"A Grande Mentira" de Balla é um disco muito verdadeiro. É o disco de Armando Teixeira. São nove originais e uma versão ("Oub’Lá" dos Mão Morta) a que o músico e produtor se entrega de corpo e alma. Um disco sentido e sofrido. Mas feito com muito amor, carinho e sabedoria.
Todo o trabalho saiu do corpo de Armando Teixeira. Apenas a guitarra é manejada por Paulo Souza e temos aqui e ali algumas colaborações esporádicas.
Armando canta, programa, toca sintetizadores e baixo. E faz toda a recolha de samplers e ideias. Sons pescados aqui e ali para construir pequenas pérolas pop. Pop que sem medo, em alguns casos, nos atira o corpo para a pista de dança. Portanto, pop com sabor eletrónico.
Todo o trabalho saiu do corpo de Armando Teixeira. Apenas a guitarra é manejada por Paulo Souza e temos aqui e ali algumas colaborações esporádicas.
Armando canta, programa, toca sintetizadores e baixo. E faz toda a recolha de samplers e ideias. Sons pescados aqui e ali para construir pequenas pérolas pop. Pop que sem medo, em alguns casos, nos atira o corpo para a pista de dança. Portanto, pop com sabor eletrónico.
Instrumentalmente estamos perante um disco irrepreensível. A escrita está mais apurada e tudo é dito na língua de Camões. Só é pena a voz não sobressair mais em alguns temas para desfrutarmos dos textos. Mas até isto acaba por ser uma vantagem, pois nos faz estar mais atentos e desta forma podemos descobrir um punhado de brilhantes pormenores que de outra forma nos escapariam. Assim, conseguimos decobrir o encanto de Armando pelo jazz, quando atira um trompete para o ar.
Sem renegar o passado e a sua paixão, bem vincada no segundo registo (basta ver capa), por Serge Gainsbourg e grande parte da canção francesa, o músico cria um disco, que tem os pés assentes no presente. Vai atrás para se inspirar, mas não se fica por ai e volta aos dias de hoje para se modernizar. E Armando Teixeira sabe jogar este jogo melhor que ninguém.
E até a versão de Mão Morta ganha nova dinâmica nesta nova visão trazida por Balla. "Ob’Lá" é perfeitamente um tema de Balla.
"A Grande Mentira" chega neste Outono pronta a dar novas cores a estes dias cinzentos.
A pop ganha finos contornos neste disco. Doces como o algodão que se come na feira.
Por isso agora, se alguém vos contar uma grande mentira acreditem que é bem verdade…
Sem renegar o passado e a sua paixão, bem vincada no segundo registo (basta ver capa), por Serge Gainsbourg e grande parte da canção francesa, o músico cria um disco, que tem os pés assentes no presente. Vai atrás para se inspirar, mas não se fica por ai e volta aos dias de hoje para se modernizar. E Armando Teixeira sabe jogar este jogo melhor que ninguém.
E até a versão de Mão Morta ganha nova dinâmica nesta nova visão trazida por Balla. "Ob’Lá" é perfeitamente um tema de Balla.
"A Grande Mentira" chega neste Outono pronta a dar novas cores a estes dias cinzentos.
A pop ganha finos contornos neste disco. Doces como o algodão que se come na feira.
Por isso agora, se alguém vos contar uma grande mentira acreditem que é bem verdade…
Eu juro, estou a falar a sério...
Nuno Ávila
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