quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

PRIMEIRO DISCO DE VITORIA & THE KALASHNICOLES

 



















A vida como ela é sem ilusões nem artifícios mas sempre com a vontade genuína de que ela seja melhor. O mundo feroz e voraz que quase nos engole sem mastigar diariamente e a revelação de que o podemos viver de forma elegante e bela.


O coração a gritar com a cabeça, a cabeça a berrar com o coração naquela forma poética e romântica que revela que estamos a explodir num turbilhão de sentidos e sentimentos que vivemos sempre de todas as maneiras.

Sentimental Machine Gun, primeiro disco de Vitória & The Kalashnicoles, mergulha-nos numa multiplicidade de sons e possibilidades, escolhas e devaneios, vozes e tons ora harmoniosos ora rasgados. Inspiradas no espaço performativo e no seu vasto imaginário musical, as artistas propõem a escolha como arma, a voz como fumo e o instrumento como pólvora para a criação de uma obra completa construída por uma equipa múltipla, que questiona o suposto feminino e pensa os limites do género e dos lugares por onde transita.

São 9 canções cujas letras são um chamamento à transformação do mundo e a reflexões profundas. Tornando-se numa arma musical. Cada escolha é uma munição, e cada canção é como lava, fluindo e queimando tudo no seu caminho, ainda que não o destrua. A música é um tiro direto ao coração, impactando e envolvendo os ouvintes.

Inspirado nas sonoridades do espaço teatral e performativo, produzem uma obra com múltiplas camadas, repleta de sentidos e várias explorações vocais e instrumentais que andam entre o rock alternativo, a música clássica, o punk, a folk, passando pela electrónica e, até, experimental.

O disco contou com as participações especiais de Yaw Tembé (trompete), João Firmino (Guitarra), David Pires (Bateria), Angela Torres (Violino), Beatriz Almeida (Violoncelo), Kristina Van de Sand (Viola) e Maria da Rocha (Violino).

Sentimental Machine Gun foi gravado ao longo dos últimos dois anos no Estúdio Tuff, no Centro de Artes de Lisboa e na Base Organizada da Toca das Artes, produzido por Vitória e Carolina Varela e tem mistura e masterização de João Santos. Teve como antecipação "Wild Beast" e "New World" e sai hoje nas plataformas digitais e em CD (edição super limitada e personalizada) e depois, num futuro próximo em vinil. Será apresentado no dia 17 na Casa Independente.

Era 2015 quando Vitória começou a compor aqueles que seriam os primeiros temas da banda. Em 2017 criou Vitória & The Kalashnicoles que, durante os anos que se seguiram, se apresentaram ao vivo em vários espaços e festivais do cenário artístico Lisboeta.

Com Vitória (voz guitarra) estão Carolina Varela (voz e baixo), Cire Ndiaye (voz, violino e baixo), Joana Campelo (voz e cocktail drum), Margarida Campelo (voz e teclas) e Isis Get (voz, Show), todas elas com uma forte ligação às artes seja pelo teatro, pela música ou perfomance. Algumas com participação em projectos como As Docinhas, Rosa Mimosa y Sus Mariposas, Real Combo Lisbonense e Bruno Pernadas.

Após alguns anos em cima do palco, surgiu a demanda e a vontade de gravar um primeiro álbum de forma a fixar definitivamente esta banda única e o seu som cósmico e acutilante na indústria da música Portuguesa.
O som que tocam é cru e envolto em sal grosso. Há, também, muito sangue, suor e lágrimas. Este cocktail envolve-se numa intensidade densa e emotiva extremamente forte, não deixando de lado a face selvagem que todos temos.

As Guitarras, Synths, Baixo, Cocktail Drum, Violino e Vozes rasgam em profundidade o mundo e a banda mergulha na singularidade do suposto feminino, explorando o erotismo, a força e a ternura melódica com a sua música, sem esquecer a essência rock que tanto acarinham.

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