Sónia Trópicos, produtora e DJ, nascida e criada na margem sul no dia da revolução dos cravos, anuncia a edição de novo EP. BABY DRAMA chega em março, mas para o antecipar é agora revelada a primeira canção.
“Sereia do Tejo” é uma dança testa-com-testa que narra uma chamada sem resposta feita através de um motorola. Perdida entre margens e linhas, sem sinal do outro lado, evoca uma frustração de silêncio pela falta de respostas. Um rio central onde tudo se cruza e se desencontra, suspensa na linha do seu telefone.
Esta canção vive e concretiza-se num estilo visual e sonoro que empresta muito da nostalgia e escapismo do movimento y2k, com vocais etéreos apoiados em synths e batidas melodramáticas entre o ambient electronica, apontamentos de edm e influências de kizomba, com mudanças de bpm que crescem no sentimento e acentuam a intensidade.
É o canto da sereia eletrónica e um bailado de uma ligação falhada, que se desespera, se reprime e repreende em busca de respostas através das suas nuances. Assim se canta, dança, sente e exprime na música portuguesa no quase apocalíptico 2026.
O EP BABY DRAMA, com data acertada para 13 de março, é um pequeno drama que ganha proporções de tragédia íntima — um turbilhão de emoções feito por uma baby que sente tudo demasiado. É a produção como veículo de espelho emocional, deixando que a música eletrónica chore, dance e deseje ao mesmo tempo.
Em breve serão anunciados novidades de BABY DRAMA, mais música nova e concertos ao vivo.
Sobre Sónia Trópicos:
Sónia Trópicos emerge na cena musical eletrónica em 2022, após iniciar o seu percurso DIY no seio do coletivo Beats By Girlz, onde expandiu uma prática artística originalmente material e visual para o território do som, da produção eletrônica e posteriormente do DJing.
O seu som, influenciado por sonoridades do espectro lusófono, viaja entre ritmos e melodias que irrompem em melancolia e agressividade. Através de sintetizadores, samples e da desconstrução rítmica, desafia fronteiras de género, privilegiando o mood, a tensão e o contraste em detrimento de estilos fixos. A sua música vive do diálogo entre introspecção e movimento físico.
Em 2022, a vitória no concurso PULSAR com o single de estreia “Mar Alto” assinala um momento decisivo no seu percurso, dando origem à edição do primeiro EP “Astral Anormal”. Em 2023, aprofunda essa linguagem com “Singela”, consolidando uma identidade artística própria. Desde então, Sónia Trópicos tem vindo a afirmar-se também através de colaborações em produção e remisturas com artistas como Pedro Mafama, Anna Prior, Evaya, Vaiapraia, Mormaid, St. James Park, entre outros, expandindo o seu universo sonoro e a sua presença na cena musical contemporânea.
Esse percurso levou-a a integrar cartazes de alguns dos festivais mais relevantes do panorama nacional, como NOS Alive, Coala Festival, Ageas Cooljazz, Festival MIL, Festival Aleste e Westway Lab, ao mesmo tempo que a sua música tem cruzado fronteiras, com atuações internacionais em cidades como São Paulo, Praga, Genebra e Amesterdão.
Ao vivo, Sónia Trópicos apresenta-se em dois formatos distintos — LIVE e DJ set. No formato LIVE, a performance desenvolve-se a partir do uso da voz, de synths e da construção de beats em tempo real, explorando o som como matéria viva e em constante transformação. Já nos seus DJ sets, transporta para a pista um universo de referências que a inspiram, através de uma curadoria pessoal de produtores, remisturas, ritmos e sonoridades que dialogam diretamente com a sua própria prática enquanto produtora.

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