segunda-feira, 25 de abril de 2016

O NOVO DISCO DE RATERE



















 
Depois de um ano a percorrer estradas intergalácticas com o EP Super Power Satellite, a máquina. RATERE regressa em 2016 com toda a electricidade. Eis o seu primeiro longa-duração, POTA.

POTA / LP / 2016

SIDE A
Release The Boiled Shrimps
Spicy Lagareted Octopus
FAO

SIDE B
Western Noodles
It Was Nothing

DIGITAL BONUS TRACK
Preludin

HSLP002

RATERE: C.Ricardino, João Coutada, José Moutinho, Óscar Sousa, Ricardo Falcão, Tiago Rosendo

POTA é uma edição lp vinyl e na compra do disco tem acesso ao download digital gratuito.
POTA está disponivel em plataforma digital: bandcamp, itunes, spotify, entre outros.


“A exploração sónica dos RATERE neste POTA é uma fantasmagoria sublime do carrossel rockeiro: a mecânica do krautrock mais bruto com a dinâmica de uma electrónica de doutrina analógica (repare-se só na ambiência espacial da segunda parte de Western Noodles); o riff indie-rock (Dinosaur Jr. à espreita) a conduzir a viagem espacial por entre detritos cósmicos de rock psicadélico, pós-rock (de vertente nórdica) e punk-rock abrasivo (Spicy Lagareted Octopus é uma autêntica road trip de circum-navegação intergaláctica); o repetitivismo supremo da guitarra eléctrica feito para o transe infinito comum a todas as linguagens do rock (FAO). POTA é, no fundo, como o recurso estilístico ao título indica, uma viagem exploratória tentacular de um bicho cefalópede de pés na cabeça, sendo aqui a cabeça o pulsar constante que atravessa o disco do princípio ao fim - o baixo-guitarra, o baixo-locomotiva, o baixo-propulsor. Se escutarmos bem esta espécie de bipolaridade dimensional, facilmente compreendemos a estrutura corpórea destes RATERE, as suas metamorfoses (de uma música para a outra e dentro da mesma música), as camuflagens de cor (aquele pós-rock que afinal é indie-rock-instrumental, e por aí fora) e, principalmente, a fórmula que usam para o movimento (absorvendo um mar sonoro de electricidades e expelindo-o com toda a força). Em It Was Nothing temos ainda o ultra-sofisticado atributo mágico do cefalópode: a capacidade de desenhar uma nuvem-fantasma de tinta a partir de si mesmo, neste caso uma nuvem-pop, azul-ultramarina, permitindo-lhe escapar com toda a elegância ao aturdido predador retromaníaco.” - João Tiago Esteves

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