terça-feira, 20 de outubro de 2026

DEZINHO LANÇA "TUTTO PASSA II", O SEGUNDO SINGLE DA TRILOGIA.


O novo single de DEZINHO, "Tutto Passa II", já está disponível digitalmente. Ouvir

Tutto Passa é uma trilogia que apresenta fases da vida do artista. A direção dos vídeos está a cargo de Nomad. 

"Tutto Passa II", junta-se assim a "Tutto Passa I", faltando apenas divulgar o terceiro tema.

Dezinho é o alter-ego de André Romba, nascido e criado no bairro "Zona J", em Chelas, Lisboa. 

Desde cedo, Dezinho conheceu a paixão pelo hip-hop, tendo tido o primeiro contacto (e mais tarde, o gosto) através da mãe que já consumia o género, sobretudo aquele proveniente dos E.U.A nos anos 90. A paixão pela escrita das suas próprias letras começou por volta de 2009, quando ainda tinha apenas sete anos. Mais tarde, começou a espalhar o seu rap pela cidade de Lisboa e, em 2019, assina o seu primeiro contrato na música. 

Atualmente, Dezinho conta com mais de 22 milhões de streams, cerca de 60 mil ouvintes mensais no Spotify, e é já considerado por muitos um dos melhores artistas de Hip Hop da sua geração.

"Tutto Passa I"
Música e Letra: Dezinho
Produção: Lopezzi
Captação: New Wave Prod
Mistura & Masterização: Lopezzi
Directed by Dezinho & Nomad
Bts & Fotografia: Nomad
Captação de Imagens: Nomad
Music video by Dezinho performing "Tutto Passa I" (C)(P) 2026 Dezinho 

"Tutto Passa II"
Música e Letra: Dezinho
Produção: Sebz
Captação: New Wave Prod
Mistura & Masterização: Lopezzi
Directed by Dezinho & Nomad
Bts & Fotografia: Nomad
Captação de Imagens: Nomad
Music video by 
Dezinho
 performing "Tutto Passa II" (C)(P) 2026 Dezinho

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PEVIN KINEL EDITA "MIRRORS"





















Pevin Kinel,  um multi-instrumentista que mora no Porto há já 8 anos, e lancçou recentemente “Mirrors”, o primeiro single do meu próximo álbum “The Match Factory Strike”, que vai sair no próximo mês.

Tal como nas outras 18 faixas do álbum, toca todos os instrumentos, sendo que a formação clássica de bateria/baixo/guitarra/voz serve de base. Mas, ao contrário da maioria das outras faixas, a letra de “Mirrors” é bastante introspetiva. Quando começou a escrever e a gravar o álbum em janeiro, tomou a decisão consciente de falar sobre temas mais importantes do que a sua própria experiência pessoal, porque estava um bocado farto da superficialidade da música pop moderna. Quero dizer, enquanto o mundo ou está a arder, ou a afundar-se, enquanto testemunhamos uma corrida ao armamento e, ao mesmo tempo, vemos em direto o efeito que essas armas têm em pessoas exatamente como nós, parece mesmo perturbador que a música popular continue a bater na mesma tecla dos corações partidos, das dores do amor não correspondido e de se eu consigo ou não o teu número de telefone. Passava a vida a perguntar-me: “Se tenho uma voz, também tenho uma responsabilidade. Que mensagem quer partilhar? O que é que precisa urgentemente de ser dito agora?”

Enfim, este provavelmente não é o melhor sítio para desabafar sobre isso, até porque a canção “Mirrors”, tal como mais duas do álbum, acabou por escapar à regra. Na verdade, as palavras são apenas sobre os seus próprios sentimentos.  

HELENA CALDEIRA APRESENTA NOVO DISCO EM AVEIRO





















“ABALAR”, álbum de estreia da artista portuguesa Helena Caldeira, é apresentado esta quinta-feira (22 de outubro) nas Novas Quintas, do Teatro Aveirense, em Aveiro. Já em novembro, dia 4, a artista sobe pela primeira vez ao palco do Teatro Maria Matos em Lisboa, com o seu novo projeto musical. De forma a fechar a trilogia visual do álbum, fica hoje disponível o novo videoclipe do tema “Debaixo da Saia”.

Depois dos videoclipes de avanço deste trabalho de estreia, “Vizinhas” e “Ninguém Sabe”, Helena Caldeira indica “Debaixo da Saia é um grito coletivo pela libertação do prazer feminino”. “ABALAR” reflete as palavras e composição de Helena Caldeira, com produção de FOQUE, dedicando a sua narrativa à Mulher, ao Campo e ao Alentejo numa homenagem às heranças culturais e um apelo às origens. Em palco, Helena Caldeira apresenta-se em formato trio, convidando o público a assistir a uma viagem pela sua infância e memória. A artista explora uma combinação da sonoridade tradicional com a eletrónica contemporânea.

Helena Caldeira é reconhecida pelo grande público pelo seu trabalho na área da representação, através do sucesso da série da Netflix, “Rabo de Peixe”, e agrega agora a música à sua vasta experiência na área do teatro e do cinema.

Já esta quinta-feira (22 de outubro) sobe ao palco das Novas Quintas, no Teatro Aveirense, em Aveiro. No próximo dia 4 de novembro, o projeto ABALAR apresenta-se ao vivo no Teatro Maria Matos (em Lisboa). Os bilhetes já estão disponíveis.

BILHETES | Novas Quintas, Teatro Aveirense | 22 outubro
BILHETES | Teatro Maria Matos, Lisboa | 4 novembro

CARLOS BICA E JOÃO BARRADAS EDITAM DISCO















O primeiro álbum do duo reúne duas gerações maiores da música criativa europeia num diálogo sem fronteiras entre jazz, canção, experimentação e tradição escrita, onde cada nota, ruído e silêncio ganha significado

Artistas de gerações distintas, Carlos Bica e João Barradas são dois dos mais importantes músicos criativos do actual panorama europeu. O primeiro, criador de um universo sonoro único e imediatamente reconhecível - um “indie jazz romântico”, talvez - e contrabaixista de enorme sofisticação. O segundo, um dos expoentes máximos do acordeão contemporâneo, com uma carreira fulgurante quer no âmbito do jazz, quer da música de tradição escrita.

Notável, desde logo, por um virtuosismo contido ou uma fusão tímbrica invulgar, The Great Silence (edição Artway Jazz) é a estreia discográfica de um duo largamente alheio a rótulos ou fronteiras. Através de um processo criativo tão livre quanto rigoroso, Bica e Barradas fundem, sem esforço, o experimental e a canção, o erudito e o popular, o espontâneo e o predeterminado, desafiando também as próprias funções de solista e acompanhante, compositor e intérprete. A música que daí resulta tem, além disso, outra particularidade: todos os seus elementos contam - notas, acordes, ruídos, silêncios. Para Bica, o silêncio é, em si mesmo, um elemento musical basilar: “o silêncio é música”, diz-nos. Num certo sentido, “o grande silêncio” é nada mais nada menos do que a grande música.

BIOGRAFIAS

Carlos Bica

“Em Carlos Bica, a música não se resume ao que lá está, mas a um policromático jogo de memórias de que somos, também ou principalmente os maiores protagonistas.”

– Blitz

Carlos Bica é um dos nomes do jazz nacional com maior projecção além-fronteiras, tendo-se tornado uma referência no panorama do Jazz europeu. Entre os vários projectos musicais que lidera e para além das suas participações em outras áreas como teatro, cinema e dança, o seu trio AZUL com o guitarrista Frank Möbus e o baterista Jim Black, tornou-se na imagem de marca do contrabaixista e compositor.

Com o decorrer dos anos outros mais projectos nasceram que ficaram registados em disco, tais como: Diz, Single, Matéria-Prima, I Am The Escaped One, Playing with Beethoven e o mais recente „11:11“ (Melhor Álbum de Jazz Nacional) que conta com a participação de alguns dos mais talentosos e criativos músicos de uma nova geração de músicos portugueses.

Quando se fala da música de Carlos Bica a crítica costuma salientar a forma como nela se interpenetram referências de diferentes universos, da música erudita contemporânea à folk, ao rock, ao jazz, às músicas improvisadas. O que corresponde, como seria natural, à própria trajectória do músico compositor. Aprendeu a tocar contrabaixo na Academia dos Amadores de Música e na Escola Superior de Música de Würzburg, na Alemanha. Foi membro da Orquestra de Câmara de Lisboa, assim como de diversas orquestras de câmaras alemãs, tais como, a Bach Kammerorchester e a Wernecker Kammerorchester. Fez muita música improvisada, durante anos tocou com a cantora Maria João, trabalhou e gravou na área da música popular portuguesa com Carlos do Carmo, José Mário Branco, Camané, Janita Salomé, Pedro Caldeira Cabral, Cristina Branco e colaborou com músicos como Ray Anderson, Kenny Wheeler, Aki Takase, Kurt Rosenwinkel, John Zorn, Lee Konitz, Mário Laginha, Mathias Schubert, Claudio Puntin, João Paulo Esteves da Silva, Gebhard Ullmann, David Friedman, Alexander von Schlippenbach, John Ruocco, Daniel Erdmann, DJ Illvibe, entre outros.

“A música de Carlos Bica é excitante, é moderna e contagiante. Bica é um ouvinte atento ao mundo exterior – donde a sua modernidade – e um escritor de canções inato. Nas suas composições encontramos fragmentos de coisas que apenas o nosso subconsciente reconhece, mas expostas de forma tal que elas nos surgem absolutamente naturais e óbvias. Nada que tenha a ver com alguma forma de pastiche ou resultado de copy/ paste; antes uma forma evidente de contar histórias feitas de pedaços de quotidiano que de uma forma estranha reconhecemos.” 

– All Jazz

João Barradas

Destaca-se como um dos músicos mais criativos no panorama do acordeão europeu, movendo-se, simultaneamente, entre a tradição clássica e a música improvisada.

É o responsável pelos primeiros recitais de acordeão em programações tão distintas como as da Wiener Konzerthaus, da Fundação Calouste Gulbenkian ou do Festival d’Aix-en-Provence, e apresenta-se como solista com a Orquestra Filarmónica de Londres, a Orquestra da Tonhalle de Zurique, a Sinfónica de Hamburgo, a Orquestra da Toscânia, a Orquestra de Câmara de Colónia, a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música ou a Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob a direcção de prestigiados maestros como Edward Gardner, Alondra de la Parra, Sylvain Cambreling, Douglas Boyd, Christoph Poppen, Joana Carneiroe Pedro Neves.

No mundo do jazz, tem aumentado a influência do seu instrumento colaborando com alguns dos mais importantes improvisadores contemporâneos, tais como Mark Turner, Peter Evans, Aaron Parks, Jonathan Kresiberg, Maria Schneider, Aka Moon, Greg Osby, Mike Stern, Rufus Reid, David Binney, Gil Goldstein, Perico Sambeat, Christian Lillinger, Tineke Postma e formações alagardas como a Brussels Jazz Orchestra.

Foi nomeado ECHO Rising Star pela European Concert Hall Organization em 2019. Em 2024 foi o Artista em Residência na Casa da Música, no Porto, e distinguido com o Sir Jeffrey Tate Award, na Alemanha.

CASSETE PIRATE EM BRAGA















A banda portuguesa atua, no próximo Sábado, 24 de outubro no Lustre, numa celebração de uma década marcada por mais de uma centena de concertos, salas esgotadas e o reconhecimento de A Família, o terceiro álbum de originais.

Os Cassete Pirata regressam a Braga no próximo dia 24 de outubro para um concerto no Lustre, integrado na celebração dos dez anos desde a primeira vez que a banda subiu ao palco.

Considerados uma das propostas de destaque do indie rock português, os Cassete Pirata fizeram do palco o seu território natural, construindo uma forte base de fãs através de concertos que se transformam em verdadeiras festas. Ao longo dos últimos anos, somaram mais de uma centena de atuações, passaram por festivais como Paredes de Coura e Bons Sons e pelas Queimas das Fitas de Coimbra e Braga, além de esgotarem várias datas em Lisboa e no Porto.

A banda ultrapassou também um milhão de audições no Spotify e integrou a banda sonora da série Até que a Vida nos Separe, da RTP e Netflix. Em 2024, editou A Família, o seu terceiro álbum de originais, que recebeu uma forte atenção mediática, foi destacado entre os melhores álbuns do ano por vários meios de comunicação nacionais e levou o grupo a percorrer o país com salas esgotadas.

Em 2026, os Cassete Pirata assinalam uma década de percurso com a preparação de um novo disco e o regresso aos concertos. A passagem pelo Lustre integra este momento de celebração e marca o reencontro da banda com o público de Braga.

O concerto acontece Sábado, 24 de outubro, com abertura de portas às 22h30 e início marcado para as 23h00.

Os bilhetes estão disponíveis através da Ticketline e à porta do Lustre, no dia do concerto.

ESCÁRNIO COM NOVO SINGLE





















© Beatriz Pequeno

Escárnio apresentam “Sempre Sempre”, single de avanço para o álbum de estreia “Sangue e Leite”, com lançamento agendado para 31 de outubro. A canção parte de uma crítica irónica à repetição de nomes e sonoridades nos cartazes e circuitos da música portuguesa para desenvolver uma reflexão sobre expectativas, reconhecimento e o lugar das mulheres na música alternativa e independente. Construído a partir do contraste entre uma abordagem instrumental mais próxima da pop e uma escrita marcada pela ironia e pelo confronto, o tema introduz algumas das questões que atravessam o primeiro longa-duração da banda.

À primeira escuta, “Sempre Sempre” apresenta uma estrutura musical aparentemente mais leve e acessível, sustentada por uma componente melódica que contrasta com o conteúdo da letra. A escolha não procura diminuir a importância daquilo que é dito, mas antes criar uma distância entre a forma e a mensagem, permitindo que a crítica se desenvolva através do humor, do sarcasmo e de uma aparente despreocupação.

O ponto de partida encontra-se na observação de um circuito musical onde determinados nomes, projetos e linguagens sonoras parecem ocupar repetidamente os mesmos espaços de visibilidade. Escárnio questionam essa tendência para a reprodução de fórmulas e escolhas nos cartazes nacionais, expondo a dificuldade de afirmação de propostas que não encontram lugar nos circuitos estabelecidos. A crítica surge inicialmente num registo de desdém, mas acaba por revelar uma inquietação mais profunda sobre os mecanismos de reconhecimento e as oportunidades de participação no meio musical.

Essa tensão manifesta-se na própria letra, nomeadamente através da repetição da expressão “Ele há-de chegar”, que traduz uma expectativa de reconhecimento futuro. A promessa de que tudo acontecerá no momento certo é, no entanto, colocada em causa pela possibilidade de esse momento nunca se concretizar ou de não corresponder àquilo que se esperava. Entre a esperança e a desilusão, a canção questiona a ideia de que a persistência será necessariamente recompensada, sobretudo quando as condições de acesso e visibilidade permanecem desiguais.

É na parte final que “Sempre Sempre” assume uma dimensão distinta. Depois de uma primeira abordagem marcada pelo humor e pela ironia, a composição abandona progressivamente essa aparente leveza para dar lugar a um desabafo mais direto. A mudança aproxima-se da experiência de contar uma situação dolorosa através de uma piada, apenas para reconhecer, mais tarde, o peso real daquilo que aconteceu.

Este momento nasceu durante um ensaio, quando um texto anteriormente escrito como poema acabou por ser integrado na composição. O que inicialmente surgia como uma canção mais ligeira ganhou, assim, uma segunda parte que altera a leitura do tema e estabelece uma ligação com o universo conceptual de “Sangue e Leite”. A transformação não resulta apenas de uma mudança musical, mas também da passagem de uma crítica dirigida ao funcionamento do meio artístico para uma afirmação pessoal sobre a necessidade de existir, criar e ser ouvida.

A frase “Tou à porta do céu mas ela tá fechada” sintetiza essa deslocação. A imagem de uma porta que permanece encerrada aproxima a procura de reconhecimento da experiência de exclusão, dando expressão a uma voz que reclama o direito de ocupar espaço. A partir desse lugar, “Sempre Sempre” deixa de se limitar à crítica dos cartazes e das oportunidades no circuito musical para abordar questões relacionadas com o papel das mulheres na sociedade e com a sua presença nos territórios da música alternativa, independente e de sonoridades mais pesadas.

Essa dimensão atravessa também a identidade de Escárnio, projeto que coloca a palavra, a intensidade instrumental e a expressão performativa no centro da sua criação. Entre guitarras de sonoridade crua, uma bateria de ritmo marcado e uma escrita direta, a banda desenvolve canções onde a revolta e a vulnerabilidade coexistem, procurando dar forma a experiências de resistência, afirmação e confronto com diferentes mecanismos de silenciamento.

A abordagem de Escárnio parte da ideia de que a música pode funcionar como espaço de expressão individual e coletiva, sobretudo perante realidades que continuam a limitar a participação e a visibilidade das mulheres. Os gritos, as mudanças de intensidade e a relação entre a voz e os instrumentos assumem, neste contexto, uma dimensão que ultrapassa a construção musical, aproximando-se de uma necessidade de comunicação e de afirmação da própria existência.

“Sempre Sempre” sucede aos primeiros lançamentos da banda, iniciados com o EP de estreia “Falha-me Deus”, editado a 17 de junho de 2025. O trabalho marcou o início do percurso discográfico de Escárnio e deu origem a vários concertos de apresentação, estabelecendo as bases de uma linguagem musical onde a energia instrumental acompanha uma escrita marcada pela observação crítica e pela expressão pessoal.

A 31 de outubro de 2025, Escárnio editaram o single duplo “Faca e Queijo” e “Espelho Meu”, dois temas que anteciparam o caminho para o primeiro álbum. Um ano depois, a banda prepara-se para apresentar “Sangue e Leite”, trabalho que reúne e desenvolve algumas das preocupações presentes nas primeiras edições, aprofundando a relação entre experiência individual, desigualdade e resistência.

O lançamento do álbum será acompanhado por uma série de concertos de apresentação, com início a 31 de outubro, na Musa de Marvila, em Lisboa, coincidindo com a data de edição do disco. Segue-se uma atuação no Teatrão, em Coimbra, a 20 de novembro, e um concerto na Sala6, no Barreiro, a 19 de dezembro.

O tema foi gravado e masterizado por André Isidro, misturado por André Isidro, Violeta Luz Alexandre e Pedro Treno. O videoclipe foi gravado por Beatriz Pequeno e editado por Violeta Luz Alexandre e Pedro Treno.

Com “Sempre Sempre”, Escárnio aproximam-se ao universo de “Sangue e Leite”, partindo de uma crítica à repetição e à falta de abertura no meio musical para chegar a uma reflexão sobre exclusão, identidade e afirmação. Entre a ironia de uma canção aparentemente ligeira e a intensidade do desabafo que encerra o tema, a banda coloca em evidência a distância entre a promessa de que haverá um lugar para todos e a experiência concreta de quem continua a encontrar portas fechadas.

BRUNO CELTA DISTINGUIDO COM O PRÉMIO DO PÚBLICO PARA «NOVO ARTISTA DO ANO» NOS PRÉMIOS TUGA BILLBOARD

















O músico português Bruno Celta acaba de conquistar o Prémio do Público na categoria «Novo Artista do Ano», nos Prémios Tuga Billboard, um reconhecimento que assinala o seu percurso artístico e a crescente ligação do público à sua música.

Com uma identidade musical própria, marcada pela intensidade emocional, pela irreverência e por uma atitude assumidamente rock, Bruno Celta tem vindo a construir um universo artístico que desafia convenções e cruza diferentes influências sonoras e visuais.

Esta distinção assume um significado particularmente especial por resultar da escolha do público, reconhecendo não apenas o trabalho desenvolvido pelo artista, mas também a relação de proximidade que tem vindo a estabelecer com quem acompanha o seu percurso.

Um prémio numa altura decisiva da carreira

O reconhecimento chega num momento particularmente importante para Bruno Celta, a poucos dias do lançamento oficial do videoclip do seu novo single, «LA VENDETTA», agendado para 24 de outubro, às 09h00.

O videoclip, realizado e produzido pelo próprio artista, apresenta-se num formato próximo da curta-metragem, apostando numa narrativa cinematográfica que promete desafiar, uma vez mais, os padrões convencionais da produção musical.

Com edição de Pedro Marques e trabalho de camera e maquilhagem de Tatiana Santos, «LA VENDETTA» antecipa o próximo álbum de Bruno Celta, «AD ASTRA PER ASPERA», com lançamento previsto para novembro.

A distinção como «Novo Artista do Ano», atribuída pelo público, constitui um incentivo para continuar a explorar novos territórios criativos, sem abdicar da autenticidade e da liberdade artística que caracterizam o seu trabalho.

Entre o reconhecimento do presente e a ambição dos próximos lançamentos, Bruno Celta prepara-se para um novo capítulo da sua carreira, agora com um prémio que confirma o apoio de quem o acompanha.

PZ ANÚNCIA DOIS CONCERTOS ESPECIAIS

 















13.12 | M.Ou.Co. | Porto [Bilhetes]
20.12 | Casa Capitão | Lisboa [Bilhetes]

Depois de um ano a construir o "Álbum de Família", uma canção e um convidado por mês, PZ junta finalmente a família toda em palco

Ao longo de 2026, o "Álbum de Família" de PZ foi crescendo como um disco feito de encontros. Todos os meses, o músico apresentou uma canção nova gravada com um convidado diferente, cruzando gerações, estilos e diferentes geografias da música portuguesa. Samuel Úria, Joana Espadinha, Retimbrar, Emmy Curl, Mão Morta, Margarida Campelo, Toy, Os Azeitonas, António Zambujo, Black Bombaim, Best Youth e The Zany Dislexic Band foram passando pelos estúdios Arda no Porto e dando forma a um álbum que agora chega ao fim do seu ciclo de gravação. Em Dezembro, as canções deixam o estúdio e encontram-se pela primeira vez no mesmo palco, em duas matinées de domingo: dia 13, às 18h, no M.Ou.Co., no Porto, e dia 20, também às 18h, na Casa Capitão, em Lisboa.

O concerto no Porto será a primeira grande reunião da família, com a presença prevista de praticamente todos os convidados do disco. Samuel Úria, Joana Espadinha, Retimbrar, Emmy Curl, Mão Morta, Margarida Campelo, Os Azeitonas, António Zambujo, Black Bombaim, Best Youth e The Zany Dislexic Band juntam-se a PZ e à sua fiel Banda Pijama, recriando ao vivo os encontros que marcaram cada capítulo do álbum.

Uma semana depois, a família volta a reunir-se em Lisboa, na Casa Capitão, numa formação ligeiramente diferente — porque, como em qualquer reunião familiar, nem todos conseguem estar em todo o lado — mas, novamente, com a maior parte dos convidados que fizeram parte do disco, desta feita também com a presença do Toy.

Mais do que reproduzir o álbum do princípio ao fim, os dois concertos foram pensados como uma celebração do percurso do "Álbum de Família": músicos a entrar e a sair do palco, formações diferentes de canção para canção, e encontros que dificilmente voltarão a repetir-se.

A versão Ao Vivo do "Álbum de Família" coincide com a chegada da edição física, reunindo em vinil as 12 canções editadas ao longo do ano.

Depois de passar 2026 a acrescentar pessoas e músicas ao álbum, PZ fecha o ano da única maneira possível: juntando toda a família.

Com PZ quem ganha é você

CABRITA AO VIVO

 














O saxofonista atua no segundo concerto do ciclo dedicado à música portuguesa contemporânea, acompanhado por João Rato e Filipe Rocha, com David Pessoa como convidado especial. Os bilhetes estão disponíveis na BOL por 15 euros.

Cabrita sobe ao palco do Auditório do Taguspark, em Oeiras, no próximo dia 21 de outubro, às 21h00, para apresentar ao vivo “Umbra”, o seu segundo álbum de originais. O concerto assinala a despedida deste trabalho dos palcos e integra o ciclo de música portuguesa contemporânea promovido pelo Taguspark, que arrancou em setembro com Carlos Bica e termina a 18 de novembro com Ricardo Reis Soares. A atuação contará ainda com a estreia ao vivo de “Party Life”, novo single do saxofonista, interpretado com a participação especial de David Pessoa.

Editado pela Omnichord Records, “Umbra” representa uma etapa particularmente introspetiva no percurso a solo de Cabrita. Depois de um primeiro álbum editado em 2020, o músico aprofundou neste segundo trabalho uma abordagem mais sombria e reflexiva, centrada em questões relacionadas com a existência, a passagem do tempo e a forma como permanecemos no mundo. A dimensão emocional do disco encontra expressão numa linguagem musical que acompanha esse olhar sobre a condição humana, estabelecendo uma relação entre a composição instrumental e as inquietações que atravessam o projeto.

O concerto de 21 de outubro representa, por isso, um momento de transição na discografia do saxofonista. Ao encerrar o percurso de “Umbra” em palco, Cabrita prepara simultaneamente a chegada de uma nova fase criativa, antecipada por “Party Life”, single que será apresentado ao vivo pela primeira vez nesta noite. A canção abre caminho a “Partytime”, o próximo álbum do músico, cuja edição será acompanhada por um novo espetáculo e uma digressão.

A passagem entre os dois trabalhos evidencia também diferentes dimensões da identidade artística de Cabrita. Se “Umbra” se desenvolve a partir de uma atmosfera mais contemplativa, o universo de “Partytime” aponta para uma abordagem musical orientada para a celebração, a energia e a relação com o público. A apresentação de “Party Life” no Taguspark permitirá, assim, estabelecer uma ligação entre o encerramento de um ciclo discográfico e a primeira aproximação ao seguinte.

Em 2026, Cabrita prolongou ainda o universo de “Umbra” com a edição de “Afterlife”, um álbum de remisturas que revisita o segundo longa-duração e explora novas possibilidades de interpretação do material original. O projeto reforça a continuidade de um percurso em que a experimentação e o diálogo entre diferentes linguagens musicais têm assumido particular importância.

Para o concerto no Auditório do Taguspark, Cabrita apresenta-se em formato de trio, acompanhado por João Rato, nos teclados e guitarras, e Filipe Rocha, na bateria. A formação será reforçada pela presença de David Pessoa, na voz e guitarra, convidado para a estreia de “Party Life”. O espetáculo reúne, desta forma, o repertório de “Umbra” e uma primeira apresentação ao público da nova etapa musical do saxofonista.

Com mais de três décadas de atividade, Cabrita construiu um percurso marcado pela colaboração com diferentes nomes da música portuguesa, entre os quais Sérgio Godinho e The Legendary Tigerman. A experiência acumulada em distintos contextos musicais tem acompanhado também o desenvolvimento da sua discografia a solo, onde o saxofone assume um papel central na construção de uma linguagem que cruza composição, interpretação e exploração sonora.

A atuação integra o ciclo de concertos do Taguspark dedicado à música portuguesa contemporânea, uma iniciativa que procura aproximar diferentes gerações e abordagens da criação musical nacional. A programação teve início a 30 de setembro com Carlos Bica, figura de referência do jazz português, e prossegue agora com Cabrita, antes do encerramento a 18 de novembro com Ricardo Reis Soares.

O último concerto do ciclo será protagonizado pelo cantautor Ricardo Reis Soares, representante de uma nova geração de músicos portugueses, cuja escrita se desenvolve em torno da canção de autor, privilegiando a palavra, a emoção e a construção narrativa.

Ao reunir três propostas com percursos e identidades distintas, o Taguspark procura consolidar a sua atividade cultural e alargar a programação do Auditório à comunidade que trabalha, estuda e visita a Cidade do Conhecimento. O ciclo estabelece, assim, um espaço de apresentação e encontro com diferentes expressões da música portuguesa, integrando a criação artística na dinâmica cultural do parque.

O concerto de Cabrita realiza-se a 21 de outubro, às 21h00, no Auditório do Taguspark, em Oeiras. Os bilhetes têm o preço de 15 euros e encontram-se disponíveis na BOL.

JACARÉU COM NOVO SINGLE





















Jacaréu
apresenta “Peter Pan Peter Pan”, novo single e videoclipe retirado de “Eterno Espectador”, o álbum de estreia do músico, editado a 7 de abril. Com a participação especial de Ana Margarida, que já tinha colaborado com o artista em “O-Pi-Ni-ÃO”, tema apresentado no Festival da Canção 2026, a canção dirige o olhar para a dificuldade de crescer e para os comportamentos de quem atravessa a idade adulta sem abandonar determinadas formas de imaturidade.

“Peter Pan Peter Pan” parte precisamente da figura criada por J. M. Barrie, associada à recusa em crescer, para construir uma crítica aos adultos que permanecem presos a comportamentos e atitudes que contrastam com a idade e as responsabilidades que entretanto adquiriram. A referência funciona como ponto de partida para observar uma forma de prolongamento da infância que deixa de estar relacionada com a idade e passa a manifestar-se na maneira de estar e de se relacionar com os outros.

A canção prolonga, assim, a dimensão de observação social que atravessa a escrita de Jacaréu. Se “Eterno Espectador” nasceu de uma experiência pessoal marcada pela crítica e pelo julgamento para depois alargar o olhar aos que observam e opinam sobre a vida e o trabalho dos outros sem conhecerem verdadeiramente os seus processos, “Peter Pan Peter Pan” concentra-se noutra figura reconhecível do quotidiano: o adulto que nunca chegou realmente a crescer.

A acompanhar Jacaréu surge Ana Margarida, numa colaboração que recupera uma ligação já presente no próprio álbum. A artista participa também em “O-Pi-Ni-ÃO”, canção com que Jacaréu chegou ao Festival da Canção 2026 depois de ter sido selecionado através da submissão livre, assumindo-se como um dos autores e intérpretes dessa edição. Em “Peter Pan Peter Pan”, a presença de Ana Margarida acrescenta uma segunda voz à narrativa e reforça a dimensão colaborativa de uma das faixas de “Eterno Espectador”.

Tal como no restante álbum, os instrumentais e a letra de “Peter Pan Peter Pan” são assinados por Jacaréu. Filipe Survival assume a produção, mistura e masterização, mantendo-se a colaboração que esteve na base da construção sonora de “Eterno Espectador”. O videoclipe de “Peter Pan Peter Pan” foi realizado por Pedro Miguel Ventura.

Editado em abril, “Eterno Espectador” marcou a estreia de Jacaréu no formato longa-duração e reuniu num mesmo trabalho diferentes dimensões de uma linguagem construída entre poesia, rap e sensibilidade indie. O disco nasceu a partir de uma relação de amizade que se tornou abusiva, marcada pela crítica constante e pelo julgamento, mas acabou por transformar essa experiência individual numa reflexão mais abrangente sobre aqueles que observam, comentam e desvalorizam os percursos dos outros sem conhecerem aquilo que existe por detrás deles.

É nesse território entre experiência pessoal e comentário social que Jacaréu tem desenvolvido o seu percurso. Autor de temas como “Senhorio”, “Bota a Baixo” e “Escola da Vida”, o músico parte da palavra e da poesia para construir uma abordagem própria ao indie-rap, criando os seus instrumentais e utilizando a música como forma de abordar realidades que nem sempre encontram espaço para ser verbalizadas.

Ao vivo, Jacaréu já passou por palcos como o Festival Açoteia, Sol da Caparica, Indie Talents, Festival Emersivo, Levante e as Sessões NEXT do Festival Emergente. A participação no Festival da Canção 2026 com “O-Pi-Ni-ÃO” marcou outro momento do seu percurso, concretizando um objetivo antigo do artista e levando a sua escrita a um novo contexto.

Com “Peter Pan Peter Pan”, Jacaréu regressa agora a “Eterno Espectador” para destacar uma das canções do álbum através de um novo single e videoclipe, mantendo no centro a observação crítica de comportamentos e relações que tem atravessado a sua escrita.

FALTAM QUATRO DIAS PARA A FESTA DA BURRA

 



















Faltam apenas quatro dias para a “Festa da Burra”, o concerto único onde Sebastião Antunes & Quadrilha celebram os 15 anos da “Cantiga da Burra”, no próximo dia 24 de outubro, no Coliseu dos Recreios.

Para assinalar a data, Sebastião Antunes & Quadrilha reúnem em palco um conjunto de convidados de diferentes universos musicais: Karetus, Galandum Galundaina, Júlio Pereira, Luís Peixoto, Quinta do Bill, Gonçalo Pratas e Luís Espinho. Da folk mirandesa à eletrónica, da música tradicional às novas linguagens, o alinhamento promete um diálogo vivo entre gerações e sonoridades.

Ao longo da última década, a “Cantiga da Burra” tornou-se um fenómeno transversal, presente nas playlists de streaming e em centenas de versões tocadas por todo o país, a unir várias gerações. É esse espírito que sobe ao palco do Coliseu, onde a herança da música tradicional portuguesa se cruza com abordagens novas e disruptivas.

Os últimos bilhetes para este espetáculo encontram-se disponíveis nos locais habituais.

CONTA-ME UMA CANÇÃO DE VOLTA AO TEATRO MARIA MATOS

 











O “Conta-me Uma Canção” está de regresso ao palco do Teatro Maria Matos para mais três apresentações únicas!

Nascido inicialmente em formato audiovisual – LINK –, o conceito “Conta-me Uma Canção” terá em Janeiro e Fevereiro de 2026 a sua quinta edição “ao vivo”. No ambiente único proporcionado por uma das mais iconográficas salas lisboetas, foi lançado o desafio a seis artistas nacionais para exporem a sua visão sobre aquele que se poderá considerar o bem mais valioso da música popular, a Canção. Três encontros com duplas formadas por nomes incontornáveis da música nacional, sejam como autores ou intérpretes.

Serão noites em que, a par das histórias das canções escolhidas, das versões cruzadas, e de uma conversa necessariamente íntima entre dois criadores, cada parelha partilhará ainda com a audiência uma versão de uma canção que não da sua autoria, “uma daquelas” que gostariam de ter composto.

"Eu seguro" ou "Menina", são duas canções que Samuel Úria e Márcia partilharam no passado e que fazem parte de dois registos discográficos emblemáticos das suas carreiras. Grandes amigos, a abertura da edição de 2027 do "Conta-em Uma Canção" irá seguramente reforçar os laços que também artisticamente os unem.

Em estreia absoluta, o encontro destas duas figuras de proa da pop nacional trará ao palco do "Conta-me Uma Canção" duas formas distintas na criação de paisagens sonoras: com os Best Youth, o formato clássico de canção, de cerca de três minutos de duração, em que o refrão é rei e senhor; com Noiserv, a complexidade estrutural tornada simples pelo engenho criativo do seu mentor.

Em comum, o extremo cuidado no tratamento da palavra. De gerações diferentes, são já decanos na arte da criação de canções. E se seu conhecimento mútuo é já antigo, nunca o palco foi pisado em simultâneo. Dois dos repertórios mais conhecidos e celebrados em Portugal em que a proposta do "Conta-me Uma Canção" permitirá ao público presente descobrir em que se diferenciam quanto aos estímulos para a sua criação.

Mafalda Veiga e Sérgio Godinho encerrarão a edição de 2027 do "Conta-em Uma Canção” na companhia de dois dos seus músicos, Nuno Rafael e João Sampayo.

Na quinta edição ao vivo, o "Conta-me Uma Canção" mantém a presença dos imprescindíveis Sérgio Godinho e Samuel Úria, a que se associarão as "repetentes" Mafalda Veiga e Márcia. Em absoluta debutância no formato ao vivo, a participação da dupla criativa do Porto, os Best Youth, que terão em Noiserv, o altergo de David Santos, o seu parceiro de noite. Se na edição de 2026 a ideia de "legado" foi algo de determinante nos convites efectuados, este ano impera uma perspectiva de paralelismo na abordagem à escrita de canções e, como será o caso da noite de abertura, de intersecção, já que os participantes dessa sessão contam com já com algumas parcerias ao nível criativo e interpretativo. Três oportunidades para descobrir mais sobre estas seis figura da música popular produzida em Portugal sob o chapéu editorial do "Conta-me Uma Canção",

20 Janeiro – Márcia + Samuel Úria
27 Janeiro – Best Youth + Noiserv
3 Fevereiro – Mafalda Veiga + Sérgio Godinho

Os bilhetes estão disponíveis na bilheteira do teatro, na Ticketline e nos locais habituais com o valor de 24,50€ por sessão. Será possível adquirir um passe para todas as sessões com desconto de 20%.
Oportunidade(s) única(s) para assistir a momentos irrepetíveis.

"CONTA-ME UMA CANÇÃO"

Tendo como pano de fundo o legado de mais de 25 anos de parceria com alguns dos mais talentosos e influentes “escritores de canções” nacionais, a produtora de espectáculos e management de artistas Vachier & Associados, Lda concebeu um projecto em torno daquilo que é o bem mais valioso da música popular – a Canção.

Criado quando da pandemia e com o apoio do "Garantir Cultura", foi inicialmente um conteúdo audiovisual disponibilizado no verão de 2022 - LINK - precisamente a 31 de Agosto desse ano, intencionalmente, o dia de aniversário do "escritor de canções" Sérgio Godinho.

O início de 2023 marcou a sua estreia no Teatro Maria Matos, o palco escolhido para receber este novo conceito. Em 2024 e 2025, nos meses de Janeiro e Fevereiro, o "Conta-me Uma Canção" voltou àquela sala lisboeta. Nas três edições já realizadas contou com artistas como A Garota Não, Amélia Muge, Ana Lua Caiano, Benjamim, Capicua, Clã, David Fonseca, Joana Espadinha, Luísa Sobral, Mafalda Veiga, Manel Cruz, Márcia, Miguel Angelo, Rita Redshoes, Rui Reininho, Surma, Tomara ou Tozé Brito, isto para além dos indefectíveis Sérgio Godinho e Samuel Úria.

Em 2027, a sua quinta edição no formato ao vivo.

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

NUNO RIBEIRO AO VIVO NO PORTO





















Nuno Ribeiro sobe ao palco do Sagres Campo Pequeno a 10 de Abril de 2027, no arranque da tour Norte-Sul 27. Bilhetes já disponíveis nos locais habituais.

Nuno Ribeiro anuncia o maior concerto da sua carreira. A 10 de Abril de 2027, o cantor, compositor e produtor sobe ao palco do Sagres Campo Pequeno, em Lisboa. É a maior sala em que o artista já actuou em nome próprio. É também o concerto que inaugura a tour Norte-Sul 27, que o levará a percorrer todo o país.

No Sagres Campo Pequeno, Nuno Ribeiro junta os êxitos que o tornaram um dos nomes mais ouvidos da música portuguesa às canções novas que abrem a próxima fase do seu percurso. Entre elas está “Saia Da Mãe”, o seu single mais recente, editado este mês. Depois de uma sequência de êxitos de grande dimensão, é a canção em que Nuno Ribeiro se mostra mais íntimo como autor e intérprete.

O Sagres Campo Pequeno chega depois de dois Coliseus esgotados. Em Novembro de 2023, Nuno Ribeiro encheu o Coliseu do Porto. Em Abril deste ano, foi a vez do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, numa noite partilhada com Calema, Nelson Freitas, Bluay, Conan Osiris, Anjos, Soraia Ramos, Loony Johnson e Porbatuka. Esse concerto deu o arranque à tour “Norte Sul” de 2026. A tour Norte-Sul 27 continua agora esse caminho, a partir de um palco maior.

Desde 2018, Nuno Ribeiro tem construído uma das carreiras mais consistentes da música portuguesa, com êxitos sucessivos na rádio, nas plataformas digitais e nos palcos de todo o país. Ao juntar a tradição portuguesa a sonoridades urbanas, criou uma assinatura reconhecível à primeira escuta. Soma 13 certificações de Platina e 6 de Ouro. Venceu o prémio de Canção do Ano nos Prémios Play com “Maria Joana” e foi nomeado em dois anos consecutivos para Melhor Canção nos Globos de Ouro, com “Maria Joana” (2024) e “Essa Mulher” (2025). Todos os anos percorre o país com largas dezenas de concertos. É hoje reconhecido como um dos mais talentosos cantores e compositores da música nacional.

A tour Norte-Sul 27 parte do Sagres Campo Pequeno para levar Nuno Ribeiro de norte a sul do país, com os êxitos de sempre e as canções novas que tem vindo a lançar.

Do Norte ao Coliseu, do Coliseu ao Sagres Campo Pequeno. A 10 de Abril de 2027, Nuno Ribeiro tem encontro marcado com os fãs em Lisboa. Os bilhetes já estão disponíveis nos locais habituais.

PEDRO DA LINHA AO VIVO COM MÚSICA MENOR MAS FELIZ





















Pedro da Linha, que recentemente editou Música Menor mas Feliz, prepara-se para subir ao palco da Casa Capitão em Lisboa para o primeiro concerto de apresentação do seu novo álbum. É já esta sexta-feira, dia 23 de outubro.

Na apresentação ao vivo de Música Menor mas Feliz, Pedro da Linha atua em formato banda e faz-se acompanhar pelos músicos Pedro Ferreira no baixo e guitarra elétrica e Zé Cruz na viola, pandeiro, percussão e trompete. Os bilhetes para a apresentação ao vivo a 23 de outubro na Casa Capitão em Lisboa ainda estão disponíveis.

Sobre Música Menor mas Feliz:
Pedro da Linha mostra-nos o milagre transformador que a música pode carregar em Música Menor mas Feliz. Falamos da transformação da tristeza em alegria, num arco de superação em que, sem esquecer que o mundo nem sempre é um lugar bonito, a felicidade se assume, muitas vezes, como uma arma de combate e de resistência. Sobretudo quando a música puxa o corpo para o seu lado, quando lhe dá corda num convite para baixar as defesas e para se entregar por completo àquilo que, num certo sentido, é a única coisa que realmente existe: o agora.

E se há coisa que vibra além das colunas e dos auscultadores e nos invade com uma certeza é a de Música Menor mas Feliz nos inundar com essa sensação de que é feita para o agora. Para o presente, enquanto tempo histórico em que vivemos; mas também para nos fazer presentes, libertando-nos de outras distracções e exigindo a nossa libertação total.

Música Menor mas Feliz ganha corpo e forma através da convicção pessoal de Pedro da Linha de que, dentro da tristeza, é também possível dançar e estar feliz. De que a tristeza não é uma prisão, nem tão-pouco limitativa ou infértil. Mesmo que os acordes e as escalas sejam menores, é sempre o que fazemos com eles que determina a sua verdadeira natureza.

Testados ao vivo em concertos ou em DJ sets, e depois ajustados e ajeitados às reacções que foram produzindo, os temas de Música Menor mas Feliz colocam-nos perante a clara sensação de que estes “pedaços de tristeza”, como Pedro da Linha lhes chama, se convertem noutra coisa na presença de outros. Este é um álbum em que se celebra essa transformação e essa capacidade de sermos resgatados pelo colectivo.

E este é Pedro da Linha a ganhar foco em 12 canções para as quais nos convida. Tenhamos nós a coragem de, percebendo a precariedade do mundo, celebrar o facto de estarmos vivos agora.

Música Menor mas Feliz já gerou vários singles além do mais recente "Alma": "Para Quê" com Lucy Val, "Dos Olhos Teus" com ela li e "Força".

Sobre Pedro da Linha: 

Pedro Maurício, mais conhecido como Pedro da Linha, é considerado um dos nomes de peso da música eletrónica portuguesa, tendo a batida como base essencial da sua produção musical. Natural da Damaia, conquistou inicialmente o cenário da música eletrónica global com produções que evidenciam o som dos subúrbios de Lisboa.

Já colaborou com vários artistas e produtores de destaque na música tradicional e urbana portuguesa, como Carlão, Ana Moura, Pedro Mafama, Branko, Eu.Clides, Dino D’Santiago, ProfJam, Diogo Piçarra, além de Rincon Sapiência, do Brasil. Em 2017, uma das suas faixas, “Drenas”, foi apresentada num dos desfiles do Savage X Fenty Show, de Rihanna. Em 2024, Pedro da Linha regressou aos lançamentos em nome próprio com dois EPs, um de remisturas e o mais recente, Dicas. Foi curador e protagonista das festas “Arrebita”, durante a sua residência no Musicbox, em Lisboa, e, em digressão, passou por cerca de duas dezenas de palcos de norte a sul do país.

Este ano, Pedro da Linha continua a revolucionar as pistas de dança nacionais, lançando Música Menor mas Feliz que promete consolidar, ainda mais, o seu lugar como um dos nomes mais inovadores da música eletrónica portuguesa.

SAI HOJE O DISCO ACÚSTICO DOS PINK PUSSYCATS FROM HELL

 













Os Pink Pussycats From Hell anunciam um novo álbum acústico. Conhecido pela sua energia caótica de garage rock’n’roll, mitologia teatral e um universo implacavelmente “Hell”, o duo de Lisboa revela agora um lado inesperado: íntimo, cru e estranhamente hipnótico.

O resultado é Hellectricless, um disco com novas versões acústicas de temas da banda, que inclui ainda uma faixa totalmente inédita, bem como uma versão reinventada de “Tainted Love”, trazida para o universo dos Pink Pussycats From Hell.

A ideia de reconstruir as músicas da banda nasceu durante o apagão. Sem amplificadores, sem pedais e sem electricidade, o disco mostra uma nova perspectiva sobre as músicas, mantendo a mesma atitude e a personalidade de Mighty Hunter e Danger Rabbit.
Às escuras, a banda viu-se a colocar uma pergunta simples: o que aconteceria ao rock’n’roll se a energia nunca voltasse?

“Há bandas que fazem discos acústicos para mostrar maturidade, nós fizemos um porque faltou a luz.”

Em vez de um disco “unplugged” tradicional, Hellectricless soa a rock’n’roll sem distrações. Como deve ser!
Para o disco contam com The Midnight Crooks: Lowdown Luke (baixo), Jimmy Jive ( teclas e sintetizadores), Johann Riff (piano), Lazy Eye Louie (guitarra), Carlitos Del Mar (percussão), Hank Singleton (kazoo) e Portlock Brass Ensemble (tuba e trombone).

Gravado, misturado, masterizado, tocado, idealizado, cantado, escrito, interpretado, arranjado e produzido por Pink Pussycats From Hell no Donkey Shot Studios, em Lisboa, Hellectricless sai no dia 19 de Outubro com o selo da Raging Planet e será apresentado no dia 15 de Novembro no Fermentage, Lisboa.

Os Pink Pussycats From Hell formaram-se em Lisboa e são um power duo de garage rock com traços demarcados de rock’n’roll. Com quase milhões de discos vendidos, já são considerados um dos maiores e mais bem sucedidos fenómenos musicais de todos os tempos, sendo frequentemente considerados o grupo mais importante a sair da Invasão Ambivalente.

São conhecidos pelas suas atuações eletrizantes e som irreverente. Com Mighty Hunter na guitarra e voz, e Danger Rabbit na bateria, a banda continua a ultrapassar limites e a cativar o público com a sua mistura única de música e mistério.

Com uma sonoridade que mistura o rock’n’roll com o garage, têm riffs frenéticos e uma voz densa e rouca que torna a sua identidade bastante demarcada.

Pink Pussycats From Hell lançaram em 2017 Hell-P, em 2020 Hell Niña e em 2025 HElll, todos com o selo da Raging Planet.
Como cartão de visita do novo disco, lançaram o single "Hellpless" no dia 25 de Setembro.

BANDUA AO VIVO EM LISBOA





















Fotografia por Alessandra Peviani

A 23 e 24 de outubro, os Bandua levam à Sala Estúdio Valentim de Barros, nos Jardins do Bombarda, o segundo álbum da dupla, BANDUA II. Entre o cancioneiro popular português e a música eletrónica, Bernardo D’Addario e Edgar Valente exploram novas geografias, memórias e identidades, num espetáculo que cruza música, cenografia e vídeo-arte.

Depois da edição de BANDUA II, a 2 de outubro, em CD, vinil e no Bandcamp, pela editora berlinense Ajabu! Records, e a 9 de outubro nas restantes plataformas digitais, os Bandua apresentam o novo álbum ao vivo em dois concertos, a 23 e 24 de outubro, na Sala Estúdio Valentim de Barros, nos Jardins do Bombarda, em Lisboa. As atuações dão início à tRAVEssia, a digressão de lançamento do segundo trabalho da dupla formada por Bernardo D’Addario e Edgar Valente.

Em BANDUA II, os Bandua partem da relação entre memória, território e futuro para alargar o universo musical apresentado no primeiro álbum. Se Bandua I construía um mito de origem entre Berlim e a Beira Baixa, o novo disco desloca o foco para o encontro entre diferentes identidades, tradições e geografias. Como explica Edgar Valente, “o eixo deixa de ser a identidade e passa a ser a alteridade”, numa reflexão sobre a pluralidade e a transformação que resultam do contacto entre culturas.

O cancioneiro popular português continua a ser uma das bases do projeto, agora alargado a referências de outras regiões, como o Alentejo, e a diferentes heranças culturais, do Egito Antigo ao Norte de África e às tradições célticas. A estas referências juntam-se canções originais e uma abordagem renovada à música eletrónica. O downtempo perde a predominância do primeiro álbum, dando lugar a ritmos mais acelerados, momentos progressivos e incursões pelo drum and bass.

A ideia de circulação atravessa também o imaginário do disco. Portugal surge como um porto de passagem, onde memórias, pessoas e legados se encontram e transformam. A metáfora da polinização traduz esta dinâmica de troca, enquanto o barco, central no tema “Barquinho”, representa a necessidade de navegar em conjunto. É a partir desta imagem de ligação e interdependência que os Bandua constroem uma nova etapa do projeto.

Nos concertos de Lisboa, este universo ganha uma dimensão cénica própria. A cenografia, concebida por Pedro Conceição em parceria com o Centro Cultural de Lagos, amplia para o palco o barco de papel presente na capa do álbum. A estrutura será acompanhada por lasers e conteúdos de vídeo-arte da Paleta Itinerante, desenvolvidos a partir de imagens captadas por João Alkmim. O espetáculo integra ainda o universo visual associado ao disco, cuja capa foi concebida por Carolina Mandrágora e cujos novos figurinos são da autoria de Nuno Gama.

quem são Bandua

Bandua é um projeto musical colaborativo entre o músico e produtor luso-brasileiro Bernardo D’Addario e o músico e cantor português Edgar Valente. A sua prática assenta na articulação entre a memória e a cultura portuguesa e as tendências musicais contemporâneas globais, construindo uma linguagem de música eletrónica enraizada no território. O resultado cruza elementos digitais e orgânicos, tecnologia e tradição, esbatendo fronteiras entre campo e cidade, passado e futuro, local e global.

D’Addario e Valente inscrevem-se, neste contexto, como parte de uma geração que convoca e cruza heranças culturais diversas, refletindo simultaneamente uma ancestralidade plural e uma prática artística aberta à absorção e transformação das linguagens musicais contemporâneas.

Se em BANDUA o discurso incidia sobre dimensões identitárias e interpretativas de uma narrativa que se iniciava com “Era Assim”, em BANDUA II o enfoque desloca-se para a afirmação do presente e das suas possibilidades, assumindo uma abordagem menos centrada na construção de mito e mais orientada para a realidade, sintetizada na formulação “É Assim”.

Trata-se de um disco que coloca no centro a aceitação da alteridade, em articulação com a revisão crítica das noções de identidade. Um movimento de reaproximação ao passado com o objetivo de produzir música no presente, orientada por uma escuta projetada para o futuro.

VÃO SER REEDITADOS TRABALHOS DO ORGANISTA JoAQUIM SIMÕES DA HORTA





















O Orgão da Sé Catedral de Évora
O Orgão de Santa Maria de Óbidos
O Orgão Barroco da Sé Catedral do Porto

Em 2026, ano em que se registam três décadas passadas desde o desaparecimento de Joaquim Simões da Hora (1941-1996), organista português de maior destaque no século XX, a Valentim de Carvalho reedita os primeiros três álbuns desse exímio intérprete de música antiga.

Originalmente publicados na icónica etiqueta A Voz do Dono (EMI), estas gravações agora remasterizadas e publicadas em formato digital, trazem de volta à memória sonora coletiva do público melómano a sonoridade única de uma importante parte do património musical histórico português, com registos únicos levados a cabo na Sé de Évora (1975), na Igreja de Santa Maria de Óbidos (1981) e na Sé do Porto (1985), lançados originalmente na coleção "Lusitana Musica", um marco pioneiro na discografia portuguesa de música antiga do século XX.

Joaquim Simões da Hora (1941-1996) destacou-se durante o último quartel do século XX como o maior intérprete português de música antiga ibérica para órgão. Nesse domínio a sua qualidade como intérprete assumiu reconhecimento internacional, tanto em diversos países europeus como nos Estados Unidos da América. Foi professor de órgão no Conservatório Nacional, entre 1977 e 1995. Ao longo da sua carreira esteve profundamente envolvido na divulgação do património musical português, especialmente no que diz respeito ao órgão, bem como na produção e supervisão musical de grande parte das edições discográficas de música erudita publicadas em Portugal nas últimas três décadas do século XX.

A reedição agora levada a cabo, sob a direção do musicólogo e produtor Tiago Manuel da Hora, permite preservar, recuperar e divulgar o legado desse grande organista, que foi também um destacado produtor das edições de música erudita da Valentim de Carvalho entre 1974 e 1985.

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domingo, 18 de outubro de 2026

PROGRAMA DE 17/10/26

1 - A Garota Não - Este país não é para mães
2 - Leonor Arnaut - Avé, raposa
3 - Mafalda - Para ti
4 - Márcia - Manhã bela
5 - Inês Sousa - Tornado
6 - Três Tristes Tigres - Água
7 - Tio Rex - É como é como é como é
8 - André Júlio Turquesa - Release the fire

9 - Pink Pussycat From Hell - Hellton John
10 - Them Flying Monkeys - Great song
11 - Dapunksportif - Everything changes
12 - The Twist Connection - Crime
13 - Democrash - The concept of clothing
14 - Victor Torpedo And The Pop Kids - Emotional
15 - The Pages - Teenage rebels
16 - Post Saudade - Miss cocaine

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

VALLE ENTRA EM “MODO VOO” E APRESENTA O SEU ÁLBUM DE ESTREIA





















O primeiro álbum de estúdio do artista português percorre diferentes dimensões do R&B, entre relações, sonhos, solidão e crescimento pessoal, e conta com a colaboração de Harold em “lutamos”.

Já disponível nas plataformas digitais

Valle apresenta “modo voo”, o seu primeiro álbum de estúdio, um projeto que reúne diferentes experiências e estados emocionais através do R&B. Entre o amor, as relações, os sonhos, a solidão e a superação, o artista explora as contradições do crescimento pessoal e os desafios de encontrar o próprio caminho.

O título do álbum parte da ideia de entrar em “modo voo”: afastar-se do ruído exterior, ganhar perspetiva e continuar a avançar, rodeado por quem contribui positivamente para o percurso. Ao longo do projeto, Valle desenvolve esta ideia através de diferentes momentos, refletindo sobre as relações que marcam o seu caminho, a necessidade de desligar e a vontade de perseguir os próprios objetivos.

Entre os temas que compõem o álbum, destaca-se “lutamos”, com Harold, uma colaboração que junta duas vozes portuguesas num tema de afirmação e força. A participação integra um projeto que cruza diferentes vivências e emoções, mantendo o R&B como elemento central da identidade musical de Valle.

Depois de apresentar o single “modo voo”, que antecipa o universo sonoro e temático do projeto, Valle dá agora a conhecer o álbum na sua totalidade. “modo voo” marca o início de uma nova etapa no percurso do artista, afirmando a sua identidade musical e a sua expressão dentro do R&B português.

A 12 de novembro, Valle sobe ao palco da Casa Capitão, em Lisboa, para apresentar ao vivo o universo de “modo voo”. O concerto será uma oportunidade para levar este primeiro álbum de estúdio ao público, num momento importante desta nova fase do artista. Os bilhetes já estão à venda na Dice.

“modo voo”, o álbum de estreia de Valle, já está disponível em todas as plataformas digitais.

CRIS EDITA EP
















CRIS apresenta “overthinker”, o seu EP de estreia, acompanhado pelo lançamento do novo single “unsafe”. Depois de ter revelado “maré” como primeiro avanço do projeto, a cantautora portuguesa reúne agora quatro canções num trabalho que parte da inquietação, da dúvida e da tendência para permanecer nas perguntas, procurando compreender não apenas aquilo que acontece dentro de si, mas também o outro e as razões que o movem.

Num tempo marcado pela procura constante de respostas rápidas, “overthinker” escolhe precisamente o movimento contrário. Ao longo do EP, CRIS rema contra a própria maré, perde-se entre diferentes versões de si mesma e procura encontrar um rumo no meio de pensamentos e perguntas que nem sempre encontram resolução. Mais do que tentar eliminar essa inquietação, o disco assume-a como ponto de partida para um exercício de aproximação a si própria e aos outros.

Entre o pop alternativo e o neo-soul, essa dimensão introspetiva encontra uma linguagem construída em torno da voz, que ocupa o centro das quatro canções. Guitarras de expressão orgânica e a riqueza harmónica do rhodes sustentam uma sonoridade que privilegia a intimidade e acompanha um EP onde dúvida, repetição e vulnerabilidade surgem não como problemas a resolver, mas como parte de uma tentativa continuada de compreender.

“unsafe”, novo single que acompanha a edição do trabalho, prolonga essa procura através de uma pergunta que permanece sem resposta. A canção nasce da tentativa de perceber aquilo que poderá ter faltado e, sobretudo, aquilo que poderá ter magoado alguém antes de essa dor acabar por atingir os outros.

Sem procurar justificar ou desculpar, CRIS abre espaço para uma fragilidade que nem sempre é imediatamente visível. “unsafe” observa a possibilidade de compreender o outro sem apagar aquilo que aconteceu, admitindo simultaneamente que o perdão e o acolhimento podem continuar a existir mesmo perante aquilo que não se consegue explicar por completo.

Essa tentativa de compreensão acaba também por devolver o olhar à própria artista. Ao procurar reconhecer as vulnerabilidades do outro, a canção aproxima-se daquelas que existem em cada um, sugerindo que a empatia poderá funcionar nos dois sentidos. Entre aquilo que nos fragiliza e aquilo que procuramos compreender em quem está à nossa frente, “unsafe” encontra assim uma das ideias fundamentais de “overthinker”: continuar a perguntar mesmo quando não existe uma resposta definitiva.

O EP representa a primeira edição fonográfica de CRIS enquanto artista principal, mas surge depois de um percurso iniciado ainda na infância. A cantautora começou os estudos musicais aos sete anos na Academia de Música de Castelo de Paiva, onde concluiu o 5.º grau de guitarra clássica, coro e formação musical, tendo participado desde cedo em festivais da canção infantojuvenis e gravado, juntamente com a irmã, o disco de música infantil “Cantigas da Minha Infância”.

Ainda jovem, participou no programa televisivo “Uma Canção Para Ti”, onde venceu o respetivo grupo, e integrou o elenco do musical “Annie”, encenado por Filipe La Féria no Teatro Rivoli. Paralelamente, foi desenvolvendo experiência enquanto intérprete ao vivo em diferentes contextos e construiu uma presença digital através de um canal dedicado a covers no YouTube, que reúne mais de 100 mil subscritores.

Em 2022, passou a integrar a banda de Tiago Nacarato como backing vocal, participando em concertos e gravações de estúdio e assumindo também arranjos vocais. Dessa colaboração nasceu ainda a participação em “Cedo”, em dueto com o músico. Ao longo do percurso, colaborou igualmente como backing vocal com a Orquestra Bamba Social e com New Max.

É depois desse caminho enquanto intérprete, instrumentista e colaboradora que CRIS se apresenta agora através de um projeto autoral próprio. Com “overthinker”, a artista transporta para quatro canções uma forma inquieta de observar aquilo que sente e aquilo que a rodeia, recusando a necessidade de chegar a conclusões definitivas. Entre o pop alternativo e o neo-soul, o EP encontra precisamente nas perguntas, nas contradições e na vulnerabilidade o espaço a partir do qual CRIS começa a definir a sua identidade enquanto artista a solo.