segunda-feira, 4 de junho de 2007

Peste & Sida - “Cai No Real”( D.A.S.)


“Cai no Real” o novo dos Peste & Sida é um registo que vem no seguimento lógico de “Portem-se Bem”. Quer isto dizer, que “Tóxico”, o anterior álbum datado de 2004, é um disco, que apesar de ter a marca da banda bem vincada, fica uns furos mais abaixo.
Com o regresso à banda do vocalista João Pedro Almendra, o homem que gravou o melhor disco dos Peste & Sida, o primeiro de nome “Veneno”, a banda ganha novo fôlego. A voz de João Pedro serve muito mais os propósitos da banda do que a de João San Payo. Pelo caminho, temos a lamentar a saída de Orlando Cohen, outro Peste de raiz. Mas não se pode ter tudo…
"Cai No Real” traz 10 temas onde o punk-rock dos Peste & Sida volta a brilhar. Um punk-rock que se cruza com bastante ska, algum reggae e até o fado, no hilariante “Canção de Lisboa (uma homenagem ao miúdo da Bica)”.
Sem inovarem, os Peste & Sida trazem na bagagem um disco seguro e que em nada desprestigia o passado do grupo.
O som continua o mesmo de sempre, produzido por alguém que já fez parte da equipa. Nuno Rafael está dentro desta música. Percebe cada nota e cada ideia, dando o colorido certo a este quadro.
As letras continuam a trazer divertimento puro e alguma critica social.
“Cai No Real” apresenta assim, como se disse, temas de cariz mais punk como “Cai” No Real”, de sabor mais reggae como “Revolução Rock” ou de cores mais ska como “Acredita”.
“Cai no Real” é Peste & Sida e pronto! Traz a banda ao lugar que merece, podendo voltar a acordar os adeptos mais antigos. É um disco certeiro de uma banda que criou marca na música portuguesa, deixando por aí muitos descendentes.
Sem ser um trabalho do outro mundo, “Cai no Real” é um bom disco deste mundo. Um cd que dá muito gozo ouvir. E isso basta para que este disco possa brilhar.
Será caso então para gritar: peste & siga… o baile!

Nuno Ávila

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