sexta-feira, 1 de maio de 2026

A SEGUNDA COMUNHÃO DE ROMEU BAIROS





















© Mário Roberto

Pouco mais de um ano após Romê das Fürnas, Romeu Bairos apresenta o segundo volume daquela que virá a ser uma trilogia de compêndio de música tradicional e contemporânea dos Açores. Romê das Fürnas Vol. II: A Segunda Comunhão debruça-se sobre os mistérios e misticismos bem como as tradições profanas e religiosas do Vale das Furnas, filtrado por uma sensibilidade contemporânea, afirmando-se como um gesto de celebração enraizado na tradição da terra que viu Romeu Bairos nascer.

Romeu Bairos trabalha a canção como espaço de encontro entre o coletivo e o íntimo, onde a repetição e a economia melódica não são apenas traços formais, mas dispositivos que reforçam a dimensão coletiva da canção, com cores e coros que fazem dela um gesto partilhado, quase ritual. Os Açores emergem aqui como ex-libris afetivo, lugar de beleza insistente, cantado não apenas como paisagem, mas como experiência vivida, onde ser açoriano é motivo bastante para a felicidade.

Há também um traço folclórico de vaidade assumida, quase provocatória - uma malícia leve, de quem canta a sua terra com orgulho, de peito cheio, carregando na voz tanto brilho como dor.

Mais do que um exercício de evocação, Romê das Fürnas é um projecto que se inscreve numa lógica de afirmação territorial que ultrapassa o mero gesto celebratório. Um mergulho nos “Açores profundos” das fajãs de São Jorge ou a escalada ao ponto mais alto de Portugal, na ilha do Pico. Mudanças de altitude, longitude e latitude que expressam a essência deste disco e o significado de ser açoriano com todas as suas intempéries. Sair, ir embora, ficando.

A viola da terra de Romeu é acompanhada pelo açoriano e braço direito, Paulo Borges, que nosalegra e embala com a ternura do seu acordeão. O disco conta ainda com a particiação de Nuno Lucas no baixo, Ana Eduarda no violino, Manuel Pinheiro nas percussões e os coros do Grupo de Folclore da Casa do Povo de Ponta Garça. Gravado por Fred Ferreira nos estúdios SALVA entre novembro e dezembro de 2025 e com produção assinada por Romeu que, para além da voz e viola da terra, tocou cavaquinho, clarinete e percussão.

15 de Maio | Casa Capitão, Lisboa
30 de Maio | Feira do Livro de Lisboa
6 de Junho | Festa de Verão, Funchal
7 de Agosto | MEO Monteverde, Ribeira Grande
9 de Agosto | Bons Sons, Cem Soldos
19 de Agosto | Festas do Barreiro
2 de Outubro | Museu Lacerda, São Jorge
4 de Outubro | Festival Cordas, Pico
17 de Outubro | Festival InFinito, Funchal
4 de Novembro | AM Beatriz Costa, Mafra

PZ E MÃO MORTA UNIDOS EM SINGLE


© Rui Murka 

Hoje, 1 de Maio, Dia do Trabalhador, PZ lança o novo single “Mil Euros Por Mês”, uma colaboração com a histórica banda portuguesa Mão Morta. Depois de um início de percurso mais íntimo e focado no universo doméstico — com temas como “Todo o Santo Dia” (com Samuel Úria), “Quem é Que Vai Lavar a Banca” (com Joana Espadinha), “Sou Pai de Filhos” (com Retimbrar) ou “Empadão na Bimby” (com Emmy Curl) — este novo tema abre um lado mais frontal e político do "Álbum de Família", trazendo para o centro da mesa a velha questão: quanto é preciso, afinal, para uma família viver com dignidade?

Partindo de um refrão obsessivo — “Eu quero mil euros por mês” — a canção constrói-se como uma sátira mordaz à precariedade contemporânea, num momento em que o salário mínimo nacional em Portugal se aproxima desse valor simbólico, mas continua aquém de garantir estabilidade real. Entre a repetição e o desespero, a música transforma um desejo básico numa espécie de mantra geracional.

A participação de Adolfo Luxúria Canibal introduz um dos momentos mais incisivos do tema, aprofundando a crítica social com uma escrita crua e politicamente carregada, alinhada com o percurso provocador que os Mão Morta sempre cultivaram. Participam também Miguel Pedro (cofundador da banda), na bateria, e Ruca Lacerda, com camadas de guitarras elétricas que empurram o tema para um território de rock épico e cru.

Mais do que uma canção, “Mil Euros Por Mês” afirma-se como um gesto político: um retrato irónico de um sistema onde o trabalho nem sempre garante dignidade, e onde o sonho mínimo — mil euros por mês — ainda soa a reivindicação.

"Mil Euros Por Mês" integra o projeto "Álbum de Família", um ciclo de 12 edições mensais ao longo de 2026, cada uma acompanhada por um videoclipe realizado por Vasco Mendes, construído a partir das gravações nos Estúdios Arda.

Ficha Técnica

Música, letra, produção, voz, baixo e guitarras: PZ
Banda convidada: Mão Morta
Voz e letra adicional: Adolfo Luxúria Canibal
Bateria: Miguel Pedro
Guitarras: Ruca Lacerda

Gravação e mistura: Zé Nando Pimenta
Gravado nos Estúdios Arda

Realização vídeo: Vasco Mendes
Design: Studio Eduardo Aires
Fotografia: Rui Murka
Assistente de produção: Francisca Lacerda
Direção criativa: PZ, Studio Eduardo Aires, Vasco Mendes

quinta-feira, 30 de abril de 2026

FIDJU KITXORA COM NOVO DISCO















Foto © Queila Fernandes

Fica hoje disponível em todas as plataformas digitais o novo longa-duração de Fidju Kitxora. Ti Manxe nasce da escuta de situações que atravessam a vida cabo-verdiana, aprofundando o trabalho do projeto em torno das diferentes gerações, histórias e movimentos do arquipélago e da sua diáspora. Gravado entre as ilhas de São Nicolau, São Vicente e Santiago, o disco constrói-se a partir de conversas, gravações de campo e fragmentos que revelam camadas menos visíveis do contexto local. Ti Manxe, que pode ser entendido como “até amanhecer” em kriolu, sugere um percurso feito de camadas sobrepostas, entre memória, presença e tensão, onde diferentes experiências coexistem sem se fecharem numa narrativa única.

O projeto vai organizar, este domingo dia 3 de maio, uma sessão de escuta do disco. A mesma terá lugar no Bota, em Lisboa, pelas 19:00. Mais informações no site do espaço.

Na lista de concertos para os próximos meses destacam-se Fafe (26 de junho), MED (Loulé), NOS Alive (Oeiras) e Bons Sons (Cem Soldos), no plano nacional, e presenças nos festivais internacionais Les Nuits Botaniques (Bruxelas), Sakifo Festival (Ilha da Reunião), La Mar de Musica (Espanha), Ozora Festival (Hungria) e Ariano Folk Festival (Itália). 

ZINHA LANÇA DISCO





















A cantora apresenta o seu álbum de estreia: "The Past Tense" com lançamento predefinido para o próximo dia 8 de Maio, contando com o apoio de Rádios como BBC UK e Smooth FM Portugal. 

Nascida em Lisboa e formada em Coventry, no Reino Unido, este álbum remete para uma ponte emocional e sonora entre dois mundos, contribuindo para um álbum intimo, onde O R&B se cruza com uma sensibilidade marcante.

Um álbum sobre não ter medo de abraçar as emoções

"The Past Tense" explora a persistência da memória e a beleza das emoções que permanecem após a perda. Entre sentimentos como, saudade e a lembrança, este álbum convida o ouvinte a abraçar a vulnerabilidade como um ato de coragem.

Com produção de Ricardo Ferreira na Blim Records, este álbum apresenta oito faixas musicais que mergulham na complexidade sentimental.

Mais do que um álbum, é uma jornada de aceitação. Zinha transforma emoções frias em paisagens sonoras sofisticadas, onde o amor existe sem garantias e o luto deixa de ser a etapa final, tornando-se parte daquilo que nos define. 

A cantora aborda o amor não como presença mas como uma marca duradoura.

Entre os temas em destaque: "Forever" assume-se como o eixo central do álbum, condensando a sua essência conceptual e emocional. Outras faixas musicais como: "Don't Need Your Love", "Secret" ou "Toes" evidenciam diferentes dimensões da narrativa, destacando a sua afirmação pessoal.

A sua voz, descrita pela BBC UK RADIO como: "um instrumento fascinante, que navega entre a fragilidade e a força absoluta" conduz-nos com autenticidade e profundidade, estabelecendo assim uma ligação imediata com o ouvinte.

Este álbum apresenta-se assim como um trabalho de estreia maduro e artisticamente consistente, com forte potencial de difusão radiofónica e de ligação com diferentes tipos de públicos

"The Past Tense" chega agora a dia 8 de Maio e promete marcar o início de um percurso artístico diferenciador do que estamos habituados

AGENDA BAIRRO DA MÚSICA















30 ABR> Mazgani @ Auditório Carlos Paredes, Lisboa

01 MAI> Mazgani @ Sonoridades | Centro Cultural, Vila das Aves

07 MAI> Couple Coffee | Um Abraço a Chico Buarque @ atmosfera m, Lisboa

08 MAI> Luísa Sobral @ FIMS | Fórum Luísa Todi, Setúbal

09 MAI> Frankie Chavez @ Sons na Adega, Tomar

14 MAI> Couple Coffee | Com a Paz de Gilberto Gil @ atmosfera m, Lisboa

21 MAI> Couple Coffee | Com Alegria a Caetano Veloso @ atmosfera m, Lisboa

21 MAI> Jorge Palma @ Evento Privado

28 MAI> Couple Coffee | Um Olhar a Rita Lee @ atmosfera m, Lisboa

29 MAI> Gabriel Gomes @ Casa do Povo de Santo Estevão, Tavira

30 MAI> Frankie Chavez @ Teatro Municipal, Guarda

05 JUN> Pedro Moutinho @ a anunciar

12 JUN> Gabriel Gomes @ a anunciar

17 JUN> Pedro Moutinho e Hélder Moutinho | Os Poetas Convidados @ Casa da Música, Porto

19 JUN> Mazgani @ a anunciar

20 JUN> Zeca Medeiros @ anunciar

21 JUN> Virgem Suta @ a anunciar

26 JUN> Blind Zero @ a anunciar

NA ZDB EM MAIO





















SÁBADO 2 MAIO / 22H
Cinna Peyghamy ← Mariana Pinho

Mariana Pinho é uma artista sonora e investigadora interdisciplinar. A sua pesquisa e prática têm estado ligadas à ecologia e ao som. Nas suas performances explora meios electro-acústicos, sintetizadores modulares e objectos sonoros auto-construídos.

SÁBADO 9 MAIO / 22H
Steve Gunn apresenta Daylight Daylight ← Martim Beles

.A música de Martim Beles - artista que acaba de lançar o seu EP de estreia - movimenta-se entre o Indie-folk. Apresenta quer canções mais íntimas, quer canções de crítica social e pessoal, acompanhadas de guitarras influenciadas pela sua fixação na sonoridade dos anos 60, juntamente com exageradas layers de sintetizador.

SEXTA 15 MAIO / 22H
Rita Braga apresenta Fado Tropical ← Inóspita

Rita Braga tem feito carreira em reformular cancioneiros. O seu novo álbum, Fado Tropical, resulta de uma busca por temas esquecidos, dos primórdios do fado, que renascem agora com cores que lhes servem para o presente. Os arranjos com ukelele, marimba, vibrafone, violoncelo, saxofone e o uso de sons concretos tornam este fado num lugar encantatório. O fado, música de raiz, pode aqui viver um lado burlesco, teatral, em que nada parece desajustado, apenas reintegrado no aqui e hoje. O novo álbum será apresentado na companhia de Rui Rodrigues, na percussão, e João Cabrita, no saxofone.

Inóspita, alter ego da lisboeta Inês Matos, é a procura de um compromisso com o formato da canção e de uma abordagem própria ao seu instrumento, privilegiando a narrativa melódica apenas à guitarra

DOMINGO 17 MAIO / 19H / ZDB 8 MARVILA
NU NO — Canto Ventríloquo

Trata–se de comunicar a inquietante estranheza da língua. A voz emanada do amplificador carece do timbre corpóreo distintivo da voz humana natural. A partir dos fragmentos do sentido, é precisamente no maquinismo, num ponto de ruptura, que se formula então, de súbito, a nostalgia da comunicação.

É assim que NU NO, ou Nuno Marques Pinto, expressa a natureza de ‘Canto Ventríloquo’, álbum que apresentará - em formato peça-concerto - na ZDB 8 Marvila, na sequência de uma residência artística nesse mesmo espaço. Seguindo-se a registos como ‘Turva Lingua’ ou ‘Invenção Única’, neste seu novo álbum editado pela francesa La République des Granges, NU NO continua o seu processo de disrupção das lógicas canónicas e formais da linguagem, onde o corpo se faz voz para daí assumir uma multiplicidade de significantes e significados, sob a forma de repetições obsessivas, urros, palatos rítmicos, processamento, corte e colagem, canto

MANEL SOARES ANTECIPA EP DE ESTREIA COM O NOVO SINGLE 'OLHA AS COISAS QUE FAÇO'





















Fotografia: Jaime Ferreira

Depois de 'Sem Mim', editado no final de fevereiro, o novo tema reforça a identidade Pop Rock do artista e antecipa o primeiro EP, "Espero Que Estejas Bem", com lançamento em junho.

'Olha As Coisas Que Faço' é o novo single de Manel Soares. Já disponível em todas as plataformas digitais, a faixa reforça a nova fase criativa do cantor e compositor lisboeta e o seu posicionamento na indústria musical. Escrita em colaboração com Ella Nor (Bárbara Bandeira, Ana Moura) e produzida por Filipe Survival (Fernando Daniel, INÊS APENAS), a canção continua a desenhar o território no qual o artista quer habitar: um Pop Rock emocional e direto, com uma estética pensada para o palco.

Nas palavras de Manel Soares, 'Olha As Coisas Que Faço’ é "sobre estar no meio de uma multidão numa noite e aquele momento em que puxamos a outra pessoa pela mão a dizer ‘vem lá dançar'. Lembro-me de que queria uma música mais feliz. Entrei na sessão com a ideia de escrever sobre fazer de tudo para convencer a outra pessoa a vir dançar comigo”.

Se o lançamento anterior, 'Sem Mim', deixava espaço para a melancolia, em 'Olha As Coisas Que Faço’ há luz e essa energia leve que evoca ambientes de verão, praia e celebração. O cantor acrescenta que o novo single "ficou a soar a férias de verão, sol e praia. Não me recordo exatamente de como é que chegámos aqui. Foi algo que foi acontecendo ao longo da produção e ficou um resultado muito bonito".

O vídeo de 'Olha As Coisas Que Faço’ foi realizado por João Nobre e António Ferreira. A canção integra o universo do EP de estreia de Manel Soares, “Espero Que Estejas Bem”, um projeto que reúne histórias inspiradas em noites longas, relações que ficam a meio, encontros que correm mal e memórias que insistem em não largar.

"Estou há algum tempo sem lançar música e agora sinto que estou a voltar com mais garra. Tive a sorte de trabalhar com malta que está no topo dentro das suas áreas e de criar algo que me deixa super orgulhoso. Assim que fiz a primeira sessão com o Filipe Survival disse-lhe ‘temos mesmo de fazer um EP só disto’. Acho que estou cada vez mais a encontrar o meu caminho e estou ansioso para poder mostrar às pessoas o que tenho feito", afirma Manel Soares.

Inspirado pela estética e a sonoridade de artistas como 5 Seconds Of Summer, Harry Styles, Diogo Piçarra e The 1975, o cantor e compositor entra agora numa nova fase artística, mais definida, confiante e consistente. Já disponíveis nas várias plataformas digitais, os singles 'Sem Mim' e o novo 'Olha As Coisas Que Faço' apresentam o primeiro EP de Manel Soares, "Espero Que Estejas Bem", o projeto com lançamento em junho, que promete consolidar o seu lugar na nova geração da música portuguesa. O curta duração conta com o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores.

Nascido em Lisboa, Manel Soares começou a estudar guitarra na adolescência. Ao descobrir o trabalho de artistas portugueses como Diogo Piçarra e Agir - especificamente os álbuns "Leva-me a Sério" e "Espelho" - rendeu-se em definitivo à ideia de aprimorar as suas aptidões musicais e começou a imaginar-se a fazer música e a dar concertos. 

Já na faculdade, enquanto estudava Design, arriscou escrever as primeiras canções, inspirado pelo final de uma relação. As suas experiências pessoais são, assim, a maior fonte de inspiração para as letras que escreve. Musicalmente é influenciado por artistas como 5 Seconds Of Summer, Harry Styles, One Direction, The 1975 e Jonas Brothers. Com uma sonoridade Pop Rock distintiva no panorama musical nacional, Manel Soares tem como objetivo maior que as pessoas oiçam as suas músicas e se divirtam, que se identifiquem e as tornem a sua própria banda sonora. 

O single de estreia do cantor e compositor lisboeta, '10 Minutos', foi lançado em 2023. O tema escrito com Gonçalo Malafaya (Marisa Liz, Aurora Pinto) e produzido por Hits Mike (Bárbara Tinoco, Anselmo Ralph) e Diogo Costa (SYRO, André Seravat) integrou a banda sonora da novela da TVI "Queridos Papás". Com a mesma equipa escreveu a nostálgica 'Triângulo Invertido' e 'Vai e Vem', editadas no mesmo ano. Em 2024, trabalhou com N. Drew (Aurea, LEFT., Elisa) nas canções 'Aqui' e 'És Tu'.

Após uma pausa, regressa em 2026 com o single 'Sem Mim', cuja letra e a melodia foram coescritas com a cantora e compositora Ella Nor (Bárbara Bandeira, Ana Moura) e a produção assinada por Filipe Survival (Fernando Daniel, INÊS APENAS, Mimicat). A mesma equipa voltou a encontrar-se em estúdio para 'Olha As Coisas Que Faço', o segundo tema editado em antecipação ao EP de estreia de Manel Soares, "Espero Que Estejas Bem". O curta duração será editado no início de junho, com o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores.

NININHO VAZ MAIA LANÇA HOJE ÁLBUM "SOY LOUCO" E ESGOTA COLISEU DE LISBOA NUMA SEMANA





















Nininho Vaz Maia edita hoje “Soy Louco”, o seu novo álbum de originais, já disponível em todas as plataformas digitais. Composto por 13 faixas, o disco representa o trabalho mais pessoal e livre do artista até à data.

A acompanhar o lançamento, Nininho apresenta também “Ti Marinho”, o quarto single retirado do álbum, que se junta aos já conhecidos “Yo Te Loviu”, “Depressão” e “Avelino”, com videoclipe oficial disponível no YouTube.

No mesmo momento, o artista anuncia que o concerto de apresentação de “Soy Louco”, marcado para dia 06 de maio no Coliseu de Lisboa, se encontra totalmente esgotado, tendo atingido a lotação máxima em apenas uma semana.

Nininho Vaz Maia revela que este disco é de afirmação, de identidade e de verdade. “Sou louco porque neste álbum não quis seguir métricas nem estruturas convencionais, nem fazer música a pensar no que seria mais comercial. Quis simplesmente compor e deixar que as canções nascessem sem regras. É o disco que mais me define, aquele de que mais me orgulho, onde me entreguei sem esconder nenhum sentimento. Em cada música há verdade. Escolhi fazê-lo com as pessoas que me acompanham desde a primeira canção, e juntaram-se também artistas e compositores que admiro, como músicos de Espanha, o letrista português Azart, que é maravilhoso, e o Nuno Ribeiro, que também esteve connosco em alguns momentos. Foi um álbum criado por muitos talentos.”

Ao longo dos últimos anos, Nininho Vaz Maia tem vindo a construir um percurso singular na música nacional, com destaque para duas noites esgotadas na MEO Arena, que reuniram mais de 32 mil pessoas, bem como passagens pelos principais palcos do país, incluindo Coliseus e Super Bock Arena. Com mais de 50 atuações anuais em território nacional e os primeiros passos dados além-fronteiras, com concertos no Luxemburgo, Suíça e França, o artista afirma-se como um dos casos mais consistentes e impactantes da música portuguesa contemporânea, afirmando um caminho próprio que contribuiu para ampliar a presença da cultura cigana no panorama cultural português.

O alinhamento de “Soy Louco” inclui os temas: “Avelino”, “Silvia”, “Lady”, “Sunset do Popinho”, “Yeli”, “Café com pão (Avó Requetta)”, “André.V”, “Ti Marinho”, “Gente de barrio (Quaresma)”, “Guerreira”, “Nossa Bachata”, “Depressão” e “Yo Te Loviu”.

Este novo trabalho sucede a “Raízes”, o álbum de estreia que marcou a afirmação de Nininho Vaz Maia na música nacional e consolidou uma ligação única com o público.

O concerto de apresentação no Coliseu de Lisboa terá um caráter solidário,, revertendo a totalidade da receita para a Casa da Juventude do Beato, projeto onde o artista cresceu e iniciou o seu percurso. Um regresso simbólico ao ponto de partida, agora num momento de consagração.

“Soy Louco” já disponível em todas as plataformas de streaming.

Sobre a Casa da Juventude do Beato

A Casa da Juventude do Beato é um projeto que há mais de duas décadas acolhe a comunidade da antiga Curraleira com proximidade e dedicação, criando oportunidades, despertando talentos e abrindo caminhos às crianças e jovens mas também a toda a restante população. A Juventude, gerida pela associação sem fins lucrativos Clube Intercultural Europeu, é muito mais do que um espaço de apoio social e desenvolvimento comunitário, mas também um lugar de encontro que possibilita o crescimento pessoal, perspetivas de futuro e projetos de vida a pessoas que sofrem de exclusão social e económica. Através de iniciativas como o apoio ao estudo, atividades de tempo livre, acesso facilitado aos serviços públicos e desenvolvimento de projetos comunitários, tornou-se uma referência onde a aprendizagem e a partilha acontecem todos os dias, um verdadeiro espaço de pertença onde nascem histórias, constroem-se futuros e uma sociedade mais justa e solidária.

VELHOTE DO CARMO LAMÇA PRIMEIRO LONGA DURAÇÃO





















Três anos passados, Velhote do Carmo está de volta e traz consigo o seu primeiro longa duração: “TRANSPARENTE”. O disco está disponível a partir de hoje em todas as plataformas.

"A meu ver, ser transparente é conseguir deixar passar a luz e ver nitidamente o que está por trás. É sobre sermos sinceros e honestos; sobre perdermos o medo de sermos vulneráveis e de permitir que nos conheçam de verdade. Passa por aceitar que somos seres únicos, abraçando não só as nossas virtudes, como as nossas falhas — com a clareza necessária para identificarmos o que precisamos de trabalhar, filtrar e assimilar. No fundo, este álbum é fruto de um exercício profundo de auto-reflexão, de crescimento e, acima de tudo, de partilha." — Velhote do Carmo

Enquanto o seu EP de estreia — “Páginas Amarelas” — surgiu como uma solução para os problemas do passado, “TRANSPARENTE” foca-se nas experiências do presente e nas expectativas para o futuro, reflectindo um claro amadurecimento, tanto a nível pessoal como artístico. Ao longo dos últimos dois anos, Velhote do Carmo aproveitou para ir revelando algumas das suas canções, numa lógica de transparência e proximidade com o seu público. Esta abordagem permitiu-lhe partilhar emoções, acompanhar reacções em primeira mão e criar memórias especiais, estimulando um sentimento de comunidade através da simpatia que sempre o caracterizou.
Foi desta partilha que resultaram os singles que anteciparam o álbum,

“CONTROLADO” e SOL y MAR”. Trabalhadas com o apoio activo da audiência através de interacções orgânicas in loco, representam a génese do projecto na perfeição, unindo a essência do rock a ritmos dançáveis e letras contagiantes. Os restantes 6 temas podem ser ouvidos a partir de hoje.

"TRANSPARENTE" é o trabalho mais pessoal de Velhote do Carmo, desenvolvido com serenidade e abertura, num processo criativo que percorreu a sua casa, o seu estúdio e, finalmente, os Estúdios Namouche.

Em Maio há concertos de apresentação em Lisboa, dia 14 na Casa Capitão; no Porto, dia 29, nos Maus Hábitos e em Braga, no dia 30, no RUM by May.

SOFIA HOFFMAN COM NOVO SIMGLE

Ao vivo: 
27 maio, 21h30 - Concerto Dolce Far Niente, Cinema São Jorge – Sala 2, Lisboa

















A cantora, compositora e multi-instrumentista luso-alemã Sofia Hoffmann apresenta uma nova e luminosa interpretação do seu universo artístico com o lançamento de “Dolce Far Niente”, que inclui um remix assinado pelo aclamado compositor, produtor e multi-instrumentista britânico Nitin Sawhney.

Revisitando o conceito de “dolce far niente”, a arte italiana do “prazer de não fazer nada”, esta nova versão transporta o tema original para uma atmosfera elegante e solar. Com uma energia leve, envolvente e sofisticada, o remix combina texturas etéreas com uma vibração musical de verão reflectida pelo samba, mantendo a profundidade emocional mais romântica do tema, e a identidade artística de Sofia.

Admiradora de longa data do trabalho de Sawhney, Sofia Hoffmann destaca a sua extraordinária capacidade de cruzar géneros musicais com fluidez, criando arranjos sofisticados e uma linguagem sonora única. A fusão subtil entre elementos da música clássica indiana, vocais e instrumentais, e a sonoridade ocidental contemporânea, mas também o facto de ser um produtor e compositor extremamente versátil no que respeita outros géneros musicais, tornou-o o colaborador ideal para reinventar este tema.

Com formação em música clássica indiana, a abordagem que cruzou a “world music” e o jazz, e com uma nova postura artística resultante do seu percurso musical, Sofia continua a desenvolver a sua música como um meio de elevar estados emocionais, promover consciência e transmitir mensagens positivas. Esta colaboração reflete uma visão artística partilhada entre ambos: a música como uma força transformadora com impacto na sociedade e na consciência humana.

“Dolce Far Niente” assinala o primeiro encontro criativo entre Sofia Hoffmann e Nitin Sawhney, deixando antever futuras colaborações.

A versão original de Dolce Far Niente integra o álbum “[In]LOVE”, lançado no final de 2024, que conta com produção e participação do prestigiado compositor, pianista e cantor brasileiro Ivan Lins.

De destacar no dia 27 de maio, às 21h30 o concerto “Dolce Far Niente” na Sala 2 do Cinema São Jorge, em Lisboa, onde Sofia Hoffmann apresentará um repertório de originais seus alusivos a esta temática, como também alguns dos clássicos italianos sempre num "jazz mood". O ritmo e a criatividade melódica serão levados para palco pela artista juntamente com os músicos Nuno Tavares (piano), André Rosinha (contrabaixo), Alexandre Ferreira Alves (bateria) e Moisés Fernandes (trompete).

AGENDA
27.05, 21h30 - Concerto Dolce Far Niente, Cinema São Jorge, Lisboa
Bilhetes: € 15
12.12 - Concerto Christmas Jazz, Lagoa, Algarve
19.12 - Concerto InLOVE with Christmas, Cinema São Jorge, Lisboa

MANUNHO APRESENTA "FRÁGIL"

 



















Depois de êxitos incontornáveis como “Pode Tentar”, “Até Fim”, “Garota feat Mariza Liz” ou “Lembra Você”, MANINHO edita hoje o seu mais recente single “FRÁGIL”.

Com letra e música de MANINHO, Bluay, Gui Alface, Daus e Fumaxa, a produção de “FRÁGIL” ficou a cargo do próprio MANINHO e dos seus já usuais companheiros de outras aventuras musicais, Daus e Fumaxa.

O percurso artístico de MANINHO tem sido verdadeiramente impressionante. Desde 2021 - além dos seus créditos como compositor para grandes artistas como Mariza, Nuno RibeiroBárbara Bandeira, Matias Damásio, Nininho Vaz Maia, Marisa Liz, DAMA, Nelson Freitas, Irina Barros ou Afonso Dubraz - MANINHO conta já com um invejável leque de sucessos como “Pode Tentar” (4x Platina), “Até ao Fim” (2x Platina), “Garota feat Marisa Liz” (Platina e eleita “Canção do Ano” nos Prémios Play da Música portuguesa em 2025), “Vem pra Cá”(Ouro), “Tudo ou Nada” (Ouro) e “Lembra você” (Ouro). Agora, “FRÁGIL” juntar-se-á a esta lista notável de grandes temas que fazem de MANINHO um dos nomes incontornáveis da música portuguesa.

Sobre “FRÁGIL” MANINHO diz: “ É um tema que começa quase como uma balada mas que vai crescendo com uma vibe meio afro, meio funk e que traz muito da minha energia e da alegria que ponho em tudo o que faço. Estou muito feliz com o resultado e espero que gostem”.

Quanto ao vídeoclip, que já está disponível em todas as plataformas, contou com a realização de Nuno Pinto, Direcção de Fotografia de James Williams e a produção esteve a cargo de Adriana Caravana.

O seu imenso talento como compositor levou MANINHO - no final de 2025 -

a assinar, como autor, com a Warner Chappell, tornando-se assim no primeiro artista nacional a estabelecer esta ligação especial com uma das maiores companhias de publishing do Mundo.

2026 promete ser mais um grande ano para Maninho que conta já com mais de 40 datas de concertos já fechadas de norte a sul do país.

NOVO SINGLE DE LUTA LIVRE















Estufas & Alojamento Local é um dos temas “ponta de lança” que integra o “plantel campeão” de Contrafação, o último trabalho discográfico da Luta Livre.

Luís Varatojo, o mentor deste projeto, assina aqui mais um tema que promete transformar-se num hino intemporal e num retrato clarividente, mordaz e lúcido dos tempos bizarros que atravessamos.

Esta canção é, simultaneamente, uma declaração de amor e um lamento sentido, cujo destinatário é Portugal, vindo de alguém que observa atentamente o mundo que o rodeia, sempre motivado por questões sociais, por uma forte empatia pelo seu semelhante e que pensa pela sua cabeça, sem medo das “subtis” represálias costumeiras.

Há nas palavras e no pensamento do Luís Varatojo a recusa veemente de um mundo apócrifo e desumanizado onde o dinheiro e o poder opressivo “falam” mais alto que os desígnios sociais que a Revolução de Abril nos ensinou a perseguir e a cuidar. Estufas & Alojamento Local não é disso uma excepção, mais que uma canção de Intervenção é uma canção de Alerta.

Um alerta para um país que se “derrama”, de forma despudorada, no colo de um turismo de massas totalmente descontrolado e que nos faz esquecer que as casas são para habitar e não para alugar, um país que fecha os olhos a uma escravatura travestida de agricultura de sucesso, um país que sofre todos os dias uma erosão cultural aguda e que arrisca a acabar os seus dias transformado num decadente parque temático.

Adjacente à temática a canção, um arranjo de superior bom gosto, uma cadência melancólica na voz que parece evocar ao longe uma Morna, com um ritmo sincopado tributário da Música Popular Portuguesa, pendurado na electrónica como que para “espreitar” a modernidade. Veste-se de atitude Punk com um “afiado” sentido de humor que “trucida” os insuportáveis anglicismos que invadem o discurso quotidiano e atinge o cume com a frase dirigida a Portugal : “ ... Vendeste a alma numa esquina com desconto e nem o fado se salvou de ir a leilão...”

Este vídeo que agora apresentamos configura um objecto artístico bastante interessante e tangente à identidade da Luta Livre, que sempre usou nos concertos a imagem animada como veículo coadjuvante de transmissão da mensagem. É uma estética quase Naif e, ao mesmo tempo, bastante proclamatória, carregada de sentido e de revolta Punk. Em alguns momentos é como se os Murais de Abril ganhassem vida própria e viessem para a “rua gritar”. É da autoria da Cristina Viana e a Letra e a Música são do Luís Varatojo.

Jorge Guerra e Paz

Contrafação está disponível em todas as plataformas digitais e em formato CD e vinil, à venda online no Bandcamp e nas lojas da especialidade. 

JOÃO SÓ E TIAGO NOGUEIRA EDITAM NOVO SINGLE "LENÇO" E ANTECIPAM ESTREIA DE TRABALHO DE ESTÚDIO















João Só e Tiago Nogueira editam hoje mais um avanço do trabalho de estreia de estúdio do duo. "Lenço" já disponível em todas as plataformas digitais e com videoclipe oficial no YouTube dos artistas, é o terceiro original da parceria, depois de "Quem Não Sabe Amar" e “Maldita a Hora”.

Inspirado nas festas populares de verão em Portugal, “Lenço” capta o momento em que as ruas se transformam em pistas de dança e dão luz a ligações inesperadas. A canção cruza o acordeão tradicional com uma energia pop luminosa, dando forma a uma história de proximidade, calor e romance fugaz, marcada pela leveza das noites cheias de música, riso e o cheiro inconfundível a sardinhas.

Depois de espalharem magia “e alguma confusão” por todo o País, João Só e Tiago Nogueira continuam a levar o seu karaoke imersivo aos teatros. A digressão, que tem passado por várias cidades de Norte a Sul do país desde 2025, ganha uma nova dimensão com o concerto no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, marcado para 11 de dezembro de 2026, uma nova etapa na viagem que têm feito juntos.

O projeto, que une João Só e Tiago Nogueira, nasceu da vontade dos dois cantores de celebrar as músicas que marcaram os seus percursos enquanto artistas e sobretudo, amantes de canções. É nos intervalos das agendas complicadas dos projetos dos dois, que a digressão ganha vida. Com um alinhamento que atravessa géneros e décadas, a dupla entrega uma viagem sonora onde se cruzam clássicos intemporais e guilty pleasures. Mais do que um concerto, cada espetáculo é uma celebração da música sem rótulos, onde a cumplicidade entre os dois artistas dita o rumo da noite.

Com 15 anos de carreira, João Só construiu um percurso sólido na música portuguesa, distinguindo-se pela sua versatilidade enquanto compositor, intérprete e produtor. Em 2024 editou “Nos Tempos Livres”, o seu sexto álbum de estúdio, criado e gravado precisamente durante os seus tempos livres, entre os múltiplos compromissos, tarefas e obrigações que a sua vida pessoal e o seu trabalho acarretam.

Tiago Nogueira, voz e guitarra d'Os Quatro e Meia, é uma figura incontornável da música Portuguesa da atualidade. A sua capacidade de contar histórias através das canções, aliada a uma presença em palco cativante, foi essencial para o sucesso da banda, que quando ainda contava apenas com um álbum, já esgotava salas de espetáculo de norte a sul do País.

NOVO SINGLE DE MIMICAT





















Fotografia: Joana Lisboa

Mimicat apresenta o novo single 'A Minha Gente', já disponível em todas as plataformas digitais. Escrita pela cantora e compositora e composta e coproduzida com Filipe Survival (SYRO, Bárbara Tinoco, INÊS APENAS) e Duarte Carvalho (Madonna, Anitta, Bispo), a canção presta homenagem às raízes, à família e à comunidade que moldaram e inspiraram o seu percurso pessoal e artístico. Além da mensagem profundamente ligada à identidade e cultura portuguesa, o tema é um regresso à energia positiva dos arranjos inspirados na sonoridade R&B e Soul da Motown que marcou o início da carreira de Mimicat, unidos a uma abordagem Pop contemporânea, reflexo das novas influências musicais que tem vindo a explorar.

“Cresci livre e com valores vincados, numa rua em que toda a gente me conhecia, no seio de uma família grande, intensa e sempre próxima. Cresci e evolui mas cada vez mais abraço esta que afinal é a herança portuguesa. A minha família é só uma amostra do povo português. Esta canção é uma homenagem, através de uma mensagem muito portuguesa", afirma Mimicat.

"Os arranjos musicais remontam à sonoridade do meu primeiro álbum, muito característicos da sonoridade Motown, que me fez ser a artista que sou, mas de uma forma contemporânea e com a minha forma de expressar a portugalidade. Sentei-me ao piano a desenhar os acordes e a melodia, para que tivesse a profundidade que eu esperava ouvir e, no final, soa exatamente como eu pretendia e não podia estar mais orgulhosa", completa a cantora e compositora.

O videoclipe realizado por Rodrigo Pernas acompanha a dimensão emocional da faixa e desenvolve-se como um tributo às pessoas e lugares que inspiram Mimicat. O conceito visual estabelece uma forte ligação às paisagens portuguesas do mar e do campo, criando um ambiente natural e simbólico, que reforça a ligação da artista às suas raízes e histórias que a formaram e continuam a marcar o seu caminho pessoal e artístico.

“Este vídeo celebra a nossa gente e as fontes de inspiração importantes para mim, tudo de uma forma muito natural. Há uma forte ligação ao mar e ao campo e quisemos colocar-me nesses locais. Além disso, gravámos toda uma série de conteúdos conceptuais que acrescentam mais informação visual à música", diz a artista.

Numa fase criativa marcada pela vontade de concretizar novas ideias, 'A Minha Gente' reforça a identidade artística singular de Mimicat e a sua visão contemporânea da música Pop portuguesa.

Cantora, compositora, performer e detentora de uma voz poderosa, Mimicat move-se nos territórios pop, soul, jazz e canção portuguesa. Com três álbuns de estúdio editados e atuações ao vivo tão intensas como intimistas nas mais emblemáticas salas nacionais, a artista portuguesa venceu o Festival da Canção em 2023, com o tema 'Ai Coração' e representou Portugal na Eurovisão, nesse mesmo ano.

Fortemente inspirada pelas grandes vozes da música negra e formada em Som e Imagem pela Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, Mimicat - alter ego artístico de Marisa Mena - gravou o primeiro disco aos 9 anos. Em 2014, a sua música ganhou eco nas principais rádios e na ficção nacional, com o lançamento do primeiro álbum, "For You", através da Sony Music, ao qual se seguiu, em 2017, "Back In Town". Os discos deram a conhecer canções como 'Tell Me Why', 'Savior', 'Stay Strong', 'Fire' ou 'Gave Me Love', entre outras, foram apresentados nos maiores palcos do país, nomeadamente na Culturgest, na Festa do Avante, em festivais como o Sol da Caparica, Cool Jazz e Marés Vivas, entre outros, e levaram a artista a atuar internacionalmente, na Virada Cultural de São Paulo, no Brasil.

Em 2019, Mimicat lançou a primeira canção em português, 'Até Ao Fim', à qual se seguiram 'Tudo Ao Ar' e 'Mundo Ao Contrário', esta última um dueto com Filipe Gonçalves.

Com 'Ai Coração' venceu a 57.ª edição do Festival da Canção e representou Portugal na Eurovisão, em Liverpool, alcançando a final do certame. O tema conta, até à data, com mais de 10 milhões de streams no Spotify e integra o terceiro álbum de originais da cantora e compositora, "Peito", editado em 2024. Do alinhamento do LP constam, também, os singles 'Vais Ter Saudades', 'Dança Comigo', 'No Teu Lugar' e o tema título, 'Peito', bem como colaborações com Matay, Tatanka, Catana, Diana Castro, Elisa Rodrigues, Joana Alegre e Luísa Sobral.

O ano de 2025 marca o início de uma nova era no percurso de Mimicat, com nova imagem e uma sonoridade que cruza as influências da canção portuguesa dos anos 60 e 70 com os ritmos mais alegres do Fado e da pop contemporânea. Os temas 'Agostinho', 'Santa' e 'A Minha Gente' refletem esta nova fase artística de Mimicat.

A PORTA REVELA PROGRAMAÇÃO





















A Porta, um dos mais emblemáticos festivais de artes de Leiria, volta a ocupar espaço na cidade de 3 a 7 de junho, numa edição maioritariamente localizada na antiga Pousada da Juventude (Largo Cândido Reis 9). A programação é agora anunciada.

Num ano desafiante como o de 2026, num contexto pós tempestade Kristin, A Porta continua num esforço de manter a sua programação plural, interdisciplinar e eclética em géneros: como noutras edições, a música continua a ter um lugar central na programação, uma junção de alguns dos talentos mais representativos da nova música portuguesa com nomes já estabelecidos do som independente nacional; mas a juntar à música há também artes visuais e plásticas, oficinas, workshops e uma programação infantil, A Portinha.

Na música os grandes destaques vão para Sensible Soccers, que se apresentam em ano que vão lançar um novo disco - o primeiro em 5 anos -, La Valentina, cantautora colombiana sediada em Paris, conhecida por misturar rap, trap, salsa e rock experimental em espanhol e francês, os Lavoisier ou Cachupa Psicadélica, o vibrante artista cabo-verdiano que se prepara para também lançar novo disco.
Além destes nomes já conhecidos do universo indie português, há muito talento emergente a descobrir; do mais recente fenómeno da pop nacional Herlander, que acabou de lançar o disco “CÁRIE”, ao rock das Lesma, Chat GRP ou Marquise. Há ainda palco para nomes como Candy Diaz, Esquerda, L-ALI, Maria Grep, Mike El Nite (em DJ Set), Monstera, Mutaca, NÃOBODY, PMDS, Rafa Lázaro, REI TIER & VersuK, This Page e Rui Miguel Abreu (em DJ Set).

Na Casa Plástica 2026, programa de artes visuais, instalação e intervenção artística do festival, reúne-se um conjunto de artistas de diferentes áreas - do som à pintura, da arquitetura à escultura, do vídeo à criação multidisciplinar - cujas propostas partem de uma reflexão crítica sobre a vulnerabilidade do conceito de casa e o passado transitório da antiga Pousada da Juventude, espaço que durante anos acolheu quem estava de passagem. Entre abrigo e instabilidade, pertença e deslocação, os artistas convidados exploram a casa como lugar físico, simbólico, emocional e por vezes transitório, sujeito às pressões do tempo, da memória e das transformações sociais. Participam nesta edição Andreas Trobollowitsch, MAISMENOS, Patrick Hubmann, Aires de Gameiro e João Aires Gama, bem como o projeto Khana, desenvolvido com participantes do programa Barakat, da InPulsar, em co-criação com o Colectivo Til e a Casota Collective.

Na Portinha; Valdevinos Teatro de Marionetas apresenta O Som das Coisas, um espetáculo sensorial para bebés inspirado no quotidiano, onde tudo é descoberta e encantamento. Numa evocação do tema “khana”, o espetáculo transforma o espaço doméstico num território de exploração, pertença e imaginação. Para além desta criação, a companhia traz também o tradicional e cómico Teatro Dom Roberto e uma Oficina de Marionetas, reforçando o convite à participação e ao encontro entre gerações.

O Galinheiro Criativo, espaço de criação enraizado na ruralidade e na força das redes colaborativas, chega às ruas de Leiria pelas mãos de Carlos Roxo e Francisco Chichorro. Juntos, propõem uma experiência onde narrativa e desafio se entrelaçam: a partir de histórias recolhidas junto de quem habita a Pousada da Juventude de Leiria, irão criar uma escape room original — Espreitar pela Fechadura — marcada pelo mistério e por enigmas interligados. Paralelamente, com Quantas Portas Tem a Porta?, o seu Galinheiro Criativo transforma-se numa oficina artística ambulante que convida o público a participar na construção de objetos e narrativas, abrindo espaço à imaginação, à partilha e à descoberta coletiva.

Criador de jogos e instalações sonoras, Bitocas Fernandes desenvolve dispositivos que tornam a criação acessível e profundamente coletiva, convidando todos a entrar no processo criativo. Em Optimix, objetos de casa e utensílios do quotidiano ganham uma nova vida sonora, dando forma a uma orquestra-jogo aberta a todas as idades.

Há ainda na programação outras atividades como Musicanto (de Inês Graça), Rita Rovisco, Sílabas ritmadas, Projeto Kalambaka e Coletivo Til.

2026 nunca seria um ano normal para A Porta e para a comunidade da região de Leiria, depois da passagem da tempestade Kristin na madrugada de 28 de janeiro. Por essa razão a organização do festival coloca em forma de manifesto as intenções para esta 11.ª edição e toda a programação tem como fio condutor estas mesmas intenções:

Em 2026, A Porta explora o conceito de Khana, uma palavra de raízes antigas que significa literalmente «casa», «morada» ou «lugar de pertença». Mais do que um teto físico, Khana representa o nosso refúgio interior e o espaço de segurança onde nos podemos voltar a erguer. É uma escolha deliberada de habitar a intimidade da antiga Pousada da Juventude para redescobrir o que significa, hoje, ter um abrigo, assumindo em simultâneo a extrema fragilidade desse mesmo conceito. Num ano em que tantos viram os seus telhados voar e a ilusão da permanência desabar, escolhemos as paredes sólidas do centro da cidade não como um esconderijo, mas como um espaço de reconstrução.

"O que o Vento não Levou" é o nosso lema e a nossa prova de vida. O vento levou árvores e alterou paisagens, mas não levou a resiliência de uma comunidade que sabe que, para caminhar lá fora, precisa primeiro de entender o seu centro.

A programação completa d’A Porta 2026 pode ser acedida através de festivalaporta.pt e é quase totalmente gratuita. Os bilhetes para as sessões pagas encontram-se disponíveis aqui.

CRISTINA BRANCO APRESENTA NOVO DISCO EM LISBOA

 



















17 MAIO | LISBOA
A Voz do Operário | 18h00

O concerto de Cristina Branco, a 17 de maio, n’A Voz do Operário, promete ser um momento verdadeiramente especial. Por um lado, assinala a estreia ao vivo em Lisboa, em formato de banda, do seu mais recente álbum, "Mulheres de Abril", Prémio José Afonso 2026. Por outro, este espetáculo único ganha uma dimensão ainda mais emotiva com a participação especial do Coro Infantil d’A Voz do Operário.

SARA CRUZ CABEÇA DE CARTAZ DE SUNSET PARTY NO PICO

 



















15 MAIO | MADALENA
Porto Velho | 18h00

A 15 de maio, na Madalena, no Pico (Açores), naquela que é já 3.ª edição da Gold’n Taste Sunset Party, o destaque do cartaz vai para a cantora e compositora Sara Cruz, que sobe ao palco como a grande protagonista de um alinhamento que promete conquistar o público. A festa arranca às 18h00 e prolonga-se pela noite, numa celebração que une sabores, sons e boa energia

PEDRO JÓIA REGRESSA AO ALGARVE EM DOSE DUPLA





















Pedro Jóia celebra as suas origens algarvias com duas atuações: a 10 de maio, na vila de Castro Marim, protagoniza o concerto de encerramento do Ciclo "Tardes ao Sal", promovido pela Casa do Sal; a 16 de maio, atua na Associação Cultural República 14, espaço carismático em Olhão. No dia 29, o guitarrista viaja até ao norte, rumo a Vila Nova da Cerveira, para, a convite de Tim, seu cúmplice na Resistência, participar no Festival "Soam as Guitarras".

LUCA ARGEL COM CONCERTOS NOS DOIS LADOS DO ATLÂNTICO





















Em maio, Luca Argel dá continuidade à digressão de 8 datas no Brasil, com espetáculos em São Paulo (dia 7), Rio de Janeiro (9), Salvador (14), Recife (15), João Pessoa (16), Natal (17) e Fortaleza (19). A 22 de maio, regressa a palcos nacionais para um concerto na Biblioteca Municipal de Grândola no âmbito do projeto "Canções para Beber com Pessoa", com Ana Deus. A 23 de maio, apresenta o novo disco "O Homem Triste" no Cinema-Teatro Joaquim d'Almeida, no Montijo.

CARA DE ESPELHO EM CASTELO BRANCO E SEVER DO VOUGA





















Depois de passar por Loulé, Lisboa, Famalicão, Aveiro e Coimbra, a digressão do álbum “B” chega agora a Castelo Branco. A 2 de maio, o Cine-Teatro Avenida recebe ao vivo as novas canções dos Cara de Espelho que a reputada revista internacional Songlines destacou recentemente como «uma ótima adição a um cancioneiro de resistência que não hesita em ser ferozmente divertido». No dia 16, a viagem continua rumo ao CAE de Sever do Vouga