sexta-feira, 8 de maio de 2026

"FADO DO BEBEDOR" REGRESA E ANTECIPA COLECTÂNEA DE JORGE RIVOTTI EM VINIL

















Depois de alguns anos de hibernação, “Fado do Bebedor”, canção editada no álbum Dias da Publicidade (2001), volta a ter voz e lugar de destaque no novo álbum de Jorge Rivotti, "As tias no seu melhor". A coletânea, disponível exclusivamente em vinil, reúne 10 temas — Santa Apolónia, Vas’ilha, Vida de Gaveta, Fado do Bebedor, À Procura de um Perfume, Tolok, Fado Emaranhado, Rosinha Vem‑te Comigo, Doce História e Dame Una Rosa — selecionados dos dois álbuns anteriores "…e outras canções que não quiseram ficar para Tias 1 e 2", editados em 2023 e 2025, respetivamente.

Sem ser uma apologia ao consumo, “Fado do Bebedor”, tema de apresentação do novo álbum, reflete sobre a relação humana com a bebida e sobre a forma como gerimos o estado de embriaguez. A referência à teoria explorada no filme Druk, de Thomas Vinterberg - segundo a qual nascemos com um défice de 0,5 g de álcool no sangue - evidencia como o consumo alcoólico pode alterar, e por vezes melhorar, a nossa relação social, sempre com a consciência de que a moderação é fundamental.

A canção traduz essa ideia através de uma melodia não dramática, quase festiva, que contrasta com a mensagem e revela a ironia, a leveza e a humanidade que caracterizam o universo criativo de Jorge Rivotti.
 

VALTER LONO EM ÁGUEDA














VALTER LOBO
Melancólico Dançante
sáb 23 mai, 21h30

Auditório | M/6 | 10€ e 12€

Valter Lobo apresenta-nos “Melancólico Dançante”, o seu último álbum de originais. Inspirado numa nova paisagem sonora, leva-nos numa viagem por outras latitudes dançantes mas ainda carregadas de uma melancolia sempre poética.

Há um universo rítmico a pautar as canções, mais leve, misterioso e inebriante. São histórias e sensações assentes em melodias possuidoras de uma carga emocional que se mantém igualmente intensa como já se constatou em álbuns como “Mediterrâneo”, “Primeira Parte de um Assalto” e “Inverno” que marcam o seu trabalho discográfico.
Ficha Artística

Voz e Guitarra
Valter Lobo

Guitarra
Jorge Moura

Bateria
Pedro Oliveira

Baixo
Pedro Santos

CARLOS FÉLIX ESTÁ DE VOLTA COM NOVO SINGLE 'FICA'





















Fotografia: Joanna Correia

Após a estreia discográfica com 'Um Amor Assim' e 'Quero Ir', o novo tema reforça a identidade artística pop do cantor, compositor e ator .

'Fica' é o novo single de Carlos Félix. Já disponível em todas as plataformas digitais, a canção pop com uma estética eletrónica foi escrita pelo artista em colaboração com Rita Onofre e apresenta uma reflexão sobre relações intensas e ambíguas.

Nas palavras de Carlos Félix, 'Fica' "vive na tensão entre risco e atração. Aquele segundo em que decides não pensar, só agir. É sobre desejo e ego mas também sobre vulnerabilidade, quase como um jogo silencioso entre duas pessoas que sabem exatamente o que estão a fazer, mas fingem que não. Há aquela sensação de ‘isto pode correr muito bem ou muito mal’ e é precisamente isso que o torna viciante. Mas mais do que uma história linear, este tema é um retrato emocional de uma geração que vive intensamente, mas que quer sempre proteger um pouco de si".

Com este novo single, o cantor e compositor não pretende contar uma história no sentido tradicional da palavra, mas antes traduzir um estado. 'Fica', acrescenta Carlos Félix, reflete "aquela energia de quando tudo está a acontecer depressa demais e, mesmo que não distingas o que é certo ou não, o que tu decides é ir atrás na mesma, seguindo o teu instinto. A letra reflete isso: frases diretas, imagens rápidas, quase como flashes de memórias de uma noite ou várias. E este tema foi sendo construído à volta desse conceito, quase como um mantra levado ao limite - que depois até aparece literalmente na repetição do verso ‘sigo a tua dança’".

A produção de NED FLANGER - que já trabalhou com artistas como JÜRA e INÊS APENAS - constrói uma base rítmica pulsante, na qual baixo e percussão conduzem a música com a intensidade e urgência que a letra carrega. O resultado é uma canção que transmite uma energia crua, imediata, trabalhada de forma intuitiva e sem excesso de racionalização. o vídeo de 'Fica' prolonga a tensão emocional para o plano visual, através da realização a cargo da dupla MANA A MANA - composta por Ana Ladislau e Joanna Correia, reconhecida sobretudo pelas colaborações com a cantora JÜRA.

"O videoclipe constrói uma atmosfera através de uma estética cuidada, meio surrealista, que cruza cenários estranhos mas ao mesmo tempo muito familiares, com um cenário íntimo e próximo de casa, criando um jogo de controlo e descontrolo da nossa emoção. Esta linha de ritmo e repetição criada também pela Joanna Correia e pela equipa MANA A MANA, acaba por resultar numa identidade que se traduz no polido e no imperfeito a coexistirem. E essa é uma imagem que eu estou a gostar muito de explorar", conta Carlos Félix.

Editado após 'Um Amor Assim' e 'Quero Ir', o novo single surge numa fase de afirmação para o cantor e compositor, marcada por uma maior consistência e clareza artísticas. Já disponível nas plataformas digitais, 'Fica' vem confirmar Carlos Félix como uma das vozes em ascensão da nova pop nacional.

Cantor, compositor e ator, Carlos Félix teve o primeiro contacto com a música no seio familiar, por influencia da avó materna, que canta frequentemente nos serões em família e é a sua inspiração maior no modo como vê, ouve e cria música. Foi também a avó que despertou nele a vontade de estudar e desenvolver as suas capacidades enquanto cantor e músico. Ingressou, assim, no Conservatório de Música de Coimbra em 2007, onde se formou em Canto e Guitarra Clássica. Em 2009 chegou à semifinal do programa de talentos "Uma Canção para Ti". Cantou depois em bandas de covers e atuou diversas vezes ao vivo em Coimbra, a sua cidade Natal, e por toda a zona centro.

Radicado em Lisboa, Carlos Félix tem vindo a investir também na formação como ator, junto de renomeados atores e encenadores nacionais e internacionais como Ricardo Neves-Neves, São José Correia, Marco Medeiros, Ricardo Conti ou Lorena de Las Bayonas. Estreou-se na companhia de teatro conimbricense “Teatrão”, participou em várias novelas entre 2019 e 2022 e em 2023/2024 protagonizou o musical “Quando for Grande Quero Ser”, encenado por Ricardo Conti. A estreia como protagonista num projeto de ficção aconteceu no ano de 2024 em "Tony”, uma série biográfica sobre Tony Carreira coproduzida pela Amazon Prime e TVI. Atualmente integra o elenco da novela "Amor à Prova".

Na música, é influenciado por cantores e compositores icónicos como Johnny Cash, Frank Sinatra e Elvis Presley mas, também, pelos contemporâneos John Legend, Josef Salvat e Stephen Sanchez e os portugueses Rui Veloso e Pedro Abrunhosa. Carlos Félix tem como objetivo conectar diferentes gerações, desde as mais jovens, que se deixam conquistar por uma sonoridade épica e diferente, como as mais velhas, que vão certamente sentir-se nostálgicas ao ouvir as suas composições. Veio sobretudo para cantar o amor nos seus mais diversos estados - seja amor próprio, amor nas relações ou amor pela família -, um amor escrito de forma a que qualquer pessoa se identifique.

É no início de 2025 que Carlos Félix dá início ao seu percurso discográfico, com o lançamento do primeiro single 'Um Amor Assim', com uma sonoridade pop e uma estética retro, inspirada pelos clássicos dos anos 60 e 70, coescrito com Rita Onofre e produzido por Ricardo Ferreira, que colaborou com Aurea no inicio da carreira da artista. Seguiu-se 'Quero Ir', que combina pop e eletrónica com a energia orgânica do piano e do violino, cuja produção ficou a cargo de NED FLANGER (IOLANDA, JÜRA, INÊS APENAS, João Maia Ferreira). Já em 2026, o cantor e compositor lança 'Fica', tema com o qual reafirma a sua estética e identidade Pop.

NAYR FAQUIRÁ COM NOVIDADES













Nayr Faquirá
apresenta “Entrelinhas (Versão Deluxe)”, nova edição do álbum de estreia que assinala o encerramento de um capítulo determinante no percurso da artista. A acompanhar o lançamento, chega o novo single “Sentir”, com participação da cantora brasileira Dandara Manoela.

“Sentir” nasce de uma residência artística no songwriting camp “Por Elas que Fazem a Música”, em São Paulo, produzido pela UBC em parceria com a SPA. Ao longo do tema, as vozes de Nayr Faquirá e Dandara Manoela entrelaçam-se numa narrativa marcada pelo encontro entre identidades, vivências e sonhos, sublinhando a importância de viver as emoções sem reservas.

A canção afirma-se como um dos eixos centrais desta edição, prolongando o universo emocional já explorado em temas como “Púrpura”. Tal como esse primeiro avanço, “Sentir” privilegia uma abordagem sensível e direta, onde a interpretação vocal se aproxima da confissão e a palavra assume um peso estrutural na construção da canção.

“Entrelinhas (Versão Deluxe)” surge como uma extensão natural do disco original, impulsionada pela vontade de explorar tudo o que ficou por dizer. Sendo o primeiro álbum, “Entrelinhas” representa um momento de afirmação artística para Nayr Faquirá, e esta nova edição aprofunda esse território, acrescentando novas camadas à narrativa inicial.

Ao longo do disco, a artista desenvolve temas como o amor e as suas complexidades, abordando também relações abusivas, processos de rutura e a importância do perdão. A versão deluxe reforça uma ideia central: só através da experiência plena do sentir é possível ultrapassar um estado de mera sobrevivência e alcançar um lugar de maior consciência.

Do ponto de vista sonoro, o projeto mantém a linguagem que caracteriza Nayr Faquirá, cruzando influências de pop, soul e R&B com uma abordagem contemporânea, onde a contenção e a intensidade coexistem. A produção volta a estar a cargo de Alec Chassain, colaborador regular da artista, contribuindo para a coesão estética do trabalho.

Para além de “Sentir”, a edição inclui temas como “Púrpura” e “Narcisista”, todos com música e letra de Nayr Faquirá (com coautoria de Dandara Manoela em “Sentir”), refletindo uma escrita autoral que se mantém no centro do projeto. A captação estética é prolongada pelo artwork assinado por RGBORED, que acompanha a identidade visual desta fase.

Editado originalmente em maio do ano passado, “Entrelinhas” afirmou-se como um registo íntimo e confessional, centrado em questões de identidade, resiliência e liberdade. Com esta nova edição, Nayr Faquirá revisita esse universo, ampliando-o e preparando o fecho de um ciclo criativo que se afirma pela coerência e pela intensidade emocional.

“Entrelinhas (Versão Deluxe)” já se encontra disponível nas plataformas digitais.

BEJAFLOR COM NOVO REGISTO














É no isolamento e clausura que melhor se conceptualiza a claustrofobia formal e a densidade sónica de Bejaflor 3

Recuperado da corrupção de ficheiros com 5 anos, o primeiro longa-duração de Bejaflor é o culminar de um estilo muito próprio de composição e produção de canções, explorando as fronteiras entre a pop e a música alternativa e os limites das mesmas. Canções de solidão que vão do conflito interior ao confronto exterior, do lado mais bedroom ao mais hyper da pop.

Da crise microcósmica nascem canções de uma profunda e exaustiva exploração emocional e musical, onde a voz ressoa em acústicas surreais e digitais, inundando a experiência binaural de quem calça estes sapatos de wormholes do mais elementar instinto de sobrevivência. Progressões tensas, arpejos cortantes e beats pesados em frases e narrativas exasperantes de quem sofre a arrogância do crescimento. Bejaflor 3 é um marco cultural e é o arranque de uma nova geração adulta.Da crise microcósmica nascem canções de uma profunda e exaustiva exploração emocional e musical, onde a voz ressoa em acústicas surreais e digitais, inundando a experiência binaural de quem calça estes sapatos de wormholes do mais elementar instinto de sobrevivência. Progressões tensas, arpejos cortantes e beats pesados em frases e narrativas exasperantes de quem sofre a arrogância do crescimento. Bejaflor 3 é um marco cultural e é o arranque de uma nova geração adulta.

A música de Bejaflor nasce de um artesanato assente na tensão entre a produção avant-garde maximalista e o minimalismo DIY das canções despidas. No final da década passada Bejaflor surgiu na cena musical alternativa lisboeta com canções ao estilo de muitos cantautores que marcaram esse mesmo meio durante os 2010s, mas com linguagem emprestada de géneros como a pop ou o trap, em andamento electrónico.

O primeiro conjunto de músicas foi editado no homónimo EP de estreia, Bejaflor (2018, Maternidade), seguindo-se Bejaflor 2 (2020, Maternidade) e desde então passa a ser parte integrante da cultura da qual se inspirou, colaborando como produtor com nomes como Chico da Tina, Filipe Sambado, Primeira Dama ou, mais recentemente Girls 96 ou MC Falcona.

NOVO SINGLE “FOI POR ELA”: DO CABO DO MUNDO CONTINUA A REINVENTAR A OBRA DE FAUSTO BORDALO DIAS





















Depois de “Por Este Rio Acima”, tema interpretado por Nani Medeiros, “Do Cabo do Mundo – um tributo imigrante a Fausto” revela hoje o seu segundo single: “Foi por Ela”, com interpretação de Luca Argel, já disponível nas plataformas digitais.

Idealizado por Carlos Cesar Motta e Fred Martins, o projeto parte da obra de Fausto Bordalo Dias, uma das vozes mais singulares e visionárias da música portuguesa, para a aproximar de novas geografias, ritmos e experiências de vida. Reunindo exclusivamente músicos imigrantes que vivem e trabalham em Portugal, “Do Cabo do Mundo” cruza as vozes de Luca Argel, Nancy Vieira, Nani Medeiros e Selma Uamusse numa abordagem contemporânea a um cancioneiro profundamente marcado pela viagem, pela memória e pelo Atlântico.

Em “Foi por Ela”, essa travessia ganha uma nova pulsação. A canção é reinterpretada a partir do ijexá, ritmo afro-brasileiro associado às tradições culturais e religiosas de origem iorubá, muito presente na música popular brasileira e conhecido pela sua cadência envolvente, fluida e circular. Ao aproximar a composição de Fausto deste universo rítmico, o tema abre espaço a novas camadas emocionais e reforça as pontes históricas e culturais entre Portugal, África e Brasil.

Na voz de Luca Argel, cantor, compositor e escritor luso-brasileiro, “Foi por Ela” ganha uma dimensão simultaneamente íntima e expansiva, onde delicadeza e profundidade convivem com naturalidade. Sem perder a essência da escrita de Fausto, a canção desloca-se para outro território sonoro, revelando a impressionante capacidade da sua obra para continuar viva, mutável e aberta ao presente.

Mais do que um exercício de homenagem, “Do Cabo do Mundo – um tributo imigrante a Fausto” tem vindo a afirmar-se como um espaço artístico de encontro e transformação, onde diferentes percursos, ritmos e pertenças se cruzam para dar continuidade a uma das obras mais marcantes da música portuguesa.

Depois dos lançamentos de “Por Este Rio Acima” e “Foi por Ela”, o álbum completo será editado digitalmente a 10 de julho, com edição física prevista para 11 de setembro.

Editado de forma independente, com distribuição digital pela Symphonic, o disco conta com a coprodução da Casa Varela e do Teatro-Cine de Pombal.

NOVO SINGLE DE WAZE

 



















WAZE e Leonor Barreira
Talvez

“Talvez” é o novo single de Waze com participação de Leonor Barreira, uma fusão entre hip-hop e pop que mergulha numa história de amor intensa, imperfeita e vivida no presente.

Com uma sonoridade melódica e emocional, “Talvez” explora as contradições das relações modernas, entre a vontade de ficar e a incerteza do futuro. O tema gira em torno da ideia de aproveitar o agora, mesmo quando não existem garantias, resumido na frase central do refrão: “Talvez não seja para sempre, mas por agora tá bom.”

Ao longo dos versos, Waze expõe uma narrativa íntima e conturbada, marcada por emoções reais, dúvidas e conexão genuína, enquanto Leonor Barreira acrescenta uma sensibilidade única ao tema, elevando a componente melódica da faixa.

“Talvez” representa a identidade de love song’s do artista cruzando a energia crua do hip-hop com uma estética pop mais emocional e acessível, sem perder autenticidade. O resultado é uma música vulnerável, moderna e feita para quem já viveu um amor sem certezas mas impossível de ignorar.

FUNK YOU BRASS BAND

















A FUNK YOU BRASS BAND apresenta “Red Pumas”, o novo single já disponível em todas as plataformas digitais, que antecipa o lançamento do álbum “A New Groove Odyssey”, com edição agendada para o dia 22 de maio.

Instrumental e assente numa forte componente rítmica, “Red Pumas” cruza referências de R&B, funk e breakbeat, construindo-se a partir de uma secção de sopros em destaque, onde saxofones, trombone, trompete e sousafone dialogam com bateria e percussão num groove contínuo e dinâmico. O tema conta com as participações especiais de João Sêco (trombone) e Samuel Silva (saxofone), que assumem papéis de solistas e introduzem novas camadas na linguagem sonora do coletivo.

O lançamento surge num momento particular do percurso da banda, assinalando 15 anos de atividade e antecipando o primeiro trabalho inteiramente composto por originais. Depois de um trajeto marcado pela interpretação e reconfiguração de repertório alheio, a FUNK YOU BRASS BAND apresenta agora um novo ciclo, centrado na criação própria e numa abordagem contemporânea ao universo das brass bands.

Criada em 2010, a FUNK YOU BRASS BAND reúne nove músicos do distrito de Aveiro, oriundos de diferentes contextos musicais, partilhando uma base comum no funk, pop e disco. A sua identidade constrói-se a partir da aproximação à tradição das brass bands de New Orleans, traduzida numa linguagem que cruza arranjo coletivo, secção de sopros e uma forte dimensão rítmica. Ao longo do seu percurso, o coletivo destacou-se pela capacidade de reinterpretar repertório de nomes como Ray Charles, James Brown, Herbie Hancock, Stevie Wonder, Earth, Wind & Fire, Michael Jackson, Beyoncé ou Bruno Mars.

Entre momentos relevantes da sua trajetória, destaca-se a participação, em 2018, no concerto “A Primeira Década” dos HMB, no Campo Pequeno, em Lisboa, bem como a colaboração conjunta na Rádio Comercial. Em 2022, a banda iniciou o projeto “PT Music Sessions”, com um concerto esgotado na Casa da Cultura de Ílhavo, iniciativa que procurou promover a música portuguesa e o território através de versões alternativas gravadas em locais emblemáticos da região, culminando na edição de um EP em 2024.

A formação integra Marco Brandão (saxofone alto), Tiago Martins (saxofone tenor), Rodrigo Neves (saxofone barítono), João Pereira e Tiago Rocha (trompetes), Élson Pinho (trombone), Marco Freire (sousafone), Luís Fernandes (bateria) e Luís Santiago (percussão), contando neste tema com a participação de João Sêco (trombone) e Samuel Silva (saxofone).

A produção executiva é de João Pereira, com direção artística de Tiago Martins. A produção musical esteve a cargo de Samuel Silva, que assegurou também a captação em conjunto com Gonçalo Garcia. A mistura foi realizada por Rúben Teixeira (Wakai Studios) e a masterização por Andy VanDette. O design e artwork são assinados por Joana Monteiro, com fotografia de Nuno Trindade.

O projeto conta com a parceria da Companhia dos Sopros e com o apoio institucional da República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto, da DGArtes – Direção-Geral das Artes e da 23 Milhas / Município de Ílhavo.

Com “Red Pumas”, a FUNK YOU BRASS BAND inicia a apresentação de “A New Groove Odyssey”, disco que aprofunda a sua identidade e propõe uma nova leitura do universo das brass bands, agora assente na criação original e numa abordagem aberta à experimentação rítmica e sonora.

SLEEPYTHEPRICE COM NOVO SINGLE

 



















SleepyThePrince
CAPACETE PRETO

CAPACETE PRETO, o novo álbum de SleepyThePrince, representa a fusão entre os diferentes universos sonoros e emocionais que têm marcado a identidade do rapper, simbolizados pela cor roxa, resultado do contraste entre o vermelho e o azul presentes na sua discografia. Ao longo de 18 faixas, o disco cruza o lado mais cru e intenso do hip-hop com atmosferas melódicas e futuristas, revelando um artista mais completo e consciente da sua dualidade criativa. Temas como “HYPERFOCUZ”, “PREÇO CERTO”, “DILEMA”, “MENU” com Nenny e “XILIQUE” refletem esse equilíbrio entre escuridão e luz, dureza e sensibilidade, num trabalho que afirma SleepyThePrince num novo patamar artístico.

OLA HASS PREPARAM NOVO DISCO






















Maltrapilho” é o novo single de Ola Haas em antecipação do próximo disco do duo, Onde a consciência desagua, a sair dia 22 de maio com edição física em CD pela Ticket to Ride.

Terceiro e último single do álbum, “Maltrapilho” utiliza riffs orelhudos como veículo para uma mensagem política embrulhada em metáforas, característica nas composições da banda.

Harmonizam os seus próprios trapos, cosendo 14 faixas num álbum onde as costuras das canções ficam intencionalmente visíveis.

As músicas de Onde a consciência desagua serão tocadas em modo pré-estreia a 9 de maio nas DAMAS.

A "Maltrapilho" conta, através de subterfúgios líricos, uma história concreta, sendo que os acontecimentos específicos que a motivaram ficarão apenas na posse de quem os viveu. Um "não julgues um livro pela capa" que tem como alvo o materialismo desmedido dos nossos tempos, que resvala numa identificação do "eu" intrisicamente ligado às posses de cada pessoa. As aparências iludem e algo está errado se os nossos traços de personalidade se cingem apenas aos trapos que temos no corpo ou a outro qualquer objeto, no qual nos projectamos.

— Miguel Freitas

Ola Haas é para quem gosta de rock crú — daquele que sai da garagem direto para o estúdio.

Miguel Freitas debita frustrações em lírica incisiva, enquanto alterna um baixo carregado de distorção com riffs mais limpos, sem abandonar o universo lo-fi. A acompanhá-lo, João Ribeiro molda baterias implacáveis às dinâmicas cautelosamente exploradas pelo duo.

Desde os gigantes do grunge Nirvana, a artistas independentes portugueses como Pega Monstro e Vaiapraia, Ola Haas adota um slacker rock contemporâneo próximo de Courtney Barnett ou The Bug Club, com mais melancolia à mistura.

Depois do primeiro longa-duração Não sou a mesma pessoa todos os dias (2023), Ola Haas preparam-se agora para lançar Onde a consciência desagua, dia 22 de maio.

ÁLBUM DE ESTREIA DDOS VIZINHOS





















Os Vizinhos editam hoje o seu álbum de estreia, “Só Se Estraga Uma Casa”, um dos lançamentos mais aguardados do ano, que consolida o percurso meteórico da banda ao longo do último ano.

O álbum reúne 9 temas, incluindo os maiores sucessos da banda de Évora e quatro inéditos, refletindo a história, a energia e a identidade musical da banda que tem conquistado o público e que, no espaço de um ano, tem vivido um verdadeiro sonho — da capital do Alentejo, Évora, para os principais palcos nacionais.

Em destaque com o álbum está o novo single “Onde É Que Eu Tinha a Cabeça”. Um dos últimos temas a ser escrito para o disco, a canção reflete as vivências recentes da banda, cruzando o seu ADN alentejano com influências da música brasileira e referências ao universo académico onde o projeto nasceu. A canção promete viciar desde a primeira audição.

Na autoria das canções encontram-se os quatro elementos dos Vizinhos — David Mendonça (voz e acordeão), Francisco Cartaxo (voz e bandolim), Miguel Brites (voz e baixo) e Tomás Cartaxo (voz e guitarras) — a par de nomes como João Direitinho (ÁTOA), Aurora Pinto, João Barbosa, Luís “Twins” Pereira, João Sei Lá e Eduardo Espinho. Na produção destacam-se Feodor Bivol, João Barbosa, Eduardo Espinho e Luis “Twis” Pereira, que também assina a mistura e masterização.

Em “Só Se Estraga Uma Casa” incluem-se duas colaborações. No inédito “Pessoa Certa”, a banda convida a jovem artista e autora Aurora Pinto, presença regular na escrita de vários temas do álbum. Já em “Na Próxima Vida”, os Vizinhos assinam a sua primeira colaboração internacional com os brasileiros Atitude 67, contando também com a participação dos ÁTOA — parceiros de longa data e, tal como a banda, representantes da nova geração musical de Évora e do Alentejo.

O lançamento do álbum surge na sequência de um ano de forte impacto. “Pôr do Sol”, o single de estreia, foi distinguido como Canção do Ano nos Prémios Play, o único galardão votado pelo público, afirmando-se como um dos maiores êxitos nacionais de 2025. O tema alcançou o 1.º lugar do Top Anual de Singles da Audiogest, liderou o Spotify Portugal durante 16 semanas e soma mais de 24 milhões de streams só naquela plataforma, tendo sido distinguido com quíntupla platina.

Os lançamentos seguintes reforçaram esta trajetória: “Pobre Ex-Namorado” (dupla platina) destacou-se como um dos temas do verão, “Casar É Para Esquecer” (platina) consolidou a presença da banda nas rádios e plataformas digitais, e “Já Não Saio”, em colaboração com os ÁTOA, alcançou o galardão de ouro. Também “Na Próxima Vida” registou entrada direta no Top 50 do Spotify Portugal.

Para 2026, além da edição de “Só Se Estraga Uma Casa”, a banda prepara a sua estreia em nome próprio nos Coliseus do Porto (21 de novembro) e de Lisboa (28 de novembro). Os Vizinhos estão também confirmados em alguns dos maiores palcos do país, incluindo festivais como MEO Marés Vivas, Sol da Caparica e Expofacic, integrando uma digressão que irá ultrapassar os 100 concertos ao longo do ano.

Os bilhetes para os concertos no Coliseus estão à venda na BOL (Lisboa), na Ticketline (Porto) e nos locais habituais.

AÁLBUM DE MÃO NASA PLATAFORMAS DIGITAIS














©Kenton Thatcher

Depois do lançamento oficial, a 16 de Abril, exclusivamente em vinil, o álbum de estreia homónimo de Mão está a partir de hoje, 8 de Maio, disponível para escuta nas principais plataformas digitais.

Em oito temas instrumentais, DJ Vibe e Paulo Pedro Gonçalves traçam uma rota pelo mundo, da América à Ásia, partindo da electrónica para trilhar um leque de géneros como a pop, os blues, o ambient ou o rock.

Um encontro de iconoclastas

Tó Pereira e Paulo Pedro Gonçalves são dois iconoclastas que, desde a década de 1980, continuam a escrever a narrativa da música portuguesa. O primeiro é DJ Vibe, um dos pioneiros da cultura de dança e da electrónica, na linha da frente da house music, dono de um culto que ultrapassa as fronteiras. Quanto ao segundo, conhecemo-lo como um dos fundadores da instituição pop chamada Heróis do Mar, fonte inesgotável de êxitos que ainda hoje acendem as almas de tantas gerações. Antes, fez parte de uma das incursões inaugurais em Portugal do punk, Os Faíscas, e da new wave, Corpo Diplomático, e, depois, do glam dance rock dos LX-90, para onde convida Tó Pereira.

Mão é o projecto que volta a juntar os dois, agora no primeiro quarto do século XXI.

Desta vez, surge por iniciativa de DJ Vibe, fruto da sua constante vontade de criar e, sobretudo, de explorar musicalmente outras áreas. O resultado cristaliza-se em oito viagens sonoras que traçam uma rota pelo mundo, com vénias às geografias e à música de cada lugar.

Oito países, oito viagens

Com arranque nos Estados Unidos, em “Pine Ridge”, e a terminar no Japão, com “Yokohama Clouds”, o grupo conduz uma viagem que cartografa um mundo sem fronteiras, um “que nos enriquece culturalmente, espiritualmente, em todos os sentidos”. A par desta expansão geográfica, homenageiam a música e os protagonistas desses lugares: a percussão singular de Fela Kuti, no funk cósmico e ritualista de “Motel Danakil”, ou os tapetes electrónicos e luxuriantes de Giorgio Moroder, na fragrância onírica de “Acqua Della Medici”. Em “Reeperbahn”, segundo single do álbum, situam-nos no bairro de Hamburgo, onde os Beatles se fizeram banda, para tributar os Kraftwerk e o krautrock. No primeiro single, “Brasil de Janeiro”, acenam à riqueza e ao calor daquele país. Já em “Electricity Will Kill You England”, DJ Vibe e Paulo Pedro Gonçalves sublinham a sua paixão pelas máquinas com que desenham estas paisagens sónicas, num piscar de olhos ao trip hop, enquanto alertam para uma nova Revolução Industrial que, nestes tempos escuros, assola o Reino Unido.

Processo criativo

O estúdio de Vibe é a sede onde, durante as visitas de Paulo a Lisboa, as ideias se materializam. Com as mãos na massa, ou seja, nos sintetizadores Moog, no sequenciador Roland TB-303 e nas guitarras, traçaram as rotas do mapa-múndi que se escutam nos temas instrumentais do novo projecto.

A génese de Mão remonta ao regresso dos LX-90, em 2023, para um espectáculo único em Lisboa, que colocou Vibe e Paulo novamente em contacto. Tó Pereira procurava fazer algo diferente; Paulo Pedro Gonçalves (que partilha com a música uma carreira ligada à moda, em Londres, onde vestiu David Bowie ou o elenco de Velvet Goldmine) trazia consigo a experiência das suas incursões a solo mais recentes, Scarecrow Paulo e Cabra, onde explora o seu lado de trovador. A cumplicidade voltou. “Trabalhamos muito bem juntos e conseguimos ser bastante criativos, com muita qualidade e, ao mesmo tempo, muita rapidez”, explica Paulo Pedro Gonçalves.

Fruto da inquietação dos dois artistas, o álbum representa também a procura por novos caminhos. Uma sonoridade em constante actualização, em sintonia com uma maneira de estar na música que os acompanha há quatro décadas. “É como se fôssemos um vulcão a expulsar a sua lava de ideias e de emoções”, exemplifica o outrora membro dos Underground Sound of Lisbon (quem não se recorda do intemporal “So Get Up”?), que, em 2024, lançou o seu primeiro longa-duração a solo, Frequências. Para ele, o projecto com Paulo Pedro Gonçalves “é uma forma de devolver todo o conhecimento e absorção ao longo dos anos”.

Com uma edição em vinil de 100 exemplares numerados – quase esgotada e à venda no Bandcamp – e finalmente disponível nas plataformas digitais, Mão tem o selo da Chic Choc Music, fundada pelos próprios. Uma identidade que repesca ao passado um lugar que assinalou um dos seus primeiros encontros, o centro comercial Chic Choc, nos Restauradores, em Lisboa, onde o pai de Tó Pereira mantinha uma loja de discos cheia de pérolas importadas do estrangeiro. Uma paragem obrigatória para tantos ilustres, como António Variações, e lugar do contacto inicial de DJ Vibe com os discos e com os Heróis do Mar, banda pioneira em Portugal na introdução de maxi-singles (de 12 polegadas de diâmetro), a pensar nas pistas de dança.

TRÊPORCENTO COM NOVO DISCO















Fotografia de Zé Maria Rebelo de Andrade

“Já Não Posso Ficar Aqui”, o quarto disco de originais da banda lisboeta, chega agora às plataformas de streaming e será apresentado ao vivo na República da Música, em Alvalade (Lisboa), no dia 23 de maio. Os bilhetes já estão à venda na Ticketline e locais habituais.

"Já Não Posso Ficar Aqui" confronta-nos com uma simples questão "o que fazer com a passagem do tempo?" A nostalgia, muito na moda, é uma estratégia possível. Entrar em negação também parece ser uma opção popular. Ou a amargura, tantas vezes mascarada como mero desencanto. Entretanto o tempo passa, sobre nós e sobre os sítios onde estivemos, indiferente aos nossos estados de alma.

Tempo, que me rouba a alegria.

Nascidos em Lisboa, os Trêsporcento têm vivido a transformação da cidade como tantos outros lisboetas da sua geração, que chega agora a uma idade onde o confronto com o passado se torna uma coisa real. Não pelas melhores razões. Seremos, talvez, também culpados? Ou são apenas os outros - o outro - os responsáveis pelo desaparecimento de uma realidade que julgávamos ser a nossa e a qual tomávamos por garantida?

As janelas das velhas fecharam, até elas estão a mais.

Em 10 novas canções, "Já Não Posso Ficar Aqui" tenta dar resposta a essa inquietação. Não evita a amargura, cede por vezes à negação, e refugia-se, em momentos de fraqueza, na nostalgia. Só quero o que os outros têm, não é inveja, é direito. No entanto, sobre tudo isto paira uma voz que quer, ainda, transformar o seu futuro e o futuro daqueles e daquilo que nos rodeia. Apontamos o dedo, temos esse direito, com fúria, contra a resignação.

Quem comove o tempo, para combater, ter nas mãos o raio, que destrói o poder?

E como é que isto se faz? Os Trêsporcento ensaiam o seu método preferido: juntos numa sala com guitarras a fazer barulho. Sem truques, sem rede, expostos ao erro, à fragilidade, sem nostalgia, sem amargura - a olhar para a frente.

Bebe comigo, brinda àquilo que eras, é uma nova vida que te espera.

“Já Não Posso Ficar Aqui” é o quarto álbum de originais dos Trêsporcento, que se segue a “Território Desconhecido” (2017), "Quadro" (2012), e "Hora Extraordinária" (2011). A banda tem ainda no currículo o disco ao vivo “Lotação 136” (2014) e um EP homónimo (2009).

Gravado entre Dezembro de 2023 e Dezembro de 2025, o disco foi produzido por JP Mendes, misturado por Eduardo Vinhas, e masterizado por Diego Salema Reis.

As gravações decorreram no Namouche (com Diego Salema Reis), com sessões adicionais no louva-a-Deus (com Tiago Correia).

A capa é um trabalho gráfico de JP Mendes sobre uma obra de António Botelho. A pintura da capa de Botelho chama-se “O Lisboeta". É de 1994 e fez parte de uma exposição com o mesmo nome, feita na galeria de São Mamede, em Lisboa.

SARA MEGRE LANÇA NOVO SINGLE “INCENSO”

 


















Com apenas 23 anos, Sara Megre afirma-se como uma das vozes emergentes do pop/R&B nacional, construindo um percurso marcado pela autenticidade, presença e uma relação cada vez mais próxima com o público. Depois do EP de estreia “Ligações”, lançado em 2023 e composto pelos seus primeiros três singles, a artista tem vindo a expandir o seu universo criativo, somando já vários temas originais e colaborações com nomes como Luís Braz Teixeira, LEFT e Xtinto.

O seu crescimento tem sido acompanhado de perto nas redes sociais, onde reúne uma comunidade sólida, e também em palco, com atuações em nome próprio e participações em salas como o Coliseu, e eventos como Festas do Mar e Festival de Telheiras. Foi back vocal de BISPO durante o ano de 2022, e em 2026, Sara Megre apresenta-se com uma estética mais vincada e uma abordagem assumidamente Pop, onde as influências internacionais se cruzam com referências clássicas portuguesas, como as Doce.

É neste contexto que surge “Incenso”, o novo single que marca um ponto de viragem no seu percurso artístico. Com uma sonoridade pop/dance, com influências de R&B, a canção assume-se como um convite à libertação, um espaço onde sentir vem antes de pensar. Através de uma linguagem metafórica, “Incenso” explora as dinâmicas emocionais de uma geração marcada pelo desapego e por cicatrizes afetivas, propondo leveza, entrega e a coragem de perder o controlo. “Deixa queimar” torna-se, assim, num “quase” ritual: primeiro viver, depois refletir.

O lançamento de “Incenso” é acompanhado pelo seu primeiro videoclipe coreográfico, onde o corpo, a imagem e a voz se encontram num registo mais ousado e afirmativo, antecipando uma fase artística centrada na performance e no impacto visual.

Mais do que um single, “Incenso” abre caminho para um ano de novos lançamentos, todos alinhados com uma mesma intenção: suspender o ruído, esquecer as preocupações e devolver ao pop o seu lugar de liberdade.

Este novo tema conta com música e letra de Luís Braz Teixeira, e co-produção de Luís Braz Teixeira e By Cozy.

“Incenso” encontra-se agora disponível em todas as plataformas digitais.

RUI LUÍS AO VIVO

 



















23 de Maio de 2026, 21h30 
Auditório da Costa da Caparica

Rui Luís sobe ao palco do Auditório Costa da Caparica com banda completa — piano, guitarra, bateria, baixo, guitarras, trompete, saxofone e vozes — para um concerto que atravessa toda a sua discografia e abre portas ao que vem a seguir.

De Retro Expectativa a Ilusão, passando por Atordoado e pelo novo single Bem, a noite percorre canções já conhecidas como Uma Valsinha e Fuça ao lado de temas inéditos do EP Ouro, atualmente em produção. É uma oportunidade rara de ouvir estas novas composições ao vivo antes de serem gravadas.

No palco

Rui Luís — piano, guitarra e voz 
Valter Mariz — bateria 
Aboo Gani — baixo eléctrico 
Argant — guitarras 
João Aguiar — back-vocals e trompete 
Pedro Mocho — saxofone

Rui Luís é um viajante de realidades. Cantautor e multi-instrumentista almadense, nascido em 1990, conduz-nos por paisagens sonoras onde o amor, a perda e a esperança se fundem com reflexões metafísicas e um tom quase profético.

As suas letras carregam camadas de significado encriptado, entregues com uma genuinidade que desarma. O percurso começou com o projeto Ângulos Mortos, seguido de uma passagem transformadora pela Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal, onde estudou piano e voz.

Desde então, o caminho tem sido fértil: os álbuns Retro Expectativa (2020), Amor Alado (2022) e Ilusão (2024), a participação nas Provas Cegas do The Voice Portugal com uma interpretação de Autumn Leaves, a colaboração com Soraya Moon em Silêncio de Entender e o EP infantil Abraçar, prova de que a sua música não conhece fronteiras de idade nem de género.

Em fevereiro de 2026, Rui regressa com Atordoado, o primeiro single de um novo álbum em preparação, um desabafo íntimo que confirma a sua voz como uma das mais autênticas e poeticamente profundas da música portuguesa contemporânea.

SENSIBLE SOCCERS EDITAM HOJE EP EM COLABORAÇÃO COM MAD PROFESSOR















Créditos: Vera Marmelo

2026 é um ano que irá trazer várias novidades discográficas de Sensible Soccers. O principal destaque é o novo longa-duração que a banda nortenha se prepara para lançar na rentrée, mas a antecipar esse momento há a edição de 2 EPs de remisturas de novos temas.

O primeiro, Sensible Soccers Vs Mad Professor EP#1 Dub Versions, que conta com 3 temas inéditos remisturados por Mad Professor, lendário produtor britânico de origem guianense e pioneiro do dub moderno, chega hoje às lojas, em formato físico (vinil 12’’) e digital.

Contando com o selo da 8mm Records, este lançamento cruza dois mundos sonoros distintos, mas profundamente interligados. E o seu lançamento coincide com o regresso da banda aos palcos após uma pausa de 3 anos, a acontecer hoje no Jameson Common Ground na Casa Capitão, em Lisboa.

Os três temas foram compostos pelos Sensible Soccers, remisturados por Mad Professor, gravados por França Gomes e Hugo Gomes e masterizados por Carlos Nascimento. O artwork é de Bruno Neiva, com design da This is Pacífica.

Em junho, será editado um segundo EP, também ele dedicado a remisturas de novos temas, que contará com a participação de nomes de referência na música eletrónica contemporânea: Danilo Plessow (Motor City Drum Ensembe), Peaking Lights e Toulouse Low Trax.

Por sua vez, o novo disco de longa duração de Sensible Soccers, sucessor de Manoel (2021) chegará em setembro.

Para além do Jameson Common Ground, a banda tem ainda presenças marcadas no Festival A Porta (Leiria), no dia 3 de junho, e no Primavera Sound Porto, no dia 11 de junho.

8 MAIO - JAMESON COMMON GROUND - CASA CAPITÃO, LISBOA - BILHETES AQUI
 
Sobre Sensible Soccers:

A sonoridade dos Sensible Soccers não é fácil de compartimentar. Sem esconderem o gosto pelas melodias pop, na construção dos seus temas fazem conviver a eletrónica com instrumentos orgânicos, fugindo ao formato tradicional de canção, privilegiando estruturas e arranjos em progressão.

Ao longo dos últimos 15 anos, construíram um percurso marcado por uma forte presença ao vivo, atuando em clubes, auditórios e alguns dos principais festivais nacionais e internacionais, conquistando um público cada vez mais amplo e diversificado.

Depois de várias edições iniciais – um EP em 2011, “Fornelo Tapes Vol.1” e o single “Sofrendo Por Você” –, a banda lançou em 2014 o seu primeiro álbum, 8, amplamente destacado pela imprensa nacional como um dos melhores discos portugueses do ano. Em 2016 editaram Villa Soledade, que deu origem a uma extensa digressão em Portugal e no estrangeiro. Seguiu-se o aclamado Aurora (2019), disco que contou com a produção de B Fachada.

Durante a pandemia, o grupo criou novas composições para dois filmes de Manoel de Oliveira — Douro, Faina Fluvial e O Pintor e a Cidade. Desse trabalho nasceu Manoel, o quarto álbum da banda, apresentado ao vivo pela primeira vez na Fundação de Serralves e seguido de uma digressão em auditórios que se prolongou até ao final de 2023.

Depois de quase um ano de pausa e com energia renovada dedicam-se, desde o final de 2024, à composição do quinto álbum de originais.

JOÃO MARIA FERREIRA CELEBRA 10 ANOS DE CARREIRA



O projeto é composto por 7 faixas revisita as origens e a evolução do artista que ajudou a redefinir o hip-hop nacional.
















João Maia Ferreira
assinala uma década de percurso na música com o lançamento de “Consumir Preferencialmente Antes do Apocalipse”, um projeto de 7 faixas que cruza diferentes momentos do seu trajeto e reflete a evolução da sua identidade artística.

O lançamento chega numa fase de renovação, já após a assinatura com a 10K Projects e na sequência de “Waridu?”, single que antecipou esta nova etapa e revelou uma abordagem direta e alinhada com a identidade que tem vindo a construir em nome próprio.

O percurso de João Maia Ferreira começa em 2016, num contexto de descoberta enquanto produtor e engenheiro, integrando uma nova vaga criativa associada à Think Music. É também enquanto benji price que ganha notoriedade, contribuindo para uma linguagem mais experimental dentro do hip-hop nacional.

Em 2020, lança SYSTEM em colaboração com ProfJam, um projeto que marcou a música urbana nacional, com aquele que se tornou o seu primeiro projeto de estúdio de longa duração e consolidou o início do seu percurso como artista.

A transição para o seu nome próprio acontece com Ígneo, o primeiro projeto editado como João Maia Ferreira, onde assume uma abordagem mais pessoal e estabelece as bases para o seu caminho enquanto artista a solo. Seguem-se depois projetos como Baldio Vol.1 e, mais tarde, O Lobo Um Dia Irá Comer A Lua, projetos que marcaram uma rutura definitiva com a personagem de benji price e afirmando uma abordagem mais pessoal, vulnerável e livre de construções.

Este novo projeto surge assim como um ponto de síntese, mas também de continuidade. Mais do que uma celebração dos últimos 10 anos, é um projeto que organiza esse percurso e o transforma em algo novo, mostrando um artista em constante evolução.

Consumir Preferencialmente Antes do Apocalipse” junta todas as peças. Não como uma retrospectiva fechada, mas como um objeto em movimento, que reorganiza o passado para abrir espaço ao que vem a seguir. Além de celebrar uma década de música, o projeto sugere uma continuidade, seguindo a ideia de que, mesmo quando algo termina, há sempre outra forma de começar.

Esta celebração estende-se para lá do disco e ganha forma ao vivo num concerto em nome próprio, marcado para 24 de outubro na Casa Capitão em Lisboa, Pensado como um momento de encontro entre diferentes fases do seu percurso, o espetáculo transporta para palco a mesma lógica do projeto: revisitar, reinterpretar e dar novo significado a tudo o que ficou para trás. Mais do que um concerto, será a materialização deste capítulo.

O projeto já está disponível em todas as plataformas e surge acompanhado por suporte visual também disponível no canal de YouTube do artista. 

FADISTA FILIPA BISCAIA EDITA SEGUNDO ÁLBUM "ANTES QUE OS RIOS SEQUEM"





















Fotografia: Carolina Marta

Depois dos singles 'Cravos Prá Festa', escrito por Capicua, e 'Ilusão', com letra de Amália Rodrigues, a jovem cantora lança o disco, que inclui a participação especial do fadista António Rocha.

"Antes Que Os Rios Sequem" é o título do novo álbum de Filipa Biscaia. O disco de 10 faixas inclui temas de autores marcantes da música portuguesa como Vitorino, Capicua, Amélia Muge, Teresa Muge, Mário Pacheco, Vasco Graça Moura, Amália Rodrigues, Celeste Rodrigues e Teresinha Landeiro, entre outros. Produzido pelo músico Ricardo Dias, o longa duração conta, ainda, com a participação do incontornável fadista António Rocha.

Filipa Biscaia conta que "este álbum diferencia-se do primeiro sobretudo por ter maioritariamente temas originais, o que lhe dá uma identidade mais própria e mais madura. É mais luminoso, mais alegre, mas não deixa de dar destaque a temas urgentes". Em "Antes Que Os Rios Sequem", a artista revela um lado mais pessoal, espelhado na escolha dos poemas e das influências "da canção de intervenção com que cresci, assim como influências do fado de Coimbra e do folclore", acrescenta.

A fadista explica que o disco "fala sobre a urgência de sentir, de não adormecer perante o mundo, de não perder a capacidade de amar, de questionar e de agir. Fala de um tempo em que há guerras, desigualdades e uma crescente falta de empatia, mas também da responsabilidade de não virar a cara a isso. Há uma dimensão consciente e quase política em alguns temas, no sentido humano da palavra, de olhar para o outro e de perceber o lugar que ocupamos. E é também um disco que equilibra essa inquietação com o lado mais íntimo: o amor, a dúvida, o caminho pessoal e os erros que nos constroem".

Para Filipa Biscaia, o título "Antes Que Os Rios Sequem" funciona como um apelo e um alerta para não deixarmos morrer o que nos torna humanos, com os rios a servirem de metáfora para as emoções, a empatia e a capacidade de sentir e de agir. Se os deixarmos secar, ficamos mais distantes uns dos outros e de nós próprios. A artista considera que "ainda vamos a tempo de cuidar, de mudar e de preservar aquilo que nos liga".

Antecipado pelos temas 'Cravos Prá Festa', com letra de Capicua e 'Ilusão', um poema de Amália Rodrigues, o álbum é editado com dois novos singles que "resumem bem o equilíbrio do disco: entre o interior e o exterior, entre o íntimo e o político, entre o caminho pessoal e a responsabilidade de olhar para o mundo", conta Filipa Biscaia.

'Dona Filipa', uma letra de Teresinha Landeiro, música de José Nunes e a participação do fadista António Rocha, "representa o lado mais íntimo do disco. Fala do caminho individual, das dúvidas, dos erros e da confiança no percurso - essa ideia de que nem tudo tem de fazer sentido imediato para nos levar ao sítio certo. É uma canção de entrega e de identidade, e por isso faz sentido destacá-la como cartão de visita. Nesse tema, tenho o privilégio de contar com a participação do fadista António Rocha, que surge a meio como que a aconselhar-me a seguir o meu caminho e a confiar nos meus sonhos, acrescentando uma dimensão quase narrativa e de transmissão", revela a cantora.

Já em 'Canção de Tantos Outros' - com música e letra de Pi e tema no qual a fadista também participa na composição - apresenta o lado coletivo e mais urgente: "é um tema que olha diretamente para o mundo em que vivemos, para os conflitos, a falta de empatia e as decisões que nos afastam uns dos outros. Mas, ao mesmo tempo, afirma a importância de continuar a sentir, a amar e a resistir".

"Antes Que Os Rios Sequem" tem produção de Ricardo Dias - músico, arranjador e compositor reconhecido com três Prémios José Afonso, que já trabalhou com artistas como Fausto Bordalo Dias, Vitorino, Carlos do Carmo, Mísia e Cristina Branco, entre outros. Além disso, conta com a participação dos músicos André Dias na guitarra portuguesa, Bernardo Viana na viola de fado, Daniel Pinto no baixo acústico, João Caetano na percussão e também do próprio Ricardo Dias no piano, acordeão e teclado. O novo álbum de Filipa Biscaia já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.

Filipa Biscaia demonstra interesse pela Música desde cedo, mas é quando entra para a faculdade que integra a Tuna Feminina da Universidade de Coimbra - as FANS - que essa aptidão se intensifica. Aqui teve oportunidade de cantar como solista, interpretando temas tradicionais portugueses, maioritariamente Fado de Coimbra. É no meio académico que Filipa Biscaia ganha visibilidade a nível musical e, a convite do Fado Ao Centro, um centro cultural de Coimbra, começa a cantar fado profissionalmente, em 2015. Em 2019 muda-se para Lisboa e passa a apresentar-se ao vivo em várias Casas de Fado.

Em 2022 lança o primeiro álbum, "Dois a Dois", cujo single 'Rosa Secreta' esteve nomeado para os International Portuguese Music Awards. Em 2023 edita a gravação ao vivo de 'Maria Faia', que vence o prémio de “Melhor Performance Tradicional” nesse mesmo certame.

Tendo como principais referências nomes como José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Amália Rodrigues, Fernanda Maria e Maria José da Guia, edita em 2025 ' o primeiro avanço de um novo álbum, 'Cravos Prá Festa', com letra de Capicua. Seguem-se os temas 'Ilusão', escrito por Amália Rodrigues e 'Canção de Tantos Outros', com a contribuição da própria fadista na composição. Em maio de 2026 lança o segundo disco, "Antes Que Os Rios Sequem". 

 

BONANÇA EDITA DISCO DE ESTREIA "SÓ"















Créditos: Isis Gonçalves.

bonança, cantautor de Massamá, edita agora o seu disco de estreia “só”, uma obra sobre incerteza e bastante existencial, oriunda de uma das vozes mais curiosas e inquietantes da nova música autoral portuguesa.

“só”, o álbum de estreia a solo de bonança, foi composto ao longo dos últimos 3 anos e é uma coleção de canções que escancara tanto janelas quanto portas para a realidade de alguém que permanece incerto quanto ao seu lugar no mundo. Numa fase em que os sonhos da infância já há muito se desvaneceram mas o vazio das rotinas do resto da vida ainda custa a engolir, bonança tenta encontrar o seu lugar e passo, ao longo das 10 canções que fazem parte deste disco.

“só é um álbum sobre querermos sentir-nos pessoas normais”, remata bonança ao colocar por palavras a origem do seu disco de estreia. “O que pode parecer um desejo simples é na verdade uma dificuldade constante para muita gente - para mim é pelo menos, sem dúvida. Esta sensação, no entanto, que nem chega propriamente a ser um sentimento, é tanto complexa de deslindar quanto absurda. A minha vida não é má, não tenho qualquer hesitação em reconhecê-lo, mas não me faltam momentos de melancolia e por vezes mesmo desespero - parece haver sempre uma tristeza, uma iminente rutura prestes a ter lugar, algo que apaga tanto o mundo que me rodeia quanto a minha capacidade de nele estar presente. Mas, mais uma vez: a minha não é má. É só isto que está mal. É só a minha atitude. só o não encontrar vazão para isso tudo.”

“só” é por isso, nas palavras do artista, “um álbum egoísta, talvez. É o meu sofrimento, o que me faz ficar acordado à noite. No entanto, por mais que seja apenas isto, uma coisa absolutamente ‘em si mesmada’, nasce porque os últimos anos me fizeram compreender que este é o único modo que tenho de verdadeiramente me sentar à mesa com as outras pessoas.”

Todos temos dores como as que bonança canta nas canções. Todos temos esqueletos no armário, coisas em nós de que não gostamos, coisas que nos magoam, dificuldade em acompanhar o ritmo do mundo ocasionalmente, ou em lidar com os desencontros do amor e o significado da perda.”Não inventei nada nem há quem o possa fazer, e por isso mesmo ao me reduzir à insignificância destas batalhas do dia-a-dia penso que descobri uma maneira honesta de conversar.”

“‘só’ é só sobre mim e por isso é um bocadinho sobre nós todos. Sobre coisas sem importância mas que por isso mesmo acartam o peso da vida. Sobre todos os dias acordar e tentar fazer as pazes com o pouco que nos cabe não disso fugindo, mas falando, partilhando, reconhecendo-nos uns nos outros. É só isso, mas, sendo só isso, é tudo.”

CONCERTOS DE APRESENTAÇÃO A 14 MAIO NA CASA CAPITÃO (LISBOA) E 28 MAIO NO RCA (PORTO)

Depois de no início de 2026 ter lançado uma faixa intitulada “tão perto”, um tema-purga à apatia, o artista apresentou “canção de não-intervenção” em abril. O disco completo chega agora a todas as plataformas digitais.

“só” arranca já na próxima semana para a estrada, em concertos de apresentação, com data agendada para dia 14 de maio na Casa Capitão em Lisboa e dia 28 de maio no RCA, no Porto. No primeiro espetáculo a primeira parte está a cargo de Tiago Jesus, já na invicta é MALVA quem abre o palco. Bilhetes já disponíveis.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

PRIMEIRA EDIÇÃO DO FESTIVAL TOU NA VIA ACONTECE A 30 DE MAIO

 



















No próximo dia 30 de maio acontece a 1ª edição do Festival Tou na Via, um evento criado para dar palco e visibilidade aos talentos de Vialonga, com especial destaque para o hip hop.

Mais do que um festival, o Tou na Via nasce como um espaço de expressão, cultura e união da comunidade, num local onde também vários nomes da música portuguesa cresceram, como a Nenny, os Wet Bed Gang e o Phoenix RDC.

O evento contará com:

  • Atuações de artistas de Hip Hop de Vialonga
  • Um ambiente dedicado à música, cultura e comunidade

A entrada é totalmente gratuita.

Local: Vialonga, Sociedade Recreativa da Granja