Carlão, A garota não, Tiago Bettencourt, Delfins e Milhanas são apenas alguns dos 14 nomes que compõem o festival, que regressa à Casa das Artes de Arcos de Valdevez. O melhor da música nacional faz-se ouvir num total de 8 sábados, de 7 de fevereiro a 28 de março, naquele que é o primeiro festival do ano e o mais antigo dedicado à música feita em Portugal.
À porta de comemorar quase um quarto de século de história(s), o melhor da música lusa regressa a Arcos de Valdevez. Nas palavras do Município arcuense, “o Sons de Vez é o mais histórico evento do seu género e um verdadeiro baluarte da cultura e da identidade sonora do país contemporâneo. Em 2026 contamos com oito datas e 14 projetos que não deixarão ninguém indiferente”.
A abertura é com o regresso ao Sons de Vez de Tiago Bettencourt, uma referência
incontornável da música nacional, há mais de 20 anos. Iniciou a carreira em 2003 com os Toranja, cuja simplicidade poética e melódica rapidamente conquistou o público. Tiago Bettencourt não pertence a nenhum movimento, a nenhuma corrente ou estilo. O seu caminho é só independente, variado e coerente, e assim se tem mantido na vanguarda da música cantada em Português. A primeira parte deste concerto contará com a viola tradicional de Rui Fernandes, que se apresenta em quarteto.
Fevereiro recebe também o TugaBeat irreverente dos Retimbrar, no dia 14. Oito músicos dão corpo a este projeto que celebra o folclore, a poesia popular e a oralidade, partindo do ritmo para construir narrativas que refletem a vivência entre o rural e o urbano. Um espetáculo antecedido do “folk/pós-fado/world music” de Homem em Catarse, que, em 2026, assinala dez anos de carreira, com a reedição comemorativa de “Guarda-Rios”.
O mês continua, agora no feminino e em duplo, com Milhanas, nome maior e profundamente criativo da nova geração de “cantautoras”. A sua música combina introspeção e autenticidade, cruzando influências do jazz, gospel e música moderna, com uma forte ligação à literatura portuguesa, que inspira as suas letras poéticas e intensas. O dia 21 de fevereiro arranca ainda com a soul-pop jovial de Daniela Galhoz.
Fevereiro finaliza também no feminino, no dia 28, com espaço para Cátia Oliveira e o seu “alter ego” A garota não, que aporta uma poesia interventiva, social e política. O seu álbum “2 de abril” , foi considerado pelo público e pela critica como um dos Melhores Álbuns Nacionais de 2022, valendo-lhe inúmeros galardões. A primeira parte do concerto será protagonizada por um nome histórico norte-americano: Amy Rigby, pela primeira vez em Portugal. Uma figura de culto da cena underground/indie, conhecida por combinar o humor e a acuidade do country e do folk, com a mestria do rock clássico e o espírito punk.
Em Março sobem ao palco da Casa das Artes mais seis projetos musicais. A 7 de março, arranque com o gigante urbano Carlão e a sua sonoridade atenta e multicultural. Em 2025 apresentou um single duplo que antecipa um novo álbum, previsto para 2026, preparando uma nova digressão que celebra cinco décadas de vida e criação artística, sempre marcada pela mistura de géneros, pela palavra interventiva e por uma energia contagiante.
A 14 de março, uma despedida, com a última digressão dos poderosos PAUS. O quarteto, conhecido pela icónica bateria siamesa, prepara agora o seu último capítulo com o disco “Enterro”, acompanhado de uma derradeira digressão, descrita como uma marcha fúnebre. Antes, na mesma noite, o rock alternativo brasileiro, e mais recentemente, underground português, de MONCHMONCH.
Já no dia 21 de março, Best Youth, apresentam o novo trabalho “Everywhen” , num regresso, muito aguardado, ao Sons de Vez. Um disco e espetáculo onde Catarina Salinas e Ed Rocha Gonçalves exploram, como nunca antes, o seu imaginário, desta feita a partir do conceito de tempo. A primeira parte fica a cargo da dupla italiana, a viver em Portugal, Ardours. Com o seu new wave dos anos 80, fundido com metal alternativo/gótico, apresentam agora com novo trabalho, em estreia absoluta no festival.
O Sons de Vez termina, a 28 de março, com um grupo verdadeiramente histórico da pop/rock portuguesa. Os Delfins regressam à Casa das Artes e trazem “U Outro Lado” , um espaço único de reencontros e proximidade por excelência, onde o público ficará imersivo nas memórias futuristas da grande dinâmica que sempre assolou o percurso da banda.
Todos os concertos estão agendados para as 22h00 e, à semelhança das edições anteriores, estarão patentes no foyer da Casa das Artes as fotos mais expressivas e emotivas dos concertos de 2025. Os bilhetes oscilam entre os 10€ e os 12€ e ficam disponíveis para compra no primeiro dia útil da semana de cada espetáculo, por telefone para o número da Casa das Artes 258 520 520 ou online via Ticketline.
AGENDA
07 Fevereiro – Tiago Bettencourt + Rui Fernandes Quarteto
14 Fevereiro – Retimbrar + Homem em Catarse
21 Fevereiro – Milhanas + Daniela Galhoz
28 Fevereiro – A garota não + Amy Rigby
07 Março – Carlão
14 Março – PAUS + MONCHMONCH
21 Março – Best Youth + Ardours
28 Março – Delfins

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