sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

NOVO DISCI DE MIKE EL NITE CHEGA HOJE





















Mike El Nite (ou “Simplesmente Miguel”) lança hoje o seu tão aguardado novo álbum Existencisensual - um disco que é uma viagem íntima à essência do artista e onde cada canção é um convite ao romance, à partilha, à reflexão. Já disponível em todas as plataforma.

Existencisensual nasce de uma ideia simples mas poderosa: “Que ao pensar na vida, se apaixona por ela.” É nessa dualidade - entre a reflexão existencial e o romantismo sensorial - que Mike El Nite (ou “Simplesmente Miguel”) encontra a sua nova linguagem. As canções fundem sensualidade e filosofia, como se estivéssemos num bar de atmosfera íntima e sedutora, mas onde as palavras, em vez de efémeras, carregam peso existencial. 

Existencisensual é um álbum conceptual que acompanha uma noite de trabalho de um artista de variedades no seu turno como residente num bar de música ao vivo.” – afirma Miguel.

O disco desenrola-se como uma viagem noturna onde coexistem dois espetáculos: o que acontece em palco, perante o público, e o que decorre no interior da mente do artista “Simplesmente Miguel”. Ser artista num bar de música ao vivo exige versatilidade - e Existencisensual reflete essa polivalência.

Tendo como pano de fundo a noite lisboeta das décadas de 80 e 90 - a época dourada dos bares de música ao vivo - Existencisensual assume-se também como um retrato do cantor romântico que interpreta canções de amor à vida, enquanto tenta reacender um sentimento que se perdeu na banalidade do quotidiano.

Ao longo do álbum, Miguel cruza múltiplas sonoridades - da soul ao italo-disco, da música popular portuguesa ao city pop e ao jazz-fusão japoneses, do neomelódico napolitano à new age dos anos 90, passando pelo R&B - num exercício consciente de homenagem e desconstrução.

“É como se Ricardo Landum vivesse em Tóquio, e lá houvesse uma Lisboatown de vida noturna” - diz-nos Miguel.

Mais do que um passeio estilístico, o disco procura desmistificar a catalogação rígida da música por géneros e criar pontes entre universos que, à primeira vista, não seriam primos óbvios. Essa ideia ecoa na recuperação de um “pré-pimba” associado a nomes como Ágata, José Malhoa ou Ana, especialmente nas produções assinadas por Tó-Zé Brito, Mike Sergeant ou Luís Jardim. Essas pontes estendem-se geograficamente de Portugal à Ásia, passando pelo Mediterrâneo, para regressar ao ponto de partida - um reflexo direto da natureza multifacetada do artista.

Como sublinha Miguel: “A diferença entre o jazz e o pimba são uns meros acordes.” 

Existencisensual é um ensaio sobre a vida e a nossa forma de estar nela: é um convite para um encontro romântico entre o ouvinte e a intimidade do performer que procura fazer as pazes consigo mesmo, encontrar a paz interior, tudo isto enquanto entretém o público o melhor que consegue.

No centro desta narrativa surge uma pergunta inevitável: quem entretém o entertainer? Em última instância, ele próprio.

Mike El Nite tem vindo a reinventar-se constantemente. É um dos artistas mais versáteis e singulares da música portuguesa e tem-se afirmado pelo seu trabalho como rapper, autor, DJ ou produtor ao longo dos anos. Em 2025 regressa como Simplesmente Miguel, uma nova fase em que a proximidade com o público se torna absoluta. Depois de alguns anos de silêncio a solo, mas sempre presente em projetos como David e Miguel e Agrupamento Musical Os Tais, o artista mostra-se agora mais íntimo e transparente do que nunca. 

Esta nova fase revela-se como um encontro entre vulnerabilidade e performance, entre o entertainer que faz sorrir e o criador que se expõe sem máscaras. Canções que cruzam sensualidade e reflexão existencial, numa estética que viaja do revivalismo lisboeta dos anos 80/90 ao italo-disco, neomelódico napolitano, city pop e jazz-fusão japoneses. Mais do que acentuar um retorno após 2018, este trabalho afirma-se como um gesto de partilha e confiança. Cada tema é um convite ao romance, à introspeção e à celebração da vida. Simplesmente Miguel é, no fundo, um date marcado: entre artista e público, entre música e existência, entre o riso e a fragilidade - sempre com romance no centroo

Sem comentários: