A sustentação dos Tons
O Tiago Sousa tem novo disco, disco maravilhoso que tem despoletado um certo movimento novo de reconhecimento crítico mais amplo do seu trabalho; não nos surpreende esse reconhecimento, que é há muito devido, mas talvez surpreenda o timing. Porquê agora? Porquê com este disco? É maravilhoso, como maravilhosa é já pelo menos uma dezena de lançamentos na sua discografia. Talvez o segredo esteja no nome: “Sustained Tones” - a sustentada insistência no deslumbramento dos tons, a subtil humildade de mergulhar e aceitar o que a música pede do autor e não a tentativa sempre frustrante de a submeter à premeditação. O fazer música como acto de submissão existencial, a redução da ilusão do controlo ao acto mais essencial de guiar, conduzir, deixar acontecer. O Tiago tornou-se um mestre, tem vindo a tornar-se um mestre. Que incrível é estarmos ao seu lado já há quase duas décadas, a ver tanto caminho desbravado assim de perto.
A micro-residência tekhnē no OUT.FEST 2025 em nova compilação
Quando, no ano passado, desafiámos o amigo e polímata barreirense André Neves a desempenhar o papel de anfitrião da micro-residência tekhnē que decorreu durante o OUT.FEST 2025, sabíamos que a escolha era certeira - pela generosidade, pela curiosidade genuína e pela sua forma muito barreirense de ser barreirense. O que não sabíamos - talvez no máximo desconfiássemos - é que os laços entre os jovens artistas que nos visitaram e o André fossem atar-se de forma tão forte, e que acabasse por sair imortalizada essa semana num lançamento discográfico, que o André, na sua generosidade, acaba de lançar através do seu selo Panama Papers. Vale a pena ouvir estas criações sónicas que têm o Barreiro como protagonista material e espiritual.
Quando, no ano passado, desafiámos o amigo e polímata barreirense André Neves a desempenhar o papel de anfitrião da micro-residência tekhnē que decorreu durante o OUT.FEST 2025, sabíamos que a escolha era certeira - pela generosidade, pela curiosidade genuína e pela sua forma muito barreirense de ser barreirense. O que não sabíamos - talvez no máximo desconfiássemos - é que os laços entre os jovens artistas que nos visitaram e o André fossem atar-se de forma tão forte, e que acabasse por sair imortalizada essa semana num lançamento discográfico, que o André, na sua generosidade, acaba de lançar através do seu selo Panama Papers. Vale a pena ouvir estas criações sónicas que têm o Barreiro como protagonista material e espiritual.
sa
ra ao vivo na Noite da Raposa XI É sempre uma felicidade ver lançados para o Mundo concertos que organizámos. O mais recente é o de sa
ra na última Noite da Raposa, no passado julho na ADAO, sobre o qual escrevemos, na altura, que “partilha o seu mundo de colagens de samples e gravações pessoais, onde beats inspirados pelo universo do hip-hop e do ciberespaço cruzam com um jogo de plasticidade sonora e textural”. Para ouvir aqui.A "cultura de direita"
Não há cultura de direita nem cultura de esquerda. A frase, no seu todo, faz sentido; mas também faz sentidos se partida em duas - sentidos diferentes claro está. As inenarráveis declarações de uma senhora eleita pelo voto popular na Assembleia Municipal de Lisboa podem até ser um mero episódio de psicose populista, de pequena sociopatia, de mais um pequeno triunfo dos odiosos, mas sabemos que são apenas um prenúncio de ventos que continuam a soprar cada vez mais fortes. E o que podemos fazer? Não ceder, continuar, dar importância ao que é importante, para que estejamos suficientemente investidos quando quiserem vir fechar-nos as portas e janelas que vamos atravessando para os mundos mais complexos e livres que só a Arte nos pode abrir.
A nossa total solidariedade para com a EGEAC e em particular o Teatro do Bairro Alto, uma estrutura importante e de trabalho tão meritório - consultem aqui o seu programa para os próximos tempos: não ceder, continuar, dar importância ao que é importante.
Não há cultura de direita nem cultura de esquerda. A frase, no seu todo, faz sentido; mas também faz sentidos se partida em duas - sentidos diferentes claro está. As inenarráveis declarações de uma senhora eleita pelo voto popular na Assembleia Municipal de Lisboa podem até ser um mero episódio de psicose populista, de pequena sociopatia, de mais um pequeno triunfo dos odiosos, mas sabemos que são apenas um prenúncio de ventos que continuam a soprar cada vez mais fortes. E o que podemos fazer? Não ceder, continuar, dar importância ao que é importante, para que estejamos suficientemente investidos quando quiserem vir fechar-nos as portas e janelas que vamos atravessando para os mundos mais complexos e livres que só a Arte nos pode abrir.
A nossa total solidariedade para com a EGEAC e em particular o Teatro do Bairro Alto, uma estrutura importante e de trabalho tão meritório - consultem aqui o seu programa para os próximos tempos: não ceder, continuar, dar importância ao que é importante.
O direito à cultura segura
Parte 2 do texto acima, de certa forma. Porque as declarações odiosas não são a primeira manifestação pública desta deriva populista em Portugal - a Acesso Cultura acaba de publicar um importante manual que dá resposta às questões O que está a acontecer?
O que fazer (antes, durante e depois)?
Quais os nossos direitos e deveres?
Que recursos estão ao nosso dispor?
Parte 2 do texto acima, de certa forma. Porque as declarações odiosas não são a primeira manifestação pública desta deriva populista em Portugal - a Acesso Cultura acaba de publicar um importante manual que dá resposta às questões O que está a acontecer?
O que fazer (antes, durante e depois)?
Quais os nossos direitos e deveres?
Que recursos estão ao nosso dispor?

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