Ao longo desta semana Jorge Palma, o Maestro Cesário Costa, os arranjadores Filipe Melo e Filipe Raposo, Cristina Branco e a orquestra de câmara que os acompanhará, preparam com todo o detalhe o espectáculo que acontecerá amanhã (12.09) às 21h30 e que contará com transmissão online nas páginas de facebook do Jorge Palma, da EGEAC e da Câmara Municipal de Lisboa.
Do alinhamento farão parte não só temas incontornáveis da carreira de Jorge Palma e da história da música portuguesa, mas também, alguns temas menos conhecidos do público em geral, que certamente farão as delícias dos fãs mais atentos. As canções serão alvo de tratamento de luxo pelas
mãos de Filipe Melo e Filipe Raposo, a quem coube a concepção dos arranjos.
"Estou muito feliz. Não podia estar mais feliz!" afirma Jorge Palma não escondendo o seu entusiasmo por ser acompanhado por uma orquestra de câmara de 14 elementos, dirigida pelo Maestro Cesário Costa, naquele que será um concerto marcante na sua carreira.
Um concerto para celebrar os 70 anos de um grande compositor.
De um poeta. De uma rock star. De um boémio.
Jorge Palma é tudo isto e é também o autor de tantas músicas que fizeram
a banda sonora de muitas vidas, ao longo das últimas décadas.
O espectáculo "70 voltas ao Sol" é uma co-produção do Bairro da Música e da Câmara Municipal de Lisboa / EGEAC
Nota: Os Dead Combo, inicialmente anunciados, não poderão estar presentes por motivos de força maior.
A sua biografia é conhecida: começou a estudar música clássica ainda em criança, mas na adolescência e início da idade adulta o rock convidou-o para ir dar uma voltaao lado selvagem. Ao piano, junta-se a guitarra e o interesse pela música popular anglo-saxónica. Com o mestre Ary dos Santos, aperfeiçoou a veia poética e fugiu à guerra, exilando-se na Dinamarca, onde nunca deixou de compor e de escrever. Depois do 25 de abril, volta para Portugal e em 1975 gravou o primeiro LP, “Com uma Viagem na Palma da Mão”, com canções compostas durante o exílio. Depois de editar um segundo álbum, volta a sair do país, cantando e tocando guitarra nas ruas de várias cidades, fixando-se em Paris, onde tocou no metro durante alguns anos.
Quando regressa, lança alguns dos seus discos que maior sucesso fizeram entre a crítica e o público. Se O Lado Errado da Noite (1984) foi descrito como “o lado certo de Jorge Palma” ou a sua “Palma de Ouro”, o Bairro do Amor, de 1989, foi unanimemente considerado como “um dos álbuns do século XX da música portuguesa”.
Seguiram-se discos indissociáveis da história da música portuguesa, desde “Só”, a “Voo Nocturno” sem esquecer os projectos “Rio Grande” e “Cabeças no ar”. O período mais recente da vida de Jorge Palma é marcado por um momento de grande actividade no qual se destacam projectos como “Juntos” em que partilhou o palco com Sérgio Godinho e ainda a celebração de discos históricos como “Bairro do Amor” e “Só”, tendo este último resultado na edição de “SÓ ao vivo”.
Para 2020, ano em que celebra os seus 70 anos, está prometido um novo álbum de originais. O tempo não tem feito estragos na voz nem na sua veia criativa. Porque, como ele próprio canta, “enquanto houver estrada pra andar, a gente vai continuar. Enquanto houver ventos e mar, a gente não vai parar.

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