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O artista e produtor multifacetado Bruno Celta acaba de quebrar o silêncio. No próximo dia 13 de Março, chega às plataformas digitais "La Vendetta", o single de avanço que abre as portas para o seu próximo trabalho discográfico: "Ad Astra Per Aspera".
O novo álbum, com data prevista para Outubro, não é apenas mais um registo na sua discografia, é o marco oficial de 15 anos de uma carreira pautada pela independência e pela versatilidade. Conhecido do grande público pelos temas que integraram a banda sonora da mítica série Morangos com Açúcar, Bruno Celta reafirma agora a sua maturidade artística com uma sonoridade renovada e audaz.
"La Vendetta" carrega a assinatura integral de Bruno Celta. O artista assumiu, como é habitual, a composição, a escrita e a interpretação do tema, bem como a produção e a mistura no seu estúdio Prima Donna Recordings.
Para elevar a experiência sonora ao nível de excelência, a masterização ficou a cargo de Rui Dias (Mister Master Studios), consolidando uma parceria de longa data que tem definido o rigor técnico das produções do artista.
A estética visual mantém a linha cinemática do trabalho anterior e aprofunda o magnetismo de "La Vendetta", criando uma ponte visual perfeita com o conceito do single e do futuro álbum.
"Este single é o ponto de partida de "Ad Astra Per Aspera". Até às estrelas através das dificuldades é mais do que um título, é a odisseia dos meus 15 anos de carreira até aqui."
Bruno Celta
Ficha Técnica e Destaques: Single: La Vendetta Data de Lançamento: 13 de Março Álbum: Ad Astra Per Aspera (Outubro 2026) Produção & Mistura: Bruno Celta (Prima Donna Recordings) Masterização: Rui Dias (Mister Master Studios) Fotografia & Design: Tatiana Santos (Silver Fox Management) Distribuição: Farol Música
Kappa Jotta está de regresso a solo com “Actividade”, o novo single já disponível em todas as plataformas digitais, acompanhado de videoclipe oficial igualmente disponível online.
O lançamento de "Actividade" representa um primeiro avanço do próximo álbum de Kappa Jotta, com edição prevista para 2026. Um projeto que promete consolidar a evolução artística do rapper e elevar ainda mais o patamar da sua sonoridade e performance.
Depois do impacto alcançado com os êxitos “Fim da Noite” (Dupla Platina) e “Rosas” (Sêxtupla Platina), temas que reforçaram a sua presença no topo das tendências e plataformas de streaming, Kappa Jotta volta agora às edições, reafirmando a identidade que o tornou uma referência incontornável da cultura urbana em Portugal.
Em “Actividade”, o artista recupera aquela que já é a sua assinatura artística: versos técnicos, afiados e métricas refinadas, aliados a uma entrega intensa e segura que espelha a sua maturidade e consistência no panorama nacional.
O single representa não apenas um novo capítulo, mas também um statement claro da sua posição enquanto um dos nomes mais sólidos e relevantes do hip-hop nacional.
Com um percurso marcado por grandes palcos, festivais nacionais de referência, números expressivos nas plataformas digitais e vários galardões discográficos, Kappa Jotta continua a demonstrar consistência, crescimento e capacidade de mobilização de público, tanto ao vivo como no digital.
Os Throes + The Shine regressam com ‘Gira’, novo single com edição a 27 de fevereiro e que já está disponível em todas as plataformas de streaming. O tema apresenta uma descarga rítmica intensa que reforça a identidade híbrida e transatlântica da banda, cruzando a energia do kuduro, a pulsação do funk brasileiro e a crueza eletrónica da uk rave. É o primeiro avanço do próximo álbum de estúdio com data prevista de lançamento para outono de 2026.
'Gira' nasce da frustração do vocalista Mob Dedaldino perante o panorama político angolano, país onde nasceu e onde permanece grande parte da sua família. A ideia de repetição do movimento, como um disco que gira mas toca sempre o mesmo, surge como metáfora para ciclos políticos que mudam de rosto mas mantêm desigualdades e falta de respeito pelo povo.
Reconhecidos pela fusão entre eletrónica, rock e sonoridades afro-diaspóricas, os Throes + The Shine continuam a transformar narrativas sociais e vivências pós-coloniais em energia sonora crua, festiva e provocadora, consolidando o seu percurso no panorama musical lusófono e internacional.
Formada por Pedro Baptista, Yuri Dias, Henrique Hauzer e Tommaso Antico, Manga Limão é uma banda que cruza disco, hip-hop e ritmos vibrantes, coloridos e altamente contagiantes. Com uma identidade marcada pelo groove, pela dança e por uma energia solar, a banda tem vindo a conquistar o seu público através de canções que celebram o prazer do encontro e da vida.
Em 2024 lançaram o álbum de estreia Carungo Groove, trabalho que percorreu diferentes atmosferas e influências, consolidando o universo criativo da banda. O ciclo deste disco encerrou com o videoclipe "Sabor da Selva", marcando o fim da primeira e importante fase artística, que lhes permitiu o destaque com 1 tema na 4.ª temporada da série televisiva Morangos Com Açúcar e passagem de 2 temas na Antena 3.
Em 2025, os Manga Limão iniciaram um novo capítulo com o projeto DizFruta. O single "Alguém para Amar" abriu esta nova era com uma abordagem sensível e cuidada ao tema do amor. Seguiram-se "Samba do Gringo", uma explosão festiva que mistura samba, hip-hop e funk, e "Serenata", que revela o lado mais romântico e introspectivo da banda.
No mesmo ano, a banda reforçou a sua forte presença ao vivo em palcos como Teatro Lethes, Expofacic, Indie Music Fest, Açoteias, Festival InDireita, Festival Meda+ e Passagem de Ano de Faro.
O Vol. 1 de DizFruta tem lançamento marcado para 20 de março de 2026 e será apresentado num concerto exclusivo na Casa Capitão, no dia anterior à saída do álbum, seguindo viagem para outras salas do país.
“Recomeço” é o 1º single de Hugo Lyra, disponível em todas as plataformas a partir de 5 de março de 2026, e marca o início de uma fase promissora na carreira do artista. Cantada em português, "Recomeço", é uma balada pop que mergulha na fragilidade e na coragem de recomeçar, explorando o cansaço emocional e a vontade de romper com tudo aquilo que já não o representa.
Com uma interpretação sincera e carregada de emoção, Hugo Lyra constrói um espaço íntimo onde a vulnerabilidade se transforma em força, mostrando-se como um contador de histórias sensível e autêntico.
Hugo Lyra
Hugo Lyra é um cantor e compositor português cuja música nasce da profundidade da experiência pessoal, da coragem e da autenticidade. Desde cedo, a arte esteve presente na sua vida, mesmo antes de aprender a dar-lhe nome. Durante anos, seguiu caminhos seguros e expectativas alheias, mas a música nunca o abandonou.
A sua trajetória é marcada pela reflexão, pelas cicatrizes da vida e pela luta contra a ansiedade, que o ajudou a tomar consciência de quem é, a focar-se no presente e nos seus sonhos. Para Hugo, a música é terapêutica e espiritual, um espaço de conexão consigo próprio e de transformação.
Inicialmente, Hugo estava focado em participar em programas de TV para mostrar o seu talento, mas decidiu fazer uma aposta no seu próprio caminho como artista independente, construindo a sua própria história. Com o lançamento do seu primeiro single, “Recomeço”, Hugo Lyra afirma-se como um contador de histórias sensível e autêntico, pronto para criar ligações profundas com o público e deixar a sua marca no panorama pop português.
Na contagem decrescente para o concerto no Teatro Tivoli BBVA, Os Azeitonas lançam o seu novo single, “Palma da Mão”.
A canção estava “esquecida na gaveta” desde 2007 e a banda edita-a agora, com uma nova letra e mensagem. «Grito de revolta rock que enaltece a dependência, cada vez maior, do ecrã e da forma como este está a distorcer a nossa visão de ver e estar no mundo. Há que fazer algo. Nós fazemos música.», partilham.
O tema tem letra de Marlon e música de Marlon e Salsa. Foi produzido e misturado por André Indiana e a masterização ficou a cargo de Mário Barreiros.
“Palma da Mão” fará parte do alinhamento do concerto que marca o regresso a Lisboa após 9 anos, no qual dois dos convidados serão Ana Bacalhau e Luís Trigacheiro, dia 12 de Março. Os bilhetes encontram-se à venda.
Chegou hoje às plataformas de streaming QUER QUER QUER, disco de estreia de A SUL, projeto musical de Cláudia Sul.
Depois de nos brindar com o seu Gin, a pintura sonora Tela e ainda as Metáforas espalhadas pelo corpo, os três primeiros singles de avanço deste disco que sai com selo da editora Cuca Monga, é hora de QUER QUER QUER revelar, na totalidade, o universo de A SUL.
De acordo com a própria, “QUER QUER QUER é um exercício de aceitação, mas também de confronto. Mais do que um disco sobre a morte, é uma celebração da vida na sua forma mais crua. Um convite a desafiar a forma como olhamos para o fim, entendendo-o não como vazio, mas como matéria fértil, um território de ser e deixar de ser, onde memória e presença se tocam”.
Gravado entre os estúdios da Cuca Monga e Vale de Lobos, o disco foi misturado por Gonçalo Bicudo e a própria Cláudia Sul, enquanto a masterização foi assinada por Diego Salema Reis. Os arranjos de guitarra clássica ficaram a cargo de Marta Fonseca.
A canção Quer Quer Quer, que dá nome ao álbum, conta com um vídeo realizado por Zenha Preto, a estrear em breve.
A SUL tem concerto de apresentação do álbum marcado no dia 22 de abril, na Casa Capitão, estando os bilhetes já à venda na Dice. Estará também na edição deste ano do festival MEO KALORAMA, no dia 28 de agosto, a apresentar o seu primeiro longa-duração.
Sobre a artista:
A SUL é o nome do projeto musical de Cláudia Sul, também compositora e produtora das canções que integram a sua obra. Em 2022, lançou o seu EP de estreia ‘Já Agora’ composto por cinco faixas. No ano seguinte, apresentou o single ‘Gin’, e ganhou os Novos Talentos FNAC com a canção ‘Bleba’, retirada do seu primeiro curta-duração. A artista já atuou em Festivais como Jardins do Marquês e Vodafone Paredes de Coura.
O cantor e compositor Telmo Pires apresenta em Bragança, no próximo dia 7 de março, a estreia portuguesa do seu novo EP “FADO VARIAÇÕES”.
Este trabalho marca uma nova etapa na sua exploração do fado — fiel à tradição, mas aberto a novas cores, ritmos e possibilidades, revelando uma linguagem pessoal que continua a expandir fronteiras sem perder a raiz.
Assinala‑se hoje mais um momento especial: a edição física de “FADO VARIAÇÕES” chega finalmente às mãos do público, celebrando o valor do objeto, da proximidade e da música que se guarda, revisita e partilha.
Como parte deste lançamento, Telmo Pires apresenta também o videoclipe “Adeus que me vou embora”, canção que António Variações nunca chegou a gravar e que, na voz e na visão de Telmo Pires, ganha uma nova camada de sentido: a saudade deixa de ser nostalgia paralisante e transforma‑se num impulso para regressar ao ponto onde tudo começou — a terra, a família, a matriz íntima do ser.
No videoclipe agora revelado, essa ideia é levada ao extremo. O regresso deixa de ser apenas geográfico ou emocional e converte‑se numa travessia cósmica. A viagem solitária pelo espaço torna‑se metáfora radical: voltar às origens é regressar ao princípio absoluto da existência. Somos feitos de pó de estrelas e, no fim, é a esse pó que retornamos. A despedida deixa assim de ser perda e passa a ser dissolução — não num vazio, mas numa totalidade maior, onde o eu se reencontra com o universo que o gerou.
A opção por recorrer à Inteligência Artificial não é um artifício técnico, mas uma escolha profundamente coerente com o conceito. A tecnologia torna‑se matéria poética: não um efeito especial, mas o meio necessário para expressar o deslumbramento e a vertigem de existir que a própria canção convoca.
Com “FADO VARIAÇÕES”, Telmo Pires reafirma‑se como uma das vozes mais singulares e inquietas do fado contemporâneo, capaz de honrar a tradição enquanto a projeta para novos territórios criativos.
O tema escrito pelo artista e compositor, e produzido por Francisco Marques, é o quarto avanço do EP de estreia de Salvadorico.
O tema “Mátame Antes Que Te Mate Yo”, com lançamento marcado para 27 de fevereiro, nasceu de um impulso muito claro: criar uma sonoridade envolvente, quente e ritmicamente viciante. “A bachata, que já me corria no sangue, revelou‑se o ponto de partida perfeito", revela Salvadorico. Em estúdio, ao lado do produtor Francisco Marques (da Next Level Productions), Salvadorico partilha que “foi influenciado pelo universo denso e hipnótico de artistas como Kali Uchis, cujo trabalho admiro profundamente, e dessa fusão nasceu a atmosfera sensual, emocional e quase cinematográfica que o tema respira", partilha ainda o artista.
A música explora o vício emocional: aquela relação que sabemos ser tóxica, mas da qual não conseguimos sair. É um retrato de duas pessoas que se reconhecem como destrutivas uma para a outra — um “juego peligroso” e um “duelo mortal”, confessa Salvadorico, mas que permanecem presas entre “besos y heridas”. É a história de uma dependência afetiva que arde, consome e procura sempre repetir-se. "Como escrevo na letra", refere Salvadorico, “te miro y quiero desistir, pero al final vuelvo a insistir”. O título funciona como um pedido desesperado dentro desse ciclo de autodestruição.
"Para este projeto, quis rodear-me de pessoas da minha confiança e do meu universo criativo. A melodia de voz contou com a colaboração da Mimicat, e a sessão fotográfica do single ficou nas mãos do meu fotógrafo de eleição e amigo de longa data, Pedro Janeiro", afirma o artista.
"O videoclipe foi uma experiência particularmente especial. Há muito que desejava colaborar com o realizador Rodrigo Pedras, e desta vez os caminhos alinharam-se de forma natural. A escolha do cenário — uma estufa abandonada na Quinta de Cima do Marquês de Pombal, em Oeiras, revelou-se perfeita, um espaço carregado de história, com uma beleza decadente que ecoa a intensidade emocional da música", conta Salvadorico.
O conceito foi desenvolvido em conjunto e ganhou nova vida com a participação dos bailarinos Arístides Azevedo e André Unas, cuja coreografia trouxe uma energia física poderosa e impactante ao vídeo. O artista confessa ainda que "foi um dos trabalhos que mais prazer me deu criar. A equipa do Rodrigo Pedras foi espetacular, e o resultado reflete a dedicação, o rigor e a paixão de todos os envolvidos."
Salvadorico é um cantor e compositor português com raízes espanholas, cuja criatividade e paixão pelo flamenco moldaram a sua jornada musical. A sua vida é uma fusão de culturas, refletindo a diversidade artística que tanto o inspira.
Desde a sua infância, Salvadorico esteve imerso na rica tradição do flamenco, influenciado profundamente pela sua ascendência espanhola e pelas vibrantes sonoridades deste género musical tão emocional e passional, e ao mesmo tempo tão misterioso.
Atualmente, Salvadorico está a preparar o seu primeiro EP, que promete ser uma experiência musical cativante, repleta de influências do universo do flamenco, mas também explorando outros géneros musicais, como o pop, o reggaeton e a música cubana, criando assim uma sonoridade única e envolvente. O projeto conta com participações de peso, como Rúben Torres e Mimicat.
O regresso aos palcos acontece já a 6 de março, no Teatro Cinema em Fafe, num espetáculo que dará voz a um repertório de resistência, liberdade e transformação. Depois do entusiasmo das primeiras apresentações, com destaque para uma Casa da Música (Porto) esgotada, a digressão “Mulheres de Abril — Cristina Branco canta José Afonso” anuncia agora cinco novas datas e reforça o seu percurso nacional, celebrando a força, a memória e o legado feminino na música daquele cantautor.
Destaque também para as datas de abril, mês simbólico que reforça o espírito da Revolução e o papel determinante das mulheres na construção da democracia: dia 10, no Espaço Multiusos de Almeirim; dia 24, no Cine-Teatro São Pedro (Alcanena); e dia 25, no Cine-Teatro Avenida (Castelo Branco). A 17 de maio, numa nova ocasião especial, Cristina Branco atua no Salão de Festas d'A Voz do Operário (Lisboa), num concerto com a participação do Coro Infantil daquela instituição.
Nestes espetáculos, a cantora é acompanhada por músicos de excelência também seus cúmplices no novo disco "Mulheres de Abril": Alexandre Frazão (bateria), Bernardo Moreira (contrabaixo), Mário Delgado (guitarras), Ricardo Dias (piano) e Tomás Marques (saxofone).
Com quase 30 anos de carreira, 19 álbuns editados e inúmeros concertos por todo o mundo, Cristina Branco é uma incansável embaixadora da cultura e da língua portuguesas. A música tradicional é a sua principal raiz estética, mas a influência do jazz, da literatura e dos músicos com quem partilha o palco confere à sua obra um carácter universal e um charme sublime.
Em "Mulheres de Abril", o seu novo disco, Cristina Branco regressa ao universo de José Afonso com uma obra fundamental tanto para a sua discografia como para o património musical português. Se em “Abril” (2007) explorou o repertório do cantautor com refinada sensibilidade e profundidade emocional, agora foca-se num prisma específico e revelador: o universo feminino. Este projeto ilumina as mulheres que José Afonso cantou, as suas narrativas íntimas e a visão progressista que o compositor revelou sobre o papel feminino numa sociedade em transformação.
A originalidade desta proposta reside precisamente na abordagem centrada no feminino, revelando dimensões ainda pouco exploradas do legado do compositor. Cristina Branco desvenda e dá voz a personagens femininas marcantes, estabelecendo um diálogo entre épocas sobre questões de género na sociedade portuguesa. O álbum reúne oito composições emblemáticas: “Endechas a Bárbara Escrava”, “De Não Saber o Que Me Espera”, “Canção do Desterro”, “Teresa Torga”, “Canção da Paciência”, “Mulher da Erva”, “Verdade e Mentira” e “Verdes São os Campos”.
Midus regressa com “85–25”, um álbum que reflete (parte) dos seus 40 anos de vida britânica. A viver em Londres desde meados dos anos 80, a cantora e baixista portuguesa revisita neste disco a experiência que moldou a sua identidade artística — uma viagem que começou com o apoio, o talento e a amizade de Luís Jardim, então um nome maior na cena musical britânica.
Ao longo destas quatro décadas, Midus tocou e colaborou com artistas como Anne Clark, Tanita Tikaram, Bryan Ferry, Aynsley Lister, Hugh Cornwell (Stranglers) ou Mel C (ex‑Spice Girl), entre muitos outros. Essa vivência cosmopolita e musicalmente rica pulsa em cada faixa do novo trabalho.
Uma viagem em 15 paragens
“85–25” assume‑se como uma viagem com quinze paragens — quinze temas que atravessam épocas marcantes da música pop. De “Close to You” (100% Midus) a “Porto de Abrigo”, o tema de apresentação com João Cabeleira (Xutos & Pontapés) como convidado, o álbum percorre décadas de referências, memórias e reinvenções.
Há espaço para o rock do início dos anos 60 em “Shakin’ All Over” (Johnny Kidd), e para um regresso emocional a “Lá Longe”, tema de 1985 agora regravado 40 anos depois com dois nomes de peso: Tim Alford, guitarrista e parceiro musical de Midus desde os primórdios da sua vida londrina, e Christopher Elliott, pianista e orquestrador de renome, que trabalhou com artistas como Amy Winehouse, Mark Ronson, Adele, Miley Cyrus, George Michael, Paul McCartney, Marianne Faithfull, Elvis Costello ou Pretenders.
“Lá Longe” — Saudade, Separação, Resiliência, Amor e Esperança
O tema “Lá Longe” ganha agora também uma nova vida em vídeo. É uma canção profundamente marcada pela saudade, pela separação, mas igualmente pela resiliência, pelo amor e pela esperança — sentimentos que atravessam o percurso de Midus e que aqui se revelam com uma maturidade emocional rara.
Ficha artística e técnica
“Lá Longe” Música e letra: Midus / F. A. dos Santos
Interpretação e produção: Midus — Voz Christopher Elliott — Piano & Sintetizadores Tim Alford — Guitarra acústica & Vozes Midus Guerreiro — Arranjo, Produção e Mistura Rui Dias — Masterização @ Estúdio MisterMaster Produção e Edição do vídeo: Midus Guerreiro
Os Quatro e Meia esgotaram, em poucas horas, três datas da nova digressão acústica “Interior”. Sintra, Caldas da Rainha e Coimbra registaram uma procura excecional, com o concerto na cidade natal da banda a esgotar em apenas alguns minutos, um novo recorde para o grupo.
Depois de anunciarem a digressão Interior nas duas noites esgotadas da MEO Arena, seguiram‑se duas semanas de grande expectativa sobre a data de abertura da venda de bilhetes. Ontem, o grupo revelou finalmente a abertura das bilheteiras e a resposta do público foi imediata, a corrida aos bilhetes tornou‑se massiva logo nos primeiros instantes, refletindo o entusiasmo em torno deste regresso às salas mais íntimas.
Restam agora os últimos bilhetes para as restantes sete cidades por onde a banda vai passar ao longo dos próximos meses. Santa Maria da Feira, Viana do Castelo, Guimarães, Elvas, Açores, Faro e Póvoa de Varzim. Os bilhetes estão disponíveis nos locais habituais.
A digressão “Interior” marca o regresso dos Quatro e Meia ao ambiente que moldou os primeiros passos da banda: salas fechadas, sonoridades minimalistas e proximidade total com o público. No alinhamento, o grupo revisita temas dos discos “Pontos nos Is” e “O Tempo Vai Esperar”, bem como canções inéditas e ainda por editar.
Depois de duas noites históricas na MEO Arena, que reuniram mais de 25 mil pessoas e celebraram um dos momentos mais sólidos da trajetória da banda, “Interior” reafirma a essência que sempre os acompanhou, crescer sem perder o centro, mantendo-se junto das pessoas.
DIGRESSÃO "INTERIOR"
06 de novembro 2026 — Europarque, Santa Maria da Feira 13 de novembro 2026 — Centro Cultural de Viana do Castelo 14 de novembro 2026 — Multiusos de Guimarães 18 de dezembro 2026 — Centro Cultural Olga Cadaval, Sintra - ESGOTADO 19 de dezembro 2026 — Coliseu de Elvas 16 de janeiro 2027 — Coliseu Micaelense, Açores 23 de janeiro 2027 — Centro Cultural de Caldas da Rainha - ESGOTADO 30 de janeiro 2027 — Convento de São Francisco, Coimbra - ESGOTADO 06 de fevereiro 2027 — Teatro das Figuras, Faro 13 de fevereiro 2027 — Arena de Póvoa de Varzim
Concertos de apresentação em Lisboa, Guarda e Porto, dias 3, 6 e 11 de Marçoe Março
“Uma História Assim”, o álbum de estreia a solo do músico e compositor Gabriel Gomes, está disponível a partir desta sexta-feira, dia 27, em vinil, CD e formato digital.
Acordeonista e membro fundador de projetos marcantes da música portuguesa como Sétima Legião, Madredeus, Os Poetas e Fandango, e músico convidado de artistas como Tim, Jorge Palma e Rodrigo Leão – lança-se agora em nome próprio, depois de mais de 40 anos de percurso.
Produzido por Gabriel Gomes, em parceria com Rodrigo Leão e João Eleutério, "Uma História Assim" é um álbum instrumental que nasce da relação profunda que mantém com o acordeão. A solo – com exceção do tema-título, onde se junta Rodrigo Leão ao piano –, o músico e compositor apresenta um conjunto de temas que dão voz a uma história que atribui ao instrumento, mas que é, inevitavelmente, também a sua. No estúdio, e ao longo do disco, a respiração do artista confunde-se com a do próprio acordeão, fundindo intérprete e instrumento numa só identidade musical.
“O Roubo” (com vídeo realizado por Áurelio Vasques) foi o primeiro avanço de "Uma História Assim" e será um dos temas no alinhamento dos concertos de apresentação agendados para dia 3 de Março, no Coliseu Club, em Lisboa; dia 6, no Teatro Municipal da Guarda; e dia 11, na Casa da Música, do Porto.
GABRIEL GOMES - UMA HISTÓRIA ASSIM
Todas as músicas compostas e interpretadas por Gabriel Gomes Músico convidado: Rodrigo Leão - piano em “Uma História Assim” Gravado no Tabaqueira Estúdio por João Eleutério, em 2025 Misturado por João Eleutério e Gabriel Gomes Masterizado por Rui Dias no Estúdio Mister Master Produzido por Rodrigo Leão, Gabriel Gomes e João Eleutério Artwork: Cristiana Mamede Produção executiva: Bairro da Música
Divulgado há poucos minutos, Sérgio Godinho marcará presença na edição deste ano do Vodafone Paredes de Coura.
Anunciado como "SÉRGIO & OS ASSESSORES COM AMIGOS", o "escritor de canções" promete um espetáculo especial nesta sua estreia no festival minhoto: a par da sua habitual banda, Os Assessores, levará a palco alguns "amigos" por quem nutre especial afecto e admiração e que com ele farão deste concerto algo de memorável na celebração da música e da palavra: A Garota Não, Ana Lua Caiano, Capicua, Manel Cruz, Manuela Azevedo, Milhanas e Samuel Úria são para já os nomes divulgados, sendo expectável que alguns mais se juntem.
A revelação desta presença junta-se assim às recentemente anunciadas passagens pelo Festival Med de Loulé e no Rock Nordeste, em Vila Real, fazendo prova da actualidade da obra de Sérgio Godinho e sinal da sua viatlidade criativa num ano em que ultrapassará as oito décadas de vida.
Esta constante inquietude ficou há dias comprovada com a estreia do espectáculo "Biografias do Amor” no âmbito do festival "Montepio Às Vezes O Amor", um novo conceito de apresentação dedicado ao "amor" no sentido lato do termo, em que se fez roadear de um inédito grupo de músicos dirigido por António Quintino, numa mescla geracional que integrava ainda Margarida Campelo, Inês Sousa ou Tomás Marques e os habituées Sérgio Nascimento e Nuno Rafael.
Também título da compilação cuja publicação coincidiu com os concertos, prosseguirá as suas apresentações ainda este ano em datas a anunciar oportunamente. Os concertos realizados no Sagres Campo Pequeno e Coliseu do Porto Ageas perante audiências rendidas à riqueza da sua obra singular prenunciam que, apesar de um percurso já longo e duradouro, Sérgio mantém vivo o seu espírito aventureiro e destemido de abraçar novos desafios artísticos.
Aliás, a sua incursão mais recente no território da escrita ficcional é disso testemunho com a publicações em diversos géneros literários sendo o mais recente o livro de contos "Como se não houvesse amanhã" que o tem levado a apresentações por todo o país, dividindo-se assim entre os concertos e as "conversas" em que aborda os seus estímulos criativos e vida.
AGENDA
27FEV / COIMBRA / BIBLIOTECA CARLOS FIOLHAIS_APRESENTAÇÃO LITERÁRIA 02MAR / PENACOVA / FESTIVAL LITERÁRIO_APRESENTAÇÃO LITERÁRIA 19MAR / LISBOA / LIVRARIA SNOB_APRESENTAÇÃO LITERÁRIA 26MAR / LISBOA / LIVRARIA MENINA E MOÇA_APRESENTAÇÃO LITERÁRIA 27MAR / ESTARREJA / CINE-TEATRO_APRESENTAÇÃO LITERÁRIA 28MAR / ESTARREJA / CINE-TEATRO_CONCERTO 11ABR / FARO / TEATRO DAS FIGURAS_CONCERTO 17ABR / PORTO / COLISEU_PARTICIPAÇÃO EM CONCERTO SOLIDÁRIO 18ABR / MIRANDA DO CORVO / CASA DAS ARTES_CONCERTO 24ABR / CELORICO DE BASTO_CONCERTO 25ABR / OEIRAS_CONCERTO 30ABR / AMARANTE / CINE-TEATRO_CONCERTO 01MAI / PAREDES DE COURA / CENTRO CULTURAL_CONCERTO 07MAI / MOITA / BIBLIOTECA BENTO DE JESUS CARAÇA_APRESENTAÇÃO LITERÁRIA 10MAI / REDONDO / FESTIVAL PALAVRAS AO VENTO_APRESENTAÇÃO LITERÁRIA 04JUN / VIEIRA DO MINHO / FEIRA DO LIVRO_APRESENTAÇÃO LITERÁRIA 20JUN / VILA REAL / ROCK NORDESTE_CONCERTO 25JUN / LOULÉ / FESTIVAL MED_CONCERTO 12-15AGO / PAREDES DE COURA / VODAFONE PAREDES DE COURA_CONCERTO
Nena edita hoje o álbum Deluxe “Um Brinde ao Agora, mas e agora?”, uma extensão natural e conceptual do seu segundo álbum de originais, “Um Brinde ao Agora”, lançado em maio de 2025.
A edição Deluxe reúne as 14 faixas do disco original e acrescenta quatro novas canções, que aprofundam o universo emocional, narrativo e sonoro iniciado no segundo álbum de originais da artista. Os singles “Guardei-te um Lugar” e “Diz-me na Cara” já se encontram disponíveis em todas as plataformas digitai e com o lançamento do Deluxe chegam agora “Nokia Antigo” e “No Tempo dos Meus Avós”, completando este novo capítulo.
Depois de um disco que funcionou como um convite à pausa, à atenção e à celebração do presente, o Deluxe nasce da pergunta inevitável que se seguiu.
“Quando o disco original saiu, percebi que ‘Um Brinde ao Agora’ era, acima de tudo, um lembrete para mim. Para parar, olhar à volta e tentar viver mais o agora. Quis lançar este Deluxe porque depois disso veio a pergunta: ‘ok, estou aqui… e agora?’. Estas músicas nascem exatamente desse sítio”, explica Nena.
As quatro novas canções não procuram respostas fechadas. São antes tentativas de compreensão, de transição e de continuidade. Funcionam como uma ponte entre o fim de “Um Brinde ao Agora” e aquilo que vem depois, também a nível sonoro.
“São músicas sobre tentar estar mais presente num mundo que vive cada vez mais nos ecrãs e na tecnologia, onde isso se torna cada vez mais difícil. Não tentam dar respostas, mas perceber o que vem a seguir.”
O lançamento de “Um Brinde ao Agora, mas e agora?” surge num momento particularmente significativo do percurso de Nena. Depois de um ano marcado por uma forte ligação ao público, pela digressão Dois Pares de Botas, ao lado de Joana Almeirante, e pela estreia como mentora no The Voice Kids, a artista reforça a sua posição como uma das vozes mais relevantes da pop portuguesa.
“Um Brinde ao Agora” ultrapassou os 10 milhões de streams e culminou na estreia em nome próprio no Sagres Campo Pequeno, a 04 de outubro de 2025, com um concerto esgotado que confirmou a sua dimensão artística e a relação próxima que mantém com o público.
O Deluxe não fecha um ciclo. Abre espaço para o próximo.
“LAISSE MOI” é o primeiro single da nova fase do Projeto Marianne, e é, desde o primeiro verso, uma declaração de identidade. Uma obra que explora a ligação profunda entre países, memórias e pertenças, onde a busca interior se manifesta tanto na sonoridade como na palavra.
Quando a voz repete “laisse-moi, j’veux pas être là pour toi, j’ai pris le large”, o afastamento não é apenas emocional: é geográfico, simbólico, quase visceral. É o gesto de quem navega entre mundos, entre o “aqui” e o “lá fora”, à procura de espaço para compreender quem é. Há nesta canção uma coragem nítida: a de partir não por fuga, mas por necessidade de se escutar.
A música nasce da experiência de quem cresceu entre dois universos culturais, carregando imagens, silêncios e afetos de ambos. Tal como na letra, onde o Eu se afasta para se reencontrar, “tu m’as fait comprendre c’qu’il fallait que je fasse pour moi”, também o projeto reflete esse movimento contínuo de partir e regressar. Descobre-se, nesse percurso, que nunca se deixa verdadeiramente a casa para trás: leva-se sempre um pedaço dentro de si. E cada regresso traz algo transformado, algo aprendido noutro lugar.
Nesse ir e vir, que também ecoa nas relações retratadas no tema, constrói-se um sentimento de origem tão intenso que se torna identidade. A voz que pede distância é a mesma que revela lucidez. Este despertar emocional espelha o espírito do projeto Marianne, onde o autoconhecimento nasce do confronto entre mundos e da convivência entre contrastes.
Cantada e escrita em francês, “LAISSE MOI” afirma essa dualidade como foco. O francês não surge apenas como escolha estética, mas como território emocional: é a língua onde certas memórias respiram melhor. O português, por sua vez, guarda outras raízes, outras tonalidades afetivas. Tal como na canção, onde cada frase equilibra o impulso de proteger-se e proteger o outro (“j’vais pas laisser croiser les méchants chemins contre toi”), também o projeto encontra o seu centro na tensão entre distância e pertença.
Desenvolvido entre a Suíça e Portugal, de sul a norte, o projeto dissolve fronteiras à medida que avança. Alguns temas nascem de raízes francesas, outros vibram com sentimentos profundamente enraizados em português. A escolha da língua torna-se, assim, um gesto de liberdade, tal como o afastamento em “LAISSE MOI”: ambos procuram a expressão mais autêntica para cada memória, cada emoção, cada caminho interior.
O projeto Marianne já pisou palcos como o NOS Alive e o Centro Cultural de Belém, e conta com um álbum e um EP editados desde 2021. “LAISSE MOI” marca agora o início de um novo capítulo, mais consciente, mais íntimo, mais fiel à complexidade de quem aprendeu a existir entre dois lugares.
“Perto” é o novo single de Rocky, uma viagem entre o trap e o R&B que capta o momento exato em que um sonho começa a tornar-se real. Com uma produção moderna de YeezYuri, o tema é conduzido por kicks pesados, drums em reverse e atmosferas imersivas que abrem espaço para vozes carregadas de emoção com autotune. Através de melodias marcantes e de uma estética urbana contemporânea, Rocky transforma a ambição em som, refletindo sobre foco, resiliência e a sensação intensa de estar cada vez mais perto do sucesso e da vitória.
Há artistas que nos marcam profundamente. Mesmo sem nunca os termos conhecido ou tido a oportunidade de tocar com eles, a sua forma de tocar tem um impacto tão forte que nos leva a querer ouvir e reouvir a sua música, tentando aprender tudo o que ela tem para nos ensinar. Carlos Paredes é, para mim, um desses artistas e este CD nasce desta vontade de, por um lado, querer absorver a sua maestria e, por outro, partilhar com outros a admiração que tenho por um homem que mudou a história da música portuguesa.
De facto, a sua música, e a forma como continua a tocar emocionalmente tantos ouvintes, é simultaneamente uma proeza e um mistério. Por um lado, as suas composições apresentam melodias simples e profundamente cativantes, que permanecem no ouvido e convidam à escuta repetida. Por outro, revelam uma grande complexidade técnica, testemunho do virtuosismo de um músico que elevou a guitarra portuguesa ao estatuto de instrumento solista, explorando novas possibilidades sonoras através de uma técnica absolutamente singular.
A música de Paredes representa uma verdadeira viagem pela música portuguesa, alternando entre o vigor dos motivos populares e a nostalgia e melancolia características do fado de Coimbra. No entanto, aquilo que verdadeiramente o distingue como intérprete, e que confere à sua obra um carácter tão pessoal, é o seu fraseado exímio. A alternância entre momentos de grande intensidade sonora e instantes de silêncio cria um jogo constante de tensão e distensão, fazendo com que a guitarra não apenas toque, mas cante, quase chore, estabelecendo uma ligação direta com a emoção do ouvinte. Foi precisamente essa forma de frasear que despertou em mim o desejo de interpretar as suas obras. A vontade de compreender e absorver a mestria interpretativa de Carlos Paredes levou-me a procurar dar nova vida às suas criações através de outro instrumento: a harpa.
Este processo revelou-se uma verdadeira descoberta sonora. Encontrei sons que nunca imaginei possíveis na harpa. Guiada apenas pelo ouvido, o meu único crítico, explorei novas técnicas e efeitos que servissem a essência emocional desta música, da qual me fui progressivamente apropriando. Ao longo deste percurso, procurei abordar diferentes facetas da sua obra: a energia vibrante das danças, o cromatismo das melodias inspiradas no fado de Coimbra e as composições que evidenciam o virtuosismo do intérprete.
Sempre consciente de que interpretar a música de Carlos Paredes significa mergulhar num universo verdadeiramente inimitável, onde a execução magistral é parte essencial da própria obra, esta abordagem pretende apenas, de forma humilde, oferecer uma nova perspetiva e sonoridade a uma música que merece continuar viva, a ser tocada, ouvida e apreciada.
Expressar plenamente o impacto da música de Carlos Paredes será sempre um desafio, pois só através da sua própria experiência artística se compreende verdadeiramente a força e a profundidade das melodias que nos legou. Este CD é, assim, um convite à escuta e ao reencontro com uma obra intemporal, que continua a emocionar gerações.
Notas biográficas
Maria Sá Silva, a primeira harpista portuguesa a ser premiada no World Harp Competition, na Holanda, um dos mais prestigiados concursos internacionais de harpa, é considerada "uma verdadeira artista, inspirada pelo mundo que a rodeia, [...] usando a harpa de pedal como veículo de comunicação com o seu público" (Harp Column).
Reconhecida internacionalmente, Maria Sá Silva conquistou diversos prémios em Espanha, França, Itália e México, colaborando com orquestras em Portugal, Reino Unido, Brasil e Itália, e participou na gravação da banda sonora do filme Agadah, premiado no Festival de Veneza. Como solista, apresentou-se em salas de renome como a Casa da Música (Porto), Pinacoteca di Brera e Auditorium Latuada (Milão), Guildhall School of Music (Londres), Museo Teatrale La Scala (Milão), Centro Cultural de Belém (Lisboa) e CSO Ada Ankara(Turquia).
No seu mais recente projeto, Entre Cordas: Eco de Paredes, uma homenagem a Carlos Paredes, Maria Sá Silva explora a interpretação de obras de guitarra portuguesa na harpa, evidenciando a versatilidade do instrumento, a riqueza das experiências sonoras e a dimensão inovadora do seu trabalho artístico.
Iniciou os seus estudos musicais com apenas sete anos no Conservatório de Música do Porto, prosseguindo a sua formação em Performance Musical na Civica Scuola di Musica Claudio Abbado (Milão), sob a orientação da Dra. Irina Zingg.
Falhamos a tentar Pagamos por falhar Salvar o barco que arde Sem salvação
Tatanka, letra e música
Depois de “Balada de um gajo invisível”, que marcou o seu regresso a solo, Tatanka apresenta agora “O Barco”, o segundo single do novo álbum de originais com edição prevista para o final deste ano. Já disponível em todas as plataformas digitais, com um vídeo clip gravado nos Estados-Unidos e realizado por Victor Castro, a nova canção aprofunda o território íntimo e autoral que o artista tem vindo a desenhar neste novo ciclo criativo.
Se no primeiro single predominava a vulnerabilidade crua de voz e guitarra, em “O Barco” Tatanka expande o horizonte sonoro, sem perder a sua essência: uma escrita confessional, imagens poéticas e uma interpretação que navega entre a contenção e a intensidade emocional. A canção parte da metáfora do barco enquanto lugar de travessia, entre o que fomos e o que ainda procuramos ser, evocando temas como a tentativa, o erro, o destino e a salvação.
Com “O Barco”, Tatanka consolida esta nova fase criativa, que culminará na edição do próximo álbum e no reencontro com o público em palco. Em maio de 2026, estão já confirmados dois concertos de apresentação: a 6 de maio, no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, e a 13 de maio, no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa. Os bilhetes encontram-se à venda em ticketline.pt e nos locais habituais.
Cantor, guitarrista e compositor, Tatanka (Pedro Taborda Caldeira) é uma das figuras mais singulares da música portuguesa contemporânea. Construiu uma identidade própria na intersecção entre a soul, o blues e o pop-rock, alcançando projeção internacional como vocalista e frontman dos The Black Mamba, banda que fundou em 2010.
Em paralelo, desenvolve desde 2016 um percurso a solo mais pessoal e introspetivo, cantado em português. Após os primeiros singles “Alfaiate” e “De Alma Despida”, editou em 2019 o álbum “Pouco Barulho”, onde cruzou narrativas íntimas com influências da soul, do fado e da música de intervenção, incluindo a colaboração de Miguel Araújo em “Império dos Porcos”.
Ao longo dos anos, Tatanka tem afirmado um caminho artístico totalmente livre, marcado por atuações intensas e uma escrita que aproxima a alma portuguesa da tradição da soul americana. Com os singles “Balada de um gajo invisível” e o novo “O Barco”, abre-se agora uma nova fase deste percurso que, até à edição do novo álbum, terá novos lançamentos de singles e o aguardado reencontro ao vivo com o público.
Bilhetes em pré-venda para subscritores da Waiting List, a partir das 9h00 de 4 de março
Os Rádio Macau partilham hoje a aguardada notícia da sua reunião para dois concertos nos Coliseus de Lisboa e do Porto, nos dias 2 de outubro, no Coliseu dos Recreios, e 15 de outubro, no Coliseu Porto Ageas. Depois de mais de uma década de pausa, a banda volta a subir aos palcos com a formação que consolidou uma das discografias mais singulares do pop-rock português, prometendo um alinhamento que atravessa várias fases do seu percurso.
A partir de hoje, 27 de fevereiro, o público pode inscrever-se na waiting list, que dará acesso à pré-venda exclusiva, a decorrer entre 4 de março, às 09h00, e 6 de março, às 09h00. A venda geral arranca a 6 de março, às 09h00, nos locais habituais.
Surgidos no contexto da segunda vaga do pop-rock português, os Rádio Macau afirmaram-se desde cedo como um projeto que cruza a tensão do pós-punk com a sofisticação da new wave e uma forte dimensão literária. Mais do que acompanhar uma tendência, construíram um território próprio, guiado pela palavra e por uma atmosfera urbana em que guitarras e eletrónica dialogam com a experiência quotidiana de Lisboa e dos seus subúrbios.
A voz de Xana, entre o canto e a declamação, tornou-se um dos timbres mais marcantes da música portuguesa. Ao lado de Flak, na guitarra, de Alex Cortez, no baixo, de Filipe Valentim, nos teclados, e de Samuel Palitos, na bateria, a banda desenvolveu uma arquitetura sonora que conheceu sucessivos momentos de afirmação ao longo das décadas de 80 e 90.
O álbum de estreia, Rádio Macau (1984), apresentou temas como “Bom Dia Lisboa” e “A Noite”, fixando uma escrita marcada pela observação urbana e pela introspeção. O reconhecimento mais alargado chegaria com A Vida Num Só Dia (1985), que expandiu o alcance da banda sem diluir a sua identidade. Seguiram-se discos como Spleen (1986), conceptual e atmosférico, e O Elevador da Glória (1987), que inclui “O Anzol”, um dos seus temas mais populares. Já “Amanhã É Sempre Longe Demais”, de O Rapaz do Trapézio Voador (1989), tornou-se outro marco geracional.
Ao longo das décadas, os Rádio Macau oscilaram entre momentos de maior visibilidade e fases de reinvenção, explorando linguagens eletrónicas e modelos de produção autónomos. Nunca plenamente integrados no mainstream nem confinados ao underground, ocuparam um lugar intermédio e singular na música portuguesa: o de uma banda que fez da melancolia matéria pop e da literatura canção.
O anúncio da reunião dos Rádio Macau para dois concertos nos Coliseus não surge por isso como um exercício de nostalgia, mas como reencontro com um repertório intemporal, que atravessa gerações.
Cadeiras Orquestra 45€ 1ª Plateia 40€ 2ª Plateia 35€ Balcão Central Com Marcação 30€ Balcão Lateral Sem Marcação (Vis. Reduzida) 22€ Camarotes 1ª Frente 30€ Camarotes 1ª Lado – Vis. Reduzida 25€ Camarotes 2ª Frente 22€ Camarotes 2ª Lado – Vis. Reduzida 20€ Galeria de Pé 18€
Abertura de Portas 20h30 Início do Espetáculo 21h30
Cadeiras de Orquestra 37€ 1ª Plateia 32€ 2ª Plateia 27€ Tribuna 30€ Camarote de 1ª Frente 30€ Camarote de 1ª Lateral 25€ Frisas Baixo 27€ Frisas Cima 22€ Balcão Popular 25€ Galeria 22€ Geral 20€ Camarote de 2ª 18€
Abertura de Portas 20h30 Início do Espetáculo 21h30