quarta-feira, 22 de julho de 2026

PROGRAMA 22/07/26

1 - Desert Smoke - Fuzzy txiitxu
2 - Fjords - Virgilio
3 - Scatter - Dead end
4 - Spiralist - Underbelly
5 - Junkbreed - Misanthrop
6 - Last Piss Before Death - Echoes
7 - PZ - Sempre que te vejo (C/ Toy)
8 - Ena Pá 2000 - Marilu

9 - António Zambujo - Regresso à infância
10 - Ezequiel - Portugalidade
11 - Puto Bacoco - Hoje à noite na giesta
12 - Torcido - Fora do lugar
13 - Ordem Crucial - Cais 2024
14 - Ressonant - Os ventos mudaram
15 - O Castelo - Parece setembro

SNOSCOPIA APRESENTA PIC-NIC MELANCÓLICO

 



















Para quem cresceu e percorreu a zona oriental da cidade, a ideia de um pic-nic junto ao Rio Tinto despoleta automaticamente um conjunto de alertas e memórias intensas sobre o seu passado. Nos anos 80 e 90, os níveis de poluição remetiam este curso de água para a condição de esgoto a céu aberto. O seu percurso era também marcado por uma profunda decadência urbanística e social, espelho cruel de anos de falta de planeamento, consciência ecológica e desigualdade.

O processo de despoluição foi — e continua a ser, pois ainda há muito caminho a percorrer — naturalmente lento. Mas o rio voltou a ser rio e, de uma das zonas mais degradadas da cidade do Porto, (re)nasceu o Parque Oriental, que sobre os fantasmas do passado se ergue como uma promessa renovada de esperança.

Sem fantasmas e com um otimismo renovado, celebramos um futuro mais verde com um simbólico Pic Nic Melancólico: uma tarde de música, atividades para famílias, conversas e convívio para que todos possamos descobrir um dos maiores e mais surpreendentes parques da cidade.

Ao longo da tarde haverá também uma Mesa Comunitária.
Quem quiser pode trazer algo para partilhar — fruta, pão, bolos caseiros, sumos ou outras iguarias. Não é obrigatório contribuir; é apenas um convite à partilha e ao convívio.

Porque o futuro fazemos juntos!

PROGRAMA

16h30 — Sononautas: Ecoescuta

Workshop para famílias
Formadores: Sonoscopia
Duração: 90 minutos

Sononautas – Ecoescuta convida-nos a habitar o lugar do outro — o lugar do não humano, do intraduzível. Através de uma escuta deslocada e atenta, esta oficina procura abrir passagens para novas perspetivas auditivas e para dimensões sonoras invisíveis.

Num ambiente participativo, os participantes são desafiados a inventar e explorar dispositivos de escuta expandida, construídos com materiais simples como cartão, paus, folhas ou pedras recolhidos no próprio espaço.

Partindo da ideia dessa outra escuta — a das árvores, das pedras, dos ventos e de tantas presenças que nos envolvem — procuramos ouvir para além da paisagem, reconhecendo que ela própria também escuta, ressoa e nos devolve ecos e silêncios.

17h30 — Loup Uberto

Concerto
Duração: 40 minutos

Loup Uberto é um músico, compositor, vocalista, arquivista sonoro e construtor de instrumentos francês, cuja prática artística se situa na confluência entre a música tradicional e a improvisação experimental. Fundador do projeto Bégayer, desenvolve um trabalho multidisciplinar que atravessa a performance, a investigação, a fotografia e a instalação sonora.

Ao longo dos anos, realizou diversas pesquisas de campo e recolhas sonoras em territórios como Cuba, a Europa de Leste, a Síria, a Tunísia e Itália, explorando repertórios populares, práticas vocais e formas de expressão ligadas ao trabalho, ao exílio e à memória coletiva. O seu trabalho procura criar pontes entre tradição e contemporaneidade, questionando os processos de desenraizamento cultural e as formas de resistência e transmissão.

18h15 — Roda de conversas sobre o Rio Tinto e o Parque Oriental

A devolução dos espaços públicos à população permite-nos repensar as cidades de forma a que a vida das pessoas que a habitam possa ser muito mais do que a angustiante correria entre o trabalho e a casa. O Parque Oriental, cuja extensão de Rio Tinto até ao Freixo ultrapassa os 10km, abre fendas sobre antigos caminhos rurais, zonas de falência industrial e caos urbanístico, criando um espaço verde que faz justiça a uma zona da cidade que foi sempre esquecida. Ao longo de uma grande parte do parque encontramos o Rio Tinto, que nos anos 80 era um dos mais poluídos da Europa e com descargas ilegais diárias de fábricas circundantes. É hoje um rio com uma fauna e flora renascidas, e ladeado em algumas zonas por hortas comunitárias que fazem com que este rio e este parque seja hoje vivido de uma forma bem mais digna. Esta conversa é um convite a quem habita ou habitou esta zona para recordar, partilhar histórias e refletir em conjunto sobre as transformações que marcaram o Rio Tinto e o Parque Oriental nas últimas décadas.

19h00 — Sunflowers

Concerto
Duração: 45 minutos

Formados em 2014, no Porto, os Sunflowers têm vindo a agitar o panorama musical português desde então. Talvez porque o som implacável que produzem entre em dissensão com o seu nome florido. Talvez pela sua ética de trabalho inigualável e inquietante. Talvez seja apenas controlo mental através de ondas rádio. Quem sabe?

As várias digressões da banda comprovam-no: Portugal, França, África do Sul e Inglaterra são apenas alguns dos países potencialmente hipnotizados. Se o título do último álbum, Endless Voyage, for um presságio, o hipnotismo sónico dos Sunflowers não terá fim.

A Sonoscopia é uma associação para a criação, produção e promoção de projectos artísticos e educativos, centrada nas áreas da música experimental, na pesquisa sonora e nos seus cruzamentos transdisciplinares. Desde a sua criação, em 2011, produziu mais de 700 eventos, criações artísticas, actividades pedagógicas e publicações. Esteve presente em cerca de 20 países europeus, bem como em geografias tão distantes quanto os Estados Unidos, a Colômbia, o Chile, o Líbano, o Japão, a Tunísia ou os Emirados Árabes Unidos. Das suas criações destacam-se os projectos Phonambient, INsono, Phobos - Orquestra Robótica Disfuncional e Phonopticon. Em Portugal, a Sonoscopia é parceira de entidades como a Fábrica das Artes/CCB, o Teatro Nacional São João, a Fundação de Serralves, o Cine‑Teatro Louletano, o GNRation e o Teatro de Ferro. Dispõe ainda de um espaço localizado no Porto, com pequenos estúdios equipados e preparados para a concepção e produção de trabalhos criativos e científicos, residências e apresentações informais, tendo acolhido centenas de artistas de todo o mundo. A Sonoscopia é uma estrutura apoiada pela República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto/Direção-Geral das Artes.

Rua de Silva Porto 217
4250-469 Porto - Portugal

sonoscopia@gmail.com
www.sonoscopia.pt
www.facebook.com/sonoscopia.associacao

IMINENTE REVELA CARTAZ E ABRE VENDA DE BILHETES PARA A EDIÇÃO DOS 10 ANOS











Uma orquestra a sério. Um soundsystem que nos mexe com o estômago. Uma antiga cantina que é salão de baile até o punk virar do avesso em mosh. Salas de aula que são instalações. Uma pista que dá choque. Funaná até de manhã. Hinos de futebol cantados em vozes de raiz cigana, como nunca ouvimos. Fado a sair de um lado e drill do outro, e nós no corredor sem sabermos para onde ir. Rap que não pede licença e música de intervenção que ainda incomoda muita gente. É Cultura Urbana. Música. Artes Visuais. Performances. Talks. Comida escolhida a dedo, como tudo o resto. O som dos bairros e o arraial popular levado a sério.

De 17 a 20 de setembro, o Iminente regressa ao formato festival pela primeira vez desde 2022 e faz 10 anos a celebrar precisamente aquilo que sempre o distinguiu: o encontro entre bairros, comunidades, nomes emergentes e consagrados, na antiga Escola Afonso Domingues, em Marvila.

Ao longo de quatro dias, cruzam-se diversas culturas urbanas com concertos, artes visuais, instalações, performances, talks e gastronomia escolhida a dedo. Mas o que sempre distinguiu o Iminente é o que acontece também nos bairros antes de chegar ao palco. Esta edição não é exceção: o programa nasce, em grande parte, do trabalho feito ao longo do ano com comunidades e coletivos de Lisboa. Esta edição junta espetáculos que só acontecem nestes dias, nestes palcos e a maioria traz convidados que multiplicam a história por trás do nome no cartaz. Há artistas que preparam atuações exclusivas para o festival, num cartaz com nomes emergentes e consagrados, que se juntam para celebrar uma década de Iminente.

O tão esperado regresso de Original Kappa aka Allen Halloween junta-se à festa. Através de um sem-número de convidados — incluindo uma surpresa muito aguardada - apresenta os momentos mais importantes da sua carreira com um espetáculo único: "Noite da Lisa". Os Mind Da Gap regressam também aos palcos, depois de anos fora, num concerto raro.

Sam The Kid com Orquestra e Orelha Negra apresenta "Beats Vol.1: Amor", o álbum instrumental de 2002 que conta a história de amor dos próprios pais do artista. A estreia ao vivo, em outubro de 2025 no CCB, fez história; o Iminente traz de volta a Lisboa esta apresentação exclusiva. Também os Mão Morta sobem a palco com um espetáculo que só aconteceu uma vez em Serralves, ao lado do acordeonista João Barradas e da artista visual Mariana Vilanova.

Dino D'Santiago estreia nos palcos do Iminente o seu novo álbum "Aye", fruto de três anos de gravações e viagens ao Brasil. Colaboram neste novo disco AJULLIACOSTA e Luedji Luna, com concertos em nome próprio no festival.

Estreia também o projeto UN!DD, que reúne de propósito para o festival cinco fundadores de projetos incontornáveis da nova música de matriz cabo-verdiana feita nos arredores de Lisboa — Acácia Maior, Cachupa Psicadélica, Fidju Kitxora, Prétu e Scúru Fitchadu.

Batida volta a palco com "Modelo Africano”, 10 anos após a sua estreia na primeira edição do festival e a Príncipe celebra 15 anos com um back-to-back histórico entre Dj Marfox e Dj Nigga Fox (apresentado no Iminente em 2019), e o estreante no Iminente, Helviofox.

O cartaz tem ainda curadorias muito especiais e abertas com Chelas é o Sítio, Duro de Roer, Príncipe, Versus, Precárias, Planeta Manas, Talentos do Bairro, Kriativu, entre outras.

E, pela primeira vez, um soundsystem que não vai deixar ninguém dormir.

Hoje revelamos o cartaz. Os passes e bilhetes diários desta edição estão já à venda.

O Iminente mantém um dos preços de acesso mais baixos entre os festivais em Portugal, com valores que se mantêm nos mesmos patamares da última edição em formato festival, em 2022. Estão disponíveis o passe de 4 dias, por 70€, o passe de 3 dias, por 55€, e o passe de fim de semana, válido para sábado e domingo, por 38€. O bilhete diário está disponível por 20€ em venda antecipada e por 25€ à porta. Bilhetes aqui.

São mais de 100 atuações, instalações e exposições de artistas nacionais e internacionais, alguns nomes em estreia em Portugal, outros de regresso ao Iminente com novos projetos

PROGRAMA:

ON STAGE 

- 4G, Bensky, MADRUGZX, ThiS iS Skin (Co-Curadoria: Chelas é o sítio
- A garota não
- AJULLIACOSTA
- Ana Lua Caiano
- Bahamadia
- BAIRROS apresenta: Hugo Menezes e Rés do Chão, OMIRI e VMBA, Nuno Cintrão e Geração com Futuro
- Batida apresenta Modelo Africano (10 anos)
- bbb hairdryer / O Triunfo dos Acéfalos / Overcrooks (Co-Curadoria: Duro de Roer)
- Black Milk (Co-Curadoria: Versus)
- Bob Valentino & Myka Kutubelada / Katuta Branca / Meme Landim (Co-Curadoria: Kriativu)
- Capicua
- Chloe Aligiani
- Conway the Machine (Co-Curadoria: Versus)
- DANYKAS DJ
- Dead City
- Dino D'Santiago e convidadas
- Dj Firmeza / Mindel Reggae Family com convidados / Nex Supremo / Party Smith / Red Chikas (Co-Curadoria: Original Kappa aka Halloween)
- Dj Marfox b2b Dj Nigga Fox / Helviofox (Co-Curadoria: Príncipe - 15 anos)
- Expresso Transatlântico
- Fidju Kitxora
- Ghoya
- Gisela João
- Herlander
- Iminente Breaking Battle
- JJ 2000 fantasmas
- Kelson
- La Familia Gitana
- Lena d’Água
- Libra
- Lucas Maia
- Luedji Luna
- Mamã África apresenta Karyna Gomes
- Mão Morta feat. João Barradas & Mariana Vilanova
- Micro - 30 anos
- Mind Da Gap
- Minguito
- Nemanja Bošković
- Nenny
- NOIA
- NU STA FORTI
- OMIRI
- Original Kappa aka Allen Halloween traz Dj Fumaxa, Landim, Miss Bity, Drunk Master, Kinous, Kapataz e convidado surpresa
- OSGEMEOS
- Pedro Melo Alves
- Piny
- Planeta Manas com BLEID, marum, Phoebe, Violet c/ Postcarbon Collective e Flawless Revlo, Ira, Malia Imaan, Nuno Unbothered Cartier, Anitta Mugler
- Precárias Festival de performance apresenta: Coletivo Nega Criações Artísticas, Cigarra, Jenny Larue e Bloco da Palhinha Maluca
- Puçanga
- Real Guns e convidados
- ROTOR ERROR
- Sam The Kid com Orquestra e Orelha Negra
- Shaka Lion e convidados
- Silver & Gold
- Syer sujidade máxima
- Talentos do Bairro: Don Fran, Born2Fail, Rafa Moreira, Pandon, Alkateia / Rafaela Rolo e DO CN, Igor, Rato Chinês, Inês Coito convida Don Fran e Sara Coito
- Tripa-Coração
- Tristany
- UN!DD
- Umafricana
- Ustad Fazel Sapand
- Vado MKA
- Xullaji

OFF STAGE

- ± maismenos ±
- 3D Crew
- AKACORLEONE
- Athanasios Kanakis
- Arashida
- Camila Rosa
- Entangled Others
- Galdéria
- João Fortuna
- Joãozinho da Costa
- Kriminals por Original Kappa aka Halloween
- Lígia Fernandes
- Miljena Vučković
- ML7 Metro Lisboa
- OBEY SKTR
- Oficina Fritta
- Pedrita
- Pregos Shp
- RUSSO 1003PV
- Saman & Sasan Oskouei
- Tamara Alves
- U-Nick
- Vhils
- Vitor Agostinho
- Wasted Rita

Criado em 2016 por Alexandre Farto (Vhils), o Iminente afirmou-se ao longo da última década como uma das principais plataformas de cultura urbana contemporânea ligadas a Lisboa, tendo passado por diferentes espaços e cidades, em Portugal e internacionalmente. Ao longo de 16 edições, reuniu artistas emergentes e consagrados, nacionais e internacionais, construindo um lugar próprio no panorama cultural e um espaço onde diferentes expressões da cultura urbana coexistem no mesmo programa.

LÍQUEN COM NOVO SINGLE















'Perfil do Ocidente' é o novo single de Líquen, uma canção que transforma a observação do quotidiano num retrato fragmentado do mundo contemporâneo.

Neste novo tema, expõe-se a imagem de um Ocidente em permanente representação, onde a aparência e a narrativa se sobrepõem frequentemente à realidade. Entre ironia e simbolismo, a canção lança um olhar mordaz sobre um presente onde tudo parece estar em permanente negociação.

A sonoridade electrónica de 'Perfil do Ocidente' reforça a dimensão lírica da canção, criando um ambiente simultaneamente envolvente e inquietante. O tema sucede a 'Aurora', single editado em março, e dá continuidade ao novo ciclo criativo iniciado por Líquen, aprofundando uma linguagem musical e lírica cada vez mais singular.

Líquen vai estar no Festival Bons Sons 2026, onde actuará no dia 6 de agosto no palco Giacometti.

Sobre LÍQUEN: 

Líquen nasce do imaginário e da expressividade de Constança Ochoa, cantora natural de Coimbra, que alia a voz à poesia e às polifonias vocais. Com uma identidade musical fluida, o projecto navega entre a pop, a electrónica, o jazz e a música popular portuguesa.

Em 2024, lançou o EP de estreia,“I” (lê-se “um”), composto por quatro canções que mergulham em contrastes íntimos e universais, explorando revoltas internas e a fragilidade humana. O EP partiu de composições suas, aliadas a uma estratégia colectiva de produção com os músicos e produtores: Rui Jorge Lopes, Leonardo Patrício e Luís Pedro Keating. Nesta nova fase de Líquen, a lírica continua a ser assinada por Constança, mas a composição expande-se agora também ao trabalho colectivo em banda. O projeto passa assim a habitar as duas vertentes: a criação individual da autora e a criação colectiva.

Em 2025, Líquen foi a grande vencedora do Festival Termómetro e marcou presença nos festivais NOS Alive e Vodafone Paredes de Coura.

MORREU LUÍS REPRESAS AOS 69 ANOS





















@Fotografia Rodrigo Sim

Luís Represas, um dos artistas mais reconhecidos e acarinhados da música portuguesa, morreu hoje, aos 69 anos, vítima de doença prolongada.

Este ano comemorava 50 anos de uma carreira onde se incluem momentos inesquecíveis com O Trovante e, a solo, com êxitos que atravessam gerações. Colaborou com Fausto Bordalo Dias, José Afonso, Carlos do Carmo, Bernardo Sasseti, Pablo Milanés, Ivan Lins, Martinho da Vila, Simone, Jorge Palma, Phil Collins, Compay Segundo, Gilberto Gil e Carlinhos Brown, entre tantos outros.

Na sequência da luta pela causa timorense, foi convidado pelo Presidente Jorge Sampaio para o acompanhar na visita oficial a Timor-Leste. Mais tarde, seria condecorado com a Medalha da "Ordem de Timor-Leste” pelo Presidente Taur Matan Ruak.

Em 2005 foi distinguido pelo Estado Português com a Ordem de Mérito - grau de Comendador.

Com incursões criativas noutras áreas, em 2010 edita o livro infantil “A coragem de Tição”, incluído no Plano Nacional de Leitura.

Em 2019 a direção da Sociedade Portuguesa de Autores atribui a Luís Represas o Prémio Pedro Osório pelo disco “Boa Hora”.

Atualmente, para além de uma agenda regular de espetáculos apresentava o programa de televisão “Língua Mãe”.

A informação relativa às cerimónias fúnebres será disponibilizada assim que possível.

terça-feira, 21 de julho de 2026

PROGRAMA DE 21/07/26

1 - Actvs Tragicvs - Le pchêur et son âme 
2 - 7TV - Dressed in all black
3 - The Manchesters - Love my way
4 - Lovedust - Life gos one
5 - Decline And Fall - Rome
6 - Wolf X - A silent blade
7 - Ena Pá 2000 - Ana Maria
8 - PZ - Sempre que te vejo (C/ Toy)

9 - Tó Trips & Fake Latinos - Rua escura
10 - Expresso Transatlântico - Não pares povo
11 - Estaca Zero - Corridinho manouche 
12 - Raia - Sais da cinza (C/ Omiri)
13 - Rui Fernandes - Ares de milonga
14 - Miramar - Fado marafado
15 - Orlando Cohen - Lullaby

BONS SONS PARA ALÉM DA MÚSICA: CINEMA, CONVERSAS, PERCURSOS, OFICINAS, ATIVIDADES PARA TODA A FAMÍLIA E MUITO MAIS



De 6 a 9 de agosto, Cem Soldos volta a transformar-se numa aldeia-festival, onde a música se cruza com o património, a natureza, a criação artística e a participação da comunidade, este ano, sob a ideia de resistência.

Para além da programação musical, o BONS SONS volta a ocupar toda a aldeia com uma programação que reúne cinema, conversas, percursos, oficinas, exposições e atividades para todas as idades.

Artes performativas

Entre os destaques está a parceria com a Materiais Diversos, que apresenta duas propostas de criação contemporânea: Conto Preto, obra coreográfica de Nala e que cruza as espiritualidades do Candomblé com a cultura ballroom, celebrando a ancestralidade, a identidade e a resistência de corpos negros e queer; e Fazer Ideia, de João Grilo & Inês Campos, uma performance entre texto, gestos coreografados, lipsync, música ao vivo e ações simbólicas, uma coreografia social onde público e performers, em diálogo com o lugar e o contexto, partilham tempo, escuta e presença.

Conversas e debates

Em parceria com o Gerador, realiza-se um ciclo de conversas dedicado ao conceito de lugar. Ao longo dos quatro dias do festival, nomes de diferentes áreas refletem sobre o futuro, a liberdade artística, a diversidade de vozes e o papel das comunidades, com a participação de Leonor Rosas, Paulo Lopes Silva, Mynda Guevara, Ana Paula Costa, Maria João Valente Rosa, Magda Henriques e Rita Cortezão.

A programação inclui ainda Um País Morto Não Pode Fazer Uma Cultura Viva, conversa promovida pela Fundação José Saramago, moderada por Ricardo Viel, com Patrícia Portela e Sérgio Machado Letria para refletir sobre cultura, desigualdades e intervenção artística a partir da obra de José Saramago.

No âmbito do concerto de Luca Argel, o músico e escritor participa numa conversa com a sexóloga Tânia Graça, sobre a situação do homem e da masculidade hoje em dia, enquanto a Música Portuguesa A Gostar Dela Própria promove Eu Fui ao Mar às Laranjas, encontro sobre criação de públicos, democratização do património imaterial e preservação do arquivo audiovisual, com Tiago Pereira, João Moura e Nuno Costa.

Cinema

O Curtas em Flagrante, mostra itinerante de curtas-metragens de língua oficial portuguesa, regressa ao BONS SONS com três sessões no Auditório Agostinho da Silva, incluindo uma especialmente dedicada ao público infantil.

A música portuguesa chega também ao grande ecrã através de longas-metragens, com dois documentários: Paraíso, realizado por Daniel Mota, e produzido por João Ervedosa e Maria Guedes, que revisita o nascimento da cultura rave em Portugal e a evolução da música eletrónica nacional, e Percursos Alternativos – Ecos de Garagem: o Rock em Viseu nos anos 80 a 90”, realizado por Rui Mota Pinto, com produção de Ana Bento, dedicado à cena musical alternativa viseense das décadas de 1980 e 1990.

Percursos

Entre as propostas para descobrir a aldeia destaca-se o percurso sonoro Cem Soldos para além do BONS SONS, criado por Ana Bento e Bruno Pinto, que convida o público a percorrer as ruas de auscultadores, revelando histórias, memórias e sons que aproximam visitantes e comunidade.

A associação 30POR1LINHA dinamiza novamente os Percursos Interpretativos da Biodiversidade, que dão a conhecer o património natural de Cem Soldos através da observação da fauna, flora e ecossistemas locais. Este ano, os percursos incluem ainda a oficina Bandeiras da Diversidade, orientada por Rute Campanha, que transforma a experiência de descoberta da natureza numa criação artística coletiva.

Oficinas

A Oficina Fritta apresenta duas propostas participativas: Okupamos Cem Soldos, uma oficina de criação coletiva de espaços de encontro a partir de materiais modulares, e O Dragão Maria João, dedicada à construção colaborativa de criaturas imaginárias que irão ocupar diferentes locais da aldeia ao longo do festival.

A programação inclui ainda uma Oficina de Canto e Toque Coletivo, com Liliana Abreu, que convida participantes de todas as idades a explorar o canto coletivo e o adufe através de repertório tradicional e contemporâneo.

A 30POR1LINHA promove também a oficina-jogo O Que Esconde a Aldeia, uma caça ao tesouro destinada a crianças e famílias que incentiva o contacto com os habitantes e as histórias de Cem Soldos.

Em parceria com a ECOX, que colabora com o BONS SONS no âmbito do plano de sustentabilidade, realiza-se o workshop Do Óleo ao Sabão, dedicado à reutilização de óleo alimentar usado e aos princípios da economia circular.

Exposição

Nos 20 anos do festival, a exposição 20 Anos, Aqui o Futuro Faz-se celebra o BONS SONS através do olhar das crianças e jovens de Cem Soldos. Desenvolvida em parceria com a SCOCS – Associação Cultural, a APEECS – Associação de Pais e Encarregados de Educação de Cem Soldos e a Escola do 1.º Ciclo de Cem Soldos – Agrupamento de Escolas Nuno Álvares de Santa Maria, reúne vídeos, entrevistas e um manifesto coletivo que refletem sobre a relação entre a comunidade e o festival.

Programação para toda a família

A programação para famílias volta a contar com a AEPGA – Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino, dedicada ao Burro de Miranda, volta ao BONS SONS. Ao longo dos quatro dias do festival realizam-se a Aula do Burro, Caminhadas com os Burros, o Jogo do Burro e a atividade Veterinário por um Dia.

A música tem também um espaço dedicado aos mais novos, com Sessões de Música para Bebés e Crianças, desenvolvidas a partir da Teoria de Aprendizagem Musical de Edwin Gordon, e com a Oficina de Instrumentos Musicais e Danças Tradicionais Portuguesas, orientada por Pedro Sousa, Vera Nunes e Ricardo Nunes.

Em parceria artística com Rui Paixão e Dona Edite, chega ainda o espetáculo Febre de Burro, produção dos Holy Clowns, concebida para contextos rurais e que estabelece uma relação próxima entre artistas, comunidade, natureza e território; e o espetáculo A Quinta dos Animais, de Inês Fonseca Santos, a partir da obra A Quinta dos Animais, de George Orwell, com encenação de Tonan Quito e interpretação de Cláudia Gaiolas.

Será possível participar no jogo Cem Soldos, Cem Moedas, que desafia visitantes de todas as idades a descobrir as cem moedas espalhadas pelas ruas da aldeia, criadas a partir de desenhos das crianças do Jardim de Infância e da Escola Básica de Cem Soldos, numa iniciativa que homenageia o nome e a história da aldeia.

Toda a programação paralela decorre entre 6 e 9 de agosto, em diferentes espaços de Cem Soldos. Os horários dos concertos e o programa completo podem ser consultados em breve em www.bonssons.pt

BLIND ZERO AO VIVO NO ROCK NO RIO FEBRAS E NO SANTA CRUZ OCEAN SPI















Os Blind Zero regressam à estrada no próximo fim-de-semana para dois concertos integrados na digressão de "Courage and Doom": no sábado, 25, no Rock no Rio Febras, em São Salvador de Briteiros, em Guimarães; e no domingo, 26, no Santa Cruz Ocean Spirit, na Praia de Santa Cruz, em Torres Vedras Ao vivo, Miguel Guedes, Nuxo Espinheira, Pedro Guedes e Vasco Espinheira apresentam-se na companhia do guitarrista Pedro Vidal e do teclista Sérgio Alves, músicos convidados.

Com 32 anos de percurso, os Blind Zero continuam a dar provas de vitalidade e o mais recente "Courage and Doom" – do qual foram retirados os singles "Running Back to You" e "I Only Miss You When I'm Breathing" – são disso bons exemplos. O nono disco da banda percorre diversos estados de espírito, mas não procura sínteses. É um disco orgânico que vive da simbiose e recorte dos instrumentos do coletivo.
Trata-se de um disco intemporal onde os Blind Zero demonstram maturidade e lealdade à linguagem musical com que se deram a conhecer em 1994.

O GAJO AO VIVO



















Mais uma dose dupla de GAJO!

Desta vez, O GAJO estará no dia 25 de Julho em Arcos de Valdevez na LIVRINDIE, Feira do Livro Independente, e no dia 26 de Julho, estará no TRADFEST26 em Santiago de Compostela.

Ambos os concertos serão em formato duo com O GAJO na Campaniça e João Martins na Sanfona e Cavaquinho.

PRÓXIMAS DATAS:

- 25 Julho - Arcos de Valdevez - 26 Julho 
- Santiago de Compostela 
-14 Agosto - São Brás de Alportel (solo) 
- 20 Agosto - Sines - 5 Setembro - Tavira 
- 19 Setembro - Salvaterra de Magos (solo)

NOVO SINGLE DE RAUL RIBEIRO





















Depois de It's Just a Memory, Raul Ribeiro apresenta PEACE Please, o segundo single de um projeto artístico que une música, cinema e emoção numa mensagem de paz, amor e esperança. 
 
O tema conta com a participação especial de José Cid, uma das maiores referências da música portuguesa e uma das maiores influências musicais de Raul Ribeiro. Distinguido com o Latin Grammy Lifetime Achievement Award, José Cid é também autor do histórico álbum 10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte, considerado uma das obras mais marcantes do rock progressivo em língua portuguesa. Partilhar esta canção representa um momento particularmente marcante na carreira de Raul Ribeiro, unindo duas gerações através da música e de uma mensagem intemporal.

Com produção musical de Giovani Goulart, PEACE Please combina influências do rock, jazz, música clássica, sonoridades etno-tribais e linguagem cinematográfica, criando uma identidade artística própria.

O videoclipe dá continuidade à história iniciada em It's Just a Memory: um viajante do tempo regressa de um futuro devastado depois de descobrir que a humanidade perdeu aquilo que a tornava verdadeiramente humana: a capacidade de amar, de sentir empatia e de criar ligações genuínas.

Ao regressar ao presente, percebe que ainda existe tempo para mudar. É através da música que as vozes de Raul Ribeiro e José Cid se unem, lembrando que cada gesto de empatia, cada abraço e cada ato de amor podem alterar o futuro.

No último momento do filme, Eva, a filha mais nova de Raul Ribeiro, escreve apenas uma palavra:

LOVE

É nessa palavra que reside toda a essência de PEACE Please.

Mais do que um projeto musical, PEACE Please é um movimento artístico que procura utilizar a música e a imagem para inspirar reflexão, aproximar pessoas e recordar que o futuro ainda não está escrito.

Se esta mensagem fizer sentido para si, partilhe este vídeo.

O futuro começa nas escolhas que fazemos hoje.

NOVO SINGLE DE VIVIANE





















Viviane revisita "Como Se Eu Fosse Tua", clássico de Lena d'Água, no terceiro avanço do álbum "Ela por Elas:

Viviane lança a 24 de julho o novo single "Como Se Eu Fosse Tua", terceiro avanço do álbum "Ela por Elas", com edição prevista para 25 de setembro de 2026.

Originalmente editado em 1980 pela banda Salada de Frutas, com letra de Luís Pedro Fonseca e Zé da Ponte e música de Zé da Ponte, o tema tornou-se um dos grandes clássicos da música portuguesa, eternizado pela interpretação de Lena d'Água.

Mais de quatro décadas depois, Viviane apresenta uma nova leitura desta balada pop-rock, transportando-a para o universo sonoro que caracteriza Ela por Elas. O novo arranjo privilegia a proximidade da voz, a contenção instrumental e uma abordagem mais contemplativa, revelando novas camadas emocionais de uma canção que continua profundamente atual.

Lançado no Dia Internacional do Autocuidado, o tema ganha uma nova leitura. A letra retrata o desgaste emocional de quem se anulou dentro de uma relação, deixando para trás a sua identidade, os amigos e os próprios interesses, até reconhecer a necessidade de quebrar esse ciclo de dependência. Uma mensagem que permanece particularmente relevante e que Viviane interpreta com delicadeza e maturidade.

"Neste álbum, as canções originais são desconstruídas e dão lugar a arranjos mais depurados, que abrem espaço à voz. Convidam a desacelerar e a escutar de forma mais contemplativa, como um porto de abrigo no final de um dia intenso." Viviane

Depois de "Alfama", editado a 13 de fevereiro, e de "Amor Errante", lançado a 1 de maio, "Como Se Eu Fosse Tua" reforça a identidade artística de Ela por Elas, o oitavo trabalho discográfico de Viviane.
 
O álbum presta homenagem às grandes vozes femininas da música portuguesa, revisitando temas que marcaram diferentes gerações através de uma linguagem musical contemporânea, inspirada no fado mediterrânico.
Além de "Como Se Eu Fosse Tua", Ela por Elas inclui interpretações de temas de Madredeus, Rádio Macau, Diva, A Naifa e outras referências incontornáveis da música portuguesa.

O novo álbum será apresentado ao vivo em: 6 de outubro, Teatro da Trindade, Lisboa
28 de outubro, Casa da Música, Porto

Os bilhetes já se encontram à venda, com preços entre 14€ e 20€ para Lisboa e 20€ para o Porto.

Em palco, Viviane é acompanhada por Tó Viegas, na guitarra portuguesa, Filipe Valentim, nos teclados, e João Vitorino, na viola acústica.

ORQUESTRA BAMBA SOCIAL ANUNCIA REGRESSO





















A Orquestra Bamba Social encheu novamente o jardim secreto do Jangal Gastro Bar, junto ao Palácio de Cristal, na 6.ª edição da "Casa de Bamba" - Onde a Alegria Mora!, no passado sábado, 18 de julho. Com casa totalmente esgotada, a tarde confirmou o sucesso de um projeto que, desde que nasceu no ano passado, se tem afirmado como um dos pontos de encontro do verão portuense.

Depois da estreia a 23 de maio desta nova temporada, e com as duas edições totalmente esgotadas, a Orquestra Bamba Social promete novidades para as próximas edições e mantém a porta aberta a amigos e famílias. A próxima "Casa de Bamba" acontece já a 2 de agosto, no jardim do Palácio de Cristal.

A 6.ª edição contou com uma participação especial: diretamente do Rio de Janeiro, e em plena digressão europeia, Aline Paes fez uma paragem no Porto para se juntar à roda de samba da Orquestra Bamba Social. O público voltou a deixar-se levar pela energia única e icónica da roda de samba, num ambiente que cruza música, convívio e uma oferta gastronómica pensada especificamente para as tardes de verão.

Mais do que um concerto, a "Casa de Bamba" reafirmou-se como um abraço coletivo e intergeracional, que transforma o coração do Porto numa celebração da vida.

Os bilhetes para a próxima edição da “Casa de Bamba” já se encontram disponíveis nos locais habituais.

NIKI MOSS COM NOVO SINGLE





















Depois de “Getting to the Bottom”, Niki Moss apresenta “Summer Feeling”, o segundo single de antecipação do seu próximo álbum. Com edição Street Mission Records e distribuição [PIAS], o tema chega a todas as plataformas digitais no dia 24 de julho.

“Summer Feeling” aprofunda algumas das temáticas centrais do novo disco: o fim dos ciclos, a memória e a passagem do tempo. A canção reflete sobre a forma como a memória reescreve o passado, suavizando as suas imperfeições e transformando experiências incompletas em recordações idealizadas. A nostalgia surge não apenas como saudade, mas também como aviso: esperar pelo futuro para reconhecer o valor do presente pode acabar por se tornar o nosso maior arrependimento.

Originalmente escrita e editada por Jonathan Richman, “Summer Feeling” é agora reimaginada por Niki Moss. A intimidade acústica e despojada do original dá lugar a uma versão densa, intensa e distorcida, concebida para ampliar a nostalgia da composição e exacerbar a carga emocional da letra. 

Com uma produção marcada pela distorção, por camadas densas e por elementos de synth-pop, indie e rock alternativo, esta nova interpretação transporta a canção para o universo sonoro do álbum que se encontra a caminho, tornando-se uma peça central da narrativa emocional que atravessa o disco.

“Summer Feeling” estará disponível em todas as plataformas digitais a 24 de julho.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

PROGRAMA DE 20/07/26

1 - Manuel Linhares - Impérios da devastação
2 - Luís Vicente 4tet - Littler dance
3 - Vicente Oliveira Sexteto - Espaços
4 - Almedina Ensemble - Que força é essa
5 - PZ - Sempre que te vejo (com Toy)
6 - Ena Pá 2000 - Baum
7 - Inês Apenas - Vejam bem
8 - José Afonso - Década de Salomé
9 - Futuremonday - Crystal new dreams
10 - Word 1998 - Picture
11 - Meu General - Quero e não quero
12 - A Mosca - Corpos em stock

HOT AIR BALOON EM GAIA





















Há muito que os Hot Air Balloon deixaram de ser apenas uma das bandas mais promissoras da nova música portuguesa. O percurso que têm vindo a construir, marcado por uma crescente circulação dentro e fora de Portugal, conhece agora um novo capítulo com a integração no cartaz do Morro Sonoro, em Vila Nova de Gaia. Ao lado de artistas como Tulipa Ruiz, Ana Frango Elétrico, Maria Luiza Jobim, Bezegol, Nunca Mates o Mandarim ou Asa Cobra, a banda de Braga confirma o lugar que tem vindo a conquistar entre os projetos mais relevantes da nova música independente em língua portuguesa.

Nos últimos anos, os Hot Air Balloon têm consolidado um caminho raro no panorama nacional. Depois da edição de Come This Far, editado também em vinil, a banda viu a sua música ultrapassar as fronteiras portuguesas, levando os seus concertos a Espanha, França e Irlanda e despertando o interesse de novos públicos e promotores internacionais. Paralelamente, a presença em alguns dos principais festivais e salas do país tem confirmado uma evolução sustentada, construída sem pressa, mas com uma consistência artística cada vez mais evidente.

A música dos Hot Air Balloon escapa às classificações fáceis. Entre a folk contemporânea, a pop independente e uma escrita de forte dimensão cinematográfica, o grupo criou uma identidade sonora reconhecível, onde o detalhe e a emoção ocupam um lugar central. É precisamente essa autenticidade que lhes tem permitido crescer de forma orgânica, conquistando espaço junto do público e da crítica sem nunca ceder à lógica da tendência ou da urgência.

A integração no Morro Sonoro representa mais do que uma nova data na agenda. O festival, que tem vindo a afirmar-se como um espaço privilegiado para a apresentação de propostas artísticas diferenciadoras, reúne nesta edição alguns dos mais estimulantes nomes da música contemporânea lusófona. Partilhar este cartaz significa integrar um contexto artístico de elevada qualidade e confirma o reconhecimento que os Hot Air Balloon têm vindo a conquistar junto de programadores e agentes culturais.

O concerto em Vila Nova de Gaia surge, assim, como mais um momento significativo de um percurso que continua a ganhar dimensão. Num tempo em que a velocidade parece ditar o sucesso, os Hot Air Balloon seguem um caminho diferente: o da construção paciente, da coerência artística e da convicção de que as canções encontram sempre o seu lugar quando existe verdade no que se faz. O Morro Sonoro será mais uma oportunidade para confirmar isso mesmo.

PRÉMIOS PLAY DE MUSICA TRADICIONAL ANUNCIAM VENCEDORES

















Os Prémios Play Tradicional no Festival Artes à Vila celebram a excelência, a inovação e a preservação das músicas de raiz portuguesa. A edição deste ano destacou‑se pelo seu enorme sucesso, reunindo público, artistas e criadores num ambiente vibrante, participativo e profundamente celebratório. O festival reafirmou a sua relevância no panorama cultural nacional, mostrando que a tradição continua viva, dinâmica e em constante renovação. Nesta celebração, sobressaem projetos que, com mestria e autenticidade, renovam o património musical português. Aqui ficam os vencedores das categorias deste ano.


Vendedores desta edição
• Melhor Álbum de Música Tradicional - Cristina Branco
• Melhor Artista ou Grupo Tradicional - Retimbrar
• Melhor Álbum ou EP Instrumental -Amadeu Magalhães
• Melhor Recriação da Música de Raiz Tradicional - Omiri
• Prémio Guardião da Tradição (novo) - Octávio Augusto Fonseca Silva

BAPCAT CONTINUA A AFIRMAR-SE COMO UM DOS ARTISTAS MAIS INQUIETANTES DA MÚSICA URBANA PORTUGUESA COM O NOVO SINGLE "RESSACA"





















Ao lado de xtinto, bapcat apresenta o 25.º episódio das Bapcave Sessions, o projeto que convida o público a entrar no estúdio e acompanhar, sem filtros, o nascimento de cada tema:

Depois de se afirmar como um dos artistas mais inquietantes da música urbana portuguesa, bapcat continua a consolidar um universo artístico muito próprio. "Ressaca", o novo single criado em parceria com xtinto, marca o 25.º episódio das Bapcave Sessions, um projeto onde a criação musical acontece de portas abertas e o processo criativo ganha tanto protagonismo como o resultado final.

Produzido por bapcat e escrito por xtinto, "Ressaca" mergulha num imaginário marcado pelo excesso, pela ironia e pelas consequências do dia seguinte. Entre memórias difusas, humor mordaz e uma escrita crua, o tema retrata uma geração que vive intensamente, sem esconder as suas contradições. A produção de bapcat acompanha essa narrativa com uma identidade sonora sólida e reconhecível, reforçando a sua capacidade de criar ambientes que se adaptam a cada colaboração sem nunca perder a assinatura que o distingue.

Criadas por bapcat, as Bapcave Sessions afirmam-se hoje como um dos projetos mais consistentes de criação colaborativa da música urbana nacional. Em cada episódio, um artista é convidado a entrar no universo criativo de bapcat e a construir um tema de raiz, enquanto todo o processo, desde a primeira ideia até à gravação final, é registado em vídeo e partilhado com o público.

Ao longo dos últimos episódios, as Bapcave Sessions receberam nomes como Joint One, ICARO, VSP AST, Espama Trincana, Isak, Zigarro e Armando Teles, afirmando-se como uma plataforma de descoberta, colaboração e experimentação artística. Com xtinto, bapcat reforça a identidade de um projeto que continua a crescer de forma orgânica e a reunir alguns dos nomes mais relevantes da nova música urbana portuguesa.

"Ressaca" já está disponível em todas as plataformas digitais. O 25.º episódio das Bapcave Sessions, que acompanha todo o processo criativo do tema, pode ser visto no canal oficial de bapcat no YouTube.

domingo, 19 de julho de 2026

CHEGA SINGLE DE WORD 1998





















As canções deste álbum nasceram em Braga, em 1998 — escritas e gravadas por nós músicos jovens, com poucos recursos e muita urgência. O que resta desse momento é cru, honesto e inconfundivelmente daquela época(últimas faixas do disco). Este lançamento pergunta o que essas canções poderiam ter sido, gravadas agora — com o conhecimento, a tecnologia e a distância dos anos. Por isso produzimos as mesmas canções com recurso a inteligência artificial e é este o resultado.

Sobre "Picture"
- Faixa do álbum Word 1998
- Escrita por Sérgio Ferreira e Lourenço Gomes
- Tema original de 1998, reimaginado agora
- Nome do album: All it was. All it could have been.

Créditos históricos (gravação original, Braga, 1998)
- Sérgio Ferreira — voz
- Lourenço Gomes (Leto) — guitarra e voz
- Vitor Carvalho — baixo
- Helder Azevedo — bateria

PROGRAMA DE 19/07/26

1 - Maria João - Esperança
2 - Esteves Sem Metafísica - Sóbria
3 - Três Tristes Tigres - Terra prometida
4 - Vitória Vermelho - Não me o dês
5 - Márcia - Manhã bela
6 - Inês Sousa - Tornado
7 - U-Clic - Like
8 - 72 AM Radio - Modern superstar

9 - A. P. Braga - Lira
10 - João Afonso - Matope
11 - Carlos Peninha - Chão ardente
12 - Jorge Rivotti - Da-me uma rosa
13 - Lituo - Assim assim
14 - Lavoisier - Portugal não me respeita
15 - Cara de Espelho - D de denuncia
16 - Liquen - Cinzas, chreiro a limão

sexta-feira, 17 de julho de 2026

PROGRAMA DE 17/07/26

1 - MXGPU - The hush
2 - The Acoustic Foundation com João Couto - Agora
3 - PZ com Toy - Sempre que te vejo
4 - Xico Gaiato com Bia Maria - Na raiz
5 - Rita Redshoes - não é normal
6 - Jonny Abbey, escapist - Marigold
7 - bapcat, xtinto - Ressaca
8 - U-Clic- Xhuttle
9 - 72 AM Radio Modern superman
10 - Kactoslitos - Find the gold
entrevista Lito Pedreira (Kactoslitos)
11 - Kactoslitos - The world ...
12 - mARCIANO - Este coração não é o meu (Spreader remix)