Depois da estreia ao vivo no verão passado, Máximo lança o single Cantiga Bailada no dia 5 de fevereiro, disponível nas plataformas digitais, a partir das 00:00.
Com arranjo original do músico e compositor, o single foi feito a partir do tema tradicional de Idanha-a-Nova, Cantiga Bailada, interpretado pelas Adufeiras do Castelo de Idanha-a-Nova e que faz parte do património musical popular.
Apresentado pela primeira vez ao vivo no concerto de abertura do Boom Festival, em Idanha-a-Nova, Cantiga Bailada parte do tema tradicional desta vila, interpretado pelas Adufeiras do Castelo de Idanha-a-Nova, património vivo da música popular portuguesa. A versão editada do single resulta de uma gravação ao vivo de um concerto em São João da Madeira, posteriormente misturada e masterizada no Bairro Up Studios, no Bairro Alto, em Lisboa.
Tendo como ponto de partida as vozes das Adufeiras, o tema constrói-se a partir de samples vocais e desenvolve-se numa formação que cruza piano, baixo eléctrico, bateria, sintetizadores e electrónica, organizada em três secções distintas.
Se em Pangea (2025) Máximo partia de uma visão global — das alterações climáticas às origens comuns da humanidade — em Cantiga Bailada, o movimento é inverso: a procura faz-se no local, na voz, na memória e na matéria viva da tradição, encontrando aí um fio condutor para pensar o presente e o futuro.
"Quando ouvi Cantiga Bailada cantada pelas Adufeiras, senti uma atração imediata pela melodia, que me levou a explorá-la de várias formas ao longo do arranjo. Para mim, é claramente uma composição de jazz, com algumas influências de rock progressivo e do músico americano Eddie Chacon”, refere Máximo.
No tema, Máximo assina a composição, produção, piano e sintetizadores, acompanhado por Joppe Van Note, na bateria, e Jan Honnef, no baixo eléctrico. A mistura e masterização são de Miguel Sá Pessoa, com Rui Oliveira como técnico de som. A direcção criativa e o design da capa são de Joana Cardoso e José Albuquerque.
Máximo prepara actualmente o seu terceiro álbum de originais, com lançamento previsto para o final deste ano, depois de ter editado Greatest Hits (2023) e Pangea (2025).
Com apenas 22 anos, Máximo afirma-se, segundo a crítica, como um dos músicos mais singulares da sua geração: edita álbuns a um ritmo raro, cruza jazz e neo-clássico com naturalidade, actua em salas e festivais com diversos perfis e tanto interpreta Carlos Paredes ao piano no Japão como assina temas para a pista de dança. "Uma revelação que não cabe numa só caixa."
Cantiga Bailada
Composição, produção, piano, sintetizadores: Máximo Francisco
Bateria: Joppe Van Note
Baixo elétrico: Jan Honnef
Técnico de som: Rui Oliveira
Mix e Master: Miguel Sá Pessoa
Capa: Joana Cardoso e José Albuquerque

Sem comentários:
Enviar um comentário