terça-feira, 26 de maio de 2026

HUGO VASCO REIS, DRIMMING GP E E PEDRO VAZ EM CONCERTO

 



















Uma obra para quarteto de percussão, eletrónica e vídeo

14 junho · 16h · Museu Nacional da Música, Mafra
16 junho · 21h · Fábrica da Criatividade, Castelo Branco

O compositor e investigador Hugo Vasco Reis, os Drumming – GP (Grupo de Percussão) e o artista visual Pedro Vaz apresentam Demora, uma obra de música contemporânea para quarteto de percussão, eletrónica e vídeo, com duração de 45 minutos, a apresentar no dia 14 de junho, às 16h, no Museu Nacional da Música em Mafra; e no dia 16, às 21h, na Fábrica da Criatividade em Castelo Branco.

A ideia da obra teve origem numa caminhada, de cerca de um mês, pela Rota Pirenaica (GR11), entre o Mar Cantábrico e o Mediterrâneo, realizada e documentada por Pedro Vaz. Mais do que um percurso físico, construiu-se um encontro prolongado com a paisagem, num exercício de atenção, resistência e sintonia entre o corpo e o lugar, em que caminhar se tornou uma forma de escuta.

Partindo desta premissa, Hugo Vasco Reis compõe uma obra que incorpora o pensamento do filósofo Jean-Luc Nancy, quando este argumenta que o som não é um fenómeno fixo, mas algo que se propaga, vibra e transforma continuamente. Escutar implica participação: o corpo ressoa com o som e integra-se numa relação vibratória entre espaço, matéria e perceção.

Demora desenvolve-se enquanto obra sobre escutar e mediar. Escutar pequenos sons, sons minúsculos, associados à natureza, à sua transformação e tradução. Entre percussão, eletrónica e imagem, a obra propõe uma experiência imersiva onde o tempo abranda e a atenção se torna matéria artística.

O projeto conta com o apoio da República Portuguesa - Cultura / Direção-Geral das Artes, da Sociedade Portuguesa de Autores e da Antena 2


DEMORA
para quarteto de percussão, eletrónica e vídeo

Duração
10 minutos de palestra + 45 minutos de concerto

Classificação etária
M/6

Ficha técnica

Composição: Hugo Vasco Reis
https://hugovascoreis.com/


Interpretação: Drumming - Grupo de Percussão
https://drumming.pt/


Vídeo: Pedro Vaz
https://www.pedrovaz.art/

O GAJO AO VIVO





















No dia 12 de Junho, O GAJO estará am Santo Tirso para um concerto no Festival Palheta Bendita.

O GAJO - Viola Campaniça
Isaac Achega - Percussão
Filipe Sousa - Baixo
João Martins - Sanfona e Cavaquinho
Diana Ferreira - Sanfona, Cavaquinho e Gaita de Foles

Parque Urbano de Geão
21h30 - Palco dos Gansos
Entrada livre!

LEFT. RUMA AOS ESTADOS UNIDOS PARA PARTICIPAR NO TRANSATLANTIC RISING STARS PROJECT





















Fotografia: Guilherme Cabral

O cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor português foi selecionado para integrar a iniciativa da União Europeia que promove o intercâmbio artístico entre a Europa e os Estados Unidos e que decorre entre 26 de maio e 6 de junho.

LEFT. encontra-se nos Estados Unidos até dia 6 de junho para participar no Transatlantic Rising Stars Project, uma iniciativa da Delegação da União Europeia nos EUA. O programa reúne cinco artistas europeus emergentes - de Portugal, França, Alemanha, Bulgária e Dinamarca - com potencial de impacto internacional e tem como objetivo fortalecer as relações transatlânticas através da música, da criação artística e da colaboração cultural.

Ao longo de duas semanas, entre Filadélfia e Washington D.C., o único português selecionado para o evento integrará um programa intensivo que cruza formação, criação e performance. A escolha do cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor para integrar o projeto surge num momento particularmente relevante do seu percurso artístico, composto por três álbuns de estúdio e colaborações com outros artistas e marcado por uma abordagem multidisciplinar. LEFT. junta-se a uma nova geração de músicos europeus que vê na música uma ferramenta de ligação cultural, diálogo e construção coletiva, levando a criatividade portuguesa até ao outro lado do Atlântico.

Nas palavras de LEFT., “participar no Transatlantic Rising Stars Project é fazer parte de uma iniciativa inédita. Vim para os Estados Unidos com muita curiosidade e vontade de aprender, de perceber como funciona a indústria musical americana por dentro e de criar música com alguém que ainda não conheço. É exatamente o tipo de desafio que me motiva: entrar numa sala com um estranho e sair de lá com algo que nenhum de nós conseguiria fazer sozinho".

A experiência nos EUA inclui sessões educativas sobre a indústria musical norte-americana - que vão abordar temas como direitos de autor, branding, management e agenciamento - bem como um processo de co-criação com um artista norte-americano, que culminará em dois showcases ao vivo, um em Filadélfia no dia 3 de junho e a apresentação final a 6 de junho, em Washington D.C., integrada no evento State of the Arts Night, organizado pela própria Delegação da União Europeia. Mais do que uma residência artística, o Transatlantic Rising Stars Project procura criar pontes duradouras entre artistas europeus e o ecossistema criativo norte-americano, promovendo colaborações internacionais e novas oportunidades de circulação artística. Para LEFT., esta participação representa também um passo importante na internacionalização do seu percurso enquanto artista, produtor e performer.

“Mais do que uma viagem, é uma experiência que espero que mude a forma como vejo o meu próprio trabalho e, idealmente, me dê oportunidades de internacionalizar a minha carreira”, partilha o artista.

LEFT. tem vindo a afirmar-se como uma das vozes mais criativas da nova geração da música portuguesa. Enquanto produtor, trabalhou com nomes como Diogo Piçarra, INÊS APENAS, Fernando Daniel e Aurea e com novos valores como Mia Benita. Consolidando uma linguagem sonora própria entre o Pop alternativo e a Eletrónica, o artista encontra-se a trabalhar em novas composições, após o terceiro disco e o primeiro inteiramente em português, "Limbo", considerado um dos 50 Melhores Álbuns Portugueses de 2024 pela BLITZ/Expresso e com vários temas em rotação na Antena 3, Rádio Comercial e Batida FM.

LEFT. é o nome artístico de António Graça. Cantor, compositor, músico e produtor, só no Spotify, a sua discografia ultrapassa os 20 milhões de streams. Já trabalhou com alguns dos maiores nomes da música nacional, como Diogo Piçarra, Aurea, Rita Redshoes ou Fernando Daniel, e atuou em salas como o Musicbox, em Lisboa, e em festivais como o NOS Alive, apresentando-se, ainda este verão, nas Festas do Mar, em Cascais, e no Festival F, em Faro,

Enquanto Antony Left editou em 2017 o álbum de estreia indie-folk “Influence”. LEFT. nasceu em 2019 com uma sonoridade pop e eletrónica, audível nos singles ‘Indigo’, ‘Love’, ‘Confident’, ‘Gods Of Nothing’ e ‘Sympathize’, do aclamado álbum “Perspective”, editado em 2021.

Em 2023 lançou o EP "Pop-Snacks", composto por temas que foi partilhando em pequenos vídeos nas redes sociais, como 'Single', 'Bala' e 'Nemo', e colaborou com INÊS APENAS, em ‘Leve(mente)’, tema com rotação na Rádio Comercial e na Antena 3.

No final de 2024, LEFT. editou o terceiro álbum e o primeiro inteiramente em português, "Limbo", do qual fazem parte os singles 'Violento', com L-ALI e Rossana, com rotação na Antena 3, 'Siga', com airplay na Rádio Comercial e Antena 3, 'Volto a Ti', que apresentou no Festival da Canção 2024, e 'Pulso', com JÜRA, com rotação na Rádio Comercial e Batida FM. O disco foi considerado um dos 50 Melhores Álbuns Portugueses de 2024 para a BLITZ/Expresso, ocupando um honroso Nº 27.

Em simultâneo, LEFT. tem vindo a desenvolver o projeto AVALANCHE, um grupo de artistas que cria música em colaboração e que editou em 2022 o álbum "VOLUME I" e, mais recentemente, singles como 'Espinho', que junta LEFT. ao rapper xtinto e à cantora Sara Megre e 'Não Te Vou Largar', uma parceria entre LEFT. e Beatriz Caixinha. Ambas as faixas fazem parte de "VOLUME II", o segundo álbum da plataforma, lançado no final de 2025.

A ESTREIA DE DINO NA WARNER MUSIC PORTUGAL





















Com uma identidade sonora marcada por atmosferas densas, 808s incisivos e uma entrega carregada de confiança, DINO surge com um tema que funciona como manifesto introdutório ao seu universo criativo.

Like This” afirma-se como um primeiro capítulo sólido, onde a estética e a identidade convivem de forma natural, revelando uma visão artística já bastante definida.

Conhecido nas redes como @2close4dino, DINO destaca-se pela construção de ambientes sonoros próprios, equilibrando uma abordagem melódica envolvente com uma escrita direta. No tema “Like This”, o artista assume não só a interpretação e autoria da letra, como também a mistura e masterização do tema, reforçando a dimensão autoral do projeto. Já a produção ficou a cargo de aleex e h1zas.

O lançamento chega acompanhado por um videoclipe realizado por Dolla Runna, com produção executiva da PureCircle, expandindo visualmente a linguagem estética de DINO e consolidando a identidade visual que acompanha esta nova fase.

Like This” marca assim o arranque oficial do percurso de DINO na Warner Music Portugal, apresentando uma nova voz da cena nacional que combina visão criativa, controlo artístico e uma estética claramente definida.

FESTIVAL DE JAZZ BERNARDO SASSETT





















4.ª Edição · 2026

29 e 30 de maio, Ericeira

12 e 13 de junho, Ílhavo
O Festival de Jazz Bernardo Sassetti regressa em 2026 na sua 4.ª edição, num formato que pela primeira vez se desdobra por duas localidades: Ericeira e Ílhavo. Ao longo de dois fins de semana — em maio e junho —, o festival apresenta concertos, jam sessions e masterclasses que reúnem alguns dos nomes mais relevantes do jazz europeu atual.

Sobre o Festival

O Festival de Jazz Bernardo Sassetti é um projeto itinerante que promove o encontro entre público, músicos, professores e estudantes, construindo um espaço de criação, escuta e formação no panorama do jazz em Portugal. Inspirado pelo legado artístico de Bernardo Sassetti — pianista, compositor e um dos grandes renovadores do jazz português —, o festival procura dar continuidade ao seu pensamento musical, valorizando tanto a sua obra como a liberdade criativa que o caracterizava.

Nas três edições anteriores, o festival marcou presença em Loulé, Porto e Lisboa. Em 2026, chega pela primeira vez ao litoral atlântico da Ericeira e à costa da Ria de Aveiro, em Ílhavo, afirmando o seu carácter itinerante e a vocação de descentralização cultural.

Formato

Em cada localidade, o festival apresenta dois concertos em dias consecutivos, seguidos de jam sessions abertas à participação dos músicos presentes — iniciadas por um trio convidado, mas concebidas como espaços de improvisação coletiva. O programa inclui ainda uma masterclass em cada local, reforçando a dimensão pedagógica e formativa do projeto.

Programa — Ericeira
29 e 30 de Maio de 2026
Casa da Cultura Jaime Lobo e Silva
Bilhetes

segunda-feira, 25 de maio de 2026

NO SALÃO BRAZIL





















Embryo #4
Michael Formanek e Luis Figueiredo
02 junho • 21:30

Embryo é o projeto do pianista e compositor conimbricense Luís Figueiredo que, ao longo de cinco sessões, sempre nas primeiras terças-feiras de cada mês, promove encontros em formato duo com destacados músicos da área do jazz; em junho, o convidado é Michael Formanek, contrabaixista, compositor e uma das figuras centrais da cena jazzística avant-garde nova-iorquina das últimas cinco décadas. Originário de São Francisco, Califórnia, e atualmente residente em Portugal, Formanek construiu um percurso singular marcado por colaborações com nomes como Tony Williams, Joe Henderson, Stan Getz, Fred Hersch, Tim Berne e Mary Halvorson, afirmando-se através de projetos incontornáveis como Bloodcount, Kolossus ou Thumbscrew e de uma abordagem profundamente inventiva à improvisação, onde composição contemporânea, liberdade idiomática e experimentação sonora se cruzam numa obra amplamente reconhecida no universo do jazz contemporâneo e exploratório.

Abertura de portas: 21:00
Bilhetes: 5 eur • 7 eur

BILHETEIRA ONLINE

ALDEIAS DO XISTO CRIAM ORQUESTRA
















Resultado de mais de uma década de trabalho colaborativo no território, a OPAx – Orquestra Popular das Aldeias do Xisto apresenta-se como um novo projeto artístico e formativo que convida músicos e comunidade a participar ativamente na sua criação ao longo de 2026.

A OPAx – Orquestra Popular das Aldeias do Xisto nasce como um projeto que cruza criação artística, formação e envolvimento comunitário, afirmando-se simultaneamente como fruto de um percurso consolidado e semente de futuro para o território. Com origem nos 14 anos de trabalho desenvolvido no âmbito do Xjazz – Encontros do Jazz nas Aldeias do Xisto, esta nova orquestra propõe-se aprofundar a relação entre a música, as pessoas e o território.

Promovida num ecossistema cultivado pela ADXTUR – Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto e pelo JACC – Jazz ao Centro Clube, a OPAx beneficia ainda do reconhecimento como Projeto de Mérito Cultural pelo Fundo de Fomento Cultural (GEPAC / Ministério da Cultura, Desporto e Juventude), reunindo as condições ideais para o seu desenvolvimento ao longo do próximo biénio.

Mais do que uma estrutura musical, a OPAx afirma-se como uma plataforma aberta a compositores e intérpretes da Rede das Aldeias do Xisto. Dirigida sobretudo a jovens instrumentistas das filarmónicas locais, valoriza a dimensão intergeracional e incentiva a participação de toda a comunidade, promovendo o encontro entre diferentes experiências, linguagens e percursos musicais.

É neste contexto que a OPAx lança um convite aberto à participação, chamando a integrar este novo coletivo membros de filarmónicas, bandas e grupos similares das regiões, bem como outros residentes interessados: músicos, curiosos e apaixonados pela música. A participação é gratuita e inclui apoio logístico durante os períodos de formação e concertos, assegurando refeições e, quando necessário, alojamento.

A constituição da orquestra decorrerá ao longo de 2026, em três fases distintas. O arranque acontece com a realização de quatro bootcamps “Jazz na Filarmónica”, orientados por formadores com vasta experiência no universo das bandas e orquestras. De seguida, terá lugar um estágio de orquestra dirigido pelo futuro maestro da OPAx, acompanhado por uma equipa pedagógica especializada. Este percurso formativo culminará nas primeiras apresentações públicas da orquestra, em duas salas de concertos do território das Aldeias do Xisto.

As inscrições já se encontram abertas e podem ser efetuadas através do formulário disponível no link.

Inscrição na OPAX

FESTIVAL MÊDA+ REVELA CARTAZ COMPLETO





















O Festival Mêda+ regressa entre os dias 22 e 25 de julho para a sua 12.ª edição e anuncia agora o cartaz completo daquele que volta a afirmar-se como um dos projetos mais singulares do circuito nacional de festivais. Depois de revelar nas últimas semanas os primeiros nomes confirmados - Da Chick, Mães Solteiras, Mr. Gallini, Três Tristes Tigres, Marquise e Duques do Precariado -, a organização apresenta agora a restante programação da edição deste ano.

Entre os destaques desta nova vaga de confirmações encontram-se Expresso Transatlântico e Unsafe Space Garden, integrando um alinhamento distribuído por três palcos e que reúne projetos de diferentes geografias e linguagens da música portuguesa contemporânea.

Ao longo dos quatro dias de festival passam ainda pelo Mêda+ nomes como Esquerda, Novos Românticos, DJ Tam, Clarisse e os Desviados, Bonança, M.DUSA, Deambula, THEMANDUS, Monch Monch, Senza com a Orquestra do Centro de Formação Musical de Mêda, Ana De Llor, MAGUPI, Traz os Monstros, MALABOOS, Sónia Trópicos, Motherflutters e bbb hairdryer.

A programação inclui também um concerto especial desenvolvido em residência artística, onde Félix Gambino, Saloio e O Homem que Fugiu do Mundo irão interpretar poemas de Manuel Daniel, figura histórica da cultura e da escrita da Mêda, num momento que reforça a relação do festival com o território, a memória e a criação.

Mantendo uma linha curatorial centrada na música portuguesa, o Mêda+ continua a afirmar-se como espaço de cruzamento entre propostas emergentes, projetos experimentais e nomes consolidados, privilegiando uma lógica de descoberta e diversidade estética. Ao longo das últimas edições, o festival tem vindo a consolidar uma identidade própria assente na proximidade, na dimensão comunitária e na valorização cultural do interior do país.

Promovido por uma associação juvenil sem fins lucrativos, o Mêda+ mantém igualmente a sua natureza inclusiva e acessível, com entrada e campismo gratuitos, prolongando um modelo raro no contexto dos festivais de verão em Portugal.

A edição de 2026 volta a estender-se por quatro dias, integrando um warm-up inicial seguido de três dias de programação musical, num formato que privilegia a permanência, a relação com a cidade da Mêda e a criação de uma experiência coletiva para público, artistas e comunidade local.

Os horários e a distribuição dos concertos por dias serão anunciados em breve.

LUIZ CARACOL HOMENAGEIA HOJE JOSÉ MÁRIO BRANCO





















Hoje, dia 25 de maio, data do aniversário de José Mário Branco, Luiz Caracol edita uma nova versão de “Eu Vi Este Povo a Lutar”, numa sentida homenagem a uma das figuras maiores da música e da intervenção cultural portuguesa.

Mais do que revisitar uma canção emblemática, esta edição propõe um encontro contemporâneo com uma obra que continua profundamente viva no imaginário coletivo português. Produzida e gravada por Luiz Caracol e Rui Pedro Pity, a nova interpretação apresenta um arranjo moderno e pessoal, respeitando a força original da composição enquanto lhe acrescenta uma nova dimensão estética e emocional. A mistura e masterização ficaram a cargo de Ivo Costa (Bateu Matou).

Para Luiz Caracol, esta homenagem nasce de uma relação profunda com a obra de José Mário Branco:

“Há canções que não se escolhem. Que chegam antes de qualquer decisão, enraizadas em qualquer coisa que está dentro de nós antes mesmo de sabermos o seu nome. “Eu vi este povo a lutar”, de José Mário Branco, é uma dessas canções para mim.
JMB foi — e continua a ser — uma referência incontornável. Não apenas pela força política e humana da sua obra, pelo modo como soube transformar a resistência em beleza e a luta em poesia, mas também pela sofisticação com que construiu o seu universo sonoro. Os seus arranjos, a sua visão, a sua estética, a sua recusa em simplificar — tudo isso moldou profundamente a forma como entendo a música e o que ela pode ser.
Esta gravação nasce desse lugar de admiração e dívida. Eu e Rui Pedro Pity quisemos fazer uma versão com um forte cunho pessoal — não apenas mais uma interpretação, mas um encontro sentido e verdadeiro com a canção. Um arranjo elaborado e moderno, gravado na íntegra pelos dois, onde cada escolha é um gesto de escuta e de homenagem. A mistura e masterização ficaram a cargo de Ivo Costa (Bateu Matou), que soube preservar e ampliar tudo o que queríamos dizer.
Há muito que queria fazer isto. Pois era uma dívida antiga, agora paga com o maior dos respeitos e a maior das admirações.”

— Luiz Caracol

A edição é também acompanhada por um testemunho de Pedro Branco, filho mais velho de José Mário Branco, que sublinha a dimensão afetiva e artística desta recriação:

“Uma versão não é apenas uma nova interpretação. É uma homenagem feita da pele do que somos feitos, do tempo que damos ao namoro da obra, do lugar que escolhemos para, numa forma muito própria nossa, dizermos: Eis como me quero incluir na tua canção. “Eu vi este povo lutar”, uma canção feita de força, de bombos e de rua, transforma-se, agora, na mão dada que o Luiz resolve dar ao Zé Mário. É assim que te quero cantar, meu Mestre. Desta forma minha de saborear e de pintar a existência, a luta, os grandes valores da nossa passagem por esta vida. Obrigado, Luiz, por teres tido esta ousadia e teres conseguido tatuar, de uma forma tão tua, o teu nome nesta fundamental canção das nossas vidas.”

— Pedro Branco

BONAPARTE DE LUÍS BRAZ TEIXEIRA NAS PLATAFORMAS DIGITAIS



Assente numa base instrumental orgânica, o tema combina sensibilidade contemporânea com uma atmosfera fresca e descontraída. Mais do que uma declaração intensa, “BONAPARTE” é um convite a deixar a música fluir, a arriscar no amor e a acreditar que as coisas podem simplesmente resultar.

Entre imagens românticas e metáforas artísticas, Luís capta aquele instante em que tudo começa a ganhar cor — quando um simples gesto muda a direção e a esperança fala mais alto. A interpretação surge espontânea e luminosa, transmitindo a sensação de alguém que se expressa exatamente como sente.

“BONAPARTE” é uma canção sobre energia positiva, sobre deixar acontecer e sobre confiar que, quando a ligação é verdadeira, o resto encontra o seu caminho.

I'A'V APRESENTAM DISCOP DE ESTREIA NO PORTO















Foto © Francisco Fidalgo

Editado na passada sexta, dia 22 de maio, o disco de estreia do trio I’A’V (Inês Malheiro, Arianna Casellas, Violeta Azevedo) será apresentado ao vivo no Porto no próximo dia 18 de junho. O concerto terá lugar no espaço da Lovers & Lollypops (Rua de S. Victor 143 A, 4000-515 Porto), e conta com a primeira parte de URTIQA. Os bilhetes custam 8 euros (+ taxas) e podem ser adquiridos online em dice.fm. Os concertos começam às 18:45.

"Volatile Poem", nasce de um convite do gnration, em Braga, a Inês Malheiro, que convoca Arianna Casellas e Violeta Azevedo para partilhar a residência artística que daria origem ao projecto. Três artistas fundamentais da cena portuguesa contemporânea, reunidas numa linguagem comum feita entre escuta, intuição e transformação.

Editado pela Sucata Tapes (Discrepant), Volatile Poem assinala o início do percurso discográfico de I’A’V, num fluxo de canções sonhadoras e mutáveis onde electrónica delicada, arpejos flutuantes, texturas vítreas e rupturas abstratas convivem com o lirismo do violoncelo de Casellas e os movimentos respirados da flauta de Azevedo. No centro, a voz de Malheiro guia e dissolve-se ❀࿐por vezes crua e íntima, por vezes expandida numa matéria quase pós-humana.

Há algo profundamente táctil na música de I’A’V - o som que emerge e se dissolve nas composições revela mistérios e oculta realidades num universo onde vulnerabilidade e força coexistem sem hierarquia. Luminoso e espectral, o disco permanece suspenso entre silêncios e ascensão comunal.

FERNANDO NUNCA ESTREIA "NAVIOS"
























(foto: Susana Valadas)


Fernando Nunca é uma amálgama de correntes, memórias e geografias.

Fernando M. Fernandes, a sensibilidade por detrás de projetos como Ângela Polícia, Bed Legs e O Amante Negro, apresenta agora um novo percurso a solo, resultado da destilação de anos de vivências, influências e experimentação sonora.

Explorador de histórias e observador atento, Fernando Nunca conjura o encontro entre a herança angolana e a canção portuguesa. Licks do grunge simulam a gaita do funaná, enquanto a tradição lusófona é reinventada através de uma linguagem contemporânea e profundamente pessoal.

“Navios” é um testemunho da capacidade de transformar as dificuldades da vida em narrativa. Uma canção sobre luta pessoal que, através da sua honestidade, se torna universal.

Tanta água não enche
a minh’alma vazia
fome, sede e sono
escuridão sem baía


Consciente de que o artista não surge no vazio, Fernando Nunca é uma homenagem à música lusófona. À procura de um ponto convergente, navega de Benguela a Braga, de Mindelo à Bahia, de Príncipe a Bissau, atracando finalmente em Antuérpia. “Na Boca do Povo” é o álbum de estreia que este single antecipa.

Para a realização de “Navios”, Fernando Nunca (voz e guitarra) contou com o talento de Tiago José (guitarra solo), André Pizarro Pepe (baixo), Rui Rodrigues (bateria) e Iúri Oliveira (percussão).
A produção esteve a cargo do autor, com mistura e masterização de Lucas Palmeira e artwork/design de Tomás Opinião.

“Navios” estreia a 28 de maio em todas as plataformas digitais.

iNWATER COIM SINGLE NOVO

 



















No próximo dia 29 de Maio, os iNWATER apresentam “In Code”, o novo single de antecipação do álbum de estreia Wet Dreams With You.

Com uma identidade que funde o rock alternativo e a eletrónica, a banda Lisboeta tem vindo a consolidar um percurso independente com impacto crescente a nível nacional e internacional. Os lançamentos mais recentes somam já mais de 250 mil visualizações no YouTube, tendo captado a atenção de rádios e imprensa especializada com airplay e destaque editorial em mercados como os EUA, Reino Unido, França, Canadá, México, Espanha e Argentina.

Em “In Code”, os iNWATER apresentam uma das suas faixas mais diretas e incisivas, conduzida por guitarras em primeiro plano, tensão rítmica e texturas eletrónicas. O tema parte da ideia de uma mensagem cifrada para explorar identidade e transformação, mantendo a dimensão visual que tem distinguido o percurso da banda.

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domingo, 24 de maio de 2026

PROGRAMA DE 23/05/26

1 - Minta & The Brook Trout - Cantaloupe
2 - Tracy Vandal & John Mercy - To remember who you were (c/ Alex Kapranos)
3 - Birds Are Indie - Not today
4 - Bloom - Walking on waters
5 - Victor Torpedo e António Olaio - Where Paris used to be
7 - Ghost Hunt - No exit
8 - Sci Fi Industries - VanDerLies 
9 - João Afonso - Matope
10 - A.P.Braga - A moda das tranças pretas
11 - JP Simões - Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
12 - Miguel Calhaz - Lembra-me um sonho lindo
13 - Jorge Rivotti - A nossa roda
14 - Luís Trigacheiro - Há algo em ti
15 - Luta Livre - Estufas & alojamento local

sexta-feira, 22 de maio de 2026

MXGPU REGRESSA COM NOVO SINGLE 'FEEL THE FLOOD'





















Após o lançamento de ‘tree of life’, MXGPU (Moullinex & GPU Panic), dão agora o próximo passo da sua nova era com ‘feel the flood’.

MXGPU é a fusão de duas forças criativas, Moullinex e GPU Panic, com a sua colaboração enraizada em Lisboa, Portugal. O duo tem vindo a trabalhar em conjunto há vários anos, começando com ‘Innerchild’, um projeto cujo tema, estética e produção estabeleceram na perfeição as bases para tudo o que se seguiu até ao álbum de estreia ‘Sudden Light’ e à respectiva edição deluxe, que contou com remisturas de nomes como Xinobi, JOPLYN, Sam Shure, entre outros. Depois de ‘tree of life’, lançado pela Discotexas, sucede ‘feel the flood’ como o próximo passada nova era de MXGPU.

Após o lançamento de ‘tree of life’, MXGPU (Moullinex & GPU Panic), dão agora o próximo passo da sua nova era com ‘feel the flood’: mais rápida, ousada e pensada para as pistas de dança. Com a sua marcante linha de baixo é simplesmente impossível não dançar. ‘Às vezes uma linha de baixo é tudo o que é preciso para fazer alguém dançar. Foi exatamente o que aconteceu no estúdio quando fizemos a ‘feel the flood’. Desde esse dia que não conseguimos parar de a tocar em todos os concertos.’ - MXGPU

No coração da pista de dança, o duo afirmou-se como um dos atos ao vivo mais distintivos da música electrónica, oferecendo um espetáculo imersivo a 360° que remove quaisquer fronteiras entre o palco e público, com multidões esgotadas por toda a Europa, Ásia, América do Norte e do Sul.

Os lançamentos de MXGPU têm sido apoiados por nomes como &ME, Adam Port, Damian Lazarus e RÜFÜS DU SOL, tendo também músicas suas remisturadas por artistas como Patrice Bäumel. Atualmente em digressão mundial, com presenças confirmadas em festivais como Mayan Warrior, Primavera Sound e Tomorrowland, os fãs podem esperar uma experiência sonora completa que evidencia a química musical única de MXGPU.

'feel the flood' já está disponível em todas as plataformas!
OUVE AQUI

MATILDA LANÇA ÁLBUM DE ESTREIA "DE CORPO INTEIRO"





















Créditos: Sebas Ferreira

A cantora e compositora portuguesa MATILDA lança hoje o seu álbum de estreia, DE CORPO INTEIRO disponível em todas as plataformas digitais. Depois de um ano a desvendar, single a single, o universo emocional que a habita, a artista apresenta finalmente o trabalho completo, um álbum de Pop, R&B íntimo, corajoso e profundamente pessoal. O álbum consolida a chegada de uma das vozes mais prometedoras da música portuguesa contemporânea, uma artista que traz consigo uma herança musical única e uma perspetiva genuinamente sua.

DE CORPO INTEIRO é um álbum de R&B e Pop com influências portuguesas profundamente enraizadas, construído a partir de letras intimistas e de uma sonoridade envolvente que percorre a vulnerabilidade, a autodescoberta e o crescimento pessoal. O título não poderia ser mais apropriado, MATILDA entrega-se neste disco sem reservas, de corpo inteiro.

O álbum conta já com quatro singles que foram preparando o terreno para este momento, "Inconstante", que marcou a estreia oficial da artista; "Cem Flores", “Meu Norte” e “Miragem”, o mais recente avanço do projeto, agora também disponível na íntegra.

MATILDA cresceu rodeada de música e arte, influenciada por uma família com uma ligação profunda à cultura portuguesa. Longe de se deixar paralisar por essa herança, a artista encontrou nela inspiração para construir um caminho radicalmente seu, após uma jornada de autodescoberta e superação de desafios pessoais que se reflete em cada faixa deste álbum.

"Este álbum de Pop, R&B é íntimo, quase como um diário. É a minha viagem emocional. Cada música revela uma camada, da insegurança à força, da dúvida à aceitação. Na minha música, a vulnerabilidade é vivida de corpo inteiro. Aqui estou a revisitar feridas, desmontar versões antigas de mim e reconstruir-me. 'DE CORPO INTEIRO' fala de ser mulher em todas as suas contradições: sensível, intensa, frágil, consciente, mas acima de tudo poderosa. Ao mesmo tempo, ao longo do álbum, existem histórias de amor. Mas há uma que permanece. É o meu chão no meio do caos, a linha invisível que liga o início ao fim. É uma carta aberta das minhas vulnerabilidades, ao mesmo tempo que procuro encontrar o meu próprio espaço: emocional, físico e artístico, sem pedir permissão. Sobre transformar o que dói em linguagem e o que é silêncio em voz. Este álbum é sobre existir por inteiro.", partilha MATILDA.

Com "DE CORPO INTEIRO", MATILDA afirma-se como uma das artistas mais sensíveis e promissoras da sua geração, pronta para se revelar por completo, de corpo inteiro e sem medo. O álbum será apresentado ao vivo pela primeira vez no dia 28 de maio, no Gracinha, em Lisboa, num concerto que promete ser tão íntimo e verdadeiro quanto o disco que o motivou.

FILIPA BIDARRA COM NOVIDADES





















Filipa Bidarra
- cantora, compositora e atriz de teatro musical, formou-se em Teatro Musical e Performance Musical pela London College of Music (2023), desenvolve o seu trabalho entre o pop alternativo e o storytelling musical. Trabalha também na área de Direção Vocal para várias companhias de teatro em Lisboa. Artista a solo desde 2020, prepara o seu EP de estreia “Therapy Mode” a ser lançado ainda este ano.

Escrito em Londres em 2023, “Won’t You Come Back Now” nasce de um contexto de solidão e procura de identidade artística e pessoal. “Estava a viver sozinha num país tão diferente, sem muito a que me agarrar. Escrever canções foi o meu escape, o meu refúgio.” Projeto desenvolvido nos estúdios MalwareSoundProd com banda acústica: David Jerónimo, Helder Godinho, Miguel Camilo, Ricardo Dikk. Gravado e produzido por David Jerónimo, mistura realizada por João Martins e masterização por Miguel Marques.

“Won’t You Come Back Now” fará parte do EP “Therapy Mode”, onde é explorada uma fase de análise emocional ao longo de uma relação amorosa, convertendo experiências afetivas em registo sonoro. Procura afirmar uma linguagem pop-rock mais narrativa e interpretativa no panorama musical português, valorizando a performance ao vivo, a escrita autoral e a colaboração entre músicos. O projeto representa um passo decisivo no percurso de Filipa Bidarra enquanto criadora e intérprete.

ANDRÉ VIAMONTELANÇA "DE VEZ"





















Mãe, e quando vocês voltam mesmo… de vez?”

Esta pergunta, guardada desde a infância, tornou-se o ponto de partida emocional para um projeto profundamente autobiográfico de André Viamonte, enraizado no desejo de regresso ao lar e na procura da identidade portuguesa, tão comum às comunidades emigrantes. Mais do que uma memória, esta frase encerra a saudade, a ausência e a esperança de um retorno pleno, não apenas físico, mas também emocional e cultural.

“De Vez” nasce assim como um reencontro com o colo familiar, artístico e simbólico. Reúne artistas profundamente admirados por Viamonte: Ana Bacalhau, Mimicat, Matu Miranda, Mari Segura, Janeiro, Pedro do Vale e Paulo Ribeiro — numa fusão de estéticas musicais que celebra autenticidade, pertença e renovação criativa no panorama musical português.

Ao longo do seu percurso, Viamonte foi colecionando encontros, aprendizagens e ligações humanas que moldaram este trabalho. Delas se constrói uma obra de entrega absoluta, onde reencontra o lugar da composição na língua portuguesa, enquanto espaço de identidade, expressão e herança.

Este projeto une música e arte visual, cruzando símbolos de infância de cada artista com a memória pura da criança interior, construindo uma narrativa de partilha, pertença e sensibilidade coletiva. Cada canção estabelece também uma ligação concreta a causas sociais e humanas, através de parcerias com instituições como a ILGA Portugal, o IRA, a Nuvem Vitória, a APAV, o Coração Amarelo, a Casa do Artista e a Crescer, entre outras associações que trabalham diariamente em prol da dignidade, inclusão, proteção e apoio social. Esta dimensão solidária reforça o propósito maior de “De Vez”: transformar a música numa ponte entre emoção, consciência e ação, demonstrando que a arte pode sensibilizar, mobilizar e contribuir ativamente para uma sociedade mais humana.

LUÍS BRAZ TEIXEIRA LANÇA "BONAPARTE"

 











Luís Braz Teixeira
apresenta “BONAPARTE”, um novo single pop/R&B que celebra o entusiasmo das possibilidades amorosas com leveza e boa energia. 

Assente numa base instrumental orgânica, o tema combina sensibilidade contemporânea com uma atmosfera fresca e descontraída. Mais do que uma declaração intensa “BONAPARTE” é um convite a deixar a música fluir, a arriscar no amor e a acreditar que as coisas podem simplesmente resultar.

Entre imagens românticas e metáforas artísticas, Luís capta aquele instante em que tudo começa a ganhar cor — quando um simples gesto muda a direção e a esperança fala mais alto. A interpretação surge espontânea e luminosa, transmitindo a sensação de alguém que se expressa exatamente como sente.

“BONAPARTE” é uma canção sobre energia positiva, sobre deixar acontecer e sobre confiar que, quando a ligação é verdadeira, o resto encontra o seu caminho.

MOZART REINVENTADO EM JAZZ POR MÁRIO LAGINHA


















© Artway/Joana Pereira

Data de edição: 30 maio

Dois dos pianistas de jazz mais destacados do panorama nacional, Mário Laginha e Daniel Bernardes, mergulharam na música de Mozart como fonte de inspiração, recriando, cruzando e transfigurando alguns dos seus temas. São recomposições de peças instrumentais ou vocais, umas vezes reconhecíveis, outras nem tanto, mas em todos os casos resultando em temas brilhantes que os músicos partilham com os seus parceiros de quarteto: Bernardo Moreira no contrabaixo e Joel Silva na bateria, que se conhecem intimamente e têm uma musicalidade instintiva.

O projecto nasceu de uma encomenda do Festival Around Classic, para a criação de um concerto de jazz a partir da música do genial compositor vienense. Sem pôr em causa o respeito absoluto por Mozart, a nova música foi criada com um espírito de liberdade e entusiasmo, e encontra-se no disco “Mozart Transfigurado”: um arrojado conjunto de temas com muito espaço para a improvisação, a editar pela Artway Next no próximo dia 30 de Maio.