segunda-feira, 4 de maio de 2026

FESTIVAL SANTOS DA CASA - 5ª SEMANA





















05 de maio de 2026
Esteves
Café Concerto Coimbra
Convento São Francisco
19h30

#cafecurto
#fsdc2026
BLUE HOUSE

Após o disco homónimo de 2019 e O Alpinista (2022), aclamado pela Blitz como um dos discos do ano, Esteves — também letrista e vocalista dos Trêsporcento — regressa em 2025 com o EP Onde Seria Onde. Em O Alpinista, o músico debruçou-se sobre temas contemporâneos como o drama dos refugiados (Que o Mar Leve), a pandemia (Ter Onde Ficar) e a celebração da beleza natural de Portugal (Caminho Plano). No novo EP, que conta com a participação de vários convidados, entre os quais Cat Falcão (Golden Slumbers, Monday), Frankie Chavez e Pedro Branco, Esteves aprofunda a exploração da condição humana e do contexto social e cultural que a molda, cruzando a tradição popular portuguesa com a folk anglo-saxónica, sempre guiado pela sua inconfundível escrita em português. Neste showcase, Esteves assume a voz e as guitarras, acompanhado em palco pelo multi-instrumentista João Gil (Vitorino Voador, You Can't Win, Charlie Brown, SAL).





















07 de maio de 2026
Psicose de P. Novo
Centro Cultural Penedo da Saudade
18h00

#fsdc2026

PSICOSE é um disco experimental em processo de edição. 

Parte do livro de poesia homónimo, da autoria de P. Novo, publicado pelo projeto editorial experimental Subsolo, em dezembro de 2023. Em outubro de 2024, a Subsolo levou Luana Novo (P. Novo) à Casa das Artes Bissaya Barreto para criar o disco em residência artística. Este conta com a participação da autora, da poeta e editora da Subsolo, Lia Cachim, e dos músicos Ricardo Brito e Guilherme Portugal, e ainda com Francisco Tinoco a criar a arte visual. 

A primeira apresentação pública aconteceu na Feira do Livro de Coimbra, por convite da Associação Cultural Apura. PSICOSE foi o espetáculo de abertura do festival Letra, em Leiria, em novembro de 2025.

RODEIGO LEÃO NO CENTRO DE ARTES DE ÁGUEDA














RODRIGO LEÃO
O Rapaz da Montanha
sáb 16 mai, 21h30

Auditório | M/6 | 12€ e 15€

Rodrigo Leão apresenta O Rapaz da Montanha. Considerado o trabalho mais português da sua carreira, o seu novo álbum - editado a 25 de abril de 2025 pela Galileo Music - cruza emoção, palavra e memória num retrato íntimo e coletivo do país.

Com arranjos marcados por coros, percussão intensa e letras que abordam identidade, opressão e esperança, o compositor regressa com uma obra de grande profundidade. O disco conta com colaborações de longa data, como Pedro Oliveira e Gabriel Gomes, além de convidados especiais como José Peixoto, Carlos Poeiras e Francisco Palma. A presença da família reforça o tom pessoal do projeto.

Com mais de 30 anos de carreira, Rodrigo Leão convida o público para uma atuação onde a música se torna espaço de partilha e reflexão.

NOVO SINGLE DE BADOXA

 



















Badoxa editou na passada sexta-feira o seu mais recente single, “Te Amo”, que vem acompanhado de um vídeoclipe com a participação especial de Bernardina Brito. O tema já pode ser ouvido em todas as plataformas digitais.

Em "Te Amo", Badoxa aborda um tema atual e sensível: a insegurança que leva a invadir a privacidade do parceiro. A letra confessa o erro de "procurar o que não queria ver no telefone" e confundir o passado com o presente. Através de uma sonoridade envolvente, o artista assume a sua imperfeição e transforma o arrependimento num refrão marcante: "fica comigo, te peço perdão".

O novo tema de Badoxa foi gravado nos estúdios da editora É-Karga Music., e tem produção executiva da É-Karga Music Ent. O videoclipe foi gravado pela Kubrick Films e realizado por Orlando Podence & É-Karga Music Ent. & Joka Kasquinha.

“Te Amo” já pode ser ouvido em todas as plataformas digitais.

CRISTINA MARIA APRESENTA "FILHA DO TEMPO"





















Em plena preparação da exposição RETALHOS (2026) — um projeto profundamente marcado pela reconstrução interior e pela força criadora que emergiu após a tempestade Kristin, que devastou a sua casa em Leiria — Cristina Maria prepara-se para inaugurar esta mostra no próximo dia 21 de Maio, no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, num momento que contará também com uma atuação musical especialmente concebida para a abertura. Ao mesmo tempo, a artista dá um novo passo no seu percurso com o lançamento do single “Filha do Tempo”, integrado no álbum "Entre a Pedra e a Canção".

Se em RETALHOS a artista devolve vida à matéria ferida, transformando as pedras arrancadas pela tempestade em esculturas que respiram memória e renascimento, neste novo tema afirma a mesma pulsação criadora: a arte como extensão da existência, como gesto intuitivo que nasce de um território interior onde a matéria e a alma se encontram.

“Filha do Tempo” é, assim, um testemunho profundo do sentir criador de Cristina Maria — fadista e escultora — que vive a arte como prolongamento da própria vida. A canção revela um lugar íntimo, quase sagrado, onde a criação nasce livre de limites, conduzida pela intuição e por uma força maior que se manifesta no gesto artístico através da entrega total ao que não se controla. Um impulso quase divino.

Inspirada pela forte ligação à natureza, às emoções e ao processo de reconstrução que marcou a sua história recente, “Filha do Tempo” traduz o percurso de quem transforma ruína em expressão, silêncio em forma, inquietude em beleza. Tal como nas esculturas criadas a partir das pedras da sua casa, também aqui a matéria ganha alma — e o tempo, que destrói, torna-se também o tempo que revela.

Neste novo single, Cristina Maria apresenta um manifesto artístico onde a criação se afirma como acto de fé, pertença e comunhão com o universo. A obra celebra a ideia de que a arte não nasce apenas do artista, mas de uma ligação profunda ao mundo, à natureza e a algo maior que a transcende.

"Filha do tempo", revela a travessia interior, onde artista se reencontra consigo mesma:

Peguei em mim sem destino
Foi o vento que me levou,
E no silêncio do tempo
A mão de Deus me guiou.


Se estou feliz, ela sorri
Se a tristeza me abraça, ela chora.
Navego em formas sem saber o fim.
Sou mensageira sem tempo nem hora,
E a nova vida, começa agora.

“Filha do Tempo” afirma-se, assim, como um hino à criação enquanto gesto vital — um reconhecimento de que criar é existir, e existir é deixar-se atravessar pelo tempo que não tem tempo.

L PERTUÉS COM NOVO SINGLE



“ Um Homem Com Chapéu “ é a terceira canção de avanço do novo disco de L Pertués - “ A Felicidade Intermitente do Artista “.

“ Um Homem Com Chapéu “ é um convite à memória de outros dias passados. Neste exercício, o artista foca a acção no sujeito que imprime a cota diária na homilia mais importante da sua rotina. Uma vez lá chegado é tempo de aprender com a barriga encostada ao balcão, assumindo vozes que lhe pasmam a atenção e capacitam, com distinção, o regurgitar de opiniões pouco licenciadas. Ao sentir esse toque, o argumento torna-se simples: “ um Homem com chapéu diz bom dia em qualquer lugar “ .

Vitor Hugo Ribeiro é o autor da letra e música “ Um Homem Com Chapéu“, sendo também o responsável pela gravação e produção do disco nos estúdios Hàdiégua, que conta com a participação de Tiago Santos (bateria) e Ari Martins (voz principal). A mistura e masterização é da responsabilidade de Henrique Lopes, enquanto a fotografia é da autoria de André C. Macedo.

NOVO SINGLE DE CARLOS RAPOSO



Novo tema, lançado a 25 de abril, aprofunda a dimensão mais madura e introspectiva do artista.

Após a revelação de “Rua do Castelo”, Carlos Raposo apresenta agora “Vinho Velho”, o mais recente single de avanço do seu aguardado álbum de estreia, com edição prevista para 2026. Lançado no passado dia 25 de abril, o tema dá continuidade ao percurso artístico do músico, revelando uma abordagem mais contemplativa e depurada.

Com cerca de cinco minutos de duração, “Vinho Velho” constrói-se como uma peça de forte densidade emocional, onde o tempo assume um papel central. Tal como o título sugere, o tema evoca a passagem dos anos, a maturação e o valor da experiência, numa metáfora sensorial que cruza memória, identidade e
transformação.

A linguagem musical de Carlos Raposo mantém o diálogo entre tradição e contemporaneidade que caracteriza o seu trabalho, mas encontra aqui um registo mais íntimo e reflexivo. A instrumentação, marcada pela presença de elementos de raiz tradicional, entrelaça-se com uma abordagem contemporânea, criando uma paisagem sonora rica, subtil e profundamente atmosférica. 

O single já se encontra disponível nas plataformas digitais.

FESTIVAL CUCA MONGA VOLTA A LISBOA PARA A SUA 4.ª EDIÇÃO E ANUNCIA AS PRIMEIRAS 8 CONFIRMAÇÕES





















O Festival Cuca Monga volta ao coração da cidade, nos jardins do Palácio Pimenta (Museu de Lisboa), para a sua 4.ª edição e anuncia os primeiros nomes do cartaz 2026.

Depois de na 3.ª edição o Festival Cuca Monga se ter estreado com sucesso nos jardins do Museu de Lisboa - um oásis verde no Campo Grande, no meio da azáfama citadina um esconderijo sonoro coberto de relva, vagar e tranquilidade -, o evento volta a este espaço para celebrar a música ao vivo, com um cartaz que promete continuar a destacar talento estabelecido e emergente da música independente nacional e ligações internacionais, principalmente criando uma ponte cada vez mais larga e consistente com o Brasil.

Novamente com dois dias cheios de música ao vivo, o cartaz conta com nomes da “casa” como de fora do universo sonoro da Cuca Monga. Do cartaz temos as primeiras confirmações: Capitão Fausto, Sérgio Godinho & ZARCO, Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo, Marquise, Leonor Arnaut, Rapaz Ego e Beatriz Pessoa. Até setembro serão anunciados mais nomes que vão completar o cartaz.

Um dos principais destaques é um concerto especial e irrepetível de Sérgio Godinho e ZARCO, no qual serão tocados e cantados temas de ambos. A este acontecimento juntar-se-á Leonor Godinho, filha de Sérgio e companheira de sempre de ZARCO, que cantará no espetáculo. A amizade vai passar por aqui.

Também única será a experiência de assistir pela primeira vez a um grande concerto e em formato festival de Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo em Portugal. A presença da banda de São Paulo é a primeira pista de um cartaz que promete mais nomes além-atlânticos, num esforço que a Cuca Monga está a fazer para aproximar a música portuguesa e brasileira.

Para colocar a “nova casa” do Festival Cuca Monga a teste, há concerto nesta edição dos Capitão Fausto. É o regresso da banda à sempre saudosa Alvalade que os viu crescer, no concerto que vê a banda a regressar à cidade depois de uma mítica atuação no Meo Arena em janeiro deste ano.

Do restante cartaz há coordenadas de vários locais e sonoridades; do Porto, chegam uma nova grande banda Marquise; de Copenhaga, Los Angeles e Lisboa chega Leonor Arnaut, uma das vozes mais hipnotizantes da nova pop nacional, promete novo disco em breve; com álbuns também recém editados - ambos com selo Cuca Monga -, há Rapaz Ego a “Fazer as Pazes” e “Muito Mais” de Beatriz Pessoa.

O Festival Cuca Monga foca-se em promover música alternativa e independente. Uma celebração sonora da amizade entre artistas e profissionais da área, feita por músicos experientes que sabem o que é preciso para montar um bom espetáculo. Nas palavras da organização “Sejam artistas consagrados, artistas emergentes, ou artistas da Cuca Monga com música nova, a ideia é que todos partilhem palco e tenham lugar. O ponto em comum é adorarmos toda a música que recebemos.”

O espetáculo será montado nos dias 25 e 26 de setembro nos Jardins do Museu de Lisboa - Palácio Pimenta, um recinto fechado, com 2 palcos, várias bancas de comes&bebes, merchandise e, claro, contará com música a partir da tarde até madrugada fora.

Os bilhetes diários estão a partir de agora à venda por 30€, já os passes gerais com acesso aos dois dias de Festival Cuca Monga estão ainda em preço early bird de 40€, subindo de valor em breve. Os bilhetes estão disponíveis na Ticketline aqui.

TELMO PIRES ETREAIA-SE EM LISBOA

 



















Telmo Pires apresenta, no Auditório do Museu do Fado, a estreia lisboeta de Fado Variações. O projeto, que já percorreu uma aclamada digressão internacional, revisita o universo de António Variações através da lente do fado contemporâneo, revelando novas cores, novas respirações e novas possibilidades para um repertório que continua a desafiar géneros e fronteiras.

Acompanhado por Miguel Conchinha (guitarra portugueda), Mauro Resende (viola) e Pedro Sousa (baixo), Telmo Pires — uma das vozes mais singulares e inquietas da atualidade — reafirma a sua capacidade de cruzar tradição e inovação, criando um espetáculo poderoso, elegante e profundamente pessoal. Em palco, a herança de Variações encontra a matriz do fado, num diálogo artístico que honra o passado enquanto aponta caminhos para o futuro.

LISBOA

Sexta‑feira, 22 de maio — 21h00
Auditório do Museu do Fado
Entrada livre sujeita à lotação da sala e mediante reserva para comunicacao@museudofado.pt

CABRITA EDITA EP

 


© Francisco Quera Gomes
















Cabrita
apresenta “Afterlife”, novo EP já disponível nas plataformas digitais, que reúne um conjunto de temas colaborativos com Iguana Garcia, Mirror People, HAYDENMAKESMUSIC, Stereossauro, Scuru Fitchadu e Rita Braga.

Partindo da ideia de que as canções não são entidades fixas, mas antes organismos em transformação, “Afterlife” constrói-se como uma extensão desse pensamento. “Todos sabemos que as canções têm muitas vidas. Desde a primeira ideia na cabeça do compositor, depois as maquetes, e a primeira gravação. Uma série de decisões faz com que se chegue a um resultado”, refere o músico. “E mesmo depois disso já muitos vimos temas antigos, obscuros, saltar para fora do anonimato graças a uma versão ou um filme, anos depois.”

É a partir dessa noção de continuidade e reinvenção que o EP se desenvolve. Após concluir “Umbra” - um disco marcado por uma reflexão sobre o fim da vida - Cabrita propõe-se explorar o que poderá existir para além desse ponto de partida. “Sendo o ‘Umbra’ um disco tão importante para mim por reflectir sobre o fim da vida, quando o terminei dei por mim a pensar sobre o que haverá depois”, explica.

“Afterlife” surge, assim, como uma metáfora desse “pós-vida” das canções, materializada através da colaboração com diferentes artistas. A cada um foi concedida total liberdade criativa, resultando num conjunto de leituras distintas sobre o mesmo ponto de origem. “Resolvi então convidar uma série de artistas, amigos, conhecidos, que admiro muito, para metaforicamente reflectir sobre este ‘pós vida’. Todos tiveram carta branca para tornarem suas as canções, e aqui está uma amostra bem interessante e diversa.”

O resultado é um EP que se move entre diferentes linguagens e abordagens estéticas, refletindo tanto a diversidade dos colaboradores como a própria trajetória de Cabrita, marcada pelo cruzamento de géneros e contextos.

Com mais de três décadas de atividade, João Cabrita afirma-se como um dos músicos mais versáteis do panorama nacional, com um percurso que atravessa o jazz, o rock e a eletrónica. Ao longo da sua carreira, colaborou com nomes como Sérgio Godinho, Dead Combo, The Legendary Tigerman, Cais Sodré Funk Connection, Virgem Suta, Susana Félix, X-Wife, Selma Uamusse e Márcia, entre muitos outros.

Depois de assinalar os 30 anos de carreira com o álbum “Cabrita” (2020) e de aprofundar uma dimensão mais autoral em “Umbra” (2023), o músico apresenta agora “Afterlife” como uma continuação desse percurso - um trabalho que questiona a ideia de forma definitiva e propõe uma escuta aberta à transformação.

“Afterlife” encontra-se disponível nas plataformas digitais.





ANTI-DEMOS-CRACIA LANÇA VOLUME 5 DE IDEOSINCRASIAS

 





















idiossINcrasias - Vol. 5: jesuíno + João Lucas

ANTI-DEMOS-CRACIA 
ADC156ABR2026 
Formato: CD Digipack 
Edição: limitada a 40 exemplares numerados

jesuíno

Os 5 temas de jesuíno neste volume de IdiossINcracias têm um cunho assumidamente político e social, transcrevendo sonoramente a expressão de Jameson e Zizek, de que é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo. Ao contrário de outros trabalhos de jesuíno, onde se empreendia uma viagem com regresso ao ponto de partida, aqui a ação do tempo e do Homem é inexorável e translada-nos a um fim inevitável, não havendo ilusões para um (e)terno retorno.

João Lucas

João Lucas, contrabaixista e produtor radicado nos Países Baixos. Com um percurso que passa por orquestras de renome e projetos de música improvisada, actualmente, João Lucas move-se entre universos distintos: da música antiga com a Residentie BachOrkest, ao rock indie/alternativo com a banda Jackalope Eye, passando pela vida de estúdio, onde continua a explorar novas linguagens sonoras. Essa constante transição entre contextos alimenta a sua criatividade e define a sua identidade artística.

ANTI-DEMOS-CRACIA https://anti-demos-cracia.bandcamp.com/

domingo, 3 de maio de 2026

EM 2026 O JARDIM DO ENFORCADO EDITA DISCO DE ORIGINSAIS


É verdade e já está confirmado: O Enforcado ressuscitou.

Trinta e nove anos depois, ressuscitou, e temam, está de boa saúde.

Em 1987 foi fundado como Herdeiros de Loudun.

Em 1988 alterou o nome para Jardim do Enforcado.

Em 1989 deu três concertos no Rock Rendez-Vous e um no Bar Oceano. Foi o ano da gravação da cassete pela Facadas na Noite, Onde os caixões brotam como flores (fruto de uma sessão gravada no RRV) e da participação na Insónia, uma compilação de bandas da mesma editora.

Os concertos revelam-se teatrais e tétricos incluindo um caixão e uma urna de criança em palco (esta comprada nos saldos da funerária) e uma “espera” algo performática na porta da redação ao jornalista do LP que falou mal da banda. Em 1990 dão um concerto sem o vocalista. Era já a corda a fazer comichão no pescoço.

A cassete foi o único testamento deixado aos vivos antes de ser enforcado em 1991 após um concerto tumultuado que terminou à terceira música e com a banda a ser expulsa de palco pela organização. Mas com a morte a lenda nasceu e levou décadas a ser comentada em surdina, e considerada por muitos como a pioneira do deathrock em Portugal, até que…

… Em 2025, a convite de André Carneiro da editora Pós80s, é editado um CD com músicas antigas e o bónus de uma música nova (Os óculos escuros de Pasolini) esta feita de propósito para esse CD.

Em 2026 a mesma Pós80s edita o concerto de 1989 no RRV, um especial em homenagem aos nove anos da morte de Ian Curtis.

Com o frissom à volta de Os óculos escuros de Pasolini surge a ideia de fazer um álbum inteiramente constituido por músicas novas e apenas com os mesmos três elementos da música nova: Paulo Seixas na composição, todos os instrumentos, e letra de Le Monde, Luis Futre nas vozes e letra de A lenda do Jardim do Enforcado, e Leonel Ventorim na voz e restantes letras.

Colaboram no álbum dois antigos elementos: Abrão Tavares na percursão (A lenda…), Vitorino Corisco em O Monstro do pântano e Sonâmbulo Sentimento, e a estreia de Catarina Ferreira na voz e letra de Dois Tempos. A produção do álbum foi do Paulo Vieira e foi gravado em Março de 2026 e lançado em Junho de 2026.

O álbum é de Rock Alternativo/Pós Punk e as músicas são:

Herdeiros de Loudun
O Monstro do Pântano
Le Monde
Dois Tempos
Os Óculos Escuros de Pasolini
Dois Mil e Vintes
Blocchiamo Tutto!!!
Sonâmbulo Sentimento
A Lenda do Jardim do Enforcado

A banda no passado foi composta por Paulo Seixas, Luis Futre, Carlos Pancadas, Vasco Corisco e Vitorino Corisco, com passagens breves e colaborações de Leonel Ventorim (fundação), Luis Gago, Abrãao Tavares e Ondina Pires (ex Pop Dell´Arte e Great Lesbian Show).

E tudo isto sem Inteligência Artifícial, apenas com uma corda ao pescoço.

PROGRAMA DE 02/05/26

1 - Jesuíno - Slave our souls
2 - Aftervoid - Negative space 2
3 - João Lucas - Chaos paradise
4 - Alex Fx - A turn point
5 - Primata - Pensar alpaca
6 - Orquestra Popular de Paio Pires - Festas populares de Paio Pires
7 - Um Corpo Estranho - Fio a par do mal 
8 - L Pertués - Não me coces a cabeça
9 - mARCIANO - Bissetriz
10 - Turning Point - Crucificação
11 - La Chanson Noire - Bordel de lucifer
12 - Lisboa Negra - Vomita-me
13 - Espelho Mau - Silhuetas na escuridão
14 - Spreader - Enloquecer

sexta-feira, 1 de maio de 2026

ICARO COM NOVO SINGLE

 




















Escrita pelo próprio, com música e produção de Filipe Survival e mistura de Beiro, “NÃO DISSESTE NADA” centra-se na dúvida e na espera, refletindo sobre a fragilidade da comunicação. Entre insistir por respostas ou aceitar o silêncio como conclusão, o tema acompanha o conflito de quem escolhe não prolongar a incerteza, assumindo que, por vezes, “morrer burro” é preferível a deixar que o tempo amplifique a dúvida.

Apesar da carga emocional, o tema equilibra essa tensão com uma abordagem melódica mais aberta e um refrão com uma energia festiva, criando um contraste entre a introspeção da narrativa e a forma como se apresenta sonicamente. O lançamento é acompanhado por um videoclipe realizado por Henrique Rocha e ICARO, com direção de fotografia de Henrique Rocha e edição de ambos, prolongando em imagem essa dualidade.

Num registo introspectivo, o single reforça a consistência estética de ICARO, que continua a desenvolver uma linguagem própria, equilibrando emoção e contenção, e afirmando-se como uma das vozes mais singulares da nova cena musical nacional.

Com este registo, ICARO não só consolida a sua posição como uma das vozes mais diferenciadas do panorama nacional, mas entrega um manifesto obrigatório. A resposta a essa incerteza está disponível agora: ‘NÃO DISSESTE NADA’ em todas as plataformas digitais.

A SEGUNDA COMUNHÃO DE ROMEU BAIROS





















© Mário Roberto

Pouco mais de um ano após Romê das Fürnas, Romeu Bairos apresenta o segundo volume daquela que virá a ser uma trilogia de compêndio de música tradicional e contemporânea dos Açores. Romê das Fürnas Vol. II: A Segunda Comunhão debruça-se sobre os mistérios e misticismos bem como as tradições profanas e religiosas do Vale das Furnas, filtrado por uma sensibilidade contemporânea, afirmando-se como um gesto de celebração enraizado na tradição da terra que viu Romeu Bairos nascer.

Romeu Bairos trabalha a canção como espaço de encontro entre o coletivo e o íntimo, onde a repetição e a economia melódica não são apenas traços formais, mas dispositivos que reforçam a dimensão coletiva da canção, com cores e coros que fazem dela um gesto partilhado, quase ritual. Os Açores emergem aqui como ex-libris afetivo, lugar de beleza insistente, cantado não apenas como paisagem, mas como experiência vivida, onde ser açoriano é motivo bastante para a felicidade.

Há também um traço folclórico de vaidade assumida, quase provocatória - uma malícia leve, de quem canta a sua terra com orgulho, de peito cheio, carregando na voz tanto brilho como dor.

Mais do que um exercício de evocação, Romê das Fürnas é um projecto que se inscreve numa lógica de afirmação territorial que ultrapassa o mero gesto celebratório. Um mergulho nos “Açores profundos” das fajãs de São Jorge ou a escalada ao ponto mais alto de Portugal, na ilha do Pico. Mudanças de altitude, longitude e latitude que expressam a essência deste disco e o significado de ser açoriano com todas as suas intempéries. Sair, ir embora, ficando.

A viola da terra de Romeu é acompanhada pelo açoriano e braço direito, Paulo Borges, que nosalegra e embala com a ternura do seu acordeão. O disco conta ainda com a particiação de Nuno Lucas no baixo, Ana Eduarda no violino, Manuel Pinheiro nas percussões e os coros do Grupo de Folclore da Casa do Povo de Ponta Garça. Gravado por Fred Ferreira nos estúdios SALVA entre novembro e dezembro de 2025 e com produção assinada por Romeu que, para além da voz e viola da terra, tocou cavaquinho, clarinete e percussão.

15 de Maio | Casa Capitão, Lisboa
30 de Maio | Feira do Livro de Lisboa
6 de Junho | Festa de Verão, Funchal
7 de Agosto | MEO Monteverde, Ribeira Grande
9 de Agosto | Bons Sons, Cem Soldos
19 de Agosto | Festas do Barreiro
2 de Outubro | Museu Lacerda, São Jorge
4 de Outubro | Festival Cordas, Pico
17 de Outubro | Festival InFinito, Funchal
4 de Novembro | AM Beatriz Costa, Mafra

PZ E MÃO MORTA UNIDOS EM SINGLE


© Rui Murka 

Hoje, 1 de Maio, Dia do Trabalhador, PZ lança o novo single “Mil Euros Por Mês”, uma colaboração com a histórica banda portuguesa Mão Morta. Depois de um início de percurso mais íntimo e focado no universo doméstico — com temas como “Todo o Santo Dia” (com Samuel Úria), “Quem é Que Vai Lavar a Banca” (com Joana Espadinha), “Sou Pai de Filhos” (com Retimbrar) ou “Empadão na Bimby” (com Emmy Curl) — este novo tema abre um lado mais frontal e político do "Álbum de Família", trazendo para o centro da mesa a velha questão: quanto é preciso, afinal, para uma família viver com dignidade?

Partindo de um refrão obsessivo — “Eu quero mil euros por mês” — a canção constrói-se como uma sátira mordaz à precariedade contemporânea, num momento em que o salário mínimo nacional em Portugal se aproxima desse valor simbólico, mas continua aquém de garantir estabilidade real. Entre a repetição e o desespero, a música transforma um desejo básico numa espécie de mantra geracional.

A participação de Adolfo Luxúria Canibal introduz um dos momentos mais incisivos do tema, aprofundando a crítica social com uma escrita crua e politicamente carregada, alinhada com o percurso provocador que os Mão Morta sempre cultivaram. Participam também Miguel Pedro (cofundador da banda), na bateria, e Ruca Lacerda, com camadas de guitarras elétricas que empurram o tema para um território de rock épico e cru.

Mais do que uma canção, “Mil Euros Por Mês” afirma-se como um gesto político: um retrato irónico de um sistema onde o trabalho nem sempre garante dignidade, e onde o sonho mínimo — mil euros por mês — ainda soa a reivindicação.

"Mil Euros Por Mês" integra o projeto "Álbum de Família", um ciclo de 12 edições mensais ao longo de 2026, cada uma acompanhada por um videoclipe realizado por Vasco Mendes, construído a partir das gravações nos Estúdios Arda.

Ficha Técnica

Música, letra, produção, voz, baixo e guitarras: PZ
Banda convidada: Mão Morta
Voz e letra adicional: Adolfo Luxúria Canibal
Bateria: Miguel Pedro
Guitarras: Ruca Lacerda

Gravação e mistura: Zé Nando Pimenta
Gravado nos Estúdios Arda

Realização vídeo: Vasco Mendes
Design: Studio Eduardo Aires
Fotografia: Rui Murka
Assistente de produção: Francisca Lacerda
Direção criativa: PZ, Studio Eduardo Aires, Vasco Mendes

quinta-feira, 30 de abril de 2026

FIDJU KITXORA COM NOVO DISCO















Foto © Queila Fernandes

Fica hoje disponível em todas as plataformas digitais o novo longa-duração de Fidju Kitxora. Ti Manxe nasce da escuta de situações que atravessam a vida cabo-verdiana, aprofundando o trabalho do projeto em torno das diferentes gerações, histórias e movimentos do arquipélago e da sua diáspora. Gravado entre as ilhas de São Nicolau, São Vicente e Santiago, o disco constrói-se a partir de conversas, gravações de campo e fragmentos que revelam camadas menos visíveis do contexto local. Ti Manxe, que pode ser entendido como “até amanhecer” em kriolu, sugere um percurso feito de camadas sobrepostas, entre memória, presença e tensão, onde diferentes experiências coexistem sem se fecharem numa narrativa única.

O projeto vai organizar, este domingo dia 3 de maio, uma sessão de escuta do disco. A mesma terá lugar no Bota, em Lisboa, pelas 19:00. Mais informações no site do espaço.

Na lista de concertos para os próximos meses destacam-se Fafe (26 de junho), MED (Loulé), NOS Alive (Oeiras) e Bons Sons (Cem Soldos), no plano nacional, e presenças nos festivais internacionais Les Nuits Botaniques (Bruxelas), Sakifo Festival (Ilha da Reunião), La Mar de Musica (Espanha), Ozora Festival (Hungria) e Ariano Folk Festival (Itália). 

ZINHA LANÇA DISCO





















A cantora apresenta o seu álbum de estreia: "The Past Tense" com lançamento predefinido para o próximo dia 8 de Maio, contando com o apoio de Rádios como BBC UK e Smooth FM Portugal. 

Nascida em Lisboa e formada em Coventry, no Reino Unido, este álbum remete para uma ponte emocional e sonora entre dois mundos, contribuindo para um álbum intimo, onde O R&B se cruza com uma sensibilidade marcante.

Um álbum sobre não ter medo de abraçar as emoções

"The Past Tense" explora a persistência da memória e a beleza das emoções que permanecem após a perda. Entre sentimentos como, saudade e a lembrança, este álbum convida o ouvinte a abraçar a vulnerabilidade como um ato de coragem.

Com produção de Ricardo Ferreira na Blim Records, este álbum apresenta oito faixas musicais que mergulham na complexidade sentimental.

Mais do que um álbum, é uma jornada de aceitação. Zinha transforma emoções frias em paisagens sonoras sofisticadas, onde o amor existe sem garantias e o luto deixa de ser a etapa final, tornando-se parte daquilo que nos define. 

A cantora aborda o amor não como presença mas como uma marca duradoura.

Entre os temas em destaque: "Forever" assume-se como o eixo central do álbum, condensando a sua essência conceptual e emocional. Outras faixas musicais como: "Don't Need Your Love", "Secret" ou "Toes" evidenciam diferentes dimensões da narrativa, destacando a sua afirmação pessoal.

A sua voz, descrita pela BBC UK RADIO como: "um instrumento fascinante, que navega entre a fragilidade e a força absoluta" conduz-nos com autenticidade e profundidade, estabelecendo assim uma ligação imediata com o ouvinte.

Este álbum apresenta-se assim como um trabalho de estreia maduro e artisticamente consistente, com forte potencial de difusão radiofónica e de ligação com diferentes tipos de públicos

"The Past Tense" chega agora a dia 8 de Maio e promete marcar o início de um percurso artístico diferenciador do que estamos habituados

AGENDA BAIRRO DA MÚSICA















30 ABR> Mazgani @ Auditório Carlos Paredes, Lisboa

01 MAI> Mazgani @ Sonoridades | Centro Cultural, Vila das Aves

07 MAI> Couple Coffee | Um Abraço a Chico Buarque @ atmosfera m, Lisboa

08 MAI> Luísa Sobral @ FIMS | Fórum Luísa Todi, Setúbal

09 MAI> Frankie Chavez @ Sons na Adega, Tomar

14 MAI> Couple Coffee | Com a Paz de Gilberto Gil @ atmosfera m, Lisboa

21 MAI> Couple Coffee | Com Alegria a Caetano Veloso @ atmosfera m, Lisboa

21 MAI> Jorge Palma @ Evento Privado

28 MAI> Couple Coffee | Um Olhar a Rita Lee @ atmosfera m, Lisboa

29 MAI> Gabriel Gomes @ Casa do Povo de Santo Estevão, Tavira

30 MAI> Frankie Chavez @ Teatro Municipal, Guarda

05 JUN> Pedro Moutinho @ a anunciar

12 JUN> Gabriel Gomes @ a anunciar

17 JUN> Pedro Moutinho e Hélder Moutinho | Os Poetas Convidados @ Casa da Música, Porto

19 JUN> Mazgani @ a anunciar

20 JUN> Zeca Medeiros @ anunciar

21 JUN> Virgem Suta @ a anunciar

26 JUN> Blind Zero @ a anunciar

NA ZDB EM MAIO





















SÁBADO 2 MAIO / 22H
Cinna Peyghamy ← Mariana Pinho

Mariana Pinho é uma artista sonora e investigadora interdisciplinar. A sua pesquisa e prática têm estado ligadas à ecologia e ao som. Nas suas performances explora meios electro-acústicos, sintetizadores modulares e objectos sonoros auto-construídos.

SÁBADO 9 MAIO / 22H
Steve Gunn apresenta Daylight Daylight ← Martim Beles

.A música de Martim Beles - artista que acaba de lançar o seu EP de estreia - movimenta-se entre o Indie-folk. Apresenta quer canções mais íntimas, quer canções de crítica social e pessoal, acompanhadas de guitarras influenciadas pela sua fixação na sonoridade dos anos 60, juntamente com exageradas layers de sintetizador.

SEXTA 15 MAIO / 22H
Rita Braga apresenta Fado Tropical ← Inóspita

Rita Braga tem feito carreira em reformular cancioneiros. O seu novo álbum, Fado Tropical, resulta de uma busca por temas esquecidos, dos primórdios do fado, que renascem agora com cores que lhes servem para o presente. Os arranjos com ukelele, marimba, vibrafone, violoncelo, saxofone e o uso de sons concretos tornam este fado num lugar encantatório. O fado, música de raiz, pode aqui viver um lado burlesco, teatral, em que nada parece desajustado, apenas reintegrado no aqui e hoje. O novo álbum será apresentado na companhia de Rui Rodrigues, na percussão, e João Cabrita, no saxofone.

Inóspita, alter ego da lisboeta Inês Matos, é a procura de um compromisso com o formato da canção e de uma abordagem própria ao seu instrumento, privilegiando a narrativa melódica apenas à guitarra

DOMINGO 17 MAIO / 19H / ZDB 8 MARVILA
NU NO — Canto Ventríloquo

Trata–se de comunicar a inquietante estranheza da língua. A voz emanada do amplificador carece do timbre corpóreo distintivo da voz humana natural. A partir dos fragmentos do sentido, é precisamente no maquinismo, num ponto de ruptura, que se formula então, de súbito, a nostalgia da comunicação.

É assim que NU NO, ou Nuno Marques Pinto, expressa a natureza de ‘Canto Ventríloquo’, álbum que apresentará - em formato peça-concerto - na ZDB 8 Marvila, na sequência de uma residência artística nesse mesmo espaço. Seguindo-se a registos como ‘Turva Lingua’ ou ‘Invenção Única’, neste seu novo álbum editado pela francesa La République des Granges, NU NO continua o seu processo de disrupção das lógicas canónicas e formais da linguagem, onde o corpo se faz voz para daí assumir uma multiplicidade de significantes e significados, sob a forma de repetições obsessivas, urros, palatos rítmicos, processamento, corte e colagem, canto

MANEL SOARES ANTECIPA EP DE ESTREIA COM O NOVO SINGLE 'OLHA AS COISAS QUE FAÇO'





















Fotografia: Jaime Ferreira

Depois de 'Sem Mim', editado no final de fevereiro, o novo tema reforça a identidade Pop Rock do artista e antecipa o primeiro EP, "Espero Que Estejas Bem", com lançamento em junho.

'Olha As Coisas Que Faço' é o novo single de Manel Soares. Já disponível em todas as plataformas digitais, a faixa reforça a nova fase criativa do cantor e compositor lisboeta e o seu posicionamento na indústria musical. Escrita em colaboração com Ella Nor (Bárbara Bandeira, Ana Moura) e produzida por Filipe Survival (Fernando Daniel, INÊS APENAS), a canção continua a desenhar o território no qual o artista quer habitar: um Pop Rock emocional e direto, com uma estética pensada para o palco.

Nas palavras de Manel Soares, 'Olha As Coisas Que Faço’ é "sobre estar no meio de uma multidão numa noite e aquele momento em que puxamos a outra pessoa pela mão a dizer ‘vem lá dançar'. Lembro-me de que queria uma música mais feliz. Entrei na sessão com a ideia de escrever sobre fazer de tudo para convencer a outra pessoa a vir dançar comigo”.

Se o lançamento anterior, 'Sem Mim', deixava espaço para a melancolia, em 'Olha As Coisas Que Faço’ há luz e essa energia leve que evoca ambientes de verão, praia e celebração. O cantor acrescenta que o novo single "ficou a soar a férias de verão, sol e praia. Não me recordo exatamente de como é que chegámos aqui. Foi algo que foi acontecendo ao longo da produção e ficou um resultado muito bonito".

O vídeo de 'Olha As Coisas Que Faço’ foi realizado por João Nobre e António Ferreira. A canção integra o universo do EP de estreia de Manel Soares, “Espero Que Estejas Bem”, um projeto que reúne histórias inspiradas em noites longas, relações que ficam a meio, encontros que correm mal e memórias que insistem em não largar.

"Estou há algum tempo sem lançar música e agora sinto que estou a voltar com mais garra. Tive a sorte de trabalhar com malta que está no topo dentro das suas áreas e de criar algo que me deixa super orgulhoso. Assim que fiz a primeira sessão com o Filipe Survival disse-lhe ‘temos mesmo de fazer um EP só disto’. Acho que estou cada vez mais a encontrar o meu caminho e estou ansioso para poder mostrar às pessoas o que tenho feito", afirma Manel Soares.

Inspirado pela estética e a sonoridade de artistas como 5 Seconds Of Summer, Harry Styles, Diogo Piçarra e The 1975, o cantor e compositor entra agora numa nova fase artística, mais definida, confiante e consistente. Já disponíveis nas várias plataformas digitais, os singles 'Sem Mim' e o novo 'Olha As Coisas Que Faço' apresentam o primeiro EP de Manel Soares, "Espero Que Estejas Bem", o projeto com lançamento em junho, que promete consolidar o seu lugar na nova geração da música portuguesa. O curta duração conta com o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores.

Nascido em Lisboa, Manel Soares começou a estudar guitarra na adolescência. Ao descobrir o trabalho de artistas portugueses como Diogo Piçarra e Agir - especificamente os álbuns "Leva-me a Sério" e "Espelho" - rendeu-se em definitivo à ideia de aprimorar as suas aptidões musicais e começou a imaginar-se a fazer música e a dar concertos. 

Já na faculdade, enquanto estudava Design, arriscou escrever as primeiras canções, inspirado pelo final de uma relação. As suas experiências pessoais são, assim, a maior fonte de inspiração para as letras que escreve. Musicalmente é influenciado por artistas como 5 Seconds Of Summer, Harry Styles, One Direction, The 1975 e Jonas Brothers. Com uma sonoridade Pop Rock distintiva no panorama musical nacional, Manel Soares tem como objetivo maior que as pessoas oiçam as suas músicas e se divirtam, que se identifiquem e as tornem a sua própria banda sonora. 

O single de estreia do cantor e compositor lisboeta, '10 Minutos', foi lançado em 2023. O tema escrito com Gonçalo Malafaya (Marisa Liz, Aurora Pinto) e produzido por Hits Mike (Bárbara Tinoco, Anselmo Ralph) e Diogo Costa (SYRO, André Seravat) integrou a banda sonora da novela da TVI "Queridos Papás". Com a mesma equipa escreveu a nostálgica 'Triângulo Invertido' e 'Vai e Vem', editadas no mesmo ano. Em 2024, trabalhou com N. Drew (Aurea, LEFT., Elisa) nas canções 'Aqui' e 'És Tu'.

Após uma pausa, regressa em 2026 com o single 'Sem Mim', cuja letra e a melodia foram coescritas com a cantora e compositora Ella Nor (Bárbara Bandeira, Ana Moura) e a produção assinada por Filipe Survival (Fernando Daniel, INÊS APENAS, Mimicat). A mesma equipa voltou a encontrar-se em estúdio para 'Olha As Coisas Que Faço', o segundo tema editado em antecipação ao EP de estreia de Manel Soares, "Espero Que Estejas Bem". O curta duração será editado no início de junho, com o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores.