Ponho a rodar o primeiro disco a solo de Margarida Pinto, a voz inconfundível dos Coldfinger. Pego no meu bloco de notas. Tiro apontamentos. Rabisco ideias.
Em “Apontamento” Margarida Pinto, mostra-se aqui e ali diferente da Margarida que conhecemos dos Coldfinger. Este disco tem muito mais da sua alma. Mostra o seu lado mais acústico.
Aqui as palavras são todas ditas em português. De Fernando Pessoa, A João Pedro Coimbra, passando por Miguel Cardona e claro pela própria Margarida. Aqui as palavras são metade dos temas. Foram aqui postas para fazer sentido, para serem música.
Pelo ar ouvem-se sons pop, melodias a beberem do jazz tragos fortes e notas trip-hop ou mesmo hip-hop. Este é um disco de várias cores.
“Apontamento” inicia-se em tom de festa, com quatro temas onde a pop reina. Depois mergulha numa nostalgia de fim de tarde, com luzes vermelhas a pintarem o ambiente. Por entre copos de solidão escutam-se melodias umas vezes de fraseado jazzy outras onde a bateria marca um ritmo mais trip-hop. “Eu Queria Ser Musico”, fala do jazz. Tem o saxofone de Gui. Corta-nos a respiração. Afinal ainda se escrevem temas assim… ”Aviso-te”, mergulha no hip-hop (sem ser hip-hop), com a ajuda de Pac Man. Traz ao de cima tudo aquilo que não esperávamos ouvir neste disco. E bolas, fica aqui tão bem! Depois, voltamos a arrebitar a alma, com um conjunto de músicas alegres e descontraídas. O pop cruza-se com o jazz e mistura-se com pequenas pitadas de electrónica. O piano sempre pronto a contar histórias. Em "Estranhos à Mesa” não são estranhos os ritmos vindos do Brasil. Para o fim Margarida guarda dois trunfos. Saímos em ritmo mais lento. A fechar a porta, “Ficar (Canção de Embalar)”. O encanto de ser mãe. Mariana vive por entre as notas de um piano. Margarida deixa a nossa alma feita em fanicos.
É assim “Apontamento,” um disco maior. Feito com encantamento. Que nos encanta de várias maneiras. Que mistura sons e nos mistura os sentidos.
“Apontamento” tem uma estrela que brilha. Chama-se Margarida Pinto. É uma estrela maior, que nos revela todo o seu interior.
Bom, isto foram apenas apontamentos. Melhor mesmo é ouvir “Apontamento”.
Nuno Ávila
Em “Apontamento” Margarida Pinto, mostra-se aqui e ali diferente da Margarida que conhecemos dos Coldfinger. Este disco tem muito mais da sua alma. Mostra o seu lado mais acústico.
Aqui as palavras são todas ditas em português. De Fernando Pessoa, A João Pedro Coimbra, passando por Miguel Cardona e claro pela própria Margarida. Aqui as palavras são metade dos temas. Foram aqui postas para fazer sentido, para serem música.
Pelo ar ouvem-se sons pop, melodias a beberem do jazz tragos fortes e notas trip-hop ou mesmo hip-hop. Este é um disco de várias cores.
“Apontamento” inicia-se em tom de festa, com quatro temas onde a pop reina. Depois mergulha numa nostalgia de fim de tarde, com luzes vermelhas a pintarem o ambiente. Por entre copos de solidão escutam-se melodias umas vezes de fraseado jazzy outras onde a bateria marca um ritmo mais trip-hop. “Eu Queria Ser Musico”, fala do jazz. Tem o saxofone de Gui. Corta-nos a respiração. Afinal ainda se escrevem temas assim… ”Aviso-te”, mergulha no hip-hop (sem ser hip-hop), com a ajuda de Pac Man. Traz ao de cima tudo aquilo que não esperávamos ouvir neste disco. E bolas, fica aqui tão bem! Depois, voltamos a arrebitar a alma, com um conjunto de músicas alegres e descontraídas. O pop cruza-se com o jazz e mistura-se com pequenas pitadas de electrónica. O piano sempre pronto a contar histórias. Em "Estranhos à Mesa” não são estranhos os ritmos vindos do Brasil. Para o fim Margarida guarda dois trunfos. Saímos em ritmo mais lento. A fechar a porta, “Ficar (Canção de Embalar)”. O encanto de ser mãe. Mariana vive por entre as notas de um piano. Margarida deixa a nossa alma feita em fanicos.
É assim “Apontamento,” um disco maior. Feito com encantamento. Que nos encanta de várias maneiras. Que mistura sons e nos mistura os sentidos.
“Apontamento” tem uma estrela que brilha. Chama-se Margarida Pinto. É uma estrela maior, que nos revela todo o seu interior.
Bom, isto foram apenas apontamentos. Melhor mesmo é ouvir “Apontamento”.
Nuno Ávila
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