sexta-feira, 10 de abril de 2026

FESTIVAL SANTOS DA CASA - 2ª SEMANA





















12 de abril de 2026
10ComunA.L.
Apresentação da editora K FORA
Salão Brazil
18h00

A primeira edição K FORA é o resultado da tricefalia fundadora do movimento, com a premissa de colocar discos, sons, encontros cá para fora, acessíveis a quem queira escutar. O encontro marca a estreia do projeto 10ComunA.L. que reúne Bernardo Matos na guitarra elétrica e em pedaleirices, Bernardo Rocha na voz, poesia, trompetes, percussão e processamento e João Toscano no contrabaixo e ainda mais pedaleirices. O registo foi realizado em Portunhos, no recente Color Sound Studios, que fica nas proximidades de Coimbra, tornando-se porto de abrigo criativo ausente da freneticidade urbana, abraçando o diálogo improvisado entre os músicos. O encontro regista também a primeira gravação de João Toscano no contrabaixo, músico multi-instrumentista e que adiciona este desafio sonoro à sua biblioteca instrumental.

KARA KONCHAR COM NOVIDADES

 
















Saiu hoje pela Rotten \ Fresh o mais recente disco longa-duração de Kara Konchar intitulado 'NOVA MITOLOGIA', um compêndio de 11 poderosos temas nos quais os subgéneros Industrial, EBM e Dark Ambient se encontram numa encruzilhada constante e onde o single 'Apocalíptico', com teledisco editado, serve como espelho dessa mesma conexão.

Invariável explorador do subterrâneo musical português, Kara Konchar aborda a música electrónica sem compromissos formulaicos. Sempre com as mãos na massa, a música é elástica, malandra, corpulenta e bafienta. Com o mesmo brio, as apresentações ao vivo são feitas à medida e raramente se repetem.

O álbum foi editado em CD digisleeve e conta com as participações de Vile Karimi, Violeta Azevedo e Inês Malheiro em quatro dos seus temas e encontra-se para escuta e venda através do nosso Bandcamp e nas lojas Flur (Lisboa) e Matéria Prima (Porto).

Os concertos de apresentação encontram-se agendados para os dias 10 de Abril (Sexta-feira) no Radioclube Agramonte, no Porto, e 18 de Abril (Sábado), inserido na programação do Barreiro Noise Fest, a acontecer na Cooperativa Mula no Barreiro. Em ambas as datas o artista Durvena Cabina assume os encargos da abertura.

Escuta de 'NOVA MITOLOGIA':



BARC’ÀVELA NAS PLARAFORMA DIGITAIS





















O novo single dos Barc’Àvela, “Noites”, aborda o tema da saudade e da distância nas relações afetivas, retratando a experiência de quem vive longe de alguém especial. Através de uma abordagem simples e direta, a canção traduz em melodia e letra um sentimento comum e facilmente identificável.

Com versos como “Passam noites sem te ver / Passam noites sem te abraçar”, o tema constrói uma narrativa centrada na ausência e na persistência do amor, mesmo perante a distância. A figura feminina surge como elemento central da história, sendo evocada ao longo da canção e reforçada no refrão — “Só te quero a ti, é teu o anel de rubi” — que introduz uma dimensão simbólica de compromisso.

A metáfora presente em “Sinto-me a velejar com a tua ausência” acrescenta profundidade ao tema, sugerindo simultaneamente vulnerabilidade e continuidade. A canção desenvolve-se assim entre a fragilidade emocional e a ideia de resistência, sublinhando a capacidade do amor em ultrapassar barreiras físicas.

Com um refrão marcante, “Noites” posiciona-se como um tema de forte carga emocional, dirigido a um público que se identifica com histórias de distância, ligação e reencontro.

“Noites” apresenta-se como um retrato de uma experiência partilhada, refletindo sentimentos universais de ausência e ligação emocional.

CATARINA BRANCO EDITA NOVO DISCO



Depois de lançar o single de antecipação “Onde eu me escondo”, no passado dia 10 de março, Catarina Branco apresenta “Acordava cansada”, o seu segundo longa-duração, já disponível em todas as plataformas digitais e com edição física em formato vinil. O disco sucede a “Vida Plena” (2022) e aprofunda o universo poético e sonoro da cantautora, revelando um lado mais denso, introspectivo e minimal.

Após um percurso marcado por canções luminosas, “Acordava cansada” surge como o seu reverso - um território onde o silêncio, a melancolia e o esvaziamento ganham forma musical.

É a partir desse silêncio que o disco se constrói. Ao contrário dos trabalhos anteriores, onde as melodias surgiam em momentos “ruidosos e eufóricos”, aqui emergem em estados de quietude e introspeção. “Neste disco vieram ter comigo momentos de silêncio e melancolia”, explica Catarina Branco, sublinhando uma mudança profunda no seu processo criativo.

Cada canção afirma-se como a materialização de um estado emocional por decifrar. “Neste conjunto de canções exorcizei demónios antigos e recentes. Fiz as pazes com o silêncio que me tirou a voz”, refere, apontando o disco como um espaço de reconciliação e descoberta. A meio do processo, a voz regressa “em forma de palavras e canções”, dando corpo a um trabalho que resulta de anos de aprofundamento musical e pessoal.

“Acordava cansada” propõe uma escuta mais despida e essencial. A nível sonoro, o disco aproxima-se de uma estética folk minimalista, privilegiando a captação de instrumentos acústicos e reduzindo os elementos ao estritamente necessário à existência de cada canção. “No exercício da procura do essencial, debrucei-me e apaguei muitas palavras e elementos”, refere a artista.

Parte deste processo foi desenvolvido em residência artística na Casa de Gigante, no Vale do Pereiro (Sertã), em agosto de 2024, onde o isolamento permitiu aprofundar a relação com a palavra e depurar o excesso: “No silêncio do Vale, foi possível dissecar todo o ruído e deixar apenas o essencial para o silêncio se fazer ouvir.”

Para além de ter sido composto, produzido, captado e misturado na íntegra pela própria artista, o disco assume ainda uma dimensão híbrida, conciliando elementos acústicos com vestígios de síntese digital, numa paisagem sonora que reflete esse equilíbrio entre dois mundos. Para a sua concretização, Catarina Branco reuniu um conjunto de músicos (Sara Gonçalves, Leonor Orca, Mariana Camacho, Catarina Valadas, Rodrigo Nogueira e Bá Álvares), contribuindo para uma paleta sónica diversa, mas sempre contida na sua intenção minimal.

Natural do Oeste, Catarina Branco constrói uma identidade artística profundamente ligada ao território e à sua ambivalência - entre o agreste e o íntimo, o vazio e o excesso. Essa dualidade reflete-se também no imaginário visual que acompanha o disco: uma “pintura de palhaça a preto e branco”, de traço gótico e náutico, onde o dramatismo da imagem se prolonga na música.

Depois dos registos anteriores, “Acordava cansada” afirma-se como um novo capítulo no percurso da artista, aprofundando uma linguagem poética singular e propondo uma escuta mais atenta ao silêncio, à sombra e ao que permanece por dizer.

A receção ao disco tem sublinhado a sua dimensão sensível e reflexiva. Sobre “Acordava cansada”, Marta Rocha, da Antena 3, escreve:

“Há ali uma altura entre o momento em que deixamos de ter férias grandes, e o outro em que passamos a ter de as marcar até março, em que começa a entrar um cinismo por nós a dentro, e a empurrar um certo brilho para um fundo que vai sendo mais difícil de alcançar. É como se o corpo perdesse cor, e é muito fácil deixar que a palidez dos dias nos transforme em fantasmas vivos, um ensaio daquele “cadáver adiado que procria” que o Ricardo Reis descrevia.

É difícil sair desse torpor, e este disco da Catarina soa-me a essa dor de entender que as coisas não estão nada bem, a empurrar uma parede exterior que diz que está tudo, que é suposto os dias demorarem, e doerem assim, é só levantar e seguir. Só que ao escrever sobre isto, dá-se um pequeno milagre. Uma magia, se preferirem. É como se se acendesse uma luz pequenina que nos orienta na caminhada, mas que continua a deixar-nos ir descansar na sombra.”

PZ COZINHA "EMPADÃO NA BIMBY"





















© Rui Murka

“Empadão na Bimby” é quarto retrato do "Álbum de Família" de PZ, desta vez com a participação de Emmy Curl. Depois de “Todo o Santo Dia” (feat. Samuel Úria), “Quem é que Vai Lavar a Banca?” (feat. Joana Espadinha) e “Sou Pai de Filhos” (feat. Retimbrar), o novo single do músico carrega na linha de sátira pop sobre tecnologia, consumo e entusiasmo doméstico.

À primeira escuta, “Empadão na Bimby” soa quase como um jingle esquecido dos anos 90. Mas, por baixo da superfície leve e divertida, a canção revela-se um comentário subtil sobre a relação contemporânea com a tecnologia: o fascínio inicial, a promessa de eficiência absoluta e, inevitavelmente, a banalização. Foi também uma canção desenvolvida no seio do quotidiano familiar, cantada em casa por PZ durante o período de confinamento, como forma de aligeirar o ambiente e transformar a rotina doméstica numa fuga criativa aos problemas exteriores.

A participação de Emmy Curl reforça esse equilíbrio entre humor e estranheza, trazendo uma presença vocal que tanto amplifica o lado performativo da música como a sua dimensão mais etérea, revelando também um lado mais livre e quase jazzístico na sua interpretação. O resultado é um tema que oscila entre o absurdo e o familiar — como tantas rotinas da vida doméstica — culminando num momento inesperado e único: um solo performativo de PZ na própria Bimby.

Tal como os restantes retratos do "Álbum de Família", o tema foi gravado nos Estúdios Arda, com realização de Vasco Mendes, mantendo a lógica do projeto: um registo contínuo, íntimo e em construção, onde cada canção funciona como uma fotografia de um momento muito particular.

"Empadão na Bimby" surge como o capítulo mais absurdo (e real) do "Álbum de Família" que PZ vai dar a conhecer, ao longo de 2026, culminando numa edição especial em vinil no final do ano. Com “Empadão na Bimby”, PZ continua a explorar o quotidiano como matéria artística, transformando pequenos detalhes da vida em reflexões maiores — sempre com humor, ironia e uma identidade muito própria.

Ficha Técnica

Música, Letra, Produção, Voz, Baixo, Guitalele e solo de Bimby: PZ 
Voz convidada: Emmy Curl 
Bateria: Mário Costa 
Arranjo adicional de assobio: João Salcedo 
Gravação e Mistura: Zé Nando Pimenta 
Gravado nos Estúdios Arda 
Realização Vídeo: Vasco Mendes 
Design: Studio Eduardo Aires 
Fotografia: Rui Murka 
Assistente Produção: Francisca Lacerda 
Direção Criativa: PZ, Studio Eduardo Aires, Vasco Mendes

BURAKA SOM SISTEMA EDITAM MÚSICA INÉDITA E VÍDEO EM FORMATO ESPECIAL





















“Voltou o Puro Mambo” é o mote de início da nova música dos Buraka Som Sistema, que é editada este dia 10 de abril de 2026, num ano que reúne todos os ingredientes para ficar na memória. Além do já anunciado regresso aos palcos dos Buraka Som Sistema, para um espetáculo exclusivo no NOS Alive (11 de julho), o grupo volta a edição de música inédita, precisamente 12 anos depois do último trabalho de originais (“Buraka”, 2014). “Puro Mambo” constitui o título da nova música do coletivo de Blaya, Branko, Conductor, Kalaf e Riot, e integra a compilação de celebração dos 20 anos da editora Enchufada, “A Lisbon Club Story”.

O videoclip da nova música está pensado especialmente para o formato 9:16, e conta com a realização de João Pedro Moreira, que assinou no passado vídeos da banda como “Hangover” e “Vuvuzela”, bem como o documentário do grupo, intitulado “Off The Beaten Track”. O formato de gravação deste vídeo tem como objetivo invadir os dispositivos eletrónicos que apresentam a imagem no formato 9:16, mostrando e destacando a individualidade de cada bailarino convidado, terminando assim o vídeo com todos juntos num momento de dança coletivo. O videoclip celebra parcerias e amizades de longa data na história da banda, como o caso de Anastasya, Banu, Betinho Feijó, Didi, Edgar Vunda, Gautier, Indi Mateta, Isabel Zuaa, João Gomes, Makoto, Mei Glez, O Mangope, Pedro Coquenão, Rita Maia, Romi, Sani Dubois e Titica.

O tema inédito está integrado na compilação que assinala os 20 anos da editora Enchufada, o selo que que faz parte da história dos Buraka Som Sistema desde o início em 2006. Com lançamento digital agendado para 24 de abril, a compilação “A Lisbon Club Story” apresenta assim um tema inédito de Buraka Som Sistema, juntando-se a “Rainha” de Tusabe e a “Outfit (Shake it)” da autoria da dupla BLOQO (composta por Branko e Pedro da Linha). A compilação revisita também inúmeros temas icónicos editados pela Enchufada ao longo dos anos. Estão agendados dois eventos especiais no Porto (Mouco, 26 abril) e em Londres (The Lower Third, 9 maio), para celebrar o impacto da história da editora na música eletrónica europeia.

FICHA TÉCNICA do Vídeo de “Puro Mambo”
Director - João Pedro Moreira
Camera Operator - João Lobo
Camera Operator - Tomicornio
Photography - Tiago Almeida
Camera Assistant - Ivo Ricardo
Chief Electrician (Gaffer) - Edgar Esteves
Equipment / Technical Services - ZOF
Main Stylist - Drucaa
Stylist Assistant - Maria Inês Saramago
Head of Wardrobe - Patrícia Oliveira
Wardrobe Assistant - Beatriz dos Anjos
Makeup Artist - Beatriz Texugo
Casting Director - Sara Soares
Production Assistant - Pedro Rodrigues
Executive Producer - Irina Leite Velho, Maria Salgado, Pedro Trigueiro

Assistir a "Puro Mambo"

SINGLE DUPLO DOS THGE ACUSTIC FOUNDATION





















Os The Acoustic Foundation apresentam o single duplo “Mojo / Queen of Hearts”, último avanço para o álbum “whaTAFunk”, com lançamento previsto para julho. O disco assinala também os 15 anos de atividade do coletivo portuense, celebrados em junho.

Num gesto assumidamente retro - como os vinis de 7 polegadas a 45 rotações por minuto - o novo lançamento organiza-se em Lado A e Lado B, refletindo duas formas distintas de atravessar o mesmo território emocional: o desamor.

Em “Mojo”, Lado A, a banda entrega uma malha funk marcada pelo destaque dos sopros e do órgão hammond, onde o groove serve de veículo para uma narrativa de entrega e excesso. A letra de Marta Oliveira parte de um aviso ignorado - “Everybody warned me about you” - e desenvolve-se numa espiral de desejo, risco e repetição. Entre a consciência do erro e a inevitabilidade da atração, a voz assume a contradição: “You were my favorite mistake”. A ideia de “vender a alma ao diabo” surge como metáfora recorrente, sublinhando o preço de ceder ao impulso e ao “fire, wildest desires”. “Mojo” não procura redenção - insiste na experiência, no corpo e na vertigem.

No Lado B, “Queen of Hearts” desloca esse mesmo universo para um registo mais contido e emocional. Construída como uma balada soul, com forte presença de coro gospel, a canção assume o momento posterior: o reconhecimento do fim. “Nothing left to say or do / The hard truth is you no longer love me” estabelece o tom de uma despedida sem dramatização excessiva, mas carregada de aceitação. Aqui, o amor persiste para além da relação - “I will love you for a lifetime” -, mesmo quando se reconhece o desencontro estrutural entre dois mundos. Se “Mojo” é impulso, “Queen of Hearts” é consciência; se um dança, o outro permanece.

Ambos os temas têm letra de Marta Oliveira e música de The Acoustic Foundation. A produção é assinada por Colin Girod e Ricardo Fidalgo, com grafismo de Ricardo Riscas.

Criados em 2011 por Marta Oliveira (voz) e Ricardo Fidalgo (baixo), os The Acoustic Foundation afirmaram-se como um coletivo guiado pela soul e pelo funk, com uma abordagem marcada pela energia em palco e pela fusão entre música e dança. O percurso inclui o álbum “Big Sculpture” (2017) e uma presença consistente na cena nacional.

Depois de “Fresh News” e “O Conto do Vigário”, o coletivo avança agora para um novo capítulo em antecipação a "whaTAFunk", disco que chegará em julho e que assinala 15 anos de atividade dos The Acoustic Foundation. Um percurso onde o groove se mantém como ponto de partida - e de chegada. Para além do lançamento do single duplo, a celebração dos 15 anos de carreira e a edição do disco em julho, o coletivo irá ainda revelar concertos de apresentação e uma tour europeia a serem anunciados em breve.

NOVO SINGLE DE BÁRBARA BANDEIRA





















Depois de inaugurar um novo capítulo artístico com “Marcha”, lançado no início do ano como primeiro avanço de “Lusa: ato II”, Bárbara Bandeira revela agora “Mau Olhado”, o segundo single deste novo projecto: uma obra onde tradição, identidade e emoção se fundem numa linguagem pop contemporânea.

Se “Marcha” marcou o início de um ritual de passagem emocional, “Mau Olhado” aprofunda essa viagem, afirmando-se como um tema de superação, força e afirmação pessoal. Através de uma escrita marcada pela ironia, Bárbara Bandeira constrói uma narrativa onde a vulnerabilidade se transforma em poder.

Inspirado numa das crenças mais enraizadas da cultura portuguesa, o conceito de “Mau Olhado” cruza uma narrativa emocional contemporânea com o imaginário popular nacional. A superstição surge aqui como metáfora para as marcas invisíveis que o crescimento pessoal vai deixando: inveja, destino, ausência e memórias difíceis de apagar. Ao transportar esta simbologia para uma linguagem pop actual, Bárbara Bandeira constrói uma ponte entre tradição e modernidade, onde o passado não é estático mas matéria viva em constante transformação.

Esta relação com a portugalidade, já introduzida em “Marcha”, que transformava referências tradicionais num gesto de afirmação contemporânea, ganha agora uma nova dimensão. Em “Mau Olhado”, a artista não só revisita símbolos culturais como os reinterpreta, tornando-os parte de uma identidade artística cada vez mais sólida e distintiva.

O universo visual do single reforça esta narrativa. O videoclip, que ficará disponível às 18:00 no canal de YouTube da artista, foi gravado em dois locais profundamente simbólicos: o Forte do Bugio e a Universidade de Coimbra. Isolado no meio da água, o Bugio surge como um espaço de fronteira: entre o rio e o mar, entre o passado e o presente, entre o apego e a libertação, reflectindo assim a tensão emocional da canção. Já a Universidade de Coimbra introduz uma dimensão de memória, conhecimento e introspecção, representando o confronto entre aquilo que se sente e aquilo que se compreende. Dois cenários distintos que, em conjunto, ampliam a complexidade emocional e estética de “Mau Olhado”.

Com este novo single, Bárbara Bandeira reafirma a sua capacidade de transformar e reinterpretar referências profundamente portuguesas através da sua escrita emocional e de uma linguagem visual impactante. “Mau Olhado” é um retrato de crescimento em que o peso do passado se converte em afirmação.

“Lusa: ato II”, dedicado à cultura e identidade nacional, continua assim a revelar-se como um dos capítulos mais consistentes e ambiciosos da carreira da artista, aprofundando uma narrativa onde a saudade não paralisa, mas impulsiona.

Depois de “Marcha” e agora “Mau Olhado”, Bárbara Bandeira prepara-se para revelar muito em breve o novo EP “Lusa: ato II”.

MIGUEL MARÔCO EDITA "DESGRAÇA"





















Miguel Marôco edita hoje o seu terceiro álbum de originais, “Desgraça”. Este trabalho será apresentado no B.Leza, em Lisboa, no dia 18 de Junho. Os bilhetes encontram-se à venda.

“Desgraça” conta com 12 canções originais, todas com autoria e composição de Miguel Marôco, excepto a canção de abertura, “Desgraça (check-in)”, com letra e narração de Madalena Tamen. Os arranjos e a produção ficaram também a cargo de Miguel Marôco, sendo a mistura de Gonçalo Bicudo e a masterização de Pedro Joaquim Borges. Conta com a participação de Zé Maria no tema “Farra & Folia” e de Justin Stanton em “Nuvem”.

Além do disco hoje editado e da sua apresentação no B.Leza, Miguel Marôco foi também anunciado esta manhã como um dos 6 finalistas do Concurso Talentos Ageas Cooljazz By Smooth FM 2026.

“Desgraça” já pode ser ouvido em todas as plataformas digitais.

"As canções neste disco surgem, em grande parte, de situações que fui vivendo ao longo dos últimos três anos. Não querendo entrar numa psicoterapia breve, sempre me considerei introvertido, mas fui dando por mim, entre concertos meus e dos outros, cada vez mais à frente, ou no meio, da multidão. Há, então, uma enorme contradição em tudo isto e é precisamente no cruzamento desses antónimos que estas canções se encontram. Parti à procura de escrever hinos à vida boémia, mas acabei por cair nas vicissitudes que essa vida traz. Sou incapaz de sentir a alegria integralmente como uma coisa boa e isso faz com que o Don Juan que imaginei esculpir deste maciço de canções, se revelasse mais cauteloso, reservado e inibido; e por isso, muito mais igual a mim mesmo. Já numa fase final, em debate com a Madalena Tamen, surgiu a ideia de enquadrar o disco no espaço físico de um hotel, como se a narrativa de cada canção estivesse a acontecer pelos vários quartos, bares, restaurantes e lobbies deste lugar imaginado. Ao entrar, somos cumprimentados por uma voz sedutora que nos apresenta este mundo, em jeito de dica do que se vai passar ao longo do disco, e à saída, espera-nos um último adeus orquestral e melancólico."

- Miguel Marôco

LISBOA
18 de Junho - B.Leza
21h40 - 12€
Bilhetes disponíveis aqui

PRIMEIRO LP DE BEJAFLOR

 



















Bejaflor regressa com o seu antecipado primeiro LP, Bejaflor 3. DADA // Fechado em Casa, single duplo de avanço, espelha tanto a dicotomia sonora como temática do álbum: a tensão entre a produção avant-garde e maximalista do (hyper) pop e o minimalismo DIY de cantautor de canções despidas; a urgência da exteriorização das contendas da vida social fora de casa vs a introspeção do isolamento na segurança do lar.

Bejaflor 3, recuperado da corrupção de ficheiros com 5 anos, chega na íntegra a 8 de Maio.

"DADA” começou como um exercício de escrita por cima de um beat antigo, com a ideia de pegar em ideias do movimento dadaista, tentando ver a composição da música com uma ingenuidade infantil. 

moral,Partindo de notas aleatórias que se tornam no arpejo base da música, o beat e o sub vêem dar uma estrutura concreta a essa aleatoridade. Por cima disso adicionei uma melodia simples - “da-da, da-da, da-da” - que se torna também uma cama na qual acenta a voz principal. Também brincando com “dada” parecer algo que um bebé diria, a letra fala ironicamente sobre a infantilidade. Saindo um pouco da minha zona de conforto, coloco-me num pedestal moral, o que lembrou a forma exagerada como alguns rappers se representam. Com isto nasce um verso satíricos de um rapper fictício, fazendo assim um dueto comigo mesma.

“Fechado em Casa” nasce como uma distração de uma má disposição e da falta de material. Em Janeiro de 2023 fiquei fechado em casa dos meus pais, sem material de gravação, por causa de uma gastroenterite. Há lá um piano vertical abafado pelo qual me apaixonei e, lembrando me do começo do meu percurso musical e das horas passadas no Grageband do iPhone, decidi gravar uma demo para me distrair da doença. Esta música transmite um sentimento crescente de que, à medida que o som da minha produção foi evoluindo, algumas pessoas lamentam a perda da simplicidade dos meus primeiros trabalhos. Tentei então voltar a essa simplicidade e expressar o meu ponto de vista sobre o assunto. A saudade também me bate a mim mas a vontade de crescer é maior.

BONANÇA EDITA NOVO SINGLE “CANÇÃO DE NÃO-INTERVENÇÃO”





















bonança, cantautor de Massamá, lança o seu novo single “canção de não-intervenção” e aponta para o seu álbum de estreia a solo, que será editado a 8 de maio.

Depois de no início de 2026 ter lançado uma faixa intitulada “tão perto”, um tema-purga à apatia, o artista apresenta agora um novo single que antecipa o seu disco de estreia “só”.

“canção de não-intervenção” nasce de um olhar sempre atento e muito pessoal de bonança, assume-se na sua letra como uma canção de crítica social, mas que não se quer intitular de intervenção, é antes uma crónica de costumes de alguém tão desiludido quanto resignado pela realidade que o rodeia e consome.

é tudo tão rápido
é tudo tão tanto
mas quem diria que isto é tudo
ainda ontem foste nada
hoje já tens se fores sortudo

é tudo tão pouco
a roçar o nada
mas se não te dás por dar contudo
sobra-te a terra, sobra-te a estrada
fazer um frete, no fundo

Este é um dos primeiros vislumbres daquele que será o disco “só”, o álbum de estreia a solo de bonança. Composto ao longo dos últimos 3 anos, esta coleção de canções escancara tanto janelas quanto portas para a realidade de alguém que permanece incerto quanto ao seu lugar no mundo, numa fase em que os sonhos da infância já há muito se desvaneceram mas o vazio das rotinas do resto da vida ainda custa a engolir.

A 8 de maio terá edição de autor e seguirá depois para a estrada em concertos de apresentação, que têm já data marcada para dia 14 de maio na Casa Capitão em Lisboa e dia 15 de maio no RCA, no Porto. Bilhetes já disponíveis.

Sobre bonança:

bonança começou a ganhar forma em 2018, num quarto em Massamá, quando Ricardo Barroso decide tentar materializar as ideias musicais que lhe vêm à cabeça.

Tendo a mensagem como alicerce, bonança navega de modo despreocupado pelos géneros musicais, que vão desde post-rock ao bedroom pop, do IDM ao pop-punk.

Em 2021, o tema ‘Oceanário’ foi selecionado para a coletânea ‘Novos Talentos Fnac 2021’, o que se revelou uma plataforma de lançamento para a carreira do artista.

Em 2026, irá editar o seu álbum de estreia ‘só’, no qual se afasta do formato com banda e dos concertos frenéticos dos anos antecedentes, apresentando um conjunto de canções no qual

bonança regressa ao essencial, como tudo começou: voz e guitarra.

SAINT JOHN MARY APRESENTA “ALADYN.”





















“aladyn.” nasce de um alinhamento raro, daqueles momentos em que o tempo, as pessoas e a intenção se encontram no mesmo lugar. Em 2022, Saint John Mary e Arctween aproximam-se e, dessa ligação espontânea, surge um universo sonoro partilhado, onde a criação se torna extensão da amizade.

Este EP é o resultado desse encontro: um conjunto de quatro faixas onde sintetizadores, guitarras, violoncelos, percussão natural e linhas de baixo progressivas se entrelaçam com uma fluidez quase orgânica.

Saint John Mary afirma-se como um artista multidisciplinar, onde melodias suaves, sons imprevisíveis e ritmos hipnotizantes coexistem num equilíbrio entre contemplação e movimento, música feita para dançar, sentar e sentir.

Ao longo de “aladyn.”, o diálogo entre os dois artistas expande-se com a presença de Falsotacho, Kyle Quest, com presença em duas faixas e masterização do primeiro single e Bone Slim, cujas participações acrescentam novas camadas e direções ao projeto.

O EP abre com “Sei Coisas Que Nem Sabem”, onde a voz de Falsotacho se funde numa paisagem sonora envolvente, marcada por um ritmo delicado e uma linha de baixo muito subtil. Segue-se “One Day At A Time”, o primeiro single deste EP, nascido de forma crua e espontânea numa noite quente em Lisboa.

Em “Detonating My Life”, a energia renova-se com a colaboração de Bone Slim, numa faixa onde guitarras acústicas, sintetizadores e ritmos fragmentados se cruzam num registo mais expansivo e experimental. Já “Lighthouse” encerra o EP com uma sensação de equilíbrio e espaço, combinando percussão natural e eletrónica numa construção progressiva onde o tempo e o silêncio também fazem parte da música com contributos subtis de Kyle Quest, que ajudam a consolidar a identidade sonora do projeto.

“aladyn.” é, acima de tudo, um exercício de escuta e partilha. Um objeto artístico que não procura respostas imediatas, mas sim criar um lugar entre o analógico e o digital, o íntimo e o expansivo onde a música acontece com tempo, intenção e verdade.

O EP encontra-se disponível em todas as plataformas digitais.

STACCATO LIMÃO VIAJAM ATÉ "PARIS"

 













Os Staccato Limão regressam com “Paris”, novo single que assinala um ponto de viragem na sonoridade da banda e antecipa o próximo trabalho de estúdio. O tema é editado pela Moreira Elétrica.

Em “Paris”, os Staccato Limão abandonam temporariamente o registo assente na guitarra para explorar novas texturas, com recurso ao DX7, num gesto que aproxima a canção de uma estética inspirada nos anos 80. Essa mudança sonora não rompe, no entanto, com a identidade do projeto: a densidade lírica, a ironia e a sensibilidade melancólica mantêm-se como eixo central.

A canção apresenta-se como um retrato do desamor e do desencontro, podendo ser lida tanto a partir de uma relação falhada como de uma sensação mais ampla e transversal: a de estar no lugar errado no momento errado. Curta e direta, “Paris” surpreende pelo seu registo instrumental, mas preserva a assinatura lírica da banda, onde o desconforto emocional convive com um olhar subtilmente irónico.

A música e a letra são assinadas por Rui Dinis, com arranjos de Pedro Guerreiro e mistura de Guilherme Gonçalves, num tema que reforça a evolução estética do grupo sem perder a sua coerência autoral.

Os Staccato Limão afirmam-se como uma banda de rock alternativo em português com uma identidade própria, construída a partir do contraste entre a leveza sonora e a densidade lírica. A sua música move-se entre o lado mais introspectivo e uma ironia discreta, cruzando referências populares com uma portugalidade peculiar e um humor subtil.

Num equilíbrio constante entre o acessível e o inquietante, o projeto desenvolve uma proposta madura e singular, onde a canção se apresenta como espaço de descoberta. Tal como um vento de levante no final do verão, a música dos Staccato Limão oscila entre candura e intensidade, explorando a tensão entre o solar e o lunar, entre o conforto e o desconforto.

Com “Paris”, a banda abre um novo capítulo do seu percurso, revelando uma abordagem sonora renovada que amplia o seu universo estético, ao mesmo tempo que reafirma a sua identidade. O single funciona, assim, como primeiro indício de um disco que promete aprofundar essa tensão entre forma e conteúdo, entre emoção e distanciamento - território onde os Staccato Limão continuam a afirmar a sua singularidade.

NOVO DISCO DOS HOLY NOTHING















Fotografia: Sebastião Guimarães
Porto - 19 de Abril - Porto Sounds Secret (Escola de Hotelaria e Turismo do Porto)
Lisboa - 14 de Maio - Duro de Matar 

Os Holy Nothing acabam de lançar Fascínio e Miragem, um álbum colaborativo inspirado na “conversação infinita” entre Portugal e Brasil, conceito desenvolvido pelo ensaísta Eduardo Lourenço. O disco conta com a participação de vários artistas brasileiros, entre eles Russo Passapusso e Roberto Barreto (BaianaSystem), Bixiga 70 e Luca Argel, e explora musicalmente as relações de aproximação e afastamento, memória e esquecimento, reconhecimento e estranhamento mútuo entre os dois países.
Num contexto cultural cada vez mais marcado pela circulação e miscigenação de influências, Fascínio e Miragem assume-se como uma viagem transoceânica dentro do território da lusofonia. As dez canções do disco são cantadas maioritariamente a duas vozes, em português, com dois sotaques, refletindo um diálogo artístico e cultural entre Portugal e Brasil.

O título do álbum nasce do livro Do Brasil: Fascínio e Miragem, de Eduardo Lourenço, que analisa a forma como os portugueses imaginaram historicamente o Brasil e como, do outro lado do Atlântico, Portugal é — ou não — reconhecido como referência cultural. Os Holy Nothing transformam essa reflexão num objeto musical que questiona o passado, dança o presente e projeta um futuro comum na língua portuguesa. 

Editado em vinil pela luso-brasileira Lusofonia Record Club, o álbum conta também com identidade visual desenvolvida pelo Koiástudio, e será acompanhado pelos concertos de apresentação no Porto (19 de Abril – Porto Sounds Secret) e em Lisboa (14 de Maio – Duro de Matar).

FEAR THE LORD NA PRIMEIRA PARTE DOS MALEVOLENCE





















Agendado para o próximo dia 30 de Maio, o concerto de regresso dos britânicos MALEVOLENCE a Lisboa acaba de ver reforçado o seu alinhamento, com os nacionais FEAR THE LORD a assumirem a responsabilidade de abrir o espetáculo no LAV – Lisboa ao Vivo. A escolha do coletivo da Margem Sul não surge por acaso, refletindo o crescimento sustentado da banda no circuito hardcore e a forma como tem vindo a afirmar-se junto de públicos cada vez mais alargados. Num concerto que assinala um momento importante para os britânicos por cá, a presença da banda lusa contribui para um enquadramento ainda mais coeso da noite, estabelecendo uma ponte entre a mais nova geração do underground nacional e uma proposta consolidada do panorama do peso moderno.

Formados em 2014 na Margem Sul do Tejo, os FEAR THE LORD têm vindo a afirmar-se como um dos nomes mais consistentes da nova vaga do hardcore nacional. A estreia em 2016 com o EP «Crownbreaker» abriu caminho para «South Scythe», editado em 2020, mas foi já em 2025 que o grupo deu um passo decisivo com o lançamento de «Moved By Guilt», um registo que expandiu o alcance do coletivo e consolidou de vez a sua identidade sonora. A união às editoras Guillotine e Deathfarm Records reforçou essa projeção, garantindo-lhe visibilidade crescente tanto nos Estados Unidos como na Europa. Em 2026, o single «Word Of Advice» veio confirmar em pleno o momento ascendente do grupo. 

Horários:
Abertura Portas: 20h00
Inicio do espetáculo: 21h00

Os bilhetes para o espetáculo custam 28€ e estão à venda em primeartists.eu e também nos locais habituais.

HMB E TIM JUNTOS EM PALCO

 



















A proposta parte de um conceito invulgar: uma banda em fase de reflexão, descrita como estando em “crise de meia-idade”, que sobe ao palco em busca de respostas, transformando o espetáculo num espaço de partilha e introspeção, próximo de uma sessão de terapia.

Ao lado dos HMB, Tim assume um papel central. Mais do que convidado, surge como uma figura orientadora ao longo do concerto, conduzindo momentos de diálogo, provocação e reflexão, enquanto partilha histórias marcadas pela sua longa experiência no panorama musical português.

A música mantém-se como elemento estruturante do espetáculo, com interpretações que percorrem temas dos HMB, de Tim, dos Xutos & Pontapés, bem como outras surpresas ao longo da atuação.

A proposta parte de um conceito invulgar: uma banda em fase de reflexão, descrita como estando em “crise de meia-idade”, que sobe ao palco em busca de respostas, transformando o espetáculo num espaço de partilha e introspeção, próximo de uma sessão de terapia.

Ao lado dos HMB, Tim assume um papel central. Mais do que convidado, surge como uma figura orientadora ao longo do concerto, conduzindo momentos de diálogo, provocação e reflexão, enquanto partilha histórias marcadas pela sua longa experiência no panorama musical português.

A música mantém-se como elemento estruturante do espetáculo, com interpretações que percorrem temas dos HMB, de Tim, dos Xutos & Pontapés, bem como outras surpresas ao longo da atuação.

FERNANDO DANIEL COM NOVO SINGLE

 



















Fernando Daniel
Juro

"Juro" assinala o regresso de Fernando Daniel à música de estúdio, depois de mais de 2 anos sem um lançamento em nome próprio. O novo single marca também a estreia de um novo capítulo musical na carreira do artista, que culminará no seu quarto álbum de originais, com edição prevista para o último trimestre de 2026.

Este lançamento traz uma nova identidade sonora e estética para Fernando Daniel, com uma aproximação à música e ao universo Country, mas sem nunca largar as suas raízes pop. "Juro" marca, definitivamente, o regresso de Fernando Daniel, que promete levar-nos a todos numa nova viagem.

MARISA LIZ E CAMANÉ JUNTOS EM TEMA

 



















Marisa Liz e Camané
Gente Aberta

"Gente Aberta" é o mais recente single de Marisa Liz. Em colaboração com Camané, uma das mais importantes vozes do Fado, Marisa Liz apresenta o terceiro single de um novo caminho musical, que serve também de anúncio do seu segundo álbum de originais “Relatos de um Coração Confuso” com edição prevista para Maio de 2026.

Num cenário intimista, "Gente Aberta" surge de uma vontade de incluir sempre uma versão nos seus trabalhos discográficos, sendo a canção escolhida um dos maiores hinos do cantor e compositor brasileiro Erasmo Carlos.

NOVO SINGLE DE TIAGO NACARATO





















Tiago Nacarato
Não Sabia O Desamor

"Não sabia o desamor” é um disco Acústico centrado na voz e na poesia. Tendo esse conceito como base(canção acústica) testa os limites desse mesmo conceito, tendo canções com sonoridades clássicas como piano e voz, e canções com beat eletrónico. O centro da criação estética deste disco, na sua maioria, são duas guitarras,coros femininos e a voz principal. Diria que por isso, e pelo ritmo e construção das canções pode enquadrar-se no estilo folk. Como a poesia é em português dirá que pode caber no estilo música popular portuguesa.

"É um álbum acústico profundamente centrado na voz e na palavra, onde a canção se afirma como núcleo criativo e emocional. Partindo da tradição da canção acústica, o projeto expande esse conceito ao explorar novas texturas sonoras — desde arranjos minimalistas de piano e voz até à incorporação subtil de elementos eletrónicos.
A identidade sonora do disco constrói-se maioritariamente em torno de duas guitarras, coros femininos e uma voz principal intimista, criando um ambiente orgânico e envolvente. A estética é marcada pela contenção, pelo ritmo introspectivo e por uma forte carga poética.
Cantado em português, o álbum posiciona-se entre o folk contemporâneo e a música popular portuguesa, oferecendo uma abordagem sensível e moderna à tradição, com potencial de ressonância tanto em contextos nacionais como internacionais."

quinta-feira, 9 de abril de 2026

PROGRAMA DE 09/04/26

1 - Milton Gulli - Ainda
2 - Silk Nobre - Beleza vs Tristeza
3 - Silva Lining Band - We all need love
4 - Nenny - Eu quero um preto
5 - Kodakino - Sangue ao vivo
6 - Grau 9 - No vale das sombras
7 - Anifernyen - Frustra
8 - emmy Curl - Encanto
9 - Charanga - Insisto
10 - alga - luz
11 - Anna Piosik - Try to breathe with the world