sábado, 28 de março de 2026

SPRAY COM NOVO TEMA

 



















SPRAY (feat. Joana Rosa) – Saudade (Lisbon 2026)

Posto de escuta: https://anti-demos-cracia.bandcamp.com/album/saudade-lisbon-2026

 

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ANTI-DEMOS-CRACIA

ADC155MAR2026

Formato: Bolsa com CD Single (1 faixa)

 

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Está disponível desde 27.03.2026, a edição física da ANTI-DEMOS-CRACIA mais curta até à data!

Trata-se de um CD-Single com apenas uma música de 4 minutos e 7 segundos de duração.

“Saudade (Lisbon 2026)” pertence aos SPRAY, que contam com a participação especial de Joana Rosa na voz e é a edição n.º 155 do catálogo da ADC.

Esta peça sonora de indie rock é uma viagem no tempo, num futuro imaginário e ainda que longínquo, onde se luta pela sobrevivência num planeta Terra habitado exclusivamente pelos remanescentes humanos que sobreviveram a sucessivos holocaustos e guerras fratricidas. Nessa era, dá-se depois a descoberta do passado (que é o nosso presente), ao perceberem que o verde vibrante dos campos de outrora cedeu lugar a um castanho estéril e o azul do céu foi sufocado por um cinzento perpétuo. As máscaras, essas, tornaram-se uma extensão obrigatória do corpo.

 

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Os SPRAY surgiram em 1997. Embora possam soar a banda, são na verdade uma criação de João Paulo das Neves, responsável pelas músicas, letras, vozes e todos os instrumentos.

Cosmopolita, o seu trabalho conta com vários colaboradores, como Rui Reininho, Paulo Costa, Peixe, Paulo Praça, Joana Carvalho e Gil De Netto, todos com contributos significativos para os resultados finais.

Na sua já longa carreira, há a destacar o álbum “Pintado No Luar”, de 2019, que esteve 16 semanas no Top Nacional de Vendas (4 delas em primeiro lugar) e 22 semanas no Top RFM (4 em primeiro).

A obra no geral representa muito das vivências do artista em Londres nos últimos quarenta anos, onde trabalhou nos Abbey Road Studios e atuou com a Radio Revolution, bem como em vários locais ao vivo, incluindo o lendário Marquee e o Unicorn Camden Live. Teve o privilégio de ter tocado ao vivo com os consagrados Gene Loves Jezebel.

 

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Music by João Paulo das Neves and Joana Rosa

Lyrics by João Paulo das Neves and Joana Rosa

All instruments, vocals and production by João Paulo das Neves

Vocals by Joana Rosa

Recorded at Sounds & Visions Studios and F22 Studio in January 2026

Mastered at Knurl • Mastering by Clara Araújo

Original photos and design by Carlos Paes

sexta-feira, 27 de março de 2026

BANDUA EDITA ÁLBUNM DE REMISTURAS





















Bandua é um projeto musical colaborativo entre o músico e produtor luso-brasileiro Bernardo D’Addario e o músico português Edgar Valente. Focado em entrelaçar a memória e a cultura portuguesas com tendências musicais globais contemporâneas, o duo cria música eletrónica enraizada no território e nas suas origens. O seu som habita um espaço suspenso entre o digital e o orgânico, entre a tecnologia e a tradição, dissolvendo fronteiras entre o campo e a cidade, o passado e o futuro, o local e o global.

Este álbum de remisturas, editado pela editora independente britânica Earthly Measures, revisita o primeiro capítulo de Bandua através das perspetivas de sete artistas portugueses contemporâneos, cada um reinterpretando uma faixa do disco original. Em conjunto, estas versões formam simultaneamente uma retrospectiva e uma expansão: um gesto final em direção às origens do projeto e uma abertura para o que vem a seguir.

Mais do que simples reimaginações, as remisturas evidenciam a elasticidade da linguagem sonora de Bandua. Cada artista aborda o material a partir de um vocabulário musical distinto, revelando a multiplicidade já presente nas composições originais. Downtempo, Drum and Bass, psicadélico, ambiente ou orientado para o clube, as faixas desdobram-se como caminhos paralelos que brotam do mesmo sistema de raízes. Este álbum de remixes reúne um conjunto diverso de produtores que trazem novas leituras sonoras ao universo de Bandua, cada um com uma identidade bem marcada dentro da eletrónica contemporânea: Sickonce, Phragmant, Ohxala, Pedro Martins, Magupi, C4STRO e tarabela.

Se BANDUA foi movido por questões de identidade e interpretação, por aquilo que foi, este álbum de remisturas escuta atentamente aquilo que já está em movimento. Capta um momento de transição: um corpo de trabalho devolvido à circulação, transformado através do diálogo e reenquadrado coletivamente. Ao fazê-lo, encerra o primeiro ciclo de Bandua, ao mesmo tempo que afirma a sua abertura à pluralidade, à troca e à contínua metamorfose. Uma releitura coletiva das origens de Bandua: não como um fim, mas como ressonância.

FESTIVAL SANTOS DA CASA -1ª SEMANA





















27 de Março de 2026
Slim Charley Santus
+ dj set Santos da Casa
Pinga Amor
22h00

Natural de Águeda, Slim Charley Santus denotou, desde muito novo, uma sensibilidade especial ao blues. Sempre que ouvia um tema a sua atenção despertava. Começou a aprender piano aos 8 anos, mas foi a viola que o cativou, como autodidata, desde os 14. Depois do casamento com as seis cordas veio a paixão pelo improviso, que o tem acompanhado até hoje.

Oil can guitar e cigar box guitar são os instrumentos que Slim Charley Santus explora. 




27 Março 2026 - 13 Maio 2026

27/3 Slim Charley Santus + dj set santos da casa - Pinga Amor (22h)
12/4 10ComunA.L. + apresentação editora K FORA - Salão Brazil (18h)
13/4 António Bastos - Corredor da RUC (19h)
21/4 Esteves Sem Metafísica #cafecurto - Café Concerto do Convento São Francisco (19h30)
23/4 alga - Casa das Artes Bissaya Barreto (22h)
25/4 Electric Man + dj set santos da casa - Associação Recreativa e Musical de Ceira (22h)
05/5 Esteves #cafecurto - Café Concerto do Convento São Francisco (19h30)
07/5 "PSICOSE" de P. Novo - Centro Cultural Penedo da Saudade (18h)
13/5 Henrique Tomé - Corredor da RUC (19h)

JOÃO MIGUEL GORDINO SIMÕES EDITA LP


João Miguel Gordino Simões apresenta “A certeza absoluta de que não faço a menor ideia”, o seu álbum de estreia em nome próprio, acompanhado pelo novo single “Bom Karma”, em colaboração com Maria Roque (de Mazela). 

Depois de “Tu e Eu”, primeiro avanço que introduziu uma escrita confessional e direta, o novo single aprofunda o universo emocional do disco. “Bom Karma” centra-se na coragem de tomar decisões difíceis - aquelas que, mesmo dolorosas, se revelam necessárias em determinados momentos da vida. “Fala sobre deixar a vida às decisões difíceis. Porém, as que achamos corretas e necessárias”, refere o artista, sublinhando a ideia de crescimento e recompensa inerente a esse processo.

A canção aborda também a intensidade de uma ligação amorosa vivida no limite do tempo: duas pessoas que se amam genuinamente, conscientes de que não haverá continuidade possível. “A vida de ambos são apenas duas sinas enlaçadas em sofrimento. A vida o ditou. E a vida o ditará”, sintetiza, num registo onde a entrega e a perda coexistem.

Musicalmente, “Bom Karma” conta com voz, baixo, letra, guitarra elétrica ritmo, guitarra acústica e segundas vozes de João Miguel Gordino Simões, acompanhado por Ricardo Brito na bateria (ex-baterista dos Fugly e atual baterista dos Wakadelics, The Parkinsons e Toni), Rodrigo Lobo na guitarra lead (ex-guitarrista dos Gazela e Homens na Piscina), Crespo no piano (membro dos Ditch Days) e participação vocal de Maria Roque (de Mazela). A produção, engenharia de som, mistura e masterização ficaram a cargo de André Isidro. O videoclipe foi realizado, editado e produzido por Simão Carvalho de Matos, com interpretação de João Miguel Gordino Simões e Sofia Pessoa Pádua.

O single integra “A certeza absoluta de que não faço a menor ideia”, um disco que consolida a identidade autoral do músico, reunindo um conjunto alargado de colaboradores. Para além dos músicos já referidos, o álbum conta com André Silvestre no trompete, Ana Lóide no violino, Mariana Rosa no violoncelo, o coro The Portugals, com direção de Nina Pedersen, e André Isidro na percussão. A produção e engenharia de som são igualmente assinadas por André Isidro, com mistura e masterização a cargo de André Isidro e José Diogo Neves. A componente visual - fotografias, vídeos e capa - ficou a cargo de Simão Carvalho de Matos, com colaboração de Duarte Gameiro, sendo também de Simão Carvalho de Matos a realização dos videoclipes.

O álbum surge como o culminar de um percurso iniciado em diferentes projetos e contextos musicais, onde João Miguel Gordino Simões foi afirmando uma linguagem própria entre o rock, o pop e uma abordagem lírica profundamente pessoal. A escrita mantém-se direta, emocional e sem filtros, explorando relações, ruturas, sátiras, desabafos político-sociais e processos de transformação individual.

Com “A certeza absoluta de que não faço a menor ideia”, o artista apresenta um trabalho que oscila entre a introspeção e a exposição, onde cada canção funciona como fragmento de um processo contínuo de descoberta. Um disco que assume a dúvida como ponto de partida e a verdade emocional como destino.

CAPITAL DA BULGÁRIA LANÇA CANÇÃO NASCIDA DO IMPROVISO





















Capital da Bulgária lança hoje o single “ensina-me a gostar”, um novo avanço para o próximo EP. Ao contrário do processo habitual de escrita e construção das suas canções, este tema nasceu de forma espontânea e intuitiva, sem guião, sem estrutura definida e sem a preocupação de procurar um sentido imediato. A canção foi construída a partir do fluxo das palavras, do som e do ritmo, mais próxima de um exercício de liberdade do que de uma composição pensada ao detalhe.

“Quis fazer uma música de forma espontânea, sem passar pelo processo habitual de escarafunchar e pensar demasiado. Desta vez apenas deixei fluir, cantei palavras à toa e diverti-me. Foi mais sobre sentir do que fazer sentido”, explica a artista sobre o processo de criação de “ensina-me a gostar”.

Esta abordagem aproxima o tema de uma lógica de escrita automática, onde a intuição e o som das palavras têm mais peso do que a construção narrativa. O resultado é uma canção que se constrói por acumulação de frases, ideias e imagens, quase como um pensamento em voz alta, mantendo a identidade musical da Capital da Bulgária, assente numa lógica de repetição, permanência e recusa de estruturas convencionais.

“ensina-me a gostar” sucede aos singles “sozinha”, “morrer na praia”, “morangos” e “nao me apetece”, temas que farão parte do próximo EP de originais da artista, um trabalho que continua a afirmar um percurso construído de forma autónoma, fora de fórmulas e de tendências, onde cada canção surge como um objeto independente dentro do mesmo universo.

BIRDS ARE INDIE LANÇAM THE STONE OF MADNESS, O SÉTIMO DISCO

 
















@ Tiago Cerveira

Os Birds Are Indie editam hoje The Stone of Madness, o sétimo álbum de originais. Em simultâneo, revelam “I Could Laugh”, segundo single do disco.

Depois de Ones & Zeros (2023), um disco voltado para o exterior e para as fraturas do mundo contemporâneo, o trio de Coimbra formado por Ricardo Jerónimo, Joana Corker e Henrique Toscano desloca agora o foco.
The Stone of Madness instala-se num território mais íntimo, onde o conflito deixa de ser colectivo e passa a ser interno: mais difuso, menos explicável e, por isso mesmo, mais persistente.

A abertura faz-se com “Not Today”, o primeiro single, e define o tom desde os primeiros segundos: repetição, tensão controlada, uma pulsação que avança sem nunca se libertar completamente. A caixa de ritmos não é estética, é condição. A sensação de adiamento que a canção transmite é estado contínuo, e atravessa o álbum inteiro.

“I Could Laugh” chega de outro lugar. Há uma leveza aparente na superfície, mas o que se instala por baixo é mais denso: um olhar já filtrado pela experiência, onde o distanciamento não significa indiferença, mas consciência. O riso do título chega como a posição que resta depois de uma certa clareza.

Entre estes dois momentos, The Stone of Madness constrói-se com variação e contenção. Em “Useless Effort”, a imagem da flor no deserto fixa uma ambiguidade que não se resolve, nem promessa, nem condenação, apenas permanência sob tensão. “Le Bec dans l'Eau” prolonga a ideia de suspensão, mantendo a canção num território intermédio, sempre em aproximação, nunca em chegada. “Bend” introduz fricção mais física: movimento que implica cedência sem nunca se tornar confortável. “No More Alibis” expõe sem dramatizar. “Twisted Luck” trabalha o desvio, uma ligeira distorção na forma como as coisas acontecem. “Time and Again” insiste, não por hábito, mas por impossibilidade de fechar o que fica em aberto. “When Something Changes” encerra o disco com a única hipótese que o título admite: a mudança como facto, não como promessa.

Ao longo dos dez temas, a diversidade de abordagens, entre electrónica e instrumentação orgânica, entre diferentes registos vocais, nunca se traduz em dispersão. Há uma linha clara, sustentada por uma ideia de controlo que não limita, mas orienta. Como a própria banda resume com a economia certa: “it's only pop & roll but we like it”.

THE STONE OF MADNESS
já disponível em CD, vinil e nas plataformas digitais!

Birds Are Indie ao vivo

The Stone of Madness nasceu em palco, ou mais exactamente, nasceu do que três anos de digressão com Ones & Zeros deixaram sedimentado. A banda incorporou na escrita a energia construída ao vivo antes de a fixar em estúdio. A apresentação do álbum já está em curso: ontem foi no Porto, no Maus Hábitos. Esta noite é em Guimarães, na Blackbox do CAAA.

27 Março - Guimarães, CAAA
28 Março - Braga, RUM by Mavy
16 Abril - Lisboa, BOTA
17 Abril - Barreiro, Sala 6
18 Abril - Coimbra, Salão Brazil
23 Maio - Sabugal, Auditório Municipal
5 Junho - Évora, Armazém 8
20 Junho - Castelo Branco, Café com Leite

CLAP YOUR HANDS 2026 - NOVA MÚSICA PORTUGUESA VAI CONTINUAR A ECOAR EM LEIRIA NA 8.ª EDIÇÃO DO FESTIVAL


O Festival Clap Your Hands, que em 2026 tem a sua oitava edição, reafirma-se como um espaço privilegiado de celebração da nova música portuguesa, da diversidade estética e do encontro entre artistas de diferentes geografias nacionais. 

Com a assinatura conjunta da Fade In – Associação de Acção Cultural e da Omnichord, o Clap Your Hands distingue-se por juntar, na mesma noite e no mesmo palco, projetos emergentes e nomes já consolidados, cruzando propostas artísticas de todo o país com músicos sediados na cidade e região de Leiria. O resultado é um festival atento ao presente, plural nas linguagens e profundamente enraizado no território.

A edição deste ano arrancou a 13 de março, na Blackbox, com os concertos de Mães Solteiras e Albatroz, numa noite de casa cheia que confirmou, uma vez mais, a forte ligação do público ao festival e à nova música nacional. 

Inicialmente previsto para fevereiro, o concerto de abertura com Noiserv e Grutera foi reagendado para o verão, na sequência da tempestade Kristin, passando agora a realizar-se no dia 24 de julho, no Teatro Miguel Franco.

Até lá, o Clap Your Hands vai ter mais duas noites que espelham a diversidade e a vitalidade da criação contemporânea em Portugal.

No dia 18 de abril, o Teatro Miguel Franco recebe os Expresso Transatlântico e Stone Dead. Os primeiros têm vindo a destacar-se pela forma como reinventam a música de raiz portuguesa, cruzando tradição e contemporaneidade com uma energia muito própria. Já os Stone Dead vão mostrar-nos ao vivo as maravilhosas canções do álbum Milk e a profunda revolução sonora que se deu no seio da banda alcobacense.

A 15 de maio, a Blackbox acolhe Bia Maria + Coro Local e Gisela Mabel, duas artistas que têm vindo a conquistar espaço com linguagens muito pessoais. Bia Maria destaca-se pela escrita em português e pela delicadeza interpretativa que cruza influências do jazz e da canção, e irá tocar em conjunto com um coro local, enquanto Gisela Mabel explora territórios mais etéreos e experimentais, numa abordagem sensível e contemporânea à composição. 

Lembramos que ao longo das suas edições, o Clap Your Hands tem dado palco a alguns dos nomes mais relevantes e estimulantes da música portuguesa dos nossos dias. Pelo festival já passaram artistas como Ana Lua Caiano, iolanda, Fado Bicha, PAUS, Cabrita, Lavoisier, Conjunto Corona, Joana Espadinha, Cassete Pirata, Tomara, A Jigsaw, O Gajo, Wipeout Beat, She Pleasures Herself, Mike El Nite, Ermo, Eden Synthetic Corps, Fugly, Nerve, Luís Severo, Benjamim, The Twist Connection, Ghost Hunt, Cave Story e Surma, entre muitos outros.

Mais do que um ciclo de concertos, o Clap Your Hands afirma-se como um observatório ativo da música feita no nosso país, promovendo a descoberta, o diálogo artístico e a valorização da criação nacional contemporânea.

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MIMO FROES COM NOVIDADES


 

















MIMI FROES (c) SIMÃO PERNAS

Mimi Froes prepara um novo álbum com edição prevista para o final de 2026. Em jeito de antecipação do próximo momento de estúdio, a artista portuguesa tem atuações agendadas já para abril. Dia 1 de abril atua no Auditório Municipal Beatriz Costa (Mafra), integrada no ciclo Quartas Perfeitas, e no mesmo mês, dia 20, estreia-se no festival La Linea, em Londres.

Letrista e compositora, Mimi Froes tem conquistado público por todo o país com as suas composições pessoais e de assinatura muito vincada. Também os seus pares têm sido uma constante na carreira da compositora e intérprete, tendo colaborado com artistas como António Zambujo, Luísa Sobral, Rui Veloso, Teresinha Landeiro e Ricardo Ribeiro. Mais recentemente participou no disco de homenagem à obra de Florbela Espanca, onde compôs e interpretou o tema “A Nossa Casa”.

A viver atualmente entre Londres e Lisboa, Mimi Froes apresenta um novo disco no segundo semestre de 2026, onde assume total composição, com produção de Tomás Marques, gravado no Estúdio Vale de Lobos. Para o processo de gravação de disco, a artista conta com a participação de músicos como Manuel Oliveira (piano), Guilherme Melo (bateria), Manuel Rocha (guitarra) e Francisco Brito (contrabaixo).

Uma das artistas mais significativas da sua geração, Mimi Froes segue para um próximo trabalho de originais, assim como prepara um novo espetáculo que dá seguimento a um percurso que já passou por Matosinhos em Jazz, AGEAS Cooljazz (Cascais), Teatro Tivoli BBVA (Lisboa), Theatro Circo (Braga), Teatro Diogo Bernardes (Ponte de Lima), Teatro Aveirense (Aveiro), Festival F, Devesa Sunset (Famalicão), CAA (Águeda), Auditório Municipal (Chaves), entre muitos outros.

PUTO BACOCO EDITA DISCO DE ESTREIA





















Chegou o dia. “Uma Noite Muito Estranha” já está no mundo.

Depois de muitas noites de criação, mudanças e teimosia criativa, os puto bacoco lançam hoje o seu álbum de estreia: “Uma Noite Muito Estranha”.

São dez temas originais que mergulham num universo sonoro urbano, plural e inquieto — um retrato das tensões e pulsações da cidade contemporânea. É neste caos fértil que nasce o som do coletivo formado por Gil da Costa, Nuno Mendes, Edu Silva e Ruca Lacerda.

Este disco afirma os puto bacoco como uma das propostas mais ousadas e singulares da nova música portuguesa.

É cru, é vivo, é cidade.

Para celebrar o lançamento de “Uma Noite Muito Estranha”, os puto bacoco sobem hoje ao palco do M.Ou.Co, no Porto, para a primeira apresentação oficial do disco.

 

ENCHUFADA REVELA NOVO SINGLE DA COMPILAÇÂO QUE COMEMORA 20ANOS





















Ilustração de António Jorge Gonçalves

“Outfit (Shake it)”, de BLOQO, é o segundo single que antecipa o lançamento da compilação que comemora duas décadas de legado da editora Enchufada. Estão agendados dois eventos especiais no Porto (Mouco, 26 abril) e em Londres (The Lower Third, 9 maio), para celebrar o impacto da história da editora na música eletrónica europeia.

“Enchufada: A Lisbon Club Story” apresenta mais um tema inédito, desta feita é a música “Outfit (Shake it)” da autoria da dupla BLOQO, composta por Branko e Pedro da Linha. O projecto estreou-se pela Enchufada no final de 2025, tendo editado recentemente o seu segundo EP, Floorwrk, pela Aus Music (editora que colaborou com artistas centrais da música de dança como Bicep ou Joy Orbison) apresenta agora uma revisão de “Make Em Shake It”, tema de 2005 do projecto Wahoo, originalmente editado pela Sonar Kollektiv e identificado pela Enchufada como um dos principais catalisadores do que viria a ser o som de Lisboa. A compilação, “Enchufada: A Lisbon Club Story”, onde se insere a música do duo português BLOQO, conta também com música nova de artistas como Dengue Dengue Dengue e Buraka Som Sistema, reforçando a criação de pontes entre sonoridades como o afro-house, batida, kuduro e a eletrónica. A compilação fica disponível a 24 de abril, e tem também uma edição física limitada, disponível depois do lançamento digital.

A história de duas décadas da editora portuguesa de música electronica tem dois eventos agendados, Porto e Londres. Neste momento já são conhecidos os artistas confirmados para cada um dos eventos especiais da celebração dos 20 anos da editora. Em Portugal, o Mouco, no Porto, recebe a 26 de abril dj-set de Branko, Kalaf Epalanga, Pedro da Linha e Maribell. A Enchufada regressa também a Londres, ao The Lower Third a 9 maio, com os artistas Branko (dj-set), Kalaf Epalanga e Pedro da Linha confirmados nesta data de comemoração.

BILHETES PORTO | 26 ABRIL
BILHETES LONDRES | 9 MAIO

SENHOR VULCÃO APRESENTA "RATOS EM NOVA YORK"





















© Paulo Romão Brás

Senhor Vulcão regressa com “Ratos em Nova York”, novo single que surge como segundo avanço para o próximo disco “Boca de Fogo”, com edição prevista para maio. O tema sucede a “Rock N Roll”, single lançado no passado ano com a participação de The Legendary Tigerman, e dá continuidade ao universo poético e sonoro que o artista tem vindo a construir.

“Ratos em Nova York” nasce de uma sonoridade inspirada em Queens, Nova Iorque, nos anos 80, e na energia criativa que marcou esse período, tendo como referência a artista Roxanne Shanté, figura central nas batalhas de spoken word e hip-hop de rua. Esse ambiente de ebulição artística cruza-se com a experiência pessoal de Senhor Vulcão na Buraca, território onde cresceu durante a adolescência, marcado por uma convivência multirracial e cultural intensa.

A canção constrói-se sobre um beat que remete para os primórdios do hip-hop, servindo de base a um poema onde desfilam nomes como Patti Smith, Bob Dylan e Bruce Springsteen, entre imagens de uma China Town pulsante, ruas cobertas de grafítis, ‘Big Macs’ e um Central Park cheio de patos. Este imaginário urbano, simultaneamente mítico e quotidiano, é confrontado com uma leitura contemporânea da cidade: num tempo em que tudo se consome e se transforma em espetáculo, são os ratos que ocupam o centro da narrativa - dominando os esgotos e os ‘highlights’ de uma Nova Iorque onde até o insólito se torna atração turística.

Mais do que uma descrição geográfica, “Ratos em Nova York” propõe uma metáfora sobre a voracidade do presente, estabelecendo um paralelismo entre esses animais e uma humanidade faminta de tudo, onde a sobrevivência e a exposição se confundem.

O single integra o percurso de aproximação a “Boca de Fogo”, disco que promete aprofundar a linguagem singular de Senhor Vulcão - um território onde a poesia, o spoken word, o folk, o rap e o punk coexistem de forma crua e direta. Tal como já se vislumbrava em “Rock N Roll”, trata-se de um universo onde a palavra assume um papel central, servindo de veículo para uma observação simultaneamente íntima e social.

Senhor Vulcão, alter ego de Bruno Pereira, nasceu em Lisboa em 1976 e cresceu na Buraca, antes de se mudar para o campo ainda jovem. É designer, diretor criativo, escritor, músico e poeta, com um percurso multifacetado que atravessa diferentes áreas da criação artística. Fundador e diretor criativo da agência Labdesign, trabalhou com nomes como Rita Redshoes, Márcia, Ena Pá 2000, Norton ou Mano a Mano, bem como com marcas internacionais como Nike, Adidas, MTV e Onitsuka Tiger.

Paralelamente, tem desenvolvido um percurso consistente nas artes visuais, na curadoria e na escrita, sendo também fundador e diretor artístico do projeto Departamento, dedicado à promoção e amplificação da cultura contemporânea. Como autor, lançou vários livros de poesia e prepara a edição do seu primeiro romance.

Na música, conta com uma discografia que inclui álbuns como “Montanha” (2013), “Canções do Bandido” e “Flores do Bem” (2015), “Mansidão e Blandícia” (2019) e “Bixos Bons” (2021), além do EP “Capaz” (2015). É ainda membro fundador da banda Fala Povo Fala, projeto neo-popular que se estreia em 2026.

Figura singular do panorama independente português, Senhor Vulcão afirma-se como um criador profundamente ligado à palavra, à oralidade e à construção de um imaginário próprio, onde o humor, a crítica e a observação se entrelaçam.

Com “Ratos em Nova York”, o artista revela mais um fragmento desse universo - uma canção que cruza geografias, referências culturais e experiências pessoais para construir um retrato inquieto do presente, reforçando o caminho para um disco que se anuncia como uma nova erupção criativa.

Senhor Vulcão está de volta. E está em erupção.

BEATRIZ PESSOA EDITA NOVO DISCO "MUITO MAIS"





















Beatriz Pessoa lança o seu terceiro disco de originais. Muito Mais fica a partir de hoje disponível em todas as plataformas digitais, uma edição Cuca Monga. Primeira apresentação ao vivo agendada para o próximo dia 11 de abril na Casa Capitão, em Lisboa.

Muito Mais é o terceiro longa-duração da carreira de Beatriz Pessoa, mas, nas palavras da artista “sinto sempre que é o primeiro e este é talvez o mais especial. Não só pela parceria feliz e cheia com o Guss (com quem co-produzi o disco) mas com uma espécie de “fazer as pazes” com o meio e as minhas próprias deceções”

E foi desse entusiasmo e frescura que nasceu este novo álbum, onde Beatriz Pessoa percebeu que fazia sentido integrar todas as suas referências sonoras e perder alguns receios do que “é ou não suposto ser”.

O resultado não podia deixar de ser um LP que mistura várias sonoridades e que faz uma ode ao pop e às suas várias fases e ramificações. Em Muito Mais podemos ouvir desde referências aos anos 70 passando pela salsa, música barroca e trap. E se tudo isso é possível, as letras do disco ainda transcendem (muito) mais, numa viagem divertida por comentários satíricos e brincadeiras gramaticais. Passamos pela língua francesa, pelo scat e até mesmo pelo inglês, numa demonstração honesta e real do que são os tempos que vivemos, onde tudo se mistura.

“Senti que faltava mostrar este meu lado mais performativo que é muito quem sou, num disco que traz uma música especial e de certa forma, para mim, mágica”, remata Beatriz Pessoa.

Ao longo do último ano que o disco tem vindo a ser apresentado, desde o duplo single de introdução "Pó de Palco" e "A Pique C'Est Chique" lançando em abril 2025, ao infeccioso "9,99€" na entrada da última rentrée, à mais recente colaboração "Ai Quem Me Dera" com a Femme Falafel. Com a saída do disco a "Não Não Não" ganha também um novo visualizer, que poderá ser visto nas redes sociais da artista.

Muito Mais, uma edição Cuca Monga, começará a ser apresentado ao vivo já a partir de abril, num concerto na Casa Capitão em Lisboa no dia 11. Este será o primeiro concerto de apresentação do novo disco, com uma digressão nacional durante 2026 com datas por anunciar em breve.

Sobre Beatriz Pessoa:

Espontaneidade e uma leve excentricidade são características intrínsecas da sonoridade de Beatriz Pessoa. Com letras divertidas que ficam coladas ao nosso ouvido e a mistura entre o pop e o jazz, vertente musical em que se formou, Beatriz Pessoa traz uma lufada de ar fresco para o panorama da música nacional.

Os grandes palcos do país já lhe são familiares: NOS ALIVE, EDP CoolJazz e MEO Marés Vivas são apenas alguns onde atuou. Em 2023, lança Prazer Prazer, um álbum produzido por Marcelo Camelo, músico, compositor e orquestrador, cuja obra discográfica foi bem recebida pela imprensa e crítica nacionais e internacionais.

Os planos futuros começam a desdobrar-se no lançamento do seu próximo álbum, Muito Mais, com o adiantamento de singles como Pó de Palco, A Pique C’est Chique, 9.99€ e Ai Quem Me Dera, que iniciam uma nova jornada na carreira de Beatriz Pessoa e a consolidam como uma das artistas mais polivalentes da atualidade.

DINIS MOTA LANÇA DISCO DE ESTREIA





















Chega hoje às plataformas digitais o álbum de estreia de Dinis Mota, “By Your Eyes”. O artista que brilhou na edição deste ano do Festival da Canção, ficando em segundo lugar com o tema "Jurei", edita assim o seu primeiro longa-duração composto por 17 temas que podem ser ouvidos na íntegra.

“By Your Eyes” apresenta-se como uma viagem emocional profunda, construída sobre uma sonoridade contemporânea que cruza R&B com influências de AfroSwing, House, Hip-Hop, Bossa Nova, Rock e elementos de Jazz e Disco-Funk. Esta diversidade sonora vai além da estética: serve uma narrativa coesa que conduz o ouvinte por um percurso íntimo através dos vários caminhos da vida.

No centro do álbum está uma reflexão sobre o artista enquanto pessoa, explorando uma dicotomia emocional constante: o conflito entre ficar e partir, entre o apego e a liberdade, entre aquilo que sentimos e aquilo que tentamos esconder. “By Your Eyes” torna-se, assim, uma metáfora para as danças imprevisíveis da vida.

Ao longo do projeto, Dinis Mota constrói um universo sensível e honesto, onde cada faixa representa um estado emocional distinto, mas interligado. Da envolvência quente de “BY MY SIDE” à catarse final de “YOUR EYES”, o álbum desenha uma narrativa que evolui da paixão para a reflexão, da confusão para a aceitação.

O álbum conta ainda com colaborações que enriquecem o seu universo sonoro e emocional. Destaca-se Pedro Rafael, responsável pela mistura e masterização e presença contínua na evolução sonora de Dinis Mota, bem como artistas como Sizzy G, Mei Rose e manwill, que participam diretamente nas faixas “I’M ON IT”, “STAY AWAY” e “LOVE, AS A LIE”.

Mais do que um conjunto de canções, este trabalho afirma-se como uma obra marcada pela diversidade e pela identidade. Sem se limitar a um único género, o álbum atravessa diferentes linguagens musicais com naturalidade, refletindo a versatilidade de Dinis Mota enquanto produtor, cantor e multi-instrumentista. Essa riqueza sonora, aliada a uma identidade artística clara, faz deste projeto uma experiência envolvente e uma proposta diferenciadora no panorama atual da música portuguesa.

“By Your Eyes” já pode ser ouvido em todas as plataformas digitais.

CÁTIA GONÇALVES LANÇA EP DE ESTREIA





















Depois de ter revelado, ao longo do último ano, os singles “Diz-me se ela é mais” e “Se o Destino”, Cátia Gonçalves edita agora o seu EP de estreia, “O Caminho a Seguir”, um trabalho que assinala uma nova etapa na vida e na carreira da artista e que se afirma como um retrato profundo da sua identidade artística. A acompanhar o lançamento do EP, é revelado o novo single e videoclipe “Chamo Por Ti”.

“O Caminho a Seguir” é o primeiro EP de Cátia Gonçalves e nasce com a escrita de “Chamo Por Ti”, encontrando o seu desfecho em “Se o Destino”. Mais do que um conjunto de cinco faixas, o EP assume-se como um convite à descoberta da artista na sua total autenticidade e profundidade. O trabalho reflete uma maturidade artística e musical sólida, traduzida numa sonoridade impactante que envolve e prende o ouvinte, revelando uma capacidade profunda de transformação e um processo de renascimento pessoal e criativo.

Após dois anos intensos, marcados por escolhas difíceis, renascimentos pessoais e crescimento interior, Cátia Gonçalves apresenta um EP onde sensualidade, confiança e afirmação enquanto mulher ganham centralidade. “O Caminho a Seguir” nasce da consciência de que é na fragilidade que reside a maior força, afirmando-se como um recomeço e um convite sincero à superação individual. Mais do que músicas, o EP assume-se como uma afirmação direta e sem pedidos de permissão, um gesto firme que escancara as portas para dizer ao mundo: “Eu estou aqui! Ouçam-me!”.

Musicalmente, “O Caminho a Seguir” cruza R&B, neo-soul e pop contemporâneo, com linhas vocais impactantes, arranjos elegantes que desafiam a previsibilidade e um groove que convida à entrega. Todos os instrumentos foram gravados e tocados com uma energia genuína, reforçando um calor humano que atravessa o disco e acentua a sua intimidade. Cada uma das cinco canções distingue-se pela crueza, honestidade, fragilidade e proximidade emocional, estabelecendo uma ligação direta entre a artista e quem a escuta. O EP foi produzido por Diana Martínez e João André.

Sobre o processo criativo, Cátia Gonçalves partilha: “Fazer música para mim vai ser sempre 80. É intenso, é ser eu por completo, sem filtros. É o lugar onde a Cátia pode ser verdadeiramente ela mesma.” A artista acrescenta ainda: “Nunca tive jeito para me expressar emocionalmente quando era mais nova e as canções foram a minha forma de o fazer.” E sublinha a importância do groove na definição do seu percurso: “Foi no groove que descobri o meu lugar, e foi ao ouvir ‘Baduizm’, de Erykah Badu, e ‘Brown Sugar’, de D’Angelo, que confirmei, sem dúvidas, que era esse o caminho musical que queria seguir. Sonhava em fazer música assim… e este EP é o concretizar desse sonho.”

“Chamo Por Ti”, o single que acompanha a edição do EP, ocupa um lugar singular dentro de “O Caminho a Seguir”. Não foi escolhido por definir o universo do disco, mas precisamente por ser o tema mais distinto - aquele que marcou uma rutura, um risco e um passo fora da zona de conforto da artista. Trata-se de uma balada intensa e desarmada, a primeira canção escrita para o EP e, simultaneamente, uma das mais desafiantes e reveladoras.

A letra aborda o ato de deixar partir alguém de quem se gosta, a libertação de um vínculo e a posterior sensação de perda avassaladora. É uma canção sobre fragilidade, sobre admitir a falta que o outro nos faz e enfrentar o peso das escolhas próprias, com toda a incerteza que lhes está associada. A origem de “Chamo Por Ti” é profundamente íntima, nascendo num momento de dualidade emocional em que a artista se questionava sobre continuar ou não uma relação. Dessa pergunta surgiu a canção, que acabou por se transformar num confronto consigo própria e numa revelação inesperada.

A gravação vocal reflete essa entrega crua e sem filtros. Após um processo exigente e emocionalmente intenso, Cátia Gonçalves entrou em estúdio sem grandes expectativas e registou a interpretação num único take vocal, despido e visceral. Um momento que a própria artista identifica como um dos mais intensos, verdadeiros e orgulhosos de todo o EP. “Quando ouço este take vocal, volto ao estúdio e ao que senti naquele momento - o peso, o sufoco e, no fim, a libertação emocional.”

As cordas surgem como extensão emocional da interpretação, acompanhando e amplificando o seu peso, num arranjo de Eduardo Cardinho que concretizou um sonho antigo da artista. Entre a intensidade emocional, linhas melódicas virtuosas e uma interpretação arrebatadora, “Chamo Por Ti” afirma-se como um momento-chave de “O Caminho a Seguir”: o bater do pé, o grito contido, o “ouçam-me, eu estou aqui”.

Natural de Ovar, Cátia Gonçalves nasceu em 1998 e descobriu a paixão pela música aos 11 anos, quando comprou a sua primeira guitarra. O seu percurso passou por atuações de rua, bares e grandes palcos, enquanto explorava influências e consolidava a sua identidade artística. A sua formação incluiu experiências no jazz e no songwriting, fundamentais para a construção da sua linguagem musical, profundamente marcada pelo neo-soul e pelo groove.

Em 2025, os singles “Diz-me se ela é mais” e “Se o Destino” afirmaram um ponto decisivo no seu percurso, consolidando a sua identidade no R&B cantado em português e evidenciando uma escrita intimista e uma ligação emocional profunda com o público. Com “O Caminho a Seguir”, Cátia Gonçalves apresenta um retrato fiel da sua alma e um sinal inequívoco de que a sua voz chegou para ficar.

O EP “O Caminho a Seguir” já se encontra disponível, acompanhado pelo single e videoclipe “Chamo Por Ti”.

XICO DA TINA COM NOVO SINGLE

 



















Chico da Tina
Sou Grande No Amor

“SOU GRANDE NO AMOR” é o novo single de Chico da Tina e dá também nome ao próximo álbum do artista de Viana do Castelo. Depois de em “PRESSINHAS” ter apresentado um inesperado “luso-forró” à minhota, o rapper continua a explorar esta nova fase sonora, agora num registo de luso-piseiro conduzido pelo acordeão de Marcello Costa e novamente produzido por José C. Monteiro e os irmãos GOIAS. A faixa antecipa o novo longa-duração do artista, que promete marcar uma rutura na discografia de Chico da Tina, cada vez mais próximo da música popular portuguesa depois de projetos como Minho Trapstar (2019), E Agora Como É Que É (2021) e o EP PLAYBOY MATOS (2024).

TERESINHA LANDEIRO APRESENTA NOVO SINGLE





















TERESINHA LANDEIRO EM "NÃO PARTAS HOJE" (c) HUGOVIDAL

“Não Partas Hoje” é o primeiro tema de avanço do novo álbum de Teresinha Landeiro. “Será que lhe descobres a Poesia?” constitui o título do quarto álbum da artista e chega dia 22 de maio. Neste disco, a artista assume a quase totalidade dos textos e convida compositores e músicos como António Zambujo, Marcelo Camelo, Amaro Freitas, Mimi Froes, Luísa Sobral, Eduardo Cardinho, Martin Sued & Orquestra Assintomática.

“Uma despedida na noite escura pode doer com o nascer do sol, mas por vezes é como arrancar um penso: dói muito, mas dói tudo de uma vez. Dizer adeus, um abraço com uma réstia de amor, uns olhos onde ainda brilha a saudade, pode custar mais do que uma cama vazia na madrugada. O single “Não Partas Hoje” foi composto pela Mimi Froes. Assim que o recebi, foi amor à primeira vista. À medida que o fui ouvindo, e que me fui deixando conquistar, apercebi-me que a Mimi me conhece a voz e o canto. É uma canção que encaixa muito bem no universo fadista, e acima de tudo, que me enche as medidas.” Teresinha Landeiro

Teresinha Landeiro inicia agora uma nova fase na sua carreira, onde abraça novas inspirações, criando assim diferentes histórias. Para este início de viagem, Teresinha conta com a colaboração de Mimi Froes, que assume a autoria (letra e composição) deste novo tema. Teresinha canta uma história de amor, onde a melodia destaca a emoção da letra, evocando temáticas afetivas que estão diretamente ligadas ao tempo e à perda.

A 22 de maio, Teresinha Landeiro apresenta “Será que lhe descobres a Poesia?”, o quarto disco da sua carreira. Ao longo de 12 temas, Teresinha Landeiro inspira-se diretamente nas obras do pintor Alfredo Luz, abordando diversas temáticas sociais e emocionais.

NOVO SINGLE DE CARLÃO

 


















Carlão
A Sorte

Quinta-Essência 75/25 é o novo álbum de estúdio de Carlão, uma obra que funciona simultaneamente como balanço de vida e afirmação no presente. Escrito em vários momentos e gravado no ano em que completou 50 anos, o disco percorre memórias, tensões e contradições acumuladas ao longo de décadas, com uma escrita que se mantém frontal, observadora e profundamente humana.

"A Sorte”, tema de destaque do disco, mergulha numa dimensão mais romântica do artista, na forma de uma canção vibrante, com produção assinada por Branko, que mostra um homem apaixonado: “A ideia já cresce e eu sei que vou / Ser o homem que tremeu, mas não vacilou.”

SAFARI ZONO ATECIPAM NOVO DISCO





















Os Safari Zone acabam de revelar “Intergalactic Jazz Club”, novo single que funciona como prelúdio do álbum de estreia “1420.fm”. O tema antecipa o universo conceptual do primeiro longa-duração da banda portuguesa de indie rock, propondo uma viagem sonora e simbólica que parte de um bar de jazz intergaláctico para refletir sobre inquietação, pertença e reinvenção.

Formados em 2019, os Safari Zone nasceram com o propósito de explorar uma sonoridade capaz de transportar o ouvinte da realidade quotidiana para um espaço alternativo de introspeção e elevação. Em 2023 editaram o EP “This World is an Anteater”, que lhes permitiu consolidar uma base de fãs e atuar em eventos como o Festival Académico de Lisboa, o Arraial do Técnico e a Casa da Música do Porto, culminando na vitória do concurso de bandas do Festival MetAMORfose.

“Intergalactic Jazz Club” aborda a tensão entre a estagnação confortável e a necessidade urgente de reinventar o próprio caminho, mesmo que isso implique abraçar o desconhecido em busca da faísca que devolve brilho ao olhar. É neste espaço imaginado - simultaneamente refúgio e ponto de partida - que se inicia a travessia narrativa do disco.

A letra reflete sobre a passagem do tempo e o desgaste emocional das relações, confrontando a permanência com a mudança: “Isn’t it crazy how time flies / We stop for a drink and years go by”. Entre memória, distanciamento e desejo de liberdade, o narrador oscila entre a vontade de permanecer e a necessidade de partir, numa tentativa de recuperar identidade e autonomia: “Where did you go / Why did I stay”. A canção desenha assim um retrato íntimo da estagnação afetiva e da urgência de transformação pessoal.

Musicalmente, o tema reforça a identidade da banda, cruzando indie rock com uma atmosfera cósmica e contemplativa que antecipa a viagem conceptual de “1420.fm”, descrito como um manifesto de 11 faixas sobre uma travessia atribulada pelo cosmos e a busca humana por propósito e pertença.

A composição, escrita e letras são assinadas pelos Safari Zone, com produção a cargo da banda em colaboração com Leopoldo Lopes e Patrícia Rosa, nos Sound Pressure Studios. A produção vocal foi desenvolvida pelos Safari Zone e Leopoldo Lopes. A gravação esteve a cargo de Leopoldo Lopes, Patrícia Rosa e Sílvia Graça, com engenharia de som de Leopoldo Lopes e Sílvia Graça. A mistura foi realizada por Leopoldo Lopes e a masterização por Patrícia Rosa.

O single chega acompanhado por um videoclipe em animação realizado por Bruno Caetano e Jorge Ribeiro, com direção artística de Hugo Sequeira. A animação 2D e 3D, modelação, rigging, edição e composição ficaram a cargo de Jorge Ribeiro, com animação adicional de Ricardo Megre, pintura digital de Laura Conde e Leonor Faria e assistência de composição de Ana Marta. A produção é de Bruno Caetano, com direção de produção de Jorge Ribeiro, e resulta de uma colaboração entre o estúdio português COLA Animation e a produtora Os Filmes do Pinguim. A COLA Animation é um estúdio reconhecido internacionalmente, destacado pela nomeação aos Óscares com o filme de animação “Ice Merchants”, reforçando a dimensão visual e artística deste lançamento.

Atualmente na reta final da preparação do álbum “1420.fm”, os Safari Zone apresentam este single como porta de entrada para um universo conceptual que cruza ficção científica, introspeção e experiência humana, convidando-nos a todos para iniciarmos uma viagem pelo cosmos interior.

“Intergalactic Jazz Club” já se encontra disponível nas plataformas digitais.

WHOSPUTO EDITA NOVO DISCO

 


















Whosputo
, projeto do produtor português Raimundo Carvalho, apresenta o novo álbum “Day In Day Out”, marcando o regresso discográfico após um hiato criativo e consolidando uma evolução sonora que aprofunda a vertente eletrónica do projeto. O disco sucede a “Art of Decay” (2020) e surge depois da revelação dos singles “Making a Mess”, lançado em novembro de 2025, e “On My Own”, editado já em 2026.

Fundado em 2018, Whosputo estreou-se em 2020 com “Art of Decay”. Depois de uma pausa de dois anos desde o single duplo “Romeo and Juliet” e dos temas “Shove Me Away” e “Devious Machine”, editados em 2023, o projeto regressa agora com um segundo longa-duração que espelha a sua transformação estética.

O primeiro avanço para o novo disco, “Making a Mess”, apresentou-se como uma canção eletrónica melancólica, mas upbeat, guiada por uma melodia envolvente do início ao fim. Já “On My Own”, co-produzida com o músico português Vallechi, revelou uma balada eletrónica em dois atos: uma primeira parte com reminiscências de rhythm and blues moderno, guitarra lânguida e groove urbano, que evolui para uma segunda secção marcada por um ‘four on the floor’ minimal, onde baixo, letra e sintetizador repetitivos funcionam como elemento agregador.

Agora editado na íntegra, “Day In Day Out” é composto pelos temas “Day In Day Out”, “Making a Mess”, “Fake Friends”, “Dnbz”, “WereversedBrahms”, “Feel” (feat. sús), “Color Vision” e “On My Own” (feat. Vallechi).

A acompanhar a apresentação do álbum surge o single “Feel”, sexto tema do alinhamento, que conta com a participação vocal da cantora sús (Susana Nunes) na voz principal, assinalando uma estreia para o projeto: a entrega de uma canção a outra voz. O tema assume a forma de um drum n’ bass de traço sombrio, suavizado pela presença doce e aconchegante da voz de sús, com produção de Raimundo Carvalho, cuja voz surge em ‘spoken word’ no interior da composição.

“Day In Day Out” é o segundo longa-duração de Whosputo e confirma a evolução do projeto desde “Art of Decay”, assumindo uma identidade mais eletrónica sem abdicar do formato canção. “O processo de ‘Day In Day Out’ foi moroso, no sentido em que a composição e produção são muito afastadas no tempo. Quando estava a compor os temas estava a ouvir um tipo de música e quando produzi e misturei estava noutra fase, a ouvir outro tipo de coisas. Acho que isso se reflete na estética do álbum, se calhar é eclético, esquisito. Lembro-me de ouvir muito jungle, hip hop, jazz mas depois muito house e minimal, para além dos lançamentos da espuma dos dias. Dessa forma, acho que até o nome do álbum acaba por fazer sentido.”, explica Raimundo Carvalho, mentor de Whosputo.

A participação de sús acrescenta uma nova dimensão ao universo do disco. Natural de Esposende, no Minho costeiro, a artista regressou a Lisboa após seis anos em Copenhaga, onde concluiu o mestrado em Performance Musical pelo Rhythmic Music Conservatory. Integrou o duo HAEMA, com quem editou “preamar” (Kambas, 2018), e é parte integrante de Néboa e Guarda-Rios, tendo recentemente composto para “Sonhos Comuns”, espetáculo da coreógrafa Ana Rita Teodoro estreado na Culturgest. No seu projeto a solo escreve e produz canções sem receita, explorando uma sonoridade que dialoga com a tradição e a canção portuguesas, cruzando o íntimo e o abstrato. O seu trabalho tem sido apresentado em contextos como Thorsvaldsen Museum, Sydhavn Teatre, Foreign Substance Köln, Astrid Noacks Atelier, Spot Festival, Mercat de Música Viva de Vic, Copenhagen Jazz Festival, Festival de Artes a Solo e Walk&Talk.

Com “Day In Day Out”, Whosputo reafirma-se como um projeto autoral em mutação contínua, explorando a tensão entre estrutura e experimentação e propondo uma escuta onde a eletrónica contemporânea convive com o formato canção e uma sensibilidade estética plural.

quinta-feira, 26 de março de 2026

CANDY FOR ALIENS ESTREIAM "LIVE FROM HOUSE OF ALIENS"



Candy for Aliens estreiam Live from House of Aliens, um EP em formato filme-concerto de três canções que transforma o palco em laboratório e o caos em método. Não é apenas um “registo ao vivo”. É um documento de fricção: som como força física, performance como investigação, rock tratado como arquitetura em movimento. 

Gravado a 31 de julho de 2025 na House of Aliens, conta com Andrés Malta na voz e guitara, Gonçalo Salta na bateria e Jay no baixo. Produzido pela própria banda e realizado por T. Zimmermann e Bmferreira, a captação rejeita o polimento confortável: privilegia dinâmica, profundidade e impacto corporal — o ar a deslocar-se, a sala a responder, a banda a pressionar o limite entre precisão e combustão.

Logo no início, uma declaração define o terreno:
“This is a live performance. It’s not aggressive. It’s honest. If it’s too much, it’s working.”
Não é bravata. É protocolo artístico. 

O alinhamento inclui Candy, Recipe for Fools e Down With the Bullies — três faixas que assinalam a estreia absoluta do trio num formato ao vivo que cristaliza a sua energia explosiva e caótica e expõe o universo estético e conceptual de Candy for Aliens: tensão, intenção e risco deliberadamente procurado.
Este lançamento é um prólogo. A primeira música de estúdio, Settle the Score, chega em breve — o próximo movimento dos Candy.