quinta-feira, 21 de maio de 2026

DISCO DE OLA HAAS SAI AMANHÂ





















ⓒ Francisco Fidalgo

De mãos dadas à melancolia e escuridão que têm encoberto os nossos dias, Ola Haas chegam a 2026 com Onde a consciência desagua, um álbum que serve de grito exasperado face o atual mundano desgastante.

O baixo e letras de Miguel Freitas aliam-se a baterias incisivas de João Ribeiro na criação de um universo próprio, navegado efusivamente pelo duo baseado em Lisboa, servindo-se da linguagem grunge já antes explorada para transmitir frustrações políticas, laborais e existenciais, adornadas por referências à cidade que os rodeia.

Onde a consciência desagua já está disponível nas plataformas de streaming e em formato CD, com selo da Ticket to Ride Records.

Onde a consciência desagua é um aglomerado de canções onde se juntam frustrações quotidianas, momentos no tempo, vivências passadas e tudo mais — o que não faltam são motivos para fazer canções, canalizando o que vibra à flor da pele.

"Transformamos situações desagradáveis em refúgios sonoros, repletos de humor sardónico ou honestidade bruta, com a franqueza de quem escreve um diário.

Reforçados por uma nova coesão criativa entre mim e o João, considero este álbum um trabalho mais sólido em comparação com o anterior Não sou a mesma pessoa todos os dias (2023), seguindo, ainda assim, o mesmo fio condutor.

Onde a consciência desagua é uma história em 14 capítulos, porto seguro para as vicissitudes de uma vida urbana repleta de volatilidade instintiva e momentos ora cálidos, ora dolorosos."

— Miguel Freitas

Ola Haas é para quem gosta de rock crú — daquele que sai da garagem direto para o estúdio.

Miguel Freitas debita frustrações em lírica incisiva, enquanto alterna um baixo carregado de distorção com riffs mais limpos, sem abandonar o universo lo-fi. A acompanhá-lo, João Ribeiro molda baterias implacáveis às dinâmicas cautelosamente exploradas pelo duo.

Desde os gigantes do grunge Nirvana, a artistas independentes portugueses como Pega Monstro e Vaiapraia, Ola Haas adota um slacker rock contemporâneo próximo de Courtney Barnett ou The Bug Club, com mais melancolia à mistura.

Depois do primeiro longa-duração Não sou a mesma pessoa todos os dias (2023), Ola Haas lançam agora Onde a consciência desagua, dia 22 de maio.

AGENDA BAIRRO DA MÚSICA















PRÓXIMOS CONCERTOS


21 MAI> Couple Coffee | Com Alegria a Caetano Veloso @ atmosfera m, Lisboa

21 MAI> Jorge Palma @ Evento Privado

28 MAI> Couple Coffee | Um Olhar a Rita Lee @ atmosfera m, Lisboa

29 MAI> Gabriel Gomes @ Casa do Povo de Santo Estevão, Tavira

30 MAI> Frankie Chavez @ Teatro Municipal, Guarda

05 JUN> Pedro Moutinho @ a anunciar

10 JUN> Gabriel Gomes @ Panorama, Alcobaça

10 JUN> Luísa Sobral @ Evento Privado

10 JUN> Pedro Moutinho @ a anunciar

12 JUN> Gabriel Gomes @ Feira do Livro, Lisboa

13 JUN> Virgem Suta @ a anunciar

17 JUN> Pedro Moutinho e Hélder Moutinho | Os Poetas Convidados @ Casa da Música, Porto

19 JUN> Frankie Chavez @ H.O.G Rally 2026 Harley-Davidson, Cascais

19 JUN> Mazgani @ a anunciar

20 JUN> Zeca Medeiros @ a anunciar

26 JUN> Blind Zero @ Casa das Artes, Miranda do Corvo

28 JUN> Luísa Sobral @ a anunciar

RUSSO COM NOVO SINGLE

 



















Russo apresenta "OURO", o segundo single do seu próximo álbum "O Último Fecha a Porta”. A faixa dá continuidade ao novo ciclo artístico do artista vianense e fixa uma ideia central: não há arrependimento porque há uma lição.

Em "OURO", o foco não está no arrependimento. A música olha para trás sem romantizar nem apagar o que aconteceu: se ensinou alguma coisa, então também teve valor.

Natural de Viana do Castelo, Russo tem vindo a afirmar-se como vocalista, compositor e produtor com uma abordagem autoral marcada pela mistura entre vulnerabilidade, firmeza e uma escrita muito própria.

Em "OURO", o foco não está no arrependimento. A música olha para trás sem romantizar nem apagar o que aconteceu: se ensinou alguma coisa, então também teve valor.

Musicalmente, Russo mantém-se num universo urbano e melódico, no caso deste novo single cruza hip hop contemporâneo com influências de jungle. O resultado procura equilibrar energia e ginga com uma escrita pessoal, direta e emocionalmente honesta.

Dentro de "O Último Fecha a Porta", "OURO" surge como uma viragem interior. Não é um tema sobre pedir desculpa ao passado, mas sobre mudar a forma de o carregar. O álbum parte dessa tensão: nem sempre controlamos o que nos acontece, mas podemos escolher o que fazemos com isso.

Natural de Viana do Castelo, Russo constrói a sua identidade a partir de vários lugares e fases de vida, incluindo a Holanda, Viana e Lisboa. A ligação ao Minho e ao Norte aparece como atitude, não como postal bonito: uma dureza própria, um sabor diferente e uma forma de estar que o artista quer trazer para a música e para a imagem do projeto.

MEAJAZZ & BLUES REGRESSA À MEALHADA


O Meajazz & Blues regressa ao Jardim do Luso, na Mealhada, nos dias 3 e 4 de julho, para mais uma edição de entrada gratuita dedicada ao jazz, blues e soul. Tó Trips & Fake Latinos, Frankie Chavez, Cabrita e Mirla Riomar são alguns dos nomes confirmados para um cartaz que volta a reunir artistas nacionais e internacionais num ambiente ao ar livre marcado pela diversidade sonora e pela proximidade com o público.

Com produção e curadoria da Luckyman Music, em parceria com a Câmara Municipal da Mealhada, o festival tem vindo a afirmar-se como um espaço de programação consistente e acessível, reforçando o compromisso com a democratização cultural e com a valorização do território através da música ao vivo.

Ao longo de dois dias, o Meajazz & Blues propõe um percurso que cruza diferentes linguagens musicais - do blues mais clássico ao jazz contemporâneo, passando por abordagens híbridas, tropicais e autorais - reunindo projetos com percursos consolidados e forte dimensão performativa.

A programação arranca no dia 3 de julho, pelas 20h00, com DJ Rui Rosa, responsável pela seleção musical e ambientação sonora do festival. Às 20h30 sobe ao palco Luís Martelo & His Band, seguindo-se Peter Storm & The Blues Society, às 21h30. A noite encerra às 23h00 com Tó Trips & Fake Latinos, projeto liderado por Tó Trips que cruza sonoridades latinas, rock e folk instrumental numa abordagem marcada pela improvisação e pela construção atmosférica.

No dia 4 de julho, o festival começa mais cedo, às 17h00, com a animação de rua a cargo de Desbundixie. A programação noturna retoma às 20h00 com DJ Rui Rosa, seguindo-se Cabrita, às 20h30, músico e compositor que tem desenvolvido um percurso singular entre jazz, música experimental e fusão contemporânea. Às 21h45 atua Mirla Riomar, cantora brasileira radicada em Portugal, cuja linguagem cruza afrobeat, ritmos afro-brasileiros e soul. O encerramento do festival fica a cargo de Frankie Chavez, às 23h00, músico português que tem vindo a afirmar uma abordagem muito própria ao blues e folk contemporâneo, marcada pela utilização de lap steel guitar e pela exploração rítmica.

Desde a sua criação, o Meajazz & Blues tem vindo a consolidar-se como um espaço de encontro entre públicos, linguagens musicais e experiências culturais distintas, privilegiando uma programação cuidada e de acesso livre num dos cenários naturais mais emblemáticos da região centro.

LOTO RECUPERAM CATÁLOGO HISTÓRICO E CHEGAM AO STREAMING PELA PRIMEIRA VEZ














Durante mais de duas décadas, ouvir os Loto implicava procurar CDs esquecidos, vinis guardados em prateleiras ou ficheiros partilhados entre quem os acompanhou nos anos 2000. Numa era anterior ao streaming, grande parte da obra do grupo ficou fora das novas formas de escuta e descoberta musical. Isso muda agora.

Pela primeira vez, toda a discografia dos Loto chega às plataformas digitais, recuperando uma das obras mais originais da pop electrónica portuguesa da primeira metade dos anos 2000.

"Parece que houve toda uma vida entre o final dos Loto e hoje. Passaram-se 20 anos desde o último disco e 16 desde o último concerto. Com excepção dos velhos CDs, não deixámos forma de passar a nossa discografia para ficar na escuta de quem fosse. Enterrámos a nossa música numa cápsula do tempo e, há alguns meses, decidimos que seria hora de a abrir. Se calhar tínhamos só saudades nossas"

LOTO

Uma discografia completa, finalmente acessível

O lançamento inclui o EP Swinging on a Star, os álbuns The Club (2004) e Beat Riot (2006), e We Love You (2005), edição de remisturas de The Club. Junta-se-lhe We Love You Too, novo volume com remisturas de Beat Riot nunca antes disponibilizadas, e um álbum de novas versões gravadas ao vivo este ano.

Formados no final dos anos 90 em Alcobaça por Ricardo Coelho, JT e Pedrosa, os Loto tornaram-se um dos nomes mais relevantes da música electrónica portuguesa do período. Depois do impacto inicial de Good Feeling, foi com Back to Discos — retirado de The Club — que a banda alcançou o topo do airplay nacional e consolidou um percurso singular dentro da pop portuguesa.

The Club foi produzido pelos próprios Loto e por Armando Teixeira, e masterizado por Nilesh Patel (nome associado a trabalhos com Chemical Brothers, Daft Punk, Air, Pulp e Pet Shop Boys). O disco tornou-se uma referência da pop nacional daquele período e ajudou a consolidar a chamada "Madbaça", expressão que ficou associada à inesperada efervescência musical saída de Alcobaça nos anos 2000.

Em 2006, Beat Riot contou com colaborações de Peter Hook (Joy Division, New Order) e Del Marquis (Scissor Sisters). Ao longo de sete anos, a banda editou três álbuns, realizou mais de 400 concertos e passou por praticamente todos os grandes festivais portugueses, Paredes de Coura, Sudoeste, Super Bock Super Rock, Alive, partilhando palco com New Order, Scissor Sisters, Black Eyed Peas, The Hives, MGMT e Vampire Weekend. A banda encerrou actividade em 2010.

O grupo não descarta um regresso especial aos palcos, sobre o qual serão divulgados detalhes em breve. O formato, ainda a ser definido, deverá revisitar o universo clubbing e electrónico dos anos 2000 através de novas versões do repertório.

SARDINHAS COM BIGODES COM NOVO EP





















As Sardinhas com Bigodes apresentam o seu mais recente trabalho, “PUTOS A CRESCER”, um EP com seis temas que explora a sonoridade indie folk com a identidade portuguesa. Dos bairros de Lisboa nasce uma viagem melódica que une as raízes da música tradicional portuguesa com
sonoridades modernas.

"Mil Escadinhas” é o primeiro single que serve de porta de entrada para este universo. A canção celebra a infância vivida no bairro do Castelo, onde a rua era a extensão da casa e o cenário ideal de liberdade para "errar e aprender".

Este trabalho destaca-se por uma panóplia de harmonias de vários instrumentos que vão desde a percussão tradicional portuguesa, cavaquinho e acordeão, até aos sopros, bateria, baixo, guitarras e teclas.

“PUTOS A CRESCER” estará disponível em todas as plataformas digitais a 29 de Maio.

ZIGURFEST REVELA CARTAZ





















Festival acontece entre 20 e 22 de agosto e tem entrada livre; cartaz cruza comunidade e alguns dos nomes essenciais da música nacional

O ZigurFest regressa a Lamego entre 20 e 22 de agosto de 2026 e já revelou o cartaz para uma edição que volta a afirmar o festival como espaço de descoberta, encontro e exploração. Com entrada livre, o evento ocupa novamente os lugares que lhe deram identidade — Teatro Ribeiro Conceição, Rua da Olaria, Alameda e Bairro da Ponte — transformando as ruas da cidade em palco para três dias de concertos, residências e experiências partilhadas.

O cartaz de 2026 reúne propostas que atravessam diferentes geografias sonoras e linguagens artísticas, espelhando as inquietações e possibilidades do presente. Estão confirmados Aires e Dan Iro, com o seu ambient imersivo; a subversão minimalista de Plano Trifásico; a música celebratória de La Familia Gitana; e Vasco Alves, que estará em residência artística na cidade com foco na exploração psicoacústica de diversos espaços de Lamego.

A programação inclui ainda o encontro da imprevisível Tribo Improviso (dirigida por Bá Álvares com os utentes da Associação Portas Prá Vida) com Dora Vieira e David Machado, bem como a energia de Mangualde e Prado, a introspeção de Riva Mut, o rock em forma de canção das Lesma, o punk descomprometido de Clarisse e os Desviados, o rock feérico dos Alomorfia e a libertação sónica dos KIK.

Mais do que um alinhamento de concertos, o ZigurFest mantém a aposta numa experiência construída a partir da comunidade e do encontro entre artistas, público e cidade. A organização reforça também o compromisso de continuar a fazer do festival um espaço seguro de diversidade, inclusão e respeito, convidando o público a participar numa celebração onde a música serve de ponto de partida para a partilha e a descoberta.

A edição de 2026 assinala ainda um momento de transição para o festival, anunciada como a última vez em que o ZigurFest acontece apenas no pico do verão, deixando em aberto novos caminhos para o futuro.

O programa completo será anunciado nas próximas semanas. A entrada é livre.

O SIMPLESMENTE E LUTO JUNTOS EM SINGLE





















fotografia por Carolina Parente

“desenho novo” é o novo single de O Simples Mente, projeto artístico de Leo Amorim, em colaboração com luto, alter ego musical de Fred Severo. Editado em parceria entre a Biruta Records e a Trash Cat Records, o tema marca mais um passo na nova fase criativa do artista natural de Viana do Castelo, enquanto prepara o seu álbum de estreia.

A canção nasce de uma reflexão sobre liberdade, inquietação e a sensação persistente de nunca se estar completamente satisfeito. Entre a procura por outro caminho, outra forma de estar ou outra versão de si mesmo, “desenho novo” fala desse impulso constante de recomeço — a vontade de redesenhar o presente quando aquilo que existe já não parece suficiente.

Ao longo do tema, a voz de O Simples Mente cruza-se com as linhas de baixo de Fred Severo, que acompanham a música de forma contínua, quase como uma conversa paralela. Entre o baixo e o flow de OSM cria-se uma lógica subtil de pergunta-resposta, dando corpo à tensão interna que atravessa a canção: o desejo de avançar, mesmo quando não se sabe exatamente para onde.

O single é acompanhado por um vídeo live simples e intimista, no qual O Simples Mente surge a cantar enquanto, em segundo plano, duas pessoas jogam ping-pong. A peça homenageia uma pequena “tribo” de Barcelona que se junta em torno do jogo, num espírito comunitário semelhante ao da cultura skate.

A capa do single foi criada a partir de um quadro original de Guilherme Conde, pintado em diálogo direto com o universo emocional do tema.

“desenho novo” já se encontra disponível nas principais plataformas digitais e no Bandcamp da Biruta Records.

O Simples Mente é o projeto artístico de Leo Amorim, artista e produtor natural de Viana do Castelo. A sua música nasce de uma escrita íntima e observacional, onde a palavra funciona como escape ao overthinking e como ferramenta de autoexploração. Desde a estreia em 2019 com “Girassol”, tem construído um percurso marcado pela experimentação entre hip-hop, lo-fi e pop alternativo, com edições como “Vino Blanco at 4AM”, com Leexo, e “O Puto”, com Marrquise.

Em 2025, iniciou uma nova fase ao integrar a Biruta Records, onde editou o EP de estreia a solo “ATROPELEI-ME”. O trabalho inclui singles como “QUANTOS QUERES” e “VENTOSO”, que conquistaram espaço em algumas rádios nacionais e ajudaram a alargar o alcance do projeto. Enquanto prepara o álbum de estreia, O Simples Mente continua a editar singles em nome próprio e a colaborar com outros artistas, como intérprete e produtor.

LUIZ CARACOL HOMENAGEIA JOSÉ MÁRIO BRANCO





















No próximo dia 25 de maio, data do aniversário de José Mário Branco, Luiz Caracol edita uma nova versão de “Eu Vi Este Povo a Lutar”, numa sentida homenagem a uma das figuras maiores da música e da intervenção cultural portuguesa.

Mais do que revisitar uma canção emblemática, esta edição propõe um encontro contemporâneo com uma obra que continua profundamente viva no imaginário coletivo português. Produzida e gravada por Luiz Caracol e Rui Pedro Pity, a nova interpretação apresenta um arranjo moderno e pessoal, respeitando a força original da composição enquanto lhe acrescenta uma nova dimensão estética e emocional. A mistura e masterização ficaram a cargo de Ivo Costa (Bateu Matou).

Para Luiz Caracol, esta homenagem nasce de uma relação profunda com a obra de José Mário Branco:

“Há canções que não se escolhem. Que chegam antes de qualquer decisão, enraizadas em qualquer coisa que está dentro de nós antes mesmo de sabermos o seu nome. “Eu vi este povo a lutar”, de José Mário Branco, é uma dessas canções para mim.
JMB foi — e continua a ser — uma referência incontornável. Não apenas pela força política e humana da sua obra, pelo modo como soube transformar a resistência em beleza e a luta em poesia, mas também pela sofisticação com que construiu o seu universo sonoro. Os seus arranjos, a sua visão, a sua estética, a sua recusa em simplificar — tudo isso moldou profundamente a forma como entendo a música e o que ela pode ser.
Esta gravação nasce desse lugar de admiração e dívida. Eu e Rui Pedro Pity quisemos fazer uma versão com um forte cunho pessoal — não apenas mais uma interpretação, mas um encontro sentido e verdadeiro com a canção. Um arranjo elaborado e moderno, gravado na íntegra pelos dois, onde cada escolha é um gesto de escuta e de homenagem. A mistura e masterização ficaram a cargo de Ivo Costa (Bateu Matou), que soube preservar e ampliar tudo o que queríamos dizer.
Há muito que queria fazer isto. Pois era uma dívida antiga, agora paga com o maior dos respeitos e a maior das admirações.”
— Luiz Caracol

A edição é também acompanhada por um testemunho de Pedro Branco, filho mais velho de José Mário Branco, que sublinha a dimensão afetiva e artística desta recriação:

“Uma versão não é apenas uma nova interpretação. É uma homenagem feita da pele do que somos feitos, do tempo que damos ao namoro da obra, do lugar que escolhemos para, numa forma muito própria nossa, dizermos: Eis como me quero incluir na tua canção. “Eu vi este povo lutar”, uma canção feita de força, de bombos e de rua, transforma-se, agora, na mão dada que o Luiz resolve dar ao Zé Mário. É assim que te quero cantar, meu Mestre. Desta forma minha de saborear e de pintar a existência, a luta, os grandes valores da nossa passagem por esta vida. Obrigado, Luiz, por teres tido esta ousadia e teres conseguido tatuar, de uma forma tão tua, o teu nome nesta fundamental canção das nossas vidas.”

— Pedro Branco

MARIANA ALEIXO LANÇA DISCO DE ESTREIA





















Mariana Aleixo apresenta “Génese”, o álbum de estreia da artista. Composto por 11 temas originais escritos, compostos e produzidos pela própria artista, o disco chega como um projeto conceptual centrado na transformação emocional, na identidade e na emancipação feminina.

Natural de Coimbra, Mariana Aleixo tem vindo a construir uma linguagem artística própria, entre a intimidade, vulnerabilidade e força. Em “Génese”, essa identidade ganha forma através de uma fusão entre pop contemporâneo e referências à música portuguesa e ibérica, cruzando elementos de fado, flamenco, ritmos africanos, latinos e música popular portuguesa.

Mais do que um conjunto de canções, “Génese” funciona como uma narrativa contínua. Ao longo do álbum, cada faixa representa uma etapa de um percurso de consciencialização, ruptura e reconstrução pessoal. Através de uma escrita simbólica e visual, Mariana aborda temas como abuso emocional, dependência, repressão, perda de identidade, autonomia e libertação, refletindo sobre estruturas culturais e emocionais ainda profundamente presentes no contexto doméstico e relacional.

A nível sonoro, o disco acompanha essa narrativa através de contrastes entre delicadeza e intensidade, tradição e contemporaneidade. A voz assume um papel central, conduzindo um universo musical que procura unir diferentes referências culturais presentes em Portugal, sem perder o carácter íntimo e confessional da composição.

Sobre o álbum, Mariana Aleixo explica: “O objetivo deste projeto é quebrar tabus e trazer este tema para cima da mesa, para que quem já foi vítima de abuso e violência dentro do lugar, ou da pessoa, a que chama casa, não se sinta sozinho. Há que desconstruir, especialmente, o ideal romântico que se está a voltar a popularizar em torno da dependência e submissão da mulher.”

“Génese” representa o primeiro capítulo discográfico da artista e apresenta Mariana Aleixo como uma nova autora e produtora a acompanhar no panorama nacional, apostando numa construção artística coerente, conceptual e profundamente pessoal.

SÉRGIO GODINHO PREMIADO PELA SPA

 



















Por ocasião do "Dia do Autor Português" e da celebração do 101º aniversário da Sociedade Portuguesa de Autores, Sérgio Godinho será agraciado com o "Prémio Vida e Obra" em cerimónia a decorrer naquela instituição no próximo dia 22 de Maio.

Uma distinção atribuída pelos pares àquele que é há muito apelidado de "o escritor de canções". Com mais de cinco décadas de actividade criativa, Sérgio Godinho publicou até à data mais três dezenas de registos discográficos, entre discos de originais, ao vivo e em colaboração. Mais recentemente, a par da sua actividade em palco, a sua atenção tem-se focado na escrita ficcional, com a publicação de títulos em diversos géneros literários, como a poesia, o romance ou os contos.

O "Prémio Vida e Obra" enaltece, como alguns outros recebidos nos últimos anos, a vitalidade criativa de Sérgio Godinho e a importância que a sua obra representa enquanto testemunho do quotidiano nacional de mais de meio século.

Aliás, testemunho de que a sua inquietude se mantém, é de já atingidas as oito décadas de vida manter uma agenda profissional profícua, dividindo-se entre os concertos, as apresentações literárias e a escrita, estando previsto para o último trimestre deste ano a publicação de um novo livro.

Na companhia de "Os Assessores", a banda que o acompanha há mais de duas décadas, irá no próximo mês de Junho subir ao palco de três dos festivais que marcam o início do Verão: em Ílhavo, no dia 6, no Festival Rádio Faneca, em que contará com a participação de Samuel Úria; no dia 20, em Vila Real, no Rock Nordeste; e a 25, mais a Sul, marcará presença no Festival Med Loulé.

Também nas próxima semanas, a sua actividade literária, nomeadamente o livro de contos "Como se não houvesse amanhã", será destacada nalguns eventos nacionais, com passagens por Montalegre, Guimarães, Vieira do Minho, Lisboa, Coimbra ou Sertã.

Variadas oportunidades para descobrir um pouco mais do que motivou, e ainda motiva, Sérgio Godinho na sua escrita.

(fotos de Rita Carmo e Arlindo Camacho)

AGENDA
28MAI / ANADIA / ÀS QUINTAS NO MUSEU_CONVERSA
29MAI / MONTALEGRE / FEIRA DO LIVRO_APRESENTAÇÃO LITERÁRIA
30MAI / GUIMARÃES / FESTIVAL LITERÁRIO CONTARINHAR_APRESENTAÇÃO LITERÁRIA
04JUN / VIEIRA DO MINHO / FEIRA DO LIVRO_APRESENTAÇÃO LITERÁRIA
06JUN / ÍLHAVO / FESTIVAL RÁDIO FANECA_CONCERTO
03JUL / LISBOA / FEIRA DO LIVRO_SESSÃO DE AUTÓGRAFOS
20JUN / VILA REAL / ROCK NORDESTE_CONCERTO
21JUN / COIMBRA / FEIRA DO LIVRO_APRESENTAÇÃO LITERÁRIA
25JUN / LOULÉ / FESTIVAL MED_CONCERTO
03JUL / SERTÃ / MARATONA DA LEITURA_APRESENTAÇÃO LITERÁRIA
02AGO / MONCHIQUE / FEIRA DO LIVRO_APRESENTAÇÃO LITERÁRIA
14AGO / PAREDES DE COURA / VODAFONE PAREDES DE COURA_CONCERTO
26SET / LISBOA / FESTIVAL CUCA MONGA_CONCERTO COM ZARCO

INÊS MARXX ESTREIA-SE COM O TEMA 'SABER A QUE SABE'

















Fotografia: Bruna Oliveira

Atriz e cantautora, Inês Marxx apresenta agora o primeiro single 'saber a que sabe'. O original surge como cartão de visita para a nova faceta artística e o EP de estreia, com lançamento previsto para o segundo semestre de 2026. Escrita e composta pela própria, produzida por Joana Rodrigues (da dupla redoma), com arranjos de guitarra de Beatriz Madruga e direção vocal de Carolina Viana (conhecida artisticamente como MALVA), 'saber a que sabe' é uma balada folk-pop sobre escolher ficar ou compreender a dor do "ir embora" por amor, para preservar algo maior do que nós.

"Esta canção foi escrita como um pedido de desculpa a alguém muito amado. Serve aqueles momentos em que magoamos a nossa pessoa e estamos tão tristes e cansados que achamos que a única solução é desistir. até nos apercebermos de que, se calhar, só é preciso um abraço, um poema, uma canção, que nos relembre que ainda estamos juntas nisto", revela Inês Marxx. Segundo a artista, o tema escrito em 2023 significa "regressar a um eu do passado, a uma versão de mim que já não existe e que me fez levantar o tapete e aceder a lugares emocionais muito específicos e nem sempre belos mas com o desafio de fazer as pazes com essa versão e acolhê-la com carinho".

Sobre o processo de gravação, Inês Marxx conta que "a Carolina Viana, a Beatriz Madruga e a Joana Rodrigues foram essenciais para fazer sobressair essa beleza inerente ao fim, às transformações e às possibilidades do depois do fim, sempre atentas aos detalhes técnicos e enaltecendo este tema tão simples com a sua visão e contribuição artísticas". O tema é acompanhado por um vídeo realizado por João Carmo.

"O videoclipe foi idealizado pelo João Carmo, realizador e fotógrafo com uma sensibilidade muito peculiar e um olhar belíssimo sobre a angústia e o amor. O desejo de trabalharmos juntos era antigo e esta foi a oportunidade perfeita para unirmos os nossos universos num só: música, poesia e cinema", explica Inês Marxx. O clipe de 'saber a que sabe' retrata a relação de duas mulheres que se amam profundamente mas, como conta a artista, "chegam a um ponto em que compreendem que já não estão capazes de continuar a caminhar juntas e precisam de soltar as mãos como verdadeira prova de amor". À equipa juntaram-se ainda Pablo Guerrido Carreras, na cinematografia, Bruna Oliveira, na direção de arte, Eliseu Ferreira, na maquilhagem, e a atriz Cecília Borges.

Sobre o EP de estreia, a cantautora desvenda que será constituído por 6 temas que "exploram a delicadeza na voz cantada com o foco na palavra, ao que ela remete, o espaço que cria. A poesia toma o som como veículo, porque quer tocar o outro e, na melhor das hipóteses, conversar. Estas canções são objetos muito íntimos e que querem celebrar a vulnerabilidade no seu esplendor: o amor queer, as dores de crescimento e um olhar poético sobre a minha experiência do que é amar".

O curta-duração de Inês Marxx tem edição prevista para o segundo semestre deste ano. O primeiro single, 'saber a que sabe', já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.

Natural do Porto, Inês Marxx é atriz e cantautora. Estudou Guitarra e Canto no Conservatório de Música do Porto. Na ACE - Escola de Artes, realizou o curso de Interpretação e licenciou-se, mais tarde, em Teatro, na ESTC (Escola Superior de Teatro e Cinema).

Como atriz, integrou os projetos "Tempo Para Refletir" e "Louise Michel" de Ana Borralho e João Galante. Em 2022, estreou-se como criadora em "Efeito Berbereta", com Joana Brito Silva - uma produção do Lobby Teatro na qual a artista e escreveu e compôs canções pela primeira vez. Realizou projetos para a infância com a Associação Plasticena e projetos de Intervenção Social com a Associação USINA. Mais recentemente, como atriz e cantora, integrou o elenco de "Quis Saber Quem Sou", de Pedro Penim, "Thérèse Martin", de Matilde Trocado e "A Pequena Sereia no Gelo", de Sissi Martins.

Em 2026, estreia o seu projeto musical de originais. Inês Marxx é "um lugar entre lugares, uma oscilação, uma provocação, a resposta que vem nos sonhos, a versão 2.0, é o que ela quiser ser e o que ela precisar de ser, quando precisar de ser, é o antes e o depois, é a princesa, a atriz, a poeta, a ativista dos pequenos gestos, a integração de todos os contrastes e incoerências, é uma dança, um flirt constante com a vida e o mundo". O primeiro original do projeto, 'saber a que sabe', já se encontra disponível em todas as plataformas digitais. O EP de estreia, com 6 temas, tem edição prevista para o segundo semestre deste ano.

PROGRAMA DE 20/06/26

1 - Sara Correia - Avisem que eu cheguei
2 - Raquel Tavares - Trigueirinha
3 - Fábia Rebordão - A voar por cima das águas
4 - Gisela João - Que força é essa, amiga
5 - Cristina Branco - Teresa Torga
6 - Lina_ & Marco Mezquida - O fado
7 - Sci Fi Industries - VanDerLies 
8 - Ghost Hunt - October
9 - Decline And Fall - Analysis paralysis
10 - Wolf X - Abyss
11 - Bernardo Devlin - An old blood stain
12 - Floating Ashes - Deceivers

quarta-feira, 20 de maio de 2026

RECORDANDO AMÁLIA NO JARDIM DE SUA CASA















Rodrigo Simas

Recordamos Amália Rodrigues, todas as terças, quintas e sábados, no jardim secreto da sua casa.

O elenco da Fundação Amália Rodrigues é composto na voz por Célia Leiria, na Guitarra Portuguesa, Pedro Amendoeira, e Flávio Cardoso, na viola de Fado.

Conheça a arte do Fado na sua essência e deixe-se encantar pela paixão e pela magia das nossas vozes e das nossas guitarras.

Juntos estaremos também a eternizar e a homenagear uma das figuras mais marcantes do século XX.

Porque tudo isto existe, tudo isto é Fado

Bilhetes para o Fado têm um valor de 20€ (terças e quintas-feiras) e de 25€ (sábados), e estão à venda nos locais habituais, na Fundação Amália Rodrigues e online, através da Ticketline e Blueticket.

Para mais informações contactar: 21 397 18 96 ou jardimdaamalia@gmail.com

 

MALAMMORE APREWSENTA DISCO "AURORA"

 
No início deste ano, Malammore, nome artístico de Sandro Feliciano, cantor, compositor e produtor natural de Lisboa, lançou o seu álbum de estreia, Aurora. Agora, o artista apresenta versões ao vivo de cinco temas do repertório. “Todas as versões têm um elemento acústico diferente do arranjo original. Foi um desafio, mas também uma descoberta de novas possibilidades dentro das mesmas músicas”, conta o músico que também trabalha como actor. Assista aqui.

No vídeo, realizado por Miguel Zego Cebola no estúdio Lisbon Sound Society – onde o álbum foi gravado –, Malammore é acompanhado por Bruno Gama (guitarras), Rafael Killian (baixo) e Benjamin Sulla (Dj). A produção musical está a cargo de No Icon (Rodrigo Fernandes).

Com inspiração no formato Tiny Desk, com versões mais cruas e uma maior valorização da autenticidade, o músico apresenta NQQC, Musa, Olhar Assim, Tudo Passa e Aurora, o tema-título. As músicas integram um trabalho de carácter autobiográfico, que retrata a experiência de ser um jovem negro em Portugal, com uma sonoridade que cruza hip-hop, rap, trap e spoken word.

FICHA TÉCNICA

Voz e letra: Malammore 
Produção, mistura e master: No Icon
Guitarras: Bruno Gama
Baixo: Rafael Killian
Dj: Dj Sulla

Vídeo

Realização: Miguel Zego Cebola
Assistência de produção: Carolina Mendonça 
Produção de vídeo: Visual by Pegasus
Conceito: Malammore e No Icon
Local: Lisbon Sound Society

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SOBRE MALAMMORE

Malammore é o projeto musical de Sandro Feliciano, artista nascido em Lisboa em 2005. Filho biológico de pais desconhecidos até hoje, viveu os primeiros anos sob a tutela do Estado, até ser adotado em 2008 — um marco decisivo na sua identidade. Cresceu entre o Forte da Casa e a Póvoa de Santa Iria, onde encontrou na arte um espaço de pertencimento e reconstrução pessoal.

Iniciado no teatro aos sete anos, o artista integrou o Grémio Dramático Povoense até os catorze, seguindo depois para a Escola Profissional de Teatro de Cascais. Aos dezesseis, foi selecionado para a peça Casa Portuguesa, encenada por Pedro Penim no Teatro Nacional D. Maria II, onde fez a sua estreia num dos palcos centrais da cena portuguesa.

O teatro consolidou-se como um eixo da sua formação artística, sempre em diálogo com a escrita, que o acompanha desde a infância. Começou com pequenos textos e poemas influenciados por Fernando Pessoa, evoluiu para exercícios de autoconhecimento e, a partir dos dez anos, tornou-se uma prática contínua. Aos catorze, essas palavras passaram a ser musicadas, dando origem ao universo onde poesia e som se encontram em Malammore.

O primeiro passo oficial do projeto aconteceu em agosto de 2024, com o single Dia 26, seguido por NQQC, Rating Bull e Tudo Passa em 2025. Esses lançamentos anunciaram o caminho até Aurora, o primeiro álbum autoral de Malammore.

SUAV LANÇA ÁLBUM DE ESTREIA "OURO" E ESTREIA HOJE O VIDEOCLIPE DO SINGLE HOMÓNIMO





















SUAV é Ricardo, alentejano de gema, criado entre Lisboa e a Margem Sul. Há dez anos trocou Portugal pela Austrália mas nunca largou a música. Designer gráfico de vocação, carrega a arte como modo de estar no mundo e a música como paixão obsessiva que o acompanha há anos. É dessa distância, e desse amor, que nasce OURO, o álbum de estreia de SUAV, já disponível em todas as plataformas digitais. SUAV é a mais recente aposta da promotora nacional Primeira Linha, que passa a agenciar o artista e anuncia os seus primeiros concertos em Portugal brevemente.

OURO não é só um título, é um manifesto: Oração ao Universo de Regresso à Origem. Uma carta aberta a Portugal, escrita de longe, tingida de café, cigarro e suor. Um pedido de regresso e pertença, autoafirmado em cada linha e em cada batida. SUAV descreve-se como uma mescla improvável de Mac DeMarco com Rap Tuga. New wave R&B na língua de casa. Linhas de baixo que dançam o compasso, Rhodes e guitarras psicodélicas. Neo soul que nasceu na saudade. Flow e feeling. Melancolia e sauce.

O disco, gravado em casa do artista, foi também um processo de colaboração com Wes Young, ex-colega de banda e parceiro de longa data, que pegou nas demos e deu produção auxiliar, mistura e masterização ao projeto, elevando-o a um patamar que SUAV reconhece não ter conseguido sozinho. Wes Young surge também como artista na faixa de fecho, Debaixo da Pedra. O disco conta ainda com Safari em Vai Dar, um momento de autodeclaração e aliança criativa entre os dois, que carrega também a memória de Yung T com a mensagem Acredita no Processo, e com Ocravodetunes, o poeta Luís Vicente Ramos, que adorna Fardo com um texto de sua autoria por cima de guitarras e bocejo melancólico em tradição fadista.

Estreia hoje o videoclipe de Ouro, faixa que abre e dá nome ao álbum. Realizado pela cineasta Nicole Hutton Lewis, com obras apresentadas em festivais como o SXSW, o clipe foi rodado com cinematografia de Mia Schirmer, gaffer Marcel Breed e atriz Kate Bell. A direção criativa, edição, pós-produção e cor são do próprio SUAV, designer gráfico de formação que guiou grande parte do processo visual do projeto.

NOVO EP DE HER NAME WAS FIRE





















HER NAME WAS FIRE são um duo de rock pesado de Lisboa, formado por João Campos e Tiago Lopes em 2016. Assente numa guitarra barítono, bateria e um setup de graves massivo, a banda sempre trabalhou a partir de uma ideia simples mas teimosa: duas pessoas devem não precisam de soar apenas a um duo.

Ao longo de dois álbuns de longa duração, Road Antics e Decadent Movement, a banda construiu um som algures entre o stoner rock, grunge, psicadélico, blues e um peso progressivo. Já fizeram mais de 50 datas por Portugal e Europa, partilharam palco com Mondo Generator, The Vintage Caravan, Radio Moscow e The Black Mirrors, e tocaram para mais de 20.000 pessoas nas Festas do Mar em Cascais.

Mas a verdadeira história por trás de HER NAME WAS FIRE é também uma história de distância e persistência. Durante quase dez anos, João e Tiago mantiveram a banda viva entre diferentes cidades e, eventualmente, diferentes países, construindo tudo por conta própria, sem comprometer o som ou a
estética.

Tudo à volta da banda é DIY: a música, a arte, os vídeos, a produção, o design e a direção visual. O projectom sempre foi tanto sobre criar um universo como sobre escrever canções.

Depois de um período de silêncio durante a pandemia, HER NAME WAS FIRE regressam com Obsidian Light, com lançamento a 8 de maio. O EP é o trabalho mais intenso que fizeram até agora: cinco temas de stoner rock pesado e orientado para o groove, moldados por anos de distância, frustração, silêncio e pela necessidade de voltar a dar sentido à banda.

As músicas movem-se entre o peso stoner, refrões directos e uma energia mais física, quase dançável e carregada de fuzz. “Electrify” abre o EP com essa sensação em primeiro plano: pesada, imediata e construída em torno do momento em que estar preso durante demasiado tempo finalmente se transforma em movimento, luz e libertação. “Facekicker” fala de dano, repetição e das formas estranhas como construímos tronos a partir daquilo que nos magoa. “Head on the Wall” aponta à cultura do hype, à uniformidade digital e à sensação de se tornar invisível enquanto toda a gente corre atrás da próxima
tendência. “Better Days” é um colosso carregado de melancolia sobre a rotina das 9 às 5, que cresce
lentamente desde a exaustão até uma libertação abrupta, quase hipnótica. “Steamed” fecha o EP como um aviso: se empurrares algo para baixo durante tempo suficiente, eventualmente volta à superfície fora de controlo.

Obsidian Light não é uma reinvenção. É uma destilação. Os riffs são mais pesados, os refrões mais directos, os grooves mais impactantes, e a banda soa mais focada do que nunca, mesmo quando as músicas as vezes se aventurem por territórios mais estranhos. É o som de duas pessoas a regressarem com tudo reduzido ao essencial: volume, melodia, graves, instinto e a vontade teimosa de continuar a construir algo a partir do nada.

Citação da banda

“Obsidian Light é para nós, como cortar todo o ruído e voltar ao que realmente importa: grooves pesados, graves fortes, melodia, e fazer isto à nossa maneira. Sem desculpas, sem tentar agradar a toda a gente, só a fazer com que as músicas batam o mais forte possível. Depois de anos de distância, silêncio e de tentar manter isto vivo entre países, este EP parece o momento em que tudo volta a encaixar.”

15ª EDIÇÃO DOS BANHOS VELHOS ARRANCA ESTE SÁBADO









De maio a setembro, o Museu Cultural de Caldas das Taipas, em Guimarães, recebe concertos, cinema, tertúlias, teatro, ateliers infantis, visitas guiadas, uma noite de astronomia e até uma aula de iniciação à canoagem. São mais de 20 iniciativas para todas as idades, sempre com entrada livre.

A 15ª edição dos Banhos Velhos traz várias novidades, tanto na programação como na utilização do espaço. Nas palavras de Luís Mota da organização, “entre as principais inovações estão novas atividades, como os Banhos de Canoa, que ligam o evento à natureza e ao rio, e a reformulação do workshop de escrita criativa, agora adaptado a diferentes públicos. A programação inclui também uma tertúlia com diretores de grandes festivais de verão, incentivando a reflexão sobre a música ao vivo em Portugal”. Há ainda um reforço da aposta na música local, com dois dias extra dedicados a bandas da região de Guimarães. Quanto ao espaço, “os concertos terão uma abordagem mais intimista, concentrando-se no recinto dos Banhos Velhos, valorizando o caráter único do local”, reforça Luís Mota.

Ao longo de mais de 4 meses, o público poderá contar com a atuação de alguns dos nomes de maior destaque da música nacional. A música chega dia 5 de junho com Inês Marques Lucas e Rapaz Ego e, no dia seguinte, com apresentação do novo projeto local de THEO & The DONS; a 4 de julho o palco é entregue a Bruno Pernadas e Hot Air Balloon; agosto traz um dia de muita festa e celebração com Memória de Peixe e Fidju Kitxora, e ainda, a tradicional Noite de Fados com o Grupo de Fados da Vila; já em setembro há dose dupla, no dia 18, com Club Makumba e PZ + Banda Pijama, enquanto que, no dia 19, a temporada encerra com as bandas locais This Penguin Can Fly e Tyroliro. Ainda no universo musical, destaque para uma tertúlia muito especial que coloca em perspetiva os últimos 15 anos de música ao vivo em Portugal e reflete sobre os próximos 15 com convidados de relevo da cena musical nacional.

A área de serviço educativo, marca o arranque da tempora cultural a 23 de maio, com a apresentação do livro “As lontrinhas regressam ao Parque das Taipas” numa parceria entre o agrupamento de escolas das Taipas, o clube Náutico das Taipas e a Taipas Termal. Há ainda para explorar duas oficinas de barro, uma aula de iniciação à canoagem, workshop de escrita criativa e character design, visitas guiadas e uma noite de astronomia.

O cinema ao ar livre é também presença regular e, por isso mesmo, regressa às Piscinas de Verão da Taipas Termal. Em julho, acontece a primeira sessão com a exibição do filme “It was just an accident” de Jafar Panahi. Em agosto, “Sentimental Value” de Joachim Trier completa o ciclo.

O teatro fará, também, o seu regresso à agenda cultural dos Banhos Velhos pela companhia de teatro ATRAMA com a peça “Aquistas” – uma peça onde o público é convidado a participar ativamente num contexto de “relax” no SPA Termal. Em setembro, a fechar a temporada, o GTAC – Grupo de Teatro Amador de Campelos, traz ao museu cultural a peça “Apeadeiro Rural”.

À 15ª edição, os Banhos Velhos consolidam um modelo que combina diversidade artística com uma forte ligação ao território, equilibrando a continuidade de iniciativas já reconhecidas pelo público com espaço para inovação, aproveitando as condições e infraestruturas da vila termal. Esta temporada cultural mantêm a sua identidade como evento gratuito, inclusivo e pensado para todas as idades. O programa completo é atualizado em permanência em taipastermal.com ou na página do Facebook e Instagram dos Banhos Velhos.

NOVO TEMA DE DANNY FRANCIS

 










Dia 22 de Maio, sexta feira sai o novo single de Danny Francis. O tema surge numa colaboração com Don Corvo que pretende pegar de estaca no panorama urbano nacional.

Com uma forte vibe de ego trip, “+351” é um hino de confiança, swagger e domínio. Ao longo da música, Danny Francis e Don Corvo são os protagonistas, abordando temas como superioridade, charme e magnetismo. A produção do tema ficou a cargo de Lil Noon e o vídeo é da responsabilidade dos ComMestria, que captam na perfeição a força e swagger que a música transmite.

Este lançamento torna-se ainda mais especial por ser o primeiro single de Danny Francis depois de ter lançado o seu segundo EP, “We Are Under The Same Sky”.

O trabalho serviu para amplificar a música do artista levando-o a alcançar novos patamares de exposição, tendo passado na RTP2 e dado uma entrevista no Jornal da Noite, com Álvaro Costa, uma das vozes mais respeitadas no mundo da música em Portugal.

NENA INICIA NOVO CAPÍTULO COM O SINGLE “O AMOR EXISTE”





















Nena acaba de editar “O Amor Existe”, o primeiro single do próximo álbum de originais e o arranque de uma nova fase artística. Depois de dois discos de grande sucesso que a levaram ao estrelato e a algumas das maiores salas do país, a cantora abre agora caminho para um novo trabalho de estúdio, onde volta a reforçar a identidade autoral e a sensibilidade observadora que têm marcado o seu percurso. O novo tema já se encontra em todas as plataformas digitais, com videoclipe oficial no YouTube.

“O Amor Existe” parte da ideia de um mundo cada vez mais estranho, acelerado e difícil de compreender, mas onde continua a existir espaço para a esperança. Nena continua a encontrar no quotidiano e nas pequenas coisas os lugares onde ainda existe verdade. Talvez seja precisamente aí, nessa atenção rara ao que parece simples, que nasce a ligação transversal que as suas canções têm criado com o público.

Este lançamento marca também o início da preparação para a nova digressão “DEBAIXO DE ÁGUA, CONTIGO”, que passará por várias cidades do país e inclui atuações em algumas das salas mais emblemáticas de Portugal, além da presença da artista no Rock in Rio Lisboa. Depois de concertos esgotados no Sagres Campo Pequeno, Coliseu dos Recreios e Super Bock Arena, Nena continua a afirmar-se como um dos maiores fenómenos de público da música nacional.

A artista confirmou ainda Os Quatro e Meia como convidados especiais do concerto na Super Bock Arena, marcado para 13 de março de 2027, num espetáculo que fará parte da nova digressão e que juntará em palco Nena a uma das maiores bandas portuguesas da atualidade.

Nos últimos anos, Nena construiu um percurso singular na música portuguesa, com canções que rapidamente passaram a fazer parte da vida do público. Além dos sucessos acumulados em rádio e plataformas digitais, a artista soma distinções como o Prémio Play de Artista Revelação e o convite para mentora do programa The Voice Kids.

DATAS 2026/2027

01 de junho — Privado, Porto
10 de ju — Festas da cidade de Vila Real, Vila Real
13 de junho — Antoninas, Vila Real
20 de junho — Rock in Rio, Portugal
13 de junho — FACIT, Tábua
25 de julho — Live Stream — a anunciar
30 de julho — Festa da Benção do Gado — Riachos
01 de agosto — Semana Gastronómica de Machico — Machico
09 de agosto — a anunciar
10 de agosto — a anunciar
13 de agosto — a anunciar
25 de agosto — a anunciar
11 de setembro — a anunciar
12 de setembro — a anunciar
18 de setembro — a anunciar
25 de setembro — a anunciar
23 de outubro — Casa das Artes de Miranda do Corvo, Miranda do Corvo — digressão "DEBAIXO DE ÁGUA, CONTIGO"
24 de outubro — Multiusos de Guimarães, Guimarães — digressão "Debaixo de Água, Contigo”
20 de novembro — Cine-Teatro Avenida, Castelo Branco — digressão "Debaixo de Água, Contigo”
24 de novembro — Teatro Tivoli BBVA, Lisboa — digressão "Debaixo de Água, Contigo”
13 de dezembro — Jazz Cafe, Londres — digressão "Debaixo de Água, Contigo”
16 de janeiro — Espaço Vita, Braga — digressão "Debaixo de Água, Contigo”
25 de fevereiro — Convento São Francisco, Coimbra — digressão "Debaixo de Água, Contigo”
27 de fevereiro — Centro Cultural Olga Cadaval, Sintra — digressão "Debaixo de Água, Contigo”
13 de março — Super Bock Arena, Porto —digressão "Debaixo de Água, Contigo”
3 de abril — Teatro das Figuras, Faro —digressão "Debaixo de Água, Contigo”
8 de abril — Centro Cultural e Congressos das Caldas da Rainha, Caldas da Rainha — digressão "Debaixo de Água, Contigo”