segunda-feira, 25 de maio de 2026

ALDEIAS DO XISTO CRIAM ORQUESTRA
















Resultado de mais de uma década de trabalho colaborativo no território, a OPAx – Orquestra Popular das Aldeias do Xisto apresenta-se como um novo projeto artístico e formativo que convida músicos e comunidade a participar ativamente na sua criação ao longo de 2026.

A OPAx – Orquestra Popular das Aldeias do Xisto nasce como um projeto que cruza criação artística, formação e envolvimento comunitário, afirmando-se simultaneamente como fruto de um percurso consolidado e semente de futuro para o território. Com origem nos 14 anos de trabalho desenvolvido no âmbito do Xjazz – Encontros do Jazz nas Aldeias do Xisto, esta nova orquestra propõe-se aprofundar a relação entre a música, as pessoas e o território.

Promovida num ecossistema cultivado pela ADXTUR – Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto e pelo JACC – Jazz ao Centro Clube, a OPAx beneficia ainda do reconhecimento como Projeto de Mérito Cultural pelo Fundo de Fomento Cultural (GEPAC / Ministério da Cultura, Desporto e Juventude), reunindo as condições ideais para o seu desenvolvimento ao longo do próximo biénio.

Mais do que uma estrutura musical, a OPAx afirma-se como uma plataforma aberta a compositores e intérpretes da Rede das Aldeias do Xisto. Dirigida sobretudo a jovens instrumentistas das filarmónicas locais, valoriza a dimensão intergeracional e incentiva a participação de toda a comunidade, promovendo o encontro entre diferentes experiências, linguagens e percursos musicais.

É neste contexto que a OPAx lança um convite aberto à participação, chamando a integrar este novo coletivo membros de filarmónicas, bandas e grupos similares das regiões, bem como outros residentes interessados: músicos, curiosos e apaixonados pela música. A participação é gratuita e inclui apoio logístico durante os períodos de formação e concertos, assegurando refeições e, quando necessário, alojamento.

A constituição da orquestra decorrerá ao longo de 2026, em três fases distintas. O arranque acontece com a realização de quatro bootcamps “Jazz na Filarmónica”, orientados por formadores com vasta experiência no universo das bandas e orquestras. De seguida, terá lugar um estágio de orquestra dirigido pelo futuro maestro da OPAx, acompanhado por uma equipa pedagógica especializada. Este percurso formativo culminará nas primeiras apresentações públicas da orquestra, em duas salas de concertos do território das Aldeias do Xisto.

As inscrições já se encontram abertas e podem ser efetuadas através do formulário disponível no link.

Inscrição na OPAX

FESTIVAL MÊDA+ REVELA CARTAZ COMPLETO





















O Festival Mêda+ regressa entre os dias 22 e 25 de julho para a sua 12.ª edição e anuncia agora o cartaz completo daquele que volta a afirmar-se como um dos projetos mais singulares do circuito nacional de festivais. Depois de revelar nas últimas semanas os primeiros nomes confirmados - Da Chick, Mães Solteiras, Mr. Gallini, Três Tristes Tigres, Marquise e Duques do Precariado -, a organização apresenta agora a restante programação da edição deste ano.

Entre os destaques desta nova vaga de confirmações encontram-se Expresso Transatlântico e Unsafe Space Garden, integrando um alinhamento distribuído por três palcos e que reúne projetos de diferentes geografias e linguagens da música portuguesa contemporânea.

Ao longo dos quatro dias de festival passam ainda pelo Mêda+ nomes como Esquerda, Novos Românticos, DJ Tam, Clarisse e os Desviados, Bonança, M.DUSA, Deambula, THEMANDUS, Monch Monch, Senza com a Orquestra do Centro de Formação Musical de Mêda, Ana De Llor, MAGUPI, Traz os Monstros, MALABOOS, Sónia Trópicos, Motherflutters e bbb hairdryer.

A programação inclui também um concerto especial desenvolvido em residência artística, onde Félix Gambino, Saloio e O Homem que Fugiu do Mundo irão interpretar poemas de Manuel Daniel, figura histórica da cultura e da escrita da Mêda, num momento que reforça a relação do festival com o território, a memória e a criação.

Mantendo uma linha curatorial centrada na música portuguesa, o Mêda+ continua a afirmar-se como espaço de cruzamento entre propostas emergentes, projetos experimentais e nomes consolidados, privilegiando uma lógica de descoberta e diversidade estética. Ao longo das últimas edições, o festival tem vindo a consolidar uma identidade própria assente na proximidade, na dimensão comunitária e na valorização cultural do interior do país.

Promovido por uma associação juvenil sem fins lucrativos, o Mêda+ mantém igualmente a sua natureza inclusiva e acessível, com entrada e campismo gratuitos, prolongando um modelo raro no contexto dos festivais de verão em Portugal.

A edição de 2026 volta a estender-se por quatro dias, integrando um warm-up inicial seguido de três dias de programação musical, num formato que privilegia a permanência, a relação com a cidade da Mêda e a criação de uma experiência coletiva para público, artistas e comunidade local.

Os horários e a distribuição dos concertos por dias serão anunciados em breve.

LUIZ CARACOL HOMENAGEIA HOJE JOSÉ MÁRIO BRANCO





















Hoje, dia 25 de maio, data do aniversário de José Mário Branco, Luiz Caracol edita uma nova versão de “Eu Vi Este Povo a Lutar”, numa sentida homenagem a uma das figuras maiores da música e da intervenção cultural portuguesa.

Mais do que revisitar uma canção emblemática, esta edição propõe um encontro contemporâneo com uma obra que continua profundamente viva no imaginário coletivo português. Produzida e gravada por Luiz Caracol e Rui Pedro Pity, a nova interpretação apresenta um arranjo moderno e pessoal, respeitando a força original da composição enquanto lhe acrescenta uma nova dimensão estética e emocional. A mistura e masterização ficaram a cargo de Ivo Costa (Bateu Matou).

Para Luiz Caracol, esta homenagem nasce de uma relação profunda com a obra de José Mário Branco:

“Há canções que não se escolhem. Que chegam antes de qualquer decisão, enraizadas em qualquer coisa que está dentro de nós antes mesmo de sabermos o seu nome. “Eu vi este povo a lutar”, de José Mário Branco, é uma dessas canções para mim.
JMB foi — e continua a ser — uma referência incontornável. Não apenas pela força política e humana da sua obra, pelo modo como soube transformar a resistência em beleza e a luta em poesia, mas também pela sofisticação com que construiu o seu universo sonoro. Os seus arranjos, a sua visão, a sua estética, a sua recusa em simplificar — tudo isso moldou profundamente a forma como entendo a música e o que ela pode ser.
Esta gravação nasce desse lugar de admiração e dívida. Eu e Rui Pedro Pity quisemos fazer uma versão com um forte cunho pessoal — não apenas mais uma interpretação, mas um encontro sentido e verdadeiro com a canção. Um arranjo elaborado e moderno, gravado na íntegra pelos dois, onde cada escolha é um gesto de escuta e de homenagem. A mistura e masterização ficaram a cargo de Ivo Costa (Bateu Matou), que soube preservar e ampliar tudo o que queríamos dizer.
Há muito que queria fazer isto. Pois era uma dívida antiga, agora paga com o maior dos respeitos e a maior das admirações.”

— Luiz Caracol

A edição é também acompanhada por um testemunho de Pedro Branco, filho mais velho de José Mário Branco, que sublinha a dimensão afetiva e artística desta recriação:

“Uma versão não é apenas uma nova interpretação. É uma homenagem feita da pele do que somos feitos, do tempo que damos ao namoro da obra, do lugar que escolhemos para, numa forma muito própria nossa, dizermos: Eis como me quero incluir na tua canção. “Eu vi este povo lutar”, uma canção feita de força, de bombos e de rua, transforma-se, agora, na mão dada que o Luiz resolve dar ao Zé Mário. É assim que te quero cantar, meu Mestre. Desta forma minha de saborear e de pintar a existência, a luta, os grandes valores da nossa passagem por esta vida. Obrigado, Luiz, por teres tido esta ousadia e teres conseguido tatuar, de uma forma tão tua, o teu nome nesta fundamental canção das nossas vidas.”

— Pedro Branco

BONAPARTE DE LUÍS BRAZ TEIXEIRA NAS PLATAFORMAS DIGITAIS



Assente numa base instrumental orgânica, o tema combina sensibilidade contemporânea com uma atmosfera fresca e descontraída. Mais do que uma declaração intensa, “BONAPARTE” é um convite a deixar a música fluir, a arriscar no amor e a acreditar que as coisas podem simplesmente resultar.

Entre imagens românticas e metáforas artísticas, Luís capta aquele instante em que tudo começa a ganhar cor — quando um simples gesto muda a direção e a esperança fala mais alto. A interpretação surge espontânea e luminosa, transmitindo a sensação de alguém que se expressa exatamente como sente.

“BONAPARTE” é uma canção sobre energia positiva, sobre deixar acontecer e sobre confiar que, quando a ligação é verdadeira, o resto encontra o seu caminho.

I'A'V APRESENTAM DISCOP DE ESTREIA NO PORTO















Foto © Francisco Fidalgo

Editado na passada sexta, dia 22 de maio, o disco de estreia do trio I’A’V (Inês Malheiro, Arianna Casellas, Violeta Azevedo) será apresentado ao vivo no Porto no próximo dia 18 de junho. O concerto terá lugar no espaço da Lovers & Lollypops (Rua de S. Victor 143 A, 4000-515 Porto), e conta com a primeira parte de URTIQA. Os bilhetes custam 8 euros (+ taxas) e podem ser adquiridos online em dice.fm. Os concertos começam às 18:45.

"Volatile Poem", nasce de um convite do gnration, em Braga, a Inês Malheiro, que convoca Arianna Casellas e Violeta Azevedo para partilhar a residência artística que daria origem ao projecto. Três artistas fundamentais da cena portuguesa contemporânea, reunidas numa linguagem comum feita entre escuta, intuição e transformação.

Editado pela Sucata Tapes (Discrepant), Volatile Poem assinala o início do percurso discográfico de I’A’V, num fluxo de canções sonhadoras e mutáveis onde electrónica delicada, arpejos flutuantes, texturas vítreas e rupturas abstratas convivem com o lirismo do violoncelo de Casellas e os movimentos respirados da flauta de Azevedo. No centro, a voz de Malheiro guia e dissolve-se ❀࿐por vezes crua e íntima, por vezes expandida numa matéria quase pós-humana.

Há algo profundamente táctil na música de I’A’V - o som que emerge e se dissolve nas composições revela mistérios e oculta realidades num universo onde vulnerabilidade e força coexistem sem hierarquia. Luminoso e espectral, o disco permanece suspenso entre silêncios e ascensão comunal.

FERNANDO NUNCA ESTREIA "NAVIOS"
























(foto: Susana Valadas)


Fernando Nunca é uma amálgama de correntes, memórias e geografias.

Fernando M. Fernandes, a sensibilidade por detrás de projetos como Ângela Polícia, Bed Legs e O Amante Negro, apresenta agora um novo percurso a solo, resultado da destilação de anos de vivências, influências e experimentação sonora.

Explorador de histórias e observador atento, Fernando Nunca conjura o encontro entre a herança angolana e a canção portuguesa. Licks do grunge simulam a gaita do funaná, enquanto a tradição lusófona é reinventada através de uma linguagem contemporânea e profundamente pessoal.

“Navios” é um testemunho da capacidade de transformar as dificuldades da vida em narrativa. Uma canção sobre luta pessoal que, através da sua honestidade, se torna universal.

Tanta água não enche
a minh’alma vazia
fome, sede e sono
escuridão sem baía


Consciente de que o artista não surge no vazio, Fernando Nunca é uma homenagem à música lusófona. À procura de um ponto convergente, navega de Benguela a Braga, de Mindelo à Bahia, de Príncipe a Bissau, atracando finalmente em Antuérpia. “Na Boca do Povo” é o álbum de estreia que este single antecipa.

Para a realização de “Navios”, Fernando Nunca (voz e guitarra) contou com o talento de Tiago José (guitarra solo), André Pizarro Pepe (baixo), Rui Rodrigues (bateria) e Iúri Oliveira (percussão).
A produção esteve a cargo do autor, com mistura e masterização de Lucas Palmeira e artwork/design de Tomás Opinião.

“Navios” estreia a 28 de maio em todas as plataformas digitais.

iNWATER COIM SINGLE NOVO

 



















No próximo dia 29 de Maio, os iNWATER apresentam “In Code”, o novo single de antecipação do álbum de estreia Wet Dreams With You.

Com uma identidade que funde o rock alternativo e a eletrónica, a banda Lisboeta tem vindo a consolidar um percurso independente com impacto crescente a nível nacional e internacional. Os lançamentos mais recentes somam já mais de 250 mil visualizações no YouTube, tendo captado a atenção de rádios e imprensa especializada com airplay e destaque editorial em mercados como os EUA, Reino Unido, França, Canadá, México, Espanha e Argentina.

Em “In Code”, os iNWATER apresentam uma das suas faixas mais diretas e incisivas, conduzida por guitarras em primeiro plano, tensão rítmica e texturas eletrónicas. O tema parte da ideia de uma mensagem cifrada para explorar identidade e transformação, mantendo a dimensão visual que tem distinguido o percurso da banda.

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domingo, 24 de maio de 2026

PROGRAMA DE 23/05/26

1 - Minta & The Brook Trout - Cantaloupe
2 - Tracy Vandal & John Mercy - To remember who you were (c/ Alex Kapranos)
3 - Birds Are Indie - Not today
4 - Bloom - Walking on waters
5 - Victor Torpedo e António Olaio - Where Paris used to be
7 - Ghost Hunt - No exit
8 - Sci Fi Industries - VanDerLies 
9 - João Afonso - Matope
10 - A.P.Braga - A moda das tranças pretas
11 - JP Simões - Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
12 - Miguel Calhaz - Lembra-me um sonho lindo
13 - Jorge Rivotti - A nossa roda
14 - Luís Trigacheiro - Há algo em ti
15 - Luta Livre - Estufas & alojamento local

sexta-feira, 22 de maio de 2026

MXGPU REGRESSA COM NOVO SINGLE 'FEEL THE FLOOD'





















Após o lançamento de ‘tree of life’, MXGPU (Moullinex & GPU Panic), dão agora o próximo passo da sua nova era com ‘feel the flood’.

MXGPU é a fusão de duas forças criativas, Moullinex e GPU Panic, com a sua colaboração enraizada em Lisboa, Portugal. O duo tem vindo a trabalhar em conjunto há vários anos, começando com ‘Innerchild’, um projeto cujo tema, estética e produção estabeleceram na perfeição as bases para tudo o que se seguiu até ao álbum de estreia ‘Sudden Light’ e à respectiva edição deluxe, que contou com remisturas de nomes como Xinobi, JOPLYN, Sam Shure, entre outros. Depois de ‘tree of life’, lançado pela Discotexas, sucede ‘feel the flood’ como o próximo passada nova era de MXGPU.

Após o lançamento de ‘tree of life’, MXGPU (Moullinex & GPU Panic), dão agora o próximo passo da sua nova era com ‘feel the flood’: mais rápida, ousada e pensada para as pistas de dança. Com a sua marcante linha de baixo é simplesmente impossível não dançar. ‘Às vezes uma linha de baixo é tudo o que é preciso para fazer alguém dançar. Foi exatamente o que aconteceu no estúdio quando fizemos a ‘feel the flood’. Desde esse dia que não conseguimos parar de a tocar em todos os concertos.’ - MXGPU

No coração da pista de dança, o duo afirmou-se como um dos atos ao vivo mais distintivos da música electrónica, oferecendo um espetáculo imersivo a 360° que remove quaisquer fronteiras entre o palco e público, com multidões esgotadas por toda a Europa, Ásia, América do Norte e do Sul.

Os lançamentos de MXGPU têm sido apoiados por nomes como &ME, Adam Port, Damian Lazarus e RÜFÜS DU SOL, tendo também músicas suas remisturadas por artistas como Patrice Bäumel. Atualmente em digressão mundial, com presenças confirmadas em festivais como Mayan Warrior, Primavera Sound e Tomorrowland, os fãs podem esperar uma experiência sonora completa que evidencia a química musical única de MXGPU.

'feel the flood' já está disponível em todas as plataformas!
OUVE AQUI

MATILDA LANÇA ÁLBUM DE ESTREIA "DE CORPO INTEIRO"





















Créditos: Sebas Ferreira

A cantora e compositora portuguesa MATILDA lança hoje o seu álbum de estreia, DE CORPO INTEIRO disponível em todas as plataformas digitais. Depois de um ano a desvendar, single a single, o universo emocional que a habita, a artista apresenta finalmente o trabalho completo, um álbum de Pop, R&B íntimo, corajoso e profundamente pessoal. O álbum consolida a chegada de uma das vozes mais prometedoras da música portuguesa contemporânea, uma artista que traz consigo uma herança musical única e uma perspetiva genuinamente sua.

DE CORPO INTEIRO é um álbum de R&B e Pop com influências portuguesas profundamente enraizadas, construído a partir de letras intimistas e de uma sonoridade envolvente que percorre a vulnerabilidade, a autodescoberta e o crescimento pessoal. O título não poderia ser mais apropriado, MATILDA entrega-se neste disco sem reservas, de corpo inteiro.

O álbum conta já com quatro singles que foram preparando o terreno para este momento, "Inconstante", que marcou a estreia oficial da artista; "Cem Flores", “Meu Norte” e “Miragem”, o mais recente avanço do projeto, agora também disponível na íntegra.

MATILDA cresceu rodeada de música e arte, influenciada por uma família com uma ligação profunda à cultura portuguesa. Longe de se deixar paralisar por essa herança, a artista encontrou nela inspiração para construir um caminho radicalmente seu, após uma jornada de autodescoberta e superação de desafios pessoais que se reflete em cada faixa deste álbum.

"Este álbum de Pop, R&B é íntimo, quase como um diário. É a minha viagem emocional. Cada música revela uma camada, da insegurança à força, da dúvida à aceitação. Na minha música, a vulnerabilidade é vivida de corpo inteiro. Aqui estou a revisitar feridas, desmontar versões antigas de mim e reconstruir-me. 'DE CORPO INTEIRO' fala de ser mulher em todas as suas contradições: sensível, intensa, frágil, consciente, mas acima de tudo poderosa. Ao mesmo tempo, ao longo do álbum, existem histórias de amor. Mas há uma que permanece. É o meu chão no meio do caos, a linha invisível que liga o início ao fim. É uma carta aberta das minhas vulnerabilidades, ao mesmo tempo que procuro encontrar o meu próprio espaço: emocional, físico e artístico, sem pedir permissão. Sobre transformar o que dói em linguagem e o que é silêncio em voz. Este álbum é sobre existir por inteiro.", partilha MATILDA.

Com "DE CORPO INTEIRO", MATILDA afirma-se como uma das artistas mais sensíveis e promissoras da sua geração, pronta para se revelar por completo, de corpo inteiro e sem medo. O álbum será apresentado ao vivo pela primeira vez no dia 28 de maio, no Gracinha, em Lisboa, num concerto que promete ser tão íntimo e verdadeiro quanto o disco que o motivou.

FILIPA BIDARRA COM NOVIDADES





















Filipa Bidarra
- cantora, compositora e atriz de teatro musical, formou-se em Teatro Musical e Performance Musical pela London College of Music (2023), desenvolve o seu trabalho entre o pop alternativo e o storytelling musical. Trabalha também na área de Direção Vocal para várias companhias de teatro em Lisboa. Artista a solo desde 2020, prepara o seu EP de estreia “Therapy Mode” a ser lançado ainda este ano.

Escrito em Londres em 2023, “Won’t You Come Back Now” nasce de um contexto de solidão e procura de identidade artística e pessoal. “Estava a viver sozinha num país tão diferente, sem muito a que me agarrar. Escrever canções foi o meu escape, o meu refúgio.” Projeto desenvolvido nos estúdios MalwareSoundProd com banda acústica: David Jerónimo, Helder Godinho, Miguel Camilo, Ricardo Dikk. Gravado e produzido por David Jerónimo, mistura realizada por João Martins e masterização por Miguel Marques.

“Won’t You Come Back Now” fará parte do EP “Therapy Mode”, onde é explorada uma fase de análise emocional ao longo de uma relação amorosa, convertendo experiências afetivas em registo sonoro. Procura afirmar uma linguagem pop-rock mais narrativa e interpretativa no panorama musical português, valorizando a performance ao vivo, a escrita autoral e a colaboração entre músicos. O projeto representa um passo decisivo no percurso de Filipa Bidarra enquanto criadora e intérprete.

ANDRÉ VIAMONTELANÇA "DE VEZ"





















Mãe, e quando vocês voltam mesmo… de vez?”

Esta pergunta, guardada desde a infância, tornou-se o ponto de partida emocional para um projeto profundamente autobiográfico de André Viamonte, enraizado no desejo de regresso ao lar e na procura da identidade portuguesa, tão comum às comunidades emigrantes. Mais do que uma memória, esta frase encerra a saudade, a ausência e a esperança de um retorno pleno, não apenas físico, mas também emocional e cultural.

“De Vez” nasce assim como um reencontro com o colo familiar, artístico e simbólico. Reúne artistas profundamente admirados por Viamonte: Ana Bacalhau, Mimicat, Matu Miranda, Mari Segura, Janeiro, Pedro do Vale e Paulo Ribeiro — numa fusão de estéticas musicais que celebra autenticidade, pertença e renovação criativa no panorama musical português.

Ao longo do seu percurso, Viamonte foi colecionando encontros, aprendizagens e ligações humanas que moldaram este trabalho. Delas se constrói uma obra de entrega absoluta, onde reencontra o lugar da composição na língua portuguesa, enquanto espaço de identidade, expressão e herança.

Este projeto une música e arte visual, cruzando símbolos de infância de cada artista com a memória pura da criança interior, construindo uma narrativa de partilha, pertença e sensibilidade coletiva. Cada canção estabelece também uma ligação concreta a causas sociais e humanas, através de parcerias com instituições como a ILGA Portugal, o IRA, a Nuvem Vitória, a APAV, o Coração Amarelo, a Casa do Artista e a Crescer, entre outras associações que trabalham diariamente em prol da dignidade, inclusão, proteção e apoio social. Esta dimensão solidária reforça o propósito maior de “De Vez”: transformar a música numa ponte entre emoção, consciência e ação, demonstrando que a arte pode sensibilizar, mobilizar e contribuir ativamente para uma sociedade mais humana.

LUÍS BRAZ TEIXEIRA LANÇA "BONAPARTE"

 











Luís Braz Teixeira
apresenta “BONAPARTE”, um novo single pop/R&B que celebra o entusiasmo das possibilidades amorosas com leveza e boa energia. 

Assente numa base instrumental orgânica, o tema combina sensibilidade contemporânea com uma atmosfera fresca e descontraída. Mais do que uma declaração intensa “BONAPARTE” é um convite a deixar a música fluir, a arriscar no amor e a acreditar que as coisas podem simplesmente resultar.

Entre imagens românticas e metáforas artísticas, Luís capta aquele instante em que tudo começa a ganhar cor — quando um simples gesto muda a direção e a esperança fala mais alto. A interpretação surge espontânea e luminosa, transmitindo a sensação de alguém que se expressa exatamente como sente.

“BONAPARTE” é uma canção sobre energia positiva, sobre deixar acontecer e sobre confiar que, quando a ligação é verdadeira, o resto encontra o seu caminho.

MOZART REINVENTADO EM JAZZ POR MÁRIO LAGINHA


















© Artway/Joana Pereira

Data de edição: 30 maio

Dois dos pianistas de jazz mais destacados do panorama nacional, Mário Laginha e Daniel Bernardes, mergulharam na música de Mozart como fonte de inspiração, recriando, cruzando e transfigurando alguns dos seus temas. São recomposições de peças instrumentais ou vocais, umas vezes reconhecíveis, outras nem tanto, mas em todos os casos resultando em temas brilhantes que os músicos partilham com os seus parceiros de quarteto: Bernardo Moreira no contrabaixo e Joel Silva na bateria, que se conhecem intimamente e têm uma musicalidade instintiva.

O projecto nasceu de uma encomenda do Festival Around Classic, para a criação de um concerto de jazz a partir da música do genial compositor vienense. Sem pôr em causa o respeito absoluto por Mozart, a nova música foi criada com um espírito de liberdade e entusiasmo, e encontra-se no disco “Mozart Transfigurado”: um arrojado conjunto de temas com muito espaço para a improvisação, a editar pela Artway Next no próximo dia 30 de Maio.

NUNO DA CÂMARA PEREIRA APRESENTA "FADO ANSIÃES"

 



















A guitarra “manufacturada” por Nuno da Camara Pereira nasce como o embrião da sua carreira ímpar dedicada ao fado. As flores que a envolvem dão corpo ao amor que o move, e no centro — de onde brotam as notas musicais — surge o útero simbólico, guardando a ode à vida: um recém‑nascido que representa o início de tudo. Se o fado é amor, por vezes perdido, também é a transparência das suas próprias ansiedades.

Ouvir esta guitarra é tornar‑se cúmplice: os sons confundem‑se com a voz do poeta e com o próprio intérprete, menino que regressa à transcendência do seu próprio útero. Não há fado sem cumplicidade.

É neste mesmo gesto criador que surge o novo single “Fado Ansiães”, cuja capa é da autoria do próprio Nuno da Camara Pereira — atualmente aluno do curso de Pintura e Escultura da Cascais School of Arts & Design, onde aprofunda a dimensão plástica que sempre acompanhou o seu percurso artístico. A capa, tal como a guitarra, revela essa fusão entre música, corpo e símbolo: um universo onde a imagem prolonga o fado e o fado devolve sentido à imagem.

No próximo ano, Nuno da Camara Pereira celebra 50 anos de carreira, marco que será assinalado com espetáculos comemorativos a anunciar em breve — um ciclo que promete revisitar a sua obra, revelar novas criações e reafirmar a singularidade de um artista que continua a reinventar‑se sem perder a raiz.

Valle COM NOVO SINGLE





















Valle
lança “cola em mim”, o seu novo single já disponível em todas as plataformas digitais. O tema sucede a “à chuva” e marca mais um momento na evolução artística do músico, aprofundando uma narrativa centrada nas relações, na vulnerabilidade e na intensidade emocional que tem definido o seu percurso no R&B contemporâneo em Portugal.

Em “cola em mim”, Valle constrói um retrato íntimo de uma relação que permanece presa entre dois polos opostos: o desejo de proximidade e o afastamento emocional inevitável. A canção vive desse contraste constante, explorando a saudade e a dependência emocional num contexto em que o toque ainda existe, mas a ligação já não é clara. É um tema que traduz a urgência de dois corpos que continuam a procurar-se, mesmo quando a dúvida sobre o “nós” já se instalou.

A escrita foi desenvolvida por Valle e Tcharo, com composição assinada por Valle, Extrazen, Rodrigo Correia e Jon. O single chega acompanhado por um videoclipe gravado em Paris, com conceito de Mateus da Cunha e Valle, realizado por Mateus da Cunha, e edição de David Oliveira e Valle. O visual prolonga a narrativa da música, explorando a tensão emocional entre presença e ausência através de uma abordagem cinematográfica e simbólica.

Com este lançamento, Valle reforça o seu lugar no panorama do R&B nacional, consolidando uma linguagem artística própria, marcada pela honestidade emocional e por uma estética cada vez mais definida.

cola em mim” já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.

OS RAIZ LANÇAM NOVO SINGLE “RECADO”





















OS RAIZ revelam “RECADO”, o oitavo single de originais e um momento de viragem artística para o grupo.

Nascidos da amizade, da verdade e de uma ligação profunda à música cantada em português, os OS RAIZ apresentam-se como “uma família alentejana, irmãos de diferentes pais e mães, mas netos da música na nossa língua materna.” É nesse lugar de encontro, entre a emoção, os poemas e a sonoridade Pop contemporânea, que a banda tem vindo a construir um percurso singular no panorama nacional.

Com um registo emotivo e uma identidade musical muito própria, os Os RAIZ cruzam a intensidade das palavras com melodias que vivem da proximidade, da esperança e da verdade que carregam para palco. O grupo tem conquistado públicos de norte a sul do país, destacando-se atuações em importantes palcos nacionais, entre eles o Palco Principal do Festival do Crato.

Desde o single de estreia “OU É OU NÃO É”, lançado em 2021, os OS RAIZ têm vindo a afirmar uma discografia marcada pela honestidade emocional e pela capacidade de transformar experiências profundas em canções. “SIGO O MEU CAMINHO”, “ELA NÃO QUER”, “RECOMEÇAR”, “VAI PASSAR” e “VOU” revelam diferentes capítulos dessa viagem, da introspeção à superação, da vulnerabilidade ao recomeço.

Em 2025, a banda lançou ainda “À PROCURA”, a primeira colaboração da sua história, ao lado de KIKA. O tema trouxe uma nova leveza sonora ao universo da banda, aproximando o POP do R&B.

Agora, os OS RAIZ revelam “RECADO” produzido por Johnny Barbosa, o novo tema apresenta-se como uma canção POP fresca, emocional e dançável, onde um poema intenso e honesto se cruza com uma musicalidade contagiante.

“RECADO” fala sobre aquelas pessoas que deixamos “para depois” ao longo da vida, mas que acabam por regressar para ficar. É uma canção sobre reencontros, memória, amor e tempo.

O novo single está agora disponível em todas as plataformas digitais.

“EU SÓ QUERO A PAZ” ABRE CAMINHO PARA O ÁLBUM AMOR E MAGIA DE SARAH NEGRA QUE SERÁ APRESENTADO AO VIVO NA CASA CAPITÃO DIA 18 DE JUNHO



Sarah Negra (Sara Ribeiro) é uma criadora multidisciplinar, poeta, cantora. Criadora e atriz, cuja obra se afirma pela intensidade, pelo risco e por uma presença artística profundamente magnética. O seu trabalho atravessa música, artes performativas e visuais, construindo um universo onde o corpo, a palavra e a emoção se tornam ferramentas de transformação e confronto e libertação direta com o público.

Com um percurso sólido nas artes performativas, integrou durante mais de uma década a companhia de João Garcia Miguel, apresentando-se em alguns dos mais relevantes palcos e festivais de Portugal, Europa, América do Sul e África. Este percurso internacional consolidou uma linguagem artística singular, marcada pela fisicalidade, pela entrega e por uma relação visceral com o momento performativo. Em teatro, foi distinguida com o Prémio SPA de Melhor Espetáculo do Ano com “Yerma”, reforçando o reconhecimento crítico do seu trabalho.

Paralelamente, colaborou com diversos criadores da cena contemporânea em teatro, televisão e cinema, afirmando uma presença carismática, intensa e difícil de categorizar.

Na música, desenvolve um percurso autoral onde a canção se cruza com a poesia e a performance. Fundadora de projetos como Los Negros e, mais recentemente, Sarah Negra, assume a escrita, composição, voz e direção artística, construindo uma linguagem própria que escapa a géneros e convenções.

No universo de Sarah Negra, cada canção é um ato de presença — um espaço de libertação, tensão e transcendência, aqui ao lado dos músicos Ricardo Martins e Alexandre Bernardo a liberdade é matéria de ascensão.

Após o lançamento do EP “Deus Só” (2025), o seu primeiro álbum de originais Amor E Magia será editado no dia 31 de Maio, um trabalho que consolida a sua identidade enquanto uma das vozes mais singulares da nova criação contemporânea portuguesa. Com apoios da GDA e da SPA, este novo disco expande o seu universo artístico, cruzando música, ritual, política e espiritualidade numa proposta estética intensa, atual e profundamente envolvente.

A escrita de Sarah Negra destaca-se pela sua dimensão poética e performativa, cruzando diferentes línguas e registando uma tensão constante entre contemplação e ação, violência e fragilidade, beleza e destruição.

O novo disco conta com mistura e masterização de Pedro Geraldo, artwork desenvolvido pelo Desisto, fotografia de Vera Marmelo e vídeos de Carlos Miranda. Com participações de Royal Bermuda e Miguel Dias, Amor E Magia afirma-se como uma obra que atravessa géneros e linguagens, recusando firmemente qualquer classificação rígida.

O disco é antecipado pelo novo single “Eu Só Quero a Paz”, uma composiçao que artista descreve:

“É um tema bonito, e é mesmo o que é. Um desejo único para mim, para todos, para tudo: Paz. Mesmo que seja sem mim, depois de mim, comigo, não me importa como. Paz em mim, em ti, em tudo.

É uma canção sobre desaprender para aprender de novo, sobre largar tudo — excesso de ruído, de expectativas, de respostas, de pressa, de provas e conclusões.

Este terceiro single do disco Amor e Magia fala sobre encontrar beleza nas coisas simples, sobre a beleza que nos traz o vazio e a sua imensidão. Há qualquer coisa de oração nesta música, mas também de nascer. É uma nota para lembrar que às vezes perder-se também pode ser uma forma de voltar para casa.”

O concerto de apresentação acontece dia 18 de junho, na Casa Capitão, em Lisboa, assinalando o início de uma nova etapa na trajetória da artista, com ambição de circulação nacional e internacional. Ao vivo, a magia constrói-se entre o rock e o pop de matriz e ascendência cósmica, o pop onírico, lírico e o spoken word, resultando numa experiência imersiva, singular, onde cada canção assume a forma de um manifesto que emana e invoca a liberdade e a expansão coletiva e individual do público.

https://www.instagram.com/itsarahnegra/
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PEDRO JÓIA CONVIDA NEY MATOGROSSO NOS 50 ANOS DA FESTA DO AVANTE!

 















Joana César

Pela primeira vez na Festa do Avante!, um encontro absolutamente único promete marcar a 50.ª edição com um dos momentos mais memoráveis do cartaz: O guitarrista e compositor Pedro Jóia convida o artista brasileiro Ney Matogrosso para um concerto irrepetível que cruza geografias, linguagens e sensibilidades artísticas. Uma celebração de uma relação artística de vários anos, a não perder no evento que se realiza entre 4 e 6 de setembro, na Quinta da Atalaia, no Seixal.

De um lado, Pedro Jóia, mestre da guitarra e figura maior da música instrumental, reconhecido internacionalmente pela sua capacidade de dialogar com diferentes tradições. Do outro, Ney Matogrosso, uma das vozes mais intensas e carismáticas da música brasileira, cuja presença em palco é sinónimo de liberdade, expressão e força interpretativa.

Mais do que um encontro pontual, este espetáculo assenta numa relação artística construída ao longo de vários anos. Pedro Jóia e Ney Matogrosso têm colaborado em diferentes contextos, desenvolvendo uma cumplicidade musical rara, num diálogo contínuo entre Portugal e Brasil.

O primeiro encontro artístico aconteceu em 2003, quando Pedro Jóia convidou Ney Matogrosso para participar no álbum "Jacarandá". A afinidade musical revelou-se imediata: a guitarra de Pedro Jóia encontrou na voz teatral e expressiva de Ney um espaço de enorme liberdade estética. A colaboração evoluiu rapidamente para uma parceria continuada. Ney convidou então Pedro Jóia para integrar a sua banda, participação que se prolongou durante cerca de quatro anos. Nesse período, Jóia colaborou nos discos "Vagabundo" (2004) e "Canto em Qualquer Canto" (2005), além das respetivas digressões pelo Brasil. Em 2017, voltaram a atuar juntos num concerto especial no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

O reencontro na 50.ª edição da Festa do Avante! surge, assim, como a celebração desta relação artística, num concerto concebido especialmente para esse palco e que promete muitas outras surpresas — um momento raro de maturidade, cumplicidade e plena liberdade criativa.

Pedro Jóia é um dos mais prestigiados guitarristas e compositores portugueses das últimas décadas. A estreia em disco deu-se há precisamente 30 anos, com “Gaudiano”, seguindo-se “Sueste” (1999), “Variações Sobre Carlos Paredes” (2000) e “Jacarandá” (2003). Em 2008, recebeu o Prémio Carlos Paredes com o álbum “À Espera de Armandinho”. Em 2020, volta a receber o mesmo galardão, desta feita com o disco “Zeca”. “Mosaico” (2024) é o seu mais recente trabalho discográfico, pilar da sua presente digressão a solo por Portugal e pelo mundo.

Ao longo da carreira, Pedro Jóia apresentou-se diversas vezes como solista, em dueto ou trio, com várias orquestras e formações de câmara, e colaborou com destacados nomes da música internacional, nomeadamente no Brasil. Em Portugal, acompanhou grandes intérpretes, explorando novas abordagens ao fado tradicional. Desde 2010, faz parte do coletivo Resistência.
 

FUNK YOU BRASS BAND COM NOVIDADES

















A FUNK YOU BRASS BAND acaba de editar “A New Groove Odyssey”, o primeiro álbum integralmente composto por originais da banda, já disponível nas plataformas digitais e com edição em vinil. A acompanhar o lançamento do disco, o coletivo apresenta também o novo single e respetivo videoclipe “Hot Soup”, com participação especial de Tatanka.

Depois do primeiro avanço com “Red Pumas”, a FUNK YOU BRASS BAND aprofunda agora o universo sonoro que marca este novo ciclo do projeto, afirmando uma abordagem centrada na criação original e numa leitura contemporânea do universo das brass bands. “A New Groove Odyssey” constrói-se como uma viagem sonora que cruza jazz, funk, pop, soul e R&B, mantendo a energia coletiva dos sopros e a dimensão rítmica como elementos centrais da identidade da banda.

“Hot Soup”, tema que acompanha a edição do disco, conta com a participação especial de Tatanka e surge como um dos momentos mais diretos e expansivos do álbum. Com uma sonoridade que cruza funk, rock e soul com a energia das brass bands de New Orleans, o tema desenvolve-se através de grooves contagiantes, riffs marcantes e uma abordagem simultaneamente intensa e descontraída. A música foi composta por Samuel Silva e Pedro Taborda (Tatanka), com letra assinada pelo próprio Tatanka.

O single reforça a linguagem que a banda tem vindo a consolidar ao longo dos últimos anos, cruzando metais, secção rítmica e uma forte ligação à energia de palco. O lançamento é acompanhado por um videoclipe realizado por Nuno Trindade, prolongando visualmente o universo do tema.

Criada em 2010 no distrito de Aveiro, a FUNK YOU BRASS BAND reúne nove músicos oriundos de diferentes contextos musicais, partilhando referências ligadas ao funk, pop e disco, numa aproximação assumida à tradição das brass bands americanas de New Orleans. Ao longo do percurso, o coletivo destacou-se pela capacidade de reinterpretar repertório de artistas como Ray Charles, James Brown, Herbie Hancock, Stevie Wonder, Earth, Wind & Fire, Michael Jackson, Beyoncé ou Bruno Mars, afirmando uma linguagem centrada na secção de sopros, no groove e na dimensão coletiva do espetáculo ao vivo.

Entre momentos relevantes da trajetória da banda, destaca-se a participação, em 2018, no concerto “A Primeira Década” dos HMB, no Campo Pequeno, em Lisboa, bem como a colaboração conjunta na Rádio Comercial. Em 2022, a banda iniciou também o projeto “PT Music Sessions”, dedicado à revisitação da música portuguesa através de versões gravadas em diferentes locais do distrito de Aveiro, culminando na edição de um EP em 2024.

A formação integra Marco Brandão (saxofone alto), Tiago Martins (saxofone tenor), Rodrigo Neves (saxofone barítono), João Pereira e Tiago Rocha (trompetes), Élson Pinho (trombone), Marco Freire (sousafone), Luís Fernandes (bateria) e Luís Santiago (percussão). O disco conta ainda com participações de AMAURA, Gary Alesbrook, GB, Jéssica Pina, João Sêco, Samuel Silva e Tatanka.

A produção executiva de “A New Groove Odyssey” é de João Pereira, com direção musical de Tiago Martins. A produção musical esteve a cargo de Samuel Silva e João Sêco, enquanto a captação foi assegurada por Gonçalo Garcia, Samuel Silva e Rúben Teixeira. A mistura ficou a cargo de Rúben Teixeira (Wakai Studios) e a masterização de Andy VanDette.

O projeto conta com a parceria da Companhia dos Sopros e com o apoio institucional da República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto, da DGArtes – Direção-Geral das Artes e da 23 Milhas / Município de Ílhavo.

O disco será apresentado ao vivo já amanhã, dia 23 de maio, na Casa da Cultura de Ílhavo, e contará com as participações especiais de AMAURA, GB e Tatanka.