João Mesquita apresenta “Filho da Mãe”, o mais recente single que antecede o seu álbum de estreia “Olheiras”, com edição marcada para 30 de janeiro de 2026. Este tema revela um dos lados mais acessíveis e pop do disco, sem nunca abdicar da honestidade emocional que define a escrita do artista.
Construída sobre uma simples progressão de quatro acordes, “Filho da Mãe” mistura synths de inspiração oitentista com instrumentos acústicos, criando uma canção leve na forma, mas atravessada por uma melancolia subtil, presença constante no universo de João Mesquita. A música retrata um casal que discute mais do que gostaria, mas que, apesar dos choques, nunca perde a capacidade de se reencontrar.
A estrutura cresce de forma contida e progressiva, onde a tensão emocional se transforma em abertura e aceitação. Entre o humor e a fragilidade, “Filho da Mãe” fala da persistência nas relações, das falhas repetidas e da vontade, quase teimosa, de continuar.
O single é acompanhado por um videoclipe realizado por Dolores, com direção de fotografia de Joana Silva Fernandes, que traduz visualmente esta dinâmica de casal com ironia e leveza, sublinhando o lado humano, imperfeito e quotidiano da canção.
“Filho da Mãe” surge como uma porta de entrada para o universo de “Olheiras”, álbum que João Mesquita define como um processo de exposição emocional e autodescoberta. Instrumentalmente, o disco assenta numa formação clássica de guitarras, teclados, baixo, bateria e voz, expandindo-se, em algumas faixas, para instrumentação orquestral, e noutras para secções mais contidas de metais ou cordas. Ao longo do processo criativo, os sintetizadores foram ganhando um papel cada vez mais central, assumindo especial protagonismo nas faixas finais do álbum.
Este foi o primeiro projeto totalmente produzido por João Mesquita, permitindo-lhe aprofundar o seu conhecimento em produção musical, gravação e orquestração. O álbum contou com a participação de mais de 20 músicos, coprodução de João Borsch e o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores. Mais do que um exercício técnico ou estético, “Olheiras” afirma-se como uma prova de maturidade artística.
Depois de vários temas apresentados ao longo de 2024 e 2025, “Filho da Mãe” assume-se como o último capítulo revelado antes da edição do disco, sintetizando a dualidade que atravessa “Olheiras”: leveza e desgaste, humor e melancolia, conflito e esperança.
O álbum “Olheiras” será editado a 30 de janeiro de 2026, com concertos de apresentação a anunciar brevemente. Por agora, “Filho da Mãe” encontra-se disponível em todas as plataformas digitais.

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