A noite atrasou. Começou uma hora e tal depois do inicialmente agendado. Os concertos deveriam ter acabado às duas e só terminaram às quatro da manhã. Resultado: actuações mais curtas.
Nice Weather For Ducks
Pop doce, com pitadas de electrónica. Sons dançáveis a contagiar algum público.
A banda tem vindo num crescendo que se nota a olhos vistos.
Tocar muito ao vivo é por vezes melhor do que muitos ensaios na garagem.
Prestação segura, que proporcionou um belo começo de noite.
The poppers
Rok com cheiro a anos 60.Com algum sabor a punk de 77. Mas sem cheirar a mofo.
Uma grande entrega. O homem da voz, Luís Raimundo, estava frenético,
Grande empatia com o público, que respondeu com agrado à prestação da banda.
Espectador a subir ao palco e a solar na guitarra de forma excelente.
Sem nada de novo na manga, desfilaram alguns dos seus clássicos.
Tempo ainda para versões de Talking Heads, Ramones e The Who.
Memória de Peixe
Sem duvida o melhor concerto da noite.
São apenas dois. Guitarra e bateria.
No entanto, enchem o palco de forma brilhante.
Loops de guitarra e o ritmo da bateria vão cobrindo o som que é dedilhado por Mário Nicolau.
Uma mescla de sons que trazem dentro Durutti Column, Frank Zappa, Jimy Hendrix ou Captain Beefheart.
Um concerto perfeito, a mostrar um grande duo.Throes + The Shine
Rock e kuduro num só.
Ritmos muito quentes. Alegria em palco.
É para dançar gritavam. E o povo dançou.
A meio do concerto um grupo de dança que tinha actuado no recinto subiu ao palco e ajudou à festa.
O público gritou e eles tiveram de tocar “batida”.
Fecharam assim da melhor maneira uma actuação que mistura guitarra, baixo e bateria, por vezes teclas, com vozes que trazem dentro ritmos negros na alma.
Texto & Fotos Nuno Ávila
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