quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

VITORINO SALOMÉ APRESENTA “SEMEAR SALSA AO REGUINHO” NA CASA DA MÚSICA

 















ⓒ JRCardoso

No ano em que se celebram 50 anos da edição do seu primeiro disco, Semear Salsa ao Reguinho (1975), Vitorino Salomé continua a assinalar este marco da música portuguesa e na sua carreira, com um concerto especial no Porto, a 15 de janeiro de 2026, na Casa da Música.

Depois da apresentação em Lisboa, esta data prolonga a celebração de um álbum que marcou gerações e ajudou a redefinir a canção popular portuguesa no pós 25 de Abril. Em palco, Vitorino revisita as canções que deram origem ao seu percurso discográfico, agora integradas no álbum comemorativo “50 Anos a Semear Salsa ao Reguinho”, lançado no final de 2025.

Mais do que uma recordação especial, este espetáculo é um ato de recriação e partilha. As canções de 1975 surgem com novas roupagens e novas vozes, mantendo intacta a sua ligação profunda ao Alentejo, à poesia popular e à liberdade.

Para esta noite especial na Casa da Música, Vitorino Salomé convida Buba Espinho e Ana Bacalhau, dois nomes fundamentais da música portuguesa atual, e ainda o Grupo de Cantadores do Redondo, que se juntam em palco para dar corpo e emoção a este encontro entre gerações. Vozes que visitam o passado e projetam o futuro, numa celebração da palavra cantada.

De notar que o Grupo de Cantadores do Redondo celebra também os seus 50 anos, formado especialmente para a elaboração deste primeiro disco de Vitorino, celebrando em conjunto esta data especial.

O alinhamento do espetáculo percorre momentos emblemáticos do repertório de Vitorino, com destaque para temas como Semear Salsa ao Reguinho, Menina Estás à Janela e outras canções que continuam a ecoar no tempo, agora revisitadas à luz de meio século de história

"Revisitar estas canções cinquenta anos depois, com esta variedade de novos talentos, é perceber que a terra continua fértil..." afirma Vitorino Salomé.

O concerto de 15 de janeiro de 2026, na Casa da Música, promete ser um momento único de celebração da música portuguesa, da memória e da liberdade, agora no norte do país. Um gesto que reafirma que quem manda é a cantiga e a poesia.

Os bilhetes encontram-se disponíveis nos locais habituais.

LISA SERENO ARRANCA COM DIGRESSÃO DE APRESENTAÇÃO DE "BELONGING" EM JANEIRO





















Lisa Sereno parte para a estrada com o seu disco de estreia "Belonging" a partir do próximo dia 22 de janeiro, passando por Lisboa, Porto e Coimbra.

"Belonging" é o primeiro longa-duração da carreira de Lisa Sereno, editado no fim de ano passado pela Omnichord Records e considerado pela imprensa especializada como um dos Melhores Discos Nacionais de 2025. Parte agora para as suas primeiras apresentações ao vivo, passando pela Casa Capitão em Lisboa (22 janeiro), o Maus Hábitos no Porto (23 janeiro) e o Salão Brazil em Coimbra (24 janeiro).

Os bilhetes para todos os concertos já estão disponíveis nos locais habituais e mais concertos serão anunciados em breve e ao longo de todo o ano. 2026 será o ano em que "Belonging" ganha vida de norte a sul do país.

Sobre "Belonging":
Um conjunto íntimo de paisagens sonoras etéreas e atmosféricas, um convite à nostalgia e ao misticismo sempre guiado pela aveludada voz de Lisa Sereno, tão imediatamente reconhecível.

Nas palavras da artista, "Belonging" explora a necessidade de pertencer, é um luto pelas experiências em que nos perdemos ao tentar moldar-nos a lugares, situações ou pessoas a quem não pertencemos. É sobre a busca de um lugar que se sente como casa e nos acolhe de forma incondicional e, a materialização destas canções, sobre aceitar que esse mesmo lugar existe dentro de nós.

Uma das mais promissoras vozes da nova folk portuguesa, Lisa Sereno deixa-nos finalmente entrar em "Belonging" e nos seus 8 temas dos quais pertencem os singles “Mystery”, uma canção surpreendente que tomou de assalto várias rádios portuguesas e a colocou no radar de melómanos e da crítica musical nacional, e "Tan Line", uma ode à memória veranil.

"Belonging" está desde já disponível em todas as plataformas digitais, como em versão física numa edição em vinil e em CD, disponível no bandcamp da artista e nas lojas habituais.

Mais sobre Lisa Sereno:

Cresceu em Leiria, onde, no coro da igreja local, se familiarizou com os louvores e o culto da música ao transcendente. Hoje, secularizou este louvor e dedica-o a episódios que a marcaram, enquanto encerra capítulos e aprende a lidar com a sua visão sensível do mundo, através de canções influenciadas pelo universo da música folk.

Passou pelo Conservatório Nacional, onde teve a oportunidade de cantar em coros e cujos repertórios influenciaram a maneira como harmoniza as vozes nas suas canções. Depois de experiências no mundo da música clássica, acabou por se dedicar à criação musical e interpretação dos seus próprios temas, onde se encontra e floresce. São escritos, essencialmente, à guitarra e têm o poder de nos transportar para um lugar nostálgico, sem perder a sua contemporaneidade.

Lisa descobriu na música e na escrita de canções um espaço seguro para se expressar sem filtros. Fá-lo por necessidade e numa tentativa de processar as suas emoções e de fazer um luto por experiências e vivências passadas, para as poder libertar de si ou, simplesmente, aprender a viver com elas.

NOVO SINGLE DE GONÇALO SANTOS

 



















Gonçalo Santos apresenta “Aguarela”, um novo single que mergulha nas emoções simples e profundas das relações humanas: o amor vivido sem pressa, a memória que fica, e os gestos pequenos que acabam por ser eternos.

Com uma sonoridade orgânica e emocionalmente honesta, “Aguarela” constrói-se a partir de uma interpretação contida, próxima, onde a voz conduz a narrativa com verdade. É uma canção que cresce com a escuta, cria ligação e permanece.

“Aguarela” faz parte da banda sonora original da nova série da TVI, "Amor à Prova", reforçando o seu posicionamento emocional e a capacidade de dialogar com um público transversal.

Sobre Gonçalo Santos

Natural de Amarante, Gonçalo Santos é um cantor e compositor português que iniciou o seu percurso musical na adolescência, aos catorze anos, com a guitarra. Construiu ao longo do tempo uma identidade artística própria, marcada pela honestidade emocional e pela atenção à palavra. As suas canções partem de vivências pessoais e temas universais, criando uma ligação próxima e genuína com o público.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

PROGRAMA DE 06/01/25

1 - Tó Trips & Fake Latinos - Fiesta triste
2 - Turning Point - Talvez Idílio
3 - Miguel Calhaz - Cantar de emigração
4 - mARCIANO - Bissetriz
5 - Danças Ocultas - Pedra do sol
6 - Carminho - Saber (c/ Laurie Anderson)
7 - Mão Morta - É proibido
8 - Luta Livre - Respeitinho
9 - Capicua - Meia-romã
10 - So Dead - Creeper
11 - Três Tristes Tigres - Água
12 - Noiserv -20.10 Arabdom man talking with the littler boy trough he had los
13 - A Garota Não - No train a curtir Coltrane

extras/destaques 
14 - Gee-Aitch - Mess of words
15 - Basorexia Army - Wake up call

MELHOR DISCO / ÁLBUM 2025

 




1 - FERRY GOLD - A Garota Não
 
2 - 7305 - Noiserv
3 - ARCA - Três Tristes Tigres
4 - A WET DREAM AND A PISTOL - So Dead
5 - UM GELADO ANTES DO FIM DO MUNDO - Capicua
6 - CONTRAFAÇÃO - Luta Livre
7 - VIVA LA MUERTE! - Mão Morta
8 - EU VOU MORRER DE AMOR OU RESISTIR - Carminho
9 - INSPIRAR - Danças Ocultas
10 - MISSÃO AMAR-TE - mARCIANO
11 - CONTRA CANTOS VOL 2 - Miguel Calhaz
12 - PORQUE A LUA SE QUEBROU - Turning Point
13 - DISSIDENTE - Tó Trips & Fake Latinos

Guarda de honra (por ordem alfabética do 14º ao 26º)
discos de ...

Afonso Rodrigues . Alex FX . Decline and Fall . Lavoisier . Lina_ & Marco Mezquida . Maria João . Miramar . Raia . Scúru Fitchádu . The Twist Connection . Them Flying Monkeys . Urze de Lume . Victor Torpedo and The Pop Kids


vencedores anteriores

2024 - METADE-METADE - Aldina Duarte
2023 - ZEITGEIST - The Legendary Tigerman
2022 - 2 DE ABRIL - A garota Não
2021 - AURORA - Gisela João
2020 - CAJARANA - André Henriques
2019 - MIRAMAR - Miramar
2018 - AS SAUDADES QUE EU NÃO TENHO - Señoritas
2017 - ANTWERPEN - Surma
2016 - CARGA DE OMBRO - Samuel Úria
2015 - HIGHWAY MOON - Best Youth
2014 - SEREIA LOUCA - Capicua
2013 - O GRANDE MEDO DO PEQUENO MUNDO - Samuel Úria
2012 - NÃO SE DEITAM COMIGO CORAÇÕES OBEDIENTES - A Naifa
2011 - LISBOA MULATA - Dead Combo
2010 - CONTRA MUNDUM - Pop Dell'Arte
2009 - ONLY TIME WILL TELL - Sean Riley & The Slowriders
2008 - 40.02 - peixe:avião
2007 - SHANGRI-LA - Wraygunn
2006 - QUANDO A ALMA NÃO É PEQUENA VOL II - Dead Combo

SALIVA DIVA 2025/2026

Mostramos por aqui o que algumas editoras independentes nacionais editaram em 2025 e possíveis edições de 2026. Consoante as respostas que nos chegaram a um mail/pedido.

Para os que foram contactados e não responderam e para aqueles a quem o nosso convite não terá chegado por diversas razões contactem


SALIVA DIVA 
 
Lançámos 9 discos em 2025

8 Janeiro 2025 - CHAT GRP - CHAT GR(E)P [lançado previamente em formato digital pela banda] | CD e digital
28 Fevereiro 2025 - Marquise - Ela Caíu | Vinil, CD e digital
9 Maio 2025 - Cortada - Gānbēi (干杯) | CD e digital
17 Junho 2025 - MONCHMONCH - MARTEMORTE | Vinil, CD e digital
31 Julho 2025 - Correr Andar - Descer para Cima | CD e digital
8 Setembro 2025 - Lesma - É Mentira [lançado previamente em formato digital pela banda] | CD e digital
23 Outubro 2025 - Mordo Mia - Chumbo Côncavo | CD e digital
13 Novembro 2025 - polivalente - LOVE PT | CD e digital
4 Dezembro 2025 - Mariana Camacho - O tempo de baixo, o tempo de cima ou o mundo está a girar | CD e digital

Para 2026 temos já certos 2 lançamentos

15 Janeiro 2026 - Astra Vaga - Unção Honrosa | Vinil, CD e digital
12 Fevereiro 2026 - BALEIA BALEIA BALEIA - OUTRA VEZ ARROZ | Vinil, CD e digital

Vamos lançar em 2026 também o disco 2024 de Ξvдyд - Abaixo Das Raízes Deste Jardim em formato vinil


SALIVA DIVA - Editora/Coletivo baseado no Porto, Portugal, de cariz horizontal e comunitário cujo foco é sobretudo a música do subsolo nacional

link para compra
https://salivadiva.bandcamp.com

mail para contacto
saliva.diva.label@gmail.com

INCRIÇÕES PARA O XXX FESTIVAL DE MÚSICA MODERNA DE CORROIOS

CRISTINA BRANCO ANUNCIA 22 CONCERTOS EM 5 PAÍSES NOS PRIMEIROS 4 MESES DO ANO





















O projeto "Fado em Movimento", as canções do álbum "Mãe", o convite da Big Band dinamarquesa para dois concertos sob a direção de Mário Laginha e o regresso à Holanda — país onde a sua carreira de quase 30 anos teve início — revelam as múltiplas facetas de Cristina Branco que o público europeu poderá descobrir no primeiro quadrimestre de 2026.

França, Bélgica, Alemanha, Dinamarca e Holanda integram a digressão europeia da cantora, que conta já com 22 concertos agendados.

E 2026 está apenas a começar...

Cristina Branco, o guitarrista Bernardo Couto e o ensemble francês Des Équilibres — quarteto de cordas liderado pela violinista Agnès Pyka — uniram talentos no projeto "Fado em Movimento". A sua premissa assenta na exploração do universo do fado em diálogo com outros géneros musicais, a partir de composições inéditas de Florentine Mulsant, Anne Victorino d'Almeida e Fátima Fonte, e textos de Gonçalo M. Tavares.

Este projeto — resultante de residências artísticas na Casa da Música, na ESMAE (Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, no Porto) e no Centro Cultural La Ferme du Buisson (França) — regressa hoje aos palcos para a primeira de cinco datas em França. Depois de Bourges (dia 6), seguem-se Metz (dia 10), Pontault-Combault (dia 13), Sault (dia 15) e Avignon (dia 16)

MÃES SOLTEIRAS EDITAM LP

 



















“Vamos ser breves” tinha de sair num estrondo ou não sair de todo.

O disco de estreia das Mães Solteiras é exatamente isso: direto, urgente e sem espaço para distrações.

13 canções breves, feitas por quatro músicos com mais de 40 anos, com filhos, cães, alegrias e preocupações, que se juntaram numa sala, ligaram os amplificadores demasiado alto e decidiram falar do agora.

Banda punk com um pé no hardcore, as Mães Solteiras com Quim Albergaria, André Henriques, Ricardo Martins e Pedro Cobrado, constroem no seu álbum de estreia, um retrato cru do presente. As canções atravessam temas como a economia do cuidado, a privatização da saúde, o populismo, a emigração, a guerra, o grande capital, a crise da habitação e a precariedade do mercado de trabalho.

Pelo meio, há espaço para o amor, para o Alcindo e para refrões que nunca se cantam sozinhos, porque o punk também é sobre estarmos juntos.

Sobre a banda:

Ricardo Martins perguntou a André Henriques se queria fazer uma banda punk. Estava com saudades de fazer barulho. André Henriques riu-se e perguntou a Ricardo Martins se este não tinha já bandas suficientes na sua vida. Ricardo Martins riu de volta e acrescentou que gostava de convidar Gaza - alcunha de Pedro Cobrado - para tocar baixo. André Henriques gosta muito de Gaza - alcunha de Pedro Cobrado, embora nunca tenha percebido se é recíproco. Aceitou, com a condição de não ser o vocalista e de as músicas não passarem a marca dos dois minutos e trinta. Gaza - alcunha de Pedro Cobrado - respondeu à mensagem com o seguinte texto: “Baza”.

Ricardo Martins, André Henriques e Gaza - alcunha de Pedro Cobrado - fizeram dois ou três ensaios e as canções não paravam de aparecer. Depois de namorarem algumas opções para vocalista, lembraram-se que a escolha óbvia sempre esteve ali ao lado. Eis que André Henriques envia uma mensagem a Joaquim Albergaria (doravante designado por Quim) questionando se o seu amigo estaria oficialmente reformado do punk rock, no sentido em que nunca mais, em hipótese alguma, consideraria ser o homem aos gritos defronte de uma banda. Quim retorquiu por mensagem em letras capitais: “TENHO PENSADO EM VOLTAR A BERRAR, TODAS AS SEMANAS.”

Fazer uma banda punk depois dos 40 não é coisa pouca. Voltar onde começaram, como se isto fosse 1998.

SONS DE VEZ COM CARTAZ FECHADO PARA 2026















Carlão, A garota não, Tiago Bettencourt, Delfins e Milhanas são apenas alguns dos 14 nomes que compõem o festival, que regressa à Casa das Artes de Arcos de Valdevez. O melhor da música nacional faz-se ouvir num total de 8 sábados, de 7 de fevereiro a 28 de março, naquele que é o primeiro festival do ano e o mais antigo dedicado à música feita em Portugal.

À porta de comemorar quase um quarto de século de história(s), o melhor da música lusa regressa a Arcos de Valdevez. Nas palavras do Município arcuense, “o Sons de Vez é o mais histórico evento do seu género e um verdadeiro baluarte da cultura e da identidade sonora do país contemporâneo. Em 2026 contamos com oito datas e 14 projetos que não deixarão ninguém indiferente”.

A abertura é com o regresso ao Sons de Vez de Tiago Bettencourt, uma referência

incontornável da música nacional, há mais de 20 anos. Iniciou a carreira em 2003 com os Toranja, cuja simplicidade poética e melódica rapidamente conquistou o público. Tiago Bettencourt não pertence a nenhum movimento, a nenhuma corrente ou estilo. O seu caminho é só independente, variado e coerente, e assim se tem mantido na vanguarda da música cantada em Português. A primeira parte deste concerto contará com a viola tradicional de Rui Fernandes, que se apresenta em quarteto.

Fevereiro recebe também o TugaBeat irreverente dos Retimbrar, no dia 14. Oito músicos dão corpo a este projeto que celebra o folclore, a poesia popular e a oralidade, partindo do ritmo para construir narrativas que refletem a vivência entre o rural e o urbano. Um espetáculo antecedido do “folk/pós-fado/world music” de Homem em Catarse, que, em 2026, assinala dez anos de carreira, com a reedição comemorativa de “Guarda-Rios”.

O mês continua, agora no feminino e em duplo, com Milhanas, nome maior e profundamente criativo da nova geração de “cantautoras”. A sua música combina introspeção e autenticidade, cruzando influências do jazz, gospel e música moderna, com uma forte ligação à literatura portuguesa, que inspira as suas letras poéticas e intensas. O dia 21 de fevereiro arranca ainda com a soul-pop jovial de Daniela Galhoz.

Fevereiro finaliza também no feminino, no dia 28, com espaço para Cátia Oliveira e o seu “alter ego” A garota não, que aporta uma poesia interventiva, social e política. O seu álbum “2 de abril” , foi considerado pelo público e pela critica como um dos Melhores Álbuns Nacionais de 2022, valendo-lhe inúmeros galardões. A primeira parte do concerto será protagonizada por um nome histórico norte-americano: Amy Rigby, pela primeira vez em Portugal. Uma figura de culto da cena underground/indie, conhecida por combinar o humor e a acuidade do country e do folk, com a mestria do rock clássico e o espírito punk.

Em Março sobem ao palco da Casa das Artes mais seis projetos musicais. A 7 de março, arranque com o gigante urbano Carlão e a sua sonoridade atenta e multicultural. Em 2025 apresentou um single duplo que antecipa um novo álbum, previsto para 2026, preparando uma nova digressão que celebra cinco décadas de vida e criação artística, sempre marcada pela mistura de géneros, pela palavra interventiva e por uma energia contagiante.

A 14 de março, uma despedida, com a última digressão dos poderosos PAUS. O quarteto, conhecido pela icónica bateria siamesa, prepara agora o seu último capítulo com o disco “Enterro”, acompanhado de uma derradeira digressão, descrita como uma marcha fúnebre. Antes, na mesma noite, o rock alternativo brasileiro, e mais recentemente, underground português, de MONCHMONCH.

Já no dia 21 de março, Best Youth, apresentam o novo trabalho “Everywhen” , num regresso, muito aguardado, ao Sons de Vez. Um disco e espetáculo onde Catarina Salinas e Ed Rocha Gonçalves exploram, como nunca antes, o seu imaginário, desta feita a partir do conceito de tempo. A primeira parte fica a cargo da dupla italiana, a viver em Portugal, Ardours. Com o seu new wave dos anos 80, fundido com metal alternativo/gótico, apresentam agora com novo trabalho, em estreia absoluta no festival.

O Sons de Vez termina, a 28 de março, com um grupo verdadeiramente histórico da pop/rock portuguesa. Os Delfins regressam à Casa das Artes e trazem “U Outro Lado” , um espaço único de reencontros e proximidade por excelência, onde o público ficará imersivo nas memórias futuristas da grande dinâmica que sempre assolou o percurso da banda.

Todos os concertos estão agendados para as 22h00 e, à semelhança das edições anteriores, estarão patentes no foyer da Casa das Artes as fotos mais expressivas e emotivas dos concertos de 2025. Os bilhetes oscilam entre os 10€ e os 12€ e ficam disponíveis para compra no primeiro dia útil da semana de cada espetáculo, por telefone para o número da Casa das Artes 258 520 520 ou online via Ticketline.

AGENDA

07 Fevereiro – Tiago Bettencourt + Rui Fernandes Quarteto
14 Fevereiro – Retimbrar + Homem em Catarse
21 Fevereiro – Milhanas + Daniela Galhoz
28 Fevereiro – A garota não + Amy Rigby
07 Março – Carlão
14 Março – PAUS + MONCHMONCH
21 Março – Best Youth + Ardours
28 Março – Delfins

MELHOR DISCO / ÁLBUM 2025 - DAQUI A POUCO (19H) EM RUC.PT

 1 - 

 
2 - 
3 - 
4 - 
5 - 
6 - 
7 - 
8 - 
9 - 
10 - 
11 - 
12 - 
13 - 

Guarda de honra (por ordem alfabética do 14º ao 26º)
discos de ...

Afonso Rodrigues . Alex FX . Decline and Fall . Lavoisier . Lina_ & Marco Mezquida . Maria João . Miramar . Raia . Scúru Fitchádu . The Twist Connection . Them Flying Monkeys . Urze de Lume . Victor Torpedo and The Pop Kids


vencedores anteriores

2024 - METADE-METADE - Aldina Duarte
2023 - ZEITGEIST - The Legendary Tigerman
2022 - 2 DE ABRIL - A garota Não
2021 - AURORA - Gisela João
2020 - CAJARANA - André Henriques
2019 - MIRAMAR - Miramar
2018 - AS SAUDADES QUE EU NÃO TENHO - Señoritas
2017 - ANTWERPEN - Surma
2016 - CARGA DE OMBRO - Samuel Úria
2015 - HIGHWAY MOON - Best Youth
2014 - SEREIA LOUCA - Capicua
2013 - O GRANDE MEDO DO PEQUENO MUNDO - Samuel Úria
2012 - NÃO SE DEITAM COMIGO CORAÇÕES OBEDIENTES - A Naifa
2011 - LISBOA MULATA - Dead Combo
2010 - CONTRA MUNDUM - Pop Dell'Arte
2009 - ONLY TIME WILL TELL - Sean Riley & The Slowriders
2008 - 40.02 - peixe:avião
2007 - SHANGRI-LA - Wraygunn
2006 - QUANDO A ALMA NÃO É PEQUENA VOL II - Dead Combo

GANSO CELEBRAM 10 ANOS DE CARREIRA

















Ganso há 10 anos, nos momentos iniciais da banda.

Em 2026 os Ganso celebram o seu 10.º ano de vida. Para assinalar esta data e os diversos hits da sua carreira, a banda levanta voo e confirma a sua primeira data numa das mais icónicas salas nacionais: o Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

Uma década de Ganso, João Sala, vocalista e letrista da banda reflete um pouco sobre esta simbólica data: ”para além da nossa paixão por fazer música, o nosso público é uma grande potência que nos leva a cumprir estes 10 anos de banda. Ao longo desta década, sempre sentimos vontade de ser ouvidos e isso motiva-nos imenso. Temos 3 álbuns e um EP muito diferentes uns dos outros e ainda há muita margem para continuar a experimentar outras sonoridades.”

10 anos de palcos e atuações, a carreira ao vivo do grupo começou também por Lisboa, em salas como o antigo Armazém F quando subiram ao palco como banda de abertura para os lendários Os Mutantes. "O futuro augura ser bom para os Ganso", escrevia a imprensa especializada na altura sobre esta apresentação. Dez anos volvidos e o futuro concretiza-se agora em cima uma das salas mais emblemáticas do país e um marco de carreira para artistas nacionais: a primeira data a solo no Coliseu dos Recreios.

Recuando na história dos Ganso, a 3 de novembro de 2015 saía o primeiro EP da banda lisboeta, "Costela Ofendida", com o tema "Pistoleira" a encabeçar o lançamento de estreia. Seguiram-se depois canções e singles como "O Que Ha Por Cá" do "Pá Pá Pá" (2017), "Não te Aborreças" e "Não Tarda" do longa-duração de mesmo nome (2019) e os dois êxitos isolados de disco, o viral "Sorte a Minha" e "Gino (O Menino Bolha)", ambas de 2022.

Seguiu-se depois o mais recente “Vice Versa”, disco que se tem tornado bastante popular junto dos fãs mais jovens de música portuguesa, público que se tem renovado a cada novo lançamento da banda. Além dos sucessos no TikTok português de “Sorte a Minha” (mais de 4 milhões de audições) e “Fetiche Fonético” (perto de 1 milhão de ouvintes), o novo disco já ultrapassa os 2 milhões e meio de audições no Spotify.

“Vice Versa” ganhou vida própria nos ouvidos e sensibilidades dos seus ouvintes desde o seu lançamento. Esgotou 3 noites no B.Leza em Lisboa, foi destacado na imprensa nacional e tocado em várias das principais estações de rádio portuguesas e figurou em algumas das listas do ano mais consagradas da imprensa portuguesa: a Antena 3 apelidou a “Papel de Jornal” como a quarta melhor canção nacional de 2024, o disco figurou na lista de Melhores Discos do Ano (#7) na mesma rádio e em oitavo lugar no Top de melhores álbuns portugueses de 2024 para os leitores da BLITZ.

Até março de 2026 a banda promete também música nova além do recém-editado "Vice Versa: Remixes", um EP em que convidam 4 acarinhados artistas para reinventarem uma música do álbum à sua escolha. São eles Femme Falafel, emmy Curl, Afonso Sêrro (Yakuza) e Iguana Garcia.

RUI TINOCO AO VIVO NO PORTO





















O pianista, compositor e produtor Rui Tinoco apresenta-se ao vivo, no próximo dia 17 de janeiro de 2026, pelas 18:00, no Porto - Auditório Francisco de Assis (Colégio Luso-Francês).

Este concerto promete ser uma experiência imersiva, onde Rui Tinoco apresentará uma seleção dos seus temas mais marcantes, com especial destaque para o seu mais recente trabalho discográfico, "Leva-me a Ser Feliz".

"Leva-me a Ser Feliz" é descrito como um trabalho profundamente intimista e emocional, que narra a felicidade não como um destino final, mas como uma jornada contínua, desdobrando-se em capítulos como um livro.

O público terá a oportunidade de mergulhar numa atmosfera única, onde a intensidade melódica do piano se funde harmoniosamente com a eletrónica.
A experiência será amplificada por projeções de vídeo que traduzem visualmente as composições de Rui Tinoco, estabelecendo um diálogo íntimo entre o som e a imagem.

Os bilhetes para este evento já se encontram disponíveis para venda através da Ticketline, no seguinte link: Bilhetes Rui Tinoco | Leva-Me A Ser Feliz - Ticketline

Sobre Rui Tinoco:

Rui Tinoco é um pianista, compositor e produtor português reconhecido pela sua capacidade de criar sonoridades que combinam elementos contemporâneos do piano com a inovação da música eletrónica. A sua obra explora temas de introspeção e emoção, convidando o ouvinte a uma viagem sonora e visual única. Com vários álbuns editados desde 2021, tem consolidado a sua posição no panorama musical português como um artista de profunda sensibilidade e originalidade.

LINKS
Site Oficial: rui-tinoco.jimdosite.com
Facebook: facebook.com/ruitinocomusic
YouTube: youtube.com/@ruitinoco
Instagram: instagram.com/rtinoco

SINGLE DE EXTRA VIRGEM

"Que Ganda Broa" é o tema é de uma nova banda, os Extra Virgem, qu Gomçalo Palmas está a criar com alguns amigos músicos do Porto 

aBAND’onados LANÇAM CLIP DIA 16 DE JANEIRO

 













@ricardo.musica.press

Os aBAND’onados lançam no próximo dia 16 de janeiro o videoclipe de “Baixar os Braços (Não)”, tema que dá nome ao álbum de estreia da banda. O vídeo surge como uma extensão natural da mensagem da canção, traduzindo em imagens um percurso marcado pela perda, pela luta diária e pela recusa em desistir.

Com uma narrativa crua e realista, o videoclipe acompanha a história de uma personagem perdida na própria vida, fechada no seu quarto, num ambiente de desgaste emocional, vícios e desmotivação. A rotina repete-se num trabalho precário e mal remunerado, símbolo de uma existência sem perspetivas, onde a sobrevivência parece ser o único objetivo possível.

À medida que a música avança, a narrativa visual evolui. A personagem começa a reconstruir-se, a conquistar espaço, autonomia e confiança, refletindo uma transformação gradual até assumir o controlo do seu próprio caminho. Esta progressão é acompanhada pela presença da banda, que surge em diferentes momentos do vídeo, reforçando musicalmente cada fase da história.

“Baixar os Braços (Não)” não romantiza a dificuldade nem oferece finais fáceis. Pelo contrário, assume a dureza do quotidiano de muitos, mas afirma que desistir nunca é solução. A mensagem central do tema, e do álbum, ganha assim uma nova dimensão visual: a de que a mudança é possível, mesmo quando tudo parece perdido.

Segundo Ricardo Serra, vocalista da banda, este videoclipe “é um retrato de quem já desistiu em silêncio, mas também um apelo à persistência e à dignidade. Não fala de sucesso imediato, fala de resistência”.

O lançamento do videoclipe reforça o universo do álbum “Baixar os Braços (Não)”, editado em 2025, e insere-se numa fase de forte atividade da banda, que continua a promover o disco ao vivo e a afirmar-se como um projeto de rock cantado em português, direto, socialmente atento e emocionalmente honesto.


O videoclipe de “Baixar os Braços (Não)” fica disponível a partir de 16 de janeiro no canal do YouTube da banda.

BIOGRAFIA:

Os aBAND'onados são uma banda de Coimbra formada no ano de 2020. Ricardo Serra, João Vilela, Pedro Amado e Ricardo Basílio são apaixonados por música e estão comprometidos a partilhar as suas histórias e emoções através das suas composições. Com uma mistura eclética de influências musicais, que vão desde o punk rock até ao funk rock, a banda cativa o seu público com uma energia contagiante e letras poderosas.

Depois de vários meses dedicada aos concertos ao vivo a banda começou a trabalhar nas gravações do primeiro CD: "Baixar os Braços (Não)". O álbum, lançado a 11/07/2025, aborda uma variedade de temas significativos que vão desde o amor e a família até histórias de vida, resiliência e determinação. Além disso, o álbum apresenta uma crítica social afiada, refletindo a perspetiva única da banda sobre o mundo ao seu redor.

Destacando-se entre as faixas está o poderoso single "Baixar os Braços (Não)", que não apenas dá título ao álbum, como também representa a determinação inabalável da banda em realizar este projeto. Outros destaques são a balada "Vai Lá", que aborda um tema delicado com sensibilidade e profundidade e a enérgica “Ser Motard” que é dedicada a todos os amantes das motas e inspirada nos mesmos

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

PLANO URGENTE EDITA DISCO





















A SONORIDADE

Plano Urgente entrega um rock autêntico e sem artifícios, onde o poder vocal e a potência instrumental se fundem.

SOBRE A BANDA

Plano Urgente assenta na sinergia e experiência de Mónica Silva,( vocalista), responsável pela agudeza lírica e narrativa envolvente, e Pedro Reis ( guitarrista) que imprime maturidade e visão estética disruptiva ao som da banda.

DISPONÍVEL EM STREAMING

Presentes no Spotify e principais plataformas digitais, consolidando a sua  identidade sonora

Clique no link: Spotify

DESTAQUES E TRAÇÃO

+ de 22.000 views ( Instagram) no teaser do single de estreia " Falo Sozinha" em apenas 10 dias, demonstrando um elevado potencial de conversão e« interesse do público.

MELHOR EP / SINGLE 2025

  













1 - CHEAP MORALISMS! - Caustic, Babe!

2 - QUATRO PAREDES - Beatbombers
3 - FADO VARIAÇÕES - Telmo Pires
4 - IDIOSSINCRASIAS - VOL. 1 - Floating Ashes
5 - ATROPELEI-ME - O Simples Mente
6 - MOLD SCARE - Nite Chimp
7 - O FADO - LINA_ & Marco Mezquida
8 - fff - Spreader
9 - O CÚMPLICE DO CUPIDO - João Não
10 - TRINTA - Inês Marques Lucas
11 - NÃO PEÇAM HORAS EXTRA A UMA MÃE SOLTEIRA / SALA DE ESPERA - Mães Solteiras
12 - POSTAL EM BRANCO - Marta Lima
13 - IDIOSSINCRACIAS - VOL. 2 - Herr G meets Fuel2Fight


Guarda de honra (por ordem alfabética) (14º-26º)
Eps de ...

Ana Mariano . António Portanet . Bad Tomato . BornFolk . Chat GRP . Cristiano Cardoso Neves . Esteves . Galeria Incerteza . Goldcobra . Ideal Victim . Penhas Douradas . Primata . Ricardo Reis Soares

vencedores anteriores


2024 - I - Líquen
2023 - SE DANÇAR É SÓ DEPOIS - Ana Lua Caiano
2022 - CHEGUEI TARDE A ONTEM - Ana Lua Caiano
2021 - VINHA A CANTAR - Lobo Mau
2020 - CIDADE DE SAL - mema.
2019 - SOTAVENTO - Dino D'Santiago
2018 - MARCHA ATROZ - Samuel Úria
2017 - DROPS - Lince
2016 - GHOST HUNT - Ghost Hunt
2015 - SERENDIPITY - Isaura
2014 - DUQUESA - Duquesa
2013 - LIFE AQUATIC EP - Long Way To Alaska
2012 - MALTÊS - Maltês
2011 - BIRTH OF A ROBOT - Dear Telephone
2010 - É UMA ÁGUA - PAUS
2009 - TELL THE PEOPLE - Mazgani
2008 - PRÓLOGO - Anaquim
2007 - BLAH BLAH BANG !!! - Murdering Triping Blues
2006 - SOMETHING TO DO WITH DEATH - The Allstar Project

PROGRAMA DE 05/01/26

1 - Herr G meets Fuel2Fight - A harmonia do caos e da desordem
2 - Marta Lima - Postal em branco
3 - Mães Solteiras - Sala de espera
4 - Inês Marques Lucas - Saltamos daqui
5 - João Não - Que fossem flores
6 - Spreader - Nova vaga
7 - Lina_ & Marco Mezquida - O fado
8 - Nite Chimp - Morning routine
9 - O Simples Mente - Ventoso
10 - Floating Ashes - Falling
11 - Telmo Pires - Adeus que me vou embora
12 - Beatbombers - Vida nova
13 - Caustic, Babe! - XXX generation

14 - Gee-Aitch - Mess of words
15 - Basorexia Army - Wounds

NO SALÃO BRAZIL





















Wakadelics no Salão Brazil
9 Janeiro • 22:00

Nativos da Wakalândia, forjados na beira baixa (Castelo Branco). 

Não se lhes pode atribuir um rótulo, eles não são Rock, não são Jazz e muito menos Funk. São Wakadelics e basta.

Abertura de portas: 21h30
Bilhetes: 6 eur

BILHETEIRA ONLINE

Festival Instrumensal
Rui Fernandes
11 Janeiro • 22:00


Em Janeiro é  proposto conhecer melhor a viola amarantina com um concerto de Rui Fernandes, acompanhado de contrabaixo 

O projeto de Rui Fernandes a solo, em duo ou em quarteto é único no mundo porque tem como instrumento principal a viola amarantina.

O projeto em quarteto apresentou-se pela primeira vez em outubro de 2021, no Teatro de Vila Real, para divulgar as músicas que resultaram na edição do primeiro trabalho chamado “A Viola Amarantina”.
A surpresa e interesse que esta sonoridade suscitou levou à realização de uma digressão para espalhar o som desta viola portuguesa.

Em 2025 o quarteto apresentou novas músicas e, consequentemente, um novo trabalho chamado “Para Dois Corações” onde se aprofunda a riqueza tímbrica da viola amarantina.

O Festival InstruMensal é uma iniciativa dinamizada pela Associação Cultural Museu da Música de Coimbra.

Abertura de portas: 16h30
Bilhetes: 5 eur • 7 eur
BILHETEIRA ONLINE

NOVA ETAPA DO CAFÉ CURTO EM 2026





















O ciclo de showcases semanais Café Curto regressa ao Café Concerto do Convento São Francisco no dia 13 de janeiro, às 19h30, para um ano que marca uma transformação do ciclo, e que acompanha a celebração dos 10 anos do Convento São Francisco. Com uma programação contínua entre janeiro e junho, retomando em setembro até final do ano e com a introdução de novos eixos, 2026 será um ano de expansão, renovação e afirmação de um projeto que, em apenas cinco anos, se tornou uma referência na promoção da música emergente e no cruzamento entre artistas, públicos e entidades culturais da cidade. Com curadoria da Blue House, coprodução da Divisão do Convento São Francisco e financiamento da Câmara Municipal (CM) de Coimbra que investe neste projeto o valor de 51.168 euros.

Desde a sua criação, inicialmente como um conjunto de showcases regulares em plena pandemia, o Café Curto cresceu de forma sustentada, criando subciclos como o Café Duplo, o MIC – Música Independente de Coimbra e o Café Longo, além de estabelecer parcerias com instituições como o Curso de Jazz da Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra, o Jazz ao Centro Clube, o Festival Santos da Casa, as Jornadas de Cultura Popular do GEFAC, o Centro Cultural Penedo da Saudade, a livraria Bruaá, o Festival Apura e a Mostra de Teatro Galego. Em 2026, esse crescimento acentua-se com a criação de novos eixos curatoriais, reforço das parcerias e maior envolvimento da comunidade artística local e nacional.

Uma das grandes novidades do ano é a parceria com o Festival Emergente, um dos eventos reconhecidos no apoio a novos talentos, que trará ao Café Curto cinco datas dedicadas exclusivamente a artistas selecionados através da sua open call nacional. Paralelamente, o ciclo aprofunda o trabalho com o Curso Profissional de Jazz da EACMC, dedicando cinco datas a apresentações que resultam de um Estágio/Residência artística no estúdio da Blue House, um modelo pioneiro que permitirá aos alunos trabalhar temas originais com acompanhamento de um artista convidado.

A Open Call do MIC – Música Independente de Coimbra, que abriu a 18 de dezembro e termina no dia 31 de janeiro, reforça em 2026 o seu compromisso com artistas emergentes, passando a selecionar cinco projetos que beneficiarão de um programa de mentoria intensiva com os músicos e criadores. Estes artistas irão acompanhar cada projeto no estúdio, orientar a sua evolução artística e colaborar com entidades formativas como a Escola Superior de Educação de Coimbra e o TUMO Coimbra, que trabalharão áreas como design, fotografia, vídeo e comunicação.

A articulação do Café Curto com outros eventos culturais da cidade também será reforçada, numa estratégia que visa integrar o ciclo na programação alargada apoiada pelo Município de Coimbra. Em 2026, o Café Curto assume sessões específicas no âmbito do Festival Santos da Casa (21 de abril e 5 de maio), Festival Correntes de Um Só Rio (6 de outubro). O ciclo mantém igualmente o Café Duplo, que apresenta mensalmente o resultado de residências artísticas desenvolvidas no estúdio da Blue House.

Programação Café Curto e Café Duplo

A programação de 2026 arranca a 13 de janeiro com uma Conversa/Concerto de Joana Guerra e Miguel Gouveia, numa sessão especial que, embora enquadrada como Café Curto, assume o espírito de um Café Duplo, juntando duas personalidades cuja ligação ao Convento São Francisco é particularmente significativa. Joana Guerra esteve na abertura do Convento São Francisco em 2016, enquanto Miguel Gouveia é proprietário da livraria Bruaá, a livraria do Convento São Francisco. Esta sessão inaugural pretende, assim, recuperar essa memória comum e sublinhar a vocação do Café Curto como lugar de encontro, partilha e proximidade artística, reunindo pessoas e histórias. Seguem-se, ao longo do mês, Marta Lima, curadoria da Tour Emergente do Festival Emergente, a 20 de janeiro e no dia 27 acontece o primeiro Café Duplo do ano, com nomes ainda a confirmar. Em fevereiro, o palco recebe Puçanga (3 de fevereiro), a artista francesa Sophia Djebel Rose (10 de fevereiro), o brasileiro Jhon Douglas (17 de fevereiro) e mais um Café Duplo, desta vez com Afonso Cabral e CAIO (24 de fevereiro). Março começa com o Combo de Jazz da EACMC (3 de março) e continua com Julien Tassin, da Bélgica (10 de março), Libra (17 de março), Merai, na curadoria da Tour Emergente do Festival Emergente (24 de março) e o Café Duplo com Margarida Campelo e Wolf Manhattan (31 de março).

Em abril, o primeiro integrante do MIC sobe ao palco no dia 7, seguido pelo Combo Jazz da EACMC (14 de abril). No dia 21, o Café Curto associa-se ao Festival Santos da Casa com o concerto de Esteves Sem Metafísica, e termina o mês com o Café Duplo protagonizado por Bernardo Moreira e Gil Dionísio (28 de abril). Maio apresenta Esteves (5 de maio), outro momento dedicado ao MIC (12 de maio), a Curadoria Emergentes com Lika (19 de maio) e o Café Duplo com Maria Roque e Estela Alexandre (26 de maio). Em junho, o ciclo recebe Maia Balduz (2 de junho), Camafeu (9 de junho), o Combo Jazz da EACMC (16 de junho), uma nova sessão do MIC (23 de junho) e encerra o semestre com o Café Duplo (30 de junho).

O Café Curto regressa após a pausa de verão no dia 8 de setembro com Dela Marmy, seguido de Sara Cruz no dia 15. No dia 22 de setembro, a Curadoria Emergentes apresenta um artista ainda a anunciar, e o mês termina com o Café Duplo com Carlos Raposo e Mariana Camacho (29 de setembro). Em outubro, Bernardo Couto atua no dia 6, numa sessão associada ao Festival Correntes de Um Só Rio, seguindo-se o Combo Jazz da EACMC no dia 13. O MIC regressa a 20 de outubro e o mês encerra com o Café Duplo protagonizado por Inês Condeço e a italiana Giulia Gallina (27 de outubro).

Em novembro, Catarina Branco atua no dia 3 e Bicho Carpinteiro sobe ao palco a 10 de novembro. O ciclo prossegue com o Combo Jazz da EACMC, a 17 de novembro, e o mês encerra com o Café Duplo de Rita Silva e Pedro Melo Alves, no dia 24. Já em dezembro, a programação inicia-se no dia 1 com um concerto do último MIC do ano; segue-se, a 8 de dezembro, um Café Curto com Polar Opposites; a 15 de dezembro, um novo momento do Tour Emergente com artista a anunciar; e o ano encerra-se a 22 de dezembro com o último e muito especial Café Duplo de 2026, que será uma espécie de presente de Natal.

Num ano especialmente simbólico para o Convento São Francisco, com a comemoração dos seus 10 anos, o Café Curto assume-se, em 2026, como um espaço de encontro, experimentação, criação e diálogo, propondo mais de quarenta sessões que reforçam o seu papel enquanto motor da música emergente e da vida cultural de Coimbra.