terça-feira, 3 de março de 2026

SEGUE-ME À CAPELA COM NOVO DISCO

 



















Fotografia de Carlos Gomes

Depois da edição do seu segundo disco, em 2015, Segue-me à Capela apresenta agora Quando um fio s’ensarilha, o seu terceiro álbum, com lançamento marcado para 3 de março de 2026. O disco tem o selo Disco Antena 1 – Árvore da Música e foi antecipado pelo single “Zamburra”, editado a 6 de fevereiro. Será apresentado ao vivo a 7 de março, no Teatro da Cerca de São Bernardo | Escola da Noite, em Coimbra.

O septeto vocal feminino prepara-se para lançar um novo trabalho discográfico que aprofunda o diálogo entre a música tradicional portuguesa e a criação contemporânea, tendo a voz como instrumento central.

Dez anos depois de San’Joanices, Paganices e Outras Coisas de Mulher e mais de duas décadas após o álbum de estreia, o grupo regressa com um disco que assume o “nó” como metáfora sonora e poética: os nós, os emaranhados e as imperfeições tornam-se matéria criativa, lugar de encontro e de transformação. Sete vozes, sete fios, sete cravos abertos ao mundo — um disco que celebra a complexidade, a memória e a alegria de cantar em conjunto.

Quando um fio s’ensarilha nasce de um processo profundamente coletivo, que parte de arranjos originais sobre recolhas tradicionais e integra um poema de João Pedro Mésseder e outro de Amélia Muge, figura maior da música portuguesa e presença determinante na construção deste trabalho. Os arranjos foram desenvolvidos pelo grupo, por Amílcar Cardoso, por Sebastião Antunes e por Amélia Muge, em estreita colaboração, num exercício de criação alinhavo a alinhavo.

A produção e direção musical são assinadas por Segue-me à Capela, com acompanhamento na produção musical de Amélia Muge. Para além das vozes do grupo e da percussão de Quiné Teles, o álbum conta com a participação de Sebastião Antunes e de Stereossauro, como músicos convidados.

As misturas e masterização ficaram a cargo de Fernando Nunes (Naná). A identidade visual do disco inclui ilustração de Catherine Boutaud e design gráfico de Carolina Simões.

O repertório baseia-se em recolhas de referência realizadas por Armando Leça, Artur Santos, Catarina Moura, Ernesto Veiga de Oliveira, GEFAC – Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra, Manuel Rocha e Michel Giacometti, reafirmando o compromisso do grupo com a preservação e reinvenção do património musical português.

O primeiro avanço deste novo ciclo foi dado a 6 de fevereiro, com a edição do single “Zamburra”. Entre muitas possibilidades, a escolha não foi imediata: era preciso começar por um nó. Tema inaugural do álbum, “Zamburra” inscreve-se no ciclo de Inverno e era tradicionalmente cantado por alturas do Entrudo, tempo de passagem e inversão, quando os corpos despertam do frio e a vida volta a circular.

A apresentação ao vivo do novo álbum acontece a 7 de março, às 21h30, no Teatro da Cerca de São Bernardo | Escola da Noite, em Coimbra. Os bilhetes já se encontram à venda, com o valor de 10 € (preço normal) e 5 € (descontos).

Quando um fio s’ensarilha conta ainda com o apoio da GDA para a edição fonográfica.

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