Os Ermo vieram a Coimbra provar, para o pouco público presente, que todos os elogios que sobre eles se têm vindo a fazer são bem merecidos.
Em palco, o som dos Ermo, sem perder a sua beleza, torna-se mais rude. A electrónica está mais presente.
Continuamos a ser brindados com sons minimalistas e uma voz quase em canto gregoriano. Música dolente de alma bem lusitana.
Momento maior aquele em que pegam na guitarra acústica e se sentam numa mesa para tocar um dos seus temas.
Ao vivo os Ermo ganham uma componente de spoken word que os leva para paragens inusitadas. Pegam em grandes poetas e atiram brilhantes palavras para o ar.
Os Ermo, mostram uma imensa cultura e um extremo bom gosto. Coisa rara nos nossos dias, sobretudo vindo de jovens na casa dos 20.
É por tudo isto que gostamos deles. Porque quando se fala de Ermo fala-se de cultura!
Texto & Fotos Nuno Ávila
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