1 - Jorge Palma - A gente vai continuar
2 - Jorge Oalma e Flack - Esta cidade
3 - Jorge Palma - Estrela do mar
4 - Jorge Palma - Frágil
5 - PMDS - Inocência
6 - Telectu - Lotaria solar
7 - Palma's Gang - Portugal portugal
8 - Jorge Palma O lado errado da noite
9 - Jorge Palma - Janes say
10 - Jorge Palma - Jeremias o fora da lei
11 - Jorge Palma - O fim
Santos da Casa
Todos os dias às 19h, o mais antigo programa de rádio pela música portuguesa
está na RUC em 107.9FM ou em emissao.ruc.pt
material para audição/divulgação, donativos, reclamações e outros para:
Fausto Barros da Silva - Apartado 4053 - 3031-901 COIMBRA
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
PROGRAMA DE 23/09/26
VORONET BLUE NA TABACARIA DA OMT
Esta sexta-feira, 25 de setembro, às 22h, o palco da Tabacaria da Oficina Municipal do Teatro acolhe uma noite de celebração da cena musical da cidade com o concerto de lançamento do EP de estreia dos Voronet Blue.
Com edição a cargo da Lux Records, “The Chariot” apresenta um som apurado, com paisagens sonoras densas, assertivas e barulhentas na medida certa, algures entre os mundos do shoegaze, rock alternativo e post-punk. O quinteto formado em Coimbra no ano de 2023 tem construído e aprimorado a sua sonoridade ao vivo, testando-a em palcos como o Salão Brazil (Coimbra), a Casa Capitão (Lisboa), o Ceira Rock Fest, o DRAC (Figueira da Foz) ou a Associação Lúcia-Lima (Cadima).
Depois do lançamento do single "Juliette" em junho passado, os Voronet Blue dão agora este novo passo no seu percurso pelo circuito da música independente nacional. A banda é composta por Beatriz Monteiro (voz), Leonor Trigo (baixo), Bernardo Matos (guitarra), José Gaspar (guitarra) e Diogo Batista (bateria).
Os bilhetes têm um preço único de 6€ e podem ser adquiridos na OMT, postos Ticketline ou online através de tinyurl.com/VoronetBlueOMT
FESTIVAL VAPOR QUER RECEBER TODAS AS PESSOAS
O Festival Vapor – que acontece nos dias 3 e 4 de outubro, no Museu Nacional Ferroviário no Entroncamento – pretende ser acessível e inclusivo, proporcionando conforto, segurança e autonomia a todos os públicos, sem exceção, incluindo pessoas com necessidades específicas a nível motor, sensorial, cognitivo ou aquelas que, em virtude do seu percurso de vida, se apresentam transitoriamente condicionadas, tal como grávidas, crianças ou seniores.
A organização – Município do Entroncamento e Museu Nacional Ferroviário – tem vindo a melhorar continuamente os espaços e as atividades de modo a que todas as pessoas possam usufruir o melhor possível deste festival, disponibilizando diversos recursos de acessibilidade.
Com concertos em Língua Gestual Portuguesa desde 2022, nesta edição, os concertos de Arapucagongon, Fogo Fogo, Iolanda, Mandra, Mayra Andrade, Motherflutters, Rita Vian, Stereossauro e xtinto dispõem deste recurso, bem como o espetáculo Antiprincesa Clarice Lispector, de Cláudia Gaiolas.
No caso de pessoas neurodivergentes, o festival disponibiliza abafadores de som.
A entrada é gratuita para pessoas com deficiência e acompanhante e, há um lugar de estacionamento público para pessoas com mobilidade condicionada. Existe ainda um percurso acessível, com rampas e elevador.
No recinto do festival, existe também uma plataforma elevatória, bem como espaços prioritários à frente dos palcos onde pessoas com mobilidade condicionada podem fazer-se acompanhar pelo seu grupo. Para quem necessitar, estão também disponíveis cadeiras de rodas, mediante solicitação junto da equipa do festival.
Alguns stands contam com balcão acessível a pessoas com mobilidade condicionada. As instalações sanitárias são acessíveis em todos os edifícios, os quais dispõem também de fraldários para bebés.
No caso de pessoas com deficiência visual, existem faixas de aproximação e pregos táteis no pavimento e os cães-guia são bem-vindos ao festival, dispondo de pontos para abastecimento de água devidamente sinalizados.
O público conta com um desconto de 30% nos bilhetes de "ida e volta" nos comboios Intercidades, InterRegional e Regional, em parceria com a CP – Comboios de Portugal, mediante a apresentação do bilhete do Vapor. De realçar que o Museu Nacional Ferroviário fica junto à estação de comboios do Entroncamento, possibilitando um acesso fácil e rápido para todos os públicos.
Fantasiando o futuro, o Festival Vapor quebra barreiras e dá as boas-vindas a todas as pessoas. O evento conta com o apoio da Fundação “la Caixa”, em colaboração com o BPI, possibilitando o reforço do plano de acessibilidades.
Todas as informações sobre acessibilidade do Festival Vapor podem ser consultadas em festivalvapor.entroncamento.pt/acessibilidade.
Os bilhetes custam 15€ (passe de 2 dias) e 10€ (bilhete diário) e estão à venda nos locais habituais e no Museu Nacional Ferroviário, sendo a entrada gratuita até aos 11 anos (inclusive).
Mais informações no website https://festivalvapor.entroncamento.pt, no Instagram (instagram.com/festivalvapor) e no Facebook (facebook.com/festivalvapor).
O GAJO AO VIVO
Na próxima sexta-feira dia 25 de Setembro, O GAJO viaja até CASTELO BRANCO para participar no XIV Festival de Guitarra de Castelo Branco.
O concerto contará com a participação de Filipe Sousa que para além do baixo acústico, tocará tembém outra Viola Campaniça.
O local será a Praça do Centenário da República.
25 SETEMBRO
Praça do Centenário da República
19h00, Entrada Livre!
PRÓXIMAS DATAS:
25 Setembro - Castelo Branco
17 Outubro - Mafra
20 Novembro - Cine-Concerto - Castelo de Vide
21 novembro - Odemira
JOÃO FARINHA E PAUO FIGUEIREDO RECRIAM "BALADA DE OUTONO"
Já está disponível “Balada de Outono”, o novo single de João Farinha & Paulo Figueiredo.
Uma canção que chega com o outono e que antecipa ENTRE BALADAS, o novo álbum que será lançado no dia 2 de outubro e que nasce do encontro entre a voz e o piano, tendo como ponto de partida o universo do Fado de Coimbra e procurando, a partir daí, novos caminhos sonoros.
Entre a tradição e a contemporaneidade, João Farinha e Paulo Figueiredo constroem um espaço íntimo, onde as palavras, a voz e o piano se encontram com novas texturas e diferentes atmosferas.
É um projeto de proximidade e de descoberta, onde o Fado de Coimbra permanece como raiz, mas se abre a outras sonoridades e possibilidades.
“Balada de Outono” é o primeiro avanço deste novo trabalho.
CONCERTOS
O lançamento de ENTRE BALADAS acontece a 2 de outubro, dia em que apresentam também o álbum ao vivo, em Coimbra.
2 OUTUBRO · 21h30
Antiga Igreja do Convento São Francisco · Coimbra
COMPRAR BILHETES 14 NOVEMBRO · 21h30
MACAM — Museu de Arte Contemporânea Armando Martins · Lisboa
COMPRAR BILHETES 10 DEZEMBRO · 21h30
Casa da Música · Porto
COMPRAR BILHETESLISA SERENO CONFIRMADA NO EUROSONIC 2027
Lisa Sereno é um dos primeiros nomes confirmados para a edição de 2027 do ESNS – Eurosonic Noorderslag, que decorre entre 13 e 16 de janeiro, em Groningen, nos Países Baixos.
A artista foi a escolha da Antena 3 para representar Portugal entre os projetos selecionados através da rede da European Broadcasting Union (EBU), levando Belonging, o seu álbum de estreia editado pela Omnichord Records em novembro de 2025, a um dos mais importantes pontos de encontro da nova música europeia.
Antes de chegar ao disco, Lisa Sereno passou quase uma década a escrever canções longe dos palcos e da exposição pública. Belonging tornou finalmente visível esse trabalho, antecipado pelos singles “Mystery”, “Tan Line” e “Fool”. O disco foi escolhido pela Antena 3 como Álbum da Semana e viria depois a ocupar o segundo lugar entre os discos portugueses do ano para a estação.
Ao vivo, Lisa Sereno apresenta-se acompanhada por João Hasselberg, Pedro Branco, João Costa e Débora King. Desde a edição do álbum, o projeto tem vindo a passar por festivais, teatros, clubes e espaços culturais desde o MIL Lisboa ao Bons Sons.
A chegada ao Eurosonic abre agora uma nova etapa no percurso da artista e na internacionalização de Belonging. O ESNS transforma todos os anos Groningen num dos principais pontos de encontro da indústria musical europeia, reunindo mais de 4.000 profissionais, entre os quais representantes de mais de 400 festivais internacionais. Os artistas convidados para o festival passam também a integrar o European Talent Exchange, programa criado para estimular a sua circulação pelos festivais europeus.
Por Groningen passaram, em fases importantes dos seus percursos internacionais, artistas como The xx, Stromae, Robyn, Hozier, Aurora, Sam Smith, Fontaines D.C. ou Zaho de Sagazan.
A confirmação de Lisa Sereno assinala também uma década desde a primeira presença da Omnichord Records no Eurosonic. Os First Breath After Coma atuaram em Groningen em 2017, seguindo-se Surma em 2018 e Whales em 2019. Em 2027, Lisa Sereno torna-se o quarto projeto da editora a chegar ao festival e a representar o investimento da Omnichord numa nova geração de músicos.
WILDCHAINS NA TELEVISÃO NACIONAL EM CELEBRAÇÃO DA CULTURA PORTUGUESA
A banda bracarense protagoniza o anúncio televisivo que celebra os 35 anos da presença da McDonald’s em Portugal.
Os WILDCHAINS estreiam-se em televisão nacional, representando a sua cidade natal, Braga, e a cultura desenvolvida no país, no ano em que a McDonald's assinala o 35º ano da presença da marca em Portugal.
Nesta campanha, a marca celebra a portugalidade e a cultura nacional com o mote “Não há Mac como o nosso!”
O anúncio foi gravado no Escadório do Bom Jesus do Monte, um dos pontos mais emblemáticos da cidade que viu nascer aquela que já é apelidada como “uma das bandas mais promissoras do Rock nacional”. Em segundos, a banda reinterpreta o famoso jingle da marca “I’m Loving It”.
E NÃO PARAM POR AQUI!
Depois de estarem presentes na televisão de todos os portugueses, e no ano em que se estrearam fora do país, os WILDCHAINS reafirmam-se como um projeto de elevada relevância cultural da cidade.
Ainda este ano, a banda vai anunciar as novas datas que compõem uma nova digressão, que nasce da parceria com uma marca relevante na cultura.
THE GREAT FADO II: O PRÓXIMO CAPÍTULO
A atuação em Madrid acontece enquanto os WILDCHAINS finalizam The Great Fado II, a segunda parte do álbum conceptual desenvolvido pela banda.
Neste projeto, a palavra “fado” não se refere ao género musical português, mas à ideia de destino: uma força inevitável que atravessa temas como perda, memória, transformação, sobrevivência e identidade.
SOBRE OS WILDCHAINS
Formados em Braga em 2021, os WILDCHAINS são uma banda portuguesa de rock alternativo e heavy rock.
O grupo combina riffs intensos, melodias marcantes e ambientes cinematográficos, construindo canções em torno de temas como perda, destino, memória e transformação.
Depois de mais de 50 concertos por todo o país e presença internacional, vários resultados de destaque em concursos nacionais e atuações em alguns dos principais palcos do país, os WILDCHAINS encontram-se atualmente a finalizar The Great Fado II e a preparar uma nova etapa do seu percurso nacional e internacional.
MÚSICA NO AUDITÓRIO DO TAGUSPARK
Carlos Bica sobe ao palco do Auditório do Taguspark no próximo dia 30 de setembro, às 21h00, para o concerto inaugural do novo ciclo dedicado à música portuguesa contemporânea. Um dos nomes mais relevantes do jazz português e europeu abre uma programação que se prolonga até novembro, com Cabrita, a 21 de outubro, e Ricardo Reis Soares, a 18 de novembro. Os bilhetes encontram-se disponíveis na BOL, pelo valor de 15 euros.
Contrabaixista e compositor com um percurso internacional de várias décadas, Carlos Bica construiu uma linguagem marcada pelo lirismo, pela profundidade melódica e pela procura constante de novas possibilidades dentro do jazz e da música improvisada. Entre composição e liberdade interpretativa, o músico tem desenvolvido uma identidade própria que o tornou uma das figuras de referência da música portuguesa contemporânea além-fronteiras.
Ao longo da carreira, Carlos Bica tem cruzado diferentes linguagens e colaborado com músicos de vários contextos e geografias, mantendo o contrabaixo no centro de uma obra onde tradição e experimentação coexistem. É essa dimensão autoral, assente numa relação próxima entre composição e improvisação, que chega agora ao Auditório do Taguspark para inaugurar a primeira edição do ciclo.
Promovido pela Luckyman Music, o ciclo de concertos nasce como uma proposta dedicada à criação musical portuguesa, reunindo artistas de diferentes gerações e percursos ao longo de três noites. Entre jazz, canção de autor e composição original, a programação procura privilegiar a diversidade estética, a proximidade entre artistas e público e uma experiência de escuta centrada na música ao vivo.
Depois de Carlos Bica, o ciclo prossegue a 21 de outubro com Cabrita, músico e compositor com um percurso marcado pelo jazz, pela experimentação e pela fusão de diferentes linguagens. A programação encerra a 18 de novembro com Ricardo Reis Soares, cantautor de uma nova geração cuja escrita coloca a palavra, a emoção e a observação do quotidiano no centro das canções.
Com esta primeira edição, o Taguspark reforça a programação cultural da Cidade do Conhecimento e procura estabelecer no Auditório do Taguspark um espaço regular de encontro com a música portuguesa contemporânea, aproximando diferentes universos artísticos num contexto pensado para a proximidade e para a experiência ao vivo.
Fundado em 1992 e localizado em Oeiras, o Taguspark é o maior ecossistema de ciência, tecnologia e inovação em Portugal, reunindo empresas, startups, universidades e centros de investigação. Paralelamente à atividade empresarial e tecnológica, tem vindo a desenvolver uma programação cultural que inclui o Museu de Arte Urbana, residências artísticas, exposições, teatro e música ao vivo.
30 de setembro — Carlos Bica
21 de outubro — Cabrita
18 de novembro — Ricardo Reis Soares
Auditório do Taguspark — Núcleo Central, Oeiras
21h00
Duração aproximada: 60 minutos
Bilhetes: 15 euros, disponíveis na BOL.
PEDRO DA LINHA COM NOVO SINGLE
Fotografia promocional. Créditos: Ana Viotti
Em “Sem Alma”, Pedro da Linha procurou uma música do Camané que pudesse traduzir melhor aquilo que pretendia dizer. Acabou por utilizar a sua voz como um sample praticamente presente ao longo de todo o tema, manipulando-a e tratando-a de forma a que pudesse fazer parte da própria construção sonora da música. É uma presença constante, mas também algo que vai sendo transformado ao longo do tema.
Novamente há uma exploração de sonoridades e referências dispersas, mas que comungam num só tema. Neste caso os ritmos mais dançáveis de Pedro da Linha - o convite para a pista de dança - abraçam o dramatismo e a intensidade da voz e do fado de Camané.
Em Música Menor mas Feliz, Pedro da Linha dá continuidade a esta narrativa que tem vindo a construir nos seus últimos lançamentos: a possibilidade de encontrar espaço para a dança, para a celebração e para a felicidade mesmo dentro da tristeza. O título do álbum parte precisamente desse contraste — da associação tradicional da música em escala menor à melancolia, à saudade e à tristeza, mas também da vontade de Pedro da Linha em encontrar, dentro desses lugares mais escuros, momentos de leveza.
A música surge, mais uma vez, como a principal ferramenta de expressão de Pedro da Linha, permitindo-lhe traduzir emoções e estados de espírito através da construção instrumental dos temas e das colaborações que integram o disco.
"Interessa-me perceber como reagem a estes pequenos pedaços de tristeza, como é que eles podem ser transformados em momentos de dança e como é que uma música de dois ou três minutos pode contar uma pequena história sem precisar de ter necessariamente uma voz presente, ou uma narrativa uniforme, ao longo de todo o disco.” – Pedro da Linha
Música Menor mas Feliz já gerou 3 singles além do mais recente "Alma": "Para Quê" com Lucy Val, "Dos Olhos Teus" com ela li e "Força".
Na apresentação ao vivo de Música Menor mas Feliz, Pedro da Linha atua em formato live e faz-se acompanhar pelos músicos Pedro Ferreira no baixo e guitarra elétrica e Zé Cruz na viola, pandeiro, percussão e trompete.
Os bilhetes para a primeira apresentação ao vivo a 23 de outubro na Casa Capitão em Lisboa já estão disponíveis.
Sobre Pedro da Linha:
Pedro Maurício, mais conhecido como Pedro da Linha, é considerado um dos nomes de peso da música eletrónica portuguesa, tendo a batida como base essencial da sua produção musical. Natural da Damaia, conquistou inicialmente o cenário da música eletrónica global com produções que evidenciam o som dos subúrbios de Lisboa.
Já colaborou com vários artistas e produtores de destaque na música tradicional e urbana portuguesa, como Carlão, Ana Moura, Pedro Mafama, Branko, Eu.Clides, Dino D’Santiago, ProfJam, Diogo Piçarra, além de Rincon Sapiência, do Brasil. Em 2017, uma das suas faixas, “Drenas”, foi apresentada num dos desfiles do Savage X Fenty Show, de Rihanna. Em 2024, Pedro da Linha regressou aos lançamentos em nome próprio com dois EPs, um de remisturas e o mais recente, Dicas. Foi curador e protagonista das festas “Arrebita”, durante a sua residência no Musicbox, em Lisboa, e, em digressão, passou por cerca de duas dezenas de palcos de norte a sul do país.
Este ano, Pedro da Linha continua a revolucionar as pistas de dança nacionais, preparando a chegada de um novo álbum e colaborações que prometem consolidar, ainda mais, o seu lugar como um dos nomes mais inovadores da música eletrónica portuguesa.
PROGRAMA DE 22/09/26
1 - Sci Fi Industries - Diminuendo
2 - Astronauta Desaparecido - That law (c/ voz de Mahatma Gandhi)
3 - Herr G meets Fuel 2 Fight - Phado philado
4 - Aftervoid - Negative space 2
5 - Orquestra Popular de Paio Pires - Arroz doce
6 - João Lucas - Chaos paradise
7 - Telectu - Ubik
8 - PMDS - Inocência
9 - Eden Synthetic Corps - Soothe
10 - Moonspell - Far from god
11 - DRKNSS - Looking for mercy
terça-feira, 22 de setembro de 2026
FESTIVAL ANO Q
Nos dias 25 e 26 de setembro de 2026, a Rádio Quântica apresenta a 6ª edição do seu festival comunitário sem fins lucrativos, Ano Q.
Em dois dias, num espaço histórico de Lisboa - Galeria Zé dos Bois - este evento celebra algumas das iterações sonoras mais intrigantes da cena portuguesa, com artistas emergentes ou comunidades tipicamente marginalizadas ao lado de artistas pioneiros mas sub-representados.
Esta edição propõe uma viagem sonora sem pressa, que atravessa geografias e linguagens musicais distintas - de Angola a Braga, do violino exploratório ao jungle mais cru - sempre fiel ao espírito comunitário que define a Rádio Quântica desde a sua fundação.
Na programação, Nazar traz experimentação ao kuduro de origem angolana, cruzando os ritmos de Luanda com electrónica desconstruída, editado pela seminal editora britânica Hyperdub. kilombo kosmico, um projeto de Xullaji e de Peles Negras Máscaras Negras que inclui repertório musical e de spoken word de Xullaji, Prétu e outros numa abordagem mais experimental e expansiva. Helena Silva apresenta o seu violino sónico e exploratório, construindo camadas ambientais e cinematográficas a partir de um instrumento clássico. Isma(el), realizador, vocalista e compositor do coletivo The Blacker The Berry traz afro-futurismo e alma à sua performance especialmente desenhada para o festival. Suzana Francês numa fusão pessoal entre raízes angolanas e cabo-verdianas, em que a sua formação clássica de violino se reinventa com voz e composição de canções. Má Estrela, projeto que junta Pedro Alves Sousa (saxofone tenor e eletrónica), Simão Simões (eletrónica), Bruno Silva (eletrónica), Gabriel Ferrandini (bateria e eletrónica) e Bruna de Moura (violoncelo) mistura jazz, dub e electrónica numa proposta hipnótica e ritualística. A dupla LANDA traz-nos um concerto intenso mas intimista, com uma poética muito própria, fazendo encontrar a tradição e a inovação com Cabo Verde e Portugal na sua pulsação. Anrimeal tbcp Ana Alves, natural do Porto, cria e manipula canção folk digital a partir da sua base actual em sul de Londres, recorrendo aos princípios pós-minimalistas de textura, limitação e repetição. Vibrartes, coletivo que junta improvisação musical de géneros tão diferentes como trap, afro, pop e alternativo com saxofone ao vivo. David J Amado, artista multifacetado jamaicano-americano radicado em Lisboa e o rosto do projeto Ballet Para Todos traz ao Ano Q uma performance onde dança e música se cruzam de forma aberta e inclusiva. Mix'Elle, vinda de Braga, traz breaks engenheirados com precisão e linhas de baixo tensas, trabalhadas em décadas na booth e no home studio que a transformaram numa das mais respeitadas veteranas do drum n bass. Para completar, apresentamos um DJ set de Tendency, natural do Porto, conhecido por desconstruir a noção clássica de set ao vivo, com sampling, loops e efeitos em tempo real, num som futurista e minimal que olha sempre em frente.
O ANO Q 2026 reúne uma seleção diversificada de projetos artísticos que desafiam as fronteiras do mainstream através da sua prática. A programação deste festival representa a resistência directa aos eventos que priorizam o lucro - procurando oferecer uma alternativa ao status quo de uma Lisboa cada vez mais gentrificada, onde uma polida padronização cultural imposta de cima ou de fora se tornou a norma.
CRISTINA BRANCO ENCERRA HOJE DIGRESSÃO DE 9 CONCERTOS NA CHINA
A 3 de setembro, numa estreia absoluta no seu percurso artístico, Cristina Branco deu início a uma viagem de encontro entre o fado e o público chinês que teve como destaques as atuações em Shanghai, Beijing e Zhuhai, no âmbito do Festival Fado.
Depois do espetáculos em Changsha, Wuhan, Nanning, Wuxi e Zhanjiagang, Haikou recebe esta noite o derradeiro concerto de uma digressão de nove datas, marcada pela emoção e pelo caloroso acolhimento do público.
Com nove concertos em outras tantas cidades, esta extensa e ambiciosa digressão representa mais um capítulo no percurso internacional de Cristina Branco e na sua contínua procura por novos públicos, novos lugares e novas formas de levar a música portuguesa mais longe. Acompanharam-na nesta diáspora os músicos Bernardo Couto (guitarra portuguesa), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Luís Figueiredo (piano).
Cristina Branco é uma aclamada artista portuguesa de fado que tem encantado plateias em todo o mundo com a sua voz emotiva e a sua profunda musicalidade. Com uma carreira que se estende já por três décadas, lançou 19 álbuns de sucesso, cativando ouvintes com as suas interpretações únicas do fado tradicional e a sua exploração de expressões musicais contemporâneas. Reconhecida pela sua arte excecional, Cristina conquistou aclamação internacional e estabeleceu-se como uma das principais figuras do universo do fado.
Ao longo da sua trajetória, Cristina Branco colaborou com alguns dos mais prestigiados músicos e compositores nacionais e internacionais, expandindo constantemente as fronteiras do género e renovando a tradição fadista com frescura e modernidade. A sua capacidade de unir o respeito pela herança cultural a uma abordagem inovadora valeu-lhe prémios, nomeações e uma presença assídua nos mais conceituados palcos e festivais de música do mundo. O seu trabalho reflete uma busca contínua por autenticidade e pela partilha de emoções universais através da música, consolidando o seu lugar como embaixadora do fado no panorama global.
LUX INTIRIOR OFERECE TRÊS NOITES DE MUSICA
A 7.ª edição do Festival Lux Interior, promovida pela Lux Records no ano em que a editora celebra 30 anos, acontece a 29 e 30 de outubro, no Teatro Académico de Gil Vicente, e a 5 de novembro, no Salão Brazil, reunindo projectos com diferentes percursos e dando palco a três novas bandas de Coimbra que serão editadas pela editora.
A Lux Records assinala este ano três décadas de actividade com mais uma edição do Festival Lux Interior, iniciativa que tem vindo a afirmar-se como um espaço de encontro entre diferentes gerações e percursos da música independente.
A 7.ª edição do festival acontece em três noites e dois espaços de Coimbra. O Teatro Académico de Gil Vicente recebe os primeiros dois dias, a 29 e 30 de outubro, seguindo-se o Salão Brazil, a 5 de novembro.
O programa cruza projectos com percursos já consolidados com bandas mais recentes, numa programação que acompanha também o trabalho de descoberta e edição da própria Lux Records.
A primeira noite, 29 de outubro, no TAGV, junta Duques do Precariado e Gata Surda. No dia seguinte, 30 de outubro, sobem ao palco Expresso Transatlântico e Voronet Blue.
A programação termina a 5 de novembro, no Salão Brazil, com Birds Are Indie e Gulag Motel.
As primeiras partes das três noites são asseguradas por Gata Surda, Voronet Blue e Gulag Motel, três projectos muito recentes de Coimbra que integram o trabalho de descoberta da Lux Records e que serão editados pela editora.
A Lux Records celebra 30 anos de atividade, três décadas em que se afirmou como uma referência incontornável da música independente portuguesa, dando palco a projetos que marcaram profundamente o panorama nacional, de Belle Chase Hotel a Tédio Boys, passando por The Legendary Tigerman, Sean Riley & The Slowriders e Wraygunn, entre muitos outros nomes que ajudaram a definir a identidade sonora de Coimbra e do país.
Os bilhetes para as datas no TAGV serão disponibilizados em breve e os bilhetes para o Salão Brazil já estão disponíveis.
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
VIVIANE DÁ NOVA VOZ A “A ANDORINHA DA PRIMAVERA”, DOS MADREDEUS
Viviane apresenta “A Andorinha da Primavera”, uma nova leitura do tema dos Madredeus que ficou para sempre associado à voz de Teresa Salgueiro.
Com letra de Pedro Ayres Magalhães e música de Carlos Maria Trindade, “A Andorinha da Primavera” integra originalmente o álbum “O Paraíso”, editado pelos Madredeus em 1997. Na interpretação de Viviane, a canção ganha uma nova identidade, preservando a delicadeza e a força poética do original, enquanto se aproxima do universo musical singular da artista.
“A Andorinha da Primavera” é o quarto single de “Ela por Elas”, o oitavo projeto discográfico de Viviane, com edição marcada para 25 de setembro. Neste novo trabalho, a cantora e compositora algarvia presta homenagem a algumas das vozes femininas que marcaram a música portuguesa, apropriando-se das canções com respeito pela sua memória, mas imprimindo-lhes uma linguagem própria.
O percurso até ao álbum começou, a 13 de fevereiro, com “Alfama”, dos Mler Ife Dada, tema originalmente interpretado por Anabela Duarte. Seguiu-se, a 1 de maio, “Amor Errante”, dos Diva, celebrizado pela voz de Natália Casanova.
Em julho, Viviane apresentou “Como Se Eu Fosse Tua”, canção dos Salada de Frutas que marcou o início do percurso discográfico de Lena d’Água. “A Andorinha da Primavera” acrescenta agora Teresa Salgueiro a este encontro entre diferentes gerações, sensibilidades e universos da música portuguesa.
Mais do que um disco de versões, “Ela por Elas” é um exercício de memória, reconhecimento e liberdade artística. Viviane parte de repertórios que atravessam a pop, o rock, o fado e a música de raiz portuguesa para construir uma narrativa pessoal sobre as mulheres e as vozes que ajudaram a transformar a música feita em Portugal.
Concertos de apresentação em Lisboa e no Porto
“Ela por Elas” será apresentado ao vivo em dois concertos especiais:
6 de outubro, Teatro da Trindade, Lisboa
28 de outubro, Sala 2 da Casa da Música, Porto
Nestes espetáculos, Viviane dará vida ao repertório do novo álbum, acompanhada por Tó Viegas, na guitarra portuguesa, Filipe Valentim, nos teclados, e João Vitorino, na viola acústica, num encontro entre as novas interpretações e alguns dos temas mais marcantes da sua carreira.
Os bilhetes para o Teatro da Trindade têm preços entre 14 e 20 euros. Para a Casa da Música, os bilhetes custam 20 euros.
“Ela por Elas” chega a 25 de setembro às plataformas digitais.
Alinhamento:
“Alfama”
Autoria: Nuno Rebelo
Banda original: Mler Ife Dada
Intérprete: Anabela Duarte
“Amor Errante”
Autoria: António Freire, João Vitorino, Natália Casanova, Óscar Coutinho e Pedro Solaris
Banda original: Diva
Intérprete: Natália Casanova
“Como Se Eu Fosse Tua”
Letra: Luís Pedro Fonseca e Zé da Ponte
Música: Zé da Ponte
Banda original: Salada de Frutas
Intérprete: Lena d’Água
“A Andorinha da Primavera”
Letra: Pedro Ayres Magalhães
Música: Carlos Maria Trindade
Banda original: Madredeus
Intérprete: Teresa Salgueiro
“É Demais”
Letra: Tozé Brito
Música: Pedro Brito
Banda original: Doce
Intérpretes: Fátima Padinha, Teresa Miguel, Lena Coelho e Laura Diogo
“Cantiga d’Amor (Mesmo Assim)”
Autoria: Rádio Macau
Banda original: Rádio Macau
Intérprete: Xana
“Música”
Letra: José Luís Peixoto
Música: A Naifa
Banda original: A Naifa
Intérprete: Mitó Mendes
“Salvé Maravilha”
Letra e música: Nuno Rodrigues
Banda original: Banda do Casaco
Intérprete: Né Ladeiras
TIAGO VILHENA COM NOVO DISCO
A vida passa e o tempo pára. Quatro anos depois do último disco de Tiago Vilhena, chega-nos um trabalho novo, fresco e onde o estilo já conhecido do artista continua a estar presente, mas abre espaço a elementos inéditos na sua discografia. O cantautor regressa com Salatrano no dia 25 de Setembro, antecipado pelo single “Amadores da Praça”.
O percurso que aqui desagua é longo. Começou no rock dos Savanna, passou pela pop de língua inglesa assinada como George Marvinson e amadureceu na canção portuguesa com Portugal 2018 e Canções Mundanas. Salatrano recolhe um pouco de cada uma destas vidas e junta-lhes territórios novos, num disco que se permite ser, ao mesmo tempo, o mais eclético e o mais descontraído da discografia do músico.
O título é, também ele, uma criação do autor. Salatrano é uma palavra inventada por Tiago Vilhena, que prefere guardar para si o seu significado. Fica o som da palavra e um disco inteiro para que cada ouvinte encontre a sua própria definição.
No primeiro single, “Mau Mau Bem Bem” Tiago apresenta-nos uma canção sobre sermões e a vontade de contrariar a autoridade ao som de um ritmo popular. Noutros temas, parece até que há um saudosismo do rock das suas origens em Savanna. A meio do disco, como que para fazer uma pausa, surge uma música instrumental ao estilo quase de uma obra do Stravinsky perdida na floresta. Há também espaço para uma balada que nunca revela por completo se fala de amor ou de outra forma de ligação. São dez canções, todas cantadas em português, que atravessam o rock, a bossa nova, a kizomba, o reggae, o fado e a música de orquestra sem perderem o fio que as une: a escrita brincalhona, o gosto pela palavra e aquela atmosfera sem nação que, ainda assim, respira costumes portugueses.
Salatrano foi gravado nos estúdios Cuca Monga com Domingos Coimbra e Manuel Palha, dos Capitão Fausto, e misturado "em casa", nos estúdios Pontiaq, por Miguel Vilhena, irmão do músico e colaborador de longa data.
“Amadores da Praça” é o segundo single do disco, e chega como uma incursão assumidamente rock num território que o músico não explorava há já algum tempo. A canção reúne vários dos elementos clássicos do género: uma voz potente, um solo de guitarra rápido, técnico e virtuoso, mas também emotivo, uma secção carregada de chorus, vozes e alguma confusão, e uma bridge de ambiente mais espacial, construída em torno de um piano eléctrico. O resultado é uma canção de rock expansiva, com músculo e detalhe, que recupera uma linguagem que Tiago Vilhena conhece bem, mas que há algum tempo não ocupava o centro da sua música. O título “Amadores da Praça” nasce de um poema de Ary dos Santos, poeta que tem sido uma referência recorrente no universo criativo de Tiago Vilhena e cuja obra, neste caso, esteve particularmente próxima da génese da canção.
aBAND'onados AO VIVO
Os aBAND'onados regressam aos palcos no próximo dia 26 de setembro, para um concerto no Liquidâmbar, em Coimbra. A atuação acontece numa altura em que a banda continua a promover ao vivo o seu mais recente álbum, levando para o palco um repertório que cruza os temas do disco com a identidade rock que tem marcado o percurso do grupo.
Formados em Coimbra, os aBAND'onados apresentam uma abordagem assente no rock cantado em português, com uma sonoridade direta e letras que abordam diferentes experiências, temas do quotidiano e a realidade que rodeia a própria banda. Ao longo do seu percurso, o grupo tem vindo a afirmar uma identidade própria através de temas originais e de uma forte componente de atuação ao vivo.
O concerto no Liquidâmbar surge assim como mais uma etapa na apresentação ao vivo do álbum, num momento em que os aBAND'onados continuam também a desenvolver novos conteúdos em torno do seu trabalho.
Entre esses conteúdos está o videoclipe de “Ser Motard”, cujo lançamento está marcado para o próximo dia 3 de outubro. O vídeo foi gravado durante o último concerto da banda, realizado a 22 de agosto, em Martim, Barcelos, no âmbito da IV Concentração do Moto Clube Motores da Plaina.
A escolha desse momento para a gravação do videoclipe não é casual. “Ser Motard” é um tema que estabelece uma ligação direta com o universo das concentrações motard e com o ambiente vivido pela banda em palco, permitindo que o vídeo registe não apenas a interpretação da música, mas também a energia e a proximidade características das atuações dos aBAND'onados.
Depois da apresentação em Martim e antes do lançamento do videoclipe, a banda passa agora pelo Liquidâmbar, dando continuidade a um percurso que tem no palco um dos seus principais espaços de expressão.
O concerto está marcado para as 22h00 de 26 de setembro, no Liquidâmbar, em Coimbra.
Data: 26 de setembro de 2026
Hora: 22h00
Local: Liquidâmbar, Coimbra
AL-JICÇ EM CONCERTO
A Cossoul recebe Al-jiçç com “Níger Suite”, o sétimo disco do projecto, num concerto que cruza improvisação, jazz e influências das tradições musicais do Mali e de Marrocos.
Com Nuno Damião (guitarras, teclados e composição), Gonçalo Lopes (clarinetes), Ricardo A. Freitas (baixo eléctrico) e Jorge Lopes Trigo (bateria e percussão), Al-jiçç constrói uma música onde motivos improvisados, ritmos e diferentes texturas se encontram.
Níger Suite reúne seis temas e conta ainda com a participação da cantora e improvisadora Maria Radich em dois deles.
O disco será apresentado na íntegra, acompanhado por uma nova componente visual e os temas serão apresentados em novos arranjos, concebidos especialmente para esta apresentação.
Um concerto de exploração sonora, entre composição e improvisação.
JANEIRO AO VIVO
Na próxima sexta, dia 25 de setembro, janeiro volta às edições musicais com o álbum “Reticências”, que será apresentado ao vivo no Coliseu Club, em Lisboa, dia 18 de novembro e no Hot Five, no Porto, dia 3 de dezembro. Os bilhetes encontram-se à venda.
“Reticências” é composto por 12 faixas, das quais já conhecemos “Cor Lá Fora” com Valter Lobo e “Canção da Revolta” com Meta, lançadas em junho e agosto, respetivamente. Conta com mais colaborações que serão relevadas na sexta-feira, com o lançamento do novo trabalho.
Ainda antes do lançamento e da respetiva apresentação nas salas de Lisboa e do Porto, o artista convida o seu público, amigos e curiosos para a listening party do álbum, que terá lugar na Collect do LX Factory, em Lisboa, a partir das 19h de dia 23 de setembro, com entrada gratuita.
LISBOA
18 de novembro - Coliseu Club
21h - 25€
Bilhetes disponíveis aqui
PORTO
3 de dezembro - Hot Five
21h - 25€
Bilhetes disponíveis aqui
SAI HOJE NOVO SINGLE DE POST SAUDADE
“Miss Cocaine” explora a lógica circular da adição: querer afastar-se de algo e, ao mesmo tempo, continuar a gravitar à sua volta. A repetição funciona como compulsão, uma frase que tenta transformar-se numa decisão, mas acaba por revelar dependência. O objecto do desejo pode ser uma substância, uma pessoa, um comportamento ou uma ideia, o que importa é o momento em que deixa de ser escolha e começa a tornar-se necessidade.
A canção move-se entre atração e repulsa, prazer e desgaste, impulso e culpa. Em vez de representar a adição como uma queda linear, apresenta-a como um ciclo, aproximar, rejeitar, regressar, negar, insistir. Há algo de quase ritual nessa repetição, como se a vontade tentasse impor-se continuamente a um corpo ou a uma mente que já não obedecem por completo.
Mais do que falar de excesso, “Miss Cocaine” fala de perda de soberania, daquele ponto estranho em que ainda dizemos “eu quero” quando talvez já devêssemos admitir “eu preciso”.
Post Saudade é uma banda de rock alternativo do Porto, formada em 2023 por Jonny Saudade , inicialmente como projeto a solo e consolidada com a formação atual em 2025, com a entrada dos restantes membros: Amish Saudade (guitarra, back vocals), Henry Saudade (bateria) e Oscar Saudade (baixo).
A sonoridade que os caracteriza cruza o rock alternativo, com stoner e hard rock, combinando riffs pesados com momentos mais atmosféricos e imprevisíveis e longas camadas de distorção, algum fuzz e densidade sonora.
Entre as suas influências destacam-se QOTSA, Bowie, Kyuss, Black Sabbath e Faith No More. O resultado é um som denso, feito de dualidades entre agressividade e calmaria, com momentos melódicos.
Ao vivo, conseguem esmagar o público com uma parede sonora que não se sente em disco. O impacto é imediato, com riffs esmagadores que se conjugam com uma atmosfera quase tranquilizante, apresentando várias paisagens ao longo de cada música, revelando, também, diretas e dançáveis.
ANTÓNIO ZAMBUJO AO VIVO
António Zambujo continua a percorrer Portugal e o mundo com a digressão do novo álbum Oração ao Tempo, que tem novas datas: Vila Real, Braga e Aveiro juntam-se agora ao itinerário nacional, respetivamente a 20 de novembro, 23 de janeiro e 27 de fevereiro, enquanto Faro recebe uma segunda sessão, no dia 1 de dezembro, às 18h00, e Coimbra uma segunda data, a 11 de dezembro.
Depois das três noites, em abril, nos Coliseus do Porto e de Lisboa, e de uma digressão de 12 concertos no Brasil, António Zambujo prossegue também o percurso internacional de Oração ao Tempo. A próxima paragem acontece já este mês, no dia 26 de setembro, em Santiago de Compostela, seguindo-se a Corunha, a 2 de outubro, Vigo, a 16 de janeiro e Londres, a 18 de fevereiro.
Recorde-se que em Portugal, a digressão passa ainda pelos já anunciados Pax Julia, em Beja, com data extra no dia 9 de outubro, depois de a primeira data, dia 10 de outubro, ter esgotado; Teatro Cine de Pombal, a 17 de outubro; Vila Real, a 20 de novembro; Europarque, em Santa Maria da Feira, a 28 de novembro; CNEMA, em Santarém, a 4 de dezembro; Centro Cultural de Viana do Castelo, a 5 de dezembro; Panorama, em Alcobaça, a 19 de dezembro.
Em 2027, António Zambujo regressa aos Coliseus de Lisboa e do Porto com Miguel Araújo para dez espetáculos, sete dos quais já esgotados, uma década depois dos históricos 28 Coliseus esgotados. Com os três concertos de apresentação de Oração ao Tempo realizados em abril, António Zambujo atuará nos Coliseus um total de 13 vezes neste ciclo, prolongando uma relação com estas salas que tem marcado alguns dos momentos mais emblemáticos do seu percurso ao vivo.
Esta semana pudemos ouvir António Zambujo em “O Pack Inteiro”, a nova música de PZ, em que participa como convidado. António Zambujo está também entre os nomeados para os Globos de Ouro, cuja cerimónia de entrega se realiza já no próximo dia 26 de setembro, na categoria de Melhor Espetáculo, com E Agora Fado, uma atuação especial que em novembro de 2025 o juntou a Camané e Ricardo Ribeiro em três noites, em Lisboa e no Porto.
Editado a 19 de março, Oração ao Tempo é o décimo primeiro álbum de estúdio de António Zambujo e resulta de um processo criativo iniciado durante a pandemia, marcado por uma reflexão sobre o tempo e sobre a forma como este transforma a vida, os afetos e a memória.
O tema-título, originalmente composto por Caetano Veloso, surge neste álbum em dueto com o próprio autor. Ao longo dos quinze temas que compõem o alinhamento, António Zambujo volta a reunir autores e compositores fundamentais no seu percurso, como Maria do Rosário Pedreira, João Monge e Pedro da Silva Martins, ao mesmo tempo que abre espaço a novas colaborações, entre elas Carolina Deslandes, MimiFroes e Rita Dias.
Com arranjos e produção de André Santos, Oração ao Tempo foi integralmente gravado com os músicos que acompanham António Zambujo em palco: João Salcedo (piano), Bernardo Couto (guitarra portuguesa), João Moreira (trompete), Francisco Brito (contrabaixo), José Conde (clarinete baixo) e o próprio André Santos (guitarra).
Próximos concertos 2026 - 2027
26 set. Santiago de Compostela, Espanha
02 out. Corunha, Espanha
09 out. Pax Julia, Beja — DATA EXTRA
10 out. Pax Julia, Beja — ESGOTADO
20 nov. Vila Real
28 nov. Europarque, Santa Maria da Feira
01 dez. Teatro das Figuras, Faro — SESSÃO EXTRA 18h00
01 dez. Teatro das Figuras, Faro
04 dez. CNEMA, Santarém
05 dez. Centro Cultural, Viana do Castelo
11 dez. Convento São Francisco, Coimbra — DATA EXTRA
12 dez. Convento São Francisco, Coimbra
19 dez. Panorama, Alcobaça
16 jan. Vigo, Espanha
23 jan. Theatro Circo, Braga
18 fev. Londres, Reino Unido
27 fev. Teatro Aveirense, Aveiro
















