A poucas semanas da edição do novo álbum, Os Azeitonas anunciam os concertos de apresentação nos míticos Coliseus de Porto e de Lisboa a 2 e 15 de Novembro, respectivamente.
Esta será a primeira vez que o grupo actuará nos Coliseus e promete um concerto onde, além de boa parte dos temas que compõem o novo disco, não faltarão os seus maiores êxitos, entre os quais o incontornável "Anda comigo ver os aviões".
Do aguardado novo disco, o quarto de originais do grupo, cuja edição acontecerá no início de Julho, é já conhecido o single "Ray-Dee-Oh" que, além de poder ser ouvido nas rádios, pode ser adquirido em todas as lojas digitais (nomeadamente o iTunes) ou escutado na íntegra nos serviços de streaming disponíveis. "Ray-Dee-Oh" promete ser um dos grandes êxitos do ano; desde a sua edição que se encontra na tabela das músicas mais vendidas.
A propósito do disco e dos concertos nos Coliseus adiantam Os Azeitonas:
"Nestes dias de cepticismo e de asceticismo, manda a polícia da estética que se refreie a pompa e o garbo. Nada de arrebites barrocos nem grandes festins de romantismo. Há que ser fiel à baixa-fidelidade sob pena de admoestação por parte dos paladinos da modernidade. Mas nós sempre andámos enfiados em garagens a pendurar microfones baratos pelos cantos, como quem recorre aos préstimos da sala 1 de abbey road. Entretanto a vida lá nos foi correndo, e eis que surge agora agora a hipótese de abusar dum estúdio como deve ser. Que o céu nos carregue se não deitámos mão a trompas, tubas, clarinetes, trombetas e clarins. Tudo do bom e do melhor. E pronto, cá está o disco que sempre quisemos fazer mas nunca pudemos. As virtudes da economia formal, da moderação e da austeridade artística ficaram à porta do estúdio, a actualidade que nos perdoe. Eis-nos ante a opulência e a exuberância decorativa sem qualquer tipo de decoro. E em Novembro, Coliseus... enquanto o pau vai-e-vem, à velocidade que isto anda às voltas, pode ser que na altura tudo isto se esteja a usar outra vez."
"Nestes dias de cepticismo e de asceticismo, manda a polícia da estética que se refreie a pompa e o garbo. Nada de arrebites barrocos nem grandes festins de romantismo. Há que ser fiel à baixa-fidelidade sob pena de admoestação por parte dos paladinos da modernidade. Mas nós sempre andámos enfiados em garagens a pendurar microfones baratos pelos cantos, como quem recorre aos préstimos da sala 1 de abbey road. Entretanto a vida lá nos foi correndo, e eis que surge agora agora a hipótese de abusar dum estúdio como deve ser. Que o céu nos carregue se não deitámos mão a trompas, tubas, clarinetes, trombetas e clarins. Tudo do bom e do melhor. E pronto, cá está o disco que sempre quisemos fazer mas nunca pudemos. As virtudes da economia formal, da moderação e da austeridade artística ficaram à porta do estúdio, a actualidade que nos perdoe. Eis-nos ante a opulência e a exuberância decorativa sem qualquer tipo de decoro. E em Novembro, Coliseus... enquanto o pau vai-e-vem, à velocidade que isto anda às voltas, pode ser que na altura tudo isto se esteja a usar outra vez."
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