sexta-feira, 2 de outubro de 2026

PROGRAMA DE 02/10/26

1 - Um Corpo Estranho - Grifo
2 - Ganso - Herói/Vilão (emmy Curl remix)
3 - Bad Tomato - Get up (now)
4 - Tipo - Mesmo sem querer
5 - Elisa e Tiago Nogueira - A saudade aperta
6 - Virgem Suta - Exporto tristeza (acústico)
7 - Capitão Fausto - Quando vais dormir
8 - Post Saudade - Miss cocaine
9 - The Wraygunn - Under my skin
10 - Sidderor - The realm of lies
11 - Voronet Blue - Grip
12 - Lovedust - Life goes on
13 - Chek1 & Benny Broker - Nada de outro mundo (com Sofia Sá)
14 - Espama Trincana - Cometa
15 - Silentide - Certezas

MXGPU APRESENTA 'LIVE OVER PORTO'


O impressionante espetáculo 360° gravado sobre o palco principal do Primavera Sound Porto já está disponível!

MXGPU, o projeto colaborativo dos artistas portugueses Moullinex e GPU Panic, anuncia o lançamento de ‘Live Over Porto’, um live set completo gravado durante a sua extraordinária atuação no Primavera Sound Porto, em junho de 2026.

Filmado num único take e suspenso sobre o público no palco principal do festival, ‘Live Over Porto’ eleva o característico formato live 360° de MXGPU a uma das suas performances mais ambiciosas até à data.

Quebrando a tradicional separação entre artistas e público através de um palco convencional, MXGPU sobrevoaram a multidão, envolvendo a pista de dança com som, movimento e novos visuais. Suspensos por uma grua, a dupla esteve a cerca de 30 metros sobre o público do palco principal do Primavera Sound Porto. O resultado é uma performance eletrónica para ser experienciada de todos os ângulos, com o público no centro da experiência.

Depois de ‘Live Over Lisbon’, em 2025, vídeo-concerto realizado sobre o rio Tejo, na capital portuguesa, ‘Live Over Porto’ leva a exploração contínua da dupla entre música, performance e experiência imersiva diretamente para o coração da pista de dança.

Sobre a experiência, MXGPU relata:
“Um ano depois de voarmos sobre o rio, decidimos trazer o desafio para cima da pista de dança. O Primavera Sound Porto desafiou-nos a ir mais longe; suspensos 30 metros acima do público, numa grua e envolvidos numa instalação de luz que desenhámos especificamente para este momento, encerrámos o palco principal. O risco era real. Nós literalmente elevámo-nos à altura do desafio. Ver o público lá em baixo enquanto tocávamos é uma imagem que ficará sempre connosco.”

No dia 10 de outubro, MXGPU levam a sua exploração de espaços não convencionais para o subsolo com ‘Live Under Lisbon’, um evento concebido e curado pela própria dupla. A decorrer no Hidden Metro Olaias, o evento irá transformar este espaço subterrâneo num clube temporário durante mais de oito horas, reunindo Adriana Ruas, Isadora (Live), Madd Rod e Sainte Vie (Live), além de MXGPU (Live).

DE OLIVEIRA APRESENTA O SEU PRIMEIRO ÁLBUM: "RADIA SONS"













Radia Sons, o primeiro álbum do cantor e compositor De Oliveira (Hugo de Oliveira), é um projeto que celebra a música como energia capaz de unir histórias, sentimentos e pessoas.

Com sonoridades contemporâneas e uma identidade artística forte, o disco revela maturidade, sensibilidade e autenticidade, convidando o público a sentir e a mergulhar na vibração de cada tema.

Radia Sons é uma viagem pela música popular portuguesa, com raízes no Minho, território simbólico onde tradição e emoção caminham lado a lado, com o cruzamento de elementos de fado e pop contemporâneo, e a envolvência dos ritmos quentes latinos.

Uma sonoridade eclética, que cria a identidade e sonoridade simultaneamente emotiva, envolvente e atual, capaz de dialogar com diferentes gerações. Os arranjos equilibram tradição e contemporaneidade, reforçando o carácter identitário do projeto.

São 13 temas de pura magia e que contam com a participação de Patrícias SA. Taipam. Tdup, Sílvia Sequeira, Kiko Pereira, António Mão de Ferro, Pedro Vaz entre outros. Cada faixa é um pedaço de mundo, uma história contada em cores, sons e emoções. Este álbum é um convite a deixar o coração guiar, sentir, rir, chorar e a voar através da musica.

“Radia Sons é o meu primeiro álbum, e talvez por isso seja também uma das partes mais sinceras de mim que alguma vez partilhei.

Cada música tem uma história. Algumas nasceram da alegria, outras da saudade, do amor, da dor, da esperança ou simplesmente da vontade de viver. São diferentes pedaços de mim, reunidos num só lugar. Neste disco deixei-me viajar por vários sons e influências. O fado, o pop-rock, o indie, a música tradicional e os ritmos latinos encontram-se aqui. Cada um traz uma cor diferente a esta viagem.”

— De Oliveira

Radia Sons é concebido como uma viagem emocional pela música e pelas experiências humanas, o disco celebra a música como uma energia capaz de unir histórias, sentimentos e pessoas.

Com uma atitude artística marcada pela esperança e pela proximidade emocional, o músico assume hoje o seu percurso como artista independente, determinado a construir uma carreira baseada na autenticidade e na liberdade criativa. Com Radia Sons, De Oliveira reforça a sua identidade musical e abre caminho para um álbum que se propõe celebrar a música como espaço de encontro, emoção e transformação.

A capa, desenhada pelo artista Parizone, captura visualmente a essência do álbum, refletindo os fragmentos musicais que o compõem.

E temas como “Vamos fazer Match” ou “Voa Livre, Coração” e ” Tens Razão” são algumas das novas peças do universo musical que De Oliveira tem vindo a construir.

Ao mesmo tempo que lança Radia Sons, De Oliveira anuncia também o seu primeiro concerto de apresentação, dia 18 de Dezembro, no Mouco, Porto.

SOBRE DE OLIVEIRA

DE OLIVEIRA é o nome artístico de Hugo de Oliveira, músico que cresceu em Guimarães, cidade onde mantém as suas raízes familiares, e mais tarde mudou-se para o Porto, onde concluiu os seus estudos académicos, incluindo um Mestrado em Gestão de Marketing. Durante este percurso integrou vários grupos académicos e foi fundador da TAIPAM, mostrando desde cedo a sua dedicação à cultura e à criatividade. A música acompanhou-o desde sempre: primeiro de forma espontânea, cantando como quem liberta emoções guardadas, e mais tarde através da participação em serenatas e tunas académicas, onde encontrou no palco um espaço natural de expressão e onde o seu timbre melódico ganhou forma e identidade. A partir daí começou a construir uma identidade artística própria, marcada pela fusão entre tradição e modernidade. As suas influências atravessam diferentes universos: da música popular portuguesa — rica em histórias e tradição — ao pop e ao rock internacional. Dessa mistura nasce uma sonoridade onde a palavra ocupa sempre o lugar central. Nas suas canções, De Oliveira procura transformar experiências e emoções em narrativas partilhadas, explorando o amor nas suas múltiplas formas: o amor imperfeito, o amor que se perde, o amor que cura e o amor que constrói. Atento ao que o rodeia, transforma detalhes do quotidiano em poesia e pequenos gestos em símbolos universais — o que faz com que as suas canções toquem cada ouvinte de forma pessoal. Hoje, assume-se como artista independente, determinado a construir o seu percurso com autenticidade, paixão e liberdade criativa. Não procura apenas cantar: procura emocionar, inspirar e criar laços através da música.

RADIA SONS - ÁLBUM:

Lançamento: 02 de Outubro de 2026

Já disponível em todas as plataformas digitais

(Spotify, YouTube, Apple Music)

Género: Eclético, pop rock, indie, música tradicional portuguesa, sons latinos

BEATRIZ ROSÁRIO LANÇA HOJE O NOVO SINGLE “O MEU FADO”, O PRIMEIRO CAPÍTULO DE UMA TRILOGIA MUSICAL, QUE DÁ INÍCIO A UM NOVO CICLO.





















Beatriz Rosário lança hoje o novo single “O Meu Fado” (distribuição Altafonte), o primeiro capítulo de uma trilogia musical, que dá início a um novo ciclo na sua carreira. Ouvir. 

Produzido por MIGZ e Ariel, e escrito por Beatriz Rosário e Ella Nor, “O Meu Fado” é um tema que fala de superação e esperança, afastando-se da dimensão exclusivamente melancólica tantas vezes associada ao fado.

A canção abre com palavras de Fernando Pessoa, interpretadas pela mãe de Beatriz Rosário, e revisita a identidade portuguesa a partir de uma linguagem contemporânea, cruzando elementos da tradição musical portuguesa com ritmos e sonoridades atuais e aproximando o universo do fado de uma nova geração.
“Depois do álbum, não queria fazer apenas canções. Criei uma história à volta de três capítulos que, para mim, fazem total sentido. Olhei para o relógio como uma viagem entre o presente, que é o ponto de partida, o passado de quem nós já fomos e o futuro de quem podemos ser amanhã”, explica Beatriz Rosário. Esta trilogia surgiu depois da meia-noite, um momento que a artista considera propício à introspeção.

“O Meu Fado” sucede ao lançamento de “ALFA”, álbum editado em 2025, e ganha também uma dimensão visual através de um videoclipe filmado em Alfama, Lisboa, com a participação da comunidade, numa celebração das raízes e da portugalidade.
Beatriz Rosário tem vindo paulatinamente a conquistar os fãs e a crítica, contando igualmente com airplay considerável nas rádios nacionais e centenas de milhares de streams nas plataformas digitais.

Os dois capítulos seguintes da trilogia têm lançamento previsto até ao final de 2026, conduzindo esta viagem do presente ao passado e, finalmente, ao futuro - e revelando, ao longo do caminho, uma colaboração lusófona a anunciar.

CONCERTO DE CELEBRAÇÃO DA CARREIRA DE LUÍS REPRESA ESGOTA COLISEU DE LISBOA

 



















Ana Moura, Camané, Edu Miranda, João Pedro Pais, João Só, Jorge Cruz, Luísa Sobral, Mafalda Veiga, Mariana Nuñez, Marisa Liz, Miguel Nuñez, Ricardo Ribeiro, Rui Veloso, Stewart Sukuma, os outros Trovante, no Porto e os Quatro e Meia e Vitorino também em Lisboa, juntam-se para concretizar os concertos que Luís Represas tinha agendado para assinalar os seus 50 anos de carreira em 2027.

Os espetáculos mantiveram as datas previstas e decorrerão a 10 de Abril em Lisboa, num Coliseu já esgotado, e na semana seguinte, a 17 de Abril, no Coliseu do Porto.

A direção musical será de Manuel Faria, presente e ativo no Trovante, com Carlos Garcia, essencial na carreira a solo de Luís Represas e Miguel Nuñez, pianista cubano, produtor do primeiro disco a solo de Represas e com quem colaborou inúmeras vezes.

Luís Represas iniciou a sua carreira em 1976 e, depois da passagem pelo Trovante, construiu um percurso a solo marcado por êxitos como “Feiticeira”, “Neva sobre a marginal”, “Da próxima vez” e “Fora de tempo”.

SAFARI ZONE ATECIPAM DISCO DE ESTREIA















Safari Zone
apresentam “Turbo Intercooler”, o novo single e primeiro avanço oficial para “1420.FM”, álbum de estreia da banda. Depois de terem revelado, em março, “Intergalactic Jazz Club” como prelúdio do universo conceptual do disco, o grupo dá agora início à viagem propriamente dita, entrando a bordo da nave que os acompanhará numa travessia marcada pela separação entre aquilo que ficou para trás e a incerteza do que poderá existir pela frente.

Se “Intergalactic Jazz Club” funcionava como espaço de transição e ponto de partida, “Turbo Intercooler” representa o momento da descolagem. A nave que dá nome à canção torna-se companheira de viagem dos Safari Zone e estabelece o movimento que conduzirá a narrativa de “1420.FM”, afastando definitivamente os seus protagonistas do passado e projetando-os para um futuro ainda desconhecido.

Essa passagem encontra correspondência numa letra construída entre inquietação pessoal e imaginário cósmico. Partindo de um cenário íntimo, marcado pelo silêncio, pelo peso dos pensamentos e por uma sensação de repetição e desgaste, “Turbo Intercooler” começa por olhar para aquilo que já não satisfaz antes de deslocar progressivamente a perspetiva para fora desse espaço. Perante o cansaço do que permanece igual, surge o desejo de algo maior: já não apenas outro lugar, mas o próprio universo.

A viagem funciona, nesse sentido, simultaneamente como deslocação física dentro da narrativa de “1420.FM” e como tentativa de ganhar distância suficiente para observar a realidade de outra perspetiva. Ao longo da canção, o olhar abandona gradualmente aquilo que lhe é familiar para navegar pelo vazio, entre asteroides e nebulosas, enquanto a própria ideia de fuga se confronta com a constatação de que nem a distância transforma necessariamente aquilo de que se procura escapar.

É também nesse espaço que “Turbo Intercooler” introduz uma visão menos idealizada do cosmos. Vista de longe, a realidade continua a carregar as suas próprias contradições: nem o Sol existe sem um lado escuro, nem as estrelas são tão luminosas quanto parecem. A promessa de descoberta convive, assim, com a consciência de que partir não significa encontrar imediatamente respostas, colocando a canção entre a vontade de libertação e a incerteza perante aquilo que espera do outro lado.

“Turbo Intercooler” inaugura desta forma o percurso central de “1420.FM”, um álbum conceptual de 11 faixas pensado como uma travessia atribulada pelo cosmos e uma reflexão sobre a procura humana por propósito e pertença. Depois de “Intergalactic Jazz Club” ter apresentado o espaço onde essa necessidade de mudança começava a ganhar forma, o novo single concretiza finalmente a partida e estabelece a nave onde decorrerá a viagem.

Formados em 2019, os Safari Zone têm vindo a desenvolver uma linguagem assente no indie rock e na construção de atmosferas capazes de deslocar a experiência quotidiana para territórios de introspeção e imaginação. Em 2023 editaram o EP “This World is an Anteater”, trabalho que antecedeu uma presença crescente em palco, com passagens pelo Festival Académico de Lisboa, Arraial do Técnico e Casa da Música, além da vitória no concurso de bandas do Festival Metamorfose.

Com “Turbo Intercooler”, os Safari Zone abrem agora oficialmente o primeiro capítulo de “1420.FM”. A viagem que começou a ser sugerida em “Intergalactic Jazz Club” abandona finalmente o ponto de origem e entra em movimento, deixando para trás um passado ao qual já não é possível regressar e avançando em direção a um futuro cuja forma permanece, por enquanto, desconhecida.

PEDRO DA LINHA EDITA NOVO DISCO MÚSICA MENOR MAS FELIZ















Fotografia promocional. Créditos: Ana Viotti

Pedro da Linha edita hoje Música Menor mas Feliz, um álbum que dança a tristeza, que celebra essa capacidade da música de transformar a dor em purga, expiação ou até catarse. Fá-lo nas pistas de dança, nos concertos ao vivo, na possibilidade de sermos resgatados pelo colectivo.

Pedro da Linha mostra-nos o milagre transformador que a música pode carregar em Música Menor mas Feliz. Falamos da transformação da tristeza em alegria, num arco de superação em que, sem esquecer que o mundo nem sempre é um lugar bonito, a felicidade se assume, muitas vezes, como uma arma de combate e de resistência. Sobretudo quando a música puxa o corpo para o seu lado, quando lhe dá corda num convite para baixar as defesas e para se entregar por completo àquilo que, num certo sentido, é a única coisa que realmente existe: o agora.

E se há coisa que vibra além das colunas e dos auscultadores e nos invade com uma certeza é a de Música Menor mas Feliz nos inundar com essa sensação de que é feita para o agora. Para o presente, enquanto tempo histórico em que vivemos; mas também para nos fazer presentes, libertando-nos de outras distracções e exigindo a nossa libertação total.

Música Menor mas Feliz ganha corpo e forma através da convicção pessoal de Pedro da Linha de que, dentro da tristeza, é também possível dançar e estar feliz. De que a tristeza não é uma prisão, nem tão-pouco limitativa ou infértil. Mesmo que os acordes e as escalas sejam menores, é sempre o que fazemos com eles que determina a sua verdadeira natureza.

Testados ao vivo em concertos ou em DJ sets, e depois ajustados e ajeitados às reacções que foram produzindo, os temas de Música Menor mas Feliz colocam-nos perante a clara sensação de que estes “pedaços de tristeza”, como Pedro da Linha lhes chama, se convertem noutra coisa na presença de outros. Este é um álbum em que se celebra essa transformação e essa capacidade de sermos resgatados pelo colectivo.

E este é Pedro da Linha a ganhar foco em 12 canções para as quais nos convida. Tenhamos nós a coragem de, percebendo a precariedade do mundo, celebrar o facto de estarmos vivos agora.

Música Menor mas Feliz já gerou vários singles além do mais recente "Alma": "Para Quê" com Lucy Val, "Dos Olhos Teus" com ela li e "Força".

Na apresentação ao vivo de Música Menor mas Feliz, Pedro da Linha atua em formato live e faz-se acompanhar pelos músicos Pedro Ferreira no baixo e guitarra elétrica e Zé Cruz na viola, pandeiro, percussão e trompete.

Os bilhetes para a apresentação ao vivo a 23 de outubro na Casa Capitão em Lisboa já estão disponíveis.

Sobre Pedro da Linha: 

Pedro Maurício, mais conhecido como Pedro da Linha, é considerado um dos nomes de peso da música eletrónica portuguesa, tendo a batida como base essencial da sua produção musical. Natural da Damaia, conquistou inicialmente o cenário da música eletrónica global com produções que evidenciam o som dos subúrbios de Lisboa.

Já colaborou com vários artistas e produtores de destaque na música tradicional e urbana portuguesa, como Carlão, Ana Moura, Pedro Mafama, Branko, Eu.Clides, Dino D’Santiago, ProfJam, Diogo Piçarra, além de Rincon Sapiência, do Brasil. Em 2017, uma das suas faixas, “Drenas”, foi apresentada num dos desfiles do Savage X Fenty Show, de Rihanna. Em 2024, Pedro da Linha regressou aos lançamentos em nome próprio com dois EPs, um de remisturas e o mais recente, Dicas. Foi curador e protagonista das festas “Arrebita”, durante a sua residência no Musicbox, em Lisboa, e, em digressão, passou por cerca de duas dezenas de palcos de norte a sul do país.

Este ano, Pedro da Linha continua a revolucionar as pistas de dança nacionais, lançando Música Menor mas Feliz que promete consolidar, ainda mais, o seu lugar como um dos nomes mais inovadores da música eletrónica portuguesa.

CABRITA LANÇA NOVO SINGLE





















Cabrita apresenta Party Life, novo single em colaboração com David Pessoa e segundo avanço para partytime, terceiro longa-duração do músico. Depois de ter revelado Good Morning em junho, Cabrita prossegue agora a apresentação de um disco construído em torno da festa, dos seus excessos e das consequências que permanecem quando a noite termina.

Se Good Morning apresentava o fim da narrativa de partytime, colocando o ouvinte perante o despertar depois de uma longa noite, Party Life entra diretamente no ciclo que conduz até esse momento.

A canção acompanha a história de alguém incapaz de resistir ao apelo da festa: todos os dias acorda convencido de que não voltará a repetir os mesmos excessos, até que um novo convite é suficiente para fazer desaparecer a promessa e colocar tudo novamente em movimento.

O tema nasce também da vontade de Cabrita experimentar uma escrita mais próxima do formato tradicional de canção. Apesar de os seus discos anteriores incluírem temas com voz, o músico procura aqui desenvolver uma dimensão mais narrativa da letra.

“Queria contar a história de um pobre diabo que não consegue resistir ao apelo da festa. (Quem nunca?)” explica Cabrita, sintetizando uma personagem presa entre o arrependimento do dia seguinte e a incapacidade de recusar a possibilidade de uma nova noite.

PARTICIPAÇÕES

Para dar voz a esta história, Cabrita convidou David Pessoa, músico dos Fogo Fogo e Cais Sodré Funk Connection, com quem escreveu a letra de “Party Life”. A narrativa ganha ainda uma segunda presença através da atriz Teresa Mello Sampayo, responsável pelo spoken word e pela interpretação da figura de “Circe”, num registo que Cabrita aproxima de Isabelle Huppert.

Musicalmente, “Party Life” volta a reunir vários dos músicos que acompanham o universo de “partytime”. Ivo Costa assume a bateria, Renato Chantre o baixo, João Rato a guitarra e João Gomes os teclados, enquanto Cabrita toca teclados, guitarra, percussão e saxofones. David Pessoa assume a voz principal e Teresa Mello Sampayo o spoken word, com os coros entregues a Cabrita, Tamin, Guiomar e Clara.

SOBRE O CABRITA:

Com mais de três décadas de atividade, João Cabrita construiu um percurso singular na música portuguesa, afirmando-se como músico, compositor e colaborador de alguns dos mais relevantes projetos nacionais. Ao longo da carreira trabalhou com artistas como Sérgio Godinho, Dead Combo, The Legendary Tigerman, Cais Sodré Funk Connection, Virgem Suta, Susana Félix, X-Wife, Selma Uamusse e Márcia, entre muitos outros. 

Paralelamente, tem vindo a aprofundar o seu trabalho em nome próprio através de Cabrita (2020), “Umbra” (2023) e do EP “Afterlife”(2026), construindo uma linguagem autoral onde diferentes referências, formações e possibilidades instrumentais coexistem.

Depois de “Good Morning” ter começado por revelar o dia seguinte, “Party Life” recua agora para o momento em que todas as promessas de contenção voltam a ser esquecidas. O segundo avanço de “partytime” acrescenta assim um novo capítulo à narrativa do álbum, desta vez através de uma personagem que sabe como a noite provavelmente acabará, mas que continua incapaz de lhe dizer que não.

CONCERTOS

Coliseu Club, Lisboa - 3 de novembro

Teatro Académico Gil Vicente - Fest. Coimbra em Blues - 5 de novembro

M1KE JUNTA-SE A DIANA EM "NÃPO VÁS"



Depois de “Sal

”, tema em que M1KE se juntou a Zé Maria para homenagear Alcácer do Sal, o artista apresenta agora “Não Vás”, uma colaboração com Diana Lima que inaugura uma nova dimensão do seu universo artístico e fará parte do seu EP de estreia.

“Não Vás” é uma canção pop sobre aquele instante em que pedimos a alguém para ficar, sabendo, no fundo, que essa pessoa já está a partir. Entre a aproximação e a ruptura, a música acompanha esse percurso difícil entre a perda e a aceitação, entre aquilo que queremos segurar e o momento em que aprendemos a largar.

A duas vozes, M1KE e Diana Lima conduzem-nos por uma viagem de aproximação, dúvida e despedida. “Não queremos largar porque dói, mas é precisamente no abrir de mão que se encontra a confiança no que vem a seguir: na vida, em Deus e no caminho.”

“Não Vás” não é apenas sobre a perda, mas sobre atravessá-la e acreditar que existe vida depois do adeus. É sobre perceber que, por vezes, confiar também significa deixar ir.

O universo visual da canção prolonga esta ideia através do videoclipe, realizado por Francisco Desidério, que conta com direção artística de Dauto Gali e styling de Sara Peterson, levando esta travessia para dois espaços distintos: o Hotel D. Pedro, em Lisboa, e um antigo ginásio desativado. A água surge como elemento central, traduzindo esse estado entre ficar e partir, entre aquilo que ainda tentamos agarrar e aquilo que já precisamos de deixar seguir.

A coreografia de Letícia Marques e Renato Nobre acrescenta ao vídeo uma dimensão física à tensão da canção, habitando o corpo como lugar de entrega, resistência e, finalmente, aceitação. A produção está a cargo da Maktub Art Group (editora independente fundada pelos D.A.M.A).

Há ainda um simbolismo especial na data escolhida para o lançamento: “Não Vás” chega no dia 2 de outubro, aniversário de M1KE. Uma celebração da vida através de uma canção que aceita que nem tudo o que amamos foi feito para ficar. Porque, às vezes, dizer “não vás” é o último passo antes de conseguirmos dizer: vai.

“Não Vás” é mais um capítulo no caminho de M1KE rumo ao seu EP de estreia.

TIPO LANÇA NOVO DUPLO SINGLE “MESMO SEM QUERER” E “NINGUÉM O VAI PARAR”





















Depois de “Já perdeu” e “Homem das notícias”, Tipo apresenta “Mesmo sem querer” e “Ninguém o vai parar”, segundo duplo single de avanço de Mira, o novo álbum do projecto a solo de Salvador Menezes, com lançamento previsto para 13 novembro.

Duas canções, duas personagens, duas formas de lidar com a ideia de controlo. Em “Mesmo sem querer”, a ambição transforma-se numa espécie de movimento permanente: a necessidade de fazer mais, avançar mais, ocupar o tempo, num quotidiano em que parar parece cada vez mais difícil. “Ninguém o vai parar” acompanha outra inquietação — a de uma personagem determinada a manter a vida sob controlo, como se tudo pudesse ser previsto, organizado e conduzido até ao lugar certo.

Os novos temas contam com arranjos de Martim Sousa Tavares, depois de Tomás Marques ter trabalhado os de “Já perdeu” e “Homem das notícias”. Partindo da mesma formação de ensemble, os dois arranjadores aproximam-se das canções a partir de universos distintos — o jazz, no caso de Tomás Marques, e a música clássica, no de Martim Sousa Tavares — contribuindo para diferentes leituras de um mesmo território musical. Pedro Branco, no baixo, e Tomás Sousa, na bateria e percussões, mantêm-se no núcleo duro da formação que acompanha Tipo.

O percurso até ao novo longa-duração Mira começou também com Licença, EP lançado no princípio deste ano, e prolonga-se agora através de novas canções que vão revelando, pouco a pouco, o universo do álbum. Aqui, a canção de autor cruza-se com diferentes linguagens da pop e encontra nas personagens, nas histórias e nas pequenas inquietações do quotidiano matéria para olhar para o mundo à nossa volta

“Mesmo sem querer” e “Ninguém o vai parar” são mais dois fragmentos desse universo. O próximo capítulo chega a 13 de novembro, com Mira.

Sobre Tipo:

Tipo é o projeto a solo de Salvador Menezes, compositor e membro co-fundador dos You Can't Win, Charlie Brown. Através de uma escrita que oscila entre o íntimo e a observação social, tem construído um percurso muito próprio na canção portuguesa contemporânea. Em 2025 foi distinguido com o Prémio INATEL Frequência 440, um reconhecimento que reforçou a consistência do seu percurso enquanto autor e compositor.

Depois de Novas Ocupações (2018) e Vigia (2024), editou em Abril de 2026 o EP Licença, um conjunto de cinco canções escritas durante a licença parental e gravadas em casa. O disco privilegia interpretações cruas, gravações imperfeitas e uma abordagem livre de convenções técnicas, procurando preservar a verdade emocional de cada canção.

Apresenta agora os singles Já perdeu e Homem das notícias, que antecipam o seu terceiro longa-duração. Embora partam de universos distintos, ambos exploram as fragilidades humanas, as ambiguidades morais e a dificuldade de encontrar certezas.

Musicalmente, Tipo cruza a tradição da canção de autor com influências que atravessam o folk, a pop e o indie. As canções vivem tanto do silêncio como do detalhe dos arranjos, procurando sempre que a música amplifique o significado das palavras sem se lhes sobrepor.

O novo álbum será editado em novembro e reúne novamente alguns dos seus colaboradores habituais, entre eles Pedro Branco (baixo) e Tomás Sousa (bateria e percussões), amigos e companheiros de longa data nos You Can't Win, Charlie Brown, para além de vários convidados de peso que serão anunciados em breve.

Mais do que procurar respostas, as canções de Tipo habitam o território da dúvida. Entre histórias pessoais e personagens ficcionadas, o seu universo constrói-se a partir de pequenas inquietações que, lentamente, revelam algo de maior sobre o tempo em que vivemos.

CAPITÃO FAUSTO ANUNCIAM O FILME "CASA PEQUENA"











Estreia nos cinemas a 5 de Novembro

Capitão Fausto, que contracenam com um elenco excepcional, onde brilham, entre outros, Ana Vilela, Bárbara Lourenço e Zeca Medeiros.

O trailer de “Casa Pequena” já está disponível. A Banda Sonora Original é da autoria da Banda, que edita hoje “Quando Vais Dormir”, o segundo tema do Filme.

“Casa Pequena” marca a chegada dos Capitão Fausto ao cinema de ficção.

Nas palavras da Banda: “Agora que o ciclo da ‘Subida Infinita’ chega ao fim, revelamos o seu começo. Uma longa-metragem, realizada e escrita pelo Ricardo Oliveira, a partir de uma história que imaginámos com ele. É uma ficção sobre pertença e transformação: temas muito presentes no período que atravessámos antes da edição do Álbum. Acompanha uma Banda cansada, num retiro na Serra da Estrela, que se irá cruzar com uma outra família numa misteriosa tensão.

A música da Banda Sonora é nossa, feita para cada momento do filme, onde também irão ouvir várias ideias do mesmo período da ‘Subida Infinita’. Anos mais tarde, em forma de canções ou instrumentais, estes pedaços estão finalmente colados. ‘Casa Pequena’ foi para nós uma forma de terapia fabulada.”

Este anúncio é acompanhado pelo primeiro trailer do Filme, que oferece um olhar essencial sobre os caminhos trilhados na história.
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VALLE APRESENTA "MODO VOO"


Valle apresenta “modo voo”, o seu novo single, já disponível em todas as plataformas digitais. O tema dá também nome ao primeiro álbum do artista, projeto que será apresentado ao longo das próximas semanas e que parte de uma ideia central: desligar do ruído para voltar a sentir.

“modo voo” nasce da vontade de silenciar o ruído exterior, as notificações e tudo o que nos mantém em permanente ligação, para regressar àquilo que verdadeiramente nos move. O tema retrata uma relação fugaz, mas intensa, feita de chamadas que ficam por atender, noites que se prolongam e encontros que acontecem quase por impulso. Entre os dois existe um código silencioso: o dia pode ser de ausência e distância, mas quando chega a madrugada não há dúvidas sobre onde se quer estar.

“modo voo” é também o título do primeiro álbum de Valle, que será apresentado ao longo dos próximos meses. O single assinala assim o primeiro lançamento de um projeto que marca a estreia do artista num formato de longa duração.

“modo voo” marca, assim, o início do percurso de apresentação do primeiro álbum de Valle, com o mesmo nome. A partir deste primeiro lançamento, o artista começa a revelar um projeto construído em torno da desconexão, das relações e da procura por momentos de presença num quotidiano cada vez mais marcado pelo excesso de estímulos.

“modo voo” já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.

BANDUA LANÇA "BANDUA II"





















Fotografia por Alessandra Peviani

Segundo álbum da dupla chega a 2 de outubro, em CD, vinil e no Bandcamp, com edição pela Ajabu! Records, e às restantes plataformas digitais uma semana depois (9 de outubro). A apresentação ao vivo acontece a 24 e 25 de outubro, em Lisboa, na Sala Estúdio Valentim de Barros.

Há barcos que não navegam sozinhos. Há memórias que não ficam no lugar onde nasceram. E há identidades que se fazem precisamente do movimento. É a partir destas ideias que os Bandua chegam a BANDUA II, o segundo álbum da dupla formada por Bernardo D’Addario e Edgar Valente, que encerra um primeiro ciclo do projeto e abre caminho a uma nova etapa, centrada na circulação entre memória, território e futuro.

O disco tem edição física e digital no Bandcamp a 2 de outubro, em CD e vinil, pela Ajabu! Records, de Berlim, chegando às restantes plataformas digitais a 9 de outubro. A apresentação ao vivo está marcada para os dias 24 e 25 de outubro, na Sala Estúdio Valentim de Barros, nos Jardins do Bombarda, em Lisboa, dando início à tRAVEssia, digressão de lançamento de BANDUA II.

O lançamento sucede a “Flor do Rosário”, editada em maio e a “Barquinho” em junho. Se o primeiro álbum, Bandua I, construía um mito de origem ancorado em Berlim e na Beira Baixa, BANDUA II desloca-se desse mito para o presente. O eixo deixa de estar na procura de uma identidade e passa a estar naquilo que acontece quando diferentes identidades, memórias e geografias se encontram.

“O eixo deixa de ser a identidade e passa a ser a alteridade, é menos uma pergunta sobre quem fomos, mais uma constatação sobre o que somos: cruzados, plurais e inacabados”, explica Edgar Valente.

Nesse presente, Portugal aparece como um porto: um território onde embarcam e desembarcam memórias, legados e pessoas, atravessado por circulações que nunca param de o desconstruir e reconstruir. É essa condição de um país historicamente voltado para o mar, pequeno e periférico, e por isso inevitavelmente empurrado para fora de si próprio, que os Bandua tomam como matéria de trabalho.

A metáfora da polinização surge como uma das chaves de leitura do álbum. Ancestralidades e tendências globais cruzam-se e transformam-se mutuamente, à maneira de abelhas e flores, sem que umas referências tenham de se impor, apagar ou apropriar-se das outras. É uma proposta que reconhece a violência inscrita na história colonial portuguesa e procura, a partir dela, pensar uma gramática de encontro em vez de uma gramática de posse.

A imagem do barco, já central em “Barquinho”, ganha assim uma nova dimensão. Se nesse tema uma pequena embarcação se recusava a navegar sozinha, transformando-se em lugar de abrigo, comunidade e encontro, em BANDUA II essa recusa torna-se método de trabalho. A viagem só acontece quando há pessoas dispostas a navegar em conjunto.

O próprio nome Bandua remete para uma entidade celtibérica associada ao ato de atar e desatar nós, imaginada aqui como a força invisível que, a partir das cordas das velas, orienta o barco. A ideia de ligação, cooperação e dependência mútua atravessa todo o disco e prolonga-se também no seu universo visual.

Musicalmente, BANDUA II amplia consideravelmente o território explorado pela dupla. Às raízes do cancioneiro regional da Beira Baixa juntam-se referências provenientes de outras regiões, como o Alentejo, e novas canções originais que continuam a dialogar com diferentes formas do cancioneiro popular português. A estas referências somam-se ainda outras geografias e temporalidades, do Egito Antigo ao Norte de África e às heranças célticas, sem que nenhuma delas se imponha como uma nova essência.

Também a componente eletrónica se transforma. O downtempo, que marcou parte importante do primeiro trabalho dos Bandua, deixa agora de ser predominante. O bpm acelera, abrindo espaço a momentos mais progressivos e ao drum and bass, levando o corpo a diferentes formas de se mover. A diversidade sonora acompanha a própria natureza da cena eletrónica em Portugal, eclética e sem identidade fixa, assumida pela dupla como território de exploração.

A dimensão visual do álbum aprofunda igualmente a reflexão sobre ligação e dependência. No videoclipe de “Barquinho”, os elementos da banda surgem atados um ao outro numa imagem deliberadamente provocatória, que convoca as amarras históricas, incluindo as da escravatura. A imagem não procura ser confortável: é antes uma forma de olhar para os nós que ainda apertam e pensar a possibilidade de os transformar em nós que libertam.

Na capa do disco, concebida por Carolina Mandrágora, uma figura de capitão que presta continência a um camponês convoca a ideia de respeito pelo ritmo da terra. Essa relação entre território, tradição e contemporaneidade prolonga-se nos novos figurinos, concebidos por Nuno Gama, com máscaras construídas a partir de peneiras camponesas.

Para a apresentação ao vivo, os Bandua levam ainda mais longe este universo. A nova cenografia, concebida por Pedro Conceição em parceria com o Centro Cultural de Lagos, amplia para as dimensões do palco o barco de papel presente na capa do disco. Sobre esta estrutura serão projetados lasers e conteúdos de vídeo-arte pela Paleta Itinerante, a partir de imagens captadas por João Alkmim, criando uma dimensão visual que cruza diferentes elementos e geografias do universo simbólico de Bandua.

quem são Bandua

Bandua é um projeto musical colaborativo entre o músico e produtor luso-brasileiro Bernardo D’Addario e o músico e cantor português Edgar Valente. A sua prática assenta na articulação entre a memória e a cultura portuguesa e as tendências musicais contemporâneas globais, construindo uma linguagem de música eletrónica enraizada no território. O resultado cruza elementos digitais e orgânicos, tecnologia e tradição, esbatendo fronteiras entre campo e cidade, passado e futuro, local e global.

D’Addario e Valente inscrevem-se, neste contexto, como parte de uma geração que convoca e cruza heranças culturais diversas, refletindo simultaneamente uma ancestralidade plural e uma prática artística aberta à absorção e transformação das linguagens musicais contemporâneas.

Se em BANDUA o discurso incidia sobre dimensões identitárias e interpretativas de uma narrativa que se iniciava com “Era Assim”, em BANDUA II o enfoque desloca-se para a afirmação do presente e das suas possibilidades, assumindo uma abordagem menos centrada na construção de mito e mais orientada para a realidade, sintetizada na formulação “É Assim”.

Trata-se de um disco que coloca no centro a aceitação da alteridade, em articulação com a revisão crítica das noções de identidade. Um movimento de reaproximação ao passado com o objetivo de produzir música no presente, orientada por uma escuta projetada para o futuro.

CORPO ESTRANHO COM NOVO SINGLE













Sai hoje "Grifo'" primeiro single de Fábulas Mundanas e outros Contos de Cantar, novo disco de Um Corpo Estranho, a sair no dia 26 de Outubro com o selo da Malafamado Records.

O duo setubalense Um Corpo Estranho apresenta “Grifo”, primeiro single de Fábulas Mundanas e outros Contos de Cantar, novo disco a sair já no final de Outubro

“Grifo” parte de uma figura mitológica para construir uma alegoria sobre a ganância, o exercício do poder e a exploração dos recursos. Entre imagens de abundância e escassez, a canção antecipa algumas das inquietações que atravessam o novo trabalho de Um Corpo Estranho.

A canção ganha também uma dimensão visual num vídeo realizado por Mário Guilherme, que transporta “Grifo” para a imagem e prolonga o universo criado pelo tema.

Na música de João Mota e Pedro Franco, o duo Um Corpo Estranho, a estranheza apensa à designação é coisa de uma fugacidade momentânea. Não se juntaram por acaso – escolheram-se. Tiveram suficientes bandas, passaram por experiências musicais q.b. para que, no momento de, qual ritual de acasalamento, seleccionarem o parceiro ideal o fizessem com o saber acumulado responsável por: a) olharem para trás e verem no outro a cumplicidade que nunca tinham conseguido repetir daí em diante; b) terem o discernimento de perceber que a música se pode fazer a dois e não obrigatoriamente a quatro ou cinco.

Pedro e João conheceram-se aos 15 anos, altura em que a vontade de pegar numa guitarra partia do mesmo movimento ascendente de querer trepar até sonhos de reconhecimento, feitos artísticos, plateias em delírio e rendidas a canções tão importantes quanto a própria vida. Quando, passado um longo hiato em que a amizade ficou em lume brando, os dois voltaram a encontrar-se, foi também esse lastro de sonho amparado agora pela maturidade a reacender nos dois e a grudar-se nas canções nascentes. Depois, com orgulho de pais, foi adubar-lhes o caminho a essas canções e vê-las crescer, quererem sair de casa, resmungarem a toda hora, tornarem-se autónomas e só já precisarem deles para que o mundo não as estranhe em demasia.

Preparam-se agora para lançar o décimo trabalho de estúdio. Produzido por João Mota e Pedro Franco, misturado e masterizado por Sérgio Mendes, Fábulas Mundanas e outros Contos de Cantar sai no dia 26 de Outubro com o selo da Malafamado Records e o apoio da Fundação GDA.

RÁDIO FUTURA CELEBRA 5 ANOS DE VIDA





















Rui Reininho, Glockenwise, Femme Falafel, Capitão Fausto e Xinobi são alguns nomes que fazem parte do cartaz.

Depois da comemoração do ano passado que encheu a Casa Capitão de alegria, a Futura - Rádio de Autor aumenta a parada e celebra o seu 5.º Aniversário com um takeover em todos os espaços da Casa Capitão: Terraço, Rés do Chão, Primeiro Andar e Sótão acolhem um Grandioso Baile com 8 concertos e 18 DJ sets dia 17 de outubro das, 16:00 às 06:00. Nomes como Rui Reininho, Glockenwise, Femme Falafel, Capitão Fausto e Xinobi fazem parte do cartaz

A tarde começa no Terraço com o ecletismo de Claudette, Bordel Pinheiro, Mão na Anca, o mítico Pedrinho Xalé e o seu teclado mágico em concerto, Capitão Fausto em modo DJ Set e um duelo muy caliente entre Joana Barrios e Bruno Ferreira.

O Sótão pertence a quem não tem medo das guitarras: os punks Frame representam a Escola Artística António Arroio, os novatos Felizes Para Sempre mostram-nos as doces canções do EP de estreia e The Youths prometem stage diving, suor e muito rock & roll.

O Rés do Chão transforma-se em Palco Futura e recebe concertos de Femme Falafel a solo, a infinita elegância de Best Youth, Rui Reininho num concerto especial acompanhado por Rui Maia e ainda um momento único e irrepetível: “Discovery”, dos Daft Punk, interpretado ao vivo pelos Ditch Days, celebrando 25 anos do clássico álbum dos robots franceses.

No Clubbing, para além de nomes da Futura como Pedro Ramos, Inês Meneses, Duarte Pinto Coelho,Francês Para Principiantes (Inês Reis & Sofia Moser Leitão, chegadas de Paris), Tom Barman (dEUS) e um desfilar de clássicos 8 Bit pelo Ambientador de José Crespo & José Penacho, há também um raro DJ set de Glockenwise, a mestria de Xinobi ou um duelo entre Benjamim & La Flama Blanca, que muitos juram ser a mesma pessoa. Especial destaque ao comeback de Mr. Mitsuhirato, alter ego de Hugo Moutinho, num raríssimo regresso aos pratos. A noite encerra em tributo ao Lounge e Passos Manuel com os seus ex-programadores, as lendas Mário Valente e MVRIA numa ponte bonita entre Lisboa e Porto.

Das 15:30 às 23:30, a entrada é gratuita no Terraço e no Sótão, e custa 22€ para acesso aos concertos e DJ sets no Rés do Chão. A partir da meia-noite, o bilhete para o Clubbing custa 15€.

ALINHAMENTO
15:30 CLAUDETTE (DJ Set, Terraço) GRÁTIS
16:00 FEMME FALAFEL (Concerto, Rés do Chão) PALCO FUTURA entrada paga 22€+taxas
16:30 BORDEL PINHEIRO (DJ Set, Terraço) GRÁTIS
17:30 FRAME (Concerto, Sótão) GRÁTIS
17:30 MÃO NA ANCA (DJ Set, Terraço) GRÁTIS
18:00 BEST YOUTH (Concerto, Rés do Chão) PALCO FUTURA entrada paga 22€+taxas
19:00 PEDRINHO (Concerto, Terraço) GRÁTIS
20:00 CAPITÃO FAUSTO (DJ Set, Terraço) GRÁTIS
20:00 FELIZES PARA SEMPRE (Concerto, Sótão) GRÁTIS
20:30 RUI REININHO (Concerto, Rés do Chão) PALCO FUTURA entrada paga 22€+taxas
21:30 THE YOUTHS (Concerto, Sótão) GRÁTIS
21:30 JOANA BARRIOS VS BRUNO FERREIRA (DJ Set, Terraço) GRÁTIS
22:00 DITCH DAYS PLAY DAFT PUNK'S DISCOVERY (Concerto, Rés do Chão) PALCO FUTURA entrada paga 22€+taxas

CLUBBING (entrada paga 15€)
00:00 INÊS MENESES VS DUARTE PINTO COELHO (DJ Set, Rés do Chão)
00:00 GLOCKENWISE DJS (DJ Set, Primeiro Andar)
00:00 SEGA + NINTENDO CLASSICS BY AMBIENTADOR (DJ Set, Sótão)
01:00 PEDRO RAMOS (DJ Set, Rés do Chão)
01:00 TOM BARMAN (DJ Set, Sótão)
01:30 FRANCÊS PARA PRINCIPIANTES (DJ Set, Primeiro Andar)
02:00 XINOBI (DJ Set, Rés do Chão)
03:00 RÉPLICA ORIGINAL: BENJAMIM VS LA FLAMA BLANCA (DJ Set, Primeiro Andar)
03:00 SURPRISE GUEST (DJ Set, Sótão)
03:30 MR MITSUHIRATO (DJ Set, Rés do Chão)
04:00 MVRIA (DJ Set, Sótão)
05:00 MÁRIO VALENTE (DJ Set, Rés do Chão)

ELISA E TIAGO NOGUEIRA VOLTAM A JUNTAR-SE EM “A SAUDADE APERTA”

 



















Elisa e Tiago Nogueira, vocalista d’Os Quatro e Meia, lançam hoje “A Saudade Aperta”, o novo tema que volta a juntar as duas vozes. Já está disponível em todas as plataformas digitais e chega com videoclipe. A canção sucede a “Como É Fraco o Coração”, o dueto que os juntou pela primeira vez em disco e um dos temas portugueses mais tocados nas rádios nacionais. A canção antecipa o EP que será editado no início de 2027e vai ser apresentada ao vivo em 2027, em Ovar, Lisboa, Bragança e Coimbra.

E se “A Saudade Aperta” ganhasse uma nova vida nas vozes de Elisa e Tiago Nogueira? Escrita por Tiago Nogueira e Carlos Moisés e conhecida primeiro na voz dos Quinta do Bill, a canção regressa agora numa leitura a dois, com produção de João Só e João André. No centro está um sentimento que acaba por ser universal. Entre a nostalgia, a distância e a falta de alguém, esta é a saudade que não desaparece, que cresce devagar até se transformar num momento de partilha. Uma canção sobre ausência e distância, mas sobretudo sobre aquilo que continua connosco, mesmo quando já não está.

É na interpretação que o tema encontra a sua força. De um lado, a estética inconfundível de Tiago Nogueira, a escrita próxima e sem artifícios que o público lhe reconhece há muito. Do outro, a voz de Elisa, intensa e delicada ao mesmo tempo, sempre mais interessada em guardar do que em mostrar. Juntas, as duas vozes não se sobrepõem, respondem-se. É nesse diálogo que a saudade deixa de ser um lamento solitário e passa a ser qualquer coisa que se divide.

O reencontro acontece num momento particular para a dupla. Editado em novembro de 2025, “Como É Fraco o Coração” tornou-se um dos temas mais ouvidos da rádio portuguesa: chegou por diversas vezes ao 1.º lugar do airplay nacional e mantém-se, semana após semana, no top 3 das canções mais tocadas nas rádios. Seguiram-se a revisitação de “Este Meu Jeito” e a versão acústica de “Como É Fraco o Coração”, passos que foram consolidando uma afinidade inesperada, que o público abraçou desde a primeira hora.

Essa ligação tem já palco marcado. Depois de estrearem o formato em dueto no Funchal, Elisa e Tiago Nogueira sobem juntos ao palco em quatro concertos irrepetíveis em 2027: a 19 de março no Centro de Arte de Ovar, a 23 de março no Teatro da Trindade, em Lisboa, a 17 de abril no Teatro Municipal de Bragança e a 6 de maio no Convento São Francisco, em Coimbra. Entre temas partilhados e momentos a solo, cada noite terá um alinhamento próprio, pensado para deixar as canções respirar de outra forma. Os bilhetes já estão à venda nos locais habituais.

19 de novembro - A Anunciar

2027
6 de março - A Anunciar
19 de março - Centro de Arte de Ovar, Ovar
23 de março - Teatro da Trindade, Lisboa
17 de abril - Teatro Municipal de Bragança, Bragança
6 de maio - Convento São Francisco, Coimbra

VIRGEM SUTA EDITAM SINGLE “EXPORTO TRISTEZA”





















Quarto single de avanço para o novo álbum, com edição prevista para o início de 2027.

Depois de “Bárbara e Ken”, “Ela Queria” e “Tomo Conta Desta Tua Casa” os Virgem Suta regressam com “Exporto Tristeza”, novo single que chega às plataformas digitais e que dá a conhecer mais um capítulo daquele que será o próximo álbum da banda, com edição prevista para o início de 2027.

Carregado da ironia que tão bem caracteriza a escrita dos Virgem Suta, “Exporto Tristeza” olha para uma sociedade habituada à pobreza, à resignação e a um certo mal-estar que parece fazer parte do quotidiano. A canção questiona essa tendência para aceitar as dificuldades como inevitáveis e quase como parte da própria identidade nacional.

“O fado surge neste contexto como um escape à realidade e a forma que temos de transformar o sofrimento em algo consumível e exportável”, explica a banda.

Apesar da crítica em si, “Exporto Tristeza” não se fica pelo retrato de uma sociedade conformada. Por detrás da ironia está também uma vontade de romper com este ciclo de desalento e procurar uma saída, depois de tantos anos a aprender a sobreviver através da própria melancolia.

“Exporto Tristeza” é o quarto single de avanço para o novo álbum dos Virgem Suta, que reúne dez canções num novo registo da banda e dá continuidade a um ciclo criativo que será também levado para a estrada.

A nova música será também apresentada ao vivo no âmbito da digressão “Sala de Estar”, com o apoio da Antena 1. A tour passa por Aljustrel, a 17 de Outubro, segue para Miranda do Corvo, a 7 de Novembro, e chega a Lisboa, ao Coliseu Club, a 8 de Novembro. Os bilhetes para os concertos já se encontram à venda nos locais habituais.

A letra de “Exporto a tristeza” é assinada por Jorge Benvinda e Nuno Figueiredo, com música de Jorge Benvinda e produção de Beato.

O novo álbum dos Virgem Suta chega no início de 2027, “Exporto Tristeza” está agora disponível em todas as plataformas.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

NOVO CLIP DE FIPOS

No dia 1 de outubro, Dia Mundial da Música, tenho o prazer de vos apresentar o meu mais recente trabalho enquanto artista:

“Desígnios” é um novo capítulo do meu percurso musical e fará parte do meu primeiro EP, “Parte de mim”, com lançamento previsto para o primeiro quadrimestre de 2027.

Este trabalho representa mais um pedaço de mim, um caminho construído através da música, das palavras e da imagem, procurando transformar experiências e emoções em histórias que possam chegar a quem as ouve e vê.

Neste Dia Mundial da Música, gostaria também de contar com a vossa ajuda e a divulgação do meu trabalho junto do vosso público.

Cada partilha é uma oportunidade para esta canção chegar mais longe e para a música de autor produzida nos Açores encontrar novos caminhos e novos ouvintes.

Alguns caminhos escolhemos.

Outros são os nossos desígnios.

PROGRAMA DE 01/10/26

1 - João Pestana & DarkSunn - Estado da nação (ft Maddruga)
2 - Lazy - Mais um copo
3 - Bandua - Barquinho
4 - Inês Marxx - Morena
5 - Mela - Veias
6 - Nena - Nada é do acaso (ft Os Quatro e Meia)
7 - Rita Redshoes - Fala bem
8 - The Wraygunn - Going down
9 - Post Saudade - Miss cocaine
10 - The June Carriers - Rayleigh scattering (coda)
11 - Gonçalo Gonçalves Alves - Cá pra mim
12 - RimaRussa - Novo começo
13 - Saturnia - Smoking in the sun

3ª EDIçÂO DE MUNDO NÔBU CHEGA ESTE SÁBADO A LISBOA





















Bárbara Bandeira, Soraia Ramos, Bateu Matou, Rato Chinês e Lucas Pina são as confirmações da terceira edição, que acontece este sábado, 3 de outubro, no Museu de Lisboa – Palácio Pimenta (Campo Grande), com entrada livre.

Organizada pela associação Mundu Nôbu, a programação da 3ª edição cruza poesia, conversas e música, criando espaços onde o público não é apenas espectador, mas também convidado a participar. Com entrada livre, a abertura de portas acontece a partir das 16h no Museu de Lisboa – Palácio Pimenta (Campo Grande), que reúne diferentes gerações em torno da criação artística, da participação e da transformação social. A programação musical conta com as confirmações de Rato Chinês, Lucas Pina, Bárbara Bandeira, Soraia Ramos e Bateu Matou, a partir das 17h15.

Ao reunir artistas reconhecidos e novos talentos num mesmo espaço, o Mundu Nôbu Experience reafirma a proposta que está na origem do projeto: aproximar pessoas, criar oportunidades, dar espaço a novas vozes e fazer da cultura um território de encontro, pertença e possibilidade. A terceira edição pretende proporcionar uma experiência coletiva em que música, palavra e comunidade se encontram num dos espaços culturais emblemáticos da cidade.

Programação
Sábado, 3 de outubro de 2026
16h00–20h00 | Entrada livre
Museu de Lisboa - Palácio Pimenta
Campo Grande, 245 - Lisboa
16h00 - Abertura de portas
Poesia · Talk · Música
17h15 - Apresentação Mundu Nôbu Experience | Palco
17h25 - Início dos concertos
Rato Chinês · Lucas Pina · Bárbara Bandeira · Soraia Ramos · Bateu Matou
20h00 - Encerramento