Depois da estreia do single “LIVRE”, Alex D’Alva revela “MINA (F.O.Q.Q.)”, o novo tema integrado no EP LIVRE, com lançamento marcado para 4 de fevereiro. “MINA (F.O.Q.Q.)” é a primeira faixa da lista de temas e funciona como porta de entrada para o universo do disco, num gesto de abertura que convida à presença.
“MINA (F.O.Q.Q.)” nasce de uma memória de pista. Um espaço onde a música é intensa, a energia é viva e a dança acontece como extensão natural do corpo. Corpos que não dançam para serem vistos, mas sim para existirem. Esse impulso atravessa a música: batidas eletrónicas de pulsação intensa, combinadas com tambores de raiz africana e ecos do baile funk brasileiro, sustentam uma interpretação vocal etérea que flutua sobre sintetizadores de carácter contemplativo.
A canção abre com o som de um órgão, pensado como uma espécie de “sintetizador primordial”, evocando uma dimensão quase ritual, como quem entra num espaço de comunhão com o som. A partir daí, os elementos digitais expandem-se e desenham um cenário infinito, depurado e quase suspenso no ar. Esta atmosfera ecoa também a identidade visual do projeto, que vive de fundos infinitos, onde o espaço parece desaparecer.
O single conta com produção adicional de Choro, que ajudou a ampliar a paleta sonora do tema e a esculpir com rigor a profundidade das frequências graves, a clareza tímbrica e a dimensão espacial da mistura.
“MINA (F.O.Q.Q.)” é acompanhada por um videoclipe realizado por João Descalço, que também assinou a realização do vídeo de “LIVRE” e do vídeo de apresentação do EP. O conceito parte de um gesto simples e essencial: quatro intérpretes de disciplinas de movimento distintas são convidados a responder à música com o corpo, sem coreografia e sem guião, apenas presença.
Participam no vídeo artistas como: Manuela Marques, figura essencial na exploração contemporânea do movimento e da dramaturgia corporal, cuja orientação marcou etapas importantes do percurso criativo de D’Alva; Gio Lourenço, ator e criador cujo trabalho cruza memória, presença e fisicalidade como linguagem artística; David J. Amado, realizador, coreógrafo e bailarino, com uma visão cinematográfica profunda sobre os corpos e as suas narrativas; Sun Lee, performer ligada à cultura de clube, onde o gesto em movimento encontra energia, mistério e graça.
São quatro corpos e quatro formas de pensar com o corpo. São quatro artistas que não apenas dançam, existem em movimento. E é essa existência dançada que o videoclipe honra.
Nas palavras de Alex D’Alva:
“MINA é a minha carta de amor ao Planeta Manas e a outros espaços como a Outra Cena que lutam para manter a club culture viva no nosso país.”
LIVRE é um projeto onde a eletrónica se encontra com a delicadeza da canção e com a poesia do movimento. Um território onde a música fala com subtileza, beleza e verdade. Durante estes quase quatro minutos, talvez seja possível respirar profundamente, reconhecer-se, dançar e encontrar um lugar para estar, mesmo quando o mundo lá fora parece duro demais.
Um projeto com apoio SPA e GDA.
Recentemente foi anunciada a digressão LIVRE x BRUTA, um conjunto de datas em colaboração com Rita Onofre de apresentação do EP LIVRE e o próximo LP da artista, BRUTA. Esta tour passa por cidades como Lisboa, Coimbra, Porto, Chaves, Leiria e Évora, já a partir de 26 de março.
SOBRE ALEX D´ALVA:
Alex D’Alva Teixeira (Luanda, 1990) é músico, compositor e DJ luso-brasileiro ligado à Moita do Ribatejo, onde deu os primeiros passos na música.
A projeção nacional chega em 2012 com o EP Não É Um Projecto (produzido por Ben Monteiro), ponto de partida dos D’ALVA. Com #batequebate (NOS Discos, 2014), a banda atua em diversos festivais como NOS Alive e Super Bock Super Rock e entra em forte rotação na Antena 3. Em 2018, Maus Êxitos estreia-se no n.º 1 do iTunes; o single «Verdade Sem Consequência» lidera o Top A3-30 durante nove semanas. Em 2022 funda, com Ricardo Martins, o duo Algumacena e, no final do ano, edita SOMOS, terceiro álbum dos D’ALVA, com participações de Isaura, Joana Espadinha, Primeira Dama, Ana Cláudia e Cláudia Pascoal.
Como autor, participa no Festival da Canção em 2019 («Inércia», Ana Cláudia) e regressa como convidado do programa da RTP em 2020, 2021 e 2024. Assina co-autoria de canções de artistas como Miguel Ângelo, Virgul e Ana Bacalhau.
Colabora com Grada Kilomba em Opera to a Black Venus (Museu Reina Sofía) e O Barco / The Boat (MAAT, Kunsthalle Baden-Baden, Somerset House/A-54, Instituto Inhotim).
No teatro, dirige a componente musical de Bravo, 2023! (Teatro Praga), integra Fazer Uma Canção e, em 2025, Audição.
Como DJ, passou por eventos e clubes de referência, do Ageas Cool Jazz e ModaLisboa ao Planeta Manas e Lux Frágil.

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