No passado dia 16 de janeiro, LIBRA lançou “Before I Become a Slave”, o novo single e videoclipe que aprofunda o universo estético e político do seu álbum de estreia e dá o mote para os concertos especiais “EVERYONE’S FIRST BREATH a cru”, agendados para 5 de fevereiro no B.Leza (Lisboa) e 6 de fevereiro no Maus Hábitos (Porto).
Em formato acústico - acompanhada por piano, baixo e bateria - LIBRA apresenta nos dois concertos uma abordagem despida e intimista ao disco “EVERYONE’S FIRST BREATH”. Os bilhetes já se encontram disponíveis nos locais habituais. No B.Leza, o valor é de 10 euros em pré-venda na Ticketline e 12 euros no dia do espetáculo; no Maus Hábitos, os bilhetes estão disponíveis por 10 euros.
“Before I Become a Slave” é um tema visceral, composto ao piano com Cláudia Correia, onde LIBRA cruza voz cantada e rap numa interpretação crua e sem concessões. Sustentada apenas por voz, piano e cordas, a canção cria um espaço íntimo e tenso que amplifica o peso da palavra e da mensagem, recusando distrações sonoras para colocar o discurso no centro.
Neste single, LIBRA chama a atenção para a recorrente instrumentalização da dor das mulheres como arma política. A artista critica a forma como a ausência de direitos das mulheres é frequentemente utilizada como justificação moral para processos de neocolonização de sociedades rotuladas como “atrasadas”, o mesmo argumento historicamente usado para legitimar a apropriação de recursos, territórios e poder. Como a própria letra denuncia, “first they wanted us silent / now they weaponize our pain”, expondo a hipocrisia de discursos supostamente libertadores que deixam “entire cities for the vultures”.
A canção articula memória, ancestralidade e resistência, evocando a violência histórica inscrita nos corpos femininos e racializados, mas também a recusa em aceitar o silêncio como destino. Entre o inglês e o português, LIBRA afirma uma voz que se recusa a ser mediada por narrativas salvacionistas, reclamando autonomia espiritual, política e artística: “a voz é minha e é só minha / essa sim foi Deus quem ma deu”.
“Before I Become a Slave” surge na continuidade do universo apresentado no álbum “EVERYONE’S FIRST BREATH” (2025), consolidando LIBRA como uma artista que transforma vulnerabilidade em denúncia, intimidade em confronto e música em espaço de resistência.
Nos espetáculos “EVERYONE’S FIRST BREATH a cru”, LIBRA transporta para o palco uma versão despida e intimista do seu disco de estreia - um trabalho que se afirmou como manifesto sobre dor, esperança, luta e amor. Em “EVERYONE’S FIRST BREATH a cru”, a energia partilhada entre a artista e os músicos cria um espaço imersivo, onde público e artista se encontram num mesmo pulso.
LIBRA descreve estas atuações como “um abraço de mãe - uma mãe que é de todos - que nos permite dar de novo o nosso primeiro suspiro, abrir os olhos para o mundo e para dentro, ao mesmo tempo que nos segura pela mão.”

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