segunda-feira, 9 de outubro de 2006

O SOM AMARELO


António Chaparreiro


DER GELBE KLANG
O Som Amarelo

Moseu do Chiado
Museu Nacional de Arte Contemporânea
Rua Serpa Pinto, 4 Lisboa
Produção: Granular (apoio Museu do Chiado)

De Março a Outubro de 2006
Bilhetes: 5 euros (2,5 euros para Restart, CEM,Sociedade Guilherme Cossoul; grátis para associados Granular)

CADÁVER ESQUISITO

11 de Outubro
19:00
Sala Polivalente

Bruno Parrinha
Genoveva Faísca
Manuel Guimarães
António Chaparreiro

Colagens de elementos contraditórios e exploração das operações do inconsciente, mesmo quando o resultado foge à racionalidade e o non-sense domina. O surrealismo finalmente transladado para a música. Músicos cubistas, Parrinha, Faísca, Guimarães e Chaparreiro procuram um sentido escondido onde este não existe, mesmo que seja umrelógio a escorrer pela encosta.

Os clarinetes soprano e alto de Bruno Parrinha têm os olhos do mesmo lado da cabeça, como os touros picassianos, sendo um o jazz e o outro a improvisação experimental. Genoveva Faísca é uma concretista da voz que procura espremer a universalidade da alma portuguesa, mesmo que esta tenha a forma de um grito ou de um lamento quase inaudível. O teclista Manuel Guimarães é o exemplo acabado do músico inquieto e sempre à procura de algo que possa ser "posicionista situacionista dimensionista libertário", para utilizar os adjectivos com que um dos muitos projectos em que participa (Guímara Cenúsica) é apresentado. António Chaparreiro, o ideólogo de "A Ordem dos Contrários" (álbum quádruplo em que as mesmas gravações separadas de três guitarristas são conjugadas em três diferentes duos e um trio final, com o que é igual a metamorfosear-se em algo de diferente) gosta de armadilhar o conceito com aprática e a prática com o conceito.

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