Após um 2012 repleto de concertos, os Killer Mustang apresentam o seu EP, gravado na Fábrica de Som e produzido por Zinx. O single escolhido para o lançamento é “Valsinha do Proxeneta”.
Depois
de em 2010 terem reunido numa demo algumas das suas primeiras canções,
no ano seguinte, os Killer Mustang venceram um concurso que reuniu 18
bandas, promovido pela Fábrica de Som, no Porto. Em 2012 – após
participações no Festival Termómetro Unplugged e no Festival Rockastrus
–os Killer Mustang foram selecionados por um jurí constituído, entre
outros, por Adolfo Luxúria Canibal e João Carvalho, para actuar no palco
JN do Festival de Paredes de Coura.
As influências dos Killer Mustang vão desde o pós-punk ao ska, do
funk ao metal, passando pelo western spaguetti e pelo fado, criando-se
assim uma sonoridade assente em fusões de estilos e constantes
transições musicais; e é precisamente isso que “os torna interessantes e
até singulares”, segundo Rui Dinis, autor do blogue A Trompa. O Jornal
de Notícias descreveu o seu som como “uma espécie de fado eletrónico,
com uma ou outra sonoridade a trazer os Dead Combo à memória”. Jorge Vaz
Nande, escritor e blogger, disse a propósito da “Valsinha do
Proxeneta”: “Lembram-se do debate caquético sobre a língua em que as
bandas portuguesas devem cantar? Os Killer Mustang fizeram-nos o favor
de esquecê-lo e partir para o trilinguismo. E isso, eu diria, só porque
eles ainda não tiveram tempo para inventar o Mustanguês. Viajar entre
idiomas é só o que se espera de uma banda que viaja por diferentes
ambientes sonoros tão à vontade e com tanta força como Mike Patton. E
"Valsa do Proxeneta" é um delírio onírico e sensual que ficaria bem em
qualquer cena de tortura do Tarantino. Esta nossa época em que ela
surgiu merece-a, e ela merece a época também. Quem se atreve ainda a
dizer que os portugueses são um povo de brandos costumes? A lua tem um
lado escuro, nós também e a diferença é que o nosso está cada vez mais à
vista. Querem melhor canção que o expresse hoje do que aquela que diz
"vou continuar a apedrejar-te sem atingir satisfação, porque roubaste o
que poupamos para a nossa reforma sonhada com tanta antecipação"? A
salvação pode estar no rock dos Killer Mustang. Ou talvez o fogo do
Inferno. Arriscar será divertido.”
Do quinteto fazem parte Tiago de Sousa (voz), Hélio Barros (baixo), Tito Sousa (bateria), Nuno “Frank” Fernandes (guitarra) e Ricardo Prado (guitarra).
A partir do dia 4 de Fevereiro, o single poderá ser descarregado gratuitamente aqui
Your Label – http://yourlabel.pt/killer-mustang/

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