quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

SÉRGIO GODINHO LANÇA "BIOGRAFIAS DO AMOR"













Após mais de cinco décadas de actividade e com mais de três dezenas de registos discográficos, Sérgio Godinho reúne pela primeira vez em palco as suas “canções de amor” em apresentações agendadas em Lisboa e Porto no âmbito do festival “MONTEPIO ÀS VEZES O AMOR”, coincidentemente título de uma canção que se destacou no seu álbum de 2006 “Ligação Directa”.

Cronista social do Portugal dos últimos cinquenta anos, a sua obra é frequentemente referenciada como “a banda sonora das nossas vidas”. Sê-lo-á também, consequentemente, dos nossos amores.

Numa tremenda demonstração de inquietude criativa e coragem artística, Sérgio Godinho irá, aos 80 anos e com mais de cinco décadas de actividade, arriscar um novo conceito de espectáculo levando ao plateau canções que o tempo não fez esquecer mas que, algumas delas, nunca antes foram apresentadas ao vivo. Efectivamente, desde "Romance de um dia na estrada" a "Tudo no amor", a sua carreira será revista, desta feita através das suas "canções de amor".

Para esta nova aventura com apresentações de estreia este final de semana, Sérgio rodeou-se de alguns dos mais talentosos músicos nacionais, também eles percursores de carreiras individuais em que é inegável percepcionar o impacto que a obra do “escritor de canções” provocou:

membros da velha guarda que há mais de um par de décadas o acompanham: Nuno Rafael, aqui também no papel de supervisão artística; e Sérgio Nascimento, o “senhor ritmo” de Os Assessores;
o sangue novo trazido pelos instrumentistas mas também intérpretes: Margarida Campelo e Inês Sousa, senhoras de múltiplos talentos que se dividem entre projectos colectivos e em nome próprio; e também o saxofonista Tomás Marques, o benjamim do ensemble, que por entre pertencer a diversas formações fixas se estreou recentemente como líder do seu projecto;

e ainda, responsável pela direcção musical e arranjos, o contrabaixista de formação mas multi-instrumentista por opção, António Quintino, a quem será atribuída a responsabilidade de encontrar a temperatura certa na releitura de temas que são charneiras no cancioneiro da música popular nacional. 

Últimos bilhetes disponíveis em TICKETLINE, nas bilheteiras das salas e nos locais habituais.

Também no dia 13 de Fevereiro, estará na lojas e plataformas digitais a edição revista e actualizada da compilação "Biografias do amor" da qual o título dos espectáculos foi literalmente roubado.

Inicialmente publicada em 2001, chega este ano pela primeira ao formato de vinil numa edição dupla e, a par de uma renovação no alinhamento, inclui uma gravação inédita captada recentemente ao vivo de "Tudo no amor", tema composto por Hélder Gonçalves e a que Sérgio Godinho deu letra precisamente para o grupo Clã. Desta feita, captado numa apresentação com Os Assessores, a voz é mesmo a do "escritor de canções" emprestando este emblemático tema uma dimensão distinta da dada por Manuela Azevedo.

Pode ser ouvido neste link.

As chamadas canções de amor são muitas vezes entidades mistas, ao ponto de já não saber por que nome as chamar. Daí que se possam definir também de outras formas: canções de amor são aquelas que nasceram por amor pela vida, pelas lutas da vida, pelas questões que nos pomos vida fora.

Seja dito que tenho muitas canções cujo foco é mesmo o amor, como força vital e motivadora – e são essas que, pela primeira vez, reúno e partilho em palco. Até porque há algo de mágico nesse acto de as juntar: elas vão adquirindo novos sentidos, no decorrer das suas vidas, e ao mesmo tempo permanecem intactas. Como uma árvore que ano após ano, firme nas suas raízes, fosse dando novos frutos, que sabem ao mesmo, e nunca sabem realmente ao mesmo.

Assim são as canções de amor. Por isso as continuo a cantar. Sumo após sumo.

Sem comentários: