segunda-feira, 30 de março de 2026

NO SALÃO BRAZIL





















Embryo #2
João Pedro Dias e Luis Figueiredo
07 Abril • 21:30

Embryo é projeto do pianista e compositor conimbricense Luís Figueiredo que, ao longo de cinco sessões, sempre nas primeiras terças-feiras do mês, vai criar um espaço de encontro com cinco excepcionais músicos da área do Jazz, que vão actuar em duo com o pianista em cada uma destas sessões.

No mês de Abril, recebemos João Pedro Dias (trompete).

Nascido em 1998 em Ovar, iniciou os estudos musicais aos 7 anos no trombone, transitando mais tarde para o trompete na banda filarmónica de Loureiro (Oliveira de Azeméis), onde estudou com Hernâni Petiz e Anabela Matos. Em 2016, ingressou no curso profissional de Instrumentista de Jazz do Conservatório de Música da Jobra. Prosseguiu os estudos na ESMAE, onde se licenciou em Jazz.

Ao longo do seu percurso, trabalhou com músicos de referência como Jeff Lederer, Matt Ulery e Seamus Blake, e integrou diversos projetos e orquestras, incluindo a Orquestra de Estarreja, a Orquestra de Jazz do Porto e a Orquestra de Jazz de Matosinhos. Participou ainda em concertos e gravações com o Eixo do Jazz Ensemble ao lado de João Paulo Esteves da Silva e Mário Laginha.

Integra o projeto Paira, que lançou o seu primeiro álbum em 2024, e lidera o projeto Matéria, com disco também previsto para o mesmo ano.

Abertura de portas: 21:00
Bilhetes: 5 eur • 7 euros
BILHETEIRA ONLINE

TOXIKULL COM NOVO VÍDEO















Os TOXIKULL lançam «Dragon Magic», o terceiro e último single retirado do seu próximo quarto álbum de estúdio, «Turbulence», com edição marcada para 24 de abril pela Dying Victims Productions.

Depois de «Midnight Fire» e «Turbulence», este novo tema revela uma nova faceta do disco, com uma abordagem mais simbólica e enraizada em referências culturais.

A música inspira-se na bandeira da antiga Lusitânia, na qual aparece a figura do dragão, figura essa que também surge no visualizer.

A ideia de «Dragon Magic» traduz-se num sangue de dragão que corre nas veias dos descendentes desta zona, algo instintivo, indomável e único.

Uma chama interior ligada à resistência, à queda e ao regresso, que, por mais adormecida que possa parecer, está lá nos momentos em que temos de nos mostrar ao mundo — alimentada por esse fogo que nunca se extingue.

Entre fogo eterno, profecias gravadas na pedra e céus em chamas, «Dragon Magic» é assim o último avanço antes da edição de «Turbulence».

Tal como o resto do álbum, o tema foi produzido por Jaime Gomez Arellano no Arda Recorders, no Porto, produtor conhecido pelo seu trabalho com bandas como Ghost, Primordial, Mayhem, Opeth, Moonspell, Behemoth e Angel Witch.

O álbum Turbulence, quarto trabalho de estúdio dos TOXIKULL, será editado a 24 de abril pela Dying Victims Productions.

Antes do lançamento, a banda realizará um listening party no Valhalla Rock Pub, em Lisboa, no dia 23 de abril, onde será possível ouvir o álbum em primeira mão, seguido de uma sessão de autógrafos com a banda.



Os Toxikull, um dos nomes de maior relevo do heavy metal nacional, acabam de confirmar os detalhes da sua próxima incursão pelo continente europeu. Sob o mote «Turbulence Over Europe 2026», a banda irá percorrer vários países durante o mês de maio, levando na bagagem a energia do seu mais recente trabalho discográfico.

Esta digressão surge no seguimento do lançamento do novo álbum, intitulado «Turbulence», que tem edição global agendada para o próximo dia 24 de abril, através da chancela Dying Victims Productions. O périplo europeu servirá de plataforma oficial para a apresentação do novo repertório, prometendo concertos de elevada intensidade técnica e sonora.

O Ponto de Partida: Datas em Território Nacional

Antes de cruzarem fronteiras, os Toxikull reservaram as primeiras datas da digressão para o público português. Estes espetáculos representam a estreia absoluta dos novos temas ao vivo, num alinhamento que fundirá o material inédito com os clássicos que têm marcado a trajetória do grupo:

24 de abril — RCA Club, Lisboa
25 de abril — Woodstock 69, Porto

Expansão Europeia

Após o arranque em solo luso, a comitiva segue para uma extensa rota que atravessa o coração da Europa. Estão já confirmadas passagens por França, Suíça, Alemanha, Países Baixos, Polónia, Bélgica, Luxemburgo e Espanha, estando ainda prevista a revelação de datas adicionais brevemente.

Com esta nova etapa, os Toxikull consolidam a sua afirmação no exigente circuito internacional de heavy metal, reforçando o estatuto de uma das bandas portuguesas com maior projeção externa no género.

Informações sobre Bilhetes

Os bilhetes para os concertos de Lisboa e do Porto já se encontram disponíveis para venda através da plataforma Unkind.

Bilhetes para Lisboa à venda aqui!
Bilhetes para o Porto à venda aqui!

NOVO SINGLE DE CARLOS RAPOSO





















Depois de “Valsa para Morpheu”, Carlos Raposo continua a revelar o seu universo sonoro único com “Rua do Castello”, novo single que antecipa o seu primeiro álbum de longa duração. Entre tradição e modernidade, a faixa combina as sonoridades tradicionais da viola campaniça e a electrónica hipnotizante.

Disponível em todas as plataformas a partir de 15 de abril de 2026.

Tour:
 
3 Jul - Covilhã (tba)
4 Jul – Anadia (tba)
26 Ago - Mondim de Basto * com Alexandre Manuel Pinto
28, 29 e 39 Set - Convento S. Francisco, Coimbra
22 Out - Teatro Campo Alegre, Porto * com Alexandre Manuel Pinto

ALEX LIBERALLI COMEMORA 33 ANOS DE CARREIRA E LANÇA SINGle DIA 3 DE ABRIL, O ÁLBUM VEM DE SEGUIDA.





















“Tudo K Kiser 33 ” é o nome do 1.º single da cantora Alex Liberalli e será lançado no dia 3 de abril em todas as plataformas de musica digital.

Após 33 anos de trajetória e radicada em Portugal desde então, a artista aos 56 anos lança seu primeiro disco a solo intitulado “Montanha Russa 33”.

Comemorando 33 anos de carreira a cantora mostra que a música e um artista não têm idade e nem limites na sua arte e que o sonho de ser feliz com o que faz, é uma verdade.

Seu percurso vocal atravessa corpos sonoros diversos, é atualmente vocalista das bandas Trio Pagú e Pela Estrada Com Elis Project, deu a voz das bandas; Big Fat Mamma, Monstro Mau e, Dona Carioca, deixando em cada projeto um traço próprio, inconfundível.

Em sua discografia, são sete discos, nove participações como convidada especial e, presença em vinte e dois álbuns de coletâneas musicais, números que não pesam, mas testemunham uma travessia constante.

Com tantas obras editadas, nunca teve um álbum a solo.

O Álbum “Montanha Russa 33” nome este, inspirado na sua própria vida, será lançado no dia 1 de Maio, também comemorando o dia do trabalhador, pois foi aos 11 anos de idade que Alex começou a ganhar seu primeiro dinheiro no mundo da 7.ª arte e aos 23 anos no mundo da música.

CATARINA GUINOT REVELA LADO MAIS EMOCIONAL E PESSOAL NO EP "E TUDO O VENTO LEVOU"





















Fotografia: Ricky Creative

"E tudo o vento levou" é o título do novo EP de Catarina Guinot. Já disponível em todas as plataformas digitais, o conjunto de três faixas tem assinatura da cantora e compositora e produção de LEFT. e miguele. O mais recente trabalho da artista é focado no luto, na memória e na permanência, numa experiência sonora que percorre as diferentes fases da perda de alguém que amamos.

"O título do EP, “E tudo o vento levou”, nasce de uma expressão frequentemente dita pela minha avó e, por isso, é um gesto de homenagem. No fundo, o vento leva tudo, menos aquilo que fica em nós: as memórias, as histórias e as canções", conta Catarina Guinot. A cantora e compositora acrescenta que este curta-duração "foi pensado como uma viagem, para ser ouvido do início ao final sem interrupções, como quem atravessa uma memória do princípio ao fim".

Sobre a faixa principal, 'Mais triste sem ti', Catarina Guinot revela que “é um hino de despedida sobre continuar a viver depois de perder alguém. A canção é inspirada pela perda da minha avó paterna, entre a fragilidade e a aceitação, e transforma o luto num espaço de memória, amor e permanência. Com uma honestidade íntima e reconfortante, o tema oferece um lugar de escuta e reconhecimento emocional para quem já perdeu alguém. A produção minimalista e orquestral reflete e eleva o luto à tristeza abraçada pelo conforto e carinho de quem ama, colocando-nos na pele de quem sente e por cá fica. Sobram as memórias e canções para tranquilizar e lembrar".

Ao longo das três faixas, Catarina Guinot apresenta diferentes fases do luto, através das suas composições e de áudios reais da avó, aliados a uma produção que acompanha esta narrativa pessoal e emocional.

A faixa de abertura, 'A vida é bela', "funciona como uma introdução íntima ao universo do EP. A música é construída a partir de áudios reais de conversas com a minha avó, preservando a sua voz como um arquivo emocional", afirma a artista. Segue-se o single 'Mais triste sem ti', "que escrevi dois dias depois de perder a minha avó. Percebi que o luto é tristeza, mas é também uma forma diferente de continuar a amar" e, como último capítulo, surge 'À espera de mim', "a fase mais recente e madura do luto, que funciona como um epílogo do EP e lembra que não se esquece quem vive em nós. Neste tema é possível ouvir excertos de canções de embalar que a minha avó me cantava, preservadas como fragmentos de memória íntima e afeto transmitido de geração em geração. A faixa encerra o percurso do EP num lugar de contemplação e permanência, onde a ausência se transforma em presença interior", acrescenta Catarina Guinot.

"E tudo o vento levou" é editado depois da estreia discográfica da artista, com "Ode ao Des(amor)" - curta duração que inclui os singles 'Metade de Mim', 'Orações', 'Não Corro Atrás' e o tema-título -, com contributos de nomes como LEFT., INÊS APENAS, NED FLANGER e Choro. Após dois EPs, Catarina Guinot prepara agora o primeiro álbum de originais.

Cantora e compositora, Catarina Guinot estudou piano e canto desde cedo. Tem formação artística pela Restart e frequentou um workshop de Teatro Musical na ACT - Escola de Atores. Apaixonada por música desde que se lembra, só na adolescência a artista ganhou coragem para entrar no “Drama Club” da escola. Foi nessa altura que começou a escrever as suas próprias canções.

Em 2016 foi convidada a participar no Eurovision Live Concert, no qual interpretou um tema de Maria Guinot, de quem é parente por parte da avó materna. Já em 2018 completou o curso de Desenvolvimento Artístico na Restart Creative Education, através do qual teve a oportunidade de conhecer os Great Dane Studios, onde regressou em 2022 para um workshop de songwriting com LEFT., Mikkel Solnado e Bárbara Tinoco. Em 2023 fez backing vocals para Herman José e passou a integrar o coro RIMA.

Influenciada sobretudo por Pop e R&B e artistas como Lauryn Hill, Fugges, Slow J, Jüra, Dua Lipa, iolanda, INÊS APENAS, Camila Cabello, Rita Onofre e Melim, entre outros, Catarina Guinot vem para apresentar músicas com as quais as pessoas possam relacionar-se e identificar-se. Tudo o que escreve é autobiográfico e a mensagem que tenta passar com a sua arte é de confiança e valorização pessoal, celebrando o desamor como uma evolução positiva, seja em que forma de relação for: amorosa, amizade ou familiar.

Em 2024 Catarina Guinot deu início ao seu percurso discográfico com o lançamento do single de estreia, ‘Metade de Mim’ , ao qual se seguiu 'Orações' e 'Não Corro Atrás', no início de 2025. Estes temas abriram caminho para o primeiro EP da artista, "Ode ao Des(amor)", no qual explora as diferentes fases do fim de um relacionamento, aprofundando uma jornada de superação e valorização pessoal.

EMMY CURL CELEBRA 20 ANOS DE CARREIRA COM NOVO SINGLE "ENCANTO"















A artista de Vila Real, emmy Curl, celebra 20 anos de carreira com o lançamento de “Encanto”, o primeiro single do seu novo álbum Pastoral 2.0, com edição prevista para o fim do verão de 2026. O disco surge como uma continuação conceptual do aclamado Pastoral, trabalho distinguido com o Prémio José Afonso em 2025.

Com Pastoral 2.0, emmy Curl revisita e reinterpreta histórias, simbolismos e dialetos de regiões remotas do interior de Portugal. O novo trabalho cruza música, antropologia cultural e uma espécie de abordagem arqueológica, procurando revelar tradições, narrativas e identidades que permanecem muitas vezes esquecidas ou marginalizadas.

“Existe um amor-próprio esquecido pela diversidade dentro da nossa própria cultura”, afirma a cantora, compositora e produtora. “Durante muito tempo houve uma pressão para que todos soássemos como pessoas de Lisboa. Se não falarmos assim, corremos o risco de sermos vistos como menos capazes ou menos sofisticados. Demorou 20 anos na indústria musical até eu finalmente lançar uma canção cantada no dialecto da minha região, Trás-os-Montes. Foi como reencontrar um velho amigo que me tinha feito falta durante muitos anos.”

Um single sobre transformação e memória cultural

O primeiro single, “Encanto”, é interpretado parcialmente em dialecto transmontano e combina instrumentos tradicionais com influências contemporâneas de jazz e fusão. Musicalmente, a canção reflete também a visão do movimento solarpunk, uma corrente cultural que imagina um futuro onde a humanidade vive de forma sustentável, em harmonia com a natureza e com as novas tecnologias.

O videoclipe de “Encanto” foi filmado no verão de 2025, poucos dias após um dos maiores incêndios florestais dos últimos anos na região do Alvão. A paisagem torna-se um poderoso símbolo de destruição e renascimento, explorando contrastes entre pureza e selvagem, tradição e modernidade, natureza e presença humana.

Na narrativa visual, surge a figura simbólica de uma virgem branca, associada à ideia de pureza na tradição católica, segurando uma bilha, objeto ligado historicamente às viagens, encontros e negociações nas aldeias da região de Vila Real. A outra personagem é envolvida por uma Capa de Honra, com cerca de 150 anos, peça pesada de lã castanha e negra chamada burel que representa o orgulho cultural das regiões fronteiriças junto a Espanha e à Galiza, particularmente na zona de Miranda do Douro e também, como forma de dualismo, o patriarcado.

Num ritual simbólico nas montanhas do Alvão, a personagem coloca a bilha sobre uma pedra e inicia um processo de transformação. Num salto de fé, confia na magia das tradições e metamorfoseia-se numa figura inspirada nos Caretos de Podence — personagem colorida, coberta de franjas de lã e chocalhos, que encarna a dimensão pagã, festiva e ancestral das tradições do norte da Península Ibérica.

“Sentia necessidade de mostrar o simbolismo destas regiões antigas do norte e demonstrar que algo novo pode sempre nascer dos rituais antigos”, explica emmy Curl. “Transformar-me da inocência branca num ser pagão colorido aproximou-me da versão de mim própria que existia na infância, antes de tantas camadas sociais moldarem quem somos. Por isso também escolhi cantar no dialecto transmontano, para abraçar plenamente a força e a beleza da região onde cresci.”

Uma homenagem à diversidade cultural

Com Pastoral 2.0, emmy Curl procura destacar a riqueza das culturas regionais portuguesas e incentivar uma redescoberta das raízes culturais e linguísticas do país.

“Acredito que estamos muito mais ligados às nossas raízes do que imaginamos”, afirma. “A diversidade das nossas culturas, dialectos e modos de vida é um verdadeiro tesouro que precisa de ser lembrado. Espero que este novo álbum ajude quem tem curiosidade sobre essas raízes a aprofundar essa procura e a reencontrar o entusiasmo profundo pela vida que elas representam.”

Paralelamente ao lançamento do álbum, emmy Curl prepara também uma nova digressão para Pastoral 2.0, prometendo um espetáculo visualmente mais performativo e ritualístico, com menos eletrónica, reforçando a dimensão simbólica e estética do projeto.

Tour "Pastoral" 2026: 

09 Janeiro | Casa da Música | Porto
30 Janeiro | Festival Microsons | Palmela
04 Março | Teatro Maria Matos | Lisboa (Participação concerto Frankie Chavez)
12 Março | A Música Dá Trabalho | Paredes
25 Abril | Abril Febril | Porto
03 Maio | Sonoridades - Centro Cultural Municipal | Vila das Aves
07 Maio | B. Leza | Lisboa (Participação concerto Rossana)
08 Maio | A anunciar
09 Maio | O Canto das Mulheres - CC César Oliveira | Oliveira do Hospital
22 Maio | Teatro Sá da Bandeira | Santarém
11 Junho | Primavera Sound | Porto
20 Junho | A anunciar
26 Julho | A anunciar
13 Agosto | A anunciar
25 Setembro | Casa da Música Jorge Peixinho | Montijo
02 Outubro | A anunciar
23 Outubro | A anunciar
13 Novembro | A anunciar
(agenda em atualização)

* A nova música de emmy Curl - incluindo o mais recente Pastoral - não está disponível no Spotify por decisão da artista, pelo que este novo single é possível ser ouvido através das rádios, nas restantes plataformas de streaming de música, no YouTube e BandCamp da artista.

As razões são explicadas pela própria numa comunicação que fez nas suas redes sociais.

Sobre emmy Curl:

Catarina Miranda, nascida em Vila Real de Trás-os-Montes, em 1990, é uma cantora, artista visual, produtora e compositora. Atua sob o nome artístico emmy Curl e foi uma das primeiras mulheres produtoras de música em Portugal, tendo começado o seu trabalho artístico apenas com 15 anos, usando o Myspace para mostrar os seus primeiros trabalhos. Desde aí, tem lançado vários álbuns e EPs durante a carreira que conta agora com vinte anos.

“Pastoral”, o mais recente álbum editado em 2024 pela Cuca Monga, e que integrou várias listas dos melhores discos do ano, é uma homenagem à herança cultural do folclore português, uma celebração de coragem e amor em tempos difíceis. Este disco venceu o Prémio José Afonso em 2025, um prémio que visa homenagear o cantautor que lhe dá nome e é atribuído anualmente, distinguindo álbuns musicais que tenham como referência a Cultura, História, Língua e Música Popular Portuguesa e que já foi atribuído a artistas como Fausto, Sérgio Godinho, Jorge Palma, A Garota Não, entre outros.

Em 2025 participou no Festival da Canção com a sua própria composição “Rapsódia de paz” interpretada pela própria - uma canção que segue a mesma linha do álbum Pastoral de 2024 e que chegou à final do Festival.

Em 2026 celebra 20 anos de carreira e prepara-se para editar "Pastoral 2.0".

FESTIVAL N2 ANUNCIA BUBA ESPINHO





















O Festival N2 começa a revelar os primeiros destaques da sua 8.ª edição, com a confirmação do primeiro nome do cartaz e do novo media partner. O evento regressa ao Jardim Público de Chaves nos dias 26, 27 e 28 de junho de 2026.

O músico Buba Espinho é o primeiro cabeça de cartaz anunciado, subindo ao palco no sábado, 27 de junho. Natural de Beja, o artista tem vindo a afirmar-se como uma das vozes mais relevantes da nova música portuguesa, cruzando o cante alentejano e o fado com sonoridades contemporâneas. O concerto em Chaves contará ainda com a participação do Coro Infanto-Juvenil do Agrupamento de Escolas Júlio Martins, num momento especial que reforça a ligação do festival à comunidade local e à valorização do território.

A organização anuncia também a RTP Antena 1 como media partner da edição de 2026. A rádio pública passa assim a acompanhar o Festival N2, garantindo cobertura e presença no terreno, reforçando a projeção nacional do evento e a sua ligação ao público.

Promovido pelo Município de Chaves e produzido pela INDIEROR, o Festival N2 afirma-se como um evento cultural de referência no interior do país, com entrada livre e uma programação que cruza diferentes gerações e estilos musicais. Inspirado na Estrada Nacional 2, o festival assume a viagem como elemento central, promovendo o encontro entre música, território e comunidade.

Com um impacto crescente na dinamização cultural e económica da região, o Festival N2 volta a posicionar Chaves como ponto de paragem obrigatório no mapa dos festivais de verão.

Sobre o Festival N2

Promovido pelo Município de Chaves e produzido pela INDIEROR, o Festival N2 acontece anualmente no Jardim Público de Chaves. De entrada livre, a programação inspira-se na Estrada Nacional 2, fazendo da viagem um mote cultural, afetivo e coletivo.

A edição de 2026 decorre de 26 a 28 de junho.

JOÃO MIGUEL GODINHO SIMÕES REVELA CLIP

 



















João Miguel Gordino Simões
apresenta o videoclipe de “Bom Karma”, single em colaboração com Maria Roque (de MaZela), integrado no álbum de estreia “A certeza absoluta de que não faço a menor ideia”, editado no passado dia 27 de março. A realização do vídeo ficou a cargo de Simão Carvalho de Matos.

Depois de “Tu e Eu”, primeiro avanço que introduziu uma escrita confessional e direta, “Bom Karma” aprofunda o universo emocional do disco, centrando-se na coragem de tomar decisões difíceis - aquelas que, mesmo dolorosas, se revelam necessárias em determinados momentos da vida. “Fala sobre deixar a vida às decisões difíceis. Porém, as que achamos corretas e necessárias”, refere o artista.

A canção aborda também a intensidade de uma ligação amorosa vivida no limite do tempo: duas pessoas que se amam, conscientes de que não haverá continuidade possível. “A vida de ambos são apenas duas sinas enlaçadas em sofrimento. A vida o ditou. E a vida o ditará”, sintetiza, num registo onde a entrega e a perda coexistem.

O videoclipe, realizado por Simão Carvalho de Matos, prolonga visualmente esse universo emocional, acompanhando a narrativa da canção através de uma abordagem intimista e centrada na interpretação.

“Bom Karma” conta com voz, baixo, letra, guitarra elétrica ritmo, guitarra acústica e segundas vozes de João Miguel Gordino Simões, acompanhado por Ricardo Brito na bateria, Rodrigo Lobo na guitarra lead, Crespo no piano e participação vocal de Maria Roque. A produção, engenharia de som, mistura e masterização ficaram a cargo de André Isidro.

O tema integra “A certeza absoluta de que não faço a menor ideia”, álbum que marca a afirmação do artista em nome próprio, reunindo um conjunto alargado de colaboradores e consolidando uma linguagem que cruza rock, pop e uma escrita profundamente pessoal. Ao longo do disco, João Miguel Gordino Simões explora relações, ruturas e processos de transformação individual, num registo direto, emocional e sem filtros.

Com este lançamento, o artista prolonga o universo do seu primeiro longa-duração, onde cada canção se apresenta como fragmento de um percurso marcado pela dúvida, pela exposição e pela procura de sentido.

A MOSCA APRESENTA "CORPOS EM STOCK"




















A Mosca
revela “Corpos em Stock”, novo single de antecipação ao álbum de estreia “a mosca mosca”, com edição marcada para o próximo dia 13 de abril. O tema ficará disponível exclusivamente no YouTube e no Bandcamp da banda, numa decisão consciente que reflete a posição do coletivo face às plataformas de streaming.

Mais do que um single, “Corpos em Stock” assume-se como um manifesto poético e político. Num fluxo de imagens densas e fragmentadas, a canção constrói uma reflexão sobre a multiplicação do eu, a alienação coletiva e a mercantilização do corpo, propondo uma rutura com a passividade contemporânea. “Corpos há muitos. Corpos nunca são demais. Se não gosta deste temos outro”, expondo um universo onde o corpo circula como objeto substituível, enquanto a alma permanece em expansão.

A composição desenvolve-se como uma matéria em constante transformação - “uma forma informe em metamorfose que se mexe dentro de águas paradas” - trazendo à superfície uma voz interior que se impõe sobre o ruído exterior. Entre a repetição, o excesso e a saturação, emerge um apelo à consciência: “É preciso acordar agora. Sair da multidão na montra pronta a esgotar-se”.

Musicalmente, o tema insere-se na linguagem singular d’A Mosca, marcada por uma fusão entre jazz, rock e eletrónica experimental, onde dissonâncias, ruído e paisagens sonoras cruas coexistem com elementos de estrutura pop. A banda é composta por Diogo Lopes na bateria, Maria Ana Guimarães nos teclados e sintetizadores, Sara Sousa na voz e teclados, e Tiago Nóia na guitarra e vozes secundárias, sendo também este último responsável pela captação, mistura e masterização do tema. O processo de criação e gravação decorreu de forma autónoma, entre a sala de ensaios e os espaços pessoais dos músicos, refletindo uma prática independente e orgânica. O songwriting é assinado por A Mosca, com artwork de Tiago Santos.

Formados em 2024, A Mosca afirma-se como um projeto de natureza híbrida e mutante, que cruza diferentes linguagens musicais e artísticas numa abordagem assumidamente experimental. “A Mosca é uma qualquer a passar por nós, com a sua visão caleidoscópica e distorcida do mundo”, descreve a banda, sublinhando um posicionamento que oscila entre o comentário social e a exploração estética.

A sua música nasce da colisão de universos distintos, traduzindo-se numa experiência sonora e performativa que aborda temas como a precariedade, a tirania social, a desobediência, a liberdade e a arte enquanto espaço de resistência. Com letras incisivas e uma voz que se desdobra entre o íntimo e o coletivo, o projeto constrói um discurso onde o político e o poético se entrelaçam.

Após a edição do primeiro single “32 Porcos”, A Mosca tem vindo a apresentar-se ao vivo em diversos contextos, incluindo o Milheirós Fest, o RCA Porto, o CAAA Guimarães, a Escola Normal do Porto e o Festival Novo - Povoar, consolidando uma presença marcada pela intensidade e pela entrega.

O lançamento de “Corpos em Stock” antecipa assim a chegada de “a mosca mosca”, álbum que será editado a 13 de abril e que prolonga este universo conceptual, assumindo-se como um corpo coletivo em permanente mutação. Em paralelo, o projeto prepara ainda uma componente visual associada ao disco, materializada numa fanzine - um prolongamento físico da identidade estética e política da banda.

Num tempo de excesso e repetição, A Mosca propõe uma escuta inquieta e ativa - um convite a olhar “de fora para dentro” e a reconhecer a voz que insiste em emergir sob o ruído.

domingo, 29 de março de 2026

PROGRAMA DE 28/03/26

1 - Caustic, Babe! - Should I dream
2 - Victor Torpedo And The Pop Kids - Friends
3 - The Twist Connection - Crime
4 - The Pages - Teenage rebels
5 - Democrash - The concept of clothing
6 - Dapunksportif - Rock'n'roll salvation
7 - Despe & Siga - Eu estou bem
8 - Skareta - Fuga
9 - Galgo - Vapor
10 - Baleia Baleia Baleia - NPC
11 - Polivalente - Senhorio
12 - Chat Grp - Engenheiros
13 - Cortada - Fossa séptica
14 - Lesma - Barreiro
15 - Marquise - Passado

sábado, 28 de março de 2026

SPRAY COM NOVO TEMA

 



















SPRAY (feat. Joana Rosa) – Saudade (Lisbon 2026)

Posto de escuta: https://anti-demos-cracia.bandcamp.com/album/saudade-lisbon-2026

 

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ANTI-DEMOS-CRACIA

ADC155MAR2026

Formato: Bolsa com CD Single (1 faixa)

 

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Está disponível desde 27.03.2026, a edição física da ANTI-DEMOS-CRACIA mais curta até à data!

Trata-se de um CD-Single com apenas uma música de 4 minutos e 7 segundos de duração.

“Saudade (Lisbon 2026)” pertence aos SPRAY, que contam com a participação especial de Joana Rosa na voz e é a edição n.º 155 do catálogo da ADC.

Esta peça sonora de indie rock é uma viagem no tempo, num futuro imaginário e ainda que longínquo, onde se luta pela sobrevivência num planeta Terra habitado exclusivamente pelos remanescentes humanos que sobreviveram a sucessivos holocaustos e guerras fratricidas. Nessa era, dá-se depois a descoberta do passado (que é o nosso presente), ao perceberem que o verde vibrante dos campos de outrora cedeu lugar a um castanho estéril e o azul do céu foi sufocado por um cinzento perpétuo. As máscaras, essas, tornaram-se uma extensão obrigatória do corpo.

 

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Os SPRAY surgiram em 1997. Embora possam soar a banda, são na verdade uma criação de João Paulo das Neves, responsável pelas músicas, letras, vozes e todos os instrumentos.

Cosmopolita, o seu trabalho conta com vários colaboradores, como Rui Reininho, Paulo Costa, Peixe, Paulo Praça, Joana Carvalho e Gil De Netto, todos com contributos significativos para os resultados finais.

Na sua já longa carreira, há a destacar o álbum “Pintado No Luar”, de 2019, que esteve 16 semanas no Top Nacional de Vendas (4 delas em primeiro lugar) e 22 semanas no Top RFM (4 em primeiro).

A obra no geral representa muito das vivências do artista em Londres nos últimos quarenta anos, onde trabalhou nos Abbey Road Studios e atuou com a Radio Revolution, bem como em vários locais ao vivo, incluindo o lendário Marquee e o Unicorn Camden Live. Teve o privilégio de ter tocado ao vivo com os consagrados Gene Loves Jezebel.

 

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Music by João Paulo das Neves and Joana Rosa

Lyrics by João Paulo das Neves and Joana Rosa

All instruments, vocals and production by João Paulo das Neves

Vocals by Joana Rosa

Recorded at Sounds & Visions Studios and F22 Studio in January 2026

Mastered at Knurl • Mastering by Clara Araújo

Original photos and design by Carlos Paes

sexta-feira, 27 de março de 2026

BANDUA EDITA ÁLBUNM DE REMISTURAS





















Bandua é um projeto musical colaborativo entre o músico e produtor luso-brasileiro Bernardo D’Addario e o músico português Edgar Valente. Focado em entrelaçar a memória e a cultura portuguesas com tendências musicais globais contemporâneas, o duo cria música eletrónica enraizada no território e nas suas origens. O seu som habita um espaço suspenso entre o digital e o orgânico, entre a tecnologia e a tradição, dissolvendo fronteiras entre o campo e a cidade, o passado e o futuro, o local e o global.

Este álbum de remisturas, editado pela editora independente britânica Earthly Measures, revisita o primeiro capítulo de Bandua através das perspetivas de sete artistas portugueses contemporâneos, cada um reinterpretando uma faixa do disco original. Em conjunto, estas versões formam simultaneamente uma retrospectiva e uma expansão: um gesto final em direção às origens do projeto e uma abertura para o que vem a seguir.

Mais do que simples reimaginações, as remisturas evidenciam a elasticidade da linguagem sonora de Bandua. Cada artista aborda o material a partir de um vocabulário musical distinto, revelando a multiplicidade já presente nas composições originais. Downtempo, Drum and Bass, psicadélico, ambiente ou orientado para o clube, as faixas desdobram-se como caminhos paralelos que brotam do mesmo sistema de raízes. Este álbum de remixes reúne um conjunto diverso de produtores que trazem novas leituras sonoras ao universo de Bandua, cada um com uma identidade bem marcada dentro da eletrónica contemporânea: Sickonce, Phragmant, Ohxala, Pedro Martins, Magupi, C4STRO e tarabela.

Se BANDUA foi movido por questões de identidade e interpretação, por aquilo que foi, este álbum de remisturas escuta atentamente aquilo que já está em movimento. Capta um momento de transição: um corpo de trabalho devolvido à circulação, transformado através do diálogo e reenquadrado coletivamente. Ao fazê-lo, encerra o primeiro ciclo de Bandua, ao mesmo tempo que afirma a sua abertura à pluralidade, à troca e à contínua metamorfose. Uma releitura coletiva das origens de Bandua: não como um fim, mas como ressonância.

FESTIVAL SANTOS DA CASA -1ª SEMANA





















27 de Março de 2026
Slim Charley Santus
+ dj set Santos da Casa
Pinga Amor
22h00

Natural de Águeda, Slim Charley Santus denotou, desde muito novo, uma sensibilidade especial ao blues. Sempre que ouvia um tema a sua atenção despertava. Começou a aprender piano aos 8 anos, mas foi a viola que o cativou, como autodidata, desde os 14. Depois do casamento com as seis cordas veio a paixão pelo improviso, que o tem acompanhado até hoje.

Oil can guitar e cigar box guitar são os instrumentos que Slim Charley Santus explora. 




27 Março 2026 - 13 Maio 2026

27/3 Slim Charley Santus + dj set santos da casa - Pinga Amor (22h)
12/4 10ComunA.L. + apresentação editora K FORA - Salão Brazil (18h)
13/4 António Bastos - Corredor da RUC (19h)
21/4 Esteves Sem Metafísica #cafecurto - Café Concerto do Convento São Francisco (19h30)
23/4 alga - Casa das Artes Bissaya Barreto (22h)
25/4 Electric Man + dj set santos da casa - Associação Recreativa e Musical de Ceira (22h)
05/5 Esteves #cafecurto - Café Concerto do Convento São Francisco (19h30)
07/5 "PSICOSE" de P. Novo - Centro Cultural Penedo da Saudade (18h)
13/5 Henrique Tomé - Corredor da RUC (19h)

JOÃO MIGUEL GORDINO SIMÕES EDITA LP


João Miguel Gordino Simões apresenta “A certeza absoluta de que não faço a menor ideia”, o seu álbum de estreia em nome próprio, acompanhado pelo novo single “Bom Karma”, em colaboração com Maria Roque (de Mazela). 

Depois de “Tu e Eu”, primeiro avanço que introduziu uma escrita confessional e direta, o novo single aprofunda o universo emocional do disco. “Bom Karma” centra-se na coragem de tomar decisões difíceis - aquelas que, mesmo dolorosas, se revelam necessárias em determinados momentos da vida. “Fala sobre deixar a vida às decisões difíceis. Porém, as que achamos corretas e necessárias”, refere o artista, sublinhando a ideia de crescimento e recompensa inerente a esse processo.

A canção aborda também a intensidade de uma ligação amorosa vivida no limite do tempo: duas pessoas que se amam genuinamente, conscientes de que não haverá continuidade possível. “A vida de ambos são apenas duas sinas enlaçadas em sofrimento. A vida o ditou. E a vida o ditará”, sintetiza, num registo onde a entrega e a perda coexistem.

Musicalmente, “Bom Karma” conta com voz, baixo, letra, guitarra elétrica ritmo, guitarra acústica e segundas vozes de João Miguel Gordino Simões, acompanhado por Ricardo Brito na bateria (ex-baterista dos Fugly e atual baterista dos Wakadelics, The Parkinsons e Toni), Rodrigo Lobo na guitarra lead (ex-guitarrista dos Gazela e Homens na Piscina), Crespo no piano (membro dos Ditch Days) e participação vocal de Maria Roque (de Mazela). A produção, engenharia de som, mistura e masterização ficaram a cargo de André Isidro. O videoclipe foi realizado, editado e produzido por Simão Carvalho de Matos, com interpretação de João Miguel Gordino Simões e Sofia Pessoa Pádua.

O single integra “A certeza absoluta de que não faço a menor ideia”, um disco que consolida a identidade autoral do músico, reunindo um conjunto alargado de colaboradores. Para além dos músicos já referidos, o álbum conta com André Silvestre no trompete, Ana Lóide no violino, Mariana Rosa no violoncelo, o coro The Portugals, com direção de Nina Pedersen, e André Isidro na percussão. A produção e engenharia de som são igualmente assinadas por André Isidro, com mistura e masterização a cargo de André Isidro e José Diogo Neves. A componente visual - fotografias, vídeos e capa - ficou a cargo de Simão Carvalho de Matos, com colaboração de Duarte Gameiro, sendo também de Simão Carvalho de Matos a realização dos videoclipes.

O álbum surge como o culminar de um percurso iniciado em diferentes projetos e contextos musicais, onde João Miguel Gordino Simões foi afirmando uma linguagem própria entre o rock, o pop e uma abordagem lírica profundamente pessoal. A escrita mantém-se direta, emocional e sem filtros, explorando relações, ruturas, sátiras, desabafos político-sociais e processos de transformação individual.

Com “A certeza absoluta de que não faço a menor ideia”, o artista apresenta um trabalho que oscila entre a introspeção e a exposição, onde cada canção funciona como fragmento de um processo contínuo de descoberta. Um disco que assume a dúvida como ponto de partida e a verdade emocional como destino.

CAPITAL DA BULGÁRIA LANÇA CANÇÃO NASCIDA DO IMPROVISO





















Capital da Bulgária lança hoje o single “ensina-me a gostar”, um novo avanço para o próximo EP. Ao contrário do processo habitual de escrita e construção das suas canções, este tema nasceu de forma espontânea e intuitiva, sem guião, sem estrutura definida e sem a preocupação de procurar um sentido imediato. A canção foi construída a partir do fluxo das palavras, do som e do ritmo, mais próxima de um exercício de liberdade do que de uma composição pensada ao detalhe.

“Quis fazer uma música de forma espontânea, sem passar pelo processo habitual de escarafunchar e pensar demasiado. Desta vez apenas deixei fluir, cantei palavras à toa e diverti-me. Foi mais sobre sentir do que fazer sentido”, explica a artista sobre o processo de criação de “ensina-me a gostar”.

Esta abordagem aproxima o tema de uma lógica de escrita automática, onde a intuição e o som das palavras têm mais peso do que a construção narrativa. O resultado é uma canção que se constrói por acumulação de frases, ideias e imagens, quase como um pensamento em voz alta, mantendo a identidade musical da Capital da Bulgária, assente numa lógica de repetição, permanência e recusa de estruturas convencionais.

“ensina-me a gostar” sucede aos singles “sozinha”, “morrer na praia”, “morangos” e “nao me apetece”, temas que farão parte do próximo EP de originais da artista, um trabalho que continua a afirmar um percurso construído de forma autónoma, fora de fórmulas e de tendências, onde cada canção surge como um objeto independente dentro do mesmo universo.

BIRDS ARE INDIE LANÇAM THE STONE OF MADNESS, O SÉTIMO DISCO

 
















@ Tiago Cerveira

Os Birds Are Indie editam hoje The Stone of Madness, o sétimo álbum de originais. Em simultâneo, revelam “I Could Laugh”, segundo single do disco.

Depois de Ones & Zeros (2023), um disco voltado para o exterior e para as fraturas do mundo contemporâneo, o trio de Coimbra formado por Ricardo Jerónimo, Joana Corker e Henrique Toscano desloca agora o foco.
The Stone of Madness instala-se num território mais íntimo, onde o conflito deixa de ser colectivo e passa a ser interno: mais difuso, menos explicável e, por isso mesmo, mais persistente.

A abertura faz-se com “Not Today”, o primeiro single, e define o tom desde os primeiros segundos: repetição, tensão controlada, uma pulsação que avança sem nunca se libertar completamente. A caixa de ritmos não é estética, é condição. A sensação de adiamento que a canção transmite é estado contínuo, e atravessa o álbum inteiro.

“I Could Laugh” chega de outro lugar. Há uma leveza aparente na superfície, mas o que se instala por baixo é mais denso: um olhar já filtrado pela experiência, onde o distanciamento não significa indiferença, mas consciência. O riso do título chega como a posição que resta depois de uma certa clareza.

Entre estes dois momentos, The Stone of Madness constrói-se com variação e contenção. Em “Useless Effort”, a imagem da flor no deserto fixa uma ambiguidade que não se resolve, nem promessa, nem condenação, apenas permanência sob tensão. “Le Bec dans l'Eau” prolonga a ideia de suspensão, mantendo a canção num território intermédio, sempre em aproximação, nunca em chegada. “Bend” introduz fricção mais física: movimento que implica cedência sem nunca se tornar confortável. “No More Alibis” expõe sem dramatizar. “Twisted Luck” trabalha o desvio, uma ligeira distorção na forma como as coisas acontecem. “Time and Again” insiste, não por hábito, mas por impossibilidade de fechar o que fica em aberto. “When Something Changes” encerra o disco com a única hipótese que o título admite: a mudança como facto, não como promessa.

Ao longo dos dez temas, a diversidade de abordagens, entre electrónica e instrumentação orgânica, entre diferentes registos vocais, nunca se traduz em dispersão. Há uma linha clara, sustentada por uma ideia de controlo que não limita, mas orienta. Como a própria banda resume com a economia certa: “it's only pop & roll but we like it”.

THE STONE OF MADNESS
já disponível em CD, vinil e nas plataformas digitais!

Birds Are Indie ao vivo

The Stone of Madness nasceu em palco, ou mais exactamente, nasceu do que três anos de digressão com Ones & Zeros deixaram sedimentado. A banda incorporou na escrita a energia construída ao vivo antes de a fixar em estúdio. A apresentação do álbum já está em curso: ontem foi no Porto, no Maus Hábitos. Esta noite é em Guimarães, na Blackbox do CAAA.

27 Março - Guimarães, CAAA
28 Março - Braga, RUM by Mavy
16 Abril - Lisboa, BOTA
17 Abril - Barreiro, Sala 6
18 Abril - Coimbra, Salão Brazil
23 Maio - Sabugal, Auditório Municipal
5 Junho - Évora, Armazém 8
20 Junho - Castelo Branco, Café com Leite

CLAP YOUR HANDS 2026 - NOVA MÚSICA PORTUGUESA VAI CONTINUAR A ECOAR EM LEIRIA NA 8.ª EDIÇÃO DO FESTIVAL


O Festival Clap Your Hands, que em 2026 tem a sua oitava edição, reafirma-se como um espaço privilegiado de celebração da nova música portuguesa, da diversidade estética e do encontro entre artistas de diferentes geografias nacionais. 

Com a assinatura conjunta da Fade In – Associação de Acção Cultural e da Omnichord, o Clap Your Hands distingue-se por juntar, na mesma noite e no mesmo palco, projetos emergentes e nomes já consolidados, cruzando propostas artísticas de todo o país com músicos sediados na cidade e região de Leiria. O resultado é um festival atento ao presente, plural nas linguagens e profundamente enraizado no território.

A edição deste ano arrancou a 13 de março, na Blackbox, com os concertos de Mães Solteiras e Albatroz, numa noite de casa cheia que confirmou, uma vez mais, a forte ligação do público ao festival e à nova música nacional. 

Inicialmente previsto para fevereiro, o concerto de abertura com Noiserv e Grutera foi reagendado para o verão, na sequência da tempestade Kristin, passando agora a realizar-se no dia 24 de julho, no Teatro Miguel Franco.

Até lá, o Clap Your Hands vai ter mais duas noites que espelham a diversidade e a vitalidade da criação contemporânea em Portugal.

No dia 18 de abril, o Teatro Miguel Franco recebe os Expresso Transatlântico e Stone Dead. Os primeiros têm vindo a destacar-se pela forma como reinventam a música de raiz portuguesa, cruzando tradição e contemporaneidade com uma energia muito própria. Já os Stone Dead vão mostrar-nos ao vivo as maravilhosas canções do álbum Milk e a profunda revolução sonora que se deu no seio da banda alcobacense.

A 15 de maio, a Blackbox acolhe Bia Maria + Coro Local e Gisela Mabel, duas artistas que têm vindo a conquistar espaço com linguagens muito pessoais. Bia Maria destaca-se pela escrita em português e pela delicadeza interpretativa que cruza influências do jazz e da canção, e irá tocar em conjunto com um coro local, enquanto Gisela Mabel explora territórios mais etéreos e experimentais, numa abordagem sensível e contemporânea à composição. 

Lembramos que ao longo das suas edições, o Clap Your Hands tem dado palco a alguns dos nomes mais relevantes e estimulantes da música portuguesa dos nossos dias. Pelo festival já passaram artistas como Ana Lua Caiano, iolanda, Fado Bicha, PAUS, Cabrita, Lavoisier, Conjunto Corona, Joana Espadinha, Cassete Pirata, Tomara, A Jigsaw, O Gajo, Wipeout Beat, She Pleasures Herself, Mike El Nite, Ermo, Eden Synthetic Corps, Fugly, Nerve, Luís Severo, Benjamim, The Twist Connection, Ghost Hunt, Cave Story e Surma, entre muitos outros.

Mais do que um ciclo de concertos, o Clap Your Hands afirma-se como um observatório ativo da música feita no nosso país, promovendo a descoberta, o diálogo artístico e a valorização da criação nacional contemporânea.

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MIMO FROES COM NOVIDADES


 

















MIMI FROES (c) SIMÃO PERNAS

Mimi Froes prepara um novo álbum com edição prevista para o final de 2026. Em jeito de antecipação do próximo momento de estúdio, a artista portuguesa tem atuações agendadas já para abril. Dia 1 de abril atua no Auditório Municipal Beatriz Costa (Mafra), integrada no ciclo Quartas Perfeitas, e no mesmo mês, dia 20, estreia-se no festival La Linea, em Londres.

Letrista e compositora, Mimi Froes tem conquistado público por todo o país com as suas composições pessoais e de assinatura muito vincada. Também os seus pares têm sido uma constante na carreira da compositora e intérprete, tendo colaborado com artistas como António Zambujo, Luísa Sobral, Rui Veloso, Teresinha Landeiro e Ricardo Ribeiro. Mais recentemente participou no disco de homenagem à obra de Florbela Espanca, onde compôs e interpretou o tema “A Nossa Casa”.

A viver atualmente entre Londres e Lisboa, Mimi Froes apresenta um novo disco no segundo semestre de 2026, onde assume total composição, com produção de Tomás Marques, gravado no Estúdio Vale de Lobos. Para o processo de gravação de disco, a artista conta com a participação de músicos como Manuel Oliveira (piano), Guilherme Melo (bateria), Manuel Rocha (guitarra) e Francisco Brito (contrabaixo).

Uma das artistas mais significativas da sua geração, Mimi Froes segue para um próximo trabalho de originais, assim como prepara um novo espetáculo que dá seguimento a um percurso que já passou por Matosinhos em Jazz, AGEAS Cooljazz (Cascais), Teatro Tivoli BBVA (Lisboa), Theatro Circo (Braga), Teatro Diogo Bernardes (Ponte de Lima), Teatro Aveirense (Aveiro), Festival F, Devesa Sunset (Famalicão), CAA (Águeda), Auditório Municipal (Chaves), entre muitos outros.

PUTO BACOCO EDITA DISCO DE ESTREIA





















Chegou o dia. “Uma Noite Muito Estranha” já está no mundo.

Depois de muitas noites de criação, mudanças e teimosia criativa, os puto bacoco lançam hoje o seu álbum de estreia: “Uma Noite Muito Estranha”.

São dez temas originais que mergulham num universo sonoro urbano, plural e inquieto — um retrato das tensões e pulsações da cidade contemporânea. É neste caos fértil que nasce o som do coletivo formado por Gil da Costa, Nuno Mendes, Edu Silva e Ruca Lacerda.

Este disco afirma os puto bacoco como uma das propostas mais ousadas e singulares da nova música portuguesa.

É cru, é vivo, é cidade.

Para celebrar o lançamento de “Uma Noite Muito Estranha”, os puto bacoco sobem hoje ao palco do M.Ou.Co, no Porto, para a primeira apresentação oficial do disco.

 

ENCHUFADA REVELA NOVO SINGLE DA COMPILAÇÂO QUE COMEMORA 20ANOS





















Ilustração de António Jorge Gonçalves

“Outfit (Shake it)”, de BLOQO, é o segundo single que antecipa o lançamento da compilação que comemora duas décadas de legado da editora Enchufada. Estão agendados dois eventos especiais no Porto (Mouco, 26 abril) e em Londres (The Lower Third, 9 maio), para celebrar o impacto da história da editora na música eletrónica europeia.

“Enchufada: A Lisbon Club Story” apresenta mais um tema inédito, desta feita é a música “Outfit (Shake it)” da autoria da dupla BLOQO, composta por Branko e Pedro da Linha. O projecto estreou-se pela Enchufada no final de 2025, tendo editado recentemente o seu segundo EP, Floorwrk, pela Aus Music (editora que colaborou com artistas centrais da música de dança como Bicep ou Joy Orbison) apresenta agora uma revisão de “Make Em Shake It”, tema de 2005 do projecto Wahoo, originalmente editado pela Sonar Kollektiv e identificado pela Enchufada como um dos principais catalisadores do que viria a ser o som de Lisboa. A compilação, “Enchufada: A Lisbon Club Story”, onde se insere a música do duo português BLOQO, conta também com música nova de artistas como Dengue Dengue Dengue e Buraka Som Sistema, reforçando a criação de pontes entre sonoridades como o afro-house, batida, kuduro e a eletrónica. A compilação fica disponível a 24 de abril, e tem também uma edição física limitada, disponível depois do lançamento digital.

A história de duas décadas da editora portuguesa de música electronica tem dois eventos agendados, Porto e Londres. Neste momento já são conhecidos os artistas confirmados para cada um dos eventos especiais da celebração dos 20 anos da editora. Em Portugal, o Mouco, no Porto, recebe a 26 de abril dj-set de Branko, Kalaf Epalanga, Pedro da Linha e Maribell. A Enchufada regressa também a Londres, ao The Lower Third a 9 maio, com os artistas Branko (dj-set), Kalaf Epalanga e Pedro da Linha confirmados nesta data de comemoração.

BILHETES PORTO | 26 ABRIL
BILHETES LONDRES | 9 MAIO