terça-feira, 7 de abril de 2026

FESTIVAL SANTOS DA CASA - 2ª SEMANA





















12 de abril de 2026
10ComunA.L.
Apresentação da editora K FORA
Salão Brazil
18h00

A primeira edição K FORA é o resultado da tricefalia fundadora do movimento, com a premissa de colocar discos, sons, encontros cá para fora, acessíveis a quem queira escutar. O encontro marca a estreia do projeto 10ComunA.L. que reúne Bernardo Matos na guitarra elétrica e em pedaleirices, Bernardo Rocha na voz, poesia, trompetes, percussão e processamento e João Toscano no contrabaixo e ainda mais pedaleirices. O registo foi realizado em Portunhos, no recente Color Sound Studios, que fica nas proximidades de Coimbra, tornando-se porto de abrigo criativo ausente da freneticidade urbana, abraçando o diálogo improvisado entre os músicos. O encontro regista também a primeira gravação de João Toscano no contrabaixo, músico multi-instrumentista e que adiciona este desafio sonoro à sua biblioteca instrumental.

CRISTINA BRANCO EM DIGRESSÃO COM ÁLBUM PRÉMIO JOSÉ AFONSO





















Abril traz novas oportunidades para viver ao vivo a emoção do espetáculo “Mulheres de Abril – Cristina Branco canta José Afonso”. A digressão ganha novo fôlego com cinco datas, convidando o público a celebrar a força, a memória e o legado feminino na música de um dos maiores cantautores portugueses.

Num mês tão especial para a História do país, estes concertos tornam-se ainda mais simbólicos, evocando o espírito da Revolução e homenageando o papel das mulheres na construção da democracia. Tome nota das próximas datas: 10 de abril no Espaço Multiusos de Almeirim, 24 de abril no Cine-Teatro São Pedro (Alcanena) e 25 de abril no Cine-Teatro Avenida (Castelo Branco).

A digressão continua a 17 de maio, em Lisboa, com um concerto único no Salão de Festas d’A Voz do Operário que contará com a participação especial do Coro Infantil da instituição — um momento pensado para todas as gerações.

Em palco, Cristina Branco apresenta-se acompanhada por um ensemble de músicos de referência — Alexandre Frazão (bateria), Bernardo Moreira (contrabaixo), Mário Delgado (guitarras), Ricardo Dias (piano) e Tomás Marques (saxofone) — que integram também este seu novo trabalho discográfico recém-distinguido pelo Município da Amadora com o Prémio José Afonso 2026.

Com quase 30 anos de carreira, 19 álbuns editados e inúmeros concertos por todo o mundo, Cristina Branco é uma incansável embaixadora da cultura e da língua portuguesas. A música tradicional é a sua principal raiz estética, mas a influência do jazz, da literatura e dos músicos com quem partilha o palco confere à sua obra um carácter universal e um charme sublime.

Em "Mulheres de Abril", O novo disco, Cristina Branco regressa ao universo de José Afonso com uma obra fundamental tanto para a sua discografia como para o património musical português. Se em “Abril” (2007) explorou o repertório do cantautor com refinada sensibilidade e profundidade emocional, agora foca-se num prisma específico e revelador: o universo feminino. Este projeto ilumina as mulheres que José Afonso cantou, as suas narrativas íntimas e a visão progressista que o compositor revelou sobre o papel feminino numa sociedade em transformação.

A originalidade desta proposta reside precisamente na abordagem centrada no feminino, revelando dimensões ainda pouco exploradas do legado do compositor. Cristina Branco desvenda e dá voz a personagens femininas marcantes, estabelecendo um diálogo entre épocas sobre questões de género na sociedade portuguesa. O álbum reúne oito composições emblemáticas: “Endechas a Bárbara Escrava”, “De Não Saber o Que Me Espera”, “Canção do Desterro”, “Teresa Torga”, “Canção da Paciência”, “Mulher da Erva”, “Verdade e Mentira” e “Verdes São os Campos”. "Mulheres de Abril" venceu o Prémio José Afonso 2026.

ZECA MEDEIROS APRESENTA "ABRIL" EM PALCO





















“Abril”, o espetáculo de Zeca Medeiros que assinala o 25 de abril, tem duas novas datas – que se juntam ao já anunciado concerto na Casa da Música, no Porto, dia 23: no Auditório Municipal Ruy de Carvalho, em Oeiras, dia 18; e no Centro Cultural de Celorico da Beira, a 25.

Ao vivo, Zeca Medeiros vai percorrer diferentes momentos da sua obra, reunindo canções mais recentes e temas incontornáveis, ao lado de Filipa Pais (voz) – convidada especial, e dos músicos Jorge A. Silva (piano), Gil Alves (sopros e percussão) e Rogério Cardoso Pires (guitarra).

Artista que sempre atribuiu grande importância à liberdade, à democracia e à esperança, Zeca Medeiros vai interpretar temas que dialogam e homenageiam figuras maiores da música de intervenção, como "O Cantador" – que dedica a José Afonso.

Músico, compositor, actor e realizador, Zeca Medeiros tem o seu nome inscrito na história da cultura portuguesa. Criador de universos poéticos singulares, é também um dos mais relevantes embaixadores da cultura açoriana contemporânea, integrando na sua escrita e na sua música o imaginário do Atlântico, das ilhas e das viagens.

Autor das bandas sonoras de séries emblemáticas como "Mau Tempo no Canal", "Xailes Negros" e "Gente Feliz com Lágrimas", construiu um percurso artístico onde a palavra, a melodia e a narrativa caminham lado a lado. O seu cancioneiro cruza canção de autor, tradição popular, referências literárias e um olhar atento sobre a história e a identidade coletiva.

Os bilhetes para os concertos estão à venda nos locais habituais.
 
18/04 | Auditório Municipal Ruy de Carvalho, Oeiras
23/04 | Casa da Música, Porto
25/04 | Centro Cultural, Celorico da Beira

TAVIRA RECEBE NÃO MORTA















Fotografia: Adriano Ferreira Borges

“Viva La Muerte!”, digressão de Mão Morta aclamada pelo público e pela crítica, continua a percorrer o país e a encher salas de norte a sul. Dia 18 de Abril será a vez de Tavira receber o espectáculo, no Teatro Municipal António Pinheiro, e os bilhetes encontram-se à venda.

Nomeado para o prémio da crítica dos Prémios Play, “Viva La Muerte!” celebra os 50 anos do 25 de Abril de 1974 e os 40 anos da banda, enquanto mergulha no âmago doutrinário do fascismo, passado e presente, de forma intensa e provocadora, denunciando os perigos que corremos e em que a democracia incorre, através de um conjunto de temas originais inspirados na música de intervenção portuguesa, cruzando rock, experimentalismo e um coro masculino.

“Viva La Muerte!” chega a Tavira no dia 18 de Abril às 21h30 e os bilhetes podem ser adquiridos na BOL pelo valor de 15€.

CORDEL APRESENTA “VOLUME II” AO VIVO





















É consensual que Cordel se afirma como um dos mais singulares e belos projetos da música portuguesa contemporânea. Da união entre a guitarra de João Pires e a voz e poesia de Edu Mundo nasce um universo onde a palavra ganha corpo e a música respira identidade.

“Cordel, Vol. II”, o novo capítulo do projeto, surge como continuação natural desse caminho. Um disco que nos transporta, com delicadeza e profundidade, por paisagens da cultura lusófona, algumas esquecidas, outras reinventadas, num gesto de resgate e reinvenção. As canções de Cordel convidam-nos a uma redescoberta daquilo que somos, enquanto indivíduos e enquanto coletivo, num diálogo constante entre passado e presente.

É com este mote que Cordel se apresenta ao vivo no Auditório do Liceu Camões, em Lisboa, no próximo dia 15 de abril, para um concerto especial onde prevalecerá a profundidade que os caracteriza tanto musicalmente como através de cada palavra.

Entre referências que atravessam o tempo e o espaço, de Camões a Manoel de Barros, de Fausto a José Mário Branco, de Tom Jobim a Chico Buarque, passando por Travadinha ou Cesária, os Cordel constroem uma linguagem própria, onde tradição e contemporaneidade se entrelaçam com naturalidade, apontando um caminho luminoso para o futuro da música feita em português.

Produzido pelos dois artistas, “Cordel, Vol. II” reúne dez temas inéditos e conta com a participação especial de Salvador Sobral no tema “Nau Frágil”. Este novo trabalho sucede a “Cordel Vol.1”, editado em 2019, consolidando uma identidade artística que se distingue pela sensibilidade, coerência e profundidade.

Cordel é muito mais do que discurso direto e superficialidade, é metáforas indiretas, é complexidade num ninho de emoções e verdades, é intervenção e ecléticas visões sonoras e texturas líricas abstratas mas efetivamente concretas.

É agora ao vivo que este universo ganha nova dimensão. No Auditório Liceu Camões, Cordel apresenta “Cordel, Vol. II” num concerto que se propõe ir além da música. Mais do que um espetáculo, será um encontro, entre palco e público, entre palavra e melodia, entre o erudito e o popular. Um momento de partilha íntima e envolvente, onde cada canção se transforma em experiência e cada silêncio em escuta.

Edu Mundo

Edu Mundo, nome artístico de Márcio Silva, é um músico e compositor portuense cuja linguagem se constrói a partir do ritmo e da fusão de influências. Baterista e percussionista de origem, destacou-se em projetos como Souls of Fire, Terrakota e Diabo na Cruz, onde explorou também a viola braguesa. Atualmente integra os Fogo Fogo e os Cordel. Paralelamente, compõe para artistas como Ana Moura e António Zambujo, tendo participado no Festival da Canção como autor. A sua versatilidade e identidade rítmica fazem dele uma presença marcante na música portuguesa contemporânea.

João Pires

João Pires é um músico e criador com uma forte identidade autoral, fundador de projetos como Cordel, Trinka e Coladera. Ao longo de mais de uma década de carreira, tem vindo a construir um percurso sólido, marcado por colaborações com nomes como Sara Tavares, Aline Frazão, Salvador Sobral, Dino Santiago e Buba Espinho. Com seis álbuns editados, apresentou-se em palcos de referência internacional como o Montreux Jazz Festival, Bimhuis ou X-Jazz Berlim, afirmando uma linguagem musical que cruza geografias e tradições.

NICOTINE'S ORCHESTRA COM NOVO DISCO

 
 












Foto de Vera Marmelo

A Nicotine’s Orchestra, projecto pessoal de Nick Nicotine (The Act-Ups, Dirty Coal Train, Suave, Bro-X, entre dezenas de outras bandas), está de volta em 2026 com um disco intitulado MADMAN STOMP.

Após uma tentativa de lançamento abortada em Dezembro de 2025 (aqui o rapaz achou que podia utilizar uma foto do Maradona na capa mas a realidade e um amigo "advogado" explicaram-lhe que não é assim que funciona), na próxima sexta-feira 11 de Abril, MADMAN STOMP vê a luz do dia cibernética e ficará disponível nas principais plataformas de streaming. A edição em K7 com a capa original ainda está disponível (não contem a ninguém, nem ao meu "advogado" - fica entre nós).

O primeiro single chama-se “I’m never gonna die” e é um hino garage punk apocalíptico - fruta da época, portanto.

O disco foi gravado e misturado no estúdio King em 2025 e, neste momento, a Orchestra prepara-se para apresentar as novas canções ao vivo. Podem apanhar-nos já no sábado, 12 de Abril, no Galo Negro Fest, no Barreiro.







SOAM AS GUITARRAS EM OEIRAS





















O festival Soam as Guitarras dá início à sua 10ª edição já esta semana, com três concertos em Oeiras, nos dias 9, 10 e 11 de abril, assinalando o arranque de um percurso que se prolonga até 30 de maio e passa por Oeiras, Oliveira do Bairro, Póvoa de Varzim, Setúbal e Vila Nova de Cerveira, com estreia nesta edição em Oliveira do Bairro e Vila Nova de Cerveira.

O Auditório Municipal Ruy de Carvalho, em Carnaxide, recebe os primeiros três momentos desta edição comemorativa, que reafirma a guitarra como ponto de encontro entre diferentes linguagens, abordagens e gerações.

O arranque, a 9 de abril, é marcado por um concerto de homenagem a António Chainho, figura maior da guitarra portuguesa e embaixador do festival desde a sua criação. Em Soam as Guitarras para António Chainho, revisita-se o seu legado através de um encontro entre músicos que o acompanharam ao longo dos anos, como Ciro Bertini e Tiago Oliveira, e convidados como José Manuel Neto, Marta Pereira da Costa e Pedro Jóia. Mais do que um concerto, será um momento de celebração e partilha em torno de uma das mais importantes heranças da guitarra portuguesa.

No dia 10 de abril, sobe ao palco Tó Trips & Fake Latinos, num espetáculo que reflete o percurso singular do guitarrista e compositor. Com uma linguagem marcada pelo cruzamento de influências e pela construção de paisagens sonoras cinematográficas, o projeto apresenta temas do álbum Dissidente, numa viagem que oscila entre Lisboa e o mundo, entre a memória e a reinvenção.

A 11 de abril, o festival continua com Silvestre Fonseca, um dos mais reconhecidos guitarristas portugueses da atualidade, que apresenta um concerto em colaboração com o Coro Appassionato e o Ensemble Lusitano. Num formato alargado, o espetáculo cruza guitarra, vozes e cordas num repertório que atravessa diferentes universos estéticos, entre composições originais e recriações, afirmando uma visão contemporânea profundamente enraizada na tradição.

Estes três concertos inauguram uma edição especial que celebra dez anos de existência do Soam as Guitarras, um projeto que ao longo da última década se tem afirmado como um espaço singular de encontro entre artistas, estilos e territórios, com a guitarra no centro da experiência musical.

A programação prossegue ao longo dos meses de abril e maio, com concertos em diferentes territórios do país, reunindo nomes como Manel Cruz & Peixe, Diogo Piçarra (voz e guitarra), Tim & Pedro Jóia, Júlio Pereira, Pedro Caldeira Cabral e Manuel de Oliveira com Selma Uamusse, entre outros.

SOAM AS GUITARRAS 2026
| PROGRAMAÇÃO COMPLETA |

OEIRAS
Auditório Municipal Ruy de Carvalho

ABRIL
9 ABRIL | SOAM AS GUITARRAS PARA ANTÓNIO CHAINHO COM JOSÉ MANUEL NETO, PEDRO JÓIA, MARTA PEREIRA DA COSTA, CIRO BERTINI E TIAGO OLIVEIRA
10 ABRIL | TÓ TRIPS & FAKE LATINOS
11 ABRIL | SILVESTRE FONSECA

MAIO
14 MAIO | EXPRESSO TRANSATLÂNTICO
15 MAIO | JÚLIO PEREIRA
16 MAIO | MANUEL DE OLIVEIRA COM SELMA UMAUSSE

Fábrica da Pólvora, Barcarena
22 MAIO | MANEL CRUZ & PEIXE
23 MAIO | DIOGO PIÇARRA (Voz e Guitarra)

PÓVOA DE VARZIM
Cine-Teatro Garrett

15 MAIO | MANEL CRUZ & PEIXE
16 MAIO | DIOGO PIÇARRA (guitarra e voz)

VILA NOVA DE CERVEIRA
Palco das Artes

15 MAIO | DIOGO PIÇARRA (guitarra e voz)
16 MAIO | MANEL CRUZ & PEIXE
29 MAIO | TIM & PEDRO JÓIA
30 MAIO | PEDRO CALDEIRA CABRAL

SETÚBAL
Fórum Municipal Luísa Todi

28 MAIO | MANEL CRUZ & PEIXE
30 MAIO | DIOGO PIÇARRA (guitarra e voz)

Cinema Charlot Auditório Municipal
| PROGRAMAÇÃO GUITARRAS AO ALTO |

22 MAIO | P.S. LUCAS
23 DE MAIO | MAZELA

Soam As Guitarras é um projeto Câmara Municipal de Oeiras | Ghude
Coprodução: Câmara Municipal Póvoa de Varzim | Câmara Municipal de Setúbal | Câmara Municipal de Oliveira do Bairro e Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira

CÁTIA GONÇALVES AO VIVO EM OVAR





















Cátia Gonçalves
apresenta ao vivo o seu EP de estreia, “O Caminho a Seguir”, no próximo dia 22 de maio, na Escola de Artes e Ofícios, em Ovar. A bilheteira esgotou poucos dias depois de a artista ter anunciado a data de apresentação nas redes sociais. A acompanhar este momento, a artista revela também o novo single e lyric video do tema homónimo do EP.

O concerto assinala a apresentação ao vivo de um trabalho editado a 27 de março, que marcou um ponto de viragem no percurso da artista. Depois dos singles “Diz-me se ela é mais” e “Se o Destino”, Cátia Gonçalves consolidou uma identidade própria no R&B em português, cruzando influências de neo-soul com uma escrita intimista e emocionalmente direta.

“O Caminho a Seguir” nasce de um processo de transformação pessoal, assumindo-se como um espaço de confronto, crescimento e reconciliação. Mais do que um conjunto de canções, o EP reflete um percurso marcado por fragilidade, afirmação e descoberta, onde a artista se propõe a revisitar momentos de dúvida e a encontrar um novo equilíbrio.

É neste contexto que surge o tema “O Caminho a Seguir”, agora apresentado como single. A canção parte de um lugar emocional marcado pela perda, pela solidão e pela incerteza, refletindo um momento em que a artista se sentia “completamente perdida”, questionando o seu caminho pessoal e profissional. A memória do bisavô - a quem o tema é dedicado - surge como ponto de ancoragem simbólica, funcionando como guia num período de instabilidade.

A rosa, elemento central do imaginário do EP, assume aqui um significado particular. Associada à figura do bisavô, torna-se símbolo de esperança e força, representando, nas palavras da artista, “o que simbolicamente me mostra o caminho”.

“O Caminho a Seguir” marca também um momento de consciência. Ao concluir a canção, Cátia Gonçalves reconheceu a necessidade de mudança, identificando aquele estado emocional como um lugar onde não queria permanecer. O tema surge, assim, como ponto de viragem - o início de um processo de reconstrução que atravessa todo o EP.

Musicalmente, o trabalho cruza R&B, neo-soul e pop contemporâneo, com uma abordagem que privilegia o groove, a liberdade rítmica e uma interpretação vocal marcada pela proximidade emocional. Influenciada por discos como “Brown Sugar”, de D’Angelo, e “Baduizm”, de Erykah Badu, a artista constrói uma linguagem própria, onde tradição e contemporaneidade coexistem de forma orgânica.

Natural de Ovar, Cátia Gonçalves tem vindo a afirmar-se como uma das vozes emergentes do R&B nacional, com um percurso marcado pela consistência estética e pela capacidade de criar ligações diretas com o público. O concerto na Escola de Artes e Ofícios surge, assim, como um momento de proximidade e partilha, pensado para transportar para o palco a intensidade e a intimidade do seu universo sonoro.

A apresentação de “O Caminho a Seguir” ao vivo acontece no dia 22 de maio, em Ovar.

BEATRIZ PESSOA AO VIVO





















Beatriz Pessoa sobe ao palco da Casa Capitão, em Lisboa, para o primeiro concerto "Muito Mais" já este sábado, dia 11 de abril. Neste espetáculo a artista conta com uma banda de luxo e convidados especiais.

Depois de lançar um dos álbuns mais ambiciosos da sua carreira no passado dia 27 de março, Beatriz Pessoa prepara-se para estreá-lo em palco e promete uma festa contagiosa e eufórica na Casa Capitão, onde a estrela do alinhamento será o mais recente Muito Mais. O concerto conta também com uma cenografia especial e que promete transportar-nos para o mais recente universo de Beatriz Pessoa.

A artista é acompanhada por uma banda recheada de músicos já experientes e conhecidos da "praça", como Guss, Femme Falafel, Sebastião Bergman, Juliana Anjo, Ana Cláudia e Miguel Marôco como convidado.

Muito Mais, com edição Cuca Monga, é o terceiro longa-duração da carreira de Beatriz Pessoa, mas, nas palavras da artista “sinto sempre que é o primeiro e este é talvez o mais especial. Não só pela parceria feliz e cheia com o Guss (com quem co-produzi o disco) mas com uma espécie de “fazer as pazes” com o meio e as minhas próprias deceções”

E foi desse entusiasmo e frescura que nasceu este novo álbum, onde Beatriz Pessoa percebeu que fazia sentido integrar todas as suas referências sonoras e perder alguns receios do que “é ou não suposto ser”.

O resultado não podia deixar de ser um LP que mistura várias sonoridades e que faz uma ode ao pop e às suas várias fases e ramificações. Em Muito Mais podemos ouvir desde referências aos anos 70 passando pela salsa, música barroca e trap. E se tudo isso é possível, as letras do disco ainda transcendem (muito) mais, numa viagem divertida por comentários satíricos e brincadeiras gramaticais. Passamos pela língua francesa, pelo scat e até mesmo pelo inglês, numa demonstração honesta e real do que são os tempos que vivemos, onde tudo se mistura.

“Senti que faltava mostrar este meu lado mais performativo que é muito quem sou, num disco que traz uma música especial e de certa forma, para mim, mágica”, remata Beatriz Pessoa.

JACARÉU EDITA "ETERNO ESPECTADOR"

 



















Jacaréu
apresenta “Eterno Espectador”, o seu primeiro álbum de longa duração, acompanhado pelo lançamento do single e videoclipe da faixa homónima do disco. O trabalho surge depois da recente participação do músico no Festival da Canção 2026, onde foi um dos autores selecionados através de submissão livre e também um dos intérpretes do tema “O-Pi-Ni-ÃO”.

“Eterno Espectador” nasce de uma experiência pessoal que acabou por ganhar uma dimensão mais ampla. O álbum parte de uma relação de amizade que se tornou abusiva, marcada pela crítica constante e pelo julgamento, mas o conceito expandiu-se ao longo da criação para incluir todos aqueles que opinam sem conhecer - os chamados “treinadores de bancada” e “intelectuais de sofá”, figuras que comentam e desvalorizam o trabalho dos outros sem compreender o processo criativo.

Durante o processo de composição do álbum, uma das músicas destacou-se por possuir características próximas da linguagem do Festival da Canção. O tema foi então reservado para a submissão livre ao concurso, acabando por concretizar um objetivo antigo do artista com a seleção para a edição de 2026.

Editado pela Epopeia Records, “Eterno Espectador” afirma a identidade autoral de Jacaréu, onde poesia, rap e sensibilidade indie se cruzam numa escrita direta e introspectiva. Todos os instrumentais e letras são assinados pelo próprio Jacaréu, com produção de Filipe Survival, que assume também a mistura e masterização do disco. O músico participa ainda com guitarra elétrica no tema “O-Pi-Ni-ÃO” e baixo em “É mais fácil quando corre tudo bem”. O álbum conta também com a participação especial de Ana Margarida nas canções “O-Pi-Ni-ÃO” e “Peter Pan Peter Pan”.

Jacaréu tem vindo a afirmar-se como um viajante do verbo e do ritmo, um verdadeiro artesão do indie-rap. Partindo das palavras cruas da poesia, construiu um universo onde batidas e texturas sonoras nascem pelas suas próprias mãos, criando paisagens musicais que procuram desenhar e dar voz a realidades frequentemente silenciadas.

Autor de temas como “Senhorio”, “Bota a Baixo” e “Escola da Vida”, o músico já percorreu o país de norte a sul, passando por palcos como o Festival Açoteia, Sol da Caparica, Indie Talents, Festival Emersivo, Levante e Sessões NEXT do Festival Emergente, conquistando públicos com uma presença intensa e uma escrita marcada pela observação social e pela rebeldia poética.

Com “Eterno Espectador”, Jacaréu apresenta assim um retrato do seu percurso criativo - um disco que reúne poesia, crítica e ritmo, refletindo sobre o olhar constante de quem observa, comenta e julga, mas também sobre a necessidade de continuar a criar apesar desse ruído.

O álbum será apresentado ao vivo no dia 8 de maio na Boutique da Cultura, em Lisboa.

“Eterno Espectador” já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.

NOVO SINGLR DE TOKYO WANDERER





















@ Joé Duarte

Enterro” é o segundo e último single em antecipação de Last Ditch Effort, álbum de regresso de Tokyo Wanderer.

Nos últimos anos, o alter ego de Nuno Cruz tem-lhe servido para explorar sons de vastas estéticas. Agora, aventura-se por novos caminhos aliado à língua portuguesa, transmitindo uma nova intensidade emocional.

Entre versos em rap e um refrão sombrio, “Enterro” entra num túnel de nostalgia em que são evidentes influências como Da Weasel.

«"Enterro" é uma reflexão sobre o fracasso e a subsequente ansiedade gerada por este. Uma música para quem se sente desanimado e incompreendido. Além disso, sonicamente é uma homenagem a bandas de rap rock dos anos 2000.

Tenho de agradecer ao Ruca, dos Galeria Incerteza, que me levou a experimentar cantar em português neste tema e em outros momentos do álbum. Tenho sentido que a língua portuguesa é uma boa ferramente para mudar o mood das minhas músicas, e nota-se esse contraste entre "Enterro" e "Iron Lungs".»

— Nuno Cruz

Tokyo Wanderer nasce em 2015 quando Nuno Cruz, músico e produtor almadense, se aventura na onda future funk e vaporwave.

Inicialmente, navega influências que convergem em lançamentos únicos repletos de sintetizadores, que chamam a atenção da editora baseada em Hong Kong Neoncity Records, com quem lança Sleepless (2017), e da americana Coraspect, que edita Incubus em 2019.

Após uma década de carreira, Nuno deixa o future funk por um rock electrónico com o lançamento Last Ditch Effort, sem desaprender o groove já estudado.

Lança-se sozinho ao novo álbum, abarcando todos os instrumentos, voz e produção. O resultado são oito faixas pessoais, intensas, e arduamente trabalhadas.

segunda-feira, 6 de abril de 2026

NOVO TEMA DE SILK NOBRE





















@ Arlindo Camacho

Silk Nobre prepara-se para lançar “Construção Civil”, o seu segundo álbum de originais, com edição prevista para Outubro de 2026, e revela já o primeiro capítulo dessa nova fase: “Beleza vs Tristeza”, single disponível a partir de hoje em todas as plataformas digitais. Um tema que cruza sonoridades com raízes cabo-verdianas com uma abordagem contemporânea, desafiando-nos a reflectir sobre o tempo, o envelhecimento e o valor que damos à experiência.

Beleza vs Tristeza” nasce de um olhar crítico e sensível sobre a forma como diferentes culturas encaram o envelhecimento e o lugar dos mais velhos na sociedade.

“Desde criança que fui educado no respeito pelos mais velhos. Sempre gostei de conversar com pessoas muito mais velhas do que eu. Na coluna vertebral africana, duas figuras sempre se destacaram com igual importância: a feminina, matriarcal, e a masculina do ‘mais velho’. Ambos sinónimos de sabedoria.” Reflecte Silk Nobre.

Entre essa herança e a realidade europeia que encontrou, o artista constrói um tema que questiona a forma como o tempo é vivido e valorizado: “Quando cheguei à Europa estranhei a forma como os filhos tratavam os pais, os mais velhos, os avós — como se estivessem a estorvar, muitas vezes colocados em lares, tratados sem consideração nem respeito.”

O resultado é uma canção que se move entre a beleza e a melancolia, entre o ritmo e a reflexão — um convite à dança, mas também a abrandar e a repensar o tempo: “Há qualidades e dádivas que só nos chegam com o passar do tempo, que vêm com a idade. A vida continua — com alegria e tristeza. Uma vida que corre, às vezes mais, às vezes menos.”

Primeiro de três singles que antecipam o novo disco, “Beleza vs Tristeza” abre caminho para um trabalho mais coeso e maduro, onde a palavra ganha ainda mais centralidade e intenção. Um disco que se constrói como narrativa, tema a tema, aprofundando o universo artístico de Silk Nobre.

“A beleza é o meu castigo. Está no sangue.”

Sem nunca abdicar da dança, Silk Nobre afirma-se como um criador que provoca pensamento enquanto nos move — um equilíbrio raro entre corpo e consciência.

NO SALÃO BRAZIL

















Embryo #2
João Pedro Dias e Luis Figueiredo
07 Abril • 21:30

Embryo é o projeto do pianista e compositor conimbricense Luís Figueiredo que, ao longo de cinco sessões mensais, sempre nas primeiras terças-feiras, propõe um espaço de encontro em formato duo com cinco destacados músicos de jazz; em abril, o convidado é o trompetista João Pedro Dias, nascido em Ovar em 1998, que iniciou o percurso musical no trombone antes de se dedicar ao trompete na banda filarmónica de Loureiro, prosseguindo estudos no Conservatório de Música da Jobra e na ESMAE, onde se licenciou em Jazz. Ao longo do seu trajeto, colaborou com nomes como Jeff Lederer, Matt Ulery e Seamus Blake, integrou formações como a Orquestra de Estarreja, a Orquestra de Jazz do Porto e a Orquestra de Jazz de Matosinhos, e participou em concertos e gravações com o Eixo do Jazz Ensemble ao lado de João Paulo Esteves da Silva e Mário Laginha, desenvolvendo atualmente trabalho nos projetos Paira, que editou o primeiro álbum em 2024, e Matéria, que tem estreia discográfica prevista para o mesmo ano.

Abertura de portas: 21:00
Bilhetes: 5 eur • 7 eur
BILHETEIRA ONLINE

NOVO CLIP DE GEORGE SILVER & GOLD

 















Saiu mais um video do disco AVE RARA, lançado em Março. Chama-se GOTAS e foi feito pela Inês Carvalho.
 
Odisco está disponível através do bandcamp da Panama Papers e que estão mesmo a voar.

O GAJO ANUNCIA CONVIDADOS PARA CONCERTO DE CELEBRAÇÃO DE 10 ANOS DE CARREIRA





















O Gajo
revelou os convidados que irão juntar-se em palco no concerto especial de celebração dos seus 10 anos de carreira, agendado para o próximo dia 23 de abril, no B.leza, em Lisboa.

Ao núcleo base do espetáculo — composto por João Morais (O Gajo), acompanhado por Diana, Filipe, João e Isaac — juntam-se agora nomes que ampliam o universo sonoro e simbólico do projeto: José Anjos, na palavra dita; Carlos Barretto, no contrabaixo; Tó Zé Bexiga (RAIA), na viola campaniça; e Vasco Ribeiro Casais (OMIRI), na viola braguesa. Está ainda prevista a participação de um convidado surpresa.

Ao longo do concerto, o formato oscilará entre momentos mais intimistas, com o quinteto em palco, e passagens de maior densidade coletiva, chegando a reunir até dez elementos em simultâneo. Esta alternância reforça a dimensão narrativa do espetáculo, cruzando diferentes linguagens e abordagens dentro do universo d’O Gajo.

O concerto assume-se como um momento de celebração que atravessa passado, presente e futuro de um percurso iniciado em 2016, a partir da viola campaniça, e que ao longo da última década tem vindo a expandir as fronteiras da música de raiz portuguesa.

Partindo desse instrumento matricial, o espetáculo abre-se a uma paleta sonora mais ampla, integrando diferentes timbres e contributos artísticos. O repertório revisita temas marcantes da discografia d’O Gajo e inclui composições de “Trovoada” (2025), disco que marcou uma viragem no projeto ao introduzir uma formação em quinteto, maior densidade rítmica e a presença da palavra.

Este novo momento artístico afirma-se por uma energia mais coletiva e dançável, sem abdicar da carga simbólica e da reflexão que têm marcado o percurso do músico. Entre tradição e experimentação, o concerto constrói-se como um espaço de encontro — entre músicos, linguagens e públicos.

O projeto O Gajo nasceu na primavera de 2016, quando João Morais, depois de anos ligado ao punk rock, se aproxima da música de raiz portuguesa através da viola campaniça. Desde então, o seu percurso inclui centenas de concertos em Portugal e no estrangeiro, com presença em festivais como EUROSONIC, Reeperbahn, WOMEX, Folk Alliance e Festival Imaterial, entre outros, bem como digressões no Brasil, Canadá, Japão e vários países europeus.

Ao longo desta década, editou “Longe do Chão” (2017), “As 4 Estações do Gajo” (2019), “Subterrâneos” (2021), “Não Lugar” (2023), “Terra Livre” (2024) e “Trovoada” (2025), consolidando uma linguagem própria assente na reinvenção da tradição. Em 2024, foi distinguido com o INATEL Award nos Iberian Festival Awards, pelo contributo inovador na música popular.

O concerto de celebração dos 10 anos d’O Gajo no B.leza propõe-se assim como um momento de partilha e afirmação artística, onde a dimensão coletiva ganha novo fôlego e a música se cruza com a palavra, a memória e o presente.

O Gajo & Convidados – 10.º Aniversário realiza-se no dia 23 de abril, às 21h30, no B.leza, em Lisboa. Os bilhetes encontram-se disponíveis na Ticketline.

A ESTREIA DE TELMO PIRES EM LISBOA





















Telmo Pires apresenta em Lisboa o seu mais recente projeto, “Fado Variações”, num concerto marcado para o dia 22 de Maio, às 21h, no auditório do Museu do Fado. O novo EP, produzido por Tiago Machado e lançado a 27 de fevereiro de 2026, já passou por uma aclamada digressão de cinco concertos na Alemanha e teve estreia nacional no Teatro Municipal de Bragança, no dia 7 de Março.

Com uma carreira construída entre Portugal e a Alemanha, Telmo Pires é hoje uma das vozes mais singulares do fado contemporâneo. Artista autodidata, intérprete e autor, tem vindo a afirmar-se pela forma como cruza tradição e modernidade, explorando novas possibilidades dentro da linguagem fadista sem perder o respeito pelas suas raízes. Ao longo dos últimos anos, lançou vários álbuns elogiados pela crítica, apresentou-se em palcos internacionais de referência e consolidou uma identidade artística marcada pela intensidade emocional, pela elegância interpretativa e por uma presença cénica profundamente envolvente.

Em “Fado Variações”, Telmo Pires revisita o universo criativo de António Variações através da estética do fado — um encontro inédito que aproxima dois mundos aparentemente distantes. A liberdade visionária de Variações e a densidade emocional do fado encontram-se aqui de forma natural, unidos pela voz, pela sensibilidade e pela paixão de Telmo. O resultado é um espetáculo poderoso, elegante e profundamente contemporâneo, onde o artista alterna momentos de intimidade com explosões de força dramática, criando um diálogo novo entre memória, identidade e reinvenção.

Este projeto representa mais um passo no percurso singular de Telmo Pires, que continua a explorar o fado como uma música viva, em constante transformação. “Fado Variações” é, assim, uma celebração da criatividade portuguesa e da capacidade de reimaginar canções que fazem parte da nossa memória coletiva, iluminando-as com novas cores e novas emoções.

ELLA NOR E MOGNO EDITAM ÁLBUM COLABORATIVO "DOBERMANN"​





















Fotografia: Guilherme Gomes

Após os singles 'Japão', 'Santa' e 'Matahari' surge o primeiro disco da cantora e compositora com a dupla de produtores, um cruzamento entre a Pop, Ritmos Latinos e Eletrónica. O disco foi misturado e masterizado por Felipe Trujillo (Maluma, Nathy Peluso, Alejandro Sanz).

"Dobermann" é o álbum de estreia de Ella Nor com os Mogno, já disponível em todas as plataformas digitais. Com uma narrativa incisiva e vulnerável, este primeiro projeto colaborativo confirma a cantora e compositora como uma das artistas mais relevantes da cena musical nacional - capaz de transitar entre o próprio reportório e a composição para alguns dos maiores nomes da indústria, como Ana Moura e Bárbara Bandeira - e afirma a dupla de produtores portugueses composta por Bernardo Gonçalves e Luís Sanches - com formação em Londres e Berlim - como artistas por direito próprio. "Dobermann" une a Pop, o lado experimental da Eletrónica e Ritmos Latinos e o resultado é um disco tão íntimo e emocional, como disruptivo e visceral, transversal aos clubes e às rádios.

"Trabalhámos juntos em diferentes ocasiões e tornou-se muito óbvia e necessária esta intenção de criar um projeto nosso. O processo criativo foi muito livre. Já nos conhecemos o suficiente para sabermos onde o nosso “gosto” musical se encontra e o resto foi saltar para o desconhecido, sem medos. A escrita passou muito por voltar a sítios menos bons e sermos vulneráveis. A consciência de força e self empowerment - que estão entre os conceitos do álbum - foram uma consequência de termos ido a esses sítios mais escuros. Há qualquer coisa de muito forte que acontece quando temos coragem de voltar a abrir gavetas que já estavam fechadas a sete chaves", revela Ella Nor.

Sobre o título do disco, a artista refere que "há momentos de vulnerabilidade que passam rapidamente para uma postura mais consciente e agressiva. 'Dobermann' representa a ocasião em que deixas de sobreviver em silêncio e começas a proteger quem realmente és. Tal como o animal que dá nome ao álbum, o projeto explora a tensão entre vulnerabilidade e força, mostrando que o verdadeiro poder nasce quando aprendemos a defender a nossa própria identidade".

"Dobermann" foi escrito por Ella Nor com os Mogno, que assinam também a produção. A produção executiva é de Bruno Mota, MALLINA participa na autoria das faixas 'Matahari' e 'O2', e Tyoz no tema 'Japão'. Além disso, o disco foi misturado e masterizado por Felipe Trujillo - vencedor de dois Grammys Latinos em 2025, pelo trabalho com Alejandro Sanz e reconhecido também pelas colaborações com artistas como Maluma e Nathy Peluso -, e cuja presença confere ao álbum o polimento que Ella Nor e os Mogno procuravam. São exemplo disso os singles 'Japão', 'Santa' e o mais recente 'Matahari'.

Para Ella Nor, o tema 'Japão' "é uma carta aberta à minha filha Alice. Fala sobretudo do medo de falhar, de não saber quem sou agora, de não lhe dar o que ela merece, mas com a consciência de que há beleza nisso tudo. Há esperança no medo". Já 'Santa', o segundo single, "é uma reflexão sobre identidade. Representa a aceitação de que não somos perfeitos, não vamos corresponder às expectativas, mas também não precisamos. Se o 'Santa' está num universo introspetivo e de aceitação, em 'Matahari' já estamos noutra energia. Este som é sobre afirmação, pontapé na porta e mostrar os dentes".

"Dobermann" confirma Ella Nor como uma das cantoras e compositoras mais profícuas e autênticas da sua geração e afirma a dupla Mogno como artistas capazes de trazer ao Pop português uma dimensão latina e de eletrónica contemporânea. O disco contém 9 faixas e está disponível em todas as plataformas digitais.

Ella Nor demonstrou cedo ter uma forte aptidão para a musica. Achava que ia ser pianista clássica - instrumento que começou a estudar aos 4 anos de idade -, mas tornou-se cantora, com uma voz tão poderosa como subtil e uma lirica desarmante e honesta no seu próprio reportório e na composição para artistas como Ana Moura e Bárbara Bandeira.

Cantar é para Ella Nor uma consequência do que escreve e a experimentação e reinvenção têm sido uma constante no seu percurso, até porque nunca se limitou a um único caminho na música. Por isso mesmo, a sua carreira tem-se dividido entre projetos a solo, bandas e colaborações, desde que integrou a primeira banda, Maria Caffe, então com 16 anos.

Tentada desde sempre a expressar-se das mais diversas formas, após a vitória do Festival da Canção em 2015, Ella Nor dedicou-se à composição e produção musical, tanto para si própria como para outros artistas. É vocalista da banda punk rock LEFTY; protagonizou a exposição-concerto "Todas as cartas de amor são ridículas", que uniu música e artes visuais numa interpretação das cartas que Fernando Pessoa escreveu a Ophélia e cuja produção musical ficou a cargo dos Mogno; e lançou com MALLINA o EP "Indústria".

Em 2026, Ella Nor volta a unir-se aos Mogno para o álbum colaborativo "Dobermann". O disco, já disponível em todas as plataformas, apresenta uma mistura de Pop, Eletrónica e Ritmos Latinos.

Os Mogno são uma dupla de produtores portugueses composta por Bernardo Gonçalves e Luís Sanches. Formados em Londres e Berlim, apresentam uma abordagem musical centrada na estrutura melódica, prIviligiando a união entre a cultura urbana, como o Reggaeton e o R&B, e texturas Pop e, sobretudo, Eletrónicas. 

Versados em criar pontes entre géneros musicais que raramente se cruzam no panorama nacional, são reconhecidos pelas colaborações em estúdio com artistas como Blasted Mechanism, Lhast, mantū, MALLINA, Murta, Gui Aly, Yuri NR5 e Pipa. Os Mogno produziram também o novo álbum de Paulo Gonzo.

Após vários anos a moldar o som de artistas consagrados e de novos valores da indústria, os Mogno exploram agora um novo universo e a sua própria identidade artística. Aos singles 'Japão', 'Santa' e 'Matahari' junta-se o álbum de estreia "Dobermann", que resulta da colaboração com a cantora e compositora Ella Nor. 



INÊS APENAS EDITA ÁLBUM DE HOMENAGEM A JOSÉ AFONSO





















Fotografia: Rafaela Lopes

INÊS APENAS apresenta "APENAS ABRIL", uma homenagem a José Afonso em formato álbum e concerto ao vivo. A artista lidera este novo projeto, que reúne temas de uma das figuras mais emblemáticas e revolucionárias da canção portuguesa, também conhecido por Zeca Afonso. Com novos arranjos da autoria de INÊS APENAS, o disco inclui versões contemporâneas pela voz dos novos talentos da música nacional.

"O projeto "APENAS ABRIL" surgiu da necessidade de eternizar a obra de José Afonso, interpretada por artistas da nova geração e com arranjos da minha autoria. Tudo começou numa residência feita com a Carolina Viana e a Joana Rodrigues, dupla conhecida pelo projeto redoma. Foi um momento único que quis, agora, eternizar em disco", afirma INÊS APENAS. A artista acrescenta que "a nossa liberdade nunca está garantida e é urgente passar a palavra, cantá-la constantemente e honrar quem lutou por direitos essenciais no nosso país. É uma necessidade e também uma grande responsabilidade e o reportório do Zeca Afonso reflete essa luta, todos os dias, e é uma honra poder cantá-lo".

O álbum inclui temas como 'Venham Mais Cinco', 'Vejam Bem', 'Cantigas do Maio' e 'Os Bravos', pela voz de INÊS APENAS e dos convidados especiais Bia Maria ('Canção de Embalar'), Inês Monstro ('Era Um Redondo Vocábulo') e o fadista Sérgio Onze ('Que Amor Não Me Engana').

Os concertos de apresentação do projeto "APENAS ABRIL" têm início em Leiria, no Teatro Miguel 
 
Franco, a 10 de abril, com passagens por Ourique, no Cine Teatro Sousa Telles, a 18 de abril, por Lisboa, na Casa Capitão, a 21 de abril, e ainda por Santarém, a 24 de abril, na Ex Escola Prática de Cavalaria (entrada livre).

"Estamos muito entusiasmados por celebrar Abril e o legado do Zeca Afonso nestes concertos ao vivo. Estarei sempre acompanhada pela Carolina Viana e a Joana Rodrigues e contamos, ainda, com os convidados do disco. A nossa geração está acordada e consciente, vivemos imensos desafios diariamente e sabemos a importância da obra que levamos a palco. Vamos cantar e dançar a liberdade", acrescenta INÊS APENAS.

O álbum e concertos "APENAS ABRIL" contam com o apoio da Antena 1.

Cantora, compositora e pianista, INÊS APENAS começou a sua formação musical no Orfeão de Leiria e licenciou-se em Piano Clássico na ESMAE, no Porto. Fez parte dos coros de Surma no Festival da Canção 2019 e foi aí que começou a sua descoberta como artista a solo.

Em 2021 lançou os primeiros singles como INÊS APENAS e em 2022 o EP de estreia “um dia destes”. Foi finalista do Festival da Canção 2023, com o tema 'Fim do Mundo' e editou o segundo EP de originais, "Leve(mente)", trabalho que inclui colaborações com LEFT., na faixa-título, com MALVA e SOLUNA, em 'Tensa' e 'La Nena' (nomeada na categoria de World Music nos International Portuguese Music Awards 2024), que a tornaram na única artista portuguesa com duas canções em simultâneo na playlist EQUAL Global do Spotify e 'Shhinfrim', tema premiado com uma menção honrosa nos Novos Talentos FNAC 2023.

Ainda em 2023, editou o EP "acústico", com versões intimistas a voz e piano de alguns dos seus temas, entre elas uma colaboração com Cláudia Pascoal e o inédito 'LEIRIA NÃO EXISTE', com airplay diário na Rádio Comercial, RFM e Renascença, entrada no Top 50 da plataforma Shazam, em Portugal, e o 15º lugar no Top Canções Virais do Spotify Portugal. Como compositora, INÊS APENAS escreveu ainda temas para vários artistas do panorama musical português como Aurea, IRMA, Catarina Filipe e Blaya, entre outros.

O aguardado álbum de estreia, "ÉTER", foi lançado em outubro de 2024. Coproduzido por INÊS APENAS, o disco inclui colaborações com IRMA, LEFT. MALVA, Milhanas, a participação especial do escritor João Tordo e foi considerado um dos Melhores Álbuns do Ano para a Blitz/Expresso. Ao vivo, a artista tem apresentado os seus originais em salas como o Teatro Maria Matos, Teatro Aveirense, Teatro José Lúcio da Silva e em festivais como o FNAC LIVE, Festival F, Super Bock em Stock e NOS Alive, entre outros.

Em 2026, INÊS APENAS lançou o tema 'Sinto Muito', com airplay diário na Rádio Comercial, RFM, Renascença, Antena 1 e Antena 3.

A MÚSICA DÁ TRABALHO SEGUE CAMINHO PELAS ESCOLAS COM NOVAS PARAGENS ANTES DO VERÃO


Em 2026, A Música dá Trabalho continua o seu percurso junto das comunidades escolares, com o objetivo de aproximar os mais novos do universo da música e de tudo o que acontece antes da música chegar aos seus ouvidos. Ao longo de um dia, o projeto propõe uma experiência onde os alunos descobrem, experimentam e compreendem as diferentes profissões que fazem parte deste universo, desde os bastidores até ao palco, entre elas Compositor, Engenheiro de Som, Editora, Realizador de Vídeo, Técnico de Som e Técnico de Luz. Como ponto de partida, cada aluno recebe um livro d’A Música Dá Trabalho, com textos de Hugo Ferreira e Patrícia Martins e ilustrações de Tenório, que apresenta 22 profissões ligadas à música e convida a pensar em tudo o que acontece antes de uma música chegar aos nossos ouvidos.

Este ano, A Música dá Trabalho já passou por Torres Vedras, Mafra, Paredes e Sesimbra, onde levou a música a diferentes realidades e criou momentos de encontro, descoberta e partilha.

Agora, o caminho continua, com novas paragens e a mesma vontade de chegar a cada vez mais escolas!

Com a chegada dos dias mais quentes, o projeto prepara-se para mais um conjunto de paragens antes do verão.

Entre os dias 5 e 8 de maio, A Música Dá Trabalho passa por Viseu, com concertos de Xico Gaiato (5 de maio), o mais recente artista da Omnichord, que assume a urgência de transformar emoções, tensões e observações sobre a vida em música.

5ª Punkada (6 de maio), outro projeto Omnichord, com a sua energia punk inconfundível, continua a afirmar que a música é um espaço para todos; Aurora Brava (7 de maio), uma banda de rock experimental que traz na sua música elementos de vários subgéneros da música alternativa e A Voz do Rock (8 de maio), o coletivo de avós, que rompem fronteiras do rock entre gerações.

De 11 a 13 de maio, o projeto segue para Vale de Cambra, com Unsafe Space Garden (11 de maio) que trazem uma abordagem mais irreverente e inesperada aos mais novos e Susie Filipe (12 de maio) com um registo mais próximo e emotivo, e contamos ainda com MonchMonch (13 de maio), que vai encher a escola de muita energia e experimentação.

No dia 14 de maio, passa pela Maceira, com o regresso da 5ª Punkada para mostrar que em palco não há limites quando há vontade de criar e partilhar!

O percurso continua em Loulé, nos dias 19 e 20 de maio, onde se encerra este ciclo antes do verão, com dois momentos ainda por revelar.

Mais do que um dia nas escolas, A Música dá Trabalho é um espaço de descoberta, onde a música se torna ponto de encontro entre alunos e o mundo artístico. É um projeto que mostra que a música não vive só no palco, mas em todas as pessoas e profissões que a tornam possível.

Seguimos com a mesma vontade de sempre: continuar a levar a música, as suas histórias e os seus caminhos a cada vez mais escolas, criar memórias que, para muitos, começam aqui.

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FRANCISCO FONTES EDITA “CAPOTAR”


 












Fotografias Francisco Fontes. Créditos de Raquel Almeida.

Francisco Fontes, cantautor da Nazaré, lança Capotar, com a agência e editora lisboeta louva-a-deus. Os singles “Susto” e “Copiloto” fazem parte deste trabalho.

 
Capotar é o nome do segundo longa-duração na ainda curta carreira de Francisco Fontes, músico que em 2023 se apresentou ao mundo com o disco de estreia Cosmopolita. Sempre tão observador quanto atento ao que o rodeia, entrega agora um novo álbum íntimo, delicado e com uma identidade sonora e lírica muito própria.

Capotar é, nas palavras de Francisco Fontes, “uma reflexão sobre a perda de controlo que por vezes nos acontece de forma súbita. A narrativa inicia-se de noite, num tom levemente sombrio, atravessa a noção de se estar só e termina com um certo otimismo ao nascer a ‘Primavera’” - a sétima faixa de um disco aconchegante e imersivo, debruçado na simplicidade e gentileza, com influências sonoras da música pop independente portuguesa mesclada com traços da música folk e alternativa anglo-saxónica.

O álbum é um conjunto de 9 canções interligadas e que em conjunto são uma narração.

Com as letras todas compostas por Francisco Fontes, denota uma poesia sensível e que nos motiva a deambular e a ter vagar para a sua audição. Um bonito e fraterno convite à morosidade contemplativa, num mundo cada vez mais assoberbado de rapidez e imediatismo.

O primeiro concerto e celebração de Capotar ao vivo acontece a 9 de abril no Rés do Chão da Casa Capitão, em Lisboa, e os bilhetes já estão disponíveis. Este será o espetáculo de apresentação ao vivo do novo disco e o primeiro de uma digressão nacional com mais datas a anunciar em breve.

Na Casa Capitão, Francisco Fontes apresenta-se em formato banda, com Miguel Marôco (teclas), Pedro Branco (guitarra elétrica), Tomás Simões (baixo) e João Carriço (bateria).

Biografia do autor: 

Em 2023, inspirado pela agitação da cidade, lança Cosmopolita, considerado um dos melhores discos nacionais desse mesmo ano pela rádio Super Bock Super Rock e com destaque nos Novos Talentos Fnac.

“Cosmopolita” passou por salas como o Musicbox ou a ZDB, bem como pelo Festival Cuca Monga. Em abril de 2024, Francisco Fontes teve a oportunidade de atuar pela primeira vez fora do país, em Itália, com dois concertos em Milão.

Entre 2020 e 2025, integra como baterista os projetos Miguel Marôco, Celso, Península e Zaratan. Conta também com uma colaboração com A Sul, em 2024, na canção ‘Caminho e Meio’ gravada ao vivo na Cossoul e com MALVA, no tema ‘rajada’, que integra o disco “poros”, editado em 2025.

No arranque de 2026 revela ‘Copiloto’, canção que apresenta no Festival da Canção da RTP e que faz parte também de Capotar, seu segundo disco em nome próprio, agora editado. Parte deste álbum está também o single ‘Susto’.