E assim acontecem 22 anos, no próximo dia 4 de Dezembro. Faremos de novo a celebração no Mercado de Arroios, este sob a influência do álbum de estreia de MOORIS, novos membros da família Holuzam. Duo composto por Pedro Melo Alves (bateria) e João Almeida (trompete), o drone como chave para a porta do quarto mundo. "I" será lançado dia 30 de novembro e já tem a atenção do Late Junction (BBC3), onde terá destaque muito em breve.
Concerto de MOORIS
Segunda-feira, 4 de Dezembro, 18h, na Flur. Entrada gratuita e limitada ao espaço disponível.
João Almeida (trompete) e Pedro Melo Alves (bateria) são MOORIS. Ao longo dos últimos anos, a solo ou nos projectos em que estão envolvidos, deram muitas provas da criatividade, abertura e envolvência na criação de dinâmicas de som livre, aberto a qualquer possibilidade e não preparado para o cerco do género. Sim, são músicos de jazz, mas o que criam destrói cenários civilizados e explode horizontes. Eis "I", disco de estreia, gravado em Maio de 2021, uma apresentação sem cerimónias. Dividido em dois momentos, "+" e "-", positivo e negativo, cada um com um grupo de faixas nomeadas a partir dessa ideia ("+", "++", etc.), "I" arranca com um som cerimonial, em jeito de apresentação para a exploração multigénero e multissensorial que se segue. Ouve-se metal e quarto mundo, jazz e electrónica de computador replicada em instrumentos analógicos, de mãos dadas na construção de sons do estranho, do escuro, do fantasmagórico, num contínuo que se recusa a parar de experimentar, avançando para o novo, o desafio. Essa é a maior sensação de "I", enquanto se ouve o João e o Pedro a tocarem os instrumentos de eleição e a experimentarem com o som que criaram a partir de objectos avulsos que usaram no processo criativo. Sente-se uma constante descoberta activa no exercício da procura. O propósito, mesmo que desconhecido, acontece, e é por isso que quando o trompete de João abre para se ouvir como Jon Hassell, troveja como se o quarto mundo não tivesse sido criado e tudo está a rebentar e a desvendar-se naquele momento. "I" é música viva e activa.

Sem comentários:
Enviar um comentário