Todos os dias às 19h, o mais antigo programa de rádio pela música portuguesa está na RUC em 107.9FM ou em emissao.ruc.pt material para audição/divulgação, donativos, reclamações e outros para:
Fausto Barros da Silva - Apartado 4053 - 3031-901 COIMBRA
Originalmente lançado em outubro de 2021 como o primeiro single de Bandua, “Macelada” marcou a afirmação sonora inicial do projeto. Para este remix, a faixa é reimaginada por Phragmant, um produtor enigmático radicado em Londres, conhecido por operar de forma discreta e deixar que o trabalho fale por si.
Phragmant conduz “Macelada” para um território inteiramente novo. Afastando-se da estrutura downtempo e enraizada da versão original, o remix desenvolve-se como uma composição de alta energia, impulsionada por breaks, inspirada na linguagem rítmica contemporânea do drum & bass e nas tradições do Reino Unido. Com a introdução de novos elementos harmónicos e melódicos, e através de um trabalho espacial renovado, a faixa percorre texturas líquidas, atmosferas psicadélicas e breaks intensos e inquietos. Elementos da versão original surgem de forma intermitente — fragmentos melódicos, vestígios vocais — que ancoram momentaneamente o ouvinte antes de voltarem a dissolver-se no movimento.
Mais do que uma simples reinterpretação, este remix reposiciona “Macelada” como um ponto de transição. Aponta para direções que Bandua continuará a explorar para além do seu primeiro capítulo, abrindo espaço a tempos mais rápidos, ritmos fragmentados e a um diálogo mais amplo com formas contemporâneas da música eletrónica, mantendo, ao mesmo tempo, uma ligação clara à identidade fundamental do projeto.
No âmbito do concerto “Brumas do Luar – Lisboa, Mar e Alma”, Maria León convida o Círculo Artístico e Cultural Artur Bual, a pintora Olga Sotto e o pintor Rodrigo Dias para uma exposição de pintura e uma intervenção artística em tempo real, inseridas na temática do espetáculo.
Serão também apresentadas algumas obras do pintor Rui Brás (1964-2024), membro do Círculo Artístico e Cultural Artur Bual, numa pequena exposição em sua homenagem.
Esta iniciativa pretende trazer arte viva ao espaço do concerto, valorizando a cultura da cidade de Lisboa e promovendo a divulgação de artistas contemporâneos.
As obras dialogam entre si, no meio da atmosfera do espaço, criando um encontro natural entre o público, a música e a pintura.
Este cruzamento de linguagens convida o público a viver uma experiência sensorial e emocional única, onde todos fazem parte de uma dinâmica artística em tempo real e da construção de uma memória especial.
Enquanto a música se escuta, a pintura revela-se.
Enquanto o concerto acontece, a arte vai ganhando vida na sombra, numa dança de cores, luzes e sombras que abraçam o ambiente do espetáculo, simbolizando a ação e a criação, o tempo e a invisibilidade de que um artista necessita para apresentar a sua obra, muitas vezes refletidas na ausência de exposição pública.
Assim, o público é convidado a participar numa atmosfera de criação artística viva e autêntica, onde diferentes formas de expressão se unem para celebrar Lisboa, o Mar e a Alma.
No final, a obra criada em tempo real é revelada ao público.
Esta iniciativa procura promover a cultura através da ambivalência da arte e das suas diversas formas de expressão, como a música, a pintura e a escrita, mostrando como diferentes linguagens artísticas se podem cruzar e coexistir numa mesma pessoa criadora. Tem igualmente o intuito de divulgar o trabalho de alguns artistas contemporâneos das belas-artes da nossa cidade, sendo a maioria destes pintores ligados ao Círculo Artístico e Cultural do Mestre Artur Bual.
Desde cedo, Margarida Vasconcelos encontrou na música uma forma de expressão, começando por partilhar covers no YouTube. Com o tempo, sentiu a necessidade de dar voz às suas próprias histórias e emoções, dando início ao seu percurso autoral. Nos últimos três anos, a sua base de fãs cresceu, impulsionada por vídeos virais que somam milhões de visualizações nas redes sociais.
Em 2023 o seu single “A Tua Mão” tornou-se um verdadeiro fenómeno: ultrapassou 18 mil criações no TikTok, acumulando mais de 50 milhões de visualizações na plataforma, e teve lugar de destaque em algumas das maiores playlists do Spotify, a força emocional da letra fez com que a música se tornasse uma das mais partilhadas nas redes sociais, somando mais de um milhão de streams em todas as plataformas digitais.
No ano seguinte, Margarida Vasconcelos lançou o seu primeiro EP “FASES” que ultrapassou, em pouco tempo, mais de um milhão de streams só no Spotify. Os temas “O Sinal Está Fraco” e o mais recente “Alguém Real Aí?” marcaram mais um passo importante na sua carreira, ao entrarem em airplay numa das mais importantes rádios do país.
No último ano, Margarida Vasconcelos editou, entre outros, o tema “Mudaste a Minha Vida”, que, nas primeiras semanas, conquistou milhares de criações no TikTok, entrou no top viral da plataforma e garantiu-lhe a capa da Pop PT, uma das maiores playlists de pop nacional no Spotify. A música conta já com mais de 2 milhões de streams somados em todas as plataformas digitais e alcançou um lugar de destaque na playlist do Spotify “2025: O Melhor da Pop PT”.
2026 é também o ano em que será lançado o primeiro álbum de Margarida Vasconcelos, ainda sem data de edição.
“Colo” está disponível em todas as plataformas digitais.
A digressão acústica “Interior”, dos conimbricenses Os Quatro e Meia, continua a superar todas as expectativas. Depois de esgotarem em poucos dias, cinco dos dez primeiros concertos anunciados, a banda confirma agora datas extra em Faro, Coimbra, Caldas da Rainha, Sintra e Ponta Delgada. Os bilhetes para as novas sessões estarão disponíveis a partir de dia 01 de abril.
De norte a sul do país, o cenário repetiu‑se: bilhetes que desapareceram em minutos, salas que atingiram a lotação máxima logo após a abertura das bilheteiras e uma onda de entusiasmo que reafirma o carinho do público por este regresso às salas mais íntimas.
Com estas novas datas, a digressão “Interior” reforça a sua dimensão nacional e mantém viva a essência que moldou os primeiros passos dos Quatro e Meia: proximidade, simplicidade e a força das canções em formato acústico. No alinhamento, o grupo revisita temas dos discos Pontos nos Is e O Tempo Vai Esperar, a par de canções inéditas que antecipam novos capítulos da sua trajetória.
Depois de duas noites históricas na MEO Arena, que reuniram mais de 25 mil pessoas e celebraram um dos momentos mais marcantes da carreira da banda, “Interior” reafirma o compromisso dos Quatro e Meia em crescer sem perder o centro, mantendo-se sempre junto das pessoas.
DIGRESSÃO "INTERIOR"
06 de novembro 2026 — Europarque, Santa Maria da Feira 13 de novembro 2026 — Centro Cultural de Viana do Castelo 14 de novembro 2026 — Multiusos de Guimarães 18 de dezembro 2026 — Centro Cultural Olga Cadaval, Sintra - ESGOTADO 19 de dezembro 2026 — Coliseu de Elvas 16 de janeiro 2027 — Coliseu Micaelense, Açores - ESGOTADO 23 de janeiro 2027 — Centro Cultural de Caldas da Rainha - ESGOTADO 30 de janeiro 2027 — Convento São Francisco, Coimbra - ESGOTADO 06 de fevereiro 2027 — Teatro das Figuras, Faro - ESGOTADO 13 de fevereiro 2027 — Arena de Póvoa de Varzim
OUTRUN é o novo trabalho apresentado por goldcobra, alter ego de Marcos Alfares.
Depois dos EPs Paris, Los Angeles (2019) e Late Night Nostalgia (2020), goldcobra regressa em 2026 com OUTRUN, o seu álbum de estreia e a sua mais recente proposta artística.
Composto por 8 faixas e contando com o apoio na produção de Diogo Piçarra, Tommaso Antico e Low Mak, o projeto divide-se em dois momentos distintos - Side A e Side B - que já se encontram disponíveis para escuta em todas as plataformas digitais.
Mais do que um disco, OUTRUN apresenta uma nova linguagem visual e uma viagem sonora marcada por sintetizadores ruidosos, linhas de baixo pulsantes e saxofones aveludados. Este universo sonoro acompanha canções intensas sobre amor, paixão e perda, conduzindo o ouvinte por uma atmosfera simultaneamente nostálgica e contemporânea.
Depois de um início de ano marcado pelas primeiras partes dos concertos de Miles Kane em Portugal, onde apresentou ao vivo o novo single “Back Again”, Gui Aly prepara-se agora para regressar a um dos palcos que marcaram o seu percurso. O músico português volta ao NOS Alive para um concerto no Palco WTF Clubbing, no dia 9 de julho.
Nos últimos meses, Gui Aly tem aprofundado a relação com o público através de uma série de singles, “Ruin You”, “Greyness”, “Are You Better” e “November” têm consolidado a sua presença na rádio e nos palcos nacionais e deixam algumas pistas daquele que poderá ser o seu próximo trabalho de estúdio. O mais recente, “Back Again”, reforça a maturidade emocional e artística que o músico tem vindo a desenvolver e que tem sido amplamente reconhecida pelo público.
Com um universo artístico marcado pela guitarra, por melodias depuradas e por uma escrita emocional e direta, Gui Aly tem vindo a afirmar um percurso singular na música portuguesa desde que venceu o EDP Live Bands em 2020. O seu álbum de estreia, White Walls (2022), valeu‑lhe elogios da crítica e o reconhecimento de artistas internacionais como Noah Kahan e Alec Benjamin, e levou-o a palcos de referência como o NOS Alive, o MEO Kalorama e o Mad Cool Festival, em Madrid.
O regresso ao NOS Alive surge como a continuação natural deste ciclo de crescimento. No primeiro dia do festival, 9 de julho, Gui Aly promete um concerto íntimo e memorável no Palco WTF Clubbing, onde apresentará ao vivo os temas deste novo capítulo, bem como canções que marcaram o seu percurso até aqui.
Gui Aly prepara-se para reencontrar o público do NOS Alive com um espetáculo que reflete a sua evolução artística e antecipa o que será o seu próximo álbum de originais.
Os GAEREA preparam-se para revelar «LOSS», o muito aguardado quinto álbum da enigmática entidade portuense, com três sessões especiais de apresentação em Lisboa e Vila Nova de Gaia. Estes encontros íntimos com o público marcam o início de um novo capítulo na já impressionante jornada da banda — uma década de metamorfose criativa que atinge agora o seu ponto mais intenso e emocional.
As sessões terão lugar nas seguintes datas e locais: 25 de março — FNAC Colombo, 21h 26 de março — FNAC Chiado, 18h30 27 de março — FNAC Gaia Shopping, 18h30
Em cada sessão, os GAEREA vão apresentar e discutir «LOSS», mergulhando nas emoções, nos conceitos e na evolução artística que moldaram este novo trabalho — o primeiro da banda editado pela Century Media. Cada evento contará ainda com um Q&A com o público e uma sessão de autógrafos.
«LOSS» é editado dia 20 de março pela Century Media / Sony Music Portugal.
Gravado em Portugal com Miguel Teroso (Demigod Recordings), «LOSS» mostra uma banda a romper definitivamente os limites do post‑black metal, expandindo-se para territórios onde o peso emocional, a melodia sombria e a fisicalidade crua coexistem de forma arrebatadora. De «Luminary» a «Stardust», os GAEREA assumem uma identidade que transcende géneros, criando uma narrativa profundamente pessoal sobre memória, dor, transcendência e reconstrução.
Conhecidos pelo anonimato ritualista, pelas atuações devastadoras e pela ligação intensa com a sua “Vortex Society”, os GAEREA transformaram-se num dos projetos mais únicos e internacionalmente reconhecidos do metal extremo moderno. «LOSS» é o culminar de tudo o que construíram — e um renascimento absoluto.
Estas três sessões FNAC serão a primeira oportunidade para o público português entrar no vórtice emocional de «LOSS», diretamente com a banda.
Sessão especial de audição de «Loss».
No dia 14 de março, os GAEREA vão abrir as portas do Museu de Lamas na sua cidade natal, para uma sessão privada de escuta de «LOSS», poucos dias antes do lançamento oficial do álbum.
Trata‑se de um evento extremamente limitado, concebido como uma experiência íntima e imersiva.
Os participantes irão ouvir «LOSS» na íntegra, no mesmo espaço onde a banda prepara os seus espetáculos ao vivo.
A sessão será organizada pelos próprios músicos, oferecendo uma oportunidade rara de contacto direto com o coletivo.
Não haverá concerto. Não haverá encenação. Apenas som, atmosfera e presença.
A totalidade das receitas será doada ao Museu de Lamas, como forma de agradecimento por ser a instituição da terra que acolheu a banda de braços abertos.
“A Alma Só Está Bem Onde Não Cabe” é o muito aguardado álbum do fadista, e cantor do Mundo, Ricardo Ribeiro, um dos mais prestigiados de sempre em Portugal.
O álbum traz-nos as suas influências ibéricas e não só, sempre com o Fado presente, um universo musical riquíssimo que nos faz comover a cada canção.
Deste álbum fazem parte os dois singles lançados em 2025, "Má Sorte" e "Maré", este último com participação de Ana Moura e mais nove canções inéditas. Sobre o seu novo trabalho de estúdio Ricardo Ribeiro conta-nos: “A alma só está bem onde não cabe”
Este disco parte de uma canção de mim mesmo, que se ergue como um palácio na sombra. Pode ser um Fado, um chamamento de Muezin, um lamento de escravo, súplica dum condenado, uma voz apaixonada desejosa de instantes ou grito de um cante escrito do outro lado do canto. Sou um português da Ibéria oriunda dos mares, rica e profunda, sozinha e grande como o oceano que a fez.
Aqui há cantigas minhas e d’outros que fazem com que a alma em nós não caiba. Assim num canto vivo e revelado Vos ofereço:
“Alma só está bem onde não cabe”
E não cabe em parte nenhuma, porque quer voar para a casa deserta de passos, está em toda a parte e é igualmente passageira como a direção da sua caminhada. Há neste caminho meu uma espécie de contentamento consciente de que não me posso resumir a uma só coisa, a uma só intenção, a uma só vontade.
Preciso cantar o sonho, a beleza, a miséria dourada que me pertence, as aparições do amor em toda a música em toda a suprema poesia.
Espero que se comovam e alegrem com este bocado de mim que vos dou com todo o coração. Disse o poeta Raul de Carvalho:
…“Vem, serenidade, e leva-me contigo. Com ciganos comendo amoras e limões, e música de harmônio, e ciúme, e vinganças, e subindo nos ares o livre e musical facho rubro que une os seios da terra ao Sol. Vem, serenidade! E pousa, mais serena que as mãos de minha Mãe, mais úmida que a pele marítima do cais, mais branca que o soluço, o silêncio, a origem, mais livre que uma ave em seu vôo, mais branda que a grávida brandura do papel em que escrevo, mais humana e alegre que o sorriso das noivas, do que a voz dos amigos, do que o sol nas searas. Vem, serenidade, para perto de mim e para nunca.”
“Amanhã” é o single novo que acompanha esta edição, tema com letra e música de Ricardo Ribeiro e produção de Agir e do próprio Ricardo Ribeiro.
Já está disponível, em formato vinil e nas plataformas digitais (Bandcamp, Apple Music e Tidal) o novo LP de Sereias. "A Odisseia de Carlos Bizarro" será apresentado, ao vivo, nos dias 23 e 24 de abril no espaço da Lovers & Lollypops no Porto, estando os bilhetes à venda em dice.fm.
Mais um feitiço dos Sereias #somostodosariel
Em "A Odisseia de Carlos Bizarro", o grupo portuense Sereias, escava a relação com a narrativa sonora, com a alegoria e com o sentimento de crítica social. Construíram um disco sob a forma de um percurso de vida. Trata-se de uma travessia instável, que se situa entre o colapso e a possibilidade. É um disco que habita o desencanto de uma imaginação contundente, lúcida e feroz. À semelhança das sereias, o grupo assume-se enquanto figura ambígua que reside entre a fronteira do humano e do não-humano; do real e da fábula; da sereia e do monstro. Este álbum, canta a partir de um lugar que chega a ser perigoso: o da lucidez da existência de/num mundo que prefere o ruído. Na história mítica, as sereias não eram apenas símbolos de sedução, mas eram também tidas como guardiãs de uma espécie de conhecimento que era interdito às massas. Quem escutava o seu canto, via-se confrontado consigo mesmo, isto é, com os seus desejos e com a fragilidade da sua existência. É neste gesto e narrativa que inscrevemos este disco. Sereias gritam para um presente que está saturado, chamando-o à atenção, ao passo que o desviam do percurso automático, forçando-o a encarar a deriva social, política e emocional que se tornou uma banalidade quotidiana. Carlos Bizarro, enquanto figura errante e deambulante, surge quase como um anti-herói que caminha por paisagens reconhecíveis da precariedade, do desencanto e do antilogismo. Nessa senda, a sua odisseia vivencial não é épica num sentido arcaico, mas antes profundamente contemporânea. Esta pessoa vive num mundo feito de promessas de um futuro que é constantemente adiado – e nunca como hoje este é o quotidiano de uma grande parte da sociedade. Assim, a distopia não é um cenário longínquo, mas antes uma condição instalada: um modo de vida. O colapso do mundo já aconteceu, nós é que não o queremos ver. E pior: queremos normalizar esse colapso. Por isso, este novo trabalho dialoga com o percurso anterior do grupo; até porque, em "O País a Arder" (2018), o fogo e as chamas eram metáforas de um país à beira da combustão social e política. Em "Sereias" (2022), o grupo afirmava uma identidade estética e discursiva, consolidando uma linguagem própria entre o (sub)campo português do (pós)rock experimental, alternativo e interventivo. Agora, em "A Odisseia de Carlos Bizarro", a obra surge diante de mim como um terceiro inevitável movimento: mais denso onde a urgência dá lugar a uma observação crítica mais amarga, mas mais livre. Tal como as sereias que habitavam margens e zonas de perigo dos caudais, este disco posiciona-se num território liminar. Este é um disco sobre o escutar e sobre igualmente o risco de o fazer. Num tempo em que tudo compete pela atenção, Sereias insistem na urgência da criação artístico-musical enquanto gesto político-poético que nos lembra que, mesmo em tempos distópicos, narrar este mundo de caos, de desigualdade, de crueldade é um ato profundamente político.
Russo apresenta “Cabeça”, o novo single e primeiro avanço de O Último Fecha a Porta, projeto em que o artista aprofunda uma linguagem própria entre hip hop melódico, tensão emocional e narrativa pessoal.
Natural de Viana do Castelo, Russo tem vindo a afirmar-se como vocalista, compositor e produtor com uma abordagem autoral marcada pela mistura entre vulnerabilidade, firmeza e uma escrita muito própria.
Em “Cabeça”, o foco está no feeling de estar overwhelmed — dúvidas, impulsos, pressão e ruído interno a acumularem-se até ao limite. A música transforma esse estado num retrato direto e humano: a sensação de tentar calar o caos quando a cabeça já parece pequena demais para tudo o que se passa lá dentro.
O tema integra o universo conceptual de O Último Fecha a Porta, projeto guiado pelo mote “A escolha é tua”. A ideia não é prometer controlo total, mas lembrar que, mesmo quando não controlamos como afetamos o mundo, ainda podemos escolher como ele nos afeta. Dentro desse percurso, “Cabeça” representa um dos momentos de maior saturação emocional —quando o caos ainda fala mais alto do que a clareza.
Produzido por Púrpura e com mistura e masterização de Fabrice, “Cabeça” abre a porta para um projeto onde sentir, falhar, reconhecer e continuar fazem parte da mesma viagem.
Francisco Fontes, cantautor que se prepara para editar o seu segundo disco de originais com o selo louva-a-deus, revela novo single “Susto”.
“Susto” continua a demonstrar as características mais notáveis da poesia de Fontes, uma intimidade única de quem tem um olhar atento aos micro-gestos de quem o rodeia, visível em passagens como “cotovelos a tagarelar / ao balcão de cada bar” ou “os copos são pugilistas / a brigar com as gargantas”.
“É uma canção que fala sobre nos tornarmos irreconhecíveis para nós próprios e como tudo à nossa volta pode deixar de fazer sentido”, refere Francisco Fontes. Retrata uma vida noturna pela visão de quem nela constrói refúgio, marcada pela tensão que a secção rítmica cria nos versos até concluir num refrão que serve de aconchego à realização de estarmos sós.
“Susto” é um tema imersivo que se debruça, em termos sonoros, na simplicidade e gentileza.
“Susto” junta-se à já desvendada “Copiloto” (canção participante do Festival da Canção 2026) e ambas fazem parte de Capotar; segundo longa-duração na ainda curta carreira de Francisco Fontes, músico que em 2023 se apresentou ao mundo com o disco de estreia Cosmopolita. Sempre tão observador quanto atento ao que o rodeia, promete um novo álbum íntimo, delicado e com uma identidade sonora e lírica muito própria.
O primeiro concerto de Capotar, a editar pela louva-a-deus, acontece a 9 de abril no Rés do Chão da Casa Capitão, em Lisboa, e os bilhetes já estão disponíveis. No dia 30 do mesmo mês, Francisco Fontes sobe até à Invicta para um espetáculo agora a solo na Casa da Música do Porto com acesso livre.
Estes serão os espetáculos de apresentação ao vivo do novo disco e os primeiros de uma digressão nacional com mais datas a anunciar em breve.
Francisco Fontes apresenta-se em formato banda nos concertos de apresentação, com Miguel Marôco (teclas), Pedro Branco (guitarra elétrica), Tomás Simões (baixo) e João Carriço (bateria).
Os bilhetes para o lançamento em Lisboa já se encontram disponíveis nos locais habituais.
Biografia do autor:
Em 2023, inspirado pela agitação da cidade, lança Cosmopolita, considerado um dos melhores discos nacionais desse mesmo ano pela rádio Super Bock Super Rock e com destaque nos Novos Talentos Fnac.
“Cosmopolita” passou por salas como o Musicbox ou a ZDB, bem como pelo Festival Cuca Monga. Em abril de 2024, Francisco Fontes teve a oportunidade de atuar pela primeira vez fora do país, em Itália, com dois concertos em Milão.
Entre 2020 e 2025, integra como baterista os projetos Miguel Marôco, Celso, Península e Zaratan. Conta também com uma colaboração com A Sul, em 2024, na canção ‘Caminho e Meio’ gravada ao vivo na Cossoul e com MALVA, no tema ‘rajada’, que integra o disco “poros”, editado em 2025.
No arranque de 2026 revela ‘Copiloto’, canção que apresentará no Festival da Canção da RTP e que faz parte também de Capotar, seu segundo disco em nome próprio, a editar a 2 de abril.
Fotografia promocional Sónia Trópicos por Carolina Marta.
Sónia Trópicos, produtora e DJ nascida e criada na Margem Sul no dia da Revolução dos Cravos, edita hoje BABY DRAMA, um novo EP que reúne cinco temas inéditos da artista. Entre eles está “Deixa”, colaboração com a Femme Falafel, que chega depois do lançamento do single “Sereia do Tejo”.
BABY DRAMA é um pequeno drama que ganha proporções de tragédia íntima — um turbilhão de emoções feito por uma baby que sente tudo demasiado. É a produção como veículo de espelho emocional, deixando que a música eletrónica chore, dance e deseje ao mesmo tempo.
As 5 faixas que fazem parte do EP, segundo Sónia Trópicos, “vivem num limbo entre o eu sentimental chorão e o eu vadio e sensual: uma mão limpa as lágrimas enquanto a outra acende o fogo da pista.” Entre o leve e o pesado, o agressivo e o meigo, BABY DRAMA é o veículo de quem sente demais e transforma o excesso em música.
É a tentativa de transformar a produção eletrónica num espelho emocional — onde cada batida pulsa como um sentimento. Conta com faixas como “arcanjo da balenciaga”, “sine finesse”, “deixa” (numa colaboração com a artista Femme Falafel), “peugeot 205” e a já conhecida “sereia do tejo”.
BABY DRAMA responde essencialmente à questão “e se dançarmos e chorarmos no fim do mundo?”
O primeiro concerto de apresentação de BABY DRAMA ao vivo acontece na Casa Capitão, em Lisboa, já no próximo dia 28 de março. O EP atravessa depois fronteiras a 20 de junho, quando chega ao palco de um dos maiores festivais de electrónica a nível europeu e mundial, o SÓNAR Barcelona.
Sobre Sónia Trópicos:
Sónia Trópicos emerge na cena musical eletrónica em 2022, após iniciar o seu percurso DIY no seio do coletivo Beats By Girlz, onde expandiu uma prática artística originalmente material e visual para o território do som, da produção eletrônica e posteriormente do DJing.
O seu som, influenciado por sonoridades do espectro lusófono, viaja entre ritmos e melodias que irrompem em melancolia e agressividade. Através de sintetizadores, samples e da desconstrução rítmica, desafia fronteiras de género, privilegiando o mood, a tensão e o contraste em detrimento de estilos fixos. A sua música vive do diálogo entre introspecção e movimento físico.
Em 2022, a vitória no concurso PULSAR com o single de estreia “Mar Alto” assinala um momento decisivo no seu percurso, dando origem à edição do primeiro EP “Astral Anormal”. Em 2023, aprofunda essa linguagem com “Singela”, consolidando uma identidade artística própria. Desde então, Sónia Trópicos tem vindo a afirmar-se também através de colaborações em produção e remisturas com artistas como Pedro Mafama, Anna Prior, Evaya, Vaiapraia, Mormaid, St. James Park, entre outros, expandindo o seu universo sonoro e a sua presença na cena musical contemporânea.
Esse percurso levou-a a integrar cartazes de alguns dos festivais mais relevantes do panorama nacional, como NOS Alive, Coala Festival, Ageas Cooljazz, Festival MIL, Festival Aleste e Westway Lab, ao mesmo tempo que a sua música tem cruzado fronteiras, com atuações internacionais em cidades como São Paulo, Praga, Genebra e Amesterdão.
Ao vivo, Sónia Trópicos apresenta-se em dois formatos distintos — LIVE e DJ set. No formato LIVE, a performance desenvolve-se a partir do uso da voz, de synths e da construção de beats em tempo real, explorando o som como matéria viva e em constante transformação. Já nos seus DJ sets, transporta para a pista um universo de referências que a inspiram, através de uma curadoria pessoal de produtores, remisturas, ritmos e sonoridades que dialogam diretamente com a sua própria prática enquanto produtora.
Valter Rolo, compositor e pianista, apresenta o seu álbum de estreia, um trabalho que surge como síntese de um percurso artístico longo, consistente e amadurecido longe da urgência do imediato. A edição deste primeiro disco acontece agora por escolha consciente: a de esperar pelo tempo certo, pelas canções certas e pela equipa certa para dar forma a um universo musical coerente, profundo e pessoal.
Este álbum nasce do piano — instrumento central na linguagem de Valter Rolo — e expande‑se numa escrita musical que valoriza o espaço, o silêncio e a emoção. O Som da Palavra · Vol. 1 explora novas sonoridades, aproximando‑se por vezes da música contemporânea e minimalista, viajando também pelo jazz e pelos sons da lusofonia. As canções refletem uma linguagem de composição que incorpora influências urbanas, a inquietude das cidades e a contemplação da expressão popular portuguesa, num apelo simultaneamente íntimo e universal.
Para as letras, o compositor reuniu um conjunto de autores cuja escrita dialoga profundamente com a sua música: Cátia Oliveira (A Garota Não), Beatriz Nunes, Fernando Gomes dos Santos, Tiago Torres da Silva. Cada um contribui com uma identidade própria, construindo um repertório onde a palavra é tão determinante quanto a melodia.
Noite de Verão (Fantasia) O novo single que revela a alma de - O Som da Palavra – Vol. 1
O segundo single de Valter Rolo chega como uma verdadeira celebração da poesia em música. “Noite de Verão (Fantasia)”, com letra de Cátia Oliveira (A Garota Não), mergulha-nos numa atmosfera íntima e luminosa, onde a serenidade da noite se transforma em emoção pura.
A canção combina palavras de grande delicadeza com uma composição envolvente, guiada por cordas que criam um cenário sonhador e cinematográfico. É uma faixa que abraça, que embala, que deixa no ar a promessa suave do futuro — e que confirma a força artística deste encontro entre som e palavra.
Com “Noite de Verão (Fantasia)”, Valter Rolo reforça a identidade sensível e profundamente estética de O Som da Palavra – Vol. 1, um projeto que transforma pequenos instantes em paisagens emocionais inesquecíveis.
E o que significa isto? Um desafio que está a empolgar a banda, um acto único que fique registado para memória futura.
Em 1979, na sequência da edição do EP “Jorge Morreu”, António Sérgio, o radialista guru que todos esperávamos por ouvir quando a noite já era um manto, introdutor das novidades do eixo Manchester/Londres e de uma boa parte do besouro sedeado na Greenwich Village, qualificava o primeiro 3 canções dos UHF de underground português, sem aspas. Descobriu o António ali uma nova linguagem literária e musical, saída da periferia da margem esquerda do Tejo. Dura de realidade e crua de meios.
Passa um pouco mais dos 47 anos sobre esse mês de Novembro de 1978, o Ano Um dos UHF. Centenas de quilómetros de cordas de guitarras volvidos, por aqui e por todo o ali, a ‘locomotiva de Almada’, como alguns lhe chamaram no início, vai realizar um concerto único, que é um desafio (outro, que a rotina incomoda), e chamaram-lhe UNDERGROUND-UHF. Mas o que é esta coisa musical?
Um repertório virgem, que a banda anda vigorosamente a discutir, e que somará 22 canções nunca antes tocadas ao vivo, ou que, por engano, um dia uma ou outra se ouviu. Aceitando levantar a cortina, ouvimos a Caçada (1979), Concerto (1982), Lisboa Hotel (1993), ou Quero Sair Vivo (deste mundo menor) (2023). Mas será assim?
Não se aceitam pedidos. Este é um concerto de UMA SÓ NOITE.
Os bilhetes para o espetáculo custam 25 euros, à venda a partir da próxima sexta- feira, 23 de Janeiro, pelas 09:00, em https://uhf.pt/ e nos locais habituais.
Horários: Abertura Portas: 20h30 Inicio do espetáculo: 21h30
Morbid Death tem feito parte da espinha dorsal do metal açoriano desde os anos 90, quando se formou em São Miguel e começou a construir algo que pudesse viajar além das ilhas.
Três décadas depois, a história da banda ainda é sobre continuar ativa através das mudanças, trabalhando duro e mantendo o motor em funcionamento.
O novo lançamento deles, "Veil of Ashes", chega em 13 de março de 2026 via Firecum Records / Museu do Heavy Metal Açoriano, em CD e LP.
Este lançamento será complementado com a apresentação ao vivo em Lamego na V edição do Lamaecum Metal Fest dia 14 de Março, 2026 , Complexo do Paivaz (Galvã - Lamego).
Pedro da Linha, dj, produtor e compositor, edita o seu novo single “Dos Olhos Teus”, um tema que conta com a participação e a voz de Ela Li. Este é o segundo avanço num caminho que culmina num novo longa-duração a editar em maio de 2026.
“Dos Olhos Teus” nasce da vontade de explorar o universo do fado a partir de um olhar exterior. Sem ser fadista nem compositor de fado, Pedro da Linha procurou criar um tema que dialogasse com essa herança emocional, mas que, ao mesmo tempo, se aproximasse da música de dança. A intenção era clara: construir uma canção que transportasse essa melancolia característica e que, ao chegar ao refrão, tivesse um impacto forte e imediato em quem a ouve.
Durante o processo criativo, Pedro da Linha revisitou referências antigas e temas que tinha guardado ao longo do tempo. Foi nesse momento que encontrou um poema de Francisco Pessoa, de 1964, que acabou por desbloquear a direção que procurava para a música: “Provocou em mim um grande clique em relação àquilo que queria transmitir com a ideia inicial da música. A temática revelou-se mais melancólica e desesperada — podendo remeter tanto para uma pessoa como para um estado emocional, como a depressão ou a ansiedade, experiências que fazem parte do meu dia-a-dia e que me tiram muito”, conta o artista.
A canção ganhou forma quando todos estes elementos se alinharam com a estética sonora imaginada. Mais tarde, através do músico Zé Cruz, surgiu o encontro com Ela Li. Depois de ouvir a ideia da música, a artista identificou-se de imediato com o conceito e o processo criativo acabou por acontecer de forma natural, rápida e intuitiva. “A interpretação de Ela Li torna-se uma das peças centrais do tema, trazendo uma intensidade emocional que transmite de forma clara a dor e a sensação de perda que atravessam a canção”, diz-nos Pedro da Linha.
Apesar de, à primeira escuta, poder soar como uma canção de amor, “Dos Olhos Teus” é, para Pedro da Linha, uma reflexão sobre a dificuldade de aproveitar de forma plena certos momentos e sobre a inevitável sensação de que, ao longo do caminho, pequenas coisas vão ficando para trás.
“Dos Olhos Teus” segue-se ao lançamento de “Para Quê”, com Lucy Val, duas canções que não só fazem parte como antecipam o próximo disco longa-duração de Pedro da Linha, que tem data de lançamento apontada para maio de 2026.
Em breve serão anunciadas novas datas ao vivo e a informação estará toda disponível nas redes sociais de Pedro da Linha.
Sobre Pedro da Linha:
Pedro Maurício, mais conhecido como Pedro da Linha, é considerado um dos nomes de peso da música eletrónica portuguesa, tendo a batida como base essencial da sua produção musical. Natural da Damaia, conquistou inicialmente o cenário da música eletrónica global com produções que evidenciam o som dos subúrbios de Lisboa.
Já colaborou com vários artistas e produtores de destaque na música tradicional e urbana portuguesa, como Carlão, Ana Moura, Pedro Mafama, Branko, Eu.Clides, Dino D’Santiago, ProfJam, Diogo Piçarra, além de Rincon Sapiência, do Brasil. Em 2017, uma das suas faixas, “Drenas”, foi apresentada num dos desfiles do Savage X Fenty Show, de Rihanna. Em 2024, Pedro da Linha regressou aos lançamentos em nome próprio com dois EPs, um de remisturas e o mais recente, Dicas. Foi curador e protagonista das festas “Arrebita”, durante a sua residência no Musicbox, em Lisboa, e, em digressão, passou por cerca de duas dezenas de palcos de norte a sul do país.
Este ano, Pedro da Linha continua a revolucionar as pistas de dança nacionais, preparando a chegada de um novo álbum e colaborações que prometem consolidar, ainda mais, o seu lugar como um dos nomes mais inovadores da música eletrónica portuguesa.
Marisa Liz acaba de lançar “Fim”, o seu mais recente single e mais um avanço para o segundo álbum de originais da artista, com edição prevista para o segundo trimestre de 2026. Depois de “É o que É”, editado em junho de 2025, a nova canção reforça um novo caminho na linguagem musical da cantora.
Descrita pela própria artista como “a canção sobre morte mais feliz que eu já ouvi”, “Fim” parte de uma reflexão luminosa sobre o encerramento de ciclos e a aceitação da impermanência. Com uma interpretação emotiva e direta, Marisa Liz conduz a narrativa da canção com a intensidade que tem marcado o seu percurso enquanto uma das vozes mais reconhecíveis da música portuguesa contemporânea.
O novo single “O Pecado do Céu”, do Prodígio vem posicionar o artista como um rapper introspetivo que alinha cultura, pensamento crítico e espiritualidade. O tema explora a premissa de o céu como lugar metafísico onde o pecado não existe enquanto evidencia que a verdade é moldável conforme as perspetivas e interpretações. Bispo e Prodígio demonstram com dois versos que falam da mesma verdade, com paletas de cores diferentes que “a verdade é transparente, é clara, não fica escura”.
Para além da dimensão espiritual deste tema, o “filho de deus” (Gson) adiciona traços fundamentais a esta pintura com um refrão que manifesta um mundo melhor, uma valorização do presente, e um reconhecimento do sagrado no quotidiano e no ordinário. A produção complementa a temática com acordes de piano, coros e drums que deixam os artistas explorar uma verdade poderosa e concatenada. "
FEIRA POPULAR acaba de editar o seu EP de estreia homónimo, depois de ter revelado os temas “Não Sei Bem” e “Carrossel”, este último com a participação de Femme Falafel. O lançamento marca um novo momento no percurso do projeto de António Agostinho e Gonçalo Costa, consolidando a identidade artística apresentada nos primeiros avanços.
Com canções em português diretas e viciantes para cantar em sing along, FEIRA POPULAR conta pequenos contos da cidade com grandes sentimentos, sobre os fantasmas de Lisboa e a promessa de algo novo que parece nunca chegar. Através de uma escrita direta e imagética, o projeto transforma nostalgia em melodia synth pop, cruzando passado e presente num espaço emocional suspenso.
O universo do EP começou a revelar-se com “Não Sei Bem”, single de estreia que apresentou oficialmente o projeto. Com versos que ecoam o impulso de seguir em frente, a canção convida ao movimento, à deriva e à descoberta, evocando uma nostalgia mística onde passado e presente se entrelaçam. Mais do que um tema inaugural, afirmou-se como manifesto, refletindo a busca por significado numa época em que o tempo parece sempre escapar.
Seguiu-se “Carrossel”, segundo single e novo avanço para o EP, que contou com a participação especial de Femme Falafel. A canção desenvolve-se em dois momentos distintos: o primeiro remete para o passado, convocando referências à Feira Popular de Lisboa - do Poço da Morte à vidente robótica que lia a sina por vinte escudos - e abordando de forma leve e nostálgica esse parque de diversões onde tantas memórias da infância foram construídas. No refrão, a narrativa transporta-se para o presente, refletindo sobre o medo e a desconfiança generalizada dos dias de hoje, e sublinhando a importância do humanismo, da amizade e da entreajuda como formas de contrariar o mal que possa surgir.
Produzido por FEIRA POPULAR (Gonçalo Costa e António Agostinho), com co-produção, mistura e masterização de Luís Lucena, o EP de estreia homónimo reúne assim os primeiros capítulos de um projeto que explora a memória urbana, a emoção e a nostalgia através de uma linguagem synth pop marcada pela simplicidade e pela força da canção.
Em cerimónia ocorrida ontem ao final da tarde no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a Câmara Municipal de Lisboa atribuiu a Medalha de Mérito Cultural a Sérgio Godinho. Uma distinção entregue pela mão do presidente da edilidade, Carlos Moedas, e que contou também com participação de Cristina Branco e Carlão, responsáveis pela leitura das letras de dois dos temas mais emblemáticos da carreira do "escritor de canções, "Lisboa que amanhece" e "O Primeiro Dia", respectivamente.
Esta é a segunda vez que Sérgio Godinho recebe esta distinção já que em 2012 a recebeu das mãos de António Costa. Desta feita, a proposta, aprovada por unanimidade, foi feita ainda no decorrer do mandato anterior pelos representantes do movimento "Cidadãos por Lisboa" tendo sido a sua entrega adiada para ontem em virtude da coincidência com o acidente com o Elevador da Glória.
No próximo dia 28, SÉRGIO & OS ASSESSORES regressam à estrada com o seu espectáculo LIBERDADE25 para uma apresentação em Estarreja, no cine-teatro local, seguindo-se posteriormente passagens por vários locais do país no âmbito das celebrações do 25 de Abril, antes de no Verão terem já paragens confirmadas no Festival Med de Loulé e no Vodafone Paredes de Coura. Em paralelo, diversas apresentações literárias tendo como base o seu último livro de contos "Como se não houvesse amanhã".
AGENDA
19MAR / LISBOA / LIVRARIA SNOB_APRESENTAÇÃO LITERÁRIA 26MAR / LISBOA / LIVRARIA MENINA E MOÇA_APRESENTAÇÃO LITERÁRIA 27MAR / ESTARREJA / CINE-TEATRO_APRESENTAÇÃO LITERÁRIA 28MAR / ESTARREJA / CINE-TEATRO_CONCERTO 10ABR / OLHÃO / BIBLIOTECA MUNICIPAL_APRESENTAÇÃO LITERÁRIA 11ABR / FARO / TEATRO DAS FIGURAS_CONCERTO 17ABR / PORTO / COLISEU_PARTICIPAÇÃO EM CONCERTO SOLIDÁRIO 18ABR / MIRANDA DO CORVO / CASA DAS ARTES_CONCERTO 24ABR / CELORICO DE BASTO_CONCERTO 25ABR / OEIRAS_CONCERTO 30ABR / AMARANTE / CINE-TEATRO_CONCERTO 01MAI / PAREDES DE COURA / CENTRO CULTURAL_CONCERTO 07MAI / MOITA / BIBLIOTECA BENTO DE JESUS CARAÇA_APRESENTAÇÃO LITERÁRIA 10MAI / REDONDO / FESTIVAL PALAVRAS AO VENTO_APRESENTAÇÃO LITERÁRIA 04JUN / VIEIRA DO MINHO / FEIRA DO LIVRO_APRESENTAÇÃO LITERÁRIA 20JUN / VILA REAL / ROCK NORDESTE_CONCERTO 25JUN / LOULÉ / FESTIVAL MED_CONCERTO 03JUL / SERTÃ / MARATONA DA LEITURA_APRESENTAÇÃO LITERÁRIA 12-15AGO / PAREDES DE COURA / VODAFONE PAREDES DE COURA_CONCERTO