segunda-feira, 16 de março de 2026

BANDA LISBOETA CELSO EDITA NOVO ÁLBUM "INDIECORNO"





















Fotografia: Ana Silvestre

O segundo disco do quinteto indie rock será apresentado a 26 de março, na Casa Capitão, em Lisboa. Os bilhetes já estão à venda.

"INDIECORNO" é o aguardado álbum dos CELSO, já disponível em todas as plataformas digitais. Como o próprio título indica, o segundo disco do coletivo lisboeta é uma síntese sonora e temática do caos geracional dos 20s e a entrada na vida adulta. O sucessor de "Não Se Brinca Com Coisas Sérias", de 2021, apresenta uma versão mais madura dos CELSO e uma banda que assume o controlo criativo sobre a sua obra.

Os CELSO descrevem esta fase como "um reflorescer por completo. Embora seja o nosso segundo disco, assume-se como aquele em que verdadeiramente tivemos o maior controlo da estética, produção e sonoridade. Isso deve-se, principalmente, ao facto de ter sido 100% gravado e maioritariamente produzido por nós, num processo muito cerebral em que a própria produção se mistura com a composição".

Escrito pelo quinteto lisboeta e coproduzido maioritariamente com Pedro Joaquim Borges (João Borsch, NAPA), "INDIECORNO" apresenta uma mistura aguerrida de eletrónica, folk, indie e pós-punk. O início deste universo teve início em 2023, com o single 'LUCi', ao qual se seguiu 'DOPAMINADO', de 2024, 'INDIECORNO', lançado no final de 2025, e o mais recente 'V-VOADOR', editado já em 2026. 

'V-VOADOR', contam os CELSO, "é um tema de rock/hardcore mascarado de eletrónica. Intenso, veloz, quase sufocante. Vomita informação em rajadas, num overload constante que espelha o consumo excessivo e o aceleracionismo tecnológico que nos atravessa. Estamos todos ligados, todos expostos, todos a competir por atenção num sistema que nunca dorme, e que nos deixa numa solidão e degeneração física fatal".

Formados em 2017 e compostos por João Paixão (voz, guitarra), Duarte Igreja (guitarra), Miguel Casquinho (baixo), Martim Baptista (teclas) e Francisco Fontes (bateria), os CELSO apresentam o novo trabalho, "INDIECORNO", a 26 de março, na Casa Capitão, em Lisboa. O novo espetáculo, revela a banda, é "mais contundente, mais estético, com uma sonoridade aprimorada que nos obriga a trazer novas soluções para o palco - o nosso vocalista João Paixão vai estar mais livre para cantar e explorar o espaço à sua volta. Vamos tocar o disco na íntegra mas, quem sabe, se não tocamos também alguns temas antigos".

"INDIECORNO", o novo álbum dos CELSO, está disponível em todas as plataformas digitais.

A música uniu um grupo de amigos a terminar o secundário por volta de 2017. Nasceram assim os CELSO, banda lisboeta que se assume como alternativa com toques de eletrónica, folk, indie e pós-punk, uma sonoridade que João Paixão (voz, guitarra), Duarte Igreja (guitarra), Miguel Casquinho (baixo), Martim Baptista (teclas) e Francisco Fontes (bateria) descrevem como celsofilia.

O primeiro álbum dos CELSO, "Não Se Brinca Com Coisas Sérias", foi editado em 2021 e colocou a banda no mapa da cena indie, por conta de canções como 'Bate-Papo', 'Queimar Tempo', 'Rambóia' e 'Más Línguas'. Gravado e produzido maioritariamente por Artur Gomes da Costa, com mistura e masterização de Luís Montenegro, o disco deu a conhecer oito faixas sobre vários paradoxos e contra sensos sonoros e temáticos, com recurso à “portugalidade” e ao tradicional, com espaço para experimentação, ligeira galhofa e esporádica subversão. "Não Se Brinca Com Coisas Sérias" passou por palcos como o Musicbox, Capitólio, Mouco e Plano B e levou o grupo a festivais como o MIL Lisboa e a Festa do Avante.

Em 2023 os CELSO deram início a um novo universo narrativo com o single 'LUCi'. Seguiu-se 'DOPAMINADO', de 2024, 'INDIECORNO', lançado em 2025, e 'V-VOADOR', já em 2026. Foi com estas canções que os CELSO deram o mote para o segundo álbum, "INDIECORNO", um conjunto de canções que exploram o caos geracional dos 20s e a entrada na vida adulta, no qual a banda assume total controlo criativo sobre a sua obra.

BILHETES CASA CAPITÃO

ANTÓNIO BASTOS NO GrÈMIO OPERÁRIO DE COIMBRA

 



















Antonio Bastos & Comunidade de Coimbra
Um concerto que celebra a residência artística “Semente” na cidade

Sábado, 21 de Março, 17h00
Grémio Operário de Coimbra

António Bastos vai apresentar, em Coimbra, um espectáculo único que funde a electrónica contemporânea com as raízes da música portuguesa. O espetáculo assenta no diálogo entre a tecnologia e a Guitarra Portuguesa de Paulo Bastos, criando uma atmosfera sonora onde a tradição e a vanguarda se encontram.

A identidade vocal da cidade ganha um papel central através do coro BAIXaVOZ, que se junta a António Bastos em diversos momentos. Esta colaboração vai além do acompanhamento tradicional, revelando uma fusão orgânica entre as texturas da música eletrónica e as vozes do coro.

O ponto alto da noite será a estreia absoluta de um tema original composto durante a residência artística na cidade, que contará com a gravação do videoclipe oficial ao vivo. Este momento especial de celebração coletiva integra as vozes do BAIXaVOZ e uma performance de dança com direção artística de Tutto Gomes. Um espectáculo que vai transformar o palco num laboratório vivo de som e movimento, celebrando a semente da criação coletiva.

Link para download de foto: https://we.tl/t-WQCqrrm2Ku
Mais informações: gremiooperario.coimbra@gmail.com // T. 913 149 816

Antonio Bastos | links

facebook | instagram | Spotify | YouTube | video “Estou com sonho” | “Fantasy” | “My Little

Antonio Bastos | TOUR 2026

1 Mar | Ilhavo | Ecstatic Workshow
15 Mar | Coimbra | Grémio Operário de Coimbra
19 Mar | Porto | Casa da Música do Porto
21 Mar | Coimbra | Grémio Operário de Coimbra *
1 Abr | Alhandra | Conservatório Regional Silva Marques *
13 Abr | Coimbra | Festival Santos da Casa
7 Maio | Vila Real | Teatro Municipal de Vila Real
22 Maio | Oliveira do Bairro | a anunciar
9 de Outubro | a anunciar
10 de Outubro | a anunciar
Dez | Setúbal | a anunciar

* Antonio Bastos & Comunidade

O HOMEM QUE FUGIU DO MUNDO AO VIVO





















Depois de editar em fevereiro o seu álbum de estreia “Sílfio”, O Homem que Fugiu do Mundo prepara-se agora para a primeira apresentação ao vivo do disco, num concerto agendado para o dia 28 de março, às 21h30, na Macaréu - Associação Cultural, no Porto. Os bilhetes têm o valor de dois euros e meio.

Este concerto marca o primeiro momento em que o universo conceptual de “Sílfio” ganha corpo em palco. O disco parte da metáfora de uma planta extinta para refletir sobre a condição humana contemporânea, propondo uma leitura crítica de um presente em que a mente humana se transforma simultaneamente em recurso e vítima de um sistema que exige produtividade constante.

O Sílfio, planta lendária da Antiguidade, foi uma promessa de grandeza que acabou por desaparecer, consumida pela sua própria importância. No universo conceptual do álbum, essa história funciona como espelho do presente: a mente humana torna-se o novo Sílfio. Uma força interior extrai e consome a nossa própria humanidade para manter o sistema em funcionamento, mesmo quando esse processo conduz ao esvaziamento do significado. À medida que o real e o irreal colapsam numa simbiose inquietante, surge a pergunta central do disco: o que restará dos humanos?

Esse questionamento começou a revelar-se com “Ícaro desce e vamos falar do sol”, primeiro single de avanço para o álbum. A canção estabelece um diálogo simbólico entre Sísifo e Ícaro, refletindo sobre o cansaço da repetição, a recusa do castigo mecânico e a necessidade de autodeterminação. Esse gesto antecipou a lógica conceptual de “Sílfio”, um disco que observa criticamente um tempo em que esforço, colapso, escolha e fatalidade coexistem numa tensão permanente.

Em palco, o concerto na Macaréu permitirá revisitar esse universo de forma direta e imersiva, transportando para o espaço ao vivo a dimensão reflexiva e inquieta que atravessa o álbum.

O Homem que Fugiu do Mundo é o projeto a solo de Vítor Pinto, músico, compositor e mente criativa ligada aos Malibu Gas Station. Embora exista há mais de uma década, o projeto manteve-se durante muitos anos num registo íntimo e reservado, ganhando agora expressão pública através de uma abordagem assumidamente DIY.

Em “Sílfio”, tal como nos lançamentos anteriores, Vítor Pinto assume todas as etapas do processo criativo - da composição à produção, gravação e edição visual - afirmando uma linguagem autoral marcada pela introspeção, pela recusa de fórmulas e pela construção de um imaginário próprio.

A edição do álbum contou com o Apoio da Fundação GDA e apresenta-se como um trabalho profundamente reflexivo que cruza pensamento filosófico, crítica social e experiência pessoal. Com este concerto no Porto, O Homem que Fugiu do Mundo inicia agora o percurso ao vivo de um disco que questiona o lugar do indivíduo num mundo cada vez mais próximo do colapso silencioso.

MIGUEL SILVA LANÇA "OS MELROS"

 



















“Os melros voam a tinta‑da‑china
e só comem ovo estrelado”
Enigmático? Curioso? Desconcertante?

É deste universo poético que nasce “Os Melros”, o álbum de estreia de Miguel da Silva, onde o guitarrista e compositor explora a relação profunda entre a música instrumental para viola de fado e a poesia inédita de João Monge.

Com lançamento marcado para 20 de março de 2026, na véspera do Dia Mundial da Poesia, o álbum resulta de uma colaboração estreita entre músico e poeta, dando origem a uma obra de identidade singular. Cada faixa é construída como um diálogo vivo entre a viola de fado de Miguel da Silva e as palavras de João Monge, reveladas por um conjunto notável de intérpretes: André Gago, Maria João Luís, Pedro Lamares, Sandro Feliciano e Zeca Medeiros.

A dimensão vocal do álbum é ampliada por um ensemble composto por Sara Afonso, Manon Marques, Pedro Miguel e Filipe Leal, enquanto as percussões de Iúri Oliveira acrescentam textura e movimento. As vozes de Andrea Imaginario surgem em momentos-chave, reforçando a expressividade do disco. A mistura e masterização ficaram a cargo de Vítor Carraca Teixeira, e o design, fotografia, vídeo e produção de conteúdos foram desenvolvidos por Márcia Filipa Moura.

“Os melros voam a tinta‑da‑china
e só comem ovo estrelado”
Enigmático? Curioso? Desconcertante?

Que seja tudo o que o ouvinte quiser.

Miguel da Silva apresenta o single que dá nome ao seu álbum de estreia: “Os Melros”

O que quererá um poeta dizer quando escreve que “Os melros voam a tinta‑da‑china

e só comem ovo estrelado”?

A imagem é tão enigmática quanto concreta: melros que parecem desenhados no ar, feitos de traço fino e imaginação, mas que, com humor quase doméstico, só aceitam ovo estrelado. João Monge convoca aqui o real e o fantástico, o sublime e o quotidiano, num jogo poético que abre espaço para múltiplas leituras.

E se a estes versos juntarmos um ostinato de viola que ultrapassa o fado, melodias e timbres de um ensemble vocal que é simultaneamente erudito, português, irreverente e bem‑disposto, e percussões enérgicas que atravessam ritmos tradicionais e contemporâneos? É precisamente este universo que Miguel da Silva reúne em “Os Melros”, o single que dá o nome ao seu primeiro álbum.

Os Melros” chega à Atmosfera M no dia 19 de março de 2026, às 18h30, numa antestreia integrada no ciclo Ciclo de Poesia e qualquer coisa mais. Neste momento especial, Miguel da Silva convida Maria João Luís e André Gago para dar voz ao universo poético‑musical inspirado na obra inédita de João Monge, acompanhado por Ciro Bertini e Iúri Oliveira.

O concerto antecipa o lançamento do álbum Os Melros, a 20 de março, onde a música para viola de fado se encontra com um imaginário enigmático e luminoso. A entrada é livre, mediante marcação: atmosferam.lisboa@montepio.pt ou pc.assessoriaimprensa@gmail.com

 


INÊS APENAS NO TOP 100 DO SHAZAM PORTUGAL E AIRPLAY DIÁRIO NAS MAIORES RÁDIOS NACIONAIS COM 'SINTO MUITO'





















Fotografia: Rafaela Lopes

O tema criado pela cantora, compositora e pianista com produção de Filipe Survival roda diariamente na Rádio Comercial, RFM, Renascença, Antena 1 e Antena 3, entre outras.

INÊS APENAS regressou aos lançamentos a solo com o single 'Sinto Muito'. O novo tema entrou no Top 100 da plataforma Shazam em Portugal, numa altura em que tem ganho airplay diário nas principais estações de rádio do país, nomeadamente, Rádio Comercial, RFM, Renascença, Antena 1 e Antena 3, entre outras. Destaque ainda para o 10º lugar nas canções mais votadas pelo público no Top TNT da Rádio Comercial e no Top A3.30 da Antena 3. Escrito e composto por INÊS APENAS, com produção de Filipe Survival, o tema marca o regresso às origens do piano com sonoridades Pop, pautadas pela lírica singular da artista.

"Esta canção surgiu há um ano e deixei-a ficar na gaveta. Tinha o refrão feito mas terminei os versos numa tarde em casa, ao som da chuva. Foi um processo muito bonito porque senti que tinha escrito uma ‘breakup song das antigas', à semelhança das de artistas que sempre me inspiraram, como Vanessa Carlton, Kelly Clarkson ou Avril Lavigne", afirma INÊS APENAS.

O novo tema "transparece um sentimento agridoce do fim de um relacionamento, com nostalgia à mistura e sem ressentimento. É um hino dançável que lamenta que as coisas não tenham corrido como esperado mas com a esperança de transformar o passado num futuro mais positivo", acrescenta a artista.

'Sinto Muito' surge com um visual da autoria da fotógrafa e realizadora Rafaela Lopes, filmado na sede da EMÁUS, uma ONG de cariz social e humanitária, no Lugar D'Além, em Caneças.

"Este videoclipe foi o mais divertido que fiz até agora. Optei por uma visão mais colorida, arrojada e que não tivesse medo de juntar o peso do passado ao desafio de um futuro, como nas peças de roupa que uso e nos cenários mágicos da EMÁUS, onde nos receberam de braços abertos neste dia", conta INÊS APENAS.

Depois de "ÉTER", editado no final de 2024 e considerado um dos Melhores Álbuns do Ano para a Blitz/Expresso, e de colaborações com artistas como João Maia Ferreira e Catarina Filipe, e o crescente sucesso do single 'Sinto Muito', a artista INÊS APENAS prepara novos lançamentos e surpresas para breve. 

Cantora, compositora e pianista, INÊS APENAS começou a sua formação musical no Orfeão de Leiria e licenciou-se em Piano Clássico na ESMAE, no Porto. Fez parte dos coros de Surma no Festival da Canção 2019 e foi aí que começou a sua descoberta como artista a solo.

Em 2021 lançou os primeiros singles como INÊS APENAS e em 2022 o EP de estreia “um dia destes”. Foi finalista do Festival da Canção 2023, com o tema 'Fim do Mundo' e editou o segundo EP de originais, "Leve(mente)", trabalho que inclui colaborações com LEFT., na faixa-título, com airplay na Rádio Comercial, com MALVA e SOLUNA, em 'Tensa' e 'La Nena' (nomeada na categoria de World Music nos International Portuguese Music Awards 2024), que a tornaram na única artista portuguesa com duas canções em simultâneo na playlist EQUAL Global do Spotify e 'Shhinfrim', tema premiado com uma menção honrosa nos Novos Talentos FNAC 2023 e airplay na RFM.

Ainda em 2023, editou o EP "acústico", com versões intimistas a voz e piano de temas dos seus dois primeiros EPs, entre elas uma colaboração com Cláudia Pascoal e o inédito 'LEIRIA NÃO EXISTE', com airplay diário na Rádio Comercial, RFM e Renascença, entrada no Top 50 da plataforma Shazam, em Portugal, e figurou no 15º lugar no Top Canções Virais do Spotify Portugal. Como compositora, INÊS APENAS escreveu ainda temas para vários artistas do panorama musical português como Aurea, IRMA, Catarina Filipe e Blaya, entre outros.

O aguardado álbum de estreia, "ÉTER", foi lançado em outubro de 2024. Coproduzido por INÊS APENAS, o disco inclui colaborações com IRMA, LEFT. MALVA, Milhanas, a participação especial do escritor João Tordo e foi considerado um dos Melhores Álbuns do Ano para a Blitz/Expresso. Ao vivo, a artista tem apresentado os seus originais em salas como o Teatro Maria Matos, Teatro Aveirense, Teatro José Lúcio da Silva e em festivais como o FNAC LIVE, Festival F, Super Bock em Stock e NOS Alive.

JP COIMBRA DOS MESA LANÇA NOVO SINGLE 'ASHES OF RHYTHM'





















Fotografia: Lino Silva

'Ashes of Rhythm' é o novo single de JP Coimbra. Já disponível em todas as plataformas digitais, a canção escrita, composta e produzida pelo artista explora o medo e o desejo entre duas pessoas. Masterizada pelo polaco Michal Kupizc - colaborador de artistas como Brian Eno, que já tinha participado em "Revealing", o álbum mais recente do músico português - 'Ashes of Rhythm' apresenta uma sonoridade cinematográfica, entre o rock, a pop alternativa e a música experimental, marcada pelas texturas atmosféricas dos sintetizadores, do piano e das guitarras e percussão.

Nas palavras de JP Coimbra, 'Ashes of Rhythm' explora "a tensão entre o desejo de proximidade e o instinto de autoproteção. É uma canção sobre estar emocionalmente exposto enquanto se tenta manter algum controlo. Fala da atração entre duas pessoas que se aproximam apesar de carregarem feridas antigas - sobre desejo, vulnerabilidade e os mecanismos que criamos para não nos deixarmos magoar".

O músico acrescenta que "descobri um espaço musical que me interessa explorar. Comecei a trabalhar em 'Ashes of Rhythm' em dezembro e, a certa altura, pensei: 'porque não lançar este tema como surpresa?'. O álbum saiu há pouco tempo e ninguém está necessariamente à espera de música nova - o que torna este lançamento ainda mais especial".

O novo tema de JP Coimbra nasceu de uma improvisação ao piano e foi terminado após o processo criativo do álbum "Revealing", editado no final do ano passado, e o respetivo concerto de apresentação na Casa da Música, no Porto. O músico continua, entretanto, a trabalhar em novas composições e está determinado em levar o disco para a estrada.

"O meu novo espetáculo ao vivo é uma grande viagem, e tenho a sorte de ter a bordo um grupo de músicos e amigos que elevam bastante a fasquia: Samuel Martins Coelho (violino e baixo elétrico), Jorge Coelho (guitarras) e Jorge Costa (bateria e samplers). São os mesmos músicos que participaram em 'Ashes of Rhythm'. A energia é incrível", partilha JP Coimbra.

'Ashes of Rhythm' chega cerca de 4 meses após o álbum "Revealing”. O segundo disco a solo do multi-instrumentista, compositor, produtor e elemento fundador da banda MESA reflete sobre o papel da tecnologia nos dias de hoje. Gravado entre o Porto e Londres, com produção do britânico Leo Abrahams (Brian Eno, ANOHNI, Florence + the Machine, Pulp, David Byrne), o longa duração conta, ainda, com as participações do baterista e percussionista norte-americano Chris Vatalaro (Mark Ronson, Jarvis Cocker, Bat For Lashes, Foals) e da violoncelista croata Klara Romac (Nick Cave & Warren Ellis, Roger Waters). Do alinhamento do sucessor de "VIBRA" (2020) constam os singles 'Les Enfants', 'Lost In The Moment' e o tema título.

Com uma carreira que atravessa mais de duas décadas, JP Coimbra é um premiado multi-instrumentista, compositor e produtor radicado no Porto, em Portugal. Com formação em jazz, polirritmias africanas, funk e repertório clássico, iniciou o seu percurso musical como percussionista e baterista. Desde então, trabalhou com editoras como a Sony, Universal, EMI e Warner, através da sua banda, os MESA, e tem-se afirmado como um dos principais compositores portugueses para cinema, televisão e teatro — além de diretor musical, produtor e intérprete requisitado nas mais diversas frentes criativas.

Após extensas digressões com alguns dos maiores artistas nacionais - entre os quais Pedro Abrunhosa e os Bandemónio -, JP Coimbra aprofundou o foco na composição, explorando sequenciadores e samplers para combinar influências díspares e abrir novas possibilidades sonoras. Desta inquietação criativa nasceu o projeto MESA, cujo disco de estreia homónimo, lançado em 2003, causou forte impacto na cena nacional e internacional. Aclamado pela crítica, foi destacado como um dos melhores álbuns europeus pelo editor da conceituada revista norte-americana Billboard - Emmanuel Legrand - ao lado de trabalhos de Kraftwerk e Franz Ferdinand. Seguiram-se mais cinco discos de originais com os MESA, que deram a conhecer canções marcantes como 'Luz Vaga', 'Cedo O Meu Lugar' ou 'Deixa Cair o Inverno'.

Em 2020, JP Coimbra estreou-se em nome próprio com “VIBRA”, o seu projeto mais ambicioso até então. Combinando elementos clássicos e eletrónicos, gravados em espaços invulgares da cidade do Porto, o disco partiu do conceito de deixar a geometria e os materiais desses lugares moldarem a música. O resultado foi um álbum atmosférico e inventivo, com passagem por rádios no Reino Unido, Alemanha e vários outros países e que - por conta de temas como ‘From Afar’ e 'Invincible Summer' - chamou a atenção da editora londrina Manners McDade — agora parte da Faber & Faber —, com quem assinou em 2021. A reedição de “VIBRA” incluiu uma remistura do tema 'From Afar', assinada por Matthew Herbert, que já colaborou com Björk e Róisín Murphy.

Enquanto desenvolvia novas ideias para um próximo disco, JP Coimbra embarcou numa digressão em 2022, com concertos em salas como a Casa da Música, no Porto, a The October Gallery, em Londres, e o Brudenell Social Club, em Leeds. Foi nessa altura que conheceu o reputado produtor Leo Abrahams — conhecido pelas colaborações com Brian Eno, David Byrne, ANOHNI e Pulp — que, depois de ouvir as demos do artista português, decidiu juntar-se ao projeto. As novas composições mantêm a linguagem instrumental e as texturas de “VIBRA”, mas reintroduzem o formato canção, num registo mais direto, emocional e pessoal. “Revealing”, o segundo álbum solo de JP Coimbra, foi gravado entre Londres e o Porto, com produção e mistura de Abrahams e contribuições do baterista e percussionista norte-americano Chris Vatalaro (Mark Ronson, Florence + The Machine, Foals) e da violoncelista croata Klara Romac (Nick Cave & Warren Ellis, Roger Waters).

TME AND THE MOTH EDITAM PRIMEIRO SINGLE











A estreia da banda Time and The Moth faz-se com o lançamento do primeiro single "Plugged..." em jeito de apresentação da banda e do primeiro trabalho, o EP Keep up the Pace. 

Todo o conceito da banda, disco e single abordam o tempo e a sua fugacidade, tal como a maneira que o podemos aproveitar ou desperdiçar.

"Time and the Moth" são palavras que evocam a passagem do tempo. Este é um conceito frequentemente associado à natureza fugaz da vida, que faz lembrar a curta vida de uma traça enquanto voa pela escuridão. 

As palavras incorporam a ideia de que, mesmo nesta escuridão, a nossa intuição e força interior nos ajudam a navegar pelas lutas e desafios. A frase alude à mortalidade, à transformação e ao legado, e à ideia de que mesmo uma vida curta, vivida em pleno, pode ainda ter um impacto duradouro.

Time and the Moth surge da parceria de dois conhecidos de palcos e estrada: Paulo Rui (Besta, Redemptus, Avesso) e Aaron D.C. Edge (The Forest of Knives, The Lumbar Endeavor, Process Black, Hellvetika, Brothers of the Sonic Cloth e Interitio), um projecto concretizado à distância por dois amantes de música pesada e com sentido.

Desta parceria surge o primeiro trabalho, o EP Keep up the Pace que traz como cartão de visita a música “Plugged…” a sair no dia 16 de Março.

Toda a instrumentação foi composta, interpretada, gravada e misturada e masterização por Aaron D.C. Edge no Myelin Studio (Londres, Reino Unido). Letra e voz compostas e interpretadas por Paulo Rui, gravadas por Dani Valente no Caos Armado Studio (Santa Maria da Feira, Portugal).
Algumas paisagens sonoras da coleção LANDR, livre de direitos de autor.

O EP vai sair nas plataformas digitais no dia 15 de Abril, marcando o dia mundial da arte.

MIA BENITA RECEBE A PRIMAVERA COM O NOVO SINGLE 'MALMEQUER'





















Fotografia: Pedro Ferreira

Escrito e composto por Mia Benita com LEFT., o tema Pop e R&B dá início a uma nova fase na carreira da jovem artista, que se tornou conhecida do público no programa The Voice Kids​, da RTP.

'Malmequer' é o aguardado novo single de Mia Benita, já disponível em todas as plataformas digitais. A jovem cantora e compositora uniu-se ao músico e produtor LEFT. - reconhecido pelas colaborações com artistas como Diogo Piçarra, Aurea e Fernando Daniel - e o resultado é uma música que une R&B e Pop, com inspiração na estética minimalista dos anos 2000, numa abordagem contemporânea.

Mia Benita, que se deu a conhecer ao público em 2021, como finalista do The Voice Kids, da RTP, revela que 'Malmequer' é uma canção que "aborda temas como autoestima, limites emocionais e o desgaste de amar alguém que nunca nos escolhe verdadeiramente. A metáfora 'bem-me-quer / mal-me-quer' representa esse ciclo repetitivo de esperança e frustração, até ao momento em que a decisão deixa de depender do outro e passa a ser uma escolha pessoal - a de escolher-se a si própria".

Fruto de um processo criativo intuitivo e emocional, a faixa "nasceu a partir da frase 'Tu voltas sempre atrás e esperas que eu vá à procura de ti' - sobre alguém que não se decide e espera que a outra pessoa esteja sempre à espera -, que acabou por definir todo o conceito da música. A produção do LEFT. foi pensada para dar espaço à voz e à mensagem, numa atmosfera envolvente, aliada à batida forte e dançável. Gosto particularmente de compor em conjunto com outros artistas, pois considero esse processo extremamente enriquecedor e inspirador", acrescenta a cantora e compositora.

Realizado por Bruno Ferreira com assistência de realização por Thomas Zimmermann, o videoclipe de 'Malmequer' reflete o estado emocional retratado na canção. Este tema dá início à era mais promissora e determinante no percurso discográfico de Mia Benita.

"Esta nova fase representa uma maturidade artística e pessoal. Sinto-me mais segura da minha identidade musical, mais consciente do que quero comunicar e mais próxima do público que se identifica com a minha verdade. 'Malmequer' marca um momento de afirmação - não só enquanto artista, mas enquanto pessoa que aprende a escolher-se", revela a artista.

Após a passagem pelo The Voice Kids, Mia Benita lançou canções como 'Separar' (2023), partilhou o palco do Campo Pequeno com Carlão, passou pelo Capitólio, em Lisboa, e pelas Festas do Seixal. O novo single 'Malmequer' antecipa outros lançamentos da promissora jovem artista, previstos para este ano.

Mia Benita nasceu em Lisboa e cedo demonstrou ter uma forte aptidão musical. Cresceu rodeada de música e logo percebeu que essa é uma forma de arte através da qual é natural expressar emoções, embora na altura ainda não as soubesse explicar por palavras. Teve aulas de canto desde os 8 anos, estudou piano, guitarra e teoria musical e frequentou workshops e cursos de interpretação na área do Teatro, que contribuíram para desenvolver a sua escrita e capacidades performativas.

Deu-se a conhecer ao público em 2021, ao participar no The Voice Kids, da RTP, uma experiência marcante, pela aprendizagem e crescimento. Acompanhada pelo mentor Carlão, Mia Benita ganhou confiança, contacto com o palco e uma maior consciência artística. Chegou à final do programa e, posteriormente, colaborou com Carlão no single 'Na Margem' e participou no concerto do artista no Campo Pequeno, em Lisboa.

Em 2022, Mia Benita deu início ao seu percurso discográfico em nome próprio, com o lançamento do single 'Sometimes'. No ano seguinte edita 'FIRE' e é Finalista do Songwriter Competition 2023 - Song Academy (Inglaterra). Ainda em 2023 lança 'Separar', faixa coescrita com LEFT. e Clara Duailibi e nomeada para duas categorias nos International Portuguese Music Awards (EUA), "Performance Pop" e "Canção do Ano". Já em 2024 colabora com a editora Nova-Iorquina Nervous Record e o influente DJ e produtor Oscar G (Madonna, Donna Summer, Pet Shop Boys). Por esta altura atuou em salas e eventos como o Capitólio e as Festas do Seixal e as suas músicas chegaram às rádios nacionais e internacionais, nomeadamente no Luxemburgo e Canadá.
A era mais promissora e determinante no percurso de Mia Benita tem início em março de 2026, com o single 'Malmequer'. Escrito e composto com LEFT. (Diogo Piçarra, Aurea, Fernando Daniel), o tema Pop e R&B antecipa outros lançamentos da jovem cantora e compositora previstos para este ano
Nasceu em Lisboa e cedo demonstrou ter uma forte aptidão musical. Cresceu rodeada de música e logo percebeu que essa é uma forma de arte através da qual é natural expressar emoções, embora na altura ainda não as soubesse explicar por palavras. Teve aulas de canto desde os 8 anos, estudou piano, guitarra e teoria musical e frequentou workshops e cursos de interpretação na área do Teatro, que contribuíram para desenvolver a sua escrita e capacidades performativas.

Deu-se a conhecer ao público em 2021, ao participar no The Voice Kids, da RTP, uma experiência marcante, pela aprendizagem e crescimento. Acompanhada pelo mentor Carlão, Mia Benita ganhou confiança, contacto com o palco e uma maior consciência artística. Chegou à final do programa e, posteriormente, colaborou com Carlão no single 'Na Margem' e participou no concerto do artista no Campo Pequeno, em Lisboa.

Em 2022, Mia Benita deu início ao seu percurso discográfico em nome próprio, com o lançamento do single 'Sometimes'. No ano seguinte edita 'FIRE' e é Finalista do Songwriter Competition 2023 - Song Academy (Inglaterra). Ainda em 2023 lança 'Separar', faixa coescrita com LEFT. e Clara Duailibi e nomeada para duas categorias nos International Portuguese Music Awards (EUA), "Performance Pop" e "Canção do Ano". Já em 2024 colabora com a editora Nova-Iorquina Nervous Record e o influente DJ e produtor Oscar G (Madonna, Donna Summer, Pet Shop Boys). Por esta altura atuou em salas e eventos como o Capitólio e as Festas do Seixal e as suas músicas chegaram às rádios nacionais e internacionais, nomeadamente no Luxemburgo e Canadá.

A era mais promissora e determinante no percurso de Mia Benita tem início em março de 2026, com o single 'Malmequer'. Escrito e composto com LEFT. (Diogo Piçarra, Aurea, Fernando Daniel), o tema Pop e R&B antecipa outros lançamentos da jovem cantora e compositora previstos para este ano.

domingo, 15 de março de 2026

OS VULTOS QUE CHEGAM DA NOROEGA















Spectral Works tem o orgulho de anunciar a assinatura do contrato de edição com Os Vultos, uma banda de drone, noise, experimental de Bergen, Noruega, com o objetivo de lançar os seus trabalhos. Os Vultos surgiram em 2005 e aqui fica a sua pequena história pelas palavras de Artur Salgueiro:

Abel Van Pires, natural de Trás-os-Montes e emigrante na Noruega, passou grande parte do seu tempo em Bergen a trabalhar no mercado do peixe — um espaço voltado sobretudo para turistas, onde predominam trabalhadores estrangeiros. O “Van” do seu nome artístico nasceu como uma brincadeira, fruto do facto de Abel ser, por mais que tentasse evitar, o “frontman” da banda.

Jens GT Rolfsens, originário de Kristiansand, mudou-se para Bergen para estudar Literatura na Universidade local. Na época em que os Vultos se formaram, trabalhava na Biblioteca Pública de Bergen. O GT deriva da alcunha que lhe deram: era o “homem das guitarras”.

Greta Spyd Gabler veio de Kristiania (hoje Oslo) e mudou-se ainda criança para Bergen com os pais. Quando os Vultos começaram a ganhar forma, era instrutora de yoga e barista num café da cidade. No verão, apresentava-se como “viking” em espetáculos para turistas — daí o apelido Spyd, “lança”, inspirado no adereço principal da sua personagem.

Per Bølger Gyunt nasceu e sempre viveu em Bergen, embora tenha corrido mundo,m sobretudo pelo Mediterrâneo, trabalhando em cruzeiros turísticos. No momento em que se juntou aos Vultos, estava empregado numa loja de plantas e flores. A alcunha Bølger, “onda” em norueguês, remete ao seu passado no alto mar.

Conheci os Vultos por intermédio do Abel, meu amigo de longa data. Ele chegou à Noruega alguns anos depois de mim. Curiosamente, antes de serem formalmente Os Vultos, já o eram no espírito: em Bergen todos os viam como um pequeno grupo inseparável — sombras reconhecíveis entre concertos no Landmark, peças no BIT, performances de dança no Carte Blanche, visitas a museus, cafés, bares, caminhadas nas montanhas e mergulhos no fjord. Havia neles uma aura distinta, uma presença que se
destacava. Eventualmente, acabaram por viver juntos num kollektiv em Sandviken, mesmo junto ao fjord.

Segundo a lenda, a amizade começou quando Jens reparou que Abel reservava constantemente livros, filmes e música na Biblioteca de Bergen. Reconhecendo afinidades, puxou conversa. Mais tarde, apresentou-o à Greta e ao Per, num concerto de Terry Riley em 2005. A partir desse momento tornaram-se inseparáveis e acabariam por formar os Vultos.

Contaram-me que a ideia da banda surgiu de forma quase espontânea: Greta percebeu que Jens tocava guitarra e que Per sabia teclas. Quanto a ela, afirmou que podia tocar baixo — só precisava de aprender. Por exclusão de partes, restava Abel para a voz, algo que agradou imediatamente à Greta, já que ele costumava escrever no café onde ela trabalhava. Para ela, Abel poderia transformar esses textos em canções — e assim ficou estabelecido que o grupo cantaria em português. Faltando um baterista, alguém sugeriu uma caixa de ritmos. Jens gostou da ideia, sobretudo porque já tinha composições de guitarra guardadas. Per também confessou ter material de teclas que poderia ser adaptado. Abel, por seu lado, não estava totalmente convencido: não queria ser frontman.

A intenção inicial nunca foi gravar álbuns. A ideia era simplesmente tocar. Nenhum deles se considerava músico particularmente competente; duvidavam de que alguma banda, mesmo punk, os aceitasse. Também não tinham conhecimentos técnicos de gravação, mistura, masterização, MIDI ou sequenciação. Começaram com um conjunto de canções experimentais, para ver o que funcionava. As sessões de composição e gravação aconteciam na associação AKKS, no USF Verftet — uma instituição que promove a diversidade na cena musical.

Contra todas as expectativas, apesar das limitações técnicas e instrumentais, a música começou a fluir. Em pouco tempo, deram por si com material suficiente para três álbuns.

Enviaram as gravações a amigos; a maioria ignorou. Decidiram então, quase em manifesto, ser uma banda apenas para eles quatro — desligada do mundo. E assim continuaram, álbum após álbum, em silêncio e teimosia criativa.

Muita coisa mudou desde então, tanto na vida da banda como nas vidas pessoais de cada um. Porque escolheram agora — e apenas agora — editar os álbuns dos Vultos? Essa pergunta só eles poderão responder, se algum dia os encontrarem pelas ruas de Bergen. Eu próprio sempre quis saber, mas nunca obtive resposta.

Artur M. Salgueiro

PROGRAMA DE 14/03/26

1 - Turning Point - Imensidão
2  - mARCIANO - Bissecxtriz
3 - Bandua  - A lua ( Magupi remix)
4 - Ricardo Ribeiro e Ana Moura - Maré
5 - Marco Oliveira e José Peixoto - Canção de marinheiro
6 - Rita Brtaga - Fado tango
7 - From Atomic - Face up
8 - Birds Are Indie - Not today
9 - Belaflor - Oração I
10 - Calcutá - Run coma rally
11 - Sunflowers - I git friends
12 - Mães Solteiras - Sala de espera
13 - Sereias - Extrema-direita facista


sexta-feira, 13 de março de 2026

PROGRAMA DE 13/03/26

1 - Lina_ & Marco Mezquida - O fado
2 - Cristina Branco - Canção da paciência
3 - Gisela João - Acordai
4 - Raquel Tavares - Trigueirinha
5 - Fábia Rebordão - A voar por cima das águas
6 - Carminho - Canção à ausente
7 - Birds Are Indie - Not today
8 - From Atomic - Dancing demons
9 - Lisa Sereno - Mystery
10 - Beautify Junkyards - Black cape
11 - Minta & The Brook Trout - Cantaloup
12 - Tracy Vandal & John Mercy - To remember who you were (c/ Alex Kapranos)
13 - Ray - Only light
14 - Bloom - Walking on waters

BANDUA COM NOVO SINGLE

 













@  Tomás Antunenwa - Promoshot

Originalmente lançado em outubro de 2021 como o primeiro single de Bandua, “Macelada” marcou a afirmação sonora inicial do projeto. Para este remix, a faixa é reimaginada por Phragmant, um produtor enigmático radicado em Londres, conhecido por operar de forma discreta e deixar que o trabalho fale por si.

Phragmant conduz “Macelada” para um território inteiramente novo. Afastando-se da estrutura downtempo e enraizada da versão original, o remix desenvolve-se como uma composição de alta energia, impulsionada por breaks, inspirada na linguagem rítmica contemporânea do drum & bass e nas tradições do Reino Unido. Com a introdução de novos elementos harmónicos e melódicos, e através de um trabalho espacial renovado, a faixa percorre texturas líquidas, atmosferas psicadélicas e breaks intensos e inquietos. Elementos da versão original surgem de forma intermitente — fragmentos melódicos, vestígios vocais — que ancoram momentaneamente o ouvinte antes de voltarem a dissolver-se no movimento.

Mais do que uma simples reinterpretação, este remix reposiciona “Macelada” como um ponto de transição. Aponta para direções que Bandua continuará a explorar para além do seu primeiro capítulo, abrindo espaço a tempos mais rápidos, ritmos fragmentados e a um diálogo mais amplo com formas contemporâneas da música eletrónica, mantendo, ao mesmo tempo, uma ligação clara à identidade fundamental do projeto.

MARIA LÉON COM CONCERTO QUE INTEGRA EXPOSiÇÂO

 



















Créditos: Pintura/Cartaz: Rodrigo Dias/ Foto: Rita Carmo

No âmbito do concerto “Brumas do Luar – Lisboa, Mar e Alma”, Maria León convida o Círculo Artístico e Cultural Artur Bual, a pintora Olga Sotto e o pintor Rodrigo Dias para uma exposição de pintura e uma intervenção artística em tempo real, inseridas na temática do espetáculo.

Serão também apresentadas algumas obras do pintor Rui Brás (1964-2024), membro do Círculo Artístico e Cultural Artur Bual, numa pequena exposição em sua homenagem.

Esta iniciativa pretende trazer arte viva ao espaço do concerto, valorizando a cultura da cidade de Lisboa e promovendo a divulgação de artistas contemporâneos.

As obras dialogam entre si, no meio da atmosfera do espaço, criando um encontro natural entre o público, a música e a pintura.

Este cruzamento de linguagens convida o público a viver uma experiência sensorial e emocional única, onde todos fazem parte de uma dinâmica artística em tempo real e da construção de uma memória especial.

Enquanto a música se escuta, a pintura revela-se.

Enquanto o concerto acontece, a arte vai ganhando vida na sombra, numa dança de cores, luzes e sombras que abraçam o ambiente do espetáculo, simbolizando a ação e a criação, o tempo e a invisibilidade de que um artista necessita para apresentar a sua obra, muitas vezes refletidas na ausência de exposição pública.

Assim, o público é convidado a participar numa atmosfera de criação artística viva e autêntica, onde diferentes formas de expressão se unem para celebrar Lisboa, o Mar e a Alma.

No final, a obra criada em tempo real é revelada ao público.

Esta iniciativa procura promover a cultura através da ambivalência da arte e das suas diversas formas de expressão, como a música, a pintura e a escrita, mostrando como diferentes linguagens artísticas se podem cruzar e coexistir numa mesma pessoa criadora. Tem igualmente o intuito de divulgar o trabalho de alguns artistas contemporâneos das belas-artes da nossa cidade, sendo a maioria destes pintores ligados ao Círculo Artístico e Cultural do Mestre Artur Bual.

NOVO SINGLE DE MARGARIDA VASCONCELOS

 



















Desde cedo, Margarida Vasconcelos encontrou na música uma forma de expressão, começando por partilhar covers no YouTube. Com o tempo, sentiu a necessidade de dar voz às suas próprias histórias e emoções, dando início ao seu percurso autoral. Nos últimos três anos, a sua base de fãs cresceu, impulsionada por vídeos virais que somam milhões de visualizações nas redes sociais.

Em 2023 o seu single “A Tua Mão” tornou-se um verdadeiro fenómeno: ultrapassou 18 mil criações no TikTok, acumulando mais de 50 milhões de visualizações na plataforma, e teve lugar de destaque em algumas das maiores playlists do Spotify, a força emocional da letra fez com que a música se tornasse uma das mais partilhadas nas redes sociais, somando mais de um milhão de streams em todas as plataformas digitais.

No ano seguinte, Margarida Vasconcelos lançou o seu primeiro EP “FASES” que ultrapassou, em pouco tempo, mais de um milhão de streams só no Spotify. Os temas “O Sinal Está Fraco” e o mais recente “Alguém Real Aí?” marcaram mais um passo importante na sua carreira, ao entrarem em airplay numa das mais importantes rádios do país.

No último ano, Margarida Vasconcelos editou, entre outros, o tema “Mudaste a Minha Vida”, que, nas primeiras semanas, conquistou milhares de criações no TikTok, entrou no top viral da plataforma e garantiu-lhe a capa da Pop PT, uma das maiores playlists de pop nacional no Spotify. A música conta já com mais de 2 milhões de streams somados em todas as plataformas digitais e alcançou um lugar de destaque na playlist do Spotify “2025: O Melhor da Pop PT”.

2026 é também o ano em que será lançado o primeiro álbum de Margarida Vasconcelos, ainda sem data de edição.

“Colo” está disponível em todas as plataformas digitais.

OS QUATRO E MEIA ANUNCIAM DATAS EXTRA DA DIGRESSÃO "INTERIOR" APÓS ESGOTAREM EM CINCO CIDADES





















A digressão acústica “Interior”, dos conimbricenses Os Quatro e Meia, continua a superar todas as expectativas. Depois de esgotarem em poucos dias, cinco dos dez primeiros concertos anunciados, a banda confirma agora datas extra em Faro, Coimbra, Caldas da Rainha, Sintra e Ponta Delgada. Os bilhetes para as novas sessões estarão disponíveis a partir de dia 01 de abril.

De norte a sul do país, o cenário repetiu‑se: bilhetes que desapareceram em minutos, salas que atingiram a lotação máxima logo após a abertura das bilheteiras e uma onda de entusiasmo que reafirma o carinho do público por este regresso às salas mais íntimas.

Com estas novas datas, a digressão “Interior” reforça a sua dimensão nacional e mantém viva a essência que moldou os primeiros passos dos Quatro e Meia: proximidade, simplicidade e a força das canções em formato acústico. No alinhamento, o grupo revisita temas dos discos Pontos nos Is e O Tempo Vai Esperar, a par de canções inéditas que antecipam novos capítulos da sua trajetória.

Depois de duas noites históricas na MEO Arena, que reuniram mais de 25 mil pessoas e celebraram um dos momentos mais marcantes da carreira da banda, “Interior” reafirma o compromisso dos Quatro e Meia em crescer sem perder o centro, mantendo-se sempre junto das pessoas.

DIGRESSÃO "INTERIOR"

06 de novembro 2026 — Europarque, Santa Maria da Feira
13 de novembro 2026 — Centro Cultural de Viana do Castelo
14 de novembro 2026 — Multiusos de Guimarães
18 de dezembro 2026 — Centro Cultural Olga Cadaval, Sintra - ESGOTADO
19 de dezembro 2026 — Coliseu de Elvas
16 de janeiro 2027 — Coliseu Micaelense, Açores - ESGOTADO
23 de janeiro 2027 — Centro Cultural de Caldas da Rainha - ESGOTADO
30 de janeiro 2027 — Convento São Francisco, Coimbra - ESGOTADO
06 de fevereiro 2027 — Teatro das Figuras, Faro - ESGOTADO
13 de fevereiro 2027 — Arena de Póvoa de Varzim

GOLDCOBRA COM NOVO DISCO





















OUTRUN é o novo trabalho apresentado por goldcobra, alter ego de Marcos Alfares.

Depois dos EPs Paris, Los Angeles (2019) e Late Night Nostalgia (2020), goldcobra regressa em 2026 com OUTRUN, o seu álbum de estreia e a sua mais recente proposta artística.

Composto por 8 faixas e contando com o apoio na produção de Diogo Piçarra, Tommaso Antico e Low Mak, o projeto divide-se em dois momentos distintos - Side A e Side B - que já se encontram disponíveis para escuta em todas as plataformas digitais.

Mais do que um disco, OUTRUN apresenta uma nova linguagem visual e uma viagem sonora marcada por sintetizadores ruidosos, linhas de baixo pulsantes e saxofones aveludados. Este universo sonoro acompanha canções intensas sobre amor, paixão e perda, conduzindo o ouvinte por uma atmosfera simultaneamente nostálgica e contemporânea.

GUI ALY CONFIRMADO NO NOS ALIVE'26





















Depois de um início de ano marcado pelas primeiras partes dos concertos de Miles Kane em Portugal, onde apresentou ao vivo o novo single “Back Again”, Gui Aly prepara-se agora para regressar a um dos palcos que marcaram o seu percurso. O músico português volta ao NOS Alive para um concerto no Palco WTF Clubbing, no dia 9 de julho.

Nos últimos meses, Gui Aly tem aprofundado a relação com o público através de uma série de singles, “Ruin You”, “Greyness”, “Are You Better” e “November” têm consolidado a sua presença na rádio e nos palcos nacionais e deixam algumas pistas daquele que poderá ser o seu próximo trabalho de estúdio. O mais recente, “Back Again”, reforça a maturidade emocional e artística que o músico tem vindo a desenvolver e que tem sido amplamente reconhecida pelo público.

Com um universo artístico marcado pela guitarra, por melodias depuradas e por uma escrita emocional e direta, Gui Aly tem vindo a afirmar um percurso singular na música portuguesa desde que venceu o EDP Live Bands em 2020. O seu álbum de estreia, White Walls (2022), valeu‑lhe elogios da crítica e o reconhecimento de artistas internacionais como Noah Kahan e Alec Benjamin, e levou-o a palcos de referência como o NOS Alive, o MEO Kalorama e o Mad Cool Festival, em Madrid.

O regresso ao NOS Alive surge como a continuação natural deste ciclo de crescimento. No primeiro dia do festival, 9 de julho, Gui Aly promete um concerto íntimo e memorável no Palco WTF Clubbing, onde apresentará ao vivo os temas deste novo capítulo, bem como canções que marcaram o seu percurso até aqui.

Gui Aly prepara-se para reencontrar o público do NOS Alive com um espetáculo que reflete a sua evolução artística e antecipa o que será o seu próximo álbum de originais.

GAEREA MOSTRAM NOVO DISCO

 













Os GAEREA preparam-se para revelar «LOSS», o muito aguardado quinto álbum da enigmática entidade portuense, com três sessões especiais de apresentação em Lisboa e Vila Nova de Gaia. Estes encontros íntimos com o público marcam o início de um novo capítulo na já impressionante jornada da banda — uma década de metamorfose criativa que atinge agora o seu ponto mais intenso e emocional.

As sessões terão lugar nas seguintes datas e locais: 25 de março — FNAC Colombo, 21h
26 de março — FNAC Chiado, 18h30
27 de março — FNAC Gaia Shopping, 18h30

Em cada sessão, os GAEREA vão apresentar e discutir «LOSS», mergulhando nas emoções, nos conceitos e na evolução artística que moldaram este novo trabalho — o primeiro da banda editado pela Century Media. Cada evento contará ainda com um Q&A com o público e uma sessão de autógrafos.

«LOSS» é editado dia 20 de março pela Century Media / Sony Music Portugal.

Gravado em Portugal com Miguel Teroso (Demigod Recordings), «LOSS» mostra uma banda a romper definitivamente os limites do post‑black metal, expandindo-se para territórios onde o peso emocional, a melodia sombria e a fisicalidade crua coexistem de forma arrebatadora. De «Luminary» a «Stardust», os GAEREA assumem uma identidade que transcende géneros, criando uma narrativa profundamente pessoal sobre memória, dor, transcendência e reconstrução.

Conhecidos pelo anonimato ritualista, pelas atuações devastadoras e pela ligação intensa com a sua “Vortex Society”, os GAEREA transformaram-se num dos projetos mais únicos e internacionalmente reconhecidos do metal extremo moderno. «LOSS» é o culminar de tudo o que construíram — e um renascimento absoluto.

Estas três sessões FNAC serão a primeira oportunidade para o público português entrar no vórtice emocional de «LOSS», diretamente com a banda.

Sessão especial de audição de «Loss».

No dia 14 de março, os GAEREA vão abrir as portas do Museu de Lamas na sua cidade natal, para uma sessão privada de escuta de «LOSS», poucos dias antes do lançamento oficial do álbum.

Trata‑se de um evento extremamente limitado, concebido como uma experiência íntima e imersiva.

Os participantes irão ouvir «LOSS» na íntegra, no mesmo espaço onde a banda prepara os seus espetáculos ao vivo.

A sessão será organizada pelos próprios músicos, oferecendo uma oportunidade rara de contacto direto com o coletivo.

Não haverá concerto. Não haverá encenação. Apenas som, atmosfera e presença.

A totalidade das receitas será doada ao Museu de Lamas, como forma de agradecimento por ser a instituição da terra que acolheu a banda de braços abertos.

O evento encontra-se esgotado!

NOVO DISCO DE RICARDO RIBEIRO A CHEGAR

 



















“A Alma Só Está Bem Onde Não Cabe”
é o muito aguardado álbum do fadista, e cantor do Mundo, Ricardo Ribeiro, um dos mais prestigiados de sempre em Portugal.

O álbum traz-nos as suas influências ibéricas e não só, sempre com o Fado presente, um universo musical riquíssimo que nos faz comover a cada canção. 

Deste álbum fazem parte os dois singles lançados em 2025, "Má Sorte" e "Maré", este último com participação de Ana Moura e mais nove canções inéditas. Sobre o seu novo trabalho de estúdio Ricardo Ribeiro conta-nos: “A alma só está bem onde não cabe”

Este disco parte de uma canção de mim mesmo, que se ergue como um palácio na sombra. Pode ser um Fado, um chamamento de Muezin, um lamento de escravo, súplica dum condenado, uma voz apaixonada desejosa de instantes ou grito de um cante escrito do outro lado do canto. Sou um português da Ibéria oriunda dos mares, rica e profunda, sozinha e grande como o oceano que a fez.

Aqui há cantigas minhas e d’outros que fazem com que a alma em nós não caiba. Assim num canto vivo e revelado Vos ofereço:

“Alma só está bem onde não cabe”

E não cabe em parte nenhuma, porque quer voar para a casa deserta de passos, está em toda a parte e é igualmente passageira como a direção da sua caminhada. Há neste caminho meu uma espécie de contentamento consciente de que não me posso resumir a uma só coisa, a uma só intenção, a uma só vontade.

Preciso cantar o sonho, a beleza, a miséria dourada que me pertence, as aparições do amor em toda a música em toda a suprema poesia.

Espero que se comovam e alegrem com este bocado de mim que vos dou com todo o coração. Disse o poeta Raul de Carvalho: 

…“Vem, serenidade,
e leva-me contigo.
Com ciganos comendo amoras e limões,
e música de harmônio, e ciúme, e vinganças,
e subindo nos ares o livre e musical
facho rubro que une os seios da terra ao Sol.
Vem, serenidade!
E pousa, mais serena que as mãos de minha Mãe,
mais úmida que a pele marítima do cais,
mais branca que o soluço, o silêncio, a origem,
mais livre que uma ave em seu vôo,
mais branda que a grávida brandura do papel em que escrevo,
mais humana e alegre que o sorriso das noivas,
do que a voz dos amigos, do que o sol nas searas.
Vem, serenidade,
para perto de mim e para nunca.”

“Amanhã” é o single novo que acompanha esta edição, tema com letra e música de Ricardo Ribeiro e produção de Agir e do próprio Ricardo Ribeiro.

SEREIAS EDITAM DISCO















Foto © João Pádua

Já está disponível, em formato vinil e nas plataformas digitais (Bandcamp, Apple Music e Tidal) o novo LP de Sereias. "A Odisseia de Carlos Bizarro" será apresentado, ao vivo, nos dias 23 e 24 de abril no espaço da Lovers & Lollypops no Porto, estando os bilhetes à venda em dice.fm.

Mais um feitiço dos Sereias #somostodosariel

Em "A Odisseia de Carlos Bizarro", o grupo portuense Sereias, escava a relação com a narrativa sonora, com a alegoria e com o sentimento de crítica social. Construíram um disco sob a forma de um percurso de vida. Trata-se de uma travessia instável, que se situa entre o colapso e a possibilidade. É um disco que habita o desencanto de uma imaginação contundente, lúcida e feroz. À semelhança das sereias, o grupo assume-se enquanto figura ambígua que reside entre a fronteira do humano e do não-humano; do real e da fábula; da sereia e do monstro. Este álbum, canta a partir de um lugar que chega a ser perigoso: o da lucidez da existência de/num mundo que prefere o ruído. Na história mítica, as sereias não eram apenas símbolos de sedução, mas eram também tidas como guardiãs de uma espécie de conhecimento que era interdito às massas. Quem escutava o seu canto, via-se confrontado consigo mesmo, isto é, com os seus desejos e com a fragilidade da sua existência. É neste gesto e narrativa que inscrevemos este disco. Sereias gritam para um presente que está saturado, chamando-o à atenção, ao passo que o desviam do percurso automático, forçando-o a encarar a deriva social, política e emocional que se tornou uma banalidade quotidiana. Carlos Bizarro, enquanto figura errante e deambulante, surge quase como um anti-herói que caminha por paisagens reconhecíveis da precariedade, do desencanto e do antilogismo. Nessa senda, a sua odisseia vivencial não é épica num sentido arcaico, mas antes profundamente contemporânea. Esta pessoa vive num mundo feito de promessas de um futuro que é constantemente adiado – e nunca como hoje este é o quotidiano de uma grande parte da sociedade. Assim, a distopia não é um cenário longínquo, mas antes uma condição instalada: um modo de vida. O colapso do mundo já aconteceu, nós é que não o queremos ver. E pior: queremos normalizar esse colapso. Por isso, este novo trabalho dialoga com o percurso anterior do grupo; até porque, em "O País a Arder" (2018), o fogo e as chamas eram metáforas de um país à beira da combustão social e política. Em "Sereias" (2022), o grupo afirmava uma identidade estética e discursiva, consolidando uma linguagem própria entre o (sub)campo português do (pós)rock experimental, alternativo e interventivo. Agora, em "A Odisseia de Carlos Bizarro", a obra surge diante de mim como um terceiro inevitável movimento: mais denso onde a urgência dá lugar a uma observação crítica mais amarga, mas mais livre. Tal como as sereias que habitavam margens e zonas de perigo dos caudais, este disco posiciona-se num território liminar. Este é um disco sobre o escutar e sobre igualmente o risco de o fazer. Num tempo em que tudo compete pela atenção, Sereias insistem na urgência da criação artístico-musical enquanto gesto político-poético que nos lembra que, mesmo em tempos distópicos, narrar este mundo de caos, de desigualdade, de crueldade é um ato profundamente político.

Paula Guerra
Porto e Braga, fevereiro de 2026