A tradição já não é o que era. Os Uxu Kalhus sabem disso muito bem. Sem negarem raízes que são nossas pegam em bocados da nossa tradição, e desta forma recriam parte da nossa cultura.
Mesmo quando agarram em canções do nosso cancioneiro como sejam “Linda Falua: Bretónia” ou "Ponha Aqui o Seu Pezinho” a banda com os seus arranjos singulares, sem tirar identidade às musica, consegue tornar cada uma muito sua.
Depois, temos por aqui vários temas que sendo seus têm incorporado pedaços de outras canções que todos conhecemos de cor. Um entrelaçar de sonoridades feito de forma sublime.
Por fim temos um naipe de canções que sendo da sua autoria, fazem agora por direito próprio parte da nossa raiz popular.
Acima de tudo”Extravagante” é um disco que vive dos seus belíssimos arranjos. São toques de charme que oferecem ao disco um som muito particular e que ajudam a criar uma marca muito própria denominada Uxu Kalhus. Um som que ao terceiro registo se confirma muito singular, e que sem nunca deixar de ser popular, chega quase a ser rock e por vezes beija o funk muito por culpa do baixo de Eddy Slap.
Estamos assim perante um disco maior, criado por músicos inteligentes e de inegável qualidade artística. Gente que não se fica pelo que a tradição era, mas que lhe dá uma sábia modernidade, tentando buscar novos públicos.
“Extravagante” é um todo. Um registo homogéneo, que se escuta do principio ao fim com enorme satisfação.
Cada vez mais são de louvar discos assim, inteligentes. São de aplaudir de pé grupos que não têm medo de jogar com a tradição e de a reinventar.
E sim, este tradicional ainda é tradicional! É o novo tradicional! Entremos na dança de espírito aberto!
Nuno Ávila
Mesmo quando agarram em canções do nosso cancioneiro como sejam “Linda Falua: Bretónia” ou "Ponha Aqui o Seu Pezinho” a banda com os seus arranjos singulares, sem tirar identidade às musica, consegue tornar cada uma muito sua.
Depois, temos por aqui vários temas que sendo seus têm incorporado pedaços de outras canções que todos conhecemos de cor. Um entrelaçar de sonoridades feito de forma sublime.
Por fim temos um naipe de canções que sendo da sua autoria, fazem agora por direito próprio parte da nossa raiz popular.
Acima de tudo”Extravagante” é um disco que vive dos seus belíssimos arranjos. São toques de charme que oferecem ao disco um som muito particular e que ajudam a criar uma marca muito própria denominada Uxu Kalhus. Um som que ao terceiro registo se confirma muito singular, e que sem nunca deixar de ser popular, chega quase a ser rock e por vezes beija o funk muito por culpa do baixo de Eddy Slap.
Estamos assim perante um disco maior, criado por músicos inteligentes e de inegável qualidade artística. Gente que não se fica pelo que a tradição era, mas que lhe dá uma sábia modernidade, tentando buscar novos públicos.
“Extravagante” é um todo. Um registo homogéneo, que se escuta do principio ao fim com enorme satisfação.
Cada vez mais são de louvar discos assim, inteligentes. São de aplaudir de pé grupos que não têm medo de jogar com a tradição e de a reinventar.
E sim, este tradicional ainda é tradicional! É o novo tradicional! Entremos na dança de espírito aberto!
Nuno Ávila

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