O artista português xtinto acaba de lançar o seu novo álbum, "Em sonhos, é sabido, não se morre.," um trabalho profundamente pessoal e cinematográfico que marca a fase mais madura da sua carreira. O disco será apresentado ao vivo no Capitólio, em Lisboa, no dia 11 de março de 2026, naquele que será o seu primeiro grande concerto em nome próprio numa das salas mais emblemáticas da capital. Os bilhetes já se encontram disponíveis nos pontos de venda oficiais.
O nome do álbum inspira-se na canção Lisboa que Amanhece, de Sérgio Godinho, uma das maiores referências criativas de xtinto. A frase “Em sonhos, é sabido, não se morre” ecoou no artista pela multiplicidade de leituras possíveis e pela forma como espelha a inevitabilidade da música na sua vida. Sempre que ponderou desistir, regressou à criação, como quem acorda depois de “morrer” num sonho, pronto para recomeçar. O disco parte dessa ideia de renascimento para explorar temas íntimos e sociais, atravessados por sonhos individuais e coletivos: as raízes, os amigos, a família, a terra natal, o amor, o desamor e a saudade. É um projeto que percorre lugares e estados de espírito, sempre com transparência, vulnerabilidade e uma escrita cada vez mais depurada.
Em sonhos, é sabido, não se morre. conta com produção de Beiro, Kidonov e Lunn, e participações de iolanda, Ed, João Não e L-Ali, reunindo algumas das vozes mais relevantes da nova música portuguesa. O resultado é um álbum que expande o território sonoro de xtinto, cruzando hip-hop contemporâneo, pop, música alternativa e experimentação, num registo mais ousado e emocional.
Entre as faixas que compõem o disco, destaca-se “Dividir”, um dos temas mais consensuais do projeto e aquele que xtinto considera o single que melhor representa o espírito do álbum. A canção nasceu no primeiro camp criativo realizado em Ourém, onde o artista reuniu a sua equipa da Munnhouse com os amigos de infância, num ambiente de partilha que viria a moldar o próprio conceito do disco.
“Dividir” reflete as convicções sociais de xtinto e a valorização da comunidade em oposição à individualidade, uma filosofia que também guiou o processo de criação do álbum. O tema chega hoje acompanhado de um videoclipe já disponível no canal de YouTube do artista, que conta com a participação especial do Chef Henrique Sá Pessoa, reforçando a dimensão humana e colaborativa que atravessa todo o projeto.
O primeiro avanço, “Assunto Meu”, apresentou uma crítica mordaz à apatia coletiva e à indiferença social, inaugurando uma fase mais incisiva e conceptual na escrita do artista. Seguiu-se “Vento”, um tema de forte carga emocional, lançado em duas versões complementares: a gravação original e uma performance exclusiva para a série FILTR by, já disponível no YouTube. A interpretação crua e cinematográfica reforça a dimensão íntima do tema, que xtinto descreve como “o final perfeito” para um álbum que considera um dos mais importantes da sua carreira.
Natural de Ourém, xtinto tem-se afirmado como uma das vozes mais distintivas da nova geração da música urbana em Portugal. Desde a estreia com Odisseia (2015) até ao álbum Latência (2023), passando por temas como “Opus Magnum”, “Pentagrama”, “Marfim”, “Android” e “Éden”, distinguido com galardão de ouro, o artista construiu um universo marcado pela escrita meticulosa, pela criação de narrativas conceptuais e por uma estética sonora em constante evolução.
Em 2026, regressa com Em sonhos, é sabido, não se morre., um trabalho que aprofunda questões de identidade, fragilidade e reconstrução, consolidando a sua posição como um dos criadores mais sensíveis e inventivos da sua geração.
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
XTINTO LANÇA ÁLBUM "EM SONHOS, É SABIDO, NÃO SE MORRE"
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