardões e agora celebram um encontro há muito aguardado entre dois projetos que partilham uma amizade de longa data e um percurso consolidado na música portuguesa, resultando numa canção que celebra a força das ligações humanas e o poder da música em aproximar pessoas.

"112" já está disponível em todas as plataformas digitais.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

NOBLE COPMPREIMEIRA CANÇÃO EM PORTUGÊS

 



















Chegou o dia… Ontem 7 de agosto de 2026, siu em todas as plataformas, o primeiro single em português de Noble! Chama-se “Desesperado” e já está disponível nas plataformas.

Noble diz-nos sobre esta mesma questão que… “É verdade que escrevi em Inglês, não só nestes 8 anos de carreira, mas como em praticamente toda a minha vida desde que comecei a escrever as minhas próprias canções. Talvez o fizesse por causa de alguma ambição irrealista ou talvez por conforto – visto que a minha timidez se anula ao cantar numa língua à qual não tinha uma ligação emocional – mas, o que é certo é que nos últimos dois anos tenho sentido algo que nunca senti: necessidade de me expressar mais. Essa necessidade em si foi o que me levou a escrever as primeiras canções em português, queria dizer mais e nesse aspecto nada se compara com a riqueza linguística do português!”.

Mas não é apenas a língua que é uma novidade neste novo single chamado “Desesperado”. Todo o instrumental é diferente do que estamos habituados a ouvir numa canção escrita por Noble. O artista afirma mesmo: “…Sei que é bem diferente do que fiz em inglês, e das restantes canções que tenho em português, mas, apesar de ser uma canção sobre desamor, é uma festa! As guitarras, a batida, as palmas, a melodia final que me transporta logo para um almoço de Domingo que acaba com uma guitarra e toda a gente a cantar à volta da mesa (como acontece constantemente na minha vida).”

Questionado sobre o single “Desesperado” ser um “caso isolado” na sua discografia, Noble diz apenas “este não é um tema único em português. Já tenho, pelo menos, mais sete canções completas de que gosto e que podem vir a ver a luz do dia, mas isso é um futuro distante e eu prefiro saborear o que estou a fazer agora sem pensar muito no que vou fazer a seguir! Todas as canções que possam sair um dia vivem em espaços muito próprios e diferentes uns dos outros. Não há uma linha condutora, para além da língua portuguesa, a unir este projeto. Tenho ouvido muito do que se tem feito no panorama musical em Portugal e, naturalmente, fui sendo influenciado por vários registos musicais. Gostava de mostrar isso com as novas canções. Fazer uma homenagem às raízes da cultura musical portuguesa, com tudo o que ela tem para oferecer.”

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

MIGUEL ARAÚJO NOMEADO PARA 2 GLOBOS DE OURO





















Miguel Araújo está nomeado para a 30.ª edição dos Globos de Ouro, nas categorias de Melhor Intérprete, onde é o único homem nomeado, e para Melhor Canção, com "Elogio da Preguiça", tema retirado do seu mais recente álbum de originais, "Por Fora Ninguém Diria".

Com as duas nomeações de 2026, Miguel Araújo soma dez nomeações na história dos Globos de Ouro, tornando-se um dos artistas musicais mais nomeados de sempre no evento, uma marca a que se junta a particularidade de ainda não ter vencido.

A ligação do artista aos Globos de Ouro remonta a 2013, ano em que o álbum de estreia "Cinco Dias e Meio" lhe valeu as primeiras nomeações, para Melhor Intérprete e para Melhor Música, com "Os Maridos das Outras". Seguiram-se, em 2014, duas nomeações como membro dos Azeitonas, para Melhor Banda e para Melhor Música, com "Ray-dee-oh", e, em 2015, nova nomeação para Melhor Música, com "Balada Astral". Vieram depois as nomeações de 2018, para Melhor Intérprete Individual, de 2019, para Melhor Espectáculo ao Vivo, e de 2024, para Melhor Música, com "Saudade".

Depois de esgotar coliseus e arenas, incluindo a MEO Arena, em Lisboa, e a Super Bock Arena, no Porto, Miguel Araújo editou, a 1 de janeiro, "Por Fora Ninguém Diria", o seu mais recente álbum de originais. Composto por 11 canções escritas, compostas, produzidas e interpretadas na íntegra pelo próprio, e gravadas ao longo de três anos no Estúdio Chiu, no Porto, o disco recebeu quatro estrelas no Expresso, pela mão do crítico Rui Miguel Abreu, que destacou a recusa do artista pelo ruído e pela urgência da indústria, e assinala duas décadas de uma carreira singular na música portuguesa. Desde fevereiro, e depois de um arranque de digressão que passou pelo Teatro Municipal de Vila Real, pelo Convento de São Francisco, em Coimbra, e pelo Teatro Municipal da Guarda e Theatro Circo, em Braga, o artista continua em palco a apresentar o novo disco um pouco por todo o país.

A esta apresentação ao vivo junta-se ainda "Passemos aos Salões", nova digressão a solo, com voz e piano, que arranca a 10 de outubro no Centro Cultural de Tábua, segue para a Academia Almadense, em Almada, a 21 de novembro, para o Teatro São Luiz, em Lisboa, a 25 de novembro, para a Casa das Artes, em Miranda do Corvo, a 28 de novembro, para o Teatro Municipal de Bragança, a 5 de dezembro, e termina no Teatro Principal de Santiago de Compostela, a 19 de dezembro. Num formato de serão, íntimo e despojado, Miguel Araújo revisita canções incontornáveis do seu repertório, partilhando histórias e detalhes do processo de escrita que lhes deu origem.

O ano fica ainda marcado pelos dez anos de Ujos, o projecto a dois que junta Miguel Araújo e António Zambujo. Depois dos 28 concertos esgotados nos Coliseus, em 2016, e dos mais de 47 mil bilhetes vendidos nas Arenas de Lisboa e do Porto, em 2023, a dupla regressa aos Coliseus com dez novas datas, das quais quatro esgotaram uma semana após a abertura de vendas.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

PROGRAMA DE 05/08/26

1 - os Salva Terra - Caminho bom
2 - Orange 3 - Sonhos lançados
3 - Fipos - Minha guerra minha paz
4 - aBANd'onados - Baixar os braços (não)
5 - Tédio FC - Recibos verdes
6 - Corsage - Ana Lee
7 - Maripool - Favorite
8 - Pinhead Society - Every other day

9 - Obsidiun - Brotherhood of man
entrevista Obsidiun
10 - Obsidiun - Eternal fate
11 - Morbid Death - Hole worn


 

FALTAM 2 DIAS PARA O ARRANQUE DO FESTIVAL ESTEOESTE 2026





















Falta apenas uma semana para o arranque do Festival ESTEOESTE 2026, que regressa ao Parque da Ponte, em Braga, nos dias 7 e 8 de agosto, para mais uma edição dedicada à música, à criação artística e à cultura independente. A entrada é gratuita. A edição deste ano contará com a presença de Ana Frango Elétrico, um dos nomes mais destacados da música lusófona contemporânea.

Depois da última edição ter registado a maior afluência de sempre, com mais de 10.000 participantes ao longo dos dois dias de programação, o evento consolidou o seu crescimento contínuo enquanto proposta cultural de referência na programação de verão da cidade.

O festival mantém a sua aposta na valorização do tecido artístico local, apresentando uma programação que cruza projetos emergentes e artistas de maior projeção. A edição deste ano contará ainda com a presença de Ana Frango Elétrico, um dos nomes mais relevantes da música lusófona contemporânea.

JOPRGE FERRAZ NO COLISEU CLUB

 


















A 10 de setembro, o músico Jorge Ferraz, vai apresentar o espetáculo “Santa Maria, Gasolina em Teu Ventre! REDUX” no Coliseu Club.

“Santa Maria, Gasolina em Teu Ventre! REDUX” é um espectáculo em que Jorge Ferraz, fundador dos “Santa Maria, Gasolina em Teu Ventre!”, irá reinterpretar todos os temas compostos pela banda (alguns nunca editados e/ou apresentados ao vivo), tocando guitarra eléctrica com recurso a variado equipamento electrónico e digital.

O espectáculo terá ainda a projecção de imagens criadas por Carlos Miguel Ferreira e manipuladas por Vítor Inácio, partindo dos imaginários da sci-fi retro, da BD, da poesia vanguardista e da literatura cyberpunk que eram característicos da banda.

"Santa Maria, Gasolina em Teu Ventre!" foi uma inovadora banda de culto portuguesa no campo do rock mais exploratório e vanguardista, que esteve em atividade de 1986 a 1991. Editou em 1990 o LP "Free-Terminator / Falcão Solitário Sem 5er Distorção" pela Ama Romanta e, em 1991, o EP "Santa Maria, Gasolina em Teu Ventre" (edição de autor).

Estes dois trabalhos foram reeditados num único CD pela Zounds Records em 2005.

O 1º álbum atingiu estatuto de culto e foi considerado um dos melhores do ano por muita da imprensa especializada. O mesmo álbum foi ainda considerado, em 1998 num trabalho conjunto do Público e da FNAC, um dos melhores discos da música popular portuguesa no período 1960-1997.

Jorge Ferraz é um guitarrista (embora trabalhe com variado equipamento electrónico e digital, a guitarra eléctrica e o que chama ‘guitartronica’ são a sua paixão e o principal objecto da sua exploração e criatividade), compositor e produtor em actividade desde 1983. Fundou e liderou algumas bandas portuguesas mais alternativas e exploratórias, com destaque para os citados “Santa Maria, Gasolina em Teu Ventre!”. Em 2006 passou a trabalhar em nome próprio, tendo publicado, desde então, 4 álbuns (2008, 2010, 2016 e 2021).

Em 2014, no número comemorativo dos 30 anos do jornal-revista “Blitz”, foi considerado um dos 30 melhores guitarristas portugueses dos últimos 30 anos.

Dia:: 10 de setembro 2026
Horário: 21:30
Bilhete: aqui

terça-feira, 4 de agosto de 2026

PROGRAMA DE 04/08/26




1 - Carlos Peninha - Guerra e paz
entrevista Carlos Peninha
2 - Carlos Peninha - Chão ardente
3 - Pinhead Society - Long distance callers
4 - Maripool - Favourite
5 - O Marta - Se o corpo
6 - Líquen - Aurora
7 - Acid Acid - ether / waves in the sky

MARIA LÉON AO VIVO

 



















Foto: Rita do Carmo

No próximo 29 de agosto às 19.00, Maria León apresenta nas Festas do Mar de Cascais o espetáculo "Brumas do Luar – Lisboa, Mar e Alma", inspirado no seu mais recente álbum, editado a 16 de janeiro de 2026.

Cantora e compositora portuguesa, Maria León leva ao palco um concerto intimista onde a poesia, o mar e a música portuguesa se encontram numa sonoridade acústica marcada pelo piano, violoncelo, guitarra e flauta.

A artista será acompanhada pelo seu ensemble: Emanuel David de Andrade (piano e direção musical), Thomas Zellner (guitarra), Leopoldo Gouveia (baixo), Genoveva Dimitrova (violoncelo) e Sebastian Sheriff (percussões).

O espetáculo contará ainda com a participação especial de Carlos Maria Trindade, ao piano, Pedro León, na guitarra clássica, e Artur Freitas, na flauta, convidados em três momentos especiais do concerto.

O repertório incluirá temas originais de Maria León, bem como interpretará obras de autores de referência da música portuguesa, entre as quais um tema de Pedro Ayres Magalhães, do seu primeiro álbum “Caminhando até ti” o tema “E tão imóvel me deixo” de Carlos Maria Trindade, e “Miragem”, terceiro single do álbum, escrito em parceria com Rodrigo Leão.

Depois de uma carreira que inclui colaborações com Rui Veloso, GNR, Chameleon Collective e em especial Delfins, tendo sido a primeira voz feminina que gravou o álbum Libertação , e que acompanhou Miguel Ângelo no icônico tema da Baía de Cascais, regressa à Baía, como autora e compositora, apresentando um repertório onde a emoção, a palavra e a música ocupam o lugar central.

"CASA DE BAMBA" SOMA MAIS UMA EDIÇÃO ESGOTADA E MARCA REGRESSO A 30 DE AGOSTO





















A Orquestra Bamba Social esgotou novamente o jardim secreto do Jangal Gastro Bar, junto ao Palácio de Cristal, na 7.ª edição da "Casa de Bamba" - Onde a Alegria Mora!. Esta última edição contou com a participação especial da Batucada Radical, que se juntou à roda de samba da Orquestra Bamba Social, num encontro que volta a ser um enorme sucesso.

Ao ar livre, o Jangal Gastro Bar voltou a ganhar vida ao som da icónica roda de samba, num ambiente que reúne música, convívio e uma oferta gastronómica pensada para a época estival. Mais do que um concerto, a "Casa de Bamba" afirma-se como um ponto de encontro entre gerações, que reúne a cidade do Porto em torno de uma mesma celebração.

Mais do que um concerto, a "Casa de Bamba" reafirma-se como um abraço coletivo e intergeracional, numa viagem única pelo samba, jazz e ritmos urbanos.

O verão ainda não terminou e a "Casa de Bamba" volta a marcar encontro no Jangal Gastro Bar, no Porto, a 30 de agosto. Os bilhetes para a próxima edição da "Casa de Bamba" já se encontram disponíveis nos locais habituais.

LUÍS REPRESAS 50 ANOS

 







Estavam marcados, e vão mesmo cumprir-se os concertos que assinalam os 50 anos de carreira de Luís Represas. A 10 e a 17 de Abril de 2027, nos Coliseus de Lisboa e do Porto, deitando mão às canções em nome próprio e às que dividiu com o Trovante. Porque, entenderam os amigos, os próximos, os cúmplices do percurso ou de partes dele, os parceiros e aqueles que descobriram em Luís Represas uma fonte de inspiração, que estes espetáculos não perdem sentido nem alcance, pelo contrário: o mapa musical continua a ser o mesmo, as visitas serão guiadas por aqueles que fazem questão de pegar no testemunho e, assim, respeitar o propósito destas noites em duas salas mágicas e marcantes.

Concretizam-se, desta forma, um desejo e um princípio muito repetidos nas últimas semanas: o de não deixar silenciar, não permitir que se remeta para o esquecimento, uma obra singular, que mudou e moldou os caminhos da Música Portuguesa. E esse sinal será dado em palco, como Luís Represas gostaria.

Há garantias que podem ser avançadas desde já. Com destaque para a produção destes serões, a cargo de Flávio Serpa, e com a direção musical entregue a Manuel Faria, presente e ativo no Trovante e no caminho a solo de Represas, com os apoios de Carlos Garcia, nuclear nos tempos mais recentes do cantor, e de Miguel Nuñez, o pianista cubano que também andou várias vezes lado a lado com o Luís. Quanto aos músicos, sabe-se já que os integrantes do Trovante não faltarão à chamada, bem como a banda que atualmente tocava com Represas. O elenco das vozes chamadas a este desafio único, será revelado em breve, porque é preciso manter o critério da integridade e a bitola da exigência que Luís Represas sempre personificou.

Todas e todos estarão certamente empenhados em fazer justiça e dar brilho às canções que nos acompanham, a todos, há 50 anos – muito mais do que em corporizar “homenagens” ou “tributos”, conceitos e expressões de que o próprio Luís Represas não era grande adepto. Aqui, é de música que se trata, daquela erguida e mostrada por um homem, ou ao seu redor.

Ficam as agendas abertas e alerta para quando o próximo Abril chegar. Sem prejuízo da possibilidade de entre os muitos que já tinham bilhetes comprados, antes de 22 de Julho, e/ou dos que os adquiriram já depois disso, haver quem possa optar por eventuais devoluções e reembolsos, naturalmente assegurados. Mas, sobretudo pela disponibilidade, pelo interesse, pelos votos de confiança que vêm sendo recebidos de muita gente, dos conhecidos de Luís Represas aos seus fiéis frequentadores anónimos, essa não parece ser uma tendência. O que vale, desde logo, desde já, como um incentivo a estes concertos, pelo Luís e para o Luís.

4 de Agosto de 2026, dia em que se assinalam os 50 anos de carreira de Luís Represas

KODAKINO EDITAM EP















Formado por cinco elementos, o projecto cruza referências que passam pelo post-punk do final dos anos 70, pelo noise rock das décadas de 80 e 90 e pelo grunge, mas encontra na língua portuguesa e na forma como trabalha a voz — entre o canto, a declamação e a´palavra semi-cantada — um dos seus traços mais distintivos. O resultado são canções que alternam entre a tensão e a melodia, construindo uma linguagem marcada por uma forte dimensão cinematográfica.

Gravado em dezembro de 2025, ao longo de dois dias, nos Largo Recording Studios, o EP contou com produção e mistura de Ruca Lacerda (Pluto, Mão Morta), enquanto a masterização ficou a cargo de Frederico Cristiano, que trabalhou, entre outros, nos álbuns Tricot e No Fim Era o Frio, dos Mão Morta.
Embora reúna sobretudo composições mais recentes, KODAKINO recupera também A Culpa do Prazer, a primeira canção escrita pela banda. Apesar das diferentes fases em que nasceram, os cinco temas partilham uma mesma perspetiva: a de um indivíduo que, apesar de pertencer ao mundo que o rodeia, o observa à distância, vivendo-o como se assistisse a um filme. É dessa posição de permanente deslocação que parte o universo lírico e sonoro que atravessa o disco.

Mais do que um cartão de apresentação, KODAKINO fixa o primeiro capítulo de uma banda que tem vindo a desenvolver uma identidade própria dentro da nova música portuguesa, onde a intensidade das guitarras convive com uma escrita introspectiva e uma estética assumidamente visual.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

PROGRAMA DE 03/08/26

Programa em que os santos (Fausto e Nuno) falaram da edição que comemora 20 anos de Bons Sons, que começa quinta dia 6 e que vai até dia 9.

1 - Victor Torpedo and the Pop Kids - Friends
2 - Them Flying Monkeys - Everybody everything
3 - Mães Solteiras - Sala de espera
4 - Lavoisier - Portugal não me respeita
5 - Maripool - Favourite
6 - Pinhead Society - Story game
7 - Lisa Sereno - Mystery
8 - Crua - Moda da tosquia
9 - Romeu Bairos - Jacinta
10 - Calcutá - Eterno retorno