Lisboa - 14 de março - Coliseu dos Recreios
Dez anos depois de ter iniciado uma das caminhadas mais impactantes do panorama musical urbano, Holly Hood apresenta o seu novo álbum: “Opressionismo”. Mais do que um disco, o projeto é o fecho de uma trilogia documental, um exercício de "Boyhood", aplicado ao rap, que solidifica David como um dos artistas mais transversais e detalhistas da sua geração.
A carreira a solo de Holly Hood nasceu num Portugal de contrastes: entre a Web Summit e a Geringonça, entre os táxis e a chegada da Uber. Enquanto o país mudava, o "dread de Unhos" mantinha-se fiel ao seu local, provando que não era preciso sair da Linha da Azambuja para chegar à linha da frente. Desde o impacto de "Cobras e Ratazanas" e "Fácil", a obra de Holly Hood tem servido como um passaporte temporal para o público. “Opressionismo” surge agora como a resposta ao desafio da intemporalidade, evitando o "bafiento" e focando-se num presente que pressagia o futuro.
Em 2026, num mercado saturado de fórmulas repetitivas, o “Opressionismo” define-se como um perfume novo que subjuga o vulgar e o óbvio. É um projeto de quem escolheu criar tendências em vez de as seguir, mantendo o "jiu-jitsu na caneta" que o caracteriza desde o primeiro dia.
"Opressionismo é um aroma para quem está cansado de mais do mesmo. Num meio que prioriza o vazio, Holly Hood oferece peso e intenção." O novo disco já pode ser ouvido em todas plataformas de streaming e o single "Amazónia" conta também com um vídeo que já está disponível no canal da Superbad.

Sem comentários:
Enviar um comentário