segunda-feira, 23 de março de 2026

FESTIVAL SANTOS DA CASA -1ª SEMANA





















27 de Março de 2026
Slim Charley Santus
+ dj set Santos da Casa
Pinga Amor
22h00

Natural de Águeda, Slim Charley Santus denotou, desde muito novo, uma sensibilidade especial ao blues. Sempre que ouvia um tema a sua atenção despertava. Começou a aprender piano aos 8 anos, mas foi a viola que o cativou, como autodidata, desde os 14. Depois do casamento com as seis cordas veio a paixão pelo improviso, que o tem acompanhado até hoje.

Oil can guitar e cigar box guitar são os instrumentos que Slim Charley Santus explora. 




27 Março 2026 - 13 Maio 2026

27/3 Slim Charley Santus + dj set santos da casa - Pinga Amor (22h)
12/4 10ComunA.L. + apresentação editora K FORA - Salão Brazil (18h)
13/4 António Bastos - Corredor da RUC (19h)
21/4 Esteves Sem Metafísica #cafecurto - Café Concerto do Convento São Francisco (19h30)
23/4 alga - Casa das Artes Bissaya Barreto (22h)
25/4 Electric Man + dj set santos da casa - Associação Recreativa e Musical de Ceira (22h)
05/5 Esteves #cafecurto - Café Concerto do Convento São Francisco (19h30)
07/5 "PSICOSE" de P. Novo - Centro Cultural Penedo da Saudade (18h)
13/5 Henrique Tomé - Corredor da RUC (19h)

CARA DE ESPELHO LEVAM “B” À CASA DAS ARTES DE VILA NOVA DE FAMALICÃO















Depois de duas estreias absolutamente esgotadas, em Loulé e, mais recentemente, na Culturgest, em Lisboa, os Cara de Espelho levam agora o espetáculo “B” à Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, no próximo 28 de março, naquele que será o primeiro concerto do novo álbum na região Norte.

Editado a 30 de janeiro, “B”, o segundo disco de estúdio da banda, tem vindo a afirmar-se como um dos lançamentos mais marcantes do início do ano, reforçando a singularidade do projeto Cara de Espelho no panorama da música portuguesa contemporânea.

A estreia ao vivo do novo trabalho confirmou essa força em palco. Nos dois concertos já realizados, ambos esgotados, o público assistiu a espetáculos intensos e envolventes, onde as novas canções ganharam uma dimensão expandida, entre momentos de observação mordaz e uma energia coletiva que se foi construindo ao longo da noite. A cumplicidade entre banda e público tornou-se evidente desde os primeiros temas, culminando em salas rendidas, de pé.

Mais do que um concerto, estas primeiras apresentações afirmaram “B” como um novo capítulo sólido no percurso da banda, aprofundando o universo já revelado com "Cara de Espelho" (2024), o primeiro registo da banda, e consolidando a centralidade da palavra como elemento estruturante da sua identidade artística.

É neste contexto que Vila Nova de Famalicão recebe agora o espetáculo, numa data que marca não só a continuidade da digressão, mas também a primeira oportunidade para o público do Norte assistir ao vivo às novas canções. Em palco, “B” revela-se num equilíbrio entre tradição, experimentação e uma escrita que observa, questiona e devolve ao público um retrato reconhecível do presente, sempre com a ironia e a inflexão que caracterizam Cara de Espelho.

Depois de Famalicão, a digressão segue para Aveiro (11 de abril), Castelo Branco (2 de maio) e Sever do Vouga (16 de maio).

OMIRI COM NOVO SINGLE





















Tradição, ritmo e surpresa, “Uma Cabra Birrolada” é o novo single de OMIRI e já está disponível em todas as plataformas digitais.

“Uma cabra birrolada” nasce de uma viagem improvável que atravessa lugares, vozes e memórias. Tudo começou em Lisboa, onde surgiu a primeira centelha desta música. A partir daí, o tema ganhou nova vida através de recolhas feitas em Seia, trazendo consigo ecos da tradição oral e a espontaneidade dos instrumentos e ofícios tradicionais. A peça encontra o seu último detalhe num trava-línguas gravado na Carrapateira, que entra na música como um sorriso travesso — rápido, rítmico e cheio de carácter.


No meio deste mosaico sonoro, a viola braguesa guia-nos pela história: ora desenha uma melodia íntima e nostálgica, ora explode em riffs frenéticos que sacodem a tradição e a projetam para o presente. É neste contraste que vive a identidade de OMIRI — transformar fragmentos do passado em algo vivo, inesperado e pulsante. “Uma cabra birrolada” não é apenas uma canção; é um encontro entre lugares, gerações e energias diferentes, onde a tradição portuguesa se reinventa com irreverência, humor e profundidade.

Vasco Ribeiro Casais: Viola Braguesa

Recolhas:

Maria Francisca da Silva - Voz
Lucinda Santos - Bombo
Marco Carmo Martins - Luthier de violinos
António Pais - Triângulo
Nuno Almeida - Bandolin
Abel Brito - Peneira
Joaquim Cabral - Pandeireta
Zés Pereiras da Folgosa da Madalena - Bombos

TREMOR ARRANCA AMANHÃ EM s: MIGUEL















Entre 24 e 28 de março de 2026, a ilha de São Miguel acolhe a décima-terceira edição do Tremor, transformando-se num epicentro de música, arte e comunidade. Com concertos, experiências performativas e iniciativas que promovem participação, sustentabilidade e inovação cultural, o festival apresenta uma programação diversificada que cruza criação artística, território e pensamento crítico.

Com um cartaz musical que cruza géneros, fronteiras e gerações, o alinhamento do festival integra um total de 55 artistas e coletivos, dos quais 22 são oriundos ou residentes nos Açores. Integram a edição deste ano no plano musical: Abdullah Miniawy, Amijas, Angine de Poitrine, Angry Blackmen, Arsenal Mikebe ft HHY, ASCA, aya, Buried by Lava, Betix, Candy Diaz, Cate Le Bon, CLUB C.C.C., Coletivo Plugg, DJ Travella, Engengroaldenga, Falcona, George Silver, Heinali & Andriana-Yaroslava Saienko, Housepainters, João Freitas, Jup do Bairro, La Família Gitana, Maki, Maria Carolina, Mariana Lopes, Matías Aguayo, Mix`Elle, MONCHMONCH, Neuza Furtado, NTK, Pedrinho Xalé, The Bug + Warrior Queen, Tomás Sampaio + Marta Tavares, Use Knife, Vaiapraia, Water Damage e Yerai Cortés.

A edição de 2026 inclui várias residências artísticas que reforçam a dimensão experimental e colaborativa do Tremor: a nova criação do coletivo Som Sim Zero com músicos de heavy metal dos Açores; a Orquestra Modular Açoriana, este ano sob coordenação de Water Damage; a estreia de Ínsula, performance criada com pessoas residentes nos Açores no âmbito da proposta formativa do Ciclo; a residência da Escola de Música de Rabo de Peixe com Itiberê Zwarg e as propostas de criação para o Tremor Todo-o-Terreno, a cargo de Vera Morais e Curro Rodríguez. Uma nota para a palestra performance “As Camadas da Escuta: Música & Psicologia”, por Maria Tereza Maldonado e Itiberê Zwarg a ter lugar dia 25 de março pelas 11:00 na Aula Magna da Universidade dos Açores.

No plano expositivo, o festival integra duas propostas que aprofundam o diálogo entre arte, território e comunidade. A primeira resulta de uma parceria com o Centro Cultural da Caloura, enquanto a segunda, “cromofilia: apetece uma casa cor-de-rosa”, de Mariana Lopes, parte do trabalho de recolha de imagens que serviu de base à identidade visual do festival deste ano.

O Tremor 2026 reforça ainda a sua parceria com a Rádio Vaivém, rádio comunitária online açoriana, com a emissão de programas ao vivo durante o festival e um showcase de artistas emergentes. Esta programação inclui ainda a sessão “E temos o povo”, uma sessão de escuta coletiva que viaja até ao dia 25 de Abril de 1974. Paralelamente, o ciclo de conversas Ponto de Escuta dá voz aos artistas participantes, explorando temáticas presentes nas suas pesquisas e refletindo sobre o poder coletivo de criar, fazer acontecer e definir lugares através das práticas culturais e artísticas.

O Tremor tem ainda em venda bilhetes semanais e de fim-de-semana que dão acesso às atividades no Coliseu Micaelense e nas Portas do Mar.

FONTES SONORAS 2026

O projeto Fontes Sonoras regressa à mais bonita Aldeia das Fontes, em Leiria, entre 12 e 19 de abril, no florescer da primavera para a segunda residência artística de 2026.

A apresentação pública está prevista para 19 de abril pelas 15h30 e o público será convidado a acompanhar esta experiência de escuta expandida, onde gravações detalhadas do território se cruzam com o fluxo vivo do rio, revelando dimensões invisíveis e subtis do ambiente.

Matilde Meireles

Matilde Meireles é uma artista sonora e field recordist cuja prática artística tem sido descrita como algo que “gira como o rolo de um filme invisível”. O seu trabalho combina improvisação, gravação de campo e composição, criando aquilo que chama de “sonic drifts”: percursos de escuta que revelam as relações entre diferentes espectros sonoros, escalas e temporalidades dos espaços que habitamos.

A sua proposta passa por observar e amplificar os micro-movimentos sonoros da paisagem, especialmente nas margens do rio. A artista pretende realizar um trabalho detalhado de captação e documentação de sons normalmente inacessíveis ao ouvido humano, utilizando técnicas de gravação especializadas, incluindo hidrofones, que permitem escutar o interior do rio.

Ao longo de uma semana de residência, Matilde Meireles irá desenvolver um trabalho de investigação e criação centrado no rio Liz, propondo um percurso sensorial que a artista descreve como uma uma deriva 

sonora onde diferentes tempos, escalas e camadas de escuta se entrelaçam.

FONTES SONORAS #4

Na quarta residência de Fontes Sonoras, Gil Delindro chegou à mais bonita aldeia das fontes que desta vez se apresentava com uma paisagem diferente do costume, com árvores caídas e marcas da tempestade que passou por nós.

Gil Delindro apresentou três instalações diferentes, baseadas na utilização de materiais deixados para trás pela tempestade e na grande potência sonora que é a Nascente do rio nesta altura do ano.

Como um artista com experiência em trabalhar em contextos marcados por transformações do território, o Gil fez o que sabe melhor: meteu mãos à obra, retratou o local não como ele é mas como ele se encontra neste determinado momento temporal e no fundo, deixou a sua marca na aldeia e nas pessoas com se cruzou ao longo da residência

Agora, partilhamos o documentário que acompanhou o processo criativo e os dias que o artista passou nas Fonte

ALEX D'ALVA E RITA ONOFRE ATUAM JUNTOS A PARTIR DESTA SEMANA NA DIGRESSÃO LIVRE X BRUTA





















LIVRE, de Alex D’Alva, e BRUTA, de Rita Onofre, são dois novos discos que se encontram numa mesma tour de concertos — uma celebração da criação independente e da força de correr riscos em conjunto.

No EP LIVRE, editado a 4 de fevereiro numa edição de autor, Alex D’Alva explora a eletrónica como território de descoberta pessoal e coletiva: uma experiência dançável que cruza pop, club culture e experimentação, celebrando a liberdade como força criativa.

No álbum BRUTA, que foi recentemente editado a 18 de março, Rita Onofre apresenta um manifesto emocional e intenso, onde vulnerabilidade e poder coexistem em canções eletrónicas que tocam o espiritual e o físico.

Duas linguagens distintas, mas complementares.

LIVRE x BRUTA propõe um diálogo entre universos — o leve e o visceral, o íntimo e o comunal — revelando que a música independente em Portugal vive do encontro entre forças opostas que se reconhecem.

Num panorama onde o risco é raro, LIVRE x BRUTA é um gesto de coragem partilhada: dois artistas, duas visões, um mesmo impulso de criar e mostrar sem concessões.

A tour LIVRE x BRUTA vai passar pelo Lux Frágil (Lisboa) no dia 26 de março, Salão Brazil (Coimbra) no dia 27 de março, Maus Hábitos (Porto) no dia 3 de abril, INDIEROR (Chaves) no dia 9 de abril, Texas Club (Leiria) no dia 10 de abril e, por fim, pela Sociedade Harmonia Eborense/Noite Capote Música (Évora) no dia 11 de abril.

BILHETES LIVRE X BRUTA JÁ DISPONÍVEIS:

26 MAR - LUX FRÁGIL, LISBOA. AQUI
27 MAR - SALÃO BRAZIL, COIMBRA. AQUI
03 ABR - MAUS HÁBITOS, PORTO. AQUI
09 ABR - INDIEROR, CHAVES. AQUI
10 ABR - TEXAS CLUB, LEIRIA. AQUI
11 ABR - SHE, ÉVORA. AQUI

PEDRO MOUTINHO E HÉLDER MOUTINHO JUMTOS EM PALCO PARA CELEBRAR "OS POETAS CONVIDADOS"

 











Os irmãos Pedro Moutinho e Hélder Moutinho vão juntar-se em palco para celebrar o Fado e os poetas que tanto têm enriquecido o património artístico português. Mais do que um concerto especial, “Os Poetas Convidados” é um encontro de duas vozes de referência na atualidade que se juntam, agora, para dois espetáculos no Porto e Lisboa: dia 17 de junho, na Casa da Música; e dia 1 de julho, no São Luiz Teatro Municipal.

No Fado tradicional, as letras foram escritas, maioritariamente, por autores populares. A partir da segunda metade do século XX, surgiram nomes maiores da literatura que, embora não tivessem iniciado o seu percurso neste universo, acabaram por ser conduzidos até ele pela voz e sensibilidade de intérpretes como Amália Rodrigues, Carlos do Carmo, João Braga e Beatriz da Conceição. Entre esses poetas destacam-se David Mourão-Ferreira, Pedro Homem de Melo, Alexandre O’Neill, José Carlos Ary dos Santos e Pedro Tamen.
No final do século XX, mantendo-se a continuidade dos autores tradicionais, novos criadores começaram também a escrever para o Fado, oriundos da música pop, do rock ou da música tradicional portuguesa. Muitos eram – e continuam a ser – vozes relevantes da literatura contemporânea, convidados a contribuir para este património vivo. Entre eles, Manuela de Freitas, Maria do Rosário Pedreira, Vasco Graça Moura, Amélia Muge e João Monge.

Uma celebração rara, um encontro há muito aguardado em palco, dos irmãos Pedro e Hélder Moutinho.
Recorde-se que Hélder Moutinho é um dos mais destacados fadistas do século XXI, uma peça fundamental na engrenagem cultural de Lisboa. Mais do que um intérprete de voz profunda e magnética, é um criador de conceitos, um poeta e um produtor que tem dedicado a sua vida a expandir os horizontes da canção urbana de Lisboa, sem descurar as suas raízes mais profundas.
Já Pedro Moutinho, com mais de duas décadas de um percurso sólido e coerente, afirma-se como uma das vozes mais refinadas do Fado contemporâneo. Um percurso ímpar vivido intensamente com espetáculos por todo o país e também por todo o mundo.

Os bilhetes para o concerto na Casa da Música estão à venda na bilheteira da sala e on-line; e para o São Luiz Teatro Municipal, nos locais habituais e on-line.

MICROSSONS EM GRÂNDOLA COM NOVA DATA

 



















O Microsons Grândola 2026 já tem nova data para os concertos que haviam sido adiados devido às previsões meteorológicas adversas registadas no início de fevereiro. As atuações de Cristóvam e Jorge Cruz, inicialmente agendadas para o dia 7 de fevereiro no Cine Granadeiro - Auditório Municipal, terão agora lugar no dia 13 de junho, mantendo o mesmo local e horários.

Na altura, a organização decidiu adiar a programação prevista para esse dia após o comunicado emitido pela Proteção Civil de Grândola, que alertava para condições meteorológicas desfavoráveis. A decisão foi tomada em articulação com o Município de Grândola, priorizando a segurança do público, artistas e equipas técnicas.

Com a nova data agora confirmada, o Microsons regressa ao Cine Granadeiro - Auditório Municipal para completar a programação inicialmente prevista para Grândola. O concerto de Cristóvam terá início às 21h30, seguindo-se Jorge Cruz às 22h30, numa noite dedicada à música de autor portuguesa.

A edição de 2026 do Microsons reforça o caráter itinerante do festival, que tem percorrido diferentes cidades do país com uma programação centrada na proximidade entre artistas e público. Depois do sucesso da passagem por Palmela e da noites já realizada em Grândola com Jhon Douglas e Lena d’Água, o festival regressa agora à vila alentejana para completar a sua programação.

Promovido pela Luckyman Music, em parceria com o Município de Grândola, o Microsons afirma-se como um projeto cultural que valoriza a música de autor e a descentralização da oferta cultural, criando espaços de encontro entre artistas, comunidades locais e novos públicos.

Com a confirmação desta nova data, o Microsons Grândola encerra assim a programação prevista para a edição de 2026 na vila, mantendo a aposta num formato intimista e numa programação que destaca alguns dos nomes mais relevantes da música portuguesa contemporânea.

Microsons Grândola 2026

Cine Granadeiro – Auditório Municipal
13 de junho

Jorge Cruz - 22.30h
Cristovam - 21.30h

DEEJAY TELIO LANÇA NOVO EP "+RESERVADO" DE SURPRESA





















No dia seguinte ao concerto com casa cheia no Sagres Campo Pequeno, um dos momentos mais marcantes da sua carreira, Deejay Telio surpreendeu os fãs com o lançamento inesperado do seu novo EP, “+Reservado”. O projeto, já disponível em todas as plataformas digitais, chega após o enorme impacto de “Reservado”, álbum que se afirmou como um dos maiores sucessos da música urbana portuguesa do último ano, distinguido com disco de ouro e somando mais de 44 milhões de streams em todas as plataformas de áudio e vídeo.

Composto por seis faixas inéditas, “+Reservado” expande o universo emocional e sonoro do álbum original, reafirmando a visão artística e a consistência que têm definido o percurso de Telio. O EP apresenta novas sonoridades, energia renovada e a identidade única que o distingue, surgindo como uma evolução natural do trabalho anterior. O projeto conta ainda com participações de Deedz B e Slow J, dois nomes incontornáveis da música lusófona, que acrescentam novas camadas e perspectivas ao disco.

Entre os temas que compõem o EP destacam-se “Voz da Multidão”, single revelado anteriormente e produzido e escrito pelo próprio Telio; o tema Bem Zen com Slow J; ou ainda o tema Flores que conta novamente com participação de Deedz B. Mais do que um lançamento, este EP é também o a celebração dos mais de dez anos de carreira com uma mensagem clara, está no topo e preparado para ir ainda mais longe.

Com “+Reservado”, Deejay Telio não só dá continuidade ao sucesso de “Reservado”, como eleva o seu nome a um novo patamar. Singles como “Álcool & Prazer” (tripla platina) e “Cacau”, com Slow J (platina), continuam a marcar tendências e a reforçar a sua presença dominante nas plataformas digitais. O lançamento surpresa do EP, imediatamente após o concerto de casa cheia no Sagres Campo Pequeno, reforça a ligação intensa com os fãs e demonstra o controlo criativo e a ambição que definem esta nova etapa.

Depois de um fim de semana que ficará para a história, entre um espetáculo inesquecível, de casa cheia, e um lançamento inesperado, Deejay Telio volta a presentear os fãs e oferece seis novos temas inéditos no novo EP.

NOVO DISCO DE LLAMA VIRGEM

 
O "Síndrome do toque fantasma" é a condição que leva um indivíduo a ouvir recorrentemente o som do seu telemóvel a tocar, fruto da ansiedade do sempre presente e do ruidoso contacto.

Depois do ep homónimo (2017), do álbum desconseguiste? (2018) e do ep Não são as unhas que me roem (2022), a banda apresenta o quarto trabalho de estúdio composto por sete músicas, com as já habituais composições post-punk, acompanhadas por batidas electrónicas enleadas em letras corrosivas, dando continuidade à perspectiva crítica que sempre produziram.

O álbum abre com o tema Eu, que em tom catártico aponta para o individualismo privilegiado e no entanto paranoico, sustentado pelas fakenews e pelos algoritmos impostos pelas corporações capitalistas. , um tema mais calmo e hipnótico, pressente-se o sentir do corpo, como uma extensão de si próprio, numa ambiência desértica. Com Bichos, o primeiro single extraído do álbum canta-se um refrão orelhudo onde são enumeradas as pragas crescentes das cidades, incluindo os senhorios. Segue-se Esplanada Cínica, um tema que de uma forma inicialmente irónica, descamba num delírio sobre o cinismo verde, o cinismo extrativista e a catástrofe ambiental inevitável. Em Vai Orca, afundamo-nos numa ode a esses gentis animais com apetência para afundar iates. A partir desse momento, o tom muda para uma cadência mais lenta e introspectiva. Com Lagoa, embrulhamo-nos numa canção agridoce onde a batida é substituída por uma linha de baixo e por um drone ambiental que nos encaminha para a Noite Americana, um longo poema a dois tempos, onde é denunciada a vertigem fascizante dos Estados Unidos da América, as constantes crises económicas e as previsíveis vítimas das mesmas.

O álbum está disponível para download no Bandcamp da banda e nas plataformas de streaming

H.M

> Bandcamp download
> Spotify
> Apple Music
> Tidal

Ficha Técnica

Letra e música: R.D.P.
Captação, mix e masterização: Francisco Dias Pereira (Black Sheep Studios, Sintra).
Captação de "Noite Americana" e guitarra final de "Bichos": Tiago Paiva (pequeno auditório do CCC, Caldas da Rainha, produzida no contexto da Residência Artística promovida pelo Festival Impulso, Novembro de 2025).

Rui Gonçalves: Voz e letras.
Daniel Antunes Pinheiro: Baixo, sintetizador (Bichos; Noite Americana), percussões (Esplanada Cínica) e batida, piano vertical (Eu; Vai Orca), Wurlitzer (Eu).
Pedro Januário: Guitarras, piano vertical (Bichos), pratos (Pé).

domingo, 22 de março de 2026

NOVO DISCO DE TURNING POINT A CHEGAR

 

















TURNING POINT - “A poesia é para comer” 
21 Março: Bandcamp da ADC e restantes plataformas digitais 
25 Abril: CD

No dia 21 de Março, Dia Mundial da Poesia, chegou às plataformas digitais — e com apresentação pública no Museu de Lamas, em Santa Maria de Lamas — o segundo longa-duração dos Turning Point, banda originária de Santa Maria da Feira.

Intitulado “A Poesia é Para Comer”, feito a partir da escrita mordaz de Natália Correia, a audição deste álbum revela-se um verdadeiro murro no estômago. O formato CD vai chegar ao público no dia 25 de abril, data simbolicamente escolhida para a apresentação do disco, com um concerto no Uncle Joe's Bar, em Esmoriz. A edição, graficamente construída por Carlos Paes, tem o selo da editora independente ANTI-DEMOS-CRACIA (nr. catálogo 154) e é apresentado pelo trio — Simão Valinho, Raquel Sousa e Lígia Lebreiro — da seguinte forma:

“Escolhemos a poetisa Natália Correia como ponto de partida e inspiração… uma voz que clama por liberdade quando, mais uma vez, urge devolver a voz aos poetas, que a defendem como quem precisa de ar para viver!

Enquanto o nosso primeiro álbum perseguia a beleza das palavras e dos silêncios de Carlos da Cunha, desta vez escolhemos Natália Correia, mulher provocadora e mordaz, uma voz indomável, uma figura intelectual e política essencial na luta do nosso país contra a ditadura. Pareceu-nos que, mais do que nunca, devemos dar voz à liberdade e combater as novas formas de censura escondidas num tempo em que regressamos à lei do mais forte!

É um álbum de revolta, de defesa da liberdade, da identidade e também do amor.”

PROGRAMA DE 21/03/2

1 - Mike El Nite - Pprazer é meu
entrevista Mike El Nite
2 - Mike El Nite - Ocarina
3 - a Jigsaw - Midnight rain
4 - Stone Dead - Plasticine

5 - José Peixoto e Nuno Cintrão - Verdes anos
6 - Estaca Zero - Movimento perpétuo
7 - Moura - Malarranha
8 - Rui Fernandes - Amartango
9 - Raia - Alvorada
10 - Principia Parallax - Let it seed
11 - Tó Trips & Fake Latinos - Fiesta triste
12 - Expresso Transatlântico - Avalanche 

sábado, 21 de março de 2026

NÃOBODY A PREPARAR DISCO DE ESTEIA















“September” é o primeiro single de avanço para “CAZA PRIMAVERA”, o álbum de estreia do coletivo NÃOBODY, projeto sediado no Porto que reúne o produtor português FOQUE, o cantor brasileiro B Ghost e o rapper norte-americano Brotha CJ. O tema inaugura o universo sonoro e conceptual do disco e antecipa uma série de concertos de apresentação já anunciados para várias cidades portuguesas: a 10 de abril no MOUCO, no Porto; a 16 de abril no Café Concerto 259, em Vila Real; a 23 de abril na Casa Capitão, em Lisboa; e a 5 de junho no CAAA, em Guimarães, com novas datas a serem reveladas em breve.

Para além do single, os NÃOBODY irão disponibilizar também a primeira parte do disco durante o Equinócio da Primavera, com data prevista de lançamento no final de Maio, e a segunda parte, que será lançada durante o Equinócio de Outono.

Mais do que um simples coletivo musical, NÃOBODY nasce de um encontro improvável que reflete uma transformação mais ampla da realidade cultural portuguesa. Num estúdio improvisado numa antiga igreja no Porto, três músicos de origens distintas - Portugal, Brasil e Estados Unidos - encontraram um ponto de convergência criativa que espelha uma nova ideia de comunidade artística. FOQUE, B Ghost e Brotha CJ partilham dias e noites entre cabos, sintetizadores, riffs improvisados e conversas que misturam português e inglês, numa convivência intensa que viria a dar origem a “CAZA PRIMAVERA”.

O projeto surge num momento em que Portugal deixa progressivamente de ser apenas um território de partida para se tornar também um espaço de chegada. Nas cidades do país, especialmente em Lisboa e no Porto, artistas de diferentes geografias encontram-se em jam sessions, bares e estúdios improvisados, criando uma cena musical que escapa a rótulos. É nesse ambiente que nasce NÃOBODY: não como resultado de uma estratégia ou indústria, mas como consequência natural de encontros repetidos em palcos pequenos e sessões de improvisação que se prolongam madrugada dentro.

“September”, primeiro capítulo revelado desse processo, traduz esse espírito de transição e instabilidade emocional que atravessa o álbum. A letra reflete sobre relações que florescem e se dissipam com a mesma rapidez das estações, evocando o final do verão como metáfora para o momento em que as ilusões começam a dissolver-se. “Everybody loves summer but summer’s just spring’s”, canta Brotha CJ num dos versos, sugerindo que o entusiasmo momentâneo raramente sobrevive ao teste do tempo. A canção questiona o que resta quando a euforia passa - “What you looking for when the summer’s gone? Would you still hold on when the love is gone?” - numa reflexão que ecoa o próprio processo de reinvenção vivido pelos três artistas.

Musicalmente, o tema condensa a identidade híbrida de NÃOBODY: texturas eletrónicas, grooves de hip-hop e influências soul cruzam-se com uma sensibilidade melódica que percorre diferentes tradições musicais atlânticas. A produção é assinada por FOQUE, que também se encarrega da mistura, enquanto a composição reúne B Ghost, FOQUE e Brotha CJ. A canção conta ainda com bateria de Zandré Dinis, baixo de Kenjamin Franklin, teclados de Frank Plummer e vozes de Brotha CJ e B Ghost. A masterização ficou a cargo de Pedro Joaquim Borges

O single antecipa o lançamento de “CAZA PRIMAVERA”, disco gravado durante uma residência criativa de seis semanas no interior de Portugal. Isolados do ritmo urbano, os três músicos viveram juntos numa casa transformada em laboratório artístico improvisado. Entre corridas matinais, caminhadas, refeições partilhadas e longas conversas sobre ambição, perda e reinvenção, as canções começaram a surgir sem a pressão da indústria ou de calendários externos. O resultado é um álbum que nasce tanto da convivência quanto da criação musical.

No centro do projeto está o encontro entre três percursos distintos. FOQUE, produtor e músico natural de Gondomar, construiu um percurso marcado pela fusão entre eletrónica, hip hop e paisagens sonoras cinematográficas. Depois dos EPs “CABUM” (2017) e “FOQUE” (2019), editou em 2021 o álbum “ATO ISOLADO”, além de colaborar com diversos artistas portugueses, incluindo o grupo pop D.A.M.A., e criar música original para a produção teatral “POPULAR”, de Sara Inês Gigante. A sua abordagem minuciosa à produção sonora tornou-se uma das forças estruturais do projeto.

Brotha CJ, rapper oriundo de Filadélfia e anteriormente conhecido como Black Lavender, traz consigo uma forte herança do soul e do funk norte-americano. Depois de iniciar a carreira em Nova Iorque, mudou-se para Madrid, onde formou a banda The Othahood e consolidou um estilo que cruza hip hop e soul alternativo com uma estética retro. Já atuou em festivais como Madrid Es Negro e DCODE, integrou playlists internacionais do Spotify e participou em campanhas globais para marcas como Jameson, Santander e Pepe Jeans. Em 2022 mudou-se para o Porto, onde continua a expandir a sua linguagem artística enquanto fundador da Early July Studio.

B Ghost, cantor brasileiro com percurso internacional, acrescenta ao coletivo uma dimensão emocional marcada pelas suas raízes musicais. A sua obra cruza referências da música brasileira com um R&B nostálgico e introspectivo. Depois dos singles “Th1nk” e “Aurora” - que o levaram ao Got Talent Portugal em 2021 - lançou o EP “Kool Land” em 2022, com temas como “Being U” e “When I Call U”. Em 2025 iniciou a fase “bghosting” com o EP independente “Songs I Shouldn’t Release”, aprofundando uma abordagem artística que cruza música, imagem e performance.

É desse encontro de trajetórias que nasce “CAZA PRIMAVERA”, um disco que habita o espaço entre contenção e libertação, explorando a tensão entre pertença e deslocação. Gravado na primavera, o álbum reflete a tentativa de transformar experiências pessoais turbulentas em algo em flor - não como exercício de género musical, mas como um gesto humano de criação coletiva.

Com “September”, NÃOBODY revelam a primeira peça desse universo. Um ponto de partida para um projeto que se constrói no cruzamento entre culturas, línguas e geografias, e que reflete uma nova geração de artistas que escolheu Portugal não como pausa, mas como lugar para criar e permanecer.

sexta-feira, 20 de março de 2026

MXGPU LANÇA SUDDEN LIGHT (DELUXE)





















A edição deluxe expande o álbum original de 11 faixas com faixas adicionais, distribuídas por dois volumes.

MXGPU é a fusão de duas forças criativas, Moullinex e GPU Panic, com a sua colaboração enraizada em Lisboa, Portugal. O duo trabalha em conjunto há vários anos, tendo inicialmente unido as suas mentes criativas em Inner Child, um tema cujas cores e produção estabeleceram na perfeição as bases para tudo o que viria a seguir. O seu álbum de estreia, Sudden Light, lançado pela sua editora Discotexas, marca um momento decisivo na história de MXGPU.

No coração da pista de dança, apresentam um espetáculo live 360° transformador que esbate as fronteiras entre palco e público, incorporando a sua estrutura triangular para cativar plateias esgotadas por toda a Europa, Ásia, América do Norte e América do Sul. Sudden Light (Deluxe) reflete esta energia colaborativa, fundindo as influências do duo num álbum simultaneamente introspectivo e expansivo.

A edição deluxe expande o álbum original de 11 faixas com 14 novas músicas adicionais, divididas em dois volumes. O primeiro volume incorpora o som característico do duo, desde momentos suaves e soul até picos de energia luminosa, evoluindo a cada audição e revelando novas camadas ao longo do tempo.

O segundo volume abre com dois novos originais de MXGPU, “melt” e “dadada”. Tendo feito parte exclusivamente do espetáculo ao vivo do duo, “melt” estreou-se na BBC Radio 1 durante o evento Europe's Biggest Gig, transmitido em direto para seis países. O Volume Dois inclui ainda “see me burn (again)” e “luz (súbita)”, ambos captados no filme-concerto Live Over Lisbon, um dos momentos de destaque da trajetória do duo.

A lista completa de remixes inclui David Bay, Xinobi, JOPLYN, Beiramar, Sam Shure, DJ Ride, Santiago Garcia, Holly, Gaszia e AFFKT, com contribuições anteriores de Patrice Bäumel. O lançamento conta ainda com o apoio de nomes influentes como &ME, Adam Port, Damian Lazarus e Rüfüs Du Sol.

Atualmente em digressão mundial, o espetáculo live 360° de MXGPU, apresentado no meio do público, tem hipnotizado multidões por todo o mundo. Com presenças confirmadas em festivais como Mayan Warrior, Primavera Sound e Tomorrowland, os fãs podem esperar uma experiência sonora completa que capta a essência do álbum e destaca a química musical única do duo.

MXGPU – Sudden Light (Deluxe) pela Discotexas, já está disponível em todas as plataformas!

BRISA APRESENTA NOVO SINGLE





















Fotografia de Joana Cherries.

Depois de “Trovoada", que integra a banda sonora da novela Páginas da Vida da SIC, Brisa revela “Deserto”, o novo single que chega hoje às plataformas digitais e aprofunda o universo emocional e conceptual da artista.

Em “Deserto”, Brisa recorre às imagens contrastantes do mar e do deserto para explorar a imensidão de sentimentos que muitas vezes permanecem reprimidos. Se “Trovoada” representava a tempestade necessária para libertar tudo aquilo que permanece guardado, “Deserto” surge como o momento seguinte: o vazio que fica depois da explosão emocional, mas também o espaço onde se pode reconstruir e aceitar todas as versões de nós próprios.

Com música de Brisa e Diogo Guerra, letra da própria artista e produção assinada por Guerra, o novo tema constrói-se como uma narrativa sonora em crescendo. A canção começa de forma contida, quase introspectiva, introduzindo os sentimentos que se escondem por baixo da superfície. À medida que a música cresce, a intensidade acumula-se até atingir um clímax catártico que marca a decisão de aceitar e vestir com orgulho todas as versões de si própria: o bom e o mau, a alegria e a dor, o amor e a revolta.

A voz de Brisa volta a encontrar a produção de Guerra, numa colaboração que reforça a identidade sonora da artista e amplia o alcance emocional da canção. O resultado é uma experiência musical libertadora e empoderadora.

Este novo lançamento surge depois da renovada atenção dada a “Trovoada”, single lançado a 9 de maio de 2025 e recentemente apresentado numa versão acústica especial para assinalar a escolha da canção como parte da banda sonora da novela Páginas da Vida. O tema marcou um momento importante no percurso artístico de Brisa, afirmando-se como uma poderosa catarse emocional.

Conhecida pela sua escrita honesta e profundamente melódica, Brisa tem vindo a conquistar o público português com um universo artístico que dialoga diretamente com as emoções humanas. Essa abordagem ganhou forma no seu EP de estreia CASULO, um percurso conceptual que atravessa o caos interior, a introspeção e a transformação, com temas como “Nuvem”, “Férias de Mim”, “Outro Mar” e “Metamorfose”.

Além da sua carreira a solo, Brisa tem também vindo a afirmar-se como compositora, tendo sido coautora da canção que alcançou o segundo lugar no Festival da Canção 2023, consolidando o seu lugar entre as vozes mais promissoras da nova música portuguesa.

OUVIR NAS PLATAFORMAS DIGITAIS

PICAS APRESENTA TEMA QUE ANTECIPA DISCO DE ESTREIA





















PICAS (C) Victor Hugooli

 “Quem Eu Quero Agora” é a nova música de Picas. A proposta de uma auto-reflexão sobre a duração e a intensidade de momentos partilhados com alguém próximo serve de mote ao novo tema. A artista prepara-se para editar o seu álbum de estreia, já no próximo trimestre. No novo trabalho a artista assume a escrita de todas as músicas.

“Esta música fala sobre amores passageiros, encontros que podem não durar para sempre, mas que, em determinado momento são intensos e verdadeiros. Parte da ideia de que a vida também é feita de ligações imperfeitas, de relações que surgem no tempo errado ou que simplesmente não foram feitas para durar uma vida inteira, mas que ainda assim nos marcam. A canção assume a honestidade de querer alguém no momento presente, mesmo sem promessas de eternidade.” Picas, Março 2026

Em “Quem Eu Quero Agora”, Picas traz as suas palavras munidas de uma sonoridade urbana, onde a eletrónica cria espaço para refletir na mensagem emocional que começa no perdão e viaja até à auto-reflexão, revelando vulnerabilidade. Na intimidade do seu quarto, a artista compôs a música, partindo de uma ideia na guitarra e mais tarde juntando a participação de músicos como Bonança (guitarras) e Guilherme Melo (bateria), além da produção de Jon. Para a composição estética da música, o vídeo para “Quem Eu Quero Agora” conta com a realização de Victor Hugooli e produção da Nefelibatas Films.

Natural do Porto, licenciada em Ciências da Comunicação com especialização em Cinema, Picas estudou Jazz no Hot Clube de Portugal, tendo sempre a escrita como sua companheira. Ainda este trimestre, Picas apresenta o seu novo álbum, que conta com temas já conhecidos como o caso de “7+7=14”, “Promessas” e “Última Vez”.

GAEREA LANÇAM VÍDEO PARA CYCLONE















Já está disponível nas lojas e em todas as plataformas de streaming, «LOSS», o novo álbum de estúdio dos GAEREA.

Para celebrar o lançamento do novo trabalho, a banda disponibilizou um novo single e vídeo para o tema «Cyclone».

Os GAEREA preparam-se para revelar «LOSS», o muito aguardado quinto álbum da enigmática entidade portuense, com três sessões especiais de apresentação em Lisboa e Vila Nova de Gaia. Estes encontros íntimos com o público marcam o início de um novo capítulo na já impressionante jornada da banda — uma década de metamorfose criativa que atinge agora o seu ponto mais intenso e emocional.

As sessões terão lugar nas seguintes datas e locais: 25 de março — FNAC Colombo, 21h
26 de março — FNAC Chiado, 18h30
27 de março — FNAC Gaia Shopping, 18h30

Em cada sessão, os GAEREA vão apresentar e discutir «LOSS», mergulhando nas emoções, nos conceitos e na evolução artística que moldaram este novo trabalho — o primeiro da banda editado pela Century Media. Cada evento contará ainda com um Q&A com o público e uma sessão de autógrafos.

«LOSS» é editado dia 20 de março pela Century Media / Sony Music Portugal.

Gravado em Portugal com Miguel Teroso (Demigod Recordings), «LOSS» mostra uma banda a romper definitivamente os limites do post‑black metal, expandindo-se para territórios onde o peso emocional, a melodia sombria e a fisicalidade crua coexistem de forma arrebatadora. De «Luminary» a «Stardust», os GAEREA assumem uma identidade que transcende géneros, criando uma narrativa profundamente pessoal sobre memória, dor, transcendência e reconstrução.

Conhecidos pelo anonimato ritualista, pelas atuações devastadoras e pela ligação intensa com a sua “Vortex Society”, os GAEREA transformaram-se num dos projetos mais únicos e internacionalmente reconhecidos do metal extremo moderno. «LOSS» é o culminar de tudo o que construíram — e um renascimento absoluto.

Estas três sessões FNAC serão a primeira oportunidade para o público português entrar no vórtice emocional de «LOSS», diretamente com a banda

Datas de concertos confirmados até ao momento:

20.03 (Sex) – Botanique, Bruxelas – Bélgica
21.03 (Sáb) – Melkweg OZ, Amesterdão – Países Baixos
12.06 (Sex) – Rock For People, Hradec Králové – Chéquia
13.06 (Sáb) – Technikum, Munique – Alemanha
14.06 (Dom) – Ferrara Summer Festival, Ferrara – Itália
15.06 (Seg) – Q‑hub, Milão – Itália
16.06 (Ter) – Kiff, Aarau – Suíça
18.06 (Qui) – Nummirock, Nummijärvi – Finlândia
20.06 (Sáb) – Hellfest, Clisson – França
21.06 (Dom) – Graspop, Dessel – Bélgica
23.06 (Ter) – Club Volta, Colónia – Alemanha
24.06 (Qua) – Poppodium Hedon, Zwolle – Países Baixos
25.06 (Qui) – Bahnhof Pauli, Hamburgo – Alemanha
26.06 (Sex) – Copenhell, Copenhaga – Dinamarca
27.06 (Sáb) – Tons of Rock Festival, Oslo – Noruega
03.07 (Sex) – Resurrection Festival, Viveiro – Espanha
07.07 (Ter) – Amplifier Bar, Perth – Austrália
09.07 (Qui) – Lion Arts Factory, Adelaide – Austrália
10.07 (Sex) – Max Watts, Melbourne – Austrália
11.07 (Sáb) – Crowbar, Brisbane (Fortitude Valley) – Austrália
12.07 (Dom) – Crowbar, Sydney (Leichhardt) – Austrália
14.07 (Ter) – Daikanyama SPACE ODD, Tóquio – Japão
04.08 (Ter) – Le Tube, Seignosse – França
13.08 (Qui) – Motocultor Festival 2026, Carhaix‑Plouguer – França
19.08 (Qua) – USF Verftet, Bergen – Noruega
20.08 (Qui) – Foynhagen, Tønsberg – Noruega
22.08 (Sáb) – Göteborg Brinner 2026, Gotemburgo – Suécia
11.09 (Sex) – Manchester Academy, Manchester – Reino Unido
12.09 (Sáb) – Rescue Rooms, Nottingham – Reino Unido
14.09 (Seg) – Slay, Glasgow – Reino Unido
15.09 (Ter) – Brudenell Social Club, Leeds – Reino Unido
16.09 (Qua) – The Fleece, Bristol – Reino Unido
18.09 (Sex) – Islington Assembly Hall, Londres – Reino Unido

GAEREA online:
https://www.facebook.com/gaerea
https://www.instagram.com/gaerea_
https://www.tiktok.com/@gaereaofficial
https://www.youtube.com/@gaereaofficial
https://discord.com/invite/WPyJQeV72z

https://open.spotify.com/intl-pt/artist/1wXoI3Ajpv4WwQ3LmcrSBw
https://music.apple.com/us/artist/gaerea/1383640506
https://www.gaerea.com/

ASA COPBRA LANçAM "PURO VENENO"


 











@AnaViotti

“Puro Veneno” é o novo single dos Asa Cobra, com edição marcada para 20 de março, e conta com a participação da artista mexicana Pahua, conhecida também pelo seu trabalho no duo Sotomayor. Cantado entre português e espanhol, o tema percorre uma paisagem tropical onde amor e desamor se entrelaçam como num carnaval inquieto, explorando a linha ténue entre sedução, orgulho e desencanto.

Depois de, ao longo de 2025, terem revelado os primeiros sinais do projeto com os singles “Asa à Cobra”, “Flutuar” e “Ponta de Lança", a banda apresenta agora “Puro Veneno”, aprofundando a sua identidade sonora e narrativa. A canção move-se entre tensão e desejo, num jogo de atração e confronto que transforma relações afetivas em matéria rítmica e poética.

“Puro Veneno” integra o conjunto de singles que antecipam o primeiro álbum de Asa Cobra, com edição prevista para maio. O disco afirmará a identidade transatlântica da banda, cruzando referências do Brasil e de Portugal com uma abordagem contemporânea, onde a canção, a eletrónica e a percussão se encontram num território comum de revolta e amor.

MIO A PREPARAR EP

















mio
apresenta “26º dia”, single de lançamento e primeiro avanço do EP de estreia “não há ninho, há céu”. A canção simboliza o salto e marca o momento em que a artista decide sair do seu ninho, inaugurando publicamente o seu percurso autoral.

“26º dia” é a terceira faixa do EP e surge na semana em que se inicia a primavera. O disco transmite a sua mensagem através de uma metáfora com o ciclo de vida das andorinhas: o 26º dia corresponde ao momento em que as crias saem do ninho pela primeira vez. É essa imagem de partida, crescimento e liberdade que estrutura a narrativa do projeto e que se materializa neste primeiro single. O EP será editado a 25 de setembro, na semana em que se inicia a primavera no hemisfério sul, prolongando simbolicamente este ciclo na outra metade do mundo.

O percurso de mio com a música começa cedo. Começou a cantar aos dois anos e repetem-se as gravações do seu rádio de cassetes onde se ouve “palmas, mais palmas”. Aos oito anos, começou a cantar em público nas festas organizadas pelo pai, de mão dada com a mãe. Em criança, criava peças de teatro com a prima e vendia bilhetes aos pais e avós por 0,50€, para conseguir comprar lápis de cor.

Com o crescimento, aumentou também a necessidade de liberdade. Aos 14 anos começou a ajudar o avô e o pai na padaria, trabalhando em vários sítios enquanto estudava até terminar a faculdade. Aos 16 anos escreveu a primeira canção, onde dizia que queria ser diferente, e desde então surgiram projetos e muito trabalho pelo meio.

Desde cedo viveu uma luta interna entre continuar o legado familiar e seguir um caminho próprio. Quando o avô faleceu, após uma vida dedicada ao trabalho para que as gerações seguintes pudessem brilhar, decidiu procurar um percurso diferente, assente na mesma base. Cantar e escrever canções tornaram-se a sua forma de honrar esse caminho e de conseguir pensar direito.

Este percurso conduziu-a ao teatro, a novas colaborações e à Horizontal 360, estrutura que hoje considera casa e que moldou profundamente o projeto. Conhecer Valete e partilhar este caminho revelou-se determinante, tal como o encontro com Luzingo, produtor que ajudou a dar forma e brilho ao trabalho.

Depois de várias voltas e descobertas, a artista assume este momento como o salto definitivo. Foi assim que nasceu o EP “não há ninho, há céu” e, neste processo, “26º dia”: o dia em que mio decide sair do ninho e seguir o seu sonho.

XTINTO LANÇA EDIÇÃO ESPECIAL EM FORMATO LIVRO DO NOVO ÁLBUM EM SONHOS, É SABIDO, NÃO SE MORRE





















Depois de esgotar o concerto de apresentação do seu novo álbum, no Capitólio, em Lisboa, xtinto acaba de lançar a edição especial em formato livro do seu mais recente trabalho, Em sonhos, é sabido, não se morre., já à venda nas lojas FNAC. Este lançamento surge após o concerto memorável do artista em Lisboa, que reuniu quase mil pessoas e marcou um momento decisivo na sua carreira. A noite, descrita por muitos como inesquecível, contou ainda com as participações especiais de ed, IOLANDA, L‑ALI, João Não e João Maia Ferreira, que contribuíram para a energia única vivida no palco.

A nova edição em formato livro reúne o CD do álbum, todas as letras, imagens inéditas e conteúdos exclusivos sobre o processo criativo, transformando este lançamento num objeto artístico singular. Concebido como uma extensão visual e conceptual do disco, o livro oferece ao público uma imersão mais profunda no universo que molda Em sonhos, é sabido, não se morre.

Considerado o trabalho mais maduro e cinematográfico de xtinto, o álbum parte da ideia de renascimento para explorar temas de identidade, fragilidade e reconstrução. Entre o íntimo e o social, o artista percorre memórias, raízes, afetos, perdas e sonhos, individuais e coletivos, com uma escrita cada vez mais depurada e emocional. O título, inspirado na canção Lisboa que Amanhece, de Sérgio Godinho, reflete a inevitabilidade da música na vida de xtinto e a forma como esta o resgata sempre que pondera desistir, como quem acorda depois de “morrer” num sonho, pronto para recomeçar.

O disco conta com produção de Beiro, Kidonov e Lunn, e com as participações de iolanda, Ed, João Não e L‑Ali, reunindo algumas das vozes mais relevantes da nova música portuguesa. O resultado é um trabalho que expande o território sonoro de xtinto, cruzando hip‑hop contemporâneo, pop, música alternativa e experimentação, num registo ousado, emocional e profundamente pessoal.

Natural de Ourém, xtinto tem-se afirmado como uma das vozes mais singulares da nova geração da música urbana em Portugal. Desde Odisseia (2015) até Latência (2023), passando por temas como “Opus Magnum”, “Pentagrama”, “Marfim”, “Android” e “Éden”, distinguido com galardão de ouro, o artista construiu um percurso marcado por narrativas conceptuais, rigor na escrita e uma estética sonora em constante evolução. Com Em sonhos, é sabido, não se morre., xtinto consolida a sua posição como um dos criadores mais sensíveis e inventivos da sua geração.