segunda-feira, 3 de agosto de 2026

ÁGORA 2026 REGRESSA AO CASTELO DE LEIRIA

 








O Castelo de Leiria volta a receber o ÁGORA, para três dias em que a música, a performance, a instalação, as oficinas e o património cruzam-se num convite à descoberta de novas formas de habitar este lugar histórico.

No alto do Castelo de Leiria, entre muralhas erguidas para proteger e resistir, o ÁGORA propõe um outro gesto: transformar um lugar de defesa num lugar de encontro. Habitar as pedras não como fronteira, mas como espaço de escuta, partilha e imaginação.
 
Ao longo de três dias, o ÁGORA propõe uma experiência mais intimista, onde a música, a palavra e a criação artística oferecem-nos uma suspensão rara. Um tempo onde podemos abrandar, ouvir o outro e ouvir-nos a nós próprios. Há momentos de luz e momentos de sombra, de inquietação, celebração, silêncio e esperança. Todos fazem parte da mesma travessia. 
 
O ÁGORA convida-nos a percorrer esse caminho. Uma viagem onde a cultura não apaga as feridas, mas ajuda-nos a reconhecê-las, a cuidar delas e a encontrar novas formas de continuar, porque também a cura pode ser 

Entre os primeiros nomes confirmados temos Asmâa Hamzaoui & Bnat Timbouktou, referência maior da tradição Gnawa marroquina e um dos projetos mais marcantes da nova geração desta linguagem musical; Israa Shalaby, artista palestiniana que cruza voz, espiritualidade e experimentação numa performance profundamente imersiva; Margaret Hermant, compositora belga que apresenta um universo delicado com a sua harpa, eletrónica e silêncio; PAUS, apresentam Enterro, o disco que marca a despedida da banda dos palcos; Rita Silva & Mbye Ebrima, um duo que é fruto da interseção de práticas distintas, repetição e a variação melódica vindas das tradições do minimalismo ocidental e dos sistemas de oralidade da África ocidental; Manto Azul, por Haydn Douet Lukies e Afonso Simões cruza percussão acústica e um caráter hipnótico; e por fim el djinn الجن , que apresenta mā tmutish, uma obra construída a partir de vozes palestinianas onde a palavra, a memória e a resistência ocupam um lugar central.

O ÁGORA prolonga-se também para lá dos espetáculos com um gesto simples, um piquenique comunitário nas Varandas do Castelo de Leiria, Partir Pão, Partir Pedra é um convite para começar o primeiro dia de ÁGORA com encontro e partilha. Cada pessoa é convidada a trazer pão, petiscos, fruta, bebidas ou qualquer comida para colocar numa mesa comum. Porque acreditamos que comer juntos também é construir juntos: criar laços, partilhar histórias e descobrir novas formas de ocupar o Castelo.

O Castelo recorda-nos que as pedras tanto podem erguer muralhas como construir pontes. Essa escolha continua a ser nossa, e talvez seja esse o maior gesto da cultura: criar lugares onde o encontro vence o afastamento, onde a escuta vence o ruído e onde a criação nos lembra que há sempre outras formas de imaginar e construir o futuro.

Tal como nas edições anteriores, o bilhete habitual do Castelo de Leiria garante o acesso às atividades do ÁGORA, com lotação limitada à capacidade dos espaços. O acesso ao castelo é gratuito para residentes no concelho de Leiria, mediante apresentação de comprovativo de morada e identificação.

COPOFONIA REGRESSA A VILAR DE BESTEIROS COM UMA NOITE DEDICADA AO ROCK

 



















O Parque da Freguesia de Vilar de Besteiros recebe, no próximo 15 de agosto, mais uma edição do CopoFonia – Noitada de Rock, uma iniciativa que continua a afirmar-se como um dos momentos altos do verão na região, reunindo música ao vivo, convívio e animação num ambiente descontraído e de entrada livre.

Com início marcado para as 21h30, o evento apresenta um cartaz que reúne diferentes gerações e abordagens ao rock nacional, apostando em projetos que atravessam atualmente uma fase particularmente ativa.

Os Smoking Beer, de Mortágua, chegam ao CopoFonia depois de um ano marcado por uma intensa atividade em palco, com concertos um pouco por todo o país. A banda continua a consolidar o seu percurso no panorama do rock português e prepara atualmente a entrada em estúdio para gravar aquele que será o seu próximo trabalho discográfico, levando a Vilar de Besteiros um espetáculo que cruza os temas que marcaram a sua carreira com novas composições que antecipam o futuro da banda.

Também os Fade Out vivem um momento de grande afirmação. A banda tem somado presenças em alguns dos mais relevantes eventos dedicados ao rock e motociclismo, destacando-se atuações na Concentração Motard de Góis, entre outros palcos de referência, conquistando novos públicos através de uma prestação intensa e de grande impacto ao vivo.

A noite encerra ao ritmo de DJ Kira, que prolongará a festa mantendo a energia até ao final da noite.

Para além dos concertos, o CopoFonia contará com zona de restauração, bar, barraquinhas e diversas propostas de animação, reforçando a aposta num evento pensado para todas as idades e para quem procura viver o verão num ambiente de celebração e partilha.

Organizado pela ADRC de Vilar de Besteiros, o CopoFonia pretende continuar a afirmar Vilar de Besteiros como um ponto de encontro para a música ao vivo e para a dinamização cultural do território.

No dia 15 de agosto, o convite fica lançado: juntar os amigos, desfrutar de uma noite de verão e celebrar o rock num ambiente onde a música será, mais uma vez, a grande protagonista.


CopoFonia – Noitada de Rock
15 de agosto de 2026
21h30
Parque da Freguesia de Vilar de Besteiros
Entrada livre

DUQUES DO PRECARIADO EM CONSIDERAÇÃO PARA OS LATIN GRAMMY

 



















Segundo álbum da banda está submetido à categoria de Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa nos Latin GRAMMY 2026

Encarnação, o segundo álbum dos Duques do Precariado, está em consideração oficial para os Latin GRAMMY 2026, na categoria de Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa. A votação para a escolha dos nomeados arrancou no dia 27 de julho e decorre até 10 de agosto, estando o anúncio dos indicados previsto para 16 de setembro.

Editado em janeiro, Encarnação sucede a Antropocenas e nasceu da vontade dos Duques do Precariado de criar um disco à medida da própria banda. O álbum resulta de um processo de construção coletivo e assume uma abordagem visceral, centrada na presença física dos músicos e no compromisso mútuo entre eles.

O disco foi antecipado pelo single “Falho”, editado a 14 de novembro, que está também nomeado para os Globos de Ouro 2026. Gravada sem metrónomo e num único take, a canção sintetiza uma das ideias centrais de Encarnação: a possibilidade de transformar a imperfeição e a precariedade em matéria artística.

“Descobrimos que uma das formas de lidar com a precariedade é abraçá-la. O que dá muito mau activismo. Mas pode criar uma coisa mais perigosa que o activismo, e a música pode ser a liturgia dessa ideia”, explicam os Duques do Precariado.

Em Encarnação, a banda canta o que aflige a carne — a morte, o amor e os renascimentos que a vida permite — mas também a possibilidade de fazer música fora das lógicas comerciais ou artísticas estabelecidas. O resultado é um álbum que recusa a sofisticação como fim em si mesmo e privilegia a relação entre os músicos, a fisicalidade e a experiência partilhada.

O álbum reúne Pedro Mendonça (voz, guitarras, percussão), João Neves (guitarras, viola Braguesa, teclados, voz), João Fragoso (baixo, guitarras, viola Braguesa, voz), Hugo Oliveira (flautas, gaita, gralha) e Zé Stark (percussão), com a participação de Teresa Costa (flautas).

A presença de Encarnação no processo oficial de consideração para os Latin GRAMMY 2026 acontece num momento particularmente relevante para os Duques do Precariado, depois da nomeação de “Falho” para os Globos de Ouro 2026. A decisão sobre os artistas e álbuns que avançam para a fase de nomeações será conhecida a 16 de setembro.

Os Duques do Precariado nasceram em Lisboa em 2014, quando o Pedro mostrou ao Fragoso as canções que tinha "no lixo". Depois de muitas conversas e algumas gravações numa cave da Graça, deram-se a conhecer a 1 de maio de 2017 com o tema “Vou Considerar”, produzido com Bernardo Fachada, que levou a canção a uma forma decente. Em Outubro de 2018, despejaram na internet o primeiro álbum, a que chamaram “Antropocenas”, grupo de 7 canções que retratam um encontro demorado com a certeza do colapso. No ano de 2023, este disco foi recuperado do esquecimento com a edição física pela Lux Records e foram tocá-lo a quem o quis ouvir, às vezes em quinteto e muitas vezes só os dois. No fim de 2024, já fora de Lisboa, e com o Neves que se juntou no caminho, decidiram que queriam fazer um disco novo, a celebrar as coisas que descobriram entretanto. Chamaram-lhe Encarnação.  

CARA DE ESPELHO EM CONCERTO NO MONTIJO

 



















29 AGOSTO | MONTIJO
Igreja de Santo Isidro de Pegões
22h00

A 29 de agosto, os Cara de Espelho atuam no Largo da Igreja de Santo Isidro de Pegões, para um concerto que reúne as canções mais marcantes do seu repertório, tanto do novo álbum "B", como do disco de estreia. Ao ar livre, o coletivo assina um espetáculo onde a crítica social, a modernidade e a tradição se cruzam de forma única.

CRISTINA BRANCO DE REGRESSO A PALCOS HOLANDESES

 



















09 AGOSTO | VALKENBURG
Openluchttheater | 20h30

Há 30 anos que o público holandês continua a reclamar a presença de Cristina Branco nos palcos do país. A 9 de agosto, a artista regressa à Holanda para atuar no anfiteatro ao ar livre de Valkenburg, na continuidade de uma digressão internacional que, só em 2026, já soma nove concertos naquele território. Apresenta o álbum "Mãe", a par de outros fados do seu repertório.

LUCA ARGEL NO PALCO ZECA AFONSO DO BONS SONS





















A 7 de agosto, Luca Argel sobe ao Palco Zeca Afonso do Bons Sons, em Cem Soldos, Tomar, para apresentar ao vivo as canções do novo álbum, "O Homem Triste", num espetáculo que certamente não esquecerá outros momentos marcantes do seu percurso autoral. O concerto integra a edição que assinala os 20 anos deste festival. Dias depois, a 13 de agosto, segue para a vila de Nespereira, em Cinfães, onde atua no âmbito do festival multidisciplinar Kulverão.

sábado, 1 de agosto de 2026

PROGRAMA DE 01/08/26

1 - Sci Fi Industries - Diminuendo
2 - Herr G mets Fuel 2 Fight - Espectros
3 - Astronauta Desaparecido - Getting out of control (voz / Judith Butler)
4 - Jesuíno - Hollyfood
5 - Orquestra Popular de Paio Pires - Arroz doce
6 - João Lucas - Acts of disturbance
7 - Coldfinger -Mondo
8 - Líquen - Perfil do ocidente 

9 - António Zambujo - Regresso à infância
10 - Ezequiel - Portugalidade
11 - Puto Bacoco - Hoje à noite na giesta
12 - Carlos Peninha - Chão ardente
13 - A.P. Braga - Lira
14 - João Afonso - Matope 

CONHEÇA O ROCKTUGA DOS SALVA'TERRA®


A  banda assim se apresenta:

"Olá somos uma nova banda rock cujos integrantes residem na área metropolitana de Lisboa; contudo, não
nos definimos como pertencendo a uma cidade ou sendo de um país. Apesar de, uns nascidos em Portugal e de outros a viverem no nosso país, vemo-nos como entes espirituais a viver uma experiência humana como cidadãos deste maravilhoso Mundo_

*. O nome SALVA'TERRA® resulta da união de duas ideias: "salvar" + "terra". Para nós a "terra" não é apenas o planeta onde vivemos, é antes de tudo mais a 'terra interior' de cada um de nós - o nosso coração, a nossa consciência e« essência, o lugar onde germinam os nossos pensamentos, onde fluem as nossas emoções, onde fazemos escolhas e onde residem os nossos valores. É disto que falam as nossas músicas.

Acreditamos que nenhuma transformação duradoura acontece de fora para dentro. A verdadeira mudança começa no nosso interior e frutifica para fora de nós (família, amig@s, sociedade, mundo), quando cada um(a cuida da sua própria "terra". Quando o coração é cultivado com amor, verdade, coragem, paciência e consciência, também as relações, a sociedade e o mundo ao redor se transformam. É esta visão que inspira as nossas canções.

A Nossa Missão,

Não procuramos dar respostas prontas nem apresentar-nos como gurus e nem como salvadores de ninguém.

Sim, somos mais que uma banda; somos missão - como que "apóstolos pós-modernos" de uma consciência inclusiva e universalista desprotocolada de religião e de religiosidade. E resumindo, queremos através da música:

1. Valorizar o Divino que há em cada um(a;
2. Estimular a meta-cognitividade (consciência de nós mesm@s - fazer as pessoas olharem para os seus
pensamentos e sentimentos, levando-@s a refletir e a agir sobre estes de uma forma construtiva);
3. Promover a empatia pl'@s demais (natureza e restantes seres vivos);
4. Promover o amor-próprio sadio, responsabilidade pessoal;
5. Explicar que TODA revolução social e cultural positiva tem o seu início no íntimo de cada Ente Humano, porque no fundo, só quem salva o coração, transforma o mundo.

*_ feat Platão + Pierre Teilhard de Chardin

PARA QUE FIQUE CLARO: Somos espiritualmente irreligiosos, ou seja, não temos religião e nem defendemos ou propomos uma. A nossa bandeira, partido, filosofia e crença é O Am@r Universal considerar que TUDO e TOD@S são tão Dign@s, Sagrad@s e Divin@s quanto nós!

Os Membros d'os SALVA'TERRA® são:
- Hélder Inocêncio _ Letras, Melodia e Voz - do 1° álbum 'Am@r'Dentro', e fundador d'os S'T;
- Carlos Rocha _ Guitarrista, Teclas, Voz e co+produção (Orquestração). Também é Letrista e Compositor;
- Joelson Ferraz _ Baixo, Voz e co-produção (Arranjos). Também é Letrista e Compositor;
- José Reis _ Baterista."

Redes Sociais d'os SALVA'TERRA®
https://fb.com/bandaSalvaTerra 
https://Instagram.com/banda.salvaterra
 
https://www.tiktok.com/@os.salvaterra
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sexta-feira, 31 de julho de 2026

PROGRAMA DE 31/07/26

1 - Espama Trincana - Oiar pra mim
2 - MarloN - MudaR (feat Presto)
3 - Peculiar - moss moça
4 - Quintasz - Sol
5 - Dinis Mota - Se esta vida
6 - Sandrino - Se me quiseres contigo
7 - A Sul - Cepa torta
8 - Líquen - Perfil do ocidente
9 - Coldfinger - Líquid
10 - Maripool - Favourite
11 - Zurrapa - Vampiro Português
12 - Extrazen - They know my name
13 - Mahbe - Shake it
14 - Mike & Zé Maria - Sal
15 - Pipe Núncio - Jeito de ser
16 - Bandua - Macelada (Phragmant remix)

MENOS DE UMA SEMANA PARA CELEBRAR DUAS DÉCADAS DE BONS SONS















© Pedro Sadio

O BONS SONS está de volta de 6 a 9 de agosto para comemorar 20 anos de vida e resistência. Em contagem decrescente para voltar a viver a aldeia, divulgamos algumas novidades práticas e recordamos o Plano para a Diversidade.

PLANO PARA A DIVERSIDADE

O Plano para a Diversidade do BONS SONS é um plano de intervenção a vários anos, em melhoria contínua, que prepara a aldeia para receber e incluir todas as pessoas, independentemente de quem são, da sua condição e das suas características.


PONTOS GERAIS:

- Bilhete gratuito para 1 acompanhante de cada pessoa com deficiência (mediante apresentação de atestado multiusos à entrada do festival).
- Estadia gratuita no Glamping BONS SONS para 1 acompanhante de cada pessoa com deficiência (requer reserva com antecedência).
- Zona de estacionamento prioritário, junto à Entrada da Escola, para todos os veículos com dístico/cartão de estacionamento para pessoas com deficiência condicionadas na sua mobilidade.
-Casas de banho e balneários sem género.

PESSOAS COM MOBILIDADE CONDICIONADA

- Com a requalificação da aldeia, Cem Soldos dispõe de infraestruturas mais adequadas e com menos barreiras para receber pessoas com mobilidade condicionada, no acesso aos palcos, às exposições e outros espaços do festival.
- Existem plataformas individualizadas, nos palcos Lopes-Graça, António Variações e Zeca Afonso, para que pessoas em cadeiras de rodas assistam aos concertos no meio do público, de forma segura, com o seu grupo e à altura da restante plateia.
-Nos Palcos Lopes-Graça, Zeca Afonso e Giacometti existe um espaço prioritário à frente onde pessoas com mobilidade condicionada, podem fazer-se acompanhar do seu grupo.
-Autocarro-transfer que faz o percurso Tomar - Cem Soldos - Paialvo adaptado para pessoas com mobilidade condicionada.
-O Glamping BONS SONS dispõe de tendas adaptadas para pessoas com mobilidade condicionada, bem como casas de banho e balneários adaptados (requer reserva prévia).


PESSOAS NEURODIVERGENTES

- O BONS SONS disponibiliza abafadores de som para utilização durante o evento, a título de aluguer ou compra, de acordo com o interesse de cada um. Disponível no Posto de Informação.

PESSOAS SURDAS

-As conversas Gerador, a conversa Um País Morto Não Pode Fazer Uma Cultura Viva, promovida pela Fundação Saramago e a conversa entre o artista Luca Argel e a sexóloga Tânia Graça têm interpretação em Língua Gestual Portuguesa.

OUTRAS INFORMAÇÕES
PULSEIRA CASHLESS

O BONS SONS continua a ser um festival cashless, ou seja, não é feito nenhum pagamento com dinheiro vivo ou cartões de multibanco dentro do recinto do festival. Tudo acontece através de uma pulseira.

Ao chegar ao festival, os bilhetes são apresentados e trocados por uma pulseira RFID cashless. As pulseiras são carregadas com o montante que desejam e, depois disso, é só comer, beber e dançar sem preocupações. Mais seguro e prático.

Este ano, a devolução do saldo passa a ser feita exclusivamente online, através da plataforma cashless disponível em www.bonssons.pt, entre 10 de agosto (11:00) e 17 de agosto (11h00). O processo foi simplificado para evitar filas no final do festival e tem um custo de 1,50€, correspondente aos custos operacionais da plataforma.

Outra novidade é a possibilidade de carregar a pulseira antecipadamente, a partir de 3 de agosto, através da plataforma cashless. Após o registo e a introdução do número do passe geral ou bilhete diário, o saldo fica disponível na pulseira no momento do levantamento. Mantém-se ainda a opção de doar o saldo remanescente para apoiar iniciativas sociais e culturais da aldeia de Cem Soldos.

EXTRAZEN LANÇA NOVO SINGLE "THEY KNOW MY NAME"















Acaba de ser lançado em todas as plataformas digitais "They Know My Name", o novo single de Extrazen e o segundo lançamento do artista português em apenas um mês, depois de "Demon" ter marcado o seu regresso em nome próprio. O tema já está disponível em streaming e cruza produção eletrónica, ambient e influências da EDM dos anos 2010, um território sonoro que acompanha Extrazen desde sempre e que hoje assume como uma das maiores referências no seu percurso enquanto produtor e artista.

"É, sem dúvida, a minha faixa preferida até hoje", partilha Extrazen sobre "They Know My Name". A canção fala das forças internas que nos acompanham diariamente, medos, impulsos e pensamentos que parecem conhecer cada passo antes de o darmos. "Fala das forças internas que nos acompanham diariamente, medos, impulsos e pensamentos que parecem conhecer cada passo antes de o darmos, optando por encará-los e reconhecer essa presença como forma de lhes retirar o controlo", explica o artista.

A faixa estabelece leves analogias com "Prometheus Unbound" de Percy Bysshe Shelley. O primeiro verso da música nasce, aliás, de uma adaptação de uma das passagens iniciais da obra, um gesto que revela a ambição literária por detrás de um som que continua, ainda assim, profundamente pessoal.

Chegado apenas um mês depois de "Demon", "They Know My Name" confirma um grande ritmo de lançamentos em Extrazen e sugere que o artista se prepara para algo de maior escala, um próximo grande capítulo que se soma agora ao percurso já traçado por "What To Do With Your Hands". O álbum de 2025 continua a ser amplamente destacado como um dos trabalhos mais relevantes da nova música alternativa feita em Portugal, com elogios que atravessam fronteiras, e é nesse território de reconhecimento crescente que Extrazen constrói o que vem a seguir, sem sinais de abrandamento e sempre a apontar para lá de Portugal.

M1KE E ZÉ MARIA HOMENAGEIAM ALCÁCER DO SAL


M1KE (D.A.M.A) e Zé Maria apresentam "Sal", uma canção profundamente inspirada pelas cheias que atingiram Alcácer do Sal e que deixaram uma marca profunda na vida da cidade e de quem nela vive.

Depois da apresentação ao vivo, no passado dia 30 de julho, numa ação especial que reuniu as gentes e os testemunhos reais no Mercado Municipal de Alcácer do Sal, em colaboração com a Câmara Municipal, chega agora às plataformas digitais "Sal", o tema que presta homenagem aos acontecimentos que marcaram os últimos meses.

Mais do que um novo single, "Sal" nasce como um gesto de homenagem. À terra, às pessoas, à resiliência de uma comunidade que viu a água transformar ruas, casas e vidas, mas que encontrou igualmente força para se reerguer. É precisamente dessa memória que nasce esta composição, uma obra que cruza música, imagem e emoção, procurando eternizar um momento que jamais será esquecido por quem o viveu.

Sem nunca cair na descrição literal dos acontecimentos, "Sal" escolhe o caminho da metáfora. O sal representa aquilo que permanece depois da tempestade: a marca invisível que fica na pele, nas paredes, na memória e no coração de uma comunidade. É um símbolo da perda, mas também da permanência, da resistência e da capacidade humana de continuar.

A inspiração para "Sal" nasce do contacto direto com Alcácer do Sal após as cheias e da proximidade criada com a população local, uma ligação ainda mais forte pelo facto de Zé Maria ser natural da cidade. Esse envolvimento permitiu aos artistas transformar em música as histórias, os afetos e a memória de quem viveu aquele momento. O lançamento é acompanhado por um videoclipe oficial que reforça essa dimensão documental, recorrendo a imagens reais captadas durante e após a tempestade, bem como a registos cedidos por entidades locais, numa homenagem visual que perpetua um dos momentos mais marcantes da história recente de Alcácer do Sal.

O lançamento é acompanhado por um videoclipe oficial que reforça essa dimensão documental. O filme integra imagens reais captadas durante e após a tempestade, bem como registos cedidos por entidades locais, estabelecendo uma ponte entre a ficção artística e a memória coletiva da cidade. O resultado é uma peça visual de forte impacto emocional que prolonga a mensagem da canção e perpetua o testemunho de um dos momentos mais marcantes da história recente de Alcácer do Sal.

A colaboração entre M1KE, músico, compositor e membro dos D.A.M.A, e Zé Maria, fundador da banda A Mansão, compositor e multi-instrumentista, nasce de uma amizade e de uma visão artística comum: a convicção de que a música pode ser muito mais do que entretenimento. Pode ser memória. Pode ser identidade. Pode ser um lugar de encontro.

Com "Sal", os dois artistas oferecem a Alcácer do Sal uma homenagem sentida e intemporal. Uma canção que não procura explicar uma tragédia, mas preservar aquilo que nenhuma inundação conseguiu levar: a força das suas gentes e a identidade de uma terra.

"Sal" encontra-se agora disponível em todas as plataformas digitais.

SANDRINO ABRE NOVO CAPITULO DEPOIS DO FESTIVAL DA CANÇÃO













Depois de conquistar o público como um dos finalistas do Festival da Canção 2026 com "Disposto a Tudo", Sandrino regressa com "Se Me Quiseres Contigo", um novo single que prolonga os ritmos quentes e a identidade sonora que apresentou em palco, mas que aprofunda agora uma escrita ainda mais íntima e vulnerável.

Produzida por Francesco Meoli e escrita pelo próprio artista, "Se Me Quiseres Contigo" marca o início de um novo ciclo de lançamentos e abre caminho para uma nova fase criativa de Sandrino, onde a honestidade emocional se torna o centro das canções.

Neste novo tema, o cantor reflete sobre a forma como a infância e as experiências que nos moldam permanecem presentes nas relações que construímos em adultos. Mesmo quando reconhecemos a irracionalidade de muitos dos nossos medos e reações, há partes de nós que insistem em surgir sem aviso, lembrando-nos que o passado nunca desaparece verdadeiramente. A canção fala precisamente dessa necessidade de reconhecer essas feridas, de lhes dar nome e de as partilhar com quem escolhemos amar.

Mais do que uma canção sobre o amor, "Se Me Quiseres Contigo" é um convite à vulnerabilidade. É sobre ter a coragem de dizer "é daqui que eu venho" não como uma desculpa, mas como um gesto de confiança. Sobre mostrar ao outro as partes menos luminosas de nós próprios, na esperança de sermos vistos e aceites por inteiro. E é também sobre encontrar alguém que se transforma em abrigo, não por ser perfeito, mas por ser um lugar seguro onde as tempestades podem existir sem medo.

"Depois do Festival da Canção senti necessidade de parar, recarregar baterias e definir o que vinha a seguir. Estes novos singles nasceram daí, são vontades cantadas sem grandes filtros, sem pressa de encaixar em nada além do que sinto naquele momento."

"Se Me Quiseres Contigo" é o primeiro de dois lançamentos que antecipam a próxima etapa do artista.

O artista já conta com um EP de estreia cá fora "Ser" e, com este novo single, Sandrino continua a afirmar uma identidade artística onde a pop, as influências brasileiras e uma escrita profundamente humana se encontram, confirmando-se como uma das vozes mais sensíveis e singulares da nova geração da música portuguesa.

DINIS MOTA FAZ A FESTA COM O NOVO SINGLE 'SE ESTA VIDA'





















Fotografia: Bruno Gomes

Após a edição do álbum de estreia "By Your Eyes" e a conquista do segundo lugar no Festival da Canção 2026, o músico regressa com uma canção que dá início a um novo capítulo do seu percurso artístico.

'Se Esta Vida' é o novo single de Dinis Mota, já disponível em todas as plataformas digitais. Cruzando a emoção da Pop contemporânea e da música popular portuguesa com ritmos latinos, influências da MPB e uma percussão de inspiração cubana, o tema transforma a saudade num espaço de encontro, celebração e esperança, onde a introspeção convive com a vontade de dançar.

Nas palavras de Dinis Mota, ‘Se Esta Vida’ "nasceu da vontade de voltar a celebrar e desprender cada um de nós de cada obstáculo que nos é imposto. Depois do Festival da Canção, percebi que há uma necessidade em mim de criar conexão, através de uma energia de encontro, dança e partilha que contagie".

Escrita, composta e produzida pelo multi-instrumentista, 'Se Esta Vida' celebra a beleza das marcas que o tempo deixa e a capacidade de encontrar luz, mesmo em tempos difíceis. Com o propósito de "criar um lugar onde o passado pudesse ser celebrado, ao invés de lamentado", o tema acompanhado por um vídeo realizado por Rafaela Lopes é "esperançoso e surge da saudade, mas não da tristeza, que olha para as memórias com gratidão e que convida as pessoas a dançarem com tudo aquilo que viveram. A dança surge como metáfora: um movimento no presente que simboliza o amor pelo passado e o sonho de um futuro", acrescenta Dinis Mota.

Após a conquista do segundo lugar no Festival da Canção 2026 com o tema 'Jurei' e o lançamento do álbum de estreia, "By Your Eyes", Dinis Mota inicia agora um novo capítulo criativo, no qual mantém a identidade emocional que tem marcado o seu percurso, mas explora uma abordagem mais luminosa, celebratória e aberta à comunhão entre palco e público.

"Este tema marca o início de uma nova fase, porque é exatamente o ritmo que traduz a forma como eu me sinto enquanto artista. Encaro esta fase da minha carreira com uma responsabilidade acrescida. Quero continuar a fazer da música um espaço no qual as pessoas possam sentir e encontrar esperança. Mais do que contar histórias, pretendo criar momentos que aproximem quem ouve daquilo que realmente importa", diz o músico.

Já disponível em todas as plataformas, 'Se Esta Vida' assinala o arranque desta nova etapa artística de Dinis Mota. O novo single e o álbum "By Your Eyes" estarão em destaque no concerto do cantor, compositor e produtor Aveirense nas "Noites de Verão" da Pampilhosa da Serra, já no dia 4 de agosto.

Cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor, Dinis Mota é um artista singular, que tem vindo a destacar-se pela união de instrumentos orgânicos e texturas digitais. O resultado dessa experimentação é uma mistura sonora improvável que não se limita a um género e une Pop, Rock, R&B, Bossa Nova, Samba, AfroSwing, Blues e até Hip Hop. Esta riqueza sonora, aliada a uma identidade artística bem definida, tornam o reportório de Dinis Mota uma proposta diferenciadora no panorama musical nacional.

A paixão pela música e arte em geral surgem desde cedo na vida do jovem natural de Aveiro, através dos discos dos pais que ouvia em criança e, posteriormente, pelas primeiras audições autónomas. Foi contactando com vários instrumentos, como a guitarra e o piano, e logo demonstrou um instinto e uma uma sensibilidade raros.

A estreia discográfica de Dinis Mota acontece em 2022, com o single 'Longe'. No ano seguinte lança os EPs "TRIAGEM", uma viagem vibrante à mente e às experiências de vida do criador, que explora R&B, Hip Hop, Rock, Samba e Afroswing, e "REFLEXO", que representa uma fragmentação do seu espírito, pintada por um ambiente ligado à vertente psicadélica do Trap, Hip-Hop e House.

Em 2024, o artista dá início à mais importante fase da sua carreira, com o single 'NO STRESS'. Seguiram-se, em 2025, 'DIAMONDS', 'MÃE', 'I'M ON IT' e 'LMLY', lançados em antecipação ao primeiro álbum, e a estreia ao vivo com um concerto no Teatro Aveirense. No mesmo ano, Dinis Mota completa o Mestrado em Artes e Tecnologias do Som na ESMAE, no Porto.

No início de 2026, participa no Festival da Canção, alcançando um honroso segundo lugar na competição da RTP, com o tema 'Jurei', e edita o disco de estreia, "By Your Eyes". O longa duração é composto por 17 faixas, interpretadas numa dança fluída entre o português e o inglês, com uma sonoridade contemporânea coesa que cruza R&B com influências de AfroSwing, House, Hip Hop, Bossa Nova, Rock e elementos de Jazz e Disco Funk. A narrativa que atravessa as canções é sobre os vários caminhos da vida, da paixão à reflexão, da confusão à aceitação. Escrito, composto e produzido por Dinis Mota, o álbum conta com as colaborações de Pedro Rafael - presença regular na evolução sonora do músico -, que assina a mistura e masterização, bem como de artistas como Sizzy G, Mei Rose e manwill, que participam nos temas 'I’M ON IT', 'STAY AWAY' e 'LOVE, AS A LIE', respetivamente.

SAIA LANÇAM CLIP

 



















Os SAIA apresentam o videoclipe oficial de “Tempo”. O lançamento recupera uma canção particularmente significativa no percurso do grupo, por ter assinalado o início da criação de temas originais e um momento determinante na definição da sua identidade musical.

Editado originalmente em 2021, “Tempo” parte das marcas deixadas pelo fim de uma relação para acompanhar um processo gradual de superação. A canção desenvolve-se entre a dor da perda, a reconstrução emocional e a possibilidade de recomeçar, transformando a passagem do tempo numa força capaz de alterar a forma como se olha para aquilo que terminou.

“O tempo passa, o tempo não pára por ninguém e cura as minhas feridas” resume a ideia central do tema, no qual a ausência e o sofrimento dão progressivamente lugar à libertação e à vontade de continuar. A interpretação cresce em intensidade ao longo da canção, acompanhando esse movimento interior e convertendo a fragilidade inicial numa afirmação de resistência.

Enquanto primeiro tema original apresentado pelos SAIA, “Tempo” representou também uma mudança decisiva para uma banda que, desde a sua formação, procurava construir um projeto centrado na música portuguesa. O single permitiu estabelecer algumas das características que continuariam a atravessar o seu repertório: letras próximas da experiência quotidiana, melodias marcantes e uma linguagem sonora onde se encontram influências do pop, do funk, do rock e da soul.

A edição do videoclipe acontece depois dos lançamentos de “Voltar a Ter” e “Glória”, temas apresentados ao longo de 2026 e que revelaram diferentes dimensões do grupo. Enquanto “Voltar a Ter” cruzou nostalgia, liberdade e vontade de recomeçar, “Glória” assumiu uma vertente mais pessoal e introspectiva, construída como homenagem às mães. O regresso a “Tempo” permite agora revisitar o ponto de partida desse percurso e enquadrá-lo na fase criativa que a banda atravessa atualmente.

Formados em 2019 por Luís Gaio e Luís Barros, os SAIA nasceram do desejo de criar um projeto orientado para a canção em português. Depois da estreia com “Tempo”, em 2021, editaram no ano seguinte o EP “Manual do Amor” e realizaram três digressões nacionais, consolidando a sua presença em palco com atuações em eventos como o Marés Vivas, a Feira de São Mateus e o AgitÁgueda.

Ao vivo, a banda apresenta-se num formato alargado, com Luís Gaio na voz, Luís Barros no keytar, David Fialho na bateria, Pedro Vieira nos teclados, João Martins na guitarra, João Rato no baixo, Fábio Matos no trombone e Pedro Costa no trompete. A formação de oito elementos reforça a dimensão rítmica e coletiva do projeto, prolongando em concerto a energia presente nas gravações.

Com a estreia do videoclipe de “Tempo”, os SAIA recuperam a canção que deu início ao seu percurso autoral e dão continuidade aos lançamentos de 2026, reafirmando a aposta na música original em português e na aproximação das suas canções a novos públicos.

PECULIAR APRESENTA "MOSS MOÇA", UM NOVO SINGLE ONDE O POP ENCONTRA A IDENTIDADE DO ALGARVE.





















Depois dos primeiros avanços do seu álbum de estreia, Os Camelos Também Sabem Nadar, Peculiar apresenta "MOSS MOÇA", um novo single que transforma uma história de desilusão amorosa num tema quente, dançável e marcado pela identidade algarvia. 

O título recupera uma das expressões mais características do Algarve. "Moss", uma interjeição popular do falar algarvio, dá nome à canção e reforça a ligação de Peculiar às suas origens e ao universo que inspira todo o projeto.

Através de metáforas ligadas ao mar e à pesca, "MOSS MOÇA" fala sobre a importância de reconhecer relações que já provaram não ser saudáveis e de encontrar a força para não voltar a cair nas promessas de alguém do passado.

Musicalmente, o tema cruza o pop com elementos da música tradicional algarvia e a energia do funk brasileiro, criando uma sonoridade luminosa que evoca o verão, o calor e as paisagens do sul de Portugal.

Com "MOSS MOÇA", Peculiar afirma uma linguagem própria onde tradição e modernidade se encontram.

MARIPOOL ANUNCIA NOVO SINGLE



Rotten Luck será lançado em 28 de agosto de 2026 pelas editoras Smoking Room / Lost Wisdom.

Nascida em Lisboa e residente em Londres, a compositora Maripool (nome artístico de Natacha Simões) anunciou no mês passado o lançamento do seu álbum de estreia, Rotten Luck, um trabalho introspectivo que explora a complexidade da identidade, da memória e da ideia de regresso. Entre o shoegaze e o indie alternativo, o disco marca um novo capítulo na trajetória de Simões, expandindo o universo sonoro dos seus EPs anteriores para um registo mais amplo, colaborativo e emocionalmente direto. Hoje, Maripool revela 'Favourite', o segundo tema retirado de Rotten Luck.

O single retrata o lento e silencioso desfazer de uma relação e a forma como a mente começa a procurar ,refúgio noutros lugares antes mesmo de tudo terminar. Sobre a canção, Simões explica que fala de "encontrar distrações como forma de escapismo e de suavizar o inevitável", numa reflexão delicada sobre a distância emocional, a negação e as pequenas formas de nos prepararmos para o fim de algo.

Rotten Luck foi escrito durante uma residência artística de um mês em Lisboa, em janeiro de 2025, e foi moldado tanto pelo isolamento como pela reconexão. Instalado num antigo edifício de pescadores, do outro lado do rio, o ambiente impôs uma quietude que definiu o processo de escrita de Simões. Os dias eram muitas vezes passados em silêncio, observando o rio ou escrevendo de forma intensa e intermitente, enquanto as noites traziam o regresso à cidade e a reconexão com uma vida passada.

Esta dualidade está no centro do álbum. Ao longo do disco, Maripool explora temas como deslocação, migração e a tensão entre passado e presente. Tendo deixado Lisboa ainda adolescente, regressar à cidade tornou-se uma confrontação com a sua identidade. Não apenas com quem se tornou, mas também com quem um dia tentou deixar para trás. Como a própria descreve, o álbum reflete “o processo de descobrir com uma parte de mim que nunca desapareceu por completo... confrontando quem sou quando tudo o que é externo desmorona”.

O título do álbum, retirado de uma das canções escritas durante a residência, encapsula esta paisagem emocional: um acerto de contas silencioso com erros do passado e a busca pela identidade que se seguiu. Em termos sonoros, Rotten Luck marca um novo capítulo, afastando-se do processo solitário que caracterizou os lançamentos anteriores de Maripool e aproximando-se de uma forma mais colaborativa de criar música. Gravado no sul de Londres com Joseph Futak (Tapir!, Piglet), o álbum conta pela primeira vez com a participação da sua banda ao vivo, permitindo que as canções ganhassem forma organicamente em estúdio. Muitas delas chegaram apenas esboçadas, evoluindo através da experimentação em vez de uma intenção rígida. Um processo que confere ao disco uma sensação de imediatismo e imprevisibilidade.
Ao longo de Rotten Luck, fragmentos do passado - gravações em VHS, memórias de infância e relações meio esquecidas - não são apenas mencionados, masincorporados na própria música, reforçando a tensão central do álbum entre quem fomos e quem nos tornamos.

As influências de artistas como Alex G, Feeble Little Horse e Wednesday fazem-se sentir ao longo do disco, juntamente com ecos de Duster e Sonic Youth. Ainda assim, o álbum estabelece-se num território sonoro muito próprio, equilibrando texturas nebulosas e distorcidas com um núcleo emocional cru e sem filtros.

Para além da música, Rotten Luck é um universo artístico plenamente concretizado. Simões criou toda a arte visual do álbum e trabalhou de perto com a sua irmã, Carina Simões, e com amigos nos elementos visuais, mantendo o espírito DIY (faça você mesmo) que define Maripool desde o início.

Desde o lançamento do single de estreia “Blindness”, em 2021, que recebeu apoio inicial de publicações como DIY e So Young, Maripool tem vindo a construir um espaço próprio marcado pela introspeção e pela atmosfera. Os EPs It All Comes At Once (2022) e a day that feels like nothing at all (2024) lançaram as bases para um álbum de estreia que soa simultaneamente como uma culminação e um ponto de
viragem. Depois de já ter partilhado palco em Londres com bandas como Feeble Little Horse, Squirrel Flower e They Are Gutting a Body of Water, Rotten Luck encontra Maripool a assumir plenamente a sua voz artística — abraçando a imperfeição, a colaboração e o desconhecido.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

PROGRAMA DE 30/07/26

1 - Vitoria Vermelho - Para o Jack
2 - John Mercy - Lights out (com Raquel Ralha)
3 - Birds Are Indie - Useless effort
4 - Soundscapism Inc - Thunderstorms of my youth (2026 vocal version)
5 - A Trouxa Mouxa - Cantamanhanas
6 - Sosmuca - João
7 - Brisa ft Magnus Wise - Chama
8 - Coldfinger - Shapeless
9 - Líquen - Perfil do ocidente
10 - Fidju Kitxora - Nadaver
11 - Romeu Bairos - Revaliza o vale das furnas
12 - Luca Argel - O homem triste
13 - Rita Redshoes - A tua trança
14 - Calcutá - Eterno retorno
15 - Marquise - Fauno

PEDRO MOUTINHO ANUNCIA NOVAS DATAS





















Fotografia: Joana Linda

Pedro Moutinho continua em digressão, levando o seu Fado a vários palcos em Portugal e também também na Polónia.

Num ano marcado pela apresentação de “Os Poetas Convidados”, espectáculo que junta Pedro Moutinho e Hélder Moutinho em palco, o fadista prossegue uma agenda preenchida, com concertos em salas, festivais e eventos de referência.

Depois das apresentações já realizadas na Casa da Música, no Porto, e no São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa, “Os Poetas Convidados”, projecto em que divide o palco com Hélder Moutinho, apresenta-se hoje, dia 30 de Julho, em São Domingos de Rana. Os irmãos levam depois o espectáculo à Festa do Avante, no dia 6 de Setembro, e ao Cineteatro Louletano, em Loulé, no dia 13 do mesmo mês.

Em nome próprio, Pedro Moutinho anuncia também novas datas, entre as quais o concerto no Festival Amália Rodrigues, a 2 de Outubro, no Fundão, e três concertos na Polónia, no âmbito do Energa Siesta Festival, em Novembro.

Com uma carreira marcada por uma relação profunda com a tradição fadista, Pedro Moutinho continua a afirmar um percurso próprio, onde a palavra, a interpretação e a escolha criteriosa de repertório ocupam um lugar central.

ZURRAPA COM NOVO SINGLE





















Camaradas, aqui segue o primeiro single de avanço para o nosso novo disco "MAI$ UMA MO€DINHA... MAI$ UMA VOLTINHA!" a ser editado em Setembro deste ano!

"Vampiro Português" foi a musica escolhida para apresentar o disco e conta com a participação especial na voz de Hugo "Mosgo" Rebelo, primeiro vocalista dos Simbiose.

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