© Dolores
“Olheiras” é o álbum de estreia de João Mesquita, mais do que um conjunto de canções, o disco assume-se como um retrato emocional direto, sem filtros. Aqui, a música nasce da urgência de sentir, uma tradução imediata de estados de espírito que ligam o presente a reflexões sobre o passado.
Ao contrário de uma escrita assente em metáforas ou histórias lineares, João Mesquita aborda a composição como um exercício de honestidade. As letras não procuram explicar nem organizar o que se sente, procuram, antes, capturar a intensidade do momento, mesmo quando essa intensidade é contraditória, autocentrada ou desconfortável. É nessa vulnerabilidade que “Olheiras” encontra a sua força.
O nome “Olheiras” surge por três razões centrais: por serem uma característica física sua, cada vez mais evidente, por simbolizarem maturidade, e por representarem a soma de todo o trabalho, desgaste e carga emocional investidos neste disco. São marca, consequência e memória.
Musicalmente, estamos perante um álbum de rock, no seu núcleo mais emocional e expressivo. João Mesquita procurou criar um disco envolvente e imediato, sem abdicar da sofisticação, das nuances e da complexidade que lhe trazem satisfação artística. O tom geral é mais sombrio, mas equilibrado por momentos de leveza e calor, que surgem de forma orgânica, quase como respiração entre tensões.
As canções percorrem emoções como solidão, saudade, raiva e ciúme, mas também êxtase, amizade, alegria e esperança. O objetivo não é conduzir o ouvinte, mas convidá-lo a permanecer nesse espaço emocional ambíguo, vulnerável, mas nunca desprovido de luz.
As influências que atravessam o disco são vastas e assumidas, organizando-se em três grandes universos: música clássica e bandas sonoras, pop mainstream e MPB. Instrumentalmente, “Olheiras” assenta numa formação clássica de guitarras, teclados, baixo, bateria e voz. Algumas faixas expandem-se para instrumentação orquestral, enquanto outras recorrem apenas a secções de metais ou cordas, criando diferentes densidades ao longo do disco. À medida que o processo criativo avançou, os sintetizadores foram ganhando um papel cada vez mais relevante, especialmente nas faixas finais.
Este foi o primeiro projeto produzido por João Mesquita, uma verdadeira jornada de autodescoberta artística. O processo permitiu-lhe aprofundar conhecimentos de produção musical, gravação e orquestração, contando com a participação de mais de 20 músicos, coprodução de João Borsch e o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores.
“Olheiras” será apresentado ao vivo em dois concertos, com estreia marcada para o dia 13 de março, na B.O.T.A., em Lisboa, seguindo depois para o Porto, no dia 14 de março, com um concerto no RCA, onde o artista levará ao palco o universo emocional e sonoro do seu álbum de estreia. Bilhetes disponíveis em BOTAANJOS.PT e BOL.PT.
Ao contrário de uma escrita assente em metáforas ou histórias lineares, João Mesquita aborda a composição como um exercício de honestidade. As letras não procuram explicar nem organizar o que se sente, procuram, antes, capturar a intensidade do momento, mesmo quando essa intensidade é contraditória, autocentrada ou desconfortável. É nessa vulnerabilidade que “Olheiras” encontra a sua força.
O nome “Olheiras” surge por três razões centrais: por serem uma característica física sua, cada vez mais evidente, por simbolizarem maturidade, e por representarem a soma de todo o trabalho, desgaste e carga emocional investidos neste disco. São marca, consequência e memória.
Musicalmente, estamos perante um álbum de rock, no seu núcleo mais emocional e expressivo. João Mesquita procurou criar um disco envolvente e imediato, sem abdicar da sofisticação, das nuances e da complexidade que lhe trazem satisfação artística. O tom geral é mais sombrio, mas equilibrado por momentos de leveza e calor, que surgem de forma orgânica, quase como respiração entre tensões.
As canções percorrem emoções como solidão, saudade, raiva e ciúme, mas também êxtase, amizade, alegria e esperança. O objetivo não é conduzir o ouvinte, mas convidá-lo a permanecer nesse espaço emocional ambíguo, vulnerável, mas nunca desprovido de luz.
As influências que atravessam o disco são vastas e assumidas, organizando-se em três grandes universos: música clássica e bandas sonoras, pop mainstream e MPB. Instrumentalmente, “Olheiras” assenta numa formação clássica de guitarras, teclados, baixo, bateria e voz. Algumas faixas expandem-se para instrumentação orquestral, enquanto outras recorrem apenas a secções de metais ou cordas, criando diferentes densidades ao longo do disco. À medida que o processo criativo avançou, os sintetizadores foram ganhando um papel cada vez mais relevante, especialmente nas faixas finais.
Este foi o primeiro projeto produzido por João Mesquita, uma verdadeira jornada de autodescoberta artística. O processo permitiu-lhe aprofundar conhecimentos de produção musical, gravação e orquestração, contando com a participação de mais de 20 músicos, coprodução de João Borsch e o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores.
“Olheiras” será apresentado ao vivo em dois concertos, com estreia marcada para o dia 13 de março, na B.O.T.A., em Lisboa, seguindo depois para o Porto, no dia 14 de março, com um concerto no RCA, onde o artista levará ao palco o universo emocional e sonoro do seu álbum de estreia. Bilhetes disponíveis em BOTAANJOS.PT e BOL.PT.

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