sexta-feira, 18 de setembro de 2026

PRIMITIVE REASON DE REGRESSO A LISBOSA PARA CONCERTO













Lisboa - 21 de Novembro - LX Factory
Primitive Reason · The Skints · Meryl Streek · Bad Tomato

Depois do regresso triunfante aos palcos em Lisboa, os Primitive Reason estão de volta à capital para um segundo concerto este ano, desta vez como headliners no LX Factory, no dia 21 de Novembro, numa noite que junta ainda The Skints, Meryl Streek e Bad Tomato.

A passagem anterior por Lisboa, em Março, marcou o aguardado regresso da banda aos palcos da cidade, mas a enorme procura e o sold out do concerto no LAV deixaram muitos fãs sem bilhete. Agora, a oportunidade surge novamente: os Primitive Reason regressam para um concerto especial, pensado também para quem não conseguiu estar presente na primeira data.

Formados em Cascais em 1993, os Primitive Reason tornaram-se uma das bandas mais singulares e influentes da música alternativa portuguesa, cruzando rap, punk, hardcore, reggae e ska numa mistura explosiva que marcou toda uma geração. O clássico Alternative Prison, lançado em 1996, tornou-se um dos discos de referência da cena alternativa nacional e continua a ser uma peça fundamental na história da banda.

Mas este regresso não vive apenas da nostalgia. Em Novembro, os Primitive Reason apresentam também material do seu segundo álbum, Tips & Shortcuts, acrescentando novas dimensões ao alinhamento e mostrando que a história da banda continua a escrever-se em palco.

A formação reúne os fundadores Brian Jackson, Guillermo de Llera e Jorge Felizardo, acompanhados por Mark Cain e Abel Beja, recuperando a química e a energia que sempre definiram os Primitive Reason ao vivo.

Com um cartaz que promete uma noite intensa e imprevisível, o LX Factory recebe uma celebração de várias gerações da música alternativa, com The Skints, Meryl Streek e Bad Tomato a juntarem-se aos Primitive Reason para uma noite de punk, reggae, hardcore, ska e atitude.

Os bilhetes para este grande regresso dos Primitive Reason com a sua formação original já estão à venda com o bilhete early bird a custar 30€.

Comprar Bilhete Primitive Reason no LX Factory

NOVO SINGLE DE FILIPA BIDARRA

 










“Farewell”
é o novo single de Filipa Bidarra e fará parte do EP “Therapy Mode”, a ser lançado em outubro, onde cada tema representa uma etapa distinta de um processo emocional, convertendo vivências pessoais numa narrativa musical.

Com uma linguagem pop alternativa e uma clara influência de teatro musical, aproxima-se de referências como Sara Bareilles e Ben Platt.

Depois de conquistar o público no The Voice Portugal, Filipa Bidarra afirma-se como uma das novas vozes da pop portuguesa. Cantora, compositora e atriz de teatro musical, formada pela London College of Music, constrói uma identidade artística onde a interpretação e a composição se complementam.



Escrito em Londres em 2023, através de uma abordagem introspetiva, “Farewell” nasce de um contexto de crescimento pessoal e procura de identidade artística. “Estava a viver sozinha num país tão diferente, sem muito a que me agarrar. Escrever canções foi o meu escape, o meu refúgio.”



Projeto desenvolvido nos estúdios MalwareSoundProd com banda acústica: David Jerónimo, Helder Godinho, Miguel Camilo, Ricardo Dikk. Gravado e produzido por David Jerónimo, mistura realizada por João Martins e masterização por Miguel Marques.

“Farewell” procura afirmar uma linguagem pop contemporânea e interpretativa no panorama musical português, consolidando a identidade artística de Filipa Bidarra enquanto compositora e intérprete.

LIKA NAS PLATAFORMAS DIGITAIS





















LIKA lança hoje o seu novo single "Remember Me".

Esta canção conta-nos um dia na vida de dois amantes.

Fala-nos da manhã, do dia e da noite de duas pessoas que se encontram e se amam e coloca-nos no cenário onde um amor surge despido, sem nódoas, completo.

O refrão ("Remember me as I am") relembra-nos do conforto do que realmente importa: a certeza na autenticidade.

A batida, com uma energia incrível e irresistivelmente dançável, enche-nos de lembranças antigas e de agora. Uma loucura de bom que nos deixa a pedir mais e nos coloca no sítio certo: a única coisa que guardamos para sempre é aquilo que damos. Um mantra que nos fica, para sempre. 

Em junho deste ano lançou o EP “AL-MA” com a participação de João Cabeleira (Xutos & Pontapés) e Luiz Caracol.

MARIA CASTRO LANÇA ÁLBUM DE ESTREIA E ANUNCIA CONCERTO DE APRESENTAÇÃO EM LISBOA





















Fotografia: Carolina Galvão

Reconhecida pelos êxitos que escreveu para artistas como David Carreira ou Tatiana Duarte, a cantautora edita o primeiro disco de originais, que inclui o single 'NÃO SÃO COMO TU'.

Maria Castro edita o álbum de estreia "8 horas, 7 dias, para sempre". Composto por 12 temas Pop originais, este é o primeiro longa duração da artista e conta com a colaboração de produtores e compositores como Barreto, Carolina Martins e INÊS APENAS, entre outros.

"Este projeto é uma reflexão dos tempos atuais perante a dependência social do telemóvel", revela Maria Castro. Para a cantora e compositora "a facilidade com que podemos comunicar uns com os outros tem vantagens e desvantagens, nomeadamente, fazer-nos sentir que temos de estar disponíveis a qualquer momento e a facilidade de podermos desligar-nos ao não responder ou não atender uma chamada". Foi precisamente nesta ideia que a artista se inspirou para o conceito para o álbum: "O título “8 horas, 7 dias, para sempre” surge das opções do WhatsApp quando queremos silenciar alguém. Essa escolha foi muitas vezes decisiva na minha vida e acabei por interpretá-la metaforicamente para o disco", explica Maria Castro.

Este "álbum-viagem" passa por sonoridades acústicas, bem como por lugares mais eletrónicos. Nas palavras da cantora e compositora, "é um álbum sobre silenciar sentimentos e emoções despoletadas desde o fim de uma relação amorosa ao luto e perda. Culmina numa canção final, mais livre e eletrónica, a 'TEMPORÁRIO', que resume que nada na vida é para sempre, que as fases que vamos vivendo fazem parte e que nos ensinam sempre algo".

"8 horas, 7 dias, para sempre" foi criado sobretudo com amigos. Escritas inicialmente, na sua maioria, no quarto de Maria Castro, as canções ganharam vida no MUSE - estúdio da própria artista, aberto ao público desde 2025 - com os produtores Barreto, DO Ó e COZY, e os compositores Carolina Martins, INÊS APENAS e David Lopes. O lançamento foi antecipado por vários singles, com destaque para o mais recente 'NÃO SÃO COMO TU'.

Maria Castro revela que aquele "foi o último tema composto para o álbum e conta com a produção de DO Ó e a contribuição da INÊS APENAS, uma artista que admiro e que se tornou uma amiga. É uma canção inspirada num casal que, apesar de ter terminado a relação, continua à procura do outro noutras pessoas, sem sucesso. É uma canção pop sobre a constante recaída amorosa".

Maria Castro prepara agora o regresso aos palcos, com a apresentação ao vivo do disco de estreia, no dia 9 de outubro, pelas 22h00, no Tokyo, em Lisboa, com os bilhetes já à venda na app da sala.

"Este concerto marca o meu regresso aos palcos, com banda, desde 2024. O público poderá viver comigo estas novas canções ao vivo, conhecer algumas destas histórias e experienciar também momentos acústicos. Terei também convidados especiais e surpresas. Pisar este palco em nome próprio é também muito importante para mim, depois de o ter pisado com alguns amigos nos últimos anos", diz a cantora.

"8 horas, 7 dias, para sempre", o álbum de estreia de Maria Castro, está disponível em todas as plataformas digitais.

Maria Castro, cantora e compositora de 26 anos, aprendeu a tocar guitarra de forma autodidata aos 12 anos. Mais tarde, seguiu-se o piano e a bateria. Começou a escrever canções em inglês aos 16 anos mas, pouco tempo depois, encontrou-se na escrita em lingua portuguesa, tendo como referências Diogo Piçarra ou Luísa Sobral.

Apesar de ter conquistado o público com versões de canções dos seus artistas favoritos, foi em 2022 que lançou o primeiro single, 'Sóbria'. Em 2023, surge o EP de estreia, "Parágrafo", no qual cada faixa representa diferentes fases emocionais do término de uma relação. Em 2024 estreia-se como compositora e autora de temas para outros artistas, nomeadamente David Carreira, Carolina Martins e Tatiana Duarte, para quem escreveu 'Apneia', faixa que integrou a banda sonora da novela "A Fazenda", emitida pela TVI.

No ano seguinte começa o caminho rumo ao álbum de estreia com o single '24 HORAS' e, em 2026, edita 'MORENA DE 1.70' e 'TENTEI LIGAR-TE', este último em colaboração com Barreto. Os temas integram o primeiro álbum de Maria Castro, "8 horas, 7 dias, para sempre", lançado em setembro de 2026.

MARIA MENDONÇA APRESENTA O EP DE ESTREIA “PERÍODO EXPERIMENTAL”

















Depois de se dar a conhecer ao público no The Voice em 2020 e com o tema original “8 ou 80”, Maria Mendonça chega agora a um momento decisivo do seu percurso: o lançamento de “Período Experimental”, o seu EP de estreia.

Mais do que uma estreia, “Período Experimental” é o retrato de um processo. Com produção de Twins, Maria entrega um conjunto de cinco canções construídas ao longo de um percurso feito de tentativa, erro, descoberta e, sobretudo, liberdade para experimentar. Sem procurar responder a uma fórmula ou encaixar-se num género específico, a artista deixa que cada canção encontre o seu próprio caminho, numa procura pela identidade que quer construir enquanto compositora e intérprete.

O próprio título do EP encerra essa ideia de procura. “Período Experimental” é uma expressão familiar ao universo jurídico, com o qual Maria convive profissionalmente, mas é também uma definição particularmente feliz para o momento que atravessa enquanto artista.

As canções foram surgindo muitas vezes depois de longos dias de trabalho, num processo que se foi construindo entre diferentes referências e linguagens. Rosalía, Rita Vian, Franco Battiato, Chico Buarque, Mayra Andrade e Garota Não são algumas das influências que acompanham este percurso e que ajudam a desenhar um universo onde tradição e contemporaneidade convivem sem necessidade de fronteiras muito definidas.

É num equilíbrio entre a nostalgia da infância e da inocência, a construção da identidade, o julgamento, a liberdade e as questões sociais que “Período Experimental” encontra a sua coerência. Um EP que não procura apresentar respostas definitivas, mas que assume a própria procura como parte essencial do caminho.

Depois de dar a conhecer “Aurora” no início de 2026, o foco agora é na “Estrada” que este EP escreve no caminho de Maria.

Para Maria Mendonça, esta é uma primeira fotografia de um percurso ainda em construção. Um trabalho onde diferentes sonoridades, referências e formas de escrever se encontram para dar lugar a uma voz que começa agora a afirmar-se, sem pressa de se definir, mas com vontade de descobrir até onde pode ir.

“Período Experimental” está agora disponível em todas as plataformas digitais.

EP DE ESTREIA DE RACHEL BANGS





















Uma coleção de fragmentos do que permanece depois de um colapso emocional, momentos de raiva, paranoia, desejo, negação e nostalgia que continuam presentes muito depois de tudo o resto se ter desmoronado.

Rachel Bangs é o projeto a solo da multi-instrumentista portuguesa Raquel Custódio e lança hoje “Silent Memories”, o seu primeiro EP.

O trabalho reúne seis temas que exploram diferentes estados emocionais e mentais que permanecem depois de experiências intensas de ruptura, transformação ou perda. Raiva, paranoia, desejo, negação e nostalgia atravessam o EP, criando uma coleção de pensamentos, sentimentos e memórias que continuam a surgir muito depois de o momento que os originou ter passado.

“Silent Memories” nasce desse espaço entre aquilo que terminou e aquilo que permanece. O EP não procura contar uma história linear, mas reunir fragmentos de pensamentos, sentimentos e memórias que continuam a surgir quando tudo o resto já mudou.

“Silent Memories é uma coleção de fragmentos do que fica depois de algo se desmoronar. Quis explorar diferentes emoções que podem permanecer connosco depois de uma experiência intensa, a raiva, a paranoia, o desejo, a negação e a nostalgia. Nem sempre desaparecem quando tudo o resto desaparece. Às vezes ficam silenciosamente em segundo plano e tornam-se memórias que continuamos a carregar connosco.”

— Rachel Bangs

Ao longo do EP, Rachel Bangs explora a tensão entre querer avançar e continuar ligada às marcas deixadas pelo passado. As memórias tornam-se silenciosas, mas não desaparecem. Elas permanecem através de pensamentos repetitivos, imagens, dúvidas e sensações que regressam inesperadamente.

Musicalmente, “Silent Memories” move-se entre momentos de intensidade e espaços de suspensão, cruzando Post-Punk, Shoegaze e Rock Alternativo. As seis faixas foram pensadas como partes de um mesmo trabalho, com “Into”, o tema instrumental do EP, a funcionar como um momento de passagem dentro deste percurso.

“Silent Memories” está disponível a partir de hoje nas principais plataformas de streaming e no Bandcamp.

Sobre Rachel Bangs 

Rachel Bangs é o pseudónimo de Raquel Custódio, natural de Caldas da Rainha, Portugal. Uma multi-instrumentista autodidata, cuja paixão pela música surgiu desde tenra idade. A compositora portuguesa tocou com a sua banda Palmers em várias salas, como o Music Box e o Maus Hábitos, abrindo concertos para bandas como Iceage e The Parkinsons. Agora, Rachel Bangs explora o universo do Post-Punk, Shoegaze e Rock Alternativo neste novo projeto a solo.

RUI LUÍS PARTILHA "OURO"





















Hoje, Rui Luís partilha convosco OURO, o seu novo álbum, que reúne 12 canções.

É uma balada de piano, voz e cordas.

RUI LUÍS · SOBRE «BEM»

«Bem é uma canção sobre o caminho atribulado que me levou a casa, com todas as pedras até lá; sobre o poder da resolução.»

SOBRE O ÁLBUM 

Entre o desassossego e o reencontro.

Entre o desassossego de «Atordoado» e o reencontro proposto por «Bem», OURO convida a entrar numa escrita íntima, feita de perguntas, fragilidades e vontade de seguir em frente. A canção de autor é o lugar desse encontro: a palavra aproxima o ouvinte de experiências pessoais e deixa espaço para que nelas reconheça as suas.

OURO sucede a Retro Expectativa (2020), Amor Alado (2022) e Ilusão (2024). A artwork é de Soraya Moon.

BIOGRAFIA 

Sobre Rui Luís

Rui Luís é um viajante de realidades. Cantautor e multi-instrumentista almadense, nascido em 1990, conduz-nos por paisagens sonoras onde o amor, a perda e a esperança se fundem com reflexões metafísicas e um tom quase profético.

NOVO SINGLE DE GARCIA

 













Garcia
apresenta “Quando Não Estás”, o primeiro single de avanço de “Fogo dos Dias”, novo disco do artista, que será editado gradualmente em formato digital ao longo dos próximos meses. O tema parte de um poema original do próprio João Garcia Barreto e afirma-se como uma canção centrada na importância do amor para manter a saúde mental em subterfúgio do lado escuro da solidão.

“Quando Não Estás” constrói-se em torno de uma abordagem intimista e melancólica, propondo uma reflexão sobre vulnerabilidade, ausência e saúde mental. A canção desenvolve-se a partir de uma ideia de permanência afetiva, onde o amor surge como elemento de equilíbrio perante o “lado escuro da solidão”, expressão que atravessa o universo conceptual deste novo trabalho.

Liricamente, o tema assume um registo direto e confessional, cruzando fragilidade emocional e procura de conforto. “E sabes, meu amor / que não há luz quando não estás / e só o amor / pode fazer jus e dar-te paz”, escreve Garcia, numa composição onde a palavra ocupa um lugar central e onde o silêncio, o tempo e a intimidade se tornam matéria narrativa.

“Fogo dos Dias” apresenta-se como um disco profundamente ligado às relações humanas e ao impacto da presença feminina no percurso pessoal e emocional do artista. Entre paixão, amor, confronto, liberdade e insegurança, o álbum constrói-se como uma espécie de manifesto poético e afetivo, assumido por Garcia como homenagem às mulheres que marcaram a sua vida.

O novo trabalho sucede a “Canção”, editado em 2021 pela Plateia d’Ilusões com o apoio da Antena 1, e aprofunda uma linguagem mais contemplativa e melancólica. A produção ficou a cargo de João Gil, também conhecido como Vitorino Voador, músico ligado a projetos como SAL, You Can’t Win Charlie Brown, Mafalda Veiga, Esteves e OIOAI. O disco conta ainda com a participação de João Pinheiro, Vicente Santos e Lília Esteves, do projeto Lobo Mau.

Garcia é o alter-ego de João Garcia Barreto, artista independente que ao longo dos anos desenvolveu o seu percurso em paralelo com a atividade profissional na área da gestão e finanças. Em palco, destacou-se pela colaboração continuada com Filipe Mendes, conhecido como Phil Mendrix, tendo participado no concerto de celebração dos 50 anos de carreira do guitarrista ao lado de nomes como Jorge Palma e Camané.

Depois de “Refúgio” (2014) e “Canção” (2021), “Fogo dos Dias” marca agora um novo capítulo no percurso do músico, aprofundando uma escrita centrada na observação emocional e na relação entre memória, afeto e liberdade. O álbum será editado single a single em formato digital, estando também previsto para novembro o lançamento de um livro de bolso com os poemas das canções e QR codes para escuta nas plataformas digitais, coincidindo com a apresentação ao vivo do disco.
 

ALEXANDRE MONTEIRO COM NOVIDADES





















Com uma carreira que se estende por mais de duas décadas, Alexandre Monteiro tem desenvolvido trabalho nas áreas da composição, escrita de canções, gravação e produção sonora. Sob o nome The Weatherman, editou cinco álbuns e construiu uma linguagem musical própria, situada entre o pop, o rock, as texturas electrónicas e diferentes abordagens experimentais à composição.

Scarabanga marca o início de um novo capítulo

O projecto nasce a partir da descoberta de um conjunto de antigas cassetes contendo gravações fragmentárias: vozes, guitarras, linhas de baixo, melodias e outros sons, alguns deles profundamente degradados e aparentemente incompletos. Em vez de se limitar a recuperar esse material, Monteiro começou a tratá-lo como um conjunto de pistas — fragmentos de um puzzle musical maior que precisava de ser decifrado e reconstruído. Esse processo tornou-se a base de Scarabanga.

Aqui, as fronteiras entre composição, trabalho de arquivo e narrativa são deliberadamente difusas. As canções não são simplesmente escritas de raiz; são descobertas, reconstruídas e reinventadas a partir dos vestígios que ficaram para trás. As cassetes tornam-se simultaneamente a origem da música e o ponto de partida para uma narrativa mais ampla, que se desenvolve em paralelo com ela. Musicalmente, Scarabanga combina um forte sentido melódico com instrumentação orgânica, ritmos tropicais, letras surrealistas, texturas psicadélicas e uma abordagem pouco convencional aos arranjos.

O primeiro capítulo surge com “Tropical Panic for Modern People”, desde hoje disponível nas principais plataformas digitais.

A faixa é uma das primeiras canções a emergir do processo de reconstrução das cassetes e apresenta o universo sonoro e conceptual de Scarabanga: suficientemente familiar para se reconhecer como uma canção, mas suficientemente estranha para sugerir que existe algo mais escondido por baixo da superfície.

Scarabanga não é simplesmente um novo nome ou uma mudança de direcção musical. Apresenta-se como a banda sonora de uma expedição imaginária: um conjunto de canções inspiradas por psicadelismo, pop, ritmos tropicais e música cinematográfica, envoltas na história de um explorador desaparecido numa expedição, da qual sobreviveu um conjunto de cassetes cheias de gravações de origem desconhecida.

Tudo indica que as cassetes nunca deveriam ter sido encontradas

CRISTINA CLARA LANÇA "NOVO CREDO", UMA PROVOCAÇÃO SOBRE TUDO O QUE UM TAMBOR CONVOCA


Fotografia: Ana Viotti

Após 'Bonança', um dueto com António Zambujo, e uma tour internacional com concertos no Brasil, Bulgária e Suíça, a artista lança o tema 'Novo Credo' e anuncia o segundo disco de estúdio, com apresentação ao vivo no Teatro São Luiz, em Lisboa, no dia 3 de novembro.

'Novo Credo' é o mais recente tema de Cristina Clara, já disponível em todas as plataformas digitais. Como uma irónica promessa de modernidade, o novo tema questiona e provoca o ouvinte. Quando se substitui um tambor é apenas um som que se perde? Valerá ainda a pena "o esforço e sangue" dos tocadores? Lançado em antecipação ao segundo álbum de estúdio, agendado para o próximo dia 23 de outubro com o apoio da RTP Antena 1, o novo single foi escrito por Edu Mundo, com música da autoria do próprio, em parceria com Daniel Pereira Cristo.

"Os novos "tambores electrónicos" surgem aqui anunciados como uma espécie de promessa salvífica, numa alegada rivalidade com os tambores tradicionais e tudo o que lhes está associado - desde a construção artesanal dos instrumentos ao cheiro das peles, até ao peso de os transportar ou à experiência comunitária de tocar em grupo. Fica a questão: afinal o que se perde é apenas um dado som ou tudo aquilo que leva até ele?", explica Cristina Clara.

Na pulsação do tema reconhece-se a chula portuguesa e uma menção subtil ao maracatu brasileiro, dois universos em que o tambor está ligado ao corpo e à experiência coletiva. O arranjo responde precisamente à ironia da letra: à medida que o tema se desenvolve vão surgindo elementos - como personagens da história que se vão juntando ao cortejo - até os tambores ganharem espaço e acabarem por tomar o seu lugar central no tema.

"Novo Credo" inscreve-se naturalmente no percurso de Cristina Clara: a tradição não como exercício de nostalgia, mas como matéria viva a partir da qual se pode criar e refletir sobre o presente.

"Nesse dia voltei a casa de outra forma. Procurei na memória o cheiro do giz e das sebentas, dos tapetes de flores e dos tambores em dia de procissão. Ficava na primeira linha da multidão, a milímetros dos bombos, com os olhos a brilhar. Era o meu ato de fé em dia de procissão…uma espécie de novo credo que se acrescentava: a crença de que, ficando bem perto da pele dos tambores a vibrar, também em mim se acordava uma vida a mais", revela Cristina Clara.

Com novo álbum disponível a 23 de outubro, a artista Cristina Clara anuncia as primeiras apresentações ao vivo a 3 de novembro na Sala Bernardo Sassetti no Teatro São Luiz (bilhetes já à venda) e a 28 de novembro no Teatro Narciso Ferreira em Riba d’Ave, concelho de Vila Nova de Famalicão, escolhido por ser o lugar de onde a artista é natural. 

Cantora e autora com um percurso centrado na criação, interpretação e reconfiguração de repertórios ligados às canções de tradição oral e urbana de Portugal, do Brasil e de Cabo Verde, Cristina Clara tem vindo a afirmar uma linguagem artística própria, assente nesse diálogo entre as origens e a contemporaneidade. Desenvolveu a formação em voz, canto e interpretação teatral no espaço Evoé, em Lisboa. A ligação ao Teatro, com a interpretação do papel de uma fadista em contexto cénico, esteve na origem de um convite para cantar no Café Luso, que marcou o inicio da sua atividade profissional como intérprete.

Em 2021, lançou o primeiro álbum, "Lua Adversa", que articula Fado e Choro. O disco, distinguido pela Antena 1, contou com o apoio do Museu do Fado e teve distribuição digital pela Sony Music. Em 2024, foi uma das autoras convidadas do Festival da Canção, da RTP, onde chegou à final com a canção 'Primavera', cuja letra é da sua autoria e a música do compositor cabo-verdiano Jon Luz. No mesmo ano, foi selecionada para showcase oficial na WOMEX, em Manchester e, em 2025, nomeada para o Upbeat New Talent Award.

Desde então, tem apresentado o seu trabalho em palcos nacionais e internacionais, entre os quais Teatro da Trindade, Centro Cultural de Belém (no ciclo Há Fado no Cais), Festival Santa Casa Alfama, Festival Jardins do Marquês, Centre des Arts Pluriels (Luxemburgo), Casa de Portugal (São Paulo, Brasil), AME (Cabo Verde), Festival MED (Portugal), Festival Glatt & Verkehr (Áustria) ou Antwerp Spring Festival (Bélgica).

É uma das artistas fundadoras da Roda de Percussão Ibérica, um coletivo de vozes e percussão tradicional, criado por músicos de 6 nacionalidades que se encontram em Lisboa.

Paralelamente à sua atividade artística, desenvolve ações de mediação sob a forma de masterclasses e workshops dedicados às canções tradicionais portuguesas, relacionando-as com práticas de percussão de mão, historicamente associadas ao universo feminino. 

NIKI MOSS LANÇA TERCEIRO SINGLE

 



















Depois de “Getting to the Bottom” e “Summer Feeling”, Niki Moss surpreende o público e apresenta “Made of Gold”, o terceiro single de antecipação do seu próximo álbum, com edição prevista para o final do ano. Com lançamento pela Street Mission Records e distribuição [PIAS], o tema chegou hoje, 18 de setembro, a todas as plataformas digitais.

“Made of Gold” volta a explorar um dos eixos centrais do disco: o fim das relações e tudo o que permanece depois delas. A canção nasce desse período contraditório em que existe uma vontade quase urgente de seguir em frente, recuperar alguma leveza e voltar a encontrar felicidade, ao mesmo tempo que a memória da pessoa que ficou para trás continua a ocupar demasiado espaço.
Entre o impulso de começar de novo e a dificuldade de substituir alguém que permanece idealizado, “Made of Gold” retrata esse intervalo emocional em que o passado ainda interfere com tudo o que vem a seguir.

Sonoramente, a canção mostra versos delicados e suaves, marcados por sintetizadores e referências à produção dos anos 80 e 90, para desembocar num refrão imediato e particularmente melódico. Entre indie, synth-pop e rock alternativo, a produção oscila entre momentos mais atmosféricos e outros mais diretos, mantendo a intensidade emocional que atravessa esta nova fase de Niki Moss.

“Made of Gold” está já disponível em todas as plataformas digitais.

BEJAMIM EDITA "CRÓNICA DO MONTE ZEUS"













© Henrique Pavão

Benjamim edita hoje "Crónicas do Monte Zeus", o seu quinto álbum de estúdio, composto por oito canções originais que marcam o regresso assumido à palavra e à forma-canção de um dos mais singulares e surpreendentes escritores de canções da música portuguesa contemporânea.

Depois do percurso distinto de As Berlengas, Benjamim regressa aqui a um território mais depurado, onde a escrita, a melodia e a clareza da composição ocupam o centro. Os singles de antecipação, "Recursos Humanos" e "Os Dias do Nada", deram desde logo a medida deste novo ciclo, que se revela num conjunto de canções onde a actualidade, o amor e o trabalho se entrelaçam em histórias de transformação, desgaste, resistência e sobrevivência.

Um álbum que se revela, no seu todo, como um disco de amor. Um trabalho onde o amor surge menos como ideal abstracto e mais como prática quotidiana de construção, esforço, reparação e permanência. Ao longo destas oito canções, Benjamim desenha uma geografia afectiva feita de falhas, recomeços, medo, devoção, desgaste e desejo de permanecer.

Essa dimensão é também sublinhada no texto editorial* assinado por Hugo van der Ding, que acompanha o lançamento e lê o disco como um lugar onde música, trabalho e amor se cruzam de forma íntima e profundamente humana. Essa leitura ajuda a iluminar o centro de "Crónicas do Monte Zeus": um conjunto de canções onde o amor não surge desligado do mundo, mas inscrito nas suas rotinas, tensões, fragilidades e formas de resistência.

Nas próprias letras, esse universo afirma-se com clareza. Em "Amor Operário", faixa que acompanha o lançamento do álbum, o amor aparece como prontidão, empenho, labor e liberdade, tornando-se uma chave evidente para a leitura de todo o disco. Em "O Fim da Greve", esse mesmo campo semântico ganha uma dimensão ainda mais concreta num dueto com Lena d'Água, onde a linguagem laboral se transforma em matéria íntima e afectiva. Em "Viver, Viver e Amar", a resistência abre-se a uma forma de entrega mais luminosa, onde amar é também insistir, aceitar e partilhar o tempo. Mesmo nas canções em que o desencanto, a ansiedade ou a desorientação surgem com maior nitidez, há sempre qualquer coisa que procura recompor-se, reparar-se, salvar-se.

Benjamim constrói assim um mapa sentimental em que aquilo que destrói e aquilo que conserta muitas vezes coincide. É nesse ponto de tensão entre lucidez e ternura, entre observação do presente e pulsação íntima, que o disco encontra a sua maior força.

Se As Berlengas era um disco marcado por um trabalho quase solitário e por uma construção fortemente apoiada em máquinas, sintetizadores e artifícios de estúdio, "Crónicas do Monte Zeus" faz o movimento inverso: traz as pessoas para dentro das canções. Também aí a ideia de trabalho ganha novo sentido. Este é um disco de recursos humanos no sentido mais literal e mais afectivo da expressão - um disco povoado por músicos, vozes, amigos e cumplicidades, onde a presença física de quem toca se torna parte essencial da sua identidade.

Produzido por João Correia e Benjamim, este é também o primeiro disco em que Benjamim convida alguém a partilhar consigo a produção, o que torna particularmente relevante o papel de João Correia na definição do som do álbum. Gravado e misturado por ambos no Submarino, com gravações adicionais em Alvito, e masterizado por Nelson Carvalho, o disco assume um processo de construção deliberadamente mais directo, mais próximo e menos polido. As bases foram gravadas ao vivo com um gravador de fita de 8 pistas, e essa opção técnica faz parte da própria identidade do álbum: ouve-se a fita, ouve-se a respiração da sala, ouve-se até o gravador a parar. Num tempo dominado pela eficiência, pela velocidade e por formas cada vez mais artificiais de produção, "Crónicas do Monte Zeus" escolhe uma espécie de intimidade imperfeita, humana e frontal, em absoluta sintonia com a escrita das canções.

À autoria de Benjamim juntam-se contributos que alargam e adensam o universo do disco, entre os quais o dueto com Lena d'Água em "O Fim da Greve", um solo de guitarra de Bruno Pernadas em "Os Dias do Nada", e a participação de José Soares no saxofone em "Recursos Humanos", "O Fim da Greve" e "Cola Quente". Nuno Lucas e Manuel Pinheiro assumem o comando do baixo e das percussões, respectivamente. Ao longo do álbum, várias canções contam ainda com a participação, nos coros, de artistas e amigos que reforçam a dimensão colectiva deste trabalho: António Vasconcelos Dias, Raquel Pimpão, Rita Cortezão, Inês Sousa, Joana Campelo, Margarida Campelo, Tipo e Francisca Cortesão. 

Editado pelos Discos Submarinos, "Crónicas do Monte Zeus" confirma Benjamim como um autor único, capaz de transformar a experiência quotidiana em canções de grande densidade humana. Mais do que um novo capítulo na sua discografia, este é um disco que reafirma o amadurecimento inequívoco da sua escrita e uma capacidade rara de encontrar, no meio do ruído do mundo, uma forma clara, directa e profundamente comovente de cantar o amor.

PRIMEIRAS DATAS AO VIVO

Barreiro, Sala 6 - 17 de Outubro | BILHETES
Coimbra, Salão Brazil - 6 de Novembro | BILHETES
Lisboa, Lux - 12 de Novembro | BILHETES
Porto, Plano B - 14 de Novembro | BILHETES
Leiria, Texas Club - 21 de Novembro | BILHETES
Braga, Lustre - 27 de Novembro | BILHETES
Freamunde, Route 66 - 28 de Novembro | BILHETES
Odemira, SOC. RECRE. S. Teotónio - 4 de Dezembro | BILHETES

* Desliguei-me das coisas que nos enchem os dias para ouvir o novo trabalho do Benjamim. E escolho escrever 'trabalho' e não álbum, ou disco ou canções, porque nelas ouve-se justamente o trabalho. O trabalho de compor música e o ofício de escrever palavras que a sustentem. O trabalho de insistir quando o mundo nos empurra para uma velocidade incompatível com aquilo que demora, ou quando só nos apetece puxar o lençol para cima da cabeça e dizer: hoje não vou trabalhar. E depois há outra construção. Há operários no amor, há andaimes, há quedas que podiam ter sido fatais. E há uma espécie de redenção nestas coisas, a Música, o Trabalho, o Amor. Coisas maiúsculas que nestas canções também podem ser minúsculas, a música, o trabalho, o amor. Porque o amor de que aqui se fala não é diferente do amor pelas outras coisas que fazemos, que tentamos, que repetimos. Dêem mais ou menos trabalho.

Há palavras concretas nestas canções, entre greves e recursos humanos, saídas de um mundo de esforço e de desgaste, mas que vão revelando que o amor se constrói aí, nesse território onde se insiste, onde se falha e onde se recomeça. Há o medo de perder e há também esse gesto mais simples e mais raro de viver, viver e amar. E depois, cola quente, para remendar o que se vai partindo. No fundo, uma viagem entre aquilo que nos destrói e o que nos conserta que, muitas vezes, é exactamente a mesma coisa. Volto às coisas que nos enchem os dias. O mundo não está melhor. Mas que bom quando a música nos lembra que sim, é sempre o amor que nos salva. E o amor, claro, dá muito trabalho.

- Hugo van der Ding

AS "COISAS SIMPLES" DOS NAPA


 


















NAPA
Coisas Simples

Os NAPA apresentam "Coisas Simples", um tema indie pop, marcado por guitarras luminosas, melodias vibrantes e uma energia contagiante.

A canção parte da intensidade de um encontro e da sensação de reconhecimento imediato entre duas pessoas, transformando o primeiro contacto numa experiência de familiaridade e descoberta.

Musicalmente, a identidade dos NAPA ganha uma nova dimensão através de uma instrumentação ampla, que inclui cordofones e uma secção de sopros, acrescentando uma dimensão soul/MPB à canção. "Coisas Simples" antecipa o terceiro álbum de estúdio da banda, com chegada prevista para 16 de outubro

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

ARS REMEMBER LEVA MÚSICA A MONÇÃO





















A 9 de outubro, o ARS Remember – Música em Permanência convida o público a percorrer Monção através de uma noite que cruza guitarra clássica, fado, vinho e música de celebração, recuperando a memória do ARS Guitar Festival e criando novas experiências em diferentes espaços da vila.

Monção prepara-se para receber, no dia 9 de outubro de 2026, o ARS Remember – Música em Permanência, um novo evento promovido pela ARS Cultural – Associação para a Arte e o Conhecimento, que nasce como uma extensão do universo do ARS Guitar Festival e propõe uma noite dedicada à música, ao património e ao encontro.

O conceito “Remember” parte da vontade de recordar e celebrar o percurso do ARS Guitar Festival, reunindo novamente artistas, público, parceiros e amigos que fizeram parte do projeto ao longo dos anos. Mais do que revisitar o passado, o ARS Remember procura transformar essa memória numa nova experiência cultural, aproximando a música dos espaços patrimoniais e da comunidade de Monção.

A programação começa às 21h00, na Igreja da Misericórdia, com um concerto intimista protagonizado pelo guitarrista clássico Alex de Sousa e pela fadista Cláudia Madeira. Num dos espaços patrimoniais da vila, os dois artistas irão cruzar guitarra clássica e fado português, num momento pensado para uma relação próxima entre música, espaço e público.

A noite prossegue entre as 23h00 e as 23h30 com o Momento Vínico Quinta da Torre – Anselmo Mendes, dedicado à degustação de vinhos e ao convívio entre artistas, convidados e participantes. A iniciativa reforça uma das dimensões centrais do ARS Remember: criar pontos de encontro entre diferentes expressões da cultura e elementos ligados à identidade e ao território.

A partir das 23h30, a celebração muda-se para a Praça Deu-La-Deu, onde os Los Pipos assumem o palco para o concerto principal. Conhecido pela energia dos seus espetáculos e pela proximidade com o público, o grupo será responsável por prolongar a noite, num momento de celebração aberto à participação da comunidade.

Com o mote “Música em Permanência”, o projeto pretende afirmar a cultura como presença contínua na vida das comunidades, promovendo a utilização cultural dos espaços históricos e urbanos e criando oportunidades de encontro entre diferentes públicos.

O ARS Remember procura também contribuir para a valorização de Monção enquanto território cultural e turístico, através de uma programação que articula património, música, produtos locais e participação comunitária.

Para Alex de Sousa Rodrigues, Diretor Artístico do ARS Guitar Festival e Presidente da ARS Cultural, “o ARS Remember nasceu da vontade de manter viva a memória e a energia do ARS Guitar Festival”. O responsável acrescenta que o projeto pretende “voltar a reunir artistas, público e parceiros num ambiente de celebração cultural”, criando simultaneamente “novas experiências e novas memórias para o futuro”.

PROGRAMAÇÃO

21h00 | Igreja da Misericórdia
Concerto
Alex de Sousa – Guitarra Clássica
Cláudia Madeira – Fado

23h00 – 23h30
Momento Vínico Quinta da Torre – Anselmo Mendes
Degustação de vinhos e convívio entre artistas, convidados e público

23h30 | Praça Deu-La-Deu
Concerto Principal
Los Pipos

Bilhetes

O concerto na Igreja da Misericórdia tem o valor de 10 euros por pessoa. Os bilhetes estarão disponíveis através do website da ARS Cultural, com um número limitado de entradas. Caso a lotação não seja esgotada antecipadamente, os bilhetes remanescentes poderão ser adquiridos no próprio dia, antes do início do concerto, até ao limite da capacidade do espaço.

O concerto dos Los Pipos, na Praça Deu-La-Deu, é de entrada gratuita.

SÓNIA TRÓPICO & SARA NEGRA LANÇAM "HOMEM LAGARTO"



“Homem Lagarto” nasce do encontro entre duas criadoras que convocam raiva, inteligência e organização femininas para falar de desejo, propriedade, manipulação, julgamento e poder.

O tema surge como metáfora do patriarca que confunde desejo com posse, amor com controlo e silêncio com submissão. Entre a produção densa e sinuosa de Sónia Trópicos e a escrita provocadora e assertiva de Sarah Negra, a faixa habita a fronteira entre atração e perigo, sedução e resistência.

Ouvir “Homem Lagarto”
https://distrokid.com/hyperfollow/sarahnegra/homem-lagarto-feat-snia-trpicos


Sarah Negra é poeta, cantora e actriz, com um percurso que cruza música, artes visuais e performance. Depois do EP Deus Só (2025), lançou em junho de 2026 “AMOR E MAGIA”, com apoio da GDA e da SPA.

Sónia Trópicos é produtora e DJ, com um trabalho centrado no espectro electrónico lusófono. Desde 2022, tem assinado a produção integral de vários EPs, remixes e colaborações, tendo passado por palcos como NOS Alive, Ageas Cooljazz, Sónar Barcelona e Coala Festival. É ainda co-produtora recorrente de Pedro Mafama.


HÉLDER BRUNO EM PALCO


FOTOGRAFIA: FILIPE FURTADO/BLUE HOUSE

O compositor e pianista Hélder Bruno apresenta Ether Sculptures em duas novas datas, numa viagem por Ovar e Óbidos que cruza música, imagem e diferentes linguagens sonoras.

Depois da estreia absoluta no Teatro Académico de Gil Vicente, em junho de 2025 e do concerto na Estação Nova, em Coimbra, no âmbito do Epicentro/Verão a 2 Tempos, Ether Sculptures regressa aos palcos para duas novas apresentações: 20 de setembro, às 18h00, no Centro de Arte de Ovar, integrado no Festival Literário FLO e 16 de outubro, em Óbidos. O concerto de Ovar têm entrada livre.

O projeto de Hélder Bruno propõe uma experiência imersiva em que a música se transforma em matéria invisível, capaz de evocar imagens, paisagens e narrativas. Inspirado pelo poder da música enquanto experiência sensorial e emocional, Ether Sculptures parte da ideia de que cada composição pode ser entendida como uma escultura moldada no éter — invisível, mas audível e sensível.

Neste espetáculo, Hélder Bruno explora conceitos como identidade narrativa, musicalidade e musicking, construindo uma linguagem em que o som se relaciona diretamente com o imaginário de quem escuta. A música torna-se, assim, um espaço de criação e interpretação, onde cada ouvinte é convidado a construir as suas próprias imagens a partir dos sons que o atravessam.

Ether Sculptures inscreve-se na tradição da música programática, através de composições com títulos evocativos que sugerem imagens e histórias sonoras. O piano assume-se como elemento central de uma experiência que se expande através do diálogo com o violoncelo, outras vozes e instrumentos, criando diferentes paisagens sonoras e ampliando a experiência da escuta.

O espetáculo conta com as participações especiais de Surma, Iuri Oliveira e Jorri (a Jigsaw), a que se junta Maria Redes Martins, no violoncelo, num encontro entre diferentes universos e linguagens musicais. A conceção do imaginário visual do concerto está a cargo de Ângela Bismarck, acrescentando uma dimensão visual à experiência sonora.

quem é helder bruno

Hélder Bruno (Coimbra, 1976) compositor, pianista e etnomusicólogo. 

A sua música respira entre a delicadeza e a intensidade, entre a quietude e a ondulação de emoções profundas. Inspirado pela música erudita ocidental, pelo jazz e pelas linguagens contemporâneas, traça um percurso singular onde cada composição é um espaço de encontro entre o passado e o porvir.

Editou dois álbuns de originais: A Presença, Serena e Terna(2018) e Under a Water Sky (2022). O primeiro, uma suite de doze peças para piano, voz e quarteto de cordas, revela um universo de sensibilidade e contemplação. O segundo, apresentado, entre outros locais, no Teatro Académico de Gil Vicente, expande esta identidade sonora, contando com a colaboração de artistas como Maria João, Sérgio Carolino, O Gajo e Marito Marques. Em 2023, Under a Water Sky foi distinguido nos International Portuguese Music Awards (IPMA 2023, EUA), onde venceu na categoria Best World Music Performance com o tema Island.

Hélder Bruno iniciou os seus estudos no Conservatório de Música de Coimbra e aprofundou o seu percurso na Escola de Jazz do Porto, cruzando fronteiras entre a música clássica, o jazz e a improvisação. Ao longo da sua carreira, colaborou com diversos projetos, através da orquestração de peças e da criação de bandas sonoras para dança, teatro e cinema. Foi pianista em múltiplas formações, além de ter participado em registos discográficos de outros artistas. Alguns dos nomes que ao longo do tempo, no qual houve trabalho desenvolvido: Jorge Palma, Né Ladeiras, Nuno Guerreiro, Rodrigo Amado e Cool Train Trio.
Nos palcos, seja a solo ou acompanhado por formações de câmara, os seus concertos desenham atmosferas imersivas, onde a música se expande para além do som e se torna experiência.
Para além da sua atividade artística, é professor adjunto convidado da ESEC/IPC e docente na STATUS - escola profissional da Lousã. 

É consultor e investigador com trabalhos publicados, dos quais se destacam os livros Jazz em Portugal (1920-1956) (Almedina, 2006) e “É jazz quando me chegam lágrimas aos olhos” José Duarte (1938-2023) (edições Cordel D’Prata, 2024).

TERCEIRO SINGLE DE RITAREDSHOES





















©Lilit Danielyan

Rita Redshoes lançou esta quinta-feira, 17 de setembro, o terceiro single de avanço do novo álbum – disco que será composto exclusivamente por canções escritas por autoras portuguesas. O tema “Fala Bem” foi escrito por A garota não e já está disponível em todas as plataformas digitais.

Rita Redshoes regressa às edições discográficas para apresentar, ao seu sétimo álbum, um novo capítulo na sua carreira e no panorama musical português. Dando seguimento ao espetáculo The Other Women (2012), em que homenageava compositoras de todo o mundo, surge agora a vontade de trazer de novo esta ideia, desta vez celebrando exclusivamente autoras nacionais. O novo longa duração irá chamar-se FALA e será lançado a 25 de setembro.

Sob o mote das múltiplas facetas do universo feminino, Rita convidou algumas das cantautoras mais relevantes do nosso país a criarem canções e letras inéditas sobre as diversas perspectivas do que é ser-se mulher no mundo atual.

Para este trabalho, contribuíram com temas originais:

A garota não, Amélia Muge, Ana Bacalhau, Cláudia Pascoal, Marília Miranda Lopes (Mãe de Emmy Curl), Francisca Cortesão (aka Minta), Joana Espadinha, Mafalda Veiga, Márcia e Margarida Campelo com Ana Cláudia.

Deste novo álbum já conhecemos “A Tua Trança”, o single de estreia escrito por Márcia e “Não É Normal”, o segundo tema de avanço da autoria de Cláudia Pascoal. É agora altura de revelar o terceiro single Fala Bem, que conta com música e letra d’ A garota não.

Nas palavras de Cátia Mazari Oliveira (A garota não):

“Ainda hoje as mães não falam. As raparigas chegam à vida íntima sem que as mães tivessem tido a clarividência de conversar um pouco sobre sexo, intimidade e prazer. Sobre assédio, sobre o direito e o dever de dizer não quando não queremos. E de ir se temos vontade, sem que isso nos meta um rótulo só por sermos mulheres. Sem saberem, as mães perpetuam mais umas quantas décadas de obscurantismo íntimo, ignorando os danos físicos e emocionais que resultam de uma profunda ignorância mascarada pela infinita informação veiculada pela internet.

E os pais, já falaram disto às suas filhas? Aos seus filhos?”

Para Rita Redshoes:

"Quando recebi a canção da Cátia fui de imediato conduzida para uma memória antiga, de mim enquanto menina criança que fui, e para uma inquietação enquanto mãe de uma menina em crescimento. O processo de nos tornarmos mulheres e homens adultos não é fácil, nunca foi. O diálogo é essencial para que temas tão sensíveis, e muitas vezes perpetuados como tabus, não representem riscos reais. Para que as meninas possam crescer em liberdade, com respeito e protegidas. E os meninos não estão excluídos deste processo, são essenciais. Acredito que seremos seres humanos mais saudáveis, harmoniosos e felizes quanto mais despertos e sensíveis estivermos às questões que se atravessam no processo de amadurecimento físico e emocional da vida.”

O videoclipe, realizado pelo olhar e sensibilidade do Aurélio Vasques, procura transmitir aquilo que nos apela a mensagem da letra. A ideia de uma consciência de que mães, pais, adultos, cuidadores, devem ter sobre as fragilidades no crescimento de uma menina. E os meninos não estão excluídos deste processo, são essenciais. Por isso, a presença destemida do elenco (meninas e meninos) impõe ainda mais força às palavras e torna mais presente e urgente este cuidado.

Rita Redshoes prepara, entretanto, os dois espetáculos especiais de apresentação do novo álbum Fala, agendados para outubro: dia 24 na Casa da Música, Porto; e dia 28 no Teatro Maria Matos, Lisboa.

Cantora, compositora e multi-instrumentista, Rita Redshoes destaca-se pelo seu estilo intimista e elegante, que combina pop, rock e elementos eletrónicos. Nos últimos 16 anos, tem evoluído continuamente como artista, explorando temáticas pessoais e sociais através de letras profundas e produções sofisticadas. É também reconhecida pela sua versatilidade como instrumentista, tocando piano, guitarra e bateria em várias das suas músicas. Ao longo da carreira, lançou álbuns aclamados pela crítica, incluindo Golden Era (2008) e Lights & Darks (2010), sendo conhecida tanto pelo trabalho a solo como pelas colaborações que realiza — participou em bandas sonoras de teatro e cinema e colaborou com nomes de destaque da música nacional, como Fernando Tordo, GNR, David Fonseca e Noiserv, entre outros.

Rita Redshoes tem também trabalhado em projectos de cariz didático e pedagógico, dos quais se destaca “Chinfrim”, actualmente disponível para digressão. Neste seu novo espetáculo infantil, Rita apresenta uma abordagem criativa e interativa à música, pensada para os mais novos, mas com capacidade de cativar todas as idades.

MOUNTAIN VALEY COM LANÇAMENTO NOVO





















Os Mountain Valley lançaram hoje o seu novo single ‘Obra do Cupido’, dando continuidade à nova fase da banda, marcada por uma abordagem cada vez mais pop e emocional, sem perder a identidade que tem acompanhado o projeto desde a sua origem.

Com uma sonoridade pop contagiante e um refrão catchy, “Porque é que tu olhaste assim p’ra mim?”, torna-se o centro de uma narrativa sobre paixão incessante. Entre a vontade de fugir e a impossibilidade de deixar de pensar em alguém, a música retrata aquela atração inesperada que nos ocupa o pensamento e nos faz perder o controlo sobre aquilo que sentimos.

‘Obra do Cupido’ desbloqueia o mais recente capítulo na trajetória dos Mountain Valley, com a banda conimbricense a integrar-se, cada vez mais, no universo pop da música portuguesa.

Fundada entre pequenas aldeias assimétricas, a banda Mountain Valley iniciou a sua jornada musical, apontando para uma realidade de “garagem” sem ambições desmedidas, muito pelo contrário, bem conscientes da principal intenção: cimentar a amizade através da música.

 

JOÃO SÓ E TIAGO NOGUEIRA ANUNCIAM MIGUEL ARAÚJO E NENA COMO CONVIDADOS NA ESTREIA DA DUPLA NO COLISEU DOS RECREIOS





















João Só e Tiago Nogueira acabam de anunciar Miguel Araújo e Nena como convidados especiais do concerto no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, marcado para 11 de dezembro. A primeira parte da noite fica a cargo de João Castilho, antes de a dupla subir ao palco para apresentar o seu maior espetáculo até à data. O concerto contará ainda com convidados surpresa.

"Maldita a Hora”, “Quem Não Sabe Amar” e “Lenço” abriram também um novo capítulo no projeto, com a dupla a apresentar os primeiros originais de um mini álbum de oito faixas com edição em novembro. No Coliseu dos Recreios, estas canções juntam-se ao repertório que tem acompanhado a digressão e ganham uma nova dimensão ao lado dos convidados agora anunciados.

A chegada ao Coliseu marca uma nova etapa no percurso conjunto de João Só e Tiago Nogueira. Depois de levarem o seu karaoke imersivo a várias cidades do país, os dois artistas preparam agora uma noite especial, onde as canções, a amizade, o humor e o improviso voltam a partilhar o mesmo palco.

Miguel Araújo junta-se à dupla depois dos concertos “Só 3 em 1”, que reuniram os três artistas em palco num formato marcado pela proximidade e pela liberdade de trocarem canções, guitarras e histórias. No Coliseu, essa cumplicidade regressa para mais um encontro entre amigos e músicos.

Nena completa o grupo de convidados de uma noite pensada como uma celebração da música portuguesa. A cantora e compositora junta-se a João Só e Tiago Nogueira num concerto onde diferentes gerações, repertórios e formas de escrever canções se cruzam.

O projeto nasceu da vontade de João Só e Tiago Nogueira celebrarem as músicas que marcaram os seus percursos enquanto artistas e, sobretudo, enquanto amantes de canções. Com um alinhamento que atravessa géneros e décadas, cada espetáculo transforma-se numa viagem entre clássicos intemporais, guilty pleasures e temas originais, sempre conduzida pela cumplicidade entre os dois.

A 11 de dezembro, João Só e Tiago Nogueira chegam ao Coliseu dos Recreios com Miguel Araújo, Nena e João Castilho para uma noite onde o alinhamento pode mudar, as conversas fazem parte do espetáculo e nenhuma canção está verdadeiramente fora de hipótese. Os bilhetes encontram-se disponíveis nos pontos de venda oficiais.

7 de novembro — Auditório do Conservatório de Coimbra, Coimbra
11 de dezembro - Coliseu dos Recreios, Lisboa

CARA DE ESPELHO AO VIVO EM 2027





















1 abril 2027 — CCB, Grande Auditório, Lisboa 
3 abril 2027 — Casa da Música, Sala 2, Porto

O espelho é um objeto inofensivo. Até começar a acertar.

Desde o princípio, os Cara de Espelho usam-no para aquilo que ele faz melhor: pôr à vista o pequeno poder e a grande esperteza, a fé conveniente e a indignação seletiva, o negócio disfarçado de progresso, a mentira repetida até parecer verdade, a opinião que dispensa os factos e as muitas formas, antigas e novas, de sacudir a lama do próprio capote.

Em abril de 2027, esse universo chega a dois concertos especiais: a 1 de abril, no Grande Auditório do CCB, em Lisboa, e a 3 de abril, na Sala 2 da Casa da Música, no Porto.

Duas noites construídas em torno daquilo que sempre esteve no centro dos Cara de Espelho: observar comportamentos, desmontar discursos, reconhecer contradições e transformar tudo isso em canções.

Os dois discos da banda fornecem a matéria-prima para um espetáculo que reúne o universo dos Cara de Espelho e o repertório que tem vindo a definir a sua identidade.

Em palco estarão as histórias, as personagens e as figuras que habitam esse universo. E estarão também outras caras. Algumas aparecerão onde talvez não fossem esperadas. Outras entrarão nas canções como quem entra numa conversa que já vai longa. Por enquanto, ficam do lado de lá do espelho.

Lisboa e Porto recebem, assim, dois concertos singulares na trajetória da banda: um reencontro com as suas canções, com aquilo que continuam a dizer e com a realidade que insiste em fornecer-lhes assunto.

O espelho, aqui, não serve para ornamentar. Serve para expor. E aquilo que aparece nele fica à vista.