segunda-feira, 1 de abril de 2013

Volcano Skin - “Travelling With The Wrong Maps“ (Edição de Autor)


















Desconstruir. É isso que os Volcano Skin fazem à musica. Tal como os Pop Dell’Arte tornam a pop livre. Tal como os Mler Ife Dada não seguem regras.
Eles próprios o afirmam. Dizem tocar “rock e não-rock“. Afirmam usar  “baixos, guitarras, bateria, loops e electrónica avulsa“. Fazem, segundo eles “canções e não-canções, música que serpenteia entre os dedos para chegar a um destino desconhecido“.
E fazem tudo isto da melhor maneira. Apesar de a sua música não ter regras, ela faz todo o sentido. Contagia. Agrada-nos por isso mesmo, por não ser formata. Tem originalidade na dose certa. Passeia-se por belos caminhos, sem cair em zonas demasiado perigosas. Sem perder a noção de que não pode ir mais além disto, para não se tornar demasiado complicada aos ouvidos.  O balanço está extremamente bem feito, tornando este EP em vinil branco num disco de uma rara beleza. Coisas destas não se ouvem todos os dias.
Se olharmos para a formação da banda facilmente percebemos que os senhores que fazem parte dos Volcano Skin, são gente habituada a estas andanças. Gente que nunca nos enganou. Pessoas habitadas a esculpir verdadeiras obras de arte.
Um deles, Sérgio Lemos que toca bateria, drumpad, guitarra, microkorg, monotron, piano, theremin, loops, fez parte de Canal Caveira, Dr. Frankenstein, The Great Lesbian Show e actualmente mantém os Lolly and Brains e os Duendes do Umbigo.  Nuno Maltês, homem da guitarra, baixo, microkorg, monotron, piano, theremin, voz, fez parte de Anjo Cão, The Great Lesbian Show, Spaziergang (banda Novos Talentos FNAC 2012) e actualmente integra os The Watchout Sprouts (banda Novos Talentos FNAC 2012). Por fim,  César Zembla na voz, loops, microkorg, theremin,  fez parte dos The Great Lesbian Show. Créditos mais que firmados.
Os Volcaqno Skin, são uma lufada de ar fresco. Surgiram em 2010, lançam três anos depois o primeiro EP. Por estas bandas não há muita gente com a certeza que este trio tem. Que a melhor forma de vencer, é desalinhar, baralhar e voltar a dar.  E seguir viagem mesmo que os mapas sejam os errados.
E assim, se fazem grandes canções, onde tudo é inesperado. Onde tudo não é. Mas onde tudo, acima de tudo, não deixa de o ser.
Confusos? Nada que uma audição atenta destas quatro músicas não resolva!

Nuno Ávila

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