
“Arquiteturas da Água” reúne obras de grandes nomes da música experimental e estreia uma nova criação inspirada neste elemento essencial
26 de julho | Teatro Helena Sá e Costa, Porto | 17h
DIGRESSÃO:
Porto | Leiria | Castelo Branco | Mondim de Basto
A água é o elemento central de “Arquiteturas da Água”, o novo espetáculo performativo e transdisciplinar de Luís Bittencourt que explora as dimensões sonoras, visuais e simbólicas deste recurso essencial através de uma abordagem artística singular. O projeto reúne num mesmo programa um acontecimento raro na música moderna e contemporânea: a apresentação de quatro obras homónimas, “Water Music”, de alguns dos mais influentes criadores dos séculos XX e XXI: Tan Dun, Joseph Byrd, Toru Takemitsu e John Cage.
A digressão vai passar no dia 26 de julho, pelo Teatro Helena Sá e Costa, no Porto, às 17h; segue depois a 27 de setembro para o espaço Black Box, em Leiria, às 19h30. A 22 de outubro será a vez do Cine-Teatro Avenida, em Castelo Branco, às 21h30, e a 12 de novembro sobe ao palco do Favo das Artes, em Mondim de Basto.
Entre experimentação sonora, performance e instalação, “Arquiteturas da Água” propõe uma experiência imersiva onde a água é utilizada tanto como elemento conceptual quanto como instrumento performativo. Ao longo do espetáculo, o público é convidado a descobrir novas possibilidades acústicas e visuais geradas pela interação entre corpos, objetos, instrumentos e água, num percurso artístico que desafia fronteiras entre disciplinas e linguagens.
O programa inclui as primeiras audições nacionais das obras “Water Music” de Joseph Byrd e Toru Takemitsu, compositores fundamentais para o desenvolvimento da música experimental e contemporânea. A estas obras juntam-se as emblemáticas criações de John Cage e Tan Dun, artistas que marcaram profundamente a relação entre som, natureza, ritual e inovação artística.
Como ponto culminante do espetáculo, será apresentada a estreia absoluta de uma nova obra intitulada “Water Music”, criada pelo portuense Rui Penha, compositor, artista de novos media e investigador na área das tecnologias musicais. Esta criação inédita, feita sob encomenda para o projeto, caracteriza-se por seu teor colaborativo e de co-criação entre o Rui Penha e Luís Bittencourt. A obra estabelece também uma ponte entre tradição experimental, performance contemporânea e práticas artísticas mediadas pela tecnologia.
Reconhecido como músico, compositor, improvisador, produtor musical, artista-investigador e comunicador de ciência, Luís Bittencourt tem sido apontado como uma das vozes mais inovadoras da criação sonora contemporânea. Descrito pela revista Visão como “um mestre da experimentação sonora” e elogiado internacionalmente pelas suas performances imersivas e de elevada intensidade artística, desenvolve um trabalho que cruza música contemporânea, improvisação, arte sonora e investigação performativa.
O seu percurso inclui apresentações em diversos países da Europa, Oceânia, América do Norte e América do Sul, bem como colaborações com figuras incontornáveis da música experimental e contemporânea, entre as quais Lee Ranaldo e Leah Singer (Sonic Youth), Jeffrey Ziegler (ex-Kronos Quartet), Phill Niblock, Jon Rose, Gabriel Prokofiev, David Cossin (Bang on a Can) e Found Sound Nation.
DIGRESSÃO
26 de julho | Teatro Helena Sá e Costa, Porto | 17h00
27 de setembro | Black Box, Leiria | 19h30
22 de outubro | Cine-Teatro Avenida, Castelo Branco | 21h30
12 de novembro | Favo das Artes, Mondim de Basto | horário a anunciar
Bilhetes disponíveis através dos espaços de acolhimento
BIOGRAFIA
Luís Bittencourt é um músico visionário, compositor, artista-investigador e produtor musical, reconhecido pelas suas contribuições inovadoras para a música contemporânea e a arte sonora. Conhecido pela sua criatividade sem fronteiras, Bittencourt foi descrito como um “mestre da experimentação sonora” (Revista Visão), cativando audiências com performances inovadoras que fundem diversas tradições musicais, experimentação de vanguarda e uma forte componente imersiva. As suas atuações a solo, elogiadas como “torrentes de originalidade”, combinam a precisão da música clássica, a alma da música popular sul-americana, a improvisação de vanguarda e sonoridades experimentais contemporâneas, criando experiências auditivas transformadoras.
“A pluralidade de sons e instrumentos apresentada por Luís Bittencourt eleva a sua arte a um grau alquímico. Os seus movimentos corporais são revestidos pelo jogo de luzes, transformando-o num xamã instantâneo, uma espécie de sumo sacerdote do som.” - (*Grings Memorabilia, Brasil*)
Ao longo da sua carreira, Bittencourt apresentou-se a solo por toda a Europa, Oceânia, América do Norte e América do Sul, recebendo reconhecimento de prestigiadas instituições e salas de espetáculo, como a Casa da Música, em Portugal. Estreou composições próprias e obras de compositores de renome, como Tan Dun, Gabriel Prokofiev, Steve Reich e vários outros criadores contemporâneos. Através de colaborações com artistas reconhecidos internacionalmente, como Lee Ranaldo e Leah Singer (Sonic Youth), Jeffrey Ziegler (antigo membro do Kronos Quartet), Phill Niblock, Jon Rose, entre outros, Bittencourt enriqueceu o seu percurso artístico com parcerias diversificadas e intercâmbios criativos de grande relevância.
Enquanto compositor e produtor musical, os seus feitos são igualmente notáveis. As suas composições receberam diversos reconhecimentos, incluindo a conquista do prestigiado prémio “Legends of China – Confucius Arts Institute Award 2016”. Colaborou com artistas e instituições de referência, como o fotógrafo George Lange, o Instagram®, o Cannes Lions International Festival of Creativity e a Organização das Nações Unidas (ONU), demonstrando a sua versatilidade e excelência na produção musical e na composição original.
Investigador apaixonado e inovador, Bittencourt dedica-se à exploração das interseções entre som, performance e criatividade experimental. A sua investigação pioneira sobre técnicas não convencionais de percussão e a redefinição dos instrumentos musicais posicionou-o como uma referência no meio académico. É professor no Mestrado em Música Computacional e Design de Som da Universidade de Coimbra, na ESAP – Escola Superior Artística do Porto e na Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco. As suas contribuições académicas estendem-se ainda a colaborações internacionais com a Society for Artistic Research (SAR) e a Percussive Arts Society (PAS), onde desempenha funções como revisor científico (*peer reviewer*) e consultor artístico.
Detentor de um Doutoramento e de um Mestrado em Performance Musical, bem como de uma Licenciatura em Performance de Percussão, Bittencourt alia rigor académico à exploração artística. O seu álbum de estreia a solo, *Instrumentalities and Audible Volitions* (2023), evidencia as suas composições originais e a sua abordagem inovadora ao som.
Seja em palco, através de performances eletrizantes, ou em contextos académicos, impulsionando novas fronteiras para a música, Luís Bittencourt personifica criatividade, inovação e excelência, afirmando-se como uma força transformadora na comunidade artística e musical global.