A Naifa está de novo afiada. Pronta a espetar canções no nosso coração. Resta, no entanto, saber até que ponto cada um destes 11 temas tem força suficiente para rasgar o nosso peito.
Existe desde logo um problema incontornável. Se o primeiro CD do grupo era já um disco difícil para muitos ouvidos, este segundo trás esse problema acrescido, pois não existe por aqui uma canção como “Música”, pronta a despertar os nossos sentidos. E isto, pode causar um grande amargo de boca aos músicos.
“3 Minutos Antes De A Maré Encher”, é um registo mais calmo e indolente que o primeiro. Carrega dentro de si outras emoções. Os sons que saltam cá para fora são menos fado que os que cabiam dentro de “Canções Subterrâneas”. Contudo, o fado anda por aqui sempre presente na guitarra portuguesa de Luís Varatojo.
Existe por estes lados uma grande vontade de fazer diferente. De experimentar novas rotas. Daí que muitos momentos que atravessam este registo tenham dentro de si um cunho muito experimental.
Mas existem outras corres a pintar esta tela. Uma gama de tons que não estava muito presente no anterior disco. A Naifa embrulha algumas das suas novas canções em papel trip hop dando assim uma cor à sua música que viaja, como diria António Variações, entre Braga e Nova Iorque. Especial atenção a “Antena”, “Quando Os Nossos Corpos Se Separam” e “Calças Vermelhas”.
Mas como seria de esperar são os momentos de maior folia aqueles que arrebatam mais prontamente a nossa atenção. Quando a guitarra abre e a voz se solta voando como uma pomba, nós vamos presos na sua asa correndo o céu de ponta a ponta. “Monotone” é delicioso. “Senhoritas”, é um tango que nos faz mexer a anca. “A Verdade Apanha-se Com O Engano” transpira um irreverente rock pelos poros.
Mas atenção que este disco não tem só música. Aqui as notas da pauta são vestidas com palavras de gala. Textos saídos da inspiração de Tiago Gomes, Adilia Lopes, Nuno Moura, Pedro Sena Lino, João Miguel Queirós, José Luís Peixoto, Rui Lage, Nuno Marques e Ana Paula Inácio. Um naipe de novos escritores que capta toda a essência de A Naifa, não se limitando a escrever banais “romances” de faca e alguidar.
Estamos então perante um disco difícil, mas que apetece, contudo, trincar. São canções para ir descobrindo.
Por isso, amigos, atrevam-se a ouvir este disco e a captar nele toda a chama lusitana. A principio, é certo estas músicas podem não ter força suficiente para abrir o nosso peito ao meio. Mas desde que arranjem uma pequena fresta para entrar, vão com certeza fazer girar o nosso interior de jubilo.
Existe desde logo um problema incontornável. Se o primeiro CD do grupo era já um disco difícil para muitos ouvidos, este segundo trás esse problema acrescido, pois não existe por aqui uma canção como “Música”, pronta a despertar os nossos sentidos. E isto, pode causar um grande amargo de boca aos músicos.
“3 Minutos Antes De A Maré Encher”, é um registo mais calmo e indolente que o primeiro. Carrega dentro de si outras emoções. Os sons que saltam cá para fora são menos fado que os que cabiam dentro de “Canções Subterrâneas”. Contudo, o fado anda por aqui sempre presente na guitarra portuguesa de Luís Varatojo.
Existe por estes lados uma grande vontade de fazer diferente. De experimentar novas rotas. Daí que muitos momentos que atravessam este registo tenham dentro de si um cunho muito experimental.
Mas existem outras corres a pintar esta tela. Uma gama de tons que não estava muito presente no anterior disco. A Naifa embrulha algumas das suas novas canções em papel trip hop dando assim uma cor à sua música que viaja, como diria António Variações, entre Braga e Nova Iorque. Especial atenção a “Antena”, “Quando Os Nossos Corpos Se Separam” e “Calças Vermelhas”.
Mas como seria de esperar são os momentos de maior folia aqueles que arrebatam mais prontamente a nossa atenção. Quando a guitarra abre e a voz se solta voando como uma pomba, nós vamos presos na sua asa correndo o céu de ponta a ponta. “Monotone” é delicioso. “Senhoritas”, é um tango que nos faz mexer a anca. “A Verdade Apanha-se Com O Engano” transpira um irreverente rock pelos poros.
Mas atenção que este disco não tem só música. Aqui as notas da pauta são vestidas com palavras de gala. Textos saídos da inspiração de Tiago Gomes, Adilia Lopes, Nuno Moura, Pedro Sena Lino, João Miguel Queirós, José Luís Peixoto, Rui Lage, Nuno Marques e Ana Paula Inácio. Um naipe de novos escritores que capta toda a essência de A Naifa, não se limitando a escrever banais “romances” de faca e alguidar.
Estamos então perante um disco difícil, mas que apetece, contudo, trincar. São canções para ir descobrindo.
Por isso, amigos, atrevam-se a ouvir este disco e a captar nele toda a chama lusitana. A principio, é certo estas músicas podem não ter força suficiente para abrir o nosso peito ao meio. Mas desde que arranjem uma pequena fresta para entrar, vão com certeza fazer girar o nosso interior de jubilo.
Nuno Ávila
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