segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

SAMA DESTACA FILIPE SAMBADO















Foto de 'behind-the-scenes' na sessão de gravação de Filipe Sambado. Créditos: João Beijinho.

Desde maio de 2023 que a SAMA Lisbon se estabeleceu em Portugal para dar destaque à música e artistas nacionais. Depois da primeira temporada ter destacado artistas como Scúru Fitchádu, Ana Lua Caiano e Paulo Flores, 2024 começa com uma sessão de destaque à música de Filipe Sambado.

A SAMA continua a propor ampliar o impacto da música portuguesa a um nível global, vê nela valências que correspondem com a visão que tem da música como linguagem universal, como quebra-barreiras e fomentação de diálogos entre povos e culturas. A curadoria que a SAMA Lisbon fez até agora vem nesse sentido, de mostrar não só as novidades musicais portuguesas, como talento estabelecido para uma audiência a nível global.

É neste contexto que a artista convidada desta edição do foco SAMA Lisbon é Filipe Sambado, cantautora portuguesa que recentemente editou o novo disco "Três Anos de Escorpião em Touro", um álbum definidor da música nacional em 2023, constando em várias listas de melhores discos do ano para a imprensa especializada.

Sambado pauta-se por uma carreira já muito prolífica na exploração de géneros, desde o pop/pop alternativo em "Filipe Sambado & Os Acompanhantes de Luxo", à música de raiz mais tradicional e folk português em "Revezo". Já "Três Anos de Escorpião em Touro" torna-se em mais um disco revolucionário não só na carreira da artista, como da pop contemporânea portuguesa, transgredindo géneros musicais e aventurando-se em hyper pop, um subgénero musical ainda muito embrionário na realidade nacional.

Um disco de 15 temas que espelham muito da realidade vivida de forma pessoal por Sambado, mas também uma obra de experiências coletivas, um testemunho a um período de três com "o cenário eco ansioso, pré-apocalítico, pandémico, pós-pandémico e esta profunda crise belicista do autotélico regime antropocénico, que nos estrangula com a aproximação a uma meta já visível." Um verdadeiro disco-testemunho das ansiedades nos assolam num mundo pós 2020s.

É nesta vontade de transgressão e eliminação de barreiras sonoras, musicais e temáticas que Filipe Sambado se torna uma artista óbvia na curadoria SAMA Lisbon daquilo que mais efervescente está a acontecer na cena musical portuguesa.

A sessão de Filipe Sambado na SAMA Lisbon está desde agora disponível e pode ser vista através das redes sociais oficiais da plataforma e também no canal de YouTube.

As gravações ocorreram nos estúdios PENHA SCO em Lisboa.

Ficha técnica do episódio SAMA Lisbon:

Realizado e filmado: Ana Viotti
Produção: Nadine Saize
Assistente de produção: Roberto Roque
Câmera e DOP: João Beijinho
Câmera: Diogo Palma
Diretor técnico: Iuri Landolt
Assistente de Som: Luís Lucena
Edição de vídeo: Rita Bernardo
Filmado nos estúdios PENHA SCO em Lisboa.

Contexto sobre a SAMA Lisbon:

SAMA (Seattle Sacred Music & Art) é uma plataforma criada nos EUA por Darek Mazzone e John M. Goodfellow que dá destaque a música emergente global através da gravação e difusão de showcases e atuações ao vivo.

Lisboa aparece no mapa da SAMA depois de uma visita de Darek à WOMEX World Music Expo em 2022, quando ficou arrebatado com a cena musical portuguesa e o facto de englobar nela uma série de referências provenientes de muitas outras partes do mundo. Nas palavras da SAMA, “Lisboa como uma cidade catalisadora para diversas identidades musicais emergentes”.

Na linha dianteira da vinda da SAMA para Lisboa está Ana Viotti, fotógrafa e realizadora portuguesa que não só está encarregue das gravações dos showcases e sua realização, como de representar a plataforma em Portugal e criar a ponte entre a cena musical nacional e Seattle.

Cada sessão da SAMA Lisbon conta com a apresentação e condução de dois artistas que não só conhecem de perto a realidade da música lisboeta, como fazem parte desse tecido artístico: Selma Uamusse, artista que “canta o seu mundo, com um mundo dentro de si!”. Versátil e com um poderoso instrumento vocal, a sua genialidade performativa levam-na a brilhar em vários géneros musicais, desde o rock ao afrobeat, passando pelo gospel, pela soul e pelo jazz. Mike Stellar, desde 1996 um dos mais importantes DJs da cena lisboeta e que sem se limitar a nenhum estilo particular, pode-se ouvir nos seus sets uma mistura explosiva de baixo, nu-jazz, breakbeat, deep-house, detroit techno, afrobeat e funk. Juntos são os anfitriões da SAMA Lisbon.

Sem comentários: