terça-feira, 1 de setembro de 2026

PROGRAMA DE 01/09/26

1 - Luca Argel - Homem triste
2 - António Zambujo - Regresso à infância
3 - Ezequiel - Portugalidade
4 - A. P. Braga - Lira
5 - Carlos Peninha - Chão ardente
6 - Puto Bacoco - Hoje à noite na giesta
7 - Mico Audio Waves - Serge au sushi
8 - Ode Filipica - Saco vazio

9 - Peter Strange - Fim de vida
10 - os Salva Terra - Caminho bopm
11 - Orange 3 - Sonhos lançados
12 - Fipos - Minha guerra minha paz
13 - Tédio Fc - Recibos verdes
14 - RimaRussa - Espiral
15 - Passos Pesados - Copo de vinhpo 

RITA NABAIS EDITA LIVRO SOBRE A HISTÓRIA DO ROCK PORTUGUÊS

 



















Após o sucesso internacional de A História do Rock (para pais fanáticos e filhos com punkada) — traduzido e publicado no Brasil, Estados Unidos, México, Canadá, Reino Unido, Austrália, Suécia e Bulgária, Rita Nabais regressa aos livros pioneiros com A História do Rock Português (para pais fanáticos e filhos com punkada), uma obra que atravessa mais de seis décadas de música portuguesa e junta pais e filhos à volta da paixão pela música.

Escrito por Rita Nabais, ilustrado por Tiago Albuquerque e prefaciado por Adolfo Luxúria Canibal, dos Mão Morta, o novo livro propõe uma viagem vibrante pelo Rock feito em Portugal: das primeiras guitarradas dos anos 60 aos sons mais recentes, passando pelos artistas e bandas que ajudaram a construir a identidade da música portuguesa e pelos géneros que nasceram, cresceram e se cruzaram com o Rock.


Como começou o Rock em Portugal? Quem foram os pioneiros? Que bandas fizeram gerações inteiras cantar, saltar e dançar? E que canções ajudaram a mudar mentalidades?

Entre guitarras elétricas, vozes inesquecíveis, refrões, concertos, discos, cassetes e histórias que atravessaram gerações, A História do Rock Português percorre nomes e momentos incontornáveis da música portuguesa.

Do Quarteto 1111 aos Xutos & Pontapés, de Rui Veloso aos GNR, de Lena d’Água aos Silence 4, o livro recupera artistas e bandas fundamentais para compreender a evolução do Rock em Portugal, sem esquecer aqueles que continuam hoje a reinventá-lo e a abrir caminho para novas sonoridades.

Mais do que uma história da música, este é um livro para ouvir, descobrir e partilhar entre gerações. Para os pais que viveram a música deste e de outros tempos e para os filhos que estão agora a descobrir novas bandas, canções e referências. Uma viagem ao passado feita de memórias, mas também uma porta aberta ao presente e ao futuro do Rock em Portugal.

Com uma linguagem acessível e uma forte componente visual, Rita Nabais e Tiago Albuquerque transformam mais de seis décadas de história musical numa experiência capaz de despertar memórias nos mais velhos, curiosidade nos mais novos e vontade de voltar a ouvir algumas das canções que fizeram história. 

APRESENTAÇÃO OFICIAL - ARMAZÉM DAS ARTES - ALCOBAÇA

O lançamento oficial do livro "A História do Rock Português" acontece no dia 26 de setembro, às 17h00, no Armazém das Artes, em Alcobaça.

Rita Nabais estará acompanhada por Fernando Ribeiro, a voz e figura central dos Moonspell, pelo editor Nuno Matos Valente e pelo ilustrador Tiago Albuquerque

A apresentação será também uma celebração musical, com um DJ set de António Manzarra, aka El Mariachi, líder da mítica banda de Alcobaça Us Forretas Ocultos, exclusivamente em vinil e dedicado à música portuguesa.

Mais tarde, Fernando Ribeiro, junta-se à banda sonora da tarde numa sessão de DJing que promete prolongar a celebração com outras geografias e sonoridades.

Edição apoiada pelo Fundo Cultural da Sociedade Portuguesa de Autores.

FESTIVAL EMERGENTE LANÇA CAMPANHA DE CROWDFUNDING PARA REALIZAR EDIÇÃO 2026















Edição 2025 do Festival Emergente. Créditos de Rui Gato.

A 8.ª edição do Festival Emergente - programada para 18 a 20 dezembro - pode não chegar a acontecer. Este ano o Festival encontra-se sem apoios financeiros e abre agora uma campanha de angariação de fundos junto do público.

Num comunicado publicado nas redes sociais oficiais do festival e segundo a organização:

"Depois da esgotada edição de 2025, contraditoriamente, este ano deparamo-nos com a falta de apoio financeiro em resultado de candidaturas que não foram bem sucedidas.

Queremos, no entanto, dar continuidade à nossa missão de promover o melhor da música portuguesa emergente e super emergente, mas para isso precisamos de todos vós e da comunidade alargada da música nacional - artistas, managers, bookers, programadores, espaços e amigos do festival

Após 7 edições a crescermos organicamente em conjunto com os artistas e com a comunidade da música independente portuguesa, este ano não queremos fazer por menos. Por isso apostamos no tudo ou nada desta campanha. Se o objetivo não for alcançado, todas as doações serão devolvidas.

Para já contamos com o apoio da BOTA, que acolheu o Emergente nos últimos dois anos, e de todos os nossos media partners: Antena 3, Música Sem Capa, Altamont, Headliner e Vox Pop Music Zine.

As contas são fáceis de fazer: se cada um de vós apoiar com 5€, ultrapassaremos largamente o montante mínimo que precisamos para montar esta 8ª edição. E se forem ao festival, basta darem o vosso nome à porta para receberem um vale de bebida. Mas há outras recompensas: passes gerais, bilhetes diários e passes vitalícios!

Link da campanha de crowdfunding aqui: ppl.pt/FestivalEmergente2026"

A programação da 8.ª edição, para além dos 8 artistas a selecionar por Open Call, inclui 8 artistas convidados já confirmados: Calcutá, Kalashnicoles, Ana de Llor, Rossana, Acid Acid, Them Flying Monkeys, Cat Soup e Travo. 

HISTÓRICO FESTIVAL EMERGENTE

Pelo Open Call do Emergente já passaram mais de 300 bandas da novíssima música portuguesa (sendo que só o ano passado o festival contou com 92 candidaturas) e dessas, 42 subiram aos diversos palcos do Emergente desde 2020, uma vez que na primeira edição, em 2019, não houve Open Call. 

Cartazes (em negrito – bandas selecionadas por Open Call):

2019 – Cosmic Mass / Sun Blossoms / Time for T / Tourjets / Filipe Sambado & Os Acompanhantes de Luxo / Pedro Mafama / Venga Venga / Môrus / Elephante Maze / Palmers / Ossos D’Ouvido / Cave Story / Sunflowers / Dji Jays;

2020 – Dream People / Meta_/ Hause Plants / Fugue. / Rui Rosa / Cíntia / Vila Martel / Lana Gasparøtti;

2021 - Chinaskee / Sreya / Gator The Alligator / Mike Vhiles / Caio / Eva Cigana / Los Chapos / Mikee Shite / Conjunto Júlio / Too Many Suns / Solar Corona / Humana Taranja / Biloba / April Marmara / Bia Maria / Falso Nove / Quase Nicolau / Madalena Palmeirim;

2022 – Moma T / Black Lavender / Javisol / O Marta / BANDUA / Themanus / Ana de Llor / A Sul / Siwo / Sfistikated / Unsafe Space Garden / James Flower;

2023 (todos os premiados nos anos anteriores como convidados): Meta / Lana Gasparøtti / Falso Nove / Humana Taranja /Javisol / O Marta / Ricardo Crávidá / Royal Bermuda / Human Natures / Marquise / Marianne 7Redoma / Malva / Evaya / X IT.

2024 – Agressive Girls / Líquen / IBSXJAUR / Surma / Bea Bandeirinha / Pato Bernardo / Maria Reis / Francisco Fontes / Catarina Carvalho Gomes / Hal Still Echoes / Ya Sin / Baleia Baleia Baleia

2025 - ADORO PROTOCOLO / bbb hairdryer / Beatriz Madruga / Chat GRP / canalzero / DIVÃ / Falcona / INÓSPITA / PARQUE IMPÉRIO / MÃO CABEÇA / MALVA / MANGUALDE / MAQUINA. / MARKZS / mokina / LESMA / roadkill / RT-FACT

Bandas e Projetos Premiados:
Melhor Concerto ( MC - por votação do público)
Melhor Projeto Musical ( MPM - por votação do Júri)
Mencões Honrosas (MH – por menção do festival)

TESTEMUNHOS SOBRE O FESTIVAL EMERGENTE
CONTRIBUIR CROWDFUNDING AQUI

2020 MC – Lana Gasparøtti
2020 MPM – Meta_
2021 MC – Los Chapos
2021 MPM – Falso Nove
2021 MH – Humana Taranja
2022 MC – Javisol
2022 MPM – O Marta
2023 MC – Marquise
2023 MPM – Malva
2023 MH – Marianne
2024 MC – Catarina Carvalho Gomes
2024 MPM – Líquen
2025 MC - ADORO PROTOCOLO
2025 MPM - ADORO PROTOCOLO

ALGA COM NOVIDADES

 



















Alga anuncia o lançamento da edição física do meu primeiro mini-álbum em vinil+dvd, limitada a 104 cópias. A partir de hoje, 1 de setembro de 2026, dois anos após o lançamento digital. E cinco anos após. 
« Deslocamo-nos com a música de alga, em MATERDOLOROSA, uma homenagem às mulheres da sua família. Gestos documentais de gravações de campo e explorações sonoras compõem relações de proximidade e também de distância, entre aquilo que nos é íntimo e aquilo que se mantém opaco nas sombras. A luz recorta o negativo das formas e as sombras tornam-se lugares férteis, onde melhor se cresce e onde as melodias florescem.

MATERDOLOROSA, disco de alga lançado em Setembro de 2024, surgiu anunciado como um "mini álbum", apesar dos 55 minutos de duração. Detenho-me nesta prefixação, diante de um disco que nunca parece condensado ou reduzido. Talvez que este "mini" seja o atravessamento dos mistérios que permanecem indizíveis e que não reclamam decifração. Não uma medida ou redução, mas sim uma abertura para um espaço que transborda e que nos excede.

Voltamos à bolsa uterina e escutamos o mundo lá de dentro, encasulados pelos véus maternos. O corpo no som e o som dos corpos, as brisas que se esfregam nas caras e mãos, as marés, a névoa, matérias instáveis que tornam incerta a experiência do real. E o sonho!

Voltamos à bolsa uterina e escutamos o mundo lá de dentro, encasulados pelos véus maternos. O corpo no som e o som dos corpos, as brisas que se esfregam nas caras e mãos, as marés, a névoa, matérias instáveis que tornam incerta a experiência do real. E o sonho! »
Joana Guerra

LUCA ARGEL NO CORAÇÃO DO ALENTEJO





















No mês de setembro, Luca Argel apresenta-se em duas localidades alentejanas, levando consigo as canções do novo álbum, "O Homem Triste", mas também outros marcos da sua carreira. A 25 de setembro, o músico viaja até Beja, para protagonizar um concerto a solo no Clube UNESCO. No dia seguinte, o cantor e compositor segue para o Alentejo Heritage Festival, em Cabrela, num concerto com a participação especial do coletivo Era Uma Vez o Cante.

SARA CRUZ EM COIMBRA





















15 SET | CONVENTO SÃO FRANCISCO
Café Concerto | 19h30

No dia 15, o ciclo "Café Curto" leva a Coimbra a voz única de Sara Cruz. Pelas 19h30, o Café Concerto do Convento São Francisco transforma-se no palco perfeito para a fusão intimista de folk, pop e blues acústico que a jovem cantora e compositora dos Açores revelou no álbum "Fourteen Forty-Five" e no EP "Live & Acoustic". Entrada gratuita.

CRISTINA BRANCO LEVA O FADO À CHINA





















A convite do Festival Fado, em setembro, Cristina Branco leva a sua música a dois grandes palcos na China, naquela que é a sua estreia neste território em quase 30 anos de carreira. A digressão começa a 5 de setembro, em Shangai, no Oriental Art Center. No dia seguinte, a cantora ruma a Beijing, para um concerto no mítico Forbidden City Concert Hall, afirmando-se como uma das mais incansáveis embaixadoras da cultura portuguesa em todo o mundo.

CARA DE ESPELHO REGRESSAM À FESTA DO AVANTE!

 


















05 SET | FESTA DO AVANTE!
Auditório 1.º de Maio | 21h15

No dia 5, os Cara de Espelho regressam à Festa do Avante!, para um concerto no Auditório 1.º de Maio, às 21h15. Nesta 50.ª edição da festa, a banda leva ao palco a sua música entre a tradição popular portuguesa e uma abordagem contemporânea, crítica e irreverente. Tempo para ouvir os novos temas de "B" e também sucessos do álbum de estreia homónimo.

DINIS MOTA FAZ A FESTA COM O NOVO SINGLE 'SE ESTA VIDA'





















Fotografia: Bruno Gomes

Após a edição do álbum de estreia "By Your Eyes" e a conquista do segundo lugar no Festival da Canção 2026, o músico regressa com uma canção que dá início a um novo capítulo do seu percurso artístico.

'Se Esta Vida' é o novo single de Dinis Mota, já disponível em todas as plataformas digitais. Cruzando a emoção da Pop contemporânea e da música popular portuguesa com ritmos latinos, influências da MPB e uma percussão de inspiração cubana, o tema transforma a saudade num espaço de encontro, celebração e esperança, onde a introspeção convive com a vontade de dançar.

Nas palavras de Dinis Mota, ‘Se Esta Vida’ "nasceu da vontade de voltar a celebrar e desprender cada um de nós de cada obstáculo que nos é imposto. Depois do Festival da Canção, percebi que há uma necessidade em mim de criar conexão, através de uma energia de encontro, dança e partilha que contagie".

Escrita, composta e produzida pelo multi-instrumentista, 'Se Esta Vida' celebra a beleza das marcas que o tempo deixa e a capacidade de encontrar luz, mesmo em tempos difíceis. Com o propósito de "criar um lugar onde o passado pudesse ser celebrado, ao invés de lamentado", o tema acompanhado por um vídeo realizado por Rafaela Lopes é "esperançoso e surge da saudade, mas não da tristeza, que olha para as memórias com gratidão e que convida as pessoas a dançarem com tudo aquilo que viveram. A dança surge como metáfora: um movimento no presente que simboliza o amor pelo passado e o sonho de um futuro", acrescenta Dinis Mota.

Após a conquista do segundo lugar no Festival da Canção 2026 com o tema 'Jurei' e o lançamento do álbum de estreia, "By Your Eyes", Dinis Mota inicia agora um novo capítulo criativo, no qual mantém a identidade emocional que tem marcado o seu percurso, mas explora uma abordagem mais luminosa, celebratória e aberta à comunhão entre palco e público.

"Este tema marca o início de uma nova fase, porque é exatamente o ritmo que traduz a forma como eu me sinto enquanto artista. Encaro esta fase da minha carreira com uma responsabilidade acrescida. Quero continuar a fazer da música um espaço no qual as pessoas possam sentir e encontrar esperança. Mais do que contar histórias, pretendo criar momentos que aproximem quem ouve daquilo que realmente importa", diz o músico.

Já disponível em todas as plataformas, 'Se Esta Vida' assinala o arranque desta nova etapa artística de Dinis Mota. O novo single e o álbum "By Your Eyes" estarão em destaque no concerto do cantor, compositor e produtor Aveirense nas "Noites de Verão" da Pampilhosa da Serra, já no dia 4 de agosto.

Cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor, Dinis Mota é um artista singular, que tem vindo a destacar-se pela união de instrumentos orgânicos e texturas digitais. O resultado dessa experimentação é uma mistura sonora improvável que não se limita a um género e une Pop, Rock, R&B, Bossa Nova, Samba, AfroSwing, Blues e até Hip Hop. Esta riqueza sonora, aliada a uma identidade artística bem definida, tornam o reportório de Dinis Mota uma proposta diferenciadora no panorama musical nacional. 

A paixão pela música e arte em geral surgem desde cedo na vida do jovem natural de Aveiro, através dos discos dos pais que ouvia em criança e, posteriormente, pelas primeiras audições autónomas. Foi contactando com vários instrumentos, como a guitarra e o piano, e logo demonstrou um instinto e uma uma sensibilidade raros.

A estreia discográfica de Dinis Mota acontece em 2022, com o single 'Longe'. No ano seguinte lança os EPs "TRIAGEM", uma viagem vibrante à mente e às experiências de vida do criador, que explora R&B, Hip Hop, Rock, Samba e Afroswing, e "REFLEXO", que representa uma fragmentação do seu espírito, pintada por um ambiente ligado à vertente psicadélica do Trap, Hip-Hop e House.

Em 2024, o artista dá início à mais importante fase da sua carreira, com o single 'NO STRESS'. Seguiram-se, em 2025, 'DIAMONDS', 'MÃE', 'I'M ON IT' e 'LMLY', lançados em antecipação ao primeiro álbum, e a estreia ao vivo com um concerto no Teatro Aveirense. No mesmo ano, Dinis Mota completa o Mestrado em Artes e Tecnologias do Som na ESMAE, no Porto.

No início de 2026, participa no Festival da Canção, alcançando um honroso segundo lugar na competição da RTP, com o tema 'Jurei', e edita o disco de estreia, "By Your Eyes". O longa duração é composto por 17 faixas, interpretadas numa dança fluída entre o português e o inglês, com uma sonoridade contemporânea coesa que cruza R&B com influências de AfroSwing, House, Hip Hop, Bossa Nova, Rock e elementos de Jazz e Disco Funk. A narrativa que atravessa as canções é sobre os vários caminhos da vida, da paixão à reflexão, da confusão à aceitação. Escrito, composto e produzido por Dinis Mota, o álbum conta com as colaborações de Pedro Rafael - presença regular na evolução sonora do músico -, que assina a mistura e masterização, bem como de artistas como Sizzy G, Mei Rose e manwill, que participam nos temas 'I’M ON IT', 'STAY AWAY' e 'LOVE, AS A LIE', respetivamente.

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

PROGRAMA DE 31/08/26

1 - Sérgio Godinho - Com um brilhozinho nos olhos (ao vivo)
2 - Sérgio Godinho - O novo normal
3 - Clã e Sérgio Godinho - Espalhem a notícia (ao vivo)
4 - Joana Alegre + Sérgio Godinho - Geni e o zepelim
5 - Capicua - Que força é essa amiga
6 - Pacman & Sérgio Godinho - Apenas um irmão
7 - Dino d'Santiago, Rita Vian - A noite passada
8 - Ode Filípica - Saco vazio
9 - Micro Audio Waves - Fully connected
10 - Inês Santos - Romaria
11 - Sarah Negra - Legalizem o amor
12 - Ricardo Ribeiro feat Ana Moura - Maré
13 - Viviane - Alfama 

MÁRIO PACHECO CELEBRA A OBRA DE UMA VIDA COM UM CONCERTO ÚNICO NO CCB A 17 DE DEZEMBRO COM ORQUESTRA E CONVIDADOS DE EXCEPÇÃO





















Há compositores que escrevem canções e há compositores que acabam por escrever a memória de um país. Mário Pacheco pertence ao segundo grupo. A 17 de dezembro, o Centro Cultural de Belém recebe "A Música de Mário Pacheco", um concerto irrepetível em que décadas de guitarra portuguesa e de composição fadista ganham a dimensão de uma orquestra, dirigida pelo maestro João Defesa, com direcção musical de Diogo Clemente. Mário Pacheco, à guitarra portuguesa, será acompanhado por Jaques Morelenbaum, em participação muito especial, e os convidados João Barradas, Ricardo Toscano e Fernando Dalcin.

Poucos percursos atravessam de forma tão completa a história recente do fado. Filho do guitarrista António Pacheco, Mário Pacheco cresceu dentro da tradição e cedo fez da guitarra portuguesa, o instrumento que, nas suas palavras, "mais expressivamente define o fado", a sua principal forma de expressão. Estudou afincadamente os grandes mestres, Armandinho, Carlos Paredes e Fontes Rocha, e construiu a partir daí um estilo inconfundível, que o levou a acompanhar Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro, Hermínia Silva, Max, Fernando Maurício, Beatriz da Conceição, Maria da Fé, Vicente da Câmara, Paulo de Carvalho, Mísia, Camané, Cuca Roseta, Mariza e Carlos do Carmo.

Depois veio a composição, e com ela a certeza de que aquelas melodias iriam sobreviver a quem as escreveu. Carlos do Carmo, Mariza, Camané, Carminho, Sara Correia, Cuca Roseta, Mísia, Ana Sofia Varela, Rodrigo Costa Félix, Joana Amendoeira, Jorge Fernando, Paulo Bragança ou Paulo de Carvalho cantaram músicas suas. Atravessaram gerações, palcos e fronteiras e tornaram-se parte do património afectivo de quem escuta a música portuguesa no mundo.

O reconhecimento acompanhou o percurso. Mário Pacheco recebeu o Prémio Amália Rodrigues de Melhor Compositor, o Prémio Songlines "Top of the World Album", a Medalha Municipal de Mérito, Grau Ouro, da Câmara Municipal de Lisboa e foi feito Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. Participou no filme "Fados", de Carlos Saura, editou três álbuns, "Um Outro Olhar" (1992), "A Música e a Guitarra" e "Livre" (2020), e criou em Alfama, junto à Sé, o Clube de Fado, casa de referência do género durante 25 anos.

No CCB, essa obra regressa às mãos de quem a escreveu, agora vestida pela força e pela delicadeza de uma orquestra e rodeada por músicos que fazem parte do seu universo mais próximo.

Jaques Morelenbaum é uma das figuras maiores da música brasileira das últimas décadas. Violoncelista, arranjador, maestro e produtor, integrou a Nova Banda que acompanhou Antonio Carlos Jobim ao vivo e em gravações que valeram um Grammy, dirigiu musicalmente Caetano Veloso e trabalhou com Gal Costa, Marisa Monte e Ryuichi Sakamoto, com quem gravou "Casa", homenagem a Jobim registada na casa do próprio compositor. Foi também convidado do álbum "Livre".

João Barradas é hoje considerado um dos mais importantes acordeonistas do mundo. Começou a estudar acordeão aos seis anos e, aos nove, entrou directamente para o segundo ano do Curso Oficial do Conservatório Nacional, que concluiu com a nota máxima. Move-se com igual naturalidade entre a música erudita e o jazz, e leva o instrumento a contextos onde raramente se ouve. Já tinha gravado com Mário Pacheco em "Livre".

Ricardo Toscano é uma das vozes mais reconhecidas do jazz português da nova geração. O saxofone alto é o seu instrumento e o seu quarteto tem sido um dos projectos mais consistentes da cena nacional. Tal como João Barradas, cruzou caminho com Mário Pacheco em "Livre".

Fernando Dalcin é bandolinista brasileiro radicado em Portugal e um dos maiores conhecedores da tradição do choro. Nascido em São Paulo, cresceu nas rodas de choro da cidade e ficou conhecido pelo projecto "Jacob do Bandolim, Outras Composições", em que apresentou obras inéditas do mestre do bandolim, tocadas numa réplica do instrumento que Jacob usou durante quase toda a carreira.

"A minha vida é o Fado, o meu mundo é a Música e o meu desejo é ser Livre", escreveu Mário Pacheco. A 17 de dezembro, no CCB, essas três coisas acontecem ao mesmo tempo. Mais do que um concerto, será um encontro com a música que já faz parte da vida de todos nós.

PEDRO JÓIA CONVIDA NEY MATOGROSSO PARA CONCERTO INÉDITO





















Augusto Brázio

A 5 de setembro, num dos momentos mais aguardados da 50.ª edição da Festa do Avante!, o guitarrista e compositor português Pedro Jóia apresenta no Palco 25 de Abril, na Quinta da Atalaia, no Seixal, um espetáculo inédito tendo como convidado especial Ney Matogrosso.

A partir das 21h45, os dois artistas partilham esta ocasião única, que resulta de uma relação artística construída ao longo de vários anos, e cruza linguagens e universos musicais. Um momento raro que junta, em palco, dois nomes incontornáveis da música portuguesa e brasileira.

A relação artística entre Pedro Jóia e Ney Matogrosso remonta a 2003, quando o guitarrista português convidou o cantor brasileiro a participar no álbum "Jacarandá". O encontro revelou desde cedo uma forte afinidade musical e deu origem a uma colaboração que se prolongaria ao longo dos anos.

Pouco depois, Ney Matogrosso convidou Pedro Jóia para integrar a sua banda, com quem o guitarrista trabalhou durante cerca de quatro anos, acompanhando-o também em digressões pelo Brasil. Nesse período, participou nos álbuns "Vagabundo" (2004) e "Canto em Qualquer Canto" (2005). Em 2017, os dois artistas voltaram a partilhar o palco, num concerto especial no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

Mais de duas décadas depois do primeiro encontro, Pedro Jóia e Ney Matogrosso voltam a reunir-se para um concerto que recupera esta história de cumplicidade artística acrescentando-lhe dá um novo capítulo. No dia 5 de setembro, no Palco 25 de Abril, os dois serão acompanhados por José Salgueiro (bateria), Guilherme Salgueiro (teclados), Norton Daiello (baixo), João Frade (acordeão) e Luanda Cozzetti (backing vocals).

Pedro Jóia é um dos mais prestigiados guitarristas e compositores portugueses das últimas décadas. A estreia em disco deu-se há precisamente 30 anos, com “Gaudiano”, seguindo-se “Sueste” (1999), “Variações Sobre Carlos Paredes” (2000) e “Jacarandá” (2003). Em 2008, recebeu o Prémio Carlos Paredes com o álbum “À Espera de Armandinho”. Em 2020, volta a receber o mesmo galardão, desta feita com o disco “Zeca”. “Mosaico” (2024) é o seu mais recente trabalho discográfico, pilar da sua presente digressão a solo por Portugal e pelo mundo.

Ao longo da carreira, Pedro Jóia apresentou-se diversas vezes como solista, em dueto ou trio, com várias orquestras e formações de câmara, e colaborou com destacados nomes da música internacional, nomeadamente no Brasil. Em Portugal, acompanhou grandes intérpretes, explorando novas abordagens ao fado tradicional. Desde 2010, faz parte do coletivo Resistência

DE SETEMBRO A NOVEMBRO HÁ DIAS DE JAZZ NAS CALDAS DA RAINHA





















Em pleno outono, o Centro Cultural das Caldas da Rainha (CCC) volta a receber os Dias de Jazz. De 26 de setembro a 7 de novembro, o CCC contará com seis concertos de algumas das mais estimulantes propostas do jazz nacional e internacional que vão do ecletismo do trio TGB, à voz elástica de Maria João, passando pelo experimentalismo inventivo de Pedro Melo Alves, à memória de Coltrane, do blues elétrico de Big Daddy Wilson ao lirismo do contrabaixo de Henri Texier. Fora de portas, o Festival continua a ter ligação com a comunidade educativa, com sessões e atuações pedagógicas em escolas, em estruturas da comunidade e ainda num estabelecimento prisional. Fora de portas há jazz sessões e atuações pedagógicas em algumas escolas do concelho, estabelecimento prisional e outras estruturas da comunidade e ainda acontecerá a ABô Vinil Jazz Sessions, apresentação ao público de parte do espólio/coleção de discos do Dr. Vicente de Sousa, numa viagem sonora pelo universo do jazz através da sua extraordinária coleção de vinil.

O Festival Dias de Jazz volta a firmar-se como um dos espaços de programação mais estimulantes e consistentes da região Oeste, com um cartaz pautado por projetos de criação musical verdadeiramente únicos e que cruzam as fronteiras do jazz nacional.

Entre a criação contemporânea, a eletrónica experimental, o jazz e o blues tradicionais e a liberdade do improviso, a edição deste ano arranca a 26 de setembro com o concerto de Big Daddy Wilson e desenvolve-se em duas momentos, em outubro e novembro. De 8 a 10 de outubro, com três concertos consecutivos, e de 6 a 7 de novembro, com a presença do trio português TGB, convidando João Barradas, e o regresso a Portugal de uma das grandes figuras do jazz europeu, Henri Texier.

No dia 26 de setembro, o cantor e compositor americano de blues elétrico e soul, Big Daddy Wilson apresenta-se no Grande Auditório do CCC. O verdadeiro bluesman com voz barítono inconfundível e presença marcante em palco, promete dar um espetáculo com raízes profundas na história do blues.

A 8 de outubro, o Omniae Large Ensemble, dirigido pelo percussionista e maestro Pedro Carneiro, dá a conhecer no CCC as paisagens sonoras intrincadas, os sons expansivos da música contemporânea misturados com o fluxo da improvisação e a eletrónica experimental.

No dia a seguir, a 9, será a vez de Maria João trazer o aclamado “Abundância”, álbum que assinala 40 anos de um percurso admirável na música. Fazendo eco da sua ascendência, a cantora de voz elástica e performativa volta a voar entre Lisboa e Maputo para mostrar, ao vivo, as músicas deste trabalho, na companhia de João Farinha (aliado do projeto OGRE).

A 10 de outubro seguimos os passos de John Coltrane levados pela Orquestra do Hot Clube. Aproveitando a celebração dos 100 anos de Coltrane, a traz ao Dias do Jazz o espetáculo “Meditations”, com música original inspirada no universo musical de Coltrane com reportório de compositores contemporâneos consagrados. Serão apresentadas cinco obras originais de compositores contemporâneos como Ingrid Laubrock, Anna Webber, Frank Carlberg, Luís Cunha e Carlos Azevedo, inspiradas no legado musical, supremo e prodigioso, de John Coltrane.

No mês a seguir, a 7 de novembro, Henri Texier Quarteto, liderado pelo lendário contrabaixista francês mostrará de que forma é possível brindar a audiência com um cocktail de fusão perfeita entre improvisação jazz, profundo lirismo e diálogo criativo e musical. Uma experiência sonora única servida por um dos nomes fundamentais da história do jazz europeu em plena atividade criativa – Henri Texier.

No último dia do Festival, a 11 de novembro, atua o trio TGB - sigla para Tuba, Guitarra e Bateria —projeto musical português singular que reúne três músicos de referência: Sérgio Carolino na tuba, Mário Delgado na guitarra e Alexandre Frazão na bateria. Oportunidade para testemunhar ao vivo o universo sonoro característico desta formação, onde o jazz se cruza com o rock, o country, o folk e até a música improvisada, resultando numa linguagem musical original, arrojada e inclassificável. De relevar que, para este concerto, o trio convidou o incrível artista superlativo, o acordeonista João Barradas.

Dias de Jazz | Fora de portas do CCC

Os Dias do Jazz têm ainda uma dimensão que ultrapassa os palcos e vive fora das portas do CCC. Mantendo a ligação com a comunidade educativa, o Festival irá desenvolver atividades paralelas e de mediação, através da colaboração com o Conservatório de Música das Caldas da Rainha.

Na semana de 18 a 25 de outubro, o Jazz nas Escolas procura aproximar as novas gerações à arquitetura sonora do jazz, com sessões e atuações pedagógicas em algumas escolas do concelho, estabelecimento prisional e outras estruturas da comunidade.

As Jam Sessions fazem também parte desta abertura do programa dos Dias de Jazz, no palco do Café-Concerto que irá transformar-se no habitual espaço de improviso em torno do jazz.

Ainda neste espaço terá lugar a iniciativa ABô Vinil Jazz Sessions para apresentar ao público parte do espólio/coleção de discos do Dr. Vicente de Sousa, numa viagem sonora pelo universo do jazz através da sua extraordinária coleção de vinil. Esta apresentação será feita pelo seu filho, Paulo Vicente e pelo seu neto, Francisco M. Sousa, mantendo viva uma paixão musical que atravessa gerações. As sessões acontecem a 8 de outubro (jazz contemporâneo e free jazz); a 9 de outubro (“As mulheres no Jazz”) e a 10 de outubro (Big Bands Jazz e John Coltrane).

SÉRGIO GODINHO CELEBRA 81º ANIVERSÁRIO COM VERSÃO AO VIVO DE "O PRIMEIRO DIA"















(foto de Miguel Oliveira)

Sérgio Godinho celebra hoje o seu 81º aniversário - PARABÉNS, SÉRGIO!

Como se de um presente se tratasse, é hoje divulgado um registo vídeo inédito de "O Primeiro Dia" captado ao vivo no passado dia 14 de Agosto no concerto realizado no Vodafone Parede de Coura.

A memória de um espectáculo recente em que Sérgio Godinho na companhia de Os Assessores e dos "amigos" A Garota Não, Ana Lua Caiano, Capicua, Manuela Azevedo, Milhanas, Samuel Úria e público fizeram do momento a celebração de carreira.

O anfiteatro natural contíguo ao palco principal do Vodafone Paredes de Coura revelou naquele início de noite um misto de sentimentos naquela plateia tão diversa etariamente: se a celebração da obra de Sérgio justificava a alegria e o entusiasmo que a vocalização pela massa humana de "Sérgio" comprovava; a emoção, e a espaços a comoção, esteve presente com a percepção de que também ali se assistia a uma passagem de legado ao público e aos artistas envolvidos no espectáculo.

domingo, 30 de agosto de 2026

PROGRAMA DE 29/08/26

1 - Primata - Pulse
2 - José António Carrapato - Brinquedos
3 - Orquestra Popular de Paio Pires - Festas de Paio Pires
4 - The Nine Lands Of Oblivion - Black chamber music - 1
5 - Sétima Legião - Saudades
6 - A Trouxa Mouxa - Fai como José Maria

7 - Galgo - Vapor
8 - Baleia Baleia Baleia - Super-agrobeto
9 - Mordo Mia - Noz_s
10 - Chat Grp - Engenheiro
11 - Polivalente - Senhorio

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

PROGRAMA DE 28/08/26

1 - No Smoking On Board - Tequila
2 - Cat Soup - Come in, thank you
3 - Holy Nothing - Fascínio e miragem (feat Russo Passapusso, Roberto Barreto & Junix 11)
4 - Calema - À prova de bala
5 - MARO - Sauvignon blanc
6 - Miguel Ramos - Outra humanidade
7 - Dela Marmy - E se for
8 - A Trouxa Mouxa - Fai como José Maria
9 - Sétima Legião - Noites brancas
10 - Xico Gaiato - Na raíz (com Bia Maria)
11 - Samuel Úria - Xico da ladra
12 - Sempraleste - Alguém como tu
13 - Homem-Fluxo - Silêncio
14 - RIOT - Batida Nova
15 - Russo - R2
16 - Rony Fuego - No brilho dos teus olhos

RUSSO APRESENTA "R2"

 



















R2” traz uma energia mais leve, espontânea e divertida para o universo do álbum. Inspirada nobouyon, a faixa é rápida, percussiva e dinâmica, criando uma sensação de movimento constante e de liberdade.

Dentro da narrativa de “O Último Fecha a Porta”,“R2” representa um momento de libertação — deixar de tentar controlar tudo e simplesmente viver aquilo que está a acontecer. O conceito prolonga-se no visual, onde R2 é o nome do jogo e Russo é o personagem, através de uma estética inspirada nos videojogos de PS2 e numa narrativa que culmina na sua passagem para o México.“R2” é um momento de escape dentro da história de Russo: mais leve, mais energético e, acima de tudo, livre.

MALEDICTUS COM SINGLE NOVO
















No próximo dia 4 de setembro, os MALEDICTUS vão lançar «Madam Death», o seu terceiro e novo single extraído de «Lazarvs», o álbum de estreia com data de saída marcada para 13 de novembro.

Trata-se de um tema de metal intenso, emotivo e épico, que será acompanhado por um impressionante videoclipe.

Os MALEDICTUS são uma banda portuguesa de metal formada em Lisboa, reunindo músicos experientes com uma visão partilhada de música pesada sombria, poderosa e atmosférica.

Construída sobre uma base de riffs agressivos, melodias assombrosas e vocais movidos pela emoção, a banda funde elementos do heavy metal moderno com influências mais obscuras e melódicas.

Desde a sua formação, os MALEDICTUS têm-se focado na criação de música que reflete tanto o lado mais sombrio como o mais emocional do género metal.

Inspirando-se em atos de metal clássicos e contemporâneos, a banda visa criar um som que pareça simultaneamente familiar e distinto, apelando aos fãs de metal poderoso e atmosférico. Os MALEDICTUS continuam a desenvolver novo material e a estabelecer a sua presença na cena metal portuguesa e não só.

"Nós somos Maledictus… amaldiçoados por nada, movidos por tudo. O monstro desperta."

Formação dos Maledictus:

· Rez — Voz 
· Ben Stockwell — Guitarra 
· Butch Cid — Baixo 
· Peter Crushes — Bateria

MALEDICTUS online:

• Facebook - http://facebook.com/themaledictusband 
• Instagram - https://www.instagram.com/themaledictusband 
• YouTube - https://www.youtube.com/@TheMaledictusband 


NA ZDB EM SETEMBRO

 



















QUINTA 10 SETEMBRO / 21H
Fatboi Sharif ← Pedro, o Mau

A excitação do desconhecido e perigoso pode ser real. Quando se mistura com psicadélicos, terror e surrealismo, a fórmula torna-se infalível e entusiasmante nas mãos certas. Para Fatboi Sharif, rapper de Nova Jérsia que se estreou (ainda miúdo) na escrita criativa com um poema sobre o Holocausto, não há nada como tirar o tapete e criar abstracções a partir de retalhos que inquietam. O segredo está sempre na forma como se dispõe e usa os elementos.

Criador do coletivo artístico Colónia Calúnia, conta com inúmeras edições em nome próprio e coletivo, sob os alter-egos VULTO. e Pedro, o Mau, numa carreira disruptiva, repleta de lançamentos colaborativos, ora caóticos, ora melódicos, demonstrando uma plasticidade invejável e adaptada ao contexto, sem nunca perder a impressão digital que o caracteriza. Focado no desenvolvimento da música independente portuguesa, tem vindo a apresentar, editar e produzir artistas emergentes das mais variadas vertentes musicais em território nacional.

SEXTA 11 SETEMBRO / 22H
GB apresenta Herzsprung ← bonança

A pop de GB é experimental, nunca hermética, próxima da doçura de um Arthur Russell, contudo, melosa de uma forma muito própria. Apesar da ideia de experimental e de algum arrojo, a música é muito familiar. Pode-se associar a um dom grupal ou a uma consciência cultural: e pensar nisto como uma cena musical ou algo intrinsecamente ligado a uma escola, neste caso, o Rhythmic Music Conservatory de Copenhaga. Apresentará em Lisboa o seu último trabalho, Herzsprung.

bonança começou a ganhar forma em 2018, num quarto em Massamá, quando Ricardo Barroso decide tentar materializar as ideias musicais que lhe vêm à cabeça. Tendo a mensagem como alicerce, bonança navega de modo despreocupado pelos géneros musicais, que vão desde post-rock ao bedroom pop, do IDM ao pop-punk.

SÁBADO 12 SETEMBRO / 22H
Tomé Silva apresenta Na Sobreda ← Tapete Mágico 

Ao longo dos últimos anos, Tomé Silva tem-se feito apresentar de diversas formas, que vai de um deslumbre por música de dança ou pelo fascínio por ritmos que alienam. Agora há Na Sobreda, novo álbum em nome próprio, de manifesto superior por um deslumbre pelo inesperado. Calmo e ligeiro na aparência, astuto e complexo nos arranjos e, sobretudo, nas ideias que junta sem custo em diferentes momentos das canções.

Tapete Mágico é uma fita magnética estendida de Almada a Mem Martins.

SEXTA 18 SETEMBRO / 22H
Nate Wooley ← Nate Wooley & João Almeida

Improvisador, compositor, escritor e trompetista de virtudes infinitas, Nate Wooley tem sido ao longo deste século um dos mais afamados, inconformistas e, até mesmo, visionários artistas a operar numa cartografia irrestrita que, partindo do território já de si amplo jazz e da improvisação, se tem espraiado por paragens desligadas desse cordão umbilical, como a composição moderna, drone ou noise. Sempre com a mesma verve e sede exploratória, avançando a tradição do experimentalismo norte-americano para os dias de hoje.

Wooley regressa ao palco da ZDB para uma aparição a solo e num formato que lhe tem assentado bem ao longo desta trajectória: o duo. Junta-se nesta noite, em pé de igualdade e após um contacto em 2024, postulado em Reuma, a João Almeida. Figura ainda jovem e já com marca indelével no panorama do jazz e da improvisação do agora.


SÁBADO 19 SETEMBRO / 22H
John T. Gast Live ← Marie Dior

Canal aberto para uma infinita transfiguração, John T. Gast tem sido uma sombra constante na ala vanguardista da eletrónica londrina. Empilhando cartadas muito próprias em torno do pós-punk, hip hop, techno, dub, industrial, ambient e tantos outros cenários sonoros, a sua obra revela uma consistência brilhante. Não é todos os dias que este mago sai do bunker, especialmente para estas paragens. Neste regresso a Lisboa, encontramo-lo num momento particularmente cintilante. Ainda em processo de descodificação e deslumbramento perante Infant, tudo indica que este será um concerto de que se falará durante algum tempo.

Diana Correia é uma compositora e artista sonora que vive entre Berlim e Lisboa. Trabalhando principalmente sob o nome artístico de Marie Dior, a sua extensa prática investiga a distorção de tons puros, relacionando-os com corpos e materiais em processo de deterioração transformacional. O seu trabalho aborda questões de agência e mutabilidade através de uma perspetiva que ela própria descreve como transsexual e transgressiva.

SEXTA 25 | SÁBADO 26 SETEMBRO / 20H

Festival Ano Q 2026

A Rádio Quântica apresenta a 6ª edição do seu festival comunitário sem fins lucrativos, Ano Q.

Em dois dias, num espaço histórico de Lisboa (Galeria Zé dos Bois), este evento celebra algumas das iterações sonoras mais intrigantes da cena portuguesa, com artistas emergentes e artistas de comunidades tipicamente marginalizadas ao lado de artistas pioneiros mas sub-representados.

FESTIVAL F REVELA A PROGRAMAÇÃO DOS TRÊS DIAS COM 67 CONCERTOS, TERTÚLIAS, EXPOSIÇÕES E MUITAS OUTRAS ATIVIDADES DISTRIBUÍDAS POR TODA A VILA ADENTRO

 



















A menos de uma semana do arranque, o Festival F revela a programação completa da 11.ª edição, que decorre entre 03 e 05 de setembro, na Vila Adentro, em Faro. São 67 concertos distribuídos por sete palcos, num percurso que ocupa ruas, praças e largos do centro histórico e volta a transformar a cidade num palco vivo durante três dias.

O cartaz desta edição reúne alguns dos nomes mais marcantes da música portuguesa, projetos em plena afirmação e artistas que fazem agora as suas primeiras aparições no festival. Slow J, Carminho e Orquestra do Algarve, Bárbara Tinoco, Wet Bed Gang, The Gift, Clã, Moonspell, Nelson Freitas, Tz da Coronel, Papillon, HMB, D.A.M.A, Branko, Chico da Tina, ÁTOA, Ricardo Ribeiro e Orquestra de Jazz do Algarve, Maninho, Mind da Gap e Danni Gato encabeçam uma programação que atravessa a pop, o hip hop, o fado, o rock, a eletrónica e o jazz, e que confirma a identidade que o Festival F construiu ao longo de mais de uma década.

Entre os momentos mais aguardados estão dois encontros pensados especialmente para Faro. No dia 04, Ricardo Ribeiro atua acompanhado pela Orquestra de Jazz do Algarve e, no dia 05, Carminho apresenta um concerto com a Orquestra do Algarve. Dois programas que aproximam duas das maiores vozes do fado a formações profundamente ligadas à região.

A presença de Tz da Coronel, no dia 04, volta a reforçar a ligação histórica entre Portugal e o Brasil, enquanto Nelson Freitas, na mesma noite, traz a Faro um dos nomes de referência da música cabo-verdiana contemporânea. A esta abertura junta-se uma forte representação regional, com cerca de 30% do cartaz composto por artistas algarvios, uma presença que resulta do mérito e da vitalidade da criação musical que nasce na região.

O regresso do Palco Fábrica reforça, nesta edição, os espaços dedicados à descoberta, ao lado dos palcos Museu, Arco e Músicos. Nomes como Lana Gasparøtti, Femme Falafel, Mães Solteiras, SOTTO, Pelados, INHUMAN, Mirage People, Daniel Kemish, Latte, akur, Espama Trincana, IBSXJAUR, Puntzchick ou Untitled juntam-se a um circuito onde cabem também PAUS, Irina Barros, ALCOOL CLUB, Lucas Ortet, ARAGÃO, Bizarra Locomotiva, Camaleão Azul e King Bigs, e onde as noites se prolongam até de madrugada.

Para lá dos concertos, a programação continua pelas ruas da Vila Adentro. Durante os três dias, o festival abre espaço à conversa com três tertúlias dedicadas a diferentes temas da música. A 03 de setembro, o ponto de partida é a Música no Feminino. No dia seguinte, Manuela Azevedo, Fernando Ribeiro e Martim Sousa Tavares juntam-se numa mesa que cruza o pop, o metal e a música erudita e no dia 05 de setembro, o Hip Hop Nacional está no centro da discussão.

A estas propostas juntam-se o Artists & Fleas, na Rua Galp, o Fagar Kids F, no Largo de São Francisco, as exposições no Museu Municipal de Faro e na Galeria Municipal Trem "Manuel Baptista", a exposição da ALFA e a mostra da fotógrafa Kathryn Barnard na Galeria Arco, o videomapping apresentado pela Fuse - design lab no Palco Fábrica, a zona de street food do Largo Afonso III e as arruadas, a dança, a poesia e o Grupo Coral Ossónoba, que percorrem o recinto entre concertos

Durante três dias, o Festival F volta assim a convidar o público a descobrir Faro para lá dos palcos. Entre ruas históricas, muralhas e edifícios emblemáticos da Vila Adentro, a música cruza-se com o património e a proximidade entre artistas e público cria uma experiência única. A Ria Formosa, que abraça toda a cidade, completa um convite para viver Faro em toda a sua riqueza cultural, histórica e natural.

Organizado pela Câmara Municipal de Faro, Ambifaro e Teatro das Figuras, o Festival F continua a crescer e a reforçar a sua missão: valorizar a criação artística, apoiar novos talentos e contribuir para o desenvolvimento cultural e social da cidade de Faro, do Algarve e do país.

Bilhetes e programação em festivalf.pt.

PROGRAMAÇÃO POR DIAS

03 de setembro

Bárbara Tinoco, Wet Bed Gang, D.A.M.A, HMB, Chico da Tina, ÁTOA, PAUS, Rafael Toral, Jasmim, Irina Barros, Afonso Rodrigues, Ana Tereza, João Tiago Neto, Lana Gasparøtti, Femme Falafel, Mães Solteiras, ALCOOL CLUB, SOTTO, Curadoria Real Punch com Billy Fresh, Reverse e Vil & ZH, Gijoe + Gaiatos Capote, Bica e Vasco Trindade Trio.

04 de setembro

The Gift, Moonspell, Clã, Nelson Freitas, Tz da Coronel, Ricardo Ribeiro e Orquestra de Jazz do Algarve, Bizarra Locomotiva, ARAGÃO, Pelados, INHUMAN, Lucas Ortet, Joana Almeirante, Diana Vilarinho, Rita Cortezão, Daniel Kemish, Mirage People, MUST BE BLUE, SB03, L.A.R, João Melgueira, Algarve Jazz Collective e DANZ, em DJ set.

05 de setembro

Slow J, Carminho e Orquestra do Algarve, Branko, Papillon, Mind da Gap, Maninho, Danni Gato, Camaleão Azul, Elisa, Peculiar, TRAVO, Peixe, King Bigs, Herlander, Micáh, Latte, Gonçalo Mendes, Espama Trincana, IBSXJAUR, akur, Puntzchick, Sofia Rodrigues e Untitled.

Silent Party by Citroën

Nos três dias, no Palco Castelo, o público escolhe entre dois DJ através dos auscultadores disponibilizados pelo festival. Uma pista onde cada pessoa dança ao seu próprio som e onde, para quem está de fora, o silêncio também faz parte da experiência.

PROGRAMAÇÃO PARALELA

Tertúlias — Durante os três dias, o Festival F abre espaço à conversa. A 03 de setembro, o ponto de partida é a Música no Feminino. A 04, Manuela Azevedo, Fernando Ribeiro e Martim Sousa Tavares juntam-se numa mesa que cruza o pop, o metal e a música erudita, no mesmo dia em que os Clã e os Moonspell sobem aos palcos do festival. A 05, o Hip Hop Nacional está no centro da discussão.

Artists & Fleas — Na Rua Galp, o Artists & Fleas reúne criadores, artistas e pequenos produtores independentes. Artesanato, design, ilustração, moda, joalharia, cosmética natural e outros projetos autorais encontram aqui um espaço de encontro com o público, numa plataforma que procura criar comunidade em torno da criatividade e dar visibilidade a projetos independentes, muitos deles ligados ao Algarve.

Fagar Kids F — No Largo de São Francisco, junto ao Palco Ria, é o espaço dedicado às crianças entre os 6 e os 10 anos. Entre as 20h00 e as 24h00, os mais novos participam em diferentes atividades e experiências lúdico-pedagógicas, reforçando uma programação pensada para ser vivida por várias gerações ao mesmo tempo.

Exposições — O Museu Municipal de Faro, antigo Convento de Nossa Senhora da Assunção, recebe "Olhar a Paisagem: A partir das coleções do MNAA" e "Arte Portuguesa Século XIX-XX: Coleção Miguel Duarte". Na Galeria Municipal Trem "Manuel Baptista" pode ver-se "Manuel Baptista: Arquivos (in)visíveis".

Fotografia — A ALFA, Associação Livre de Fotógrafos do Algarve, apresenta uma exposição de fotografia e promove, na Galeria Arco, junto ao Palco Arco, uma mostra da fotógrafa norte-americana Kathryn Barnard.

Videomapping — No Palco Fábrica, a Fuse - design lab apresenta projeções que cruzam imagem, luz e som, levando a criação visual para o espaço público e acrescentando uma nova dimensão ao percurso pelo centro histórico.

Artes performativas — Entre concertos, a programação continua pelas ruas. O Grupo Coral Ossónoba, a dança da Urban Expression, a Poesia e Companhia e as arruadas de Al Fanfare e Funkarmonica levam diferentes linguagens à Vila Adentro e fazem do caminho entre palcos parte do programa.

Street food — No Largo Afonso III, a zona de street food tem música ao longo dos três dias, com um DJ a acompanhar o espaço e a criar mais um ponto de encontro dentro do recinto.