O Festival Tremor anuncia as últimas confirmações do programa e o alinhamento completo da sua próxima edição, que acontece entre os dias 24 e 28 de março, na ilha de São Miguel, Açores. Aos nomes já conhecidos juntam-se agora Amijas, Angine de Poitrine, Arsenal Mikebe feat. HHY, BETIX, Cate Le Bon, João Freitas, Heinali & Andriana-Yaroslava Saienko apresentam “Гільдеґарда (Hildegard)”, Maki, Mariana Lopes, Neuza Furtado e Tomás Sampaio + Marta Tavares, bem como um conjunto de residências de criação que reforçam a dimensão experimental e colaborativa do festival: Som Sim Zero + músicos de heavy metal dos Açores; Orquestra Modular Açoriana feat. Water Damage; Ínsula; e as propostas de Vera Morais e Curro Rodríguez para o Tremor Todo-o-Terreno.
Com este anúncio, ficam também disponíveis os bilhetes de fim-de-semana, que dão acesso às atividades de sexta-feira e sábado (27 e 28 de março), no Coliseu Micaelense e Portas do Mar. Os bilhetes estão à venda em 3cket.com pelo valor de €45 euros (+ taxas).
Entre os novos destaques do alinhamento estão Amijas, coletivo nascido em Braga que cruza rock fluido, instrumentos de sopro, texturas electrónicas e a tensão de duas vozes; Angine de Poitrine, banda do Québec conhecida pelo seu rock assimétrico e dissonante, marcado por grooves pulsantes e guitarras microtonais; Arsenal Mikebe, ensemble ugandês que transforma práticas rítmicas tradicionais em paisagens hipnóticas de grande intensidade acústica, aqui com participação especial de Jonathan Saldanha (HHY); BETIX, artista açoriana que apresenta um techno hipnótico em formato “live-act”, com criação em tempo real e uso ritualístico da voz; Cate Le Bon, artista e produtora galesa cuja obra explora o som como matéria emocional entre abstração e forma; Heinali & Andriana-Yaroslava Saienko, que apresentam “Гільдеґарда (Hildegard)”, uma reinterpretação da música medieval de Hildegard von Bingen através do encontro entre canto tradicional ucraniano e síntese modular; e Maki, DJ de sets enérgicos e guiados pelos graves, onde convergem influências brasileiras, hip hop e sonoridades do Reino Unido.
O festival aprofunda, este ano, a sua parceria com a Rádio Vaivém, rádio comunitária online açoriana, através de um showcase de quatro artistas emergentes, a abordagem rítmica e instrumental de João Freitas, a escrita íntima e sensível de Neuza Furtado e o diálogo entre memória, tradição e modernidade proposto por Tomás Sampaio e Marta Tavares. Esta parceria irá ainda propor a criação de uma rádio temporária, com emissões regulares durante o festival, a serem ocupadas por propostas recolhidas através de convocatória aberta. Neste programa de rádio integra-se ainda “E temos o povo”, uma sessão de escuta coletiva que revive as fitas originais da Rádio Renascença com os sons do dia 25 de Abril de 1974.
A programação do Tremor integra também duas exposições que aprofundam o diálogo entre arte, território e comunidade. A primeira resulta de uma parceria com o Centro Cultural da Caloura; a segunda - “cromofilia : apetece uma casa cor-de-rosa” - é uma proposta de Mariana Lopes que parte do trabalho de recolha de imagens que a fotógrafa fez para a criação da imagem gráfica do festival deste ano.
No plano das residências artísticas, nova criação do coletivo Som Sim Zero (ondamarela + Associação de Surdos de São Miguel) desta feita de mãos dadas com músicos de heavy metal dos Açores; a performance duracional da Orquestra Modular Açoriana será, este ano, orientada pelo coletivo americano Water Damage; e estreia-se Ínsula, uma performance desenvolvida no âmbito do projeto Ciclo deste ano, com pessoas residentes nos Açores.
Uma nota ainda sobre o ciclo de conversas (Ponto de Escuta) que dá voz aos artistas participantes e às temáticas presentes nas suas pesquisas e propostas, com especial foco no poder coletivo de criar, fazer acontecer e de definir lugares através das práticas culturais e artísticas.
Com este fecho de programa, o Tremor volta a afirmar-se como um festival que cruza música, criação artística, pensamento crítico e experimentação, reunindo um alinhamento que inclui também Abdullah Miniawy, Angry Blackmen, ASCA, aya, Buried by Lava, Candy Diaz, CLUB C.C.C., Coletivo Plugg, DJ Travella, Engengroaldenga, Escola de Música de Rabo de Peixe + Itiberê Zwarg Falcona, Housepainters, Jup do Bairro, La Familia Gitana, Maria Carolina, Matías Aguayo, Mix`Elle, MONCHMONCH, NTK, Pedrinho Xalé, The Bug + Warrior Queen, Use Knife, Vaiapraia, Water Damage e Yerai Cortés.

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