You’re not human tonight é o segundo álbum dos Great Lesbian Show. É um disco que traça continuidades com o álbum anterior, Psykitsch kaleidoscope, mas também rupturas; se Psykitsch kaleidoscope funcionava como uma amostra do percurso da banda até ao momento da sua gravação (misturando temas antigos com temas recentes), You’re not human tonight mostra os GLS como, de facto, eram no Verão de 2007.
E se o lema de liberdade absoluta (isto é: fazer-o-que-der-na-real-gana + experimenta-se-e-logo-se-vê-o-que-sai) se manteve, a verdade é que o novo disco mostra o grupo muito mais confiante nas suas potencialidades criativas. Para além disso, a banda teve condições que não tinha tido em experiências prévias de gravação: um bom estúdio, tempo e um produtor - Jorge Ferraz. Tudo isto fez de You’re not human tonight um disco do qual os GLS sentem um imenso orgulho.
Muitas bandas rock gostariam de estar num local e num tempo específicos que não viveram (Nova Iorque ou Londres em 1976 ou 1980, numa qualquer garagem do Texas em 1965, etc.). Esperamos que, ao ouvir o novo disco, seja claro que os GLS gostariam de estar em todo o lado e em todas as épocas ao mesmo tempo.
Os Great Lesbian Show formaram-se em Lisboa, em 1992. Ensaiavam quando podiam na mítica Senófila, faziam canções que não iam de encontro ao que estava na moda, davam concertos quando aparecia uma oportunidade para tal.
Lentamente, o nome do grupo começa a ser falado no meio alternativo; o Público dá-lhes uma capa num dossier "Novas Bandas" do seu suplemento "Pop Rock", sai músico, entra músico, o Blitz faz alguns artigos sobre a banda, há críticas de concertos e até uma capa.
O grupo faz alguns demos que circulam por alguns programas de rádio. Sai músico, entra músico. Gravação de quatro temas cujo destino seria um single, caso a master não tivesse sido roubada. Gravações no "estúdio" de um amigo, as coisas demoram e demoram. Estamos em 1998 e a banda suspende actividades.
2001: vamos lá outra vez: (reparam no duplo uso dos : ?) havia umas gravações que tinham ficado a meio e que se achou por bem abandonar. Temas novos e estúdio de novo. Gravação do que seria o primeiro disco da banda, Psykitsch kaleidoscope, produção DIY, sem editora que lhe pegue. Sai músico, entra músico. Há uma distribuidora – Sabotage – que pega no disco. 2004: disco nas lojas, concertos, concertos.
Verão de 2006: demo com seis temas novos e a casa mãe da Sabotage, a Zounds Records, a querer editar o novo disco. Não sai músico nem entra músico. Verão de 2007: gravação do novo disco com Jorge Ferraz na produção.
www.myspace.com/thegreatlesbianshow
Tour:
27 Junho/ 23h30m/ Lounge, Lisboa
5 Julho/ 22h00m/ Beat Club, Leiria (com Jorge Ferraz Trio)
12 Julho/ Museu Grão Vasco, Viseu
18 Julho/ 23h00m/ Maxime, Lisboa
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