E o que significa isto? Um desafio que está a empolgar a banda, um acto único que fique registado para memória futura.
Em 1979, na sequência da edição do EP "Jorge Morreu", António Sérgio, o radialista guru que todos esperávamos por ouvir quando a noite já era um manto, introdutor das novidades do eixo Manchester/Londres e de uma boa parte do besouro sedeado na Greenwich Village, qualificava o primeiro 3 canções dos UHF de underground português, sem aspas. Descobriu o António ali uma nova linguagem literária e musical, saída da periferia da margem esquerda do Tejo. Dura de realidade e crua de meios.
Passa um pouco mais dos 47 anos sobre esse mês de Novembro de 1978, o Ano Um dos UHF. Centenas de quilómetros de cordas de guitarras volvidos, por aqui e por todo o ali, a ‘locomotiva de Almada’, como alguns lhe chamaram no início, vai realizar um concerto único, que é um desafio (outro, que a rotina incomoda), e chamaram-lhe UNDERGROUND-UHF. Mas o que é esta coisa musical?
Um repertório virgem, que a banda anda vigorosamente a discutir, e que somará 22 canções nunca antes tocadas ao vivo, ou que, por engano, um dia uma ou outra se ouviu. Aceitando levantar a cortina, ouvimos a Caçada (1979), Concerto (1982), Lisboa Hotel (1993), ou Quero Sair Vivo (deste mundo menor) (2023). Mas será assim?
Não se aceitam pedidos. Este é um concerto de UMA SÓ NOITE.
Os bilhetes para o espetáculo custam 25 euros, à venda a partir da próxima sexta- feira, 23 de Janeiro, pelas 09:00, em https://uhf.pt/ e nos locais habituais.
Horários:
Abertura Portas: 20h30
Inicio do espetáculo: 21h30

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