domingo, 12 de julho de 2020

Norton - Salão Brazil (Coimbra) - 11/07/20














Segunda apresentação de "Heavy Light", disco saído já neste julho.
Resolvidos os primeiros problemas técnicos, os Norton brindaram o público com uma prestação exemplar. 
O quarteto, debitou canções com sabor pop, esculpidas como se diamantes se tratassem.
A garra, de dias de confinamento, saltou para fora e embelezou a prestação.
Sentados nas cadeiras e de mascara, como mandam as boas regras, o público dançou como pode.
Nota-se ainda um receio, em muitos que não aparecem, nestes eventos.Compreensível.
Quem esteve fez deste um serão familiar.
Continuam, em grande os Norton. A oferecerem belas canções, servidas por um naipe de singulares executantes.
Venham mais noites assim...
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Texto & Fotos Nuno Ávila

PROGRAMA DE 11/07/20

1 - Anywhereoutoftheworld - Burnout
2 - Phantom Vision - Alone
3 - James Dead - Dark shadow
4 - Black Cat - Factory
5 - ET3R - The world outside
6 - Wildnorthe - Sour
7- Elvira - Sonho azul
8 - Né Ladeiras - Sonho azul
9 - Vaarwell - Deep
10 - Marinho - Window Pain
11 - Alen Tagus - Holiday
12 - Mathilda - I don't like tea
13 - Little Friend - Sombre song
14 - Mazgani - The ganbler song

sexta-feira, 10 de julho de 2020

PROGRAMA DE 10/07/20

1 - Norton - Tango
2 - Tó Trips - Adeus Muchassa
3 - Carlos Peninha - Tempo de cerejas
4 - Flávio Torres - Olá, meu bem
5 - Cavalheiro - Et si tu n'existais pas
6 - Mariana Moreira - Fazer o quê?
7 - Vaiapraia - Fogo fera
8 - Né Ladeiras - A chave
9 - Elvira - Sonho azul
10 - Kaya - My baby
11 - Instinto 26 - Gangsta
12 - Aragão - Free
13 - Pedro Flores - Leonor
14 - Tomás Adrião e Cláudia Pascoal - Passo a passo
15 - Ivy - Wings
16 - Monday - Room for all

CAVALHEIRO DE REGRESSO














Nesta quarentena, Cavalheiro dedicou-se a gravar algumas versões de clássicos que o influenciaram. O que começou sem grandes pretensões, de maneira caseira e à distância, foi ganhando forma e desaguou na inspiradíssima "Et si tu n'existais pas" de Joe Dassin, que é agora editada enquanto single. Um tema gravado e produzido por Vitor Hugo Barros, nos estúdios Baco Fonografias.

O resultado foi tão prazeroso que o motivou também a fazer um videoclip para ilustrar a sua interpretação desta belle chanson. O mesmo já está disponível no YouTube do artista bracarense e contou com a realização de João Freitas (MezzoLab). Referir, ainda, que a música estreou na plataforma Tidal, onde esteve uma semana em exclusivo.

Entretanto, terminado o período de confinamento, Cavalheiro retomará as gravações em estúdio do seu novo disco de originais, o sucessor de "Falsa Fé", editado em 2018.
 
“Et Si Tu N’Existais Pas”, Cavalheiro
letra Pierre Delanoë e Claude Lemesle
música Salvatore Cutugno e Pasquale Losito
produção Vitor Hugo Barros (Baco Fonografias)
vídeo João Freitas (MezzoLab)
 
Cavalheiro é Tiago Ferreira. Nascido no Porto, criado em Santo Tirso e exilado em Braga. Edita o seu primeiro EP homónimo em 2009, ano em que também se estreia ao vivo. Desde então tem lançado trabalhos com regularidade: "Primeiro" (LP, 2010), "Farsas" (EP, 2011), "Ritmo Cruzeiro" (EP, 2012), "Trégua" (EP, 2013), "Mar Morto" (LP, 2015) e "Falsa Fé" (LP, 2018).
 

ZÉ TÓ LEMOS ONLINE





















Um tema que oferece a continuidade sonora do último single Disharmony (Chapter1) com a agressividade perfeita para um bom filme de ação.

O compositor está focado na conclusão do seu primeiro álbum de músicas cinematográficas.

“Acredito que em breve irão ouvir os meus temas num filme ou série”

NOVO SINGLE DE ROGG

Rogg lança hoje o seu novo single "Tou na Paz (feat. Maia)", que é já o terceiro tema de avanço do EP em que o promissor artista urbano se encontra actuamente a trabalhar.

Esta nova música surge depois de o artista já ter lançado o tema "Mergulhar", com a produção do conceituado produtor SuaveYouKnow, e do primeiro single, 'Moshpit', que registou entradas no Top80 da plataforma Shazam e no Top15 da tabela Viral do Spotify em Portugal, tendo o vídeo oficial já ultrapassado a incrível marca das 740.000 visualizações no YouTube.

O vídeo do novo single ficará também hoje disponível, a partir das 12h00, no canal oficial do artista no YouTube, e a produção esteve uma vez mais a cargo de Thomas Zimmermann.

Sobre este novo single, Rogg justifica a aposta: “Porque a vida é muito curta para viver de pé atrás.”

No povoado panorama da cena urbana nacional, Rogg é um artista que entende que pode fazer a diferença e trazer algo de novo ao presente. Deu os primeiros passos em 2010 e, desde aí, vem trilhando o seu caminho: discreto, longe dos holofotes, a refinar uma arte e uma postura muito pessoal, com a certeza que a sua hora iria chegar. E essa hora parece estar cada vez mais perto.

As canções intensas e ultra-pessoais de Rogg chamaram a atenção da Warner Music (com quem viria a assinar contrato), que o conheceu no tema “Para lá das 8” gravado em dueto com Nuno Ribeiro. Sendo que, recentemente, este single de Nuno Ribeiro que conta com a participação de Rogg, atingiu a fantástica barreira do 1.000.000 de streams acumulados em Portugal!

“Devo dizer que senti pressão ao início, porque percebi que esta era uma grande oportunidade”, admite Rogg. “Percebi que podia fazer algo ao meu estilo, sem pensar em mais nada, e o EP em que me encontro a trabalhar tem muito da minha identidade, das coisas de que se faz o meu mundo. E é isso que eu quero agora mostrar às pessoas”.

O projecto de estreia de Rogg tem estado a ser cuidadosamente preparado, com o rapper a rodear-se de parceiros em quem confia plenamente: a lista de produtores do seu EP inclui nomes como D2J, Nuno Ribeiro e os produtores Alpha e Suaveyouknow, este último com um currículo que inclui trabalho com artistas como Jimmy P, Diogo Piçarra, Wet Bed Gang, entre outros nomes importantes.

“Eu sei que tenho gostos variados”, explica-nos Rogg, “ouço trap, claro, cenas mais clássicas, mas tenho gostado muito do que fazem nomes actuais como Post Malone, dessa capacidade de cruzar o pop e o hip hop, embora, tenha que dizer, que não estou muito preocupado com rótulos”.

Com uma playlist pessoal que vai do já mencionado Post Malone a 6lack, Kanye West a Drake ou até a Sabrina Claudio, Rogg quer acrescentar o seu próprio nome ao retrato de 2020, diz-se preparado para tomar os palcos e acredita que o seu rap mais melódico pode vir a conquistar muitos ouvidos. “Sei que tenho algo para dizer e algo para dar”. Basta ouvir para perceber. Fixem o nome: Rogg!

Para mais informações, por favor, visite:
Spotify | Facebook | Instagram | Youtube
 

NORTON A JOGAR EM CASA

SONOSCOPIA EXPÕE EM COIMBRA














11 JUL - 06 SET 2020
Disposofónicos: Acumuladores de Objectos Sonantes
Coimbra / Convento São Francisco / 15:00
EXPOSIÇÃO - ENTRADA LIVRE

Inaugura no próximo dia 11 de Julho, a exposição "Disposofónicos: Acumuladores de Objectos Sonantes, incluído na 4ª edição do "Dar a Ouvir. Paisagens Sonoras da Cidade", em Coimbra.

Antes de Tudo, o Som.

Distinta da disposofobia, a disposofonia é um neologismo causador de bem-estar civilizacional e um conceito agora anunciado pela Sonoscopia para definir o acto humano compulsivo e imperioso de respigar e de coleccionar inutilidades sonoras, desde as mais inócuas às mais turbulentas, ou mais estouvadas.
Torna-se assim a disposofonia num conjunto de efeitos hápticos capazes de promoverem no ser humano uma ecologia de saberes e de fazeres sonoros. Estes efeitos são causados pela ideia simples de que o mundo já não gira em torno dos inventores de novos sons ou ruídos mas, antes pelo contrário e porque já está muito cansado, passeia muito mais elegantemente em roda da invenção de outras ideias sonoras, de outros pensamentos. É de notar que, embora a prevalência desta condição de viver disposofonicamente seja mais frequente em adultos maturos de ambos os sexos, existentes em todos os continentes, alguns factores a si associados englobam, como características comuns, o nomadismo, a mestiçagem, os transtornos obsessivo-sonoros e uma clara aversão/alergia ao som-mercadoria.

Coorganização: C. M. Coimbra, Convento São Francisco e Jazz ao Centro Clube
Curadoria: Gustavo Costa e Henrique Fernandes
Apoio à curadoria: Alberto Lopes e Patrícia Caveiro
Vídeo: Augusto Lado
Texto: Mário Azevedo
Fotografia: Rui Pinheiro
Produção executiva: Patrícia Caveiro
Produção: Sonoscopia

NOVO SINGLE DE TIME FOR T

Após revelarem "Manteiga" a semana passada, os Time for T continuam a contagem decrescente até ao lançamento do seu novo EP, desta vez com o single "Best Behaviour". A canção está também incluída na compilação "Inéditos Vodafone", iniciativa do movimento Portugal Entra em Cena que conta com distribuição da Sony Music Portugal e apoio da Vodafone Fm.
Para já revelado apenas em formato vídeo, o tema estará disponível para audição em todas as plataformas no dia 17 de Julho, data oficial de edição da compilação "Inéditos Vodafone".

quinta-feira, 9 de julho de 2020

PROGRAMA 09/07/20

1 – Três Tristes Tigres - À tona
2 – Clã – Armário
3 – Cristina Branco – Delicadeza
4 – André Henriques – As melhores canções de amor
5 - Esteves – Vista de cima
6 – Afonso Cabral - Sempre sim
7 – Elvira – Sonho azul
8 – Né Ladeiras – Em Coimbra serei tua

9 – JP simões – Inquietação
10 – Ruido Vário - Liberdade
11 - Luís Severo – Maio
12 – Madalena Palmeirim – Teus braços de embalar
13 – Bia Maria – Dissabor
14 – Susana Travassos – Não doeu
15 – Sallim - Outra vez
16 - Duques do Precariado - Antónop Lacerda
17 - Reis da República - Fábula

AMÁLIA EM PARIS
















No dia em que Amália Rodrigues faria 100 anos, a Valentim de Carvalho marca a efeméride com uma edição especial que disponibiliza, pela primeira vez, documentos essenciais do legado patrimonial da cantora.

A caixa "Amália em Paris" é composta por cinco discos gravados ao vivo e um livro de 94 páginas com fotografias inéditas, uma cronologia das actuações de Amália na capital francesa, e um texto do historiador Jorge Muchagato.

O primeiro disco foi gravado no Olympia em 1956, o segundo reúne registos ao vivo inéditos feitos pela rádio francesa entre 1957 e 1965, o terceiro um recital inédito no Olympia em 1967 e, por fim, um disco duplo, com a gravação inédita de um espectáculo naquela sala, em 1975.

A edição física está já disponível em pré-venda nas lojas Fnac (link). Disponível nas plataformas de streaming no dia 23 de Julho.

"Paris e o seu público conseguiram sempre mitificar ainda mais os grandes artistas. Foi assim com Chopin e Bellini, na década de trinta do século XIX, foi assim com Amália e Maria Callas, nos anos cinquenta do século XX. Seria ainda assim com os próprios Beatles, em 1964 – quem não conhece as lendárias fotografias dos Fab Four nesse ano na cidade? Foi Paris que transformou Amália numa vedeta internacional.

Apesar de ser já um verdadeiro mito em Portugal, das constantes idas ao Brasil, desde 1944, das suas aclamadas participações nos concertos do plano Marshall, em 1950, ou das longas séries de espectáculos em Nova Iorque e no México, em 1952, 1953 e 1954, foi o triunfo parisiense, em 1956, que fez o mundo de então reconhecer em Amália uma das maiores cantoras do século.

Não era a primeira vez que Amália contactava com a elite do público internacional. Entre 1939 e 1945, precisamente nos primeiros anos da sua carreira, nos retiros e casas de fado de Lisboa, parte do público era feita de milionários, artistas e intelectuais europeus que fugiam da guerra. Essa circunstância histórica única, aliada às suas irrepetíveis qualidades artísticas, também ajudou a esculpir a forma de estar em palco de Amália, tornando-a, mesmo antes dos outros o reconhecerem, numa artista requintadíssima de rasgo internacional.

Mas voltemos a Paris, a Abril de 1956, quando Amália se apresentou, no Olympia, a esse público culto e sofisticado da Europa de então, habituado ao superlativo artístico em palco, fosse ele um recital da Piaf ou do Brel, um concerto do Sinatra, ou ainda uma ópera com a Callas, encenada pelo Visconti, nem que para isso tivesse de apanhar um avião. Nessas noites, Amália apresentou-se a um mundo que renascia das cinzas de 1945, com toda a esperança que a prosperidade do pós-guerra permitiu, mas com o gosto refinado, a «joie de vivre» e a inocência de uma Belle Époque perdida. Nuns anos cinquenta que, pode dizer-se, foram um pequeno século XVIII no milénio que foi o século XX.

Foi esse público que a arte e a coragem de Amália tocaram tão profundamente. E digo coragem porque Amália mostrou-se a essa plateia, tão rigorosa e exigente, com uma arte arriscada e autêntica, sem orquestrações ou coreografias, sem muletas. Apenas uma guitarra e uma viola. Apenas a voz e o negro. Negro no vestir, no cabelo, no olhar.

Sempre estática – o microfone fixo ainda o permitia –, cantava de olhos cerrados, a castigar com as mãos o xaile, que tantas vezes transformava em estola. E, apesar dos tons altíssimos, conservava os harmónicos e o grão de uma voz grave e segredante.

Para esse público eram novos esses sons. Os do Fado e os da guitarra portuguesa, mas sobretudo o timbre dessa voz portadora de todas as sensações humanas.

O êxito foi estrondoso. No final da primeira série de apresentações foi imediatamente convidada para o espectáculo seguinte, proeza inédita no Olympia. Passados oito meses, em Janeiro, volta como «vedeta principal». As críticas falam da tragédia mediterrânica feita mulher, falam da estranheza da voz e da sua inexplicável beleza.

Estamos em 1956, não há quase portugueses em França. Muito poucos na sala compreendem as palavras que canta. A magia é puramente musical e pessoal.

Amália voltará muitas noites ao Olympia até ao final da sua carreira, conquistando ao mesmo tempo outras salas da capital francesa, mas nunca esse patamar de vedetismo lhe subirá à cabeça. A partir dos anos sessenta, cantará muitas vezes, até de forma graciosa, para os emigrantes portugueses que não podiam frequentar as salas onde actuava.

Talvez por isso seja tão comovente ouvir esses mesmos emigrantes misturados no público do Olympia, em 1975. Conseguiam, por fim, assistir a um recital de Amália no mesmo teatro onde, quase vinte anos antes, a sua compatriota mais ilustre tinha subjugado os parisienses.

Jorge Luis Borges, numa das suas conferências sobre o Tango, citando Vicente Rossi, disse que o «tango escolhe a Cidade Luz, como se o tango fosse um ser, assim platónico, mágico, que vive por conta própria, que se instala em Paris, e que aí se torna como que uma vingança do negro escravizado durante séculos, escravizando os brancos com a sua dança e a sua música.» De certa maneira, também o Fado, e sobretudo Amália, o tinham conseguido na capital francesa.

Se foi em Paris que Charles Aznavour lhe escreveu «Aïe Mourir pour Toi», ou Salvatore Adamo se rendeu à sua interpretação de «Inch’Allah», foi também em Paris que a França lhe conferiu algumas das suas mais importantes distinções. Da medalha da cidade, em 1959, à Legião de Honra, em 1991.
Seis anos depois, em 1997, um canal francês de televisão dedicou-lhe um documentário ao qual chamou Un soleil dans la nuit du siècle. Estes discos revelam-nos agora alguns reflexos desse sol que refulgiu na Cidade Luz, através de muitas gravações inéditas, que são os ecos sobreviventes dessa história brilhante, luxuosa e enamorada de Amália com Paris."

Texto de Frederico Santiago

NOVAS DE FILIPE SAMBADO






















Revezo, editado no final de Janeiro, foi sendo apresentado durante um mês e meio um pouco por todo o país - alcançado pelo caminho o 2º lugar no Festival da Canção - até à suspensão das actuações ao vivo.

Com a compassada retoma de concertos, Filipe Sambado tem levado o seu terceiro LP ao público, chegando finalmente a aguardada apresentação em Lisboa, dia 18 de Julho no Centro Cultural de Belém.
 
Filipe Sambado sempre arriscou e jogou com a adrenalina da exploração de novos ambientes, possibilidades estéticas e combinações instrumentais. Mas é em Revezo que alcança esse expoente. Colhem-se duas mãos cheias de canções pop contagiante (i.e. Jóia da Rotina) e de música popular portuguesa moderna (i.e. Gerbera Amarela do Sul), em arranjos de luxúria conceptual.

Filipe Sambado atreve-se a fazer canções pop imediatas que nos fazem cantar e reflectir sobre o mundo que nos rodeia e afecta, renovando um discurso musical e poético, acrescentando novos caminhos, pistas, curiosidades. “Revezo” é uma obra de reinvenção.

MARIANA MOREIRA APRESENTA COMUMDIDADE





















COMUMDIDADE é o título do primeiro álbum de Mariana Moreira. Um jogo de palavras deu origem ao título.

15 temas compostos e produzidos pela jovem artista. Mariana mostra-nos a sua diversidade criativa e musical. Traz-nos temas em português, inglês, e em português do Brasil. "Não foi um processo fácil e sei que se tivesse mais pessoas a trabalhar comigo teria gostado ainda mais de fazer este álbum. No entanto, tinha de trazer isto ao Mundo. Tenho mais de 100 canções, tinha de pôr algumas cá fora!“

Mariana Moreira concebeu, assim, COMUMDIDADE. Um misto de sentimentos comuns da idade criados num espaço de comodidade.

COMUMDIDADE conta com a participação de Pedro Vicente, excelente compositor e grande amigo de Mariana, num tema muito especial (Pela Rua). "O Pedro tinha de fazer parte disto. Foi a primeira pessoa a cantar comigo ao vivo um original meu, e isso é um prazer tamanho."

A capa do álbum, desenhada pela cantautora, é uma ilustração que contém diversos elementos característicos da ideia de COMUMDIDADE. "Podem contar com uma particularidade muito gira: cada um desses elementos não está lá por acaso. Cada elemento diz respeito a um tema do álbum. Deixo-vos o desafio de tentarem fazer a correspondência".

Mariana Moreira diz que pretende transmitir uma mensagem muito importante e especial com este álbum: "Se ficarmos muito tempo a pensar em como chegar à meta, acabamos por perder o tempo e o caminho. “Por isso, fiz este álbum, que num misto de carinho, trabalho e vontade, traduz exatamente esta ideia”.

Single “Fazer o Quê?”

RUI DAVID DE VOLTA AOS PALCOS





















No próximo sábado, 18 de Julho, Rui David marcará presença na iniciativa "Ponte de Lima É Uma Surpresa". Ao seu lado estará a sua banda constituída por: Peixe (guitarra eléctrica, guitarra acústica, ukelele, teclados e glockenspiel), Ruca Lacerda (bateria, percussão, caixa, guitarra acústica, guitarra eléctrica, charango, bouzouki, ukelele, teclados e glockenspiel), Eduardo Silva (contrabaixo, baixo eléctrico e voz) e Francisco Fonseca (bateria e percussão).

"Isto não é um simulacro, é a sério: quando eu já pensava que 2020 estava acabado, eis que em Ponte de Lima se abre uma fenda. Um concerto, com a banda de sempre para acontecer muito em breve e matar saudades do futuro." Escreveu Rui David ao anunciar esta data, que representa não só um regresso aos palcos, mas também a continuação da apresentação do seu álbum "Contraluz", interrompida pelo período de pandemia que vivemos.

O evento que decorre durante 32 dias seguidos, convida os espectadores a regressarem aos espectáculos com segurança, num recinto preparado para o efeito. "Ponte de Lima É Uma Surpresa" pretende "servir de exemplo para outros eventos a organizar, em Ponte de Lima ou noutros Municípios, no decurso da fase de mitigação da pandemia."

NOVO DISCO DE TÓ TRIPS LANÇADO HOJE



















 

O mais recente trabalho de Tó Trips, banda sonora do filme Surdina de Rodrigo Areias, é lançado sexta-feira (10/07) e apresentado em formato cine-concerto.
 
Se a imagem eterniza uma realidade que ainda se vive, eclipsada pelo desenvolvimento que escorre da cidade, o som salienta-a. Tó Trips encapsulou essas rotinas que ainda não se apagaram na banda sonora original de “Surdina”, que agora ganha forma física (e digital) num disco com o selo Revolve.

O resultado procurou encaixar-se na “tragicomédia minhota”. Num filme que trata da velhice, do amor, das memórias passadas e do que ainda resta para sonhar, de mãos dadas com o rural e popular.

Essas ideias transpõem-se para o disco, que arranca com “Tango Surdina”. Aqui, o compasso da guitarra clássica que ordena o tango encontra-se com a elétrica, cujo som recorda os Dead Combo, dos quais faz parte. Desta vez, sozinho, decidiu aventurar-se no piano — uma estreia para Tó Trips. Fê-lo de maneira a conferir o tradicional e popular, associação a essa velhice retratada no filme. O piano continua a marcar o registo na segunda faixa (“A Idade dos Pássaros”), vincando a camada nostálgica que a guitarra já carrega.

Como em “Ínfimas Coisas” e “Caminhada”, onde só há espaço para as cordas que se vão misturando e sobrepondo, num dedilhado que transporta o ouvinte (aqui mais do que nunca) para a memória sonora tradicional de um país. Debaixo das camadas criadas por esses instrumentos, surge, em “Fado do Manco” e “Rádio Cigano”, o acordeão, criando a atmosfera vigente em cada um dos temas: algo taciturna no primeiro, esperançosa na segunda (com a ajuda da percussão que se destaca pela primeira vez).

Num exercício a solo de Tó Trips, a banda sonora de “Surdina” parece contar uma história por si só — mas, acompanhando a imagem, nunca se sobrepõe a esta.  

Cine-concertos:
9 de julho (sessão dupla) - Cinema Trindade, Porto
10 de julho - Centro Cultural Vila Flor, Guimarães
15 de julho (alteração de data) - NOS Amoreiras, Lisboa
16 de julho - Festival dos Canais, Aveiro

O filme Surdina é uma produção Bando à Parte, com realização de Rodrigo Areias e argumento de Valter Hugo Mãe.
 
Banda sonora de Surdina disponível amanhã (10/07) em todas as plataformas de streaming.
Vinil à venda no Bandcamp da Revolve.  

NOVO TEMA DE MELO D















Incapaz de nos deixar indiferentes, a nova colaboração de Alex Brinken com Melo-D, funde a sonoridade funk e eletrónica num tema energético, que facilmente nos transporta para uma pista de dança.

 A relação entre os autores de "Lets Funk", iniciou-se através de uma bolsa de estudos, para estagiar no estúdio do dj/produtor e consequentemente professor, Alex Brinken, mas não ficou por aí. Atualmente, partilham o projecto de música electrónica J.A.M.

Considerado como um dos pais do hip-hop em Portugal, é inegável ter em conta Melo-D como um dos pioneiros do género em território nacional.
 
Aos 13 anos, os intervalos das aulas eram passados a escrever rimas, mas foi nos anos 90 que ganhou reconhecimento. Começou como rapper do projeto The New Decade, e em conjunto com Double V e Didi criou o coletivo The Family. Juntos viriam a gravar dois temas, em 1994, incluídos na primeira compilação de hip-hop português intitulada de "Rapública".

 Mas foi o acid jazz, dos Cool Hipnoise que lhe valeu o prémio de melhor disco de música portuguesa (nos extintos) prémios Blitz de 1997, com o aclamado “Missão Groove”.
Em 2003 o músico emerge com o primeiro álbum a solo, “Outro Universo” (que inclui o icónico tema "Boas Vibrações"), solidificando a sua carreira ao ser eleito disco do ano pela revista Ípsilon do jornal Público. Seguiu-se "Chega de Saudade", o segundo álbum a solo de Melo-D, editado em 2005 e produzido em parceria com Little Jon aka Branko.

Com uma vasta carreira, seja em colaborações, estilos musicais e ainda percurso académico, mais do que um rapper, o artista considera-se actualmente como um músico melómano.
 
Incluído no álbum “Sou(l) de Lisboa” (2016), "Dinheiro" foi filmado recentemente pelo Correio da Manhã e o resultado está disponível no Youtube e no Facebook.

O tema feito em parceria com um dos fundadores do colectivo The Family, Double V, é uma mensagem simples, para nos recordar da felicidade que se pode encontrar na simplicidade que nos rodeia, sem a necessidade de recorrer ao dinheiro.

Em entrevista ao Correio da Manhã, grupo responsável pela gravação do vídeo de Dinheiro, Melo-D explica um pouco mais sobre o significado do tema, “Ter uma vida simples sem ostentações. Tenho uma vida simpática com a família, dois filhos, e o dinheiro suficiente para beber os meus cafés e de vez em quando presentear a família com um jantar fora. São coisas simples que para mim fazem todo o sentido, e isso está espelhado nesta canção"

"Sou(l) de Lisboa" é a aposta no risco, o resultado de temas criados por Melo-D, revistos com alguma liberdade pela banda que, constituída por um grupo de músicos maioritariamente do Norte de Portugal, afirmando a identidade lisboeta de Melo-D, como se de uma nova nacionalidade se tratasse.
 

IVY COM NOVO SINGLE



“Wings” é o nome do quarto single de IVY. Nesta versão do tema original de Mac Miller, a artista procurou explorar uma sonoridade diferente da versão original do rapper norte-americano e da sonoridade com que nos brindou no álbum de estreia "Over and Out".

Este rework apresenta-se com uma força e crueza quase hostis. Entre as palavras sussurradas de Rita Sampaio rompem camadas de sons sintetizados e uma batida ritmada que remete para uma sonoridade mais próxima do hip-hop. O tema foi produzido em colaboração com o músico St. James Park e misturado pelo alemão Norman Nitzsche.

Depois da estreia a solo em 2019, IVY (Rita Sampaio) prepara o segundo disco com o apoio do gnration, no âmbito de um incentivo à criação artística criado por aquele espaço numa readaptação provocada pela pandemia do coronavírus COVID-19.

LITTLE ORANGE AO VIVO













O músico regressa aos concertos no próximo sábado, dia 11 de Julho, pelas 22h, no Verão Cultural de São Pedro de Moel. Na mesma noite irão atuar The Twist Connection.

Little Orange, é um músico experiente alimentado pelo Blues e o Gospel que lhe corre desenfreadamente nas veias, tornando-se a base do seu trabalho.

Em palco apresenta-se como um verdadeiro blues-roker , com o seu a sua distorção de sons , stomp box´s e penteados do slide na sua guitarra e das loucuras de acordes repetitivos e sequenciais onde as batidas monolíticas acompanham esta dança desproporcional do seu corpo nos instrumentos.

Ainda sem data de estreia, o lançamento do primeiro álbum do músico está previsto para o final de Novembro.

NON TALKERS - "FIRE (BURNING IN MY VEINS)


quarta-feira, 8 de julho de 2020

PROGRAMA DE 08/07/20

1 - Gator, The Alligator - Strikes and gutters
2 - Rei Marte - Amália, meu amor
3 - Mancines - Fado
4 - Susana China - Quase
5 - Lobo Mau - A geada
6 - Harold - Se me amas
7 - Capicua - O quadrado perfeito (com Ricardo Ribeiro)
8 - Né Ladeiras - Em Coimbra serei tua
9 - Elvira - Sonho azul
10 - Dead Combo - Zoe llorando
11 - Dada Garbeck - Wachsam
12 - From Atomic - Double stake
13 - Stereoboy - Sun Lutang