segunda-feira, 24 de agosto de 2026

MÚSICOS UNEM-SE PARA OMENAGEAREM O FORMATO MTV UPLUGGED

 













As icónicas sessões acústicas que definiram a cultura musical dos anos 90 estão de regresso aos palcos, reinventadas pelas vozes e instrumentos de um novo power trio.

Os músicos, autores e compositores Bruno Celta, Tatiana e Peter Stranger uniram forças num projeto intimista que presta uma sentida homenagem ao lendário formato MTV Unplugged.

O projeto nasce da paixão partilhada pelos três artistas pelas atuações despojadas que marcaram uma geração. Em palco, o trio revisita os arranjos acústicos de cortar a respiração que imortalizaram bandas e artistas como Nirvana, Pearl Jam, Alice in Chains, Eric Clapton ou Alanis Morissette, devolvendo ao público a crueza, a emoção e a proximidade que caracterizaram as míticas gravações em estúdio da estação televisiva.

Com uma vasta bagagem no panorama musical, Bruno Celta, Tatiana e Peter Stranger fundem as suas identidades artísticas para recriar a energia crua dos concertos acústicos de 90. Mais do que um concerto de tributo, o espetáculo apresenta-se como uma viagem no tempo e uma celebração da arte de fazer música ao vivo, sem filtros ou eletricidade em excesso.

O espetáculo está desde Maio a percorrer várias salas de concerto e festivais pelo país, tendo já em poucos meses dado perto de vinte concertos. Prometem noites de nostalgia e grandes temas reinventados.

O GAJO AO VIVO


Casa cheia para receber O GAJO no Auditório do Centro de Artes de Sines.

Obrigado a todos os que participaram nesta noite e parabéns à Biblioteca Municipal pelo seu 21º aniversário.

PRÓXIMAS DATAS:
28 Agosto - Castelo de Vide
5 Setembro - Tavira
19 Setembro - Salvaterra de Magos
20 Setembro - Aveiro
25 Setembro - Castelo Branco
17 Outubro - Mafra
20 Novembro - Cine-Concerto - Castelo de Vide

FALTAM MENOS DE DUAS SEMANAS PARA A 11.ª EDIÇÃO DO FESTIVAL F





















A menos de duas semanas do arranque, o Festival F prepara-se para regressar à Vila Adentro, em Faro, entre 3 e 5 de setembro. A 11.ª edição volta a juntar alguns dos nomes mais relevantes da música portuguesa, novos projetos, propostas internacionais e uma programação que se estende muito para lá dos concertos. Entre palcos, ruas, exposições, encontros e diferentes formas de descobrir a cidade, destacamos 10 razões para não perder esta edição:

1. Carminho e Ricardo Ribeiro com Orquestras do Algarve

O Festival F volta a criar encontros únicos pensados especialmente para Faro. Nesta edição, Carminho junta-se à Orquestra do Algarve, enquanto Ricardo Ribeiro atua acompanhado pela Orquestra de Jazz do Algarve, em dois concertos que aproximam duas grandes vozes do fado a formações profundamente ligadas à região.

2. Artists & Fleas leva uma comunidade criativa à Rua Galp

A Rua Galp recebe este ano o Artists & Fleas, uma plataforma dedicada a criadores, artistas e pequenos produtores independentes. Artesanato, design, ilustração, moda, joalharia, cosmética natural e outros projetos autorais encontram aqui um espaço de encontro com o público. O Artists & Fleas procura criar comunidade em torno da criatividade e dar visibilidade a projetos independentes, muitos deles ligados ao Algarve.

3. Tz da Coronel traz o rap brasileiro a Faro

O rapper brasileiro Tz da Coronel é um dos nomes internacionais da 11.ª edição do Festival F e reforça a presença da música lusófona no cartaz. Ao lado de Nelson Freitas, um dos nomes de referência da música cabo-verdiana contemporânea, contribui para uma programação que cruza diferentes geografias e linguagens.

4. O regresso da Silent Party by Citroën

A Silent Party by Citroën está de volta ao Festival F, desta vez no Palco Castelo, onde todos os dias o público poderá escolher entre dois DJ’s através dos auscultadores disponibilizados pelo festival. Uma pista onde cada pessoa dança ao seu próprio som e onde, para quem está de fora, o silêncio também faz parte da experiência.

5. A estreia dos Mind da Gap e uma história incontornável do hip hop português

Com mais de três décadas de percurso e um lugar incontornável na história do hip hop nacional,

os Mind da Gap atuam este ano pela primeira vez no Festival F. O grupo do Porto leva a Faro um repertório que atravessa diferentes gerações e ajuda a contar a evolução do rap português.

6. Espaço Fagar Kids F

No Largo de São Francisco, junto ao Palco Ria, o Fagar Kids é o espaço dedicado às crianças entre os 6 e os 10 anos. Entre as 20h00 e as 24h00, os mais novos poderão participar em diferentes atividades e experiências lúdico-pedagógicas, reforçando uma programação pensada para que o festival possa ser vivido por diferentes gerações.

7. Chico da Tina de regresso ao Festival F

Com uma identidade imediatamente reconhecível e uma abordagem que cruza rap, portugalidade e humor, Chico da Tina tornou-se uma das figuras mais singulares da sua geração. Este ano regressa ao Festival F, depois de um concerto memorável em 2022 e traz a Faro o seu universo muito próprio, construído entre tradição e códigos da cultura contemporânea.

8. Arte contemporânea e exposições por descobrir

A música não é a única forma de criação presente no Festival F. O Museu Municipal de Faro recebe as exposições “Olhar a Paisagem: A partir das coleções do MNAA” e “Arte Portuguesa Século XIX-XX: Coleção Miguel Duarte”, enquanto a Galeria Municipal Trem “Manuel Baptista” apresenta “Manuel Baptista — Arquivos (in)visíveis”.

A estas propostas junta-se ainda um espaço dedicado à arte contemporânea desenvolvido pela associação algarvia 289, reforçando a presença das artes visuais ao longo do festival.

9. Dança, poesia e animação percorrem a Vila Adentro

Entre concertos, a programação continua pelas ruas. Arruadas, poesia, dança, animação de rua e a presença do Grupo Coral Ossónoba fazem parte das artes performativas previstas para esta edição.

10. Videomapping no Palco Fábrica Idealista

Durante os três dias do Festival F, o Palco Fábrica Idealista recebe projeções de videomapping que cruzam imagem, luz e som. Os trabalhos, apresentados pela Fuse - design lab, são uma forma de levar a criação visual para o espaço público e acrescentar uma nova dimensão ao percurso pelo centro histórico durante o festival.

11. Ver Faro a partir do Festival F

Assistir a um concerto junto à Fábrica da Cerveja, perder-se pelas ruas e recantos da Vila Adentro, visitar o Museu Municipal, antigo Convento de Nossa Senhora da Assunção, ou ver o pôr do sol sobre a Ria Formosa enquanto decorre um concerto no Palco Arco. Ao longo de três dias, o Festival F volta a convidar o público a descobrir não apenas a programação, mas também Faro e alguns dos lugares que fazem parte da identidade da cidade.

Organizado pela Câmara Municipal de Faro, Ambifaro e o Teatro das Figuras, o Festival F continua a crescer e a reforçar a sua missão: valorizar a música portuguesa, apoiar novos talentos e contribuir para o desenvolvimento cultural e social da cidade de Faro.

A 11.ª edição do Festival F decorre entre 3 e 5 de setembro, na Vila Adentro, em Faro.

Bilhetes e programação em festivalf.pt.

ESTÃO A CHEGAR AS TAGUSPARK MUSIC SESSIONS





















O Auditório do Taguspark recebe, entre os dias 30 de setembro e 18 de novembro, a primeira edição do Taguspark Music Sessions, um novo ciclo de concertos promovido pela Luckyman Music e dedicado à música portuguesa contemporânea. Carlos Bica, Cabrita e Ricardo Reis Soares são os artistas confirmados para uma programação que cruza canção de autor, jazz e composição original, reforçando a oferta cultural da Cidade do Conhecimento. Os bilhetes já se encontram disponíveis na BOL.

Ao longo de três datas, o ciclo reúne propostas artísticas de diferentes gerações e percursos, afirmando uma programação assente na diversidade estética, na proximidade entre artistas e público e na valorização da criação musical portuguesa. Mais do que um conjunto de concertos, o Taguspark Music Sessions nasce com a intenção de se afirmar como uma proposta de programação cultural regular, criando um espaço de encontro entre diferentes linguagens musicais num contexto pensado para a escuta atenta e para a experiência ao vivo.

A abertura acontece a 30 de setembro, com Carlos Bica, um dos nomes maiores do jazz europeu e figura incontornável da música portuguesa contemporânea. Com um percurso internacional consolidado e uma linguagem que atravessa jazz, música improvisada e composição autoral, o contrabaixista leva ao Auditório do Taguspark uma abordagem marcada pela subtileza, pela liberdade criativa e pela expressividade da interpretação.

O segundo concerto realiza-se a 21 de outubro, com Cabrita, músico e compositor que tem vindo a construir um percurso singular entre o jazz, a experimentação e a fusão contemporânea. Depois da edição do EP “Afterlife” e da preparação do seu terceiro longa-duração, “#partytime”, Cabrita apresenta uma proposta onde o saxofone convive com eletrónica, groove e exploração sonora, afirmando uma identidade artística em permanente transformação.

O ciclo encerra a 18 de novembro com Ricardo Reis Soares, singer-songwriter que se tem destacado por uma escrita intimista e centrada na palavra. Depois da edição do EP “contra tempo”, em novembro de 2025, o músico leva ao Taguspark um repertório onde as canções surgem como observações do quotidiano, desenvolvidas através de uma abordagem influenciada pela formação em jazz e pela procura de uma escuta mais demorada do mundo que o rodeia.

Com esta primeira edição, o Taguspark Music Sessions inaugura um novo espaço dedicado à música ao vivo na Cidade do Conhecimento, reunindo artistas com percursos distintos num ciclo que privilegia a qualidade artística, a diversidade das propostas e a criação de uma relação próxima com o público.

SOMA PLEASE AO VIVO





















Os Soma Please, projecto luso-britânico formado por Nuno Bracourt e Rob Williamson, levam aos palcos “ballet”, o EP de estreia editado em maio e que tem vindo a conquistar o público e a crítica dentro e fora de Portugal.

A 30 de agosto, o duo apresenta-se pela primeira vez em Lisboa, na Casa Capitão, num concerto com entrada livre. Já em setembro, no dia 4, passam pelo Indie Music Fest, em Baltar, Paredes, e no dia 24, pelo Festival Gliding Barnacles, na Figueira da Foz.

Além das canções do EP, os próximos concertos serão também uma oportunidade para ouvir, em primeira mão, uma série de canções inéditas, que chegarão ao público nos próximos meses.

Sobre SOMA PLEASE:

Soma Please é um projecto formado pela dupla de produtores Nuno Bracourt e Rob Williamson. O duo luso-britânico conheceu-se em Manchester e, desde então, tem desenvolvido uma colaboração moldada por viagens entre Inglaterra e Portugal, acompanhadas de longas videochamadas. Em novembro de 2025, marcaram o início do seu percurso com o lançamento de ‘Pockets On My Sleeves’, single que estreou na BBC Radio, no Reino Unido, e que desde então tem mantido lugar cativo no Top A3.30 da Antena 3.

Em maio, a dupla lançou o seu EP de estreia, ‘ballet’, que tem vindo a conquistar o público e a crítica dentro e fora de Portugal. Os mais recentes singles, 'Love' e 'I’m a Fan', evidenciam a diversidade sonora do EP, sendo este último marcado pela participação especial de Julien Barbagallo, baterista que integra a formação ao vivo de Tame Impala.

domingo, 23 de agosto de 2026

9ª EDIÇÃO DO VIALONGA FEST A 19 DE SETEMBRO


A Freguesia de Vialonga no Concelho de Vila Franca de Xira, volta a ser palco de um dos eventos culturais mais aguardados da região. No próximo dia 19 de setembro, realiza-se a 9.ª edição do Vialonga Fest, numa celebração que reúne música, cultura, talento e solidariedade.

Com entrada livre, o festival apresenta um cartaz diversificado e vibrante, dedicado sobretudo à música alternativa e independente, com atuações de Lesados, Endless 2.0, Dalai Lume, Last Piss Before Death, Faemine, Cobra ao Pescoço, Chaos Addiction e Vasco Rodrigues.

Mais do que um encontro musical, o Vialonga Fest afirma-se, ano após ano, como um espaço de convívio, expressão artística e participação da comunidade. Durante o evento, o público poderá também visitar diversas bancas de merchandising e conhecer projetos ligados à cultura e à comunidade.

A solidariedade volta igualmente a ter um papel de destaque nesta edição. Cada visitante é convidado a contribuir com um alimento para apoiar a associação Kausa Animal, numa iniciativa que pretende reforçar os valores de entreajuda e responsabilidade social que fazem parte da identidade do festival.

Ao longo das suas nove edições, o Vialonga Fest tem vindo a consolidar-se como uma marca identitária da freguesia de Vialonga. Mais do que um evento musical, o Vialonga Fest pretende ser um espaço de encontro e participação da comunidade, onde a cultura e a música se cruzam com valores como a partilha e a solidariedade. Através da valorização de artistas independentes, do envolvimento da comunidade e da recolha de alimentos para apoiar a Kausa Animal, o festival procura transformar a celebração cultural num momento de convívio, mparticipação e entreajuda.

A 9.ª edição promete, assim, mais um dia de música e convívio, aberto a todos.

9.ª edição do Vialonga Fest — música, cultura e solidariedade em Vialonga!
Data: 19 de setembro, 17h
Local: Vialonga – Sociedade Recreativa da Granja
Entrada: Gratuita

A organização convida todos a participar e, se possível, a trazer um alimento para apoiar a Kausa Animal.

sábado, 22 de agosto de 2026

NOVO EP DE ORANGE 3















Os Orange 3 revelam uma nova dimensão da sua identidade criativa com “A Metade”, o segundo EP de estúdio da banda micaelense, já disponível em todas as plataformas de streaming.

A acompanhar este novo trabalho surge “(A)mar”, tema escolhido como cartão de visita desta nova fase e que chega também com videoclipe já disponível no YouTube oficial da banda. 

Com cinco faixas, “A Metade” representa uma nova etapa no percurso dos Orange 3, marcada por uma maior maturidade e por uma exploração mais diversa da sua identidade sonora. O EP mostra ao público uma outra metade da matriz criativa da banda, mantendo a energia e atitude que fazem parte da sua essência, mas abrindo espaço a novas texturas, emoções e formas de expressão.

Quem são os Orange 3

Formada em março de 2024 em Ponta Delgada, ilha de São Miguel nos Açores, Orange 3 é uma banda de música original que combina a energia do Funk com o puro do Rock, cantado em português.

Como o próprio nome sugere, “Orange 3” é um trocadilho que remete à árvore Laranjeira. Essa escolha simboliza as raízes criativas do grupo, já que os primeiros ensaios aconteceram enquanto eram um
trio durante vários meses nas Laranjeiras. Em outubro de 2024 a banda fica completa com a entrada de Fábio Cerqueira.

A banda é formada por Fipos - Filipe Martins do Vale (Voz), Mimi - David Melo (Guitarra), Alex - Alexandre Moniz (Bateria) e Fabini - Fábio Cerqueira (Baixo).

Black Orange Studio é a “nossa casa” onde inspiramo-nos nas expe- riências do dia a dia em que a banda transforma vivências, emoções e pensamentos em canções cheias de energia, carregadas de mensagens poderosas, emocionais e reflexivas. Com uma identidade marcante e vibrante, Orange 3 cultiva um som autêntico que continua a alimentar e a desenvolver na alma e no coração de quem a ouve.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

PROGRAMA DE 21/08/26

1 - Miguel Cruz & João Tamura - Pelo teu rio
2 - Aragão - Ser feliz é tão simples
3 - Gama WNTD - Diz-me ft Guga
4 - Blaya ft Manga Limão - Pau santo
5 - Prodígio, Rikinho & Edgar Domingos - Mulher do bandido
6 - Julinho KSD - Dembele
7 - Igor - Lisboa na cabeça
8 - Alice Boavista - Boa nova
9 - Retimbrar - Maçãzinha (com Uxía)
10 - A Trouxa Mouxa - Fai como José Maria
11 - PZ - Chamadas que ignoras (feat Os Azeitonas)
12 - janeiro com Meta - Canção da revolta
13 - Sofia Camara - Best friend
14 - Herr G meets Fuel2Fight - Quando a realidade se torna difusa, a nódoa negra passa a ser digital, escrita em pixéis, eterna no tempo
15 - Meu General - Quero e não quero
16 - Silentide - Certezas

NOVO TEMA DE HERR G meets FUEL2FIGHT

 




















Posto de escuta: https://anti-demos-cracia.bandcamp.com/album/grafismos


19.08.2026

"Quando a realidade se torna difusa, a nódoa negra passa a ser digital, escrita em pixéis, eterna no tempo"
Paisagem Sonora: Herr G meets Fuel2Fight
Convidado – Pedro Arquivista Alves (Pentium Nacional) – palavras faladas e sons

Chegados a Agosto, o projeto Herr G meets Fuel2Fight apresenta a oitava música da sua arrojada proposta: o lançamento de um tema inédito por mês. 

Este tema intitula-se “Quando a realidade se torna difusa, a nódoa negra passa a ser digital, escrita em pixéis, eterna no tempo” e conta com a colaboração de Pedro Arquivista Alves (Pentium Nacional), nas palavras faladas e sons.

JÁ ESTÁ DISPONÍVEL O LP DOS COBRAFUMA















Foto © Renato Cruz Santos

Já está disponível, em formato vinil e nas plataformas digitais (Bandcamp, Apple Music e Tidal) o novo LP dos Cobrafuma, "Droga Total".

A "Droga Total" de Cobrafuma é um conjunto de belas analogias que não se perdem na verve com que o quarteto de metal total vocifera as suas palavras de ordem. No novo álbum da banda do Porto, o metal é apenas o seu meio e não o fim; este fim é o êxtase que vem da velocidade e do furor das guitarras cada vez mais rápidas, cada vez mais intensas. A droga é o riff, é total por funcionar como um ouroboros: a cobra fuma-se a si mesma numa corrida pirotécnica em sete atos.

O novo conjunto de sete músicas, na forja há dois anos, funde uma urgência catastrofista com o humor negro de quem encara a explosão nuclear de frente, usando a temperatura ascendente do apocalipse para acender o cigarro. Droga Total é mais duro e mais bravo, e também mais sarcástico e mordaz, mais incisivo e perspicaz — se o disco homónimo começou ao balcão da tasca a intoxicar-se com a revolta do contemporâneo, este novo capítulo começa na recolha de garrafas para a reciclagem furibunda do cocktail molotov. A violência com que identificam inimigos é catalisada pelo andamento desgovernado de cada música, mas a sua maior arma de destruição é o ridículo em que os cobrem, de escárnio virolento e venenoso.

Os “Meninos das Tochas” mais não são do que meninos, as tochas são maiores do que eles e a cobra acende o fumo com elas. “Quem é Este Man” é resposta à reação, com a pergunta que destrói os egos dos heróis das teclas. “Trabalho” é o hino sindicalista da siderurgia, a espalhar a mensagem contra a jornada, e “Droga Total” é tanto sobre uma espécie de Soilent Green como sobre as migalhas que sobram a quem não é trilionário, bilionário, ou vive no privilégio dos 1%. O choro de distorção de “Tiro No Escuro” é o clamor da rua e da possibilidade de mudança que esta guarda, uma sequência perfeita para a tensão pré-revolução de “Hoje é o dia” e a preparação certa para o alucinante sprint de guitarras rasgadas e inebriadas pela substância mais dura, o riff, que é a derradeira “Humildade”. Cobrafuma desmonta todos os inimigos com a melhor e mais nortenha raiva lírica, numa estética inaugurada por José Mário Branco em FMI: furioso, belicoso, incendiário e gozão, sarcástico, com o desespero camuflado e inflamado no humor. É idiomático, é do Norte, é a língua da tasca vociferada; o cardápio serve Droga Total em pratos de metal e talheres de aço.

A fúria de Cobrafuma em "Droga Total" não é simplesmente metálica, porque respira a decadência do rock, na ginga e no groove com que recorta cada riff, cada linha de baixo, cada galope da percussão. O d-beat na bateria alimenta bem o thrash na guitarra e o groove stoner do baixo, com todos os elementos a trocar rapidamente, passando o sludge e o punk pelas cordas, com a percussão a carregar o instinto mais belicoso do death, que pisca dengosamente o olho ao groove do roll. A totalidade é geográfica, temporal e visceral. Ao contrário da prototípica banda dos géneros extremos, a Cobrafuma serpenteia por todo o extremo das guitarras livremente, sem se dedicar religiosamente a nenhum subgénero em particular. O seu credo não é a distorção, mas sim a adrenalina. O escárnio em que mergulham cada música, com um cuidado lírico mais próximo das tradições do rock, é o mesmo que usa as texturas abrasivas da música pesada em nome da sensação, do êxtase, da raiva e da toxina. Este álbum não é sobre o que se ouve, mas sobre o que se sente.

Texto por André Forte



NOVO SINGLE DE BLAYA COM MANGA LIMÃO





















Blaya ft. Manga Limao
Pau Santo

"Pau Santo" transforma a purificação num momento de descontração e, ao mesmo tempo, de prazer.

Depois de "Bate o Pé no Chão", onde Blaya convida-nos a sacudir as más energias através da dança, chega "Pau Santo", uma colaboração com Manga Limão que continua esse ritual de limpeza, mas agora através de um groove tropical afro-pop, quente e dançante.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

PROGRAMA DE 19/08/26

1 - Máximo - Pangea
2 - Rui Massena - Memórias de um paraíso
3 - Bruno de Almeida - Soliloquy
4 - Hélder Bruno - Alma
5 - Bloom - Do not disturb
6 - Torcido - Despedida
7 - Alice Boavista - Boa nova
8 - Retimbrar - Pastor à paisana

9 - Turning Point - O livro dos mortos
10 - mARCIANO - Sem remédio
11 - Lisboa Negra - Morremos sós
12 - La Chanson Noire - Valsa suina
13 - Espelho Mau - Silhuetas na escuridão
14 - The Dreams Never End - Alma partida
15 - Spreader - Quarto 5.22

ÏGOR CELEBRA PORTUGAL COM LISBOA NA CABEÇA





















Natural do Barreiro e atualmente residente em Londres, ÏGOR continua a conquistar reconhecimento internacional com Lisboa Na Cabeça, um single bilingue inspirado nas suas raízes portuguesas. Misturando R&B; contemporâneo, hip-hop e pop, a canção aborda temas como identidade, migração e saudade.

Gravado de forma totalmente independente num iPhone XS Max, o lançamento recebeu destaque em publicações internacionais na Europa, África e Américas, ultrapassou um milhão de visualizações no TikTok através de conteúdos relacionados e valeu ao artista um convite para integrar o Big Hug Music Group Sync Catalogue após avaliação da equipa de A&R.

Quem é Ïgor?

Nascido em Portugal e atualmente residente em Londres, Ïgor é um artista independente que funde R&B; alternativo, Hip-Hop e Pop com letras em português e inglês.

Natural do Barreiro, construiu um percurso assente na autenticidade, explorando temas como identidade, saudade, pertença e resiliência.

Enquanto artista totalmente independente, gravou os seus mais recentes lançamentos num iPhone XS Max, enquanto vive com uma condição crónica nos joelhos. Apesar das limitações físicas, continuou a escrever, gravar e editar a sua música de forma independente.

O seu trabalho conquistou reconhecimento internacional através de publicações na Europa, África e Américas e conteúdos com a sua música ultrapassaram 1 milhão de visualizações no TikTok.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Orange 3 VÂO LANÇAR NOVO EP








A banda micaelense Orange 3 prepara-se para lançar, no próximo dia 21 de agosto, o seu segundo EP de estúdio, intitulado "A Metade". O novo trabalho marca uma etapa de maturidade e diversa exploração sonora, apresentando ao público a outra metade da matriz criativa da banda.

O lançamento do EP é acompanhado pelo single com videoclipe '(A)mar'.

Este foi o tema escolhido como cartão de visita desta nova fase que a banda pretende mostrar. Através de uma sonoridade envolvente que cruza a energia vibrante com a atitude, "(A)mar" traduz uma parte deste EP com a essência emocional e reflexiva que caracteriza a escrita e a identidade da banda.

Composto por um total de 5 faixas, "A Metade" reúne 4 temas originais e uma reinterpretação do clássico "Paixão", dos incontornáveis Heróis do Mar, um tema emblemático lançado originalmente em 1983 e agora readaptado com a assinatura e a sonoridade própria dos Orange 3.

"Com este EP quisemos mostrar a continuidade do nosso espelho criativo. 'A Metade' reflete o equilíbrio entre a energia crua que nos define no palco e a sensibilidade introspectiva das nossas composições," destaca a banda.

O EP "A Metade" e o single "(A)mar" estarão disponíveis em todas as plataformas de streaming de música a partir de 21 de agosto.

PROGRAMA DE 18/08/26

1 - Sci Fi Industries - Diminuendo
2 - Alex FX - A turn point
3 - Herr G meets Fuel 2 Fight - Ás vezes lá no meu monte
4 - Astronauta Desaparecido - Comme ça - (c/ voz de Antonin Artaud)
5 - Jesuíno - Hollyfood
6 - Aftervoid - Negative space 2
7 - Retimbrar - Vai não vai
8 - Alice Boavista - Boa nova
9 - Lituo - Assim assim 
10 - Romeu Bairos - Jacinta
11 - Luta Livre - Nossa senhora da malveira
12 - emmy Curl - Mirandum
11 - Cara de Espelho - D de denúncia

O GAJO AO VIVO




















É já nesta próxima quinta-feira dia 20 de Agosto que O GAJO chega ao Auditório do Centro de Artes de Sines no formato quinteto para apresentar o novo disco "Trovoada".

O concerto começa às 21h30 e a entrada é gratuita com o levantamento do bilhete.

20 AGOSTO
CAS-Auditório - SINES
21h30, Entrada Livre!

Mais info

PRÓXIMAS DATAS:

20 Agosto - Sines
28 Agosto - Castelo de Vide
5 Setembro - Tavira
19 Setembro - Salvaterra de Magos
20 Setembro - Aveiro
25 Setembro - Castelo Branco
17 Outubro - Mafra
20 Novembro - Cine-Concerto - Castelo de Vide

GUI ALY É NÚMERO DOIS DE AIRPLAY NACIONAL COM O SINGLE NO MATTER WHERE I GO





















O single "No Matter Where I Go" de Gui Aly é a segunda música mais ouvida nas rádios em Portugal e está também no Top 10 do Shazam, com milhares de pesquisas pelo tema e pelo artista. Nesta mesma semana, o jovem artista português presenteia os fãs com a versão ao vivo do single, gravada nesta última edição do NOS Alive'26 e já disponível no seu canal de YouTube.

É um percurso construído longe dos atalhos mais óbvios: pop cantada em inglês, feita de grandes melodias, guitarras e uma escrita emocional que encontra nas relações humanas o seu ponto de partida. Foi assim que, em 2020, com menos de 19 anos, venceu o EDP Live Bands, o que lhe valeu contrato com a Sony Music. A pandemia adiou os palcos mas não travou a escrita, e em 2022 chegou o álbum de estreia White Walls, apresentado precisamente no NOS Alive, um trabalho que rapidamente atravessou fronteiras: Noah Kahan e Alec Benjamin contam-se entre os nomes que já elogiaram publicamente o seu trabalho. Em 2025, foi o próprio Miles Kane a escolhê-lo para abrir os seus concertos em Portugal, no Porto e em Lisboa.

Este ano, a 29 de maio chegou This Is What Love Feels Like, o seu mais recente EP, cinco faixas originais escritas e compostas por si, com produção de Survival. Uma viagem pelas várias fases do amor, um porto seguro no meio do caos, onde cada canção se torna abrigo e bússola. "É um porto seguro, daqueles que ficam. Para quem nele atracar, promete ser o abraço reconfortante que às vezes só a música sabe dar", partilha Gui Aly.

"No Matter Where I Go" foi o primeiro avanço do EP e o tema que trouxe Gui Aly de volta ao festival onde tudo começou. A 9 de julho, subiu ao palco WTF Clubbing do NOS Alive'26 para apresentar o novo trabalho ao vivo, e é esse momento que a versão agora lançada recupera.

As atenções que Gui Aly tem atraído não são um pico isolado, mas a soma de decisões certas, feitas uma de cada vez: um festival vencido, um contrato assinado, um álbum apresentado, um convite de Miles Kane, um EP editado, e agora uma canção que o público continua a descobrir e a procurar.

BLAYA E MANGA LIMÃO LANÇAM “PAU SANTO”





















Um tema que junta Portugal e Brasil através dos ritmos tropicais, boas energias e muita dança.

Blaya junta-se aos Manga Limão para lançar o quarto single do próximo álbum Gingado Misturado. Umtema quente e dançante que cruza o universo provocador da artista com o groove tropical afro-pop dabanda, num ritual de purificação feito de música, movimento e boas energias.

Depois de “No Meu Tempo de Escola”, “Biri Bam Bam” e “Bate o Pé no Chão”, Blaya apresenta “Pau Santo”,o seu novo single e mais um capítulo de Gingado Misturado, o álbum que irá reunir diferentes fases, memórias e experiências da artista numa espécie de autobiografia cantada.

Se os primeiros temas começaram por revisitar a infância, a família e o crescimento, “Bate o Pé no Chão” abriu a porta para uma dimensão mais energética e libertadora. Agora, “Pau Santo” dá cotinuidade a esse ritual de limpeza, mas fá-lo através de um groove tropical afro-pop, quente, envolvente e irresistivelmente dançante.

O nome do tema parte de uma referência real: o pau santo, conhecido como “madeira sagrada”, é uma árvore nativa da América do Sul cuja madeira aromática é tradicionalmente utilizada em rituais de purificação, associado à limpeza energética e à criação de um ambiente de tranquilidade e bem-estar. É precisamente este imaginário de renovação que Blaya transporta para “Pau Santo”.

No fundo é um convite à purificação do prazer, a deixar para trás as más energias, a permitir que o corpo ganhe o seu espaço para se mexer e o “pau santo” torna-se pretexto para esta celebração e libertação.

“GINGADO MISTURADO”: UMA AUTOBIOGRAFIA CANTADA

Para Blaya, “Pau Santo” é mais do que um novo single. É uma peça de um projeto maior.
 
O futuro álbum Gingado Misturado nasce da vontade de transformar diferentes momentos da sua vida em música, permiƟndo que cada canção explore uma fase, uma memória ou uma faceta diferente da artista.

“No Meu Tempo de Escola” e “Biri Bam Bam” mergulham nas memórias da infância, da família e do crescimento. “Bate o Pé no Chão” e “Pau Santo” entram no território das energias, da libertação e de uma Blaya mais atrevida e provocadora.

As próximas canções continuarão a explorar esta dimensão, fazendo de Gingado Misturado um projeto musical tão diverso quanto a própria história da artista. 

Mais do que um álbum de um só género, é um disco de muitas Blayas.

UM ENCONTRO NATURAL ENTRE BLAYA E MANGA LIMÃO

A colaboração com os Manga Limão surge de forma paticularmente natural. A banda portuguesa, formada por Pedro BapƟsta, Yuri Dias, Henrique Hauzer e Tommaso Antico, tem vindo a construir uma identidade assente na fusão entre disco, hip-hop e ritmos tropicais, criando uma sonoridade vibrante, luminosa e feita para o movimento.

É precisamente nesse território de cruzamento que os universos de Blaya e Manga Limão se encontram.

Com uma linguagem musical marcada pelo groove e pela celebração do encontro, os Manga Limão trazem para “Pau Santo” uma dimensão orgânica e tropical que ressoa diretamente com a energia e a identidade arơstica de Blaya.

A banda lançou o seu primeiro álbum, Carungo Groove, em 2024, trabalho que teve destaque na série Morangos com Açúcar e passagem pela Antena 3, seguindo-se atuações em palcos como o Teatro Lethes, Festival F, Expofacic, Indie Music Fest, Açoteias, FesƟval Meda+ e a Passagem de Ano de Faro.

No início deste ano, os Manga Limão apresentaram DizFruta Vol.1, o segundo álbum de originais, onde revelam uma sonoridade mais orgânica, acústica, quente e intimista - um disco atravessado pelo amor enquanto força universal e energia transformadora, que procura criar pontes através da música, cruzando também referências entre Portugal e Brasil.

É neste contexto que “Pau Santo” ganha paticular pertinência: Blaya e Manga Limão encontram-se num território musical onde o corpo, a energia, a celebração e as raízes tropicais assumem o papel principal.

BLAYA — UMA CARREIRA FEITA DE RITMO E REINVENÇÃO

Nascida em Fortaleza, no Brasil, e criada no Alentejo, Blaya cresceu entre a dança e a música. Foi a dança que a levou, em 2008, a integrar os Buraka Som Sistema, projeto fundamental na renovação da música urbana portuguesa e na projeção internacional dos seus ritmos.

Em 2013, Blaya lançou o seu primeiro EP Blaya e, em 2018, lançou o single “Faz Gostoso”, que se tornou um dos grandes êxitos da sua carreira, acumulando mais de 15 milhões de streams e 42 milhões de visualizações. No ano seguinte este tema foi inclusivamente regravado por Madonna e AniƩa.

Desde então, Blaya tem afirmado uma identidade arstica em constante reinvenção, cruzando referências que vão do forró ao semba, do samba à kizomba, do funk à música urbana.

Conhecida pela sua energia arrebatadora e pela sua presença magnética em palco, Blaya transforma os seus espetáculos em verdadeiras celebrações coletivas, onde a dança e a música criam uma ligação direta com o público. A Tour ARRAIÁ.L aprofundou precisamente esta fusão de universos, aproximando os arraiais portugueses das festas juninas brasileiras e refletindo as múltiplas raízes e influências que fazem parte da artista.

Agora, em Gingado Misturado, essa identidade ganha uma dimensão ainda mais pessoal.

“Pau Santo” é o quarto single de uma história que ainda está a ser contada — e que promete continuar a misturar ritmos, memórias, raízes e diferentes versões de Blaya.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

PROGRAMA DE 17/08/26

1 - Necro - Cold cut
2 - Uncanny Chamber - Dark eyes
3 - Antipole & Pedro Code - Your dreams explode
4 - Mekong - Danse danse
5 - The Manchesters - Love my way
6 - Tsunamiz - Slide
7 - Alice Boavista - Boa nova
8 - Retimbrar - Maneio (c/ Grupo Folclórico Tradições do Baixo Douro)

9 - Marta Pereira da Costa -Tom Waits (c/ Ivan Melón Lewis)
10 - Teresinha Landeiro - Será que lhes descobres a poesia?
11 - Carminho - Canção à ausente
12 - Sara Correia - Avisem que eu cheguei
13 - Cristina Branco - Canção do deserto
14 - LIna_ & Marco Mezquida- Senhora do Almortão

NOVO SINGLE DE A TROUXA MOUXA AVANÇA EP
















“ Fai Como José Maria “ é a segunda canção que A Trouxa Mouxa avança do seu EP de estreia - “ Título Provisório “ e já está disponível no YouTube.

Esta canção constitui uma homenagem ao gaiteiro de Urrós, José Maria Fernandes, apresentado como exemplo a seguir. José Maria é descrito como alguém que usa a boina com orgulho, toca gaita-de-fole, dança as danças tradicionais, preserva as modas antigas e une pessoas através da música. As suas mãos, usando uma técnica antiga de tocar o instrumento, são comparadas a abanicos e às pás de um moinho, imagens que sugerem movimento, energia e capacidade de pôr toda a gente a dançar.

Esta canção valoriza o papel dos tocadores e dinamizadores culturais na preservação da identidade mirandesa. José Maria Fernandes simboliza a transmissão das tradições entre gerações e a capacidade de a música tradicional criar comunidade
O grupo A Trouxa Mouxa é um projecto artístico originário de Vila Real, fundado em 2006. A sua história começou no teatro, surgindo inicialmente como uma companhia teatral onde a música tradicional desempenhava um papel complementar às encenações. Durante esta primeira fase, o grupo estreou várias peças e desenvolveu actividades de animação e formação teatral.

Com o passar dos anos, a vertente musical ganhou cada vez mais relevância, levando o colectivo a dedicar-se exclusivamente à música tradicional. Ao longo do seu percurso, cerca de três dezenas de pessoas integraram o projecto, desempenhando diversas funções artísticas e técnicas.

A Trouxa Mouxa centra o seu repertório no cancioneiro tradicional e popular de Trás-os-Montes e Alto Douro, incorporando também influências da música galega. O grupo tornou-se presença assídua em festas populares, feiras medievais, festivais e arruadas, tanto em Portugal como no estrangeiro. Uma das suas características distintivas é a capacidade de apresentar espectáculos de rua e de palco com formatos distintos, mantendo sempre o ambiente festivo e popular que caracteriza a sua música.

Em 2022, o grupo iniciou uma nova etapa artística, apostando em concertos de palco dedicados à recriação do património musical transmontano, procurando conciliar a fidelidade à tradição com uma abordagem contemporânea. Entre os músicos que integraram esta fase recente destacam-se Henrique Fernandes, Ricardo Almeida, Tiago Santos e Vítor Hugo Ribeiro.

A Trouxa Mouxa é hoje uma referência da música tradicional transmontana, distinguindo-se pelo trabalho de valorização do património musical do Nordeste português e pela sua forte ligação às manifestações culturais populares. Este disco, composto exclusivamente por originais, pretende perpetuar o imagináriotransmontano e associá-lo a formas novas de expressão musical.