06 NOV> Gabriel Gomes @ Teatro-Cine, Torres Vedras
07 NOV> Pedro Moutinho @ Energa Siesta Festival, Gdynia
07 NOV> Rita Braga @ Rayo Fest, Madrid
07 NOV> Virgem Suta @ Casa das Artes, Miranda do Corvo
08 NOV> Pedro Moutinho @ Energa Siesta Festival, Gdynia
08 NOV> Virgem Suta @ Coliseu Club, Lisboa
09 NOV> Pedro Moutinho @ Energa Siesta Festival, Gdynia
11 NOV> Luísa Sobral @ Teatro Tivoli BBVA, Lisboa
12 NOV> Gabriel Gomes @ atmosfera m, Lisboa
13 NOV> Rita Braga @ Fiasco (DJ set), Porto
16 NOV> Luísa Sobral @ Casa da Música, Porto
19 NOV> Mazgani @ atmosfera m, Lisboa
19 NOV> Rita Braga @ The Peer Hat, Manchester
20 NOV> Rita Braga @ Yorkshire Dales Ukulele Weekender, Settle
23 NOV> Gabriel Gomes @ Casa da Música, Porto*
24 NOV> Gabriel Gomes @ Casa da Música, Porto*
24 NOV> Vicente Palma @ atmosfera m, Lisboa
26 NOV> MESA @ atmosfera m, Lisboa
28 NOV> JP Simões @ Casa Capitão, Lisboa
11 DEZ> Gabriel Gomes @ Teatro Narciso Ferreira, Riba d'Ave
12 DEZ> Luísa Sobral (com Banda da Quinta do Picado) @ Teatro Aveirense
13 DEZ> Francisco Palma @ a anunciar
16 DEZ> Luísa Sobral @ Evento Privado, Guimarães
18 DEZ> Gabriel Gomes @ Coliseu dos Recreios, Lisboa*
* primeira parte dos concertos de Rodrigo Leão
Santos da Casa
Todos os dias às 19h, o mais antigo programa de rádio pela música portuguesa
está na RUC em 107.9FM ou em emissao.ruc.pt
material para audição/divulgação, donativos, reclamações e outros para:
Fausto Barros da Silva - Apartado 4053 - 3031-901 COIMBRA
quinta-feira, 5 de novembro de 2026
AGENDA BAIRRO DA MÚSICA
VASCO COMPLETO COM NOVO LANÇAMENTO
Com planos para regressar a um output mais regular, Vasco Completo volta aos lançamentos com um curto, mas emocionante maxi-single.
Depois de eu não criei esta cidade – maxi-single colaborativo com João Tamura –, de marcar presença em compilações como MJ18+, as várias ROXO, AQUECIMENTO #01 (do Colectivo Lenha) e de entrar em produções de hip-hop, dá o primeiro passo para pôr música cá fora, novamente.
”motor de busca” é hip hop instrumental e downtempo. Não aponta em direção ao lado mais eletrónica do produtor da Monster Jinx. Desfoca como uma Super 8, à procura dum protagonista à frente da câmara.
Os ecrãs e a dualidade que existe entre a dependência e o cansaço tecnológico permeiam a música do Vasco. Talvez por isso, a primeira “motor de busca” venha de uma sonoridade mais orgânica, à volta de acordes de guitarra processados, ecos e uma estrutura feita de paradoxos. É soalheira, ventosa, é (finalmente) o fim do verão.
”motor de busca” é hip hop instrumental e downtempo. Não aponta em direção ao lado mais eletrónica do produtor da Monster Jinx. Desfoca como uma Super 8, à procura dum protagonista à frente da câmara.
Os ecrãs e a dualidade que existe entre a dependência e o cansaço tecnológico permeiam a música do Vasco. Talvez por isso, a primeira “motor de busca” venha de uma sonoridade mais orgânica, à volta de acordes de guitarra processados, ecos e uma estrutura feita de paradoxos. É soalheira, ventosa, é (finalmente) o fim do verão.
PAULO LIMA ATUA NA 2.ª FEIRA DO MEL DA REGIÃO DE VISEU
O pianista, compositor e produtor musical Paulo Lima integra a programação da 2.ª Feira do Mel da Região de Viseu, com uma atuação marcada para domingo, 8 de novembro de 2026, às 15h00.
A sua participação na Feira do Mel representa mais um momento deproximidade com o público, associando a música à valorização das tradições, da cultura e dos produtos regionais.
Uma feira que celebra a tradição e a cultura
A 2.ª Feira do Mel da Região de Viseu decorre entre os dias 6 e 8 de novembro, reunindo produtores, especialistas e visitantes num programa diversificado, com degustações, showcookings, animação musical e o 2.º Concurso de Mel da Região de Viseu.
No domingo, dia 8, o programa contempla provas comentadas de mel, às 11h00, a atuação de Paulo Lima, às 15h00, a entrega dos prémios do concurso, às 16h00, e o encerramento, às 18h00.
A iniciativa é organizada pela Associação dos Apicultores da Beira Alta, em coorganização com a Freguesia de São João de Lourosa, a Associação Comercial do Distrito de Viseu, a AHRESP e a Viseu Marca, contando com o Município de Viseu como parceiro institucional.
Informações do evento
Artista: Paulo Lima — Pianista, Compositor e Produtor
Data: Domingo, 8 de novembro de 2026
Hora: 15h00
Local: Mercado 2 de Maio — Viseu
Evento: 2.ª Feira do Mel da Região de Viseu
Entrada: Gratuita
GANSO COM EVENTO PARA FÃS NO PORTO EM ANTECIPAÇÃO AO CONCERTO DE 10 ANOS
Antes de subirem ao palco do Hard Club, os Ganso promovem no Porto uma sessão especial para os fãs com música, cinema e bingo onde serão sorteados bilhetes para o concerto especial dos 10 anos de carreira a acontecer a 27 novembro.
GANSÓDROMO, o nome do evento, decorre a partir das 15H00 na Escola Normal (espaço artístico e cultural localizado na Rua de Guerra Junqueiro).
Haverá sessão de CINEGANSO, uma sessão de cinema em que serão projetados dois filmes da autoria de Francisco Ferreira: Sinais a Mais (curta metragem de terror) e Et Cetera (making of do disco Vice Versa). Ambos foram filmados em Paris durante as gravações do último disco da banda.
Depois disso, o BINGANSO, um jogo de bingo orquestrado pelo grupo onde será sorteado merch oficial e bilhetes para o concerto de dia 27 de novembro no Hard Club.
Nas restantes horas há dj set promovido pelos vários elementos que compõem a banda.
Digressão de 10 anos de carreira chega ao Porto:
Os Ganso voltam à estrada depois de celebrarem, no passado mês de março, uma festa com mais de duas horas de música, convidados e muita cantoria em uníssono num Coliseu dos Recreios cheio.
No seguimento desta emblemática data e de atuarem junto de 3000 fãs numa das salas mais icónicas do país - naquele que foi o maior concerto dos Ganso em nome próprio até à data - o grupo prepara-se para repetir a dose, apontando a trajetória de voo para Norte.
Na bagagem trazem não só os discos Pá Pá Pá (2017) Não Tarda (2019) e Vice Versa (2024), como o duplo single mais recente “Mal Vestido” e “Deixar-te”. O alinhamento promete ainda passar por favoritas do público e dos fãs da banda, como “Sorte a Minha”, “Fetiche Fonético”, “Gino (O Menino Bolha)” e “Papel de Jornal”.
Os bilhetes estão a partir de hoje disponíveis na BOL e na bilheteira do Hard Club.
DUPLA BEN&G COM NOVIDADES
A dupla ben&G lança a 13 de novembro o novo single Serenidade, com videoclipe, uma reflexão sobre a complexidade das relações amorosas. O tema sucede a Sem Pressão, o álbum de estreia da dupla, editado em novembro de 2025.
Com uma energia tranquila e contemplativa, a canção conduz o ouvinte a um estado de serenidade, palavra que lhe dá nome e que regressa no refrão como um apelo: «Arranja sentido / Encontra comigo a serenidade».
Por baixo dessa superfície calma, porém, a letra carrega uma mensagem mais profunda. Serenidade explora o medo de arriscar, a dificuldade em compreender o outro e a vontade de sentir algo mais forte. São inquietações que qualquer relação conhece, e que a dupla trata sem dramatismo.
Ao longo dos versos, ben&G descrevem um amor feito de desencontros e reaproximações: as longas horas de espera, as visões diferentes, as marcas de relações passadas. O tema não promete que o amor resolve tudo: «Saber que o amor não cura / Não me faz deixar de te querer a ti», mas escolhe-o, ainda assim, como lugar de chegada. A diferença entre duas pessoas deixa de ser obstáculo e passa a ser parte do caminho.
Serenidade é, no fundo, uma canção sobre ficar. Sobre aceitar não saber o que vem a seguir e, mesmo assim, encontrar paz ao lado de alguém: «Ao fim do dia és só tu quem me põe pleno / E é assim que deve ser».
‘Quisemos escrever sobre aquela fase em que se gosta muito de alguém, mas há medo de dar o passo seguinte. A serenidade não é a ausência de problemas, é encontrar alguém com quem os problemas deixam de pesar tanto.’ ben&G
DIAS DO JAZZ NAS CALDAS DA RAINHA ENCERRAM ESTE FIM DE SEMANA
Termina este fim de semana no Centro Cultural das Caldas da Rainha mais uma edição dos Dias do Jazz, com o Trio TGB que convida João Barradas e Henri Texier Quartet, duas estimulantes propostas do jazz, com bilhetes ainda disponíveis.
É já esta sexta-feira, 6 de novembro que sobe ao palco do CCC das Caldas da Rainha o trio TGB - sigla para Tuba, Guitarra e Bateria — projeto musical português singular que reúne três músicos de referência, Sérgio Carolino na tuba, Mário Delgado na guitarra e Alexandre Frazão na bateria, a que se junta o convidado João Barradas. Um projeto sonoro caraterístico onde o jazz se cruza com o rock, o country, o folk e até a música improvisada, resultando numa linguagem musical original, arrojada e inclassificável.
No sábado dia 7 de novembro, Henri Texier Quarteto, liderado pelo lendário contrabaixista francês mostrará de que forma é possível brindar a audiência com um cocktail de fusão perfeita entre improvisação jazz, profundo lirismo e diálogo criativo e musical. Uma experiência sonora única servida por um dos nomes fundamentais da história do jazz europeu em plena atividade criativa – Henri Texier.
Neste dia e depois do concerto, terá lugar no Palco do café-concerto uma Jam Session com o Conservatório de Música das Caldas da Rainha.
Os Dias do Jazz que começaram em setembro, prolongaram-se em outubro e novembro, contaram com mais 4 concertos, e várias atividades paralelas, das quais se destacam o “Jazz nas escolas”, o “Jazz na cadeia”, jam sessions entre outras.
A iniciativa é do CCC das Caldas da Rainha e conta com o apoio do município e da Dgartes.
Informação, acreditação e bilheteira | neste link
RICARDO DE SÁ EDITA SINGLE
Quem nunca quis ficar com a cabeça na lua? É daí que nasce "Na Lua".
Uma reflexão entre aquilo que acreditamos e aquilo que podemos alcançar.
Entre a saudade, memória e esperança, este single fala da necessidade de nos afastarmo-nos do ruído para ouvirmos a nossa voz interior e reencontramos o nosso propósito.
"Quem corre por gosto, não cansa"
"Se deu certo uma vez, pode dar mais"
Estes são os versos mais marcantes, que nos levam à mensagem principal que Ricardo quer transmitir, explica o artista.
Este single é um lembrete de que os sonhos mesmo que possam parecer distantes, devemos sempre lutar até ao fim.
Entre ritmos Afro-Pop e uma letra que aquece qualquer um, este tema é um convite a continuar a sonhar sem deixar de viver o presente. Leve e dançável, com uma mensagem que vai inspirar muitas pessoas.
"Na Lua" chega já esta Sexta-Feira a todas as plataformas digitais. O retorno do caminho de quem nunca deixou de sonhar.
Quem é Ricardo De Sá?
Quem é Ricardo De Sá?
Ator e Cantor, Ricardo De Sá é um rosto familiar por ter passado por vários ecrãs, tendo ficado conhecido devido à sua passagem pelos Morangos com Açúcar (T8/T9), levando-o aos grandes coliseus de Lisboa e Porto.
Integrou outros projetos artísticos como: Doce Tentação; A Única Mulher; Terra Nova; Para Sempre, e participou ainda em programas como: "A tua cara não me é estranha" e o "Festival de Canção".
Embora tenha um vasto currículo na área da representação, é na música que tem a sua verdadeira essência. Ao longo da sua carreira, conta com singles como: "Noite"; "Significado" e "Histórias".
Depois de um ano em pausa, é agora que está de volta para retornar o seu caminho na música.
THIS PINGUIN CAN FLY APRESENTAM AO VIVO NOVO EP “NOW” A 28 DE NOVEMBRO NO CAAA EM GUIMARÃES
O coletivo português lançou em outubro o EP de seis temas que inaugura um projeto em duas partes, a concluir em 2027. Com uma formação renovada e a introdução de vozes cantadas, a banda explora novas direções musicais sem perder a identidade que tem vindo a construir desde 2014. O novo trabalho é apresentado ao vivo no dia 28 de novembro, no Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura, em Guimarães.
Os This Penguin Can Fly editaram a 14 de outubro NOW, o novo EP que assinala uma mudança de rumo no percurso do coletivo português. Composto por seis temas, dois dos quais com voz, o trabalho é a primeira metade de um projeto dividido em duas partes, com conclusão prevista para 2027, e representa um reencontro com a criação após alguns anos de silêncio.
Centrado na ideia de presente absoluto, NOW reflete um momento de transformação artística e de abertura a novos territórios sonoros. A entrada de Miguel Teixeira nos teclados acrescenta novas texturas e camadas à música da banda, enquanto a introdução de vozes cantadas alarga as possibilidades expressivas de um universo até aqui marcado sobretudo pela abordagem instrumental.
«Este disco representa uma vontade de recomeçar e de nos concentrarmos no que está à nossa frente. Sentimos necessidade de experimentar outras possibilidades, de transformar a dinâmica da banda e de perceber até onde podemos levar a nossa música. NOW é precisamente isso: um ponto de partida, mais do que uma conclusão», afirma José Gomes, baterista dos This Penguin Can Fly.
A dimensão cinematográfica e paisagística que marcou parte do percurso anterior dá agora lugar a uma sonoridade mais aberta e dinâmica, sem perder o detalhe melódico e a riqueza instrumental que distinguem o coletivo. Entre presença, espaço e incerteza, o EP explora uma nova relação entre os instrumentos e a voz, afirmando uma identidade em evolução.
Formados em 2014, os This Penguin Can Fly construíram uma linguagem própria no universo do rock instrumental, combinando texturas densas, progressões melódicas e composições de forte dimensão narrativa. A discografia inclui Broken Hearts Are For Assholes, Outer Space Is For Heroes e Caged Birds Think Flying Is a Disease, a que se juntou For All Our Dreams, For All Our Hopes, em 2022, álbum que reforçou a singularidade do grupo no panorama do rock instrumental português.
Ao longo do percurso, a banda passou por palcos como o Festival Vodafone Paredes de Coura, o Teatro Circo de Braga, o Teatro Jordão e o Maus Hábitos. Com NOW, os This Penguin Can Fly retomam esse caminho a partir de novas coordenadas, cruzando a experiência acumulada com uma abordagem mais progressiva e expansiva.
A formação atual integra Miguel Azevedo, na guitarra e voz; Márcio Ferreira, no baixo e voz; Miguel Teixeira, nos teclados; e José Gomes, na bateria. A produção do EP é assinada por Miguel Teixeira e pelos This Penguin Can Fly. O grafismo e o artwork são da autoria de Miguel Azevedo, e a fotografia é assinada por Stillraw.
NOW está disponível nas plataformas digitais. Os bilhetes para o espetáculo têm um valor de 8 euros e estarão à venda no dia 28 de novembro, na bilheteira do CAAA.
SEREIAS EM BARCELOS
Foto: João Pádua
A banda Sereias vai apresentar o novo disco "A Odisseia de Carlos Bizarro", no próximo sábado, no Plátanko Koberto, freguesia de Roriz, Barcelos. O espetáculo, no âmbito do ciclo de concertos triciclo, arranca às 22:00.
Depois de “O país a arder” (2018) e “Sereias” (2022), o coletivo do Porto chega a 2026 com “A Odisseia de Carlos Bizarro”. Os Sereias insistem na urgência da criação artístico-musical enquanto gesto político-poético que nos lembra que, em tempos distópicos, narrar este mundo de caos, de desigualdade, de crueldade é um ato profundamente político.
Tal como as sereias que habitavam margens e zonas de perigo dos caudais, este álbum posiciona-se num território liminar. Este é um disco sobre o escutar e sobre igualmente o risco de o fazer.
Carlos Bizarro, enquanto figura errante e deambulante, surge quase como um anti-herói que caminha por paisagens reconhecíveis da precariedade, do desencanto e do antilogismo. Nessa senda, a sua odisseia vivencial não é épica num sentido arcaico, mas antes profundamente contemporânea. Esta pessoa vive num mundo feito de promessas de um futuro que é constantemente adiado – e nunca como hoje este é o quotidiano de uma grande parte da sociedade. Assim, a distopia não é um cenário longínquo, mas antes uma condição instalada: um modo de vida. o colapso do mundo já aconteceu, nós é que não o queremos ver. e pior: queremos normalizar esse colapso.
A programação do triciclo segue em 20 de novembro com a Surma, no Mercado Municipal de Barcelos. Mais informações em www.triciclobcl.pt
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Theatro Gil Vicente, BOL e locais habituais.
comprar bilhetes
Depois de “O país a arder” (2018) e “Sereias” (2022), o coletivo do Porto chega a 2026 com “A Odisseia de Carlos Bizarro”. Os Sereias insistem na urgência da criação artístico-musical enquanto gesto político-poético que nos lembra que, em tempos distópicos, narrar este mundo de caos, de desigualdade, de crueldade é um ato profundamente político.
Tal como as sereias que habitavam margens e zonas de perigo dos caudais, este álbum posiciona-se num território liminar. Este é um disco sobre o escutar e sobre igualmente o risco de o fazer.
Carlos Bizarro, enquanto figura errante e deambulante, surge quase como um anti-herói que caminha por paisagens reconhecíveis da precariedade, do desencanto e do antilogismo. Nessa senda, a sua odisseia vivencial não é épica num sentido arcaico, mas antes profundamente contemporânea. Esta pessoa vive num mundo feito de promessas de um futuro que é constantemente adiado – e nunca como hoje este é o quotidiano de uma grande parte da sociedade. Assim, a distopia não é um cenário longínquo, mas antes uma condição instalada: um modo de vida. o colapso do mundo já aconteceu, nós é que não o queremos ver. e pior: queremos normalizar esse colapso.
A programação do triciclo segue em 20 de novembro com a Surma, no Mercado Municipal de Barcelos. Mais informações em www.triciclobcl.pt
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Theatro Gil Vicente, BOL e locais habituais.
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DAVID FONSECA EDITA HOJE “RADIANTE ESTRELA DECADENTE” O SEGUNDO ÁLBUM DE ORIGINAIS INTEIRAMENTE EM PORTUGUÊS
Onze anos depois de “Futuro Eu”, David Fonseca volta a fazer um disco todo em português. “Radiante Estrela Decadente” chega hoje, 05 de novembro, a todas as plataformas digitais, com onze novas canções da sua autoria e as participações de Marisa Liz e Cláudia Pascoal. O décimo álbum de originais em nome próprio sobe ao palco ainda este mês, em duas grandes noites de festa: a 21 de novembro na Super Bock Arena, no Porto, e a 28 de novembro no Sagres Campo Pequeno, em Lisboa.
Antes de ser editado, o disco deu-se a conhecer pela imagem. Esta semana, a capa criada pelo músico ganhou uma parede em Alcântara, num mural do artista visual Ricardo Romero oferecido à cidade de Lisboa com o apoio da Junta de Freguesia de Alcântara e da Galeria de Arte Urbana (GAU). Também passou pelas mãos dos fãs que a imprimiram em serigrafia ao lado de David, na FICA, oficina criativa, e levaram para casa a escuta antecipada do álbum. Antes disso, os singles “Nada a Perder” e “Amor Sem Pressa” e o anúncio das colaborações com Marisa Liz e Cláudia Pascoal foram abrindo caminho ao disco.
“Radiante Estrela Decadente” chega depois de um dos períodos mais marcantes da carreira de David Fonseca. A digressão “Still’25” celebrou 25 anos de carreira com os Coliseus e várias salas esgotadas de norte a sul do país. Seguiu-se o regresso excepcional dos Silence 4, pensado para assinalar os 30 anos da banda: uma sequência de concertos únicos e datas esgotadas, que encheu quatro vezes a Super Bock Arena e duas vezes a MEO Arena e confirmou a força de um repertório que atravessa gerações. Fechado esse ciclo de celebração e memória, David volta a concentrar-se na carreira a solo, com um novo disco e dois concertos que juntam as canções novas a todo o percurso que o trouxe até aqui.
Os concertos de 21 de novembro, na Super Bock Arena, e de 28 de novembro, no Sagres Campo Pequeno, prometem ser aquilo a que David Fonseca sempre habituou o seu público: grandes festas. Serão duas noites para descobrir ao vivo as novas canções e reencontrar temas que marcaram a sua carreira, como “Kiss Me, Oh Kiss Me”, “Deixa Ser” ou “Someone That Cannot Love”. Marisa Liz e Cláudia Pascoal sobem ao palco como convidadas especiais, para cantar os temas em que participam. Para David, um concerto começa muito antes de subir ao palco: na forma como pensa as canções ao vivo, na dimensão visual que constrói à volta delas e nas novas maneiras que procura para as partilhar. É esse trabalho que está a preparar para o Porto e para Lisboa, com espaço para o inesperado e a vontade de levar finalmente este disco para o palco.
“Radiante Estrela Decadente” já está disponível em todas as plataformas digitais. Os bilhetes para os concertos de apresentação estão disponíveis nos pontos de venda oficiais.
21 de novembro - Super Bock Arena, Porto
28 de novembro - Sagres Campo Pequeno, Lisboa
4 de dezembro - Centro Cultural Olga Cadaval, Sintra
12 de dezembro - Privado
18 de dezembro - Casa das Artes de Miranda do Corvo, Miranda do Corvo
31 de dezembro - A anunciar
AGENDA 2027
16 de janeiro - A anunciar
13 de fevereiro - A anunciar
4 de março - A anunciar
5 de março - Theatro Circo, Braga
14 de março - A anunciar
9 de abril - Participação no concerto de Nena, Multiusos de Guimarães, Guimarães
26 de maio - A anunciar
6 de agosto - A anunciar
ÀS VEZES O AMOR ANUNCIA JOÃO PEDRO PAIS, AMÁLIA HOJE E DIOGO PIÇARRA PARA 2027
João Pedro Pais, Amália Hoje e Diogo Piçarra são os novos nomes confirmados para a 13.ª edição do Às Vezes o Amor, que regressa em fevereiro de 2027 com uma programação distribuída por diferentes cidades e salas do país.
Os novos anúncios levam o festival a Braga, onde João Pedro Pais atua a 13 de fevereiro e Diogo Piçarra a 21 de fevereiro, ambos no Forum Braga, e a Leiria, que recebe Amália Hoje, a 14 de fevereiro, no Teatro José Lúcio da Silva.
Depois do anúncio de “As Canções de Amor de Mariza”, a 14 de fevereiro no Coliseu Porto Ageas e a 19 de fevereiro no Coliseu dos Recreios, o Festival Às Vezes o Amor acrescenta agora três novos concertos à programação de 2027, reforçando a presença do festival em diferentes cidades do país.
João Pedro Pais apresenta no Às Vezes o Amor um concerto intimista, em formato de voz e guitarra, pensado para uma maior proximidade com o público. A 13 de fevereiro, no Forum Braga, o artista revisita canções de diferentes momentos do seu percurso, incluindo temas do mais recente álbum, Amigo Improvável, num registo mais cru, direto e próximo da essência das canções.
A 14 de fevereiro, o Teatro José Lúcio da Silva recebe Amália Hoje, projeto que, desde 2009, cruza a obra de Amália Rodrigues com uma linguagem pop contemporânea. Mais de quinze anos depois, AMÁLIA NOSSA inaugura um novo ciclo criativo, olhando novamente para esse legado a partir do presente e sem intenção nostálgica.
Já Diogo Piçarra apresenta, a 21 de fevereiro, no Forum Braga, um concerto especial em formato acústico. Com a voz e a guitarra no centro do espetáculo, acompanhado pelo guitarrista Francisco Aragão, revisita alguns dos temas mais marcantes dos seus dez anos de carreira num registo mais íntimo e próximo do público.
Os bilhetes para os concertos de João Pedro Pais, Amália Hoje e Diogo Piçarra ficam disponíveis a partir do final do dia 5 de novembro, nos locais habituais e pontos de venda associados às respetivas salas.
Nascido em 2015, o Às Vezes o Amor prepara-se para a sua 13.ª edição, mantendo a identidade que tem acompanhado o festival desde o início: celebrar o amor através da música, cruzando artistas consagrados e novas vozes, diferentes géneros musicais, gerações, salas e cidades.
Novos artistas, concertos e locais serão anunciados ao longo das próximas semanas, completando uma programação que volta a estender-se por diferentes pontos do país.
PROGRAMAÇÃO
13 FEV 2027
JOÃO PEDRO PAIS
Forum Braga | Braga
14 FEV 2027
AMÁLIA HOJE
Teatro José Lúcio da Silva | Leiria
14 FEV 2027
AS CANÇÕES DE AMOR DE MARIZA
Coliseu Porto Ageas | Porto
19 FEV 2027
AS CANÇÕES DE AMOR DE MARIZA
Coliseu dos Recreios | Lisboa
21 FEV 2027
DIOGO PIÇARRA
Forum Braga | Braga
BILHETES ÀS VEZES O AMOR
LÍQUEN LANÇA ÁLBUM DE ESTREIA 'ONTEM, HOJE OU AMANHÃ'
Depois de revelar nos últimos meses ‘Aurora’, ‘Perfil do Ocidente’, e o mais recente single ‘Guerra e Pactos’, Líquen lança agora o seu álbum de estreia, ‘Ontem, Hoje ou Amanhã’.
No seu primeiro longa duração, Líquen aproxima diferentes linguagens, cruzando pop, electrónica e elementos da música tradicional portuguesa. Em ‘Aurora’, uma letra do cancioneiro popular português surge integrada numa composição que inclui um sample da Brigada Victor Jara, fazendo coexistir referências da tradição com uma abordagem contemporânea. Também ‘Idalina (Cantiga da Ceifa)’ parte de uma cantiga tradicional ligada ao trabalho no campo, recuperando um imaginário colectivo que atravessa gerações. Estas referências convivem com outras explorações sonoras e poéticas, num disco que tanto olha para aquilo que herdamos como para o mundo que estamos a construir.
A escrita de Constança Ochoa percorre temas como a liberdade, a identidade, a desigualdade e as relações humanas, num conjunto de canções que questiona as estruturas sociais e políticas. Ao longo do álbum, a palavra assume um papel central, oscilando entre a observação crítica, o questionamento e a expressão de inquietações íntimas. Se ‘Guerra e Pactos’ confronta a impunidade e as contradições da humanidade, ‘Perfil do Ocidente’ observa os mecanismos de poder e as narrativas que moldam a sociedade. Já ‘Ir e Voltar’ mergulha num percurso interior marcado por dúvidas, escolhas e tentativas de encontrar um rumo, enquanto em ‘Falha Sinestésica’ recorre às palavras de Lia Cachim para explorar a ausência e os limites da percepção. Em ‘Ontem, Hoje ou Amanhã’, estas diferentes perspectivas encontram-se numa escrita que não procura oferecer respostas definitivas, mas abrir espaço à reflexão.
Líquen irá levar ‘Ontem, Hoje ou Amanhã’ para a estrada já este mês. A digressão arranca esta sexta-feira, dia 7 de novembro no Rádio Clube de Agramonte, no Porto, passando depois pelo Salão Brazil, em Coimbra, no dia 13, pela Casa Capitão, em Lisboa, no dia 14, e pelo Cine-Teatro Avenida, em Castelo Branco, no dia 21. Nestas primeiras apresentações, Líquen partilha o palco com MAFALDA, que também estará a apresentar o seu disco de estreia. Em dezembro, a digressão passa pelo Teatro Municipal da Guarda, no dia 4. Já em janeiro de 2027, vai até ao Montijo, onde irá estar no Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida, no dia 16, e até ao Teatro Municipal de Bragança, no dia 20.
‘Ontem, Hoje ou Amanhã’ chega também ao formato físico, com edições em vinil branco e transparente, já disponíveis no site da editora.
- AGENDA -
7 Novembro - Rádio Clube Agramonte, Porto (+ MAFALDA)
13 Novembro - Salão Brazil, Coimbra (+ MAFALDA)
14 Novembro - Casa Capitão, Lisboa (+ MAFALDA)
21 Novembro - Cine-Teatro Avenida, Castelo Branco (+ MAFALDA)
4 Dezembro - Teatro Municipal, Guarda
16 Janeiro - Cinema Teatro Joaquim d'Almeida, Montijo
20 Janeiro - Teatro Municipal, Bragança (+ MAFALDA)
Sobre LÍQUEN:
Líquen nasce do imaginário e da expressividade de Constança Ochoa, cantora natural de Coimbra, que alia a voz à poesia e às polifonias vocais. Com uma identidade musical fluida, o projecto navega entre a pop, a electrónica, o jazz e a música popular portuguesa.
Em 2024, lançou o EP de estreia,'I' (lê-se “um”), composto por quatro canções que mergulham em contrastes íntimos e universais, explorando revoltas internas e a fragilidade humana. O EP partiu de composições suas, aliadas a uma estratégia colectiva de produção com os músicos e produtores: Rui Jorge Lopes, Leonardo Patrício e Luís Pedro Keating. Nesta nova fase de Líquen, a lírica continua a ser assinada por Constança, mas a composição expande-se agora também ao trabalho colectivo em banda. O projeto passa assim a habitar as duas vertentes: a criação individual da autora e a criação colectiva.
Em 2025, Líquen foi a grande vencedora do Festival Termómetro e marcou presença nos festivais NOS Alive e Vodafone Paredes de Coura.
Já este ano editou ‘Aurora’, ‘Perfil do Ocidente’ e 'Guerra e Pactos', os três singles de avanço do álbum de estreia ‘Ontem, Hoje ou Amanhã’, que fica hoje disponível.
JOÃO SÓ E TIAGO NOGUEIRA ANUNCIAM “SÓ MEIO DISCO” PARA 13 DE NOVEMBRO
João Só e Tiago Nogueira editam a 13 de novembro “Só Meio Disco”, o primeiro trabalho de estúdio da dupla, e revelam hoje a capa e o alinhamento das oito canções que o compõem. O disco já está em contagem decrescente no Spotify e vai ser apresentado ao vivo, pela primeira vez, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, a 11 de dezembro.
O título não esconde nada. São oito canções, “só meio disco”, e a capa leva a ideia à letra. É, também ela, meio disco: na metade de cima, uma fotografia dos dois; na de baixo, uma folha de caderno com o título escrito à mão. Meio retrato, meio rascunho, como quem admite que a história ainda não está toda contada.
Na fotografia, João Só e Tiago Nogueira aparecem de costas voltadas, e não é por acaso. No palco, e noutras produções como as d’Os Quatro e Meia ou de Elisa, os dois estão sempre juntos. Para este disco escolheram o caminho contrário: trabalhar cada um para seu lado, para terem liberdade. Raramente gravaram juntos, e o disco acabou feito, literalmente, de costas voltadas. É uma ironia feliz para uma dupla cuja cumplicidade está no centro de tudo o que faz em palco.
“Só Meio Disco” foi feito devagar e acabado depressa. As canções foram sendo gravadas ao longo dos últimos anos, e nos últimos meses tudo acelerou. É também um disco feito em casa, gravado no Estúdio Zeco, em Loures, e em casa de João Só, que assina a produção.
Escrito a quatro mãos, o disco reúne os singles que foram saindo aos poucos: “Maldita a Hora”, “Quem Não Sabe Amar”, “Lenço” e, mais recentemente, “Olha Para Mim”. As restantes quatro canções, “Errar”, “Milagrezinho”, “Só Sei Desarrumar” e “Das Duas Uma”, ficam a ser conhecidas a 13 de novembro. Em “Das Duas Uma”, o solo de guitarra é de Rui Veloso.
É no Coliseu dos Recreios que “Só Meio Disco” vai ser apresentado ao vivo pela primeira vez. A 11 de dezembro, João Só e Tiago Nogueira estreiam-se na sala lisboeta com o maior espectáculo da dupla até à data, com Miguel Araújo e Nena como convidados especiais, convidados surpresa e João Castilho na primeira parte. As novas canções juntam-se ao karaoke imersivo que tem levado a dupla a teatros de norte a sul do país, entre clássicos intemporais, guilty pleasures e uma cumplicidade que torna cada alinhamento imprevisível. Se o disco é só metade, a outra metade conta-se ao vivo. Os bilhetes estão disponíveis nos pontos de venda oficiais.
BRISA REFLETE SOBRE A PERDA DE IDENTIDADE NO NOVO SINGLE ‘FENDA’
Fotografia: Joana Cherries
Escrito por BRISA e Diogo Guerra, que também assina a produção, o novo tema antecipa o segundo EP de originais da artista.
BRISA apresenta o novo single ‘Fenda’. Escrito pela cantora e compositora portuguesa com o produtor Diogo Guerra, reconhecido pelas colaborações com Mariza e que assina também esta produção, o tema explora o momento em que a ligação a nós próprios parece desaparecer no meio das emoções e das experiências que vivemos. A canção parte de uma procura interior que tem como objetivo reencontrar quem somos quando deixamos de nos reconhecer, entre a solidão, a pessoa em que nos tornámos e a vontade de recuperar o que se perdeu pelo caminho.
Nas palavras de BRISA, o novo tema 'Fenda’ fala sobre "sentir que se perdeu o próprio reflexo, sobre alguém que se deu demasiado a certas emoções e situações e entretanto se perdeu de si pelo caminho e agora quer reencontrar-se. O universo sonoro que começámos a construir emocionou-me muito logo na primeira sessão e levou-me direitinha para esta temática de procurar algo que se perdeu em si próprio. Inspirei-me na música 'Reflection', da "Mulan", que é um dos meus filmes favoritos, e soube logo que ia ser uma letra difícil, mas importante de escrever”.
O tema nasceu em estúdio, durante uma sessão com Diogo Guerra, com quem BRISA tem vindo a desenvolver as canções do próximo EP. A referência a 'Reflection', do filme “Mulan”, contribui para compreender a dimensão emocional da letra: a necessidade de olhar para dentro e confrontar a distância entre aquilo que somos e aquilo que sentimos ter perdido, entre o passado e a possibilidade de seguir em frente.
‘Fenda’ antecipa um novo EP, sucessor de “CASULO”, editado em 2023. Neste próximo trabalho, BRISA cruza experiências humanas com a dimensão épica das histórias que encontramos no cinema e nas séries, numa jornada de evolução e reencontro. A artista constrói uma narrativa que, apesar de partir de vivências reais, deixa espaço para que cada ouvinte encontre a sua própria interpretação.
“Do EP podemos esperar uma narrativa que se desenrola em vários capítulos, mas que pode ser interpretada de várias maneiras. O conjunto de canções representa um processo de evolução e reencontro, simultaneamente. Recorrendo a metáforas com fenómenos naturais e a natureza no geral, conta uma história real e humana, com a magia e a intensidade de uma jornada épica e inspirada em séries e filmes com jornadas épicas também”, revela a artista.
Depois de ‘Deserto’ e ‘Chama’, editados este ano, BRISA continua a desenvolver o seu percurso autoral rumo ao segundo EP de originais. O novo single 'Fenda' já está disponível em todas as plataformas digitais.
Cantora e compositora portuguesa, BRISA é natural de Mafra. A artista tem vindo a afirmar-se como uma das novas vozes da pop em Portugal, destacando-se através de composições íntimas sobre o ciclo das emoções e as vivências do quotidiano
A música acompanha BRISA desde a infância. Durante o ensino secundário, começou a compor, inicialmente em inglês, e integrou uma banda com uma amiga. Um encontro com Tiago Bettencourt em 2013 incentivou-a a explorar a composição em português. Em 2016, foi uma das vencedoras de um concurso da Blim Records, oportunidade que lhe permitiu gravar o single ‘Wrong Card’. Nesse mesmo ano, foi selecionada para a primeira Masterclass Antena 1, na qual apresentou três canções originais e recebeu aconselhamento do músico João Gil.
Ao longo do seu percurso, BRISA tem explorado diferentes sonoridades, como a pop e R&B de ‘Loop’, lançado em 2020. Em 2023, editou “CASULO”, o primeiro EP conceptual, que acompanha uma viagem emocional desde a ansiedade, em ‘Nuvem’, até à transformação, em ‘Metamorfose’. Entre os seus lançamentos está também ‘Trovoada’, tema que ganhou visibilidade junto do público nacional ao integrar a banda sonora da novela "Páginas da Vida", da SIC, e ‘Deserto’, apresentado ao vivo em rádios e palcos nacionais.
BRISA continua a desenvolver uma identidade artística marcada pela honestidade e pela exploração das emoções através da composição. A cantautora prepara agora uma etapa da sua discografia marcada por um novo EP, centrado na evolução e no reencontro pessoal. O mais recente single 'Fenda', que irá integrar esse projeto, já está disponível nas plataformas digitais.
BRISA apresenta o novo single ‘Fenda’. Escrito pela cantora e compositora portuguesa com o produtor Diogo Guerra, reconhecido pelas colaborações com Mariza e que assina também esta produção, o tema explora o momento em que a ligação a nós próprios parece desaparecer no meio das emoções e das experiências que vivemos. A canção parte de uma procura interior que tem como objetivo reencontrar quem somos quando deixamos de nos reconhecer, entre a solidão, a pessoa em que nos tornámos e a vontade de recuperar o que se perdeu pelo caminho.
Nas palavras de BRISA, o novo tema 'Fenda’ fala sobre "sentir que se perdeu o próprio reflexo, sobre alguém que se deu demasiado a certas emoções e situações e entretanto se perdeu de si pelo caminho e agora quer reencontrar-se. O universo sonoro que começámos a construir emocionou-me muito logo na primeira sessão e levou-me direitinha para esta temática de procurar algo que se perdeu em si próprio. Inspirei-me na música 'Reflection', da "Mulan", que é um dos meus filmes favoritos, e soube logo que ia ser uma letra difícil, mas importante de escrever”.
O tema nasceu em estúdio, durante uma sessão com Diogo Guerra, com quem BRISA tem vindo a desenvolver as canções do próximo EP. A referência a 'Reflection', do filme “Mulan”, contribui para compreender a dimensão emocional da letra: a necessidade de olhar para dentro e confrontar a distância entre aquilo que somos e aquilo que sentimos ter perdido, entre o passado e a possibilidade de seguir em frente.
‘Fenda’ antecipa um novo EP, sucessor de “CASULO”, editado em 2023. Neste próximo trabalho, BRISA cruza experiências humanas com a dimensão épica das histórias que encontramos no cinema e nas séries, numa jornada de evolução e reencontro. A artista constrói uma narrativa que, apesar de partir de vivências reais, deixa espaço para que cada ouvinte encontre a sua própria interpretação.
“Do EP podemos esperar uma narrativa que se desenrola em vários capítulos, mas que pode ser interpretada de várias maneiras. O conjunto de canções representa um processo de evolução e reencontro, simultaneamente. Recorrendo a metáforas com fenómenos naturais e a natureza no geral, conta uma história real e humana, com a magia e a intensidade de uma jornada épica e inspirada em séries e filmes com jornadas épicas também”, revela a artista.
Depois de ‘Deserto’ e ‘Chama’, editados este ano, BRISA continua a desenvolver o seu percurso autoral rumo ao segundo EP de originais. O novo single 'Fenda' já está disponível em todas as plataformas digitais.
Cantora e compositora portuguesa, BRISA é natural de Mafra. A artista tem vindo a afirmar-se como uma das novas vozes da pop em Portugal, destacando-se através de composições íntimas sobre o ciclo das emoções e as vivências do quotidiano
A música acompanha BRISA desde a infância. Durante o ensino secundário, começou a compor, inicialmente em inglês, e integrou uma banda com uma amiga. Um encontro com Tiago Bettencourt em 2013 incentivou-a a explorar a composição em português. Em 2016, foi uma das vencedoras de um concurso da Blim Records, oportunidade que lhe permitiu gravar o single ‘Wrong Card’. Nesse mesmo ano, foi selecionada para a primeira Masterclass Antena 1, na qual apresentou três canções originais e recebeu aconselhamento do músico João Gil.
Ao longo do seu percurso, BRISA tem explorado diferentes sonoridades, como a pop e R&B de ‘Loop’, lançado em 2020. Em 2023, editou “CASULO”, o primeiro EP conceptual, que acompanha uma viagem emocional desde a ansiedade, em ‘Nuvem’, até à transformação, em ‘Metamorfose’. Entre os seus lançamentos está também ‘Trovoada’, tema que ganhou visibilidade junto do público nacional ao integrar a banda sonora da novela "Páginas da Vida", da SIC, e ‘Deserto’, apresentado ao vivo em rádios e palcos nacionais.
BRISA continua a desenvolver uma identidade artística marcada pela honestidade e pela exploração das emoções através da composição. A cantautora prepara agora uma etapa da sua discografia marcada por um novo EP, centrado na evolução e no reencontro pessoal. O mais recente single 'Fenda', que irá integrar esse projeto, já está disponível nas plataformas digitais.
"ESQUECIMENTO GLOBAL": LUCA ARGEL ESTREIA-SE NA ESCRITA DE TEATRO MUSICAL
Egídio SantosMúsico, compositor, intérprete e agora coautor de uma criação teatral, Luca Argel estreia-se a 6 de novembro em "Esquecimento Global", espetáculo que assina em conjunto com José Nunes. Este mês, o artista brasileiro apresenta-se também em nome próprio em Lisboa e Torres Vedras.
A diversidade artística de Luca Argel volta a ganhar expressão em novembro, com a estreia de "Esquecimento Global", espetáculo que marca a sua primeira experiência enquanto coautor de uma criação teatral e que reforça um percurso cada vez mais transversal às diferentes linguagens artísticas.
Com estreia marcada para 6 de novembro, no Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery, "Esquecimento Global" é uma produção própria do teatro, com texto e direção conjunta de José Nunes, diretor artístico da instituição, e Luca Argel. Em cena até dia 8, a peça parte de uma adaptação livre da "Ópera dos Três Vinténs", de Bertolt Brecht, e da "Ópera do Malandro", de Chico Buarque, para construir uma narrativa original sobre a sociedade portuguesa contemporânea.
A escrita surge como mais um território de exploração para Luca Argel, que assume neste projeto uma dimensão criativa que vai além da música. A composição musical original, também da sua autoria, terá um papel central na dramaturgia, funcionando como elemento de distanciamento e reflexão crítica, numa aproximação ao teatro político de Brecht. Em palco, o artista interpreta a música ao vivo, acompanhado por uma banda de três músicos, integrando um elenco luso-brasileiro de sete atores.
Entre uma história de amor luso-brasileira e as contradições das personagens, "Esquecimento Global" aborda questões como a imigração, a xenofobia, o preconceito, a exploração laboral e o papel dos media e das redes sociais na construção de discursos populistas. Um espetáculo que recupera a dimensão crítica do teatro musical e convoca o público a questionar as narrativas que se tornam verdades pela repetição. A 27 de novembro, será a vez do Teatro Municipal da Covilhã acolher este espetáculo.
Esta estreia representa mais um passo num percurso que tem vindo a cruzar música, palavra, pensamento e intervenção cultural. Luca Argel afirma-se, assim, como um artista de projetos multidisciplinares, que encontra na colaboração e no cruzamento de linguagens novas possibilidades de criação e expressão.
A diversidade artística de Luca Argel volta a ganhar expressão em novembro, com a estreia de "Esquecimento Global", espetáculo que marca a sua primeira experiência enquanto coautor de uma criação teatral e que reforça um percurso cada vez mais transversal às diferentes linguagens artísticas.
Com estreia marcada para 6 de novembro, no Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery, "Esquecimento Global" é uma produção própria do teatro, com texto e direção conjunta de José Nunes, diretor artístico da instituição, e Luca Argel. Em cena até dia 8, a peça parte de uma adaptação livre da "Ópera dos Três Vinténs", de Bertolt Brecht, e da "Ópera do Malandro", de Chico Buarque, para construir uma narrativa original sobre a sociedade portuguesa contemporânea.
A escrita surge como mais um território de exploração para Luca Argel, que assume neste projeto uma dimensão criativa que vai além da música. A composição musical original, também da sua autoria, terá um papel central na dramaturgia, funcionando como elemento de distanciamento e reflexão crítica, numa aproximação ao teatro político de Brecht. Em palco, o artista interpreta a música ao vivo, acompanhado por uma banda de três músicos, integrando um elenco luso-brasileiro de sete atores.
Entre uma história de amor luso-brasileira e as contradições das personagens, "Esquecimento Global" aborda questões como a imigração, a xenofobia, o preconceito, a exploração laboral e o papel dos media e das redes sociais na construção de discursos populistas. Um espetáculo que recupera a dimensão crítica do teatro musical e convoca o público a questionar as narrativas que se tornam verdades pela repetição. A 27 de novembro, será a vez do Teatro Municipal da Covilhã acolher este espetáculo.
Esta estreia representa mais um passo num percurso que tem vindo a cruzar música, palavra, pensamento e intervenção cultural. Luca Argel afirma-se, assim, como um artista de projetos multidisciplinares, que encontra na colaboração e no cruzamento de linguagens novas possibilidades de criação e expressão.
GABRIEL GOMES AO VIVO
O acordeonista e compositor Gabriel Gomes continua na estrada a apresentar o seu aclamado álbum de estreia em nome próprio, "Uma História Assim". Depois do sucesso das apresentações por diversas salas e festivais do país – como Lisboa, Guarda, Porto, Tavira, Alcobaça, Penafiel e Seixal –, a digressão continua já esta sexta-feira no Teatro Cine de Torres Vedras, no âmbito do Festival Acordeões do Mundo. Segue-se o concerto na Atmosfera m, em Lisboa, antecedendo uma passagem dupla pela Casa da Música, no Porto, nos dias 23 e 24 de Novembro, onde Gabriel Gomes assegura a primeira parte dos concertos de Rodrigo Leão. A 11 de Dezembro, o músico ruma a Riba d'Ave para uma actuação no Teatro Narciso Ferreira, e encerra esta temporada no dia 18 de Dezembro, no emblemático Coliseu dos Recreios, em Lisboa, juntando-se novamente a Rodrigo Leão como convidado especial para a abertura do espetáculo.
Disponível em vinil, CD e formato digital, "Uma História Assim" teve como single de apresentação o tema "O Roubo". Produzido por Gabriel Gomes em parceria com Rodrigo Leão e João Eleutério, este é um trabalho maioritariamente instrumental que nasce da relação profunda de uma vida com o acordeão. A solo – com excepção do tema-título, que conta com a participação de Rodrigo Leão ao piano –, Gabriel Gomes dá voz a uma narrativa sonora única que homenageia o seu instrumento e reflete a sua própria viagem artística.
Membro fundador de projectos incontornáveis da música portuguesa como Sétima Legião, Madredeus, Os Poetas e Fandango, e colaborador de nomes como Jorge Palma, Tim e Rodrigo Leão, Gabriel Gomes consolida assim a sua afirmação a solo, celebrando mais de quatro décadas de uma carreira marcante.
NOVO DISCO DE MAD NOMAD
Os Mad Nomad apresentam “COMMON GROUND”, um álbum que cruza jazz de fusão contemporâneo, spoken word, música eletrónica e referências rítmicas das tradições de Cabo Verde e da Guiné-Bissau, numa reflexão sobre identidade, pertença, memória e resistência coletiva. Através de composições que combinam instrumentação orgânica, sintetizadores, sampling e textos em diferentes línguas, o coletivo desenvolve um trabalho que parte de experiências individuais de perda e reconstrução para abordar questões como a herança colonial, o racismo, as desigualdades sociais, o patriarcado e a necessidade de encontrar formas de convivência num contexto de crescente polarização.
O título do álbum traduz a questão que atravessa as suas diferentes composições: como construir um terreno comum sem apagar as diferenças? A partir dessa interrogação, os Mad Nomad propõem uma leitura da relação entre indivíduo e comunidade, considerando a interdependência como elemento fundamental da experiência humana. A ideia de pertença não surge associada à uniformidade, mas à possibilidade de reconhecer histórias, origens e identidades distintas enquanto partes de uma realidade partilhada.
Musicalmente, “COMMON GROUND” desenvolve uma linguagem que recusa fronteiras rígidas entre géneros. A herança do jazz encontra-se com estruturas rítmicas inspiradas em tradições cabo-verdianas e guineenses, reinterpretadas através de linguagens urbanas contemporâneas. A improvisação, a experimentação eletrónica e a utilização do groove enquanto elemento de construção e desconstrução musical convivem com momentos de maior intimidade, passagens instrumentais de carácter cinematográfico e intervenções poéticas próximas da performance.
A pluralidade linguística assume igualmente um papel central na identidade do disco. O inglês e o crioulo cabo-verdiano, a par da presença do português, surgem como expressão de experiências culturais e trajetórias marcadas pela circulação entre diferentes territórios. Mais do que um recurso formal, essa diversidade acompanha as narrativas afro-diaspóricas e lusófonas que atravessam o álbum, estabelecendo relações entre memória familiar, deslocação, transmissão de valores e construção de comunidade.
Na faixa que dá título ao trabalho, “Common Ground”, os Mad Nomad concentram algumas das principais preocupações conceptuais do disco. A imagem de levantar a calçada pedra a pedra para descobrir aquilo que permanece sob as estruturas construídas pelo ser humano funciona como metáfora para a procura de pontos de encontro numa sociedade marcada por hierarquias, fronteiras e divisões. A escuta, a colaboração e o reconhecimento da interdependência surgem como possibilidades de contrariar a fragmentação e encontrar uma base comum para a convivência.
Essa relação entre identidade individual e memória coletiva prolonga-se em “N’tem Ki Bai / Lela”, composição que cruza crioulo cabo-verdiano, português e inglês para abordar a emigração, a distância familiar, o trabalho e a continuidade entre gerações. A alternância linguística acompanha uma narrativa sobre a experiência diaspórica, na qual a ideia de herança ultrapassa a dimensão material e encontra expressão nos afetos, na memória e nos valores transmitidos. As vozes de apoio, construídas através de respostas e contrapontos, reforçam a dimensão comunitária da canção, que conta com a participação de Ricardo Pinto, no trompete, e António Bruheim, nos saxofones alto e tenor.
Em “Beyond Us”, o coletivo dirige o olhar para as consequências históricas da violência e da exclusão, confrontando a persistência do colonialismo, do racismo estrutural e dos mecanismos sociais que perpetuam o medo e a discriminação. Através de uma construção atmosférica e cinematográfica, a composição recupera histórias e referências a vítimas de injustiça racial, sublinhando a importância da memória enquanto forma de resistência ao esquecimento. O tema conta com as participações de João Mortágua, no saxofone alto, e Mick Trovoada, na percussão.
A crítica às estruturas de poder assume uma expressão particularmente direta em “Hard from the Core”, composição coletiva que incorpora influências do punk hardcore e dos cruzamentos entre hip-hop e punk. A faixa confronta o patriarcado, a desigualdade económica e os mecanismos de manipulação tecnológica e informacional, contrapondo-lhes uma mensagem de empatia e solidariedade. A intensidade da abordagem musical acompanha uma escrita que questiona a manutenção de privilégios e as formas de exploração que sustentam diferentes relações de poder.
Também “Dark Light” explora a relação entre forças aparentemente opostas, articulando reflexões íntimas com uma crítica às desigualdades de género. A partir de imagens associadas à dualidade entre luz e sombra, força e fragilidade, a composição aborda o peso das expectativas sociais colocadas sobre as mulheres e a normalização de responsabilidades frequentemente invisibilizadas. A participação vocal de Anna Lundqvist integra um tema que questiona a romantização da resistência feminina e a persistência de estruturas políticas e sociais que reproduzem essas desigualdades.
Em “The Spark”, a reflexão estende-se à relação entre informação, consciência coletiva e sustentabilidade. A canção parte da imagem de uma pequena centelha capaz de orientar um processo de transformação, ao mesmo tempo que confronta as consequências da ganância, da indiferença e da concentração de poder. A crítica dirige-se também à influência dos grandes agentes tecnológicos e aos sistemas que sustentam a circulação e manipulação da informação. Musicalmente, a voz solista integra-se progressivamente na construção instrumental, passando a fazer parte de uma estrutura sonora que combina referências contemporâneas com uma sensibilidade próxima da música para cinema.
Apesar da presença de questões políticas e sociais, “COMMON GROUND” reserva igualmente espaço para processos de transformação íntima. Em “Wounded Pieces”, os Mad Nomad aproximam-se de uma linguagem neo-soul marcada pela fragmentação rítmica, pelo silêncio e pela repetição. A composição aborda a perda, o trauma e a reconstrução da identidade, procurando compreender de que forma a vulnerabilidade pode tornar-se parte de um processo de recuperação e afirmação pessoal. As imagens naturais presentes na letra aproximam essa transformação individual dos ciclos de renovação que atravessam o restante álbum.
A ligação entre o corpo humano e os sistemas naturais encontra uma expressão mais direta em “Natural Is Flow”. Através de uma composição que evoca o movimento dos rios, as migrações e a circularidade da vida, o tema desenvolve uma reflexão sobre a posição do indivíduo num ecossistema mais vasto. A faixa presta também homenagem a John e Alice Coltrane, recorrendo a samples de saxofone e voz dos músicos, e conta com a participação especial de André Fernandes na guitarra elétrica. A procura de transcendência através da criação artística aproxima-se aqui de uma conceção da natureza enquanto espaço de interdependência e transformação contínua.
Essa relação entre resistência e renovação prolonga-se em “Possibility / Clovers and Dandelions”. A primeira parte funciona como uma introdução à composição seguinte, utilizando a imagem de plantas frequentemente consideradas indesejadas para refletir sobre a persistência da vida em condições adversas. Com uma aproximação musical à pop alternativa de inspiração retro, “Clovers and Dandelions” transforma os trevos e dentes-de-leão em metáforas para comunidades deslocadas e culturas que resistem à destruição provocada pela guerra e pelos movimentos migratórios forçados. A canção, que conta com a participação de Mick Trovoada na percussão, sublinha a capacidade de transmissão e renovação cultural mesmo perante a perda de território.
Ao longo destas composições, a natureza surge como uma referência recorrente para compreender os processos humanos. Raízes que rompem o cimento, plantas que recuperam espaço, rios em movimento e ciclos de transformação estabelecem uma relação entre a resistência individual, a sobrevivência das comunidades e o equilíbrio dos ecossistemas. Essa aproximação permite aos Mad Nomad articular experiências íntimas e questões coletivas sem as apresentar como dimensões separadas.
O projeto Mad Nomad desenvolve-se a partir de uma abordagem artística assente na liberdade criativa, na improvisação e na experimentação sonora. Com uma identidade que cruza jazz, spoken word, canção, eletrónica e paisagens sonoras imersivas, o coletivo procura explorar os espaços de contacto entre concerto, performance poética e instalação sonora. A utilização de instrumentos acústicos e eletrónicos, a manipulação de estruturas rítmicas e a presença da palavra enquanto elemento musical constituem algumas das características centrais desta linguagem.
Com “COMMON GROUND”, os Mad Nomad aprofundam essa procura através de um trabalho em que a diversidade musical acompanha a pluralidade das experiências humanas que lhe dão origem. Entre a memória das comunidades afro-diaspóricas, a crítica às estruturas de desigualdade e os processos pessoais de reconstrução, o álbum propõe a escuta e a partilha como pontos de partida para reconhecer aquilo que une indivíduos e comunidades sem eliminar as diferenças que os constituem.
O título do álbum traduz a questão que atravessa as suas diferentes composições: como construir um terreno comum sem apagar as diferenças? A partir dessa interrogação, os Mad Nomad propõem uma leitura da relação entre indivíduo e comunidade, considerando a interdependência como elemento fundamental da experiência humana. A ideia de pertença não surge associada à uniformidade, mas à possibilidade de reconhecer histórias, origens e identidades distintas enquanto partes de uma realidade partilhada.
Musicalmente, “COMMON GROUND” desenvolve uma linguagem que recusa fronteiras rígidas entre géneros. A herança do jazz encontra-se com estruturas rítmicas inspiradas em tradições cabo-verdianas e guineenses, reinterpretadas através de linguagens urbanas contemporâneas. A improvisação, a experimentação eletrónica e a utilização do groove enquanto elemento de construção e desconstrução musical convivem com momentos de maior intimidade, passagens instrumentais de carácter cinematográfico e intervenções poéticas próximas da performance.
A pluralidade linguística assume igualmente um papel central na identidade do disco. O inglês e o crioulo cabo-verdiano, a par da presença do português, surgem como expressão de experiências culturais e trajetórias marcadas pela circulação entre diferentes territórios. Mais do que um recurso formal, essa diversidade acompanha as narrativas afro-diaspóricas e lusófonas que atravessam o álbum, estabelecendo relações entre memória familiar, deslocação, transmissão de valores e construção de comunidade.
Na faixa que dá título ao trabalho, “Common Ground”, os Mad Nomad concentram algumas das principais preocupações conceptuais do disco. A imagem de levantar a calçada pedra a pedra para descobrir aquilo que permanece sob as estruturas construídas pelo ser humano funciona como metáfora para a procura de pontos de encontro numa sociedade marcada por hierarquias, fronteiras e divisões. A escuta, a colaboração e o reconhecimento da interdependência surgem como possibilidades de contrariar a fragmentação e encontrar uma base comum para a convivência.
Essa relação entre identidade individual e memória coletiva prolonga-se em “N’tem Ki Bai / Lela”, composição que cruza crioulo cabo-verdiano, português e inglês para abordar a emigração, a distância familiar, o trabalho e a continuidade entre gerações. A alternância linguística acompanha uma narrativa sobre a experiência diaspórica, na qual a ideia de herança ultrapassa a dimensão material e encontra expressão nos afetos, na memória e nos valores transmitidos. As vozes de apoio, construídas através de respostas e contrapontos, reforçam a dimensão comunitária da canção, que conta com a participação de Ricardo Pinto, no trompete, e António Bruheim, nos saxofones alto e tenor.
Em “Beyond Us”, o coletivo dirige o olhar para as consequências históricas da violência e da exclusão, confrontando a persistência do colonialismo, do racismo estrutural e dos mecanismos sociais que perpetuam o medo e a discriminação. Através de uma construção atmosférica e cinematográfica, a composição recupera histórias e referências a vítimas de injustiça racial, sublinhando a importância da memória enquanto forma de resistência ao esquecimento. O tema conta com as participações de João Mortágua, no saxofone alto, e Mick Trovoada, na percussão.
A crítica às estruturas de poder assume uma expressão particularmente direta em “Hard from the Core”, composição coletiva que incorpora influências do punk hardcore e dos cruzamentos entre hip-hop e punk. A faixa confronta o patriarcado, a desigualdade económica e os mecanismos de manipulação tecnológica e informacional, contrapondo-lhes uma mensagem de empatia e solidariedade. A intensidade da abordagem musical acompanha uma escrita que questiona a manutenção de privilégios e as formas de exploração que sustentam diferentes relações de poder.
Também “Dark Light” explora a relação entre forças aparentemente opostas, articulando reflexões íntimas com uma crítica às desigualdades de género. A partir de imagens associadas à dualidade entre luz e sombra, força e fragilidade, a composição aborda o peso das expectativas sociais colocadas sobre as mulheres e a normalização de responsabilidades frequentemente invisibilizadas. A participação vocal de Anna Lundqvist integra um tema que questiona a romantização da resistência feminina e a persistência de estruturas políticas e sociais que reproduzem essas desigualdades.
Em “The Spark”, a reflexão estende-se à relação entre informação, consciência coletiva e sustentabilidade. A canção parte da imagem de uma pequena centelha capaz de orientar um processo de transformação, ao mesmo tempo que confronta as consequências da ganância, da indiferença e da concentração de poder. A crítica dirige-se também à influência dos grandes agentes tecnológicos e aos sistemas que sustentam a circulação e manipulação da informação. Musicalmente, a voz solista integra-se progressivamente na construção instrumental, passando a fazer parte de uma estrutura sonora que combina referências contemporâneas com uma sensibilidade próxima da música para cinema.
Apesar da presença de questões políticas e sociais, “COMMON GROUND” reserva igualmente espaço para processos de transformação íntima. Em “Wounded Pieces”, os Mad Nomad aproximam-se de uma linguagem neo-soul marcada pela fragmentação rítmica, pelo silêncio e pela repetição. A composição aborda a perda, o trauma e a reconstrução da identidade, procurando compreender de que forma a vulnerabilidade pode tornar-se parte de um processo de recuperação e afirmação pessoal. As imagens naturais presentes na letra aproximam essa transformação individual dos ciclos de renovação que atravessam o restante álbum.
A ligação entre o corpo humano e os sistemas naturais encontra uma expressão mais direta em “Natural Is Flow”. Através de uma composição que evoca o movimento dos rios, as migrações e a circularidade da vida, o tema desenvolve uma reflexão sobre a posição do indivíduo num ecossistema mais vasto. A faixa presta também homenagem a John e Alice Coltrane, recorrendo a samples de saxofone e voz dos músicos, e conta com a participação especial de André Fernandes na guitarra elétrica. A procura de transcendência através da criação artística aproxima-se aqui de uma conceção da natureza enquanto espaço de interdependência e transformação contínua.
Essa relação entre resistência e renovação prolonga-se em “Possibility / Clovers and Dandelions”. A primeira parte funciona como uma introdução à composição seguinte, utilizando a imagem de plantas frequentemente consideradas indesejadas para refletir sobre a persistência da vida em condições adversas. Com uma aproximação musical à pop alternativa de inspiração retro, “Clovers and Dandelions” transforma os trevos e dentes-de-leão em metáforas para comunidades deslocadas e culturas que resistem à destruição provocada pela guerra e pelos movimentos migratórios forçados. A canção, que conta com a participação de Mick Trovoada na percussão, sublinha a capacidade de transmissão e renovação cultural mesmo perante a perda de território.
Ao longo destas composições, a natureza surge como uma referência recorrente para compreender os processos humanos. Raízes que rompem o cimento, plantas que recuperam espaço, rios em movimento e ciclos de transformação estabelecem uma relação entre a resistência individual, a sobrevivência das comunidades e o equilíbrio dos ecossistemas. Essa aproximação permite aos Mad Nomad articular experiências íntimas e questões coletivas sem as apresentar como dimensões separadas.
O projeto Mad Nomad desenvolve-se a partir de uma abordagem artística assente na liberdade criativa, na improvisação e na experimentação sonora. Com uma identidade que cruza jazz, spoken word, canção, eletrónica e paisagens sonoras imersivas, o coletivo procura explorar os espaços de contacto entre concerto, performance poética e instalação sonora. A utilização de instrumentos acústicos e eletrónicos, a manipulação de estruturas rítmicas e a presença da palavra enquanto elemento musical constituem algumas das características centrais desta linguagem.
Com “COMMON GROUND”, os Mad Nomad aprofundam essa procura através de um trabalho em que a diversidade musical acompanha a pluralidade das experiências humanas que lhe dão origem. Entre a memória das comunidades afro-diaspóricas, a crítica às estruturas de desigualdade e os processos pessoais de reconstrução, o álbum propõe a escuta e a partilha como pontos de partida para reconhecer aquilo que une indivíduos e comunidades sem eliminar as diferenças que os constituem.
VAIAPRAIA EM VINIL VERMELHO
© Vera Marmelo
Ouvimos o medo a ser transformado em raiva, e a raiva a ser transformada em empoderamento, emancipação. Ouvimos “1755”, primeiro LP de Vaiapraia.
Assim era apresentado, num artigo do Ípsilon em 2016, o disco que deu a conhecer Vaiapraia para além do estuário do Tejo, rematando ser “um disco para não perder a vista”. 10 anos após o seu lançamento, com um lugar especial no coração do underground português, 1755 parece não estar longe da vista.
É agora editado pela primeira vez em 12”, em vinil vermelho, numa edição limitada a 300 cópias. Disponível no site da 8mm Records e nas lojas independentes da especialidade.
Gravado em live-take a fita, 1755 é um disco de culto lo-fi repleto de refrões e melodias persistentes, de palavras irreverentes e intimistas. Editado em vinil pela Tons To Tell, e distribuído pela 8mm Records. Distribuição digital pela Maternidade. Lançado originalmente em 2016 em cassete pela Spring Toast Records.
Assim era apresentado, num artigo do Ípsilon em 2016, o disco que deu a conhecer Vaiapraia para além do estuário do Tejo, rematando ser “um disco para não perder a vista”. 10 anos após o seu lançamento, com um lugar especial no coração do underground português, 1755 parece não estar longe da vista.
É agora editado pela primeira vez em 12”, em vinil vermelho, numa edição limitada a 300 cópias. Disponível no site da 8mm Records e nas lojas independentes da especialidade.
Gravado em live-take a fita, 1755 é um disco de culto lo-fi repleto de refrões e melodias persistentes, de palavras irreverentes e intimistas. Editado em vinil pela Tons To Tell, e distribuído pela 8mm Records. Distribuição digital pela Maternidade. Lançado originalmente em 2016 em cassete pela Spring Toast Records.
quarta-feira, 4 de novembro de 2026
PROGRAMA DE 04/11/26
1 - Alga - Poema sensação
2 - Flipping Candy - Unwinding at Ribeira das Lombadas
3 - Wolfskin - Unmanifested void
4 - Aftervoid - Negative space 2
5 - Too Many Suns - Douro
6 - GNR - Freud & Ana
7 - Eden Synthetic Corps - Phantom
8 - Moonspell - Far from good
9 - DRKNSS - Looking for mercy
10 - Mekong - Danse danse
11 - So Dead - Roadkill
2 - Flipping Candy - Unwinding at Ribeira das Lombadas
3 - Wolfskin - Unmanifested void
4 - Aftervoid - Negative space 2
5 - Too Many Suns - Douro
6 - GNR - Freud & Ana
7 - Eden Synthetic Corps - Phantom
8 - Moonspell - Far from good
9 - DRKNSS - Looking for mercy
10 - Mekong - Danse danse
11 - So Dead - Roadkill
VIRGEM SUTA APRESENTAM O NOVO ÁLBUM "SALA DE ESTAR" EM MIRANDA DO CORVO E LISBOA ESTE FIM-DE-SEMANA
Após o concerto no Cine-Teatro Oriental em Aljustrel, a digressão de apresentação do álbum "Sala de Estar" levam os Virgem Suta a Mirando do Corvo e Lisboa. Numa digressão acústica, a banda apresenta-se a 7 de Novembro, na Casa das Artes de Miranda do Corvo, e a 8 de Novembro, no Coliseu Club, em Lisboa.
Como curiosidade, os Virgem Suta recordam que, no início da carreira, chamavam aos registos dos ensaios “o sumo da Virgem Suta”, uma metáfora para a procura da essência e da substância original das músicas. Um princípio que continua hoje a orientar esta nova fase e a identidade desta digressão acústica de “Sala de Estar”.
7 Novembro, às 21h30 | Casa das Artes de Miranda do Corvo
8 Novembro, às 21h30 | Coliseu Club, Lisboa
"Sala de Estar" reúne canções da banda em formato acústico, revisitando alguns dos momentos mais marcantes da sua discografia dos Virgem Suta, como “Linhas Cruzadas” e “Dança de Balcão” .
Nos últimos meses a banda revelou quatro singles que espelham este ciclo criativo: “Bárbara e Ken”, “Ela Queria”, “Tomo Conta Desta Tua Casa” e “Exporto Tristeza”
Estes concertos contam com o apoio da Fundação GDA, no âmbito do seu programa de apoio à circulação de espetáculos.
Como curiosidade, os Virgem Suta recordam que, no início da carreira, chamavam aos registos dos ensaios “o sumo da Virgem Suta”, uma metáfora para a procura da essência e da substância original das músicas. Um princípio que continua hoje a orientar esta nova fase e a identidade desta digressão acústica de “Sala de Estar”.
7 Novembro, às 21h30 | Casa das Artes de Miranda do Corvo
8 Novembro, às 21h30 | Coliseu Club, Lisboa
"Sala de Estar" reúne canções da banda em formato acústico, revisitando alguns dos momentos mais marcantes da sua discografia dos Virgem Suta, como “Linhas Cruzadas” e “Dança de Balcão” .
Nos últimos meses a banda revelou quatro singles que espelham este ciclo criativo: “Bárbara e Ken”, “Ela Queria”, “Tomo Conta Desta Tua Casa” e “Exporto Tristeza”
Estes concertos contam com o apoio da Fundação GDA, no âmbito do seu programa de apoio à circulação de espetáculos.
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