No dia 17 de maio, o Salão de Festas d' Voz do Operário recebe Cristina Branco para um concerto muito especial: "Mulheres de Abril – Cristina Branco canta José Afonso". Este projeto homenageia a Revolução dos Cravos sob uma perspetiva feminina, reinterpretando com sensibilidade e profundidade o repertório do icónico cantautor português.
O espetáculo conta com a participação especial do Coro Infantil d’A Voz do Operário, acrescentando uma dimensão única e emocionante à interpretação das canções. Cristina Branco oferece ao público um repertório cuidadosamente elaborado, que combina tradição, inovação e emoção, num encontro inesquecível com a música e a História mais recente de Portugal.
Em palco, a cantora é acompanhada pelos músicos de excelência também seus cúmplices no novo disco "Mulheres de Abril": Alexandre Frazão (bateria), Bernardo Moreira (contrabaixo), Mário Delgado (guitarras), Ricardo Dias (piano) e Tomás Marques (saxofone).
Com quase 30 anos de carreira, 19 álbuns editados e inúmeros concertos por todo o mundo, Cristina Branco é uma incansável embaixadora da cultura e da língua portuguesas. A música tradicional é a sua principal raiz estética, mas a influência do jazz, da literatura e dos músicos com quem partilha o palco confere à sua obra um carácter universal e um charme sublime.
Em "Mulheres de Abril", o seu novo disco, Cristina Branco regressa ao universo de José Afonso com uma obra fundamental tanto para a sua discografia como para o património musical português. Se em “Abril” (2007) explorou o repertório do cantautor com refinada sensibilidade e profundidade emocional, agora foca-se num prisma específico e revelador: o universo feminino. Este projeto ilumina as mulheres que José Afonso cantou, as suas narrativas íntimas e a visão progressista que o compositor revelou sobre o papel feminino numa sociedade em transformação.
A originalidade desta proposta reside precisamente na abordagem centrada no feminino, revelando dimensões ainda pouco exploradas do legado do compositor. Cristina Branco desvenda e dá voz a personagens femininas marcantes, estabelecendo um diálogo entre épocas sobre questões de género na sociedade portuguesa. O álbum reúne oito composições emblemáticas: “Endechas a Bárbara Escrava”, “De Não Saber o Que Me Espera”, “Canção do Desterro”, “Teresa Torga”, “Canção da Paciência”, “Mulher da Erva”, “Verdade e Mentira” e “Verdes São os Campos”.

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