segunda-feira, 2 de novembro de 2026

NOVO DISCO DE ANTÓNIO CASSAPO

 



















Com dez canções, este novo registo assume-se como uma viagem musical pelos últimos 25 anos de carreira a solo, reunindo alguns dos temas mais marcantes dos seus sete álbuns anteriores. Uma espécie de Best Of, pensado não apenas como uma retrospectiva do seu percurso, mas também como uma celebração de uma carreira construída com independência, persistência e uma identidade musical muito própria.

Entre o rock e o pop-rock português, António Cassapo revisita diferentes momentos da sua história musical, reunindo canções que marcaram o seu percurso artístico e que continuam a fazer parte da sua ligação ao público.

Este lançamento representa também um momento especial na carreira do músico: a chegada, pela primeira vez, ao formato vinil, numa edição que celebra a música, a memória e os 25 anos de percurso discográfico em nome próprio.

WILDCHAINS EM TOUR ACÚSTICA

 



















A banda bracarense percorre Portugal durante novembro com sete atuações de entrada livre, reinventando o seu repertório enquanto prepara a chegada de The Great Fado II.

Depois de um ano marcado pela estreia em palcos internacionais e pela participação numa campanha televisiva nacional, os WILDCHAINS preparam-se para percorrer Portugal numa digressão acústica a convite da FNAC. Entre 6 e 29 de novembro, a banda de heavy rock apresenta-se em sete showcases que propõem uma perspetiva diferente sobre o seu universo musical.

Intitulada Final Act Tour, a digressão surge na sequência do lançamento de The Great Fado I, editado em maio de 2026, e assinala a transição para The Great Fado II, a segunda parte do projeto conceptual que a banda se encontra a finalizar.

Mas esta não será uma simples adaptação acústica do repertório. Conhecidos pela intensidade dos seus concertos e pela dimensão cinematográfica da sua música, os WILDCHAINS propõem-se desconstruir e reinventar as próprias composições, explorando novas harmonias, arranjos e interpretações que revelam dimensões habitualmente menos expostas.

Mais do que reproduzir aquilo que já está disponível nas plataformas digitais, a banda pretende fazer de cada concerto uma experiência própria, onde o público poderá descobrir versões inéditas, novas leituras de temas conhecidos e momentos que antecipam o próximo capítulo da sua identidade artística.

The Great Fado surge como um universo conceptual em que a banda explora a palavra «fado» como sinónimo de destino, morte ou fim, e não o género musical português. Através de temas como a perda, a memória e a transformação, os WILDCHAINS têm construído uma narrativa que atravessa a música, a imagem e o espetáculo ao vivo.

Agora, num registo de maior proximidade com o público, os WILDCHAINS mostram que a sua música pode assumir diferentes formas sem perder a identidade que a define.

Final Act Tour — Datas

6 novembro — FNAC Coimbra | 18h30
7 novembro — FNAC Chiado, Lisboa | 17h00
7 novembro — FNAC Alfragide | 21h00
8 novembro — FNAC Cascais | 16h00
21 novembro — FNAC Braga Parque | 16h30
28 novembro — FNAC Fórum Aveiro | 16h00
29 novembro — FNAC Palácio do Gelo, Viseu | 17h30

Entrada livre em todas as atuações.

SOBRE OS WILDCHAINS

Formados em Braga em 2021, os WILDCHAINS são uma banda portuguesa de rock alternativo e heavy rock.

O grupo combina riffs intensos, melodias marcantes e ambientes cinematográficos, construindo canções em torno de temas como perda, destino, memória e transformação.

Depois de mais de 50 concertos, vários resultados de destaque em concursos nacionais e atuações em alguns dos principais palcos do Norte do país, os WILDCHAINS encontram-se atualmente a gravar The Great Fado II e a preparar uma nova etapa do seu percurso nacional e internaciona

ELVIRA COM NOVO SINGLE NAS PLATAFORMAS



O meu par é o novo single de ELVIRA e mais um tema de antecipação do seu primeiro álbum, “Braço de Ferro”, previsto para Janeiro de 2027.

A canção parte de uma paixão platónica que, entre a imaginação e o desejo, acaba por se transformar numa história de amor correspondido. Inspirada naquele sentimento de idealizar alguém e imaginar como seria viver uma história a dois, O meu par acompanha o percurso entre a fantasia e a realidade. A letra começa com a imagem de “um fim de tarde quente”, junto ao mar e desenvolve-se em torno da vontade de conquistar alguém que parece, à distância, ser o par ideal. “Tanto queria que fosses o meu par” traduz o desejo que percorre a canção, numa frase que se repete como expressão de uma paixão ainda por concretizar. Mas aquilo que começa como um cenário imaginado ganha um novo significado no final: “Tanto eu te queria e agora és meu par”. A mudança transforma o desejo em realidade e revela que, por vezes, aquilo que imaginamos pode mesmo acontecer. Ao explorar o lado mais sonhador do amor, ELVIRA aborda uma experiência universal: apaixonarmo-nos por alguém, imaginar possibilidades e questionar se o sentimento será recíproco.

O meu par celebra o momento em que a incerteza dá lugar à descoberta de que a atração é mútua, transformando uma paixão aparentemente platónica numa história partilhada. Este é mais um single de antecipação do disco de estreia de ELVIRA, “Braço de Ferro”, um trabalho que explora diferentes paisagens da pop contemporânea e percorre temas como o amor, os fins, os recomeços, a autopreservação e a valorização pessoal. Através de uma escrita direta, próxima e profundamente humana, a artista transforma experiências e emoções do quotidiano em canções com as quais é possível identificarmo-nos.

OS QUATRO E MEIA ESGOTAM 15 DAS 17 DATAS DA DIGRESSÃO “INTERIOR”





















A poucos dias de subirem ao palco do Grande Auditório Europarque, em Santa Maria da Feira, onde a digressão “Interior” arranca a 6 de novembro, Os Quatro e Meia têm já 15 das 17 datas esgotadas. O Coliseu Micaelense, em São Miguel, está agora esgotado nas duas noites. Sobram apenas os últimos bilhetes para o Coliseu de Elvas, a 19 de dezembro, e lugares para a nova data na Póvoa Arena, a 14 de fevereiro, Dia dos Namorados, noite que encerra a digressão.

São 17 concertos em dez cidades, de Viana do Castelo a Faro, com passagem pelos Açores. Em seis delas a banda sobe ao palco mais do que uma noite: duas em Sintra, nas Caldas da Rainha, em São Miguel, em Faro e na Póvoa de Varzim, e três no Convento São Francisco, em Coimbra. Em quase todas as salas, o esgotado chegou muito antes do primeiro acorde.

Depois da dimensão das duas MEO Arena esgotadas, “Interior” leva Os Quatro e Meia de volta ao registo onde tudo começou: salas fechadas, arranjos acústicos e o público a um palmo do palco. É nessa proximidade que a banda revisita “Pontos nos Is” e “O Tempo Vai Esperar”, junta as canções editadas ao longo dos últimos anos e dá a ouvir temas que vão integrar o próximo disco.

A digressão é também o ponto de partida para um novo capítulo. Seis anos depois de “O Tempo Vai Esperar”, Os Quatro e Meia preparam o regresso aos álbuns de estúdio, com edição prevista para os próximos meses. “Quem Me Vê”, gravada a sete vozes com Luís Trigacheiro, abriu caminho a um disco que vai reunir canções novas e temas que, editados de forma independente, somaram milhões de audições, de “Olá Solidão” a “Terraplanismo”, passando por “Saudade”, com Miguel Araújo.

A última noite de “Interior” acontece a 14 de fevereiro, na Póvoa Arena, exactamente um ano depois de a banda ter enchido a MEO Arena nas mesmas datas. Os bilhetes para a nova data e os últimos lugares para Elvas estão disponíveis nos pontos de venda oficiais.

TOUR “INTERIOR”

6 de novembro de 2026 // Grande Auditório Europarque, Santa Maria da Feira // ESGOTADO
13 de novembro de 2026 // Centro Cultural de Viana do Castelo, Viana do Castelo // ESGOTADO
14 de novembro de 2026 // Multiusos de Guimarães, Guimarães // ESGOTADO
17 de dezembro de 2026 // Centro Cultural Olga Cadaval, Sintra // ESGOTADO
18 de dezembro de 2026 // Centro Cultural Olga Cadaval, Sintra // ESGOTADO
19 de dezembro de 2026 // Coliseu de Elvas, Elvas // ÚLTIMOS BILHETES
15 de janeiro de 2027 // Coliseu Micaelense, São Miguel, Açores // ESGOTADO
16 de janeiro de 2027 // Coliseu Micaelense, São Miguel, Açores // ESGOTADO
22 de janeiro de 2027 // Centro Cultural e Congressos das Caldas da Rainha // ESGOTADO
23 de janeiro de 2027 // Centro Cultural e Congressos das Caldas da Rainha // ESGOTADO
28 de janeiro de 2027 // Convento São Francisco, Coimbra // ESGOTADO
29 de janeiro de 2027 // Convento São Francisco, Coimbra // ESGOTADO
30 de janeiro de 2027 // Convento São Francisco, Coimbra // ESGOTADO
5 de fevereiro de 2027 // Teatro das Figuras, Faro // ESGOTADO
6 de fevereiro de 2027 // Teatro das Figuras, Faro // ESGOTADO
13 de fevereiro de 2027 // Póvoa Arena, Póvoa de Varzim // ESGOTADO
14 de fevereiro de 2027 // Póvoa Arena, Póvoa de Varzim // NOVA DATA - ÚLTIMOS BILHETES

JOSÉ FRANCISCO COM NOVO SINGLE

 



















José Francisco apresenta “Prometo Voltar”, o seu novo single. Com uma escrita direta e um tom de conversa, o tema ganha forma através de pequenos gestos do quotidiano, numa narrativa que se revela a cada verso.

Sobre esta nova canção, o artista explica que «é uma canção sobre estar longe das pessoas que mais gostamos e a vontade de regressar, misturando uma batida marcante com uma história simples e próxima sobre saudade, amor e a promessa de voltar.»

Um beijo na testa antes de sair, o cuidado de não acordar quem ainda dorme e uma chamada combinada para mais tarde dão forma à letra. Sem dramatismo, José Francisco encontra nestas imagens familiares uma maneira de contar a história, deixando que os gestos revelem o que nem sempre se diz em palavras.

O tema nasceu num writing camp, num encontro de partilha e criação entre artistas e compositores. O lançamento é acompanhado por um videoclipe realizado por Gonçalo Cunha.

“Prometo Voltar” conta com autorias de José Francisco, João Direitinho, Dinis Mateus, Aurora Pinto, Mário Monginho, Francisco Cartaxo, Tomás Cartaxo, Luís “Twins” Pereira e André Barreto, e produção de Luís “Twins” Pereira.

“Prometo Voltar” já está disponível em todas as plataformas digitais.

EXPRESSO TRANSATLÂNTICO ANUNCIA TOUR EM CLUBES EM 2027





















©Miguel Marquês

Um ano depois do lançamento de Trópico Paranóia, o Expresso Transatlântico regressa aos clubes. Após um ano intenso de estrada, o espectáculo ganhou novas formas, com uma energia cada vez mais livre e imprevisível.

Entre a guitarra portuguesa, a força do rock e texturas sónicas, o universo da banda de Gaspar Varela, Sebastião Varela e Rafael Matos continua a crescer e a transformar-se a cada concerto.

Nesta digressão de clubes, agendada para 2027, o Expresso Transatlântico leva essa energia a um formato mais próximo do público, onde há espaço para descobrir novos caminhos nas canções e viver de perto o universo da banda.

Editado em 2026 e produzido por The Legendary Tigerman, Trópico Paranóia nasceu de um período de criação em diferentes regiões de Portugal. Entre a força do rock e a guitarra portuguesa, o álbum traduz as experiências partilhadas pela banda e o seu olhar sobre as tensões e contradições do mundo à sua volta.

TOUR DE CLUBES 2027

- 18 FEVEREIRO - AVEIRO :: GRETUA - bilhetes aqui
- 19 FEVEREIRO - VISEU :: CARMO’81 - bilhetes aqui
- 20 FEVEREIRO - VILA NOVA DE FAMALICÃO:: CRU - ESPAÇO CULTURAL - bilhetes aqui
- 26 FEVEREIRO - LEIRIA :: TEXAS CLUB - bilhetes aqui
- 27 FEVEREIRO - COIMBRA :: SALÃO BRAZIL - bilhetes aqui

35 ANOS DE MOONSPELL





















A confirmação da tour europeia de 40 datas, "God is a Vampire", nos meses de Março e Abril de 2027, indiciava que os MOONSPELL estavam a preparar algo em grande para festejar os 35 anos de carreira. O anúncio aconteceu este fim-de-semana, no Porto, onde apresentaram o mais recente disco, "Far From God", num Hard Club esgotadíssimo (tal como tinha acontecido, em Setembro, em Sintra). A banda mais internacional de sempre da música portuguesa vai mais longe que nunca e apresenta a primeira edição do MOONFEST, um novo festival que celebra não só esta data tão significativa para o grupo, mas também o espírito do Heavy Metal na sua diversidade e longevidade.

Com um cartaz curado e escolhido pessoalmente pela banda, entre a tradição e a modernidade, os MOONSPELL convidam os AMORPHIS, uma das maiores e mais influentes instituições do metal finlandês; os Suíços ZEAL & ARDOR, um dos projetos mais inovadores do metal contemporâneo, fundindo blues e gospel com black metal escandinavo; os britânicos TOWARDS THE SINISTER, banda formada pelos fundadores dos My Dying Bride; e, a abrir a noite, os Portugueses HEAVENWOOD que regressaram às edições discográficas em 2026, precisamente, quando assinalam 30 anos de história.

O grande final do MOONFEST acontece ao som dos MOONSPELL e de mais de três décadas de Metal Gótico, com assinatura portuguesa, na sua maior produção de sempre!

Depois de uma tour europeia que promete ser épica, o grupo lança a primeira edição do seu próprio festival, apostando quer na qualidade e originalidade das bandas em cartaz, quer no preço justo e conforto do público. A noite de 30 de Outubro 2027 na MEO ARENA promete ser memorável, tal como a história incrível e fascinante dos Portugueses MOONSPELL.

Bilhetes
06.11 a partir das 10h: Pré-venda exclusiva FNAC (lojas e online)
09.11 a partir das 10h: Venda Geral
50€ Bilhete Geral
75€ Golden Circle

MARTA VILAÇA EDITA "OUTLINES"


Depois de ter apresentado os singles “All Blurred” e “Paz Ao Acaso”, a cantautora natural de Vila do Conde lança o seu primeiro álbum, um trabalho que aprofunda a escrita intimista de “Devaneios” e explora novas possibilidades sonoras.

Marta Vilaça acaba de editar “Outlines”, o seu primeiro álbum, depois de ter antecipado o trabalho com os singles “All Blurred” e “Paz Ao Acaso”. O disco representa uma nova etapa no percurso da cantautora de 26 anos, natural de Vila do Conde e atualmente a viver no Porto, que regressa à reflexão sobre as relações humanas, a vulnerabilidade e as contradições do mundo contemporâneo. Depois da estreia discográfica com o EP “Devaneios”, em 2025, a artista apresenta agora um conjunto de canções que procuram dar forma a sentimentos e questões que nem sempre encontram uma explicação clara.

O título “Outlines” nasce precisamente dessa tentativa de estabelecer contornos para aquilo que permanece indefinido. Ao longo do álbum, Marta Vilaça procura compreender emoções, experiências e inquietações que se apresentam de forma difusa, aproximando-se delas não necessariamente para encontrar respostas definitivas, mas para reconhecer a sua complexidade e aprender a aceitá-las. A ideia de criar «contornos emocionais» torna-se, assim, o ponto de ligação entre diferentes dimensões de um trabalho que cruza a experiência individual com questões de alcance coletivo.

Essa procura prolonga algumas das preocupações já presentes em “Devaneios”, nomeadamente a relação com um mundo marcado pelo ruído, pela imperfeição e pela dificuldade em preservar aquilo que permanece genuíno. Em “Outlines”, porém, a escrita alarga-se a experiências mais quotidianas, encontrando no amor um dos seus principais territórios de exploração. A artista aborda diferentes formas de envolvimento afetivo, desde os sentimentos correspondidos àqueles que não encontram reciprocidade, sem esquecer as relações que permanecem num espaço intermédio, onde as intenções e os sentimentos nem sempre são facilmente identificáveis.

Mais do que organizar essas experiências em categorias definidas, o álbum procura aproximar-se das suas ambiguidades. A dificuldade de compreender aquilo que se sente, de interpretar os gestos dos outros ou de reconhecer o lugar que ocupamos numa relação integra uma reflexão mais abrangente sobre a necessidade humana de atribuir sentido àquilo que acontece. Os contornos sugeridos pelo título não representam, por isso, fronteiras rígidas, mas uma tentativa de tornar mais percetível aquilo que continua em transformação.

A evolução conceptual do projeto encontra correspondência na sua dimensão musical. Depois de um primeiro EP marcado por uma abordagem predominantemente acústica e intimista, Marta Vilaça explora em “Outlines” uma maior presença rítmica e novas texturas instrumentais. Esta mudança introduz outras possibilidades de expressão no seu universo artístico, permitindo que a escrita pessoal conviva com uma construção sonora mais abrangente, sem abandonar a proximidade emocional que caracteriza o seu trabalho.

“All Blurred”, um dos singles que antecederam a edição do disco, apresentou uma das dimensões mais afetivas desta nova fase. A canção parte da possibilidade de alguém se tornar um ponto de estabilidade na vida de outra pessoa, sobretudo quando esta atravessa um período de desorientação. Através de uma reflexão sobre a proximidade e o apoio emocional, Marta Vilaça observa a importância dos pequenos gestos e da presença quotidiana, reconhecendo que nem sempre são necessárias grandes intervenções para ajudar alguém a recuperar o equilíbrio.

A imagem de uma realidade desfocada, presente no título da canção, estabelece uma ligação direta com o conceito de “Outlines”. Se o álbum procura encontrar contornos para emoções difíceis de compreender, “All Blurred” dirige a atenção para o papel que as relações humanas podem desempenhar nesse processo. A proximidade transforma-se numa forma de orientação, permitindo que a presença de outra pessoa contribua para recuperar alguma clareza perante a incerteza.

Já “Paz Ao Acaso”, também revelado antes do lançamento do álbum, desloca o olhar da experiência íntima para uma inquietação de natureza social e política. A canção nasceu da reflexão de Marta Vilaça sobre a guerra e sobre a consciência de que viver em paz depende, em grande medida, de circunstâncias que escapam ao controlo individual. O lugar onde se nasce e a realidade em que se cresce podem determinar experiências profundamente distintas, colocando em evidência a desigualdade das condições de vida e a fragilidade da segurança frequentemente tomada como garantida.

A partir dessa consciência, a artista confronta sentimentos de privilégio e impotência perante acontecimentos que, apesar de geograficamente distantes, continuam a ter consequências humanas concretas. A canção questiona a facilidade com que a exposição repetida à violência pode conduzir à indiferença, alertando para a forma como a normalização do sofrimento contribui para a sua perpetuação.

O videoclipe de “Paz Ao Acaso”, associado ao lançamento do single, foi concebido a partir de fotografias captadas pelo fotojornalista Adriano Miranda durante a guerra na Ucrânia, com produção e edição de Júlio Aguiar. A utilização destas imagens estabelece uma relação entre a reflexão musical e o testemunho documental, aproximando o tema das realidades que estiveram na origem da sua escrita.

A coexistência de “All Blurred” e “Paz Ao Acaso” ajuda a compreender a amplitude temática de “Outlines”. Embora partam de contextos diferentes, ambas as canções abordam a vulnerabilidade e a relação com aquilo que não conseguimos controlar. Numa, essa experiência encontra resposta na proximidade e no cuidado entre pessoas; na outra, transforma-se numa reflexão sobre a responsabilidade individual perante o sofrimento coletivo. Em ambos os casos, Marta Vilaça procura reconhecer a complexidade das situações sem reduzir as emoções a respostas imediatas.

O lançamento de “Outlines” assinala também uma nova etapa num percurso musical iniciado muito antes da estreia discográfica. Marta Vilaça dedicou 16 anos à formação musical clássica, tendo a flauta ocupado um lugar central na sua relação com a música. A passagem para a escrita de canções surgiu posteriormente, quando encontrou na composição uma forma de expressão mais próxima das suas experiências e inquietações pessoais.

Essa mudança de direção conduziu à edição de “Devaneios”, em 2025, o primeiro registo discográfico da artista. O EP estabeleceu as bases de uma identidade marcada pela introspeção e pela atenção à palavra, características que continuam presentes em “Outlines”, agora acompanhadas por uma exploração musical mais diversificada.

Com o seu primeiro álbum, Marta Vilaça aprofunda a relação entre a escrita de canções e a necessidade de compreender a experiência humana, cruzando questões afetivas com inquietações perante o mundo contemporâneo. Entre sentimentos correspondidos ou indefinidos, gestos de proximidade e reflexões sobre a guerra, “Outlines” reúne diferentes formas de olhar para aquilo que permanece incerto, assumindo a aceitação dessa indefinição como parte do próprio processo de descoberta.

O disco estará disponível em formato vinil e serão anunciadas datas de apresentação em janeiro.

 

"AS MULHERES DO JAZZ EM PORTUGAL" PATENTE EM COIMBRA





















Exposição «As Mulheres no Jazz em Portugal», de Márcia Lessa, patente em Coimbra até 11 de dezembro.

Vinte e seis retratos inéditos dão rosto às mulheres que têm marcado o jazz em Portugal, numa exposição de fotografia de Márcia Lessa que pode ser visitada gratuitamente no Largo do Poço n.º 1, em Coimbra, até 11 de dezembro.

Inaugurada a 1 de outubro, Dia Mundial da Música, no âmbito do Festival Jazz ao Centro, a exposição «As Mulheres no Jazz em Portugal», da fotógrafa Márcia Lessa, continua patente no Largo do Poço n.º 1, em Coimbra, até 11 de dezembro. Com entrada gratuita, pode ser visitada de quarta-feira a sábado, entre as 12h00 e as 19h00.

A exposição reúne retratos inéditos de 13 mulheres que escolheram o jazz como forma de expressão musical, dando visibilidade a diferentes percursos e gerações, desde os anos 60 até à atualidade. Estela Alexandre, Isabel Rato, Jéssica Pina, Juliana Mendonça, Maria Carvalho, Maria João, Maria Viana, Marta Hugon, Paula Oliveira, Paula Sousa, Rita Maria, Sara Serpa e Susana Santos Silva são as protagonistas deste conjunto de fotografias.

Longe do palco, sem instrumentos ou luzes de cena, Márcia Lessa propõe um olhar sobre as mulheres para lá da sua presença artística. Também ela ligada ao jazz há mais de 20 anos, a fotógrafa constrói cada retrato a partir de um encontro e de um momento de partilha, num processo de captação espontâneo que encontra no improviso uma das suas referências. O resultado é um conjunto de imagens que procura revelar as pessoas por detrás da música, dos discos e dos percursos artísticos.

Cada fotografia é acompanhada por um texto da autoria do crítico de jazz Nuno Catarino, que contextualiza o percurso de cada artista e o seu contributo para o panorama jazzístico português.

Com o apoio do Município de Idanha-a-Nova, «As Mulheres no Jazz em Portugal» é também um contributo para o reconhecimento e a valorização do papel das mulheres na história e na construção do jazz em Portugal.

INFORMAÇÕES

Exposição: As Mulheres no Jazz em Portugal, de Márcia Lessa
Local: Salão Brazil / Largo do Poço n.º 1, Coimbra
Patente até: 11 de dezembro
Horário: quarta-feira a sábado, das 12h00 às 19h00
Entrada: gratuita
Apoio: Município de Idanha-a-Nova

BRUNO DE SEDA REGRESSA À CARREIRA A SOLO

















Conhecido pelo seu trabalho enquanto vocalista dos José Pinhal Post-Mortem Experience, Bruno de Seda apresenta “Sempre a Viajar”, o primeiro avanço de “V por B”, novo álbum

com edição prevista para 26 de novembro. Entre a música popular romântica portuguesa e as influências do indie psicadélico, o músico revisita as suas origens e a ligação à comunidade emigrante portuguesa em França.

Bruno de Seda está de regresso à carreira a solo com “Sempre a Viajar”, o primeiro single de avanço do novo álbum “V por B”, cuja edição está prevista para 26 de novembro. Depois de vários anos de atividade enquanto vocalista dos José Pinhal Post-Mortem Experience, o músico nortenho retoma o seu percurso individual com uma composição marcada pela nostalgia, pela memória e pelas questões de identidade e pertença.

Com o saxofone de David Machado a assumir o protagonismo desde os primeiros instantes, “Sempre a Viajar” desenvolve-se sobre uma base de sintetizadores atmosféricos, construindo uma paisagem sonora contemplativa que acompanha o carácter intimista da canção. O tema recupera a aproximação entre a música popular romântica portuguesa e as influências do indie psicadélico internacional, uma conjugação que tem distinguido o universo musical de Bruno de Seda.

Em “Sempre a Viajar”, o músico reflete sobre a sua relação com a cultura luso-francesa e com a comunidade de emigrantes portugueses em França, partindo de uma ligação pessoal ao país onde nasceu. A canção desenvolve-se em torno de uma pergunta que atravessa essa reflexão: «Quem seria eu, se cá tivesse ficado?»

A partir desta interrogação, Bruno de Seda imagina percursos de vida alternativos e confronta-se com a possibilidade de uma identidade construída noutro contexto. Entre as memórias, a distância e os cenários que nunca chegaram a concretizar-se, “Sempre a Viajar” aborda a forma como os lugares de origem continuam a influenciar quem deles se afasta, mesmo quando a vida segue outros caminhos.

O single assinala, assim, o início de um novo capítulo na discografia do músico, antecipando “V por B”, o seu próximo trabalho de longa-duração.

O projeto a solo de Bruno de Seda surgiu em 2018, com a gravação do single “Chuva na Areia”, seguindo-se, em 2019, a edição do primeiro álbum homónimo. Desde então, o músico tem desenvolvido um percurso singular, cruzando referências da música popular portuguesa com sonoridades associadas ao universo independente e psicadélico internacional.

Paralelamente ao seu trabalho com os José Pinhal Post-Mortem Experience, Bruno de Seda tem explorado diferentes possibilidades de apresentação ao vivo, tanto em formato a solo como através de colaborações com vários instrumentistas, adaptando o seu repertório a diferentes formações e contextos de palco.

O novo trabalho conta com composições de Bruno de Seda e produção assinada pelo próprio, em colaboração com Rafael Silva e José Santos. A gravação e mistura ficaram a cargo de Rafael Silva, com exceção do tema “Prensado Num Só”, gravado e misturado por Pedro Petiz. A masterização é também de Rafael Silva, enquanto a capa e os grafismos são da autoria de Mantraste.

Entre os músicos e colaboradores envolvidos encontram-se José Cordeiro no baixo elétrico, José Santos na percussão e sintetizadores, Marco Duarte na guitarra elétrica e Rita Curopos nos coros. O disco conta ainda com participações de Manuela Azevedo (Clã) e Gustavo Cruz em “Silva Escura”, Alexandre Curopos em “Copacabana” e David Machado no saxofone de “Sempre a Viajar”.

Com o apoio da Fundação GDA, “V por B” tem lançamento previsto para 26 de novembro, sendo agora antecipado por “Sempre a Viajar”, uma canção que cruza a memória pessoal com a experiência da emigração e as interrogações sobre os caminhos que poderiam ter sido percorridos.

Bruno de Seda está de regresso à carreira a solo com “Sempre a Viajar”, o primeiro single de avanço do novo álbum “V por B”, cuja edição está prevista para 26 de novembro. Depois de vários anos de atividade enquanto vocalista dos José Pinhal Post-Mortem Experience, o músico nortenho retoma o seu percurso individual com uma composição marcada pela nostalgia, pela memória e pelas questões de identidade e pertença.

Com o saxofone de David Machado a assumir o protagonismo desde os primeiros instantes, “Sempre a Viajar” desenvolve-se sobre uma base de sintetizadores atmosféricos, construindo uma paisagem sonora contemplativa que acompanha o carácter intimista da canção. O tema recupera a aproximação entre a música popular romântica portuguesa e as influências do indie psicadélico internacional, uma conjugação que tem distinguido o universo musical de Bruno de Seda.

Em “Sempre a Viajar”, o músico reflete sobre a sua relação com a cultura luso-francesa e com a comunidade de emigrantes portugueses em França, partindo de uma ligação pessoal ao país onde nasceu. A canção desenvolve-se em torno de uma pergunta que atravessa essa reflexão: «Quem seria eu, se cá tivesse ficado?»

A partir desta interrogação, Bruno de Seda imagina percursos de vida alternativos e confronta-se com a possibilidade de uma identidade construída noutro contexto. Entre as memórias, a distância e os cenários que nunca chegaram a concretizar-se, “Sempre a Viajar” aborda a forma como os lugares de origem continuam a influenciar quem deles se afasta, mesmo quando a vida segue outros caminhos.

O single assinala, assim, o início de um novo capítulo na discografia do músico, antecipando “V por B”, o seu próximo trabalho de longa-duração.

O projeto a solo de Bruno de Seda surgiu em 2018, com a gravação do single “Chuva na Areia”, seguindo-se, em 2019, a edição do primeiro álbum homónimo. Desde então, o músico tem desenvolvido um percurso singular, cruzando referências da música popular portuguesa com sonoridades associadas ao universo independente e psicadélico internacional.

Bruno de Seda está de regresso à carreira a solo com “Sempre a Viajar”, o primeiro single de avanço do novo álbum “V por B”, cuja edição está prevista para 26 de novembro. Depois de vários anos de atividade enquanto vocalista dos José Pinhal Post-Mortem Experience, o músico nortenho retoma o seu percurso individual com uma composição marcada pela nostalgia, pela memória e pelas questões de identidade e pertença

Com o saxofone de David Machado a assumir o protagonismo desde os primeiros instantes, “Sempre a Viajar” desenvolve-se sobre uma base de sintetizadores atmosféricos, construindo uma paisagem sonora contemplativa que acompanha o carácter intimista da canção. O tema recupera a aproximação entre a música popular romântica portuguesa e as influências do indie psicadélico internacional, uma conjugação que tem distinguido o universo musical de Bruno de Seda

Em “Sempre a Viajar”, o músico reflete sobre a sua relação com a cultura luso-francesa e com a comunidade de emigrantes portugueses em França, partindo de uma ligação pessoal ao país onde nasceu. A canção desenvolve-se em torno de uma pergunta que atravessa essa reflexão: «Quem seria eu, se cá tivesse ficado?»

A partir desta interrogação, Bruno de Seda imagina percursos de vida alternativos e confronta-se com a possibilidade de uma identidade construída noutro contexto. Entre as memórias, a distância e os cenários que nunca chegaram a concretizar-se, “Sempre a Viajar” aborda a forma como os lugares de origem continuam a influenciar quem deles se afasta, mesmo quando a vida segue outros caminhos.

O single assinala, assim, o início de um novo capítulo na discografia do músico, antecipando “V por B”, o seu próximo trabalho de longa-duração.

O projeto a solo de Bruno de Seda surgiu em 2018, com a gravação do single “Chuva na Areia”, seguindo-se, em 2019, a edição do primeiro álbum homónimo. Desde então, o músico tem desenvolvido um percurso singular, cruzando referências da música popular portuguesa com sonoridades associadas ao universo independente e psicadélico internacional.

Paralelamente ao seu trabalho com os José Pinhal Post-Mortem Experience, Bruno de Seda tem explorado diferentes possibilidades de apresentação ao vivo, tanto em formato a solo como através de colaborações com vários instrumentistas, adaptando o seu repertório a diferentes formações e contextos de palco.

O novo trabalho conta com composições de Bruno de Seda e produção assinada pelo próprio, em colaboração com Rafael Silva e José Santos. A gravação e mistura ficaram a cargo de Rafael Silva, com exceção do tema “Prensado Num Só”, gravado e misturado por Pedro Petiz. A masterização é também de Rafael Silva, enquanto a capa e os grafismos são da autoria de Mantraste.

Entre os músicos e colaboradores envolvidos encontram-se José Cordeiro no baixo elétrico, José Santos na percussão e sintetizadores, Marco Duarte na guitarra elétrica e Rita Curopos nos coros. O disco conta ainda com participações de Manuela Azevedo (Clã) e Gustavo Cruz em “Silva Escura”, Alexandre Curopos em “Copacabana” e David Machado no saxofone de “Sempre a Viajar”.

Com o apoio da Fundação GDA, “V por B” tem lançamento previsto para 26 de novembro, sendo agora antecipado por “Sempre a Viajar”, uma canção que cruza a memória pessoal com a experiência da emigração e as interrogações sobre os caminhos que poderiam ter sido percorrido

Paralelamente ao seu trabalho com os José Pinhal Post-Mortem Experience, Bruno de Seda tem explorado diferentes possibilidades de apresentação ao vivo, tanto em formato a solo como através de colaborações com vários instrumentistas, adaptando o seu repertório a diferentes formações e contextos de palco.

O novo trabalho conta com composições de Bruno de Seda e produção assinada pelo próprio, em colaboração com Rafael Silva e José Santos. A gravação e mistura ficaram a cargo de Rafael Silva, com exceção do tema “Prensado Num Só”, gravado e misturado por Pedro Petiz. A masterização é também de Rafael Silva, enquanto a capa e os grafismos são da autoria de Mantraste.

Entre os músicos e colaboradores envolvidos encontram-se José Cordeiro no baixo elétrico, José Santos na percussão e sintetizadores, Marco Duarte na guitarra elétrica e Rita Curopos nos coros. O disco conta ainda com participações de Manuela Azevedo (Clã) e Gustavo Cruz em “Silva Escura”, Alexandre Curopos em “Copacabana” e David Machado no saxofone de “Sempre a Viajar”.

Com o apoio da Fundação GDA, “V por B” tem lançamento previsto para 26 de novembro, sendo agora antecipado por “Sempre a Viajar”, uma canção que cruza a memória pessoal com a experiência da emigração e as interrogações sobre os caminhos que poderiam ter sido percorridos.

sábado, 31 de outubro de 2026

PROGRAMA DE 31/10/26

1 - Cabrita - Oxalá (feat Milton Gulli)
2 - Mafalda - Apaixonada
3 - Alice Boavista - Quietude do momento
4 - Janeiro - Je suis ici en attendant
5 - Daniela Galhoz - Si no estas
6 - Fado Máfia - Sina (Bolero da Natália)
7 - Pedro do Vale - Sininho
8 - Linda Martini - Cronófago
9 - Escárnio - Sempre, sempre
10 - Tiago Nóia - Ladra cáo au au
11 - PZ - Quero lá saber (feat Black Bombaim)
12 - Os Vultos - Madrepérola (para M)

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

DAVID FONSECA CONVIDA RICARDO ROMERO A ETERNIZAR A CAPA DO NOVO ÁLBUM NUM MURAL EM ALCÂNTARA





















“Radiante Estrela Decadente” chega a 05 de novembro e conta com as participações de Cláudia Pascoal e Marisa Liz. A primeira revelação do disco acontece nas ruas de Lisboa, com uma obra que começa a ganhar forma na segunda-feira, 02 de novembro.

Antes de chegar aos ouvidos, o novo álbum de David Fonseca vai revelar-se numa parede de Lisboa. “Radiante Estrela Decadente” tem edição marcada para 05 de novembro, é inteiramente cantado em português e conta com as participações de Cláudia Pascoal e Marisa Liz. Para iniciar a sua apresentação, David convidou o artista visual Ricardo Romero a eternizar a imagem que criou para a capa num mural de grande dimensão em Alcântara.

A pintura começa na próxima segunda-feira, 02 de novembro, às 9h00, no parque de estacionamento da Rua 1.º de Maio em Lisboa. Ao longo do dia, pelas mãos de Ricardo Romero, a composição ganha uma nova escala, num processo que poderá ser acompanhado por quem passa, até à conclusão prevista para o fim do dia.

Concebida como uma oferta à cidade de Lisboa, a intervenção leva para o espaço público uma obra nascida do universo do disco. A imagem deixa de habitar apenas a capa e passa a integrar a paisagem da cidade, num encontro entre a criação dos dois artistas e o quotidiano de quem a atravessa.

A iniciativa dá também a conhecer a dimensão visual do trabalho de David Fonseca, cuja expressão artística se estende à fotografia, ao desenho, à serigrafia e à realização.
A capa, inteiramente criada pelo músico, encontra agora na interpretação de Ricardo Romero uma outra forma de chegar ao público.

Este projeto é apoiado pela Junta de Freguesia de Alcântara e pela Galeria de Arte Urbana (GAU) da Câmara Municipal de Lisboa.
Desde a sua fundação em 2008, a GAU tem como missão gerir, regulamentar e valorizar o graffiti e a arte urbana na capital, conciliando a liberdade de criação com a preservação do património, incentivando simultaneamente o respeito pelo espaço público.

O álbum chega às plataformas digitais a 05 de novembro. Já os concertos de apresentação realizam-se a 21 de novembro na Super Bock Arena, no Porto, e a 28 de novembro no Sagres Campo Pequeno, em Lisboa.

Criação do mural por Ricardo Romero
Segunda-feira, 02 de novembro, a partir das 9h00
Rua 1.º de Maio, Alcântara, Lisboa

MARGARIDA JUNTA-SE A JOÃO SÓ NO NOVO SINGLE “DEVAGAR”





















Margarida lança hoje “devagar”, o novo single em colaboração com João Só. A canção junta a jovem cantora e compositora a um dos nomes mais sonantes da música portuguesa e chega depois da edição do álbum de estreia “desconhece-me”, em junho deste ano. O tema já está disponível em todas as plataformas digitais com videoclipe oficial no YouTube da artista.

Entre a pressa e a vontade de parar, “devagar” fala sobre a relação com o tempo e a importância de encontrar um ritmo próprio. A canção explora o contraste entre o caos, a urgência e o descontrolo do quotidiano e a procura de calma, paz e segurança. Uma reflexão sobre o poder que o tempo exerce sobre cada pessoa, mas também sobre a liberdade de decidir como vivê-lo.

A colaboração com João Só dá uma nova dimensão a esta reflexão, num encontro entre duas gerações de compositores que partilham uma ligação à palavra e à escrita em português.

O novo single chega poucos meses depois de Margarida ter editado “Desconhece-me”, o seu álbum de estreia, composto por 15 canções. Natural de Vila Real, a artista de 19 anos começou a escrever canções ainda muito cedo, encontrando na música a sua principal forma de expressão. Apesar do percurso discográfico recente, já esgotou o Grande Auditório do Teatro de Vila Real em nome próprio, assegurou a primeira parte dos concertos de Mari Froes no Porto, Braga e Lousada e partilhou o palco com Miguel Araújo, Nena e Carolina de Deus.

QUINTA DO BIL COM SINGLE NOVO













Depois de “Acredita no Amor”, os Quinta do Bill regressam aos originais esta sexta-feira, dia 30 de outubro, com o lançamento de “O Coração Ainda Bate”, um tema que desafia a indiferença moderna e transforma o afeto diário num manifesto de resistência.

Já disponível em todas as plataformas de streaming, a nova canção conta com letra e conceção poética assinadas por Pedro Branco, professor, cantor e o filho mais velho de José Mário Branco, reafirmando a força e a inquietude criativa de uma das bandas mais emblemáticas do país.

Num tempo acelerado, tantas vezes anestesiado pelo ruído e pela distância, a música recusa o cinismo e recentra-se na urgência do cuidado quotidiano. Longe de idealizações fáceis, “O Coração Ainda Bate” abraça a imperfeição das relações humanas e assume a presença e o afeto como uma necessidade urgente, lembrando que "o amor aqui não pode ser atroz / um rio sem foz".

"Abraçar a vida é abraçar o amor. Na sua plena imperfeição e no lugar sereno do cuidado. Tempos sem cuidado estes, que requerem (exigem) o cuidado dos Homens. No amor e na vida. Esta canção é esse hino vigilante para um futuro melhor. Aceitando um presente em cuidado. Para beber, pensar, sentir, dançar e… cuidar!", sublinha Pedro Branco.

Cruzando a matriz folk-rock vibrante que corre no sangue do grupo com uma roupagem melódica calorosa e atual, os Quinta do Bill constroem uma narrativa que parte do recolhimento intimista e explode num refrão libertador. É uma canção desenhada para a catarse coletiva, feita para nos fazer dançar enquanto nos obriga a olhar à volta.

Com este lançamento, os Quinta do Bill assinam um dos seus manifestos mais generosos e comoventes, fazendo acompanhar a música de um visualizer oficial onde o pulsar da luz espelha a persistência inabalável de quem se recusa a deixar de sentir.

CASSETE PIRATA LANÇAM NOVO DISCO

















© João Hasselberg

A comemorar 10 anos de história, os Cassete Pirata assinalam esta celebração com um espetáculo especial, que já passou por Braga e segue agora para a Covilhã e para o Capitólio, em Lisboa. O novo álbum A Sombra chega hoje, 30 de outubro, acompanhado pelo terceiro single “Viola no Saco”. Já disponíveis em todas as plataformas digitais.

Entre a inquietação individual e a salvação no coletivo, os Cassete Pirata fazem das contradições do nosso tempo matéria para as suas novas canções. Depois de “Abismo” e “Sou Gente Outra Vez”, a banda apresenta um conjunto de canções que cruza a energia do pop rock português com uma reflexão sobre a polarização, a exaustão quotidiana e a crescente dificuldade em encontrar espaço para o pensamento, a empatia e o diálogo.

Entre inquietações sociais, políticas e individuais, A Sombra observa criticamente um mundo marcado pela velocidade da informação, pelo impacto das redes sociais e pelo desgaste emocional. A produção do álbum esteve a cargo de António Vasconcelos Dias.

“A vida moderna está complexa, está tudo a acontecer muito rápido - crises financeiras, pandemias, instabilidade profissional e familiar… e, a nosso ver, muito desamparo. Somos uma sociedade em burnout, numa corda bamba entre a depressão e a mania falsa das redes sociais”, afirma Pir, vocalista, guitarrista e compositor da banda, destacando ainda as consequências do digital nas nossas vidas, nas democracias e nas novas gerações.

Da crítica à voracidade do digital em “A Gente Quer Saber”; à intolerância e polarização em “Sabemos Quem São”; às inquietações mais íntimas de “Abismo”, “Já Só Me Nego” ou “Roda dos Medos”, os Cassete Pirata percorrem diferentes expressões de uma mesma tensão: a distância entre aquilo que nos é exigido e aquilo que verdadeiramente precisamos para viver.

É no epicentro desta tensão que nasce “Viola no Saco”, o novo single que acompanha o lançamento do álbum. A canção questiona a troca constante de acusações, sobretudo nos espaços virtuais, e propõe o silêncio e o afastamento como formas conscientes de autopreservação, sem abdicar da resistência. “Resultou este disco, que eu acredito que acrescenta à posição de resistência social. Se possível, ajudando, com força e um toque de esperança”, remata Pir.

Para transformar em vídeo esta canção, escolheram a lente de João Hasselberg e o registo cru da banda, que enfrenta e transporta a letra numa atmosfera industrial e de verticalidade do betão: um ambiente e espaços que envolvem a nova série de fotografias promocionais do grupo que recusa os artifícios.

Fechando o alinhamento do disco com “A Resposta”, somos largados no espaço mais puro da fragilidade e das marcas que o amor nos deixa. 

Musicalmente, os Cassete Pirata mantêm a sua linguagem singular, onde o rock das guitarras se cruza com melodias pop, ritmos envolventes e uma escrita em português que alterna entre a ironia, a frontalidade e a vulnerabilidade. As novas canções prolongam um percurso de afirmação artística construído ao longo de uma década, preservando a espontaneidade, a energia coletiva e a forte ligação que têm vindo a criar com o público.

Dez anos depois do início desta viagem, a banda de João “Pir” Firmino (voz e guitarra), Margarida Campelo e Joana Espadinha (teclados e voz), António Quintino (baixo) e João Pinheiro (bateria) celebra o caminho percorrido sem deixar de olhar em frente. O lançamento de A Sombra coincide com a apresentação do espetáculo especial CASSETE PIRATA – 10 ANOS, que revisita os temas que marcaram a primeira década da banda e que dá palco às novas canções. 

Depois da passagem pelo Lustre, em Braga, a 24 de outubro, o espetáculo chega ao Teatro Municipal da Covilhã a 14 de novembro, e ao Capitólio, em Lisboa, a 28 de novembro. Homenageando a estrada percorrida, os Cassete Pirata encontram em A Sombra a projeção de um caminho.

HIPOTS x CASHMERE LANÇAM SINGLE



Hipots junta-se a Cashmere em “Ride or Die”, um single que cruza Hip Hop, Pop, Trap e R&B

Com um percurso de mais de uma década marcado pela versatilidade e pela fusão de géneros musicais, Hipots junta-se a Cashmere em “Ride or Die”, um single que cruza Hip Hop, Pop, Trap e R&B numa sonoridade contemporânea e cinematográfica.

Reconhecido pela presença em alguns dos maiores palcos nacionais, Hipots venceu, em 2024, a categoria Hip-Hop/Rap/Dance nos International Portuguese Music Awards (IPMA), com o tema “Vem Comigo”. É também uma das vozes dos Richfellaz, vencedores do prémio Canção do Ano nos IPMA 2023, e recebeu, em 2025, a Medalha de Mérito Municipal de Sobral de Monte Agraço.

Cashmere com um percurso marcado pelo contacto com diferentes universos musicais, desenvolveu a sua ligação ao canto entre a formação musical, a experiência coral e os projetos de palco, preparando o caminho para uma identidade artística própria e aberta à experimentação.

“Ride or Die” assinala uma nova etapa para ambos os artistas: uma evolução sonora para Hipots e o início de uma nova identidade artística para Cashmere. Mais do que uma colaboração, o projeto procura unir música, imagem e performance numa linguagem contemporânea, com ambição internacional.

“Ride or Die” é o primeiro capítulo desta nova história.

IRMÃOS CATITA AO VIVO

 


















COLISEU CLUB dia 12 de Dezembro de 2026 – 22H30
BILHETES AQUI

Os Fabulosos Irmãos Catita regressam aos palcos, no dia 12 de Dezembro, com The Very Sentimental Show, no Coliseu Club.
Tal acontece depois de terem sido expulsos da maior parte das casas de espectáculo do continente e ilhas, por abuso de substâncias, tráfico de koalas e outros pequenos delitos.

Agora, definitivamente recauchutados, os grandes intérpretes Chiquito, Miss Suzie e Lello Elvis, vão interpretar novos temas sem esquecer Drogado, Lourenço Marques e Cagalhón, entre outros. 

CAPITÃO FAUSTO LANÇAM A BANDA SONORA ORIGINAL DO FILME "CASA PEQUENA"





















A banda edita hoje um conjunto de 24 músicas originais compostas para o filme Casa Pequena, longa-metragem realizada por Ricardo Oliveira com estreia nacional no dia 5 de Novembro. nda edita hoje um conjunto de 24 músicas originais compostas para o filme Casa Pequena, longa-metragem realizada por Ricardo Oliveira com estreia nacional no dia 5 de Novembro. banda edita hoje um conjunto de 24 músicas originais compostas para o filme Casa Pequena, longa-metragem realizada por Ricardo Oliveira com estreia nacional no dia 5 de Novembro.

Da banda sonora original destacam-se os singles Escolhas e Quando Vais Dormir.

Para além de assinar a composição da banda sonora original, a banda co-escreveu a história com o realizador e fará parte do elenco de actores ao lado de Zeca Madeiros, Ana Vilela e Bárbara Lourenço.

BLACK BOMBAIM & ISAIAH MITCHELL JUNTOS EM VINIL















Foto © Carolina Ribeiro

Já está disponível, em formato vinil e nas plataformas digitais (Bandcamp, Apple Music e Tidal) "Black Bombaim & Isaiah Mitchell - Live in Porto", um disco que regista o concerto realizado no espaço da Lovers & Lollypops, no Porto, em maio de 2025. O coletivo fará três concertos de apresentação na próxima semana, dia 5 de novembro no Porto, dia 6 em Barroselas e 7 no Le Guess Who? (Utrecht, Holanda).

Umas das fixações de sempre da “crítica musical” no seu pavor pelo revisionismo histórico, foi sempre o teste do tempo. O envelhecimento da obra em justaposição com a húbris do momento; a evolução criativa do autor carregando o peso anacrónico do seu catálogo; ou uma gestão de expectativas face ao embaraço de uma inocência. Contextualizado frequentemente naquele louvor dirigido a algo (ou alguém) que se nos demora no ouvido: “Está tão bom e actual como há vinte anos atrás quando foi lançado (...)” É por isso inevitável que essa perspectiva hodierna qualifique o objecto de análise, mesmo quando a obra documente um passado cuja leitura continua refém das sensibilidades de quem o observa. Podemos ficar agarrados ao Uli Jon Roth do setentas, ao “Fragile” dos Yes, aos quatro primeiros álbuns dos Black Sabbath... mas o “show” tem de continuar!

Quando os Black Bombaim se juntaram a Isaiah Mitchell no festival Milhões de Festa a 27 de julho de 2014, o tempo era, naturalmente, outro. Fazia sentido, contagiava, agregava, e isso importa. A banda de Barcelos andava naquela altura a apresentar o seu quarto longa duração “Far Out,” e afirmava-se como um dos projectos mais originais e excitantes da sua geração nas fronteiras entre o psicadelismo/krautrock dos anos setenta e o heavy stoner dos anos noventa. Já o guitarrista Californiano era uma espécie de padrinho desse movimento, influenciando o subsolo Ocidental do rock instrumental mais pesado através de uma virtuosa improvisação e sobreposições de camadas em movimentos perpétuos da sua vintage Stratocaster. É justo dizer que os Earthless (a sua banda) apontaram avenidas sonoras para todo um filão transnacional de bandas que lhes seguiram. Um legado que deixou património em Barcelos e impacto directo nos Black Bombaim!

Juntos – tanto naquele distante concerto como neste registo ao vivo – funcionam hoje menos como uma banda convencional com um músico convidado do que como um organismo musical temporário que se complementa num território partilhado. E isso, o tempo não mudou. A estrutura aparantemente rígida (guitarras, baixo, bateria) dilui-se em domínios permeáveis (heavy psych, stoner rock, fusion, free jazz), em inspirações confluentes (Flower Travellin’ Band, Budgie, Blue Cheer, Endless Boogie) e ao instinto repetitivo que abre caminho ao serendipismo musical. No fundo, esta relação carnal com o ritmo, a saturação dos timbres, as reverberações ondulares, o balanço elástico do swing, e as distorções sincopadas continuam a definir o que são os Black Bombaim e Mitchell em uníssono. Ao longo das quatro faixas – “Intro,” “For B.,” “Hills,” e “Africa II revisited” – Live in Porto traça os contornos desse diálogo dinâmico carregado de fuzzy guitars, feedback, escalas modais intercaladas com polirritmias, e frases blues.

Contudo, voltando ao desafio inicia, como responder ao “teste do tempo” ao largo destes dez anos? Talvez este “revivalismo” seja uma forma de resistência orgânica, recuperando linguagens clássicas para realçar o suspense da imprevisibilidade. Num presente progressivamente entregue à fórmula digital, à assepsia artificial e à repetição maquinal de códigos treinados, a improvisação permanece um território de desobediência, devolvendo-nos o erro, o acidente e a imaginação como forças criativas. É nesse intervalo entre intenção e descoberta, onde ninguém sabe exactamente o que vem a seguir, que Live in Porto encontra a sua actualidade. Não há maneira de repetir os que estes quatro estão a fazer aqui, porque não há pauta, não há regras estanques, nem espartilhos artísticos. 

Ainda é inteligência humana! 

Texto: Manuel A. Fernandes

CRUSH ME É O NOVO SINGLE DE HAUSE PLANTS





















Depois de Do It Like This e Pleasure, a banda lisboeta edita Crush Me, novo avanço do álbum que se avizinha.

O tema é editado em parceria pela editoras Spirit Goth (EUA) e Cuca Monga (Portugal), funcionando como uma mostra do aguardado disco, cuja edição está prevista para Março de 2027.

A produção de "Crush Me" ficou a cargo de Gordon Raphael, produtor dos dois primeiros álbuns dos The Strokes.

"A Crush Me foi a última música que escrevi para o álbum. Mostrei a demo à banda dois dias antes de partirmos para Leeds, onde iríamos estar a gravar durante uma semana com o Gordon Raphael, produtor dos dois primeiros álbuns dos The Strokes. Embora o João, o Dani e o Hugo não admitam, tenho a certeza de que todos os arranjos que gravaram em estúdio foram compostos já no avião - culpa minha. É uma música muito diferente do restante repertório de Hause Plants mas acaba por juntar tudo o que fomos aprendendo ao escrever o resto do álbum."

Guilherme Correia