sexta-feira, 30 de outubro de 2026

DAVID FONSECA CONVIDA RICARDO ROMERO A ETERNIZAR A CAPA DO NOVO ÁLBUM NUM MURAL EM ALCÂNTARA





















“Radiante Estrela Decadente” chega a 05 de novembro e conta com as participações de Cláudia Pascoal e Marisa Liz. A primeira revelação do disco acontece nas ruas de Lisboa, com uma obra que começa a ganhar forma na segunda-feira, 02 de novembro.

Antes de chegar aos ouvidos, o novo álbum de David Fonseca vai revelar-se numa parede de Lisboa. “Radiante Estrela Decadente” tem edição marcada para 05 de novembro, é inteiramente cantado em português e conta com as participações de Cláudia Pascoal e Marisa Liz. Para iniciar a sua apresentação, David convidou o artista visual Ricardo Romero a eternizar a imagem que criou para a capa num mural de grande dimensão em Alcântara.

A pintura começa na próxima segunda-feira, 02 de novembro, às 9h00, no parque de estacionamento da Rua 1.º de Maio em Lisboa. Ao longo do dia, pelas mãos de Ricardo Romero, a composição ganha uma nova escala, num processo que poderá ser acompanhado por quem passa, até à conclusão prevista para o fim do dia.

Concebida como uma oferta à cidade de Lisboa, a intervenção leva para o espaço público uma obra nascida do universo do disco. A imagem deixa de habitar apenas a capa e passa a integrar a paisagem da cidade, num encontro entre a criação dos dois artistas e o quotidiano de quem a atravessa.

A iniciativa dá também a conhecer a dimensão visual do trabalho de David Fonseca, cuja expressão artística se estende à fotografia, ao desenho, à serigrafia e à realização.
A capa, inteiramente criada pelo músico, encontra agora na interpretação de Ricardo Romero uma outra forma de chegar ao público.

Este projeto é apoiado pela Junta de Freguesia de Alcântara e pela Galeria de Arte Urbana (GAU) da Câmara Municipal de Lisboa.
Desde a sua fundação em 2008, a GAU tem como missão gerir, regulamentar e valorizar o graffiti e a arte urbana na capital, conciliando a liberdade de criação com a preservação do património, incentivando simultaneamente o respeito pelo espaço público.

O álbum chega às plataformas digitais a 05 de novembro. Já os concertos de apresentação realizam-se a 21 de novembro na Super Bock Arena, no Porto, e a 28 de novembro no Sagres Campo Pequeno, em Lisboa.

Criação do mural por Ricardo Romero
Segunda-feira, 02 de novembro, a partir das 9h00
Rua 1.º de Maio, Alcântara, Lisboa

MARGARIDA JUNTA-SE A JOÃO SÓ NO NOVO SINGLE “DEVAGAR”





















Margarida lança hoje “devagar”, o novo single em colaboração com João Só. A canção junta a jovem cantora e compositora a um dos nomes mais sonantes da música portuguesa e chega depois da edição do álbum de estreia “desconhece-me”, em junho deste ano. O tema já está disponível em todas as plataformas digitais com videoclipe oficial no YouTube da artista.

Entre a pressa e a vontade de parar, “devagar” fala sobre a relação com o tempo e a importância de encontrar um ritmo próprio. A canção explora o contraste entre o caos, a urgência e o descontrolo do quotidiano e a procura de calma, paz e segurança. Uma reflexão sobre o poder que o tempo exerce sobre cada pessoa, mas também sobre a liberdade de decidir como vivê-lo.

A colaboração com João Só dá uma nova dimensão a esta reflexão, num encontro entre duas gerações de compositores que partilham uma ligação à palavra e à escrita em português.

O novo single chega poucos meses depois de Margarida ter editado “Desconhece-me”, o seu álbum de estreia, composto por 15 canções. Natural de Vila Real, a artista de 19 anos começou a escrever canções ainda muito cedo, encontrando na música a sua principal forma de expressão. Apesar do percurso discográfico recente, já esgotou o Grande Auditório do Teatro de Vila Real em nome próprio, assegurou a primeira parte dos concertos de Mari Froes no Porto, Braga e Lousada e partilhou o palco com Miguel Araújo, Nena e Carolina de Deus.

QUINTA DO BIL COM SINGLE NOVO













Depois de “Acredita no Amor”, os Quinta do Bill regressam aos originais esta sexta-feira, dia 30 de outubro, com o lançamento de “O Coração Ainda Bate”, um tema que desafia a indiferença moderna e transforma o afeto diário num manifesto de resistência.

Já disponível em todas as plataformas de streaming, a nova canção conta com letra e conceção poética assinadas por Pedro Branco, professor, cantor e o filho mais velho de José Mário Branco, reafirmando a força e a inquietude criativa de uma das bandas mais emblemáticas do país.

Num tempo acelerado, tantas vezes anestesiado pelo ruído e pela distância, a música recusa o cinismo e recentra-se na urgência do cuidado quotidiano. Longe de idealizações fáceis, “O Coração Ainda Bate” abraça a imperfeição das relações humanas e assume a presença e o afeto como uma necessidade urgente, lembrando que "o amor aqui não pode ser atroz / um rio sem foz".

"Abraçar a vida é abraçar o amor. Na sua plena imperfeição e no lugar sereno do cuidado. Tempos sem cuidado estes, que requerem (exigem) o cuidado dos Homens. No amor e na vida. Esta canção é esse hino vigilante para um futuro melhor. Aceitando um presente em cuidado. Para beber, pensar, sentir, dançar e… cuidar!", sublinha Pedro Branco.

Cruzando a matriz folk-rock vibrante que corre no sangue do grupo com uma roupagem melódica calorosa e atual, os Quinta do Bill constroem uma narrativa que parte do recolhimento intimista e explode num refrão libertador. É uma canção desenhada para a catarse coletiva, feita para nos fazer dançar enquanto nos obriga a olhar à volta.

Com este lançamento, os Quinta do Bill assinam um dos seus manifestos mais generosos e comoventes, fazendo acompanhar a música de um visualizer oficial onde o pulsar da luz espelha a persistência inabalável de quem se recusa a deixar de sentir.

CASSETE PIRATA LANÇAM NOVO DISCO

















© João Hasselberg

A comemorar 10 anos de história, os Cassete Pirata assinalam esta celebração com um espetáculo especial, que já passou por Braga e segue agora para a Covilhã e para o Capitólio, em Lisboa. O novo álbum A Sombra chega hoje, 30 de outubro, acompanhado pelo terceiro single “Viola no Saco”. Já disponíveis em todas as plataformas digitais.

Entre a inquietação individual e a salvação no coletivo, os Cassete Pirata fazem das contradições do nosso tempo matéria para as suas novas canções. Depois de “Abismo” e “Sou Gente Outra Vez”, a banda apresenta um conjunto de canções que cruza a energia do pop rock português com uma reflexão sobre a polarização, a exaustão quotidiana e a crescente dificuldade em encontrar espaço para o pensamento, a empatia e o diálogo.

Entre inquietações sociais, políticas e individuais, A Sombra observa criticamente um mundo marcado pela velocidade da informação, pelo impacto das redes sociais e pelo desgaste emocional. A produção do álbum esteve a cargo de António Vasconcelos Dias.

“A vida moderna está complexa, está tudo a acontecer muito rápido - crises financeiras, pandemias, instabilidade profissional e familiar… e, a nosso ver, muito desamparo. Somos uma sociedade em burnout, numa corda bamba entre a depressão e a mania falsa das redes sociais”, afirma Pir, vocalista, guitarrista e compositor da banda, destacando ainda as consequências do digital nas nossas vidas, nas democracias e nas novas gerações.

Da crítica à voracidade do digital em “A Gente Quer Saber”; à intolerância e polarização em “Sabemos Quem São”; às inquietações mais íntimas de “Abismo”, “Já Só Me Nego” ou “Roda dos Medos”, os Cassete Pirata percorrem diferentes expressões de uma mesma tensão: a distância entre aquilo que nos é exigido e aquilo que verdadeiramente precisamos para viver.

É no epicentro desta tensão que nasce “Viola no Saco”, o novo single que acompanha o lançamento do álbum. A canção questiona a troca constante de acusações, sobretudo nos espaços virtuais, e propõe o silêncio e o afastamento como formas conscientes de autopreservação, sem abdicar da resistência. “Resultou este disco, que eu acredito que acrescenta à posição de resistência social. Se possível, ajudando, com força e um toque de esperança”, remata Pir.

Para transformar em vídeo esta canção, escolheram a lente de João Hasselberg e o registo cru da banda, que enfrenta e transporta a letra numa atmosfera industrial e de verticalidade do betão: um ambiente e espaços que envolvem a nova série de fotografias promocionais do grupo que recusa os artifícios.

Fechando o alinhamento do disco com “A Resposta”, somos largados no espaço mais puro da fragilidade e das marcas que o amor nos deixa. 

Musicalmente, os Cassete Pirata mantêm a sua linguagem singular, onde o rock das guitarras se cruza com melodias pop, ritmos envolventes e uma escrita em português que alterna entre a ironia, a frontalidade e a vulnerabilidade. As novas canções prolongam um percurso de afirmação artística construído ao longo de uma década, preservando a espontaneidade, a energia coletiva e a forte ligação que têm vindo a criar com o público.

Dez anos depois do início desta viagem, a banda de João “Pir” Firmino (voz e guitarra), Margarida Campelo e Joana Espadinha (teclados e voz), António Quintino (baixo) e João Pinheiro (bateria) celebra o caminho percorrido sem deixar de olhar em frente. O lançamento de A Sombra coincide com a apresentação do espetáculo especial CASSETE PIRATA – 10 ANOS, que revisita os temas que marcaram a primeira década da banda e que dá palco às novas canções. 

Depois da passagem pelo Lustre, em Braga, a 24 de outubro, o espetáculo chega ao Teatro Municipal da Covilhã a 14 de novembro, e ao Capitólio, em Lisboa, a 28 de novembro. Homenageando a estrada percorrida, os Cassete Pirata encontram em A Sombra a projeção de um caminho.

HIPOTS x CASHMERE LANÇAM SINGLE



Hipots junta-se a Cashmere em “Ride or Die”, um single que cruza Hip Hop, Pop, Trap e R&B

Com um percurso de mais de uma década marcado pela versatilidade e pela fusão de géneros musicais, Hipots junta-se a Cashmere em “Ride or Die”, um single que cruza Hip Hop, Pop, Trap e R&B numa sonoridade contemporânea e cinematográfica.

Reconhecido pela presença em alguns dos maiores palcos nacionais, Hipots venceu, em 2024, a categoria Hip-Hop/Rap/Dance nos International Portuguese Music Awards (IPMA), com o tema “Vem Comigo”. É também uma das vozes dos Richfellaz, vencedores do prémio Canção do Ano nos IPMA 2023, e recebeu, em 2025, a Medalha de Mérito Municipal de Sobral de Monte Agraço.

Cashmere com um percurso marcado pelo contacto com diferentes universos musicais, desenvolveu a sua ligação ao canto entre a formação musical, a experiência coral e os projetos de palco, preparando o caminho para uma identidade artística própria e aberta à experimentação.

“Ride or Die” assinala uma nova etapa para ambos os artistas: uma evolução sonora para Hipots e o início de uma nova identidade artística para Cashmere. Mais do que uma colaboração, o projeto procura unir música, imagem e performance numa linguagem contemporânea, com ambição internacional.

“Ride or Die” é o primeiro capítulo desta nova história.

IRMÃOS CATITA AO VIVO

 


















COLISEU CLUB dia 12 de Dezembro de 2026 – 22H30
BILHETES AQUI

Os Fabulosos Irmãos Catita regressam aos palcos, no dia 12 de Dezembro, com The Very Sentimental Show, no Coliseu Club.
Tal acontece depois de terem sido expulsos da maior parte das casas de espectáculo do continente e ilhas, por abuso de substâncias, tráfico de koalas e outros pequenos delitos.

Agora, definitivamente recauchutados, os grandes intérpretes Chiquito, Miss Suzie e Lello Elvis, vão interpretar novos temas sem esquecer Drogado, Lourenço Marques e Cagalhón, entre outros. 

CAPITÃO FAUSTO LANÇAM A BANDA SONORA ORIGINAL DO FILME "CASA PEQUENA"





















A banda edita hoje um conjunto de 24 músicas originais compostas para o filme Casa Pequena, longa-metragem realizada por Ricardo Oliveira com estreia nacional no dia 5 de Novembro. nda edita hoje um conjunto de 24 músicas originais compostas para o filme Casa Pequena, longa-metragem realizada por Ricardo Oliveira com estreia nacional no dia 5 de Novembro. banda edita hoje um conjunto de 24 músicas originais compostas para o filme Casa Pequena, longa-metragem realizada por Ricardo Oliveira com estreia nacional no dia 5 de Novembro.

Da banda sonora original destacam-se os singles Escolhas e Quando Vais Dormir.

Para além de assinar a composição da banda sonora original, a banda co-escreveu a história com o realizador e fará parte do elenco de actores ao lado de Zeca Madeiros, Ana Vilela e Bárbara Lourenço.

BLACK BOMBAIM & ISAIAH MITCHELL JUNTOS EM VINIL















Foto © Carolina Ribeiro

Já está disponível, em formato vinil e nas plataformas digitais (Bandcamp, Apple Music e Tidal) "Black Bombaim & Isaiah Mitchell - Live in Porto", um disco que regista o concerto realizado no espaço da Lovers & Lollypops, no Porto, em maio de 2025. O coletivo fará três concertos de apresentação na próxima semana, dia 5 de novembro no Porto, dia 6 em Barroselas e 7 no Le Guess Who? (Utrecht, Holanda).

Umas das fixações de sempre da “crítica musical” no seu pavor pelo revisionismo histórico, foi sempre o teste do tempo. O envelhecimento da obra em justaposição com a húbris do momento; a evolução criativa do autor carregando o peso anacrónico do seu catálogo; ou uma gestão de expectativas face ao embaraço de uma inocência. Contextualizado frequentemente naquele louvor dirigido a algo (ou alguém) que se nos demora no ouvido: “Está tão bom e actual como há vinte anos atrás quando foi lançado (...)” É por isso inevitável que essa perspectiva hodierna qualifique o objecto de análise, mesmo quando a obra documente um passado cuja leitura continua refém das sensibilidades de quem o observa. Podemos ficar agarrados ao Uli Jon Roth do setentas, ao “Fragile” dos Yes, aos quatro primeiros álbuns dos Black Sabbath... mas o “show” tem de continuar!

Quando os Black Bombaim se juntaram a Isaiah Mitchell no festival Milhões de Festa a 27 de julho de 2014, o tempo era, naturalmente, outro. Fazia sentido, contagiava, agregava, e isso importa. A banda de Barcelos andava naquela altura a apresentar o seu quarto longa duração “Far Out,” e afirmava-se como um dos projectos mais originais e excitantes da sua geração nas fronteiras entre o psicadelismo/krautrock dos anos setenta e o heavy stoner dos anos noventa. Já o guitarrista Californiano era uma espécie de padrinho desse movimento, influenciando o subsolo Ocidental do rock instrumental mais pesado através de uma virtuosa improvisação e sobreposições de camadas em movimentos perpétuos da sua vintage Stratocaster. É justo dizer que os Earthless (a sua banda) apontaram avenidas sonoras para todo um filão transnacional de bandas que lhes seguiram. Um legado que deixou património em Barcelos e impacto directo nos Black Bombaim!

Juntos – tanto naquele distante concerto como neste registo ao vivo – funcionam hoje menos como uma banda convencional com um músico convidado do que como um organismo musical temporário que se complementa num território partilhado. E isso, o tempo não mudou. A estrutura aparantemente rígida (guitarras, baixo, bateria) dilui-se em domínios permeáveis (heavy psych, stoner rock, fusion, free jazz), em inspirações confluentes (Flower Travellin’ Band, Budgie, Blue Cheer, Endless Boogie) e ao instinto repetitivo que abre caminho ao serendipismo musical. No fundo, esta relação carnal com o ritmo, a saturação dos timbres, as reverberações ondulares, o balanço elástico do swing, e as distorções sincopadas continuam a definir o que são os Black Bombaim e Mitchell em uníssono. Ao longo das quatro faixas – “Intro,” “For B.,” “Hills,” e “Africa II revisited” – Live in Porto traça os contornos desse diálogo dinâmico carregado de fuzzy guitars, feedback, escalas modais intercaladas com polirritmias, e frases blues.

Contudo, voltando ao desafio inicia, como responder ao “teste do tempo” ao largo destes dez anos? Talvez este “revivalismo” seja uma forma de resistência orgânica, recuperando linguagens clássicas para realçar o suspense da imprevisibilidade. Num presente progressivamente entregue à fórmula digital, à assepsia artificial e à repetição maquinal de códigos treinados, a improvisação permanece um território de desobediência, devolvendo-nos o erro, o acidente e a imaginação como forças criativas. É nesse intervalo entre intenção e descoberta, onde ninguém sabe exactamente o que vem a seguir, que Live in Porto encontra a sua actualidade. Não há maneira de repetir os que estes quatro estão a fazer aqui, porque não há pauta, não há regras estanques, nem espartilhos artísticos. 

Ainda é inteligência humana! 

Texto: Manuel A. Fernandes

CRUSH ME É O NOVO SINGLE DE HAUSE PLANTS





















Depois de Do It Like This e Pleasure, a banda lisboeta edita Crush Me, novo avanço do álbum que se avizinha.

O tema é editado em parceria pela editoras Spirit Goth (EUA) e Cuca Monga (Portugal), funcionando como uma mostra do aguardado disco, cuja edição está prevista para Março de 2027.

A produção de "Crush Me" ficou a cargo de Gordon Raphael, produtor dos dois primeiros álbuns dos The Strokes.

"A Crush Me foi a última música que escrevi para o álbum. Mostrei a demo à banda dois dias antes de partirmos para Leeds, onde iríamos estar a gravar durante uma semana com o Gordon Raphael, produtor dos dois primeiros álbuns dos The Strokes. Embora o João, o Dani e o Hugo não admitam, tenho a certeza de que todos os arranjos que gravaram em estúdio foram compostos já no avião - culpa minha. É uma música muito diferente do restante repertório de Hause Plants mas acaba por juntar tudo o que fomos aprendendo ao escrever o resto do álbum."

Guilherme Correia

SAFIRA ZONE COM NOVO SINGLE

 













Depois de “Turbo Intercooler” e “Stardust”, os Safari Zone revelam um novo capítulo do seu álbum de estreia. Já disponível em todas as plataformas digitais, “A Glimpse Of Paradise” acompanha a descoberta de um planeta aparentemente perfeito, onde a promessa de um novo começo convive com a suspeita de que nem tudo é aquilo que parece.

Os Safari Zone acabam de editar “A Glimpse Of Paradise”, o novo single de antecipação ao álbum de estreia “1420.FM”. Depois da partida em “Turbo Intercooler” e do isolamento vivido em “Stardust”, a banda dá continuidade à narrativa de uma viagem pelo cosmos, desta vez marcada pela descoberta de um planeta aparentemente paradisíaco. Entre montanhas azuis, mares cor-de-rosa e paisagens de uma beleza invulgar, a canção introduz um cenário que parece contrariar as dificuldades enfrentadas até então, mas cuja perfeição levanta novas interrogações.

A chegada a este território representa uma mudança de perspetiva no percurso apresentado pelos Safari Zone. Se os capítulos anteriores se desenvolviam entre a necessidade de abandonar o passado e a incerteza perante um futuro desconhecido, “A Glimpse Of Paradise” coloca os protagonistas diante da possibilidade de terem finalmente encontrado um lugar capaz de corresponder às suas expectativas. Depois de uma travessia marcada pela destruição da nave, pela solidão e pela perda de esperança, a descoberta de um novo mundo introduz uma promessa de estabilidade que parecia cada vez mais distante.

Contudo, é precisamente a aparente perfeição deste planeta que estabelece a principal tensão da composição. A harmonia das paisagens e a ausência imediata de sinais de ameaça despertam a dúvida sobre a verdadeira natureza daquele lugar. Aquilo que inicialmente se apresenta como um refúgio poderá esconder uma realidade diferente, colocando em confronto o desejo de acreditar numa promessa de felicidade e a desconfiança perante algo que parece demasiado perfeito para ser verdadeiro.

Esta ambiguidade prolonga uma das questões centrais do universo de “1420.FM”: a dificuldade de encontrar um lugar de pertença e a tendência para projetar noutros espaços as respostas que parecem faltar à experiência quotidiana. Ao longo da viagem, a distância física transforma-se também numa forma de questionar expectativas, desejos e idealizações. Em “A Glimpse Of Paradise”, essa reflexão ganha uma nova dimensão, já não através do vazio ou da ausência de referências, mas perante a possibilidade de encontrar tudo aquilo que se procurava.

A imagem do planeta paradisíaco funciona, assim, como contraponto aos acontecimentos que antecederam a sua descoberta. Em “Turbo Intercooler”, os Safari Zone davam início à viagem a bordo de uma nave que representava a vontade de abandonar uma realidade marcada pelo desgaste e pela repetição. A partida surgia associada à procura de algo maior, embora acompanhada pela consciência de que a mudança de lugar não significa necessariamente a resolução dos conflitos interiores.

Com “A Glimpse Of Paradise”, a narrativa desloca-se novamente, substituindo a sensação de vazio pela descoberta de um cenário aparentemente acolhedor. No entanto, a possibilidade de que esse mundo seja apenas uma ilusão impede que a chegada seja interpretada como uma resposta definitiva. O novo single desenvolve-se nesse espaço de indefinição, onde o fascínio pelo desconhecido convive com a necessidade de questionar aquilo que se apresenta como ideal.

A composição integra “1420.FM”, um álbum conceptual de 11 faixas concebido como uma travessia atribulada pelo cosmos e uma reflexão sobre a procura humana por propósito e pertença. Através de diferentes episódios, os Safari Zone constroem uma narrativa em que a exploração espacial serve de ponto de partida para abordar inquietações relacionadas com a identidade, a mudança e a dificuldade de encontrar sentido num universo em permanente transformação.

Formados em 2019, os Safari Zone têm vindo a desenvolver uma identidade musical assente no indie rock e na criação de atmosferas que cruzam introspeção e imaginação. Em 2023, editaram o EP “This World is an Anteater”, trabalho que antecedeu uma presença crescente em palco, com atuações no Festival Académico de Lisboa, Arraial do Técnico e Casa da Música, além da vitória no concurso de bandas do Festival Metamorfose.

Depois de “Intergalactic Jazz Club” ter introduzido o universo conceptual do disco, “Turbo Intercooler” assinalou o início da viagem e “Stardust” confrontou os seus protagonistas com as consequências da partida. Agora, “A Glimpse Of Paradise” acrescenta um novo capítulo a esse percurso, colocando os Safari Zone perante um mundo que parece reunir todas as condições para se tornar um destino ideal, mas onde permanece uma dúvida fundamental: poderá a perfeição ser apenas outra forma de ilusão?

“A Glimpse Of Paradise” já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.

TOO MANY SUNS APRESENTAM "DOURO"















Os Too Many Suns apresentam “Douro”, o primeiro tema em português do percurso da banda e segundo single de antecipação ao próximo álbum de originais, com edição prevista para 2027. Depois de “Teenage Dreams”, lançado em 2025, o quarteto regressa com uma canção dedicada às gentes humildes de Portugal, à memória coletiva e à relação entre o presente e as gerações que, através do seu trabalho, contribuíram para construir o país. O lançamento é acompanhado por um visualizer que recupera imagens de arquivo da RTP e do filme “Douro, Faina Fluvial”, realizado por Manoel de Oliveira em 1931.

Formados em 2018, os Too Many Suns encontram em “Douro” um novo território de exploração musical e linguística. Até agora, a banda tinha desenvolvido o seu repertório em inglês, mas a vontade de experimentar diferentes possibilidades sonoras acabou por conduzir, de forma orgânica, à primeira composição em português. A escolha da língua surge associada à própria identidade da canção, cuja cadência e construção rítmica procuram estabelecer uma relação próxima com as palavras e com aquilo que evocam.

“Vivemos numa era de informação super rápida, de uma vivência cada vez mais desprovida de humanidade e humanismo, e muitas vezes de conforto garantido. Douro é uma lembrança de onde viemos, do que de certa forma (ainda) somos, quer queiramos quer não, na nossa consciência coletiva. É uma homenagem às nossas gentes mais humildes, as que sofreram e forjaram as terras, e formaram as gentes que temos hoje”, explica a banda.

A partir dessa reflexão, “Douro” dirige o olhar para as marcas deixadas pelo trabalho e pela passagem do tempo. A canção recupera imagens associadas à terra, às lavouras, às pontes, às margens e ao rio, estabelecendo uma ligação entre a paisagem e as pessoas que a habitaram e transformaram. A memória não surge apenas enquanto evocação de um passado distante, mas como parte de uma identidade coletiva que continua presente, mesmo num quotidiano cada vez mais marcado pela velocidade da informação e pelo afastamento das experiências que moldaram gerações anteriores.

Essa relação encontra expressão na própria escrita. As mãos marcadas pelo trabalho, os caminhos percorridos e os laços estabelecidos entre pessoas e lugares atravessam uma letra que aproxima a dimensão individual de uma história partilhada. O rio surge como elemento de continuidade, enquanto a passagem do tempo recorda tanto a permanência dessas marcas como a transformação das condições de vida.

Musicalmente, “Douro” desenvolve-se através de uma combinação de guitarras, teclados e uma cadência construída em torno da língua portuguesa. A banda descreve o tema como uma dança de elementos instrumentais e líricos, onde a relação entre ritmo e palavra assume particular importância. A estreia na língua materna não representa, assim, uma rutura deliberada com o percurso anterior, mas uma extensão da liberdade criativa que tem acompanhado os Too Many Suns desde a sua formação.

A canção foi gravada, produzida e misturada integralmente pelos quatro elementos da banda — Hugo Hugon, João Cardoso, Vasco Rato e Simão Reis —, em Lisboa, durante 2026. A letra é assinada por Hugo Hugon e Simão Reis, enquanto a masterização ficou a cargo de Simão Reis. Na gravação, Hugo Hugon assume a voz, guitarra e teclados, Simão Reis a guitarra, João Cardoso a bateria e vozes de apoio e Vasco Rato o baixo, contando ainda com a participação de Leonor Fonseca nas vozes de apoio.

O lançamento é acompanhado por um visualizer com montagem artística de Hugo Hugon, construído a partir de imagens de arquivo da RTP e de excertos de “Douro, Faina Fluvial”, filme de Manoel de Oliveira realizado em 1931. A recuperação dessas imagens estabelece uma ligação visual com o universo da canção, aproximando a homenagem às populações e ao trabalho de uma memória cinematográfica associada ao rio Douro e às atividades que historicamente se desenvolveram nas suas margens.

“Douro” chega através da Reverie Records, com distribuição, gestão e apoio executivo da Indie Music PT, e sucede a “Teenage Dreams”, editado em 2025 como primeiro avanço para o próximo longa-duração. O novo single assinala uma etapa distinta na preparação do álbum previsto para 2027, introduzindo pela primeira vez o português num repertório que tem sido marcado pela exploração de diferentes linguagens musicais.

O percurso dos Too Many Suns começou em 2018, quando Hugo Hugon e João Cardoso se juntaram num estúdio nos Anjos, em Lisboa. Dessa primeira colaboração nasceu “Garden”, EP de estreia composto por cinco canções e produzido em parceria com Gonçalo Formiga, dos Cave Story. A entrada de Vasco Rato no baixo antecedeu a gravação do primeiro álbum, “Meaning of Light”, produzido por Miguel Vilhena nos estúdios da Pontiaq e editado em outubro de 2020, em formato digital e cassete.

Entre o folk mais introspetivo, a pop e as sonoridades próximas do grunge e do noise, o primeiro longa-duração revelou uma identidade construída a partir do contraste e da coexistência de diferentes referências. Em 2021, a banda editou o EP “Quiet”, prolongando essa procura através de novas experiências musicais.

A integração de Simão Reis, em 2022, na guitarra e teclados, abriu caminho à criação de “Reverie”, álbum editado em 2024 que contou com participações de Surma e Beatriz Nunes.

Ao longo dos últimos oito anos, os Too Many Suns passaram por salas como o Capitólio, o Time Out Market, o Musicbox e o Maus Hábitos. Com novos concertos previstos e um terceiro longa-duração em preparação, a banda prossegue agora esse percurso através de uma canção que introduz uma nova dimensão na sua escrita.

Com “Douro”, os Too Many Suns encontram na língua portuguesa uma forma de aproximar a música da memória coletiva e das histórias de quem trabalhou e transformou o território. Entre as imagens do passado recuperadas no visualizer e a reflexão sobre o presente desenvolvida na canção, o segundo avanço para o álbum de 2027 presta homenagem a uma herança humana e cultural que continua a fazer parte da identidade do país.

MOTEL PLAZA APRESENTAM “FORMAS DE SER”

 













Os MOTEL PLAZA apresentam “FORMAS DE SER”. A canção assinala uma nova etapa no percurso da banda lisboeta. Entre o indie rock, o rock alternativo e o neo-psicadelismo, o quarteto regressa com uma composição centrada na dificuldade de adaptação às mudanças.

“FORMAS DE SER” parte da experiência de enfrentar alterações inesperadas na vida, momentos em que as circunstâncias obrigam a reconsiderar hábitos, atitudes e formas de relacionamento com os outros. A canção explora a distância entre a consciência de que algo precisa de mudar e a capacidade de concretizar essa transformação, num processo marcado pela resistência, pela dúvida e pela vontade de encontrar novas respostas perante uma realidade diferente.

Essa reflexão desenvolve-se a partir de uma perspetiva introspetiva, na qual a mudança não é apresentada como uma decisão imediata ou um processo necessariamente linear. Os MOTEL PLAZA procuram observar as contradições que acompanham a tentativa de abandonar comportamentos repetidos, sobretudo quando estes fazem parte de uma identidade construída ao longo do tempo. A composição encontra na vulnerabilidade e na autocrítica os seus principais elementos narrativos.

Em “FORMAS DE SER”, mudar implica também confrontar aquilo que permanece dentro de cada pessoa, desde as reações mais automáticas até aos hábitos que condicionam a maneira de enfrentar novas situações.

Musicalmente, o novo single dá continuidade à identidade desenvolvida pelos MOTEL PLAZA, que cruzam referências da psicadelia dos anos 60 e 70 com elementos do indie rock, do rock alternativo e da pop contemporânea. Essa abordagem acompanha uma escrita que procura traduzir experiências pessoais e estados emocionais através de uma linguagem direta.

O tema foi gravado e produzido por David Morfeu, no Black Sheep Studios. O lançamento é acompanhado por um videoclipe realizado e montado por João Nunes, com direção de fotografia de Tomás Cazaux, acrescentando uma componente audiovisual a esta nova fase da banda.

Formados em Lisboa, os MOTEL PLAZA nasceram do encontro de quatro músicos numa escola de hotelaria. Tiago Plutão, na voz e guitarra, João Sousa, nos teclados, Frederico Carvalho, no baixo, e João Pedroso, na bateria, encontraram na música um espaço comum para conciliar diferentes gostos, personalidades e formas de observar o mundo.

A escrita em português acompanha o percurso da banda desde os primeiros lançamentos, com canções que abordam relações pessoais, afetos, ausências e transformações individuais. A vontade de construir narrativas a partir de experiências quotidianas esteve particularmente presente em “CICLOS”, álbum de estreia editado em 2025, que reuniu dez composições organizadas em torno das diferentes etapas da vida, desde o nascimento até à despedida. O disco foi produzido por Francisco Dias Pereira, dos Them Flying Monkeys, no Black Sheep Studios, e masterizado por Pieter De Wagter.

Em 2026, os MOTEL PLAZA regressaram a esse repertório com “AO VIVO NO NURECORDINGS STUDIO”, um EP e filme ao vivo que reuniu cinco temas de “CICLOS” e uma composição inédita. Com produção e mistura de Nuno Roque, o trabalho procurou registar a dimensão performativa da banda, dando maior destaque à interação entre os quatro músicos e à forma como as canções se desenvolvem em contexto de interpretação conjunta.

A experiência de palco tem assumido um papel relevante no percurso do quarteto, com concertos em espaços como o Bota e o Tokyo, em Lisboa, o Mavy, em Braga, o CAAA, em Guimarães, e o Bafo de Baco, em Loulé. Durante a apresentação de “CICLOS”, as flores integraram também a componente cénica dos espetáculos, estabelecendo uma ligação visual com o universo conceptual do álbum.

A apresentação de “FORMAS DE SER” terá continuidade em palco no próximo dia 27 de novembro, com um concerto no Tokyo, em Lisboa. A atuação permitirá apresentar ao vivo esta nova composição, a par do repertório desenvolvido nos lançamentos anteriores

AFONSO RODRIGUES COM NOVO SINGLE

 



















Afonso Rodrigues
Vem Me Salvar

Chegou hoje às plataformas digitais o novo single de Afonso Rodrigues, “Vem Me Salvar”. Uma canção que fala sobre a inteligência artificial e os tempos que vivemos, com uma temática extremamente atual, chega no ano seguinte ao álbum de estreia em nome próprio.

«Escrevi esta canção em abril do ano passado e deixei-a na gaveta durante muito tempo. Há umas semanas dei comigo a pensar que não haveria altura de maior urgência para a lançar do que esta. O mundo está num sítio muito estranho e há uma inquietação a que ninguém escapa em torno de todos estes temas que nos ocupam a cabeça 24 sobre 24.» partilha o artista.

“Vem Me Salvar” tem letra e música de Afonso Rodrigues. A voz e a guitarra são também de Afonso Rodrigues, teclados e máquinas de Filipe Costa, e o trompete de Zé Cruz. Foi produzida por Filipe Costa, gravada por Filipe Costa e Zé Cruz, misturada por Filipe Costa e André Tavares e masterizada por André Tavares.

A canção vem acompanhada de um videoclipe realizado por Manel Portugal e filmado na Black Box, em Leiria.

“Vem Me Salvar” pode ser ouvida em todas as plataformas digitais.

TERRIBLE MISTAKE LANÇAM PRIMEIRO SINGLE





















Os Terrible Mistake apresentam THE HEIST, um single editado pela Omnichord e o primeiro avanço do segundo álbum do projeto, previsto para o próximo ano.

Depois do disco de estreia, I have an atomic bomb inside me, lançam-se uma vez mais à pista de dança, num tema descrito pela banda como um “devaneio eletrónico“ minuciosamente optimizado para a pista de dança.

O single marca também uma viragem em relação ao álbum de estreia já que segundo os Terrible Mistake, “parece que a bomba finalmente explodiu”, e o que antes estava contido passa agora a material dançável para “noites intermináveis e carregadas de emoções fortes algumas doces, outras amargas, tal como a existência humana em solo terrestre”

Como a banda diz: “Guardem os vossos pertences pessoais e os vossos pensamentos bafientos, o caminho é para a frente e seguimos desgovernados enfrentando, desobediências, empecilhos, entraves, barreiras, percalços, contratempos, complexidades, questões existenciais e rotundas sem que nada nos faça parar”.

Os Terrible Mistake começaram como uma dupla leiriense com especial gosto pela música electrónica e alternativa, pensada para ser ouvida em ambientes noturnos, como os dos clubes londrinos de madrugada. O seu álbum de estreia, “I Have An Atomic Bomb Inside Me”, reúne seis temas assentes em batidas eletrónicas de tom psicadélico, linhas de baixo marcantes e vozes tratadas com delays, alternando graves distorcidos com momentos mais melódicos e atmosféricos, em que as cordas e outros instrumentos se juntam à eletrónica. Após o lançamento do álbum a banda já passou por várias salas e festivais nacionais como o Serralves em Festa, o Festival a Porta, a Casa Capitão, o Texas Club entre outros, e agora com um novo álbum a caminho preparam-se para se voltarem a abanar por Portugal a fora.

GRIND FEVER EDITAM SINGLE















Depois do EP Cave Transmission (2019) e dos singles Runaway e Zero Sum, os Grind Fever apresentam Between Tides, um último single que antecipa Søma, o primeiro longa-duração da banda, com lançamento marcado para 4 de dezembro de 2026.

Between Tides mergulha num território marcado pela perda, pela memória e a dificuldade em deixar para trás aquilo que já não pode ser recuperado. A faixa percorre uma paisagem emocional onde antigas promessas habitam como fantasmas na procura por uma forma de existir depois da ruptura. Um confronto interior entre luto e superação, onde a saudade se transmuta em força para o que ainda está por vir.

Musicalmente, a composição integra a evolução que os Grind Fever têm vindo a revelar nos temas já lançados deste novo trabalho. Mantendo o peso e a densidade que marcam a identidade da banda, Between Tides cruza intensidade instrumental e dimensão emocional, explorando um lado mais introspectivo da banda.

A faixa faz parte de Søma, álbum que reúne diferentes momentos e ideias desenvolvidas pelo projeto ao longo dos últimos anos. O próprio título assenta num duplo significado: a soma das diferentes partes que formam um todo e soma (σῶμα), “corpo” em grego antigo.

Uma relação entre corpo e mente, entre aquilo que somos e as experiências que nos constituem.

Between Tides é, assim, mais um fragmento deste universo: um momento de confronto com aquilo que perdemos, mas também com a responsabilidade de continuar.

O primeiro longa-duração dos Grind Fever, chega a 4 de dezembro de 2026.

DANIELA GALHOZ EDITA DISCO DE ESTREIA

 



















Entre o soul e o indie, a cantora e compositora apresenta o seu primeiro longa-duração, escrito entre Londres, Lisboa e Madrid e desenvolvido em colaboração com o produtor André Indiana. Um trabalho que reúne diferentes experiências pessoais e reflete sobre as relações humanas, a responsabilidade emocional e a importância de viver plenamente.

Daniela Galhoz apresenta “Feelings Are Not for Fools”, o seu álbum de estreia, um trabalho que explora os medos, as ambições, o amor e as contradições que acompanham o crescimento pessoal. Entre histórias íntimas e reflexões sobre a forma como nos relacionamos com os outros, a cantora e compositora constrói um conjunto de canções que procura compreender as complexidades da experiência humana e a dificuldade de encontrar sentido num mundo frequentemente marcado pela desconexão.

Embora cada composição parta de uma experiência ou reflexão distinta, existe um elemento que atravessa todo o disco: a procura de compreender o amor, não apenas enquanto sentimento, mas também enquanto experiência contraditória, capaz de aproximar e afastar pessoas, despertar dúvidas e transformar a forma como cada indivíduo se relaciona consigo próprio e com os outros.

"Não o amor em si, mas a procura incessante de o compreender — a dificuldade em encontrar-lhe sentido, em captar as suas contradições e, simultaneamente, a sua simplicidade, e como continuamos a tentar definir algo que parece, ao mesmo tempo, profundamente natural e impossivelmente complexo. Cada canção, à sua maneira, acaba por tocar nessa procura contínua de compreensão", explica Daniela Galhoz.

O álbum reúne composições criadas em diferentes momentos e geografias, desde canções escritas em Londres até outras desenvolvidas entre Lisboa e Madrid. A passagem por estes lugares reflete-se na diversidade de experiências que alimentam a escrita da artista, num percurso marcado pelo movimento, pela mudança e pelo contacto com diferentes contextos culturais. Mais do que funcionar como um retrato de um único período, “Feelings Are Not for Fools” reúne fragmentos de uma trajetória pessoal e criativa, encontrando na música um espaço para organizar inquietações, memórias e aprendizagens.

Entre os temas que integram o disco encontra-se “Feelings Are Not for Fools”, single que lhe dá título e que parte de um momento de tomada de consciência sobre as relações humanas e a responsabilidade individual. A composição observa a dificuldade de reconhecer as consequências das próprias ações, sobretudo quando estas interferem diretamente com os sentimentos de outras pessoas.

"A compreensão de como o mundo funciona e a difícil verdade de que nem todos estão preparados para assumir a responsabilidade pelas próprias ações, quanto mais pelos sentimentos de outra pessoa", partilha a cantora, a propósito da reflexão que esteve na origem da canção.

Esta perspetiva encontra continuidade em “Stuck in Their Own World”, outro dos singles do álbum, no qual Daniela Galhoz aborda a tendência para o isolamento emocional e a forma como a concentração excessiva nas preocupações individuais pode comprometer a relação com o mundo exterior. A canção questiona a facilidade com que se perde a perceção daquilo que acontece à nossa volta, incluindo oportunidades e experiências que permanecem próximas, mas acabam por passar despercebidas.

"Reflete sobre a forma como as pessoas se podem desligar do mundo à sua volta, tão absorvidas pela própria vida que correm o risco de perder por completo o seu próprio caminho. Por vezes, aquilo que procuramos está mesmo à nossa frente. Só temos de abrir os olhos e viver — caso contrário, qual é o sentido?", acrescenta Daniela.

Estas duas composições ajudam a compreender algumas das questões que atravessam “Feelings Are Not for Fools”, particularmente a relação entre consciência individual, responsabilidade afetiva e a necessidade de permanecer atento à realidade. Ao longo do disco, a artista alterna entre diferentes perspetivas sobre o crescimento e as relações, explorando tanto a vulnerabilidade associada aos sentimentos como a importância de reconhecer os próprios desejos, limitações e escolhas.

Todas as canções e letras são da autoria de Daniela Galhoz, que desenvolveu o trabalho em colaboração com o produtor André Indiana. A parceria nasceu de uma afinidade criativa imediata e de uma visão partilhada sobre a identidade musical do projeto, permitindo que as composições evoluíssem de forma intuitiva. A confiança estabelecida entre ambos tornou-se um elemento central do processo de produção, respeitando a intenção original de cada canção e procurando encontrar a linguagem sonora mais adequada às diferentes histórias.

Musicalmente, “Feelings Are Not for Fools” cruza influências do soul e do indie, num registo que acompanha a diversidade emocional das composições. A escrita pessoal de Daniela Galhoz assume um papel central, estabelecendo uma ligação entre a dimensão íntima das letras e uma abordagem musical que procura traduzir diferentes estados de espírito, sem limitar o disco a uma única expressão ou temática.

O resultado é um álbum de estreia que se dirige a diferentes gerações e sensibilidades, partindo da ideia de que sentir, questionar e procurar compreender as próprias emoções não constitui uma fragilidade. Pelo contrário, a vulnerabilidade surge como parte integrante da experiência humana e de um processo de crescimento que exige disponibilidade para enfrentar contradições, reconhecer erros e continuar a descobrir novas formas de estar no mundo.

Com “Feelings Are Not for Fools”, Daniela Galhoz apresenta um primeiro longa-duração que reúne diferentes momentos do seu percurso enquanto cantora e compositora, transformando experiências pessoais em reflexões sobre o amor, as relações e a passagem do tempo. Entre a necessidade de compreender os outros e a importância de não perder de vista a própria vida, o álbum encontra a sua mensagem central numa ideia que a artista resume de forma direta:

"No seu âmago, a mensagem é simples: não desperdices o teu tempo. Faz com que conte."

SOUPA d'URSO APRESENTAM "VIDA NA ESTRADA"

 












Os Sopa d’Urso regressam com “Vida na Estrada”, primeiro single de antecipação ao segundo álbum de originais, “Litoral Morte”, com lançamento marcado para 11 de dezembro. A nova canção, cuja estreia está prevista para o final de outubro, assinala uma nova etapa no percurso da banda de Aveiro, formada em 2019, e desenvolve uma reflexão sobre a tensão permanente do quotidiano, os desencontros afetivos e a dificuldade de encontrar estabilidade num mundo marcado pela velocidade e pela imprevisibilidade.

Construída a partir de uma narrativa fragmentada, onde o surrealismo e o caos assumem um papel central, “Vida na Estrada” transforma a experiência de viver numa viagem frenética, atravessada por acontecimentos e emoções que nem sempre obedecem a uma lógica racional. A estrada surge como metáfora para um percurso em constante movimento, no qual as relações começam e terminam enquanto a vida prossegue, independentemente da capacidade de compreender ou acompanhar tudo aquilo que acontece.

É nessa sucessão de encontros, ruturas e mudanças que a canção encontra o seu ponto de partida. Os Sopa d’Urso exploram a forma como as relações humanas podem intensificar a sensação de instabilidade, sobretudo quando os sentimentos entram em conflito com a razão e as experiências deixam de encontrar uma sequência clara. A viagem deixa, assim, de representar apenas uma deslocação entre dois lugares para se transformar num espaço de confronto com a incerteza, a memória e as consequências das escolhas individuais.

A culpa e o desencontro atravessam também o universo de “Vida na Estrada”, numa reflexão sobre a procura permanente de sentido perante experiências que nem sempre oferecem respostas. A canção aproxima sentimentos contraditórios, colocando lado a lado o desejo de encontrar uma direção e a atração pelo desconhecido. O vazio, habitualmente associado à ausência ou à perda, assume aqui uma dimensão diferente: pode representar o ponto de partida para novas possibilidades, mesmo quando estas permanecem indefinidas.

Esta relação entre movimento e desorientação encontra expressão na própria estrutura conceptual do tema. Em vez de apresentar uma narrativa linear, com um princípio e um desfecho claramente identificáveis, “Vida na Estrada” organiza-se através de fragmentos e imagens que procuram traduzir a natureza imprevisível da experiência emocional. O surrealismo funciona, neste contexto, como uma forma de representar aquilo que escapa à explicação racional, aproximando a escrita da intensidade e da confusão que acompanham determinados momentos da vida.

A tensão constante do quotidiano constitui outra das dimensões centrais do single. Num contexto em que as exigências, as relações e as decisões parecem suceder-se sem interrupção, a ideia de uma viagem sem destino evidente traduz a dificuldade de encontrar momentos de estabilidade. O movimento torna-se simultaneamente uma condição inevitável e uma fonte de inquietação, fazendo da estrada um lugar onde coexistem a possibilidade de descoberta e o receio perante aquilo que ainda não se conhece.

Com “Vida na Estrada”, os Sopa d’Urso introduzem o universo de “Litoral Morte”, um álbum que representa o segundo capítulo discográfico de uma banda cujo percurso tem sido marcado por diferentes fases e mudanças na formação. O single apresenta-se como uma primeira aproximação a uma identidade criativa onde a experimentação, a ambiguidade e a liberdade de construção artística ocupam um lugar importante, abrindo caminho a um trabalho que será revelado integralmente em dezembro.

O projeto nasceu em Aveiro, em 2019, inicialmente com Xavier Santos na guitarra, Daniel Fernandes no baixo, Pedro Coelho na bateria, Luís Batista na voz e Ricardo Sequeira nos teclados. No ano seguinte, os Sopa d’Urso editaram “Colher de Pau”, o seu primeiro álbum, estabelecendo as bases de um percurso que viria a atravessar um período de transformação após a pandemia.

Essa nova fase trouxe alterações à formação, com Pedro Serrão a assumir a voz e a entrada de Sean Kong e Eduardo Santos para a componente de teclados. As mudanças permitiram reorganizar e ampliar as possibilidades instrumentais do grupo, acompanhando a evolução de um projeto que chega agora ao segundo longa-duração, sete anos depois da sua criação.

“Litoral Morte”, com edição agendada para 11 de dezembro, surge como o próximo passo desse percurso, depois de um primeiro disco lançado em 2020 e de um período marcado pela renovação da formação. A banda prepara ainda outras novidades até à chegada do álbum, prolongando a apresentação de um trabalho cujo primeiro avanço coloca em evidência a relação entre a experiência individual, o caos emocional e a procura de novos caminhos.

Em “Vida na Estrada”, essa procura desenvolve-se sem a promessa de um destino definido. Entre a culpa, a instabilidade das relações e a possibilidade de encontrar novos territórios a partir do desconhecido, os Sopa d’Urso apresentam uma canção que transforma a viagem numa imagem da própria condição humana, marcada pelo movimento contínuo e pela dificuldade de controlar aquilo que acontece ao longo do percurso.

PEDRO DO VALE EDITA ÁLBUM DE ESTREIA "REDON"





















Fotografia: Lucas Coelho

O disco inclui os singles 'Sininho' e 'Não sei onde vais' - em rotação na Rádio Comercial, RFM e Rádio Renascença -, parcerias com Pedro da Silva Martins (Lena D'Água, Deolinda) e produções do francês Loris Marzotto, Luar (IOLANDA) e Francesco Meoli (Janeiro, D.A.M.A) e será apresentado ao vivo, a 27 de novembro, na Casa Capitão, em Lisboa.

Pedro do Vale edita “redon”, o aguardado primeiro álbum de estúdio. O disco apresenta-se como um arquivo íntimo, feito de fragmentos que permanecem “não como sobras, mas como essência” e que, em conjunto, contam uma história de construção e evolução pessoal.

"Entre memórias e presente, as canções exploram a relação que tenho com as palavras que ficaram por dizer a quem partiu e a procura pelo que realmente importa no meio do ruído do quotidiano", afirma Pedro do Vale. "A dor invisível, as contradições e os medos convivem com uma inesperada leveza, numa narrativa em que a tristeza não representa apenas perda, mas também a possibilidade de transformação. Amar as cicatrizes é aceitar o caminho. Os restos de ontem tornam-se, assim, matéria para compreender o presente e construir o futuro", acrescenta o artista.

É neste diálogo entre passado e presente que o título “redon" (restos d’ontem) ganha sentido. As experiências vividas por Pedro do Vale não desaparecem e deixam marcas, acumulam aprendizagens e continuam a influenciar, num olhar de aceitação sobre o próprio percurso. Nas palavras do cantor e compositor: "os restos não se apagam, moldam quem somos. "redon” apresenta narrativas sobre memória, identidade e aceitação, que lembram que aquilo que permanece do passado pode ser, afinal, o ponto de partida para o que ainda está por acontecer"

Produzido pelo produtor francês Loris Marzotto e pelos portugueses Luar (IOLANDA, Nenny) e Francesco Meoli (Janeiro, D.A.M.A.) e com a colaboração de Pedro da Silva Martins (Deolinda, Lena D'Água) nas letras de várias canções, “redon” representa um momento de afirmação no percurso artístico de Pedro do Vale, ao trazer para primeiro plano a dimensão criativa que tem vindo a desenvolver em paralelo com o trabalho nas artes visuais. Com formação em desenho e experiência como ilustrador, retratista e cenógrafo, o artista transporta para a música uma sensibilidade marcada pela atenção ao detalhe e pela articulação entre palavra, som e estética visual, nas fotografias e nos videoclipes, nomeadamente em 'Não sei onde vais', com rotação na Rádio Comercial, RFM e Rádio Renascença. O novo single 'Sininho', cujo vídeo foi realizado por Billy Verdasca e Lucas Coelho, acompanha o lançamento do álbum.

Sobre esta canção, Pedro do Vale confessa que "sempre sonhei ser Peter Pan. Sou adulto, mas continuo a sentir-me uma criança, como se uma parte de mim nunca tivesse saído verdadeiramente da Terra do Nunca. A música e a minha guitarra são o meu "pozinho de pirlim-pim-pim", uma porta de embarque para um lugar onde ainda posso ser quem era. 'Sininho' não é apenas sobre crescer mas também sobre perder. Talvez a verdadeira magia esteja em perceber que nem tudo o que se perde desaparece para sempre. Daí o verso 'gravei o teu nome com carinho, pra mim tu serás sempre a Sininho'".

Após um primeiro EP, "Umbilical", colaborações artísticas com nomes como Janeiro, Tiago Nacarato, xtinto e Leo Middea, entre outros, e diversas experiências em contexto performativo, Pedro do Vale lança o aguardado álbum de estreia, "redon”. Já disponível nas plataformas digitais, o longa duração representa uma expansão do seu universo artístico e consolida a sua identidade enquanto cantautor. O disco, que apresenta, ainda, faixas como 'DVL', com rotação na Smooth FM e 'Sei de Cor', com estreia na Rádio Comercial, entre outros singles, será apresentado ao vivo no dia 27 de novembro, na Casa Capitão, em Lisboa.

Cantor, compositor e artista plástico, Pedro do Vale cruza música, pintura, desenho e cenografia como formas de expressão. Já editou um EP e vários singles e foi distinguido com um Prémio Design Galp Energia e um Prémio Galp Energia Arte, afirmando-se como uma voz sensível e multidisciplinar no panorama artístico contemporâneo. Nasceu no Barreiro, em 1990, e cresceu entre Ourém e Faro, desenvolvendo desde cedo uma acentuada ligação à arte, influenciada em partes iguais pelo ambiente rural, pela proximidade do mar e pelo pai, dedicado à construção artesanal de instrumentos musicais.

Com apenas 13 anos assinou o primeiro mural - dedicado ao 25 de Abril de 1974 e que revelou a sua precoce consciência estética e social -, aos 15 venceu o Concurso de Ilustração Sophia de Mello Breyner Andresen e em 2009 ingressou na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, onde concluiu o curso de Desenho. Entre Portugal e os Estados Unidos da América, começou a comercializar o seu trabalho, participou em diversas exposições e realizou encomendas institucionais, como retratos e um mural. Atualmente integra a residência artística do Taguspark. Na área da cenografia, trabalhou em Teatro e tem vindo a desenvolver trabalhos para artistas como Janeiro, Tiago Nacarato, Ana Mariano e xtinto.

A par das artes plásticas, iniciou ainda jovem, os estudos de música clássica no Conservatório Canto Firme de Tomar. Como músico e compositor, Pedro do Vale tem vindo a afirmar uma abordagem à arte como espaço de questionamento, equilíbrio, sensibilidade e conexão, no qual a beleza emerge também do erro e da sua superação. Lançou o primeiro EP, em 2021, "Umbilical", com produção do cantor, músico e produtor brasileiro Paulo Novaes (Leo Middea, ANAVITÓRIA) - distinguido com um Latin Grammy em 2023 -, ao qual seguiram diversos singles e um espetáculo de música e poesia com Pedro Giestas e colaborações com artistas como Janeiro, André ViaMonte e Léo Middea.

O aguardado álbum de estreia, "redon", está disponível em todas as plataformas digitais. O disco apresenta um arquivo íntimo, feito de fragmentos que permanecem “não como sobras, mas como essência". Do alinhamento constam os temas 'Não sei onde vais', com rotação da Rádio Comercial, RFM, Rádio Renascença, RTP Antena 1 e Rádio Observador, entre outras, e 'Sininho', bem como 'DVL', com rotação na Smooth FM, 'Sei de Cor', com estreia na Rádio Comercial, 'Na palma', 'Jacaré' e 'Girar'.

 

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

GONÇALO MALAFAYA CONTA O SEU PERCURSO EM NOVA MÚSICA “AUTO-RETRATO”

 


















O quinto single de avanço do álbum de estreia sucede a “Socorro” e chega hoje a todas as plataformas com edição Sony Music:

Gonçalo Malafaya apresenta hoje “Auto-Retrato”, o quinto single de avanço do seu álbum de estreia, com edição prevista para o primeiro trimestre de 2027. Entre Lisboa e Londres, a distância de casa, os “nãos” e a vontade de continuar, o cantautor transforma o seu percurso na música numa canção que cruza versos profundamente autobiográficos com um refrão onde todos se podem reconhecer.

“Fui p’ra longe com o meu sonho na mão.” O verso resume o ponto de partida de “Auto-Retrato”, onde Gonçalo Malafaya revisita as oportunidades que não se concretizaram, os três anos de open mics e a dúvida sobre se vale a pena continuar. A resposta surge na própria música, nas palmas de uma noite melhor e no apoio da família, com o conselho do pai,“o que vale a pena demora”, a dar-lhe força para voltar a juntar as peças. Entre versos profundamente autobiográficos e um refrão feito para ser cantado em conjunto, “Sigo o meu caminho, eu vou / Sigo e vou tranquilo, eu vou”, o cantautor transforma a sua experiência numa canção onde se pode reconhecer quem já enfrentou recusas, viveu longe de casa ou precisou de encontrar razões para insistir.

Com letra de Gonçalo Malafaya e música escrita em parceria com Stego, “Auto-Retrato” dá continuidade à colaboração entre os dois músicos. Stego assina também a produção e as guitarras acústicas, enquanto Gonçalo Malafaya assume as guitarras elétricas. A mistura ficou a cargo de Iñaki De Las Cuevas, a masterização de Filipe Survival e a produção executiva de João Pedro Ruela.

Depois de “Estação”, “Quando Acabar o Dia”, “Sítio Mais a Norte” e “Socorro”, o cantautor revela mais uma faceta da sua escrita. Das histórias de amor à ligação às raízes e às questões da saúde mental abordadas no single anterior, as canções têm vindo a apresentar o universo do seu primeiro disco. Com “Auto-Retrato”, Gonçalo Malafaya aproxima-nos agora da história de quem as escreve e prepara-se para revelar na íntegra, o seu primeiro trabalho de originais.

“Auto-Retrato” já hoje disponível em todas as plataformas digitais, com edição Sony Music.

BRANKO NO PRIMAVERA SOUND 2027 NO PORTO





















Está confirmada a atuação de Branko no Primavera Sound Porto em 2027. Artista fundamental da música atual em Portugal, o produtor apresenta um novo espectáculo na cidade Invicta já em Junho do próximo.

Branko encontra-se a preparar o seu próximo trabalho de estúdio. O sucessor de “Soma” (2024) é aguardado para o primeiro semestre de 2027 e é precisamente nesse momento que o Primavera Sound recebe música nova do produtor.

Num percurso com forte reverberação internacional, o músico português está a partir para o quinto trabalho de estúdio. Além do já referido “Soma”, Branko conta com o seminal “Atlas” (2015), “Nosso” (2019) e ainda “OBG” (2022). Pelo meio do percurso somou colaborações que marcam a música portuguesa da atualidade como o caso de “Reserva Pra Dois” (com Mayra Andrade), “Tudo Certo” (com Dino D`Santiago), “Os Tais” (com Carlão) e “Actual” (com Sam the Kid). Mais recentemente, Branko juntou Tainá para o tema “N`Essa Rua” ao mesmo tempo que desenvolveu ainda mais a colaboração com o coletivo brasileiro Tuyo para o tema “Pro Mundo Ouvir”.

Branko tem sido ponto central de uma sonoridade identitária que cada vez mais derruba barreiras. O seu percurso internacional estende-se por toda a Europa mas também com incursões várias pelo Brasil onde cimenta cada vez mais uma posição de destaque.

O resultado desta continua viagem musical tem novo episódio marcado para o próximo ano, seja com novo álbum seja com concerto agendado para o Primavera Sound Porto.