terça-feira, 21 de abril de 2026

FESTIVAL SANTOS DA CASA - 4ª SEMANA





















21 de abril de 2026
Esteves Sem Metafísica
Teresa Esteves da Fonseca
Café Concerto Coimbra
Convento São Francisco
19h30

#cafecurto
#fsdc2026
BLUE HOUSE

Esteves sem Metafísica nasceu Teresa, em 1991. Cresceu em Arruda dos Vinhos, onde a paisagem e o silêncio se tornaram matéria-prima da sua escrita e da sua música. Formada em Artes e Humanidades pela Faculdade de Letras de Lisboa, iniciou o seu percurso criativo entre a crítica literária e musical, publicando ocasionalmente na revista Brotéria desde 2018.

Em 2023, publicou, em edição de autor, o livro de poesia, A Morte não tem Pátria, um exercício de lucidez e desassombro que marcou o início de uma voz rouca no panorama contemporâneo português. No final de 2024, realizou uma residência artística em Cernache, onde compôs duas das canções que constam do seu álbum de estreia, de.bu.te., um trabalho que cruza palavra, som e textura, num gesto de libertação do excesso, de reconciliação com o quotidiano, e do reconhecimento da fragilidade como inesperada fonte de fortaleza.

Inspirada pela personagem de Álvaro de Campos em Tabacaria, Esteves sem Metafísica assume o desassossego como método e a dúvida como ponto de partida. A sua ligação antiga aos Beatles, o assombro pela cultura irlandesa, a literatura como companheira dos silêncios, e o Fado como amante secreto (um antigo amor não correspondido), são testemunhos de um imaginário que combina melancolia, humor, intensidade, leveza, e uma curiosidade obstinada pela imperfeição humana.

 





















23 de abril de 2026
alga
Casa das Artes Bissaya Barreto
22h00

#FSDC2026


alga, pseudónimo de cláudia simões, interessa-se por música sob uma perspectiva performática e emocional, levando o ouvinte numa caminhada sensorial e sobrenatural por uma paisagem sonora profundamente pessoal e evocativa. Com vozes espectrais, field recordings, improvisações e loop, cria um campo sonoro assombrado por espíritos, paciente e contemplativo, pejado de memórias e alusões nebulosas. 































25 de abril de 2026
Electric Man
+ dj set SANTOS DA CASA - RUC
ARMC - Associação Recreativa e Musical de Ceira
22h00

#FSDC2026

ELECTRIC MAN é Tito Pires a solo numa verdadeira aventura de exploração ‘Do It Yourself’ em formato “one man band”, revelando-se num universo diverso, criativo e dançável, construído entre o rock e a música electrónica

MAZGANI AO VIVO

 



















Mazgani acaba de anunciar novas datas da digressão de “Cidade de Cinema”, o seu mais recente disco, em Setúbal, Lisboa e Vila das Aves. No Fórum Luísa Todi, dia 23 de abril, no Auditório Carlos Paredes dia 30, e no Sonoridades – Centro Cultural Municipal de Vila das Aves, dia 1 de maio.

Profundamente atmosférico e narrativo, “Cidade de Cinema” – o seu primeiro álbum integralmente escrito e cantado em português – reforça a identidade artística singular de Mazgani, cruzando referências cinematográficas com uma escrita intimista e uma sonoridade cuidada, que tem merecido destaque por parte da crítica e do público. Neste disco, o músico constrói canções como pequenas cenas, habitadas por personagens em paisagens urbanas.

A Chama” e "Frente Leste" são os singles do sexto registo de originais onde Mazgani dá continuidade ao percurso que iniciou há quase 20 anos, sem deixar de trilhar novos territórios estéticos.

Os bilhetes estão à venda nos locais habituais e on-line (Setúbal, Lisboa e Vila das Aves).

DRENAZ COM NOVO SINGLE



Depois de apresentar duas faces distintas do seu percurso com “Undi Ku Sta” e “Gana Venci”, Drenaz regressa agora com “Curti Nha Life”, um novo single que reforça a sua versatilidade artística e aprofunda a ligação à cultura e sonoridade afro.

Conhecido por cruzar narrativas pessoais com ritmos urbanos e influências da diáspora, o artista volta a afirmar-se num registo mais leve e solar. Se em lançamentos anteriores explorava temas como a superação, ambição e relações marcadas por idas e vindas , “Curti Nha Life” surge como um manifesto de presença — um convite a viver o momento com intensidade, confiança e gratidão.

Assente numa sonoridade Afro House envolvente e energética, o tema traduz uma filosofia clara: aproveitar a vida, valorizar o caminho e reconhecer cada conquista como parte do crescimento pessoal. “Curti Nha Life” não é apenas uma faixa, mas um estado de espírito — onde a leveza da batida acompanha uma mensagem de evolução e equilíbrio.

Curti Nha Life” afirma-se, assim, como um dos momentos mais luminosos da sua discografia recente — uma faixa que celebra a energia positiva e transforma o quotidiano em celebração.

BATEU MATOU AO VIVO

 













Antes de regressarem à Casa Capitão para a terceira edição d’O Nosso Baile, no dia 3 de Maio, os Bateu Matou assinalam as comemorações do Revolução dos Cravos com dois concertos especiais: dia 24 de Abril no Seixal e dia 25 de Abril em Trenčín, Eslováquia.

O concerto em Trenčín, Capital Europeia da Cultura, insere-se na programação “Sounds of Democracy: Carnation Revolution“, dedicada à revolução do 25 de Abril, com debates, filmes, workshops e dois concertos. Os Bateu Matou actuam no Main Hall às 19h30.

Depois de passarem pelo Seixal no dia 24 de Abril e pela Eslováquia no dia 25, a banda regressa à Casa Capitão no dia 3 de Maio para mais um "O Nosso Baile", que desta feita contará com Caril de Mexilhão da Tia Flávia, dj set de I&i (Inês Lopes Gonçalves e Ivo Costa) e concerto Bateu Matou no Chão, prometendo uma experiência colectiva de união, encontro e baile.

«A gente leva do baile sempre muito mais do que traz. Os sorrisos, as vozes a cantar, a diferença feliz por estar junta... tudo isto nos faz sentir que este sítio é um peito aberto. Estamos muito agradecidos por toda a gente que está a fazer do Nosso Baile o seu sítio» partilham os Bateu Matou.

“O Nosso Baile” é a residência mensal de Bateu Matou na Casa Capitão, que num domingo por mês convida para um almoço e uma tarde de atividades em torno da ideia original e agregadora do baile. Os bilhetes para a terceira edição do podem ser adquiridos na Dice com o valor de 19,50€, estando também disponíveis bilhetes para crianças (dos 6 aos 12 anos) por 5,50€.

O NOSSO BAILE
3 de Maio - Casa Capitão
12h (concerto às 16h)
Adulto 19,50€ | Criança 5,50€
Bilhetes disponíveis aqui

XTINTO APRESENTA NOVO ÁLBUM AO VIVO NO PORTO NO DIA 30 DE MAIO NO CCOP





















Depois de esgotar o concerto de apresentação do seu novo álbum, Em sonhos, é sabido, não se morre, no Capitólio, em Lisboa, xtinto anuncia agora o regresso ao Porto para um espetáculo único no dia 30 de maio, no CCOP. Será a primeira apresentação ao vivo do disco na cidade do Porto, e os bilhetes já se encontram disponíveis nos pontos de venda oficiais.

O anúncio surge num momento particularmente marcante para o artista, que lançou também a edição especial em formato livro do álbum, já disponível nas lojas FNAC. Esta edição reúne o CD, todas as letras, imagens inéditas e conteúdos exclusivos sobre o processo criativo, afirmando-se como uma extensão visual e conceptual do disco, um objeto artístico que amplia o universo que molda o trabalho mais maduro e cinematográfico de xtinto.

Em palco, no Porto, o artista levará a intensidade que marcou o concerto memorável em Lisboa, onde reuniu quase mil pessoas e contou com participações especiais de ed, IOLANDA, L‑ALI, João Não e João Maia Ferreira. A noite, descrita por muitos como inesquecível, consolidou um novo capítulo na sua carreira e reforçou a força emocional e performativa deste álbum.

Partindo da ideia de renascimento, Em sonhos, é sabido, não se morre, explora temas de identidade, fragilidade e reconstrução. Entre o íntimo e o social, xtinto percorre memórias, raízes, afetos, perdas e sonhos, individuais e coletivos, com uma escrita cada vez mais depurada e emocional. O título, inspirado na canção Lisboa que Amanhece, de Sérgio Godinho, sublinha a inevitabilidade da música na vida do artista e a forma como esta o resgata sempre que pondera desistir, como quem acorda depois de “morrer” num sonho, pronto para recomeçar.

Com produção de Beiro, Kidonov e Lunn, e participações de iolanda, Ed, João Não e L‑Ali, o disco expande o território sonoro de xtinto, cruzando hip‑hop contemporâneo, pop, música alternativa e experimentação, num registo ousado, emocional e profundamente pessoal.

Natural de Ourém, xtinto tem-se afirmado como uma das vozes mais singulares da nova geração da música urbana em Portugal. Desde Odisseia (2015) até Latência (2023), passando por temas como “Opus Magnum”, “Pentagrama”, “Marfim”, “Android” e “Éden”, distinguido com galardão de ouro, o artista construiu um percurso marcado por narrativas conceptuais, rigor na escrita e uma estética sonora em constante evolução. Com Em sonhos, é sabido, não se morre, reforça a sua posição como um dos criadores mais sensíveis e inventivos da sua geração.

LUCAS MAI EDITA NOVO EP

 



















O projeto marca um momento determinante na construção do percurso do artista, reunindo um conjunto de temas que consolidam uma identidade musical única. Com o flamenco como uma das suas principais referências, Lucas Maia desenvolve uma linguagem que cruza esta influência com a tradicionalidade e a contemporaneidade da música pop portuguesa, resultando numa abordagem singular dentro do panorama nacional.

Pop Luso Flamenco” afirma-se assim como um território sonoro onde diferentes influências musicais se encontram de forma orgânica e consistente em que esta fusão ganha diferentes formas, mais íntimas, ou mais rítmicas, mas sempre ancoradas numa interpretação expressiva que define artisticamente Lucas Maia.

Depois do sucesso com “Última Dança”, tema com participação de Chico da Tina que se tornou num dos maiores fenômenos musicais e um dos temas de maior sucesso nas redes sociais nos últimos tempos, dando a conhecer Lucas Maia e ao público mainstream, o artista prepara-se para dar mais um passo na carreira com o lançamento deste EP.

O projeto é composto por 6 faixas e inclui sucessos como “Cigana Linda”, single de estreia, onde apresentou pela primeira vez a sua identidade sonora e que conquistou o público pela colaboração inédita com Chico da Tina e Zé Pedrito, assim como “Amor, amor”, tema que introduziu Lucas Maia a solo nesta nova fase e 4 faixas inéditas que têm chamado a atenção no seu público através das redes sociais somando milhares de criações no TikTok antes do lançamento do projeto.

Com “Pop Luso Flamenco”, Lucas Maia reúne diferentes momentos do seu percurso recente num projeto coeso e identitário, afirmando-se enquanto uma nova voz da música nacional. Mais do que um ponto de chegada, este EP representa a consolidação de uma visão artística clara, onde diferentes heranças musicais se cruzam com uma abordagem contemporânea, projetando o artista para uma nova fase da sua carreira.

O projeto irá contar com um concerto de apresentação no HardClub no dia 15 de maio pelas 21h30, sendo a estreia num concerto em nome próprio do artista e em que apresentará na integra o novo EP, num momento único para os fãs e para o próprio artista. Os bilhetes já se encontram à venda nas plataformas habituais, numa noite que promete muita alegria, ritmo e emoção e claro, muito salero!

ALTIFRIDI LANÇA DISCO DE ESTREIA

 



















Altifridi marca hoje o início de uma nova fase no rap lusófono com a chegada de Kiteke, o seu aguardado álbum de estreia, já disponível.

O projeto surge num momento determinante na carreira do artista, assinalando a sua entrada no catálogo da Warner Music Portugal, anunciada em janeiro de 2026. Este passo estratégico reflete a evolução natural de um percurso sólido, construído sem atalhos, e consolida Altifridi como uma das vozes mais influentes, singulares e autênticas do hip-hop lusófono, com raízes em Luanda e uma presença crescente no panorama europeu. Kiteke posiciona-se como uma mudança significativa neste trajeto.

Neste novo trabalho, Altifridi conecta a lírica única, a escrita crua e a sonoridade grave que o definem desde os tempos dos Mobbers com novas sonoridades que aprofundam a sua identidade cultural. Reconhecido pela capacidade de traduzir visões e experiências em música de forma firme e impactante, o artista apresenta-se agora com uma postura e mensagem que vão além do hype, reafirmando o compromisso com a verdade artística que o tornou num dos rappers mais respeitados da sua geração.

Altifridi continua a afirmar-se como uma força imparável no panorama urbano. Ao longo dos últimos anos, acumulou sucessos como “Vertigem”, “Não Chora” e o aclamado EP Meraki, construindo um impacto digital expressivo, com milhões de visualizações no YouTube e um crescimento orgânico consistente no Spotify, onde se destaca pela forte ligação e retenção do seu público.

Depois de um 2024 marcado por temas que movimentaram as ruas, como “Habilidosa” e a colaboração com C4 Pedro em “Vai Dar M**”, e de um 2025 focado em parcerias estratégicas que prepararam o terreno para este momento, Kiteke afirma-se desde já como um dos lançamentos mais aguardados e relevantes do hip-hop lusófono em 2026.

Mais do que um álbum, Kiteke afirma-se como um manifesto de evolução, um projeto ousado e consistente que honra as raízes de Altifridi, ao mesmo tempo que redefine os padrões do género, provando que é possível alcançar novos patamares sem perder a essência.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

A.P. BRAGA COM NOVO DISCO

















No dia 24 de abril de 2026 chega às lojas “Alvito 2026”, o novo trabalho de A. P. Braga, figura incontornável da música de intervenção e da resistência cultural portuguesa. O disco, editado pela TDF, reúne canções gravadas nas Courelas da Azaruja entre Outubro de 2024 e Novembro de 2025, num registo que privilegia a autenticidade: guitarra, voz e a entrega que sempre o caracterizou.

A. P. Braga, que desde os anos 60 participa ativamente em sessões de Canto Livre, movimentos estudantis e projetos culturais, regressa agora com um álbum que revisita temas tradicionais, poemas musicados e composições próprias. “Alvito 2026” sucede ao registo digital “Alvito 2020”, desta vez com edição física e produção cuidada.

Segundo Alain Vachier, responsável pela edição e companheiro de longa data do músico, “o disco reflete a verdade do A. P. Braga, a guitarra na mão e a voz sentida. Haverá quem fale em 'aperfeiçoamentos’, mas aqui a perfeição é a entrega. É assim que ele toca, é assim que ele canta e é assim que tinha de ser”.

O álbum conta com captação, misturas, masterização e arranjos de João Espanca Bacelar, grafismo de António Faria sobre desenho de Isaura Lobo. O alinhamento inclui temas populares portugueses, açorianos, italianos e andaluzes, além de poemas de Daniel Filipe, David Mourão-Ferreira, Leonel Neves e Manuel Alegre entre outros.

“Estas são cantigas que fiz ou aprendi a cantar e que resolvi juntar por não terem ainda sido gravadas ou por merecerem melhor registo”, afirma A. P. Braga. “Serei um privilegiado se conseguir proporcionar a quem as ouvir uns momentos de bem-estar e de reflexão sobre o mundo e o tempo em que vivemos.”

Ficha técnica

Produção
A. P. Braga

Captação, misturas e masterização
João Espanca Bacelar no seu estúdio pessoal

Gravado 
Nas Courelas da Azaruja

Arranjos
João Espanca Bacelar

Grafismo
António Faria sobre desenho de Isaura Lobo

Alinhamento

01 - Guitarra do mar | Letra: Leonel Neves / Música: A. P. Braga
02 - Bella Ciao | Letra: Popular da Resistência Italiana (trad. A. P. Braga) / Música: Popular Italiana
03 – Lira | Popular açoriana
04 - Puente de los franceses | Letra: Popular Guerra Civil espanhola / Música: Popular Andaluza (los cuatro muleros)
05 - Fui colher uma romã | Popular Alentejana
06 - A moda das tranças pretas | Letra: Vicente da Câmara / Música: Lino Bernardo Teixeira
07 - E por vezes | Letra: David Mourão-Ferreira / Música: A. P. Braga
08 - Cantiga para quem sonha | Letra: Leonel Neves / Música: João Figueiredo Gomes
09 - Trova do vento que passa | Letra: Manuel Alegre / Música: António Portugal
10 - O viajante clandestino X | Letra: Daniel Filipe / Música: Fausto Bordalo Dias
11 - Erguer a voz e cantar | Letra e Música: António Macedo
12 - Ideias abertas | Letra e Música: A. P. Braga e António Macedo

TATANKA AO VIVO COM VÁRIOS CONVIDADOS





















Tatanka
revela hoje os convidados especiais dos seus concertos: primeiro recebe Os Azeitonas e David Pessoa no Porto, a 6 de maio, no Teatro Sá da Bandeira; seguem-se Marisa Liz e Janeiro em Lisboa, a 13 de maio, no Teatro Tivoli BBVA. Quatro participações que acrescentam uma outra dimensão a estes espetáculos e reforçam esta nova fase artística, marcada por um registo mais íntimo, autoral e colaborativo. Os bilhetes estão à venda na Ticketline.

Após várias ocasiões em que Tatanka se juntou à banda em palco, Os Azeitonas integram agora o seu espetáculo no Porto, reinterpretando temas do seu repertório num encontro entre pop, rock e muita festa. A noite conta ainda com David Pessoa, músico, compositor e cantor, membro dos Fogo-Fogo, com um percurso marcado pelo cruzamento de influências que vão do fado à morna, passando pelo blues e pela soul.

Em Lisboa, Tatanka recebe Marisa Liz para um dueto concebido de raiz para este espetáculo. O encontro entre duas das vozes mais carismáticas e emotivas da música portuguesa antecipa-se como um dos momentos de maior intensidade da noite. Tatanka convida também Janeiro, cantor, compositor e multi-instrumentista que tem vindo a afirmar um percurso singular na música portuguesa, cruzando a canção com influências de MPB, jazz e eletrónica, num universo sonoro marcado pela experimentação.

Em paralelo ao seu percurso com The Black Mamba, Tatanka tem continuado a construir a sua carreira a solo. Este novo ciclo foi recentemente inaugurado com a edição dos singles “Balada de um Gajo Invisível” e “O Barco”, dois temas que revelam uma escrita mais pessoal e um registo despojado, centrado na voz e na palavra. Até à edição do novo álbum, prevista para este ano, serão ainda revelados novos singles.

Tatanka tem vindo a aprofundar também a sua dimensão de intervenção social. Regressou recentemente de Moçambique, que visitou com a ONG portuguesa Helpo, a convite da sua presidente, a artista Selma Uamusse. Numa missão que cruza criação artística e impacto social, o Tatanka esteve no norte do país a trabalhar com comunidades locais, contribuindo para a criação de um novo hino da organização, que desenvolve projetos nas áreas da educação, nutrição e saúde materno-infantil junto de populações vulneráveis. A canção nasce de uma recolha de sons - entre tambores, cânticos e expressões do quotidiano - que Tatanka integra numa composição original, refletindo um processo colaborativo enraizado no território e nas suas pessoas.

Com novas canções, já reveladas e outras a caminho, colaborações inéditas em palco e histórias do que sentiu e aprendeu em Moçambique para partilhar, Tatanka convida o público a descobrir ao vivo este novo capítulo da sua vida e carreira, em dois concertos únicos no Porto e em Lisboa.

Cantor, guitarrista e compositor, Tatanka (Pedro Taborda Caldeira) é uma das figuras mais singulares da música portuguesa contemporânea. Construiu uma identidade própria na intersecção entre a soul, o blues e o pop-rock, alcançando projeção internacional como vocalista e frontman dos The Black Mamba, banda que fundou em 2010.

Em paralelo, desenvolve desde 2016 um percurso a solo mais pessoal e introspetivo, cantado em português. Após os primeiros singles “Alfaiate” e “De Alma Despida”, editou em 2019 o álbum “Pouco Barulho”, onde cruzou narrativas íntimas com influências da soul, do fado e da música de intervenção, incluindo a colaboração de Miguel Araújo em “Império dos Porcos”. Um caminho artístico totalmente livre, marcado por atuações intensas e uma escrita que aproxima a alma portuguesa da tradição da soul americana.

INÊS APENAS AO VIVO COM HOMENAGEM A JOSÉ AFONSO, ESTA TERÇA-FEIRA, NA CASA CAPITÃO





















INÊS APENAS apresenta "APENAS ABRIL", uma homenagem a José Afonso em formato álbum e concerto ao vivo. A artista lidera este novo projeto, que reúne temas de uma das figuras mais emblemáticas e revolucionárias da canção portuguesa, também conhecido por Zeca Afonso. Com novos arranjos da autoria de INÊS APENAS, o disco inclui versões contemporâneas pela voz dos novos talentos da música nacional.

"O projeto "APENAS ABRIL" surgiu da necessidade de eternizar a obra de José Afonso, interpretada por artistas da nova geração e com arranjos da minha autoria. Tudo começou numa residência feita com a Carolina Viana e a Joana Rodrigues, dupla conhecida pelo projeto redoma. Foi um momento único que quis, agora, eternizar em disco", afirma INÊS APENAS. A artista acrescenta que "a nossa liberdade nunca está garantida e é urgente passar a palavra, cantá-la constantemente e honrar quem lutou por direitos essenciais no nosso país. É uma necessidade e também uma grande responsabilidade e o reportório do Zeca Afonso reflete essa luta, todos os dias, e é uma honra poder cantá-lo".

O álbum inclui temas como 'Venham Mais Cinco', 'Vejam Bem', 'Cantigas do Maio' e 'Os Bravos', pela voz de INÊS APENAS e dos convidados especiais Bia Maria ('Canção de Embalar'), Inês Monstro ('Era Um Redondo Vocábulo') e o fadista Sérgio Onze ('Que Amor Não Me Engana').

Os concertos de apresentação do projeto "APENAS ABRIL" passaram por Leiria, no Teatro Miguel Franco, por Ourique, no Cine Teatro Sousa Telles, e chegam agora à Casa Capitão, a 21 de abril, em Lisboa, pelas 21h30. Os bilhetes estão à venda na plataforma DICE. A digressão continua a 24 de abril, em Santarém, na Ex Escola Prática de Cavalaria, num concerto de entrada livre.

"Estamos muito entusiasmados por celebrar Abril e o legado do Zeca Afonso nestes concertos ao vivo. Estarei sempre acompanhada pela Carolina Viana e a Joana Rodrigues e contamos, ainda, com os convidados do disco. A nossa geração está acordada e consciente, vivemos imensos desafios diariamente e sabemos a importância da obra que levamos a palco. Vamos cantar e dançar a liberdade", acrescenta INÊS APENAS.

O álbum e concertos "APENAS ABRIL" contam com o apoio da Antena 1.

Cantora, compositora e pianista, INÊS APENAS começou a sua formação musical no Orfeão de Leiria e licenciou-se em Piano Clássico na ESMAE, no Porto. Fez parte dos coros de Surma no Festival da Canção 2019 e foi aí que começou a sua descoberta como artista a solo.

Em 2021 lançou os primeiros singles como INÊS APENAS e em 2022 o EP de estreia “um dia destes”. Foi finalista do Festival da Canção 2023, com o tema 'Fim do Mundo' e editou o segundo EP de originais, "Leve(mente)", trabalho que inclui colaborações com LEFT., na faixa-título, com MALVA e SOLUNA, em 'Tensa' e 'La Nena' (nomeada na categoria de World Music nos International Portuguese Music Awards 2024), que a tornaram na única artista portuguesa com duas canções em simultâneo na playlist EQUAL Global do Spotify e 'Shhinfrim', tema premiado com uma menção honrosa nos Novos Talentos FNAC 2023.

Ainda em 2023, editou o EP "acústico", com versões intimistas a voz e piano de alguns dos seus temas, entre elas uma colaboração com Cláudia Pascoal e o inédito 'LEIRIA NÃO EXISTE', com airplay diário na Rádio Comercial, RFM e Renascença, entrada no Top 50 da plataforma Shazam, em Portugal, e o 15º lugar no Top Canções Virais do Spotify Portugal. Como compositora, INÊS APENAS escreveu ainda temas para vários artistas do panorama musical português como Aurea, IRMA, Catarina Filipe e Blaya, entre outros.

O aguardado álbum de estreia, "ÉTER", foi lançado em outubro de 2024. Coproduzido por INÊS APENAS, o disco inclui colaborações com IRMA, LEFT. MALVA, Milhanas, a participação especial do escritor João Tordo e foi considerado um dos Melhores Álbuns do Ano para a Blitz/Expresso. Ao vivo, a artista tem apresentado os seus originais em salas como o Teatro Maria Matos, Teatro Aveirense, Teatro José Lúcio da Silva e em festivais como o FNAC LIVE, Festival F, Super Bock em Stock e NOS Alive, entre outros.

Em 2026, INÊS APENAS lançou o tema 'Sinto Muito', com airplay diário na Rádio Comercial, RFM, Renascença, Antena 1 e Antena 3.

A SUL APRESENTA “QUER QUER QUER” AO VIVO NA CASA CAPITÃO





















Depois de revelar ao mundo QUER QUER QUER, o seu aguardado álbum de estreia, A SUL, projeto musical de Cláudia Sul, prepara-se para dar corpo e voz a este universo num concerto especial de apresentação, marcado para o dia 22 de abril, na Casa Capitão, em Lisboa.

Mais do que um espetáculo, este será um momento de partilha íntima, onde o disco ganha uma nova dimensão em palco. Em formato banda, Cláudia Sul faz-se acompanhar por Catarina Branco nas teclas, Inóspita na guitarra elétrica, Gonçalo Bicudo no baixo, Pedro Almeida na bateria e Marta Fonseca na guitarra clássica, construindo um espaço sonoro onde a vulnerabilidade e a intensidade emocional do disco se tornam realidade.

O concerto abre com um momento inesperado: uma primeira parte de stand-up por Pedro Rodrigues, pensada em diálogo com o tema central do álbum, o luto, expandindo desde o início o território sensível que QUER QUER QUER habita. Ao longo do espetáculo, a narrativa será ainda atravessada por duas participações especiais: Alice Artur, artista plástica, junta-se em palco para a leitura de um poema que integra o universo do concerto, e o pai de Cláudia Sul surge num dos momentos mais íntimos da noite, num dueto único.

QUER QUER QUER apresenta-se como um exercício de aceitação e confronto que, nas palavras da própria artista, “mais do que um disco sobre a morte, é uma celebração da vida na sua forma mais crua”. Em palco, essa matéria ganha corpo, entre canções, silêncios e gestos partilhados, num encontro onde as dores e as memórias se reconhecem como universais, através de várias artes.

Os bilhetes para o concerto já se encontram disponíveis na DICE.

Depois desta apresentação, A SUL levará QUER QUER QUER a outros palcos, incluindo o festival BONS SONS, onde atuará a 9 de agosto. e o festival MEO Kalorama, onde atuará a 28 de agosto.

EVAYA LANÇA NOVO VIDEOCLIPE “FLORIR”













A música de EVAYA habita o limiar entre o orgânico e o sintético, o ritual e a pop. Estreou-se em 2020 com “INTENÇÃO”, um EP auto-produzido. Desde então, tem vindo a afirmar-se como uma das vozes mais singulares da cena independente portuguesa, com atuações em palcos nacionais e internacionais que acompanham o crescimento consistente do seu percurso.

O seu single “doce linguagem” integrou a coletânea FNAC Novos Talentos 2021. Em novembro de 2022, participou na Mostra Nacional de Jovens Criadores da Gerador com o tema “atenção”. Apresentou-se ao vivo em festivais de referência como NOS Alive, MIL, ID No Limits, Zigur Fest, Impulso, A Porta, Meda+, Tallinn Music Week (Estónia), entre outros.

Em abril de 2024, lançou o seu primeiro LP “Abaixo das Raízes Deste Jardim”, pela editora independente portuense Saliva Diva, com o apoio do Fundo Cultural da SPA. Desde o lançamento, realizou mais de 50 concertos de apresentação do disco. Em 2025, realizou uma digressão no Brasil, com o apoio da DGArtes, passando pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Em 2026, a convite da RTP, participou no Festival da Canção com o tema “SPRINT”, alcançando a final. Neste mesmo ano, estreou uma nova formação ao vivo em quinteto, com Frederica Vieira Campos (harpa), Maria Inês Torres (violoncelo), Miguel Sampaio (bateria) e Filipe Fidalgo (saxofone e sintetizadores), sob direção musical de João Valente.

EVAYA encontra-se atualmente a preparar o seu segundo álbum de estúdio.

Dois anos após o lançamento de "Abaixo Das Raízes Deste Jardim", EVAYA apresenta o videoclipe de “florir”, encerrando o ciclo de lançamentos do seu álbum de estreia.

Destacando-se como uma das canções mais marcantes do disco, “florir” celebra-se agora no formato audio-visual.

O videoclipe nasce de um encontro espontâneo com o realizador Miguel Afonso, que, após assistir a um concerto de EVAYA, propôs a criação de um registo conjunto. Sem uma narrativa pré-definida, o filme foi construído a partir da escuta da própria canção e da sua mensagem: a transformação interior e a fé de que existe um plano divino que conspira a favor dos nossos desejos mais íntimos.

Como refere o realizador:

“Fomos mais à procura da sensação íntima de uma dança/reza do que de marcar uma estética ou contar uma história. Qual seria a sensação do momento de florir, qual seria a sensação da metamorfose entre a dúvida e a flor?”

Filmado ao longo de dois dias entre Miranda do Corvo e a Lousã, e partindo do espaço íntimo da casa em mudanças de Miguel, o vídeo reflete um processo partilhado de mudança. Tanto a artista como o realizador atravessavam momentos de reconfiguração, transformando o exercício de construção do vídeo num espaço de transmutação pessoal.

Visualmente, “florir” revela EVAYA num registo despojado e próximo, afastando-se de uma construção estética mais elaborada. Em contacto com a natureza, a artista surge numa expressão mais crua onde o corpo e o seu movimento evocam um estado de ritual-contemplação.

NENA E JOANA ALMEIRANTE ESGOTAM PRIMEIRA DATA NO TEATRO MARIA MATOS





















O projeto 2 Pares de Botas, que junta Nena e Joana Almeirante, acaba de esgotar o concerto no dia 29 de abril no Teatro Maria Matos, em Lisboa. Os último bilhetes para dia 28 de abril ainda se encontram disponíveis. Depois da estreia no Coliseu do Porto AGEAS, o duo chega agora à capital para dois concertos que contam com a participação de Bárbara Tinoco e João Só.

Nascido de um concerto especial no Hot Five Jazz & Blues Club, no Porto, em 2023, 2 Pares de Botas tem vindo a crescer de forma consistente, com várias datas ao longo de 2024 e 2025, incluindo a passagem pelo Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais, onde abriram o concerto d’Os Quatro e Meia com Miguel Araújo.

Esse percurso tem-se construído sobretudo em palco, onde o projeto ganha forma e identidade. Entre versões de clássicos do country, de Dolly Parton a The Chicks e temas das suas carreiras, Nena e Joana Almeirante criam um espaço comum, assente na simplicidade, na escuta e na forma direta de dizer as canções.

Recentemente, esse encontro começou também a ganhar expressão em originais. “Mulher dos teus sonhos” e “Diz-se aí” marcam esse passo, duas canções que ajudam a consolidar a identidade do projeto e a expandir o seu universo para lá do palco, mantendo a mesma leveza e honestidade que o definem ao vivo.

FESTIVAL N2 ANUNCIA DAVID FONSECA





















O Festival N2 continua a revelar novidades para a sua 8.ª edição, desta vez com a confirmação de David Fonseca como cabeça de cartaz do primeiro dia.

Com uma carreira consolidada na música portuguesa, David Fonseca regressa ao Festival N2, após um concerto memorável na edição realizada em contexto de pandemia, distinguido como um dos melhores concertos ibéricos. Em 2026, o músico volta a Chaves com um espetáculo renovado, num ambiente que promete maior proximidade e energia.

A organização anuncia também novos nomes que reforçam a diversidade do cartaz. No dia 26 de junho, a banda S. Pedro regressa a Chaves para se estrear no Festival N2. Com um percurso consolidado e um universo musical que se move entre a pop e a música alternativa, S. Pedro tem vindo a afirmar uma identidade própria, marcada pela exploração de diferentes sonoridades. No dia 28 de junho, os Lavoisier sobem ao palco para um concerto especial que resulta da residência artística realizada em Chaves no final de 2025, envolvendo o Coral de Chaves e o Coral Vicentino. Este momento evidencia a ligação do festival à comunidade e à criação artística colaborativa.

No dia 27 de junho, o Festival N2 recebe ainda a banda Miss Universo, um dos projetos emergentes da nova música portuguesa, destacando-se pela sua abordagem irreverente e contemporânea.

Ainda no dia 27, o Palco Paragem - dedicado à valorização de talentos locais e regionais - acolhe a atuação da banda flaviense Blash, reforçando o compromisso do festival com a promoção da criação artística do território.

A edição de 2026 conta ainda com a RTP Antena 1 como media partner oficial, assegurando acompanhamento editorial e presença no terreno, contribuindo para ampliar o alcance nacional do festival e reforçar a sua ligação ao público.

Promovido pelo Município de Chaves e produzido pela INDIEROR, o Festival N2 decorre nos dias 26, 27 e 28 de junho de 2026, no Jardim Público de Chaves, com entrada livre. Inspirado na Estrada Nacional 2, o festival afirma-se como um ponto de encontro entre música, território e comunidade, contribuindo para a dinamização cultural e económica da região.

Os restantes nomes do cartaz serão anunciados ao longo das próximas semanas.

Sobre o Festival N2

Promovido pelo Município de Chaves e produzido pela INDIEROR, o Festival N2 acontece anualmente no Jardim Público de Chaves. De entrada livre, a programação inspira-se na Estrada Nacional 2, fazendo da viagem um mote cultural, afetivo e coletivo.

A edição de 2026 decorre de 26 a 28 de junho.

DISCO-LIVRO DE MÃO VERDE CHEGA HOJE ÀS LOJAS















Fotografia: Kitato

Já está disponível o disco-livro "Mão Verde III”. O álbum é composto por 12 faixas que abordam temas como a ecologia, a natureza e questões sociais - como as desigualdades, a importância da democracia, a diversidade e a solidariedade humana.

O áudio pode ser encontrado em todas as plataformas e a publicação (ilustrada por Bernardo Carvalho) pode ser adquirida nas livrarias. São dez canções e dois poemas novos, letras, ilustrações e notas informativas que ajudam a contextualizar os temas abordados.

Com mais um trabalho que junta poesia e música para verdes e maduros, a banda (de Capicua, Francisca Cortesão, António Serginho e Pedro Geraldes) celebrou dez anos de concertos pelo País com a apresentação do novo repertório numa Casa da Música cheia de famílias felizes e dançantes.

Para assinalar a edição e em semana de celebrar o 25 de Abril, destaca-se o tema "Vira do Reviralho" com lançamento de um vídeo feito por Macedo&Cannatà e a dupla de videastas Juno (com base nas ilustrações de Bernardo Carvalho). Esta canção é uma espécie de "antes e depois" da nossa democracia e serve de lembrete do quanto devemos em liberdade e desenvolvimento à Revolução dos Cravos.

Este terceiro disco da Mão Verde alarga o projeto do ponto de vista temático, acrescentando às temáticas da ecologia outras questões importantes, como a desigualdade social e de género, o capacitismo e outras formas de preconceito, a democracia, a crise da habitação e a importância da empatia e do sentido de comunidade. Assim, promete ser mais um contributo lúdico, poético e musical, para grandes conversas em família e muitos trabalhos escolares.

“Mão Verde III” já pode ser ouvido em todas as plataformas digitais, adquirido nas livrarias e no site de Mão Verde.
 

"NÃO ME COCES A CABEÇA" É O SEGUNDO SINGLE DE L PERTUÉS















“ Não Me Coces a Cabeça “ é a segunda canção de avanço do novo disco de L Pertués - “ A Felicidade Intermitente do Artista “ e já se encontra disponível nas páginas do artista no YouTube e BandCamp.

Neste disco, que nasce da sua divisão enquanto artista e um comum contribuinte, Vitor Hugo Ribeiro ( L Pertués ) expõe a ambiguidade da vida onde o alcance do seu propósito oscila entre a grandeza do sonho e a realidade diária de uma desconstrução humana acelerada.

Esta canção é uma tragédia em três actos, delirando entre o que é ficção real e realidade ficcionada. Compreende na sua génese a versão burlesca de um sapateado petulante, assegurando o transporte do ouvinte entre um sonho quente de Verão e o pesadelo das obrigações mensais. No conteúdo lírico, através de discurso directo, há um cuidado jocoso na palavra seja esta provocadora ou submissa: muitas vezes a verdade não permite grandes veleidades a quem por ela se desfila. À sua imagem trágico-cómica arremata o artista com a iniquidade de um Ser acomodado que “ não rima, nem faz mal “.


Vitor Hugo Ribeiro é o autor da letra e música “ Não Me Coces A Cabeça “, sendo também o responsável pela gravação e produção do disco nos estúdios Hàdiégua, que conta com a participação de Tiago Santos ( bateria ) e Ari Martins ( voz principal ), assim como um coro composto por artistas e músicos pelos quais o compositor nutre uma profunda admiração. A mistura e masterização é da responsabilidade de Henrique Lopes, enquanto a fotografia é da autoria de André C. Macedo.

ANTÓNIO ZAMBUJO COM NOVAS DATAS





















Depois de três noites nos Coliseus do Porto e de Lisboa e antes de seguir para uma digressão pelo Brasil, António Zambujo anuncia uma nova série de concertos em Portugal, a realizar no final de 2026. A tour, que passa por várias cidades do país, reforçando a ligação a públicos de diferentes regiões e levando ao palco o mais recente álbum Oração ao Tempo, arranca a 10 de outubro, em Beja (Pax Julia), seguindo-se Santa Maria da Feira, a 28 de novembro (Europarque), Faro, a 1 de dezembro (Teatro das Figuras), Santarém, a 4 de dezembro (CNEMA), e Viana do Castelo, a 5 de dezembro (Centro Cultural). A reta final acontece em Coimbra, a 12 de dezembro (Convento São Francisco), e em Alcobaça, a 19 de dezembro (Panorama). Os bilhetes já estão à venda.

Editado a 19 de março, Oração ao Tempo é o décimo primeiro álbum de estúdio de António Zambujo e resulta de um processo criativo iniciado durante a pandemia, marcado por uma profunda reflexão sobre o tempo.

O tema-título, originalmente composto por Caetano Veloso, surge neste álbum em dueto com o próprio autor. Ao longo dos quinze temas que compõem o alinhamento, António Zambujo volta a reunir um conjunto de autores e compositores que têm sido fundamentais na sua trajetória, como Maria do Rosário Pedreira, João Monge e Pedro da Silva Martins, ao mesmo tempo que abre espaço a novas vozes e colaborações, como Carolina Deslandes, Mimi Froes e Rita Dias.

Com arranjos e produção de André Santos, Oração ao Tempo foi integralmente gravado com os músicos que acompanham António Zambujo em palco: João Salcedo (piano), Bernardo Couto (guitarra portuguesa), João Moreira (trompete), Francisco Brito (contrabaixo), José Conde (clarinete baixo) e o próprio André Santos (guitarra).

Com esta nova digressão, em paralelo com a sua presença em palcos internacionais, António Zambujo regressa às salas nacionais com um novo espetáculo, centrado nas canções do mais recente álbum, sem deixar de revisitar alguns dos temas mais marcantes do seu repertório.

Próximos concertos

24 abril Grândola
25 abril Vila Nova de Paiva
01 maio Instituto Baía dos Vermelhos, Ilhabela, Brasil
02 e 03 maio Sesc 14 BIS, São Paulo, Brasil
06 maio Teatro do Bourbon Country, Porto Alegre, Brasil
07 maio Centro Integrado de Cultura, Florianópolis, Brasil
08 maio Sesc Palladium, Belo Horizonte, Brasil
09 maio Teatro do Parque, Recife, Brasil
13 maio Teatro Rio Mar, Fortaleza, Brasil
16 maio Circo Voador, Rio de Janeiro, Brasil
20 maio Teatro Oficina, Campinas, Brasil
21 maio Centro de Convenções, Brasília, Brasil
23 maio Teatro São Joaquim, Goiás, Brasil
29 maio Centro Cultural de Vila Flor, Guimarães
30 maio Teatro Municipal da Lousã
09 junho Cineteatro Alba, Albergaria-a-Velha
26 junho Castelo de Moura
10 outubro Pax Julia, Beja
28 novembro Europarque, Santa Maria da Feira
01 dezembro Teatro das Figuras, Faro
04 dezembro, CNEMA, Santarém
05 dezembro, CCVC, Viana do Castelo
12 dezembro, Convento São Francisco, Coimbra
19 dezembro, Panorama, Alcobaça

AMADORA JAZZ





















De 7 a 10 de maio, o festival volta a ocupar vários espaços da cidade da Amadora com uma programação que cruza criação, mediação e grandes nomes do jazz internacional.

A 14.ª edição do Amadora Jazz realiza-se de 7 a 10 de maio de 2026, consolidando um percurso que tem vindo a afirmar o festival como um dos mais consistentes espaços de apresentação, criação e mediação do jazz em Portugal. Os bilhetes já estão à venda na Ticketline e nos locais habituais.

Esse caminho torna-se particularmente evidente na continuidade do formato de residência artística, agora integrado de forma mais orgânica no ADN do festival. Após a estreia em 2025 com o encontro entre Luís Vicente e Hamid Drake, cujo resultado discográfico, Amadora Tapes, será lançado nos dias que antecedem esta edição, o festival volta a investir neste eixo com a residência do projeto FLORA, liderado por Marcelo dos Reis. Entre 7 e 9 de maio, o trio (com Miguel Falcão e Luís Filipe Silva) instala-se no Auditório de Alfornelos para um processo criativo que culminará em concerto e gravação, contando ainda com a participação do trombonista italiano Salvoandrea Lucifora.

A par da criação, o Amadora Jazz traz a si, este ano, a aposta na formação de públicos. A dimensão educativa surge como um dos pilares do programa, com destaque para a apresentação, em anteestreia, de Às voltas num loop, uma nova criação do Serviço Educativo e de Mediação do Jazz ao Centro Clube, que resulta de uma encomenda ao quarteto constituído por Gonçalo Guiné, Filipe Furtado, Filipe Fidalgo e Paulo Silva. Pensado para estudantes do ensino secundário, o espetáculo cruza rap e jazz num formato que aproxima linguagens e gerações, sendo apresentado na Escola Secundária Seomara da Costa Primo, no dia 7 de maio.

A edição de 2026 marca também a entrada da Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos no circuito do festival. É neste espaço que Miguel Calhaz apresenta ContraCantos, Vol. 2, um trabalho onde revisita, em formato intimista de voz e contrabaixo, canções de figuras maiores da música portuguesa.

Nos Recreios da Amadora, espaço fundador do festival, a programação assume, este ano, um perfil exclusivamente internacional, reunindo nomes maiores do jazz contemporâneo de ambos os lados do Atlântico. O pianista norte-americano Fred Hersch, figura maior do jazz atual e presença recorrente nas nomeações para os Grammy, apresenta-se em formato solo, numa abordagem profundamente pessoal ao instrumento. Segue-se o quarteto de Mary Halvorson, uma das mais inventivas guitarristas e compositoras da sua geração, cujo percurso tem vindo a redefinir fronteiras dentro do jazz contemporâneo.

O programa internacional completa-se com o encontro entre Louis Sclavis e Benjamin Moussay, dupla que, após décadas de colaboração, formalizou recentemente a sua cumplicidade em Unfolding (2024), disco editado pela ECM e amplamente reconhecido pela crítica.

O festival integra ainda um momento de celebração e reflexão em torno do centenário de Miles Davis, com uma sessão que cruza abordagem crítica e expressão visual, através de uma palestra multimédia de João Moreira dos Santos e uma exposição do artista XicoFran. A acontecer no Salão Nobre dos Recreios da Amadora.

O encerramento mantém-se fiel a uma das imagens de marca do Amadora Jazz, com a atuação da GeraJazz no Cineteatro D. João V, sublinhando o compromisso do festival com o desenvolvimento de jovens músicos e com a dimensão social da música.

Como sublinha a Câmara Municipal da Amadora, o festival “tem vindo a consolidar-se como uma referência no panorama cultural, reunindo algumas das mais relevantes figuras do jazz nacional e internacional, ao mesmo tempo que aposta numa programação diversificada, pensada para diferentes públicos e com especial atenção à formação de novos públicos”.

Para José Miguel Pereira da Associação Jazz ao Centro Clube "a presente edição do Amadora Jazz prefigura uma maior e mais profunda inscrição no território, colocando a iniciativa em contacto direto com diversas comunidades em vários espaços culturais municipais e assumindo, também, a Escola enquanto pólo cultural."

O Amadora Jazz é organizado pela Câmara Municipal da Amadora, em parceria com o Jazz ao Centro Clube.

Bilhetes já estão à venda na Ticketline, postos habituais e nos locais dos concertos, duas horas antes do início de cada espetáculo.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Quinta-feira, 7 de maio, 15h
Escola Secundária Seomara da Costa Primo
M/6 | Atividade dirigida à comunidade educativa

Às voltas no loop!

Gonçalo Guiné voz, rimas e beats
Filipe Fidalgo saxofone alto e eletrónica
Filipe Furtado teclado
Paulo Silva bateria

Quinta-feira, 7 de maio, 17h
Recreios da Amadora / Salão Nobre
Entrada gratuita sujeita à lotação da sala.

100.º aniversário de Miles Davis
O génio do jazz revisitado no Amadora Jazz

João Moreira dos Santos e Xico Fran

Quinta-feira, 7 de maio, 21h
Recreios da Amadora
M/6 | 12,50 €

FRED HERSCH

Fred Hersch piano

Sexta, dia 8 de maio, 18h
Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos
M/6 | Entrada gratuita, limitada à lotação da sala

MIGUEL CALHAZ “ContraCantos”

Miguel Calhaz contrabaixo

Sexta, dia 8 de Maio, 21h00
Recreios da Amadora
M/6 | 10,00 €

MARY HALVORSON “Canis Major”

Mary Halvorson guitarra e composição
Dave Adewumi trompete
Henry Fraser contrabaixo
Tomas Fujiwara bateria

Sábado, 9 de maio, às 21h00
Recreios da Amadora
M/6 | 10,00 €

LOUIS SCLAVIS & BENJAMIN MOUSSAY

Louis Sclavis clarinete, clarinete baixo
Benjamin Moussay piano

Sábado, 9 de maio, às 23h00
Auditório de Alfornelos
M/6 | 5,00 €

MARCELO DOS REIS “FLORA” com Salvoandrea Lucifora

Marcelo dos Reis guitarra e composição
Miguel Falcão contrabaixo
Luís Filipe Silva bateria
Salvoandrea Lucifora trombone

Domingo, 10 de maio, 16h00
Cineteatro D. João V
M/6 | Entrada gratuita mediante levantamento de ingresso duas horas antes do início do concerto, sujeita à lotação da sala.

GERAJAZZ

Eduardo Lála maestro

TRÊS PORCENTO EDITAM NOVO SINGLE













“Já Não Posso Ficar Aqui”, o quarto disco de originais da banda lisboeta, chegará às plataformas de streaming a 8 de maio e será apresentado ao vivo na República da Música, em Alvalade (Lisboa), no dia 23 de maio. Os bilhetes já estão à venda na Ticketline e locais habituais.

Estas canções novas – já conhecíamos o tema «Dedicados», lançado em 2025 – marcam o regresso da banda ao formato preferido: gravações em ensemble, numa linha de continuidade entre a sala de ensaios e o estúdio de gravação. Foram produzidos por JP Mendes, misturados por Eduardo Vinhas, e masterizados por Diego Salema Reis. As gravações decorreram no Namouche (com Diego Salema Reis), com sessões adicionais no Louva-a-Deus (com Tiago Correia).

A capa de «Bebe Comigo» é um trabalho gráfico de JP Mendes sobre o excerto de uma obra de António Botelho.

​Os Trêsporcento têm no seu currículo três álbuns de originais – Hora Extraordinária (2011), Quadro (2012) e Território Desconhecido (2017) – além de um registo ao vivo, Lotação 136, gravado no Teatro Aberto (2014).

domingo, 19 de abril de 2026

PROGRAMA DE 18/04/26

1 - Bloom - Do not disturb
2 - Pedro G. Marques - R
3 - Torcido - Fora do lugar
4 - Rui Massena - Not be said
5 - Hélder Bruno - Alma
6 - Bruno Almeida - Soliloquy
7 - Carlos Raposo - Rua do castelo
8 - Júlio Pereira - Lagoa das sereias

9 - António Zambujo - Regresso à infância
10 - Jonas - Gula
11 - Raquel Tavares - Trigueirinha
12 - Gisela João - E depois do adeus
13 - Cristina Branco - Verdes são os campos
14 - Fábia Rebordão - A voar por cima das águas
15 - Sara Correia - Avisem que eu chegue
16 - Ricardo Ribeiro  - Maré (C/ Ana Moura)

sábado, 18 de abril de 2026

LUSTRO EDITAM NOVO SINGLE E CELEBRAM 10 ANOS





















A assinalar uma década de carreira, a banda de rock lisboeta apresenta “Anjos ou Vilões”, o primeiro single do seu novo trabalho de estúdio, com edição prevista para outubro deste ano.

Depois de três álbuns — Nu Ar (2017), O Diabo Também Chora (2022) e Esquecimento Global (2023) — e de uma presença consistente em palcos de norte a sul do país, o quarteto regressa agora com uma renovada energia e novas histórias para contar.

Produzido por David Jerónimo no estúdio MalwareSound, “Anjos ou Vilões” marca o arranque oficial das celebrações do 10.º Aniversário da banda.

Paulo Pereira, Rui Gomes, Mike Ferreira e Pedro Costa são os Lustro — rock sem limites.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

MAGANO "A CAMINHO DE CASA"





















O projeto Magano surge de uma história comum a muitos alentejanos que se mudaram para Almada em busca de uma vida melhor. O avô João, que cantava no grupo coral de Safara, trabalhava na Lisnave. Rosa era costureira. Aí criaram duas filhas que já não voltariam para a aldeia. Os netos, que sempre estiveram ligados à música, tiveram a ideia de criar um projeto musical que unisse os seus dois mundos.

Foi assim que as modas que sempre cantaram em família se tornaram a raiz de Magano, um projecto de jovens que nasceram na cidade mas que têm uma ligação profunda às suas raízes alentejanas.

Ficaram conhecidos do grande público em 2018, com a edição do seu álbum de estreia. Esse trabalho contou com 12 temas do cancioneiro popular alentejano, trouxe-nos as origens da banda e do seu nome. Magano é um rapaz malandro, e era assim que a Avó Rosa chamava a Nuno Ramos, elemento da banda.

Numa fusão de irmãos, amigos e colegas da música, nasce “A Caminho de Casa” que é a caminho do abrigo, das origens ou do regresso delas, que se ouve e se canta. Em “A Terra dos meus pais” contamos com letra de João Espadinha, mas este segundo disco traz-nos também letra e música da autoria de Joana Espadinha, Edumundo e André Santos, no que toca aos originais.

A sonoridade dos novos temas talvez se possa afastar da sonoridade original do Cante, mas junta três temas transversais a todo o disco: o Alentejo, a Família e Almada. O nome do novo álbum surge das viagens entre cá e lá, como já foi referido - “A caminho de Casa” - é nos quase 10 anos de Património Imaterial da Humanidade de Cante, que os Magano apresentam mais um disco onde o Alentejo é o palco não só das canções mas dos visuais que acompanham o próprio disco.

Este segundo álbum dos Magano conta com voz de Sofia Ramos, voz e guitarra de Nuno Ramos, contrabaixo de Francisco Brito, bateria e percussão de André Sousa Machado e guitarra e braguinha de André Santos.

A viagem começa na ‘Dança da Planície’ sem fim, por onde cada ‘Girassol’ roda até que nos leva ‘A Terra dos meus Pais’. É graças às ‘Filhas da Rosa’ que hoje os ‘Netos dos filhos’ ouvem as raízes, mesmo que distantes, e as dançam, sabendo que no passado existiu vida lá e que agora pode ser cantada cá.

Seguem-se as ‘Nuvens’ que nos trazem a ‘Eh Calma’, numa ‘Figurinha de Santo’ que não sai debaixo das ‘Saias da Mãe’ cantando sempre uma moda da terra, como a ‘Senhora Santana’ era cantada em pleno Alentejo, nas procissões de Safara e nas festas da terra.

SELMA UAMUSSE E PROJETI BENJAMIM CRUZAM FRONTEIRAS NO AUDITÓRIO DE ESPINHO















Nos dias 25 e 26 de abril, o Auditório de Espinho recebe um encontro artístico singular: a cantora e performer Selma Uamusse junta-se ao Projeto Benjamim para dois concertos que prometem cruzar fronteiras geográficas e geracionais.

Natural de Maputo e radicada em Portugal desde a infância, Selma Uamusse é hoje uma das vozes mais vibrantes da música lusófona. A sua sonoridade, uma fusão espiritual de soul, jazz e afrobeat, servirá de base para um espetáculo onde a voz e o corpo assumem o papel central. Através do movimento como linguagem, a artista irá explorar a herança rítmica de Moçambique, destacando a importância da expressãocorporal na cultura africana.

Em palco, Selma Uamusse estará acompanhada pelos cerca de 90 jovens músicos que integram o Projeto Benjamim. Este coletivo, formado por alunos do ensino artístico especializado da Academia de Espinho (5.ºao 9.º anos), foi criado com o propósito de oferecer aos estudantes uma experiência de performance profissional fora do contexto erudito/clássico.

O Projeto Benjamim continua, assim, o seu percurso de colaborações de prestígio, tendo já partilhado o palco com nomes como a cantautora espanhola Lorena Álvarez, o cantautor brasileiro Castello Branco e a cantora Lena d’Água.

TILT LANÇA ÁLBUM DE ESTREIA













Da primeira vaga de MCs portugueses no pós-internet, TILT foi um nome que se destacou desde cedo. Como aquele ruído estridente que os antigos modems emitiam para nos permitir conectar com a grande esfera digital, a sua música pode nem sempre agradar aos ouvidos mais sensíveis, mas dá a possibilidade de expandir horizontes a quem se arrisca a escutá-la, tal é a densidade da sua escrita, recheada de episódios reais e um infindável leque de referências históricas, artísticas, religiosas e até mesmo da própria cultura hip hop.

Depois dos EPs "Alimentar Crianças Com Cancro Da Mama" (2013), "Karrossel, Karma" (2017) e "MIASMA" (2025), bem como uma panóplia de outros projetos colaborativos, o rapper de Almada faz o inevitável e dá um "ESPIRRO" sob a forma de primeiro álbum. “Mesmo que incomode. Mesmo que sangre.” É este o lema que TILT encontra para explicar um trabalho ambicioso de 16 faixas (uma delas bónus) com produções da nova escola vindas de Martello, Il-Brutto, Amon ou Pilha, mas também de verdadeiras lendas do hip hop nacional como Kilu ou Bambino (ex-Black Company).

A história por detrás desta ideia nasce de um acontecimento real e é contada na primeira pessoa: “Certa vez espirrei, e ao me assoar, fiquei com o lenço ensanguentado. Esse lenço foi digitalizado e deu origem ao conceito e arte de 'ESPIRRO': o sintoma desta minha doença, desta minha obsessão (o rap), que tal como um espirro, incomoda, mas contagia. O álbum é uma viagem pelas minhas vivências, febres, introspecções e impulsos: um reflexo que não pode ser contido.” Assente num tapete sonoro de boom bap em tons griz — como manda a tradição do rap mais sombrio vindo do berço em Nova Iorque —, "ESPIRRO" percorre todas as diferentes escolas nas quais TILT se formou, tendo como principal âncora o egotrip, mas fazendo desvios por outras avenidas, mais interiores, para também nos versar temas que abordam sentimentos, auto-análise ou simplesmente recordar os passos dados pelo seu autor desde rapper anónimo até ao estatuto de MC de culto que hoje lhe é associado. O cuidado técnico — flows redondos a picar a pele como que a fixar o compasso e uma preocupação milimétrica com a matriz das rimas — é evidente e exigido também àqueles que o acompanham na viagem, neste caso Jack Crack, Nero e Tradição, convidados em maior destaque por entre o alinhamento. A ficha técnica estende-se ainda aos cantores Bigg Favz e Cora, ao histórico DJ Nelassassin e a DJ Ketzal, que costuma acompanhar TILT ao vivo tanto a solo como em ORTEUM (o trio que divide há mais de uma década com Nero e Mass).

"ESPIRRO" AO VIVO 

15 MAIO — Loucura Club (Lisboa)
16 MAIO — Lustre (Braga)
22 MAIO — A Mandrágora (Évora)
23 MAIO — Bafo de Baco (Loulé)
29 MAIO — Texas Bar (Leiria)
30 MAIO — Hardclub (Porto, com Esúdio 101)