Transeunte, edifica-se a partir da deriva do indivíduo por um espaço transgénico, simultaneamente urbano, industrial e rural; simultaneamente local e global. Partindo de um tratamento dramatúrgico, é composto por artifícios de universos ambience, distorções abstratas desses mesmos ambientes, cruzamentos de instrumentos virtuais e analógicos. Base esta, mediada pela poética experimental de Carlos A. Correia (que articula os seus escritos com palavras de António Aleixo, Cecília Meireles e Gil Vicente), pelas híbridas percussões de Ricardo Martins, ambas sublinhadas pela refinaria mental de Jonathan Saldanha.
Em Fevereiro de 2026 é editado pela Revolve em formato cassete e digital.
Ao vivo é apresentado na forma de performance audiovisual, com Carlos A. Correia, Ricardo Martins e Diogo Mendes em cena.
Biografia
Raso é um colectivo artístico desenhado da raiz da flor da pele, arquitetado por Carlos A. Correia (Outra Voz, Ensemble Libecciu) na poesia vocal e dramatúrgica. Constituído por Ricardo Martins (Pop Dell'Arte, PAPAYA, Fumo Ninja) na eletrónica e pintura polirrítmica, dimensão sono-escultórica de Jonathan Uliel Saldanha (HHY & The Macumbas), os "soundscapes” distorcidos de Pedro Ribeiro e a profanação em forma de luz de Diogo Mendes. A completar o colectivo, juntam-se ainda os realizadores Pedro Bastos, Cláudia Ribeiro e a designer de moda Susana Bettencourt.

Sem comentários:
Enviar um comentário