quinta-feira, 25 de junho de 2026

SALÂO BRAZIL CELEBRA 100 ANOS

 














Fotografia do Largo do Poço na década de 20 | Autor desconhecido | Arquivo JACC

Concertos, exposições, visitas, arte participativa e o regresso do histórico Baile da Rosa marcam o arranque das comemorações do centenário de um dos edifícios mais emblemáticos da Baixa de Coimbra.

O Salão Brazil celebra, em 2026, o seu centenário. Para assinalar os 100 anos de história de um dos edifícios mais emblemáticos da Baixa de Coimbra, o Jazz ao Centro Clube promove um programa comemorativo que se estenderá ao longo do ano e que tem início a 4 de julho, Dia da Cidade, com uma grande festa de entrada livre entre o Largo do Poço, a Praça do Comércio e o próprio Salão Brazil.

A celebração assinala o centenário da primeira ocupação comercial conhecida do edifício, a Panificação de Coimbra, instalada em 1926. Ao longo de um século, o Salão Brazil acolheu diferentes atividades e funções como padaria, salão de jogos, pensão, restaurante e espaço cultural, acompanhando as transformações da cidade e afirmando-se como um lugar de encontro para sucessivas gerações de habitantes, trabalhadores, estudantes e visitantes.

Mais do que uma evocação do passado, o Centenário do Salão Brazil pretende valorizar o legado deste edifício e reforçar a sua ligação à cidade, convocando a comunidade a participar na construção dos seus próximos capítulos.

Um dos momentos centrais da programação será a apresentação pública dos resultados da primeira oficina do LabCC – Laboratório de Cidadania e Cocriação do Salão Brazil. Criado pelo Jazz ao Centro Clube na sequência do processo participativo Ca(u)sa Comum iniciado em 2025, o laboratório reúne cidadãos, vizinhos, comerciantes, estudantes, artistas, investigadores, técnicos e instituições para imaginar, testar e concretizar soluções que tornem o Salão Brazil e o Largo do Poço espaços mais acessíveis, acolhedores e preparados para novas experiências culturais e comunitárias.

Através da oficina “Ensaiar a Cidade”, serão pensadas intervenções que procuram melhorar a acessibilidade do rés do chão do edifício, reforçar a ligação entre o Salão Brazil e o Largo do Poço e contribuir para a reativação e valorização deste espaço público, incluindo a sua fonte histórica. Os resultados deste trabalho serão apresentados ao longo do dia 4, permitindo ao público conhecer propostas concretas para a transformação deste território no coração da Baixa de Coimbra.

O programa inclui ainda a exposição Flores de Coimbra, de Carlos Costa, a Casa Aberta “ Há Mais Salão”, o concerto de Sara Serpa e Matt Mitchell, e a apresentação de Corrupted Memories // Future Ruins, por Caucenus & Zhang Qinzhe, no Salão Brazil.

A noite culmina com o regresso do histórico Baile da Rosa com o grupo Telefonia, uma tradição com raízes na história social e cultural de Coimbra. Recuperado especialmente para assinalar o Centenário do Salão Brazil, o Baile da Rosa voltará a ocupar o espaço público, transformando a Praça do Comércio num grande salão ao ar livre e convidando pessoas de todas as idades a participar numa festa popular aberta à cidade.

A escolha do Dia da Cidade para o arranque das comemorações reflete a convicção de que o Salão Brazil é um projeto profundamente ligado a Coimbra e à sua comunidade.

As comemorações no dia 4 de julho do Centenário do Salão Brazil são promovidas pelo Jazz ao Centro Clube, com o apoio da Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, do Município de Coimbra e do projeto europeu EMCCINNO – Empowering CCIs to Boost Systemic Innovation for Sustainable Climate Transition, financiado pelo programa Horizonte Europa da União Europeia.

Programa | 4 de julho com entrada livre

Manhã Mostra dos resultados das intervenções do LabCC – Laboratório de Cidadania e Cocriação | Largo do Poço
Casa Aberta “Mais Salão” | Salão Brazil
Exposição Flores de Coimbra, de Carlos Costa | Salão Brazil

Tarde Casa Aberta “Há Mais Salão” | Salão Brazil
Concerto Sara Serpa & Matt Mitchell | Salão Brazil
DJ Sets

Noite Baile da Rosa com Telefonia | Praça do Comércio
Caucenus & Zhang Qinzhe – Corrupted Memories // Future Ruins | Salão Brazil

DAVID FONSECA DESACELERA O TEMPO EM “AMOR SEM PRESSA"
















“Escrever canções é um exercício de observação constante. Os olhos postos nos pequenos e grandes pormenores do mundo, a dar passos para trás e para a frente de forma a ver outras perspectivas. Ou então a olhar para dentro do poço que cada um encerra em si, a fazer descer o balde na esperança de trazer à tona algo mágico. ‘Amor Sem Pressa’ nasce da mistura de vários quadros vivos: por um lado, a correria de um mundo moderno que nos exige um sucesso concreto e idealizado na vida emocional, um desígnio que temos de cumprir sem sabermos bem porquê; por outro, a minha experiência pessoal como pai recente, a reorganizar prioridades e vivências. A canção é um convite a desacelerar, a retirar o peso que o tempo quer exercer sobre nós num mundo rápido demais, a deixarmo-nos ir sem calcular constantemente o destino.”

David Fonseca

David Fonseca lança hoje "Amor Sem Pressa", segundo single de avanço do seu novo álbum de originais em português. É uma canção sobre o amor e o tempo que nasce do confronto entre a pressão do mundo exterior e a descoberta de uma nova ordem emocional, a de que o amor pode chegar sem urgência, sem cálculo e sem destino previamente desenhado.

Inspirado também pela experiência recente da paternidade, David Fonseca transforma essa reorganização de prioridades numa reflexão mais ampla e universal. “Amor Sem Pressa” não fala apenas de um amor concreto, mas da possibilidade de viver qualquer forma de amor com mais presença, mais entrega e menos medo de não chegar a tempo.

“Amor Sem Pressa” sucede a “Nada a Perder”, primeiro single do décimo álbum de originais em nome próprio de David Fonseca, previsto para 2026. Este novo disco marca um momento particularmente significativo na sua carreira, ao assumir-se como um trabalho inteiramente cantado em português e ao abrir uma nova fase autoral depois da celebração dos seus 25 anos de percurso a solo.

Estas novidades surgem após um ano histórico para David Fonseca, que celebrou 25 anos de carreira a solo com uma digressão que percorreu o país de norte a sul. Ao longo de mais de duas décadas e meia, editou 14 álbuns de estúdio e inúmeros singles que se tornaram referência, como “Kiss Me, Oh Kiss Me”, “Deixa Ser” ou “Someone That Cannot Love”, mantendo uma presença sólida, consistente e profundamente ligada ao público.

O novo álbum será apresentado ao vivo em 2026, em dois concertos especiais, no dia 21 de novembro, na Super Bock Arena, no Porto, e no dia 28 de novembro, no Sagres Campo Pequeno, em Lisboa.

FICHA TÉCNICA
“Amor Sem Pressa” – David Fonseca

Letra e música: Little David Boy
David Fonseca: voz, guitarra acústica e eléctrica, teclados, programações
Nuno Simões: baixo
Sérgio Nascimento: bateria

Gravado no estúdios El Bitcho por David Fonseca e Slow Music Studios por Nuno Simões
Misturado e masterizado por João Bessa

26 de junho - Festival N2, Chaves
27 de junho - Festas de São João e da Cidade, Entroncamento
10 de julho - 55.ª Circuito Internacional de Vila Real, Vila Real, Vila Real
24 de julho - Festa M80, Wow, Vila Nova de Gaia
15 de agosto - A anunciar
16 de agosto - A anunciar
11 de setembro - Poiartes, Vila Nova de Poiares
10 de outubro - A anunciar
21 de novembro - Super Bock Arena, Porto
28 de novembro - Sagres Campo Pequeno, Lisboa
04 de dezembro - Centro Cultural Olga Cadaval, Sintra
18 de dezembro - Casa das Artes de Miranda do Corvo, Miranda do Corvo

SENSIBLE SOCCERS EDITAM SEGUNDO EP DE REMISTURAS DE TEMAS INÉDITOS















Créditos: Vera Marmelo

Como prometido, 2026 está a ser um ano com várias novidades discográficas de Sensible Soccers. O principal destaque é o novo longa-duração que a banda nortenha se prepara para lançar na rentrée, mas a antecipar esse momento há a edição de 2 EPs de remisturas de novos temas. Todos estes lançamentos têm o selo da 8mm Records.

O primeiro EP, Sensible Soccers Vs Mad Professor EP#1 Dub Versions, que chegou no dia 8 de maio – e se encontra praticamente esgotado – contou com 3 temas inéditos remisturados por Mad Professor, lendário produtor britânico de origem guianense e pioneiro do dub moderno.

No dia 26 de junho será editado um segundo EP, Sensible Soccers Vs Artists EP#2 The Remixes, também ele dedicado a remisturas de novos temas, que contará com a participação de nomes de referência na música eletrónica contemporânea: Danilo Plessow (Motor City Drum Ensembe), Peaking Lights e Tolouse Low Trax.

No dia 25 de Junho, véspera do lançamento, haverá uma “Listening Party” deste novo EP no Fiasco (Porto), numa noite que contará ainda com a participação de Tolouse Low Trax, produtor alemão responsável pela remistura que abre este segundo EP.

Por sua vez, o novo disco de longa duração de Sensible Soccers, sucessor de Manoel (2021) chegará em setembro.

Os Sensible Soccers são André Simão, Hugo Gomes, Manuel Justo e Sérgio Freitas, juntando-se-lhes em palco João Nuno Vilaça.

Depois de várias edições iniciais — um EP em 2011, Fornelo Tapes Vol. 1 e o single “Sofrendo Por Você” —, a banda lançou em 2014 o seu primeiro álbum, 8, destacado pela imprensa nacional como um dos discos portugueses do ano. Em 2016 editaram Villa Soledade, que deu origem a uma extensa digressão em Portugal e no estrangeiro. Seguiu-se Aurora (2019), produzido por B Fachada. Durante a pandemia, o grupo compôs novas bandas sonoras para os filmes Douro, Faina Fluvial e O Pintor e a Cidade, de Manoel de Oliveira, trabalho que deu origem a Manoel, o quarto álbum da banda.

Desde o final de 2024, os Sensible Soccers dedicam-se à criação de um novo disco, que chegará na rentrée deste ano.

PEDRO MOUTINHO E HÉLDER MOUTINHO JINTOS EM PAlCO

 











Depois da bem sucedida apresentação na Casa da Música, no Porto, o espetáculo "Poetas Convidados" de Pedro Moutinho e Hélder Moutinho, chega ao São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa, dia 1 de julho. 

"O Fado aconteceu, na Casa da Música. Aconteceu naquele lugar raro em que quem canta, quem toca e quem escuta passa a fazer parte da mesma emoção. No Porto, sentimos essa aura formar-se em palco e tocar-nos a todos. Cantar juntos este repertório, tão especial para nós, confirmou aquilo que já tínhamos sentido nos ensaios: “Os Poetas Convidados” é um encontro vivido com verdade, cumplicidade e uma enorme alegria", referem Pedro e Hélder Moutinho, em jeito de agradecimento: "Obrigado, Porto, pela forma como receberam e devolveram esta emoção."

Dos autores populares aos nomes maiores da literatura da segunda metade do século XX, sem esquecer os novos criadores do final do século, a palavra ocupa o centro do palco em "Poetas Convidados" numa celebração rara, um encontro há muito aguardado em palco, dos irmãos Pedro e Hélder Moutinho.

Os bilhetes para o concerto no São Luiz Teatro Municipal estão à venda nos locais habituais e on-line. Este concerto conta com o apoio do Montepio Associação Mutualista, da RTP Antena 1 e da RTP.

Após estas apresentações especiais, Pedro Moutinho e Hélder Moutinho levam "Poetas Convidados" à Festa do Avante, dia 6 de setembro; e ao Cineteatro Louletano, dia 13 de setembro.

CELSO APRESENTAM NOVO ÁLBUM NO PORTO ESTA SEXTA-FEIRA, DIA 26 DE JUNHO





















A banda indie rock lisboeta ruma à Cidade Invicta para divulgar o segundo disco "INDIECORNO" no Maus Hábitos, pelas 21h00

BILHETES

Os CELSO editaram o segundo trabalho de originais no dia 26 de fevereiro e apresentaram-no ao vivo exatamente um mês depois, a 26 de março, na Casa Capitão, em Lisboa. No dia 26 de junho, João Paixão (voz, guitarra), Duarte Igreja (guitarra), Miguel Casquinho (baixo), Martim Baptista (teclas) e Francisco Fontes (bateria) vão estar no Porto, para um concerto no Maus Hábitos. Na bagagem segue "INDIECORNO", um álbum sobre caos geracional escrito pela banda lisboeta e coproduzido maioritariamente com Pedro Joaquim Borges (João Borsch, NAPA).

O novo espetáculo, contam os CELSO, é "mais contundente, mais estético, com uma sonoridade aprimorada que nos obriga a trazer novas soluções para o palco - o nosso vocalista João Paixão vai estar mais livre para cantar e explorar o espaço à sua volta, a qualidade do som terá maior prioridade e o concerto vai ser mais marcante. Vamos tocar o disco na íntegra mas, quem sabe, se não tocamos também alguns temas antigos".

Em relação a "Não Se Brinca Com Coisas Sérias", de 2021, "INDIECORNO" apresenta uma banda mais madura, que assume o controlo criativo sobre a sua obra e, assim, ganha impulso para um salto rumo a uma sonoridade renovada. Os CELSO descrevem esta fase como "um reflorescer por completo. Embora seja o nosso segundo disco, assume-se como aquele em que verdadeiramente tivemos o maior controlo da estética, produção e sonoridade. Isso deve-se, principalmente, ao facto de ter sido 100% gravado e maioritariamente produzido por nós, num processo muito cerebral em que a própria produção se mistura com a composição".

Nas palavras dos CELSO, "INDIECORNO" é o adjetivo que "sintetiza a experiência de uma pessoa nos seus 20s, a simplicidade parva e contundente que revela o caos geracional em que estamos. Conseguimos identificar claramente as experiências dos últimos anos da nossa vida neste álbum. Nele estão espelhadas as nossas novas ansiedades: deixar de estudar e passar a trabalhar; a decadência da nossa geração, minada pelas câmaras de eco da internet; as nossas tentativas de fuga desta realidade... "INDIECORNO" é a síntese sonora e temática de todos os indiecornos da tuga. Somos todos indiecornos e o álbum é dedicado a todos os indiecornos".

O início do universo do álbum "INDIECORNO" começou com o single 'LUCi', ao qual se seguiu 'DOPAMINADO', com rotação na Antena 3, e 'INDIECORNO', com rotação na Antena 1, Antena 3, Futura, Radar e RUM. Do alinhamento constam, ainda, faixas como 'FLORESFALSAS' - com rotação na Antena 3 -, 'V-VOADOR' - com rotação na Radar -, 'ARES' ou 'ATRIZA', num total de 14 faixas. A narrativa e a sonoridade do disco, uma mistura aguerrida de eletrónica, folk, indie e pós-punk, reflete-se na forma como a banda se apresenta ao vivo.

Após terem atuado na abertura do concerto dos australianos The Cat Empire no Campo Pequeno, em Lisboa, e de de terem passado por palcos como o da Casa Capitão, também em Lisboa. os CELSO rumam agora ao Porto, para se apresentarem no Maus Hábitos, dia 26 de junho, às 21h00. "INDIECORNO" está disponível em todas as plataformas digitais

A música uniu um grupo de amigos a terminar o secundário por volta de 2017. Nasceram assim os CELSO, banda lisboeta que se assume como alternativa com toques de eletrónica, folk, indie e pós-punk, uma sonoridade que João Paixão (voz, guitarra), Duarte Igreja (guitarra), Miguel Casquinho (baixo), Martim Baptista (teclas) e Francisco Fontes (bateria) descrevem como celsofilia.

O primeiro álbum dos CELSO, "Não Se Brinca Com Coisas Sérias", foi editado em 2021 e colocou a banda no mapa da cena indie, por conta de canções como 'Bate-Papo', 'Queimar Tempo', 'Rambóia' e 'Más Línguas'. Gravado e produzido maioritariamente por Artur Gomes da Costa, com mistura e masterização de Luís Montenegro, o disco deu a conhecer oito faixas sobre vários paradoxos e contra sensos sonoros e temáticos, com recurso à “portugalidade” e ao tradicional, com espaço para experimentação, ligeira galhofa e esporádica subversão. "Não Se Brinca Com Coisas Sérias" passou por palcos como o Musicbox, Capitólio, Mouco e Plano B e levou o grupo a festivais como o MIL Lisboa e a Festa do Avante.

Em 2023 os CELSO deram início a um novo universo narrativo com o single 'LUCi', uma distopia digital e ultra tecnológica baseada numa realidade desconcertante. Seguiu-se 'DOPAMINADO' - com rotação na Antena 3 -, de 2024, uma celebração do caos que é o mundo atual, e 'INDIECORNO', lançado em 2025 - com rotação na Antena 1, Antena 3, Radar, RUM e Futura - e descrito pela banda como uma ode autocrítica aos putos alternos e uma celebração mordaz da cena musical nacional. Foi com estas três canções que os CELSO deram o mote para o segundo álbum, "INDIECORNO", já disponível em todas as plataformas digitais. No segundo disco do seu percurso, a banda assume total controlo criativo e apresenta um conjunto de canções que exploram a experiência de caos geracional de uma pessoa nos seus 20s. 'ARES', 'V-VOADOR' - com rotação na Radar - e 'FLORESFALSAS' - com rotação na Antena 3 - também integram o alinhamento do disco. 

RUMIA REGRESSA COM O NOVO SINGLE 'BB IF YOU'D HAVE ME'















RUMIA regressa com 'bb if you’d have me', o primeiro tema inédito desde o lançamento do seu segundo álbum, 'Old Enough To Save Myself', editado em abril do ano passado. Um disco que marcou uma nova etapa na carreira da artista e impulsionou uma digressão internacional que passou por Portugal, Espanha, Alemanha, Japão e Coreia do Sul.

Assente num universo pop emocionalmente intenso, 'bb if you’d have me' explora a obsessão, o desejo e a projecção emocional sobre alguém desconhecido. Produzida por Rumia, Denis Granan e Ed Is Dead, músico e produtor espanhol com uma forte ligação à cena electrónica, a canção combina sintetizadores luminosos, texturas electrónicas e uma tensão constante entre vulnerabilidade e impulso, traduzindo a vertigem de uma atracção imediata e avassaladora.

O lançamento surge numa altura particularmente marcante para a artista, que sobe já este fim de semana ao palco do Festival N2, em Chaves, no dia 26 de junho, seguindo depois para o Festival Astro Labia, em Vigo, a 2 de julho. O ponto alto do verão de Rumia será a estreia no NOS Alive, onde actuará a 9 de julho, integrando o cartaz de um dos mais prestigiados festivais europeus e assinalando um dos momentos mais relevantes da sua trajectória até ao momento.

Sobre RUMIA:

Com uma herança cultural que atravessa Portugal e Espanha, Rumia tem-se vindo a afirmar como uma das vozes mais singulares da pop electrónica europeia. Com uma sonoridade única combina nostalgia e modernidade, fundindo elementos electrónicos com instrumentação orgânica, o que a torna uma das artistas mais promissoras do panorama musical nacional.

O álbum de estreia, 'Forget Me Not' (2022), marcou o início da sua projeção internacional, recebendo destaque em países como Espanha e Estados Unidos.

Em 2025, Rumia lançou o seu segundo álbum, 'Old Enough To Save Myself', um trabalho que evidencia a sua maturidade artística. Deste álbum destacam-se singles como 'Emergency', 'Role Model' e uma versão muito pessoal de 'Desfado', originalmente interpretado por Ana Moura.

Com este disco, a artista embarcou numa digressão internacional de mais de trinta concertos, passando por Portugal, Espanha, Alemanha, Japão e Coreia do Sul. Para coroar um ano de enorme sucesso, Rumia foi uma das vencedoras dos Prémios Martín Códax da Música, em Espanha.

Em 2026, Rumia continuará a levar 'Old Enough To Save Myself' aos palcos internacionais, enquanto prepara novas canções que prometem expandir ainda mais o seu universo sonoro. O Palco WTF Clubbing, no dia 9 de julho, será uma das principais etapas desta viagem, na 18.ª edição do NOS Alive.

RÁDIO QUÂNTICA APRESENTA ANO Q





















Nos dias 25 e 26 de setembro de 2026, a Rádio Quântica apresenta a 6ª edição do seu festival comunitário sem fins lucrativos, Ano Q.

Em dois dias, num espaço histórico de Lisboa - Galeria Zé dos Bois - este evento celebra algumas das iterações sonoras mais intrigantes da cena portuguesa, com artistas emergentes ou comunidades tipicamente marginalizadas ao lado de artistas pioneiros mas sub-representados.

Esta edição propõe uma viagem sonora sem pressa, que atravessa geografias e linguagens musicais distintas - de Angola a Braga, do violino exploratório ao jungle mais cru - sempre fiel ao espírito comunitário que define a Rádio Quântica desde a sua fundação.

Na programação, Nazar traz experimentação ao kuduro de origem angolana, cruzando os ritmos de Luanda com electrónica desconstruída, editado pela seminal editora britânica Hyperdub. kilombo kosmico, um projeto de Xullaji e de Peles Negras Máscaras Negras que inclui repertório musical e de spoken word de Xullaji, Prétu e outros numa abordagem mais experimental e expansiva. Helena Silva apresenta o seu violino sónico e exploratório, construindo camadas ambientais e cinematográficas a partir de um instrumento clássico. Isma(el), realizador, vocalista e compositor do coletivo The Blacker The Berry traz afro-futurismo e alma à sua performance especialmente desenhada para o festival. Suzana Francês numa fusão pessoal entre raízes angolanas e cabo-verdianas, em que a sua formação clássica de violino se reinventa com voz e composição de canções. Má Estrela, projeto que junta Pedro Alves Sousa (saxofone tenor e eletrónica), Simão Simões (eletrónica), Bruno Silva (eletrónica), Gabriel Ferrandini (bateria e eletrónica) e Bruna de Moura (baixo elétrico) mistura jazz, dub e electrónica numa proposta hipnótica e ritualística. A dupla LANDA traz-nos um concerto intenso mas intimista, com uma poética muito própria, fazendo encontrar a tradição e a inovação com Cabo Verde e Portugal na sua pulsação. Anrimeal tbcp Ana Alves, natural do Porto, cria e manipula canção folk digital a partir da sua base actual em sul de Londres, recorrendo aos princípios pós-minimalistas de textura, limitação e repetição. Vibrartes, coletivo que junta improvisação musical de géneros tão diferentes como trap, afro, pop e alternativo com saxofone ao vivo. David J Amado, artista multifacetado jamaicano-americano radicado em Lisboa e o rosto do projeto Ballet Para Todos traz ao Ano Q uma performance onde dança e música se cruzam de forma aberta e inclusiva. Mix'Elle, vinda de Braga, traz breaks engenheirados com precisão e linhas de baixo tensas, trabalhadas em décadas na booth e no home studio que a transformaram numa das mais respeitadas veteranas do drum n bass. Para completar, apresentamos um DJ set de Tendency, natural do Porto, conhecido por desconstruir a noção clássica de set ao vivo, com sampling, loops e efeitos em tempo real, num som futurista e minimal que olha sempre em frente.

O ANO Q 2026 reúne uma seleção diversificada de projetos artísticos que desafiam as fronteiras do mainstream através da sua prática. A programação deste festival representa a resistência directa aos eventos que priorizam o lucro - procurando oferecer uma alternativa ao status quo de uma Lisboa cada vez mais gentrificada, onde uma polida padronização cultural imposta de cima ou de fora se tornou a norma.

MARIPOOL ANUNCIA ÁLBUM DE ESTREIA

Nascida em Lisboa e residente em Londres, a compositora Maripool (nome artístico de Natacha Simões) anuncia o lançamento do seu álbum de estreia, Rotten Luck, uma obra introspectiva que capta a complexidade da identidade, da memória e do regresso às origens. Misturando shoegaze e indie alternativo, o disco mostra Simões a ultrapassar os limites dos seus EPs anteriores para criar algo mais expansivo, colaborativo e emocionalmente direto.

Hoje, Maripool partilha o novo single “Crossing”. Inspirada pela ponte que liga Lisboa a Almada, a canção reflete sobre a infância e a família de Simões. “Esta música é inspirada por uma ponte que liga Lisboa a Almada”, explica. “As minhas memórias favoritas de infância são de atravessar essa ponte com os meus pais em dias de verão. O sitio onde fiz a residência tinha vista para essa ponte e, ao olhar para ela todos os dias, regressaram várias memórias da minha infância, da minha mãe e do meu pai, e de todas as vezes em que atravessámos a ponte.”

Rotten Luck foi escrito durante uma residência artística de um mês em Lisboa, em janeiro de 2025, e foi moldado tanto pelo isolamento como pela reconexão. Instalado num antigo edifício de pescadores, do outro lado do rio, o ambiente impôs uma quietude que definiu o processo de escrita de Simões. Os dias eram« muitas vezes passados em silêncio, observando o rio ou escrevendo de forma
intensa e intermitente, enquanto as noites traziam o regresso à cidade e areconexão com uma vida passada.

Esta dualidade está no centro do álbum. Ao longo do disco, Maripool explora temas como deslocação, migração e a tensão entre passado e presente. Tendo deixado Lisboa ainda adolescente, regressar à cidade tornou-se uma confrontação com a sua identidade. Não apenas com quem se tornou, mas também com quem um dia tentou deixar para trás. Como a própria descreve, o álbum reflete “o processo de descobrir com uma parte de mim que nunca desapareceu por completo... confrontando quem sou quando tudo o que é externo desmorona”.

O título do álbum, retirado de uma das canções escritas durante a residência, encapsula esta paisagem emocional: um acerto de contas silencioso com erros do passado e a busca pela identidade que se seguiu. Em termos sonoros, Rotten Luck marca um novo capítulo, afastando-se do processo solitário que caracterizou os lançamentos anteriores de Maripool e aproximando-se de uma forma mais colaborativa de criar música. Gravado no sul de Londres com Joseph Futak (Tapir!, Piglet), o álbum conta pela primeira vez com a participação da sua banda ao vivo, permitindo que as canções ganhassem forma organicamente em estúdio. Muitas delas chegaram apenas esboçadas, evoluindo através da experimentação em vez de uma intenção rígida. Um processo que confere ao disco uma sensação de imediatismo e imprevisibilidade.
Ao longo de Rotten Luck, fragmentos do passado - gravações em VHS, memórias de infância e relações meio esquecidas - não são apenas mencionados, mas incorporados na própria música, reforçando a tensão central do álbum entre quem fomos e quem nos tornamos.

As influências de artistas como Alex G, Feeble Little Horse e Wednesday fazem-se sentir ao longo do disco, juntamente com ecos de Duster e Sonic Youth. Ainda assim, o álbum estabelece-se num território sonoro muito próprio, equilibrando texturas nebulosas e distorcidas com um núcleo emocional cru e sem filtros.

Para além da música, Rotten Luck é um universo artístico plenamente concretizado. Simões criou toda a arte visual do álbum e trabalhou de perto com a sua irmã, Carina Simões, e com amigos nos elementos visuais, mantendo o espírito DIY (faça você mesmo) que define Maripool desde o início.

Desde o lançamento do single de estreia “Blindness”, em 2021, que recebeu apoio inicial de publicações como DIY e So Young, Maripool tem vindo a construir um espaço próprio marcado pela introspeção e pela atmosfera. Os EPs It All Comes At Once (2022) e a day that feels like nothing at all (2024) lançaram as bases para um álbum de estreia que soa simultaneamente como uma culminação e um ponto de
viragem.

Depois de já ter partilhado palco em Londres com bandas como Feeble Little Horse, Squirrel Flower e They Are Gutting a Body of Water, Rotten Luck encontra Maripool a assumir plenamente a sua voz artística — abraçando a imperfeição, a colaboração e o desconhecido.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

PROGRAMA DE 24/06/26

1 - Decline And Fall - Lost astray
2 - Wolf X - Abyss
3 - Bernardo Devlin - An old blood stain
4 - Lisboa Negra - Morremos sós
5 - Espelho Mau - Silhuetas na escuridão
6 - The Dreams Never End - Alma partida
7 - Ezequiel - Portugalidade
8 - André Henriques - Platão pediu um gin

9 - Marta Pereira da Costa - Tom Waits (c/ Ivan Melón Lewis)
10 - Cristina Branco - Verdes são os campos
11-  Gisela João - Acordai
12 - Lina_ & Marco Mezquida - Senhora do almortão
13 - Aldina Duarte - A dúvida
14 - Sara Correia - Roupa ao sol (c/ A garota não)

SMORRA RECORDS ESGOTA CASA CAPITÃO E ANUNCIA NOVO ÁLBUM "JON"















Fotografias: Lucas On View

O coletivo revelou o próximo projeto, que estará disponível já no dia 26 de junho, durante o primeiro concerto em nome próprio, esgotado, em Lisboa.

A SMORRA Records deu mais um passo na sua afirmação no panorama musical nacional ao esgotar o primeiro concerto em nome próprio, na passada sexta-feira, 19 de junho, na Casa Capitão em Lisboa.

Perante uma sala lotada, o coletivo aproveitou a ocasião para apresentar ao vivo alguns dos temas que têm conquistado o público português e aproveitaram para anunciar "JON", o próximo álbum, que estreia já esta sexta-feira, dia 26 de junho. O concerto confirmou o crescente interesse em torno do universo criado pelo projeto, que cativa não só o público como a crítica musical, com a sua identidade e sonoridade distinta dentro do hip hop nacional.

Nascida de forma orgânica entre amigos de longa data, a SMORRA Records tem o Porto na sua identidade, mas é inclusiva e homenageia uma cultura ligada à portugalidade que nos conecta, construindo um percurso marcado por uma linguagem própria, referências culturais muito ligadas ao quotidiano português e uma estética que se destaca pela irreverência, pelo humor e pela autenticidade.

O concerto na Casa Capitão surge poucos meses depois do lançamento de “Laços de Sangue”, EP apresentado em 2026, e sucede também à passagem dos artistas pela Queima das Fitas do Porto, onde realizaram a primeira apresentação ao vivo para mais de 15 mil pessoas. Entre lançamentos como “Mate Sua Mãe”, “Peso Morto” e “Laços de Sangue”, a SMORRA RECORDS tem vindo a consolidar uma discografia que reflete a evolução do coletivo e a sua crescente relevância na cena urbana portuguesa.

Considerados como um dos projetos mais originais da nova geração do rap nacional, o grupo continua a afirmar uma proposta artística difícil de enquadrar em fórmulas mais convencionais. O concerto esgotado na Casa Capitão representou mais um marco nesse percurso, quebrando a barreira territorial e afirmando-se no plano nacional, servindo também de ponto de partida para a chegada de "JON", o novo álbum da SMORRA Records, com lançamento marcado para 26 de junho e contará com as participações de Basílio Teles e Joint One.

PULLMAO APRESENTAM CLIP


Depois de terem lançado no passado dia 29 de maio o single “Wood & Wool”, Pullmao apresentam agora o respetivo videoclipe, produzido por OCRE, filmado por Kika de Kodda e editado por Nico Guedes, prolongando visualmente o universo cinematográfico e psicadélico que tem vindo a definir o percurso do projeto liderado por Pedro Galhoz.

Integrado na antecipação do primeiro longa-duração de Pullmao, “Wood & Wool” aprofunda uma linguagem instrumental construída a partir do cruzamento entre imaginário cinematográfico, exploração textural e referências à tradição dos western spaghetti. Inspirado por compositores como Ennio Morricone, Bruno Nicolai, Luis Bacalov ou Franco Micalizzi, o tema propõe uma viagem marcada pela tensão, contemplação e construção atmosférica.

Segundo Pedro Galhoz, a composição procura criar “um universo western com um certo tempero psicadélico”, remetendo para “uma paisagem cinemática árida de texturas hipnóticas”. A música desenvolve-se através de ambientes despojados, pulsação rítmica e sucessivas camadas instrumentais que transportam o ouvinte para um território simultaneamente cinematográfico e imersivo.

O videoclipe surge como extensão natural dessa proposta estética, traduzindo visualmente a paisagem evocada pela música. Mantendo o carácter contemplativo e atmosférico do tema, o vídeo reforça a dimensão narrativa de “Wood & Wool”, acompanhando a lógica de construção de um universo próprio onde imagem e som coexistem enquanto elementos complementares de uma mesma experiência.

A faixa conta com a participação especial de Martin Harley, músico britânico reconhecido internacionalmente pelo trabalho desenvolvido na slide guitar e pela forte ligação ao universo do acoustic blues. A sua presença acrescenta novas tonalidades à composição e prolonga a dimensão colaborativa que tem atravessado o percurso de Pullmao. A bateria volta a ser assegurada por Nico Guedes, colaborador regular do projeto desde o lançamento do primeiro single.

Depois da jornada desértica de “De Camino al Mar” e da deriva psicadélica de “Acid Dreams”, “Wood & Wool” representa mais um capítulo na construção do universo artístico de Pullmao, aprofundando uma abordagem instrumental onde convivem psicadelismo, paisagens cinematográficas e exploração sonora.

Criado por Pedro Galhoz, músico conhecido pelo trabalho desenvolvido em projetos como Pedro e os Lobos, Plástica e LovedStone, bem como pela atividade ligada à Luckyman Music, Pullmao afirma-se como um espaço de liberdade criativa centrado na guitarra, na composição instrumental e na criação de ambientes sonoros imersivos.

Com a apresentação do videoclipe de “Wood & Wool”, Pullmao continuam a revelar novas peças daquele que será o álbum de estreia do projeto, aprofundando uma identidade artística construída entre a viagem, a imagem e a experimentação.

 

CASA BURAKA NA CASA CAPITÃO





















Estão agendas atuações de djs, produtores, pop up store, sessão de autógrafos, talk e visualizações do documentário oficial da banda. O evento começa às 15h no Terraço, com entrada livre. O programa diurno termina às 22h30. Depois dessa horário, a entrada é cobrada.

A noite continua a partir da meia-noite, no interior da Casa Capitão, com um bilhete único que dá acesso à programação dos três pisos, até às 05h. Os bilhetes contam com dois lotes esgotados, estando ainda disponíveis no valor de 18€.

Os convidados que se juntam à celebração dos 20 anos da banda e da editora são o reflexo de duas décadas de trabalho e de uma visão comum: a de que a cultura periférica e esta identidade cultural têm um lugar central no panorama cultural de Lisboa.

Aproveitando o espaço exterior da Casa Capitão, o dia arranca às 15h com uma série de dj sets conectados com a história da banda e da editora. Durante a tarde fica também disponível uma pop up store do grupo em que o merchandise especial e edições inéditas em vinil são o ponto forte do dia. Este momento conta com uma sessão de autógrafos da banda (18h30).

No Sotão, é apresentada a versão longa (1 hora) do documentário oficial dos Buraka Som Sistema, intitulado “Off the Beaten Track”. Entre as duas sessões de visualização do filme (17h30), existe uma talk intitulada “A Invenção de uma Cidade”, que conta com Kalaf Epalanga, Fernanda Polacow, o próprio realizador do doc (João Pedro Moreira) e a moderação de Margarida Valença.

Já no horário noturno, a programação dos três espaços assume o mote 20 Anos de Enchufada, assinalando a data da editora, que recentemente lançou a compilação “A Lisbon Club Story”. O alinhamento passa por artistas fundamentais do seu catálogo, como Dotorado Pro, no Rés do Chão, e QUANT, no Sótão, e propõe encontros inéditos entre protagonistas desta história, com Branko e Batida em back to back no Rés do Chão, às 02h30, e Blaya e Progressivu, também em formato back to back, no Primeiro Andar. A noite encerra com um regresso às origens de Riot que, ao lado de Nuno Forte, se aventura uma vez mais pelos territórios familiares do drum and bass, também no Rés do Chão.

Os Buraka Som Sistema têm anunciado, e já antecipadamente esgotado, um espectáculo no festival NOS Alive, a 11 de julho.

PROGRAMAÇÃO

TERRAÇO
15h00 - Uniconuni
16h30 – Ana Lauriz
18h00 – João Gomes
19h30 – Kalaf B2B BBG
21h00 – Indi Mateta

SÓTÃO
16h30 – Visualização #1 Documentário “Off the Beaten Track”
17h30 – Talk - “A Invenção de uma Cidade” com Kalaf Epalanga, João Pedro Moreira, Fernanda Polacow e
Margarida Valença (Moderação)
Sinopse:
Toda a cidade é uma ficção coletiva. Algumas são escritas por arquitetos, outras por políticos. Lisboa foi também escrita por DJs, músicos, dançarinos e migrantes. A partir da trajetória dos Buraka Som Sistema, esta conversa explora como a música ajudou a imaginar uma cidade mais plural, mais aberta e mais conectada ao mundo.
18h30 - Visualização #2 Documentário “Off the Beaten Track”

PROGRAMAÇÃO “20 Anos de Enchufada”
PRIMEIRO ANDAR
00h00 - Progressivu
00h30 - Blaya b2b Progressivu
01h30 - Patricktor4
03h00 - King Kami

SÓTÃO
00h00 Maribell
01h30 Emily Dust
03h00 QUANT
04h30 Chima Isaaro

RÉS DO CHÃO
00h00 - Fvbricia
01h30 - Branko b2b Batida
03h00 - Dotorado Pro
04h00 - Riot b2b Nuno Forte

OUT.RA CAPRSENTA













É já esta sexta-feira, 26 de junho, às 22h00, que, após o cancelamento inesperado do ano passado, a Cooperativa Mula acolhe a estreia da colaboração musical entre Pedro Alves Sousa e Elvin Brandhi.

Pedro Alves Sousa é saxofonista e compositor, com uma longa trajetória nas músicas livres de Portugal, que o levou a integrar Caveira e a colaborar com RP Boo, Evan Parker ou Alex Zhang Hungtai. Elvin Brandhi é uma artista britânica, conhecida pelo duo de improvisação ruidosa Yeah You (que passou pelo Barreiro em 2019 para um concerto inesquecível no OUT.FEST) e pela intensidade das suas intervenções sonoras – tanto a solo como em diálogo com artistas como Nadah El Shazly, Lord Spikeheart ou Mariam Rezaei.

Para além da colaboração na faixa "All You Did" que integra o mais recente disco de Má Estrela, muitas são as possibilidades do que poderá surgir deste encontro – é seguro, no entanto, contarmos com a vertigem, o perigo e a ingenuidade abençoada dos primeiros encontros.

Os bilhetes para o concerto estão disponíveis na BOL e nos locais habituais.

DEPOIS DO EP LIVRE, ALEX D’ALVA LANÇA HOJE NOVA EDIÇÃO INSTRUMENTAL E CONTINUA EM DIGRESSÃO NACIONAL





















Alex D'Alva, fotografado por Kate V.

EP LIVRE Instrumental já disponível em todas as plataformas
OUVIR AQUI

Depois do lançamento de LIVRE em fevereiro deste ano, Alex D’Alva continua a expandir o universo criativo daquele que marcou o seu regresso às edições em nome próprio. Numa temporada particularmente intensa de apresentações ao vivo e novos desdobramentos artísticos, o músico lança hoje, 24 de junho, o novo EP Instrumental de LIVRE, já disponível em todas as plataformas digitais, revisitando o universo sonoro do disco numa nova perspectiva focada exclusivamente na composição e produção musical.

Este novo lançamento surge como uma extensão natural do trabalho iniciado com LIVRE, permitindo agora explorar de forma mais profunda a arquitetura sonora do projeto e destacar uma dimensão essencial deste disco: a estreia de Alex D’Alva enquanto produtor musical do seu próprio trabalho autoral. LIVRE é também um trabalho de estúdio profundamente colaborativo, com participações de Choro, MALLINA, Sónia Trópicos, Ecstasya, Haydenmakesmusic, IAN (Ianina Khmelick), Máximo Francisco, Gisela Mabel, Tota, Rita Onofre e INÊS APENAS.

Em paralelo com este novo lançamento, Alex D’Alva continua em tour e tem previstos vários momentos que refletem a multiplicidade artística que tem vindo a definir esta nova fase da sua carreira.

No próximo sábado, dia 27 de junho, pelas 22h00, o Largo de São João, em Vila Viçosa, recebe o espetáculo “DJ Set Filarmónico”, uma proposta artística inédita que reúne Alex D’Alva Teixeira, o maestro Martim Sousa Tavares e a Sociedade Filarmónica União Calipolense.

A iniciativa cruza a energia da música eletrónica com a riqueza sonora da tradição filarmónica, promovendo um encontro entre linguagens musicais distintas e criando uma experiência singular para o público. O espetáculo resulta da colaboração entre artistas de diferentes áreas e explora novas formas de diálogo entre criação contemporânea e património musical local.

O evento integra o projeto “Sons do Mármore”, com curadoria da ZET Gallery, uma programação cultural que procura valorizar o território e a identidade da região através de propostas artísticas inovadoras. Com entrada livre, a noite termina com um DJ set de Alex D’Alva.

Já no dia 28 de junho, o artista estará na Albuquerque Foundation, em Sintra, para uma conversa com Grada Kilomba, integrada em torno dos temas da exposição O Fundo do Mundo, numa reflexão sobre memória, história, narrativa e possibilidades de imaginar o mundo de outras formas através da prática artística.

A agenda continua no fim de semana seguinte, com presença confirmada no Jardim de Verão da Gulbenkian, com curadoria musical de Dino D’Santiago. No dia 4 de julho, pelas 17h00, Alex D’Alva sobe ao palco do Grande Auditório Gulbenkian, com entrada livre, para um concerto especial que marca, pela primeira vez, a apresentação de LIVRE em formato banda.

Mas o verão não fica por aqui: os próximos meses trazem novas datas e continuam a afirmar LIVRE como um projeto em constante movimento, com mais concertos e dj sets já confirmados e alguns por anunciar por todo o país

SOBRE ALEX D´ALVA:

Alex D’Alva Teixeira (Luanda, 1990) é músico, compositor e DJ luso-brasileiro ligado à Moita do Ribatejo, onde deu os primeiros passos na música.

A projeção nacional chega em 2012 com o EP Não É Um Projecto (produzido por Ben Monteiro), ponto de partida dos D’ALVA. Com #batequebate (NOS Discos, 2014), a banda atua em diversos festivais como NOS Alive e Super Bock Super Rock e entra em forte rotação na Antena 3. Em 2018, Maus Êxitos estreia-se no n.º 1 do iTunes; o single «Verdade Sem Consequência» lidera o Top A3-30 durante nove semanas. Em 2022 funda, com Ricardo Martins, o duo Algumacena e, no final do ano, edita SOMOS, terceiro álbum dos D’ALVA, com participações de Isaura, Joana Espadinha, Primeira Dama, Ana Cláudia e Cláudia Pascoal.

Como autor, participa no Festival da Canção em 2019 («Inércia», Ana Cláudia) e regressa como convidado do programa da RTP em 2020, 2021 e 2024. Assina co-autoria de canções de artistas como Miguel Ângelo, Virgul e Ana Bacalhau.

Colabora com Grada Kilomba em Opera to a Black Venus (Museu Reina Sofía) e O Barco / The Boat (MAAT, Kunsthalle Baden-Baden, Somerset House/A-54, Instituto Inhotim).

No teatro, dirige a componente musical de Bravo, 2023! (Teatro Praga), integra Fazer Uma Canção e, em 2025, Audição.

Como DJ, passou por eventos e clubes de referência, do Ageas Cool Jazz e ModaLisboa ao Planeta Manas e Lux Frágil.

PLAYLIST COM TODOS OS VÍDEOS DO EP "LIVRE"

BUKAGINHO APRESENTA A CANÇÃO MAIS LUSITANA DO NOSSO TEMPO

 



















MARIA VEM FUGIR AO FISCO é o mais recente single de BUKAGINHO e estará disponível nas plataformas de música habituais a 3 de Julho.

Escrito e produzido pelo próprio e bem-humorado BUKAGINHO, o seu novo tema de pleno discurso mordaz é definido como a canção mais lusitana do nosso tempo, irónica e interventiva, numa vertente poética erótico-financeira, assumidamente pop, hip-hop, e festiva.

MARIA VEM FUGIR AO FISCO é o segundo single de BUKAGINHO e sucede a Tugolândia Digital, editado no princípio do ano. Foi gravado e misturado no Tangerine Tree Studio por Duarte Carvalho e contou com as seguintes participações:

Tomás Bonaparte : guitarra e coros

Duarte Carvalho : bateria e guitarra

Bukaginho : voz, teclas, baixo e programação de loops.

A masterização ficou a cargo de Rui Dias no estúdio Mister Master.

A arte gráfica e design da capa são de Vanessa Krithinas. A edição é da Bukaginho Music e vem acompanhada de um singelo lyrico video realizado pelo próprio BUKAGINHO. O videoclip oficial estará disponível brevemente.

BUKAGINHO é um músico e produtor oriundo da Amadora, que circula irrequietamente por vários lugares do mundo, sobretudo por várias praias, várias gentes e várias expressões musicais.


PROGRAMA DE 23/06/26

1 - Miramar - Fado marafado
2 - Orlando Cohen - Lullaby
3 - Expresso Transatlântico - Flor trovão
4 - Tó Trips & Fake Latinos - Rua escura
5 - Principia Parallax - Let it seed
6 - José Peixoto e Nuno Cintrão - Verdes anos
7  - André Henriques - Uma casa na praia
8 - Ezequiel - Portugalidade
9 - Maria João - Esperança
10 - Lavoisier - Portugal não me respeita
11 - Três Tristes Tigres - Água
12 - Esteves Sem Metafísica  Sóbria
13 - Vitória Vermelho - Não me o dês
14 - Inês Sousa - Tornado
15 - Sara Correia - Avisem que eu cheguei
16 - Sofia Leão - Não me conheço

terça-feira, 23 de junho de 2026

O MAU OLHADO EM ÁGUEDA














Concertos de Bolso

O MAU OLHADO
Os Cães Ladram
qui 25 jun, 21h
Centro de Artes de Águeda

Café Concerto | M/6 | 3€

O Mau Olhado é originalmente uma one man band instrumental nascida das ruas do Porto. João Cardoso traz este projeto à vida com recurso a uma loopstation, diversas percussões, e a guitarra como instrumento central.

O Mau Olhado estabelece pontes entre o musicalmente erudito e o popular, entre a música ocidental e a música oriental, entre o passado e o futuro. Ao ouvinte é-lhe proposta uma viagem musical pelo mundo marcada pela espontaneidade e dinâmica, com uma forte componente de improviso e sempre com um groove que convida o ouvinte a dançar por entre as diferentes paisagens sonoras que são percorridas nesta viagem.

Ficha Artística:

Guitarra e Loopstation
João Cardoso

YOUTH YARD COM DISCO NOVO

 



















Há bandas que entram em estúdio para gravar um disco. E há bandas que entram em estúdio para contar uma história. Os Youth Yard, vindos de Viana do Castelo, escolheram claramente a segunda via — e o resultado chama-se “Room Temperature Drama”, um álbum de 9 faixas que funciona como uma descida lenta e controlada entre estados de espírito, atmosferas e pequenas implosões emocionais.

No início, tudo parece quase suspenso na leveza. Há luz, há espaço, há respiração. As primeiras canções vivem nesse território onde a música ainda acredita que o mundo pode ser simples. Mas não dura. Porque este disco não está interessado em ficar confortável.

À medida que avançamos, algo muda de temperatura — sem pressa, sem aviso, quase sorrateiro. O detalhe começa a pesar mais do que o gesto, as melodias ganham outra densidade e a narrativa sonora vai abrindo fissuras. No final, já não estamos no mesmo lugar. A luz ficou para trás e o que resta é uma espécie de realidade mais crua, mais íntima, onde a sombra não entra de rompante… instala-se.

É aqui que “Room Temperature Drama” mostra a sua verdadeira força: na forma como constrói tensão sem dramatismo fácil, como troca o impacto imediato por um crescendo emocional contínuo.

Este novo trabalho chega num momento particularmente significativo para os Youth Yard, que têm vindo a afirmar-se de forma consistente no circuito ao vivo. A banda tem marcado presença em palcos de referência em Portugal, consolidando uma reputação construída em palco — esse território onde a sua identidade ganha corpo — e tem vindo também a reforçar uma circulação regular em Espanha, onde o projeto começa a ganhar eco e curiosidade crescente.

Essa circulação ibérica não é detalhe: é sintoma. Os Youth Yard estão a expandir território, mas sem perder o centro de gravidade que os define — uma abordagem emocionalmente honesta, direta, mas com camadas suficientes para resistir a várias escutas.

“Room Temperature Drama” não é apenas um conjunto de canções. É uma progressão. Um mapa emocional desenhado em 9 etapas. E, como qualquer bom mapa, não aponta apenas destinos — obriga-nos a perceber o caminho.
 

NOVO SINGLE DE DAVID FONSECA


 

















David Fonseca
Amor Sem Pressa

“Escrever canções é um exercício de observação constante. Os olhos postos nos pequenos e grandes pormenores do mundo, a dar passos para trás e para a frente de forma a ver outras perspectivas. Ou então a olhar para dentro do poço que cada um encerra em si, a fazer descer o balde na esperança de trazer à tona algo mágico. ‘Amor Sem Pressa’ nasce da mistura de vários quadros vivos: por um lado, a correria de um mundo moderno que nos exige um sucesso concreto e idealizado na vida emocional, um desígnio que temos de cumprir sem sabermos bem porquê; por outro, a minha experiência pessoal como pai recente, a reorganizar prioridades e vivências. A canção é um convite a desacelerar, a retirar o peso que o tempo quer exercer sobre nós num mundo rápido demais, a deixarmo-nos ir sem calcular constantemente o destino.”

David Fonseca

David Fonseca lança hoje "Amor Sem Pressa", segundo single de avanço do seu novo álbum de originais em português. É uma canção sobre o amor e o tempo que nasce do confronto entre a pressão do mundo exterior e a descoberta de uma nova ordem emocional, a de que o amor pode chegar sem urgência, sem cálculo e sem destino previamente desenhado.

Inspirado também pela experiência recente da paternidade, David Fonseca transforma essa reorganização de prioridades numa reflexão mais ampla e universal. “Amor Sem Pressa” não fala apenas de um amor concreto, mas da possibilidade de viver qualquer forma de amor com mais presença, mais entrega e menos medo de não chegar a tempo.

“Amor Sem Pressa” sucede a “Nada a Perder”, primeiro single do décimo álbum de originais em nome próprio de David Fonseca, previsto para 2026. Este novo disco marca um momento particularmente significativo na sua carreira, ao assumir-se como um trabalho inteiramente cantado em português e ao abrir uma nova fase autoral depois da celebração dos seus 25 anos de percurso a solo.

Estas novidades surgem após um ano histórico para David Fonseca, que celebrou 25 anos de carreira a solo com uma digressão que percorreu o país de norte a sul. Ao longo de mais de duas décadas e meia, editou 14 álbuns de estúdio e inúmeros singles que se tornaram referência, como “Kiss Me, Oh Kiss Me”, “Deixa Ser” ou “Someone That Cannot Love”, mantendo uma presença sólida, consistente e profundamente ligada ao público.

O novo álbum será apresentado ao vivo em 2026, em dois concertos especiais, no dia 21 de novembro, na Super Bock Arena, no Porto, e no dia 28 de novembro, no Sagres Campo Pequeno, em Lisboa.

MARA COM NOVO CLIP



Foi na passada sexta-feira que Mara apresentou o videoclipe do seu mais recente tema, “Só Gente”, no Café Central, em Lisboa. A artista juntou-se a uma sala cheia para apresentar o vídeo mas também canções ao vivo, incluindo inéditos, que emocionaram o público que não deixava nem uma cadeira livre.

Este evento levantou mais um bocadinho do véu do álbum que Mara irá editar no final deste ano, do qual já conhecemos também o tema “Emergir”.

“Só Gente” tem letra e música de A Garota Não e arranjos e produção de Sérgio Miendes e Mara. Conta com Mara na voz, Sérgio Miendes na guitarra, João Godinho no piano, Diogo Sousa na bateria e um coro composto por Aline Bernardo, Ana Beato, Ana Silvestre, Colectivo dos Remédios, Nuno Veras, Patricia Claudino, Rita Dias, Rolando Galhardas, Sofia Ângelo, Sofia Nunes, Ophelia e Tiago Mendes.

O videoclipe recém lançado foi realizado e editado por Francisca Marvão, com direção de fotografia de David Wolf, direção de produção de Diana Martins e produção de Uma Ova Associação. Conta com a performance de Marcio Pereira.

“Só Gente” pode ser ouvida em todas as plataformas digitais.

SOBRE MARA

Mara é cantora e compositora portuguesa. Cresceu num contexto em que o cante e o fado faziam parte do quotidiano, mas cedo sentiu que a sua voz precisava de atravessar fronteiras, afirmando-se numa linguagem musical contemporânea que combina tradição, autoria e interpretação.

A sua voz é profunda, expressiva e versátil, capaz de habitar tanto a delicadeza como a intensidade.
Ao longo do seu percurso, colaborou com artistas de diferentes geografias e linguagens, como Chico César, Kepa Junkera, A Garota Não, Selma Uamusse, Uxía, Luís Varatojo, entre outros, e participado em projetos de criação para cinema, teatro e dança.

Paralelamente, mantém um trabalho continuado com comunidades do Alentejo, dirigindo coros e dinamizando oficinas de voz que promovem a participação cultural e a criação coletiva, reforçando a dimensão social e comunitária da música.

Nos últimos anos, tem assumido a direção musical e artística do projeto Vozes de Abril.

Participou em festivais e circuitos profissionais em Portugal e no estrangeiro, passando por contextos tão diversos como o Bons Sons, EXIB Música, Atlantic Music Expo, WOMAD Cáceres, Mercat de Música Viva de Vic, entre outros, levando a sua música a Portugal, Espanha, França, Itália e Cabo Verde.