
Esta primeira edição da Merzbau em formato cd tem essencialmente duas cores. Uma mais alegre, outra mais triste. Tem um lado mais solarengo e tem um lado mais cinzento.
Começa em toadas pop, com duas faixas em que a harmonia de vozes ajuda a pintar a música de forma original. A lembrar algumas das bandas que a saudosa Bee Keeper nos ofertou. Um quadro radiante, onde as flores desabrocham.
Voltamos a cabeça para o lado, deparamo-nos com outra pintura. Uma paisagem bucólica. Temas intimista, onde o folk serve de inspiração. Bob Dylan é para eles uma referência incontornável. Sons que passam rente ao nosso corpo.
Em grande parte do disco a guitarra acústica sobressai, acompanhada de fundo por uma guitarra eléctrica que não esconde as suas origens country. Temos até o privilégio de podermos escutar um banjo. Aqui e a li notas soltas de um piano a dar um ar mais triste à cena.
Este disco foi gravado no Alentejo e isso reflecte-se na música que nos transporta os olhos para grandes descampados. Este disco cheira a terra.
Registado num gravador de oito pistas, e sem uma grande produção, “Thinking Too Much Increases The Risk Of Smoking”, apresenta-se no entanto aos nossos ouvidos, como uma obra que tinha mesmo de ser gravada assim. De outra forma perderia o seu encanto, e deixava de se poder sentir desta maneira. Isto quer-se lowfy. Por isso faz todo o sentido haver quem ainda seja a favor do Do It Youself.
É bom poder sentir o respirar dos instrumentos. Sentir os silêncios. Os dedos a deslizarem nas cordas e o som a invadir a alma.
Este é um disco de tristezas e alegrias. Feito com risos e com lágrimas. Começa de forma estonteante, leve como um pássaro. Finaliza de forma trágica com um tema (“Requiem For An Old Friend“) que gostaríamos de ter podido ser nós a escrever para dedicar ao nosso melhor amigo onde quer que ele esteja.
Pelo meio um punhado de temas inspiradores, que deixam o nosso corpo com pele de galinha. E quando um disco mexe assim tanto com o nosso estado de espírito é porque tem atributos e qualidade. É porque é grande.
Agora só nos resta, a pedido da banda, partilhar isto com o próximo. Tarefa difícil. Depois de escutarmos estas 11 canções, este disco torna-se um pedaço de nós. Resta então guardar o egoísmo numa gaveta e partir… Mas partir para depois voltar… para escutar “Thinking Too Much Increases The Risk Of Smoking” de novo.
Começa em toadas pop, com duas faixas em que a harmonia de vozes ajuda a pintar a música de forma original. A lembrar algumas das bandas que a saudosa Bee Keeper nos ofertou. Um quadro radiante, onde as flores desabrocham.
Voltamos a cabeça para o lado, deparamo-nos com outra pintura. Uma paisagem bucólica. Temas intimista, onde o folk serve de inspiração. Bob Dylan é para eles uma referência incontornável. Sons que passam rente ao nosso corpo.
Em grande parte do disco a guitarra acústica sobressai, acompanhada de fundo por uma guitarra eléctrica que não esconde as suas origens country. Temos até o privilégio de podermos escutar um banjo. Aqui e a li notas soltas de um piano a dar um ar mais triste à cena.
Este disco foi gravado no Alentejo e isso reflecte-se na música que nos transporta os olhos para grandes descampados. Este disco cheira a terra.
Registado num gravador de oito pistas, e sem uma grande produção, “Thinking Too Much Increases The Risk Of Smoking”, apresenta-se no entanto aos nossos ouvidos, como uma obra que tinha mesmo de ser gravada assim. De outra forma perderia o seu encanto, e deixava de se poder sentir desta maneira. Isto quer-se lowfy. Por isso faz todo o sentido haver quem ainda seja a favor do Do It Youself.
É bom poder sentir o respirar dos instrumentos. Sentir os silêncios. Os dedos a deslizarem nas cordas e o som a invadir a alma.
Este é um disco de tristezas e alegrias. Feito com risos e com lágrimas. Começa de forma estonteante, leve como um pássaro. Finaliza de forma trágica com um tema (“Requiem For An Old Friend“) que gostaríamos de ter podido ser nós a escrever para dedicar ao nosso melhor amigo onde quer que ele esteja.
Pelo meio um punhado de temas inspiradores, que deixam o nosso corpo com pele de galinha. E quando um disco mexe assim tanto com o nosso estado de espírito é porque tem atributos e qualidade. É porque é grande.
Agora só nos resta, a pedido da banda, partilhar isto com o próximo. Tarefa difícil. Depois de escutarmos estas 11 canções, este disco torna-se um pedaço de nós. Resta então guardar o egoísmo numa gaveta e partir… Mas partir para depois voltar… para escutar “Thinking Too Much Increases The Risk Of Smoking” de novo.
Nuno Ávila
Sem comentários:
Enviar um comentário