quinta-feira, 4 de maio de 2006

UM ALTAR DE SANTOS


Foto Nuno Ávila


Entre 7 de Abril e 4 de Maio, a RUC leva até ao TAGV memórias da música portuguesa. Os locutores Nuno Ávila e Fausto Silva são os responsáveis pela colecção exposta no Café-Teatro, aberto entre as 10h e a 01h.


São 20 anos a divulgar a música nacional no éter da Rádio Universidade de Coimbra. São 20 anos de memórias. Lembranças guardadas em milhares de objectos. Não cabiam todos no espaço do Teatro Académico de Gil Vicente. Trazemos apenas uma parte da nossa história.
Tudo começou com o Canto Lusitano. Agora o Santos da Casa é o mais antigo programa de música nacional. A emitir diariamente em 107.9.
São objectos que nos marcaram. Muitos deles fonte do nosso trabalho diário. São quilómetros de estrada a ver bandas. São horas ganhas a organizar concertos.
É o passado dos grupos que ajudámos a crescer. Dos que já não existem. São aqueles que continuamos a passar.
Escolhemos as peças que mais marcam estes 20 anos. Muitas raridades. Muitas peças emblemáticas. Muitas curiosidades. Aqui vale tudo. De uma velha cassete a um moderno cd. De uma t-shirt a uma foto. De um postal a um bilhete de concerto. De um póster a uma credencial. De um LP a um single.
Enfim, uma viagem para que todos possam conhecer um pouco melhor o trajecto da música portuguesa.

FAUSTO DA SILVA (n. 1963)


Nasceu para a rádio em 82. Primeiro CER/AAC e depois RUC. Quando a rádio dos estudantes sintonizou a cidade de Coimbra, levou para o éter a música portuguesa. Baptizou o rebento de Canto Lusitano.
Hoje por aqui continua a divulgar a música nacional. O Santos da Casa é o mais antigo programa de música portuguesa a emitir. Já lá vão 15 anos.
Colaborou com alguns jornais, rádios e revistas. De destacar o jornal LP e a revista Ritual, só para citar alguns casos. Formou uma editora, com nome de estação de comboios, Coimbra B. Criou em Coimbra os Estúdios Agitarte, por onde passaram centenas de grupos de diversas sonoridades musicais. Correu o país a ver vedetas e bandas mais desconhecidas. Fotografou centenas de artistas. Já agenciou bandas.
Tem tantos discos, cds e cassetes de grupos portugueses que é difícil saber onde param todos.
Hoje o Santos da Casa e o seu blog ocupam o seu tempo.
Continua a acreditar que a música portuguesa tem futuro.

NUNO ÁVILA (n. 1970)


O gosto pela música portuguesa nasceu em 86 ao ouvir o Canto Lusitano. Nesse ano lançou o fanzine Luso Mania que editou 13 números.
Antes de editar música em formato digital, criou editoras de cassetes. A mais famosa a K7 Pirata. Muito experimental. Depois veio a Enochian Calls, e mais tarde a Som Sónico. Esta última abandonou as cassetes e editou 2 discos. O pop e o rock mais indie a dominar.
Desde que se lembra, a RUC é a sua segunda casa. Pisa aquele lar desde 86, tendo colaborado no Canto Lusitano. Em 89 tornou-se oficial da RUC.
Fez na rádio 7 FM (Maia) o Tratado de Tordesilhas. O som espanhol e português de mãos dadas. Escreveu para a Revista Ritual. Tem colaborado em outras publicações em papel e na net. Os seus textos podem ser lidos em santosdacasa.blogspot.com.
Já vestiu a pele de músico nos Rosenkranz. Agenciou algumas bandas.
Em 1994 passou a ser a outra metade do Santos da Casa.
Já ajudou a nascer muitas bandas. Por vezes partos difíceis.
Hoje por cá continua, pois acredita que o que é nacional é bom…

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