
Menos de um ano depois de ter levado ao Centro Cultural de Belém, em Lisboa, um espectáculo de homenagem ao músico João Aguardela, a Associação Megafone traz agora novidades daquilo que então anunciou: a criação dos Prémios Megafone, que visam distinguir anualmente músicos e outras entidades cujas actividades contribuem para a vitalidade da música portuguesa de raiz tradicional.
O ESPECTÁCULO
A primeira edição dos Prémios Megafone tem, assim, encontro novamente marcado com o Centro Cultural de Belém (Pequeno Auditório) no dia 17 de Outubro de 2010. Na ocasião, é entregue o Prémio Megafone Música e o Prémio Megafone Missão. O primeiro acabará nas mãos de um projecto cuja música se inspira na tradição para inventar o futuro. O segundo servirá para destacar o papel de uma pessoa ou organização cujo trabalho não musical contribui para a saúde da música de inspiração tradicional.
O espectáculo marcado para o Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém conta com a actuação dos três nomeados ao Prémio Megafone Música e ainda de um convidado especialíssimo para uma rara apresentação ao vivo: ninguém menos do que Manuel Cruz, líder carismático de colectivos como os Ornatos Violeta, Pluto, Supernada e, mais recentemente, mentor do inspirado projecto Foge, Foge Bandido.
O JÚRI
Para a selecção dos nomeados entre os diversos inscritos - e consequente escolha dos premiados - contribuiu o júri reunido pela Associação Megafone, composto pelas seguintes personalidades: José Mariño (Director de programas da RDP), Luis Varatojo (Músico), Manuel Halpern (Jornalista do Jornal de Letras, Visão e Expresso), Pedro Gonçalves (Crítico de Música da Time Out), Ricardo Alexandre (Jornalista da RDP), Rui Lage (Escritor) e Sérgio Xavier (Radialista Rádio Universitária do Minho).
PRÉMIO MEGAFONE MÚSICA – OS NOMEADOS
Nomeados ao Prémio Megafone Música, e alistados a actuar na entrega dos prémios, estão os seguintes projectos:
Bandarra
O sexteto açoriano, cujos elementos vêm de muitas outras latitudes, estreou-se em 2010 com um álbum homónimo. Nele revelam a invulgar capacidade de cruzar matéria tradicional portuguesa com referências sacadas a mundos como o tango ou o ska num mundo por vezes pop. Podia ser só festa, mas os Bandarra são também gente dada a letras carregadas de intenção e ironia.
O sexteto açoriano, cujos elementos vêm de muitas outras latitudes, estreou-se em 2010 com um álbum homónimo. Nele revelam a invulgar capacidade de cruzar matéria tradicional portuguesa com referências sacadas a mundos como o tango ou o ska num mundo por vezes pop. Podia ser só festa, mas os Bandarra são também gente dada a letras carregadas de intenção e ironia.
Galandum Galundaina
Nascido em 1996, o quarteto transmontano serve-se do cancioneiro mirandês - e do seu delicioso dialecto - para fabricar música à qual já chamaram “música colossal portuguesa”. Os instrumentos tradicionais - das sanfonas às gaitas-de-foles, dos bombos aos adufes - são a matéria com que é feita uma riqueza carregada de futuro e espelhada em três álbuns de originais.
Nascido em 1996, o quarteto transmontano serve-se do cancioneiro mirandês - e do seu delicioso dialecto - para fabricar música à qual já chamaram “música colossal portuguesa”. Os instrumentos tradicionais - das sanfonas às gaitas-de-foles, dos bombos aos adufes - são a matéria com que é feita uma riqueza carregada de futuro e espelhada em três álbuns de originais.
O Experimentar Na M’Incomoda
Sem disco oficialmente editado, Pedro Lucas é um criador tão independente quanto surpreendente. Açoriano de inspiração, apoia-se na electrónica que se lhe oferece e na tremenda matéria tradicional que pesquisa, capta, edita e reutiliza. Burilando entre os Açores, Lisboa e Copenhaga, tem pronto um álbum que aplica samplers, sintetizadores e sequenciadores sobre trechos da tradição oral açoriana e vozes como a de Zeca Medeiros.
Sem disco oficialmente editado, Pedro Lucas é um criador tão independente quanto surpreendente. Açoriano de inspiração, apoia-se na electrónica que se lhe oferece e na tremenda matéria tradicional que pesquisa, capta, edita e reutiliza. Burilando entre os Açores, Lisboa e Copenhaga, tem pronto um álbum que aplica samplers, sintetizadores e sequenciadores sobre trechos da tradição oral açoriana e vozes como a de Zeca Medeiros.
PRÉMIO MEGAFONE MISSÃO – A revelar no espectáculo.
OS PRÉMIOS
À Associação Megafone interessa, acima de tudo, dar estímulos e visibilidade a quem dedicadamente trabalha no âmbito da tradição musical portuguesa. Daí que o Prémio Megafone Música não tenha uma dimensão financeira, sendo antes resultado de uma série de iniciativas e parcerias que levarão tanto o vencedor como os restantes nomeados ao contacto com um público cada vez maior.
O Prémio Megafone Música tem, para todos os nomeados, uma primeira dimensão de divulgação que resulta da associação da Fnac aos Prémios. Inclui, nesse sentido, uma série de: um showcase nas lojas Fnac Chiado, Colombo e Almada; destaque na Agenda Cultural Fnac; destaque nos cartazes e plasmas das lojas em questão; destaque no site culturafnac; presença nas newsletters enviadas para a imprensa especializada e para clientes Fnac; exposição dos seus discos com destaque “Prémio Megafone / João Aguardela” na secção de música portuguesa; destaque em anúncio da Agenda Cultural Fnac no suplemento Ípsilon do Público.
Além da presença no universo Fnac, os nomeados para o Prémio Megafone Música beneficiarão de uma oferta da Music2Mobile, uma empresa nacional emergente. Concretamente, os projectos terão acesso privilegiado à distribuição da sua música para telemóvel, mercado habitualmente inacessível a artistas independentes ou de editoras de pequena dimensão.
O artista ou grupo vencedor recebe igualmente um prémio na vertente de Imagem. Trata-se, em conluio com a Restart, da produção integral de um vídeo de um dos seus temas.
Quanto ao troféu físico e simbólico, que qualquer cerimónia de prémios que se preze deve ter, os Prémios Megafone têm para os vencedores – Música e Missão – um objecto inédito, raro e limitadíssimo. Nada menos do que um LP em vinil, fabricado para a ocasião, que compila cerca de uma dezena de temas representativos de João Aguardela enquanto mentor do projecto Megafone.
O MEGAFONE COMPILADO
Para assinalar a primeira edição dos Prémios Megafone, mas sobretudo para levar a mais pessoas a obra musical do Megafone, os quatro discos gravados por João Aguardela sob essa designação serão pela primeira vez reunidos. A caixa com essa Obra Completa – Megafone I a Megafone IV – é uma edição exclusiva da Fnac e limitada a 500 exemplares.
1 comentário:
Parece-me um bocado suspeita a selecção dos nomeados para o prémio música. Os Galandum Galundaina conseguem os objectivos necessários à atribuição do prémio. Quanto aos outros 2 projectos, não estou a ver a sua relevância para a música portuguesa ou o que tenham sequer a ver com música tradicional portuguesa. Não é por se cantar em português que se pensa que se faz música de raíz portuguesa nem é por se misturar umas letras em português com ritmos ska que se pode dizer que se reiventa a tradição.
Isto não é de admirar, num concurso em só há um músico no júri e que acha que por dar uns toques de guitarra portuguesa, pois não domina o instrumento ao contrário de grandes mestres da guitarra como Pedro Caldeira Cabral ou Ricardo Rocha, já se acha capaz de avaliar projectos de música portuguesa.
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