segunda-feira, 20 de abril de 2026

FESTIVAL SANTOS DA CASA - 4ª SEMANA





















21 de abril de 2026
Esteves Sem Metafísica
Teresa Esteves da Fonseca
Café Concerto Coimbra
Convento São Francisco
19h30

#cafecurto
#fsdc2026
BLUE HOUSE

Esteves sem Metafísica nasceu Teresa, em 1991. Cresceu em Arruda dos Vinhos, onde a paisagem e o silêncio se tornaram matéria-prima da sua escrita e da sua música. Formada em Artes e Humanidades pela Faculdade de Letras de Lisboa, iniciou o seu percurso criativo entre a crítica literária e musical, publicando ocasionalmente na revista Brotéria desde 2018.

Em 2023, publicou, em edição de autor, o livro de poesia, A Morte não tem Pátria, um exercício de lucidez e desassombro que marcou o início de uma voz rouca no panorama contemporâneo português. No final de 2024, realizou uma residência artística em Cernache, onde compôs duas das canções que constam do seu álbum de estreia, de.bu.te., um trabalho que cruza palavra, som e textura, num gesto de libertação do excesso, de reconciliação com o quotidiano, e do reconhecimento da fragilidade como inesperada fonte de fortaleza.

Inspirada pela personagem de Álvaro de Campos em Tabacaria, Esteves sem Metafísica assume o desassossego como método e a dúvida como ponto de partida. A sua ligação antiga aos Beatles, o assombro pela cultura irlandesa, a literatura como companheira dos silêncios, e o Fado como amante secreto (um antigo amor não correspondido), são testemunhos de um imaginário que combina melancolia, humor, intensidade, leveza, e uma curiosidade obstinada pela imperfeição humana.

 





















23 de abril de 2026
alga
Casa das Artes Bissaya Barreto
22h00

#FSDC2026


alga, pseudónimo de cláudia simões, interessa-se por música sob uma perspectiva performática e emocional, levando o ouvinte numa caminhada sensorial e sobrenatural por uma paisagem sonora profundamente pessoal e evocativa. Com vozes espectrais, field recordings, improvisações e loop, cria um campo sonoro assombrado por espíritos, paciente e contemplativo, pejado de memórias e alusões nebulosas. 































25 de abril de 2026
Electric Man
+ dj set SANTOS DA CASA - RUC
ARMC - Associação Recreativa e Musical de Ceira
22h00

#FSDC2026

ELECTRIC MAN é Tito Pires a solo numa verdadeira aventura de exploração ‘Do It Yourself’ em formato “one man band”, revelando-se num universo diverso, criativo e dançável, construído entre o rock e a música electrónica

INÊS APENAS AO VIVO COM HOMENAGEM A JOSÉ AFONSO, ESTA TERÇA-FEIRA, NA CASA CAPITÃO





















INÊS APENAS apresenta "APENAS ABRIL", uma homenagem a José Afonso em formato álbum e concerto ao vivo. A artista lidera este novo projeto, que reúne temas de uma das figuras mais emblemáticas e revolucionárias da canção portuguesa, também conhecido por Zeca Afonso. Com novos arranjos da autoria de INÊS APENAS, o disco inclui versões contemporâneas pela voz dos novos talentos da música nacional.

"O projeto "APENAS ABRIL" surgiu da necessidade de eternizar a obra de José Afonso, interpretada por artistas da nova geração e com arranjos da minha autoria. Tudo começou numa residência feita com a Carolina Viana e a Joana Rodrigues, dupla conhecida pelo projeto redoma. Foi um momento único que quis, agora, eternizar em disco", afirma INÊS APENAS. A artista acrescenta que "a nossa liberdade nunca está garantida e é urgente passar a palavra, cantá-la constantemente e honrar quem lutou por direitos essenciais no nosso país. É uma necessidade e também uma grande responsabilidade e o reportório do Zeca Afonso reflete essa luta, todos os dias, e é uma honra poder cantá-lo".

O álbum inclui temas como 'Venham Mais Cinco', 'Vejam Bem', 'Cantigas do Maio' e 'Os Bravos', pela voz de INÊS APENAS e dos convidados especiais Bia Maria ('Canção de Embalar'), Inês Monstro ('Era Um Redondo Vocábulo') e o fadista Sérgio Onze ('Que Amor Não Me Engana').

Os concertos de apresentação do projeto "APENAS ABRIL" passaram por Leiria, no Teatro Miguel Franco, por Ourique, no Cine Teatro Sousa Telles, e chegam agora à Casa Capitão, a 21 de abril, em Lisboa, pelas 21h30. Os bilhetes estão à venda na plataforma DICE. A digressão continua a 24 de abril, em Santarém, na Ex Escola Prática de Cavalaria, num concerto de entrada livre.

"Estamos muito entusiasmados por celebrar Abril e o legado do Zeca Afonso nestes concertos ao vivo. Estarei sempre acompanhada pela Carolina Viana e a Joana Rodrigues e contamos, ainda, com os convidados do disco. A nossa geração está acordada e consciente, vivemos imensos desafios diariamente e sabemos a importância da obra que levamos a palco. Vamos cantar e dançar a liberdade", acrescenta INÊS APENAS.

O álbum e concertos "APENAS ABRIL" contam com o apoio da Antena 1.

Cantora, compositora e pianista, INÊS APENAS começou a sua formação musical no Orfeão de Leiria e licenciou-se em Piano Clássico na ESMAE, no Porto. Fez parte dos coros de Surma no Festival da Canção 2019 e foi aí que começou a sua descoberta como artista a solo.

Em 2021 lançou os primeiros singles como INÊS APENAS e em 2022 o EP de estreia “um dia destes”. Foi finalista do Festival da Canção 2023, com o tema 'Fim do Mundo' e editou o segundo EP de originais, "Leve(mente)", trabalho que inclui colaborações com LEFT., na faixa-título, com MALVA e SOLUNA, em 'Tensa' e 'La Nena' (nomeada na categoria de World Music nos International Portuguese Music Awards 2024), que a tornaram na única artista portuguesa com duas canções em simultâneo na playlist EQUAL Global do Spotify e 'Shhinfrim', tema premiado com uma menção honrosa nos Novos Talentos FNAC 2023.

Ainda em 2023, editou o EP "acústico", com versões intimistas a voz e piano de alguns dos seus temas, entre elas uma colaboração com Cláudia Pascoal e o inédito 'LEIRIA NÃO EXISTE', com airplay diário na Rádio Comercial, RFM e Renascença, entrada no Top 50 da plataforma Shazam, em Portugal, e o 15º lugar no Top Canções Virais do Spotify Portugal. Como compositora, INÊS APENAS escreveu ainda temas para vários artistas do panorama musical português como Aurea, IRMA, Catarina Filipe e Blaya, entre outros.

O aguardado álbum de estreia, "ÉTER", foi lançado em outubro de 2024. Coproduzido por INÊS APENAS, o disco inclui colaborações com IRMA, LEFT. MALVA, Milhanas, a participação especial do escritor João Tordo e foi considerado um dos Melhores Álbuns do Ano para a Blitz/Expresso. Ao vivo, a artista tem apresentado os seus originais em salas como o Teatro Maria Matos, Teatro Aveirense, Teatro José Lúcio da Silva e em festivais como o FNAC LIVE, Festival F, Super Bock em Stock e NOS Alive, entre outros.

Em 2026, INÊS APENAS lançou o tema 'Sinto Muito', com airplay diário na Rádio Comercial, RFM, Renascença, Antena 1 e Antena 3.

A SUL APRESENTA “QUER QUER QUER” AO VIVO NA CASA CAPITÃO





















Depois de revelar ao mundo QUER QUER QUER, o seu aguardado álbum de estreia, A SUL, projeto musical de Cláudia Sul, prepara-se para dar corpo e voz a este universo num concerto especial de apresentação, marcado para o dia 22 de abril, na Casa Capitão, em Lisboa.

Mais do que um espetáculo, este será um momento de partilha íntima, onde o disco ganha uma nova dimensão em palco. Em formato banda, Cláudia Sul faz-se acompanhar por Catarina Branco nas teclas, Inóspita na guitarra elétrica, Gonçalo Bicudo no baixo, Pedro Almeida na bateria e Marta Fonseca na guitarra clássica, construindo um espaço sonoro onde a vulnerabilidade e a intensidade emocional do disco se tornam realidade.

O concerto abre com um momento inesperado: uma primeira parte de stand-up por Pedro Rodrigues, pensada em diálogo com o tema central do álbum, o luto, expandindo desde o início o território sensível que QUER QUER QUER habita. Ao longo do espetáculo, a narrativa será ainda atravessada por duas participações especiais: Alice Artur, artista plástica, junta-se em palco para a leitura de um poema que integra o universo do concerto, e o pai de Cláudia Sul surge num dos momentos mais íntimos da noite, num dueto único.

QUER QUER QUER apresenta-se como um exercício de aceitação e confronto que, nas palavras da própria artista, “mais do que um disco sobre a morte, é uma celebração da vida na sua forma mais crua”. Em palco, essa matéria ganha corpo, entre canções, silêncios e gestos partilhados, num encontro onde as dores e as memórias se reconhecem como universais, através de várias artes.

Os bilhetes para o concerto já se encontram disponíveis na DICE.

Depois desta apresentação, A SUL levará QUER QUER QUER a outros palcos, incluindo o festival BONS SONS, onde atuará a 9 de agosto. e o festival MEO Kalorama, onde atuará a 28 de agosto.

EVAYA LANÇA NOVO VIDEOCLIPE “FLORIR”













A música de EVAYA habita o limiar entre o orgânico e o sintético, o ritual e a pop. Estreou-se em 2020 com “INTENÇÃO”, um EP auto-produzido. Desde então, tem vindo a afirmar-se como uma das vozes mais singulares da cena independente portuguesa, com atuações em palcos nacionais e internacionais que acompanham o crescimento consistente do seu percurso.

O seu single “doce linguagem” integrou a coletânea FNAC Novos Talentos 2021. Em novembro de 2022, participou na Mostra Nacional de Jovens Criadores da Gerador com o tema “atenção”. Apresentou-se ao vivo em festivais de referência como NOS Alive, MIL, ID No Limits, Zigur Fest, Impulso, A Porta, Meda+, Tallinn Music Week (Estónia), entre outros.

Em abril de 2024, lançou o seu primeiro LP “Abaixo das Raízes Deste Jardim”, pela editora independente portuense Saliva Diva, com o apoio do Fundo Cultural da SPA. Desde o lançamento, realizou mais de 50 concertos de apresentação do disco. Em 2025, realizou uma digressão no Brasil, com o apoio da DGArtes, passando pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Em 2026, a convite da RTP, participou no Festival da Canção com o tema “SPRINT”, alcançando a final. Neste mesmo ano, estreou uma nova formação ao vivo em quinteto, com Frederica Vieira Campos (harpa), Maria Inês Torres (violoncelo), Miguel Sampaio (bateria) e Filipe Fidalgo (saxofone e sintetizadores), sob direção musical de João Valente.

EVAYA encontra-se atualmente a preparar o seu segundo álbum de estúdio.

Dois anos após o lançamento de "Abaixo Das Raízes Deste Jardim", EVAYA apresenta o videoclipe de “florir”, encerrando o ciclo de lançamentos do seu álbum de estreia.

Destacando-se como uma das canções mais marcantes do disco, “florir” celebra-se agora no formato audio-visual.

O videoclipe nasce de um encontro espontâneo com o realizador Miguel Afonso, que, após assistir a um concerto de EVAYA, propôs a criação de um registo conjunto. Sem uma narrativa pré-definida, o filme foi construído a partir da escuta da própria canção e da sua mensagem: a transformação interior e a fé de que existe um plano divino que conspira a favor dos nossos desejos mais íntimos.

Como refere o realizador:

“Fomos mais à procura da sensação íntima de uma dança/reza do que de marcar uma estética ou contar uma história. Qual seria a sensação do momento de florir, qual seria a sensação da metamorfose entre a dúvida e a flor?”

Filmado ao longo de dois dias entre Miranda do Corvo e a Lousã, e partindo do espaço íntimo da casa em mudanças de Miguel, o vídeo reflete um processo partilhado de mudança. Tanto a artista como o realizador atravessavam momentos de reconfiguração, transformando o exercício de construção do vídeo num espaço de transmutação pessoal.

Visualmente, “florir” revela EVAYA num registo despojado e próximo, afastando-se de uma construção estética mais elaborada. Em contacto com a natureza, a artista surge numa expressão mais crua onde o corpo e o seu movimento evocam um estado de ritual-contemplação.

NENA E JOANA ALMEIRANTE ESGOTAM PRIMEIRA DATA NO TEATRO MARIA MATOS





















O projeto 2 Pares de Botas, que junta Nena e Joana Almeirante, acaba de esgotar o concerto no dia 29 de abril no Teatro Maria Matos, em Lisboa. Os último bilhetes para dia 28 de abril ainda se encontram disponíveis. Depois da estreia no Coliseu do Porto AGEAS, o duo chega agora à capital para dois concertos que contam com a participação de Bárbara Tinoco e João Só.

Nascido de um concerto especial no Hot Five Jazz & Blues Club, no Porto, em 2023, 2 Pares de Botas tem vindo a crescer de forma consistente, com várias datas ao longo de 2024 e 2025, incluindo a passagem pelo Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais, onde abriram o concerto d’Os Quatro e Meia com Miguel Araújo.

Esse percurso tem-se construído sobretudo em palco, onde o projeto ganha forma e identidade. Entre versões de clássicos do country, de Dolly Parton a The Chicks e temas das suas carreiras, Nena e Joana Almeirante criam um espaço comum, assente na simplicidade, na escuta e na forma direta de dizer as canções.

Recentemente, esse encontro começou também a ganhar expressão em originais. “Mulher dos teus sonhos” e “Diz-se aí” marcam esse passo, duas canções que ajudam a consolidar a identidade do projeto e a expandir o seu universo para lá do palco, mantendo a mesma leveza e honestidade que o definem ao vivo.

FESTIVAL N2 ANUNCIA DAVID FONSECA





















O Festival N2 continua a revelar novidades para a sua 8.ª edição, desta vez com a confirmação de David Fonseca como cabeça de cartaz do primeiro dia.

Com uma carreira consolidada na música portuguesa, David Fonseca regressa ao Festival N2, após um concerto memorável na edição realizada em contexto de pandemia, distinguido como um dos melhores concertos ibéricos. Em 2026, o músico volta a Chaves com um espetáculo renovado, num ambiente que promete maior proximidade e energia.

A organização anuncia também novos nomes que reforçam a diversidade do cartaz. No dia 26 de junho, a banda S. Pedro regressa a Chaves para se estrear no Festival N2. Com um percurso consolidado e um universo musical que se move entre a pop e a música alternativa, S. Pedro tem vindo a afirmar uma identidade própria, marcada pela exploração de diferentes sonoridades. No dia 28 de junho, os Lavoisier sobem ao palco para um concerto especial que resulta da residência artística realizada em Chaves no final de 2025, envolvendo o Coral de Chaves e o Coral Vicentino. Este momento evidencia a ligação do festival à comunidade e à criação artística colaborativa.

No dia 27 de junho, o Festival N2 recebe ainda a banda Miss Universo, um dos projetos emergentes da nova música portuguesa, destacando-se pela sua abordagem irreverente e contemporânea.

Ainda no dia 27, o Palco Paragem - dedicado à valorização de talentos locais e regionais - acolhe a atuação da banda flaviense Blash, reforçando o compromisso do festival com a promoção da criação artística do território.

A edição de 2026 conta ainda com a RTP Antena 1 como media partner oficial, assegurando acompanhamento editorial e presença no terreno, contribuindo para ampliar o alcance nacional do festival e reforçar a sua ligação ao público.

Promovido pelo Município de Chaves e produzido pela INDIEROR, o Festival N2 decorre nos dias 26, 27 e 28 de junho de 2026, no Jardim Público de Chaves, com entrada livre. Inspirado na Estrada Nacional 2, o festival afirma-se como um ponto de encontro entre música, território e comunidade, contribuindo para a dinamização cultural e económica da região.

Os restantes nomes do cartaz serão anunciados ao longo das próximas semanas.

Sobre o Festival N2

Promovido pelo Município de Chaves e produzido pela INDIEROR, o Festival N2 acontece anualmente no Jardim Público de Chaves. De entrada livre, a programação inspira-se na Estrada Nacional 2, fazendo da viagem um mote cultural, afetivo e coletivo.

A edição de 2026 decorre de 26 a 28 de junho.

DISCO-LIVRO DE MÃO VERDE CHEGA HOJE ÀS LOJAS















Fotografia: Kitato

Já está disponível o disco-livro "Mão Verde III”. O álbum é composto por 12 faixas que abordam temas como a ecologia, a natureza e questões sociais - como as desigualdades, a importância da democracia, a diversidade e a solidariedade humana.

O áudio pode ser encontrado em todas as plataformas e a publicação (ilustrada por Bernardo Carvalho) pode ser adquirida nas livrarias. São dez canções e dois poemas novos, letras, ilustrações e notas informativas que ajudam a contextualizar os temas abordados.

Com mais um trabalho que junta poesia e música para verdes e maduros, a banda (de Capicua, Francisca Cortesão, António Serginho e Pedro Geraldes) celebrou dez anos de concertos pelo País com a apresentação do novo repertório numa Casa da Música cheia de famílias felizes e dançantes.

Para assinalar a edição e em semana de celebrar o 25 de Abril, destaca-se o tema "Vira do Reviralho" com lançamento de um vídeo feito por Macedo&Cannatà e a dupla de videastas Juno (com base nas ilustrações de Bernardo Carvalho). Esta canção é uma espécie de "antes e depois" da nossa democracia e serve de lembrete do quanto devemos em liberdade e desenvolvimento à Revolução dos Cravos.

Este terceiro disco da Mão Verde alarga o projeto do ponto de vista temático, acrescentando às temáticas da ecologia outras questões importantes, como a desigualdade social e de género, o capacitismo e outras formas de preconceito, a democracia, a crise da habitação e a importância da empatia e do sentido de comunidade. Assim, promete ser mais um contributo lúdico, poético e musical, para grandes conversas em família e muitos trabalhos escolares.

“Mão Verde III” já pode ser ouvido em todas as plataformas digitais, adquirido nas livrarias e no site de Mão Verde.
 

"NÃO ME COCES A CABEÇA" É O SEGUNDO SINGLE DE L PERTUÉS















“ Não Me Coces a Cabeça “ é a segunda canção de avanço do novo disco de L Pertués - “ A Felicidade Intermitente do Artista “ e já se encontra disponível nas páginas do artista no YouTube e BandCamp.

Neste disco, que nasce da sua divisão enquanto artista e um comum contribuinte, Vitor Hugo Ribeiro ( L Pertués ) expõe a ambiguidade da vida onde o alcance do seu propósito oscila entre a grandeza do sonho e a realidade diária de uma desconstrução humana acelerada.

Esta canção é uma tragédia em três actos, delirando entre o que é ficção real e realidade ficcionada. Compreende na sua génese a versão burlesca de um sapateado petulante, assegurando o transporte do ouvinte entre um sonho quente de Verão e o pesadelo das obrigações mensais. No conteúdo lírico, através de discurso directo, há um cuidado jocoso na palavra seja esta provocadora ou submissa: muitas vezes a verdade não permite grandes veleidades a quem por ela se desfila. À sua imagem trágico-cómica arremata o artista com a iniquidade de um Ser acomodado que “ não rima, nem faz mal “.


Vitor Hugo Ribeiro é o autor da letra e música “ Não Me Coces A Cabeça “, sendo também o responsável pela gravação e produção do disco nos estúdios Hàdiégua, que conta com a participação de Tiago Santos ( bateria ) e Ari Martins ( voz principal ), assim como um coro composto por artistas e músicos pelos quais o compositor nutre uma profunda admiração. A mistura e masterização é da responsabilidade de Henrique Lopes, enquanto a fotografia é da autoria de André C. Macedo.

ANTÓNIO ZAMBUJO COM NOVAS DATAS





















Depois de três noites nos Coliseus do Porto e de Lisboa e antes de seguir para uma digressão pelo Brasil, António Zambujo anuncia uma nova série de concertos em Portugal, a realizar no final de 2026. A tour, que passa por várias cidades do país, reforçando a ligação a públicos de diferentes regiões e levando ao palco o mais recente álbum Oração ao Tempo, arranca a 10 de outubro, em Beja (Pax Julia), seguindo-se Santa Maria da Feira, a 28 de novembro (Europarque), Faro, a 1 de dezembro (Teatro das Figuras), Santarém, a 4 de dezembro (CNEMA), e Viana do Castelo, a 5 de dezembro (Centro Cultural). A reta final acontece em Coimbra, a 12 de dezembro (Convento São Francisco), e em Alcobaça, a 19 de dezembro (Panorama). Os bilhetes já estão à venda.

Editado a 19 de março, Oração ao Tempo é o décimo primeiro álbum de estúdio de António Zambujo e resulta de um processo criativo iniciado durante a pandemia, marcado por uma profunda reflexão sobre o tempo.

O tema-título, originalmente composto por Caetano Veloso, surge neste álbum em dueto com o próprio autor. Ao longo dos quinze temas que compõem o alinhamento, António Zambujo volta a reunir um conjunto de autores e compositores que têm sido fundamentais na sua trajetória, como Maria do Rosário Pedreira, João Monge e Pedro da Silva Martins, ao mesmo tempo que abre espaço a novas vozes e colaborações, como Carolina Deslandes, Mimi Froes e Rita Dias.

Com arranjos e produção de André Santos, Oração ao Tempo foi integralmente gravado com os músicos que acompanham António Zambujo em palco: João Salcedo (piano), Bernardo Couto (guitarra portuguesa), João Moreira (trompete), Francisco Brito (contrabaixo), José Conde (clarinete baixo) e o próprio André Santos (guitarra).

Com esta nova digressão, em paralelo com a sua presença em palcos internacionais, António Zambujo regressa às salas nacionais com um novo espetáculo, centrado nas canções do mais recente álbum, sem deixar de revisitar alguns dos temas mais marcantes do seu repertório.

Próximos concertos

24 abril Grândola
25 abril Vila Nova de Paiva
01 maio Instituto Baía dos Vermelhos, Ilhabela, Brasil
02 e 03 maio Sesc 14 BIS, São Paulo, Brasil
06 maio Teatro do Bourbon Country, Porto Alegre, Brasil
07 maio Centro Integrado de Cultura, Florianópolis, Brasil
08 maio Sesc Palladium, Belo Horizonte, Brasil
09 maio Teatro do Parque, Recife, Brasil
13 maio Teatro Rio Mar, Fortaleza, Brasil
16 maio Circo Voador, Rio de Janeiro, Brasil
20 maio Teatro Oficina, Campinas, Brasil
21 maio Centro de Convenções, Brasília, Brasil
23 maio Teatro São Joaquim, Goiás, Brasil
29 maio Centro Cultural de Vila Flor, Guimarães
30 maio Teatro Municipal da Lousã
09 junho Cineteatro Alba, Albergaria-a-Velha
26 junho Castelo de Moura
10 outubro Pax Julia, Beja
28 novembro Europarque, Santa Maria da Feira
01 dezembro Teatro das Figuras, Faro
04 dezembro, CNEMA, Santarém
05 dezembro, CCVC, Viana do Castelo
12 dezembro, Convento São Francisco, Coimbra
19 dezembro, Panorama, Alcobaça

AMADORA JAZZ





















De 7 a 10 de maio, o festival volta a ocupar vários espaços da cidade da Amadora com uma programação que cruza criação, mediação e grandes nomes do jazz internacional.

A 14.ª edição do Amadora Jazz realiza-se de 7 a 10 de maio de 2026, consolidando um percurso que tem vindo a afirmar o festival como um dos mais consistentes espaços de apresentação, criação e mediação do jazz em Portugal. Os bilhetes já estão à venda na Ticketline e nos locais habituais.

Esse caminho torna-se particularmente evidente na continuidade do formato de residência artística, agora integrado de forma mais orgânica no ADN do festival. Após a estreia em 2025 com o encontro entre Luís Vicente e Hamid Drake, cujo resultado discográfico, Amadora Tapes, será lançado nos dias que antecedem esta edição, o festival volta a investir neste eixo com a residência do projeto FLORA, liderado por Marcelo dos Reis. Entre 7 e 9 de maio, o trio (com Miguel Falcão e Luís Filipe Silva) instala-se no Auditório de Alfornelos para um processo criativo que culminará em concerto e gravação, contando ainda com a participação do trombonista italiano Salvoandrea Lucifora.

A par da criação, o Amadora Jazz traz a si, este ano, a aposta na formação de públicos. A dimensão educativa surge como um dos pilares do programa, com destaque para a apresentação, em anteestreia, de Às voltas num loop, uma nova criação do Serviço Educativo e de Mediação do Jazz ao Centro Clube, que resulta de uma encomenda ao quarteto constituído por Gonçalo Guiné, Filipe Furtado, Filipe Fidalgo e Paulo Silva. Pensado para estudantes do ensino secundário, o espetáculo cruza rap e jazz num formato que aproxima linguagens e gerações, sendo apresentado na Escola Secundária Seomara da Costa Primo, no dia 7 de maio.

A edição de 2026 marca também a entrada da Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos no circuito do festival. É neste espaço que Miguel Calhaz apresenta ContraCantos, Vol. 2, um trabalho onde revisita, em formato intimista de voz e contrabaixo, canções de figuras maiores da música portuguesa.

Nos Recreios da Amadora, espaço fundador do festival, a programação assume, este ano, um perfil exclusivamente internacional, reunindo nomes maiores do jazz contemporâneo de ambos os lados do Atlântico. O pianista norte-americano Fred Hersch, figura maior do jazz atual e presença recorrente nas nomeações para os Grammy, apresenta-se em formato solo, numa abordagem profundamente pessoal ao instrumento. Segue-se o quarteto de Mary Halvorson, uma das mais inventivas guitarristas e compositoras da sua geração, cujo percurso tem vindo a redefinir fronteiras dentro do jazz contemporâneo.

O programa internacional completa-se com o encontro entre Louis Sclavis e Benjamin Moussay, dupla que, após décadas de colaboração, formalizou recentemente a sua cumplicidade em Unfolding (2024), disco editado pela ECM e amplamente reconhecido pela crítica.

O festival integra ainda um momento de celebração e reflexão em torno do centenário de Miles Davis, com uma sessão que cruza abordagem crítica e expressão visual, através de uma palestra multimédia de João Moreira dos Santos e uma exposição do artista XicoFran. A acontecer no Salão Nobre dos Recreios da Amadora.

O encerramento mantém-se fiel a uma das imagens de marca do Amadora Jazz, com a atuação da GeraJazz no Cineteatro D. João V, sublinhando o compromisso do festival com o desenvolvimento de jovens músicos e com a dimensão social da música.

Como sublinha a Câmara Municipal da Amadora, o festival “tem vindo a consolidar-se como uma referência no panorama cultural, reunindo algumas das mais relevantes figuras do jazz nacional e internacional, ao mesmo tempo que aposta numa programação diversificada, pensada para diferentes públicos e com especial atenção à formação de novos públicos”.

Para José Miguel Pereira da Associação Jazz ao Centro Clube "a presente edição do Amadora Jazz prefigura uma maior e mais profunda inscrição no território, colocando a iniciativa em contacto direto com diversas comunidades em vários espaços culturais municipais e assumindo, também, a Escola enquanto pólo cultural."

O Amadora Jazz é organizado pela Câmara Municipal da Amadora, em parceria com o Jazz ao Centro Clube.

Bilhetes já estão à venda na Ticketline, postos habituais e nos locais dos concertos, duas horas antes do início de cada espetáculo.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Quinta-feira, 7 de maio, 15h
Escola Secundária Seomara da Costa Primo
M/6 | Atividade dirigida à comunidade educativa

Às voltas no loop!

Gonçalo Guiné voz, rimas e beats
Filipe Fidalgo saxofone alto e eletrónica
Filipe Furtado teclado
Paulo Silva bateria

Quinta-feira, 7 de maio, 17h
Recreios da Amadora / Salão Nobre
Entrada gratuita sujeita à lotação da sala.

100.º aniversário de Miles Davis
O génio do jazz revisitado no Amadora Jazz

João Moreira dos Santos e Xico Fran

Quinta-feira, 7 de maio, 21h
Recreios da Amadora
M/6 | 12,50 €

FRED HERSCH

Fred Hersch piano

Sexta, dia 8 de maio, 18h
Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos
M/6 | Entrada gratuita, limitada à lotação da sala

MIGUEL CALHAZ “ContraCantos”

Miguel Calhaz contrabaixo

Sexta, dia 8 de Maio, 21h00
Recreios da Amadora
M/6 | 10,00 €

MARY HALVORSON “Canis Major”

Mary Halvorson guitarra e composição
Dave Adewumi trompete
Henry Fraser contrabaixo
Tomas Fujiwara bateria

Sábado, 9 de maio, às 21h00
Recreios da Amadora
M/6 | 10,00 €

LOUIS SCLAVIS & BENJAMIN MOUSSAY

Louis Sclavis clarinete, clarinete baixo
Benjamin Moussay piano

Sábado, 9 de maio, às 23h00
Auditório de Alfornelos
M/6 | 5,00 €

MARCELO DOS REIS “FLORA” com Salvoandrea Lucifora

Marcelo dos Reis guitarra e composição
Miguel Falcão contrabaixo
Luís Filipe Silva bateria
Salvoandrea Lucifora trombone

Domingo, 10 de maio, 16h00
Cineteatro D. João V
M/6 | Entrada gratuita mediante levantamento de ingresso duas horas antes do início do concerto, sujeita à lotação da sala.

GERAJAZZ

Eduardo Lála maestro

TRÊS PORCENTO EDITAM NOVO SINGLE













“Já Não Posso Ficar Aqui”, o quarto disco de originais da banda lisboeta, chegará às plataformas de streaming a 8 de maio e será apresentado ao vivo na República da Música, em Alvalade (Lisboa), no dia 23 de maio. Os bilhetes já estão à venda na Ticketline e locais habituais.

Estas canções novas – já conhecíamos o tema «Dedicados», lançado em 2025 – marcam o regresso da banda ao formato preferido: gravações em ensemble, numa linha de continuidade entre a sala de ensaios e o estúdio de gravação. Foram produzidos por JP Mendes, misturados por Eduardo Vinhas, e masterizados por Diego Salema Reis. As gravações decorreram no Namouche (com Diego Salema Reis), com sessões adicionais no Louva-a-Deus (com Tiago Correia).

A capa de «Bebe Comigo» é um trabalho gráfico de JP Mendes sobre o excerto de uma obra de António Botelho.

​Os Trêsporcento têm no seu currículo três álbuns de originais – Hora Extraordinária (2011), Quadro (2012) e Território Desconhecido (2017) – além de um registo ao vivo, Lotação 136, gravado no Teatro Aberto (2014).

domingo, 19 de abril de 2026

PROGRAMA DE 18/04/26

1 - Bloom - Do not disturb
2 - Pedro G. Marques - R
3 - Torcido - Fora do lugar
4 - Rui Massena - Not be said
5 - Hélder Bruno - Alma
6 - Bruno Almeida - Soliloquy
7 - Carlos Raposo - Rua do castelo
8 - Júlio Pereira - Lagoa das sereias

9 - António Zambujo - Regresso à infância
10 - Jonas - Gula
11 - Raquel Tavares - Trigueirinha
12 - Gisela João - E depois do adeus
13 - Cristina Branco - Verdes são os campos
14 - Fábia Rebordão - A voar por cima das águas
15 - Sara Correia - Avisem que eu chegue
16 - Ricardo Ribeiro  - Maré (C/ Ana Moura)

sábado, 18 de abril de 2026

LUSTRO EDITAM NOVO SINGLE E CELEBRAM 10 ANOS





















A assinalar uma década de carreira, a banda de rock lisboeta apresenta “Anjos ou Vilões”, o primeiro single do seu novo trabalho de estúdio, com edição prevista para outubro deste ano.

Depois de três álbuns — Nu Ar (2017), O Diabo Também Chora (2022) e Esquecimento Global (2023) — e de uma presença consistente em palcos de norte a sul do país, o quarteto regressa agora com uma renovada energia e novas histórias para contar.

Produzido por David Jerónimo no estúdio MalwareSound, “Anjos ou Vilões” marca o arranque oficial das celebrações do 10.º Aniversário da banda.

Paulo Pereira, Rui Gomes, Mike Ferreira e Pedro Costa são os Lustro — rock sem limites.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

MAGANO "A CAMINHO DE CASA"





















O projeto Magano surge de uma história comum a muitos alentejanos que se mudaram para Almada em busca de uma vida melhor. O avô João, que cantava no grupo coral de Safara, trabalhava na Lisnave. Rosa era costureira. Aí criaram duas filhas que já não voltariam para a aldeia. Os netos, que sempre estiveram ligados à música, tiveram a ideia de criar um projeto musical que unisse os seus dois mundos.

Foi assim que as modas que sempre cantaram em família se tornaram a raiz de Magano, um projecto de jovens que nasceram na cidade mas que têm uma ligação profunda às suas raízes alentejanas.

Ficaram conhecidos do grande público em 2018, com a edição do seu álbum de estreia. Esse trabalho contou com 12 temas do cancioneiro popular alentejano, trouxe-nos as origens da banda e do seu nome. Magano é um rapaz malandro, e era assim que a Avó Rosa chamava a Nuno Ramos, elemento da banda.

Numa fusão de irmãos, amigos e colegas da música, nasce “A Caminho de Casa” que é a caminho do abrigo, das origens ou do regresso delas, que se ouve e se canta. Em “A Terra dos meus pais” contamos com letra de João Espadinha, mas este segundo disco traz-nos também letra e música da autoria de Joana Espadinha, Edumundo e André Santos, no que toca aos originais.

A sonoridade dos novos temas talvez se possa afastar da sonoridade original do Cante, mas junta três temas transversais a todo o disco: o Alentejo, a Família e Almada. O nome do novo álbum surge das viagens entre cá e lá, como já foi referido - “A caminho de Casa” - é nos quase 10 anos de Património Imaterial da Humanidade de Cante, que os Magano apresentam mais um disco onde o Alentejo é o palco não só das canções mas dos visuais que acompanham o próprio disco.

Este segundo álbum dos Magano conta com voz de Sofia Ramos, voz e guitarra de Nuno Ramos, contrabaixo de Francisco Brito, bateria e percussão de André Sousa Machado e guitarra e braguinha de André Santos.

A viagem começa na ‘Dança da Planície’ sem fim, por onde cada ‘Girassol’ roda até que nos leva ‘A Terra dos meus Pais’. É graças às ‘Filhas da Rosa’ que hoje os ‘Netos dos filhos’ ouvem as raízes, mesmo que distantes, e as dançam, sabendo que no passado existiu vida lá e que agora pode ser cantada cá.

Seguem-se as ‘Nuvens’ que nos trazem a ‘Eh Calma’, numa ‘Figurinha de Santo’ que não sai debaixo das ‘Saias da Mãe’ cantando sempre uma moda da terra, como a ‘Senhora Santana’ era cantada em pleno Alentejo, nas procissões de Safara e nas festas da terra.

SELMA UAMUSSE E PROJETI BENJAMIM CRUZAM FRONTEIRAS NO AUDITÓRIO DE ESPINHO















Nos dias 25 e 26 de abril, o Auditório de Espinho recebe um encontro artístico singular: a cantora e performer Selma Uamusse junta-se ao Projeto Benjamim para dois concertos que prometem cruzar fronteiras geográficas e geracionais.

Natural de Maputo e radicada em Portugal desde a infância, Selma Uamusse é hoje uma das vozes mais vibrantes da música lusófona. A sua sonoridade, uma fusão espiritual de soul, jazz e afrobeat, servirá de base para um espetáculo onde a voz e o corpo assumem o papel central. Através do movimento como linguagem, a artista irá explorar a herança rítmica de Moçambique, destacando a importância da expressãocorporal na cultura africana.

Em palco, Selma Uamusse estará acompanhada pelos cerca de 90 jovens músicos que integram o Projeto Benjamim. Este coletivo, formado por alunos do ensino artístico especializado da Academia de Espinho (5.ºao 9.º anos), foi criado com o propósito de oferecer aos estudantes uma experiência de performance profissional fora do contexto erudito/clássico.

O Projeto Benjamim continua, assim, o seu percurso de colaborações de prestígio, tendo já partilhado o palco com nomes como a cantautora espanhola Lorena Álvarez, o cantautor brasileiro Castello Branco e a cantora Lena d’Água.

TILT LANÇA ÁLBUM DE ESTREIA













Da primeira vaga de MCs portugueses no pós-internet, TILT foi um nome que se destacou desde cedo. Como aquele ruído estridente que os antigos modems emitiam para nos permitir conectar com a grande esfera digital, a sua música pode nem sempre agradar aos ouvidos mais sensíveis, mas dá a possibilidade de expandir horizontes a quem se arrisca a escutá-la, tal é a densidade da sua escrita, recheada de episódios reais e um infindável leque de referências históricas, artísticas, religiosas e até mesmo da própria cultura hip hop.

Depois dos EPs "Alimentar Crianças Com Cancro Da Mama" (2013), "Karrossel, Karma" (2017) e "MIASMA" (2025), bem como uma panóplia de outros projetos colaborativos, o rapper de Almada faz o inevitável e dá um "ESPIRRO" sob a forma de primeiro álbum. “Mesmo que incomode. Mesmo que sangre.” É este o lema que TILT encontra para explicar um trabalho ambicioso de 16 faixas (uma delas bónus) com produções da nova escola vindas de Martello, Il-Brutto, Amon ou Pilha, mas também de verdadeiras lendas do hip hop nacional como Kilu ou Bambino (ex-Black Company).

A história por detrás desta ideia nasce de um acontecimento real e é contada na primeira pessoa: “Certa vez espirrei, e ao me assoar, fiquei com o lenço ensanguentado. Esse lenço foi digitalizado e deu origem ao conceito e arte de 'ESPIRRO': o sintoma desta minha doença, desta minha obsessão (o rap), que tal como um espirro, incomoda, mas contagia. O álbum é uma viagem pelas minhas vivências, febres, introspecções e impulsos: um reflexo que não pode ser contido.” Assente num tapete sonoro de boom bap em tons griz — como manda a tradição do rap mais sombrio vindo do berço em Nova Iorque —, "ESPIRRO" percorre todas as diferentes escolas nas quais TILT se formou, tendo como principal âncora o egotrip, mas fazendo desvios por outras avenidas, mais interiores, para também nos versar temas que abordam sentimentos, auto-análise ou simplesmente recordar os passos dados pelo seu autor desde rapper anónimo até ao estatuto de MC de culto que hoje lhe é associado. O cuidado técnico — flows redondos a picar a pele como que a fixar o compasso e uma preocupação milimétrica com a matriz das rimas — é evidente e exigido também àqueles que o acompanham na viagem, neste caso Jack Crack, Nero e Tradição, convidados em maior destaque por entre o alinhamento. A ficha técnica estende-se ainda aos cantores Bigg Favz e Cora, ao histórico DJ Nelassassin e a DJ Ketzal, que costuma acompanhar TILT ao vivo tanto a solo como em ORTEUM (o trio que divide há mais de uma década com Nero e Mass).

"ESPIRRO" AO VIVO 

15 MAIO — Loucura Club (Lisboa)
16 MAIO — Lustre (Braga)
22 MAIO — A Mandrágora (Évora)
23 MAIO — Bafo de Baco (Loulé)
29 MAIO — Texas Bar (Leiria)
30 MAIO — Hardclub (Porto, com Esúdio 101)

 

OS INSULENTES LANÇAM PRIMEIRO DISCO





















Os Insolentes juntam músicos com um longo percurso no pop, no rock e no prog rock, vindo de diferentes projetos e experiências que ajudaram a moldar o som da banda. Dessa mistura nasce uma identidade sólida, sem artifícios, assente naquilo que realmente importa: boas canções e atitude. 

A banda aposta numa sonoridade direta, com temas intensos e cheios de energia, onde as melodias ficam no ouvido e a entrega em palco faz a diferença. Mais do que tocar, procuram criar momentos — daqueles que se sentem ao vivo e ficam.

Depois de três anos a trabalhar ideias, a testar caminhos e a afinar a sua linguagem, hoje lançam o primeiro disco de estúdio, Crossing Roads. O álbum reúne oito temas originais que refletem as várias influências da banda e mostram diferentes facetas do seu universo musical, assinalando o arranque oficial desta viagem.

BANDUA ANUNCIA PRÉ-ESCUTA DO NOVO ÁLBUM NA FESTA 'CHEIRA A CRAVO, CHEIRA A ROSA' A 25 DE ABRIL.





















Bandua anuncia festa de pré-escuta do novo álbum Bandua II e celebração do lançamento de BANDUA REMIXES, na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa.

Porque o 25 de Abril cheira a cravo mas também pode cheirar a rosa, Bandua convida-nos para uma noite de celebração, escuta e transformação na Fábrica do Braço de Prata, na Sala Foucault, das 21h às 03h. Num momento íntimo, imersivo e coletivo, será ouvido pela primeira vez BANDUA II, o novo álbum de originais, um mês antes do seu lançamento oficial. Uma pré-escuta especial que desvenda e desfia um novo rosário de cantigas, expandindo o universo da dupla.

Partindo da Beira Baixa e do downtempo que marcou o primeiro disco, Bandua inicia aqui uma nova transumância sonora: atravessa territórios, explora novas paisagens e abraça uma biodiversidade musical mais ampla. Entre heranças ancestrais portuguesas moldadas por múltiplas linhagens culturais e simbólicas e a pulsação contemporânea da música eletrónica global, o novo trabalho percorre ambientes que vão da música ambiente à progressiva, até ao drum n’ bass.

A noite prolonga-se numa celebração contínua entre escuta e movimento. Sobem à cabine Tarabela, C4STRO, Tempura (DJ Dets) e Sickonce - artistas que integram BANDUA REMIXES, projeto que revisita o primeiro álbum através de múltiplas visões e linguagens. Novas flores, novas raízes, novas fragrâncias para a pista de dança.

Do álbum para a pista. Da pista para o corpo. Fiel ao espírito de Abril, a entrada é por donativo livre: aberta, acessível e construída em conjunto.

Bandua é um projeto musical colaborativo entre o músico e produtor luso-brasileiro Bernardo D’Addario e o músico e cantor português Edgar Valente. Focados no enlace da memória e da cultura portuguesa com as tendências musicais globais e atuais, criam uma música electrónica com lugar e raiz, numa onda sónica situada entre o digital e o orgânico, ou a tecnologia e a tradição, quebrando as fronteiras entre o campo e a cidade, o passado e o futuro, o local e o global.



DOIS NOVOS DISCOS DE ANTÓNIO OLAIO





















“If My Heart Had a Brain” e “Next Stop is Yesterday” revelam dois encontros criativos distintos que expandem o universo musical e performativo do artista.

António Olaio apresenta dois novos trabalhos discográficos editados pela Lux Records — If My Heart Had a Brain, em colaboração com Victor Torpedo, e Next Stop is Yesterday, com Manuel Guimarães. Dois álbuns, duas linguagens, dois diálogos artísticos que confirmam a singularidade de um criador que continua a cruzar música, artes visuais e performance.

IF MY HEART HAD A BRAIN

António Olaio & Victor Torpedo

O que começou com a troca de duas canções rapidamente se transformou num álbum inteiro. Em If My Heart Had a Brain, António Olaio e Victor Torpedo constroem um universo onde música e palavra se contaminam mutuamente, num processo quase orgânico: às composições de Torpedo, densas e evocativas, juntam-se as letras de Olaio, que parecem descobrir melodias escondidas dentro das próprias melodias.

Canções como “Where Paris Used To Be”, “Les Amours de Salazar”, “Crying My Brains Out” ou a faixa-título revelam um disco onde o absurdo, o humor e a melancolia coexistem, como se o coração pensasse e o cérebro sentisse — invertendo papéis e expectativas.

Victor Torpedo, músico e artista plástico natural de Coimbra, é uma figura incontornável do rock’n’roll português. Guitarrista de bandas como Tédio Boys, 77, Tiguana Bibles e The Parkinsons, mantém uma atividade prolífica e inquieta — só em 2023 editou 12 álbuns, posteriormente reunidos numa box de luxo pela Lux Records. Lidera também os Pop Kids, banda com quem transporta para palco a energia crua e explosiva que marca o seu percurso.

NEXT STOP IS YESTERDAY

António Olaio & Manuel Guimarães

Em Next Stop is Yesterday, o piano de Manuel Guimarães torna-se o território onde as palavras de António Olaio encontram novas formas de existência. Entre canções inéditas e outras que ganham aqui nova vida, o disco reflete a dimensão performativa do duo, aproximando-se da forma como estas composições se revelam ao vivo.

Temas como “Black Jello Birthday Party”, “I’m Just Another Brain in the Country”, “Heading West” ou “Next Stop is Yesterday” evidenciam a enorme plasticidade do piano de Guimarães — um instrumento que não acompanha apenas, mas transforma, expande e reinventa cada canção.

Manuel Guimarães, pianista, compositor e improvisador, desenvolve desde os anos 60 um percurso que cruza múltiplos universos musicais — da música erudita ao jazz, do folk à improvisação transidiomática. Com formação na Academia de Música de Espinho, no Conservatório do Porto e na Universidade Nova de Lisboa, tem colaborado com diversos projetos ao longo das últimas décadas, destacando-se o seu trabalho em duo, nomeadamente com António Olaio. A sua prática artística é marcada pela liberdade formal e pela constante reinvenção do discurso musical.

Já António Olaio reforça neste trabalho a sua capacidade de adaptação e reinvenção, explorando a canção como espaço de experimentação contínua — onde o tempo, como sugere o título, não é linear: a próxima paragem pode muito bem ser o passado, ou algo que ainda está por acontecer.

SILVA LINING BAND LANÇA NOVO SINGLE





















Encontrar o nosso caminho raramente é simples, e quase nunca vem com tanto groove. Com o novo single Know Your Way, a Silva Lining Band, baseada entre Lisboa e Londres, transforma essa ideia num tema de soul funk envolvente, conduzido pela voz de Catarina Silva e com a participação da artista nomeada para os Grammy Awards,

Mishell Ivon. Assente em guitarra elétrica quente, ritmo sólido e instrumentação orgânica, o tema equilibra uma sensação descontraída com uma energia leve e otimista.

Após airplay na BBC Radio, Antena 1 e Smooth FM, e a conquista do prémio de Best Rock Performance nos International Portuguese Music Awards 2025, o tema encaixa naturalmente ao lado de lançamentos
contemporâneos de soul e funk, sendo particularmente adequado para programação radiofónica focada em groove.

Nascido em Lisboa, criado em Londres. Nascido em Londres, criado em Lisboa. Três gerações, duas cidades, uma família. Nuno, Catarina e Tiago juntam as raízes portuguesas ao charme inglês para dar vida à Silva Lining Band.

"Quanto mais, melhor" é o lema da família, e a Silva Lining Band não é uma exceção. Desde o final de 2023, a banda já lançou quase 30 canções e trabalhou com 18 músicos, passando pelo álbum de estreia "Lisboa" , pelo disco ao vivo "Live at Parque Mayer" e por uma série de singles que entrelaçam funk, jazz, blues, soul e rock. Em 2025, a sonoridade única da banda valeu-lhes o prémio de Best Rock performance nos International Portuguese Music Awards.