segunda-feira, 23 de março de 2026

FESTIVAL SANTOS DA CASA -1ª SEMANA





















27 de Março de 2026
Slim Charley Santus
+ dj set Santos da Casa
Pinga Amor
22h00

Natural de Águeda, Slim Charley Santus denotou, desde muito novo, uma sensibilidade especial ao blues. Sempre que ouvia um tema a sua atenção despertava. Começou a aprender piano aos 8 anos, mas foi a viola que o cativou, como autodidata, desde os 14. Depois do casamento com as seis cordas veio a paixão pelo improviso, que o tem acompanhado até hoje.

Oil can guitar e cigar box guitar são os instrumentos que Slim Charley Santus explora. 




27 Março 2026 - 13 Maio 2026

27/3 Slim Charley Santus + dj set santos da casa - Pinga Amor (22h)
12/4 10ComunA.L. + apresentação editora K FORA - Salão Brazil (18h)
13/4 António Bastos - Corredor da RUC (19h)
21/4 Esteves Sem Metafísica #cafecurto - Café Concerto do Convento São Francisco (19h30)
23/4 alga - Casa das Artes Bissaya Barreto (22h)
25/4 Electric Man + dj set santos da casa - Associação Recreativa e Musical de Ceira (22h)
05/5 Esteves #cafecurto - Café Concerto do Convento São Francisco (19h30)
07/5 "PSICOSE" de P. Novo - Centro Cultural Penedo da Saudade (18h)
13/5 Henrique Tomé - Corredor da RUC (19h)

NO SALÃO BRAZIL





















Alex D´Alva x Rita Onofre
LIVRE x BRUTA
27 Março • 22:00

LIVRE, de Alex D’Alva, e BRUTA, de Rita Onofre, são dois novos trabalhos de originais que se encontram numa mesma tour de concertos — uma celebração da criação independente e da força de correr riscos em conjunto.

No EP LIVRE, editado em fevereiro 2026, Alex D’Alva explora a eletrónica como território de descoberta pessoal e coletiva: uma experiência dançável que cruza pop, club culture e experimentação, celebrando a liberdade como força criativa.

No álbum BRUTA, editado a março 2026, Rita Onofre apresenta um manifesto emocional e intenso, onde vulnerabilidade e poder coexistem em canções eletrónicas que tocam o espiritual e o físico.

Duas linguagens distintas, mas complementares.

LIVRE x BRUTA propõe um diálogo entre universos — o leve e o visceral, o íntimo e o comunal — revelando que a música independente em Portugal vive do encontro entre forças opostas que se reconhecem.

Num panorama onde o risco é raro, LIVRE x BRUTA é um gesto de coragem partilhada: dois artistas, duas visões, um mesmo impulso de criar e mostrar sem concessões.

Abertura de portas: 21:30
Bilhetes: 12 euros
BILHETEIRA ONLINE

LUTA LIVRE apresenta CONTRAFAÇÃO
28 Março • 22:00

Luís Varatojo, artista com longa carreira na música portuguesa, fundador de bandas como os Peste & Sida ou A Naifa, apresenta ao vivo C O N T R A F A Ç Ã O, o terceiro álbum do seu mais recente projeto, LUTA LIVRE. C O N T R A F A Ç Ã O é um espaço híbrido onde se canta a saudade e se gritam palavras de ordem ao embalo de um quarteto inusitado - guitarras, percussão eletrónica, sintetizadores e vozes - que toca fado, corridinho e malhão, mas também se faz à morna, ao rap e ao jazz. É uma espécie de comício numa casa de fados dançante; uma sessão de esclarecimento musicada, com mensagens fortes e ritmos certeiros; um apelo à consciência e à resistência; um momento de partilha e de festa, porque não há luta sem festa, nem festa sem luta.

Abertura de portas: 21:30
Bilhetes: 15 euros
BILHETEIRA ONLINE

RIOT E COLETIVO GIRA JUNTOS EM PALCO





















No dia 28 de março, a Fábrica do Pão, no Beato Innovation District, recebe um encontro especial entre dois universos musicais que marcaram a cultura recente de Lisboa: Coletivo Gira e RIOT.

O evento nasce de uma colaboração artística iniciada em 2025, quando os dois projetos se juntaram para lançar o single “O Canto de Lá”. A partir dessa ligação criativa surgiu a ideia de levar essa energia para o palco num formato único, onde a roda de samba e a eletrónica se encontram ao vivo.

Durante a tarde e início de noite, o público poderá assistir a diferentes momentos que refletem a identidade de cada projeto. O Coletivo Gira, fenómeno que tem redefinido a noite lisboeta com as suas rodas de samba, traz a força coletiva do samba tocado ao vivo. Já RIOT, DJ e produtor com um percurso que passa por projetos fundamentais da música portuguesa como Buraka Som Sistema e Bateu Matou, apresenta-se em formato de DJ set.

O ponto de encontro entre estes dois mundos acontece num momento especial da noite, em que DJ e roda de samba partilham o palco, misturando eletrónica, percussão e vozes ao vivo numa interpretação conjunta de “O Canto de Lá”, o tema que uniu os dois artistas.

Mais do que um concerto ou uma festa, este evento propõe um formato híbrido entre clube e roda, celebrando o encontro entre tradição e contemporaneidade, Lisboa e Brasil, pista de dança e música tocada ao vivo.

Este encontro celebra a energia coletiva da música e da pista de dança, juntando dois universos que raramente se cruzam desta forma: a roda de samba e a eletrónica, ao vivo e no mesmo espaço. Os últimos bilhetes estão à venda em shotgun.live, com preço a partir de 12€.

OLA HASS EDITA NEBLINA



O single antecipa o segundo álbum da banda, Onde a consciência desagua, com influências como Nirvana, Courtney Barnett, Pega Monstro ou Vaiapraia, e sairá na íntegra dia 22 de maio com edição em CD pela Ticket to Ride.

NOVO DISCO DE BIRDS ARE INDIE A CHEGAR















@ Tiago Cerveira

“Not Today” é o novo single do trio de Coimbra cheio de tensão, pulsação e confronto interior.

Os Birds Are Indie regressam com “Not Today”, o primeiro avanço para o 7.º trabalho de originais, The Stone of Madness, que tem edição marcada para 27 de Março.

Depois da direcção sonora mais sintética e consciente do tempo em que vivemos inaugurada em Ones & Zeros, este novo longa duração reforça esse pulso. Se em 2023, o foco era dado ao colectivo, ao mundo e às suas fracturas, este novo trabalho desloca o foco para o interior, mais propriamente, para os mecanismos mentais, as recorrências, as tensões invisíveis que atravessam cada indivíduo.

É na repetição e contenção interiores que nasce "Not Today", que traduz a sensação de adiamento constante, tão própria da contemporaneidade. Algo que está prestes a acontecer mas não hoje.

A interpretação vocal de Joana Corker, amadurecida em palco antes de ser fixada em estúdio, transporta para a gravação uma intensidade física que amplifica o sentimento de frustração e claustrofobia mental presente na letra.

O videoclipe de “Not Today” surge, não apenas como uma ilustração da canção, mas como parte integrante de um tríptico visual pensado como extensão conceptual do álbum.

Com The Stone of Madness, os Birds Are Indie aprofundam a identidade autoral que têm vindo a desenvolver, mantendo o controlo criativo sobre música, imagem e narrativa.

NOT TODAY é o primeiro avanço do que promete ser um novo capítulo na discografia dos Birds Are Indie.

O novo álbum The Stone of Madness começa a ser apresentado ao vivo a partir de 26 de Março, com datas já confirmadas em várias cidades do país (em baixo).

TOUR THE STONE OF MADNESS

26 MAR / PORTO / Maus Hábitos
27 MAR / GUIMARÃES / CAAA
28 MAR / BRAGA / RUM by Mavy
16 ABR / LISBOA / BOTA
17 ABR / BARREIRO / Sala 6
18 ABR / COIMBRA / Salão Brazil
23 MAI / SABUGAL / Auditório Municipal
05 JUN / ÉVORA / Armazém 8
20 JUN / CASTELO BRANCO / Café com Leite

WOLFBALL UNE MÚSICA, NATUREZA E SOLIDARIEDADE

 



















No próximo dia 28 de março, o Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa recebe o Wolfball, um evento de angariação de fundos que cruza música, cultura e sustentabilidade numa experiência imersiva e única.

O Wolfball assinala o encerramento do Act in Synch, uma conferência dedicada à música, cinema e sustentabilidade, que decorre nos dias 27 e 28 de Março no Museu do Côa.

Na semana que antecede o evento, Vila Nova de Foz Côa acolhe uma residência artística, que conta com o apoio da Fundação GDA e que reúne músicos portugueses e internacionais. Estes artistas são convidados a colaborar na criação de novas peças musicais inspiradas nos “Sons do Côa” — uma coleção de sons provenientes da natureza, das tradições musicais e da comunidade local, recolhidos e curados ao longo de fevereiro e março por Vasco Ribeiro Casais (OMIRI), reconhecido pelo seu trabalho na preservação da música tradicional.

As receitas do Wolfball revertem a favor da Rewilding Portugal, apoiando iniciativas de proteção e preservação da biodiversidade, com destaque para a conservação do lobo-ibérico, bem como projetos de sensibilização ambiental.

O bilhete inclui jantar e concerto. As inscrições poderão ser feitas para: wolfballmusic@gmail.com

O concerto será de entrada livre para os residentes de Foz Côa, que poderão contribuir através de donativos voluntários.

O Wolfball é organizado pela Scarlet Bloom e Lusitanian Music Publishing, com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa, Altano Douro, Volkswagen Gavis, Mermaids & Albatrosses, Digital Distribution e Fundação GDA.

CARA DE ESPELHO LEVAM “B” À CASA DAS ARTES DE VILA NOVA DE FAMALICÃO















Depois de duas estreias absolutamente esgotadas, em Loulé e, mais recentemente, na Culturgest, em Lisboa, os Cara de Espelho levam agora o espetáculo “B” à Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, no próximo 28 de março, naquele que será o primeiro concerto do novo álbum na região Norte.

Editado a 30 de janeiro, “B”, o segundo disco de estúdio da banda, tem vindo a afirmar-se como um dos lançamentos mais marcantes do início do ano, reforçando a singularidade do projeto Cara de Espelho no panorama da música portuguesa contemporânea.

A estreia ao vivo do novo trabalho confirmou essa força em palco. Nos dois concertos já realizados, ambos esgotados, o público assistiu a espetáculos intensos e envolventes, onde as novas canções ganharam uma dimensão expandida, entre momentos de observação mordaz e uma energia coletiva que se foi construindo ao longo da noite. A cumplicidade entre banda e público tornou-se evidente desde os primeiros temas, culminando em salas rendidas, de pé.

Mais do que um concerto, estas primeiras apresentações afirmaram “B” como um novo capítulo sólido no percurso da banda, aprofundando o universo já revelado com "Cara de Espelho" (2024), o primeiro registo da banda, e consolidando a centralidade da palavra como elemento estruturante da sua identidade artística.

É neste contexto que Vila Nova de Famalicão recebe agora o espetáculo, numa data que marca não só a continuidade da digressão, mas também a primeira oportunidade para o público do Norte assistir ao vivo às novas canções. Em palco, “B” revela-se num equilíbrio entre tradição, experimentação e uma escrita que observa, questiona e devolve ao público um retrato reconhecível do presente, sempre com a ironia e a inflexão que caracterizam Cara de Espelho.

Depois de Famalicão, a digressão segue para Aveiro (11 de abril), Castelo Branco (2 de maio) e Sever do Vouga (16 de maio).

OMIRI COM NOVO SINGLE





















Tradição, ritmo e surpresa, “Uma Cabra Birrolada” é o novo single de OMIRI e já está disponível em todas as plataformas digitais.

“Uma cabra birrolada” nasce de uma viagem improvável que atravessa lugares, vozes e memórias. Tudo começou em Lisboa, onde surgiu a primeira centelha desta música. A partir daí, o tema ganhou nova vida através de recolhas feitas em Seia, trazendo consigo ecos da tradição oral e a espontaneidade dos instrumentos e ofícios tradicionais. A peça encontra o seu último detalhe num trava-línguas gravado na Carrapateira, que entra na música como um sorriso travesso — rápido, rítmico e cheio de carácter.


No meio deste mosaico sonoro, a viola braguesa guia-nos pela história: ora desenha uma melodia íntima e nostálgica, ora explode em riffs frenéticos que sacodem a tradição e a projetam para o presente. É neste contraste que vive a identidade de OMIRI — transformar fragmentos do passado em algo vivo, inesperado e pulsante. “Uma cabra birrolada” não é apenas uma canção; é um encontro entre lugares, gerações e energias diferentes, onde a tradição portuguesa se reinventa com irreverência, humor e profundidade.

Vasco Ribeiro Casais: Viola Braguesa

Recolhas:

Maria Francisca da Silva - Voz
Lucinda Santos - Bombo
Marco Carmo Martins - Luthier de violinos
António Pais - Triângulo
Nuno Almeida - Bandolin
Abel Brito - Peneira
Joaquim Cabral - Pandeireta
Zés Pereiras da Folgosa da Madalena - Bombos

TREMOR ARRANCA AMANHÃ EM s: MIGUEL















Entre 24 e 28 de março de 2026, a ilha de São Miguel acolhe a décima-terceira edição do Tremor, transformando-se num epicentro de música, arte e comunidade. Com concertos, experiências performativas e iniciativas que promovem participação, sustentabilidade e inovação cultural, o festival apresenta uma programação diversificada que cruza criação artística, território e pensamento crítico.

Com um cartaz musical que cruza géneros, fronteiras e gerações, o alinhamento do festival integra um total de 55 artistas e coletivos, dos quais 22 são oriundos ou residentes nos Açores. Integram a edição deste ano no plano musical: Abdullah Miniawy, Amijas, Angine de Poitrine, Angry Blackmen, Arsenal Mikebe ft HHY, ASCA, aya, Buried by Lava, Betix, Candy Diaz, Cate Le Bon, CLUB C.C.C., Coletivo Plugg, DJ Travella, Engengroaldenga, Falcona, George Silver, Heinali & Andriana-Yaroslava Saienko, Housepainters, João Freitas, Jup do Bairro, La Família Gitana, Maki, Maria Carolina, Mariana Lopes, Matías Aguayo, Mix`Elle, MONCHMONCH, Neuza Furtado, NTK, Pedrinho Xalé, The Bug + Warrior Queen, Tomás Sampaio + Marta Tavares, Use Knife, Vaiapraia, Water Damage e Yerai Cortés.

A edição de 2026 inclui várias residências artísticas que reforçam a dimensão experimental e colaborativa do Tremor: a nova criação do coletivo Som Sim Zero com músicos de heavy metal dos Açores; a Orquestra Modular Açoriana, este ano sob coordenação de Water Damage; a estreia de Ínsula, performance criada com pessoas residentes nos Açores no âmbito da proposta formativa do Ciclo; a residência da Escola de Música de Rabo de Peixe com Itiberê Zwarg e as propostas de criação para o Tremor Todo-o-Terreno, a cargo de Vera Morais e Curro Rodríguez. Uma nota para a palestra performance “As Camadas da Escuta: Música & Psicologia”, por Maria Tereza Maldonado e Itiberê Zwarg a ter lugar dia 25 de março pelas 11:00 na Aula Magna da Universidade dos Açores.

No plano expositivo, o festival integra duas propostas que aprofundam o diálogo entre arte, território e comunidade. A primeira resulta de uma parceria com o Centro Cultural da Caloura, enquanto a segunda, “cromofilia: apetece uma casa cor-de-rosa”, de Mariana Lopes, parte do trabalho de recolha de imagens que serviu de base à identidade visual do festival deste ano.

O Tremor 2026 reforça ainda a sua parceria com a Rádio Vaivém, rádio comunitária online açoriana, com a emissão de programas ao vivo durante o festival e um showcase de artistas emergentes. Esta programação inclui ainda a sessão “E temos o povo”, uma sessão de escuta coletiva que viaja até ao dia 25 de Abril de 1974. Paralelamente, o ciclo de conversas Ponto de Escuta dá voz aos artistas participantes, explorando temáticas presentes nas suas pesquisas e refletindo sobre o poder coletivo de criar, fazer acontecer e definir lugares através das práticas culturais e artísticas.

O Tremor tem ainda em venda bilhetes semanais e de fim-de-semana que dão acesso às atividades no Coliseu Micaelense e nas Portas do Mar.

FONTES SONORAS 2026

O projeto Fontes Sonoras regressa à mais bonita Aldeia das Fontes, em Leiria, entre 12 e 19 de abril, no florescer da primavera para a segunda residência artística de 2026.

A apresentação pública está prevista para 19 de abril pelas 15h30 e o público será convidado a acompanhar esta experiência de escuta expandida, onde gravações detalhadas do território se cruzam com o fluxo vivo do rio, revelando dimensões invisíveis e subtis do ambiente.

Matilde Meireles

Matilde Meireles é uma artista sonora e field recordist cuja prática artística tem sido descrita como algo que “gira como o rolo de um filme invisível”. O seu trabalho combina improvisação, gravação de campo e composição, criando aquilo que chama de “sonic drifts”: percursos de escuta que revelam as relações entre diferentes espectros sonoros, escalas e temporalidades dos espaços que habitamos.

A sua proposta passa por observar e amplificar os micro-movimentos sonoros da paisagem, especialmente nas margens do rio. A artista pretende realizar um trabalho detalhado de captação e documentação de sons normalmente inacessíveis ao ouvido humano, utilizando técnicas de gravação especializadas, incluindo hidrofones, que permitem escutar o interior do rio.

Ao longo de uma semana de residência, Matilde Meireles irá desenvolver um trabalho de investigação e criação centrado no rio Liz, propondo um percurso sensorial que a artista descreve como uma uma deriva 

sonora onde diferentes tempos, escalas e camadas de escuta se entrelaçam.

FONTES SONORAS #4

Na quarta residência de Fontes Sonoras, Gil Delindro chegou à mais bonita aldeia das fontes que desta vez se apresentava com uma paisagem diferente do costume, com árvores caídas e marcas da tempestade que passou por nós.

Gil Delindro apresentou três instalações diferentes, baseadas na utilização de materiais deixados para trás pela tempestade e na grande potência sonora que é a Nascente do rio nesta altura do ano.

Como um artista com experiência em trabalhar em contextos marcados por transformações do território, o Gil fez o que sabe melhor: meteu mãos à obra, retratou o local não como ele é mas como ele se encontra neste determinado momento temporal e no fundo, deixou a sua marca na aldeia e nas pessoas com se cruzou ao longo da residência

Agora, partilhamos o documentário que acompanhou o processo criativo e os dias que o artista passou nas Fonte

ALEX D'ALVA E RITA ONOFRE ATUAM JUNTOS A PARTIR DESTA SEMANA NA DIGRESSÃO LIVRE X BRUTA





















LIVRE, de Alex D’Alva, e BRUTA, de Rita Onofre, são dois novos discos que se encontram numa mesma tour de concertos — uma celebração da criação independente e da força de correr riscos em conjunto.

No EP LIVRE, editado a 4 de fevereiro numa edição de autor, Alex D’Alva explora a eletrónica como território de descoberta pessoal e coletiva: uma experiência dançável que cruza pop, club culture e experimentação, celebrando a liberdade como força criativa.

No álbum BRUTA, que foi recentemente editado a 18 de março, Rita Onofre apresenta um manifesto emocional e intenso, onde vulnerabilidade e poder coexistem em canções eletrónicas que tocam o espiritual e o físico.

Duas linguagens distintas, mas complementares.

LIVRE x BRUTA propõe um diálogo entre universos — o leve e o visceral, o íntimo e o comunal — revelando que a música independente em Portugal vive do encontro entre forças opostas que se reconhecem.

Num panorama onde o risco é raro, LIVRE x BRUTA é um gesto de coragem partilhada: dois artistas, duas visões, um mesmo impulso de criar e mostrar sem concessões.

A tour LIVRE x BRUTA vai passar pelo Lux Frágil (Lisboa) no dia 26 de março, Salão Brazil (Coimbra) no dia 27 de março, Maus Hábitos (Porto) no dia 3 de abril, INDIEROR (Chaves) no dia 9 de abril, Texas Club (Leiria) no dia 10 de abril e, por fim, pela Sociedade Harmonia Eborense/Noite Capote Música (Évora) no dia 11 de abril.

BILHETES LIVRE X BRUTA JÁ DISPONÍVEIS:

26 MAR - LUX FRÁGIL, LISBOA. AQUI
27 MAR - SALÃO BRAZIL, COIMBRA. AQUI
03 ABR - MAUS HÁBITOS, PORTO. AQUI
09 ABR - INDIEROR, CHAVES. AQUI
10 ABR - TEXAS CLUB, LEIRIA. AQUI
11 ABR - SHE, ÉVORA. AQUI

PEDRO MOUTINHO E HÉLDER MOUTINHO JUMTOS EM PALCO PARA CELEBRAR "OS POETAS CONVIDADOS"

 











Os irmãos Pedro Moutinho e Hélder Moutinho vão juntar-se em palco para celebrar o Fado e os poetas que tanto têm enriquecido o património artístico português. Mais do que um concerto especial, “Os Poetas Convidados” é um encontro de duas vozes de referência na atualidade que se juntam, agora, para dois espetáculos no Porto e Lisboa: dia 17 de junho, na Casa da Música; e dia 1 de julho, no São Luiz Teatro Municipal.

No Fado tradicional, as letras foram escritas, maioritariamente, por autores populares. A partir da segunda metade do século XX, surgiram nomes maiores da literatura que, embora não tivessem iniciado o seu percurso neste universo, acabaram por ser conduzidos até ele pela voz e sensibilidade de intérpretes como Amália Rodrigues, Carlos do Carmo, João Braga e Beatriz da Conceição. Entre esses poetas destacam-se David Mourão-Ferreira, Pedro Homem de Melo, Alexandre O’Neill, José Carlos Ary dos Santos e Pedro Tamen.
No final do século XX, mantendo-se a continuidade dos autores tradicionais, novos criadores começaram também a escrever para o Fado, oriundos da música pop, do rock ou da música tradicional portuguesa. Muitos eram – e continuam a ser – vozes relevantes da literatura contemporânea, convidados a contribuir para este património vivo. Entre eles, Manuela de Freitas, Maria do Rosário Pedreira, Vasco Graça Moura, Amélia Muge e João Monge.

Uma celebração rara, um encontro há muito aguardado em palco, dos irmãos Pedro e Hélder Moutinho.
Recorde-se que Hélder Moutinho é um dos mais destacados fadistas do século XXI, uma peça fundamental na engrenagem cultural de Lisboa. Mais do que um intérprete de voz profunda e magnética, é um criador de conceitos, um poeta e um produtor que tem dedicado a sua vida a expandir os horizontes da canção urbana de Lisboa, sem descurar as suas raízes mais profundas.
Já Pedro Moutinho, com mais de duas décadas de um percurso sólido e coerente, afirma-se como uma das vozes mais refinadas do Fado contemporâneo. Um percurso ímpar vivido intensamente com espetáculos por todo o país e também por todo o mundo.

Os bilhetes para o concerto na Casa da Música estão à venda na bilheteira da sala e on-line; e para o São Luiz Teatro Municipal, nos locais habituais e on-line.

MICROSSONS EM GRÂNDOLA COM NOVA DATA

 



















O Microsons Grândola 2026 já tem nova data para os concertos que haviam sido adiados devido às previsões meteorológicas adversas registadas no início de fevereiro. As atuações de Cristóvam e Jorge Cruz, inicialmente agendadas para o dia 7 de fevereiro no Cine Granadeiro - Auditório Municipal, terão agora lugar no dia 13 de junho, mantendo o mesmo local e horários.

Na altura, a organização decidiu adiar a programação prevista para esse dia após o comunicado emitido pela Proteção Civil de Grândola, que alertava para condições meteorológicas desfavoráveis. A decisão foi tomada em articulação com o Município de Grândola, priorizando a segurança do público, artistas e equipas técnicas.

Com a nova data agora confirmada, o Microsons regressa ao Cine Granadeiro - Auditório Municipal para completar a programação inicialmente prevista para Grândola. O concerto de Cristóvam terá início às 21h30, seguindo-se Jorge Cruz às 22h30, numa noite dedicada à música de autor portuguesa.

A edição de 2026 do Microsons reforça o caráter itinerante do festival, que tem percorrido diferentes cidades do país com uma programação centrada na proximidade entre artistas e público. Depois do sucesso da passagem por Palmela e da noites já realizada em Grândola com Jhon Douglas e Lena d’Água, o festival regressa agora à vila alentejana para completar a sua programação.

Promovido pela Luckyman Music, em parceria com o Município de Grândola, o Microsons afirma-se como um projeto cultural que valoriza a música de autor e a descentralização da oferta cultural, criando espaços de encontro entre artistas, comunidades locais e novos públicos.

Com a confirmação desta nova data, o Microsons Grândola encerra assim a programação prevista para a edição de 2026 na vila, mantendo a aposta num formato intimista e numa programação que destaca alguns dos nomes mais relevantes da música portuguesa contemporânea.

Microsons Grândola 2026

Cine Granadeiro – Auditório Municipal
13 de junho

Jorge Cruz - 22.30h
Cristovam - 21.30h

DEEJAY TELIO LANÇA NOVO EP "+RESERVADO" DE SURPRESA





















No dia seguinte ao concerto com casa cheia no Sagres Campo Pequeno, um dos momentos mais marcantes da sua carreira, Deejay Telio surpreendeu os fãs com o lançamento inesperado do seu novo EP, “+Reservado”. O projeto, já disponível em todas as plataformas digitais, chega após o enorme impacto de “Reservado”, álbum que se afirmou como um dos maiores sucessos da música urbana portuguesa do último ano, distinguido com disco de ouro e somando mais de 44 milhões de streams em todas as plataformas de áudio e vídeo.

Composto por seis faixas inéditas, “+Reservado” expande o universo emocional e sonoro do álbum original, reafirmando a visão artística e a consistência que têm definido o percurso de Telio. O EP apresenta novas sonoridades, energia renovada e a identidade única que o distingue, surgindo como uma evolução natural do trabalho anterior. O projeto conta ainda com participações de Deedz B e Slow J, dois nomes incontornáveis da música lusófona, que acrescentam novas camadas e perspectivas ao disco.

Entre os temas que compõem o EP destacam-se “Voz da Multidão”, single revelado anteriormente e produzido e escrito pelo próprio Telio; o tema Bem Zen com Slow J; ou ainda o tema Flores que conta novamente com participação de Deedz B. Mais do que um lançamento, este EP é também o a celebração dos mais de dez anos de carreira com uma mensagem clara, está no topo e preparado para ir ainda mais longe.

Com “+Reservado”, Deejay Telio não só dá continuidade ao sucesso de “Reservado”, como eleva o seu nome a um novo patamar. Singles como “Álcool & Prazer” (tripla platina) e “Cacau”, com Slow J (platina), continuam a marcar tendências e a reforçar a sua presença dominante nas plataformas digitais. O lançamento surpresa do EP, imediatamente após o concerto de casa cheia no Sagres Campo Pequeno, reforça a ligação intensa com os fãs e demonstra o controlo criativo e a ambição que definem esta nova etapa.

Depois de um fim de semana que ficará para a história, entre um espetáculo inesquecível, de casa cheia, e um lançamento inesperado, Deejay Telio volta a presentear os fãs e oferece seis novos temas inéditos no novo EP.

NOVO DISCO DE LLAMA VIRGEM

 
O "Síndrome do toque fantasma" é a condição que leva um indivíduo a ouvir recorrentemente o som do seu telemóvel a tocar, fruto da ansiedade do sempre presente e do ruidoso contacto.

Depois do ep homónimo (2017), do álbum desconseguiste? (2018) e do ep Não são as unhas que me roem (2022), a banda apresenta o quarto trabalho de estúdio composto por sete músicas, com as já habituais composições post-punk, acompanhadas por batidas electrónicas enleadas em letras corrosivas, dando continuidade à perspectiva crítica que sempre produziram.

O álbum abre com o tema Eu, que em tom catártico aponta para o individualismo privilegiado e no entanto paranoico, sustentado pelas fakenews e pelos algoritmos impostos pelas corporações capitalistas. , um tema mais calmo e hipnótico, pressente-se o sentir do corpo, como uma extensão de si próprio, numa ambiência desértica. Com Bichos, o primeiro single extraído do álbum canta-se um refrão orelhudo onde são enumeradas as pragas crescentes das cidades, incluindo os senhorios. Segue-se Esplanada Cínica, um tema que de uma forma inicialmente irónica, descamba num delírio sobre o cinismo verde, o cinismo extrativista e a catástrofe ambiental inevitável. Em Vai Orca, afundamo-nos numa ode a esses gentis animais com apetência para afundar iates. A partir desse momento, o tom muda para uma cadência mais lenta e introspectiva. Com Lagoa, embrulhamo-nos numa canção agridoce onde a batida é substituída por uma linha de baixo e por um drone ambiental que nos encaminha para a Noite Americana, um longo poema a dois tempos, onde é denunciada a vertigem fascizante dos Estados Unidos da América, as constantes crises económicas e as previsíveis vítimas das mesmas.

O álbum está disponível para download no Bandcamp da banda e nas plataformas de streaming

H.M

> Bandcamp download
> Spotify
> Apple Music
> Tidal

Ficha Técnica

Letra e música: R.D.P.
Captação, mix e masterização: Francisco Dias Pereira (Black Sheep Studios, Sintra).
Captação de "Noite Americana" e guitarra final de "Bichos": Tiago Paiva (pequeno auditório do CCC, Caldas da Rainha, produzida no contexto da Residência Artística promovida pelo Festival Impulso, Novembro de 2025).

Rui Gonçalves: Voz e letras.
Daniel Antunes Pinheiro: Baixo, sintetizador (Bichos; Noite Americana), percussões (Esplanada Cínica) e batida, piano vertical (Eu; Vai Orca), Wurlitzer (Eu).
Pedro Januário: Guitarras, piano vertical (Bichos), pratos (Pé).

domingo, 22 de março de 2026

NOVO DISCO DE TURNING POINT A CHEGAR

 

















TURNING POINT - “A poesia é para comer” 
21 Março: Bandcamp da ADC e restantes plataformas digitais 
25 Abril: CD

No dia 21 de Março, Dia Mundial da Poesia, chegou às plataformas digitais — e com apresentação pública no Museu de Lamas, em Santa Maria de Lamas — o segundo longa-duração dos Turning Point, banda originária de Santa Maria da Feira.

Intitulado “A Poesia é Para Comer”, feito a partir da escrita mordaz de Natália Correia, a audição deste álbum revela-se um verdadeiro murro no estômago. O formato CD vai chegar ao público no dia 25 de abril, data simbolicamente escolhida para a apresentação do disco, com um concerto no Uncle Joe's Bar, em Esmoriz. A edição, graficamente construída por Carlos Paes, tem o selo da editora independente ANTI-DEMOS-CRACIA (nr. catálogo 154) e é apresentado pelo trio — Simão Valinho, Raquel Sousa e Lígia Lebreiro — da seguinte forma:

“Escolhemos a poetisa Natália Correia como ponto de partida e inspiração… uma voz que clama por liberdade quando, mais uma vez, urge devolver a voz aos poetas, que a defendem como quem precisa de ar para viver!

Enquanto o nosso primeiro álbum perseguia a beleza das palavras e dos silêncios de Carlos da Cunha, desta vez escolhemos Natália Correia, mulher provocadora e mordaz, uma voz indomável, uma figura intelectual e política essencial na luta do nosso país contra a ditadura. Pareceu-nos que, mais do que nunca, devemos dar voz à liberdade e combater as novas formas de censura escondidas num tempo em que regressamos à lei do mais forte!

É um álbum de revolta, de defesa da liberdade, da identidade e também do amor.”

PROGRAMA DE 21/03/2

1 - Mike El Nite - Pprazer é meu
entrevista Mike El Nite
2 - Mike El Nite - Ocarina
3 - a Jigsaw - Midnight rain
4 - Stone Dead - Plasticine

5 - José Peixoto e Nuno Cintrão - Verdes anos
6 - Estaca Zero - Movimento perpétuo
7 - Moura - Malarranha
8 - Rui Fernandes - Amartango
9 - Raia - Alvorada
10 - Principia Parallax - Let it seed
11 - Tó Trips & Fake Latinos - Fiesta triste
12 - Expresso Transatlântico - Avalanche 

sábado, 21 de março de 2026

NÃOBODY A PREPARAR DISCO DE ESTEIA















“September” é o primeiro single de avanço para “CAZA PRIMAVERA”, o álbum de estreia do coletivo NÃOBODY, projeto sediado no Porto que reúne o produtor português FOQUE, o cantor brasileiro B Ghost e o rapper norte-americano Brotha CJ. O tema inaugura o universo sonoro e conceptual do disco e antecipa uma série de concertos de apresentação já anunciados para várias cidades portuguesas: a 10 de abril no MOUCO, no Porto; a 16 de abril no Café Concerto 259, em Vila Real; a 23 de abril na Casa Capitão, em Lisboa; e a 5 de junho no CAAA, em Guimarães, com novas datas a serem reveladas em breve.

Para além do single, os NÃOBODY irão disponibilizar também a primeira parte do disco durante o Equinócio da Primavera, com data prevista de lançamento no final de Maio, e a segunda parte, que será lançada durante o Equinócio de Outono.

Mais do que um simples coletivo musical, NÃOBODY nasce de um encontro improvável que reflete uma transformação mais ampla da realidade cultural portuguesa. Num estúdio improvisado numa antiga igreja no Porto, três músicos de origens distintas - Portugal, Brasil e Estados Unidos - encontraram um ponto de convergência criativa que espelha uma nova ideia de comunidade artística. FOQUE, B Ghost e Brotha CJ partilham dias e noites entre cabos, sintetizadores, riffs improvisados e conversas que misturam português e inglês, numa convivência intensa que viria a dar origem a “CAZA PRIMAVERA”.

O projeto surge num momento em que Portugal deixa progressivamente de ser apenas um território de partida para se tornar também um espaço de chegada. Nas cidades do país, especialmente em Lisboa e no Porto, artistas de diferentes geografias encontram-se em jam sessions, bares e estúdios improvisados, criando uma cena musical que escapa a rótulos. É nesse ambiente que nasce NÃOBODY: não como resultado de uma estratégia ou indústria, mas como consequência natural de encontros repetidos em palcos pequenos e sessões de improvisação que se prolongam madrugada dentro.

“September”, primeiro capítulo revelado desse processo, traduz esse espírito de transição e instabilidade emocional que atravessa o álbum. A letra reflete sobre relações que florescem e se dissipam com a mesma rapidez das estações, evocando o final do verão como metáfora para o momento em que as ilusões começam a dissolver-se. “Everybody loves summer but summer’s just spring’s”, canta Brotha CJ num dos versos, sugerindo que o entusiasmo momentâneo raramente sobrevive ao teste do tempo. A canção questiona o que resta quando a euforia passa - “What you looking for when the summer’s gone? Would you still hold on when the love is gone?” - numa reflexão que ecoa o próprio processo de reinvenção vivido pelos três artistas.

Musicalmente, o tema condensa a identidade híbrida de NÃOBODY: texturas eletrónicas, grooves de hip-hop e influências soul cruzam-se com uma sensibilidade melódica que percorre diferentes tradições musicais atlânticas. A produção é assinada por FOQUE, que também se encarrega da mistura, enquanto a composição reúne B Ghost, FOQUE e Brotha CJ. A canção conta ainda com bateria de Zandré Dinis, baixo de Kenjamin Franklin, teclados de Frank Plummer e vozes de Brotha CJ e B Ghost. A masterização ficou a cargo de Pedro Joaquim Borges

O single antecipa o lançamento de “CAZA PRIMAVERA”, disco gravado durante uma residência criativa de seis semanas no interior de Portugal. Isolados do ritmo urbano, os três músicos viveram juntos numa casa transformada em laboratório artístico improvisado. Entre corridas matinais, caminhadas, refeições partilhadas e longas conversas sobre ambição, perda e reinvenção, as canções começaram a surgir sem a pressão da indústria ou de calendários externos. O resultado é um álbum que nasce tanto da convivência quanto da criação musical.

No centro do projeto está o encontro entre três percursos distintos. FOQUE, produtor e músico natural de Gondomar, construiu um percurso marcado pela fusão entre eletrónica, hip hop e paisagens sonoras cinematográficas. Depois dos EPs “CABUM” (2017) e “FOQUE” (2019), editou em 2021 o álbum “ATO ISOLADO”, além de colaborar com diversos artistas portugueses, incluindo o grupo pop D.A.M.A., e criar música original para a produção teatral “POPULAR”, de Sara Inês Gigante. A sua abordagem minuciosa à produção sonora tornou-se uma das forças estruturais do projeto.

Brotha CJ, rapper oriundo de Filadélfia e anteriormente conhecido como Black Lavender, traz consigo uma forte herança do soul e do funk norte-americano. Depois de iniciar a carreira em Nova Iorque, mudou-se para Madrid, onde formou a banda The Othahood e consolidou um estilo que cruza hip hop e soul alternativo com uma estética retro. Já atuou em festivais como Madrid Es Negro e DCODE, integrou playlists internacionais do Spotify e participou em campanhas globais para marcas como Jameson, Santander e Pepe Jeans. Em 2022 mudou-se para o Porto, onde continua a expandir a sua linguagem artística enquanto fundador da Early July Studio.

B Ghost, cantor brasileiro com percurso internacional, acrescenta ao coletivo uma dimensão emocional marcada pelas suas raízes musicais. A sua obra cruza referências da música brasileira com um R&B nostálgico e introspectivo. Depois dos singles “Th1nk” e “Aurora” - que o levaram ao Got Talent Portugal em 2021 - lançou o EP “Kool Land” em 2022, com temas como “Being U” e “When I Call U”. Em 2025 iniciou a fase “bghosting” com o EP independente “Songs I Shouldn’t Release”, aprofundando uma abordagem artística que cruza música, imagem e performance.

É desse encontro de trajetórias que nasce “CAZA PRIMAVERA”, um disco que habita o espaço entre contenção e libertação, explorando a tensão entre pertença e deslocação. Gravado na primavera, o álbum reflete a tentativa de transformar experiências pessoais turbulentas em algo em flor - não como exercício de género musical, mas como um gesto humano de criação coletiva.

Com “September”, NÃOBODY revelam a primeira peça desse universo. Um ponto de partida para um projeto que se constrói no cruzamento entre culturas, línguas e geografias, e que reflete uma nova geração de artistas que escolheu Portugal não como pausa, mas como lugar para criar e permanecer.

sexta-feira, 20 de março de 2026

MXGPU LANÇA SUDDEN LIGHT (DELUXE)





















A edição deluxe expande o álbum original de 11 faixas com faixas adicionais, distribuídas por dois volumes.

MXGPU é a fusão de duas forças criativas, Moullinex e GPU Panic, com a sua colaboração enraizada em Lisboa, Portugal. O duo trabalha em conjunto há vários anos, tendo inicialmente unido as suas mentes criativas em Inner Child, um tema cujas cores e produção estabeleceram na perfeição as bases para tudo o que viria a seguir. O seu álbum de estreia, Sudden Light, lançado pela sua editora Discotexas, marca um momento decisivo na história de MXGPU.

No coração da pista de dança, apresentam um espetáculo live 360° transformador que esbate as fronteiras entre palco e público, incorporando a sua estrutura triangular para cativar plateias esgotadas por toda a Europa, Ásia, América do Norte e América do Sul. Sudden Light (Deluxe) reflete esta energia colaborativa, fundindo as influências do duo num álbum simultaneamente introspectivo e expansivo.

A edição deluxe expande o álbum original de 11 faixas com 14 novas músicas adicionais, divididas em dois volumes. O primeiro volume incorpora o som característico do duo, desde momentos suaves e soul até picos de energia luminosa, evoluindo a cada audição e revelando novas camadas ao longo do tempo.

O segundo volume abre com dois novos originais de MXGPU, “melt” e “dadada”. Tendo feito parte exclusivamente do espetáculo ao vivo do duo, “melt” estreou-se na BBC Radio 1 durante o evento Europe's Biggest Gig, transmitido em direto para seis países. O Volume Dois inclui ainda “see me burn (again)” e “luz (súbita)”, ambos captados no filme-concerto Live Over Lisbon, um dos momentos de destaque da trajetória do duo.

A lista completa de remixes inclui David Bay, Xinobi, JOPLYN, Beiramar, Sam Shure, DJ Ride, Santiago Garcia, Holly, Gaszia e AFFKT, com contribuições anteriores de Patrice Bäumel. O lançamento conta ainda com o apoio de nomes influentes como &ME, Adam Port, Damian Lazarus e Rüfüs Du Sol.

Atualmente em digressão mundial, o espetáculo live 360° de MXGPU, apresentado no meio do público, tem hipnotizado multidões por todo o mundo. Com presenças confirmadas em festivais como Mayan Warrior, Primavera Sound e Tomorrowland, os fãs podem esperar uma experiência sonora completa que capta a essência do álbum e destaca a química musical única do duo.

MXGPU – Sudden Light (Deluxe) pela Discotexas, já está disponível em todas as plataformas!

BRISA APRESENTA NOVO SINGLE





















Fotografia de Joana Cherries.

Depois de “Trovoada", que integra a banda sonora da novela Páginas da Vida da SIC, Brisa revela “Deserto”, o novo single que chega hoje às plataformas digitais e aprofunda o universo emocional e conceptual da artista.

Em “Deserto”, Brisa recorre às imagens contrastantes do mar e do deserto para explorar a imensidão de sentimentos que muitas vezes permanecem reprimidos. Se “Trovoada” representava a tempestade necessária para libertar tudo aquilo que permanece guardado, “Deserto” surge como o momento seguinte: o vazio que fica depois da explosão emocional, mas também o espaço onde se pode reconstruir e aceitar todas as versões de nós próprios.

Com música de Brisa e Diogo Guerra, letra da própria artista e produção assinada por Guerra, o novo tema constrói-se como uma narrativa sonora em crescendo. A canção começa de forma contida, quase introspectiva, introduzindo os sentimentos que se escondem por baixo da superfície. À medida que a música cresce, a intensidade acumula-se até atingir um clímax catártico que marca a decisão de aceitar e vestir com orgulho todas as versões de si própria: o bom e o mau, a alegria e a dor, o amor e a revolta.

A voz de Brisa volta a encontrar a produção de Guerra, numa colaboração que reforça a identidade sonora da artista e amplia o alcance emocional da canção. O resultado é uma experiência musical libertadora e empoderadora.

Este novo lançamento surge depois da renovada atenção dada a “Trovoada”, single lançado a 9 de maio de 2025 e recentemente apresentado numa versão acústica especial para assinalar a escolha da canção como parte da banda sonora da novela Páginas da Vida. O tema marcou um momento importante no percurso artístico de Brisa, afirmando-se como uma poderosa catarse emocional.

Conhecida pela sua escrita honesta e profundamente melódica, Brisa tem vindo a conquistar o público português com um universo artístico que dialoga diretamente com as emoções humanas. Essa abordagem ganhou forma no seu EP de estreia CASULO, um percurso conceptual que atravessa o caos interior, a introspeção e a transformação, com temas como “Nuvem”, “Férias de Mim”, “Outro Mar” e “Metamorfose”.

Além da sua carreira a solo, Brisa tem também vindo a afirmar-se como compositora, tendo sido coautora da canção que alcançou o segundo lugar no Festival da Canção 2023, consolidando o seu lugar entre as vozes mais promissoras da nova música portuguesa.

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