quarta-feira, 21 de outubro de 2026

PROGRAMA DE 21/10/26

1 - Eden Synthetic Corps - Architecture
2 - Moonspell - Far from good
3 - DRKNSS  - Looking for mercy
4 - Manchesters - Love my way
5 - Mekong - Danse danse
6 - So Dead - Roadkill
7 - Voronet Blue - Juliette
8 - Underwater Songs - Graça
9 - Jorge Palma - Estrela do mar

10 -Sci Fi Industries - Moderador
11 - Alex Fx - A turn point
12 - Astronauta Desaparecido - That law (c/ a voz de Mahatma Gandhi)
13 - Jesuíno - This is not a drill

LUCAS ORTET APRESENTA "NA MINHA MIND"





















Depois de acumular 2 milhões de visualizações com excertos do tema partilhados no TikTok e no Instagram, o jovem cantor, compositor e guitarrista apresenta um novo single inspirado numa paixão que ocupa todos os pensamentos.

Lucas Ortet apresenta “na minha MIND”, um novo single que cruza pop e R&B, com a voz e a guitarra em destaque. Antes do lançamento oficial, o tema já despertava a atenção do público nas redes sociais, onde os excertos partilhados pelo artista somaram 2 milhões de visualizações, tornando-se uma das músicas mais aguardadas pela sua comunidade.

Escrita por Lucas Ortet e produzida por Sebastian Crayn, “na minha MIND” parte da ideia de uma paixão que permanece constantemente no pensamento. O tema explora a forma como alguém pode ocupar todos os pensamentos, refletindo a perspetiva do artista perante uma pessoa que não lhe sai da cabeça.

Natural da Linha de Sintra, com raízes angolanas e cabo-verdianas, Lucas Ortet tem vindo a afirmar o seu percurso enquanto cantor, compositor e guitarrista, conquistando uma audiência expressiva através das plataformas digitais. O seu álbum de estreia, “Me & My Guitar”, soma 2 milhões de streams, enquanto os conteúdos musicais que partilha no TikTok ultrapassam os 20 milhões de visualizações, consolidando a relação com uma comunidade que acompanha de perto o seu trabalho.

O lançamento de “na minha MIND” é acompanhado por um videoclipe produzido por Sebastian Crayn, com o conceito desenvolvido por Lucas Ortet e Sebastian Crayn, que estará disponível ainda esta semana no canal de Youtube Oficial do artista.

“na minha MIND” reforça a identidade musical de Lucas Ortet, que continua a explorar a pop e o R&B através de uma abordagem própria, marcada pela voz e pela guitarra.

O REGRESSO DE PTOLEMEA













Após o aclamado lançamento do seu segundo álbum de longa duração, “Kali” (2025), Ptolemea regressa sob a visão artística singular de Priscila Da Costa, revelando uma dimensão mais íntima, visceral e profundamente humana do seu universo criativo.

Registado integralmente ao vivo e em formato acústico no reputado Antfarm Studio, na Dinamarca, este novo lançamento propõe uma reinterpretação de um conjunto de temas originalmente editados em “Kali”. Gravada pelo reconhecido produtor Dinamarquês Tue M a d s e n , a s e s s ã o d e s p o j a a s composições da sua estrutura original para as reconduzir à sua essência, criando um espaço sonoro onde a interpretação assume uma dimensão particularmente próxima, crua e emocional.

No centro desta nova abordagem encontra-se a extraordinária presença vocal de Priscila Da Costa. A sua amplitude interpretativa, sensibilidade e capacidade singular de transitar entre a escuridão e a esperança conferem a estas composições uma profundidade emocional renovada. Libertadas da densidade e do peso dos arranjos originais, as canções de “Kali” descobrem novas portas de entrada e novas dimensões, revelando nuances, texturas e emoções que permitem escutá-las sob uma perspectiva inteiramente diferente.

Mais do que uma simples recriação acústica, este lançamento constitui um retrato particularmente íntimo de Ptolemea — no seu estado mais vulnerável, orgânico e soulful — num território onde a fragilidade encontra a força, a escuridão dialoga com a luz e a introspecção se transforma em libertação.

Com edição em CD e formatos digitais através da Ragingplanet, este novo registo assume também o papel de primeiro vislumbre daquele que será o próximo capítulo do universo Ptolemea. A colaboração entre Priscila Da Costa e Tue Madsen terá continuidade com a gravação de um novo album de estúdio no verão de 2027.

Assim, esta gravação acústica afirma-se não apenas como uma nova leitura de “Kali”, mas também como uma ponte entre aquilo que Ptolemea foi e tudo aquilo que ainda está por revelar.

BONANÇA EM DIGRESSÃO COM O SEU DISCO DE ESTREIA “SÓ”















Créditos: Isis Gonçalves.

bonança, cantautor de Massamá, que editou em maio o seu disco de estreia “só”, continua pela estrada, confirmando espetáculos agora pelo Porto, Braga, Barreiro e Torres Vedras.

2026 tem sido um ano de consolidação para bonança, com o seu primeiro álbum, arrancou pela estrada e encheu as suas datas de apresentação em Lisboa e no Porto (Casa Capitão e RCA, respetivamente), atuou em festivais como o EntreTons, Rock in Ria, Mêda+ e o Glória ao Rock, pisou alguns dos palcos mais emblemáticos de Lisboa, como o Clube B.Leza e a ZDB, e passou ainda por cidades como Leiria, Barcelos, Aveiro, Guimarães, Famalicão e Ourém.

É neste contexto que, até ao fim do ano, bonança anuncia novas datas, desta feita na Casa da Música no Porto (Café Concerto) a 22 de outubro, em Braga no RUM by Mavy a 23 de outubro, n’O Espaço no Barreiro a 27 de novembro e, finalmente, já em dezembro, no Bang Venue em Torres Vedras a 11 de dezembro.

Os bilhetes já estão todos disponíveis.

Sobre “só”:
“só”, o álbum de estreia a solo de bonança, foi composto ao longo dos últimos 3 anos e é uma coleção de canções que escancara tanto janelas quanto portas para a realidade de alguém que permanece incerto quanto ao seu lugar no mundo. Numa fase em que os sonhos da infância já há muito se desvaneceram mas o vazio das rotinas do resto da vida ainda custa a engolir, bonança tenta encontrar o seu lugar e passo, ao longo das 10 canções que fazem parte deste disco.

“só é um álbum sobre querermos sentir-nos pessoas normais”, remata bonança ao colocar por palavras a origem do seu disco de estreia. “O que pode parecer um desejo simples é na verdade uma dificuldade constante para muita gente - para mim é pelo menos, sem dúvida. Esta sensação, no entanto, que nem chega propriamente a ser um sentimento, é tanto complexa de deslindar quanto absurda. A minha vida não é má, não tenho qualquer hesitação em reconhecê-lo, mas não me faltam momentos de melancolia e por vezes mesmo desespero - parece haver sempre uma tristeza, uma iminente rutura prestes a ter lugar, algo que apaga tanto o mundo que me rodeia quanto a minha capacidade de nele estar presente. Mas, mais uma vez: a minha não é má. É só isto que está mal. É só a minha atitude. só o não encontrar vazão para isso tudo.”

“só” é por isso, nas palavras do artista, “um álbum egoísta, talvez. É o meu sofrimento, o que me faz ficar acordado à noite. No entanto, por mais que seja apenas isto, uma coisa absolutamente ‘em si mesmada’, nasce porque os últimos anos me fizeram compreender que este é o único modo que tenho de verdadeiramente me sentar à mesa com as outras pessoas.”

Todos temos dores como as que bonança canta nas canções. Todos temos esqueletos no armário, coisas em nós de que não gostamos, coisas que nos magoam, dificuldade em acompanhar o ritmo do mundo ocasionalmente, ou em lidar com os desencontros do amor e o significado da perda.”Não inventei nada nem há quem o possa fazer, e por isso mesmo ao me reduzir à insignificância destas batalhas do dia-a-dia penso que descobri uma maneira honesta de conversar.”

“‘só’ é só sobre mim e por isso é um bocadinho sobre nós todos. Sobre coisas sem importância mas que por isso mesmo acartam o peso da vida. Sobre todos os dias acordar e tentar fazer as pazes com o pouco que nos cabe não disso fugindo, mas falando, partilhando, reconhecendo-nos uns nos outros. É só isso, mas, sendo só isso, é tudo.”

Sobre bonança:

bonança começou a ganhar forma em 2018, num quarto em Massamá, quando Ricardo Barroso decide tentar materializar as ideias musicais que lhe vêm à cabeça.

Tendo a mensagem como alicerce, bonança navega de modo despreocupado pelos géneros musicais, que vão desde post-rock ao bedroom pop, do IDM ao pop-punk.

Em 2021, o tema ‘Oceanário’ foi selecionado para a coletânea ‘Novos Talentos Fnac 2021’, o que se revelou uma plataforma de lançamento para a carreira do artista.

Em 2026 edita o seu álbum de estreia ‘só’, no qual se afasta do formato com banda e dos concertos frenéticos dos anos antecedentes, apresentando um conjunto de canções no qual

bonança regressa ao essencial, como tudo começou: voz e guitarra.

CAROLINA DESLANDES JUNTA ORQUESTRA DIRIGIDA POR MARTIM SOUSA TAVARES AO SEU CONCERTO NA MEO ARENA A 06 DE MARÇO

 



















Uma orquestra de 22 elementos, dirigida pelo maestro, acompanha a artista numa noite única e irrepetível que celebra dez anos de “A Vida Toda” e dá uma nova dimensão aos grandes êxitos da sua carreira.

"Contar a história da minha vida, tem de incluir o Martim. Senão não seria contar a história toda. Não sei que pessoa me teria tornado se não me tivesse cruzado com ele, ele aguçou a minha sensibilidade e a minha curiosidade - fez de mim uma pessoa mais atenta aos pormenores e plantou paz dentro do meu coração tempestuoso.

O Martim é brilhante em tudo o que faz, seja a dirigir, a fazer arranjos, a tocar, mas a verdadeira estrela deste espetáculo é ter o meu amigo ali. É voltarmos a ser pequeninos.

Estou muito feliz de poder viver este dia com ele. Estão todos convidados, este vai ser inesquecível."

Carolina Deslandes

"A minha amizade com a Carolina é uma amizade que não só é muito antiga, como é muito profunda e vem de um lugar muito formativo na nossa vida.

E eu acho que a coisa mais bonita e também mais desafiante para nós neste concerto não se trata apenas de juntar o mundo musical da Carolina com uma orquestra, mas sim de trazer a beleza e o significado da nossa relação para o palco e partilhar, na medida do possível e do partilhável, aquilo que é nosso: o nosso espaço de entendimento, de amor, de amizade, de uma relação tão bonita, que já conheceu tantas fases das nossas vidas, e tentar que isso se traduza em beleza em cima do palco.

E acho que é isso que nós trazemos de mais especial, mais do que propriamente os timbres ou as sonoridades. É mesmo o significado dessa relação e fazermos este concerto juntos. E de certeza que isso vai ser uma das pedras de toque deste concerto maravilhoso." 

Martim Sousa Tavares

A 06 de março de 2027, a artista celebra dez anos de “A Vida Toda” e os grandes êxitos da sua carreira, ao lado de um dos seus melhores amigos de infância.

Carolina Deslandes revela um novo capítulo do seu regresso à MEO Arena. No dia 06 de março de 2027, a artista sobe ao palco acompanhada por uma orquestra de 22 elementos, sob a direção do maestro Martim Sousa Tavares. Concebido como uma celebração de canções que vencem o tempo, o espetáculo assinala os dez anos de “A Vida Toda” e revisita os grandes êxitos que marcaram o seu percurso.

Na maior sala do País, este encontro terá também uma dimensão profundamente pessoal. Carolina Deslandes e Martim Sousa Tavares são amigos desde a infância e partilham agora um palco onde se cruzam duas histórias, diferentes caminhos na música e uma cumplicidade de muitos anos. Ao lado de um dos seus melhores amigos de infância, a cantora e compositora prepara uma noite em que a cumplicidade de muitos anos se traduz num novo olhar sobre as canções que marcaram até à data o seu percurso e a sua ligação ao público.

“A Vida Toda”, a canção que mudou o seu percurso e passou a fazer parte da história de tantas pessoas, será o ponto de partida para uma viagem pelo repertório de Carolina Deslandes. A presença da orquestra dará uma nova dimensão às canções, num concerto pensado para voltar a ouvi-las, descobri-las e cantá-las em conjunto.

Com mais de 130 canções registadas na SPA e milhões de audições, Carolina Deslandes afirma-se como uma das maiores compositoras portuguesas da sua geração. A capacidade de transformar histórias pessoais em canções que tantas pessoas reconhecem como suas tornou-a uma referência da música pop feita em Portugal. De “Avião de Papel”, com Rui Veloso, a “A Vida Toda”, passando pelo álbum duplo CAOS / CALMA, editado em 2023, o seu percurso tem sido marcado por uma constante reinvenção. Em Chorar no Club, o seu mais recente álbum, expandiu esse universo ao longo de 24 faixas que cruzam pop, noite, introspeção, feminismo e desejo. É este repertório, que continua a crescer e a conquistar diferentes gerações, que ganha agora uma nova dimensão no encontro com a orquestra.

No primeiro anúncio deste concerto, a artista partilhou o desejo de criar “um concerto sobre canções imortais que são mais bonitas cantadas em conjunto”. A orquestra de 22 elementos e a direção de Martim Sousa Tavares vêm dar forma a essa visão, num espetáculo que reúne a dimensão da maior sala do País e a intimidade das histórias que a sua música conta.

A 06 de março de 2027, Carolina Deslandes convida o público a celebrar dez anos de uma canção que mudou a sua vida e todas as outras que, pelo caminho, passaram a fazer parte da vida de quem a ouve.

Bilhetes em Blueticket.

TIPOLOGIA DE BILHETES & PREÇOS

Plateia VIP * 50,00 €
Plateia A * 40,00 €
Balcão 0 * 35,00 €
Balcão 1 * 30,00 €
Balcão 2 * 20,00 €

PACK FAMÍLIA
Na compra de 4 bilhetes, 1 é oferta
Desconto de 25% aplicado em cada bilhete
Válido para Balcão 1 e Balcão 2

PACK EXPERIÊNCIA – 60 € (Limitado a 250 pessoas)
O Pack Experiência dá acesso a uma sessão exclusiva, na semana anterior ao espetáculo, numa conversa íntima e inspiradora, com a presença da artista, diretores criativos e equipa técnica, seguida de um meet & greet exclusivo para todos os participantes

PACK MERCH – Edição Limitada MEO Arena 2027 (40 €)
Criado exclusivamente para assinalar esta data especial. Inclui:
• Artigo oficial de merchandising, produzido em quantidade limitada ao número de compras
• QR Code com acesso a conteúdos secretos e exclusivos dedicados aos Gold Member Fans
• Disponível apenas como complemento ao bilhete do concerto

BILHETES

TIM CELEBRA 50 ANOS DE CARREIRA EM DISCO DUPLO


No dia 6 de novembro chega às lojas e às plataformas o novo álbum duplo de Tim, "50 Anos Ao Vivo". 22 temas de uma enorme vida artística, acompanhados de grandes Companheiros de Aventura. Um registo de um concerto que foi uma festa, uma festa que foi um concerto, que fica agora disponível para o mundo.

"Há 50 anos que estou em palco.

Desde agosto de 1975 que participo em concertos de música nos mais variados palcos, tanto que uma das minhas observações recorrentes quando em viagem é: “Já toquei aqui...”. Ora tantos anos e tantos concertos, mais de 1000, mereceram uma celebração!

Foi um encontro dos muitos projetos onde participei ou participo, com convidados com os quais, de uma forma ou de outra, trabalhei.

Esta celebração dos meus 50 anos de palco decorreu nos dias 20 e 21 de setembro de 2025, no Teatro Municipal S.Luíz, em Lisboa, com dois concertos distintos que registámos e que agora publico.
E assim presto também homenagem às canções que me trouxeram até aqui e a vocês, que tanto gostam de as cantar.

Vemo-nos por aí!"

TIM

GNR ASSINALAM MAIS DE TRÊS DECADAS DE "IN VIVO"

 



















Em dezembro, no CCB, na Casa da Música e no Multiusos de Viseu

GNR assinalam mais de três décadas de “In Vivo”, um dos discos mais marcantes da carreira, com concertos em Lisboa, no Porto e em Viseu

Os GNR de Toli César Machado, Rui Reininho e Jorge Romão encerram 2026 com concertos especiais em Lisboa e no Porto: uma celebração da herança de “In Vivo”, o icónico álbum duplo lançado em 1990, o primeiro da banda ao vivo e um dos maiores sucessos de vendas da música portuguesa. Dia 3 de dezembro, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa; dias 15 e 16 na Casa da Música, no Porto; e dia 23, no Pavilhão Multiusos de Viseu, os GNR prometem reviver a energia contagiante e a atmosfera única que os distingue nestes 46 anos intensos de percurso.

Editado originalmente pela EMI – Valentim de Carvalho, “In Vivo” captou a força eletrizante dos GNR nas noites históricas de 30 de abril e 1 de maio de 1990, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Tendo como base o aclamado álbum “Valsa dos Detectives”, o alinhamento da época juntou os grandes êxitos do grupo a interpretações marcantes de clássicos internacionais como "Runaway" (de Del Shannon) e um excerto de "Apache" (dos The Shadows) no tema “Hardcore”. Com um percurso lendário que culminou na atribuição do galardão de Disco de Platina, a obra ficou também associada à memória coletiva da edição que integrou o intemporal "Homens Temporariamente Sós".

Mais do que uma viagem no tempo, estes espetáculos comemorativos dos 36 anos da edição de “In Vivo”, em Lisboa, no Porto e em Viseu, celebram a cumplicidade de gerações com os GNR, num alinhamento pensado para honrar o repertório vibrante de um disco que definiu uma era e continua a somar fãs.

Os bilhetes estarão disponíveis, a partir de 21 de outubro, nos locais habituais e on-line (bol.pt e ticketline.pt). Toda a informação aqui.

NOISERV CELEBRA UM ANO DO DISCO "7305" COM A PUBLICÇÃO DO CONCERTO NO NÓS ALIVE DE 2026



No passado sábado, dia 17 de outubro, Noiserv celebrou um ano da edição do seu último álbum, “7305”, que tem apresentado ao longo deste ano por todo o país e também além fronteiras. Para celebrar a data, o artista disponibilizou no seu canal de Youtube o concerto no NOS Alive 2026. Um presente para os fãs e curiosos, que imortaliza um dos concertos mais intensos da digressão.

7305 é o número de dias que 20 anos contêm, número redondo que este álbum celebrou - e celebra, ainda, em todas as suas atuações ao vivo.

O longa duração tem, em tudo, a marca de Noiserv. Desde as canções e composições, passando pelas colaborações com artistas como Milhanas, A Garota Não ou Surma, não descurando o design original e criativo, como é apanágio do artista.

«O lançamento de um disco é sempre um misto de sentimentos!

Por um lado, acho que não há maior felicidade para um músico do que terminar um disco. É sempre uma prova de superação, resultante de um longo período de dúvidas e obsessões.
Por outro lado, há o medo do que vai chegar ao outro. Como será que quem gosta daquilo que fazemos vai receber este novo conjunto de canções?

É como uma festa a que chegamos sem saber se os outros vão gostar de nos ver.» partilha Noiserv.

Aclamado pelo público e pela imprensa, “7305” é um marco na carreira do artista. Um disco singular que viaja por toda a carreira do artista, pode ser adquirido no seu bandcamp.

Alinhamento:

20 . 05 . A self-conversation is too loud for an empty room

20 . 08 . A fearless party between a kid and his own thoughts feat. Surma

20 . 10 . A random man talking with a little boy he thought he had lost

20 . 13 . A lonely garden in the middle of a small house

20 . 16 . A casa das rodas quadradas feat. Milhanas

20 . 20 . Um dia como tantos outros feat. A Garota Não

20 . 25 . Resumidamente

20 . 27 . A long journey in a little train to Poland

20 . 82 . One hundred is much more than ten times ten 

Todas as músicas compostas e gravadas por Noiserv

Mistura: Eduardo Vinhas

Masterização: Miguel Pinheiro

PROGRAMA 20/10/26

1 - Pedro G. Marques - R
2 - Rui Massena - Parent's house
3 - Hélder Bruno - Alma
4 - Máximo - Pangea
5 - Torcido - Despedida
6 - Bruno de Almeida - Soliloquy
7 - Jorge Palma - A gente vai continuar
8 - Underwater Songs - Graça
9 - Lina_& Marco Mezquida - Senhora do Almortão
10 - Cristina Branco - Canção do deserto
11 - Gisela João - Acordai
12 - Raquel Tavares - Trigueirinha
13 - Carminho - Canção à ausente
14 - Teresinha Ladeiro - Será que descobres a poesia?
15 - Sara Correia - Roupa ao sol (c/ A Garota Não)

terça-feira, 20 de outubro de 2026

DEZINHO LANÇA "TUTTO PASSA II", O SEGUNDO SINGLE DA TRILOGIA.


O novo single de DEZINHO, "Tutto Passa II", já está disponível digitalmente. Ouvir

Tutto Passa é uma trilogia que apresenta fases da vida do artista. A direção dos vídeos está a cargo de Nomad. 

"Tutto Passa II", junta-se assim a "Tutto Passa I", faltando apenas divulgar o terceiro tema.

Dezinho é o alter-ego de André Romba, nascido e criado no bairro "Zona J", em Chelas, Lisboa. 

Desde cedo, Dezinho conheceu a paixão pelo hip-hop, tendo tido o primeiro contacto (e mais tarde, o gosto) através da mãe que já consumia o género, sobretudo aquele proveniente dos E.U.A nos anos 90. A paixão pela escrita das suas próprias letras começou por volta de 2009, quando ainda tinha apenas sete anos. Mais tarde, começou a espalhar o seu rap pela cidade de Lisboa e, em 2019, assina o seu primeiro contrato na música. 

Atualmente, Dezinho conta com mais de 22 milhões de streams, cerca de 60 mil ouvintes mensais no Spotify, e é já considerado por muitos um dos melhores artistas de Hip Hop da sua geração.

"Tutto Passa I"
Música e Letra: Dezinho
Produção: Lopezzi
Captação: New Wave Prod
Mistura & Masterização: Lopezzi
Directed by Dezinho & Nomad
Bts & Fotografia: Nomad
Captação de Imagens: Nomad
Music video by Dezinho performing "Tutto Passa I" (C)(P) 2026 Dezinho 

"Tutto Passa II"
Música e Letra: Dezinho
Produção: Sebz
Captação: New Wave Prod
Mistura & Masterização: Lopezzi
Directed by Dezinho & Nomad
Bts & Fotografia: Nomad
Captação de Imagens: Nomad
Music video by 
Dezinho
 performing "Tutto Passa II" (C)(P) 2026 Dezinho

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PEVIN KINEL EDITA "MIRRORS"





















Pevin Kinel,  um multi-instrumentista que mora no Porto há já 8 anos, e lancçou recentemente “Mirrors”, o primeiro single do meu próximo álbum “The Match Factory Strike”, que vai sair no próximo mês.

Tal como nas outras 18 faixas do álbum, toca todos os instrumentos, sendo que a formação clássica de bateria/baixo/guitarra/voz serve de base. Mas, ao contrário da maioria das outras faixas, a letra de “Mirrors” é bastante introspetiva. Quando começou a escrever e a gravar o álbum em janeiro, tomou a decisão consciente de falar sobre temas mais importantes do que a sua própria experiência pessoal, porque estava um bocado farto da superficialidade da música pop moderna. Quero dizer, enquanto o mundo ou está a arder, ou a afundar-se, enquanto testemunhamos uma corrida ao armamento e, ao mesmo tempo, vemos em direto o efeito que essas armas têm em pessoas exatamente como nós, parece mesmo perturbador que a música popular continue a bater na mesma tecla dos corações partidos, das dores do amor não correspondido e de se eu consigo ou não o teu número de telefone. Passava a vida a perguntar-me: “Se tenho uma voz, também tenho uma responsabilidade. Que mensagem quer partilhar? O que é que precisa urgentemente de ser dito agora?”

Enfim, este provavelmente não é o melhor sítio para desabafar sobre isso, até porque a canção “Mirrors”, tal como mais duas do álbum, acabou por escapar à regra. Na verdade, as palavras são apenas sobre os seus próprios sentimentos.  

HELENA CALDEIRA APRESENTA NOVO DISCO EM AVEIRO





















“ABALAR”, álbum de estreia da artista portuguesa Helena Caldeira, é apresentado esta quinta-feira (22 de outubro) nas Novas Quintas, do Teatro Aveirense, em Aveiro. Já em novembro, dia 4, a artista sobe pela primeira vez ao palco do Teatro Maria Matos em Lisboa, com o seu novo projeto musical. De forma a fechar a trilogia visual do álbum, fica hoje disponível o novo videoclipe do tema “Debaixo da Saia”.

Depois dos videoclipes de avanço deste trabalho de estreia, “Vizinhas” e “Ninguém Sabe”, Helena Caldeira indica “Debaixo da Saia é um grito coletivo pela libertação do prazer feminino”. “ABALAR” reflete as palavras e composição de Helena Caldeira, com produção de FOQUE, dedicando a sua narrativa à Mulher, ao Campo e ao Alentejo numa homenagem às heranças culturais e um apelo às origens. Em palco, Helena Caldeira apresenta-se em formato trio, convidando o público a assistir a uma viagem pela sua infância e memória. A artista explora uma combinação da sonoridade tradicional com a eletrónica contemporânea.

Helena Caldeira é reconhecida pelo grande público pelo seu trabalho na área da representação, através do sucesso da série da Netflix, “Rabo de Peixe”, e agrega agora a música à sua vasta experiência na área do teatro e do cinema.

Já esta quinta-feira (22 de outubro) sobe ao palco das Novas Quintas, no Teatro Aveirense, em Aveiro. No próximo dia 4 de novembro, o projeto ABALAR apresenta-se ao vivo no Teatro Maria Matos (em Lisboa). Os bilhetes já estão disponíveis.

BILHETES | Novas Quintas, Teatro Aveirense | 22 outubro
BILHETES | Teatro Maria Matos, Lisboa | 4 novembro

CARLOS BICA E JOÃO BARRADAS EDITAM DISCO















O primeiro álbum do duo reúne duas gerações maiores da música criativa europeia num diálogo sem fronteiras entre jazz, canção, experimentação e tradição escrita, onde cada nota, ruído e silêncio ganha significado

Artistas de gerações distintas, Carlos Bica e João Barradas são dois dos mais importantes músicos criativos do actual panorama europeu. O primeiro, criador de um universo sonoro único e imediatamente reconhecível - um “indie jazz romântico”, talvez - e contrabaixista de enorme sofisticação. O segundo, um dos expoentes máximos do acordeão contemporâneo, com uma carreira fulgurante quer no âmbito do jazz, quer da música de tradição escrita.

Notável, desde logo, por um virtuosismo contido ou uma fusão tímbrica invulgar, The Great Silence (edição Artway Jazz) é a estreia discográfica de um duo largamente alheio a rótulos ou fronteiras. Através de um processo criativo tão livre quanto rigoroso, Bica e Barradas fundem, sem esforço, o experimental e a canção, o erudito e o popular, o espontâneo e o predeterminado, desafiando também as próprias funções de solista e acompanhante, compositor e intérprete. A música que daí resulta tem, além disso, outra particularidade: todos os seus elementos contam - notas, acordes, ruídos, silêncios. Para Bica, o silêncio é, em si mesmo, um elemento musical basilar: “o silêncio é música”, diz-nos. Num certo sentido, “o grande silêncio” é nada mais nada menos do que a grande música.

BIOGRAFIAS

Carlos Bica

“Em Carlos Bica, a música não se resume ao que lá está, mas a um policromático jogo de memórias de que somos, também ou principalmente os maiores protagonistas.”

– Blitz

Carlos Bica é um dos nomes do jazz nacional com maior projecção além-fronteiras, tendo-se tornado uma referência no panorama do Jazz europeu. Entre os vários projectos musicais que lidera e para além das suas participações em outras áreas como teatro, cinema e dança, o seu trio AZUL com o guitarrista Frank Möbus e o baterista Jim Black, tornou-se na imagem de marca do contrabaixista e compositor.

Com o decorrer dos anos outros mais projectos nasceram que ficaram registados em disco, tais como: Diz, Single, Matéria-Prima, I Am The Escaped One, Playing with Beethoven e o mais recente „11:11“ (Melhor Álbum de Jazz Nacional) que conta com a participação de alguns dos mais talentosos e criativos músicos de uma nova geração de músicos portugueses.

Quando se fala da música de Carlos Bica a crítica costuma salientar a forma como nela se interpenetram referências de diferentes universos, da música erudita contemporânea à folk, ao rock, ao jazz, às músicas improvisadas. O que corresponde, como seria natural, à própria trajectória do músico compositor. Aprendeu a tocar contrabaixo na Academia dos Amadores de Música e na Escola Superior de Música de Würzburg, na Alemanha. Foi membro da Orquestra de Câmara de Lisboa, assim como de diversas orquestras de câmaras alemãs, tais como, a Bach Kammerorchester e a Wernecker Kammerorchester. Fez muita música improvisada, durante anos tocou com a cantora Maria João, trabalhou e gravou na área da música popular portuguesa com Carlos do Carmo, José Mário Branco, Camané, Janita Salomé, Pedro Caldeira Cabral, Cristina Branco e colaborou com músicos como Ray Anderson, Kenny Wheeler, Aki Takase, Kurt Rosenwinkel, John Zorn, Lee Konitz, Mário Laginha, Mathias Schubert, Claudio Puntin, João Paulo Esteves da Silva, Gebhard Ullmann, David Friedman, Alexander von Schlippenbach, John Ruocco, Daniel Erdmann, DJ Illvibe, entre outros.

“A música de Carlos Bica é excitante, é moderna e contagiante. Bica é um ouvinte atento ao mundo exterior – donde a sua modernidade – e um escritor de canções inato. Nas suas composições encontramos fragmentos de coisas que apenas o nosso subconsciente reconhece, mas expostas de forma tal que elas nos surgem absolutamente naturais e óbvias. Nada que tenha a ver com alguma forma de pastiche ou resultado de copy/ paste; antes uma forma evidente de contar histórias feitas de pedaços de quotidiano que de uma forma estranha reconhecemos.” 

– All Jazz

João Barradas

Destaca-se como um dos músicos mais criativos no panorama do acordeão europeu, movendo-se, simultaneamente, entre a tradição clássica e a música improvisada.

É o responsável pelos primeiros recitais de acordeão em programações tão distintas como as da Wiener Konzerthaus, da Fundação Calouste Gulbenkian ou do Festival d’Aix-en-Provence, e apresenta-se como solista com a Orquestra Filarmónica de Londres, a Orquestra da Tonhalle de Zurique, a Sinfónica de Hamburgo, a Orquestra da Toscânia, a Orquestra de Câmara de Colónia, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música ou a Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob a direcção de prestigiados maestros como Edward Gardner, Alondra de la Parra, Sylvain Cambreling, Douglas Boyd, Christoph Poppen, Joana Carneiroe Pedro Neves.

No mundo do jazz, tem aumentado a influência do seu instrumento colaborando com alguns dos mais importantes improvisadores contemporâneos, tais como Mark Turner, Peter Evans, Aaron Parks, Jonathan Kresiberg, Maria Schneider, Aka Moon, Greg Osby, Mike Stern, Rufus Reid, David Binney, Gil Goldstein, Perico Sambeat, Christian Lillinger, Tineke Postma e formações alagardas como a Brussels Jazz Orchestra.

Foi nomeado ECHO Rising Star pela European Concert Hall Organization em 2019. Em 2024 foi o Artista em Residência na Casa da Música, no Porto, e distinguido com o Sir Jeffrey Tate Award, na Alemanha.

CASSETE PIRATA EM BRAGA















A banda portuguesa atua, no próximo Sábado, 24 de outubro no Lustre, numa celebração de uma década marcada por mais de uma centena de concertos, salas esgotadas e o reconhecimento de A Família, o terceiro álbum de originais.

Os Cassete Pirata regressam a Braga no próximo dia 24 de outubro para um concerto no Lustre, integrado na celebração dos dez anos desde a primeira vez que a banda subiu ao palco.

Considerados uma das propostas de destaque do indie rock português, os Cassete Pirata fizeram do palco o seu território natural, construindo uma forte base de fãs através de concertos que se transformam em verdadeiras festas. Ao longo dos últimos anos, somaram mais de uma centena de atuações, passaram por festivais como Paredes de Coura e Bons Sons e pelas Queimas das Fitas de Coimbra e Braga, além de esgotarem várias datas em Lisboa e no Porto.

A banda ultrapassou também um milhão de audições no Spotify e integrou a banda sonora da série Até que a Vida nos Separe, da RTP e Netflix. Em 2024, editou A Família, o seu terceiro álbum de originais, que recebeu uma forte atenção mediática, foi destacado entre os melhores álbuns do ano por vários meios de comunicação nacionais e levou o grupo a percorrer o país com salas esgotadas.

Em 2026, os Cassete Pirata assinalam uma década de percurso com a preparação de um novo disco e o regresso aos concertos. A passagem pelo Lustre integra este momento de celebração e marca o reencontro da banda com o público de Braga.

O concerto acontece Sábado, 24 de outubro, com abertura de portas às 22h30 e início marcado para as 23h00.

Os bilhetes estão disponíveis através da Ticketline e à porta do Lustre, no dia do concerto.

ESCÁRNIO COM NOVO SINGLE





















© Beatriz Pequeno

Escárnio apresentam “Sempre Sempre”, single de avanço para o álbum de estreia “Sangue e Leite”, com lançamento agendado para 31 de outubro. A canção parte de uma crítica irónica à repetição de nomes e sonoridades nos cartazes e circuitos da música portuguesa para desenvolver uma reflexão sobre expectativas, reconhecimento e o lugar das mulheres na música alternativa e independente. Construído a partir do contraste entre uma abordagem instrumental mais próxima da pop e uma escrita marcada pela ironia e pelo confronto, o tema introduz algumas das questões que atravessam o primeiro longa-duração da banda.

À primeira escuta, “Sempre Sempre” apresenta uma estrutura musical aparentemente mais leve e acessível, sustentada por uma componente melódica que contrasta com o conteúdo da letra. A escolha não procura diminuir a importância daquilo que é dito, mas antes criar uma distância entre a forma e a mensagem, permitindo que a crítica se desenvolva através do humor, do sarcasmo e de uma aparente despreocupação.

O ponto de partida encontra-se na observação de um circuito musical onde determinados nomes, projetos e linguagens sonoras parecem ocupar repetidamente os mesmos espaços de visibilidade. Escárnio questionam essa tendência para a reprodução de fórmulas e escolhas nos cartazes nacionais, expondo a dificuldade de afirmação de propostas que não encontram lugar nos circuitos estabelecidos. A crítica surge inicialmente num registo de desdém, mas acaba por revelar uma inquietação mais profunda sobre os mecanismos de reconhecimento e as oportunidades de participação no meio musical.

Essa tensão manifesta-se na própria letra, nomeadamente através da repetição da expressão “Ele há-de chegar”, que traduz uma expectativa de reconhecimento futuro. A promessa de que tudo acontecerá no momento certo é, no entanto, colocada em causa pela possibilidade de esse momento nunca se concretizar ou de não corresponder àquilo que se esperava. Entre a esperança e a desilusão, a canção questiona a ideia de que a persistência será necessariamente recompensada, sobretudo quando as condições de acesso e visibilidade permanecem desiguais.

É na parte final que “Sempre Sempre” assume uma dimensão distinta. Depois de uma primeira abordagem marcada pelo humor e pela ironia, a composição abandona progressivamente essa aparente leveza para dar lugar a um desabafo mais direto. A mudança aproxima-se da experiência de contar uma situação dolorosa através de uma piada, apenas para reconhecer, mais tarde, o peso real daquilo que aconteceu.

Este momento nasceu durante um ensaio, quando um texto anteriormente escrito como poema acabou por ser integrado na composição. O que inicialmente surgia como uma canção mais ligeira ganhou, assim, uma segunda parte que altera a leitura do tema e estabelece uma ligação com o universo conceptual de “Sangue e Leite”. A transformação não resulta apenas de uma mudança musical, mas também da passagem de uma crítica dirigida ao funcionamento do meio artístico para uma afirmação pessoal sobre a necessidade de existir, criar e ser ouvida.

A frase “Tou à porta do céu mas ela tá fechada” sintetiza essa deslocação. A imagem de uma porta que permanece encerrada aproxima a procura de reconhecimento da experiência de exclusão, dando expressão a uma voz que reclama o direito de ocupar espaço. A partir desse lugar, “Sempre Sempre” deixa de se limitar à crítica dos cartazes e das oportunidades no circuito musical para abordar questões relacionadas com o papel das mulheres na sociedade e com a sua presença nos territórios da música alternativa, independente e de sonoridades mais pesadas.

Essa dimensão atravessa também a identidade de Escárnio, projeto que coloca a palavra, a intensidade instrumental e a expressão performativa no centro da sua criação. Entre guitarras de sonoridade crua, uma bateria de ritmo marcado e uma escrita direta, a banda desenvolve canções onde a revolta e a vulnerabilidade coexistem, procurando dar forma a experiências de resistência, afirmação e confronto com diferentes mecanismos de silenciamento.

A abordagem de Escárnio parte da ideia de que a música pode funcionar como espaço de expressão individual e coletiva, sobretudo perante realidades que continuam a limitar a participação e a visibilidade das mulheres. Os gritos, as mudanças de intensidade e a relação entre a voz e os instrumentos assumem, neste contexto, uma dimensão que ultrapassa a construção musical, aproximando-se de uma necessidade de comunicação e de afirmação da própria existência.

“Sempre Sempre” sucede aos primeiros lançamentos da banda, iniciados com o EP de estreia “Falha-me Deus”, editado a 17 de junho de 2025. O trabalho marcou o início do percurso discográfico de Escárnio e deu origem a vários concertos de apresentação, estabelecendo as bases de uma linguagem musical onde a energia instrumental acompanha uma escrita marcada pela observação crítica e pela expressão pessoal.

A 31 de outubro de 2025, Escárnio editaram o single duplo “Faca e Queijo” e “Espelho Meu”, dois temas que anteciparam o caminho para o primeiro álbum. Um ano depois, a banda prepara-se para apresentar “Sangue e Leite”, trabalho que reúne e desenvolve algumas das preocupações presentes nas primeiras edições, aprofundando a relação entre experiência individual, desigualdade e resistência.

O lançamento do álbum será acompanhado por uma série de concertos de apresentação, com início a 31 de outubro, na Musa de Marvila, em Lisboa, coincidindo com a data de edição do disco. Segue-se uma atuação no Teatrão, em Coimbra, a 20 de novembro, e um concerto na Sala6, no Barreiro, a 19 de dezembro.

O tema foi gravado e masterizado por André Isidro, misturado por André Isidro, Violeta Luz Alexandre e Pedro Treno. O videoclipe foi gravado por Beatriz Pequeno e editado por Violeta Luz Alexandre e Pedro Treno.

Com “Sempre Sempre”, Escárnio aproximam-se ao universo de “Sangue e Leite”, partindo de uma crítica à repetição e à falta de abertura no meio musical para chegar a uma reflexão sobre exclusão, identidade e afirmação. Entre a ironia de uma canção aparentemente ligeira e a intensidade do desabafo que encerra o tema, a banda coloca em evidência a distância entre a promessa de que haverá um lugar para todos e a experiência concreta de quem continua a encontrar portas fechadas.

BRUNO CELTA DISTINGUIDO COM O PRÉMIO DO PÚBLICO PARA «NOVO ARTISTA DO ANO» NOS PRÉMIOS TUGA BILLBOARD

















O músico português Bruno Celta acaba de conquistar o Prémio do Público na categoria «Novo Artista do Ano», nos Prémios Tuga Billboard, um reconhecimento que assinala o seu percurso artístico e a crescente ligação do público à sua música.

Com uma identidade musical própria, marcada pela intensidade emocional, pela irreverência e por uma atitude assumidamente rock, Bruno Celta tem vindo a construir um universo artístico que desafia convenções e cruza diferentes influências sonoras e visuais.

Esta distinção assume um significado particularmente especial por resultar da escolha do público, reconhecendo não apenas o trabalho desenvolvido pelo artista, mas também a relação de proximidade que tem vindo a estabelecer com quem acompanha o seu percurso.

Um prémio numa altura decisiva da carreira

O reconhecimento chega num momento particularmente importante para Bruno Celta, a poucos dias do lançamento oficial do videoclip do seu novo single, «LA VENDETTA», agendado para 24 de outubro, às 09h00.

O videoclip, realizado e produzido pelo próprio artista, apresenta-se num formato próximo da curta-metragem, apostando numa narrativa cinematográfica que promete desafiar, uma vez mais, os padrões convencionais da produção musical.

Com edição de Pedro Marques e trabalho de camera e maquilhagem de Tatiana Santos, «LA VENDETTA» antecipa o próximo álbum de Bruno Celta, «AD ASTRA PER ASPERA», com lançamento previsto para novembro.

A distinção como «Novo Artista do Ano», atribuída pelo público, constitui um incentivo para continuar a explorar novos territórios criativos, sem abdicar da autenticidade e da liberdade artística que caracterizam o seu trabalho.

Entre o reconhecimento do presente e a ambição dos próximos lançamentos, Bruno Celta prepara-se para um novo capítulo da sua carreira, agora com um prémio que confirma o apoio de quem o acompanha.

PZ ANÚNCIA DOIS CONCERTOS ESPECIAIS

 















13.12 | M.Ou.Co. | Porto [Bilhetes]
20.12 | Casa Capitão | Lisboa [Bilhetes]

Depois de um ano a construir o "Álbum de Família", uma canção e um convidado por mês, PZ junta finalmente a família toda em palco

Ao longo de 2026, o "Álbum de Família" de PZ foi crescendo como um disco feito de encontros. Todos os meses, o músico apresentou uma canção nova gravada com um convidado diferente, cruzando gerações, estilos e diferentes geografias da música portuguesa. Samuel Úria, Joana Espadinha, Retimbrar, Emmy Curl, Mão Morta, Margarida Campelo, Toy, Os Azeitonas, António Zambujo, Black Bombaim, Best Youth e The Zany Dislexic Band foram passando pelos estúdios Arda no Porto e dando forma a um álbum que agora chega ao fim do seu ciclo de gravação. Em Dezembro, as canções deixam o estúdio e encontram-se pela primeira vez no mesmo palco, em duas matinées de domingo: dia 13, às 18h, no M.Ou.Co., no Porto, e dia 20, também às 18h, na Casa Capitão, em Lisboa.

O concerto no Porto será a primeira grande reunião da família, com a presença prevista de praticamente todos os convidados do disco. Samuel Úria, Joana Espadinha, Retimbrar, Emmy Curl, Mão Morta, Margarida Campelo, Os Azeitonas, António Zambujo, Black Bombaim, Best Youth e The Zany Dislexic Band juntam-se a PZ e à sua fiel Banda Pijama, recriando ao vivo os encontros que marcaram cada capítulo do álbum.

Uma semana depois, a família volta a reunir-se em Lisboa, na Casa Capitão, numa formação ligeiramente diferente — porque, como em qualquer reunião familiar, nem todos conseguem estar em todo o lado — mas, novamente, com a maior parte dos convidados que fizeram parte do disco, desta feita também com a presença do Toy.

Mais do que reproduzir o álbum do princípio ao fim, os dois concertos foram pensados como uma celebração do percurso do "Álbum de Família": músicos a entrar e a sair do palco, formações diferentes de canção para canção, e encontros que dificilmente voltarão a repetir-se.

A versão Ao Vivo do "Álbum de Família" coincide com a chegada da edição física, reunindo em vinil as 12 canções editadas ao longo do ano.

Depois de passar 2026 a acrescentar pessoas e músicas ao álbum, PZ fecha o ano da única maneira possível: juntando toda a família.

Com PZ quem ganha é você

CABRITA AO VIVO

 














O saxofonista atua no segundo concerto do ciclo dedicado à música portuguesa contemporânea, acompanhado por João Rato e Filipe Rocha, com David Pessoa como convidado especial. Os bilhetes estão disponíveis na BOL por 15 euros.

Cabrita sobe ao palco do Auditório do Taguspark, em Oeiras, no próximo dia 21 de outubro, às 21h00, para apresentar ao vivo “Umbra”, o seu segundo álbum de originais. O concerto assinala a despedida deste trabalho dos palcos e integra o ciclo de música portuguesa contemporânea promovido pelo Taguspark, que arrancou em setembro com Carlos Bica e termina a 18 de novembro com Ricardo Reis Soares. A atuação contará ainda com a estreia ao vivo de “Party Life”, novo single do saxofonista, interpretado com a participação especial de David Pessoa.

Editado pela Omnichord Records, “Umbra” representa uma etapa particularmente introspetiva no percurso a solo de Cabrita. Depois de um primeiro álbum editado em 2020, o músico aprofundou neste segundo trabalho uma abordagem mais sombria e reflexiva, centrada em questões relacionadas com a existência, a passagem do tempo e a forma como permanecemos no mundo. A dimensão emocional do disco encontra expressão numa linguagem musical que acompanha esse olhar sobre a condição humana, estabelecendo uma relação entre a composição instrumental e as inquietações que atravessam o projeto.

O concerto de 21 de outubro representa, por isso, um momento de transição na discografia do saxofonista. Ao encerrar o percurso de “Umbra” em palco, Cabrita prepara simultaneamente a chegada de uma nova fase criativa, antecipada por “Party Life”, single que será apresentado ao vivo pela primeira vez nesta noite. A canção abre caminho a “Partytime”, o próximo álbum do músico, cuja edição será acompanhada por um novo espetáculo e uma digressão.

A passagem entre os dois trabalhos evidencia também diferentes dimensões da identidade artística de Cabrita. Se “Umbra” se desenvolve a partir de uma atmosfera mais contemplativa, o universo de “Partytime” aponta para uma abordagem musical orientada para a celebração, a energia e a relação com o público. A apresentação de “Party Life” no Taguspark permitirá, assim, estabelecer uma ligação entre o encerramento de um ciclo discográfico e a primeira aproximação ao seguinte.

Em 2026, Cabrita prolongou ainda o universo de “Umbra” com a edição de “Afterlife”, um álbum de remisturas que revisita o segundo longa-duração e explora novas possibilidades de interpretação do material original. O projeto reforça a continuidade de um percurso em que a experimentação e o diálogo entre diferentes linguagens musicais têm assumido particular importância.

Para o concerto no Auditório do Taguspark, Cabrita apresenta-se em formato de trio, acompanhado por João Rato, nos teclados e guitarras, e Filipe Rocha, na bateria. A formação será reforçada pela presença de David Pessoa, na voz e guitarra, convidado para a estreia de “Party Life”. O espetáculo reúne, desta forma, o repertório de “Umbra” e uma primeira apresentação ao público da nova etapa musical do saxofonista.

Com mais de três décadas de atividade, Cabrita construiu um percurso marcado pela colaboração com diferentes nomes da música portuguesa, entre os quais Sérgio Godinho e The Legendary Tigerman. A experiência acumulada em distintos contextos musicais tem acompanhado também o desenvolvimento da sua discografia a solo, onde o saxofone assume um papel central na construção de uma linguagem que cruza composição, interpretação e exploração sonora.

A atuação integra o ciclo de concertos do Taguspark dedicado à música portuguesa contemporânea, uma iniciativa que procura aproximar diferentes gerações e abordagens da criação musical nacional. A programação teve início a 30 de setembro com Carlos Bica, figura de referência do jazz português, e prossegue agora com Cabrita, antes do encerramento a 18 de novembro com Ricardo Reis Soares.

O último concerto do ciclo será protagonizado pelo cantautor Ricardo Reis Soares, representante de uma nova geração de músicos portugueses, cuja escrita se desenvolve em torno da canção de autor, privilegiando a palavra, a emoção e a construção narrativa.

Ao reunir três propostas com percursos e identidades distintas, o Taguspark procura consolidar a sua atividade cultural e alargar a programação do Auditório à comunidade que trabalha, estuda e visita a Cidade do Conhecimento. O ciclo estabelece, assim, um espaço de apresentação e encontro com diferentes expressões da música portuguesa, integrando a criação artística na dinâmica cultural do parque.

O concerto de Cabrita realiza-se a 21 de outubro, às 21h00, no Auditório do Taguspark, em Oeiras. Os bilhetes têm o preço de 15 euros e encontram-se disponíveis na BOL.

JACARÉU COM NOVO SINGLE





















Jacaréu
apresenta “Peter Pan Peter Pan”, novo single e videoclipe retirado de “Eterno Espectador”, o álbum de estreia do músico, editado a 7 de abril. Com a participação especial de Ana Margarida, que já tinha colaborado com o artista em “O-Pi-Ni-ÃO”, tema apresentado no Festival da Canção 2026, a canção dirige o olhar para a dificuldade de crescer e para os comportamentos de quem atravessa a idade adulta sem abandonar determinadas formas de imaturidade.

“Peter Pan Peter Pan” parte precisamente da figura criada por J. M. Barrie, associada à recusa em crescer, para construir uma crítica aos adultos que permanecem presos a comportamentos e atitudes que contrastam com a idade e as responsabilidades que entretanto adquiriram. A referência funciona como ponto de partida para observar uma forma de prolongamento da infância que deixa de estar relacionada com a idade e passa a manifestar-se na maneira de estar e de se relacionar com os outros.

A canção prolonga, assim, a dimensão de observação social que atravessa a escrita de Jacaréu. Se “Eterno Espectador” nasceu de uma experiência pessoal marcada pela crítica e pelo julgamento para depois alargar o olhar aos que observam e opinam sobre a vida e o trabalho dos outros sem conhecerem verdadeiramente os seus processos, “Peter Pan Peter Pan” concentra-se noutra figura reconhecível do quotidiano: o adulto que nunca chegou realmente a crescer.

A acompanhar Jacaréu surge Ana Margarida, numa colaboração que recupera uma ligação já presente no próprio álbum. A artista participa também em “O-Pi-Ni-ÃO”, canção com que Jacaréu chegou ao Festival da Canção 2026 depois de ter sido selecionado através da submissão livre, assumindo-se como um dos autores e intérpretes dessa edição. Em “Peter Pan Peter Pan”, a presença de Ana Margarida acrescenta uma segunda voz à narrativa e reforça a dimensão colaborativa de uma das faixas de “Eterno Espectador”.

Tal como no restante álbum, os instrumentais e a letra de “Peter Pan Peter Pan” são assinados por Jacaréu. Filipe Survival assume a produção, mistura e masterização, mantendo-se a colaboração que esteve na base da construção sonora de “Eterno Espectador”. O videoclipe de “Peter Pan Peter Pan” foi realizado por Pedro Miguel Ventura.

Editado em abril, “Eterno Espectador” marcou a estreia de Jacaréu no formato longa-duração e reuniu num mesmo trabalho diferentes dimensões de uma linguagem construída entre poesia, rap e sensibilidade indie. O disco nasceu a partir de uma relação de amizade que se tornou abusiva, marcada pela crítica constante e pelo julgamento, mas acabou por transformar essa experiência individual numa reflexão mais abrangente sobre aqueles que observam, comentam e desvalorizam os percursos dos outros sem conhecerem aquilo que existe por detrás deles.

É nesse território entre experiência pessoal e comentário social que Jacaréu tem desenvolvido o seu percurso. Autor de temas como “Senhorio”, “Bota a Baixo” e “Escola da Vida”, o músico parte da palavra e da poesia para construir uma abordagem própria ao indie-rap, criando os seus instrumentais e utilizando a música como forma de abordar realidades que nem sempre encontram espaço para ser verbalizadas.

Ao vivo, Jacaréu já passou por palcos como o Festival Açoteia, Sol da Caparica, Indie Talents, Festival Emersivo, Levante e as Sessões NEXT do Festival Emergente. A participação no Festival da Canção 2026 com “O-Pi-Ni-ÃO” marcou outro momento do seu percurso, concretizando um objetivo antigo do artista e levando a sua escrita a um novo contexto.

Com “Peter Pan Peter Pan”, Jacaréu regressa agora a “Eterno Espectador” para destacar uma das canções do álbum através de um novo single e videoclipe, mantendo no centro a observação crítica de comportamentos e relações que tem atravessado a sua escrita.

FALTAM QUATRO DIAS PARA A FESTA DA BURRA

 



















Faltam apenas quatro dias para a “Festa da Burra”, o concerto único onde Sebastião Antunes & Quadrilha celebram os 15 anos da “Cantiga da Burra”, no próximo dia 24 de outubro, no Coliseu dos Recreios.

Para assinalar a data, Sebastião Antunes & Quadrilha reúnem em palco um conjunto de convidados de diferentes universos musicais: Karetus, Galandum Galundaina, Júlio Pereira, Luís Peixoto, Quinta do Bill, Gonçalo Pratas e Luís Espinho. Da folk mirandesa à eletrónica, da música tradicional às novas linguagens, o alinhamento promete um diálogo vivo entre gerações e sonoridades.

Ao longo da última década, a “Cantiga da Burra” tornou-se um fenómeno transversal, presente nas playlists de streaming e em centenas de versões tocadas por todo o país, a unir várias gerações. É esse espírito que sobe ao palco do Coliseu, onde a herança da música tradicional portuguesa se cruza com abordagens novas e disruptivas.

Os últimos bilhetes para este espetáculo encontram-se disponíveis nos locais habituais.