Ao chegarem ao quarto disco, um registo só de originais, os Corvos não conseguem bater asas e voar tão alto como em registos anteriores. Durante este voo, onde só por alguns instantes conseguem tocar as nuvens, os Corvos fazem algumas paragens nos beirais de alguns telhados para ganhar fôlego para nova descolagem.
Troquemos isto por miúdos. “The Jinx” é um disco de altos e baixos. Começa bem, acaba com um naipe de grandes temas, com destaque para “Burning Down The House”, mas pelo meio perde-se em canções que pecam por dificilmente se distinguirem umas das outras.
E o que fica provado, é que se os Corvos nos tivessem dado um registo mais curto, estaríamos neste momento a escrever este texto de uma outra forma.
Para quem, como eu, já os viu apresentar este disco na FNAC, fica a ideia de que em estúdio eles perdem alguma da força que apresentam em palco. Aliás, a produção do disco, ao “limpar” demasiado o som, tira-lhe alguma mística. Falta energia a algumas destas canções.
Neste registo os Corvos apresentam-nos boas ideias. Em muitas alturas, nota-se que sabem o que querem e como fazer. Este quarteto de cordas é composto por músicos de excelente qualidade. Por isso não se percebe muito bem porque é que eles não arriscaram muito mais.
Porque assim, os Corvos vão continuar, apenas, a ser recordados como uma banda de versões. A banda que melhor soube homenagear a carreira dos Xutos e Pontapés…
Nuno Ávila
Troquemos isto por miúdos. “The Jinx” é um disco de altos e baixos. Começa bem, acaba com um naipe de grandes temas, com destaque para “Burning Down The House”, mas pelo meio perde-se em canções que pecam por dificilmente se distinguirem umas das outras.
E o que fica provado, é que se os Corvos nos tivessem dado um registo mais curto, estaríamos neste momento a escrever este texto de uma outra forma.
Para quem, como eu, já os viu apresentar este disco na FNAC, fica a ideia de que em estúdio eles perdem alguma da força que apresentam em palco. Aliás, a produção do disco, ao “limpar” demasiado o som, tira-lhe alguma mística. Falta energia a algumas destas canções.
Neste registo os Corvos apresentam-nos boas ideias. Em muitas alturas, nota-se que sabem o que querem e como fazer. Este quarteto de cordas é composto por músicos de excelente qualidade. Por isso não se percebe muito bem porque é que eles não arriscaram muito mais.
Porque assim, os Corvos vão continuar, apenas, a ser recordados como uma banda de versões. A banda que melhor soube homenagear a carreira dos Xutos e Pontapés…
Nuno Ávila
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