segunda-feira, 17 de abril de 2006

FAUSTO NA GUARDA


Teatro Municipal da Guarda


1º Aniversário do TMG, no dia da liberdade


Fausto e “a ópera mágica do cantor maldito”

Fausto Bordalo Dias. É impossível dissociar seu nome de momentos fundamentais da música portuguesa contemporâneada, marcados por obras como «Por este rio acima», «O despertar dos alquimistas», «Para além das cordilheiras», «A preto e branco» ou «Crónicas da terra ardente». Fausto é toda uma viagem pelo universo dos sons, da memória colectiva, do sentir mais profundo. Fausto foi o artista escolhido para assinalar o primeiro aniversário do TMG e o 32º Aniversário do 25 de Abril.

O disco “A ópera mágica do cantor maldito” (2003) rompeu com nove anos de silêncio de Fausto nas edições discográficas, e é este trabalho que ocompositor trará ao palco do Grande Auditório, no próximo dia 25 de Abril. Um achado, dado que o cantor raramente se apresenta ao vivo.

A discografia de Fausto Bordalo Dias iniciou-se em 1970 com “Fausto”, que incluía diversos textos de poetas portugueses. Nos anos que se seguiram a esse trabalho de estreia, Fausto dedicou-se sobretudo ao canto de intervenção – juntamente com Adriano Correia de Oliveira e Zeca Afonso, entre outros. A cantiga era uma arma e assim continuou a ser depois do 25 deAbril.

No ano seguinte, Fausto edita “Beco com saída”. Seguem-se “Madrugada dos trapeiros” (1977), “Por este rio acima” (1982), “O despertar dos alquimistas” (1985), “Para além das cordilheiras” (1987), “A preto e branco”(1989) – um disco de homenagem a alguns dos poetas africanos como António Jacinto, Ernesto Lara Filho, Viriato da Cruz, Rui Nogar ou Alexandre Dáskalos, entre outros –, “Crónicas da terra ardente” (1994), “Atrás dos tempos vêm tempos” (1996) – uma colectânea com novas gravações de alguns dos seus temas antigos rearranjados e reinterpretados –, “Grande, grande é aviagem” (1999) e, finalmente, em 2003, “A ópera mágica do cantor maldito”.

Acompanham Fausto neste espectáculo, melhor ainda, nesta rara viagem aos palcos, André Machado na bateria, Carlos Mil Homens na percussão, Ciro Bertinni no piano, Miguel Amado no baixo, Ruben Alves no sintetizador e acordeão e Rui Luis Pereira na guitarra eléctrica.

Sem comentários: