Não éramos mais de 20, aqueles que na noite de quinta-feira assistimos ao concerto de Fadomorse no IPJ. Foi um espectáculo para amigos. Descontraído. Em tom familiar. Hugo Correia a fazer as honras da casa. Alegre e bem disposto, apesar de aquela hora ainda não ter jantado. Bateria e baixo na frente do palco. Os restantes músicos cá em baixo perto das cadeiras.
Pelo ar, misturou-se o rock, o hip-hop e o tradicional. O rock vinha da guitarra eléctrica de Deus Loura (dos falecidos Zen), da guitarra portuguesa electrificada de Hugo ou da bateria de Ronaldo Firmino, numa clara homenagem a Frank Zappa. O Hip-hop vinha da boca do MC Hugo Ferraz e muitas vezes do baixo de Bruno Rodrigues. O tradicional a chegar via sampler e das flautas e gaita de foles de David Leão. Aqui Fadomorse em versão reduzida. Há noites em que chegam a ser dez em palco.
Houve alturas em que o IPJ chegou quase ao caos. Músicos a entrarem em delírio, a confusão quase a instalar-se. São muitas linguagens numa só. Estão lá as ideias. Boas ideias. Falta apenas deixar os temas correrem mais livres. Para quê aprisionar o som a mil pedaços de muitas coisas?
O que vale aos Fadomorse, é que depois de 30 e tal concertos a apresentar "Entrudo", o conhecimento entre os intervenientes é enorme e as notas de musica trocam-se com grande facilidade. Assim se explica que mesmo a pisar a corda bamba, os Fadomorse nunca tenham caído.
No IPJ foi tempo de ouvir temas de "Gritar o Fado", de "Entrudo", do próximo disco a gravar em Junho, "Matraquilho dos Pobres", que tem um tema de 73 minuto.
Ao fim da noite todos saímos com a certeza de termos dado o nosso tempo por bem empregue. Saímos com a certeza de estarmos perante um grupo bastante original.
O Hugo Correia necessita apenas de guardar algumas das suas boas ideias na algibeira e não tentar pintar a pauta em branco com todas elas de uma só vez.
Pelo ar, misturou-se o rock, o hip-hop e o tradicional. O rock vinha da guitarra eléctrica de Deus Loura (dos falecidos Zen), da guitarra portuguesa electrificada de Hugo ou da bateria de Ronaldo Firmino, numa clara homenagem a Frank Zappa. O Hip-hop vinha da boca do MC Hugo Ferraz e muitas vezes do baixo de Bruno Rodrigues. O tradicional a chegar via sampler e das flautas e gaita de foles de David Leão. Aqui Fadomorse em versão reduzida. Há noites em que chegam a ser dez em palco.
Houve alturas em que o IPJ chegou quase ao caos. Músicos a entrarem em delírio, a confusão quase a instalar-se. São muitas linguagens numa só. Estão lá as ideias. Boas ideias. Falta apenas deixar os temas correrem mais livres. Para quê aprisionar o som a mil pedaços de muitas coisas?
O que vale aos Fadomorse, é que depois de 30 e tal concertos a apresentar "Entrudo", o conhecimento entre os intervenientes é enorme e as notas de musica trocam-se com grande facilidade. Assim se explica que mesmo a pisar a corda bamba, os Fadomorse nunca tenham caído.
No IPJ foi tempo de ouvir temas de "Gritar o Fado", de "Entrudo", do próximo disco a gravar em Junho, "Matraquilho dos Pobres", que tem um tema de 73 minuto.
Ao fim da noite todos saímos com a certeza de termos dado o nosso tempo por bem empregue. Saímos com a certeza de estarmos perante um grupo bastante original.
O Hugo Correia necessita apenas de guardar algumas das suas boas ideias na algibeira e não tentar pintar a pauta em branco com todas elas de uma só vez.
Nuno Ávila
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