Dealema
Os Dealema são uma das bandas mais representativas do Hip Hop nacional.
Fundados em 1996, os Dealema são um raro exemplo de resistência, obstinação e autenticidade, gozando de um singular estatuto de culto um pouco por todo o país.
Principais representantes do movimento em Gaia, os Dealema têm sido responsáveis pela forte dinâmica de crescimento de que o Hip Hop goza na zona do Porto, quer pelo elevado numero de eventos que têm organizado regularmente desde que iniciaram a sua actividade, quer pelo seu pioneirismo na edição independente de albuns (Fuze, Terrorismo Sónico, Berna, etc?) e mix-tapes, quer pela sua ligação activa aos Mind da Gap com quem colaboraram tanto ao vivo como em disco.
O talento dos MCs Mundo, Mase, X-Pião e Fuze (este com 2 albuns a solo editados que fazem dele figura central da editora Loop) e do DJ Guze está defenitivamente registado em disco. A sua estreia em album será certamente um dos acontecimentos do ano ao nivel do Hip Hop. “Dealema”, gravado para a NorteSul, e com edição prevista para o inicio de Setembro, é um dos albuns mais marcantes do Hip Hop nacional dos ultimos tempos, que para além de contar com a mestria de Zé Nando Pimenta (Type) na gravação e de Serial (Mind da Gap) na mistura, confirma a banda como um dos expoentes máximos do género entre nós.
Fat Freddy
O colectivo Fat Freddy, surgiu no ?espaço 1999?, ano maravilha de todas as esperanças de vida intergaláctica por inciativa de Pepito, que munido de todos os efeitos especiais, criou o conceito/roteiro de viagem que a enterprise seguiria.
Para empreender tal viagem, convidou Al Bino e Chinas Late, juntando-se a estes também Manuel Vilarinho e João Abrunhosa (visionários das alucinadas paisagens que o projecto transporta).
É desta forma, que a engenhoca aterra em universos tão distintos como o Bregoviciano, embriaga-se de tudo o que Leste tem de novo, levanta e sobrevoa a América das steel guitars e do rockabilly. Com o delta de fundo que se dississipa e transforma em feira de segunda mão (de uma qualquer cidade europeia) com valsas e polkas como banda sonora, onde game boys ou spectrums marados, servem de consola manipuladora hiperabsorvente de tudo o que faz ruído.
Distraídos, esquecem os monstros que cercam os espaço. Deixam a chave na ignição e vão ao circo, tais crianças encantadas com uma melodia saída de uma caixa de música ou hipnotizadas pela cor berrante do galo de Barcelos.
É neste caldeirão imenso, em que não é esquecido o imaginário de Kusturica e Stanley Kubric nem a atitude tipicamente de rua característica dos tais gatos da bd, que o colectivo se movimenta e alimenta. O resultado físico chama-se Fanfarras de Ópio.
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