quarta-feira, 27 de maio de 2026

AFONSO CABRAL EM DIGRESSÃO PELO ORIENTE NO MÊS DE JULHO





















Poucas semanas depois de apresentar um tema inédito - "Dança Comigo na Ilusão" -, o músico lisboeta revela uma digressão de oito datas que o levarão à China, Macau, Hong Kong e Japão na companhia do guitarrista Pedro Branco.

Nos últimos anos, Afonso Cabral atuou algumas vezes no Japão, principalmente com o ensemble de Bruno Pernadas, mas também com Minta & The Brook Trout e a solo. Embalado por essas experiências, em Demorar, o seu álbum mais recente, existe algum espaço para o Japão, nomeadamente devido à música "Confusão / ざわめき” - um dueto com Shugo Tokumaru, escrito e gravado pelo próprio, em Lisboa, e pelo seu convidado, em Tóquio.

"Fez-me todo o sentido levar a minha música de novo até ao país do sol nascente e aproveitar a oportunidade para explorar novos territórios e mostrar o que faço a mais gente. Com a ajuda preciosa da produtora de Macau None Of Your Business, reunimos uma série de datas na China, Macau e Hong Kong, que nos deixam muito entusiasmados."

Afonso Cabral viaja com o amigo e parceiro musical, Pedro Branco, autor do disco “A Narrativa Épica do Quotidiano”.

Antes de partir para o Oriente e em solo nacional, Afonso Cabral prossegue a apresentação de Demorar com a banda completa em Felgueiras, no Teatro Fonseca Moreira, no próximo dia 6 de Junho. Os bilhetes estão disponíveis nos locais habituais e online.

DATAS ASIA TOUR:
02/07 - Shenzhen, China - Old Heaven
03/07 - Macau - Casa Garden
04/07 - Zhuhai, China - Antique 3000
05/07 - Hong Kong - Chez Trente
08/07 - Osaka, Japão - Elevaty
09/07 - Kyoto, Japão - Submarine
10/07 - Nagoya, Japão - Stiff Slack
11/07 - Tokyo, Japão - Wall&Wall

Sobre Afonso Cabral:

Afonso Cabral (Lisboa, 1986) tem sido uma presença constante, embora por vezes discreta (como ele gosta), na cena musical lisboeta nos últimos 15 anos – quer seja com os seus You Can’t Win, Charlie Brown, como parte integrante das bandas de Bruno Pernadas, Minta & The Brook Trout ou Mais Alto! ou como escritor de canções para outros intérpretes.

Nesse último campo, destaca-se ‘Anda Estragar-me os Planos’, escrita em parceria com Francisca Cortesão para o Festival da Canção 2018 para a voz de Joana Barra Vaz e reinterpretada mais tarde por vários cantores, tais como Salvador Sobral e Tim Bernardes.

Depois de Morada, em 2019, lançou, no final de 2024, o seu segundo álbum a solo, Demorar — um disco de novas canções com a voz de Cabral no centro e que conta com participações do japonês Shugo Tokumaru e de Manuela Azevedo, dos Clã.

Demorar tem sido muito bem recebido pela crítica, fazendo frequentemente parte das listas de melhores do ano, nomeadamente 3.º lugar para a Blitz e Radar e 11.º para a Antena 3, entre muitos outros.

BALBULDURDIA CELEBRAM 30 ANOS





















Balbúrdia comemoram 30 anos de de música e amizade com concerto histórico em Soure

Os Balbúrdia celebram três décadas de rock com um espetáculo único no Jardim da Várzea, em Soure. O evento acontece no dia 6 de Junho, às 23h30, reunindo em palco várias gerações e convidados especiais da música portuguesa.

Ao longo de 30 anos, os Balbúrdia construíram uma identidade própria no panorama musical português, marcada pela energia em palco, espírito de celebração e uma forte ligação ao público. Este espetáculo será uma viagem pelos temas mais emblemáticos da banda, revisitando diferentes fases da sua história e prometendo uma noite memorável de partilha, reencontros e muita música.

A noite será marcada pela partilha e pela energia do rock, contando com uma lista de convidados de luxo especiais que fizeram parte, direta ou indiretamente, deste percurso artístico: António Côrte-Real (UHF), Susana Branca, Nuno Abreu e João Gante (ambos fundadores dos Balbúrdia), Zé Tó Leal e Mário Veras (Rockluso) e o Sexteto Sinistro.

A abertura do espetáculo ficará a cargo dos Wiex, que asseguram a primeira parte da noite com o seu repertório enérgico. 

O concerto tem entrada livre e promete transformar o Jardim da Várzea num palco de celebração inesquecível para os fãs de longa data e novos ouvintes.

O espetáculo está integrado no evento "Origem Templária Soure", que decorre de 5 a 7 de Junho.

Detalhes do EventoEvento: Concerto de Comemoração dos 30 Anos dos Balbúrdia
Convidados Especiais: António Corte-Real, Susana Branca, Nuno Abreu, João Gante, Zé Tó Leal, Mário Veras e Sexteto Sinistro
Primeira Parte: Wiex
Data: 6 de Junho
Hora: 23h30
Local: Jardim da Várzea, Soure
Entrada: Gratuita

ANA BACALHAU E MIMICAT JUNTAS EM TEMA

 



















Ana Bacalhau e Mimicat
Tipicamente Casados

Ana Bacalhau e Mimicat juntaram-se para uma colaboração inédita, de onde nasceu o novo single "Tipicamente casados”. Dificilmente outras artistas “casariam” tão bem quanto esta dupla neste tema.

Ambas partilham da experiência de estarem há muitos anos com os seus “mais que tudo” e, em "Tipicamente casados", falam disso com propriedade, numa canção despretensiosa e bem-humorada que retrata vivências e sentimentos partilhados com os quais muitos vão certamente identificar-se.

"Tipicamente casados", é um tema para todos os casados, mas também para os que não o sendo também o são.

EVAYA SELECIONADA PARA O REEPERBAHN FESTIVAL, UM DOS PRINCIPAIS EVENTOS DA INDÚSTRIA DA MÚSICA EUROPEIA





















A artista portuguesa EVAYA foi selecionada para integrar a programação do Reeperbahn Festival 2026, um dos mais relevantes eventos internacionais dedicados à música e à indústria cultural europeia, que irá decorrer entre os dias 16 e 19 de setembro, em Hamburgo, Alemanha.

Reconhecido como uma das principais plataformas de descoberta e exportação de novos talentos a nível europeu, o Reeperbahn Festival reúne anualmente artistas, agentes, programadores, editoras, media e profissionais da indústria musical, assumindo-se como um ponto estratégico para o desenvolvimento de carreiras internacionais. A seleção de EVAYA para esta edição representa um importante reconhecimento da singularidade artística, consistência estética e potencial de internacionalização do projeto, reforçando o seu posicionamento enquanto uma das propostas emergentes mais promissoras da nova música portuguesa.

O showcase de EVAYA acontece no âmbito da iniciativa WHY Portugal - The Portuguese Discovery 2026 - , plataforma de promoção de novos talentos da música portuguesa nos mercados internacionais, dedicada à apresentação de artistas emergentes e projetos em fase de internacionalização junto de profissionais da indústria musical.

EVAYA desenvolve a sua pesquisa artística num universo art pop marcado por uma escrita íntima e sensorial, explorando a relação entre identidade, emoção e transcendência. Através de uma abordagem estética que cruza vulnerabilidade, misticismo e experimentação sonora, a artista constrói um imaginário singular dentro da nova música portuguesa.

Após a edição do álbum Abaixo Das Raízes Deste Jardim (2024), EVAYA encontra-se atualmente a trabalhar em novos originais e na preparação da próxima etapa do projeto artístico, consolidando um percurso que tem vindo a afirmar-se pela consistência estética e pela dimensão performativa das suas apresentações ao vivo.

SOBRE EVAYA:

EVAYA, é uma cantora, compositora, produtora e artista visual portuguesa, natural do Poceirão, no concelho de Palmela. A sua música habita no limiar entre o orgânico e o sintético, o ritual e a pop.

Estreou-se em 2020, com o EP ”INTENÇÃO”, gravado e produzido de forma independente durante a pandemia. Em 2024, lançou o seu primeiro álbum, “Abaixo Das Raízes Deste Jardim”, uma edição Saliva Diva. A sua estética desafia as convenções da canção pop, criando um território híbrido onde a natureza se dissolve no digital, entre paisagens sonoras imersivas, pulsos rítmicos envolventes e uma escrita lírica em constante mutação.

Ao vivo, EVAYA tem vindo a afirmar-se na cena independente portuguesa com atuações em festivais como NOS Alive, MIL, ID No Limits, Zigur Fest, Impulso, A Porta, Meda+, Tallinn Music Week (Estónia), entre outros. Em 2025 realizou uma tour no Brasil com apoio da DGArtes pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espirito Santo. Em 2026, participa no Festival da Canção, com a canção "SPRINT"

BLAYA JUNTA-SE A MARIA JOÃO PARA O NOVO SINGLE 'BIRI BAM BAM' ​





















Fotografia: Melissa Vieira

Escrita pela artista com a cantora de Jazz, a canção explora uma narrativa profundamente pessoal e apresenta uma sonoridade quente, intensa e sem fronteiras, que une Dancehall e Forró.

'Biri Bam Bam' é o novo single de Blaya, já disponível nas plataformas digitais. Editada através da Universal Music, a faixa, escrita e interpretada em colaboração com a lenda do Jazz Maria João e composta pela dupla com João Barradas, une Dancehall a elementos de Forró e explora uma história profundamente pessoal: o percurso dos pais de Blaya que, vindos do Brasil, deixaram a família para trás e atravessaram o Oceano Atlântico a caminho de Portugal, rumo à estabilidade que, até então, não tinham encontrado. ‘Biri Bam Bam’ transforma essa herança numa canção feita de resistência, força e sobrevivência emocional e a parceria com Maria João amplifica, precisamente, essa energia ancestral que o tema pede: um lado espiritual, cru e visceral, atravessado pela luta, pela dor e, em simultâneo, por um forte sentido de superação.

"Nesta fase da minha vida quero contar toda a minha história através de canções do meu gingado misturado. A primeira foi 'No Meu Tempo de Escola' e agora esta 'Biri Bam Bam' - cada uma retrata uma fase da minha vida. Este ano estou a juntar todas as "Blayas" - do Forró ao Semba, do Samba à Kizomba, do Funk à Música Urbana...", afirma a cantora e compositora. "Quis que o Forró estivesse presente, captando algumas referências, mas que a canção tivesse também um ritmo para a frente. Começámos com o Forró e fomos acrescentando a parte tribal, à medida que a letra ia sendo construída. Por sorte, o encontro com Maria João num projeto partilhado deu o clique para esta colaboração verdadeiramente fora da caixa", acrescenta Blaya.

'Biri Bam Bam' sucede-se e dá seguimento à narrativa iniciada no passado mês de março com 'No Meu Tempo de Escola', um tema alegre e nostálgico que revisita as memórias da infância no Alentejo e as raízes brasileiras da artista. Esta fusão de todas as versões de si mesma surge como resposta a uma necessidade de Blaya de unir todas as sonoridades que fazem parte do seu ADN artístico e pessoal, oque resulta num "gingado misturado".

O vídeo que acompanha 'Biri Bam Bam' traduz visualmente a intensidade emocional e a energia crua da faixa. Blaya conta que "o videoclipe passa-se numa casa com uma parede cheia de molduras - cada uma com uma imagem diferente, para destacar um capítulo distinto da minha história na música. O conceito visual espelha perfeitamente a letra: uma vida inteira contada em fragmentos, em retratos, em memórias que não se apagam".

Figura incontornável da música urbana portuguesa, Blaya aprofunda a sua identidade artística híbrida e sem limites com ‘Biri Bam Bam’ e o seu cruzamento de Dancehall e Forró. A canção junta-se a ‘No Meu Tempo de Escola’, antecipando outros lançamentos da artista, que abrem caminho para um aguardado novo álbum de originais em torno do conceito de "gingado misturado".

Blaya reúne-se entretanto com os Buraka Som Sistema, para celebrar os 20 anos da icónica banda no NOS Alive, no já esgotado dia 11 de julho. Em nome próprio, a cantora e compositora percorre os palcos com “ARRAIÁ.L”, um novo espetáculo que mistura a energia dos arraiais populares portugueses com o espírito vibrante das festas juninas brasileiras. Blaya complementa, assim, ao vivo e com o seu público, esta fase celebração da identidade luso-brasileira, numa viagem por todas as suas eras - das origens no Forró e no Samba aos maiores êxitos, como 'Faz Gostoso' e 'Só Love', passando pela vertente mais íntima do álbum “Lado B”, editado em 2025. “ARRAIÁ.L” vem reforçar o posicionamento de Blaya como uma das artistas mais autênticas, imprevisíveis e multifacetadas da música portuguesa contemporânea.

Nascida no Brasil e criada em Portugal, Blaya construiu uma identidade artística singular e sem fronteiras, na qual o Afro, o Baile Funk, o Dancehall e a Pop se cruzam, numa linguagem crua, explosiva e profundamente performativa. Entre sensualidade, irreverência e liberdade criativa, a artista tornou-se uma das figuras mais disruptivas e carismáticas da música portuguesa contemporânea.

Antes de se afirmar numa sólida e popular carreira a solo, Blaya ganhou notoriedade como elemento dos Buraka Som Sistema, coletivo que revolucionou a música de dança de cariz urbano feita em Portugal e projetou o chamado “som de Lisboa” para o mundo. Convidada por Branko, Riot, Conductor e Kalaf para integrar o grupo em 2008, participou nos álbuns “Komba” (2011) e “Buraka” (2014), bem como em digressões internacionais e apresentações explosivas, que passaram pelos maiores festivais e salas mais emblemáticas. Durante esse percurso, os Buraka Som Sistema foram distinguidos e nomeados para vários prémios internacionais, incluindo os MTV Europe Music Awards, o que consolidou o impacto global do projeto.

Em nome próprio, Blaya lança em 2018 a música ‘Faz Gostoso’, do álbum “Blaya con Dios”, de 2019, que ultrapassa os 15 milhões de streams e mais de 42 milhões de visualizações, tornando-se um fenómeno reinterpretado por Madonna e Anitta no álbum “Madame X”, que alcançou o Número 1 da tabela americana. Singles como ‘Eu Avisei’, ‘Só Love’ e ‘Vem na Vibe’ consolidam Blaya como uma figura incontornável da música nacional, reconhecida pela sua autenticidade sem filtros, atitude irreverente e ligação visceral ao público. Ao longo da carreira, soma nomeações e distinções em prémios como os PLAY - Prémios da Música Portuguesa, reforçando o seu estatuto como uma das artistas mais marcantes da Pop e Música Urbana nacional. Editado em 2025, o segundo álbum, “Lado B”, marca o início de uma fase mais íntima, madura e emocionalmente exposta, revelando novas sonoridades e camadas da artista.

Em 2026, dá início a uma nova era artística onde junta todas as versões de si mesma e todas as sonoridades que fazem parte do seu ADN pessoal e musical. O resultado é aquilo que a própria descreve como um “gingado misturado”: uma fusão pulsante, quente e contagiante que vai do Forró ao Semba, do Samba ao Kizomba, do Funk ao Pop. ‘No Meu Tempo de Escola’ e ‘Biri Bam Bam’ são os primeiros capítulos deste novo universo artístico e consolidam a visão de Blaya, num cruzamento intenso entre força feminina, identidade cultural, vulnerabilidade e liberdade criativa.

AGUAPURGAEDITA PRIMEIRO DISCO



Com uma sonoridade crua, intensa e provocadora, o disco apresenta-se como um manifesto artístico contra o desgaste social, ambiental e emocional dos tempos atuais. Viajando por distorções, tensão e catarse, AGUAPURGA assume neste trabalho uma posição frontal perante um mundo marcado pelo excesso e pelo consumo.

“A natureza está cansada. Este disco é a nossa catarse, a purga necessária para se acordar de cara lavada. Música imprópria para um mundo consumista. Ah, que coisa bonita, a ironia.”

“Imprópria para Consumo” marca uma nova etapa para a banda de rock sediada em Vila Real, consolidando uma identidade sonora própria e uma abordagem estética sem filtros, onde convivem crítica, inquietação e libertação.

O concerto oficial de apresentação do disco terá lugar no dia 31 de maio, às 18h00, no Salão Nobre do Centro Cultural Regional de Vila Real, num espetáculo especial onde o público poderá também adquirir em primeira mão a edição em vinil do álbum.

NOVO SINGLE DE MOONSPELL















“Cross Your Heart" é o novo single e vídeo de "Far From God", o 14º álbum de estúdio dos MOONSPELL, com edição marcada para 3 de Julho, via Alma Mater Books and Records, sob licença exclusiva da Napalm Records.

"Cross Your Heart" é uma canção de estrada, road song, directamente inspirada numa vida passada a viajar e a ver muita coisa a acontecer dia e noite, sem parar. Quando cruzamos Portugal e lá fora, vemos flores e cruzes nas bermas, sinais de que ali alguém morreu. Uma vida, muitas vidas, infelizmente jovens, tomados pela vertigem da velocidade, do álcool, da distração. Num país em que se morre tanto na estrada, esta canção é o pequeno alerta e a profunda homenagem a essa “guerra civil” no asfalto onde nos tornamos a pior versão de nós mesmos. Musicalmente, continua a missão de pintar de gótico o nosso metal, com melodia e densidade.
Fernando Ribeiro

"Cross Your Heart" está disponível desde hoje, 27 de Maio, em todas as plataformas digitais. Faz parte de "Far From God", o 14º álbum de estúdio dos MOONSPELL, que sai dia 3 de Julho pela Alma Mater Books and Records, sob licença exclusiva da Napalm Records, e cuja pré-venda pode ser feita em moonspell.rastilho.com/. "Far From God" vai ser motivo de reflexão em duas FNAC Talks, nos dias 3 e 4 de Julho, no Colombo e NorteShopping, respectivamente.

MOONSPELL // TOUR VERÃO 2026
20.06: Graspop Metal Meeting, Dessel, Bélgica
27.06: Concentração Moto Clube do Barreiro, Barreiro, Portugal
02.07: Festas de São Pedro, Porto De Mós, Portugal
10.07: Dark River Festival, Kotka, Finlândia
18.07: Castle Party, Bolkow, Polónia
02.08: Ancient Theatre Of Philippopolis, Plovdiv, Bulgária
06.08: Party San, Scholteim, Alemanha
20.08: Extramuralhas, Leiria, Portugal
30.10: Posada Rock, Muscel, Roménia
12.09: Quinta da Ribafria, Sintra, Portugal* [Blueticket]
19.09: Bosphorous Metal Fest, Istanbul, Turquia
20.09: Cosmic Void Festival, London, Inglaterra
31.10: Hard Club, Porto, Portugal* [Ticketline]

* Apresentação "Far From God" 

SPREADER FAZ REMISTURA PARA TEMA DE mARCIANO

SPREADER é o projecto dos músicos Pedro Hébil (guitarra, voz e produção) e Rui Geada (baixo), tendo lançado o EP "f f f" em 2025, distinguido como um dos melhores do ano pelo programa Santos da Casa (RUC). Percorrem ambientes mais electrónicos e industriais e focam-se no pulso mecânico e na urgência humana, criando um espaço onde o experimentalismo e a intensidade convivem lado a lado.
https://linktr.ee/spreader

Faixa para airplay:
mARCIANO - mARCIANO - Este coração não é o meu (SPREADER Remix)

https://marcianodemarte.bandcamp.com/album/remiss-o

REMISSÃO é um projecto de transformação das canções originais em novos universos sonoros, contando com vários colaboradores da cena alternativa, como é o caso de:

ALCATUNE
BASURAH!
BLOOD DESIRE (Barcelona / Espanha)
FLOATING ASHES
IAMNOONE (Parma / Itália)
KARTEK
LIQUID LAND
MADD ROD (Berlim / Alemanha)
MY SPECTRAL GUISE
NUNO ZIMAS (Riga / Letónia)
PENTIUM NACIONAL
RODRIGO BENTO (São Paulo / Brasil)
SPREADER
THE DREAMS NEVER END
TITO PIRES
TURNING POINT

PROGRAMA DE 26/05/26

1 - Ordem Crucial - Ascensão colorida
2 - Ressonant - Os ventos mudaram
3 - O Castelo -Parece setembro
4 - Puto Bacoco - Hoje à noite na giesta
5 - Galeria da Incerteza - Milénio
6 - Torcido - Fora do lugar
7 - Celina da Piedade - Canção de nanar
8 -  Ana Lua Caiano - Uma vida a menos  

9 - Culatra - Terra sem nome
10 - Jardim do Enforcado - Dois mil e vintes
11 - Mão Morta - A liberdade
12 - António Cova e Oko Yono - Linha do oeste

terça-feira, 26 de maio de 2026

HUGO VASCO REIS, DRIMMING GP E E PEDRO VAZ EM CONCERTO

 



















Uma obra para quarteto de percussão, eletrónica e vídeo

14 junho · 16h · Museu Nacional da Música, Mafra
16 junho · 21h · Fábrica da Criatividade, Castelo Branco

O compositor e investigador Hugo Vasco Reis, os Drumming – GP (Grupo de Percussão) e o artista visual Pedro Vaz apresentam Demora, uma obra de música contemporânea para quarteto de percussão, eletrónica e vídeo, com duração de 45 minutos, a apresentar no dia 14 de junho, às 16h, no Museu Nacional da Música em Mafra; e no dia 16, às 21h, na Fábrica da Criatividade em Castelo Branco.

A ideia da obra teve origem numa caminhada, de cerca de um mês, pela Rota Pirenaica (GR11), entre o Mar Cantábrico e o Mediterrâneo, realizada e documentada por Pedro Vaz. Mais do que um percurso físico, construiu-se um encontro prolongado com a paisagem, num exercício de atenção, resistência e sintonia entre o corpo e o lugar, em que caminhar se tornou uma forma de escuta.

Partindo desta premissa, Hugo Vasco Reis compõe uma obra que incorpora o pensamento do filósofo Jean-Luc Nancy, quando este argumenta que o som não é um fenómeno fixo, mas algo que se propaga, vibra e transforma continuamente. Escutar implica participação: o corpo ressoa com o som e integra-se numa relação vibratória entre espaço, matéria e perceção.

Demora desenvolve-se enquanto obra sobre escutar e mediar. Escutar pequenos sons, sons minúsculos, associados à natureza, à sua transformação e tradução. Entre percussão, eletrónica e imagem, a obra propõe uma experiência imersiva onde o tempo abranda e a atenção se torna matéria artística.

O projeto conta com o apoio da República Portuguesa - Cultura / Direção-Geral das Artes, da Sociedade Portuguesa de Autores e da Antena 2


DEMORA
para quarteto de percussão, eletrónica e vídeo

Duração
10 minutos de palestra + 45 minutos de concerto

Classificação etária
M/6

Ficha técnica

Composição: Hugo Vasco Reis
https://hugovascoreis.com/


Interpretação: Drumming - Grupo de Percussão
https://drumming.pt/


Vídeo: Pedro Vaz
https://www.pedrovaz.art/

O GAJO AO VIVO





















No dia 12 de Junho, O GAJO estará am Santo Tirso para um concerto no Festival Palheta Bendita.

O GAJO - Viola Campaniça
Isaac Achega - Percussão
Filipe Sousa - Baixo
João Martins - Sanfona e Cavaquinho
Diana Ferreira - Sanfona, Cavaquinho e Gaita de Foles

Parque Urbano de Geão
21h30 - Palco dos Gansos
Entrada livre!

LEFT. RUMA AOS ESTADOS UNIDOS PARA PARTICIPAR NO TRANSATLANTIC RISING STARS PROJECT





















Fotografia: Guilherme Cabral

O cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor português foi selecionado para integrar a iniciativa da União Europeia que promove o intercâmbio artístico entre a Europa e os Estados Unidos e que decorre entre 26 de maio e 6 de junho.

LEFT. encontra-se nos Estados Unidos até dia 6 de junho para participar no Transatlantic Rising Stars Project, uma iniciativa da Delegação da União Europeia nos EUA. O programa reúne cinco artistas europeus emergentes - de Portugal, França, Alemanha, Bulgária e Dinamarca - com potencial de impacto internacional e tem como objetivo fortalecer as relações transatlânticas através da música, da criação artística e da colaboração cultural.

Ao longo de duas semanas, entre Filadélfia e Washington D.C., o único português selecionado para o evento integrará um programa intensivo que cruza formação, criação e performance. A escolha do cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor para integrar o projeto surge num momento particularmente relevante do seu percurso artístico, composto por três álbuns de estúdio e colaborações com outros artistas e marcado por uma abordagem multidisciplinar. LEFT. junta-se a uma nova geração de músicos europeus que vê na música uma ferramenta de ligação cultural, diálogo e construção coletiva, levando a criatividade portuguesa até ao outro lado do Atlântico.

Nas palavras de LEFT., “participar no Transatlantic Rising Stars Project é fazer parte de uma iniciativa inédita. Vim para os Estados Unidos com muita curiosidade e vontade de aprender, de perceber como funciona a indústria musical americana por dentro e de criar música com alguém que ainda não conheço. É exatamente o tipo de desafio que me motiva: entrar numa sala com um estranho e sair de lá com algo que nenhum de nós conseguiria fazer sozinho".

A experiência nos EUA inclui sessões educativas sobre a indústria musical norte-americana - que vão abordar temas como direitos de autor, branding, management e agenciamento - bem como um processo de co-criação com um artista norte-americano, que culminará em dois showcases ao vivo, um em Filadélfia no dia 3 de junho e a apresentação final a 6 de junho, em Washington D.C., integrada no evento State of the Arts Night, organizado pela própria Delegação da União Europeia. Mais do que uma residência artística, o Transatlantic Rising Stars Project procura criar pontes duradouras entre artistas europeus e o ecossistema criativo norte-americano, promovendo colaborações internacionais e novas oportunidades de circulação artística. Para LEFT., esta participação representa também um passo importante na internacionalização do seu percurso enquanto artista, produtor e performer.

“Mais do que uma viagem, é uma experiência que espero que mude a forma como vejo o meu próprio trabalho e, idealmente, me dê oportunidades de internacionalizar a minha carreira”, partilha o artista.

LEFT. tem vindo a afirmar-se como uma das vozes mais criativas da nova geração da música portuguesa. Enquanto produtor, trabalhou com nomes como Diogo Piçarra, INÊS APENAS, Fernando Daniel e Aurea e com novos valores como Mia Benita. Consolidando uma linguagem sonora própria entre o Pop alternativo e a Eletrónica, o artista encontra-se a trabalhar em novas composições, após o terceiro disco e o primeiro inteiramente em português, "Limbo", considerado um dos 50 Melhores Álbuns Portugueses de 2024 pela BLITZ/Expresso e com vários temas em rotação na Antena 3, Rádio Comercial e Batida FM.

LEFT. é o nome artístico de António Graça. Cantor, compositor, músico e produtor, só no Spotify, a sua discografia ultrapassa os 20 milhões de streams. Já trabalhou com alguns dos maiores nomes da música nacional, como Diogo Piçarra, Aurea, Rita Redshoes ou Fernando Daniel, e atuou em salas como o Musicbox, em Lisboa, e em festivais como o NOS Alive, apresentando-se, ainda este verão, nas Festas do Mar, em Cascais, e no Festival F, em Faro,

Enquanto Antony Left editou em 2017 o álbum de estreia indie-folk “Influence”. LEFT. nasceu em 2019 com uma sonoridade pop e eletrónica, audível nos singles ‘Indigo’, ‘Love’, ‘Confident’, ‘Gods Of Nothing’ e ‘Sympathize’, do aclamado álbum “Perspective”, editado em 2021.

Em 2023 lançou o EP "Pop-Snacks", composto por temas que foi partilhando em pequenos vídeos nas redes sociais, como 'Single', 'Bala' e 'Nemo', e colaborou com INÊS APENAS, em ‘Leve(mente)’, tema com rotação na Rádio Comercial e na Antena 3.

No final de 2024, LEFT. editou o terceiro álbum e o primeiro inteiramente em português, "Limbo", do qual fazem parte os singles 'Violento', com L-ALI e Rossana, com rotação na Antena 3, 'Siga', com airplay na Rádio Comercial e Antena 3, 'Volto a Ti', que apresentou no Festival da Canção 2024, e 'Pulso', com JÜRA, com rotação na Rádio Comercial e Batida FM. O disco foi considerado um dos 50 Melhores Álbuns Portugueses de 2024 para a BLITZ/Expresso, ocupando um honroso Nº 27.

Em simultâneo, LEFT. tem vindo a desenvolver o projeto AVALANCHE, um grupo de artistas que cria música em colaboração e que editou em 2022 o álbum "VOLUME I" e, mais recentemente, singles como 'Espinho', que junta LEFT. ao rapper xtinto e à cantora Sara Megre e 'Não Te Vou Largar', uma parceria entre LEFT. e Beatriz Caixinha. Ambas as faixas fazem parte de "VOLUME II", o segundo álbum da plataforma, lançado no final de 2025.

A ESTREIA DE DINO NA WARNER MUSIC PORTUGAL





















Com uma identidade sonora marcada por atmosferas densas, 808s incisivos e uma entrega carregada de confiança, DINO surge com um tema que funciona como manifesto introdutório ao seu universo criativo.

Like This” afirma-se como um primeiro capítulo sólido, onde a estética e a identidade convivem de forma natural, revelando uma visão artística já bastante definida.

Conhecido nas redes como @2close4dino, DINO destaca-se pela construção de ambientes sonoros próprios, equilibrando uma abordagem melódica envolvente com uma escrita direta. No tema “Like This”, o artista assume não só a interpretação e autoria da letra, como também a mistura e masterização do tema, reforçando a dimensão autoral do projeto. Já a produção ficou a cargo de aleex e h1zas.

O lançamento chega acompanhado por um videoclipe realizado por Dolla Runna, com produção executiva da PureCircle, expandindo visualmente a linguagem estética de DINO e consolidando a identidade visual que acompanha esta nova fase.

Like This” marca assim o arranque oficial do percurso de DINO na Warner Music Portugal, apresentando uma nova voz da cena nacional que combina visão criativa, controlo artístico e uma estética claramente definida.

FESTIVAL DE JAZZ BERNARDO SASSETT





















4.ª Edição · 2026

29 e 30 de maio, Ericeira

12 e 13 de junho, Ílhavo
O Festival de Jazz Bernardo Sassetti regressa em 2026 na sua 4.ª edição, num formato que pela primeira vez se desdobra por duas localidades: Ericeira e Ílhavo. Ao longo de dois fins de semana — em maio e junho —, o festival apresenta concertos, jam sessions e masterclasses que reúnem alguns dos nomes mais relevantes do jazz europeu atual.

Sobre o Festival

O Festival de Jazz Bernardo Sassetti é um projeto itinerante que promove o encontro entre público, músicos, professores e estudantes, construindo um espaço de criação, escuta e formação no panorama do jazz em Portugal. Inspirado pelo legado artístico de Bernardo Sassetti — pianista, compositor e um dos grandes renovadores do jazz português —, o festival procura dar continuidade ao seu pensamento musical, valorizando tanto a sua obra como a liberdade criativa que o caracterizava.

Nas três edições anteriores, o festival marcou presença em Loulé, Porto e Lisboa. Em 2026, chega pela primeira vez ao litoral atlântico da Ericeira e à costa da Ria de Aveiro, em Ílhavo, afirmando o seu carácter itinerante e a vocação de descentralização cultural.

Formato

Em cada localidade, o festival apresenta dois concertos em dias consecutivos, seguidos de jam sessions abertas à participação dos músicos presentes — iniciadas por um trio convidado, mas concebidas como espaços de improvisação coletiva. O programa inclui ainda uma masterclass em cada local, reforçando a dimensão pedagógica e formativa do projeto.

Programa — Ericeira
29 e 30 de Maio de 2026
Casa da Cultura Jaime Lobo e Silva
Bilhetes

segunda-feira, 25 de maio de 2026

NO SALÃO BRAZIL





















Embryo #4
Michael Formanek e Luis Figueiredo
02 junho • 21:30

Embryo é o projeto do pianista e compositor conimbricense Luís Figueiredo que, ao longo de cinco sessões, sempre nas primeiras terças-feiras de cada mês, promove encontros em formato duo com destacados músicos da área do jazz; em junho, o convidado é Michael Formanek, contrabaixista, compositor e uma das figuras centrais da cena jazzística avant-garde nova-iorquina das últimas cinco décadas. Originário de São Francisco, Califórnia, e atualmente residente em Portugal, Formanek construiu um percurso singular marcado por colaborações com nomes como Tony Williams, Joe Henderson, Stan Getz, Fred Hersch, Tim Berne e Mary Halvorson, afirmando-se através de projetos incontornáveis como Bloodcount, Kolossus ou Thumbscrew e de uma abordagem profundamente inventiva à improvisação, onde composição contemporânea, liberdade idiomática e experimentação sonora se cruzam numa obra amplamente reconhecida no universo do jazz contemporâneo e exploratório.

Abertura de portas: 21:00
Bilhetes: 5 eur • 7 eur

BILHETEIRA ONLINE

ALDEIAS DO XISTO CRIAM ORQUESTRA
















Resultado de mais de uma década de trabalho colaborativo no território, a OPAx – Orquestra Popular das Aldeias do Xisto apresenta-se como um novo projeto artístico e formativo que convida músicos e comunidade a participar ativamente na sua criação ao longo de 2026.

A OPAx – Orquestra Popular das Aldeias do Xisto nasce como um projeto que cruza criação artística, formação e envolvimento comunitário, afirmando-se simultaneamente como fruto de um percurso consolidado e semente de futuro para o território. Com origem nos 14 anos de trabalho desenvolvido no âmbito do Xjazz – Encontros do Jazz nas Aldeias do Xisto, esta nova orquestra propõe-se aprofundar a relação entre a música, as pessoas e o território.

Promovida num ecossistema cultivado pela ADXTUR – Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto e pelo JACC – Jazz ao Centro Clube, a OPAx beneficia ainda do reconhecimento como Projeto de Mérito Cultural pelo Fundo de Fomento Cultural (GEPAC / Ministério da Cultura, Desporto e Juventude), reunindo as condições ideais para o seu desenvolvimento ao longo do próximo biénio.

Mais do que uma estrutura musical, a OPAx afirma-se como uma plataforma aberta a compositores e intérpretes da Rede das Aldeias do Xisto. Dirigida sobretudo a jovens instrumentistas das filarmónicas locais, valoriza a dimensão intergeracional e incentiva a participação de toda a comunidade, promovendo o encontro entre diferentes experiências, linguagens e percursos musicais.

É neste contexto que a OPAx lança um convite aberto à participação, chamando a integrar este novo coletivo membros de filarmónicas, bandas e grupos similares das regiões, bem como outros residentes interessados: músicos, curiosos e apaixonados pela música. A participação é gratuita e inclui apoio logístico durante os períodos de formação e concertos, assegurando refeições e, quando necessário, alojamento.

A constituição da orquestra decorrerá ao longo de 2026, em três fases distintas. O arranque acontece com a realização de quatro bootcamps “Jazz na Filarmónica”, orientados por formadores com vasta experiência no universo das bandas e orquestras. De seguida, terá lugar um estágio de orquestra dirigido pelo futuro maestro da OPAx, acompanhado por uma equipa pedagógica especializada. Este percurso formativo culminará nas primeiras apresentações públicas da orquestra, em duas salas de concertos do território das Aldeias do Xisto.

As inscrições já se encontram abertas e podem ser efetuadas através do formulário disponível no link.

Inscrição na OPAX

FESTIVAL MÊDA+ REVELA CARTAZ COMPLETO





















O Festival Mêda+ regressa entre os dias 22 e 25 de julho para a sua 12.ª edição e anuncia agora o cartaz completo daquele que volta a afirmar-se como um dos projetos mais singulares do circuito nacional de festivais. Depois de revelar nas últimas semanas os primeiros nomes confirmados - Da Chick, Mães Solteiras, Mr. Gallini, Três Tristes Tigres, Marquise e Duques do Precariado -, a organização apresenta agora a restante programação da edição deste ano.

Entre os destaques desta nova vaga de confirmações encontram-se Expresso Transatlântico e Unsafe Space Garden, integrando um alinhamento distribuído por três palcos e que reúne projetos de diferentes geografias e linguagens da música portuguesa contemporânea.

Ao longo dos quatro dias de festival passam ainda pelo Mêda+ nomes como Esquerda, Novos Românticos, DJ Tam, Clarisse e os Desviados, Bonança, M.DUSA, Deambula, THEMANDUS, Monch Monch, Senza com a Orquestra do Centro de Formação Musical de Mêda, Ana De Llor, MAGUPI, Traz os Monstros, MALABOOS, Sónia Trópicos, Motherflutters e bbb hairdryer.

A programação inclui também um concerto especial desenvolvido em residência artística, onde Félix Gambino, Saloio e O Homem que Fugiu do Mundo irão interpretar poemas de Manuel Daniel, figura histórica da cultura e da escrita da Mêda, num momento que reforça a relação do festival com o território, a memória e a criação.

Mantendo uma linha curatorial centrada na música portuguesa, o Mêda+ continua a afirmar-se como espaço de cruzamento entre propostas emergentes, projetos experimentais e nomes consolidados, privilegiando uma lógica de descoberta e diversidade estética. Ao longo das últimas edições, o festival tem vindo a consolidar uma identidade própria assente na proximidade, na dimensão comunitária e na valorização cultural do interior do país.

Promovido por uma associação juvenil sem fins lucrativos, o Mêda+ mantém igualmente a sua natureza inclusiva e acessível, com entrada e campismo gratuitos, prolongando um modelo raro no contexto dos festivais de verão em Portugal.

A edição de 2026 volta a estender-se por quatro dias, integrando um warm-up inicial seguido de três dias de programação musical, num formato que privilegia a permanência, a relação com a cidade da Mêda e a criação de uma experiência coletiva para público, artistas e comunidade local.

Os horários e a distribuição dos concertos por dias serão anunciados em breve.

LUIZ CARACOL HOMENAGEIA HOJE JOSÉ MÁRIO BRANCO





















Hoje, dia 25 de maio, data do aniversário de José Mário Branco, Luiz Caracol edita uma nova versão de “Eu Vi Este Povo a Lutar”, numa sentida homenagem a uma das figuras maiores da música e da intervenção cultural portuguesa.

Mais do que revisitar uma canção emblemática, esta edição propõe um encontro contemporâneo com uma obra que continua profundamente viva no imaginário coletivo português. Produzida e gravada por Luiz Caracol e Rui Pedro Pity, a nova interpretação apresenta um arranjo moderno e pessoal, respeitando a força original da composição enquanto lhe acrescenta uma nova dimensão estética e emocional. A mistura e masterização ficaram a cargo de Ivo Costa (Bateu Matou).

Para Luiz Caracol, esta homenagem nasce de uma relação profunda com a obra de José Mário Branco:

“Há canções que não se escolhem. Que chegam antes de qualquer decisão, enraizadas em qualquer coisa que está dentro de nós antes mesmo de sabermos o seu nome. “Eu vi este povo a lutar”, de José Mário Branco, é uma dessas canções para mim.
JMB foi — e continua a ser — uma referência incontornável. Não apenas pela força política e humana da sua obra, pelo modo como soube transformar a resistência em beleza e a luta em poesia, mas também pela sofisticação com que construiu o seu universo sonoro. Os seus arranjos, a sua visão, a sua estética, a sua recusa em simplificar — tudo isso moldou profundamente a forma como entendo a música e o que ela pode ser.
Esta gravação nasce desse lugar de admiração e dívida. Eu e Rui Pedro Pity quisemos fazer uma versão com um forte cunho pessoal — não apenas mais uma interpretação, mas um encontro sentido e verdadeiro com a canção. Um arranjo elaborado e moderno, gravado na íntegra pelos dois, onde cada escolha é um gesto de escuta e de homenagem. A mistura e masterização ficaram a cargo de Ivo Costa (Bateu Matou), que soube preservar e ampliar tudo o que queríamos dizer.
Há muito que queria fazer isto. Pois era uma dívida antiga, agora paga com o maior dos respeitos e a maior das admirações.”

— Luiz Caracol

A edição é também acompanhada por um testemunho de Pedro Branco, filho mais velho de José Mário Branco, que sublinha a dimensão afetiva e artística desta recriação:

“Uma versão não é apenas uma nova interpretação. É uma homenagem feita da pele do que somos feitos, do tempo que damos ao namoro da obra, do lugar que escolhemos para, numa forma muito própria nossa, dizermos: Eis como me quero incluir na tua canção. “Eu vi este povo lutar”, uma canção feita de força, de bombos e de rua, transforma-se, agora, na mão dada que o Luiz resolve dar ao Zé Mário. É assim que te quero cantar, meu Mestre. Desta forma minha de saborear e de pintar a existência, a luta, os grandes valores da nossa passagem por esta vida. Obrigado, Luiz, por teres tido esta ousadia e teres conseguido tatuar, de uma forma tão tua, o teu nome nesta fundamental canção das nossas vidas.”

— Pedro Branco

BONAPARTE DE LUÍS BRAZ TEIXEIRA NAS PLATAFORMAS DIGITAIS



Assente numa base instrumental orgânica, o tema combina sensibilidade contemporânea com uma atmosfera fresca e descontraída. Mais do que uma declaração intensa, “BONAPARTE” é um convite a deixar a música fluir, a arriscar no amor e a acreditar que as coisas podem simplesmente resultar.

Entre imagens românticas e metáforas artísticas, Luís capta aquele instante em que tudo começa a ganhar cor — quando um simples gesto muda a direção e a esperança fala mais alto. A interpretação surge espontânea e luminosa, transmitindo a sensação de alguém que se expressa exatamente como sente.

“BONAPARTE” é uma canção sobre energia positiva, sobre deixar acontecer e sobre confiar que, quando a ligação é verdadeira, o resto encontra o seu caminho.

I'A'V APRESENTAM DISCOP DE ESTREIA NO PORTO















Foto © Francisco Fidalgo

Editado na passada sexta, dia 22 de maio, o disco de estreia do trio I’A’V (Inês Malheiro, Arianna Casellas, Violeta Azevedo) será apresentado ao vivo no Porto no próximo dia 18 de junho. O concerto terá lugar no espaço da Lovers & Lollypops (Rua de S. Victor 143 A, 4000-515 Porto), e conta com a primeira parte de URTIQA. Os bilhetes custam 8 euros (+ taxas) e podem ser adquiridos online em dice.fm. Os concertos começam às 18:45.

"Volatile Poem", nasce de um convite do gnration, em Braga, a Inês Malheiro, que convoca Arianna Casellas e Violeta Azevedo para partilhar a residência artística que daria origem ao projecto. Três artistas fundamentais da cena portuguesa contemporânea, reunidas numa linguagem comum feita entre escuta, intuição e transformação.

Editado pela Sucata Tapes (Discrepant), Volatile Poem assinala o início do percurso discográfico de I’A’V, num fluxo de canções sonhadoras e mutáveis onde electrónica delicada, arpejos flutuantes, texturas vítreas e rupturas abstratas convivem com o lirismo do violoncelo de Casellas e os movimentos respirados da flauta de Azevedo. No centro, a voz de Malheiro guia e dissolve-se ❀࿐por vezes crua e íntima, por vezes expandida numa matéria quase pós-humana.

Há algo profundamente táctil na música de I’A’V - o som que emerge e se dissolve nas composições revela mistérios e oculta realidades num universo onde vulnerabilidade e força coexistem sem hierarquia. Luminoso e espectral, o disco permanece suspenso entre silêncios e ascensão comunal.