quarta-feira, 5 de agosto de 2026

FALTAM 2 DIAS PARA O ARRANQUE DO FESTIVAL ESTEOESTE 2026





















Falta apenas uma semana para o arranque do Festival ESTEOESTE 2026, que regressa ao Parque da Ponte, em Braga, nos dias 7 e 8 de agosto, para mais uma edição dedicada à música, à criação artística e à cultura independente. A entrada é gratuita. A edição deste ano contará com a presença de Ana Frango Elétrico, um dos nomes mais destacados da música lusófona contemporânea.

Depois da última edição ter registado a maior afluência de sempre, com mais de 10.000 participantes ao longo dos dois dias de programação, o evento consolidou o seu crescimento contínuo enquanto proposta cultural de referência na programação de verão da cidade.

O festival mantém a sua aposta na valorização do tecido artístico local, apresentando uma programação que cruza projetos emergentes e artistas de maior projeção. A edição deste ano contará ainda com a presença de Ana Frango Elétrico, um dos nomes mais relevantes da música lusófona contemporânea.

JOPRGE FERRAZ NO COLISEU CLUB

 


















A 10 de setembro, o músico Jorge Ferraz, vai apresentar o espetáculo “Santa Maria, Gasolina em Teu Ventre! REDUX” no Coliseu Club.

“Santa Maria, Gasolina em Teu Ventre! REDUX” é um espectáculo em que Jorge Ferraz, fundador dos “Santa Maria, Gasolina em Teu Ventre!”, irá reinterpretar todos os temas compostos pela banda (alguns nunca editados e/ou apresentados ao vivo), tocando guitarra eléctrica com recurso a variado equipamento electrónico e digital.

O espectáculo terá ainda a projecção de imagens criadas por Carlos Miguel Ferreira e manipuladas por Vítor Inácio, partindo dos imaginários da sci-fi retro, da BD, da poesia vanguardista e da literatura cyberpunk que eram característicos da banda.

"Santa Maria, Gasolina em Teu Ventre!" foi uma inovadora banda de culto portuguesa no campo do rock mais exploratório e vanguardista, que esteve em atividade de 1986 a 1991. Editou em 1990 o LP "Free-Terminator / Falcão Solitário Sem 5er Distorção" pela Ama Romanta e, em 1991, o EP "Santa Maria, Gasolina em Teu Ventre" (edição de autor).

Estes dois trabalhos foram reeditados num único CD pela Zounds Records em 2005.

O 1º álbum atingiu estatuto de culto e foi considerado um dos melhores do ano por muita da imprensa especializada. O mesmo álbum foi ainda considerado, em 1998 num trabalho conjunto do Público e da FNAC, um dos melhores discos da música popular portuguesa no período 1960-1997.

Jorge Ferraz é um guitarrista (embora trabalhe com variado equipamento electrónico e digital, a guitarra eléctrica e o que chama ‘guitartronica’ são a sua paixão e o principal objecto da sua exploração e criatividade), compositor e produtor em actividade desde 1983. Fundou e liderou algumas bandas portuguesas mais alternativas e exploratórias, com destaque para os citados “Santa Maria, Gasolina em Teu Ventre!”. Em 2006 passou a trabalhar em nome próprio, tendo publicado, desde então, 4 álbuns (2008, 2010, 2016 e 2021).

Em 2014, no número comemorativo dos 30 anos do jornal-revista “Blitz”, foi considerado um dos 30 melhores guitarristas portugueses dos últimos 30 anos.

Dia:: 10 de setembro 2026
Horário: 21:30
Bilhete: aqui

terça-feira, 4 de agosto de 2026

PROGRAMA DE 04/08/26




1 - Carlos Peninha - Guerra e paz
entrevista Carlos Peninha
2 - Carlos Peninha - Chão ardente
3 - Pinhead Society - Long distance callers
4 - Maripool - Favourite
5 - O Marta - Se o corpo
6 - Líquen - Aurora
7 - Acid Acid - ether / waves in the sky

MARIA LÉON AO VIVO

 



















Foto: Rita do Carmo

No próximo 29 de agosto às 19.00, Maria León apresenta nas Festas do Mar de Cascais o espetáculo "Brumas do Luar – Lisboa, Mar e Alma", inspirado no seu mais recente álbum, editado a 16 de janeiro de 2026.

Cantora e compositora portuguesa, Maria León leva ao palco um concerto intimista onde a poesia, o mar e a música portuguesa se encontram numa sonoridade acústica marcada pelo piano, violoncelo, guitarra e flauta.

A artista será acompanhada pelo seu ensemble: Emanuel David de Andrade (piano e direção musical), Thomas Zellner (guitarra), Leopoldo Gouveia (baixo), Genoveva Dimitrova (violoncelo) e Sebastian Sheriff (percussões).

O espetáculo contará ainda com a participação especial de Carlos Maria Trindade, ao piano, Pedro León, na guitarra clássica, e Artur Freitas, na flauta, convidados em três momentos especiais do concerto.

O repertório incluirá temas originais de Maria León, bem como interpretará obras de autores de referência da música portuguesa, entre as quais um tema de Pedro Ayres Magalhães, do seu primeiro álbum “Caminhando até ti” o tema “E tão imóvel me deixo” de Carlos Maria Trindade, e “Miragem”, terceiro single do álbum, escrito em parceria com Rodrigo Leão.

Depois de uma carreira que inclui colaborações com Rui Veloso, GNR, Chameleon Collective e em especial Delfins, tendo sido a primeira voz feminina que gravou o álbum Libertação , e que acompanhou Miguel Ângelo no icônico tema da Baía de Cascais, regressa à Baía, como autora e compositora, apresentando um repertório onde a emoção, a palavra e a música ocupam o lugar central.

"CASA DE BAMBA" SOMA MAIS UMA EDIÇÃO ESGOTADA E MARCA REGRESSO A 30 DE AGOSTO





















A Orquestra Bamba Social esgotou novamente o jardim secreto do Jangal Gastro Bar, junto ao Palácio de Cristal, na 7.ª edição da "Casa de Bamba" - Onde a Alegria Mora!. Esta última edição contou com a participação especial da Batucada Radical, que se juntou à roda de samba da Orquestra Bamba Social, num encontro que volta a ser um enorme sucesso.

Ao ar livre, o Jangal Gastro Bar voltou a ganhar vida ao som da icónica roda de samba, num ambiente que reúne música, convívio e uma oferta gastronómica pensada para a época estival. Mais do que um concerto, a "Casa de Bamba" afirma-se como um ponto de encontro entre gerações, que reúne a cidade do Porto em torno de uma mesma celebração.

Mais do que um concerto, a "Casa de Bamba" reafirma-se como um abraço coletivo e intergeracional, numa viagem única pelo samba, jazz e ritmos urbanos.

O verão ainda não terminou e a "Casa de Bamba" volta a marcar encontro no Jangal Gastro Bar, no Porto, a 30 de agosto. Os bilhetes para a próxima edição da "Casa de Bamba" já se encontram disponíveis nos locais habituais.

LUÍS REPRESAS 50 ANOS

 







Estavam marcados, e vão mesmo cumprir-se os concertos que assinalam os 50 anos de carreira de Luís Represas. A 10 e a 17 de Abril de 2027, nos Coliseus de Lisboa e do Porto, deitando mão às canções em nome próprio e às que dividiu com o Trovante. Porque, entenderam os amigos, os próximos, os cúmplices do percurso ou de partes dele, os parceiros e aqueles que descobriram em Luís Represas uma fonte de inspiração, que estes espetáculos não perdem sentido nem alcance, pelo contrário: o mapa musical continua a ser o mesmo, as visitas serão guiadas por aqueles que fazem questão de pegar no testemunho e, assim, respeitar o propósito destas noites em duas salas mágicas e marcantes.

Concretizam-se, desta forma, um desejo e um princípio muito repetidos nas últimas semanas: o de não deixar silenciar, não permitir que se remeta para o esquecimento, uma obra singular, que mudou e moldou os caminhos da Música Portuguesa. E esse sinal será dado em palco, como Luís Represas gostaria.

Há garantias que podem ser avançadas desde já. Com destaque para a produção destes serões, a cargo de Flávio Serpa, e com a direção musical entregue a Manuel Faria, presente e ativo no Trovante e no caminho a solo de Represas, com os apoios de Carlos Garcia, nuclear nos tempos mais recentes do cantor, e de Miguel Nuñez, o pianista cubano que também andou várias vezes lado a lado com o Luís. Quanto aos músicos, sabe-se já que os integrantes do Trovante não faltarão à chamada, bem como a banda que atualmente tocava com Represas. O elenco das vozes chamadas a este desafio único, será revelado em breve, porque é preciso manter o critério da integridade e a bitola da exigência que Luís Represas sempre personificou.

Todas e todos estarão certamente empenhados em fazer justiça e dar brilho às canções que nos acompanham, a todos, há 50 anos – muito mais do que em corporizar “homenagens” ou “tributos”, conceitos e expressões de que o próprio Luís Represas não era grande adepto. Aqui, é de música que se trata, daquela erguida e mostrada por um homem, ou ao seu redor.

Ficam as agendas abertas e alerta para quando o próximo Abril chegar. Sem prejuízo da possibilidade de entre os muitos que já tinham bilhetes comprados, antes de 22 de Julho, e/ou dos que os adquiriram já depois disso, haver quem possa optar por eventuais devoluções e reembolsos, naturalmente assegurados. Mas, sobretudo pela disponibilidade, pelo interesse, pelos votos de confiança que vêm sendo recebidos de muita gente, dos conhecidos de Luís Represas aos seus fiéis frequentadores anónimos, essa não parece ser uma tendência. O que vale, desde logo, desde já, como um incentivo a estes concertos, pelo Luís e para o Luís.

4 de Agosto de 2026, dia em que se assinalam os 50 anos de carreira de Luís Represas

KODAKINO EDITAM EP















Formado por cinco elementos, o projecto cruza referências que passam pelo post-punk do final dos anos 70, pelo noise rock das décadas de 80 e 90 e pelo grunge, mas encontra na língua portuguesa e na forma como trabalha a voz — entre o canto, a declamação e a´palavra semi-cantada — um dos seus traços mais distintivos. O resultado são canções que alternam entre a tensão e a melodia, construindo uma linguagem marcada por uma forte dimensão cinematográfica.

Gravado em dezembro de 2025, ao longo de dois dias, nos Largo Recording Studios, o EP contou com produção e mistura de Ruca Lacerda (Pluto, Mão Morta), enquanto a masterização ficou a cargo de Frederico Cristiano, que trabalhou, entre outros, nos álbuns Tricot e No Fim Era o Frio, dos Mão Morta.
Embora reúna sobretudo composições mais recentes, KODAKINO recupera também A Culpa do Prazer, a primeira canção escrita pela banda. Apesar das diferentes fases em que nasceram, os cinco temas partilham uma mesma perspetiva: a de um indivíduo que, apesar de pertencer ao mundo que o rodeia, o observa à distância, vivendo-o como se assistisse a um filme. É dessa posição de permanente deslocação que parte o universo lírico e sonoro que atravessa o disco.

Mais do que um cartão de apresentação, KODAKINO fixa o primeiro capítulo de uma banda que tem vindo a desenvolver uma identidade própria dentro da nova música portuguesa, onde a intensidade das guitarras convive com uma escrita introspectiva e uma estética assumidamente visual.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

PROGRAMA DE 03/08/26

Programa em que os santos (Fausto e Nuno) falaram da edição que comemora 20 anos de Bons Sons, que começa quinta dia 6 e que vai até dia 9.

1 - Victor Torpedo and the Pop Kids - Friends
2 - Them Flying Monkeys - Everybody everything
3 - Mães Solteiras - Sala de espera
4 - Lavoisier - Portugal não me respeita
5 - Maripool - Favourite
6 - Pinhead Society - Story game
7 - Lisa Sereno - Mystery
8 - Crua - Moda da tosquia
9 - Romeu Bairos - Jacinta
10 - Calcutá - Eterno retorno

ÁGORA 2026 REGRESSA AO CASTELO DE LEIRIA

 








O Castelo de Leiria volta a receber o ÁGORA, para três dias em que a música, a performance, a instalação, as oficinas e o património cruzam-se num convite à descoberta de novas formas de habitar este lugar histórico.

No alto do Castelo de Leiria, entre muralhas erguidas para proteger e resistir, o ÁGORA propõe um outro gesto: transformar um lugar de defesa num lugar de encontro. Habitar as pedras não como fronteira, mas como espaço de escuta, partilha e imaginação.
 
Ao longo de três dias, o ÁGORA propõe uma experiência mais intimista, onde a música, a palavra e a criação artística oferecem-nos uma suspensão rara. Um tempo onde podemos abrandar, ouvir o outro e ouvir-nos a nós próprios. Há momentos de luz e momentos de sombra, de inquietação, celebração, silêncio e esperança. Todos fazem parte da mesma travessia. 
 
O ÁGORA convida-nos a percorrer esse caminho. Uma viagem onde a cultura não apaga as feridas, mas ajuda-nos a reconhecê-las, a cuidar delas e a encontrar novas formas de continuar, porque também a cura pode ser 

Entre os primeiros nomes confirmados temos Asmâa Hamzaoui & Bnat Timbouktou, referência maior da tradição Gnawa marroquina e um dos projetos mais marcantes da nova geração desta linguagem musical; Israa Shalaby, artista palestiniana que cruza voz, espiritualidade e experimentação numa performance profundamente imersiva; Margaret Hermant, compositora belga que apresenta um universo delicado com a sua harpa, eletrónica e silêncio; PAUS, apresentam Enterro, o disco que marca a despedida da banda dos palcos; Rita Silva & Mbye Ebrima, um duo que é fruto da interseção de práticas distintas, repetição e a variação melódica vindas das tradições do minimalismo ocidental e dos sistemas de oralidade da África ocidental; Manto Azul, por Haydn Douet Lukies e Afonso Simões cruza percussão acústica e um caráter hipnótico; e por fim el djinn الجن , que apresenta mā tmutish, uma obra construída a partir de vozes palestinianas onde a palavra, a memória e a resistência ocupam um lugar central.

O ÁGORA prolonga-se também para lá dos espetáculos com um gesto simples, um piquenique comunitário nas Varandas do Castelo de Leiria, Partir Pão, Partir Pedra é um convite para começar o primeiro dia de ÁGORA com encontro e partilha. Cada pessoa é convidada a trazer pão, petiscos, fruta, bebidas ou qualquer comida para colocar numa mesa comum. Porque acreditamos que comer juntos também é construir juntos: criar laços, partilhar histórias e descobrir novas formas de ocupar o Castelo.

O Castelo recorda-nos que as pedras tanto podem erguer muralhas como construir pontes. Essa escolha continua a ser nossa, e talvez seja esse o maior gesto da cultura: criar lugares onde o encontro vence o afastamento, onde a escuta vence o ruído e onde a criação nos lembra que há sempre outras formas de imaginar e construir o futuro.

Tal como nas edições anteriores, o bilhete habitual do Castelo de Leiria garante o acesso às atividades do ÁGORA, com lotação limitada à capacidade dos espaços. O acesso ao castelo é gratuito para residentes no concelho de Leiria, mediante apresentação de comprovativo de morada e identificação.

COPOFONIA REGRESSA A VILAR DE BESTEIROS COM UMA NOITE DEDICADA AO ROCK

 



















O Parque da Freguesia de Vilar de Besteiros recebe, no próximo 15 de agosto, mais uma edição do CopoFonia – Noitada de Rock, uma iniciativa que continua a afirmar-se como um dos momentos altos do verão na região, reunindo música ao vivo, convívio e animação num ambiente descontraído e de entrada livre.

Com início marcado para as 21h30, o evento apresenta um cartaz que reúne diferentes gerações e abordagens ao rock nacional, apostando em projetos que atravessam atualmente uma fase particularmente ativa.

Os Smoking Beer, de Mortágua, chegam ao CopoFonia depois de um ano marcado por uma intensa atividade em palco, com concertos um pouco por todo o país. A banda continua a consolidar o seu percurso no panorama do rock português e prepara atualmente a entrada em estúdio para gravar aquele que será o seu próximo trabalho discográfico, levando a Vilar de Besteiros um espetáculo que cruza os temas que marcaram a sua carreira com novas composições que antecipam o futuro da banda.

Também os Fade Out vivem um momento de grande afirmação. A banda tem somado presenças em alguns dos mais relevantes eventos dedicados ao rock e motociclismo, destacando-se atuações na Concentração Motard de Góis, entre outros palcos de referência, conquistando novos públicos através de uma prestação intensa e de grande impacto ao vivo.

A noite encerra ao ritmo de DJ Kira, que prolongará a festa mantendo a energia até ao final da noite.

Para além dos concertos, o CopoFonia contará com zona de restauração, bar, barraquinhas e diversas propostas de animação, reforçando a aposta num evento pensado para todas as idades e para quem procura viver o verão num ambiente de celebração e partilha.

Organizado pela ADRC de Vilar de Besteiros, o CopoFonia pretende continuar a afirmar Vilar de Besteiros como um ponto de encontro para a música ao vivo e para a dinamização cultural do território.

No dia 15 de agosto, o convite fica lançado: juntar os amigos, desfrutar de uma noite de verão e celebrar o rock num ambiente onde a música será, mais uma vez, a grande protagonista.


CopoFonia – Noitada de Rock
15 de agosto de 2026
21h30
Parque da Freguesia de Vilar de Besteiros
Entrada livre

DUQUES DO PRECARIADO EM CONSIDERAÇÃO PARA OS LATIN GRAMMY

 



















Segundo álbum da banda está submetido à categoria de Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa nos Latin GRAMMY 2026

Encarnação, o segundo álbum dos Duques do Precariado, está em consideração oficial para os Latin GRAMMY 2026, na categoria de Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa. A votação para a escolha dos nomeados arrancou no dia 27 de julho e decorre até 10 de agosto, estando o anúncio dos indicados previsto para 16 de setembro.

Editado em janeiro, Encarnação sucede a Antropocenas e nasceu da vontade dos Duques do Precariado de criar um disco à medida da própria banda. O álbum resulta de um processo de construção coletivo e assume uma abordagem visceral, centrada na presença física dos músicos e no compromisso mútuo entre eles.

O disco foi antecipado pelo single “Falho”, editado a 14 de novembro, que está também nomeado para os Globos de Ouro 2026. Gravada sem metrónomo e num único take, a canção sintetiza uma das ideias centrais de Encarnação: a possibilidade de transformar a imperfeição e a precariedade em matéria artística.

“Descobrimos que uma das formas de lidar com a precariedade é abraçá-la. O que dá muito mau activismo. Mas pode criar uma coisa mais perigosa que o activismo, e a música pode ser a liturgia dessa ideia”, explicam os Duques do Precariado.

Em Encarnação, a banda canta o que aflige a carne — a morte, o amor e os renascimentos que a vida permite — mas também a possibilidade de fazer música fora das lógicas comerciais ou artísticas estabelecidas. O resultado é um álbum que recusa a sofisticação como fim em si mesmo e privilegia a relação entre os músicos, a fisicalidade e a experiência partilhada.

O álbum reúne Pedro Mendonça (voz, guitarras, percussão), João Neves (guitarras, viola Braguesa, teclados, voz), João Fragoso (baixo, guitarras, viola Braguesa, voz), Hugo Oliveira (flautas, gaita, gralha) e Zé Stark (percussão), com a participação de Teresa Costa (flautas).

A presença de Encarnação no processo oficial de consideração para os Latin GRAMMY 2026 acontece num momento particularmente relevante para os Duques do Precariado, depois da nomeação de “Falho” para os Globos de Ouro 2026. A decisão sobre os artistas e álbuns que avançam para a fase de nomeações será conhecida a 16 de setembro.

Os Duques do Precariado nasceram em Lisboa em 2014, quando o Pedro mostrou ao Fragoso as canções que tinha "no lixo". Depois de muitas conversas e algumas gravações numa cave da Graça, deram-se a conhecer a 1 de maio de 2017 com o tema “Vou Considerar”, produzido com Bernardo Fachada, que levou a canção a uma forma decente. Em Outubro de 2018, despejaram na internet o primeiro álbum, a que chamaram “Antropocenas”, grupo de 7 canções que retratam um encontro demorado com a certeza do colapso. No ano de 2023, este disco foi recuperado do esquecimento com a edição física pela Lux Records e foram tocá-lo a quem o quis ouvir, às vezes em quinteto e muitas vezes só os dois. No fim de 2024, já fora de Lisboa, e com o Neves que se juntou no caminho, decidiram que queriam fazer um disco novo, a celebrar as coisas que descobriram entretanto. Chamaram-lhe Encarnação.  

CARA DE ESPELHO EM CONCERTO NO MONTIJO

 



















29 AGOSTO | MONTIJO
Igreja de Santo Isidro de Pegões
22h00

A 29 de agosto, os Cara de Espelho atuam no Largo da Igreja de Santo Isidro de Pegões, para um concerto que reúne as canções mais marcantes do seu repertório, tanto do novo álbum "B", como do disco de estreia. Ao ar livre, o coletivo assina um espetáculo onde a crítica social, a modernidade e a tradição se cruzam de forma única.

CRISTINA BRANCO DE REGRESSO A PALCOS HOLANDESES

 



















09 AGOSTO | VALKENBURG
Openluchttheater | 20h30

Há 30 anos que o público holandês continua a reclamar a presença de Cristina Branco nos palcos do país. A 9 de agosto, a artista regressa à Holanda para atuar no anfiteatro ao ar livre de Valkenburg, na continuidade de uma digressão internacional que, só em 2026, já soma nove concertos naquele território. Apresenta o álbum "Mãe", a par de outros fados do seu repertório.

LUCA ARGEL NO PALCO ZECA AFONSO DO BONS SONS





















A 7 de agosto, Luca Argel sobe ao Palco Zeca Afonso do Bons Sons, em Cem Soldos, Tomar, para apresentar ao vivo as canções do novo álbum, "O Homem Triste", num espetáculo que certamente não esquecerá outros momentos marcantes do seu percurso autoral. O concerto integra a edição que assinala os 20 anos deste festival. Dias depois, a 13 de agosto, segue para a vila de Nespereira, em Cinfães, onde atua no âmbito do festival multidisciplinar Kulverão.

sábado, 1 de agosto de 2026

PROGRAMA DE 01/08/26

1 - Sci Fi Industries - Diminuendo
2 - Herr G mets Fuel 2 Fight - Espectros
3 - Astronauta Desaparecido - Getting out of control (voz / Judith Butler)
4 - Jesuíno - Hollyfood
5 - Orquestra Popular de Paio Pires - Arroz doce
6 - João Lucas - Acts of disturbance
7 - Coldfinger -Mondo
8 - Líquen - Perfil do ocidente 

9 - António Zambujo - Regresso à infância
10 - Ezequiel - Portugalidade
11 - Puto Bacoco - Hoje à noite na giesta
12 - Carlos Peninha - Chão ardente
13 - A.P. Braga - Lira
14 - João Afonso - Matope 

CONHEÇA O ROCKTUGA DOS SALVA'TERRA®


A  banda assim se apresenta:

"Olá somos uma nova banda rock cujos integrantes residem na área metropolitana de Lisboa; contudo, não
nos definimos como pertencendo a uma cidade ou sendo de um país. Apesar de, uns nascidos em Portugal e de outros a viverem no nosso país, vemo-nos como entes espirituais a viver uma experiência humana como cidadãos deste maravilhoso Mundo_

*. O nome SALVA'TERRA® resulta da união de duas ideias: "salvar" + "terra". Para nós a "terra" não é apenas o planeta onde vivemos, é antes de tudo mais a 'terra interior' de cada um de nós - o nosso coração, a nossa consciência e« essência, o lugar onde germinam os nossos pensamentos, onde fluem as nossas emoções, onde fazemos escolhas e onde residem os nossos valores. É disto que falam as nossas músicas.

Acreditamos que nenhuma transformação duradoura acontece de fora para dentro. A verdadeira mudança começa no nosso interior e frutifica para fora de nós (família, amig@s, sociedade, mundo), quando cada um(a cuida da sua própria "terra". Quando o coração é cultivado com amor, verdade, coragem, paciência e consciência, também as relações, a sociedade e o mundo ao redor se transformam. É esta visão que inspira as nossas canções.

A Nossa Missão,

Não procuramos dar respostas prontas nem apresentar-nos como gurus e nem como salvadores de ninguém.

Sim, somos mais que uma banda; somos missão - como que "apóstolos pós-modernos" de uma consciência inclusiva e universalista desprotocolada de religião e de religiosidade. E resumindo, queremos através da música:

1. Valorizar o Divino que há em cada um(a;
2. Estimular a meta-cognitividade (consciência de nós mesm@s - fazer as pessoas olharem para os seus
pensamentos e sentimentos, levando-@s a refletir e a agir sobre estes de uma forma construtiva);
3. Promover a empatia pl'@s demais (natureza e restantes seres vivos);
4. Promover o amor-próprio sadio, responsabilidade pessoal;
5. Explicar que TODA revolução social e cultural positiva tem o seu início no íntimo de cada Ente Humano, porque no fundo, só quem salva o coração, transforma o mundo.

*_ feat Platão + Pierre Teilhard de Chardin

PARA QUE FIQUE CLARO: Somos espiritualmente irreligiosos, ou seja, não temos religião e nem defendemos ou propomos uma. A nossa bandeira, partido, filosofia e crença é O Am@r Universal considerar que TUDO e TOD@S são tão Dign@s, Sagrad@s e Divin@s quanto nós!

Os Membros d'os SALVA'TERRA® são:
- Hélder Inocêncio _ Letras, Melodia e Voz - do 1° álbum 'Am@r'Dentro', e fundador d'os S'T;
- Carlos Rocha _ Guitarrista, Teclas, Voz e co+produção (Orquestração). Também é Letrista e Compositor;
- Joelson Ferraz _ Baixo, Voz e co-produção (Arranjos). Também é Letrista e Compositor;
- José Reis _ Baterista."

Redes Sociais d'os SALVA'TERRA®
https://fb.com/bandaSalvaTerra 
https://Instagram.com/banda.salvaterra
 
https://www.tiktok.com/@os.salvaterra
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sexta-feira, 31 de julho de 2026

PROGRAMA DE 31/07/26

1 - Espama Trincana - Oiar pra mim
2 - MarloN - MudaR (feat Presto)
3 - Peculiar - moss moça
4 - Quintasz - Sol
5 - Dinis Mota - Se esta vida
6 - Sandrino - Se me quiseres contigo
7 - A Sul - Cepa torta
8 - Líquen - Perfil do ocidente
9 - Coldfinger - Líquid
10 - Maripool - Favourite
11 - Zurrapa - Vampiro Português
12 - Extrazen - They know my name
13 - Mahbe - Shake it
14 - Mike & Zé Maria - Sal
15 - Pipe Núncio - Jeito de ser
16 - Bandua - Macelada (Phragmant remix)

MENOS DE UMA SEMANA PARA CELEBRAR DUAS DÉCADAS DE BONS SONS















© Pedro Sadio

O BONS SONS está de volta de 6 a 9 de agosto para comemorar 20 anos de vida e resistência. Em contagem decrescente para voltar a viver a aldeia, divulgamos algumas novidades práticas e recordamos o Plano para a Diversidade.

PLANO PARA A DIVERSIDADE

O Plano para a Diversidade do BONS SONS é um plano de intervenção a vários anos, em melhoria contínua, que prepara a aldeia para receber e incluir todas as pessoas, independentemente de quem são, da sua condição e das suas características.


PONTOS GERAIS:

- Bilhete gratuito para 1 acompanhante de cada pessoa com deficiência (mediante apresentação de atestado multiusos à entrada do festival).
- Estadia gratuita no Glamping BONS SONS para 1 acompanhante de cada pessoa com deficiência (requer reserva com antecedência).
- Zona de estacionamento prioritário, junto à Entrada da Escola, para todos os veículos com dístico/cartão de estacionamento para pessoas com deficiência condicionadas na sua mobilidade.
-Casas de banho e balneários sem género.

PESSOAS COM MOBILIDADE CONDICIONADA

- Com a requalificação da aldeia, Cem Soldos dispõe de infraestruturas mais adequadas e com menos barreiras para receber pessoas com mobilidade condicionada, no acesso aos palcos, às exposições e outros espaços do festival.
- Existem plataformas individualizadas, nos palcos Lopes-Graça, António Variações e Zeca Afonso, para que pessoas em cadeiras de rodas assistam aos concertos no meio do público, de forma segura, com o seu grupo e à altura da restante plateia.
-Nos Palcos Lopes-Graça, Zeca Afonso e Giacometti existe um espaço prioritário à frente onde pessoas com mobilidade condicionada, podem fazer-se acompanhar do seu grupo.
-Autocarro-transfer que faz o percurso Tomar - Cem Soldos - Paialvo adaptado para pessoas com mobilidade condicionada.
-O Glamping BONS SONS dispõe de tendas adaptadas para pessoas com mobilidade condicionada, bem como casas de banho e balneários adaptados (requer reserva prévia).


PESSOAS NEURODIVERGENTES

- O BONS SONS disponibiliza abafadores de som para utilização durante o evento, a título de aluguer ou compra, de acordo com o interesse de cada um. Disponível no Posto de Informação.

PESSOAS SURDAS

-As conversas Gerador, a conversa Um País Morto Não Pode Fazer Uma Cultura Viva, promovida pela Fundação Saramago e a conversa entre o artista Luca Argel e a sexóloga Tânia Graça têm interpretação em Língua Gestual Portuguesa.

OUTRAS INFORMAÇÕES
PULSEIRA CASHLESS

O BONS SONS continua a ser um festival cashless, ou seja, não é feito nenhum pagamento com dinheiro vivo ou cartões de multibanco dentro do recinto do festival. Tudo acontece através de uma pulseira.

Ao chegar ao festival, os bilhetes são apresentados e trocados por uma pulseira RFID cashless. As pulseiras são carregadas com o montante que desejam e, depois disso, é só comer, beber e dançar sem preocupações. Mais seguro e prático.

Este ano, a devolução do saldo passa a ser feita exclusivamente online, através da plataforma cashless disponível em www.bonssons.pt, entre 10 de agosto (11:00) e 17 de agosto (11h00). O processo foi simplificado para evitar filas no final do festival e tem um custo de 1,50€, correspondente aos custos operacionais da plataforma.

Outra novidade é a possibilidade de carregar a pulseira antecipadamente, a partir de 3 de agosto, através da plataforma cashless. Após o registo e a introdução do número do passe geral ou bilhete diário, o saldo fica disponível na pulseira no momento do levantamento. Mantém-se ainda a opção de doar o saldo remanescente para apoiar iniciativas sociais e culturais da aldeia de Cem Soldos.

EXTRAZEN LANÇA NOVO SINGLE "THEY KNOW MY NAME"















Acaba de ser lançado em todas as plataformas digitais "They Know My Name", o novo single de Extrazen e o segundo lançamento do artista português em apenas um mês, depois de "Demon" ter marcado o seu regresso em nome próprio. O tema já está disponível em streaming e cruza produção eletrónica, ambient e influências da EDM dos anos 2010, um território sonoro que acompanha Extrazen desde sempre e que hoje assume como uma das maiores referências no seu percurso enquanto produtor e artista.

"É, sem dúvida, a minha faixa preferida até hoje", partilha Extrazen sobre "They Know My Name". A canção fala das forças internas que nos acompanham diariamente, medos, impulsos e pensamentos que parecem conhecer cada passo antes de o darmos. "Fala das forças internas que nos acompanham diariamente, medos, impulsos e pensamentos que parecem conhecer cada passo antes de o darmos, optando por encará-los e reconhecer essa presença como forma de lhes retirar o controlo", explica o artista.

A faixa estabelece leves analogias com "Prometheus Unbound" de Percy Bysshe Shelley. O primeiro verso da música nasce, aliás, de uma adaptação de uma das passagens iniciais da obra, um gesto que revela a ambição literária por detrás de um som que continua, ainda assim, profundamente pessoal.

Chegado apenas um mês depois de "Demon", "They Know My Name" confirma um grande ritmo de lançamentos em Extrazen e sugere que o artista se prepara para algo de maior escala, um próximo grande capítulo que se soma agora ao percurso já traçado por "What To Do With Your Hands". O álbum de 2025 continua a ser amplamente destacado como um dos trabalhos mais relevantes da nova música alternativa feita em Portugal, com elogios que atravessam fronteiras, e é nesse território de reconhecimento crescente que Extrazen constrói o que vem a seguir, sem sinais de abrandamento e sempre a apontar para lá de Portugal.

M1KE E ZÉ MARIA HOMENAGEIAM ALCÁCER DO SAL


M1KE (D.A.M.A) e Zé Maria apresentam "Sal", uma canção profundamente inspirada pelas cheias que atingiram Alcácer do Sal e que deixaram uma marca profunda na vida da cidade e de quem nela vive.

Depois da apresentação ao vivo, no passado dia 30 de julho, numa ação especial que reuniu as gentes e os testemunhos reais no Mercado Municipal de Alcácer do Sal, em colaboração com a Câmara Municipal, chega agora às plataformas digitais "Sal", o tema que presta homenagem aos acontecimentos que marcaram os últimos meses.

Mais do que um novo single, "Sal" nasce como um gesto de homenagem. À terra, às pessoas, à resiliência de uma comunidade que viu a água transformar ruas, casas e vidas, mas que encontrou igualmente força para se reerguer. É precisamente dessa memória que nasce esta composição, uma obra que cruza música, imagem e emoção, procurando eternizar um momento que jamais será esquecido por quem o viveu.

Sem nunca cair na descrição literal dos acontecimentos, "Sal" escolhe o caminho da metáfora. O sal representa aquilo que permanece depois da tempestade: a marca invisível que fica na pele, nas paredes, na memória e no coração de uma comunidade. É um símbolo da perda, mas também da permanência, da resistência e da capacidade humana de continuar.

A inspiração para "Sal" nasce do contacto direto com Alcácer do Sal após as cheias e da proximidade criada com a população local, uma ligação ainda mais forte pelo facto de Zé Maria ser natural da cidade. Esse envolvimento permitiu aos artistas transformar em música as histórias, os afetos e a memória de quem viveu aquele momento. O lançamento é acompanhado por um videoclipe oficial que reforça essa dimensão documental, recorrendo a imagens reais captadas durante e após a tempestade, bem como a registos cedidos por entidades locais, numa homenagem visual que perpetua um dos momentos mais marcantes da história recente de Alcácer do Sal.

O lançamento é acompanhado por um videoclipe oficial que reforça essa dimensão documental. O filme integra imagens reais captadas durante e após a tempestade, bem como registos cedidos por entidades locais, estabelecendo uma ponte entre a ficção artística e a memória coletiva da cidade. O resultado é uma peça visual de forte impacto emocional que prolonga a mensagem da canção e perpetua o testemunho de um dos momentos mais marcantes da história recente de Alcácer do Sal.

A colaboração entre M1KE, músico, compositor e membro dos D.A.M.A, e Zé Maria, fundador da banda A Mansão, compositor e multi-instrumentista, nasce de uma amizade e de uma visão artística comum: a convicção de que a música pode ser muito mais do que entretenimento. Pode ser memória. Pode ser identidade. Pode ser um lugar de encontro.

Com "Sal", os dois artistas oferecem a Alcácer do Sal uma homenagem sentida e intemporal. Uma canção que não procura explicar uma tragédia, mas preservar aquilo que nenhuma inundação conseguiu levar: a força das suas gentes e a identidade de uma terra.

"Sal" encontra-se agora disponível em todas as plataformas digitais.