quinta-feira, 8 de abril de 2010

A LAST DAY ON EARTH APRESENTAM CD




Escrevem eles no press de apresentação do CD:


"BETWEEN MIRRORS AND PORTRAITS é o portentoso álbum de estreia dos portugueses A LAST DAY ON EARTH. Um disco tão denso quanto emotivo, tão brutal quanto devoto, equitativamente dividido entre a emergência de fustigar e a nobreza de acariciar. exemplarmente gravado e produzido nos ultrasound studios por daniel cardoso – mentor de head control system, produtor dos wako, ou baterista dos heavenwood – este é um disco que nos mostra uma banda com ambição, empolgante e muito competente. Um trabalho minucioso, que não descura o mais ínfimo pormenor, como são os casos do extraordinário trabalho gráfico da autoria do reputado designer, João Diogo (Bizarra Locomotiva, Plastica, Mikroben Krieg, XOTOX), ou das fotografias promocionais assinadas pela mestria de Ricardo Graça (Fade In, Jornal de Leiria). Uma obra coesa e repleta de pormenores que no-la fazem (re)descobrir EM cada audição!

Todos os músicos dos A LAST DAY ON EARTH, sem excepção, revelam uma excelência que não poderia ser amputada a uma qualquer banda de imberbes iniciados. Essa coesão que se nota logo aos primeiros acordes de Between Mirrors and Portraits deve-se, certamente, à vasta experiência que os músicos adquiriram em projectos anteriores. Nesse rol, encontram-se nomes tão díspares e com obras tão distintas como as de Sunwebbs, Sereal, Mind Probes, Ad Noctum ou Hypnotic Sessions… Leiria é a cidade que acolhe a banda desde que se formaram em 2005, mas o seu pouso mais natural seria Orange County, condado californiano onde se sucederam as primeiras miscigenações do hardcore. A música dos A LAST DAY ON EARTH é deliberadamente sensível e sentimentalista (atente-se, por exemplo, no balanço deftoneano de “Gold”), porém, o teor híbrido da sua toada e o poder das estruturas melódicas e rítmicas que a envolvem, põe-na a salvo de eventual lamúria gratuita. A voz de Valter Geraldes é o fio condutor dos diversos estados emotivos que se vivem durante a audição de Between Mirrors and Portraits, indo do gutural agressivo e semi-profundo (nunca tão grave como no death ou no grind) ao cantado agridoce e semi-chorado (nunca tão pop como na vertente translúcida do termo, excepto nas partes dolentes de “Promise”). A espaços, a evocação de Jonathan “Korn” Davies (ouça-se “Hiatus”) é mesmo uma realidade que se assume sem quaisquer preconceitos. De resto, a trupe remanescente mostra excelentes atributos no domínio dos instrumentos, a começar no casamento perfeito entre o baixo cumpridor de Miguel Batista e a destreza metronómica de Bruno Nunes. A tudo isto junte-se a simbiose exemplar de dois guitarristas tão experientes como Ruben Santos e Zé Couceiro (os harmónicos e os riffs do tema título são magníficos, e o solo slayeriano de “The Unseen View” não lhes fica nada atrás!). Num álbum tão equilibrado como este, é difícil de fazer destaques, mas não podemos deixar de referir o groove de “Blood Straight Line”, seguramente o candidato mais sério a eventual single. Uma das características principais da música dos A LAST DAY ON EARTH é o facto de em quase todas elas (apesar de se propalar “o último dia na terra” e de se aludir a um mundo repleto de espelhos cujos retratos não se reflectem) existirem mutações e nuances que, não sendo propriamente os arco-íris que se vislumbram nas bonanças que se sucedem às tempestades, podem ser, no entanto, ténues sinais de esperança, como se a seguir ao fim, subsistisse uma outra coisa qualquer, inclassificável, de etiquetagem impossível, mas de verosímil existência. “Gone”, o épico e fantástico tema que encerra esta obra obrigatória, dá-nos precisamente essa sensação de viagem, em busca de algo verdadeiramente edílico e divino, pelo infinito sideral… Between Mirrors and Portraits, dos A LAST DAY ON EARTH é, sem dúvida, um trabalho verdadeiramente arrebatador e auspicioso!"

1 comentário:

Unknown disse...

Ah! meu rico filho...
Como mãe do Ruben Santos só posso sentir orgulho pelo seu desempenho neste trabalho e desejar todas as felicidades à Banda e que este seja o início de um futuro musical promissor.
Parabéns