quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

MANUEL FÚRIA REGRESSA AOS PALCOS PARA UM CONCERTO ÚNICO NO CCB NO DIA 10 DE DEZEMBRO



Bilhetes: https://www.ccb.pt/evento/manuel-furia/

SOBRE O CONCERTO

Muito tempo passou desde Viva Fúria, o último disco de Manuel Fúria e os Náufragos. Desde então, o autor rejeitou palcos, mandou abaixo redes sociais, procurou abrigo longe das profecias de desmaterialização de Houellebecq. Algures pelo caminho, com a ajuda do Gui Tomé Ribeiro, gravou 10 canções.

Os Perdedores, edição número 70 da FlorCaveira, um disco e uma banda, por surpresa e força do destino, foi levado a cumprir-se no Arquipélago de Escritores, encontro literário erguido no meio do mar açoreano pelo espírito e engenho de Nuno Costa Santos e de Sara Leal, companheiros para sempre desta história, que também por eles está a ser documentada num filme que um dia verá o escuro da sala de projecção.

Nos instantes após o final do concerto de apresentação na Ilha de Nosso Senhor Jesus Cristo das Terceiras que a banda deu no dia 15 de Outubro de 2022, muito rápido se compreendeu que o caminho não poderia ficar por ali. Teria sido, talvez, apenas um começo. A história dos Perdedores tinha, pelo menos, mais um capítulo por escrever, logo a seguir à parte em que o disco sai para as lojas (Sexta-feira, dia 18 de Novembro, numa especialíssima e numerada edição de 250 vinis tingidos pelo púrpura sacado ao Prince e à liturgia da penitência), aquela outra em que a banda toca na sua cidade.

Assim será no dia 10 de Dezembro de 2022, um Sábado, no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém, em Lisboa: Manuel Fúria, Francisca Aires Mateus, Tomás Cruz, Vasco Magalhães e João Eleutério apresentam ao vivo Os Perdedores, um disco, uma banda, uma maneira de traduzir em linguagem pop electrónica aquele aforismo da Agustina que vai assim “Aprender a perder fora afinal a sua escola de vida; e melhor do que essa não há.”

SOBRE O VÍDEO

“Os Perdedores”, canção título do disco, foi a escolhida para fazer um primeiro teledisco. Juntou-se a banda e foi-se filmar.

Foi realizado pelo Tiago Brito, membro de longa data dos Náufragos, parceiro de Manuel Fúria em muitas das suas incursões de artista nos últimos anos.

Um Perdedor de pleno direito.

SOBRE O DISCO

Perder é a Glória dos Bravos

“Eu sinto uma disposição/ Eu sinto uma inclinação/ Para falar, ouvir falar/Daquilo que amo”.

“Prece 909”, Os Perdedores

O disco mais pessoal de Manuel Fúria – ele que só sabe edificar uma arte assente na biografia. O passado quer-se arrumado em cima da cama como o vestuário que já não serve. Fúria decide catalogar a memória e arriscar a reinvenção. Ao banho de uma nostálgica melancolia, como aconteceu em périplos anteriores, prefere tentar uma catarse antes da luz.

Para isso, assume a dor da perda e a religião. Lembra mártires, denuncia massacres, nomeia a brevidade de tudo, homenageia um chão. Coloca na montra das lojas que já morreram destroços, raízes, o rosto de pessoas que foram decisivas, paisagens que determinam vidas.

“Os Perdedores” é o disco de uma banda de quem já teve uma banda. É nessa contradição que se cumpre e se transcende.

Reúne um punhado de canções de um rockeiro que adere à electrónica para dizer o tempo das guitarras. Uma electrónica sem heroísmos, que, ela própria, homenageia um cânone. Quase como um paradoxo, o sentido é o de densificar e convocar sombras. Para depois voltar a uma possibilidade, assente na glória de perder.

Músicas de quem já foi “o maior” e quer purgar a soberba e outros deslumbres. Canções de quem aceitou a escultura do tempo e procura formas de salvação possível ao gritar o nome dos amigos naufragados ou ao lembrar a infância, dividida entre a cidade e as serras, de “um menino de seu pai”.

"Os Perdedores" é o melhor título para um álbum musical-conceptual concretizado num tempo em que o triunfo mentiroso é o fetiche dominante. A autoria é apagada para dar lugar ao escândalo do anonimato.

Bravo gesto de quem se despede, acerta contas, paga dívidas, acorda noutra manhã. Que é como quem diz: de quem alinha os escombros e abre, com o destemor da fragilidade, as portadas do futuro.

Nuno Costa Santos

http://www.manuelfuria.com/

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

PROGRAMA DE 07/12/33

1 - Márcia - Força de fera
2 - Quase Nicolau - Pouco, tanto
3 - A Garota Não - Dilúvio
4 - Rita Dias - E conta-me como foi
5 - Luísa Sobral - Gosto de ti
6 - Selma Uamusse - Papel principal
7 - As 3 Marias - Maryjoana
8 - Sono Coletivo - Título para venda

9 - Tracy Vandal & John Mercy - Far from any road
10 - Tio Rex - My village
11 - Sean Riley w/ The Legendary Tigerman - Good kids
12 - Birds Are Indie - Heaven knows i'm miserable now
13 - Non Talkers - Lovin'
14 - Eigreen - Into you
15- Mirror People - Gud times

BATEU MATOU BAILOU





















17 FEV 2023 > Estúdio TIME OUT

Até 31 dezembro, bilhetes a 12 €
já à venda nos locais habituais

2022 passou a correr e porque Lisboa precisa e merece, 2023 tem de começar a dançar.

BAILOU regressa a 17 de Fevereiro com BATEU MATOU a abrir o terreiro para o Carnaval. Esperem! Deixem-no tornar isto mais claro:

BATEU MATOU + BAILE+ CARNAVAL = BAILOU #3

É preciso dizer mais? Vai pegar fogo, é o que é.

Por isso tentem não trazer máscaras inflamáveis.

Bilhetes já à venda na Ticketline e locais habituais
12 € até 31 de dezembro

PEDRO ABRUNHOSA, LUÍSA SOBRAL, SYRO E LENA D'ÁGUA ENTRE AS 8 NOVAS CONFIRMAÇÕES DO FESTIVAL MONTEPIO ÀS VEZES O AMOR

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O Festival de Música do Dia dos Namorados regressa em Fevereiro de 2023 com estreias em cartaz e ainda mais capitais do amor por todo o país.

Fevereiro é o mês do amor, do romance e da partilha e marca também o regresso do festival que celebra todos estes sentimentos com a melhor banda sonora. O Festival Montepio às Vezes o Amor está de regresso para a sua 9.ª edição com concertos por todo o país.

O elenco desta edição promete aquecer os corações apaixonados e relembrar o público da importância da partilha de momentos especiais com aqueles que mais amamos. Pedro Abrunhosa, Lena D’Água e Syro estreiam-se no festival que é ainda composto por GNR, Luísa Sobral, Fernando Daniel, Aurea e Paulo Gonzo.

Um total de 8 artistas que se juntam ao cartaz onde já constava o espetáculo inédito “As Canções de Amor de Jorge Palma”. O Montepio às Vezes o Amor seduziu um dos maiores cantautores portugueses para realizar um espetáculo com as canções de amor que marcaram a sua vida e Jorge Palma abraçou o desafio de coração aberto.

De 11 a 14 de Fevereiro o amor faz-se sentir no ar de cidades como Aveiro, Braga, Caldas da Rainha, Lagoa, Leiria, Lisboa, Porto, Torres Novas e Vila do Conde. Muito em breve serão anunciados novos artistas, cidades e salas a integrar o cartaz do Festival Montepio às Vezes o Amor.

O Montepio às Vezes o Amor é um evento cultural sonhado e concretizado pelas agências Produtores Associados e Locomotiva Azul, e abraçado desde 2015 pelo Montepio Associação Mutualista como naming sponsor. Em 2021 o festival foi distinguido com o Prémio Marketeer de Evento do Ano.

11/02 Aurea - Altice Forum Braga, Braga 11/02 Syro - Auditório Carlos do Carmo, Lagoa
11/02 As Canções de Amor de Jorge Palma - Campo Pequeno, Lisboa
11/02 Fernando Daniel - Teatro Virgínia, Torres Novas
11/02 Pedro Abrunhosa - Teatro Municipal de Vila do Conde
12/02 Luísa Sobral - Centro Cultural e Congressos, Caldas da Rainha
14/02 As Canções de Amor de Jorge Palma - Coliseu Porto AGEAS, Porto
14/02 Lena D’Água - Teatro Tivoli BBVA, Lisboa
14/02 GNR - Teatro Aveirense, Aveiro
14/02 Paulo Gonzo - Teatro José Lúcio da Silva, Leiria

SAMUEL ÚRIA | "O GRANDE MEDO DO PEQUENO MUNDO - 10º ANIVERSÁRIO"

















O GRANDE MEDO DO PEQUENO MUNDO"
10º ANIVERSÁRIO

Celebração com António Zambujo, Jorge Rivotti, Manel Cruz,
Márcia, Miguel Araújo e TOMARA

TEATRO TIVOLI BBVA - 16 MARÇO
CASA DA MÚSICA - 21 MARÇO

Nascido no decote da nação, entre o Caramulo e a Estrela, Úria leva para os palcos o blues do Delta do Dão. De lenda rural para lenda urbana, tudo está certo: meio homem meio gospel, mãos de fado e pés de roque enrole.

Era com este parágrafo que há 10 anos se iniciava a sinopse referente aos concertos de apresentação de “O Grande Medo do Pequeno Mundo”, a colecção de canções que se celebrará na noite de 16 de Março no Tivoli. E se já passou uma década desde a escrita original da citação, o mínimo que se pode afirmar é que continua actual, ajustando-se ainda ao que Samuel é hoje em dia.

Aliás, recorrer aos escritos da altura é atestar as premonições feitas, Samuel não só foi confirmando o seu lugar ímpar como escritor de canções, como foi ainda tendo a capacidade de nos surpreender com as novidades que regularmente nos foi apresentando. Mas foquemo-nos em “O Grande Medo do Pequeno Mundo”, o álbum charneira no percurso do “trovador de patilhas”.
Sobre “O Grande Medo do Pequeno Mundo”, Pedro Mexia iniciava o texto de apresentação do álbum desta forma “Este é um disco sobre «a voz». Não sobre Frank «the voice» Sinatra, embora o galante mafioso também compareça, transformado em forma verbal; trata-se antes de uma defesa do falar, do dizer, do cantar. A música é um «som cantado», lembra Samuel Úria, mas é mais que isso: é um testemunho.” E concluía: “No amor, como noutras vozes que nos dão voz, o sustento é forte quando o intento é puro. E o mundo é pequeno, e o medo é grande, e, ainda assim seguramo-los, como um colchão aos trapezistas”. E não tem sido este o destino de Samuel Úria? Testemunhar através da sua voz a vida, tal e qual um trapezista das palavras?

Para esta celebração de “O Grande Medo do Pequeno Mundo”, Samuel Úria terá com ele em palco as vozes que contribuíram para a posteridade daqueles temas: “Lenço Enxuto”, com Manel Cruz; “Eu Seguro”, com Márcia (e a guitarra de TOMARA); a constelação de “Triunvirato”, em que juntou António Zambujo e Miguel Araújo; e ainda Jorge Rivotti que com ele abriu o álbum com “O Deserto”.
 
Mas se a ocasião justifica o destaque aos notáveis convidados, seria injusto não destacar os companheiros de palco, seja porque alguns deles fizeram parte da construção do universo sonoro do álbum – Jónatas Pires nas guitarras; Tiago Ramos na bateria; Miguel Sousa em múltiplos instrumentos; ou Joana Wagner, Rebeca Reinaldo, Lucas Silva ou Tiago Silva nos coros – ou os cúmplices mais recentes que a Samuel Úria se têm juntado - António Quintino no baixo; Silas Ferreira nos teclados; e Inês Amador Pires, Inês Baptista, Inês Maia, Pedro Wagner, Rafael Nunes ou Simão Carneiro nas vozes.
 
Em palco, a interpretação integral dos 13 momentos musicais que fizeram de “O Grande Medo do Pequeno Mundo” um disco inolvidável no percurso de Samuel Úria. E também do nosso, testemunhas da sua singular criatividade.
 
Preparem-se os aplausos.

Os bilhetes para estes espectáculos já se encontram disponíveis nas bilheteiras dos locais e na Ticketline com preços entre 15€ e 21,50€.

LEDHER BLUE EDITA EP


Blue Lights" official video:

Com Dublin pelas costas, a banda enrola-se na mundanice da calçada e representa tudo o que a Blue Lights é. Do Mick no Liberty Belle à turistada no Temple Bar, os sorrisos inocentes atacam os olhos com mocidade de flor a desabrochar. É isso o cerne da música. O despertar da realidade nos meandros do caos da noite.

Se o videoclip não tivesse sido gravado vários meses depois da música, até se podia achar que a letra tinha sido escrita depois do mesmo pela forma como se complementam. É o desenho da montanha-russa que a música cria e de tudo o que foi preciso fazer para chegar a ela.

E.P. - "DOWNSIDE UP"


‘Downside Up!’ é o EP de estreia dos Ledher Blue. Depois de ‘Jar’, ‘Sandcastles’ e ‘Tears in the rain', a banda apresenta ‘Blue Lights’ e ‘Sunday Morning’ para fechar o ciclo.

Neste EP, a banda oscila por muitos sentimentos antagônicos e cria várias ambiências complementares; contudo, a peculiaridade intrínseca dos Ledher Blue sente-se em cada música. Quer seja pela voz anasalada ou pelo pick da palheta, a banda tem um som muito original que não engana nem o ouvinte mais distraído.

‘Downside Up!’ é uma montanha-russa sem torniquete. ‘Jar’ começa calmamente a subida dos carris. A meio há loops e gritos vertiginosos e desloops e arrependimentos emotivos; até que ‘Sunday Morning’ volta a aterrar os aventurosos. Há muitas vidas e cabeças viradas do avesso mas que certamente voltarão a endireitar - ou pelo menos, é com esta esperança que nos são contadas as desventuras. Esta montanha russa de 16 minutos, contudo, não enjoa e podem todos ouvir em loops e desloops nas plataformas digitais.

PEDRO CASTRO NO CCB





















Um concerto de Guitarra Portuguesa:
Pedro de Castro convida Bernardo Couto e Luís Guerreiro

Com cada vez mais destaque no panorama instrumental mundial, a Guitarra Portuguesa é um instrumento icónico do Fado mas a sua sonoridade é também representativa da Cultura Portuguesa.

Pedro de Castro, Bernardo Couto e Luís Guerreiro estão unidos pela música e pela amizade e é com enorme entusiasmo que se juntam para trocar notas neste concerto inesperado e de homenagem à Guitarra Portuguesa.

Músicos cujo talento é reconhecido nacional e internacionalmente, já actuaram nos maiores palcos do mundo e chega agora o momento de apresentarem um concerto que os faz encontrarem-se em palco em torno da sonoridade tradicional da Guitarra Portuguesa que tanto marca e caracteriza o Fado.

Um concerto que assenta na partilha musical entre os três instrumentistas que revisitam o passado da composição para guitarra portuguesa – homenageando os grandes compositores – mas também revelando composições originais.

Aos guitarristas juntam-se André Ramos, Bernardo Saldanha, Jaime Santos (violas de fado), Artur Caldeira (guitarra clássica) e Francisco Gaspar (viola-baixo).

Há Fado no Cais | Um Concerto de Guitarra Portuguesa
Pedro de Castro convida Bernardo Couto e Luís Guerreiro
CCB . Grande Auditório
9 Dezembro . 21h

Este concerto é transmitido em live streaming na plataforma BOL.

Pode assistir online desde as 21h de 9 de Dezembro até às 23:59h de 11 de Dezembro. Bilhetes para o streaming aqui.

 

AMÁLIA DONA DE SI - O MUSICAL NO COLISEU DE LISBOA














Espetáculo pela primeira vez no Coliseu de Lisboa em janeiro de 2023

Amália, Dona de Si - o Musical sobe ao palco do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, a 29 de janeiro de 2023, pelas 18h. Os bilhetes estão à venda em BOL.pt e nos locais habituais.

Após a estreia em 2021 no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz e depois de ter representado Portugal num festival de teatro no Brasil, apresentando-se em três palcos de São Paulo, no mês passado, é a vez de o Coliseu dos Recreios receber Amália, Dona de Si – o Musical, um espetáculo biográfico que nos leva à descoberta de uma mulher fascinante e enigmática, dos seus sonhos, medos, ansiedades, da sua vida e das escolhas artísticas.

Com encenação e dramaturgia de Jaime Monsanto e interpretação de Diogo Carvalho, Amália, Dona de Si – o Musical é uma viagem pela carreira de Amália, recordando, por exemplo, a sua forte ligação não só à cultura popular, como também a Lisboa. Num espetáculo com música ao vivo, o Diogo Carvalho surge acompanhado por Pedro Ferreira ao piano, Filipe Ferreira no contrabaixo e Ricardo Silva na guitarra portuguesa, conta ainda com a presença da Marcha do Castelo.

O guião deste projeto contou com o apoio da Fundação Amália Rodrigues.

Os bilhetes para este espetáculo já estão disponíveis nos locais habituais, e variam entre 15€ e 30€.

terça-feira, 6 de dezembro de 2022

PROGRAMA DE 06/12/22

1 - Manel Cruz - Canção sem título
2 - JH Lab - Aquarius
3 - Luís Trigacheiro - Meu nome é saudade
4 - Criatura - Bem bonda
5 - Daniel Pereira Cristo - No país de Alice
6 - As 3 Marias - Corpete vermelho
7 - Sono Coletivo - Título para venda
8 - 47 de Fevereiro - Lá onde mora a coruja
9 - Um Corpo Estranho e Saturnia -- Sete de bastões
10 - Falso Nove - Cacos
11 - Noves Fora Nada- A toca da cota
12 - Baleia Baleia Baleia - Relaxa que encaixa

SARDINHAS COM BIGODE - "LARGO DA PALMEIRA"

NO SINGLE DE SALTO

 













Lançamento antecipa concertos marcados para Bang Venue, em Torres Vedras e o Texas Bar, em Leiria

16 de Dezembro - Torres Vedras - Bang Venue
17 de Dezembro - Leiria - Texas Bar

Depois de editarem o seu mais recente álbum “Língua Afiada”, os Salto, esgotaram os concertos de apresentação no Plano B no Porto e na Fábrica da Musa em Lisboa. Seguiu-se uma casa cheia no Salão Brazil em Coimbra e agora o segundo vídeo de uma das canções do álbum, ao vivo, na MONO, em Lisboa. “Erva Daninha” é agora apresentada ao vivo num vídeo realizado por André Tentugal, com a colaboração do artista plástico Hugo Cantegrel e direcção de actores de João Cachola. A versão de “Erva Daninha” ao vivo na MONO, sucede assim “Afio a Língua” editada em Julho deste ano.

Através da lente de André Tentugal, os Salto colocam-se no centro da MONO e à disposição do talentoso artista plástico Hugo Cantegrel. Os painéis acrílicos de várias cores e texturas, construídas pelo artista plástico, servem de portal para entrada em cena de 5 atores; André Cabral, Catarina Rabaça, Cirila Bossuet, Inês Realista e João Cachola , que interpretam, no mesmo espaço que a banda, a canção “Erva Daninha”.
2022 marcou o regresso dos Salto aos álbuns. Depois dos singles “Bem Dormidos”, “Afio a Língua” e “Aos 30”, “Erva Daninha” é apresentada agora numa versão ao vivo, servindo de despedida de 2022. O início do próximo ano será marcado pelo lançamento de mais canções filmadas ao vivo na MONO, bem como o lançamento de um conjunto de temas exclusivos que ficaram de fora do último disco.

O álbum, que conta com a edição da Cuca Monga, editado digitalmente e em vinil no final de Setembro, foi já apresentado no Porto, Lisboa e Coimbra, seguindo-se agora os concertos em Torres Vedras, no Bang Venue, dia 16 de dezembro, e em Leiria, no Texas Bar, a 17 de dezembro.

NO VILLAGE UNDERGROUND

 









QUARTA-FEIRA 07.12
Concertos

Isa Leen é Rita Sampaio, natural de Braga, conhecida por projetos como GrandFather’s House e IVY. Um projeto que nasce das mesmas necessidades dos anteriores: a vontade de explorar novas sonoridades, de encontrar respostas no seu universo pessoal e encarar questões sociais que a atormentam.

Sónia Trópicos é o alias Sónia Margarido. Com um percurso de exploração criativa que passou pelo design, ilustração e cerâmica, foi em 2020 que se iniciou na produção musical.

St. James Park é Tiago Sampaio, músico, produtor e compositor português.Em 2012, fundou a banda GrandFather’s House, juntamente com a sua irmã, Rita Sampaio. Neste projeto editou um EP e dois álbums, com três tours europeias
de promoção dos lançamentos.

SEXTA 09.12
Concerto

Os The Brooms nasceram em 2015, formados por: Pinha (Guitarra e voz), Elzo (Bateria) e Carla (Órgão), unidos pela vontade explorar as sonoridades Garage da década de 60. Em 2019 completam a formação do grupo com Jorge Nunes na guitarra e João Correia no baixo. Democrash é um projeto formado por Octávio Nunes (ex- Red Beans, na voz, guitarra e electrónicas), Ricardo Rezende (baixo, back vocals), Rui Garrido (guitarra), Vitor Martins (sax, guitarra, percussão, back vocals) e Zé Fontainhas (bateria). Dois concertos que balançam entre o garage rock, punk, new wave e noise, de forma livre e experimental.

SÁBADO 10.12
Concerto

2012, Algarve. Sete irmãos de mães diferentes estavam juntos quando um frasco de compota dos anos '70 deu à costa. Continha no interior um papel com a mensagem: "keep the funk alive & breathing". Decidiram aceitar a missão! Apelidaram-se de Os Compotas e desde então que têm pregado o funk por tudo o quanto é festa.

Depois de quase uma década a prestarem tributo e a aprenderem com os clássicos do funk, a banda foi aprimorando a receita para a sua compota original 100% funky. Em 2022, o ano em que celebram 10 anos de Funk Family, e num momento em que muitos humanos correm o risco de desaprender a dançar, Os Compotas fazem questão de apresentar ao vivo e em primeira mão os seus novos temas originais. Uma oportunidade a não perder, seja pela delícia das novas receitas, ou pela alegria de esfrangalharmos a alma juntos

NOVO SINGLE DE seBENTA



"Cabeça Dura” é mais um tema retirado do último álbum de seBENTA, "Maior Idade" (Sony), a ter direito a videoclip e tornar-se assim no último single retirado do disco.

"Cabeça Dura” >> data de lançamento a 6 Janeiro de 2023

No mesmo dia a banda apresenta-se ao vivo em Lisboa, no Tokyo, às 22h00, para um concerto com alguns convidados.

LINDA MARTINI CELEBRAM 20 ANOS DE CARREIRA COM DIGRESSÃO QUE ARRANCA EM FEVEREIRO EM LISBOA E PORTO

















Os Linda Martini celebram no próximo ano os 20 anos de carreira, com uma digressão, “Merda & Ouro”, que arranca em fevereiro e já tem agendados concertos em Lisboa e no Porto, foi hoje anunciado.

Em Lisboa, o concerto está marcado para o LAV no dia 10 de fevereiro e, no Porto, para o Hard Club, um dia depois, referiu a editora Sony Music Portugal, num comunicado hoje divulgado.

Os Linda Martini surgiram em 2003, ensaiavam nos estúdios Black Sheep, em Lisboa, e iam trabalhando nas canções, até serem editadas num EP, homónimo, em 2005, primeiro de uma discografia que os colocava no punk rock e no pós-rock em português.

O álbum de estreia, “Olhos de Mongol”, chegou em 2006. Seguiram-se “Casa Ocupada” (2010), “Turbo Lento” (2013), “Sirumba” (2016) e “Linda Martini” (2018).

O mais recente, “ÊRROR”, foi editado em fevereiro deste ano, dias depois de a banda anunciar a saída do guitarrista Pedro Geraldes.

A banda, que surgiu como quinteto, mas se popularizou já como quarteto, passou então a trio, integrando apenas André Henriques (voz e guitarra), Cláudia Guerreiro (baixo e voz) e Hélio Morais (bateria e voz).

Entretanto, os Linda Martini anunciaram que o guitarrista Rui Carvalho (Filho da Mãe) iria acompanhar a banda ao vivo na digressão de apresentação de “ÊRROR”. Hoje, ficou a saber-se a que os Linda Martini voltaram a ser um quarteto.

“2022 foi um ano estranho e intenso para nós. Com o Rui (aka Filho da Mãe) encontrámos uma renovada vontade de estarmos juntos em cima de um palco e fora dele. É por isso natural o que temos para vos contar: ele disse sim! Não somos um trio, somos o Rui, o André, a Cláudia e o Hélio; e estamos com muita vontade de nos fecharmos numa sala, às cabeçadas, para encontrar música nova”, referiu a banda, citada no comunicado hoje divulgado.

Os bilhetes para os concertos de fevereiro, em Lisboa e no Porto, já estão à venda e têm um custo de 15 euros, até 06 de janeiro, e de 20 euros, a partir de 07 de janeiro.

JRS // TDI

Lusa/Fim

SURMA AO VIVO

 













Hoje, dia 6, em Leiria
A tour passa também por Braga, Porto, Aveiro e Lisboa

Surma começa hoje a espalhar, ao vivo, a boa nova de “alla”, o seu poderoso e já aclamado segundo álbum.

O disco mais pessoal da artista, que nos últimos anos percorreu o mundo e mergulhou num sem número de projectos, é uma viagem autobiográfica, íntima e vertiginosa que aterra em várias paisagens sonoras e se alicerça também nas sensibilidades de um elenco de convidados de luxo.

Depois de uma recepção fora de série pela parte da imprensa e do público, chega agora a oportunidade de apresentar todo esse universo englobado em “alla” através de um conjunto de concertos muito aguardados e especiais.

O primeiro acontece já hoje, dia 6 de Dezembro, às 21h30, em Leiria - a cidade berço de Surma -, no Teatro José Lúcio da Silva. Este mês, há ainda paragens em Braga (dia 10, 18h00, gnration), Porto (dia 11, 19h00, Novo Ático - Coliseu), Aveiro (dia 16, 22h00, Gretua) e Lisboa (dia 17, 19h00, Culturgest).

Além da estreia dos novos temas, nesta digressão, a compositora e produtora vai assumir uma persona e revelar em palco uma formação em trio, com João Hasselberg (contrabaixo e baixo eléctrico) e Pedro Melo Alves (bateria e percussão), ilustres convidados do disco. Ao todo, são 5 espectáculos desafiantes que propõem um encontro imperdível entre a música, a performance e a cenografia.

No concerto de hoje, em Leiria, juntam-se outros dois participantes de “alla”: Cabrita e noiserv. E, em Lisboa, no dia 17 de Dezembro, estão confirmadas as presenças de Selma Uamusse e de, mais uma vez, Cabrita.

Ao vivo, Surma segue em frente e abre caminho para mais uma autêntica e enorme etapa que a elevará a um novo patamar, sem filtros e sem medos, onde cabem todos, todas e todes (“alla” é a palavra sueca sem género que abraça a comunidade).

Os bilhetes estão à venda na Ticketline e nos sites e bilheteiras das respectivas salas de espectáculos.

“alla” foi lançado a 11 de Novembro, com a chancela da sua casa de sempre, a Omnichord Records, e está disponível nos formatos vinil e CD e nas plataformas digitais.

CONCERTOS DE APRESENTAÇÃO "alla"
Leiria

06 de Dezembro, 21h30
Teatro José Lúcio da Silva
Braga

10 de Dezembro, 18h00
gnration
Porto

11 de Dezembro, 19h00
Novo Ático (Coliseu)
Aveiro

16 de Dezembro, 22h00
Gretua
Lisboa

17 de Dezembro, 19h00
Culturgest

FESTA DO JAZZ ESGOTA PASSES ESPECIAIS E COLOCA BILHETES INDIVIDUAIS À VENDA

 















Depois de anunciado o programa completo e esgotadas as edições especial de passes para a edição comemorativa dos 20 anos da Festa do Jazz, acabam de ser colocados à venda os bilhetes para todos os concertos, na Ticketline (ticketline.sapo.pt) e na bilheteira do CCB (www.ccb.pt/evento/festa-do-jazz).

No que diz respeito ao cartaz, além dos já anunciados Salvador Sobral e de Trilok Gurtu, a Festa deste ano conta com um programa de luxo.

Descubra o melhor do jazz português, bem como debates e o Encontro Nacional de Escolas de Jazz. Este ano, o festival tem lugar em três locais icónicos de Belém, cada um único por si só: o CCB - Centro Cultural de Belém, arquitetonicamente deslumbrante, onde se realiza o programa principal de concertos, o Picadeiro do Antigo Museu dos Coches, que acolherá o Encontro Nacional de Escolas de Jazz, bem como dois concertos exclusivos, e a eclética livraria e espaço para eventos Ler Devagar no Lx Factory com Jam Sessions à noite. Para além de uma oferta musical diversa, a Festa do Jazz acolherá mais uma vez painéis de discussão sobre temas sociais relevantes.

Todos os concertos no CCB serão transmitidos ao vivo na RTP Palco (www.rtp.pt/play/palco/palcos/festadojazz) e estarão disponíveis na plataforma digital durante um ano.

FESTA DO JAZZ 20 ANOS – POR CARLOS MARTINS

Compreender a Festa do Jazz (FdJ) é determinante para compreender o jazz nas últimas décadas em Portugal, nomeadamente nos últimos 20 anos. Por isso fizemos um livro, editado em 2020 -única edição do género em Portugal- dos últimos 20 anos, sobre os universos, pessoais e colectivos, criados e/ou estimulados pela Festa.

Mas explicar tudo o que foi feito nos últimos 20 anos poderia ser, além de extenso, um exercício fútil discorrendo números e impactos que não serão nunca tão importantes como a visão qualitativa e simbólica dos inúmeros encontros e criações feitas pelos músicos portugueses de Jazz que são o centro da Festa. Foram estes músicos que iniciaram a internacionalização do Jazz que se faz em Portugal bem como os caminhos da pedagogia.

Por isso prefiro, enquanto diretor artístico, sublinhar algumas ideias e práticas essenciais à FdJ que são importantes para a comunidade de músicos que, entretanto, se consolidou em Portugal. A criação de comunidade e a sua sustentação, sublinhe-se, foi o nosso maior contributo, enquanto parceiro de uma rede, antes informal, de músicos, promotores, investigadores, jornalistas, professores, entre outros, abarcando um conjunto de vozes diversas, com diferentes experiências e papéis em diferentes contextos.

Neste prisma a Festa tem sido ao longo de 20 anos claramente o maior e mais completo observatório do jazz feito em Portugal criando momentos únicos de revelação de novos talentos e de novas propostas de músicos consagrados. É desde sempre o espaço aglutinador ao promover um encontro nacional anual, criando redes, formais e informais, apostando na criação, na improvisação, na pedagogia e na troca de saberes dos envolvidos, incluindo os jovens das escolas de jazz nacionais. Do Concurso Nacional de Escolas (de Jazz) têm saído, desde há 19 anos, a maioria dos grandes músicos actuais que por sua vez vêm iluminando os caminhos futuros da música improvisada feita em Portugal, e agora na Europa.

Por outro lado, e cumprindo a vocação da Festa, a programação reuniu e reúne as mais variadas tendências da música improvisada portuguesa estando atenta aos aspetos inclusivos. Por isso passados 20 anos e nesta edição que celebra este aniversário, a inclusão de mulheres no programa em quase 50% dos grupos programados é para nós indissociável da luta que todos temos de travar para chamar mais mulheres ao jazz português que ainda é muito machista, como o resto da sociedade. Não é por isso inocente a nossa vontade de continuar a estimular outros festivais a fazerem o mesmo. Deve ser dito que não se podem “inventar” mulheres no jazz quando não existem nas escolas, nos grupos e na comunidade. O caminho é longo e de difícil percurso devido a questões culturais que, neste e noutros temas como o colonialismo ou o racismo institucional, por exemplo, contribuem para uma maior periferia portuguesa na Europa, além da geográfica. Mas haveremos de conseguir.

Foi também para encurtar essa periferia, física, cultural e psicológica que a Sons da Lusofonia/Festa do Jazz tem trabalhado estrategicamente na Internacionalização do Jazz português. Para tal realizou em Lisboa em 2018, com a Europe Jazz Network, a Câmara Municipal de Lisboa e o Centro Cultural de Belém, a primeira conferência europeia de Jazz em Portugal (European Jazz Conference) em que finalmente os músicos de jazz portugueses foram apresentados à elite europeia de jazz, de forma cuidada e estratégica, que trouxemos a Lisboa. Por fazer parte da Rede Europeia de Jazz há mais de 10 anos, a Festa do Jazz reuniu a documentação necessária para criar recentemente, com vários parceiros nacionais, a primeira Rede Portuguesa de Jazz – Portugal Jazz – nome sob o qual foi programada a primeira embaixada de jazz levando, desta vez, as mais importantes entidades do Jazz nacional à maior feira mundial de jazz – Jazzahead! em Abril deste ano.

Embora de carácter nacional a FdJ continua estes caminhos promovendo o encontro de portugueses com músicos europeus, como fazemos nesta edição da Festa. Além de nacional, a Festa é um festival de Lisboa, cidade que o acolhe e projecta. Por isso queremos convidar os Lisboetas que tanto nos têm dado a vir viver connosco esta celebração dos 20 anos e por isso convidamos a cidade e os lisboetas no primeiro dia de concertos, dia 16 de Dezembro, no Grande Auditório do CCB, a estarem connosco.

A Festa do Jazz é, pelos confrontos e celebrações que fomenta, um lugar de verdadeira alegria. Nesta edição dos 20 anos as surpresas serão muitas e imperdíveis. Vejam o programa e venham fazer a Festa connosco.

Carlos Martins

NOITE DOS REIS DA BAZUUCA EM DOSE DUPLA

 



















O aguardado regresso dos Smix Smox Smux, os Bed Legs, Ângela Polícia, Isa Leen e Inês Malheiro marca também o retorno da Noite de Reis que traz ao Lustre um total de 14 nomes, dias 6 e 7 de janeiro, numa verdadeira celebração da música bracarense.

Promover a cultura e a música portuguesa é o maior propósito da Bazuuca e foi com essa mesma vontade que o fundador da agência, João Pereira, criou as Noites dos Reis da Bazuuca. Nas palavras do promotor, é “quase como se se tratasse de uma festa de família”. A ideia de reunir todos os projetos com quem trabalha, num só espaço, surgiu em 2018, altura em que João trabalhava com 9 bandas e artistas. Foi em 2019 no Lustre que o agente encontrou a casa perfeita para este encontro que conta já com duas edições e por onde passaram cerca de 1000 pessoas em cada ano.

Após a pandemia, a Bazuuca celebra este regresso com uma edição em dose dupla, onde 14 artistas, tanto da agência, como da cidade de Braga, se juntam em duas salas do Lustre, numa celebração do que de melhor se faz na cidade, para mostrar, uma vez mais, que o talento musical e a criatividade fazem tanto parte da identidade da cidade de Braga como as suas igrejas.

A Noite dos Reis da Bazuuca, que este ano são duas, conta com o apoio do Município de Braga e os passes gerais já se encontram disponíveis a 10€, havendo também bilhetes diários a 7€. As entradas podem ser adquiridas online, na Seetickets, e na bilheteira do Lustre durante os dias do evento.

TREMOR ANUNCIA NOVOS NOMES











Festival açoriano regressa a São Miguel entre 28 de março e 1 de abril

Duas mãos cheias de nomes juntam-se hoje ao alinhamento do Tremor 2023: AVALANCHE KAITO, DIVIDE AND DISSOLVE, FILIPE FURTADO, GROVE, MARINA HERLOP, OWEN PALLETT, PENELOPE ISLES, PONGO, TRAMHAUS e ZA! & PERRATE. Num equilíbrio entre artistas consagrados e novas apostas da música nacional e internacional, começa a desenhar-se aquela que será a experiência musical desta décima edição do festival, a ter lugar entre 28 de março e 1 de abril.

Owen Pallett começou a tocar violino aos três anos de idade, tendo composto a sua primeira ópera ainda no Ensino Secundário. Presença assídua na cena musical independente de Toronto, Pallett colaborou com vários artistas, incluindo Jim Guthrie, The National ou Arcade Fire. Paralelamente, manteve-se ativo enquanto compositor: entre 2005 e 2009, Pallett gravou dois discos enquanto Final Fantasy, tendo, a partir de 2010, libertado três discos em nome próprio: Heartland, In Conflict e Island.

Pongo nasceu em Angola, tendo-se mudado com a família para Lisboa aos oito anos. De lá trouxe as experiências de infância e as memórias de uma dança e uma música sempre presentes: Kuduro, zouk antilhano, semba e demais sonoridades que reencontrou na cena kuduro portuguesa, dançando e cantando em concertos de bairro na zona de Queluz. Daí não tardaria a fazer-se notar pelos Buraka Som Sistema, tendo dado voz à seminal Wegue Wegue. Em 2010, Pongo aventura-se a solo, partindo das suas influências e cruzando-as com os ritmos partilhados com a sua geração (EDM, bass music, dancehall e variantes pop). É hoje uma das mais promissoras novas artistas da cena nacional.

Marina Herlop é frequentemente descrita como uma pianista, herança inevitável da sua formação clássica. No entanto, aquilo que mais impressiona na sua obra são as intrincadas artimanhas que aplica ao uso da voz, traçando agrupamentos rítmicos em torno de subtis composições musicais, com recurso a uma técnica inspirada na música carnática do sul da Índia. Pripyat, o seu primeiro disco produzido com recurso a computador, serve-se da bateria electrónica, das linhas de baixo e da riqueza de efeitos de produção para produzir um espaço sonoro denso e profundamente emocional.

Desde as primeiras canções de protesto que vieram da ocupação violenta de Turtle Island (os chamados Estados Unidos), através da luta da música punk contra o sistema, a arte sempre esteve na vanguarda da mudança social. Mesmo assim, poucas bandas usam a sua voz e esta plataforma de forma tão poderosa quanto as Divide and Dissolve. Espelhando a potência impetuosa e esmagadora da sua dinâmica música drone, Takiaya Reed e Sylvie Nehill carregam a sua luta (e dos seus antecessores) contra a opressão sistémica, na defesa de um futuro livre para a comunidade negra e da soberania Indígena.

Em 2018, um griot (nome dado, na África Ocidental, àqueles que têm por vocação preservar e transmitir as histórias, conhecimentos, canções e mitos do seu povo) do Burkina Faso conheceu a dupla de pós-punk noise de Bruxelas Le jour du seigneur. Um encontro num mundo de viajantes que abriu as portas para a construção de um novo espaço de conhecimento onde se juntam saberes de diferentes latitudes. Desde então têm vindo a desenvolver um universo único entre experimentações sem rede e incríveis grooves pós-modernos. Os Avalanche Kaito estreiam-se nos Açores à boleia do homónimo disco de estreia lançado em junho de 2022.

O anúncio de hoje completa-se ainda com o regresso dos catalães ZA! - a quem se deve um momento único no Tremor de 2019 ao lado das Despensas de Rabo de Peixe. Desta feita apresentam-se junto com o cantautor andaluz Perrate, um dos músicos que tem vindo a abrir o espaço sonoro do flamenco, adicionando-lhe influências do reggae, bolero ou rock. Fechar o rol de anúncios com o post-punk dos Tramhaus, o indie-dream pop-rock dos Penelope Isles, a celebração da vida noturna negra queer de Grove e o açoriano Filipe Furtado.

Os bilhetes para o Tremor 2023 custam 60 euros e podem ser adquiridos em bol.pt ou diretamente na La Bamba Bazar Store, em Ponta Delgada. Anunciadas estavam já as atuações de Angel Bat Dawid, Bia Maria, Ela Minus, Fado Bicha, Flipping Candy, III Considered e Vaiapraia.

PERSONA 77 LANÇA NOVO SINGLE

 













O caminho de Daniel, Henrique, Pedro e Filipe começou em 2017, com o lançamento do single “A Solução”. Afirmando-se como uma banda independente a navegar nas águas do rock alternativo, o seu som pode ser descrito como uma mistura entre duas das suas maiores influências: os
Ornatos Violeta e os Mão Morta.

Em 2022, os Persona preparam o 1.o álbum de originais, 100% composto, criado e produzido pelos seus elementos. Os primeiros avanços foram os singles “Sálvia” e “Odisseia”, apresentados ao vivo na Odisseia Tour, que viu o grupo tocar de norte ao sul do país, de Belmonte e Vizela até Cascais e Lisboa, terminando no Festival Sons no Montijo, atuando com grupos como PZ, UHF ou Tara Perdida.

Lançam agora o novo single “Amanhecer (O Teu Mundo é o Meu) em exclusivo nas plataformas de streaming. O tema foi apresentado ao vivo em Lisboa (Titanic Sur Mer) e em Coimbra (Salão Brazil); neste, o grupo explora uma sonoridade rock mais dançável, com ênfase no ritmo e com uma secção central instrumental baseada nas jams do rock dos anos 60 e 70. A letra aborda uma decepção amorosa e a posterior recuperação da personagem, no amanhecer do dia seguinte.

Links úteis:
Amanhecer (streaming): https://songwhip.com/persona77/amanhecer-o-teu-mundo-e-o-meu
Instagram: https://www.instagram.com/persona77
Facebook: https://www.facebook.com/PERSONA77music
Site oficial: https://persona77.com/

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

HÁ UM NOVO FRSTIVAL NO SEIXAL

 



















O Seixal Terno é um festival de música emergente que tem o objetivo de valorizar e divulgar novos projetos independentes e alternativos do panorama musical português, ao mesmo tempo quer também dar a conhecer o concelho e a villa histórica do Seixal às bandas e artistas que por cá passarem e ao público que os acompanha.

O projeto contará com o apoio da Câmara Municipal do Seixal e a sua primeira edição terá lugar na 6a feira dia 9 de Dezembro na Sociedade Filarmónica União Seixalense, entre as 18h30 e as 00h30, será também pedida uma contribuição artística de 5 Ternos que reverte na totalidade para as bandas.
O lineup conta com os concertos de Conjunto Júlio, Humana Taranja, Safari Zone, Península e Chico Cézar.