Depois de "El Saif" e "Além" os Summer Of Hate regressam agora com o seu terceiro single que dá nome ao segundo disco e que representa uma fusão perfeita entre ambas as sonoridades dos dois primeiros singles, que representam diferentes lados deste álbum duplo, “Blood” e “Honey”.
"Blood & Honey" apresenta um crescendo meditativo que poderia ter sido escrito pelos Black Rebel Motorcycle Club se tivessem dado uma volta de mota pela Índia. O blues é subliminar e transporta-nos a flutuar pelo éter até uma explosão de guitarra como não se ouvia desde os dois primeiros álbuns dos Radiohead. É o shoegaze utilizado para efeito dramático que conta a história de querer morrer com a pessoa amada. A partir daí a canção que mergulha na psicose, através de ritmos marcantes e circulares, com uma linha de baixo inquieta, e regressa, com todo o impacto, para morrer mais uma vez.
"Blood & Honey" sai hoje acompanhada de um vídeo realizado por Pedro M. Afonso do coletivo ‘A Small Good Thing’, que coloca a banda num loop infernal, influenciado quer pelo cinema grindhouse, e que também serve como tributo a David Lynch no “Lost Highway”, que promete deixar-nos com vontade de fazer uma viagem de carro com os Summer of Hate (ou não).
Summer of Hate (S º H, SOH), é uma banda de shoegazing do Porto, criada por João Martins (Direção Musical, Compositor, Guitarra, Backing Vocals) com Laura Calado (Compositora, Voz, Letra), Pedro Lopes (Bateria) e Fábio Pereira (Baixo) e mais dois guitarristas Xavier Valente e Ricardo Fonseca (Ramos Chiller).
A sua sonoridade está enraizada no shoegaze e na música psicadélica com influências no rock e na pop dos anos 60, quer no seu revivalismo nos 80s (Echo & the Bunnymen, The Church, The Jesus and Mary Chain, Spacemen3), no post-punk, no noise rock, na global music e na música clássica e folk médio-orientais.
Desde do seu início, a banda tocou extensivamente de norte a sul do país, desde venues como o Maus Hábitos, o Sabotage e a ZdB, a festivais como o Basqueiral, Black Bass-Évora, Meda+, Reverence Valada partilhando os palcos como com artistas nacionais e internacionais como os The Damned, Fat White Family, Brian Jonestown Massacre, Acid Tongue, The Japanese Girl, Ana Deus, 10.000 Russos, Pale Blue Eyes, Máquina., Hetta, Conferência Inferno, Solar Corona etc. Os seus temas têm sido transmitidos em rádios nacionais como a SBSR e Antena3, como em algumas rádios no Reino Unido.
Com o formato “big band” em 2019, lançam um disco ao vivo de música semi-improvisada gravado no Ferro Bar, que serviria de maquete para o seu disco de estreia Love is Dead! Long Live Love! de 2022, gravado pelo Marco Lima (Sulfur Giant, The Weatherman) no Hertzcontrol Studios e lançado com o apoio da GDA.
Também com o apoio da GDA chega agora o segundo disco da banda Blood & Honey, dividido em duas partes: o lado Blood foi gravado no Haus e misturado por Thomas Attar (AlQasar) e o lado Honey foi gravado e misturado por Rafael Silva (Fugly, Miami Flu) nos Estúdios Cisma (CCStop) com masterização por Steve Kitch. Vai ser lançado no dia 30 de Janeiro de 2026 com o selo da editora americana Tee Pee Records.

Sem comentários:
Enviar um comentário