terça-feira, 16 de junho de 2026

AGITÁGUEDA DE 4 A 26 DE JULHO















Águeda volta a vestir-se de cor com o regresso do AgitÁgueda - Art Festival, que decorre de 4 a 26 de julho, celebrando a sua 19.ª edição.

A cidade volta a surpreender com um dos eventos mais emblemáticos do país, reafirmando-se, ano após ano, como ponto de encontro obrigatório para quem procura inspirar-se e celebrar a cultura na sua forma mais pura, inclusiva e pulsante.

Dirigido a um público transgeracional e com acesso totalmente gratuito, o AgitÁgueda - Art Festival proporciona, ao longo de 23 dias, mais de 150 espetáculos numa experiência plena de imersão artística, marcada pela irreverência e criatividade, que transformou o concelho num dos destinos de verão mais procurados em Portugal.

Um palco gigante e multicultural, a céu aberto, onde se cruzam concertos, performances artísticas, instalações de arte urbana, gastronomia, artesanato, envolvendo toda a comunidade local no festival mais colorido do país.

Ao longo dos anos, o evento já recebeu centenas de artistas nacionais e internacionais de renome, apostando também em projetos emergentes através da realização do concurso “Talentos AgitÁgueda”. Uma das novidades desta edição, que reforça a sua missão de promoção da cultura e do talento local, é a criação de um Palco 2, um novo espaço dedicado à apresentação de projetos artísticos do concelho de Águeda, complementando a programação do palco principal.

No Mega Cartaz deste ano, que promete ser mais uma edição de sucesso, destacamos:

- 4 de julho (sáb) - 22h30 - MARIZA
- 5 de julho (dom) - 22h00 - ORQUESTRA 12 DE ABRIL convida VIRGEM SUTA
- 7 de julho (3ªf) - 22h00 - S. PEDRO com participação de CAROLINA DE DEUS
- 8 de julho (4ªf) - 22h00 - DA CHICK
- 10 de julho (6ªf) - 22h30 - NUNO RIBEIRO
- 11 de julho (sáb) - 22h30 - GENTE DE ZONA
- 12 de julho (dom) - 22h00 - BANDA MARCIAL DE FERMENTELOS convida PAULO DE CARVALHO
- 15 de julho (4ªf) - 22h00 - ESKORZO
- 16 de julho (5ªf) - 22h00 - THE LEGENDARY TIGERMAN
- 17 de julho (6ªf) - 22h30 - DILLAZ
- 18 de julho (sáb) - 22h30 - GIPSY KINGS
- 19 de julho (dom) - 22h00 - BANDA ALVARENSE convida MARISA LIZ
- 22 de julho (4ªf) - 22h00 - SANTAMARIA
- 23 de julho (5ªf) - 22h00 - FINGERTIPS
- 24 de julho (6ªf) - 22h30 - MC CABELINHO
- 25 de julho (sáb) - 22h30 - INNER CIRCLE
- 26 de julho (dom) - 22h30 - LP

Além dos concertos, o programa inclui a Silent Party, o palco After-Hours com DJ’s, iniciativas como o Carnaval Fora d’Horas, Color Day, Encontro de Estátuas Vivas e Bodypainting, eventos náuticos e desportivos, Feira de Artesanato, tasquinhas com sabores regionais e a área Agita Kids, dedicada aos mais novos. A piscina fluvial, com animação diária, volta também a ser um dos espaços de eleição para refrescar os dias quentes do festival.

Entre os elementos mais emblemáticos do evento destaca-se o “Umbrella Sky Project”, a instalação artística composta por milhares de guarda-chuvas coloridos suspensos sobre as ruas da cidade, transformando-a num cenário mágico que já conquistou visitantes de todo o mundo. Esta instalação é complementada com vários projetos de arte urbana que dão ainda mais cor à cidade: foram pintados dezenas de pontos com variações cromáticas apelativas (de bancos de jardim a escadarias que parecem arco-íris), além de muitos outros apontamentos de desenho e cor.

As preocupações ambientais são uma marca do AgitÁgueda - Art Festival que, devido às boas práticas implementadas, é classificado como ECO EVENTO, permitindo a admissão de Águeda no TOP 100 de destinos sustentáveis do mundo, tendo sido considerada um dos Municípios mais sustentáveis e “verdes” de Portugal e da Europa, recentemente reconhecida como Capital Verde Green Leaf 2026, distinção atribuída pela Comissão Europeia.

Reconhecido internacionalmente e distinguido, entre outros, com o Prémio Nacional de Turismo 2023 na categoria "Turismo Autêntico", o AgitÁgueda continua a atrair cada vez mais visitantes nacionais e estrangeiros. Por lá passaram, no ano passado, mais de 950 mil visitantes de 61 países.

Toda a informação estará disponível na página de Facebook, site e APP AGITÁGUEDA (download na App Store e Google Play).

NOVO SINGLE DE CASTILHO

 



















Foto de Ana Viotti

Tripé é sobre composição e harmonia. São explorados os temas do tempo, espaço e memória. Aborda a capacidade que as lembranças têm de nos poderem salvar, o encanto em navegarmos no abstracto e o prazer com que o passado nos pode trazer de volta ao presente através da sua carga emocional e de como tudo se encaixa de forma plural. Em termos sonoros visita a bossa nova e a sua simplicidade poética, acabando por desconstruí-la um pouco, substituindo a guitarra clássica pelos sintetizadores e guitarras eléctricas processadas.

FINGERTIPS NA PÓVOA DE VARZIM A 1 AGOSTO





















Os Fingertips regressam ao norte do país no próximo dia 1 de agosto para um concerto especial na Póvoa Arena, na Póvoa de Varzim.

Sob o conceito "Uma Noite de Verão", o espetáculo promete reunir várias gerações em torno das canções que marcaram a história da banda e continuam a fazer parte da memória do público.

Há também uma promessa feita pelos Fingertips para esta noite:

"A típica nortada da Póvoa fica lá fora."

Enquanto o vento sopra junto ao mar, dentro da Póvoa Arena haverá música, celebração, reencontros e temas incontornáveis como "Cause To Love You", "Picture Of My Own", "Melancholic Ballad" e outros sucessos do repertório da banda.

O concerto integra uma fase particularmente ativa dos Fingertips, que em 2026 passam por algumas das mais importantes salas e eventos nacionais.

Bilhetes à venda

JOÃO MIGUEL GODINHO SIMÕ "ES APRESENTA "D SVISANYAIA"





















Depois da edição do álbum “A certeza absoluta de que não faço a menor ideia” e do lançamento dos singles “Tu e Eu” e “Bom Karma”, este último com a participação de Maria Roque (de MaZela), João Miguel Gordino Simões lança agora “Do Svidaniya”, novo single retirado do disco. O lançamento é acompanhado por um visualizer realizado por Simão Carvalho de Matos.

“Do Svidaniya” fala do que fica após o término de uma relação amorosa. Entre memória, distância e transformação, a canção procura compreender de que forma o tempo altera a forma como olhamos para quem fez parte da nossa vida, interrogando aquilo que permanece, aquilo que mudou e aquilo que continua por resolver.

Mais do que uma reflexão sobre a separação em si, o tema centra-se na forma como o passado é vivido no presente. O que aprendemos com uma relação terminada? O que permanece intacto? E de que forma as experiências vividas continuam a moldar a nossa identidade? É nesse território de dúvida e revisitação que a canção encontra o seu núcleo emocional.

João Miguel Gordino Simões mantém a escrita direta, confessional e desarmada que atravessa todo o álbum. A canção não procura respostas definitivas, mas sim observar as transformações provocadas pelo tempo, reconhecendo que o significado das relações não termina necessariamente quando estas chegam ao fim.

A letra é assinada pelo próprio João Miguel Gordino Simões, que assume também a voz, guitarra elétrica, guitarra acústica e baixo. A gravação, produção, edição, mistura e masterização ficaram a cargo de André Isidro. O tema conta ainda com Rodrigo Lobo na guitarra lead, Ricardo Brito na bateria, Crespo no piano, Ana Lóide no violino, Mariana Rosa no violoncelo e participação do coro The Portugals.

O lançamento é acompanhado por um visualizer realizado por Simão Carvalho de Matos, responsável pela produção, captação de imagem e edição. O vídeo prolonga visualmente a atmosfera contemplativa da canção, reforçando a dimensão reflexiva que atravessa o tema.

Editado em março deste ano, “A certeza absoluta de que não faço a menor ideia” marca a estreia de João Miguel Gordino Simões em nome próprio, reunindo um conjunto de canções centradas nas relações humanas, na dúvida, na transformação pessoal e na procura de sentido. Entre momentos de intimidade, observação social e exposição emocional, o disco afirma uma linguagem autoral onde a honestidade surge como elemento estruturante.

Ao longo do álbum, o músico constrói um percurso que oscila entre a certeza e a incerteza, entre aquilo que se perde na vida e aquilo que fica connosco, para sempre. “Do Svidaniya” surge agora como um novo capítulo dessa narrativa, aprofundando a forma como transportamos as pessoas, as memórias e as aprendizagens do passado para o presente e, de que a forma o mesmo, o passado diga-se, faz sempre parte de quem somos, inevitável e perentoriamente.

CRISTINA BRANCO CANTA "FADO ERRÁTICO" EM PARIS





















A 20 de junho, às 17h30, Cristina Branco sobe ao palco da Salle 400 do CENTQUATRE-PARIS, em Paris, para interpretar "Fado Errático", a obra do compositor italiano Stefano Gervasoni que revisita o universo do fado através de uma linguagem musical contemporânea.

Encomendada pelo IRCAM – Centre Pompidou e estreada em 2015, "Fado Errático" é uma criação singular inspirada no repertório de Amália Rodrigues que cruza a tradição portuguesa com a experimentação sonora da música erudita e da eletrónica.
 
"Fado Errático" evoca os sons de Lisboa, do mar e do vento, transformando a saudade num território de diálogo entre memória, identidade e inovação artística. No centro desta criação encontra-se a voz de Cristina Branco, cuja interpretação estabelece uma ponte entre a herança do fado e a escrita refinada de Stefano Gervasoni. O compositor descreve a obra como uma reflexão sobre «o infinito do Ocidente, representado pelo oceano, e a história do Oriente, com toda a Europa apoiada nas costas de Portugal».

A apresentação integra a programação do Festival ManiFeste 2026, em Paris, um dos mais importantes eventos internacionais dedicados à criação musical contemporânea. Em palco, Cristina Branco será acompanhada por Luis Hölzl, na guitarra portuguesa, pelo Ensemble intercontemporain, pelo Ensemble ULYSSES e pelo Ensemble NEXT do Conservatoire de Paris, sob direção musical de Pierre Bleuse. A componente eletrónica ao vivo estará a cargo de Matéo Fayet, do IRCAM.

O programa do concerto inclui ainda a estreia francesa de "Vif-creux", da compositora francesa Anne Castex, e "Gougalōn. Scenes from a Street Theater", da compositora sul-coreana Unsuk Chin.

Esta apresentação reafirma o lugar de Cristina Branco como uma das mais relevantes intérpretes portuguesas da atualidade, capaz de levar a expressão do fado a novos territórios artísticos e a contextos internacionais de excelência.

20 JUNHO
PARIS
CENTQUATRE-PARIS
17h30
COMPRAR BILHETES

SOLLUST LANÇAM VÍDEO

 "Last Rides", foi lançado no YouTube dia 14/06/26, domingo, pelas 20h.

DANIEL PEREIRA CRISTO REÚNE ELENCO PARA CELEBRAR "MALVA GLOVO"





















Fotografia de JGigante

Recém-chegado de uma digressão pela Eslováquia, onde representa Portugal na Capital Europeia da Cultura Trenčín 2026, Daniel Pereira Cristo sobe ao palco na Avenida Central, em Braga, no dia 19 de junho, acompanhado por alguns dos mais destacados nomes da música portuguesa contemporânea.

Daniel Pereira Cristo encontra-se esta semana na Eslováquia, onde realiza uma série de concertos a convite da Embaixada de Portugal em Bratislava. A digressão inclui atuações em Košice e na capital eslovaca, culminando com a participação na programação da Capital Europeia da Cultura Trenčín 2026.

O regresso a Portugal acontece de forma imediata. No dia 19 de junho, às 22h00, o músico e cantautor apresenta em Braga, na Avenida Central, o espetáculo Malva Globo, um concerto especial que reúne em palco algumas das mais relevantes personalidades da música portuguesa independente.

Ao lado de Daniel Pereira Cristo estarão Luís Portugal, voz histórica dos Jáfumega, atualmente a celebrar quatro décadas de carreira; Pedro Jóia, uma referência maior da guitarra portuguesa contemporânea e membro dos Resistência; Ana Laíns, uma das vozes mais reconhecidas da música tradicional portuguesa; e ainda Luanda Cozetti e Norton Daiello, dos Couple Coffee, cuja obra cruza influências portuguesas, brasileiras e lusófonas.

Inspirado no universo do mais recente álbum de Daniel Pereira Cristo, Malva Globo apresenta-se como uma celebração da liberdade criativa e da diversidade cultural. O espetáculo cruza tradição e modernidade, colocando o cavaquinho, a viola braguesa e outros instrumentos de raiz em diálogo com linguagens musicais contemporâneas, numa proposta artística aberta ao mundo e às múltiplas identidades que o compõem.

Sob direção artística de Hélder Costa, com desenho de luz e cenografia de Nuno Loureiro, o concerto inserido na programação do São João de Braga e conta ainda com Tiago Simães no piano e voz, João Dantas Ferreira no acordeão eletrónico e Carolina Gomes na percussão e voz.

O concerto tem entrada livre.

quem é Daniel Pereira Cristo

Daniel Pereira Cristo é músico e cantautor português, afirmando-se como um dos nomes incontornáveis na divulgação e reinvenção da música de raiz em Portugal, com particular destaque para o canto e para os cordofones tradicionais, como o cavaquinho e a viola braguesa.

A par da sua atividade enquanto intérprete e criador, desenvolve projetos formativos e comunitários, além de compor para cinema documental, como no premiado Rostos da Aldeia.

O álbum de estreia, Cavaquinho Cantado, valeu-lhe o prestigiado Prémio Carlos Paredes em 2018. Em 2022 editou o segundo disco em nome próprio, De Pernas para o Ar, consolidando um percurso marcado pela afirmação autoral e pela expansão estética da tradição.

Apresenta agora Malva Globo, o seu mais recente trabalho inteiramente cantautoral, que assinala dez anos de edição em nome próprio e uma década de parceria artística com o produtor e diretor musical Hélder Costa, reafirmando a sua visão de uma música de raiz aberta, contemporânea e universal.

GNTK CELEBRA PORTUGAL





















Há músicas que nascem de histórias pessoais e outras que nascem de um sentimento coletivo. É desse sentimento que surge "Pátria Mãe", dos GNTK. Um tema que presta homenagem a Portugal, à sua identidade e a tudo aquilo que faz do país um lugar único.

Ao longo da canção, são destacadas algumas das características mais marcantes da cultura portuguesa, desde as suas paisagens e património histórico até às personalidades que ajudaram a construir a sua história. A gastronomia, as tradições, a arte e, acima de tudo, as pessoas, também ocupam um lugar central nesta viagem musical que procura retratar diferentes facetas do país com orgulho e respeito.

Musicalmente, "Pátria Mãe" combina sonoridades ligadas à tradição portuguesa com uma abordagem contemporânea. O tema cruza elementos inspirados no fado com influências do rap, criando uma fusão que procura aproximar diferentes gerações e formas de expressão artística.

Mais do que uma simples canção, "Pátria Mãe" pretende ser um convite à descoberta e à valorização de Portugal. Destina-se tanto a quem conhece profundamente o país e se identifica com a sua cultura, como a quem deseja conhecer melhor as suas raízes, tradições e riqueza cultural.

Com uma mensagem de união, identidade e pertença, o tema surge como uma celebração daquilo que significa ser português e do legado que continua a passar de geração em geração.

Simultaneamente, e com a Seleção Portuguesa de Futebol Masculino presente no Mundial de Futebol 2026, é um excelente mote de apoio à vitória.

O videoclip oficial de "Pátria Mãe" já se encontra disponível no YouTube.

 

PROGRAMA DE 15/06/26

1 - Santa e as Visões - O meu cão não morde
2 - Bastardos do Cardeal - Porco
3 - Acesso de Raiva - Guincha porco
4 - Polivalente - Os puros
5 - Lesma - Barreiro
6 - Baleia Baleia Baleia - Auto-extinção
7 - Travo - Burial
8 - Mão Morta - E se depois
9 - Turning Point - Em louvor do poeta anónimo
10 - Lisboa Negra - Morremos sós
11 - La Chanson Noire - Valsa suina
12 - António Cova e Oko Yono - Funeral do meu familiar
13 - mARCIANO  - Missão amar-te
14  - Spreader - Nova vaga
15 - Kara Konchar - Apocalipse
16 - Sci Fi Industries - VanDerLies

NOVO SINGLE DE GOLCKWENWISE

















Fotografia © Renato Cruz Santos

A banda anuncia ainda concertos de apresentação do novo disco em Braga (Theatro Circo, 10 de outubro) e Lisboa (Culturgest, 16 de dezembro).

Bilhetes Braga | Bilhetes Lisboa

Pode ser ouvido a partir de hoje “Guerra do Caulino”, o segundo tema de avanço de um novo disco de Glockenwise – sucedendo a “Vai dar”, lançado em janeiro –, que marca o regresso da banda de Barcelos aos lançamentos, três anos após a edição de «Gótico Português».

“Os nossos nascimentos são contemporâneos da Guerra do Caulino, um conflito de interesses em torno dos terrenos da exploração deste mineral e que envolveu, em protesto, os populares de Barqueiros, Barcelos. Esta coincidência não tem particular relevância, mas é um marcador cronológico cujo significado tem matizes que apenas se vão revelando com a passagem do tempo”.

O novo disco irá chamar-se «Vale tudo para chegar a algum lado» e terá o selo da Vida Vã, editora independente criada pela banda em finais de 2022 e casa das suas edições. O disco conta também com o apoio do Fundo Cultural da Sociedade Portuguesa de Autores e da Fundação GDA.

A banda anuncia ainda concertos de apresentação do novo disco em Braga (Theatro Circo, 10 de outubro) e Lisboa (Culturgest, 16 de dezembro), cujos bilhetes já se encontram à venda na BOL.pt e Ticketline, respectivamente.

Glockenwise são uma banda de Barcelos, composta por Nuno Rodrigues (voz e guitarras), Rafael Ferreira (guitarras), Rui Fiusa (baixo) e Cláudio Tavares (bateria). Têm, até à data, cinco discos editados: “Building Waves” (2011, Lovers & Lollypops), “Leeches” (2013, Lovers & Lollypops), “Heat” (2015, Lovers & Lollypops), “Plástico” (2018, Valentim de Carvalho) e “Gótico Português” (2023, Vida Vã).

Ficha Técnica
Glockenwise – Guerra do Caulino

Música: Glockenwise
Letra: Nuno Rodrigues
Gravações e Mistura: Cláudio Tavares
Masterização: Jaime Gomez Arellano (Orgone Studios)
Produção: Glockenwise

Voz e Guitarra Elétrica: Nuno Rodrigues
Guitarra Elétrica: Rafael Ferreira
Baixo Elétrico: Rui Fiusa
Bateria: Cláudio Tavares
Piano e Sintetizadores: Sérgio de Bastos

Editado pela Vida Vã, com apoio do Fundo Cultural da Sociedade Portuguesa de Autores e da Fundação GDA

segunda-feira, 15 de junho de 2026

DISCO "OFF OFF" DOS TELECTU REEDITADO

 



















Edição original de 1984. Reeditado pela Holuzam em 2026

Lançamento a 19 de Junho em vinil e digital. Vinil replica a edição original com uma serigrafia de António Palolo. É um poster, com imagem em ambos os lados, com grandes proporções (69.7cm x 62.30 cm) e dobrado para caberem os dois LPs. Os inserts também são serigrafados.

O duplo álbum Off Off foi, em 1984, expressão precoce da edição independente de música em Portugal. Tal circuito era pura e simplesmente inexistente, 10 anos após o 25 de Abril, tudo ainda meio a aprender como se fazia o resto para além da música e a ganhar coragem ou propósito para o fazer. Num percurso de conflito e desencanto com a cena musical (popular tanto quanto erudita), de insistência baseada na crença do valor da música que produziam, Jorge Lima Barreto e Vítor Rua decidem nesse ano financiar, gravar, produzir, editar e vender um álbum com total independência em relação a estruturas externas.

Num período em que António Palolo era praticamente o terceiro elemento do grupo, o seu trabalho com a capa ganhou uma espécie de estatuto de equivalência com a música, ou seja, pretendeu-se um objecto-disco que representasse o espectro de interesses e interacções do Telectu. Serigrafia XL executada no atelier de António Inverno, com dobras e cortes complicados para poder conter no interior os dois discos. Inspiração nas capas da série Gramme do GRM, discos com curadoria de François Bayle e que se encontravam em Lisboa na livraria Buchholz.

Off Off, dividido em quatro partes com títulos identificativos, mostrava as diferentes plataformas nas quais a música de JLB e VR evoluía: performance ("Diagonale"), concerto ("Anarké"), teatro ("Cornucópia") e vídeo ("Palolo"). Nas notas de capa, o grupo encorajava a utilização da sua música em situações particulares por quem assim o desejasse. Concretizado, o álbum permanece como o documento mais completo das actividades do Telectu, ao mesmo tempo também manifesto de intenções (basta ler o texto incluso) e portfolio de apresentação.

Foi objecto único na cena musical, respeitado por certa crítica (pelo menos a que teve publicação na imprensa + o apoio do Som da Frente na Rádio Comercial) mas largamente incompreendido no mundo real, 500 exemplares para o mercado, com certeza nem todos vendidos mas, ainda assim, de acordo com Vítor Rua, o único disco em que Telectu ganharam algum dinheiro. Com o avanço dos anos, depois décadas, foi submergido com aura de culto, reapareceu incompleto uma única vez em CD com edição Ananana que a ele juntou Belzebu.

Refaz-se então o objecto em 2026, labor demorado de acerto na remasterização do som (António Duarte e Taylor Deupree), acerto nas cores para reprodução fiel da serigrafia original (Gonçalo Duarte e Hugo Soares, no estúdio Ruína), depois dobrada e cortada a preceito; capas interiores também serigrafadas e diferentes do original apenas no papel que não se desintegra.

Flur
Holuzam

ATR APRESENTA ESTA SEMANA





















Esta semana a ATR volta a juntar-se à Nariz Entupido para apresentar Suspensão Voluntária da Descrença, evento de dois dias que irá decorrer na quarta e quinta-feira (17 e 18 de Junho) às 22h no Damas com concertos da violoncelista portuguesa Bruna de Moura (membra de URTIQA e Má Estrela, entre outros) e de Ar Ker e We Use Cookies (projectos a solo dos músicos franceses Seb Brun e Simon Henocq dos Parquet) no primeiro dia; e da artista sonora argentina Luciana Rizzo (com o seu solo de feedbacks em bateria híbrida), da Criptobanda Musical de Paradela do Rio (orquestra de um homem só de David Ole da Favela Discos) e de Mantle of Gets (novo pseudónimo do músico britânico-lisboeta Luke Williams, anteriormente conhecido por Quinoline Yellow e Tatamax) no segundo dia! (+ info em baixo e aqui)

E no sábado (20 de Junho) os terapeutas do ruído (e membros dos dSCi) Boris dos Bosques e Desmarques vão estar a tocar a solo nas Fritarias de Verão, 5ª edição deste ciclo de música exploratória com curadoria da harpista e artista sonora portuense Frederica Vieira Campos, que desta feita estará a acontecer em modo mini-festival em dois espaços na zona de Campanhã (Porto): entre as 16h e as 20h30 na Terra Solta e entre as 21h e as 2h no i o d o; e que incluirá diversas actuações e dj sets, tudo muito bem acompanhado pelo projecto gastronómico Paradoxo! (+ info aqui)

Entretanto Boris dos Bosques estará a tocar em Viseu na quinta-feira (18 de Junho) por ocasião da 6ª edição do “Solstício: Arte a Três Tons”, festival de artes da ESEV, onde o terapeuta do ruído também vai estar a participar numa exposição colectiva e onde haverá uma conversa sobre BD com José Smith Vargas, habitual colaborador da ATR! (+ info aqui)

E entretanto já está disponível o álbum homónimo de estreia dos TURBOANX, power-trio de noise-rock do terapeuta do ruído (e membro dos dSCi) Diogo Vouga com os músicos Anton Obrazeena (dos Jars, P/O Massacre e Canários Mortos) e Leonardo Janeiro (dos Erosão e Quebra)! O álbum, editado em cassete numa parceria com a Rotten \ Fresh e a School of the Arts, pode ser escutado e encomendado no bandcamp do grupo!

17 e 18 de Junho | quarta e quinta-feira | 22h

We Use Cookies (fr)

Ar Ker (fr)

Bruna de Moura (pt)

Mantle of Gets (uk/pt)

Criptobanda Musical de Paradela do Rio (pt)

Luciana Rizzo (ar)

Suspensão Voluntária da Descrença - Damas

Rua da Voz do Operário, 60 - Lisboa

entrada diária: 6 euros

‘Suspensão Voluntária da Descrença’, mais do que título para organização conjunta de duas noites, nas Damas, da responsabilidade da Associação Terapêutica do Ruído e da Nariz Entupido é a reafirmação de vontades comuns.

Já são alguns os concertos entre as duas associações. Mas, o que a nós importa realçar, sem vaidade ou qualquer pretenciosismo, é esta crença cega na possibilidade de um imaginar colectivo. Pensamento partilhado. Acção comum.

E assim, nos propomos a dose dupla, com concertos de Bruna de Moura, Ar Ker e We Use Cookies no dia 17 de Junho e de Luciana Rizzo, Criptobanda Musical de Paradela do Rio e Mantle of Gets no dia 18 de Junho.

 

WE USE COOKIES | Solo electrónico de Simon Henocq, We Use Cookies molda uma realidade sonora ao mesmo tempo áspera e cativante. O som torna-se uma matéria-prima viva e indomável, explorando as tensões entre o caos e o controlo, as pulsações de electro-noise e as rupturas radicais.

Com uma fisicalidade impressionante, os sons brutos, orgânicos e industriais entrelaçam-se com a exigência da arte acusmática. As camadas sonoras constroem-se, desconstroem-se e dissolvem-se diante dos nossos olhos. A música torna-se uma linguagem física e instintiva, mergulhando o ouvinte numa experiência sensorial intensa na fronteira entre o som e a matéria.

Músico, produtor e artista sonoro, Simon Henocq é também co-fundador do coletivo Coax. Os sons crus, provenientes dos ambientes industriais que marcaram o seu percurso atípico, alimentam a sua imaginação e permeiam profundamente as suas criações.

 

AR KER | Ker é um prefixo regional que significa ‘local fortificado’, ‘castelo’, ‘cidadela’, depois ‘aldeia’ e, por fim, ’habitação’ — uma viagem entre o xamanismo e a música electrónica mais intensa.

O projecto de Ar Ker é fruto de um processo de composição solitário, recorre a uma forma de recuo — espacial, mental e emocional — para dar origem a uma música de contrastes, estruturada em duas partes: o Lado A, lento e contido, construído sobre equilíbrios frágeis de ressonância, textura e controlo; o Lado B, mais directo e percussivo, impulsionado pela urgência do gesto e pela intensidade da saturação.

A abordagem é concreta, mas narrativa, baseada em lógicas de sobreposição, desconstrução rítmica e manipulação da duração. A bateria não é aqui um instrumento de marcação do tempo, mas sim um gerador de tensão — física, dinâmica e perceptiva. A interpretação exige um envolvimento corporal total e rejeita o automatismo em favor do confronto directo.

Ar Ker pode ser entendido como uma estrutura de experimentação: um campo fechado com geometria mutável, onde os estados sonoros são continuamente testados e remodelados. Cada peça é concebida como uma microarquitectura — marcada por contrastes de densidade, disjunções temporais e rupturas no fluxo de energia.

BRUNA DE MOURA | Violoncelista, compositora e improvisadora, desapega-se de qualquer género musical. Maioritariamente influenciada pela fisicalidade e pelo som do seu instrumento, viaja do experimental ao clássico reafirmando a nossa herança árabe-ibérica. Após quase uma década a tocar e participar em diversas bandas e performances multidisciplinares do panorama artístico nacional, atira-se para um percurso a solo com concertos de música paisagística e onírica.

MANTLE OF GETS | Luke Williams [SKAM Records] volta a enfrentar o vazio no lançamento de música e o desafio dos espectáculos ao vivo, ao vermo-lo abandonar o pseudónimo composto por corantes não azóicos de outrora [Quinoline Yellow] e seguir em frente com o seu novo nome artístico, Mantle of Gets. Com raízes que vão do norte de Londres ao coração do País de Gales, vemos-o agora a abandonar o Reino Unido para se estabelecer na acolhedora Lisboa.

O seu novo trabalho, ‘Mantle of Gets’, transita entre espaços generativos e abstracções abrasivas, medidas precisas e pulsos melódicos velados. No primeiro trimestre de 2021, foi lançada uma cassete concebida por Bhatoptics pela Schematic Music Company, uma das principais editoras de Miami, e registaram-se mais participações especiais na plataforma de streaming esotérica da SKAM Records, a AMKS Live.

É possível explorar as gravações do seu catálogo anterior, sob os nomes Quinoline Yellow e Tatamax, através da conceituada editora de Manchester SKAM Records, da londrina Touchin’ Bass e da sua própria editora, a Uchelfa Recordings. Entre os destaques das suas atuações ao vivo contam-se a já famosa Lighthouse Party da Warp Records, inúmeras festas e festivais da SKAM por toda a Europa e uma digressão pelo Japão há já algum tempo.

CRIPTOBANDA MUSICAL DE PARADELA DO RIO | Ainda a dar os primeiros passos, a Criptobanda Musical de Paradela do Rio surgiu do querer das gentes de Paradela, onde tem sede. Esta cassete, gravada no coração do Bairro da Barragem de Paradela, inclui 9 peças exclusivamente compostas para a instituição, e apresenta o resultado do primeiro ano de trabalho sob a direcção musical de David Ole. As composições inspiram-se na história e quotidiano da aldeia, cujo carácter tradicional tem vindo a ser desfigurado ao longo da história: desde as pilhagens e a ocupação por tropas francesas no século XIX, passando pela chegada de milhares de trabalhadores para a construção da barragem na década de 1950, ao posterior êxodo rural massivo e, mais recentemente, à fixação de um grupo de músicos, artistas e pensadores que procuram redefinir o seu lugar no mapa cultural contemporâneo. A Criptobanda Musical de Paradela do Rio promove a aceleração efectiva deste longo processo de submissão e erosão da identidade de Paradela, actuando como agente catalisador da sua transformação social, cultural e económica. A sua prática musical centra-se na doutrina Neoharmónica: uma estética em que a tensão e instabilidade se prolongam no tempo, subvertidas por uma lógica de saturação e dispersão que recusa centros e retornos, abolindo a estabilidade prometida pelo acorde dominante, pilar estrutural da música tonal que encena uma ilusão de regresso, de pertença e de lar. A música contida nesta cassete desconstrói radicalmente a tradição popular da música para bandas, dissolvendo-a em texturas instáveis e movimentos erráticos derivados da manipulação e distorção do espectro sonoro.

LUCIANA RIZZO | Artista sonora, música e performer. Vive e trabalha em Buenos Aires. Estudou Composição com Meios Electroacústicos na Universidad Nacional de Quilmes. Como baterista desde os 16 anos, encontrou seu lugar na experimentação e na improvisação. Tocou em diversos projectos colectivos e, paralelamente, começou a desenvolver um solo set baseado em baterias híbridas, samples, gravações de campo e microfonias, que transita entre canções, ambientes e improvisações. É integrante do Club del Gamelán, um ensemble que interpreta repertório de Bali, Indonésia. Nos últimos anos, dedica-se à produção de documentários sonoros e peças radiofónicas.

CATLOS PENINHA COM REGISTO NOVO

 













Carlos Peninha apresenta "Chão Ardente", segundo volume de trilogia dedicada à poesia lusófona

O músico e compositor Carlos Peninha prepara o lançamento de "Chão Ardente", o segundo capítulo de uma trilogia iniciada em 2017 com o álbum Tocar o Chão. Este projeto discográfico reafirma a premissa de explorar a intersecção entre a música original e a poesia de língua portuguesa, expandindo o horizonte geográfico e temático da sua obra.

"Chão Ardente" é estruturado como um ensaio sobre a atualidade, utilizando a música como veículo de reflexão crítica. O fio condutor da obra sublinha o declínio da liberdade e da paz no mundo contemporâneo, denunciando o crescente desprezo pelos valores humanistas — tanto em cenários globais como na esfera local. Através da seleção de poemas intemporais e de letras originais, o projeto coloca em evidência o debate sobre a ética e a dignidade humana.

A componente lírica do álbum integra textos da autoria de Carlos Peninha e uma curadoria que atravessa as fronteiras da Lusofonia. Entre as escolhas poéticas, destacam-se nomes da literatura com raízes no distrito de Viseu, nomeadamente António Quadros e Luís Veiga Leitão, que coabitam com influências literárias de diversos territórios lusófonos, incluindo Portugal e África.

Musicalmente, a obra apresenta uma sonoridade eclética que funde a música tradicional portuguesa com o Jazz, integrando ainda elementos das tradições árabe e africana. Esta amálgama de "músicas do mundo" confere ao álbum uma riqueza rítmica e melódica multicultural.

O projeto reúne um conjunto notável de intérpretes e músicos. A componente vocal conta com as participações de: Uxía Senlle (Galiza), Zeca Medeiros (Açores), Sara Figueiredo e Luísa Vieira. A estes juntam-se instrumentistas convidados que elevam a complexidade técnica e expressiva desta obra, consolidando o percurso de Carlos Peninha na exploração da palavra cantada.

Natural de Viseu, Carlos Peninha consolidou-se como uma figura central na cena musical portuguesa, conciliando as vertentes de compositor, multi-instrumentista e pedagogo. Com formação em Jazz e música clássica, o músico foi cofundador do Quinteto Jazz de Viseu nos anos 80, e mantém, até hoje, o seu próprio Quinteto.

A sua trajetória é marcada por uma colaboração profícua com o Trigo Limpo Teatro ACERT, onde assinou direções musicais e composições para diversas produções e intercâmbios internacionais. Ao longo de três décadas, acumulou participações em gravações com nomes como José Medeiros e Luís Pastor.

Atualmente, Peninha divide a sua atividade entre o ensino e a apresentação ao vivo dos projetos "Tocar o Chão" e o seu Quinteto jazzístico, reafirmando a sua herança cultural viseense no panorama global das plataformas digitais.

Discografia:

2017: Lançamento do CD Tocar o Chão.
2019: Edição de Ponto de Vista (Apoio Viseu Cultura) e conquista do prémio Mérito Artístico Animarte.
2021: Lançamento de Dispersos, uma antologia de 30 anos de carreira.
2023: Edição de Tudo começa agora, projeto que funde um quinteto de jazz com um quarteto de cordas.

HÉLDER MOUTINHO E HUGO MOUTINHO JUNTOS EM PALCO

 











Os irmãos Pedro Moutinho e Hélder Moutinho vão juntar-se em palco para celebrar o Fado e os poetas que tanto têm enriquecido o património artístico português. Mais do que um concerto especial, “Os Poetas Convidados” é um encontro de duas vozes de referência na atualidade que se juntam, agora, para dois espetáculos no Porto e Lisboa: dia 17 de junho, na Casa da Música; e dia 1 de julho, no São Luiz Teatro Municipal.

No Fado tradicional, as letras foram escritas, maioritariamente, por autores populares. A partir da segunda metade do século XX, surgiram nomes maiores da literatura que, embora não tivessem iniciado o seu percurso neste universo, acabaram por ser conduzidos até ele pela voz e sensibilidade de intérpretes como Amália Rodrigues, Carlos do Carmo, João Braga e Beatriz da Conceição. Entre esses poetas destacam-se David Mourão-Ferreira, Pedro Homem de Melo, Alexandre O’Neill, José Carlos Ary dos Santos e Pedro Tamen.
No final do século XX, mantendo-se a continuidade dos autores tradicionais, novos criadores começaram também a escrever para o Fado, oriundos da música pop, do rock ou da música tradicional portuguesa. Muitos eram – e continuam a ser – vozes relevantes da literatura contemporânea, convidados a contribuir para este património vivo. Entre eles, Manuela de Freitas, Maria do Rosário Pedreira, Vasco Graça Moura, Amélia Muge e João Monge.

Uma celebração rara, um encontro há muito aguardado em palco, dos irmãos Pedro e Hélder Moutinho.
Recorde-se que Hélder Moutinho é um dos mais multifacetados fadistas do século XXI, uma peça fundamental na engrenagem cultural de Lisboa. Mais do que um intérprete de voz profunda e magnética, é um criador de conceitos, um poeta e um produtor que tem dedicado a sua vida a expandir os horizontes da canção urbana de Lisboa, sem descurar as suas raízes mais profundas.
Já Pedro Moutinho, com mais de duas décadas de um percurso sólido e coerente, afirma-se como uma das vozes mais refinadas do Fado contemporâneo. Um percurso ímpar vivido intensamente com espetáculos por todo o país e também por todo o mundo.

Os bilhetes para o concerto na Casa da Música estão à venda na bilheteira da sala e on-line; e para o São Luiz Teatro Municipal, nos locais habituais e on-line.

BAZUCA APRESENTA GUALTER EM FESTA





















Com entrada livre e programação contínua entre as 14h30 e as 02h00, o evento pretende afirmar-se como um espaço de encontro entre diferentes expressões culturais, reunindo artistas, público e agentes da sociedade civil num mesmo programa.

A música assume o principal protagonismo do cartaz. Ao longo da tarde e da noite sobem ao palco Monstro, Tyroliro e Gonçalo Cravinho Sexteto, três propostas distintas da criação musical contemporânea, culminando a programação com um DJ Set de Sofia Araújo.
O arranque do evento está marcado para as 14h30 com uma sessão de teatro infantil, integrando uma componente dirigida às famílias e aos públicos mais jovens.

Às 16h30 terá lugar o fórum de ideias “Os Jovens e a Cidadania”, um debate moderado por João Lobo que reunirá Fernando Vieira (FNAJ), Daniela Araújo (JSD Braga), Sérgio André Pereira (JS Braga) e Isa Meireles, professora universitária e advogada. A conversa procurará abordar o papel dos jovens na participação democrática e os desafios da cidadania numa sociedade em transformação.

Além da programação artística e do espaço de reflexão, o público poderá usufruir de uma zona de comes e bebes durante todo o dia.

O Gualtar em Festa nasce da vontade de aproximar criação artística, pensamento crítico e participação cívica, reunindo diferentes públicos numa celebração aberta da cultura e da comunidade.

Programação completa:

14h30: Teatro Infantil
16h30: Fórum de Ideias – “Os Jovens e a Cidadania”
18h30: Tyroliro
19h30: Sofia Araújo (Dj Set)
21h30: Gonçalo Cravinho Sexteto
22h45: Monstro
00h00: Sofia Araújo (Dj Set)

O PALCO DAS MÚSICAS BONITAS ESTÁ DE REGRESSO AO MOSTEIRO DA BATALHA















17 — 19 de julho 2026

Estão abertas as candidaturas para a 2.ª edição dos PLAY – Prémios da Música Portuguesa de Raiz Tradicional, uma iniciativa que distingue artistas, grupos e obras que mantêm viva, renovam e transmitem a herança musical tradicional portuguesa.

A cerimónia desta edição realiza-se a 19 de julho, no âmbito do festival Artes à Vila (17 a 19 de julho), no Claustro Real do Mosteiro da Batalha.

As candidaturas estão abertas de 11 a 26 de junho, através do formulário disponível em playpremiosdamusicaportuguesa.pt.

Categorias desta edição
• Melhor Álbum de Música Tradicional
• Melhor Artista ou Grupo Tradicional
• Melhor Álbum ou EP Instrumental
• Melhor Recriação da Música de Raiz Tradicional
• Prémio Guardião da Tradição (novo)

A nova categoria Guardião da Tradição distingue personalidades cuja dedicação tem sido determinante para preservar, valorizar e transmitir a música tradicional portuguesa às gerações futuras — construtores de instrumentos, produtores, investigadores, recolhedores de património oral, entre outros. 

Relembrar a 1.ª edição
Em 2025, foram 16 nomeados em quatro categorias, com os seguintes vencedores:

Melhor Álbum de Música Tradicional Pássaro Azul (Janita Salomé)
Melhor Álbum ou EP Instrumental Rasgar (Júlio Pereira)
Melhor Artista ou Grupo Tradicional Vitorino
Melhor Reinterpretação de Música Tradicional Cara de Espelho (Cara de Espelho)

MANUEL LINHARES COM NOVO DISCO





















“Atlântico”, é o novo álbum do vocalista e compositor português Manuel Linhares, com edição simultânea em Portugal e Estados Unidos. Criado entre Nova Iorque e o Porto, este trabalho de Manuel Linhares, percorre territórios experimentais e contemporâneos, assinalando a estreia do artista na editora.

“Atlântico” transporta a luminosidade melancólica de uma música nascida entre margens. Por vezes incisivo e inquieto, noutras profundamente imerso numa densidade quase líquida, o disco reflete uma vida dividida entre dois polos: a energia vibrante e exigente de Nova Iorque e a gravidade silenciosa do Porto.

Como uma ode ao oceano e ao tempo — reflexo das origens de Manuel Linhares nos Açores —, o álbum segue as marés interiores de um percurso em constante movimento, onde ecoam distância, memória e transformação. Entre o íntimo e a expansão, entre a disciplina e a rutura, a música mantém sempre um sentido de abertura e possibilidade.

Atualmente baseado em Nova Iorque, Manuel Linhares desenvolveu uma linguagem própria que, partindo do jazz, se expande para territórios rítmicos brasileiros, texturas de vanguarda e influências de pop e folk, refletindo um percurso moldado entre várias cidades e culturas.

Gravado no Studio 42, em Williamsburg, o álbum reúne músicos de destaque da cena nova-iorquina, incluindo Or Bareket, Glenn Zaleski e Keita Ogawa, com a participação especial de David Binney. Conta ainda com os músicos portugueses Gil Silva e Hugo Caldeira, reforçando a ligação atlântica do projeto. A produção volta a estar a cargo de António Loureiro, cuja sensibilidade marca profundamente a identidade sonora do disco.

Com “Atlântico”, Manuel Linhares inicia um novo capítulo com a 577 Records, abrindo caminho para futuras colaborações e uma presença internacional cada vez mais forte.

O concerto oficial de lançamento teve lugar no dia 9 de junho de 2026, às 19h, no Shapeshifter Lab, em Brooklyn, Nova Iorque, e contou com a presença da banda nova-iorquina de Manuel Linhares, bem como de convidados especiais. O Shapeshifter Lab é um espaço emblemático da cena cultural de Brooklyn, onde algumas das mais importantes referências do jazz e da música contemporânea têm vindo a apresentar os seus projetos ao longo dos últimos anos.

O primeiro single, “Impérios da Devastação”, já se encontra disponível em todas as plataformas digitais, acompanhado pelo videoclipe oficial.

domingo, 14 de junho de 2026

PAULO BASTOS CRIA DISCO PARA INSPIRAR CRIANÇAS



















Evento de apresentação:
19 de junho, 17h, Conservatório Calouste Gulbenkian em Braga

O novo CD da etiqueta Artway Records é centrado em música original criada para jovens intérpretes pelo compositor Paulo Bastos, o fundador da chamada Escola de Composição de Braga. “Pequenas Histórias para Grandes Instrumentos” é uma preciosidade artística e pedagógica dedicada a instrumentistas do primeiro ciclo do ensino especializado de música, com narrativas recheadas de sonhos e imaginação sem limites. São também pretextos para estimular a criatividade e o prazer de fazer música com emoção. Cada um dos nove ciclos gravados neste disco tem um protagonista diferente: o piano, o fagote, o clarinete, a harpa, o violino, o saxofone, o violoncelo, a guitarra e a flauta.

Juntamente com as partituras publicadas pela Artway Editions, este é um contributo de valor inestimável para a pedagogia musical. O disco é lançado no dia 19 de Junho, em formato CD e nas plataformas digitais.

 

PROGRAMA DE 13/06/26

1 - A. P. Braga - Lira
2 - João Afonso - Matope
3 - António Zambuo - Regresso à infância
4 - Jorge Rivotti - A nossa roda
5 - Lituo - Assim assim
6 - Puto Bacoco - Hoje à noite na giesta 
7 - Diabo na Cruz - Portugal
8 - Xico Gaiato - Voltas e voltas

9 - Actvs Tragicvs - Le pécheur et son âme
10 - 7TV - Dressed in all black
11 - Culatra - Flores mortas
12 - Jardim do Enforcado - Dois mil e vintes
13 - Mão Morta - Liberdade
14 - Turning Point - O livro dos mortos

sábado, 13 de junho de 2026

ANA MARGARIDA REVISITA "CABEÇA DE VENTO"

 



















Ana Margarida apresenta “Cabeça de Vento”, novo single já disponível nas plataformas digitais, acompanhado por um videoclipe e por uma abordagem minimal centrada na voz, no piano e na percussão. O tema recupera um dos fados imortalizados por Amália Rodrigues.

O lançamento surge na sequência da participação da artista no tema “O-PI-NI-ÃO”, de Jacaréu, incluído no álbum “Eterno Espectador” e apresentado este ano no Festival da Canção 2026. A colaboração, bem como o tema “Peter Pan”, marcou um novo momento de exposição pública para Ana Margarida, aproximando o seu percurso de contextos ligados à música alternativa e à experimentação contemporânea.

Em “Cabeça de Vento”, a artista parte da matriz tradicional do fado para desenvolver uma interpretação centrada na interioridade, na vulnerabilidade e na dimensão simbólica da canção. A nova versão procura expandir o peso emocional do tema através de uma instrumentação reduzida e de uma interpretação vocal assente na expressividade e na contenção.

Ao longo do processo criativo, Ana Margarida tem vindo também a desenvolver um conjunto de reflexões pessoais que dialogam diretamente com o universo conceptual do single. “Há demandas da alma que transcendem os desígnios da mente”, refere a artista, apontando para uma ideia de transformação interior e de confronto entre luz e sombra. Noutra reflexão, acrescenta: “A vida é um mar e o teu corpo um barco onde navegas à aventura”, associando a experiência artística a um percurso marcado pela incerteza, pela fé e pela descoberta.

Essa dimensão existencial atravessa igualmente outras ideias desenvolvidas pela cantora, como “Tenho vergonha do que sinto, pois não é real” ou “Despeço-me do ridículo. Agora só fico eu”, frases que reforçam uma procura de autenticidade, auto-observação e libertação emocional. “Quem ouve a minha voz, ouve mais do que isso, ouve a minha história”, sublinha ainda.

Natural do Seixal, Ana Margarida iniciou o seu percurso artístico ainda em criança, tendo representado Portugal no concurso Bravo Bravíssimo, em Itália, aos 12 anos. Venceu também a Grande Noite do Fado, no Coliseu de Lisboa, e destacou-se em programas televisivos como o Big Show SIC. Paralelamente ao fado, desenvolveu trabalho em áreas como o pop-rock, bluegrass e música meditativa, mantendo uma relação transversal com diferentes linguagens musicais.

Em 2023, editou “Fado ao Piano”, trabalho desenvolvido em colaboração com o pianista Renato Silva Jr., aprofundando uma abordagem mais intimista e centrada na relação entre voz e instrumentação reduzida.

“Cabeça de Vento” dá continuidade a esse percurso, afirmando-se como uma revisitação de um clássico do fado a partir de uma perspetiva pessoal e contemporânea, onde memória, introspeção e expressão emocional coexistem numa mesma linguagem artística.