segunda-feira, 15 de junho de 2026

DISCO "OFF OFF" DOS TELECTU REEDITADO

 



















Edição original de 1984. Reeditado pela Holuzam em 2026

Lançamento a 19 de Junho em vinil e digital. Vinil replica a edição original com uma serigrafia de António Palolo. É um poster, com imagem em ambos os lados, com grandes proporções (69.7cm x 62.30 cm) e dobrado para caberem os dois LPs. Os inserts também são serigrafados.

O duplo álbum Off Off foi, em 1984, expressão precoce da edição independente de música em Portugal. Tal circuito era pura e simplesmente inexistente, 10 anos após o 25 de Abril, tudo ainda meio a aprender como se fazia o resto para além da música e a ganhar coragem ou propósito para o fazer. Num percurso de conflito e desencanto com a cena musical (popular tanto quanto erudita), de insistência baseada na crença do valor da música que produziam, Jorge Lima Barreto e Vítor Rua decidem nesse ano financiar, gravar, produzir, editar e vender um álbum com total independência em relação a estruturas externas.

Num período em que António Palolo era praticamente o terceiro elemento do grupo, o seu trabalho com a capa ganhou uma espécie de estatuto de equivalência com a música, ou seja, pretendeu-se um objecto-disco que representasse o espectro de interesses e interacções do Telectu. Serigrafia XL executada no atelier de António Inverno, com dobras e cortes complicados para poder conter no interior os dois discos. Inspiração nas capas da série Gramme do GRM, discos com curadoria de François Bayle e que se encontravam em Lisboa na livraria Buchholz.

Off Off, dividido em quatro partes com títulos identificativos, mostrava as diferentes plataformas nas quais a música de JLB e VR evoluía: performance ("Diagonale"), concerto ("Anarké"), teatro ("Cornucópia") e vídeo ("Palolo"). Nas notas de capa, o grupo encorajava a utilização da sua música em situações particulares por quem assim o desejasse. Concretizado, o álbum permanece como o documento mais completo das actividades do Telectu, ao mesmo tempo também manifesto de intenções (basta ler o texto incluso) e portfolio de apresentação.

Foi objecto único na cena musical, respeitado por certa crítica (pelo menos a que teve publicação na imprensa + o apoio do Som da Frente na Rádio Comercial) mas largamente incompreendido no mundo real, 500 exemplares para o mercado, com certeza nem todos vendidos mas, ainda assim, de acordo com Vítor Rua, o único disco em que Telectu ganharam algum dinheiro. Com o avanço dos anos, depois décadas, foi submergido com aura de culto, reapareceu incompleto uma única vez em CD com edição Ananana que a ele juntou Belzebu.

Refaz-se então o objecto em 2026, labor demorado de acerto na remasterização do som (António Duarte e Taylor Deupree), acerto nas cores para reprodução fiel da serigrafia original (Gonçalo Duarte e Hugo Soares, no estúdio Ruína), depois dobrada e cortada a preceito; capas interiores também serigrafadas e diferentes do original apenas no papel que não se desintegra.

Flur
Holuzam

ATR APRESENTA ESTA SEMANA





















Esta semana a ATR volta a juntar-se à Nariz Entupido para apresentar Suspensão Voluntária da Descrença, evento de dois dias que irá decorrer na quarta e quinta-feira (17 e 18 de Junho) às 22h no Damas com concertos da violoncelista portuguesa Bruna de Moura (membra de URTIQA e Má Estrela, entre outros) e de Ar Ker e We Use Cookies (projectos a solo dos músicos franceses Seb Brun e Simon Henocq dos Parquet) no primeiro dia; e da artista sonora argentina Luciana Rizzo (com o seu solo de feedbacks em bateria híbrida), da Criptobanda Musical de Paradela do Rio (orquestra de um homem só de David Ole da Favela Discos) e de Mantle of Gets (novo pseudónimo do músico britânico-lisboeta Luke Williams, anteriormente conhecido por Quinoline Yellow e Tatamax) no segundo dia! (+ info em baixo e aqui)

E no sábado (20 de Junho) os terapeutas do ruído (e membros dos dSCi) Boris dos Bosques e Desmarques vão estar a tocar a solo nas Fritarias de Verão, 5ª edição deste ciclo de música exploratória com curadoria da harpista e artista sonora portuense Frederica Vieira Campos, que desta feita estará a acontecer em modo mini-festival em dois espaços na zona de Campanhã (Porto): entre as 16h e as 20h30 na Terra Solta e entre as 21h e as 2h no i o d o; e que incluirá diversas actuações e dj sets, tudo muito bem acompanhado pelo projecto gastronómico Paradoxo! (+ info aqui)

Entretanto Boris dos Bosques estará a tocar em Viseu na quinta-feira (18 de Junho) por ocasião da 6ª edição do “Solstício: Arte a Três Tons”, festival de artes da ESEV, onde o terapeuta do ruído também vai estar a participar numa exposição colectiva e onde haverá uma conversa sobre BD com José Smith Vargas, habitual colaborador da ATR! (+ info aqui)

E entretanto já está disponível o álbum homónimo de estreia dos TURBOANX, power-trio de noise-rock do terapeuta do ruído (e membro dos dSCi) Diogo Vouga com os músicos Anton Obrazeena (dos Jars, P/O Massacre e Canários Mortos) e Leonardo Janeiro (dos Erosão e Quebra)! O álbum, editado em cassete numa parceria com a Rotten \ Fresh e a School of the Arts, pode ser escutado e encomendado no bandcamp do grupo!

17 e 18 de Junho | quarta e quinta-feira | 22h

We Use Cookies (fr)

Ar Ker (fr)

Bruna de Moura (pt)

Mantle of Gets (uk/pt)

Criptobanda Musical de Paradela do Rio (pt)

Luciana Rizzo (ar)

Suspensão Voluntária da Descrença - Damas

Rua da Voz do Operário, 60 - Lisboa

entrada diária: 6 euros

‘Suspensão Voluntária da Descrença’, mais do que título para organização conjunta de duas noites, nas Damas, da responsabilidade da Associação Terapêutica do Ruído e da Nariz Entupido é a reafirmação de vontades comuns.

Já são alguns os concertos entre as duas associações. Mas, o que a nós importa realçar, sem vaidade ou qualquer pretenciosismo, é esta crença cega na possibilidade de um imaginar colectivo. Pensamento partilhado. Acção comum.

E assim, nos propomos a dose dupla, com concertos de Bruna de Moura, Ar Ker e We Use Cookies no dia 17 de Junho e de Luciana Rizzo, Criptobanda Musical de Paradela do Rio e Mantle of Gets no dia 18 de Junho.

 

WE USE COOKIES | Solo electrónico de Simon Henocq, We Use Cookies molda uma realidade sonora ao mesmo tempo áspera e cativante. O som torna-se uma matéria-prima viva e indomável, explorando as tensões entre o caos e o controlo, as pulsações de electro-noise e as rupturas radicais.

Com uma fisicalidade impressionante, os sons brutos, orgânicos e industriais entrelaçam-se com a exigência da arte acusmática. As camadas sonoras constroem-se, desconstroem-se e dissolvem-se diante dos nossos olhos. A música torna-se uma linguagem física e instintiva, mergulhando o ouvinte numa experiência sensorial intensa na fronteira entre o som e a matéria.

Músico, produtor e artista sonoro, Simon Henocq é também co-fundador do coletivo Coax. Os sons crus, provenientes dos ambientes industriais que marcaram o seu percurso atípico, alimentam a sua imaginação e permeiam profundamente as suas criações.

 

AR KER | Ker é um prefixo regional que significa ‘local fortificado’, ‘castelo’, ‘cidadela’, depois ‘aldeia’ e, por fim, ’habitação’ — uma viagem entre o xamanismo e a música electrónica mais intensa.

O projecto de Ar Ker é fruto de um processo de composição solitário, recorre a uma forma de recuo — espacial, mental e emocional — para dar origem a uma música de contrastes, estruturada em duas partes: o Lado A, lento e contido, construído sobre equilíbrios frágeis de ressonância, textura e controlo; o Lado B, mais directo e percussivo, impulsionado pela urgência do gesto e pela intensidade da saturação.

A abordagem é concreta, mas narrativa, baseada em lógicas de sobreposição, desconstrução rítmica e manipulação da duração. A bateria não é aqui um instrumento de marcação do tempo, mas sim um gerador de tensão — física, dinâmica e perceptiva. A interpretação exige um envolvimento corporal total e rejeita o automatismo em favor do confronto directo.

Ar Ker pode ser entendido como uma estrutura de experimentação: um campo fechado com geometria mutável, onde os estados sonoros são continuamente testados e remodelados. Cada peça é concebida como uma microarquitectura — marcada por contrastes de densidade, disjunções temporais e rupturas no fluxo de energia.

BRUNA DE MOURA | Violoncelista, compositora e improvisadora, desapega-se de qualquer género musical. Maioritariamente influenciada pela fisicalidade e pelo som do seu instrumento, viaja do experimental ao clássico reafirmando a nossa herança árabe-ibérica. Após quase uma década a tocar e participar em diversas bandas e performances multidisciplinares do panorama artístico nacional, atira-se para um percurso a solo com concertos de música paisagística e onírica.

MANTLE OF GETS | Luke Williams [SKAM Records] volta a enfrentar o vazio no lançamento de música e o desafio dos espectáculos ao vivo, ao vermo-lo abandonar o pseudónimo composto por corantes não azóicos de outrora [Quinoline Yellow] e seguir em frente com o seu novo nome artístico, Mantle of Gets. Com raízes que vão do norte de Londres ao coração do País de Gales, vemos-o agora a abandonar o Reino Unido para se estabelecer na acolhedora Lisboa.

O seu novo trabalho, ‘Mantle of Gets’, transita entre espaços generativos e abstracções abrasivas, medidas precisas e pulsos melódicos velados. No primeiro trimestre de 2021, foi lançada uma cassete concebida por Bhatoptics pela Schematic Music Company, uma das principais editoras de Miami, e registaram-se mais participações especiais na plataforma de streaming esotérica da SKAM Records, a AMKS Live.

É possível explorar as gravações do seu catálogo anterior, sob os nomes Quinoline Yellow e Tatamax, através da conceituada editora de Manchester SKAM Records, da londrina Touchin’ Bass e da sua própria editora, a Uchelfa Recordings. Entre os destaques das suas atuações ao vivo contam-se a já famosa Lighthouse Party da Warp Records, inúmeras festas e festivais da SKAM por toda a Europa e uma digressão pelo Japão há já algum tempo.

CRIPTOBANDA MUSICAL DE PARADELA DO RIO | Ainda a dar os primeiros passos, a Criptobanda Musical de Paradela do Rio surgiu do querer das gentes de Paradela, onde tem sede. Esta cassete, gravada no coração do Bairro da Barragem de Paradela, inclui 9 peças exclusivamente compostas para a instituição, e apresenta o resultado do primeiro ano de trabalho sob a direcção musical de David Ole. As composições inspiram-se na história e quotidiano da aldeia, cujo carácter tradicional tem vindo a ser desfigurado ao longo da história: desde as pilhagens e a ocupação por tropas francesas no século XIX, passando pela chegada de milhares de trabalhadores para a construção da barragem na década de 1950, ao posterior êxodo rural massivo e, mais recentemente, à fixação de um grupo de músicos, artistas e pensadores que procuram redefinir o seu lugar no mapa cultural contemporâneo. A Criptobanda Musical de Paradela do Rio promove a aceleração efectiva deste longo processo de submissão e erosão da identidade de Paradela, actuando como agente catalisador da sua transformação social, cultural e económica. A sua prática musical centra-se na doutrina Neoharmónica: uma estética em que a tensão e instabilidade se prolongam no tempo, subvertidas por uma lógica de saturação e dispersão que recusa centros e retornos, abolindo a estabilidade prometida pelo acorde dominante, pilar estrutural da música tonal que encena uma ilusão de regresso, de pertença e de lar. A música contida nesta cassete desconstrói radicalmente a tradição popular da música para bandas, dissolvendo-a em texturas instáveis e movimentos erráticos derivados da manipulação e distorção do espectro sonoro.

LUCIANA RIZZO | Artista sonora, música e performer. Vive e trabalha em Buenos Aires. Estudou Composição com Meios Electroacústicos na Universidad Nacional de Quilmes. Como baterista desde os 16 anos, encontrou seu lugar na experimentação e na improvisação. Tocou em diversos projectos colectivos e, paralelamente, começou a desenvolver um solo set baseado em baterias híbridas, samples, gravações de campo e microfonias, que transita entre canções, ambientes e improvisações. É integrante do Club del Gamelán, um ensemble que interpreta repertório de Bali, Indonésia. Nos últimos anos, dedica-se à produção de documentários sonoros e peças radiofónicas.

CATLOS PENINHA COM REGISTO NOVO

 













Carlos Peninha apresenta "Chão Ardente", segundo volume de trilogia dedicada à poesia lusófona

O músico e compositor Carlos Peninha prepara o lançamento de "Chão Ardente", o segundo capítulo de uma trilogia iniciada em 2017 com o álbum Tocar o Chão. Este projeto discográfico reafirma a premissa de explorar a intersecção entre a música original e a poesia de língua portuguesa, expandindo o horizonte geográfico e temático da sua obra.

"Chão Ardente" é estruturado como um ensaio sobre a atualidade, utilizando a música como veículo de reflexão crítica. O fio condutor da obra sublinha o declínio da liberdade e da paz no mundo contemporâneo, denunciando o crescente desprezo pelos valores humanistas — tanto em cenários globais como na esfera local. Através da seleção de poemas intemporais e de letras originais, o projeto coloca em evidência o debate sobre a ética e a dignidade humana.

A componente lírica do álbum integra textos da autoria de Carlos Peninha e uma curadoria que atravessa as fronteiras da Lusofonia. Entre as escolhas poéticas, destacam-se nomes da literatura com raízes no distrito de Viseu, nomeadamente António Quadros e Luís Veiga Leitão, que coabitam com influências literárias de diversos territórios lusófonos, incluindo Portugal e África.

Musicalmente, a obra apresenta uma sonoridade eclética que funde a música tradicional portuguesa com o Jazz, integrando ainda elementos das tradições árabe e africana. Esta amálgama de "músicas do mundo" confere ao álbum uma riqueza rítmica e melódica multicultural.

O projeto reúne um conjunto notável de intérpretes e músicos. A componente vocal conta com as participações de: Uxía Senlle (Galiza), Zeca Medeiros (Açores), Sara Figueiredo e Luísa Vieira. A estes juntam-se instrumentistas convidados que elevam a complexidade técnica e expressiva desta obra, consolidando o percurso de Carlos Peninha na exploração da palavra cantada.

Natural de Viseu, Carlos Peninha consolidou-se como uma figura central na cena musical portuguesa, conciliando as vertentes de compositor, multi-instrumentista e pedagogo. Com formação em Jazz e música clássica, o músico foi cofundador do Quinteto Jazz de Viseu nos anos 80, e mantém, até hoje, o seu próprio Quinteto.

A sua trajetória é marcada por uma colaboração profícua com o Trigo Limpo Teatro ACERT, onde assinou direções musicais e composições para diversas produções e intercâmbios internacionais. Ao longo de três décadas, acumulou participações em gravações com nomes como José Medeiros e Luís Pastor.

Atualmente, Peninha divide a sua atividade entre o ensino e a apresentação ao vivo dos projetos "Tocar o Chão" e o seu Quinteto jazzístico, reafirmando a sua herança cultural viseense no panorama global das plataformas digitais.

Discografia:

2017: Lançamento do CD Tocar o Chão.
2019: Edição de Ponto de Vista (Apoio Viseu Cultura) e conquista do prémio Mérito Artístico Animarte.
2021: Lançamento de Dispersos, uma antologia de 30 anos de carreira.
2023: Edição de Tudo começa agora, projeto que funde um quinteto de jazz com um quarteto de cordas.

HÉLDER MOUTINHO E HUGO MOUTINHO JUNTOS EM PALCO

 











Os irmãos Pedro Moutinho e Hélder Moutinho vão juntar-se em palco para celebrar o Fado e os poetas que tanto têm enriquecido o património artístico português. Mais do que um concerto especial, “Os Poetas Convidados” é um encontro de duas vozes de referência na atualidade que se juntam, agora, para dois espetáculos no Porto e Lisboa: dia 17 de junho, na Casa da Música; e dia 1 de julho, no São Luiz Teatro Municipal.

No Fado tradicional, as letras foram escritas, maioritariamente, por autores populares. A partir da segunda metade do século XX, surgiram nomes maiores da literatura que, embora não tivessem iniciado o seu percurso neste universo, acabaram por ser conduzidos até ele pela voz e sensibilidade de intérpretes como Amália Rodrigues, Carlos do Carmo, João Braga e Beatriz da Conceição. Entre esses poetas destacam-se David Mourão-Ferreira, Pedro Homem de Melo, Alexandre O’Neill, José Carlos Ary dos Santos e Pedro Tamen.
No final do século XX, mantendo-se a continuidade dos autores tradicionais, novos criadores começaram também a escrever para o Fado, oriundos da música pop, do rock ou da música tradicional portuguesa. Muitos eram – e continuam a ser – vozes relevantes da literatura contemporânea, convidados a contribuir para este património vivo. Entre eles, Manuela de Freitas, Maria do Rosário Pedreira, Vasco Graça Moura, Amélia Muge e João Monge.

Uma celebração rara, um encontro há muito aguardado em palco, dos irmãos Pedro e Hélder Moutinho.
Recorde-se que Hélder Moutinho é um dos mais multifacetados fadistas do século XXI, uma peça fundamental na engrenagem cultural de Lisboa. Mais do que um intérprete de voz profunda e magnética, é um criador de conceitos, um poeta e um produtor que tem dedicado a sua vida a expandir os horizontes da canção urbana de Lisboa, sem descurar as suas raízes mais profundas.
Já Pedro Moutinho, com mais de duas décadas de um percurso sólido e coerente, afirma-se como uma das vozes mais refinadas do Fado contemporâneo. Um percurso ímpar vivido intensamente com espetáculos por todo o país e também por todo o mundo.

Os bilhetes para o concerto na Casa da Música estão à venda na bilheteira da sala e on-line; e para o São Luiz Teatro Municipal, nos locais habituais e on-line.

BAZUCA APRESENTA GUALTER EM FESTA





















Com entrada livre e programação contínua entre as 14h30 e as 02h00, o evento pretende afirmar-se como um espaço de encontro entre diferentes expressões culturais, reunindo artistas, público e agentes da sociedade civil num mesmo programa.

A música assume o principal protagonismo do cartaz. Ao longo da tarde e da noite sobem ao palco Monstro, Tyroliro e Gonçalo Cravinho Sexteto, três propostas distintas da criação musical contemporânea, culminando a programação com um DJ Set de Sofia Araújo.
O arranque do evento está marcado para as 14h30 com uma sessão de teatro infantil, integrando uma componente dirigida às famílias e aos públicos mais jovens.

Às 16h30 terá lugar o fórum de ideias “Os Jovens e a Cidadania”, um debate moderado por João Lobo que reunirá Fernando Vieira (FNAJ), Daniela Araújo (JSD Braga), Sérgio André Pereira (JS Braga) e Isa Meireles, professora universitária e advogada. A conversa procurará abordar o papel dos jovens na participação democrática e os desafios da cidadania numa sociedade em transformação.

Além da programação artística e do espaço de reflexão, o público poderá usufruir de uma zona de comes e bebes durante todo o dia.

O Gualtar em Festa nasce da vontade de aproximar criação artística, pensamento crítico e participação cívica, reunindo diferentes públicos numa celebração aberta da cultura e da comunidade.

Programação completa:

14h30: Teatro Infantil
16h30: Fórum de Ideias – “Os Jovens e a Cidadania”
18h30: Tyroliro
19h30: Sofia Araújo (Dj Set)
21h30: Gonçalo Cravinho Sexteto
22h45: Monstro
00h00: Sofia Araújo (Dj Set)

O PALCO DAS MÚSICAS BONITAS ESTÁ DE REGRESSO AO MOSTEIRO DA BATALHA















17 — 19 de julho 2026

Estão abertas as candidaturas para a 2.ª edição dos PLAY – Prémios da Música Portuguesa de Raiz Tradicional, uma iniciativa que distingue artistas, grupos e obras que mantêm viva, renovam e transmitem a herança musical tradicional portuguesa.

A cerimónia desta edição realiza-se a 19 de julho, no âmbito do festival Artes à Vila (17 a 19 de julho), no Claustro Real do Mosteiro da Batalha.

As candidaturas estão abertas de 11 a 26 de junho, através do formulário disponível em playpremiosdamusicaportuguesa.pt.

Categorias desta edição
• Melhor Álbum de Música Tradicional
• Melhor Artista ou Grupo Tradicional
• Melhor Álbum ou EP Instrumental
• Melhor Recriação da Música de Raiz Tradicional
• Prémio Guardião da Tradição (novo)

A nova categoria Guardião da Tradição distingue personalidades cuja dedicação tem sido determinante para preservar, valorizar e transmitir a música tradicional portuguesa às gerações futuras — construtores de instrumentos, produtores, investigadores, recolhedores de património oral, entre outros. 

Relembrar a 1.ª edição
Em 2025, foram 16 nomeados em quatro categorias, com os seguintes vencedores:

Melhor Álbum de Música Tradicional Pássaro Azul (Janita Salomé)
Melhor Álbum ou EP Instrumental Rasgar (Júlio Pereira)
Melhor Artista ou Grupo Tradicional Vitorino
Melhor Reinterpretação de Música Tradicional Cara de Espelho (Cara de Espelho)

MANUEL LINHARES COM NOVO DISCO





















“Atlântico”, é o novo álbum do vocalista e compositor português Manuel Linhares, com edição simultânea em Portugal e Estados Unidos. Criado entre Nova Iorque e o Porto, este trabalho de Manuel Linhares, percorre territórios experimentais e contemporâneos, assinalando a estreia do artista na editora.

“Atlântico” transporta a luminosidade melancólica de uma música nascida entre margens. Por vezes incisivo e inquieto, noutras profundamente imerso numa densidade quase líquida, o disco reflete uma vida dividida entre dois polos: a energia vibrante e exigente de Nova Iorque e a gravidade silenciosa do Porto.

Como uma ode ao oceano e ao tempo — reflexo das origens de Manuel Linhares nos Açores —, o álbum segue as marés interiores de um percurso em constante movimento, onde ecoam distância, memória e transformação. Entre o íntimo e a expansão, entre a disciplina e a rutura, a música mantém sempre um sentido de abertura e possibilidade.

Atualmente baseado em Nova Iorque, Manuel Linhares desenvolveu uma linguagem própria que, partindo do jazz, se expande para territórios rítmicos brasileiros, texturas de vanguarda e influências de pop e folk, refletindo um percurso moldado entre várias cidades e culturas.

Gravado no Studio 42, em Williamsburg, o álbum reúne músicos de destaque da cena nova-iorquina, incluindo Or Bareket, Glenn Zaleski e Keita Ogawa, com a participação especial de David Binney. Conta ainda com os músicos portugueses Gil Silva e Hugo Caldeira, reforçando a ligação atlântica do projeto. A produção volta a estar a cargo de António Loureiro, cuja sensibilidade marca profundamente a identidade sonora do disco.

Com “Atlântico”, Manuel Linhares inicia um novo capítulo com a 577 Records, abrindo caminho para futuras colaborações e uma presença internacional cada vez mais forte.

O concerto oficial de lançamento teve lugar no dia 9 de junho de 2026, às 19h, no Shapeshifter Lab, em Brooklyn, Nova Iorque, e contou com a presença da banda nova-iorquina de Manuel Linhares, bem como de convidados especiais. O Shapeshifter Lab é um espaço emblemático da cena cultural de Brooklyn, onde algumas das mais importantes referências do jazz e da música contemporânea têm vindo a apresentar os seus projetos ao longo dos últimos anos.

O primeiro single, “Impérios da Devastação”, já se encontra disponível em todas as plataformas digitais, acompanhado pelo videoclipe oficial.

domingo, 14 de junho de 2026

PAULO BASTOS CRIA DISCO PARA INSPIRAR CRIANÇAS



















Evento de apresentação:
19 de junho, 17h, Conservatório Calouste Gulbenkian em Braga

O novo CD da etiqueta Artway Records é centrado em música original criada para jovens intérpretes pelo compositor Paulo Bastos, o fundador da chamada Escola de Composição de Braga. “Pequenas Histórias para Grandes Instrumentos” é uma preciosidade artística e pedagógica dedicada a instrumentistas do primeiro ciclo do ensino especializado de música, com narrativas recheadas de sonhos e imaginação sem limites. São também pretextos para estimular a criatividade e o prazer de fazer música com emoção. Cada um dos nove ciclos gravados neste disco tem um protagonista diferente: o piano, o fagote, o clarinete, a harpa, o violino, o saxofone, o violoncelo, a guitarra e a flauta.

Juntamente com as partituras publicadas pela Artway Editions, este é um contributo de valor inestimável para a pedagogia musical. O disco é lançado no dia 19 de Junho, em formato CD e nas plataformas digitais.

 

PROGRAMA DE 13/06/26

1 - A. P. Braga - Lira
2 - João Afonso - Matope
3 - António Zambuo - Regresso à infância
4 - Jorge Rivotti - A nossa roda
5 - Lituo - Assim assim
6 - Puto Bacoco - Hoje à noite na giesta 
7 - Diabo na Cruz - Portugal
8 - Xico Gaiato - Voltas e voltas

9 - Actvs Tragicvs - Le pécheur et son âme
10 - 7TV - Dressed in all black
11 - Culatra - Flores mortas
12 - Jardim do Enforcado - Dois mil e vintes
13 - Mão Morta - Liberdade
14 - Turning Point - O livro dos mortos

sábado, 13 de junho de 2026

ANA MARGARIDA REVISITA "CABEÇA DE VENTO"

 



















Ana Margarida apresenta “Cabeça de Vento”, novo single já disponível nas plataformas digitais, acompanhado por um videoclipe e por uma abordagem minimal centrada na voz, no piano e na percussão. O tema recupera um dos fados imortalizados por Amália Rodrigues.

O lançamento surge na sequência da participação da artista no tema “O-PI-NI-ÃO”, de Jacaréu, incluído no álbum “Eterno Espectador” e apresentado este ano no Festival da Canção 2026. A colaboração, bem como o tema “Peter Pan”, marcou um novo momento de exposição pública para Ana Margarida, aproximando o seu percurso de contextos ligados à música alternativa e à experimentação contemporânea.

Em “Cabeça de Vento”, a artista parte da matriz tradicional do fado para desenvolver uma interpretação centrada na interioridade, na vulnerabilidade e na dimensão simbólica da canção. A nova versão procura expandir o peso emocional do tema através de uma instrumentação reduzida e de uma interpretação vocal assente na expressividade e na contenção.

Ao longo do processo criativo, Ana Margarida tem vindo também a desenvolver um conjunto de reflexões pessoais que dialogam diretamente com o universo conceptual do single. “Há demandas da alma que transcendem os desígnios da mente”, refere a artista, apontando para uma ideia de transformação interior e de confronto entre luz e sombra. Noutra reflexão, acrescenta: “A vida é um mar e o teu corpo um barco onde navegas à aventura”, associando a experiência artística a um percurso marcado pela incerteza, pela fé e pela descoberta.

Essa dimensão existencial atravessa igualmente outras ideias desenvolvidas pela cantora, como “Tenho vergonha do que sinto, pois não é real” ou “Despeço-me do ridículo. Agora só fico eu”, frases que reforçam uma procura de autenticidade, auto-observação e libertação emocional. “Quem ouve a minha voz, ouve mais do que isso, ouve a minha história”, sublinha ainda.

Natural do Seixal, Ana Margarida iniciou o seu percurso artístico ainda em criança, tendo representado Portugal no concurso Bravo Bravíssimo, em Itália, aos 12 anos. Venceu também a Grande Noite do Fado, no Coliseu de Lisboa, e destacou-se em programas televisivos como o Big Show SIC. Paralelamente ao fado, desenvolveu trabalho em áreas como o pop-rock, bluegrass e música meditativa, mantendo uma relação transversal com diferentes linguagens musicais.

Em 2023, editou “Fado ao Piano”, trabalho desenvolvido em colaboração com o pianista Renato Silva Jr., aprofundando uma abordagem mais intimista e centrada na relação entre voz e instrumentação reduzida.

“Cabeça de Vento” dá continuidade a esse percurso, afirmando-se como uma revisitação de um clássico do fado a partir de uma perspetiva pessoal e contemporânea, onde memória, introspeção e expressão emocional coexistem numa mesma linguagem artística.

 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

PROGRAMA DE 12/06/26

1 - Silk Nobre - Chinchada
2 - Rachel Bangs - Bright eyes
3 - Clauthewitch - Silly flower
4 - Carbon - Mastermind
5 - RimaRussa - Saliva
6 - Meu General - Quero e não quero
7 - UHF - Rock in rio pt
8 - Diabo na Cruz - Roque da casa
9 - Xico Gaiato - Voltas e voltas
10 - Mafalda - Para ti
11 - Maria Leitão - Sai de casa
12 - Inês Santos - Tranças (com Vasco Ribeiro Casais)
13 - Manuel Linhares - Impérios da devastação
14 - Cicero Lee - Light beyond
15 - Otoma-kobito - Milky way

DANNI GATO LANÇA O NOVO SINGLE “MARÉ”, QUE CONTA COM A COLABORAÇÃO DE DIOGO PIÇARRA. O PRODUTOR ESTREIA-SE ESTE ANO NO ICÓNICO FESTIVAL BELGA DE MÚSICA ELETRÓNICA, TOMORROWLAND, A 17 DE JULHO





















Maré” é o novo single de DANNI GATO, editado hoje, que junta o produtor ao cantor e compositor DIOGO PIÇARRA. Ouvir.

DANNI GATO apresenta “Maré”, uma colaboração com Diogo Piçarra que cruza a identidade afro house do produtor com uma abordagem mais pop e melódica. A colaboração surge de forma natural entre dois artistas com percursos distintos, mas com uma vontade comum de explorar novas linguagens. Liga-os a sua origem. São ambos algarvios.

Depois de temas como “Where Are You”, “Lisboa” ou “Tudo Bem” “Maré” é mais um single de avanço de “Soldier”, o próximo álbum de DANNI GATO, que este ano estreia-se ao vivo no icónico festival belga de música eletrónica Tomorrowland, no dia 17 de julho.

+iNFO
Danni Gato é hoje um dos nomes mais marcantes da música eletrónica portuguesa. O seu percurso começou em Faro, sempre ligado às raízes cabo-verdianas que moldaram o seu ouvido e a sua forma de criar. A mistura entre a alma da morna e da coladeira com a energia do afro house tornou-se a base do seu estilo. Esse equilíbrio entre tradição e vanguarda fez com que conquistasse públicos de diferentes países e se afirmasse como um dos artistas em maior crescimento na cena afro house internacional. 

​A sua presença em palco levou-o a cidades como Ibiza, Paris, Londres, Amesterdão, Dubai, Boston e Nova Iorque. Partilhou cabine com nomes fortes do afro house como Shimza, Da Capo, Enoo Napa e DJeff, mostrando consistência e capacidade de adaptação em contextos muito distintos. Em Portugal, tornou-se presença habitual em festivais de referência. Atuou no Brunch Electronik, MEO Sudoeste, O Sol da Caparica, Nova Era Beach Party, Festival F e Rock in Rio, onde reforçou a reputação de DJ capaz de criar momentos de grande intensidade.​ 

No estúdio, o seu trabalho tem gerado sucessos que circulam entre os maiores DJ internacionais. Xaguada, Gratitude e Hulk tornaram-se temas de destaque em pistas e rádios especializadas. Já Pedrinha, Oskey e Num Tás a Ver valeram-lhe vários galardões de singles de Ouro e Platina, confirmando o impacto do seu catálogo e a sua evolução como produtor. 

Em Lisboa, Danni Gato alcançou um marco importante ao esgotar por três vezes o Pavilhão Carlos Lopes, reunindo milhares de fãs e reforçando a ligação que construiu com o público português. Esta capacidade de transformar a sua herança cultural em linguagem universal ajudou-o a definir uma identidade própria dentro do afro house e a levar o género a novos espaços. 

​Com uma combinação natural entre autenticidade, energia e visão, Danni Gato continua a marcar o ritmo da música eletrónica lusófona. O seu trabalho reflete uma evolução constante e uma vontade clara de levar a sonoridade que representa a públicos cada vez mais amplos. Cada novo set e cada novo lançamento reforçam o lugar que ocupa no panorama internacional.

MÁRCIO FERREIRA LANÇA NOVO SINGLE





















Márcio Ferreira apresenta "High Off Life", o seu novo single. O tema reflete sobre a trajetória do artista e os altos e baixos que marcaram o seu percurso ao longo dos anos, traduzindo essa experiência numa canção inspiradora e cheia de energia.

Através de uma mensagem positiva e motivacional, "High Off Life" convida os ouvintes a encontrarem força nos desafios e a valorizarem cada etapa do seu caminho. A combinação entre a letra inspiradora e a energia da música resulta num tema pensado para acompanhar diferentes momentos do dia, transmitindo uma sensação de motivação e confiança.

A produção ficou a cargo de Cetti, jovem artista e produtor angolano, cuja abordagem dinâmica e inovadora contribui para a identidade sonora da canção. A colaboração entre os dois artistas dá origem a um tema marcado pela energia e pela vontade de transmitir uma mensagem positiva através da música.

"High Off Life" já se encontra disponível nas plataformas digitais. 

MARIANA PINHEIRO EDITA "O DOM DE ESTAR ERRRADA"

Mariana Pinheiro lança "O Dom de Estar Errada" , um single sobre vulnerabilidade, transformação, inquietude e a coragem de dizer não.

A cantora e compositora Mariana Pinheiro apresenta "O Dom de Estar Errada"

, um tema que reflete sobre a vulnerabilidade humana, a aceitação da imperfeição e a importância de encontrar sentido mesmo nas nossas contradições. Longe de ser uma celebração da resignação, a canção nasce da consciência de que errar faz parte da experiência humana e de que aprender a dizer "não" pode ser um acto de crescimento e autenticidade. Ao longo da música, a dúvida transforma-se gradualmente em aceitação, percorrendo um caminho que parte da incerteza sobre os sentimentos e intenções do outro para chegar a uma reconciliação consigo própria, sintetizada na frase final: "Ainda bem que tudo é assim."

"O Dom de Estar Errada" aborda simultaneamente uma dimensão colectiva e uma dimensão íntima. Versos como " um planeta que implora mas ninguém o quer escutar" recordam a responsabilidade humana perante o mundo e a capacidade de agir apesar das falhas e limitações. A canção sugere que os mesmos seres humanos capazes de errar são também capazes de criar, cuidar, transformar e fazer a diferença.

O single será acompanhado por um videoclip oficial, com estreia marcada para o dia 20 de junho de 2026, às 19h00 (hora de Lisboa).

O vídeo foi gravado e editado pela dupla S&N Intercut Films e integra a paisagem da ilha de S. Miguel, transformando a geografia da mesma numa extensão visual da mensagem da canção.

A produção musical conta com arranjo do compositor Mário Raposo, participação especial de Ana Cláudia em backvocals e Nelson Félix na guitarra acústica.

Sobre Mariana Pinheiro Mariana Pinheiro é cantora, escritora, compositora e investigadora na área da literatura, cultura visual e artes. O seu trabalho artístico explora temas como identidade, memória,
transformação, vulnerabilidade e imaginação, cruzando diferentes formas de expressão criativa numa procura constante por novas formas de contar histórias.

CLAUTHEWITCH COM NOVIDADES





















© Laura Toscano

Há um portal entre Grangemouth, Falkirk na Escócia e Algueirão, Sintra em Portugal. Um baixo saído duma hardcase entre Bristol de 1998 e Benavente de 2026. Um lugar onde a perda da inocência se traduz em canção e reflecte o desalento desta abrupta implosão da sua edificada primavera juvenil. Um reajuste de valores que se encontra no amor próprio e no conforto de se saber mais a si.

Silly Flower é o nome deste portal de Clauthewitch - o onírico universo de Cláudia Noite, erguido com Miguel Grazina e Diogo Lourenço num éter de rock alternativo, shoegaze e dream pop -, o primeiro single desde a estreia com o EP Begonia (2024, Maternidade).

Uma canção de refrão forte e doce em que a direção das melodias vocais se encaixa em contra registo com o músculo rítmico do baixo e da bateria e o brilho incandescente de guitarras processadas.

PZ COM NOVO SINGLE NA COMPANHIA DE MARGARIDA CAMPELO





















© Rui Murka

["Põe-te a Milhas"]

Entramos naquela altura do ano de nos pormos a milhas, longe daqui, longe da vista, longe das bestas idiotas, dos fretes, dos gajos que fazem cara de mau à espera que digamos “WOW”. Entramos naquela altura do ano de termos tempo para nós, tempo para a família ir de férias apanhar sol na moina e refrescar ideias.

“Põe-te a Milhas” marca o miolo do “Álbum de Família” de PZ com uma performance memorável da Margarida Campelo e a sua voz inconfundível, estranhamente familiar. "Põe-te a Milhas" evoca uma certa nostalgia por um lugar melhor, longe daqui, longe da vista.

O videoclip foi realizado, mais uma vez, por Vasco Mendes, mas desta feita com a colaboração dos alunos do primeiro ano da ESAD (Escola Superior de Arte e Design) que deram asas à sua imaginação para ilustrar e animar as imagens que, como sempre, foram captadas na sessão de gravação que teve lugar nos estúdios Arda.

A música contou ainda com Leandro Leonet na bateria e com uma aparição especial de Luís Ruvina a desbundar num orgão Hammond que já lhe pertenceu.

Ficha Técnica 

Música, letra, produção, voz, baixo e guitarras: PZ
Voz convidada: Margarida Campelo
Bateria: Leandro Leonet
Orgão Hammond: Luís Ruvina

Gravação e mistura: Zé Nando Pimenta
Gravado nos Estúdios Arda
Realização vídeo: Vasco Mendes
Design: Studio Eduardo Aires
Fotografia: Rui Murka
Assistente de Produção: Francisca Lacerda
Direção criativa: PZ, Studio Eduardo Aires, Vasco Mendes
Ilustração & Animação: ESAD - Escola Superior de Arte & Design

Têm sido sempre vários os motivos e coincidências que têm marcado este "Álbum de Família” que continua a surpreender enquanto nos vai fazendo companhia ao longo do ano. De relembrar que em Dezembro sai um vinil com a compilação dos 12 temas.

NOVO CLIP DE DAN RIVERMAN















Depois do lançamento do álbum homónimo, editado em novembro do ano passado, Dan Riverman apresenta agora o videoclipe de “Tell Me Stories”, um dos temas que acompanhou a chegada do disco e que surge agora com uma nova dimensão visual. A canção afirma-se como um dos momentos mais intimistas do trabalho, aprofundando uma escrita centrada na escuta, na proximidade e na partilha.

“Tell Me Stories” desenvolve-se como um convite à intimidade, habitando um espaço onde duas pessoas se encontram sem pressa, afastadas do ruído exterior e das distrações do quotidiano. A canção parte da ideia de escuta mútua, propondo um momento suspenso no tempo onde as preocupações se dissipam, as memórias permanecem e as palavras encontram finalmente espaço para existir.

Liricamente, o tema constrói-se em torno da disponibilidade emocional e da vontade de compreender o outro através das suas histórias. A voz surge próxima e desarmada, num registo que privilegia a vulnerabilidade e a contemplação. Tal como no restante álbum, Dan Riverman trabalha a partir de imagens simples e universais para explorar territórios ligados ao amor, à memória e à transformação.

A composição e a letra são assinadas pelo próprio Dan Riverman. A produção esteve a cargo de Bruno Fer, com gravações realizadas nos estúdios Arda Recorders e A Mina Studios. A mistura e masterização foram igualmente asseguradas por Bruno Fer.

O videoclipe prolonga visualmente o universo emocional da canção através de uma abordagem marcada pela contenção e pela proximidade entre imagem e narrativa. A realização, direção de fotografia e edição ficaram a cargo de Tiago Quelhas, com produção de Inês Torcato. As filmagens foram realizadas pelo próprio realizador, contando ainda com imagens adicionais captadas por Bruno Fer. O vídeo tem como protagonista Gabriela Geriante, cuja presença contribui para reforçar a dimensão intimista e contemplativa que atravessa toda a narrativa visual.

Lançado em novembro de 2025, o álbum homónimo de Dan Riverman apresentou um conjunto de canções centradas nas consequências emocionais do amor, da perda e da mudança. Entre momentos de introspeção e abertura, o disco construiu-se como um percurso marcado pela procura de sentido, pela vulnerabilidade e pela aceitação das transformações inevitáveis da experiência humana.

Ao longo da última década, Dan Riverman afirmou-se como um dos mais consistentes cantautores independentes da sua geração, com canções integradas em bandas sonoras de telenovelas, filmes e programas de televisão. Do percurso fazem parte trabalhos como o EP “Hers”, o tema “Singing King”, homenagem ao pai fadista, a participação no Festival RTP da Canção com “Lava”, bem como lançamentos posteriores como “Alright”, “Step Outside” e o EP “Riverside Sessions”.

Com a revelação do videoclipe de “Tell Me Stories”, Dan Riverman regressa a um dos temas centrais do seu mais recente álbum, aprofundando visualmente uma canção que continua a explorar a importância da escuta, da memória e da ligação humana num tempo marcado pela aceleração e pelo excesso de ruído.

TRAVO LIBERTAM SINGLE "BURIAL"















Foto: Francisco Gaspar

Carimbado pela icónica Fuzz Club, chega-nos o arranque de um ciclo sonoro avassalador. BURIAL é o novo single de TRAVO e serve de avanço para o terceiro álbum de estúdio do quarteto bracarense. Intitulado WASTELAND e com edição marcada para 2 de outubro, assume-se de forma clara como o registo mais pesado, metálico e urgente do percurso da banda.

WASTELAND é um disco de rock agressivo e de fusão de géneros, a bater à porta do metal, mas que consegue ainda assim respirar através do caos. É uma intensa jornada de headbanging entre jams rápidas — indutoras de bad-trips — e passagens ambientais contemplativas.

O contexto criativo foi inteiramente moldado por três anos de intensa rodagem internacional. Com a bagagem cheia de digressões pela Europa, passagens por festivais de relevo e uma incendiária sessão ao vivo na KEXP, a banda aproveitou uma rara pausa na agenda e fechou-se em estúdio com uma urgência absoluta:

A sessão de gravação foi agendada sem qualquer material composto, e todo o álbum acabou por ser escrito em pouco mais de um mês intenso de ensaios. A pressão de querer dar um passo em frente com o próximo álbum começou a instalar-se e causou alguma fricção interna. Este sentimento de urgência transitou naturalmente para as canções e deu-lhes um carácter que provavelmente não teriam num ambiente de composição mais relaxado.

A abrir e a marcar o tom de WASTELAND, o single BURIAL é o primeiro tema a sair do novo longa-duração de TRAVO. Em 4 minutos e 41 segundos de puro sufoco auditivo, esbanja riffs obscuros e indutores de ansiedade, vozes hipnóticas, solos de guitarra explosivos e uma secção rítmica acelerada. Tudo isto culmina num lead de guitarra contagiante, desenhado para ficar cravado na memória durante dias. O vídeo conta com realização de Ana Martinho Moreira e performance de Jo Castro.

_ Gravado no início de 2026 nos ARDA Recorders, no Porto, WASTELAND contou com produção, mistura e masterização a cargo de Jaime Arellano (conhecido pelo trabalho com Ghost, Ulver e Behemoth).

_ Ao longo de sete faixas livremente inspiradas em diferentes secções do poema The Waste Land de T.S. Eliot, o álbum aborda a tecno-ansiedade, a desconexão, a distopia, o amor, a morte, o renascimento e a procura por uma espiritualidade coletiva.

_ Com influências do psicadelismo obscuro e da música industrial, as guitarras cruzam-se entre harmonias belas e dissonâncias insólitas, sustentadas por uma secção rítmica potente e hipnótica. Um registo que se afirma também como o álbum com maior preponderância de sintetizadores da banda até à data.

RACHEL BANGS LANÇA SINGLE





















A artista portuguesa explora memória, ausência e confinamento emocional.

Rachel Bangs é o alter ego de Raquel Custódio, que começou como baterista e vocalista nos Palmers e como baterista nos Bar Lonely, antes de se aventurar no seu projeto a solo . Com algumas músicas já lançadas, chega-nos "Bright Eyes".

“Bright Eyes” é uma canção que se move entre o post-punk e o shoegaze. Com guitarras intensas e versos envolventes, Rachel Bangs reflete sobre a ideia de que o aprisionamento nem sempre é literal. No fim, tudo se reduz à emoção.

“Bright Eyes é uma canção que capta um ciclo emocional, preso entre memória e ausência. Simboliza a dificuldade de deixar o passado para trás.”

— Rachel Bangs

“Bright Eyes" fará parte do EP de estreia da artista, intitulado "Silent Memories", que sairá a 18 de Setembro.

Sobre Rachel Bangs

Rachel Bangs é o pseudónimo de Raquel Custódio, natural de Caldas da Rainha, Portugal. É uma multi-instrumentista autodidata, cuja paixão pela música surgiu desde tenra idade. A compositora portuguesa tocou com a sua banda Palmers em várias salas, como o Music Box e o Maus Hábitos, abrindo concertos para bandas como Iceage e The Parkinsons. Agora, Rachel Bangs explora o universo do Post-Punk, Shoegaze e Rock Alternativo neste novo projeto a solo.

NOVO SINGLE DE SILK NOBRE





















Depois de "Beleza vs Tristeza", o primeiro avanço do seu próximo álbum de originais, Silk Nobre regressa com "Chinchada", um tema que chega hoje às plataformas digitais e que promete marcar o arranque do Verão.

Com edição prevista para Outubro de 2026, Construção Civil continua a revelar-se tema a tema. Se o primeiro single convidava à reflexão sobre o tempo, a memória e o envelhecimento, "Chinchada" abre as portas a um lado mais festivo do universo de Silk Nobre — um tema construído para celebrar o encontro, a dança e a alegria de estar junto.

O lançamento acontece numa data especial, quando Lisboa sai à rua para celebrar Santo António, numa das maiores festas populares do país. Entre música, dança, sardinhas e marchas, "Chinchada" surge como banda sonora natural dessa celebração colectiva. Um tema que que convida a abanar o corpo e que chega no momento certo para acompanhar as noites quentes que se aproximam.

Assente nas influências da diáspora africana que atravessam todo o percurso artístico de Silk Nobre, "Chinchada" transporta para o presente a força agregadora do ritmo e da dança. Entre pulsões africanas e uma abordagem contemporânea, o tema cria uma atmosfera contagiante que tanto pode ecoar numa festa de bairro como numa pista de dança.

Nascido em Moçambique, com raízes cabo-verdianas e criado em Portugal, Silk Nobre continua a construir uma linguagem própria onde diferentes geografias, culturas e experiências se encontram. Em "Chinchada", essa identidade manifesta-se através da celebração, da partilha e da energia colectiva que a música tem capacidade de gerar. Uma canção feita para ser vivida em comunidade, cantada em voz alta e dançada sem reservas.

O tema integra Construção Civil, o segundo álbum de originais do artista, um trabalho que aprofunda o seu universo criativo e reforça a sua ligação à palavra, ao ritmo e à condição humana. O disco conta com produção de Silk Nobre, Pity e Ivo Costa.