segunda-feira, 11 de maio de 2026

FESTIVAL SANTOS DA CASA - 6ª SEMANA





















13 de maio de 2026

Henrique Tomé
Corredor da RUC
Rádio Universidade de Coimbra
19h00

#FSDC2026

Henrique Tomé é um músico, produtor e agente cultural do Porto. Após vários anos como baixista e compositor em projetos como Balter Youth, Silentide e Vitoria Vermelho, estreia-se a solo com Thin Ice, um álbum conceptual dividido em dois atos. Inspirado na dramaturgia clássica e na estrutura cinemática, o disco conta uma história que se compõe no todo e não na soma das suas partes.

SECRET CHORD AO VIVO

J.MYSTERY NAS PRIMEIRAS PARTES DE FATHER JOHN MISTY

 



J.MYSTERY foi confirmado como convidado especial para as primeiras partes dos concertos de Father John Misty em Portugal, atuando no dia 1 de junho, no Campo Pequeno, e no dia 2 de junho, no Coliseu do Porto. As duas datas assinalam um novo momento no percurso do artista português, que se prepara para apresentar ao vivo o universo do seu mais recente single, “Change”.

A participação nos espetáculos de Father John Misty representa a entrada de J.MYSTERY em palcos de maior dimensão e visibilidade, acompanhando um dos nomes mais reconhecidos da música alternativa contemporânea. Para o artista, estas atuações surgem não apenas como um convite para integrar duas noites de concerto, mas também como um ponto de afirmação e expansão do projeto.

“Change”, editado em março deste ano, marca o segundo avanço daquele que será o próximo EP de J.MYSTERY e apresenta uma mudança estética, conceptual e emocional no percurso do músico. “Esta canção nasce do desconforto de reconhecer que já não é possível ignorar o que está diante de nós. Fala da indiferença e do silêncio, não com dureza, mas com a urgência de quem tenta despertar alguém antes que seja tarde”, refere o artista.

Ao longo do tema instala-se uma tensão entre inquietação e esperança, num registo que privilegia a introspeção e a ideia de responsabilidade coletiva. “No seu núcleo, ‘Change’ é sobre responsabilidade e escolha”, explica J.MYSTERY, deixando em suspenso a pergunta que atravessa toda a canção: “Se sabes que podes fazer a diferença, como consegues continuar em silêncio?”

Essa transformação estende-se também ao plano visual. O videoclipe de “Change”, realizado por André Tentugal, acompanha a dimensão mais crua e despojada desta nova fase do artista, aprofundando uma linguagem cinematográfica e simbólica já presente em trabalhos anteriores. A colaboração surge na sequência da nomeação de “Reverie” para Melhor Videoclipe nos Prémios PLAY 2025, reforçando a centralidade da imagem na construção do universo de J.MYSTERY.

Cantor e compositor, J.MYSTERY tem vindo a afirmar um percurso assente no cruzamento entre rock alternativo, pop eletrónica e atmosferas cinematográficas. Depois do EP “A Safe Place”, o artista editou em 2024 “Grow in the Dark”, trabalho que inclui temas como “Better Days”, “Breakdown”, “Everlasting Love”, “Reverie” e “Grow”, vários deles com presença regular em rádio e rotação na MTV Portugal.

Em 2025, abriu um novo capítulo com “Scars On My Heart” e “Change”, aprofundando uma abordagem mais exposta e emocional, ao mesmo tempo que consolidou a sua presença mediática e internacional, com destaque em publicações como a Wonderland e a Clash Magazine.

As atuações em Lisboa e Porto surgem assim como um momento de consolidação para J.MYSTERY, que leva agora este novo universo artístico a dois dos principais palcos nacionais, perante novos públicos e num contexto de crescente afirmação do projeto.

SAI HOJE NOVO SINGLE DE TRAZ OS MONSTROS
















A nova faixa “I am Álvaro Fields” nasce inspirada no universo do heterónimo mais intenso de Fernando Pessoa: Álvaro de Campos. Contudo, esta não é apenas uma referência literária é uma “apropriação emocional e pessoal”.

Se Álvaro de Campos viveu entre a euforia futurista e o colapso existencial, “I am Álvaro Fields” transporta essa dualidade para um “território íntimo e contemporâneo”.
A música utiliza essa influência como espelho para explorar “conflitos internos profundamente humanos”: identidade fragmentada, excesso de pensamento, ansiedade moderna, desejo de grandeza e sensação de vazio.

Ela reflete essa tensão emocional e momentos de “intensidade expansiva” contrastam com passagens mais contidas, criando uma dinâmica que espelha inquietações internas em som, grandes contrastes oscilando entre silêncio, ruído e melodia. A produção aposta na subtileza e na profundidade, o que convida a uma escuta atenta e uma “experiência íntima e irrequieta”.

"I am Álvaro Fields" é uma obra na qual Traz os Monstros usam a herança cultural portuguesa como ponto de partida para uma reflexão íntima sobre a condição humana.

Gravado por João Freitas no Estúdio Cedofeita, misturada e masterizada por Rui Garcia da Costa (Ruca), Pé Em Triste, o single sai hoje em todas as plataformas digitais acompanhado de um visualizer.

Traz os Monstros surgem em 2021 como “filhos da quarentena”, criados por Fábio Matos e Xavier de Sousa, “...resultado de uma esquizofrenia coletiva, entre outros condimentos existenciais...”. Como forma de colmatar a falta de música ao vivo e um confinamento que nos trouxe tempo que nunca pensaríamos ter. 

A sua sonoridade caracteriza-se por ser crua e visceral onde o post-rock, o rock psicadélico/experimental e o rock alternativo se cruzam para dar voz a uma poesia honesta e sombria, influenciada por nomes como Allen Ginsberg, Bukowski e Patti Smith mas, também, por referências portuguesas que vão desde José Mário Branco a artistas contemporâneos como Nerve ou B Fachada. Um grito íntimo e abrasivo, que ecoa influências instrumentais como Fat White Family ou Insecure Men, mantendo sempre uma identidade profundamente portuguesa.

Depois de alterações na formação, os Traz os Monstros são agora Xavier de Sousa (guitarra e voz), Rafael Borges (baixo e voz), Rui Bastos (teclados e voz) e Artur Correia (bateria, caixa de ritmos e voz).

Desde 2023 até agora já passaram por palcos como o Maus Hábitos, Fábrica de Alternativas, Atelier a Fábrica, Cave Avenida, Bota, Tokyo, Lúcia-Lima, Cine Incrível, Avante, entre muitos outros, e ficaram em 2º lugar no XXX Festival de Música Moderna de Corroios.

Lançaram DEMOS PARA O PAPÁ E A MAMÃ VOL. I (EP, 2001), DEMOS PARA O PAPÁ E A MAMÃ VOL. II (EP, 2022), PORCELANA BOA DA AVÓ (LP, 2023) e preparam-se para lançar o segundo LP, no último trimestre de 2026.

Como antecipação do novo disco, já lançaram “Manifesto II”, “Febril Fabril”, “Pilates” e apresentam agora o seu mais recente single “I’am Álvaro Fields”.

Próximas Datas

15/05 - Uncle Joe´s (Esmoriz) com Post Saudade
23/05 - Black Box G.C.C (Corroios) com Tsunamiz
29/05 - Rock dos Romanos (Condeixa-a-Velha)

MOTHERFLUTTERS





















Os MOTHERFLUTTERS acabaram de lançar “Dreamer”, o segundo single de Dreamers Club.

“Dreamer” mergulha num tema atual e profundamente humano: a experiência de quem parte em busca de melhores oportunidades, mas por vezes acaba por enfrentar desilusão e perda de liberdade numa suposta “terra de sonho”. Com uma abordagem crítica e recorrendo à sátira, a canção reflete sobre as promessas por cumprir e os desafios silenciosos da emigração, dando voz a histórias tantas vezes invisíveis.

Musicalmente, o tema reforça a evolução do projeto criado pelos irmãos André e Filipe Cameira, combinando a sua identidade pop vibrante com novas texturas eletrónicas e orgânicas. A já emblemática flauta transversal mantém-se como elemento distintivo, guiando uma composição envolvente que equilibra emoção, ritmo e ironia...

“Dreamer” antecipa o universo de Dreamers Club, o segundo álbum da banda com edição prevista para o outono de 2026, e que dará também nome ao novo espetáculo ao vivo. Este trabalho promete aprofundar a ligação dos MOTHERFLUTTERS com o público, cruzando energia, reflexão e uma forte componente visual.

Depois de um ano marcante em 2025, com presença no festival NOS Alive e uma digressão nacional, a banda continua a afirmar-se como um dos projetos mais empolgantes da nova música portuguesa.

Com “Dreamer”, os MOTHERFLUTTERS convidam o público a dançar — mas também a pensar.
Um novo capítulo começa a 7 de maio.

PROGRAMA DE 09/05/26

1 - Minta & The Brook Trout - Cantaloupe
2 - Tracy Vandal & John Mercy - To remember who you are (c/ Alex Kapranos)
3 - Birds Are Indie - Not today
4 - Victor Torpedo & António Olaio - Where Paris used to be
5 - Bloom - Walking on waters
6 - RAY - Only ligh
7 - Albatroz - Old school rock'n'roll
8 - Fugly - Nice chair, may 

9 - Culatra - Honi soit
10 - Capela das Almas - Mansão da do
11 - Jardim do Enforcado - Monstro do pantano
12 - Mão Morta - A liberdade

sexta-feira, 8 de maio de 2026

"FADO DO BEBEDOR" REGRESA E ANTECIPA COLECTÂNEA DE JORGE RIVOTTI EM VINIL

















Depois de alguns anos de hibernação, “Fado do Bebedor”, canção editada no álbum Dias da Publicidade (2001), volta a ter voz e lugar de destaque no novo álbum de Jorge Rivotti, "As tias no seu melhor". A coletânea, disponível exclusivamente em vinil, reúne 10 temas — Santa Apolónia, Vas’ilha, Vida de Gaveta, Fado do Bebedor, À Procura de um Perfume, Tolok, Fado Emaranhado, Rosinha Vem‑te Comigo, Doce História e Dame Una Rosa — selecionados dos dois álbuns anteriores "…e outras canções que não quiseram ficar para Tias 1 e 2", editados em 2023 e 2025, respetivamente.

Sem ser uma apologia ao consumo, “Fado do Bebedor”, tema de apresentação do novo álbum, reflete sobre a relação humana com a bebida e sobre a forma como gerimos o estado de embriaguez. A referência à teoria explorada no filme Druk, de Thomas Vinterberg - segundo a qual nascemos com um défice de 0,5 g de álcool no sangue - evidencia como o consumo alcoólico pode alterar, e por vezes melhorar, a nossa relação social, sempre com a consciência de que a moderação é fundamental.

A canção traduz essa ideia através de uma melodia não dramática, quase festiva, que contrasta com a mensagem e revela a ironia, a leveza e a humanidade que caracterizam o universo criativo de Jorge Rivotti.
 

VALTER LONO EM ÁGUEDA














VALTER LOBO
Melancólico Dançante
sáb 23 mai, 21h30

Auditório | M/6 | 10€ e 12€

Valter Lobo apresenta-nos “Melancólico Dançante”, o seu último álbum de originais. Inspirado numa nova paisagem sonora, leva-nos numa viagem por outras latitudes dançantes mas ainda carregadas de uma melancolia sempre poética.

Há um universo rítmico a pautar as canções, mais leve, misterioso e inebriante. São histórias e sensações assentes em melodias possuidoras de uma carga emocional que se mantém igualmente intensa como já se constatou em álbuns como “Mediterrâneo”, “Primeira Parte de um Assalto” e “Inverno” que marcam o seu trabalho discográfico.
Ficha Artística

Voz e Guitarra
Valter Lobo

Guitarra
Jorge Moura

Bateria
Pedro Oliveira

Baixo
Pedro Santos

CARLOS FÉLIX ESTÁ DE VOLTA COM NOVO SINGLE 'FICA'





















Fotografia: Joanna Correia

Após a estreia discográfica com 'Um Amor Assim' e 'Quero Ir', o novo tema reforça a identidade artística pop do cantor, compositor e ator .

'Fica' é o novo single de Carlos Félix. Já disponível em todas as plataformas digitais, a canção pop com uma estética eletrónica foi escrita pelo artista em colaboração com Rita Onofre e apresenta uma reflexão sobre relações intensas e ambíguas.

Nas palavras de Carlos Félix, 'Fica' "vive na tensão entre risco e atração. Aquele segundo em que decides não pensar, só agir. É sobre desejo e ego mas também sobre vulnerabilidade, quase como um jogo silencioso entre duas pessoas que sabem exatamente o que estão a fazer, mas fingem que não. Há aquela sensação de ‘isto pode correr muito bem ou muito mal’ e é precisamente isso que o torna viciante. Mas mais do que uma história linear, este tema é um retrato emocional de uma geração que vive intensamente, mas que quer sempre proteger um pouco de si".

Com este novo single, o cantor e compositor não pretende contar uma história no sentido tradicional da palavra, mas antes traduzir um estado. 'Fica', acrescenta Carlos Félix, reflete "aquela energia de quando tudo está a acontecer depressa demais e, mesmo que não distingas o que é certo ou não, o que tu decides é ir atrás na mesma, seguindo o teu instinto. A letra reflete isso: frases diretas, imagens rápidas, quase como flashes de memórias de uma noite ou várias. E este tema foi sendo construído à volta desse conceito, quase como um mantra levado ao limite - que depois até aparece literalmente na repetição do verso ‘sigo a tua dança’".

A produção de NED FLANGER - que já trabalhou com artistas como JÜRA e INÊS APENAS - constrói uma base rítmica pulsante, na qual baixo e percussão conduzem a música com a intensidade e urgência que a letra carrega. O resultado é uma canção que transmite uma energia crua, imediata, trabalhada de forma intuitiva e sem excesso de racionalização. o vídeo de 'Fica' prolonga a tensão emocional para o plano visual, através da realização a cargo da dupla MANA A MANA - composta por Ana Ladislau e Joanna Correia, reconhecida sobretudo pelas colaborações com a cantora JÜRA.

"O videoclipe constrói uma atmosfera através de uma estética cuidada, meio surrealista, que cruza cenários estranhos mas ao mesmo tempo muito familiares, com um cenário íntimo e próximo de casa, criando um jogo de controlo e descontrolo da nossa emoção. Esta linha de ritmo e repetição criada também pela Joanna Correia e pela equipa MANA A MANA, acaba por resultar numa identidade que se traduz no polido e no imperfeito a coexistirem. E essa é uma imagem que eu estou a gostar muito de explorar", conta Carlos Félix.

Editado após 'Um Amor Assim' e 'Quero Ir', o novo single surge numa fase de afirmação para o cantor e compositor, marcada por uma maior consistência e clareza artísticas. Já disponível nas plataformas digitais, 'Fica' vem confirmar Carlos Félix como uma das vozes em ascensão da nova pop nacional.

Cantor, compositor e ator, Carlos Félix teve o primeiro contacto com a música no seio familiar, por influencia da avó materna, que canta frequentemente nos serões em família e é a sua inspiração maior no modo como vê, ouve e cria música. Foi também a avó que despertou nele a vontade de estudar e desenvolver as suas capacidades enquanto cantor e músico. Ingressou, assim, no Conservatório de Música de Coimbra em 2007, onde se formou em Canto e Guitarra Clássica. Em 2009 chegou à semifinal do programa de talentos "Uma Canção para Ti". Cantou depois em bandas de covers e atuou diversas vezes ao vivo em Coimbra, a sua cidade Natal, e por toda a zona centro.

Radicado em Lisboa, Carlos Félix tem vindo a investir também na formação como ator, junto de renomeados atores e encenadores nacionais e internacionais como Ricardo Neves-Neves, São José Correia, Marco Medeiros, Ricardo Conti ou Lorena de Las Bayonas. Estreou-se na companhia de teatro conimbricense “Teatrão”, participou em várias novelas entre 2019 e 2022 e em 2023/2024 protagonizou o musical “Quando for Grande Quero Ser”, encenado por Ricardo Conti. A estreia como protagonista num projeto de ficção aconteceu no ano de 2024 em "Tony”, uma série biográfica sobre Tony Carreira coproduzida pela Amazon Prime e TVI. Atualmente integra o elenco da novela "Amor à Prova".

Na música, é influenciado por cantores e compositores icónicos como Johnny Cash, Frank Sinatra e Elvis Presley mas, também, pelos contemporâneos John Legend, Josef Salvat e Stephen Sanchez e os portugueses Rui Veloso e Pedro Abrunhosa. Carlos Félix tem como objetivo conectar diferentes gerações, desde as mais jovens, que se deixam conquistar por uma sonoridade épica e diferente, como as mais velhas, que vão certamente sentir-se nostálgicas ao ouvir as suas composições. Veio sobretudo para cantar o amor nos seus mais diversos estados - seja amor próprio, amor nas relações ou amor pela família -, um amor escrito de forma a que qualquer pessoa se identifique.

É no início de 2025 que Carlos Félix dá início ao seu percurso discográfico, com o lançamento do primeiro single 'Um Amor Assim', com uma sonoridade pop e uma estética retro, inspirada pelos clássicos dos anos 60 e 70, coescrito com Rita Onofre e produzido por Ricardo Ferreira, que colaborou com Aurea no inicio da carreira da artista. Seguiu-se 'Quero Ir', que combina pop e eletrónica com a energia orgânica do piano e do violino, cuja produção ficou a cargo de NED FLANGER (IOLANDA, JÜRA, INÊS APENAS, João Maia Ferreira). Já em 2026, o cantor e compositor lança 'Fica', tema com o qual reafirma a sua estética e identidade Pop.

NAYR FAQUIRÁ COM NOVIDADES













Nayr Faquirá
apresenta “Entrelinhas (Versão Deluxe)”, nova edição do álbum de estreia que assinala o encerramento de um capítulo determinante no percurso da artista. A acompanhar o lançamento, chega o novo single “Sentir”, com participação da cantora brasileira Dandara Manoela.

“Sentir” nasce de uma residência artística no songwriting camp “Por Elas que Fazem a Música”, em São Paulo, produzido pela UBC em parceria com a SPA. Ao longo do tema, as vozes de Nayr Faquirá e Dandara Manoela entrelaçam-se numa narrativa marcada pelo encontro entre identidades, vivências e sonhos, sublinhando a importância de viver as emoções sem reservas.

A canção afirma-se como um dos eixos centrais desta edição, prolongando o universo emocional já explorado em temas como “Púrpura”. Tal como esse primeiro avanço, “Sentir” privilegia uma abordagem sensível e direta, onde a interpretação vocal se aproxima da confissão e a palavra assume um peso estrutural na construção da canção.

“Entrelinhas (Versão Deluxe)” surge como uma extensão natural do disco original, impulsionada pela vontade de explorar tudo o que ficou por dizer. Sendo o primeiro álbum, “Entrelinhas” representa um momento de afirmação artística para Nayr Faquirá, e esta nova edição aprofunda esse território, acrescentando novas camadas à narrativa inicial.

Ao longo do disco, a artista desenvolve temas como o amor e as suas complexidades, abordando também relações abusivas, processos de rutura e a importância do perdão. A versão deluxe reforça uma ideia central: só através da experiência plena do sentir é possível ultrapassar um estado de mera sobrevivência e alcançar um lugar de maior consciência.

Do ponto de vista sonoro, o projeto mantém a linguagem que caracteriza Nayr Faquirá, cruzando influências de pop, soul e R&B com uma abordagem contemporânea, onde a contenção e a intensidade coexistem. A produção volta a estar a cargo de Alec Chassain, colaborador regular da artista, contribuindo para a coesão estética do trabalho.

Para além de “Sentir”, a edição inclui temas como “Púrpura” e “Narcisista”, todos com música e letra de Nayr Faquirá (com coautoria de Dandara Manoela em “Sentir”), refletindo uma escrita autoral que se mantém no centro do projeto. A captação estética é prolongada pelo artwork assinado por RGBORED, que acompanha a identidade visual desta fase.

Editado originalmente em maio do ano passado, “Entrelinhas” afirmou-se como um registo íntimo e confessional, centrado em questões de identidade, resiliência e liberdade. Com esta nova edição, Nayr Faquirá revisita esse universo, ampliando-o e preparando o fecho de um ciclo criativo que se afirma pela coerência e pela intensidade emocional.

“Entrelinhas (Versão Deluxe)” já se encontra disponível nas plataformas digitais.

BEJAFLOR COM NOVO REGISTO














É no isolamento e clausura que melhor se conceptualiza a claustrofobia formal e a densidade sónica de Bejaflor 3

Recuperado da corrupção de ficheiros com 5 anos, o primeiro longa-duração de Bejaflor é o culminar de um estilo muito próprio de composição e produção de canções, explorando as fronteiras entre a pop e a música alternativa e os limites das mesmas. Canções de solidão que vão do conflito interior ao confronto exterior, do lado mais bedroom ao mais hyper da pop.

Da crise microcósmica nascem canções de uma profunda e exaustiva exploração emocional e musical, onde a voz ressoa em acústicas surreais e digitais, inundando a experiência binaural de quem calça estes sapatos de wormholes do mais elementar instinto de sobrevivência. Progressões tensas, arpejos cortantes e beats pesados em frases e narrativas exasperantes de quem sofre a arrogância do crescimento. Bejaflor 3 é um marco cultural e é o arranque de uma nova geração adulta.Da crise microcósmica nascem canções de uma profunda e exaustiva exploração emocional e musical, onde a voz ressoa em acústicas surreais e digitais, inundando a experiência binaural de quem calça estes sapatos de wormholes do mais elementar instinto de sobrevivência. Progressões tensas, arpejos cortantes e beats pesados em frases e narrativas exasperantes de quem sofre a arrogância do crescimento. Bejaflor 3 é um marco cultural e é o arranque de uma nova geração adulta.

A música de Bejaflor nasce de um artesanato assente na tensão entre a produção avant-garde maximalista e o minimalismo DIY das canções despidas. No final da década passada Bejaflor surgiu na cena musical alternativa lisboeta com canções ao estilo de muitos cantautores que marcaram esse mesmo meio durante os 2010s, mas com linguagem emprestada de géneros como a pop ou o trap, em andamento electrónico.

O primeiro conjunto de músicas foi editado no homónimo EP de estreia, Bejaflor (2018, Maternidade), seguindo-se Bejaflor 2 (2020, Maternidade) e desde então passa a ser parte integrante da cultura da qual se inspirou, colaborando como produtor com nomes como Chico da Tina, Filipe Sambado, Primeira Dama ou, mais recentemente Girls 96 ou MC Falcona.

NOVO SINGLE “FOI POR ELA”: DO CABO DO MUNDO CONTINUA A REINVENTAR A OBRA DE FAUSTO BORDALO DIAS





















Depois de “Por Este Rio Acima”, tema interpretado por Nani Medeiros, “Do Cabo do Mundo – um tributo imigrante a Fausto” revela hoje o seu segundo single: “Foi por Ela”, com interpretação de Luca Argel, já disponível nas plataformas digitais.

Idealizado por Carlos Cesar Motta e Fred Martins, o projeto parte da obra de Fausto Bordalo Dias, uma das vozes mais singulares e visionárias da música portuguesa, para a aproximar de novas geografias, ritmos e experiências de vida. Reunindo exclusivamente músicos imigrantes que vivem e trabalham em Portugal, “Do Cabo do Mundo” cruza as vozes de Luca Argel, Nancy Vieira, Nani Medeiros e Selma Uamusse numa abordagem contemporânea a um cancioneiro profundamente marcado pela viagem, pela memória e pelo Atlântico.

Em “Foi por Ela”, essa travessia ganha uma nova pulsação. A canção é reinterpretada a partir do ijexá, ritmo afro-brasileiro associado às tradições culturais e religiosas de origem iorubá, muito presente na música popular brasileira e conhecido pela sua cadência envolvente, fluida e circular. Ao aproximar a composição de Fausto deste universo rítmico, o tema abre espaço a novas camadas emocionais e reforça as pontes históricas e culturais entre Portugal, África e Brasil.

Na voz de Luca Argel, cantor, compositor e escritor luso-brasileiro, “Foi por Ela” ganha uma dimensão simultaneamente íntima e expansiva, onde delicadeza e profundidade convivem com naturalidade. Sem perder a essência da escrita de Fausto, a canção desloca-se para outro território sonoro, revelando a impressionante capacidade da sua obra para continuar viva, mutável e aberta ao presente.

Mais do que um exercício de homenagem, “Do Cabo do Mundo – um tributo imigrante a Fausto” tem vindo a afirmar-se como um espaço artístico de encontro e transformação, onde diferentes percursos, ritmos e pertenças se cruzam para dar continuidade a uma das obras mais marcantes da música portuguesa.

Depois dos lançamentos de “Por Este Rio Acima” e “Foi por Ela”, o álbum completo será editado digitalmente a 10 de julho, com edição física prevista para 11 de setembro.

Editado de forma independente, com distribuição digital pela Symphonic, o disco conta com a coprodução da Casa Varela e do Teatro-Cine de Pombal.

NOVO SINGLE DE WAZE

 



















WAZE e Leonor Barreira
Talvez

“Talvez” é o novo single de Waze com participação de Leonor Barreira, uma fusão entre hip-hop e pop que mergulha numa história de amor intensa, imperfeita e vivida no presente.

Com uma sonoridade melódica e emocional, “Talvez” explora as contradições das relações modernas, entre a vontade de ficar e a incerteza do futuro. O tema gira em torno da ideia de aproveitar o agora, mesmo quando não existem garantias, resumido na frase central do refrão: “Talvez não seja para sempre, mas por agora tá bom.”

Ao longo dos versos, Waze expõe uma narrativa íntima e conturbada, marcada por emoções reais, dúvidas e conexão genuína, enquanto Leonor Barreira acrescenta uma sensibilidade única ao tema, elevando a componente melódica da faixa.

“Talvez” representa a identidade de love song’s do artista cruzando a energia crua do hip-hop com uma estética pop mais emocional e acessível, sem perder autenticidade. O resultado é uma música vulnerável, moderna e feita para quem já viveu um amor sem certezas mas impossível de ignorar.

FUNK YOU BRASS BAND

















A FUNK YOU BRASS BAND apresenta “Red Pumas”, o novo single já disponível em todas as plataformas digitais, que antecipa o lançamento do álbum “A New Groove Odyssey”, com edição agendada para o dia 22 de maio.

Instrumental e assente numa forte componente rítmica, “Red Pumas” cruza referências de R&B, funk e breakbeat, construindo-se a partir de uma secção de sopros em destaque, onde saxofones, trombone, trompete e sousafone dialogam com bateria e percussão num groove contínuo e dinâmico. O tema conta com as participações especiais de João Sêco (trombone) e Samuel Silva (saxofone), que assumem papéis de solistas e introduzem novas camadas na linguagem sonora do coletivo.

O lançamento surge num momento particular do percurso da banda, assinalando 15 anos de atividade e antecipando o primeiro trabalho inteiramente composto por originais. Depois de um trajeto marcado pela interpretação e reconfiguração de repertório alheio, a FUNK YOU BRASS BAND apresenta agora um novo ciclo, centrado na criação própria e numa abordagem contemporânea ao universo das brass bands.

Criada em 2010, a FUNK YOU BRASS BAND reúne nove músicos do distrito de Aveiro, oriundos de diferentes contextos musicais, partilhando uma base comum no funk, pop e disco. A sua identidade constrói-se a partir da aproximação à tradição das brass bands de New Orleans, traduzida numa linguagem que cruza arranjo coletivo, secção de sopros e uma forte dimensão rítmica. Ao longo do seu percurso, o coletivo destacou-se pela capacidade de reinterpretar repertório de nomes como Ray Charles, James Brown, Herbie Hancock, Stevie Wonder, Earth, Wind & Fire, Michael Jackson, Beyoncé ou Bruno Mars.

Entre momentos relevantes da sua trajetória, destaca-se a participação, em 2018, no concerto “A Primeira Década” dos HMB, no Campo Pequeno, em Lisboa, bem como a colaboração conjunta na Rádio Comercial. Em 2022, a banda iniciou o projeto “PT Music Sessions”, com um concerto esgotado na Casa da Cultura de Ílhavo, iniciativa que procurou promover a música portuguesa e o território através de versões alternativas gravadas em locais emblemáticos da região, culminando na edição de um EP em 2024.

A formação integra Marco Brandão (saxofone alto), Tiago Martins (saxofone tenor), Rodrigo Neves (saxofone barítono), João Pereira e Tiago Rocha (trompetes), Élson Pinho (trombone), Marco Freire (sousafone), Luís Fernandes (bateria) e Luís Santiago (percussão), contando neste tema com a participação de João Sêco (trombone) e Samuel Silva (saxofone).

A produção executiva é de João Pereira, com direção artística de Tiago Martins. A produção musical esteve a cargo de Samuel Silva, que assegurou também a captação em conjunto com Gonçalo Garcia. A mistura foi realizada por Rúben Teixeira (Wakai Studios) e a masterização por Andy VanDette. O design e artwork são assinados por Joana Monteiro, com fotografia de Nuno Trindade.

O projeto conta com a parceria da Companhia dos Sopros e com o apoio institucional da República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto, da DGArtes – Direção-Geral das Artes e da 23 Milhas / Município de Ílhavo.

Com “Red Pumas”, a FUNK YOU BRASS BAND inicia a apresentação de “A New Groove Odyssey”, disco que aprofunda a sua identidade e propõe uma nova leitura do universo das brass bands, agora assente na criação original e numa abordagem aberta à experimentação rítmica e sonora.

SLEEPYTHEPRICE COM NOVO SINGLE

 



















SleepyThePrince
CAPACETE PRETO

CAPACETE PRETO, o novo álbum de SleepyThePrince, representa a fusão entre os diferentes universos sonoros e emocionais que têm marcado a identidade do rapper, simbolizados pela cor roxa, resultado do contraste entre o vermelho e o azul presentes na sua discografia. Ao longo de 18 faixas, o disco cruza o lado mais cru e intenso do hip-hop com atmosferas melódicas e futuristas, revelando um artista mais completo e consciente da sua dualidade criativa. Temas como “HYPERFOCUZ”, “PREÇO CERTO”, “DILEMA”, “MENU” com Nenny e “XILIQUE” refletem esse equilíbrio entre escuridão e luz, dureza e sensibilidade, num trabalho que afirma SleepyThePrince num novo patamar artístico.

OLA HASS PREPARAM NOVO DISCO






















Maltrapilho” é o novo single de Ola Haas em antecipação do próximo disco do duo, Onde a consciência desagua, a sair dia 22 de maio com edição física em CD pela Ticket to Ride.

Terceiro e último single do álbum, “Maltrapilho” utiliza riffs orelhudos como veículo para uma mensagem política embrulhada em metáforas, característica nas composições da banda.

Harmonizam os seus próprios trapos, cosendo 14 faixas num álbum onde as costuras das canções ficam intencionalmente visíveis.

As músicas de Onde a consciência desagua serão tocadas em modo pré-estreia a 9 de maio nas DAMAS.

A "Maltrapilho" conta, através de subterfúgios líricos, uma história concreta, sendo que os acontecimentos específicos que a motivaram ficarão apenas na posse de quem os viveu. Um "não julgues um livro pela capa" que tem como alvo o materialismo desmedido dos nossos tempos, que resvala numa identificação do "eu" intrisicamente ligado às posses de cada pessoa. As aparências iludem e algo está errado se os nossos traços de personalidade se cingem apenas aos trapos que temos no corpo ou a outro qualquer objeto, no qual nos projectamos.

— Miguel Freitas

Ola Haas é para quem gosta de rock crú — daquele que sai da garagem direto para o estúdio.

Miguel Freitas debita frustrações em lírica incisiva, enquanto alterna um baixo carregado de distorção com riffs mais limpos, sem abandonar o universo lo-fi. A acompanhá-lo, João Ribeiro molda baterias implacáveis às dinâmicas cautelosamente exploradas pelo duo.

Desde os gigantes do grunge Nirvana, a artistas independentes portugueses como Pega Monstro e Vaiapraia, Ola Haas adota um slacker rock contemporâneo próximo de Courtney Barnett ou The Bug Club, com mais melancolia à mistura.

Depois do primeiro longa-duração Não sou a mesma pessoa todos os dias (2023), Ola Haas preparam-se agora para lançar Onde a consciência desagua, dia 22 de maio.

ÁLBUM DE ESTREIA DDOS VIZINHOS





















Os Vizinhos editam hoje o seu álbum de estreia, “Só Se Estraga Uma Casa”, um dos lançamentos mais aguardados do ano, que consolida o percurso meteórico da banda ao longo do último ano.

O álbum reúne 9 temas, incluindo os maiores sucessos da banda de Évora e quatro inéditos, refletindo a história, a energia e a identidade musical da banda que tem conquistado o público e que, no espaço de um ano, tem vivido um verdadeiro sonho — da capital do Alentejo, Évora, para os principais palcos nacionais.

Em destaque com o álbum está o novo single “Onde É Que Eu Tinha a Cabeça”. Um dos últimos temas a ser escrito para o disco, a canção reflete as vivências recentes da banda, cruzando o seu ADN alentejano com influências da música brasileira e referências ao universo académico onde o projeto nasceu. A canção promete viciar desde a primeira audição.

Na autoria das canções encontram-se os quatro elementos dos Vizinhos — David Mendonça (voz e acordeão), Francisco Cartaxo (voz e bandolim), Miguel Brites (voz e baixo) e Tomás Cartaxo (voz e guitarras) — a par de nomes como João Direitinho (ÁTOA), Aurora Pinto, João Barbosa, Luís “Twins” Pereira, João Sei Lá e Eduardo Espinho. Na produção destacam-se Feodor Bivol, João Barbosa, Eduardo Espinho e Luis “Twis” Pereira, que também assina a mistura e masterização.

Em “Só Se Estraga Uma Casa” incluem-se duas colaborações. No inédito “Pessoa Certa”, a banda convida a jovem artista e autora Aurora Pinto, presença regular na escrita de vários temas do álbum. Já em “Na Próxima Vida”, os Vizinhos assinam a sua primeira colaboração internacional com os brasileiros Atitude 67, contando também com a participação dos ÁTOA — parceiros de longa data e, tal como a banda, representantes da nova geração musical de Évora e do Alentejo.

O lançamento do álbum surge na sequência de um ano de forte impacto. “Pôr do Sol”, o single de estreia, foi distinguido como Canção do Ano nos Prémios Play, o único galardão votado pelo público, afirmando-se como um dos maiores êxitos nacionais de 2025. O tema alcançou o 1.º lugar do Top Anual de Singles da Audiogest, liderou o Spotify Portugal durante 16 semanas e soma mais de 24 milhões de streams só naquela plataforma, tendo sido distinguido com quíntupla platina.

Os lançamentos seguintes reforçaram esta trajetória: “Pobre Ex-Namorado” (dupla platina) destacou-se como um dos temas do verão, “Casar É Para Esquecer” (platina) consolidou a presença da banda nas rádios e plataformas digitais, e “Já Não Saio”, em colaboração com os ÁTOA, alcançou o galardão de ouro. Também “Na Próxima Vida” registou entrada direta no Top 50 do Spotify Portugal.

Para 2026, além da edição de “Só Se Estraga Uma Casa”, a banda prepara a sua estreia em nome próprio nos Coliseus do Porto (21 de novembro) e de Lisboa (28 de novembro). Os Vizinhos estão também confirmados em alguns dos maiores palcos do país, incluindo festivais como MEO Marés Vivas, Sol da Caparica e Expofacic, integrando uma digressão que irá ultrapassar os 100 concertos ao longo do ano.

Os bilhetes para os concertos no Coliseus estão à venda na BOL (Lisboa), na Ticketline (Porto) e nos locais habituais.

AÁLBUM DE MÃO NASA PLATAFORMAS DIGITAIS














©Kenton Thatcher

Depois do lançamento oficial, a 16 de Abril, exclusivamente em vinil, o álbum de estreia homónimo de Mão está a partir de hoje, 8 de Maio, disponível para escuta nas principais plataformas digitais.

Em oito temas instrumentais, DJ Vibe e Paulo Pedro Gonçalves traçam uma rota pelo mundo, da América à Ásia, partindo da electrónica para trilhar um leque de géneros como a pop, os blues, o ambient ou o rock.

Um encontro de iconoclastas

Tó Pereira e Paulo Pedro Gonçalves são dois iconoclastas que, desde a década de 1980, continuam a escrever a narrativa da música portuguesa. O primeiro é DJ Vibe, um dos pioneiros da cultura de dança e da electrónica, na linha da frente da house music, dono de um culto que ultrapassa as fronteiras. Quanto ao segundo, conhecemo-lo como um dos fundadores da instituição pop chamada Heróis do Mar, fonte inesgotável de êxitos que ainda hoje acendem as almas de tantas gerações. Antes, fez parte de uma das incursões inaugurais em Portugal do punk, Os Faíscas, e da new wave, Corpo Diplomático, e, depois, do glam dance rock dos LX-90, para onde convida Tó Pereira.

Mão é o projecto que volta a juntar os dois, agora no primeiro quarto do século XXI.

Desta vez, surge por iniciativa de DJ Vibe, fruto da sua constante vontade de criar e, sobretudo, de explorar musicalmente outras áreas. O resultado cristaliza-se em oito viagens sonoras que traçam uma rota pelo mundo, com vénias às geografias e à música de cada lugar.

Oito países, oito viagens

Com arranque nos Estados Unidos, em “Pine Ridge”, e a terminar no Japão, com “Yokohama Clouds”, o grupo conduz uma viagem que cartografa um mundo sem fronteiras, um “que nos enriquece culturalmente, espiritualmente, em todos os sentidos”. A par desta expansão geográfica, homenageiam a música e os protagonistas desses lugares: a percussão singular de Fela Kuti, no funk cósmico e ritualista de “Motel Danakil”, ou os tapetes electrónicos e luxuriantes de Giorgio Moroder, na fragrância onírica de “Acqua Della Medici”. Em “Reeperbahn”, segundo single do álbum, situam-nos no bairro de Hamburgo, onde os Beatles se fizeram banda, para tributar os Kraftwerk e o krautrock. No primeiro single, “Brasil de Janeiro”, acenam à riqueza e ao calor daquele país. Já em “Electricity Will Kill You England”, DJ Vibe e Paulo Pedro Gonçalves sublinham a sua paixão pelas máquinas com que desenham estas paisagens sónicas, num piscar de olhos ao trip hop, enquanto alertam para uma nova Revolução Industrial que, nestes tempos escuros, assola o Reino Unido.

Processo criativo

O estúdio de Vibe é a sede onde, durante as visitas de Paulo a Lisboa, as ideias se materializam. Com as mãos na massa, ou seja, nos sintetizadores Moog, no sequenciador Roland TB-303 e nas guitarras, traçaram as rotas do mapa-múndi que se escutam nos temas instrumentais do novo projecto.

A génese de Mão remonta ao regresso dos LX-90, em 2023, para um espectáculo único em Lisboa, que colocou Vibe e Paulo novamente em contacto. Tó Pereira procurava fazer algo diferente; Paulo Pedro Gonçalves (que partilha com a música uma carreira ligada à moda, em Londres, onde vestiu David Bowie ou o elenco de Velvet Goldmine) trazia consigo a experiência das suas incursões a solo mais recentes, Scarecrow Paulo e Cabra, onde explora o seu lado de trovador. A cumplicidade voltou. “Trabalhamos muito bem juntos e conseguimos ser bastante criativos, com muita qualidade e, ao mesmo tempo, muita rapidez”, explica Paulo Pedro Gonçalves.

Fruto da inquietação dos dois artistas, o álbum representa também a procura por novos caminhos. Uma sonoridade em constante actualização, em sintonia com uma maneira de estar na música que os acompanha há quatro décadas. “É como se fôssemos um vulcão a expulsar a sua lava de ideias e de emoções”, exemplifica o outrora membro dos Underground Sound of Lisbon (quem não se recorda do intemporal “So Get Up”?), que, em 2024, lançou o seu primeiro longa-duração a solo, Frequências. Para ele, o projecto com Paulo Pedro Gonçalves “é uma forma de devolver todo o conhecimento e absorção ao longo dos anos”.

Com uma edição em vinil de 100 exemplares numerados – quase esgotada e à venda no Bandcamp – e finalmente disponível nas plataformas digitais, Mão tem o selo da Chic Choc Music, fundada pelos próprios. Uma identidade que repesca ao passado um lugar que assinalou um dos seus primeiros encontros, o centro comercial Chic Choc, nos Restauradores, em Lisboa, onde o pai de Tó Pereira mantinha uma loja de discos cheia de pérolas importadas do estrangeiro. Uma paragem obrigatória para tantos ilustres, como António Variações, e lugar do contacto inicial de DJ Vibe com os discos e com os Heróis do Mar, banda pioneira em Portugal na introdução de maxi-singles (de 12 polegadas de diâmetro), a pensar nas pistas de dança.

TRÊPORCENTO COM NOVO DISCO















Fotografia de Zé Maria Rebelo de Andrade

“Já Não Posso Ficar Aqui”, o quarto disco de originais da banda lisboeta, chega agora às plataformas de streaming e será apresentado ao vivo na República da Música, em Alvalade (Lisboa), no dia 23 de maio. Os bilhetes já estão à venda na Ticketline e locais habituais.

"Já Não Posso Ficar Aqui" confronta-nos com uma simples questão "o que fazer com a passagem do tempo?" A nostalgia, muito na moda, é uma estratégia possível. Entrar em negação também parece ser uma opção popular. Ou a amargura, tantas vezes mascarada como mero desencanto. Entretanto o tempo passa, sobre nós e sobre os sítios onde estivemos, indiferente aos nossos estados de alma.

Tempo, que me rouba a alegria.

Nascidos em Lisboa, os Trêsporcento têm vivido a transformação da cidade como tantos outros lisboetas da sua geração, que chega agora a uma idade onde o confronto com o passado se torna uma coisa real. Não pelas melhores razões. Seremos, talvez, também culpados? Ou são apenas os outros - o outro - os responsáveis pelo desaparecimento de uma realidade que julgávamos ser a nossa e a qual tomávamos por garantida?

As janelas das velhas fecharam, até elas estão a mais.

Em 10 novas canções, "Já Não Posso Ficar Aqui" tenta dar resposta a essa inquietação. Não evita a amargura, cede por vezes à negação, e refugia-se, em momentos de fraqueza, na nostalgia. Só quero o que os outros têm, não é inveja, é direito. No entanto, sobre tudo isto paira uma voz que quer, ainda, transformar o seu futuro e o futuro daqueles e daquilo que nos rodeia. Apontamos o dedo, temos esse direito, com fúria, contra a resignação.

Quem comove o tempo, para combater, ter nas mãos o raio, que destrói o poder?

E como é que isto se faz? Os Trêsporcento ensaiam o seu método preferido: juntos numa sala com guitarras a fazer barulho. Sem truques, sem rede, expostos ao erro, à fragilidade, sem nostalgia, sem amargura - a olhar para a frente.

Bebe comigo, brinda àquilo que eras, é uma nova vida que te espera.

“Já Não Posso Ficar Aqui” é o quarto álbum de originais dos Trêsporcento, que se segue a “Território Desconhecido” (2017), "Quadro" (2012), e "Hora Extraordinária" (2011). A banda tem ainda no currículo o disco ao vivo “Lotação 136” (2014) e um EP homónimo (2009).

Gravado entre Dezembro de 2023 e Dezembro de 2025, o disco foi produzido por JP Mendes, misturado por Eduardo Vinhas, e masterizado por Diego Salema Reis.

As gravações decorreram no Namouche (com Diego Salema Reis), com sessões adicionais no louva-a-Deus (com Tiago Correia).

A capa é um trabalho gráfico de JP Mendes sobre uma obra de António Botelho. A pintura da capa de Botelho chama-se “O Lisboeta". É de 1994 e fez parte de uma exposição com o mesmo nome, feita na galeria de São Mamede, em Lisboa.

SARA MEGRE LANÇA NOVO SINGLE “INCENSO”

 


















Com apenas 23 anos, Sara Megre afirma-se como uma das vozes emergentes do pop/R&B nacional, construindo um percurso marcado pela autenticidade, presença e uma relação cada vez mais próxima com o público. Depois do EP de estreia “Ligações”, lançado em 2023 e composto pelos seus primeiros três singles, a artista tem vindo a expandir o seu universo criativo, somando já vários temas originais e colaborações com nomes como Luís Braz Teixeira, LEFT e Xtinto.

O seu crescimento tem sido acompanhado de perto nas redes sociais, onde reúne uma comunidade sólida, e também em palco, com atuações em nome próprio e participações em salas como o Coliseu, e eventos como Festas do Mar e Festival de Telheiras. Foi back vocal de BISPO durante o ano de 2022, e em 2026, Sara Megre apresenta-se com uma estética mais vincada e uma abordagem assumidamente Pop, onde as influências internacionais se cruzam com referências clássicas portuguesas, como as Doce.

É neste contexto que surge “Incenso”, o novo single que marca um ponto de viragem no seu percurso artístico. Com uma sonoridade pop/dance, com influências de R&B, a canção assume-se como um convite à libertação, um espaço onde sentir vem antes de pensar. Através de uma linguagem metafórica, “Incenso” explora as dinâmicas emocionais de uma geração marcada pelo desapego e por cicatrizes afetivas, propondo leveza, entrega e a coragem de perder o controlo. “Deixa queimar” torna-se, assim, num “quase” ritual: primeiro viver, depois refletir.

O lançamento de “Incenso” é acompanhado pelo seu primeiro videoclipe coreográfico, onde o corpo, a imagem e a voz se encontram num registo mais ousado e afirmativo, antecipando uma fase artística centrada na performance e no impacto visual.

Mais do que um single, “Incenso” abre caminho para um ano de novos lançamentos, todos alinhados com uma mesma intenção: suspender o ruído, esquecer as preocupações e devolver ao pop o seu lugar de liberdade.

Este novo tema conta com música e letra de Luís Braz Teixeira, e co-produção de Luís Braz Teixeira e By Cozy.

“Incenso” encontra-se agora disponível em todas as plataformas digitais.