terça-feira, 14 de julho de 2026

INDIE MUSIC FEST ENCERRA CARTAZ COM MAIS 20 CONFIRMAÇÕES





















Os britânicos Sports Team, os belgas Lander & Adriaan e os portugueses PAUS e Capital da Bulgária lideram a terceira e última vaga de confirmações do Indie Music Fest, que regressa a Baltar, entre 3 e 5 de setembro. A organização revela ainda a distribuição do alinhamento pelos três dias do festival, num total de 40 atuações.

Pela primeira vez na sua história, o festival inclui artistas internacionais na programação. Entre os destaques estão os londrinos Sports Team, nomeados para um Mercury Prize, são uma das bandas mais irreverentes da nova geração do indie rock britânico, e vêm apresentar o seu mais recente álbum “boys these days”. Entre as novas confirmações internacionais constam ainda os belgas Lander & Adriaan, duo que cruza jazz com música de dança underground dos anos 90 e que se tem afirmado como um dos projetos mais entusiasmantes da nova cena eletrónica europeia. Nomes que se juntam aos belgas Lézard e aos luso-britânicos Soma Please, já anteriormente anunciados.

A programação reforça igualmente a presença da música portuguesa com o regresso dos PAUS, numa das datas da digressão de despedida da banda, e de Capital da Bulgária, projeto de Sofia Reis, que ganhou notoriedade com o EP “Pequeno-Almoço”, o álbum “contei e deixei que tu me julgasses” e a participação no Festival da Canção. O cartaz fica completo com Celso, MONSTRO, Puro L, Samuel Mor, Santos Carneiro, Trouble Trouble, DJ Mariska, DJ Tiago Carvalho e Diana Oliveira (mentores da RDZ), e ainda Gusta-vo e Dani, a representar o Neopop, que celebram a missão primordial do Indie Music Fest de dar voz à música independente portuguesa.

Estas confirmações juntam-se aos nomes já anunciados, entre os quais Expresso Transatlântico, X-Tinto, Them Flying Monkeys, Vaiapraia e Femme Falafel.

A edição de 2026 arranca a 3 de setembro com um dia de entrada gratuita dedicado ao projeto Indie Talents. Depois de encerradas as candidaturas, sete artistas emergentes foram selecionados para atuar e disputar um prémio de 500 euros, bem como a gravação de um tema nos Stone Sound Studios.

Além da programação musical, o Indie Music Fest volta a apostar numa experiência alargada, com zonas de lazer como a Piscina e o Fúria; aulas gratuitas de skate e bmx, no novo skate park de paredes; um novo palco dedicado a projetos emergentes; e ainda, o regresso do Mercado Indie e do espaço Mini-Indie, ambos com uma oferta reforçada.

Após o regresso em 2025, na sequência do interregno provocado pela pandemia e da mudança de recinto, o festival recebeu cerca de 8 mil visitantes. Para a edição de 2026, a organização pretende aumentar a capacidade para 9.500 pessoas, consolidando o crescimento do evento.

Os passes gerais, com acesso ao camping, encontram-se disponíveis por 30 euros até ao fim de julho, passando depois para 35 euros. Conhecida a distribuição do cartaz pelos três dias do festival ficam agora disponíveis os bilhetes diários a 25 euros. O primeiro dia do festival mantém entrada gratuita.

ORQUESTRA DE JAZZ DO HOT CLUBE DE PORTUGALNO FESTIVAL DAS ARTERS EM COIMBRA



Concerto de Apresentação
16 de julho, 21h, Festival das Artes, Coimbra

A Orquestra de Jazz do Hot Clube de Portugal apresenta o concerto de lançamento do seu novo disco, Peace and Justice, em colaboração com o compositor e baterista norte-americano John Hollenbeck, figura central do jazz contemporâneo.

O espectáculo decorre no dia 16 de julho, pelas 21h, na Quinta das Lágrimas, em Coimbra, no âmbito do Festival das Artes.

Hollenbeck assina a composição de todos os temas do álbum, com exceção de algumas canções oriundas da música tradicional ucraniana. É também responsável pelos arranjos de todas as obras e integra a orquestra como baterista convidado. Este disco propõe uma música heterogénea onde convivem texturas delicadas e ritmos intensos, melodias líricas e soluções harmónicas sofisticadas.

Neste concerto, a estética singular de John Hollenbeck encontra a profundidade e o rigor da Orquestra de Jazz do Hot Clube, dirigida por Pedro Moreira.

Sobre "Peace and Justice"

Alguns anos depois de um memorável concerto em Lisboa, Hollenbeck e a orquestra iniciaram este projeto - gravado entre 4 e 6 de junho de 2022 - precisamente quando as viagens internacionais retomavam após a pandemia. Alguma da música tem origem num projecto de Hollenbeck com músicos Ucranianos que, com o início da guerra, acabou por não se concretizar; não obstante, o seu espírito atravessa todo o disco.

Entre os nove temas de "Peace and Justice", destacamos:

- "Sinanari" transforma uma popular canção turca numa dinâmica fusão de big band, combinando a sua melodia transformada em baixo com um groove de bateria inspirado em John Bonham.

- "Racing Heart, Heart Racing" reimagina uma peça originalmente escrita para a Orchestre National de Jazz (ONJ), culminando numa luminosa melodia de clarinete baixo que Hollenbeck considera uma das suas mais pessoais.

- "Sighs" explora o gesto coletivo e a respiração, enquadrada por um piano preparado pulsante e uma meditação falada em inglês e português.

- "Feed the Fire" homenageia a falecida Geri Allen, incorporando elementos transcritos da sua célebre gravação em trio com Ron Carter, abrindo espaço amplo para a improvisação.

- "Verbena" e "Power of Water" revisitam material de "Shut Up and Dance", terminando este último com toda a orquestra a cantar - um inesperado momento de comunhão.

Lançado pela editora de Hollenbeck, a "Flexatonic Records", o disco "Peace and Justice", produzido por John Hollenbeck e Luís Cunha, afirma-se como um manifesto artístico em torno de um propósito comum. Nas palavras de Bekenshtein, "uma muito necessária prática de esperança."

Sobre John Hollenbeck

John Hollenbeck, compositor, baterista e percussionista norte-americano, é reconhecido pela sua linguagem arrojada e versátil.

Estudou percussão e composição de jazz na Eastman School of Music antes de se mudar para Nova Iorque, no início da década de 1990. O seu percurso foi extremamente influenciado pelo compositor e trombonista Bob Brookmeyer e pela compositora e coreógrafa Meredith Monk. É um músico difícil de classificar, tendo sintetizado as tradições do jazz e da música contemporânea numa linguagem simultaneamente eclética e sofisticada. É igualmente um baterista e percussionista dotado de grande versatilidade e inteligência musical.

Os seus grupos - seja o Large Ensemble, o Claudia Quintet ou, mais recentemente, o grupo George - e a sua longa lista de colaborações, com nomes que incluem Meredith Monk, a Frankfurt Radio Big Band e Theo Bleckmann, entre muitos outros, atestam a prolificidade da sua produção musical bem como a profundidade da sua prestação em contextos musicais muito diferentes.

Sobre a Orquestra de Jazz do Hot Clube de Portugal

A Orquestra de Jazz do Hot Clube de Portugal surgiu em 1991 e é, neste momento, dirigida por Pedro Moreira.

Conta com inúmeros concertos em todo o país, tendo participado em vários festivais como Jazz em Agosto, Festa do Avante, Festival de Jazz do Porto, Guimarães Jazz, Lisboa em Jazz, Jazz no Parque de Serralves, Angra Jazz, Funchal Jazz, Festa do Jazz (Teatro São Luís) e Arte da Big Band (EGEAC), além de apresentações no Círculo de Belas Artes em Madrid, na Assembleia da República e no CCB.

Com um repertório variado, que oscila entre programas contemporâneos e o repertório de compositores importantes da história da big band, contou já com músicos convidados como Freddie Hubbard, Benny Golson, Curtis Fuller, Eddie Henderson, Mark Turner, John Ellis, Tim Hagans, Tom Harrell, Mário Laginha, Maria João, Zé Eduardo, Joe Lovano, Miguel Zenón, John Hollenbeck, Julian Arguelles, Guillermo Klein e Perico Sambeat, entre outros.

O ano passado, apresentou em tournée nacional o projeto "Impermanência(s)", resultante da encomenda de cinco peças inéditas a compositores residentes em Portugal, já gravado e que será editado em breve. Prepara agora o novo projecto “Meditations - Nos passos de John Coltrane”, um novo ciclo de encomendas para assinalar o centenário deste importante músico de Jazz

Sobre Pedro Moreira

Saxofonista, compositor e maestro, nasceu em 1969, em Lisboa. Fez os seus estudos musicais em Nova Iorque. Atuou com o seu grupo nos principais festivais nacionais, assim como em vários países na Europa, África e nos EUA. Tem vários discos editados, tanto em nome próprio como em colaboração com outros músicos.

É o maestro da Orquestra de Jazz do Hot Clube, tendo dirigido a European Youth Jazz Orchestra, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Orquestrutópica, a Orquestra do Algarve, a Orquestra Angrajazz, a Orquestra de Câmara Portuguesa, o Coro Ricercare e a Orquestra Pop Portuguesa.

Compõe para vários grupos de jazz e de música erudita, assim como para teatro. Como arranjador e/ou produtor musical, trabalhou com artistas como Camané, Pedro Abrunhosa, Cristina Branco, Milton Nascimento e António Zambujo, entre outros.

É docente na Escola Superior de Música de Lisboa, da qual foi diretor, assim como coordenador da variante de jazz. Lecionou igualmente no Conservatório Nacional. Foi diretor pedagógico da Escola Luiz Villas-Boas do Hot Clube de Portugal.

HEAVENWOOD NO COLISEU PORTO AGEAS





















HEAVENWOOD AO VIVO
COLISEU PORTO AGEAS
22 de Setembro 2026
21h30 | COLISEU BOX

Este setembro, o Coliseu Box recebe os Heavenwood numa noite única de celebração: três décadas de gótico, dark e melodic death metal, entre a intensidade sinfónica de “Abyss Masterpiece” e o simbolismo hermético que atravessa “The Tarot of the Bohemians”, ciclo agora encerrado com a edição de “Part II”. Um concerto que percorre a discografia da banda — de “Swallow” a “Redemption” — e revisita o imaginário poético e místico que sempre definiu a sua identidade.

Há mais de três décadas, em Vila Nova de Gaia, nascia uma das bandas mais pioneiras do Metal português. Os Heavenwood Official construíram, sob a liderança de Ricardo Dias dos Santos, um percurso singular que levou Portugal aos maiores palcos do género — de “Diva”, o primeiro álbum de uma banda portuguesa de Metal editado no Japão, ao histórico concerto no Wacken Open Air, como os primeiros portugueses a subir ao palco do maior festival de Heavy Metal do mundo.

Uma noite pensada para celebrar não só uma banda, mas um marco na história do Metal português: resistência, reinvenção e uma visão artística que atravessou gerações sem perder a sua essência melancólica.

Coliseu Porto Ageas | Coliseu Box
Os bilhetes já se encontram disponíveis em https://www.ticketline.pt/evento/heavenwood-106410

NOTA: Para informações sobre bilhetes de Mobilidade Condicionada, por favor contacte a bilheteira do Coliseu Porto Ageas: telefone 223 394 940, ou através do email bilheteira@coliseu.pt

SPACE FESTIVAL REGRESSA EM NOVEMBRO




















Space Festival regressa de 4 a 15 de novembro com nomes nacionais e internacionais na programação

O Space Festival está de volta de 4 a 15 de novembro, com uma programação de concertos, residências e outras atividades. Com passagem já confirmada por Paredes de Coura, Caminha, Valença, Arcos de Valdevez, Mondim de Basto e Montemor-o-Velho, continua a apostar na presença fora dos grandes centros urbanos.

A exploração da música experimental e improvisada continua a marcar a programação do Space Festival. Nas primeiras confirmações para a edição de 2026 surgem projetos nacionais e internacionais.

Unindo talento nacional e internacional, chega-nos o projeto IT DEEL IV, com Joana Guerra, Maria do Mar, Romke e Jan Kleefstra. Esta união de artistas resulta do projeto IT DEEL, criado em 2024 pelos irmãos Kleefstra e com o intuito de cruzar poesia e música num ensemble frísio-internacional em constante renovação. Ao poeta Jan Kleefstra e ao músico multi-instrumentista Romke Kleefstra, associou-se a violinista Maria do Mar e a violoncelista Joana Guerra - já habituadas a trabalhar juntas, como provado no projeto Lantana, também presente no Space Festival 2025. IT DEEL centra-se na relação entre o ser humano e a natureza, explorando essa ligação de forma sensível e experimental, onde cada encontro reflete o diálogo entre os artistas e o território frísio (região dos Países Baixos).

A nível nacional, o festival contará com diversos percursos, dando espaço quer a projetos consolidados quer emergentes. CIGARRA, um coletivo de 8 percussionistas dedicado à interpretação e criação de música contemporânea, é umas das primeiras confirmações. Um projeto que colabora com artistas de diferentes áreas que exploram o som como matéria basilar das suas práticas. Partindo da experimentação e da interpretação de repertório contemporâneo, Cigarra transita entre a escrita e a improvisação, entre o gesto acústico e a manipulação electrónica. No Space Festival apresentam “RLLRLRLLRRLRLRLRLLRLRLR”, uma colaboração entre Julian Sartorius e do Ensemble ET|ET, que o coletivo se propõe reinterpretar, investigando a premissa conceptual da performance. O título é um padrão rítmico de 23 notas dividido entre a mão direita (R) e esquerda (L), tocado continuamente por 5 percussionistas. A narrativa sonora e estrutural da obra é controlada por um ou mais elementos através de adição e/ou subtração de instrumentos e processamento de som. Assim, o músico assume um papel de performer - mesmo quando não toca nenhum instrumento.

O guitarrista e improvisador João Carreiro é outra das confirmações para esta edição. Artista que se move entre os terrenos do experimental e jazz, com particular foco na exploração sónica da guitarra. Se na edição de 2025 se apresentou com Mariana Dionísio no duo REQUIEM, em 2026 toma o palco para revelar o seu projeto a solo, no qual mostra composições originais, mantendo o instinto da improvisação como elemento central. Camuflando a identidade da guitarra através de pedais e técnicas estendidas, ou deambulando em esboços e pequenos motivos, constrói um universo musical próprio em formato aberto e focado na escuta, reunindo este trabalho em EPs tais como os já lançados I, II e III.

Luís Bittencourt volta a marcar presença no Space Festival, após a apresentação do espetáculo multidisciplinar “Sons de Resistência” em 2025. Este ano apresenta o espetáculo performativo e transdisciplinar “Arquitecturas da Água”. Esta performance homenageia a água enquanto matéria criativa, através de uma abordagem conceptual. A água é usada quer de forma simbólica quer de forma literal, de maneira a revelar novas potencialidades sonoras, performativas e visuais, num programa que reúne obras de Tan Dun, Joseph Byrd, Toru Takemitsu e John Cage.

O músico e compositor italiano, Mauro Basilio é mais uma das confirmações internacionais da edição deste ano do Space Festival. O artista explora as intersecções entre a música antiga e a contemporânea, quer escritas, quer improvisadas, carregando consigo uma educação musical variada: violoncelo, guitarra, oud, percussão e música computacional. No Space Festival 2026 apresenta o seu novo espetáculo, Mechanics. Um concerto a solo, preparado para violoncelo, que surge de uma exploração contínua de objetos, materiais e montagens. Uma performance que se move pela improvisação, música contemporânea, free jazz e noise, procurando o equilíbrio entre o subjectivo e o objectivo, questionando o papel do compositor/improvisador.

A estas primeiras confirmações anunciamos a estreia da nova criação do Space Ensemble, “Animações da Estónia”. Um projeto focado na riqueza visual do cinema de animação estónio, acompanhado pela música experimental e improvisada caraterística do trabalho do Space Ensemble.

A edição de 2026 mantém a passagem por locais já conhecidos, como o Centro Cultural Paredes de Coura, Teatro Valadares em Caminha, Auditório Municipal Ramos Pereira em Vila Praia de Âncora, Centro Cultural Verdoejo (Valença) e o Teatro Esther de Carvalho em Montemor-o-Velho, prometendo levar este género de música a muitos outros locais a anunciar.

O Space Festival é organizado pela Associação Cultural Rock‘n’Cave em parceria com o Space Ensemble, contando com o apoio da República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes e de vários parceiros locais. Mais informações em: https://www.spacefestival.pt/  

DA WEASEL FESTIVAL MEO MARÉS FALTAM 3 DIAS





















FESTIVAL MEO MARÉS
FALTAM 3 DIAS
17 JULHO 2026 - 23:30

Três anos depois do memorável concerto de 2023, que reuniu mais de 40 mil pessoas, os DA WEASEL regressam ao MEO Marés para um espetáculo único.

No dia 17 de julho, pelas 23h30 a banda sobe ao palco da Praia do Aterro para um concerto dividido em três atos, um alinhamento renovado que percorre os grandes clássicos e os temas mais intensos da sua carreira.

O segundo ato será um dos momentos mais especiais da noite e conta com o convidado Maestro Rui Massena que irá dirigir uma orquestra de 24 elementos, especialmente formada para interpretar os temas da "Doninha", sendo também responsável pelos arranjos.

Este é o único concerto de DA WEASEL em 2026, numa noite imperdível, tanto para quem cresceu ao som da banda, como para uma nova geração de fãs.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

PROGRAMA DE 13/07/267

1 - Carminho - Canção à ausente
2 - Teresinha Landeiro - Será que descobres a poesia?
3 - Raquel Tavares - Ai se os meus olhos falassem
4 - Sara Correia - Avisem que eu cheguei
5 - Lina_ Marco Mezquida - Senhora do Almortão
6 - Cristina Branco - Canção do deserto
7 - 72 AM Radio -  Modern superman
8 - U-Clic - Unfashinautic superstars
9 - Santa Clara Blues - Heart an soul
10 - Kakerlakk - Everytime I die
11 - Democrash - The concept of clothing
12 - The Pages - Teenage rebels
13 - The Twist Connection - Crime
14 - Victor Torpedo And The Pop Kids - Friends
15 - Them Flying Monkeys - Les gens son fous, les temps son flous

NO SALÃO BRAZIL













Luís Vicente 4tet
17 julho • 21:30
Largo do Poço
Entrada Livre

Luís Vicente apresenta o seu quarteto numa formação consolidada, a mesma que gravou House in the Valley para a Clean Feed, em 2023, e que agora dá a conhecer o mais recente Spirits Moving

Ao lado do saxofonista John Dikeman, do baterista Onno Govaert e do contrabaixista Luke Stewart, estes músicos tem um percurso sólido no universo do jazz e da improvisação e são colaboradores habituais do trompetista, Vicente continua a expandir uma obra singular e em permanente evolução.

Gravado ao vivo nas Caldas da Rainha, Spirits Moving é um dos seus discos mais intensos e enérgicos. Ao longo de quatro temas, o quarteto percorre passagens de grande intensidade coletiva e momentos de desconstrução harmónica e rítmica, evocando o espírito criativo do jazz de vanguarda norte-americano das décadas de 1960 e 1970. Longe da imitação, o álbum afirma uma linguagem própria que reconhece essa herança e a projeta para o presente.

Neste mesmo dia, às 19h00, na Praça do Comércio e também com entrada livre, a Blue House apresenta o Tanhai Collective, numa união de esforços entre o Jazz ao Centro Clube, a Blue House e o Cistermúsica. O sexteto londrino destaca-se pela fusão entre jazz improvisado, soul e funk, aliando uma forte cumplicidade em palco a uma abordagem contemporânea da tradição jazzística. Com um percurso em ascensão no Reino Unido, onde já atuou em salas como o Ronnie Scott's e partilhou palco com os Headhunters de Herbie Hancock, o grupo afirma-se como um dos nomes mais promissores da nova geração do jazz britânico.

L.U.M.E. - Lisbon Underground Music Ensemble
19 julho • 17:00

O L.U.M.E. - Lisbon Underground Music Ensemble é um colectivo de 15 músicos que tem por objectivo a criação de um espaço de expressão de música original num contexto orquestral particular. Constituído por alguns dos músicos mais experientes da cena jazz e erudita nacional, o L.U.M.E., liderado pelo compositor Marco Barroso, é uma proposta verdadeiramente original. Seja por uma dramatização (muitas vezes irónica) das práticas e vocabulários que passam pelo jazz, rock ou música erudita, seja pela incursão no experimentalismo, a música do L.U.M.E. reconstrói de forma original e pertinente, a carga patrimonial do “bigbandismo”, fugindo assim aos seus padrões mais convencionais e abrindo novas e refrescantes perspectivas estéticas. A celebrar duas décadas de existência, o L.U.M.E. apresenta uma seleção criteriosa do seu já extenso repertório, trazendo a palco um olhar renovado que coloca o foco principal nas suas composições mais recentes.

Entre palcos nacionais e internacionais e vários registos discográficos, o LUME tem-se apresentado em salas e festivais como: Jazz em Agosto, Guimarães jazz, Casa da Música, CCB, Festa do Jazz, London Jazz Festival, Moers Festival (Alemanha), Saalfelden Jazz Festival (Áustria), Big Sounds Amsterdam, Jazz Festival Ljubljana, Sarajevo Jazz Fest, Vilnius Jazz festival, Skopje Jazz festival, Jazz sous les pommiers, Novara Jazz, Nijmegen music meeting, Ha’fest Gent, Imaxinasons, entre outros.

Abertura de Portas: 16:30
Bilhetes: 12 eur
BILHETEIRA ONLINE

HORTUS MUSICALIS REGRESSA AO JARDIM BOTÂNICO DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA





















Hortus Musicalis regressa ao Jardim Botânico da Universidade de Coimbra para uma segunda edição dedicada à liberdade da criação musical

Depois da primeira edição em 2018, o Hortus Musicalis regressa ao Jardim Botânico da Universidade de Coimbra para voltar a cruzar música, natureza e criação contemporânea. Promovido em parceria com o Jazz ao Centro Clube (JACC), o ciclo conta com curadoria do guitarrista e compositor Marcelo dos Reis e realiza-se nos dias 24, 25 e 26 de julho e 4, 5 e 6 de setembro, sempre às 18h00. Todos os concertos têm entrada livre, convidando o público a descobrir seis propostas que reúnem alguns dos mais relevantes nomes da música improvisada e da criação musical contemporânea.

Sob o tema "Plantar Liberdade", o Hortus Musicalis afirma-se como uma plataforma dedicada à apresentação da música de vanguarda, convocando artistas de diferentes geografias e percursos para um programa que privilegia a experimentação, o diálogo e a liberdade criativa. Ao longo de dois fins de semana, o Jardim Botânico transforma-se num espaço de escuta, descoberta e encontro, onde a paisagem natural se torna parte integrante da experiência artística.

A edição de 2026 propõe uma reflexão sobre o jazz livre e a música improvisada enquanto práticas de criação, partilha e transformação social. Num tempo em que importa imaginar novas formas de pensar e de estar em comunidade, o Hortus Musicalis convida o público a olhar para a improvisação como uma expressão de liberdade e como um território aberto à construção de novas possibilidades sonoras.

A curadoria traduz esta visão através de um programa que reúne projetos nacionais e internacionais, evidenciando diferentes abordagens à improvisação, à composição e à exploração sonora contemporânea. A programação foi concebida para potenciar o diálogo entre artistas, público e o património natural do Jardim Botânico, fazendo deste espaço um lugar privilegiado para a escuta, onde a música floresce como um gesto de imaginação, liberdade e futuro.

A programação tem início a 24 de julho com Taubenfeld / Espvall / Sousa. No dia 25 de julho, apresentam-se Marcelo dos Reis com o projeto Flora e Gonçalo Almeida com Resonant Debris. O primeiro fim de semana encerra a 26 de julho com States of Restraint.

O ciclo regressa ao Jardim Botânico nos dias 4, 5 e 6 de setembro, com atuações de Fish Dish, Lantana e Made of Bones, respetivamente.

Programa
HORTUS MUSICALIS
24, 25 e 26 de julho | 4, 5 e 6 de setembro
18h00
Jardim Botânico da Universidade de Coimbra

24 de julho | 18h00
Taubenfeld / Espvall / Sousa

25 de julho | 18h00
Marcelo dos Reis – Flora
Gonçalo Almeida – Resonant Debris

26 de julho | 18h00
States of Restraint

4 de setembro | 18h00
Fish Dish

5 de setembro | 18h00
Lantana

6 de setembro | 18h00
Made of Bones

CARLOS AZEVEDO APRESENTA "NA CORDA BAMBA"






















Evento de apresentação: 15 de julho, 18h30 | Sala 210 da ESMAE (Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, Porto)

Com participações do Quarteto de Cordas de Matosinhos, Filipe Quaresma, Inês Lopes e Fernando Ramos, o álbum revela novas facetas da escrita camerística do compositor

Se há compositor português com um historial multifacetado, esse compositor é Carlos Azevedo. O seu trabalho estende-se da música sinfónica ao jazz, da ópera à música de câmara, e das performances como pianista ao mundo académico. O disco Na Corda Bamba, uma nova edição Artway Next, centra-se em peças escritas para formações de câmara e instrumentos solo. Conta com as participações de intérpretes de referência como o Quarteto de Cordas de Matosinhos, o violoncelista Filipe Quaresma, o contrabaixista António Augusto Aguiar, a pianista Inês Lopes e o saxofonista Fernando Ramos.

A música passa por pontos de referência como o granito da cidade do Porto, o mar de Matosinhos ou temas do cancioneiro tradicional, que surgem mascarados em obras com grande poder sugestivo.

Um disco que promete tornar-se uma referência da música erudita nacional, tanto pela imaginação inesgotável de Carlos Azevedo, como pelas interpretações de instrumentistas que estão entre os mais conceituados do país.

Na Corda Bamba é lançado a 17 de Julho, e estará disponível nas plataformas digitais.

S. PEDRO JUNTA-SE AO FESTIVAL MÊDA+















A organização do Festival Mêda+ anunciou uma alteração à programação da sua 12.ª edição, que decorre entre os dias 22 e 25 de julho, na cidade da Mêda. Por motivos de saúde de um dos elementos dos Três Tristes Tigres, a atuação da banda, inicialmente agendada para o dia 25 de julho, foi cancelada. Em substituição, o festival recebe S. Pedro, que sobe ao palco principal na mesma data.

A organização lamenta a impossibilidade de receber os Três Tristes Tigres nesta edição e endereça rápidas melhoras ao músico em recuperação. A banda integrava a programação do último dia do festival, num concerto aguardado por muitos dos seguidores do projeto.

Em simultâneo, o Mêda+ anuncia a entrada de S. Pedro no cartaz de 2026. O músico junta-se assim à programação do dia 25 de julho, reforçando uma noite que contará igualmente com atuações de Expresso Transatlântico e Motherflutters no Palco Mêda+, bem como com concertos de Deambula, Traz os Monstros, Monch Monch, Senza com a Orquestra do Centro de Formação Musical de Mêda e M.Dusa.

A alteração não compromete a identidade artística da edição deste ano, que continua a afirmar-se através de uma programação centrada na música portuguesa contemporânea e no cruzamento entre propostas emergentes, projetos experimentais e artistas já consolidados.

Com entrada e campismo gratuitos, o Festival Mêda+ regressa entre os dias 22 e 25 de julho para aquela que será a sua 12.ª edição. Ao longo de quatro dias, o festival distribui a sua programação pelos palcos Pé em Triste, Mercado e Mêda+, mantendo uma forte ligação ao território e à comunidade local.

Promovido por uma associação juvenil sem fins lucrativos, o Mêda+ continua a afirmar-se como um dos projetos mais singulares do circuito nacional de festivais, preservando uma identidade construída em torno da descoberta musical, da proximidade com o público e da valorização cultural do interior do país.

22 de julho (Warm-up)

Palco Pé em Triste

22h00 - Novos Românticos
23h30 - DJ Tam

23 de julho

Palco Pé em Triste

18h00 - Themandus
19h00 - MALABOOS

Palco Mercado

20h15 - Bonança
21h00 - Félix Gambino + Saloio + O Homem que Fugiu do Mundo

Palco Mêda+

22h30 - Esquerda
23h45 - Mr. Gallini
01h00 - Mães Solteiras

Palco Mercado

02h30 - Sónia Trópicos

24 de julho

Palco Pé em Triste

18h00 - Clarisse e os Desviados
19h00 - bbb hairdryer

Palco Mercado

20h15 - Ana de Llor
21h00 - Duques do Precariado

Palco Mêda+

22h30 - Marquise
23h45 - Da Chick
01h00 - Unsafe Space Garden

Palco Mercado

02h30 - Magupi

25 de julho

Palco Pé em Triste

18h00 - Deambula
19h00 - Traz os Monstros

Palco Mercado

20h15 - Monch Monch
21h00 - Senza + Orquestra do Centro de Formação Musical de Mêda

Palco Mêda+

22h30 - S. Pedro
23h45 - Expresso Transatlântico
01h00 - Motherflutters

Palco Mercado

02h30 - M.Dusa

Festival Mêda+ 2026

22 a 25 de julho

Entrada e campismo gratuitos

MARTA LIMA EM DIGRESSÃO

 



















Depois de lançar "Maré Cheia", o mais recente single que antecipa o seu aguardado álbum de estreia, com edição prevista para 2027, Marta Lima prepara-se para um dos momentos mais marcantes da sua carreira ao anunciar a sua primeira digressão internacional. Durante o mês de agosto, a cantautora portuguesa levará a sua música até França e Espanha, num percurso que representa um novo capítulo da sua afirmação artística além-fronteiras.

Ao longo de dez concertos, Marta Lima acompanhará a cantora e compositora francesa Daphné Chenel, numa viagem que passará por várias cidades francesas, entre elas Paris, terminando em Madrid. Um encontro artístico que aproxima duas compositoras de universos distintos, mas unidas pela mesma sensibilidade na escrita, pela intimidade das suas canções e por uma abordagem profundamente emocional à música.

Com dois EPs editados, Marta Lima tem vindo a afirmar-se como uma das vozes emergentes da nova canção portuguesa. Depois de passar por palcos de referência como o NOS Alive, Vodafone Paredes de Coura e Festival F, leva agora as suas canções, bem como alguns inéditos do seu primeiro disco, a novos públicos europeus, reforçando uma identidade artística que cruza delicadeza e autenticidade.

Do lado francês, Daphné Chenel prepara também um momento decisivo da sua carreira. Depois da edição do seu primeiro EP, a cantora encontra-se a finalizar o seu álbum de estreia, com lançamento previsto para o final de 2026, cujas novas canções serão apresentadas em primeira mão ao longo desta digressão.

Mais do que uma sucessão de concertos, esta tour simboliza um passo importante no percurso das duas artistas. Ao cruzarem fronteiras e partilharem palco durante um mês, Marta Lima e Daphné Chenel dão início a um diálogo artístico entre Portugal e França, levando a sua música a novas geografias e conquistando novos públicos através de um espetáculo onde a proximidade, a emoção e a canção de autor ocupam o centro da narrativa.

Agosto marca, assim, o início de uma nova etapa para Marta Lima, que continua a construir um percurso sólido e cada vez mais internacional, levando consigo a nova geração da música portuguesa para além das suas fronteiras.

PROGRAMA DE 11/07/26

1 - António Zambujo - Regresso à infância
2 - Ezequiel - Portugalidade
3 - Puto Bacoco -  Hoje à noite na giesta
4 - Galeria da Incerteza -  Milénio
5 - Torcido - Fora do lugar
6 - Ordem Crucial - Cais 2024
7 - Voronet Blue - Jilliete
8 - Monsterpiece - Tomorrow

9 - Principia Parallax - Let it seed
10 - José Peixoto e Nuno Cintrão - Canto de embalar
11 - Miramar - Fado marafado
12 - Orlando Cohen - Lullaby
13 - Estaca Zero - Corridinho nanouche
14 - Tó Ttrips  & Fake Latinos - Rua escura
15 - Expresso Transatlântico - Bairro fantasma
16 - Carlos Raposo - Rua do castelo

CATARINA AIRES COM NOVO SINGLE

 



















Catarina Aires edita o seu novo single Mãe 24/7 em todas as plataformas digitais!

Tendo como ponto central da letra a frase “… A parte mais bonita não se vê na net…”, Catarina Aires (ela uma recente mãe) fala-nos “não se vê o cansaço escondido atrás de um sorriso. Não se veem as dúvidas, as lágrimas, as noites em branco, o medo de não estar a fazer o suficiente. Não se vê a força que uma mãe encontra quando acha que já não tem mais nada para dar. Vivemos numa época em que todos têm uma opinião sobre a forma como criamos os nossos filhos. Há sempre alguém a dizer que devíamos fazer diferente. Mas, no meio de tanto ruído, há uma voz que nunca nos devia abandonar: o nosso instinto.”

Catarina Aires apresenta assim os seus argumentos para a criação deste single Mãe 24/7, acrescentado ainda que “… esta música também é um lembrete de outra coisa muito importante: por detrás da mãe continua a existir uma mulher. Uma mulher que ainda gosta de receber flores, de vestir aquele vestido novo, de namorar, de sonhar, de rir e de se sentir bonita. Ser mãe não apaga quem somos. Acrescenta-nos uma das partes mais bonitas da nossa história.”

Qual o objectivo principal deste novo tema? Catarina Aires, afirma que “se esta canção conseguir fazer uma mãe sentir-se compreendida, abraçada ou simplesmente menos sozinha, então já valeu tudo. Que nunca nos esqueçamos de confiar mais no nosso coração do que nas opiniões dos outros. Somos mães. Somos mulheres. E fazemos o melhor que sabemos, 24 horas por dia, 7 dias por semana.”

Mãe 24/7 já está disponível em todas as plataformas digitais.

sábado, 11 de julho de 2026

ARTISTA ANTERIORMENTE CONHECIDO COMO D'ALMA É AGORA FILIPË





















Fotografia: Rodrigo Anjos

O cantor e compositor dá-se a conhecer através do EP "PSICATRIZES", um conjunto de canções Pop Rock com influências de música alternativa, que transformam vulnerabilidade e autoconhecimento num manifesto honesto e profundamente pessoal.

“PSICATRIZES” é o primeiro EP do cantor e compositor FILIPË, artista anteriormente conhecido como D'Alma. Já disponível nas plataformas digitais, o curta duração composto por sete canções explora as cicatrizes emocionais e, por isso, invisíveis, que resultam das suas vivências e experiências pessoais. Com uma sonoridade entre a Pop e o Rock, fortemente influenciada por música alternativa, o artista apresenta um manifesto honesto e profundamente pessoal sobre temas como ansiedade, dúvida, culpa e aceitação. Cada faixa contém fragmentos de um mesmo universo, marcado pela introspeção e pelo autoconhecimento.

Nas palavras de FILIPË, "PSICATRIZES" é um trabalho que "vive do contraste entre melodias luminosas e letras mais densas. Tentei que as canções apresentassem uma energia cativante e envolvente, para revelar uma dimensão mais crua e vulnerável, que refletisse a dualidade entre o exterior leve e o interior carregado que define o conceito do projeto. É um retrato honesto das batalhas internas e um convite a transformar vulnerabilidade em força, dando forma musical às marcas que nos moldam".

FILIPË assina todas as letras e compôs as melodias com os produtores COZY - reconhecidos pelas colaborações com artistas como Aragão ou VSP AST -, Alexandre D'Carvalho, David Morfeu e David Lopes. O curta duração conta, ainda, com vozes adicionais de Lázaro, Catarina Guinot, Ema Monteiro, Tiago Barbosa e David Morfeu.

"PSICATRIZES" foi antecipado pelos singles 'INÉRCIA', editado em 2025, e 'MESA P’RA 2', lançado em março de 2026

Anteriormente conhecido como D'Alma, o cantor e compositor assume-se agora artisticamente como FILIPË. Nas suas próprias palavras: "o D’Alma não desapareceu. Sempre fez parte de algo maior. D’Alma vinha de mim, mas não era a minha identidade inteira. Filipe Pereira também sou eu, claro. Mas faltava qualquer coisa. Daí nasce FILIPË, uma contração entre esses dois lados, mas de uma forma diferente. Mais minha. Mais certa. Este sou eu. Sou o FILIPË. A alma e a emoção continuam cá. Só que, desta vez, com tudo no sítio certo".

O curta duração de estreia é acompanhado pelo videoclipe para a faixa 'PSICATRIZES', com realização da GOYA Films, um coletivo formado pelos fotógrafos e videógrafos Mafalda Alves Lopes, Rodrigo Duarte e JOVY que, individualmente, já fotografaram artistas como Capitão Fausto, Carolina Deslandes, Os Quatro e Meia, Pedro Abrunhosa, pikika e Ricardo Ribeiro, entre outros.

"O vídeo da 'PSICATRIZES' explora a tensão entre controlo e colapso, entre contenção e explosões de energia, numa viagem introspetiva marcada pela culpa, pela ansiedade e pela fragmentação da identidade. Quis que refletisse aquilo que se passa dentro da minha cabeça. Não é uma história linear, mas sim uma sensação, algo que se constrói entre a tensão e a libertação para dar forma às cicatrizes invisíveis que cada um carrega", partilha o cantor e compositor.

FILIPË estreia-se com um projeto que transforma fragilidade em força e identidade artística e afirma-se na indústria musical nacional com uma escrita emocionalmente crua e uma sonoridade pop rock intensa e enérgica. "PSICATRIZES" está disponível em todas as plataformas digitais.

FILIPË é o alter ego artístico de Filipe Pereira. Cantor, compositor e performer com experiência profissional em Teatro, cuja abordagem artística combina sensibilidade e força, aliadas a uma voz distinta e uma presença em palco magnética. 

A ligação de FILIPË à música começou com a paixão pelo ukulele e rapidamente evoluiu para o desejo de explorar diferentes sonoridades e linguagens musicais. Deixa-se inspirar pela música de artistas como Ornatos Violeta, Imagine Dragons, Capitão Fausto, RAYE e SLOW J e a sua escrita reflete influências de Billie Eilish ou Carolina Deslandes.

A participação no The Voice Portugal em 2020 - com uma Prova Cega que se tornou viral e soma mais de 900 mil visualizações -, foi um ponto de viragem e reforçou a vontade de construir uma identidade musical autêntica e emocionalmente honesta. Regressou ao programa em 2025 e alcançou as galas em direto. Nessa altura, tinha já editado o single de estreia, 'O Jogo', produzido por Twins (ÁTOA, Fernando Daniel, Vizinhos).

Em 2025 lançou 'INÉRCIA', tema através do qual consolidou a sua identidade artística e revelou uma sonoridade pop rock mais definida e distinta da que tinha explorado até então. Essa estética entre o indie e o mainstream abriu caminho para 'MESA P’RA 2', editado no ano seguinte como antecipação ao primeiro EP. Intitulado "PSICATRIZES", o curta duração afirma a abordagem contemporânea de FILIPË ao Pop de inspirações na música alternativa, com letras introspetivas que exploram vulnerabilidade, autoconhecimento e as cicatrizes invisíveis que moldam quem somos.

PROPGRAMA DE 10/07/26

1 - Corsage - O canto e o gelo
2 - Prohanonimo - Maldições
3 - A.R.D.A. - Starclub
4 - Culastra - Tango da morte
5 - Jardim do Enforcado - Dois mil e vintes
6 - Mão Morta - É proibido
7 - Masterpiece - Off
8 - Voronet Blue - Juliette

9 - Lisboa Negra - Morremos só
10 - Espelho Mau - Silhuetas na escuridão
11 - The Dreams Never End - Alma partida
12 - Spreader- Quarto 5.22
13 - Kara Konchar - Apocalipse
14 - António Cova e Oko Yono - Linha do oeste

sexta-feira, 10 de julho de 2026

QUASE A ARRANCAR A 10ª EDIÇÃO DO DAR A OUVIR





















Entre 18 de julho e 6 de setembro, o Convento São Francisco recebe a 10.ª edição do Dar a Ouvir. Coorganizado pelo Convento São Francisco/Câmara Municipal de Coimbra e pelo Serviço Educativo do Jazz ao Centro Clube , a iniciativa reúne Fernando Mota, Teatro do Frio, Unloop e Xavier Paes & Inês Tartaruga Água, num programa que volta a desafiar as formas de ouvir, de sentir e de habitar o espaço através das artes sonoras e da criação contemporânea.

O Dar a Ouvir regressa ao Convento São Francisco para assinalar a sua 10.ª edição, de 18 de julho a 6 de setembro, com um programa que reafirma o lugar da escuta enquanto experiência artística, sensorial e crítica.

A programação volta a reunir artistas que trabalham nas fronteiras entre o som, a performance, a instalação, o corpo e a investigação científica, apresentando ao público um conjunto de propostas que expandem a forma como nos relacionamos com o espaço, a matéria e o tempo.

Ao longo de quase dois meses, o Dar a Ouvir apresenta instalações, performances, oficinas e videoarte. Os artistas Fernando Mota, Xavier Paes & Inês Tartaruga Água, e os coletivos Teatro do Frio e Unloop apresentam, nesta edição, obras que colocam a escuta no centro da criação e da experiência coletiva.

Na sua 10.ª edição, o Dar a Ouvir prossegue o percurso conceptual desenvolvido nos últimos anos. Depois de “O Som de Todas as Coisas” e “A Materialidade (e a Consciência) do Som”, o ciclo apresenta agora “Dar a Ouvir: A Montanha e o Micélio”.

Mais do que procurar ouvir a montanha ou a rede micelial - embora Fernando Mota o tenha feito nas gravações de campo usadas em “Até ao Fim do Mundo” e Sara Montalvão e David Negrão (Unloop) pesquisem a riqueza das trocas e das comunicação nos micélios em “Rhîza” -, as obras reunidas nesta edição convidam o público a pensar as relações entre corpos, matéria, tempo e espaço, questionando perspetivas centradas no humano (reconhecendo que o humano deixa de ocupar o centro da experiência) e abrindo espaço para outras formas de compreender o mundo através da escuta.

Um dos destaques desta edição é a presença de Xavier Paes & Inês Tartaruga Água, a quem o Dar a Ouvir deu carta branca para desenvolver uma nova criação, que abre ao público de 21 de agosto a 6 de setembro.. Ao longo de mais de um mês de trabalho, em contexto de residência artística, a dupla cria uma peça para o espaço do Convento São Francisco e apresenta também obras que marcaram o seu percurso recente.. Destaque ainda para a instalação Puro Spirito”, ativada por uma performance no dia 30 de julho, às 18h00, na Sala Sofia, onde vai ficar até 6 de setembro.

A dupla propõe ainda as performances “Berrante” (a 18 de julho, às 18h00, na Antiga Igreja do CSF), “Opus II” (a 5 de setembro, às 18h00, na Antiga Igreja) e “Variações para Piões” (a 6 de setembro, às 17h00, na Black Box). Paralelamente, os artistas conduzem três oficinas (no dia 24 de julho, às 10h30; e a 25 e 26 de julho, às 16h00). Este conjunto de propostas explora as relações entre corpo, espaço, matéria e escuta através da ressonância, do movimento e da transformação de objetos e de arquiteturas em instrumentos sonoros.

Outro dos destaques desta edição é “Rhîza” , instalação interativa do coletivo Unloop, patente entre 18 de julho e 6 de setembro, na Sentina do Convento São Francisco, com uma performance de ativação agendada para dia 18, às 17h00 e às 19h00. Cruzando pensamento artístico, tecnologia, corpo em movimento e investigação científica, desenvolvida na Universidade de Coimbra nas áreas da micologia e da neurociência, a obra convida o público a explorar novas formas de contemplação e de relação com o mundo biológico através da interação. A instalação assinala ainda o culminar de um processo de criação desenvolvido ao longo dos últimos oito meses, em residência artística no Salão Brazil, no âmbito do apoio à criação promovido pelo Jazz ao Centro Clube. Uns dias antes, a 14 de julho, Sara Montalvão promove a oficina “Rhîza: Prática de Corpo”, com entrada gratuita.

Em estreia absoluta, o Teatro do Frio apresenta a criação multidisciplinar “Da Prece ao Techno”. O coletivo de pesquisa, criação e produção teatral do Porto traz ao Dar a Ouvir um espetáculo inédito, a ser apresentado na Black Box do Convento, às 19h00, do dia 31 de julho. A nova criação cruza som, corpo e experiência sensorial, num percurso entre a escuta interior e a celebração coletiva, investigando a ressonância enquanto relação entre corpos, materiais e espaço.

O universo criativo de Fernando Mota vai estar presente com a instalação vídeo “Até ao Fim do Mundo”, de 18 de julho a 6 de setembro, desenvolvida com Mário Melo Costa.A 26 de julho, às 18h00, Fernando Mota apresenta, no palco do Grande Auditório do Convento, o espetáculo homónimo “Até ao Fim do Mundo” é uma criação multidisciplinar que reúne geologia, música, literatura e vídeo para refletir sobre a relação entre o tempo geológico e o tempo humano.

Paralelamente à programação artística, o Dar a Ouvir vai promover ainda um programa convergente de conversas, a decorrer no Salão Brazil, em Coimbra, a anunciar em breve.

Mantendo o seu arranque no Dia Mundial da Escuta (World Listening Day), celebrado a 18 de julho, o Dar a Ouvir apresenta, nesta edição, uma programação distribuída ao longo de quase dois meses. Sem se limitar ao fim de semana de abertura, o programa reforça a aposta na criação artística, nas residências e nos processos de experimentação, afirmando-se como um espaço de desenvolvimento e apresentação de novos projetos.

À semelhança do que tem acontecido nas edições anteriores, a maioria das propostas do programa tem entrada gratuita, sujeita à lotação dos espaços e mediante levantamento de bilhete no próprio dia, na bilheteira do Convento São Francisco (a funcionar diariamente entre as 15h00 e as 20h00). Os bilhetes para o espetáculo “Da Prece ao Techno”, do Teatro do Frio, já estão disponíveis na Ticketline e na bilheteira do Convento São Francisco, com desconto de 40% para Cartões Amigo, além dos descontos habituais.

PROGRAMAÇÃO 2026

14 de julho, terça-feira 

18h00 até 19h30 Rhîza: Prática de Corpo 
Convento São Francisco - Caixa Palco

Rhîza: Prática de Corpo é um convite ao movimento na Caixa de Palco do Convento São Francisco, dias antes da estreia/inauguração. Uma sessão ao fim da tarde para sentir no corpo o que a instalação traduz em interação visual e sonora, partindo de conceitos científicos sobre processos miceliais e neuronais.
Inscrições para bilheteira@coimbraconvento.pt

18 de julho até 6 de Setembro

em Loop
"Até ao fim do mundo"
de Fernando Mota e Mário Melo Costa / By Fernando Mota e Mário Melo Costa
Convento São Francisco
Entrada livre

Até ao Fim do Mundo é um projeto de criação que cruza a ciência com a arte numa pesquisa que confronta o tempo geológico com o tempo humano, refletindo sobre o papel e relevância da nossa espécie na história da Terra.

A instalação é uma performance musical de Fernando Mota utilizando materiais naturais e o oráculo chinês I Ching para definir estrutura e instrumentação.

Ficha técnica e artística
Uma co-produção Instrumentária Poética Associação Cultural; A Caravana Passa Associação Cultural; Câmara Municipal de Castelo Branco / Fábrica da Criatividade / Cine-Teatro Avenida; Teatro Municipal da Guarda / Município da Guarda; Teatro-Cine de Torres Vedras

Com a parceria de AVISTAVULCÃO; Largo Residências / Jardins do Bombarda; FIMFA Lx26; Câmara Municipal da Lourinhã; Convento de São Francisco - Coimbra Cultura e Congressos; Teatro Municipal de Bragança; CAE de Portalegre; Coffeepaste

Com a colaboração científica de Geopark Naturtejo; Geoparque Oeste; Geoparque Açores; Estrela Geopark

Projeto financiado por República Portuguesa – Cultura I DGARTES – Direção-Geral das Artes

18 de julho, sábado

17h00 e 19h00 RHîZA
18 de julho até 6 de Setembro 15h00 - 20h00 - INSTALAÇÃO
Convento São Francisco - Sentina
Entrada livre

RHÎZA é uma instalação interativa que se apresenta como um objeto artístico que cruza pensamento artístico visual, tecnológico, sonoro e do corpo em movimento com o pensamento científico de grupos de pesquisa relativos a micologia e neurociência da Universidade de Coimbra. Encontrando paralelismos entre os processos orgânicos e a multidisciplinaridade artística, Rhîza procura instigar o pensamento crítico cruzado e a ativação da contemplação do mundo biológico através do sentido de jogo, característica dos projetos do coletivo Unloop. Esta é uma instalação que conta com uma performance inaugural.

RHÎZA é um projeto do coletivo UNLOOP - dirigido por Sara Montalvão (coreógrafa) e David Negrão (artista visual) - que desenvolve, desde 2020, projetos artísticos e de pesquisa inter-disciplinares. O projeto Rhîza conta com o suporte à criação do Jazz ao Centro Clube, no âmbito das linhas de trabalho em torno do interface entre a Arte e a Ciência.

Ficha técnica e artística

Direcção Artística: Unloop Collective (David Negrão, Sara Montalvão)
Criação e Direção Artística / Creation and Artistic Direction: David Negrão, Sara Montalvão
Criação Sonora: Fernando Mota
Produção e Gestão: Sara Montalvão
Gestão Administrativa: Apuro Associação Cultural e Filantrópica
Consultoria Arte-Ciência: Inês Montalvão
Colaboração Científica: Anabela Marisa Azul, Ana Luísa Carvalho, Ana Rita Quadros, Cristina Márquez, Luísa Amado, Luísa Cortes
CNC-UC / CIBB · Universidade de Coimbra
Parceria: Salão Brazil / Jazz ao Centro · Convento São Francisco
Apoio: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes

18 de julho, sábado

18h00 BERRANTE de XAVIER PAES & INÊS TARTARUGA ÁGUA
Convento São Francisco - Antiga Igreja
Entrada livre

Berrante é uma peça sonora acústica que explora a ressonância e os corpos ressonantes através do uso de postes de madeira e da arquitetura enquanto instrumentos de produção sonora.

Através da percussão e do atrito, estes objetos são ativados como extensões do espaço, fazendo-o vibrar ao serem arrastados pelo chão. A peça desenvolve-se como uma coreografia circular que liga espaço e som num único corpo contínuo, em estado de drone.

As variações de pressão e velocidade introduzem pequenas nuances tímbricas, dando origem a um ambiente sonoro que preenche a sala com a presença de um coro estranho e etéreo. Diferentes vozes parecem mover-se pelo espaço, conduzidas pelos intérpretes que orientam os postes na procura de uma canção contínua, sem início nem fim.

Ficha técnica e artística
Xavier Paes e Inês Tartaruga Água - estacas de madeira

4, 25, 26 Julho, sexta, sábado e domingo

10h30-11h30 e 16h00-17h00 OFICINA PURO SPIRITO
Xavier Paes & Inês Tartaruga Água
Convento São Francisco - Sala Almedina 30 de julho, quinta
18h00 PURO SPIRITO
Xavier Paes & Inês Tartaruga Água
Convento São Francisco - Sala Sofia

“Puro Spirito” é uma peça que investiga a relação entre dança, ar e som, explorando a presença do corpo entre o espaço negativo e o invisível, e a forma como este pode ser ativado pelo movimento. Os intérpretes utilizam assobios DIY como extensões corporais, transformando o ar circundante numa experiência tangível e sensorial, através de uma coreografia intensa desenhada para gerar ritmomento.

26 de julho, domingo

18h00 ATÉ AO FIM DO MUNDO
DE FERNANDO MOTA COM TEXTO DE JOANA BÉRTHOLO E CRIAÇÃO DE MÁRIO MELO COSTA
Convento São Francisco - Palco do Grande Auditório
Entrada livre

"Até ao fim do Mundo", de Fernando Mota, é um projecto colaborativo de pesquisa e criação multidisciplinar que cruza a geologia com a exploração musical e sonora dos elementos naturais, a literatura e o vídeo. Do diálogo entre as várias áreas de criação artística e a ciência e do confronto entre o tempo geológico e o tempo humano resultam um espectáculo, um filme e uma instalação audiovisual. Partindo de vários locais de importância geológica, e colaborando com geólogos de vários geoparques do território português, foi realizada uma reflexão poética e filosófica acerca das várias concepções de tempo de várias culturas ao longo da história, dos tempos de vida dos mais variados organismos vivos do nosso planeta e da relação entre o “nosso” tempo de vida com o conceito mais vasto do tempo profundo.

Ficha técnica e artística

Direção Artística, Criação Musical e Interpretação: Fernando Mota
Texto: Joana Bértholo
Criação Vídeo: Mário Melo Costa
Espaço Cénico e Figurino: Hugo F Matos
Desenho de Luz: Nuno Meira
Apoio no Desenho de Som: José Grossinho
Operação Técnica: César Joaquim
Coordenação e Produção: Xana Libânio
Consultoria de Projeto: Violeta Mandillo
Fotografia e Vídeo de Comunicação: Ricardo Reis
Comunicação: Mónica Jardim

31 de Julho, sexta

DA PRECE AO TECHNO
Teatro do Frio
Convento São Francisco - BlackBox
Bilhetes disponíveis na Ticketline e bilheteira do Convento São Francisco

Da Prece ao Techno é um projeto multidisciplinar que cruza som, corpo e experiência sensorial, propondo um percurso entre a escuta interior e a celebração coletiva. A obra investiga a ressonância enquanto relação entre corpos, materiais e som, e a queda como gesto físico e simbólico — não como falha, mas como abdicação do controlo e abertura a outras formas de presença, movimento e escuta. 

Ficha técnica e artística

Direção Artística: Rodrigo Malvar
Apoio à Criação e Dramaturgia: Catarina Lacerda
Composição e Interpretação: Henrique Apolinário e Rodrigo Malvar
Desenho de Luz: Wilma Moutinho
Desenho de Som: Bernardo Bento
Figurinos: Çal Pfungst
Apoio à Investigação: Filipa Pimentel, Filipe Lopes, Miguel Homem, Rob Hopkins, sussurro
Dispositivo Cénico: Filipe Tootill
Produção: Ana de Sousa Vieira
Comunicação: Ana Rita Marreiros
Produtor: Teatro do Frio
Design Gráfico: Sérgio Couto
Registo Vídeo: Miguel F
Registo Fotográfico: João Quirino
Co-organização: Câmara Municipal de Coimbra / Convento São Francisco no âmbito da programação “Dar a Ouvir. Paisagens Sonoras da Cidade”
Apoio a Residências: CRL — Central Elétrica, Quarteto Contratempus 

Residência artística / Criação da instalação
Xavier Paes & Inês Tartaruga Água
1 a 20 agosto
SEM NOME / EM CRIAÇÃO
Convento São Francisco - Sala Mondego

21 de agosto a 6 de Setembro
15h-20h Instalação Ainda Sem Nome
Xavier Paes & Inês Tartaruga Água
Convento São Francisco - Sala Mondego
Apoio: PELE

5 de Setembro, sábado

18h00 OPUS II
XAVIER PAES & INÊS TARTUGA ÁGUA
Convento São Francisco - Antiga Igreja

Dois intérpretes permanecem ligados por um violino preso ao peito de cada um. O instrumento, partilhado como extensão comum do corpo, é tocado simultaneamente por ambos, enquanto os seus corpos se deslocam em rotações lentas e contínuas.

O som nasce da tensão entre proximidade e desequilíbrio, entre coordenação e perda de controlo, numa coreografia instável em torno de um centro que nunca se fixa.

A peça dissolve-se progressivamente no movimento até ao colapso inevitável: termina no instante em que o violino cai, interrompendo o som e devolvendo o corpo ao silêncio

Ficha técnica e artística

Inês Tartaruga Água e Xavier Paes – violino 2 arcos

6 de Setembro, domingo

17h00 Variações para Piões
XAVIER PAES & INÊS TARTUGA ÁGUA
Convento São Francisco - Antiga Igreja

Variações para Piões é um conjunto de exercícios que parte de jogos tradicionais de piões e do encontro desse corpo em rotação com diferentes materiais.

Na Variação n.º 1, exploram-se as potencialidades sonoras de piões de cerâmica que, devido à sua forma e rotação, produzem assobios com tonalidades específicas. O gesto e a ação tornam-se centrais neste processo. Corpo, matéria e movimento articulam-se numa prática composicional que usa o pião como instrumento sonoro, ocupando e distribuindo-se no espaço em trajetórias aleatórias. Cria-se assim uma dimensão sonora espacializada, onde a escuta atenta e os intervalos de silêncio intensificam momentos de tensão, hipnose e contemplação

Ficha técnica e artística

Inês Tartaruga Água e Xavier Paes – grés e corda

DAVID FONSECA LANÇA VIDEOCLIPE DO NOVO SINGLE "AMOR SEM PRESSA"





















David Fonseca lança hoje o videoclipe oficial de "Amor Sem Pressa", segundo single de avanço do seu novo álbum de originais em português. Realizado pelo próprio com assistência de Ana Félix, o vídeo acompanha uma das canções mais pessoais do próximo trabalho, uma reflexão sobre o amor e o tempo que nasce do confronto entre a pressão do mundo exterior e a descoberta de uma nova ordem emocional, a de que o amor pode chegar sem urgência, sem cálculo e sem destino previamente desenhado. "Amor Sem Pressa" um vídeo feito com papel e x-acto, já está disponível no YouTube oficial do artista.

Inspirado também pela experiência recente da paternidade, David Fonseca transforma essa reorganização de prioridades numa reflexão mais ampla e universal. “Amor Sem Pressa” não fala apenas de um amor concreto, mas da possibilidade de viver qualquer forma de amor com mais presença, mais entrega e menos medo de não chegar a tempo.

“Amor Sem Pressa” sucede a “Nada a Perder”, primeiro single do décimo álbum de originais em nome próprio de David Fonseca, previsto para 2026. Este novo disco marca um momento particularmente significativo na sua carreira, ao assumir-se como um trabalho inteiramente cantado em português e ao abrir uma nova fase autoral depois da celebração dos seus 25 anos de percurso a solo.

Estas novidades surgem após um ano histórico para David Fonseca, que celebrou 25 anos de carreira a solo com uma digressão que percorreu o país de norte a sul. Ao longo de mais de duas décadas e meia, editou 14 álbuns de estúdio e inúmeros singles que se tornaram referência, como “Kiss Me, Oh Kiss Me”, “Deixa Ser” ou “Someone That Cannot Love”, mantendo uma presença sólida, consistente e profundamente ligada ao público.

O novo álbum será apresentado ao vivo em 2026, em dois concertos especiais, no dia 21 de novembro, na Super Bock Arena, no Porto, e no dia 28 de novembro, no Sagres Campo Pequeno, em Lisboa.

“Escrever canções é um exercício de observação constante. Os olhos postos nos pequenos e grandes pormenores do mundo, a dar passos para trás e para a frente de forma a ver outras perspectivas. Ou então a olhar para dentro do poço que cada um encerra em si, a fazer descer o balde na esperança de trazer à tona algo mágico. ‘Amor Sem Pressa’ nasce da mistura de vários quadros vivos: por um lado, a correria de um mundo moderno que nos exige um sucesso concreto e idealizado na vida emocional, um desígnio que temos de cumprir sem sabermos bem porquê; por outro, a minha experiência pessoal como pai recente, a reorganizar prioridades e vivências. A canção é um convite a desacelerar, a retirar o peso que o tempo quer exercer sobre nós num mundo rápido demais, a deixarmo-nos ir sem calcular constantemente o destino.” 

David Fonseca

A ETREIA DE MAHBE





















MAHBE
apresenta “Shake It”, o single de estreia do seu projeto artístico, numa canção que cruza pop contemporâneo, R&B e influências urbanas para explorar temas como confiança, liberdade e afirmação individual. O tema marca o início de uma nova etapa para a cantora e compositora portuguesa, inaugurando um percurso que se desenvolverá ao longo dos próximos meses através de novos lançamentos.

Construída a partir de uma linguagem direta e assumidamente pop, “Shake It” desenvolve-se em torno de uma figura feminina que toma controlo da sua própria narrativa. Entre atração, desejo e autoconfiança, a canção propõe uma perspetiva centrada na independência e na valorização pessoal, recusando condicionamentos externos e afirmando a liberdade da mulher de ocupar espaço sem concessões.

Inspirada pela energia e presença das grandes divas da pop das décadas de 1990 e 2000, MAHBE recupera parte desse imaginário para o transportar para um contexto contemporâneo. A influência de artistas que marcaram diferentes gerações faz-se sentir não apenas na atitude da interpretação, mas também na construção de uma identidade musical que procura equilibrar força, vulnerabilidade e expressão pessoal.

Musicalmente, “Shake It” desenvolve-se através de uma produção marcada por elementos de pop, R&B e música urbana contemporânea. A composição é assinada por Mariana Bellem, artisticamente conhecida como MAHBE, em parceria com Renato Parmi, responsável também pela produção musical e pela gravação do tema nos estúdios Outrosom Records, em Lisboa. A mistura e masterização ficaram a cargo de João Milliet, da Elephant Office, em Los Angeles, contribuindo para uma sonoridade que aproxima o projeto de referências internacionais do universo pop contemporâneo.

O lançamento é acompanhado por um videoclipe realizado por Byjohnbravo, que assume igualmente a direção criativa em colaboração com Renato Parmi e Glaze. A direção de fotografia esteve a cargo de Zhang Qinzhe, com produção vídeo assegurada pela Glaze. O elenco integra Cristina Sousa, Álvaro Madrid, Klardson Bertoni, Beatriz Rocha e Ana Cardoso, contando ainda com fotografia de bastidores de Mateus Andrade, maquilhagem de Sofia Constança e assistência de produção de Cristina Sousa.

Por detrás de MAHBE encontra-se Mariana Bellem, cantora e compositora portuguesa que tem vindo a desenvolver uma identidade artística assente no cruzamento entre pop contemporâneo, R&B, funk, hip-hop e sonoridades afro. Influenciada por artistas como Whitney Houston, Beyoncé ou Rihanna, a artista procura construir uma linguagem própria marcada por melodias fortes, presença interpretativa e uma abordagem centrada na autenticidade e na expressão individual.

Cantando em inglês e assumindo uma visão internacional para o seu percurso, MAHBE integra uma nova geração de artistas portuguesas que utilizam a música como espaço de afirmação criativa, diálogo cultural e representação feminina. “Shake It” surge assim como o primeiro capítulo de um universo artístico que continuará a ser desenvolvido através dos próximos lançamentos, entre os quais se encontram já anunciados os temas “Game Over” e “You Are The Problem”.

Nascida e criada na Margem Sul de Lisboa, MAHBE pertence a uma nova geração de artistas portuguesas com uma identidade multicultural. Com raízes em Moçambique e Cabo Verde, cresceu rodeada por diferentes referências musicais e culturais que hoje influenciam a sua visão artística. Embora se expresse maioritariamente em inglês e tenha uma ambição internacional, mantém uma forte ligação às suas origens e à cultura lusófona, que pretende explorar de forma crescente ao longo do seu percurso.

Com este single de estreia, MAHBE apresenta uma primeira amostra da sua identidade musical, propondo uma canção que cruza atitude, energia e contemporaneidade, ao mesmo tempo que afirma uma voz própria dentro do universo da pop atual.

TIAGO VILHENA REGRESSA COM "SALATRANO"

 













Depois de uma viagem musical que começou nos Savanna, passou pelo pop em inglês de George Marvinson e amadureceu na canção portuguesa com os discos Portugal 2018 e Canções Mundanas, Tiago Vilhena está de volta. O cantautor regressa com Salatrano no dia 25 de Setembro, antecipado pelo single “Mau Mau Bem Bem”.

Fiel ao seu hábito de fazer caber o mundo numa canção, Tiago volta a criar uma atmosfera sem nação que, ainda assim, respira costumes portugueses.

No primeiro single, Tiago apresenta-nos uma canção sobre sermões e a vontade de contrariar a autoridade ao som de um ritmo popular.

Numa música onde o tema é repreensão, liberdade, infância e autoridade, revisitamos memórias com uma letra brincalhona com a boa disposição já conhecida do artista. Já no título, um jogo de contrários, do "Mau Mau", "Bem Bem", revela-se a sua marca, o seu gosto pela palavra. Chega-nos com um título de dois opostos que nada mais nada menos querem dizer exatamente a mesma coisa: está o caldo entornado.

O single (e todo o disco que virá em setembro) foi gravado nos estúdios Cuca Monga com o Domingos Coimbra e o Manuel Palha, e misturado em “casa”, nos estúdios Pontiaq do irmão Miguel Vilhena com quem já tem um passado colaborativo vasto.

Quatro anos depois do último disco, Tiago Vilhena prepara-se para lançar um trabalho novo, fresco e onde o estilo já conhecido do artista continua a estar presente, mas abre espaço a elementos inéditos na sua discografia.

Desde o habitual folclore português, ao indie das suas raízes, cruzam-se influências improváveis de uma forma elegante sempre com a já conhecida vontade de trazer ligeireza a qualquer tema.

Em dez canções, Tiago Vilhena acrescenta um novo capítulo a um percurso marcado pela curiosidade, pela diversidade e pela recusa de ficar preso a um único estilo. E, no fim de contas, resta a dúvida: o que é Salatrano?

https://www.instagram.com/tiagovilhena/

SOFIA SILVA & CODE RELAMÇANM SINGLE "LUA"














Sofia Silva
& Code é um projeto açoriano de pop liderado por Sofia Silva, em colaboração com Félix Medeiros, Hugo Medeiros e Amadeu Medeiros. O grupo tem tido destaque com os temas “Fases” e “Outra Vez”, e viu “Fases” integrar a banda sonora da telenovela “Amor à Prova” emitida na TVI.

Nem sempre fugir é fraqueza. Às vezes, é a forma mais corajosa de alcançar a paz. 

“Lua” é uma canção sobre amor-próprio, mas não o amor bonito, fácil ou imediato. É aquele que só aparece depois de cair, de tentar demais, de guardar silêncios que magoam, e de finalmente deixar para trás o que já não faz sentido.

Esta música relembra que não vale a pena ficar onde não se cresce, que não devemos ser porto para quem só traz tempestade, e que há momentos em que deixar ir não é desistir - é sobreviver. É para quem já tentou tanto caber onde nunca foi realmente visto.

“Lua” não é uma despedida; é sobre chegar ao fim de uma história e, pela primeira vez, não tentar voltar atrás. É sobre paz. Sobre olhar para dentro, arrumar o mundo em nós, e finalmente perceber que não precisamos de outro lugar. – diz Sofia Silva